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Omega FIELDLOGGER Manual do usuário
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MANUAL DE INSTRUÇÕES
V1.6x H
CE Mark
Este é um dispositivo Classe A. Em um ambiente doméstico, pode causar interferência de rádio e obrigar o usuário a
tomar medidas adequadas.
NOVUS PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA.
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INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................................... 4
CONEXÕES E INSTALAÇÃO ............................................................................................................................................. 5
INSTALAÇÃO MECÂNICA ............................................................................................................................................ 5
RETIRANDO E INSTALANDO A TAMPA FRONTAL .............................................................................................. 9
RETIRANDO E INSTALANDO A IHM .................................................................................................................... 10
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS....................................................................................................................................... 10
ALERTAS DE SEGURANÇA....................................................................................................................................... 10
RECOMENDAÇÕES PARA A INSTALAÇÃO ........................................................................................................ 11
ALIMENTAÇÃO ..................................................................................................................................................... 12
I/OS DIGITAIS ....................................................................................................................................................... 12
RELÉS ................................................................................................................................................................... 12
RS485 .................................................................................................................................................................... 12
FONTE AUXILIAR PARA ALIMENTAÇÃO DE TRANSMISSORES ...................................................................... 13
ENTRADAS ANALÓGICAS ................................................................................................................................... 14
RECURSOS DE CONECTIVIDADE ............................................................................................................................ 15
SINALIZADORES (LEDS) ................................................................................................................................................. 16
INSTALAÇÃO DO DRIVER USB ...................................................................................................................................... 17
WINDOWS XP............................................................................................................................................................. 17
WINDOWS 7 ............................................................................................................................................................... 18
DETERMINAÇÃO E SELEÇÃO DA PORTA SERIAL (COM) – WINDOWS ..................................................................... 22
SOFTWARE DE CONFIGURAÇÃO E COLETA ............................................................................................................... 23
CONFIGURAÇÃO ....................................................................................................................................................... 24
CONFIGURAÇÕES GERAIS ................................................................................................................................. 26
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE RS485........................................................................................................... 27
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET .................................................................................................. 28
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – TCP/P .............................................................................. 29
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – FTP .................................................................................. 30
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SMTP ............................................................................... 32
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – DESTINATÁRIOS DE E-MAIL ......................................... 32
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SNMP .............................................................................. 33
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – HTTP ............................................................................... 34
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – MODBUS TCP ................................................................. 35
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – CLOUD ............................................................................ 36
CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS .................................................................................................. 37
CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS - CALIBRAÇÃO CUSTOMIZADA ....................................... 39
CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS DIGITAIS .......................................................................................................... 40
CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS REMOTOS........................................................................................................ 43
CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS VIRTUAIS ......................................................................................................... 46
CONFIGURAÇÃO DOS ALARMES ....................................................................................................................... 47
CONFIGURAÇÃO DOS REGISTROS ................................................................................................................... 51
DIAGNÓSTICOS ......................................................................................................................................................... 53
COLETA ...................................................................................................................................................................... 56
COLETAR DADOS ................................................................................................................................................ 57
GERENCIAR COLETAS ........................................................................................................................................ 59
COM PASSO-A-PASSO (WIZARD) ................................................................................................................. 60
SEM PASSO-A-PASSO ................................................................................................................................... 67
PREFERÊNCIAS ......................................................................................................................................................... 71
PROTEÇÃO POR SENHA ..................................................................................................................................... 71
OPERAÇÃO POR LINHA DE COMANDO .................................................................................................................. 72
ARQUIVO BATCH ................................................................................................................................................. 72
TIPO DE AÇÃO ................................................................................................................................................ 72
MODO DE CONEXÃO ..................................................................................................................................... 72
PARÂMETROS DA AÇÃO ............................................................................................................................... 73
PARÂMETROS DE EXPORTAÇÃO ................................................................................................................ 73
OPERAÇÃO DO FIELDLOGGER ..................................................................................................................................... 74
ENTRADAS ANALÓGICAS ......................................................................................................................................... 74
ENTRADAS/SAÍDAS DIGITAIS................................................................................................................................... 76
CONTAGENS ........................................................................................................................................................ 76
RELÉS DE SAÍDA ....................................................................................................................................................... 76
INTERFACE RS485 .................................................................................................................................................... 76
RS485 PRINCIPAL ................................................................................................................................................ 76
RS485 AUXILIAR................................................................................................................................................... 77
CANAIS REMOTOS .................................................................................................................................................... 77
CANAIS VIRTUAIS ...................................................................................................................................................... 77
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INTERFACES USB ..................................................................................................................................................... 79
USB DEVICE ......................................................................................................................................................... 79
USB HOST............................................................................................................................................................. 79
INTERFACE ETHERNET ............................................................................................................................................ 80
MODBUS-TCP ....................................................................................................................................................... 80
ENVIO DE E-MAILS – SMTP................................................................................................................................. 80
DEPURAÇÃO................................................................................................................................................... 81
PÁGINAS WEB – HTTP......................................................................................................................................... 81
PÁGINAS PADRONIZADAS ............................................................................................................................ 81
PÁGINAS CUSTOMIZADAS ............................................................................................................................ 84
TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS – FTP ............................................................................................................ 87
GERENCIAMENTO DE REDES – SNMP .............................................................................................................. 87
CLOUD .................................................................................................................................................................. 88
PRÉ-REQUISITOS........................................................................................................................................... 88
OPERAÇÃO ..................................................................................................................................................... 89
DEPURAÇÃO................................................................................................................................................... 89
REGISTRO E COLETA DE DADOS ........................................................................................................................... 89
ALARMES ................................................................................................................................................................... 92
COMUNICAÇÃO DE DADOS ........................................................................................................................................... 93
IHM (INTERFACE HOMEM-MÁQUINA) ........................................................................................................................... 94
TELA “FAVORITES” .................................................................................................................................................... 96
TELA “CHART” ............................................................................................................................................................ 96
TELA “CHANNEL LIST”............................................................................................................................................... 96
TELA “ALARMS” ......................................................................................................................................................... 96
TELA “STATUS” .......................................................................................................................................................... 97
TELA “CONFIGURATION” .......................................................................................................................................... 97
ATUALIZAÇÃO DO SOFTWARE DO DISPOSITIVO (FIRMWARE)................................................................................. 99
SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA DO RELÓGIO ................................................................................................................ 102
ESPECIFICAÇÕES ......................................................................................................................................................... 104
INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA ................................................................................................................................ 107
SUPORTE E ASSISTÊNCIA TÉCNICA .......................................................................................................................... 107
GARANTIA LIMITADA E LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE.................................................................................. 107
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INTRODUÇÃO
O FieldLogger é um dispositivo de aquisição e registro de dados analógicos e digitais de alta resolução e velocidade.
Resultado de um avançado desenvolvimento tecnológico, o dispositivo destaca-se em diversos aspectos, como alto
desempenho, alta conectividade e facilidade na configuração e operação. Esta tecnologia se apresenta como a solução
ideal para aplicações que requerem flexibilidade e funcionalidade para diversos padrões de redes industriais.
