WiMAX: Nova tecnologia de rede sem fio

WiMAX: Nova tecnologia de rede sem fio
WiMAX: Nova tecnologia de rede sem fio
Abelard Ramos Fernandes1, Luís Augusto Matos Mendes2,
Eduardo Macedo Bhering3, Elio Lovisi Filho4.
Universidade Presidente Antônio Carlos – Barbacena
Resumo: Este trabalho apresenta a abordagem de uma nova
tecnologia de rede sem fio chamada WiMAX e mostra um projeto
que esta sendo feito na cidade de Ouro Preto - MG utilizando
essa tecnologia. Nesta abordagem serão descritas suas
características comparando-a com tecnologias existentes. Além
disso, será mostrado o que está sendo feito no projeto em Ouro
Preto - MG.
1. Introdução
A tecnologia sem fio faz parte da vida de bilhões de pessoas no mundo, e sua
aplicabilidade esta cada vez mais evoluída. No principio, era utilizada apenas
para comunicação de voz, depois passou a ser utilizada para outros fins, como
transmissão de dados mais sofisticados como, por exemplo, serviço de internet
de banda larga.
O crescente desenvolvimento das tecnologias de telecomunicações e de
informática, unido à necessidade do homem de estar cada vez mais informado
esteja onde estiver, tem mostrado que as redes Wireless serão a próxima
geração nas redes de computadores. Esta evolução conjunta da comunicação
sem fio e da tecnologia de informática busca atender as necessidades do
mercado: celulares, redes locais sem fio, redes metropolitanas sem fio,
transmissões de dados via satélites, TV, rádio modems, sistemas de
navegação entre outros.
A rede sem fio é um sistema de transmissão de dados flexível que pode
ser utilizado como alternativa para as redes cabeadas. É uma tecnologia que
permite a conexão entre equipamentos sem a existência de uma conexão
física. Nos últimos anos, esse tipo de rede tem crescido e ganha popularidade
nos diversos setores, principalmente, no que diz respeito as WMAN(Wireless
Metropolitan Area Network – redes metropolitanas sem fio).
O objetivo deste trabalho é demonstrar as características de uma
tecnologia nova de rede sem fio chamada WiMAX baseada no padrão IEEE
802.16. Pelas características apresentadas neste trabalho chegaremos à
1
abelardrf@hotmail.com
lmendes@email.it
3
bhering@unipac.br
4
professor_elio@nextwave.com.br
2
conclusão que essa tecnologia será umas das principais tecnologias de rede
sem fio no mundo.
2. Wireless
A comunicação sem fio não é idéia nova. Em 1901, o físico italiano Guglielmo
Marconi demonstrou como funcionava um telégrafo sem fio que transmitia
informações de um navio para o litoral por meio de código Morse (Afinal de
contas, os pontos e traços são binários). Os modernos sistemas digitais sem fio
têm um desempenho melhor, mas a idéia básica é a mesma.
As redes sem fio podem ser divididas em três categorias principais:
•
•
•
Interconexão de sistemas.
Interconectar os componentes de computadores usando rádio de
alcance limitado, como mouse, teclado, impressora, monitor,
celulares, câmaras digitas e outros dispositivos. O padrão adota é
o IEEE 802.15.
LANs sem fio.
São sistemas em que todo computador tem um modem de rádio e
uma antena por meios dos quais pode se comunicar com outros
sistemas.Freqüentemente, existe uma antena que permite a
comunicação. Esta antena é comumente chamada de estação
base que possibilita a comunicação entre os computadores.Mas
se esses computadores estiverem próximos, eles poderão
comunicar-se diretamente um com o outro em uma comunicação
que não precisa de uma base de controle para comunicar
chamada de não-hierárquica. As LANs sem fio estão se tornando
cada vez mais comuns em pequenos escritórios e nos lares onde
a instalação Ethernet não é viável. O padrão IEEE 802.11 é
adotado para LANs sem fio
WANs sem fio.