Suas principais características são:
•
Entradas analógicas: 8
•
Entradas/saídas digitais: 8
•
Saídas a relé: 2
•
Memória interna de 2 MB
•
Interface para Cartão SD (até 16 GB - não disponível em alguns modelos)
•
Interface RS485
o Principal: Modbus RTU mestre e escravo
o Auxiliar (conector DB9 – não disponível em alguns modelos): Modbus RTU escravo
•
•
•
Serviços Ethernet (não disponível em alguns modelos):
o DHCP
o HTTP (página web)
o FTP (cliente e servidor)
o SMTP (envio de e-mails)
o SNMP
o Modbus TCP
USB:
o
o
Host
Device
IHM (opcional)
Há quatro tipos de canais de entrada no FieldLogger: analógicos, digitais, remotos e virtuais. Os canais analógicos e
digitais são aqueles adquiridos diretamente pelo FieldLogger através das suas respectivas entradas. Os canais
remotos são aqueles adquiridos através do protocolo Modbus RTU, operando como mestre na sua interface RS485. Já
os canais virtuais são um tipo especial de canal de entrada onde podem ser realizadas operações matemáticas,
permitindo o cálculo de grandezas complexas a partir das informações medidas.
Os canais de entradas analógicas são configuráveis para a leitura de sinais de tensão, corrente, termopares, Pt100 e
Pt1000. Estas entradas contam com a precisão de um conversor A/D de 24 bits e a alta velocidade de aquisição, que
pode chegar a 1000 amostras por segundo. Os canais digitais podem ser configurados individualmente como entradas
ou saídas.
A interface Ethernet permite coleta e acesso aos dados das entradas e saídas, através de serviços que podem ser
individualmente habilitados e configurados. Através de um navegador web (HTTP), pode-se visualizar os dados dos
canais habilitados, diagnósticos e informações gerais do FieldLogger. Um cliente FTP pode ser utilizado para coleta
dos registros. O FieldLogger pode identificar até 32 condições distintas de alarme, permitindo o acionamento de
saídas, envio de e-mails ou de traps SNMP sempre que uma condição de alarme for detectada. Todas as informações
relativas a variáveis, status e diagnóstico do FieldLogger estão disponíveis em registradores Modbus que podem ser
acessados através da interface Modbus TCP ou da interface Modbus RTU disponível via interface USB (device) ou
RS485 (quando operando como escravo).
A interface USB device é utilizada para conexão a um computador para configuração, monitoramento ou coleta.
Enquanto que a interface USB host é utilizada para conexão de pen drive, para coleta dos dados da memória de
registro.
Os dados da memória de registro podem ser transferidos por qualquer das interfaces para o software configurador, que
permite a exportação para os mais diversos formatos de dados.
Quando a indicação das grandezas medidas junto ao processo é necessária, uma exclusiva IHM (Interface Homem
Máquina) com display colorido pode ser acoplada ou instalada remotamente (opcional).
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CONEXÕES E INSTALAÇÃO
INSTALAÇÃO MECÂNICA
O FieldLogger tem gabinete próprio para ser instalado em trilho de 35 mm.
Para a instalação no trilho, deve-se puxar as duas presilhas localizadas logo abaixo das conexões dos canais, tomando
cuidado para não retirá-las, conforme Fig. 01.
Nota: Caso ache necessário, poderão ser retirados os conetores das conexões dos canais para instalação do trilho DIN.
Fig. 01 – Modo de instalação em trilho DIN
Após, encaixe o FieldLogger ao trilho conforme Fig. 02.
Fig. 02 - Modo de instalação em trilho DIN
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E por fim, empurre as duas presilhas até que se ouça um clique para a instalação completa, conforme Fig. 03.
Fig. 03 - Modo de instalação em trilho DIN
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Dimensões:
•
Sem módulo IHM:
Fig. 04 – Dimensões do FieldLogger sem módulo IHM
Fig. 05 – Dimensões da lateral do FieldLogger sem módulo IHM
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•
Com módulo IHM (Opcional):
Fig. 06 – Dimensões do FieldLogger com módulo IHM
Fig. 07 – Dimensões da lateral do FieldLogger com módulo IHM
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RETIRANDO E INSTALANDO A TAMPA FRONTAL
Para retirar a tampa frontal, puxe a alavanca localizada à direita do FieldLogger até o fim.
Para instalar, encaixe a tampa pressionando-a, e em seguida pressione a alavanca para total fixação no FieldLogger.
Fig. 08 – Retirando e instalando a tampa frontal do FieldLogger
Fig. 09 – Retirando e instalando a tampa frontal do FieldLogger (vista lateral)
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RETIRANDO E INSTALANDO A IHM
Para retirar a IHM, puxe a alavanca localizada à direita do gabinete até o fim.
Para instalar, encaixe a IHM no rebaixo a partir do lado esquerdo, pressionando-a até o perfeito encaixe dos conectores
DB9. Após pressione a alavanca para total fixação da IHM no FieldLogger.
Fig. 10 – Retirando e instalando a IHM no FieldLogger
Fig. 11 – Retirando e instalando a IHM no FieldLogger (vista lateral)
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
ALERTAS DE SEGURANÇA
Os símbolos abaixo são usados no dispositivo e ao longo deste manual para chamar a atenção do usuário para
informações importantes relacionadas com segurança e o uso do dispositivo.
DUPLA ISOLAÇÃO
CUIDADO:
Leia o manual completamente
antes de instalar e operar o
dispositivo.
CUIDADO OU PERIGO:
Risco de choque elétrico
A fonte de alimentação do
FieldLogger é duplamente
isolada, representada pelo
símbolo acima que está
impresso na etiqueta de
conexões do dispositivo.
ENTRADA DE
ALIMENTAÇÃO
FieldLogger pode ser
alimentado através de uma
fonte de alimentação CA ou
CC.
Todas as recomendações de segurança que aparecem neste manual devem ser observadas para assegurar a
segurança pessoal e prevenir danos ao instrumento ou sistema. Se o instrumento for utilizado de uma maneira distinta
à especificada neste manual, as proteções de segurança do dispositivo podem não ser eficazes.
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Fig. 12 – Painel frontal do FieldLogger
O FieldLogger possui duas linhas de terminais para conexões diversas, entre elas: ethernet, conexões de entrada,
alimentação, relés de saída, saída para alimentação auxiliar, entradas digitais e comunicação serial. Estas informações
estão identificadas na caixa do FieldLogger conforme Fig. 13 e Fig. 14:
Fig. 13 – Conexões do lado superior para versão standard e 24 V
NOTA:
1) Uma chave ou disjuntor localizado próximo ao FieldLogger deverá ser usado como dispositivo de desconexão.
Fig. 14 – Conexões lado inferior
RECOMENDAÇÕES PARA A INSTALAÇÃO
•
Condutores de entrada devem percorrer a planta do sistema separados dos condutores de saída e de alimentação,
em eletrodutos aterrados.
•
A alimentação dos instrumentos deve vir de uma rede própria para instrumentação.
•
É recomendável o uso de FILTROS RC (47 Ω e 100 nF, em série) em paralelo com bobinas de contactoras e
solenóides que estejam próximas ou ligadas ao dispositivo.
•
Em aplicações de controle é essencial considerar o que pode acontecer quando qualquer parte do sistema falhar.
Os relés das saídas RL1 e RL2, utilizados como alarmes, não garantem proteção total.
•
Seção dos fios utilizados: bitola mínima de 0,14 mm².
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ALIMENTAÇÃO
Os terminais 25 e 26 indicam a alimentação principal do FieldLogger.
I/OS DIGITAIS
Existem 8 I/Os digitais que podem ser configurados individualmente como entradas ou saídas. Há um terminal para o
positivo de cada I/O, mas o terminal negativo de todos é comum (não há isolação entre os canais).
• Entradas:
Quando configurados como entradas, podem ser conectados a saídas de tensão (verifique os níveis aceitáveis na
seção Especificações), saídas de contato-seco e saídas NPN. Deve-se tomar cuidado na ligação de múltiplas saídas
devido a não-isolação entre as entradas do FiedlLogger.
Fig. 15 - Conexão de tensão
Fig. 16 - Conexão contato seco
Fig. 17 - Conexão NPN
Nota: Ao retirarmos ou desconectarmos o sinal de entrada, será lido o valor correspondente ao nível lógico "1".
• Saídas:
Quando configurados como saídas, podem acionar cargas de potências limitadas (verifique a seção Especificações).
Fig. 18 - Conexão de uma carga à saída digital
Os terminais das entradas/saídas digitais não são isolados dos terminais das entradas analógicas!
Assim, não se deve utilizar sinais analógicos e digitais provenientes da mesma fonte de tensão, sob pena
de termos falhas no funcionamento do dispositivo.
RELÉS
O FieldLogger possui 2 relés que podem ser usados no acionamento de cargas (verifique a seção Especificações).
Para cada relé, temos o terminal comum, o terminal NF (normalmente fechado) e o terminal NA (normalmente aberto).
Quando desacionado, o comum do relé está em contato com o terminal NF. Ao ser acionado, o comum passa a ter
contato com o terminal NA.
RS485
A interface RS485 do FieldLogger possui terminais para a comunicação a 3 fios, incluindo o comum. A ligação em uma
rede Modbus irá depender se o dispositivo está configurado para operar como mestre ou escravo.
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• Mestre
• Escravo
FONTE AUXILIAR PARA ALIMENTAÇÃO DE TRANSMISSORES
Para os modelos não alimentados por 24 V, há uma fonte de tensão de 24 Vcc disponível no FieldLogger para a
alimentação de transmissores em campo. Esta fonte auxiliar é eletricamente isolada dos demais terminais do FieldLogger.
Segue a maneira correta de utilizar a fonte auxiliar para a alimentação de transmissores 4-20 mA (2 fios), impedindo que
o terra comum das entradas analógicas interfira na medição.
Fig. 19 – Fonte auxiliar para alimentação de transmissores 4-20 mA (2 fios)
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ENTRADAS ANALÓGICAS
Os terminais das entradas/saídas digitais não são isolados dos terminais das entradas analógicas!
Assim, não se deve utilizar sinais analógicos e digitais provenientes da mesma fonte de tensão, sob pena
de termos falhas no funcionamento do dispositivo.
Conexão de Pt100/Pt1000
A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. A ligação
com três fios desde o elemento sensor Pt100 até a entrada do FieldLogger garante o
cancelamento do erro causado pela resistência dos fios. Os três fios devem ter mesma
bitola e comprimento.
Para Pt100 a dois fios, interligue os terminais 1 e 2.
Conexão de Termopares
A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe a
correta polaridade de ligação.
Cabos utilizados para ligação de termopares devem ter as mesmas características
termoelétricas do termopar utilizado (cabo de compensação ou cabo de extensão), e
também devem ser ligados com a polaridade correta.
A não utilização de cabos de compensação ou sua utilização com a polaridade incorreta
pode acarretar grandes erros de medição.
Conexão de Tensão (mV)
A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe
a correta polaridade de ligação.
Conexão de Corrente (mA)
A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe
a correta polaridade de ligação.
Conexão de Tensão (V)
A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe
a correta polaridade de ligação.
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RECURSOS DE CONECTIVIDADE
Fig. 20 – Recursos de conectividade do FieldLogger
Conexão USB
Interface utilizada para conexão de pen drive, para coleta dos dados da memória de registro.
Conexão PC
Interface utilizada para conexão a um computador para configuração, monitoramento ou
coleta.
Conexão cartão SD
Interface utilizada para expansão por cartão SD. Os dados da memória de registro podem
ser transferidos por qualquer das interfaces para o software configurador, que permite a
exportação para os mais diversos formatos de dados.
Ethernet
Interface utilizada para a comunicação Ethernet 10/100. Recomenda-se utilizar um cabo
categoria 5 ou superior em um conector RJ45.
O conector Ethernet do FieldLogger possui dois leds para indicação luminosa: o led verde
(da esquerda) acende indicando a conexão à rede Ethernet; o led amarelo (da direita) pisca
indicando que há tráfego de dados na interface.
Conexão DB9 para IHM (Opcional)
Conexão para instalação da IHM (Interface Homem Máquina) do FieldLogger para
indicação de grandezas medidas junto ao processo. A partir da versão de firmware 1.20,
pode ser utilizada como uma porta RS485/Modbus-RTU escrava genérica.
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SINALIZADORES (LEDS)
Sinalizadores Tx / Rx
Sinaliza transmissão e recepção de dados pela interface RS485/Modbus,
independentemente se configurada para operar em modo mestre ou escravo.
Sinalizadores Status / USB
Ao ligar o dispositivo, ambos os leds piscam duas vezes e permanecem apagados até que
toda a inicialização esteja concluída.
O sinalizador Status permanece ligado em condições normais. Quando estiver registrando,
o mesmo deverá piscar duas vezes a cada 3 segundos. Em casos de erro, este led irá piscar
3 vezes a cada 8 segundos.
Nos casos de erro, verifique se o relógio do FieldLogger está com a data e hora corretos.
Se estiverem errados, provavelmente a pilha do relógio está gasta e precisa ser substituída.
Se estiver OK, tente reinicializar o dispositivo tirando sua alimentação e reiniciando-o após
10 segundos. Se o led insistir na indicação do erro, pode haver algo errado com o seu
FieldLogger.
O sinalizador USB permanece ligado apenas enquanto o cabo estiver conectado na USB
device ou enquanto o pen drive estiver conectado na USB host. As seguintes exceções são:
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•
Erros de coleta via pen drive: pen drive com espaço insuficiente, incapacidade de
escrever no pen drive (protegido contra gravação) ou pen drive não compatível (setor
diferente de 512 bytes, por exemplo), o sinalizador USB fica piscando enquanto a
condição de erro permanecer (tipicamente, até o pen drive ser retirado). Verificar a
seção “Interfaces USB” no capítulo “Operação do FieldLogger” para maiores
detalhes.
•
Ao final da coleta, se tudo estiver correto, o sinalizador USB permanece aceso até
que o pen drive seja retirado do dispositivo.
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INSTALAÇÃO DO DRIVER USB
Ao instalar o software de configuração, o driver USB do FieldLogger é automaticamente instalado. Em todo o caso, se
for necessária uma instalação avulsa, isso pode ser feito conforme descrito no procedimento a seguir.
O Windows 8 (64 bits) não permite que se instale drivers não “assinados digitalmente” pela Microsoft.
Dessa forma, antes de se instalar os drivers USB do FieldLogger, deve-se seguir o roteiro abaixo:
1.
2.
3.