Esse tipo de rede sem fio é usado em sistemas geograficamente
distribuídos. A rede de rádio utilizada para telefonia celular é um
exemplo de sistemas sem fio de baixa largura de banda. Passou
por três gerações, a primeira geração é analógica e sendo usada
apenas para voz usando o sistema AMPS (Advanced Móbile
Phone System – sistema avançado de telefonia móvel). A
segunda geração é digital e tem os serviços de voz e troca de
SMS (Short message service – sistema de mensagens curtas),
sendo usado os seguintes sistemas D-AMPS (Digital Advanced
Móbile System - sistema digital avançado de telefonia móvel),
GSM (Global System for Móbile Communicatios – sistema global
para comunicações móveis) e CDMA (Code Division Multiple
Access – acesso múltiplo por divisão de código). A terceira
geração é digital e se destina a voz e dados, os sistemas
utilizados nessa geração são W-CDMA (Wideband CDMA –
CDMA
de
banda
larga),
UMTS
(Universal
Móbile
Telecommunicatios
System
–
sistema
universal
de
telecomunicações), EDGE (General Packet Radio Service –
serviço geral de rádio de pacotes) e GPRS (General Packet Radio
2
Service – serviço geral de rádio de pacotes).Além dessas redes
de baixa velocidade, também estão sendo desenvolvidas redes
sem fio geograficamente distribuídas de alta largura de banda. O
enfoque dessa rede é voz e dados caracterizados pela Internet de
alta velocidade a partir dos lares e empresas comercias. A
vantagem desta é que não se utiliza do sistema de telefonia. O
padrão IEEE 802.16 foi desenvolvido para especificar esse
serviço.[1]
Nos últimos anos a era do computador pessoal está perdendo espaço
para a era da computação presente, na qual usuários utilizam, ao mesmo
tempo, vários aparelhos eletrônicos através dos quais podem acessar todas as
informações necessárias a qualquer hora e em qualquer lugar. A natureza
destes aparelhos faz da comunicação através de redes sem fio a solução mais
simples para que possa estar interconectado. Um exemplo disto está no
crescimento da utilização da tecnologia sem fio tanto no ambiente de rede local
(Wireless Local Area Network - WLAN), como para redes metropolitanas
(Wireless Metropolitan Area Network - WMAN). Além de suportar a
conectividade sem fio de estações fixas, portáveis e móveis, dentro de uma
determinada área, uma rede sem fio pode oferecer conexão aos serviços
oferecidos na Internet. É previsível que em um futuro não muito distante, essa
tecnologia será amplamente utilizada como meio de acesso à grande rede.[1]
Uma WLAN tem o alcance de comunicação (de 100 a 500 metros) e
deve satisfazer os mesmos requisitos de uma LAN, incluindo alta capacidade,
completa conectividade entre as estações e a capacidade de broadcast5. Para
isso, WLANs devem ser projetadas para cobrir algumas questões específicas
de ambientes sem fio, tais como consumo de energia, mobilidade, segurança e
limitações na capacidade do canal. Atualmente o padrão bem definido para
redes locais sem fio é o padrão IEEE 802.11.
A crescente demanda por acesso à Internet com alta-velocidade (bandalarga) e pelos serviços de multimídia para clientes residenciais e corporativos,
proporcionou o rápido desenvolvimento do acesso sem fio para WMAN que
apresenta várias vantagens em relação aos sistemas de cabo e ADSL
(Asymmetric Digital Subscriber Line – linha digital assimétrica do assinante),
como por exemplo: rápida implantação, baixo custo de atualização e
manutenção, etc. O IEEE 802.16 é o padrão definido para essa rede sem fio e
surgiu com o intuito de prover um sistema de acesso sem fio de alta velocidade
e de alto desempenho.O padrão IEEE 802.16 faz parte de uma aliança
internacional denominada WiMAX, garantindo a interoperabilidade entre os
dispositivos de diferentes fabricantes.
As padronizações da comunicação sem fio são as seguintes:
•
•
•
5
PAN - Redes Wireless locais de curto alcance usando os padrão
IEEE 802.15;
LAN - Redes Wireless locais privativas contidas em locais
fechados usando o padrão IEEE 802.11;
MAM – Rede Wireless metropolitana que abrange uma cidade
usando o padrão IEEE 802.16;
Segundo [1] Broadcast significa enviar para todos os computadores da rede.
3
•
WAN – Rede Wireless metropolitana voltada para usuários
móveis usando o padrão IEEE 802.20.
3. WiMAX 802.16
Muitas empresas perceberam que ter um padrão de banda larga sem fio era o
elemento chave que estava faltando, e assim a IEEE formou um comitê
composto por pessoas de empresas importantes e do meio acadêmico para
elaborar o padrão, como próximo número disponível no espaço de numeração
do 802 era 802.16, o padrão recebeu esse numero 802.16 e os trabalhos
começaram em julho 1999 e foi aprovado em abril de 2002 oficialmente. É
chamado de (Air Interface for Fixed Broadband Wireless Access System interface aérea para sistemas fixos de acesso sem fio de banda larga). No
entanto algumas pessoas preferem chamar de MAN (Metropolitan Área NetWork – rede metropolitana)[7].
Em janeiro de 2005 o grupo aprovou um adendo à norma para
operações na faixa licenciada e não licenciada entre 2 a 11GHz denominada
IEEE 802.16a.
Este padrão que a IEEE criou, define como o tráfego sem fio é
transmitido entre as estações clientes e uma estação base. Estes clientes
podem ser usuários domésticos ou um centro comercial acessando a Internet,
filiais de uma empresa conectados a sua matriz, ou mesmo um Campus
Universitário, como ilustra a Figura 1.
Figura
1 - Variedade de estações clientes comunicando-se com uma
estação base.
Sua arquitetura básica consiste de uma estação base (BS - Base
Station) e uma ou mais estações clientes (SS - Subscriber Station), como
mostra a Figura 2.
4
A BS é o nó central que coordena toda a comunicação e as SSs se
localizam a diferentes distâncias da BS. Além disso, todo o tráfego de dados da
rede passa pela BS, ou seja, não existe comunicação direta entre as SSs. A
estação base pode estar conectada a uma outra infra-estrutura de rede (como
por exemplo, a Internet), possibilitando uma extensão dos serviços oferecidos
aos usuários. Da mesma forma, as estações clientes podem oferecer serviços
diferenciados para usuários conectados através de uma rede local cabeada ou
sem fio.
Figura 2 - Arquitetura básica.
3.1. O Padrão 802.16
Os padrões definidos hoje pela a IEEE são[3]:
•
IEEE 802.16 (Air Interface for Fixed Broadband Wireless Access
System): foi aprovado em dezembro de 2001. Esse padrão é para
WMANs operando na banda de freqüência de 10 – 66 GHz;
•
IEEE 802.16.2 (Recommended Pratice for coexixtence of fixed
Broadband Wireless Access System): publicado em 2001,
especifica uma prática recomendada para endereçar a operação
de múltiplos sistemas de BWA no range de freqüência de 10 – 66
GHz;
•
IEEE 802.16a: publicado em março 2003 operando na banda de
freqüência licenciada de 2 – 11 GHz;
•
IEEE 802.16c: que foi aprovado em dezembro de 2002, vai ajudar
na interoperabilidade através da especificação de perfis de
sistemas no alcance de 10 – 66 GHz;
•
IEEE 802.16e: vai antender o padrão original para cobrir de forma
“combinada” a operação fixa e móvel nas bandas licenciadas da
faixa de freqüência de 2 – 6 GHz que foi aprovada em dezembro
de 2002. Esse padrão incorpora o trabalho do “ad hoc committee”
– o comitê de Handoff do IEEE.
5
O padrão 802.16 define a interface aérea WMAN para Redes de Área
Metropolitanas Wireless, definindo um protocolo do tipo ponto-para-multiponto.
A finalização desse padrão proclama a chegada do Acesso Wirelles de Banda
Larga (BWA) como um instrumento importante no esforço de conectar as
residências e as corporações ao núcleo das redes de telecomunicações em
todo o mundo.
Grandes empresas como a Intel Corporation, Fujitsu Microelectronics
América e Nokia estão à frente do desenvolvimento deste padrão que vêm
sendo considerado por muitos como a banda larga sem fios, quebrando assim
muitas barreiras que hoje existem em relação ao ADSL e ao cabo.
3.2. Protocolo
Os protocolos utilizados nas comunicações LAN FHSS (Frequency Hopped
Spread Spectrum – espectro de dispersão de saltos de freqüência) e DSSS
(Direct Sequence Spread Spectrum – espectro de dispersão de seqüência
direta) necessitam de visada direta. Por esse motivo, não pode haver nenhum
obstáculo entre o receptor e o transmissor. Uma parte do sinal do rádio é
sempre refletida pelos prédios e paredes podendo ser utilizado para se atingir
os pontos aonde não se consegue chegar diretamente com visada. No entanto
as reflexões causam atenuações em algumas faixas de freqüências, que são
totalmente imprevisíveis, sendo assim, o protocolo utilizado deve ser capaz de
lidar com a perda por estas atenuações.
O protocolo de rede sem fio utilizado pelo IEEE 802.16 para resolver
esse problema foi o W-OFDM (Wide-band Orthogonal Frequency Multiplexing –
multiplexação ortogonal por divisão de freqüência). Esse protocolo, ao contrário
do FHSS e DSSS, não transmite uma, mas centenas de portadoras ao mesmo
tempo, bastando assim que alguma dessas portadoras chegue ao receptor
para que a informação seja recuperada.
Assim, um equipamento tipicamente WiMAX será capaz de atingir
comunicação satisfatória em distancias de até 6 KM sem visada, somente se
valendo das reflexões.
3.2.1. OFDM
A divisão de freqüência OFDM é uma tecnologia que transmite sinais múltiplos
simultaneamente sobre um único trajeto de transmissão, tal como um cabo ou
um sistema Wireless. Cada sinal viaja dentro de sua própria escala de
freqüência original (portador), que é modulada pelos dados (Texto, voz, vídeo,
etc).
3.2.2. W-OFDM
Os avanços recentes em empresas de semicondutores e particularmente em
processo digital, fazem do protocolo W-OFDM a tecnologia de escolha para as
aplicações Wireless de alta velocidade e das transmissões futuras. A
tecnologia do W-OFDM será usada para transmitir taxas elevadas de dados
sobre o ar para as aplicações do consumidor do futuro.
6
O W-OFDM é uma variação mais eficaz do OFDM que permite
velocidade de transmissão muito maior do que OFDM convencional usando
uma faixa de freqüência larga.
Figura 3 – Linha de visada.
A Figura 3 mostra o problema da falta de visada e como e como é feita a
comunicação por reflexão.
Podemos observar na ilustração da esquerda, o caso onde as antenas
da estação raio base e a antena do assinante estão com a linha de visada
desobstruída, ou seja, as antenas podem se “enxergar” (LOS - Line Of Sing).
Na ilustração da direita, caso um novo prédio venha a ser construído, ou
haja o crescimento de árvores na linha de visada, esta passa a ser obstruída,
ou NLOS (No Line of Sight), passando o sinal da estação base, alcançar o
usuário por caminhos diferentes (caminhos indiretos – reflexões e edificações)
[7].