Durante o boot, deve-se pressionar a tecla F8 para entrar nas Configurações de Inicialização.
Pressionando a tecla F7, pode-se Desabilitar Imposição de Assinatura de Driver.
O Windows 8 permitirá agora que se instale o driver USB do FieldLogger.
As etapas de instalação apresentadas podem variar de PC para PC, mesmo para uma mesma versão do sistema
operacional. As etapas e telas apresentadas a seguir são apenas orientativas.
WINDOWS XP
1. Insira o CD que acompanha o FieldLogger na unidade de CD-ROM.
2. Conecte o FieldLogger à porta USB do PC. O Windows® irá reconhecer a presença do novo hardware e após
alguns instantes irá apresentar a tela do assistente de instalação.
3. Se o assistente de instalação de um novo hardware for apresentado perguntando se o driver deve ser instalado a
partir do site Windows Update, selecione a opção “Não, não agora” e após clique “Avançar”.
4. Selecione a opção “Instalar de uma lista ou local específico (avançado)” e clique em “Avançar”.
5. Selecione a opção “Procurar o melhor driver nestes locais” e marque a opção “Pesquisar mídia removível”. Clique
em “Avançar”. Caso os arquivos de instalação não estejam em um CD, marque a opção “Incluir este local na
pesquisa” e indique o caminho para os arquivos.
6. Se for apresentada uma tela informando sobre a não compatibilidade com o Windows® XP, clique em “Continuar
assim mesmo”.
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7. Os arquivos do driver do FieldLogger serão copiados para o computador e após alguns instantes será apresentada
uma tela informando que o assistente terminou a instalação do software para o conversor. Clique em “Concluir”.
Em utilização posterior do FieldLogger é possível que o Windows® solicite novamente a instalação do driver. Neste
caso, o mesmo assistente será apresentado. Repita os passos anteriores, selecionando a opção “Instalar o software
automaticamente (recomendável)”, uma vez que os arquivos dos drivers já estão em seu computador.
WINDOWS 7
1. Conecte o FieldLogger em uma porta USB do seu computador. O Windows tentará instalar um driver
automaticamente e não terá sucesso, pois o driver necessário não está na sua biblioteca padrão.
2. Clique no ícone “Iniciar >> Painel de Controle”. Clique em “Sistema” e, após, em “Gerenciador de Dispositivos”.
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3. Localize o FieldLogger (provavelmente com um ícone com um ponto de exclamação ao lado) e dê um duplo-clique.
4. Clique no botão “Atualizar Driver...”.
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5. Peça para “Procurar software de driver no computador”.
6. Indique o caminho da pasta onde estão os drivers (CD do dispositivo ou pasta onde foi salvo quando baixado do
site).
7. Aguarde a instalação.
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8. O Windows irá indicar que não pode verificar o editor deste driver. Peça para instalar mesmo assim!
9. Aparecerá uma mensagem indicando o sucesso da instalação.
10. Voltando à tela do Gerenciador de Dispositivos, pode-se verificar qual a porta serial virtual alocada ao FieldLogger.
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DETERMINAÇÃO E SELEÇÃO DA PORTA SERIAL (COM) – WINDOWS
A porta serial associada ao FieldLogger é automaticamente determinada pelo sistema operacional alguns instantes
após a conexão do FieldLogger. O usuário pode facilmente identificar ou alterar a porta COM associada ao
FieldLogger:
Painel de Controle / Sistema / Hardware / Gerenciador de Dispositivos / Portas COM & LPT
Selecione o dispositivo “USB Serial Port” correspondente ao FieldLogger e clique em “Propriedades”. Selecione a aba
“Port Settings” e clique no botão “Advanced”. Na lista “COM Port Number”, selecione a porta serial que deve ser
associada ao FieldLogger. Algumas portas seriais podem estar marcadas em uso (In Use). Somente selecione uma
destas portas caso tenha certeza de que a mesma não esteja sendo usada por outro periférico do seu computador.
Em algumas situações as portas seriais podem ficar marcadas como em uso mesmo quando o dispositivo associado
não está mais instalado no computador. Neste caso é seguro associar esta porta ao FieldLogger. A figura a seguir
apresenta a visão do gerenciador de dispositivos contendo um FieldLogger, e as telas de propriedades onde pode ser
redefinida a porta COM associada.
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SOFTWARE DE CONFIGURAÇÃO E COLETA
O software de configuração (Configurador) permite que se faça a configuração do FieldLogger, a coleta e exportação
dos dados de registro e a leitura de canais de entrada e informações de status. Este capítulo se destina a mostrar e
explicar a utilização do software. A utilização do FieldLogger com todas as suas funcionalidades será detalhada no
capítulo “Operação do FieldLogger”.
Na tela principal, deve-se escolher a função que se deseja executar, conforme a figura abaixo:
•
Configuração: Permite alterar a configuração do FieldLogger.
•
Diagnóstico: Permite ler os valores dos canais habilitados, a situação dos alarmes configurados e informações
gerais e de status do dispositivo.
•
Coleta: Permite efetuar a coleta dos dados de registro do FieldLogger, visualizá-los e exportá-los em diversos
formatos.
•
Preferências: Permite alterar algumas opções do software.
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CONFIGURAÇÃO
Na tela de configuração, pode-se selecionar uma das seguintes opções:
•
Ler Configuração: Efetua a leitura da configuração atual de um FieldLogger.
•
Nova Configuração: Cria uma configuração a partir do “zero”.
•
Abrir Configuração: Carrega a configuração previamente salva em um arquivo.
Se a opção escolhida foi para criar uma nova configuração, será necessário indicar um arquivo onde esta configuração
será salva. Além disso, a partir da versão de software 1.40, deve-se indicar qual o modelo de FieldLogger que se vai
configurar (a alimentação – normal ou 24 V – não importa nesse caso):
•
o modelo completo, com Ethernet, USB, capacidade de memória expansível com cartão SD e uma segunda
interface RS485 pronta para aceitar uma IHM (opcional).
•
o modelo sem Ethernet, com USB, memória não-expansível (apenas flash interna) e uma única interface
RS485.
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Uma vez que a configuração foi carregada para o software (originária de um dispositivo, de um arquivo, ou
simplesmente criada do zero, conforme a opção selecionada), deve-se então efetuar a configuração desejada. Para
isso, há uma sequência de telas com os vários parâmetros organizados por função.
Cada vez que se tenta avançar para a próxima tela (através do botão “Seguinte”), é feita uma consistência dos
parâmetros configurados. Em caso de haver algum problema com algum parâmetro, uma janela de erro é mostrada e o
símbolo “ ” aparece ao lado do campo com o problema.
A barra de ícones localizada na parte inferior da janela possui ícones para as seguintes funções:
•
Voltar: Permite voltar à tela de configuração anterior.
•
Salvar: Salva a configuração atual em arquivo. Se um arquivo ainda não foi associado a essa configuração,
abre uma tela de diálogo para que o usuário escolha o nome e o local do arquivo.
•
Conexão: Permite efetuar a conexão com o dispositivo (abre uma janela para a escolha da interface) se estiver
desconectado e para efetuar a desconexão se estiver conectado.
•
Carregar Configurações Iniciais: Desfaz as alterações promovidas pelo usuário, voltando à configuração inicial.
•
Cancelar: Fecha a configuração atual.