3.3. Características da camada física e da camada MAC
Com o objetivo de produzir um sistema de banda larga, os projetistas do IEEE
802.16 trabalharam intensamente para usar de forma eficiente o espectro
disponível. Eles não gostaram do funcionamento do GSM e do D-AMPS.
Ambos utilizam bandas de freqüência distintas, mas, equivalentes para o
tráfego upstream 6 e downstream7. No caso de voz, o tráfego provavelmente é
simétrico em sua maior parte; porém, para acesso à Internet em geral existe
maior tráfego downstream do que upstream. Conseqüentemente, o IEEE
802.16 fornece um modo mais flexível de alocar a largura de banda. Segundo
[1] são usados dois esquemas, a FDD (Frequency Division Duplexing –
duplexação por divisão de freqüência) e TDD (Time Division Duplexing –
duplexação por divisão de tempo)[1].
Na Tabela 1 é mostrada a principal característica da camada física do
padrão IEEE 802.16.
6
7
Trafego de dados na seguinte direção do SS para BS
Trafego de dados na seguinte direção BS para SS
7
Caracterísiticas
W-OFDM
Benefícios
Suporte a ambientes com visada (LOS) e visada
obstruída (NLOS) – Multicaminhos.
Modulação adaptativa e Possibilita uma maior proteção a erros na interface
correção de erro
aérea, garantindo maior vazão
variável
TDD e FDD
Atende a requisitos de agências reguladoras
Largura de banda
Atende a requisitos de agências reguladoras
Flexível
Suporte a “Smart
Estes conjuntos de antenas estão se tornando mais
antenas”
baratas e garantem maior ganho para a área de
atendimento do sistema, garantindo melhor relação
sinal/ruído.
Tabela 1 – Características camada física padrão IEEE 802.16
Na camada MAC tem:
A camada MAC do IEE 802.16 define mecanismos de sinalização de
QoS e funções para controlar a transmissão de dados entrem a BS e as SSs.
Dentro desse contexto, o padrão define quatro tipos de serviços associados a
fluxos de tráfego9, cada um com diferentes requisitos de QoS como
demonstrado [1]:
8
Unsolicited Grant Service (UGS): este serviço suporta tráfego com
taxa constante (CBR- Constant Bit Rate) ou fluxos similares tais
como, voz sobre IP (VoIP). Estas aplicações requerem uma
constante alocação de banda.
2.
Real-Time Polling Service (rtPS): este serviço é para aplicações de
tempo real com taxa de transmissão variável (VBR – Variable Bit
Rate) como por exemplo, MPEG vídeo ou teleconferência. Estas
aplicações possuem requisitos específicos de banda, bem como,
um atraso máximo tolerável.
3.
Non-Real-Time Polling Service (nrtPS): este serviço é para fluxos
sem requisitos de tempo real, mas que necessitam melhores
condições do que os serviços “de melhor esforço10”, como por
exemplo, transferência de arquivo. Estas aplicações são
insensíveis ao atraso no tempo e requerem um mínimo de alocação
de banda.
4.
Best Effort Service (BE): este serviço é para tráfego “de melhor
esforço”, onde não existe garantia de QoS, tais como HTTP. As
aplicações recebem banda disponível após a alocação dos três
fluxos anteriores.
Na Tabela 2 é demonstrada a outra característica da camada MAC
1.
8
QoS Qualidade de serviços em rede de computador
Comunicação entre o BS e SS
10
Melhor esforço - Tráfego de dados é processado de forma rápida quando possível.
9
8
Característica
Agendamento de transmissão
Orientado à conexão
Benefício
Uso da banda de forma mais eficiente
OoS garantido por conexão
Roteamento e encaminhamento de
pacotes mais rápido
QoS
Eficiência na transmissão por causa do
controle
Requisição de Retransmissão
Aumenta o desempenho por passar
Automáticas
para a camada física o acerto de erros
ocorridos na interface aérea
Modulação Adaptativa
Possibilidade otimizar as taxas de
transmissão de acordo com a relação
sinal/ruído
Triple DES e RSA
Segurança
Controle de potência automático
Garante a melhor relação sinal/ruído
através de ajuste no sinal transmitido
Tabela 2 – Características da camada MAC
3.4. Freqüência de Operação.
Para se obter um ganho de escala e conseqüente redução de custos, os
fabricantes devem ser capazes de utilizar a mesma tecnologia em todos os
mercados, regiões e países. Como cada região tem sua legislação própria o
IEEE procurou criar um protocolo que seja capaz de operar em freqüências que
vão de 2,4GHz a 66GHz, sendo assim capaz de se acomodar a praticamente
qualquer legislação. Isso não significa que o mesmo rádio será capaz de operar
em todas as freqüências. Significa que os fabricantes poderão utilizar o mesmo
protocolo de modulação, modificando apenas as antenas, sistema de potência
e outros sub-sistemas menores que sejam dependentes da freqüência. [1]
3.5. Desempenho.
Uma medida de performance muito importante para redes sem fio é a
quantidade de banda conseguida em cada Hz utilizado. Isso é importante
porque sempre existe limitação na faixa de freqüência que se pode utilizar.