•
Seguinte: Efetua as consistências da tela de configuração atual e, se tudo OK, segue para a próxima tela.
Barra de ícones
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CONFIGURAÇÕES GERAIS
A primeira tela mostra alguns parâmetros gerais da configuração do FieldLogger:
• Tag (nome) a ser dado ao dispositivo (máximo 16 caracteres).
• No caso de ser utilizada uma IHM com o FieldLogger, indicar o nível de acesso que o operador terá através da
IHM:
o Sem acesso por IHM: Impede o uso da IHM, pois nenhum parâmetro poderá ser visualizado por ela
neste FieldLogger. Nesse caso, aparecerão disponíveis os parâmetros da interface RS485 auxiliar,
utilizada normalmente pela IHM. Pode-se configurar esses parâmetros de forma a serem usados
como uma interface Modbus-RTU escrava genérica.
o Somente leitura de parâmetros: A IHM poderá ser usada apenas para visualizar os canais e status do
FieldLogger, não permitindo qualquer tipo de configuração.
o Configuração da IHM e leitura geral: A IHM poderá ter os seus próprios parâmetros configurados,
além de visualizar os canais e status do FieldLogger.
o
Configuração e leitura geral: A IHM poderá ser usada para configurar parâmetros (seus e alguns do
FieldLogger), além de visualizar os canais e status do FieldLogger.
• Habilitação da coleta de dados por pen drive: habilita ou não a coleta de dados de registro via pen drive. Quando
habilitado, permite ainda indicar qual a prioridade no caso de um pen drive sem espaço suficiente para a coleta
de todos os dados: dados mais recentes ou mais antigos. Além disso, pode-se configurar o número de dias (a
partir do dia da coleta, se a prioridade são os mais recentes, ou a partir do dado mais antigo, se a prioridade são
os mais antigos) que se deseja coletar. Pelo fato de não efetuar a cópia de todos os dados da memória do
dispositivo (o que, no caso de cartões SD, pode ser um bocado), isso pode acelerar em muito o tempo de coleta.
Configurações Gerais
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE RS485
A próxima tela de configuração é a de Interface RS485. Nesta tela, deve-se escolher o tipo de uso que se fará desta
interface: se será um escravo Modbus RTU, se será um mestre Modbus RTU ou se não será usada. Recomenda-se
desabilitar a interface se não for utilizada.
Quando utilizada como escravo, deve-se configurar seu endereço Modbus, a baud rate, a paridade e o número de bits
de parada (stop bits).
Quando utilizada como mestre, não é necessário configurar o endereço Modbus (válido apenas para os escravos). Além
disso, nesse caso, a configuração da rede Modbus, onde se diz quais registradores são lidos de quais escravos, será
feita mais adiante, na tela de Canais Remotos.
Interface RS485
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET
A configuração da interface Ethernet deve ser efetuada na próxima tela. Se não deseja utilizar esta interface,
recomenda-se desabilitá-la, conforme a figura a seguir.
Interface Ethernet desabilitada
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – TCP/P
Uma vez habilitada, os botões à esquerda permitem habilitar e configurar cada um dos serviços disponíveis nesta
interface. O sinal à direita de cada botão mostra se o serviço relacionado está habilitado ou não.
A primeira configuração a ser feita é a escolha da utilização de IP fixo ou DHCP e, no caso do IP fixo, escolher os
parâmetros relativos a ele, como o IP do FieldLogger, a máscara de sub-rede e o gateway padrão.
Além disso, deve-se escolher o uso ou não de DNS, que poderá ser usado para se conectar ao servidor de e-mails ou
ao servidor FTP (quando o FieldLogger for o cliente FTP para a coleta diária de dados através deste serviço). Em caso
afirmativo, deve-se configurar o número IP do servidor DNS ou, caso a opção de DHCP tiver sido selecionada, pode-se
optar para que busque o IP do servidor DNS do servidor DHCP.
Interface Ethernet – Configuração TCP/IP
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – FTP
O botão FTP permite que se configurem as opções relacionadas aos serviços FTP. Há dois tipos de funcionalidade FTP
previstas no FieldLogger: cliente e servidor.
Como servidor, o FieldLogger permite que um cliente externo se conecte a ele para efetuar a coleta dos dados do
registro, tanto do cartão SD quanto da memória interna. Para isso, deve-se configurar os dados de conexão e acesso,
como um nome de usuário (máximo 10 caracteres), sua senha (máximo 10 caracteres) e a porta para a conexão.
Como cliente, ele pode se conectar automaticamente a um servidor FTP para enviar os dados da sua memória de
registros (interna ou cartão SD). Isso pode ser feito uma vez por dia, em um horário configurado, ou várias vezes por dia
(a partir da versão de firmware 1.50), em um período selecionável. Dessa forma, é necessário configurar os parâmetros
de acesso do FieldLogger ao servidor, como usuário (máximo 50 caracteres) e senha (máximo 10 caracteres), além do
endereço IP ou o nome do servidor no caso de estar habilitado o DNS (nome com até 50 caracteres) e da porta do
servidor. Além disso, a partir da versão de firmware 1.40, pode-se configurar o formato do arquivo gerado pela coleta:
binário (padrão) ou CSV (comma separated value) e também selecionar a opção que apaga os arquivos de registro
após a coleta (válido apenas quando registrando em um cartão SD).
Interface Ethernet – Configuração FTP – Exemplo 1
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Interface Ethernet – Configuração FTP – Exemplo 2
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SMTP
O botão SMTP abre os parâmetros relacionados ao envio de e-mails. O FieldLogger permite que, em situações de
alarme, sejam enviados e-mails a múltiplos destinatários. Nesta tela, então, devem ser configurados os parâmetros
relacionados ao acesso ao servidor de e-mails, como o seu endereço IP ou o nome do servidor no caso de estar
habilitado o DNS (nome com até 50 caracteres), além do usuário (máximo 50 caracteres) e senha (máximo 12
caracteres).
Por fim, deve-se configurar os parâmetros do e-mail a ser enviado em caso de alarme. Esse e-mail possui um título
(máximo 32 caracteres) e uma parte da mensagem configurada pelo usuário (até 64 caracteres) que são os mesmos
para todos os alarmes. O e-mail do remetente (máximo 50 caracteres) e os e-mails de destino (máximo 50 caracteres
cada um) também devem ser configurados.
Interface Ethernet – Configuração SMTP
CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – DESTINATÁRIOS DE E-MAIL
Para a inserção dos destinatários dos e-mails, deve-se clicar no botão “Editar Lista”. Uma nova janela abrirá, permitindo
a inclusão e remoção de e-mails da lista de destinatários. Todos os eventuais destinatários dos e-mails de alarme
devem ser inclusos nesta janela. A decisão de quais alarmes serão enviados a quais destinatários será feita mais tarde,
na tela de configuração dos alarmes!
Interface Ethernet – Configuração dos destinatários de e-mail
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SNMP
O protocolo SNMP pode ser habilitado e configurado clicando-se no botão SNMP. Apenas leituras podem ser efetuadas
via SNMP no FieldLogger. Assim, deve-se configurar a comunidade para acesso (máximo 16 caracteres) e a porta de
conexão.
Para a utilização de traps, deve-se habilitá-las separadamente. Deve-se também configurar o endereço IP e a porta de
destino das traps.
Interface Ethernet – Configuração SNMP
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – HTTP
O botão HTTP habilita o FieldLogger para servir uma página web com dados do dispositivo. Essa página possui um
parâmetro de auto-atualização, indicando ao software navegador (browser) de quanto em quanto tempo a página deve
ser recarregada com os dados atualizados. Para isso, a configuração necessária é apenas a porta de conexão e o
tempo em segundos entre as atualizações da página.
Interface Ethernet – Configuração HTTP
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – MODBUS TCP
O botão Modbus TCP permite habilitar o protocolo de comunicação Modbus TCP, utilizado para ler e escrever dados no
FieldLogger. Entre outros, o próprio software Configurador utiliza esse protocolo para se comunicar com o FieldLogger
para ler e efetuar configurações, ler dados de diagnósticos e efetuar coletas, quando selecionada interface Ethernet. O
FieldLogger deve ser acessado através do identificador (ID) “255”. Qualquer identificador diferente utilizado em um
acesso ao FieldLogger via Modbus-TCP será entendido como sendo destinado a um escravo na rede RS485 a ser
acessado através da função gateway. Nesse caso, se essa funcionalidade estiver habilitada, o pacote será retransmitido
ao barramento RS485.
Quando a interface RS485 estiver configurada como mestre e o protocolo Modbus TCP estiver habilitado, pode-se
habilitar a funcionalidade de gateway, o que permite o envio de comandos Modbus (interface Ethernet – ModbusTCP)
aos escravos presentes na rede Modbus RTU (interface RS485) através do FieldLogger.
A operação do FieldLogger como gateway entre uma rede Modbus TCP e a rede Modbus RTU só está
disponível a partir da versão de firmware 1.10.
Por fim, pode-se, a partir da versão de firmware 1.40, escolher o protocolo de comunicação dessa interface entre
“Modbus TCP” e “Modbus RTU sobre TCP”.
Interface Ethernet – Configuração Modbus TCP
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CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – CLOUD
A partir da versão de firmware 1.60, o FieldLogger permite a conexão à NOVUS Cloud, serviço de armazenagem em
nuvem da NOVUS, de modo a disponibilizar os seus dados.
O botão Cloud permite habilitar o serviço de publicação dos dados na NOVUS Cloud. Apenas dois parâmetros são
necessários: a seleção do modo de conexão, via URL padrão do servidor (deve-se habilitar o DNS no botão TCP/IP) ou
via endereço IP (não recomendado na maioria dos casos) e o fuso horário local. A porta de conexão é fixa. Durante o
horário de verão, recomenda-se utilizar tanto o fuso horário quanto o relógio “normais” (sem horário de verão). Para
isso, deve-se ajustar o relógio do computador voltando uma hora antes do envio da configuração para o FieldLogger.
Por fim, a partir da versão de firmware 1.61, é possível também escrever tanto nas saídas digitais quanto nos setpoints
de alarme do dispositivo através da NOVUS Cloud. A escrita nas saídas digitais (relés incluídos) só é possível se elas
estiverem configuradas como “saídas controladas por comandos Modbus” (ver configuração dos canais digitais). A
escrita desses parâmetros pela Nuvem deve ser habilitada na configuração, assim como o período de tempo em que o
FieldLogger deve verificar se há um novo valor a ser escrito.
A partir da versão de firmware 1.64, há a possibilidade de se resetar o FieldLogger uma vez por dia, em um horário
configurado. Essa prática, comum em roteadores, garante que, se tudo o mais der errado e a comunicação não
conseguir mais evoluir, a reinicialização do dispositivo irá resolver.
Lembre de contratar e habilitar o serviço NOVUS Cloud antes de habilitar essa funcionalidade no dispositivo.
Interface Ethernet – Configuração do Acesso à NOVUS Cloud
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CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS
Na próxima tela, deve-se configurar os canais analógicos que serão utilizados. Cada canal é configurado
individualmente, dessa forma, deve-se primeiro selecionar o canal a ser configurado na lista à esquerda.
Selecionado o canal, deve-se configurar seus parâmetros à direita. Para cada canal, deve-se configurar um tag (nome
com um máximo de 16 caracteres) e um tipo de entrada. Conforme o tipo de entrada configurado, os limites de
indicação também devem ser configurados (em outros, este limite é fixo). Para os sensores de temperatura, deve-se
escolher se a indicação será em graus Celsius ou Farenheit, para os demais, pode-se digitar um string para a unidade
(máximo de 10 caracteres).
Tem-se ainda a opção de inserir um valor de erro a ser indicado quando for detectado um erro no sinal de entrada,
como um loop 4-20 mA rompido ou um Pt100 com um cabo quebrado. Há também a possibilidade de se configurar um
filtro digital para o canal de entrada (quanto maior o valor, mais filtrada fica a indicação do canal, tornando a resposta
mais imune a ruídos no sinal de entrada, mas também mais lenta a variações – valor máximo de filtro é 20).
Existe ainda a opção de se utilizar a Calibração Customizada. Esta funcionalidade permite que sejam inseridos até 10
pares de pontos que formam segmentos de retas para ajustes no valor indicado. Maiores detalhes no capítulo
“Operação do FieldLogger”.
O número de casas decimais a ser apresentado também deve ser configurado. Esse parâmetro diz respeito aos
seguintes casos:
• Leitura do valor do canal via registradores Modbus 16 bits (INT16 com sinal). Maiores detalhes no documento
“FieldLogger – Modbus”.
• Leitura do valor do canal via IHM.
• Leitura do valor do canal via página HTML gerada pelo próprio FieldLogger (serviço HTTP da interface
Ethernet).
• Leitura do valor do canal via leitura de OID do protocolo SNMP (serviço SNMP da interface Ethernet).
• Leitura do valor do alarme relacionado ao canal no envio de e-mails pelo FieldLogger (serviço SMTP da
interface Ethernet).
Canais Analógicos – Configuração de canal de temperatura
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Canais Analógicos – Configuração de canal linear
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CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS - CALIBRAÇÃO CUSTOMIZADA
No botão “Calibração Customizada”, é possível inserirmos até 10 pontos de calibração customizada para cada canal
analógico. O modo correto para se fazer isso é:
1. Desabilitar a calibração customizada do canal a ser ajustado, apagando todos os pontos configurados para ele, e
aplicar esta configuração no dispositivo.
2. Nos pontos a ser ajustado, aplicar o valor com o padrão e anotar o valor indicado pelo dispositivo.
3. Após, inserir os pares de pontos de Calibração Customizada (valor injetado e valor indicado) e aplicar a
configuração no dispositivo.
Canais Analógicos – Calibração customizada
Canais Analógicos – Calibração customizada
Todos os pontos de calibração customizada devem ser apagados antes da medição de novos pontos
para outra calibração customizada! O fato de já haver pontos de calibração no aparelho irá mascarar as
medições e a nova calibração poderá ter erros por conta disso.
Pelo mesmo motivo, os pontos da calibração customizada devem ser inseridos no FiledLogger todos ao
mesmo tempo.
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CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS DIGITAIS
Após ter configurado os canais analógicos, é hora de configurar os canais digitais e relés. Assim como nos analógicos,
na lista à esquerda pode-se selecionar qual o canal a ser configurado.