Assim esse parâmetro informará quantos Mbps se poderá trafegar.
Enquanto que os protocolos LAN como o Wi-Fi fornecem aproxidamente
2,7 bps/Hz o WIMAX irá fornecer 5,0 bps/Hz; quase o dobro de aproveitamento
desse meio escasso e compartilhado que é o espaço de freqüências.
Como comparação, o IEEE 802.11a ocupa 20Mhz e permite
performance de até 54Mpbs. O WiMAX ocupando os mesmos 20MHz, irá
permitir performances de quase 100Mbps.
O WiMAX foi projetado para permitir comunicação em distâncias de até
50Km. Em distâncias como essas a diferença de atraso entre os usuários mais
próximos contra os usuários mais distantes passam a ser significativas. O
WiMAX garante que mesmo com essas diferenças de atrasos cada usuário
seja tratado de maneira igualitária e de acordo com seu QoS contratado.
O padrão IEEE 802.16 emprega três esquemas de modulação
diferentes, dependendo da distância a que a estação do assinante se encontra
em relação a estação-base, que são [1]: Para assinantes próximos, é usado o
9
QAM11-64, com 6 bits/baud.No caso de assinantes situados a uma distância
média é usado QAM-16 com 4 bits/baud. Para assinantes distantes é usado o
QPSK12 com 2 bits/baud. Por exemplo , para um valor típico de 25 MHZ do
espectro, o QAM-64 oferece 150 Mbps, o QAM-16 oferece 100 Mbps, e o
QPSK oferece 50 Mbps.Isso significa que quanto mais distante da estaçãobase estiver o assinante, mais baixa será a taxa de dados.
Como não podia deixar de ser, o IEEE também se preocupou com a
segurança e o sigilo das informações transmitidas. Para isso incluiu os
protocolo de criptografia Triple-DES (128bits) e RSA (1024bits) como padrão
além de mecanismos de certificação digital.
3.6. Equipamentos.
Nesta seção serão apresentados alguns equipamentos que são utilizados no
WiMAX. As imagens aqui apresentadas referem-se a produtos do fornecedor
Aperto Network.
A Figura 4 demonstra a antena-base (BS) com o controle da antenabase do equipamento modelo PacketMAX 5000 da Aperto.
Antena Base (BS)
Controle antena Base
Figura 4 – Antena Base e controle da antena Base
A Figura 5 mostra a estação cliente (SS) com o controle da estação
cliente do modelo PacketMAX 5000 da Aperto.
Antena e controle do Cliente (SS)
Figura 5 – Antena cliente e controle da antena
As especificações dos equipamentos demonstrados pelas figuras 4 e 5 estão
no anexo 1[6].
3.7. Tendência
11
12
QAM – (Quadrature Amplitude Modulation – modulação por amplitude de quatrante)
QPSK – (Quadrature Phase Shift Keying – chaveamento por deslocamento de fase de quadratura)
10
Quando usuários querem serviço de Internet de banda larga hoje, eles
geralmente estão restritos à conexão T1, DSL ou baseada em modem-cabo.
Entretanto, estas infra-estruturas a fio podem ser consideravelmente mais
caras e consumir mais tempo de implantação na utilização do que uma sem fio.
Além disso, as áreas rurais e países em desenvolvimento
freqüentemente não possuem infra-estruturas de fibra ótica ou de fio de cobre
para serviços de banda larga e os provedores não querem instalar os
equipamentos necessários para regiões com poucos benefícios potenciais.
Assim, muitos residentes têm que trabalhar sem serviço de banda larga.
Por esses motivos o WiMAX tem um potencial muito grande de ser um
das tecnologias de rede sem fio mais usada nos próximos 10 anos, hoje esse
equipamento estão com um custo ainda muito elevado em relação às outras
tecnologias mas com o término da especificação técnica desses equipamentos
e a fabricação em série isso deverá mudar.
Segundo [5], podemos dizer que o WiMAX apresenta as seguintes
vantagens e desvantagens:
Vantagens:
• Distância de banda Passante de até 50 Km de raio do BS;
• Enlace não precisa de Visada em até 6 Km de raio;
• Pode operar em uma variedade de freqüência de 2 – 66 GHz;
• Ajuste de sinal ao meio (Chuva, neve, etc)
• Banda larga de até 70 Mbps;
• Qualidade de serviço em rede de computador QoS entre o BS e SS; E
• Possibilidade de um número maior de usuários.
Desvantagens:
• Hoje o custo dos equipamentos é muito elevado;
• A estação cliente tem que ser fixa, logo, não há mobilidade;
3.8 – Comparação entre IEEE 802.11 e IEEE 802.16
Quando se fala em comunicação Wireless, pensamos logo no IEEE 802.11.