Cada canal pode ser configurado como entrada ou saída. Como entrada, pode-se habilitá-lo ou não. Se estiver
desabilitado, não aparecerá como opção nos registros, nos alarmes, nos canais virtuais ou mesmo na IHM. Uma vez
habilitada a entrada, deve-se providenciar um tag (nome – máximo 16 caracteres) único para esse canal. Também deve
ser providenciado um valor a ser indicado quando estiver em nível “0” (nível de tensão baixo ou contato fechado na
entrada) e outro valor a ser indicado quando estiver em nível “1” (nível de tensão alto ou contato aberto na entrada).
Esses valores serão indicados na leitura do valor do canal. Por fim, pode-se opcionalmente configurar uma unidade
(máximo 10 caracteres) para a entrada.
Canais Digitais – Configurando uma entrada
A partir da versão 1.10 do firmware, é possível efetuar contagens nas entradas digitais do FieldLogger. Para isso, não
é necessária nenhuma configuração especial, basta deixar os canais habilitados como entradas. Essas contagens
podem ser acessadas através de registradores Modbus (ver documento “FieldLogger – Modbus”) e podem ser copiadas
para um canal virtual, de onde podem ser registradas ou utilizadas em alarmes, por exemplo. Ao aplicar uma nova
configuração nos canais digitais, as contagens de todos eles são zeradas.
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Quando configurado como saída, deve-se indicar se esta saída poderá ser acionada pelos alarmes do próprio
FieldLogger ou se será controlada por comandos Modbus externos, provenientes de um CLP ou de um software
supervisório, por exemplo. A opção “saída controlada por comandos Modbus” também deve ser utilizada para permitir
que as saídas sejam acionadas pela NOVUS Cloud. O estado definido via comando Modbus não é retentivo (é perdido
após reset) e mantém-se enquanto a saída estiver configurada desta forma. Enquanto esta opção estiver marcada, o
estado definido por comando Modbus se manterá mesmo após o envio de nova configuração (desde que esta opção
seja mantida).
Canais Digitais – Configurando uma saída
Os dois relés do FieldLogger também são configurados nesta tela e sua configuração é semelhante à das demais
saídas digitais. Deve-se apenas indicar se serão acionados pelos alarmes internos ou por comandos Modbus externos.
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Canais Digitais – Configurando um relé
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CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS REMOTOS
A configuração dos canais remotos, feita na próxima tela, fica disponível apenas quando a interface RS485 foi
configurada como mestre Modbus. No caso da interface RS485 ter sido configurada como escravo ou ter sido
desabilitada, a tela dos canais remotos apresentará uma mensagem indicando não ser possível a sua configuração.
Canais Remotos desabilitados
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Com a interface RS485 configurada como mestre Modbus, a tela a seguir será mostrada. Deve-se configurar um tag
(nome – máximo 16 caracteres) único para cada canal e, opcionalmente, uma unidade (máximo 10 caracteres) para o
valor lido.
Além disso, para cada canal deve-se configurar qual o escravo da rede a ser lido, qual o comando Modbus a ser
utilizado e qual o registrador inicial a ser lido do escravo. Na versão atual, somente um registrador pode ser lido de cada
vez, o que significa que não é possível fazer leituras em bloco.
Um valor de erro também deve ser configurado. Esse valor será indicado no canal quando houver algum problema, por
exemplo, um erro de comunicação com o escravo. O número de casas decimais do valor lido deve ser inserido no
campo “Nº Casas Decimais” (disponível a partir da versão 1.40 do firmware). Ao configurar uma casa decimal, por
exemplo, fará com que o valor lido “2705” seja considerado pelo FieldLogger como “270,5”. Por fim, deve-se informar
se o valor sendo lido é um valor sem sinal ou com sinal, o que depende basicamente de como o escravo disponibiliza a
informação.
Ao finalizar a configuração do canal, deve-se clicar no botão “Adicionar” para inserir o canal na lista à esquerda. Se
desejar-se remover um canal da lista, deve-se selecioná-lo na lista e clicar em “Remover”.
Canais Remotos – Configurando um canal
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Na parte inferior da tela há os parâmetros gerais de configuração do mestre Modbus. O intervalo de leitura, dado em
décimos de segundo (máximo 18000, equivale a 30 minutos), é o tempo em que se deseja que o FieldLogger faça uma
nova leitura de todos os canais remotos configurados. O número de tentativas (faixa válida: de 1 a 10) é quantas
tentativas em cada varredura são feitas em sequência para a leitura de cada canal (se a comunicação falhar em todas
as tentativas será apresentado o valor de erro configurado para o canal).
O tempo máximo de resposta (faixa válida: de 2 a 10000 ms) indica quanto tempo após o envio do comando por parte
do mestre ele irá esperar pela resposta do escravo. Se a resposta não vier dentro deste tempo, será considerado um
erro de comunicação e uma nova tentativa (se configurada) será efetuada. O tempo entre comandos (faixa válida: de 1
a 5000 ms) indica quanto tempo deve ser esperado pelo FieldLogger entre o recebimento da resposta do escravo e o
envio do próximo comando.
Canais Remotos – Inserindo um canal na lista
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CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS VIRTUAIS
A tela a seguir permite a configuração dos canais virtuais. Cada canal virtual é o resultado de uma operação matemática
ou lógica e deve ser configurado escolhendo um tag (nome – máximo 16 caracteres) único para esse canal. Deve-se,
então, selecionar o primeiro canal que servirá de operando (conforme a operação escolhida, será o único). Ao
selecionar “Valor Constante”, será possível associar um valor numérico ao canal virtual (esse valor poderá ser usado
como operando em outros canais virtuais). Após, deve-se escolher qual a operação a ser efetuada e qual o canal a ser
usado como segundo operando na operação (quando previamente escolhido “Valor Constante”, deverá ser colocado o
valor numérico do canal e quando previamente escolhido “Variação” ou “Acumulação”, deverá ser colocado o intervalo
de tempo em segundos).
Por fim, deve-se escolher uma unidade (opcional – máximo 10 caracteres) para o canal, além de um valor de erro e do
número de casas decimais desejado na indicação do mesmo. Ao clicar em “Adicionar”, o canal recém configurado é
adicionado na lista dos canais virtuais.
Sempre que um canal virtual for configurado, todos os canais de entrada habilitados ficam à disposição para serem
usados como operandos, inclusive os canais virtuais já presentes na lista. Isso faz com que possamos gerar expressões
relativamente complexas, utilizando o resultado de uma operação como operando em outra. Para maiores detalhes,
favor verificar a seção “Canais Virtuais” no capítulo “Operação do FieldLogger”.
Ao clicar em qualquer canal virtual na lista, seus parâmetros são carregados na parte superior. Para se excluir um canal,
deve-se selecioná-lo na lista e clicar em “Remover”. Para se apagar todos os canais virtuais, deve-se clicar em
“Remover todos”.
Canais Virtuais
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CONFIGURAÇÃO DOS ALARMES
Após ter configurado todos os canais, pode-se configurar alarmes para indicar situações de erro ou de exceção. Para
isso, deve-se escolher qual o canal a ser usado no alarme, qual a condição de alarme e qual o set point de comparação.
Por exemplo, pode-se selecionar um canal analógico de temperatura para alarmar quando a temperatura ultrapassar um
limite crítico, ou um canal de entrada digital para alarmar quando o seu estado for diferente do valor esperado.