Apesar de apresentar características e funcionalidades diferentes podemos
citar também o IEEE 802.16. Desta forma, a Tabela 3 compara os padrões
observando-se algumas características[1]:
Largura de Banda
Distância
QoS
IEEE 802.11
54Mbps (IEEE 802.11 a)
100m
Nenhum
IEEE 802.16
70Mbps
50Km
Reforçado Centralmente
11
Cobertura
Optmised for indoor nonline-of-sight (NLOS)
WEP13
Nenhum
Optmised for outdoor
(NLOS)
Triple-Des, RSA
Segurança
Níveis de serviços
A sustentação múltipla
dos níveis diferencia o
requerimento da largura
de faixa
Usuários
Centenas
Milhares
Freqüência
2,4 GHz
2-66 GHz
Mobilidade
Sim
Não
Tabela 3 - IEEE 802.11 X IEEE 802.16
4. Projeto UFOP
O projeto “Ouro Preto Cidade Digital” foi desenvolvido em Brasília em setembro
de 2004 e iniciado em 2005 com apoio do projeto piloto de escolas à internet
com tecnologia de rede sem fio INTEL (WiMAX). Este projeto é uma das ações
contempladas no acordo MEC-Intel celebrado em Junho de 2004, tendo a
direção da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) com a participação da
Prefeitura Municipal de Ouro Preto, RNP14,ANATEL, SEC&T15, SEE16 de MG e
Telemar.
Os motivos que levaram Ouro Preto a sediar o projeto são apresentados
a seguir:
Ouro Preto sendo Patrimônio cultural da humanidade, as intervenções
locais são controladas tendo uma serie de restrições para a elaboração de
qualquer obra, a topografia dificulta comunicação com visada, a ausência de
conexão em banda larga em grande escala, uma comunidade similar, do ponto
de vista socioeconômico, à grande maioria das comunidades brasileiras,
vontade política dos dirigentes em participar do projeto e a universidade como
agente de coordenação, desenvolvimento de pesquisa e avaliação.
O Projeto, “Ouro Preto Cidade Digital”, visa definir um modelo de rede
comunitária, sem fio, replicável à pequenos e médios municípios, definir
modelos econômicos de sustentação e de parceria público privada,
desenvolver pesquisa sobre aplicações de rede sem fio e formação de
profissionais na área de redes, Capacitando professores, alunos e dirigentes da
rede educacional para o uso da tecnologia na educação e desenvolver
estratégias pedagógicas baseadas na nova tecnologia[5];
4.1. Arquitetura do projeto
Esse projeto é composto de uma estação base (BS) que esta localizada no
campus da UFOP em cima do prédio do restaurante, esse é o ponto mais alto o
campus e que apresenta uma pequena visada para o centro da cidade de Ouro
Preto. Ainda encontram-se distribuídos pela cidade seis estações clientes (SS)
sendo cinco presentes em escolas Municipais de 5ª a 8ª e Estaduais de Ensino
Médio e uma no departamento de computação da UFOP. As escolas além de
receberem o link de rede sem fio receberam também um laboratório de
13
WEP – (Wired Equivalent Privacy )
RNP – Rede nacional de Pesquisa.
15
SEC&T - Secretarias estaduais de ciência e tecnologia.
16
SEE - Secretaria do estado de educação
14
12
informática sendo que a montagem desses laboratórios é responsabilidade da
prefeitura municipal de Ouro Preto e SEE.
A Figura 6 mostra a antena da estação (BS), à esquerda, situada no
campus da UFOP, e o equipamento de controle do BS, à direita.
Figura – 6 Antena Base e o Equipamento de controle do BS
A Figura 7 mostra a visada da antena em relação a cidade de Ouro
Preto. Como pode ser observado, a cidade de Ouro Preto situa-se em um vale
o que possibilita a utilização da reflexão que é uma das características do
WiMAX.
A cidade de Ouro
Preto esta localizada
nesse vale
Figura – 7 Visada da BS com relação à cidade de Ouro Preto
A Figura 8 mostra a antena da estação cliente (SS), à esquerda, e o
equipamento de controle da SS, à direita. Esta estação cliente (SS) situa-se na
Escola Estadual Dom Pedro II, no centro de Ouro Preto.
13
Antena da
estação
Cliente
Figura – 8 Antena SS e o equipamento de controle.
As fotos apresentadas anteriormente foram coletadas durante a visita
efetuada à UFOP realizada em 03 de novembro de 2005. Nesta data, os
equipamentos que estavam sendo utilizados eram da marca Aperto e modelo
PacketWare 700 Series. Esses equipamentos são considerados uma
tecnologia pré-WiMAX não apresentando todas as características do WiMAX,
apresentando limitações quanto a taxa de dados com velocidade de no máximo
de 20 Mbps e outras características que estão na especificação técnica no
anexo 2[6].
5. Conclusão
Vemos nos dias atuais como é crescente a demanda por serviços de Internet
de banda larga, e geralmente esses serviços estão restritos as conexões
cabeadas.
A tecnologia de rede sem fio Wireless vem crescendo muito durante
esses últimos anos e uma das principais tecnologias que ajudou esse
crescimento é sem dúvida a rede sem fio utilizando o padrão IEEE 802.16
conhecida por WiMAX.
Diversas características tornam o WiMAX uma grande promessa sendo
a tecnologia de rede sem fio que será mais usada para acesso a serviços de
banda larga. Destaca-se nessa tecnologia o raio de alcance da estação base
de até 50km, a possibilidade da transmissão da base com o cliente sem
precisar de uma visada, a taxa de transmissão de dados até 70 Mbps, uma
qualidade de serviço possibilitando a separação dos dados de acordo com a
sua característica e uma largura de banda flexível.
Diante disso o alto investimento de grandes empresas na
definição e na fabricação do padrão IEEE 802.16, os equipamentos que já tem
no mercado, como, por exemplo, no projeto “Ouro Preto Cidade Digital”,
podemos concluir que em um futuro próximo essa tecnologia poderá estar à
venda nas principias lojas de rede de computadores e com um custo adequado
ao mercado.
Pode se dizer que as redes metropolitanas sem fio podem ser
consideradas belas alternativas para um futuro próximo. Vive-se uma revolução
14
nas telecomunicações, pois além de propiciar todos os serviços já existentes,
possibilitará um acesso quase universal.
6. Bibliografia.
[1] TANENBAUM Andrews S. Redes de Computadores. 4.ed. Rio de Janeiro
editora Campus, 2003.
[2] STEVEN J. Vaughan-Nichols. Alcançando a Banda Larga Sem Fio
através da WiMax. Disponível em : http://www.computer.org/join/. Acesso em
05 de setembro de 2005.
[3] CARL Eklund, Centro de Pesquisas Nokia,Roger B. Marks, Instituto
Nacional de Padrões e Tecnologia,Kenneth L. Stanwood e Stanley Wang,
Ensemble Communications Inc. Padrão IEEE 802.16. Disponível em :
http://www.comsoc.org/pubs/commag/ Acesso em 05 de setembro de 2005.
[4] ARUNABHA Ghosh e David R. Wolter, SBC Laboratories Inc,Jeffrey G.
Andrews e Runhua Chen, The University of Texas at Austin. TÓPICOS SOBRE
ACESSO
À
BANDA
LARGA.
Disponível
em
:
http://www.comsoc.org/pubs/commag/ Acesso em 05 de setembro de 2005.
[5] CAVALCANTI Carlos Frederico. Ouro Preto Cidade Digital. Disponível
em : http://www.decom.iceb.ufop.br/prof/cfmcc/ Acesso em 30 de agosto de
2005
[6] Packet MAX Base station Specification. . Disponível em :
http://www.apertonet.com. Acesso em 30 de setembro de 2005.
[7] FIGUEIREDO l Fabrício, Fundamentos da tecnologia WiMAX. Centro
pesquisa e desenvolvimento em telecomunicações – CPqD. . Disponível em :
http://www.cpqd.com.br/file.upload/ Acesso em 30 de agosto de 2005.
15
Anexos
Anexo 1
Interfaces PacketMAX 5000
Quad Wireless Controller (QWC)
Wireless System Card (WSC)
1 IF Port per WSC
Up to 4 WSC per QWC
Main System Card (MSC)
Backhaul
Management
Shelf Management
External Clock Input
Synchronization Ports
Power Requirements
AC Option
DC Option
Power Consumption
Dimensions (Indoor Units)
Mounting
Width
Height
Depth
Weight
Dimensions (Outdoor Units)
Mounting
Width
Height
Depth
Weight
Redundancy
Power
Main System Board
Wireless IF
Environmental
Operating Temperature (Indoor Unit)
Humidity (Outdoor Unit)
Operating Temperature (Outdoor Unit)
Humidity (Outdoor Unit)
(up to 3 per chassis)
F Connector, 75 Ohm
(up to IF 12 ports per chassis)
(up to 2 per chassis)
100/1000 Mbps Full Duplex
10/100 Base-T, RS-232
10 Base-T, RS-232
2 BNC
2 BNC
85 – 265 VAC; 47 – 63 Hz
40 – 60 VDC
380 watts maximum
19” rack
439 mm (17.3”)
222 mm (8.7”) - 5U
381 mm (15”)
18.1 kg (40 lbs)
Pole Mount
340 mm (13.4”)
340 mm (13.4”)
55.9 mm (2.2”)
2.2 kg (6 lbs)
Redundant feeds
2 cards per system (future)
IF port redundancy (future)
0° – 40° C (32° – 104° F)
10 – 90% non condensing
-45° – 60° C (-49° – 140° F)
0 – 100% non condensing
16
Operation
PHY
Frequency Bands Supported
Channel Bandwidths
3.3 – 3.6 and 3.6 – 3.8 GHz
2.30 – 2.36 and 2.5 – 2.7 GHz
5.425 – 5.725 and 5.725 – 5.925 GHz
RF Power Output
Receiver Sensitivity
Modulation Rates
Duplexing Mode
Error Correction
Automatic Frequency Selection (AFS)
Dynamic Frequency Selection(DFS)
Networking
Protocols
VLAN
QoS
Service Classes
Flows per Base Station
Security
Encryption
Management
Provisioning
Agent
SNMP
Antenna Options
Full Frequency Reuse
Other options
OFDM 256 FFT
3.3 – 3.6 GHz
3.6 – 3.8 GHz
2.5 – 2.7 GHz
5.425 – 5.725 GHz
5.725 – 5.925 GHz
2 – 7 MHz in 1 MHz steps, 1.75, 3.5, 7, 14 MHz (future)
2 – 10 MHz in 1 MHz steps, 5.5 MHz
2 – 10 MHz in 1 MHz steps, 20 MHz
Option 1: 20 dBm
Option 2: 28 dBm (Q1 2006)
-100 dBm
BPSK, QPSK, 16QAM, 64QAM
TDD
Convolution coding 1/2, 2/3, 3/4
Yes
Yes
IP Routing, OSPF, RIPv2, VLSM, CIDR DHCP (client and relay
agent), VLAN, Bridging, and PPPoE
16 management VLANs per network.
Support for 4,096 VLAN’s either tagged or double tagged.
CG – Continuous Grant
RT – Real Time
NRT – Non Real Time
BE – Best Effort
16 flows per subscriber (Flows are Bi-directional)
3DES
AES CCM, 128 and 1024
Centralized using WaveCenter
Embedded WaveCenter agent supporting SNMP
MIB II (RFC 1213), WiMAX MIB, Aperto Enterprise MIB
90° and 60°
120° and 360° (omni)
17
Anexo 2
PacketWave 760 Base
Station Unit Specifications
Interfaces
Radio Interfaces:
IF signal (F connector)
Control (RJ-45 connector)
Cable Length: 164 feet (50 meters) or up to
328 feet
(100 meters) with specified cable
Backhaul Port: 10/100Base-T Fast Ethernet
Local Craft Interface: RS-232 serial port
(DB9)
Multiple PacketWave 760 Synchronization
(BNC)
Operation
20 Mbps raw data rate, 12-14 Mbps net
throughput Frequency Bands Supported
(using Aperto Networks
radios and antennas):
2.5-2.689 GHz
3.3-3.4 GHz
3.4-3.7 GHz
5.25-5.35 GHz
5.725-5.925 GHz
Duplexing Mode: TDD
Modulation: QPSK and 16 QAM, adaptive
Error Correction:
Reed Solomon FEC with variable
block lengthand correction factor
MAC-layer ARQ with up to 6
retransmissions Frequency Switching:
Automatic Frequency Selection
(AFS), up to 20 channels, switching
manually or based upon
interference criteria; provides
interference avoidance and
redundancy
Networking
Protocols: IP Routing RIPv2, VLSM, CIDR,
DHCP (client and relay agent),
VLAN 802.1Q, 4095 pass-through,
tagged and double tagged.
Bridge up to 21,000 hosts (MAC
addresses)
Service Classes: CBR, CIR, BE
with minimum guaranteed and/or peak rate;
4 service flows per CPE are supported
Management
Provisioning: Centralized or embedded
provisioning using WaveCenter
Configuration Manager on Microsoft
Windows 2000 Professional and Linux.
Fault Management: Embedded
WaveCenter agent supporting SNMP and
Web browser interfaces,SYSLOG interface,
and email alerts
Installation: Advanced Installation Manager
(AIM) and alignment tool for setup,
diagnostics, and testing
SNMP: version 2, MIB II (RFC 1213),
Aperto Enterprise MIB
Upgrade Tool: System Upgrade Manager
(SUM)
Radio Diagnostics: Tx & Rx testing, cabling
diagnostics,remote and local power levels.
Frequency Scanning Algorithm (FSA)
detects radio power levels in channel band
LED Indicators
Power
Radio: transmit, receive, status
Ethernet: link, transmit, and receive
Multiunit Sync
Power Requirements
AC Option: 100-240 VAC; 47-63 Hz; 30
watts
DC Option: 18-56 VDC
Dimensions and Weight
Width: 16.5 in (41.9 cm)
Height: 1.75 in (4.4 cm)
Depth: 8.5 in (21.6 cm)
Mounting: standard 19 inch rack or wall
Weight: 4.4 lbs (2.0 kg)
Environmental
Indoor Unit
Operating Temperature: 32° to 104°
F (0° to 40° C)
Humidity: 10% to 90%
concondensing
Outdoor Unit
Operating Temperature: -31° to
140° F (-35° to 60° C)
Storage Temperature: -40° to 257°
F (-40° to 125° C)
Relative Humidity: 0% to 100%
18
Regulatory Approvals
Certifications: FCC Part 15 Class B, CE,
EN 301 753, EN 01 489-4, EN 60950, EN
55022
Ordering Information
PW760-FFDD-M-V-0C
FF
Frequency
25 – 2.5 GHz
33 – 3.3 GHz
35 – 3.5 GHz
53 – 5.3 GHz
58 – 5.8 GHz
DD
Antenna
90 – 90˚ antenna
60 – 60˚ antenna
OM – omni antenna
00 – no antenna
M
Subscriber Unit Capacity
Mode Possible Subscriber
Units
A
8
B
16
C
32
D
64
E
128
F
Product Maximum
V
Power Option
A – A/C
D – D/C
C
Power Cord
1 – US
2 – Europe
3 – Italy
4 – UK
5 – Australia
Shipping Part Numbers
Base Station Unit - PW760-V-C
Base Station Radio - PWRFF00
Base Station Antenna - PWAFF00-DD
Capacity License Key - CLK760-M
1637 South Main Street • Milpitas, CA
95035
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