Uma histerese pode ser configurada para impedir que uma condição marginal, como uma entrada que fique oscilando
em torno do valor do set point, fique gerando múltiplos eventos de alarme. Em alguns casos, como quando o canal de
alarme é de uma entrada digital, a histerese não faz muito sentido e deveria ser mantida em “0”.
Quando um alarme usar um canal digital, a histerese não deve ser utilizada (deve ser
configurada com o valor “0”)!
Cada alarme pode ter uma ou mais ações associadas. Deve-se, então, escolher quais ações devem ser efetuadas na
ocorrência de um alarme (diferentes ações organizadas por abas). As ações disponíveis são o acionamento de relés, o
acionamento de saídas digitais (desde que configuradas para ser acionadas por alarme), o envio de e-mails a um ou
vários destinatários (escolhidos dentre os configurados na página da configuração da interface Ethernet), o envio de
uma trap SNMP, o início e/ou o término dos registros e o forçamento de valores em canais contadores e/ou
acumuladores. Por fim, com tudo configurado, deve-se incluir o alarme na lista através do botão “Adicionar”.
Ao se clicar em um alarme da lista à esquerda, seus parâmetros são carregados nos campos à direita. Para se excluir
um alarme da lista, deve-se selecioná-lo na lista e clicar em “Remover”. Para modificar algum parâmetro de um alarme,
deve-se selecioná-lo na lista e clicar em “Modificar”. O botão “Remover todos” exclui todos os alarmes da lista.
Configuração dos Alarmes – Seleção dos relés
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Configuração dos Alarmes – Seleção das saídas digitais
Configuração dos Alarmes – Configuração do controle dos registros
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Configuração dos Alarmes – Seleção dos destinatários de e-mail
Configuração dos Alarmes – Ativação de traps SNMP
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Configuração de Alarmes – Seleção das variáveis internas
Configuração dos Alarmes – Alarme adicionado à lista
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CONFIGURAÇÃO DOS REGISTROS
A última página da configuração diz respeito aos registros. Se os registros não são desejados, deve-se desabilitá-los.
A configuração dos registros deve ser feita escolhendo-se inicialmente o modo de início e o modo de término dos
registros. Se, na tela anterior, o início e/ou o término dos registros foi atribuído a um ou dois alarmes, esta opção está
selada e não poderá ser modificada na tela de Registros.
Se o início e/ou o término dos registros através de comandos Modbus deseja ser usado, deve-se habilitar estas opções.
Além disso, deve-se selecionar qual a memória onde os registros devem ser efetuados: se na flash interna (512k
registros) ou no cartão SD inserido pelo usuário.
Por fim, deve-se selecionar quais canais se deseja registrar e qual a taxa de registros desejada. Os canais podem ser
selecionados para registro passando os mesmos da coluna da esquerda (canais disponíveis) para a coluna da direita
(canais a serem registrados). Um máximo de 100 canais podem ser registrados, mas deve-se lembrar que quanto mais
canais a serem registrados, mais lenta a taxa de registro que se pode utilizar.
A taxa de registros é comum a todos os canais, ou seja, uma taxa de 1 segundo significa que todos os canais
selecionados para registro serão registrados uma vez por segundo. Embora o dispositivo permita uma taxa de registros
de até 1000 por segundo, deve-se ter em mente os seguintes efeitos colaterais:
• Não adianta ter-se uma taxa de registros mais rápida que a taxa de leitura dos canais analógicos ou que a taxa
de leitura dos canais remotos. Em um caso desses, os registros teriam vários dados repetidos.
• Quanto mais registros em memória, mais lento será o processo de coleta e mais dados deverão ser processados
na visualização e exportação.
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Após finalizar toda a configuração, pode-se enviá-la ao dispositivo. Para isso, basta clicar no botão “Enviar”. Se a
configuração foi previamente lida do dispositivo e a interface não foi desconectada, a mesma interface usada para a
leitura será usada para a escrita. Em qualquer outro caso, deve-se escolher qual a interface a ser utilizada para o envio
da configuração.
No final do envio, uma mensagem aparece indicando o sucesso (ou não) da operação. Após o envio, se desejado,
pode-se salvar a configuração em um arquivo para ser recuperada no futuro.
Se, ao invés de enviar a configuração ao dispositivo, desejar-se somente salvá-la em um arquivo, deve-se escolher o
nome do arquivo e clicar no botão “Salvar”.
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DIAGNÓSTICOS
Ao selecionar os Diagnósticos, a tela de conexão será mostrada e deve-se indicar qual o tipo de interface a ser usada
para a leitura dos parâmetros de diagnóstico: RS485 (a interface RS485 do dispositivo deve estar selecionada como
“escravo”), USB ou Ethernet (a interface Ethernet do dispositivo deve estar habilitada, assim como o protocolo Modbus
TCP).
A leitura dos parâmetros, então, é efetuada e a janela com os parâmetros gerais é aberta. Esta janela informa o tag do
dispositivo, seu número de série, sua versão de firmware e o seu modelo. Também mostra o horário do seu relógio em
comparação do relógio do computador. Nesta janela podemos também ver uma série de parâmetros de configuração da
interface RS485. Da interface Ethernet, é indicado o status atual (conectado ou não), o número IP e o número MAC.
Sobre a Nuvem, é mostrado o status atual da conexão (normalmente desconectado, conectando de tempos em tempos
para o envio e, após alguns segundos, volta a desconectar) e o tempo desde o último envio com sucesso. No lado
direito da janela, há a indicação do status de conexão da IHM e do pen drive, além da capacidade e do espaço livre da
memória flash interna e do cartão SD (quando conectado). Por fim, há a indicação do estado atual dos registros e,
quando o início e/ou término dos mesmos através de comandos Modbus estiver habilitado, há botões para efetuar as
ações respectivas de terminar e iniciar os registros.
Diagnósticos – Status geral
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Selecionando a aba do gráfico, pode-se selecionar até 6 canais para serem visualizados em um gráfico. Na parte
inferior, pode-se selecionar o canal a ser visualizado e qual a cor da pena associada a este canal. Quando todos os
canais desejados estiverem selecionados, deve-se clicar no botão “Iniciar” e os valores dos canais serão lidos a cada 2
segundos (aproximadamente) e serão plotados no gráfico. Se algum canal estiver em estado de erro, a seleção do
canal será mostrada em vermelho.
Diagnósticos – Monitorando canais
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Selecionando a aba dos alarmes, pode-se verificar em tempo real a situação de todos os alarmes configurados. Na
parte superior, há a indicação de quantos alarmes estão habilitados e de quantos estão em estado de alarme. Na lista
inferior, são mostradas as configurações de cada um dos alarmes. Se o alarme estiver ativo, sua configuração é
mostrada em vermelho.
Diagnósticos – Monitorando alarmes
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COLETA
Selecionando a Coleta, pode-se efetuar a coleta de dados do FieldLogger, buscar os dados previamente coletados de
uma pasta ou ainda visualizar ou exportar dados de registro.
A ideia é que o usuário crie uma pasta em seu computador (ou em sua rede) onde será criada uma base de dados de
registro. Esta base de dados poderá ter dados de um ou mais FieldLoggers e será o destino de todos os dados
coletados dos dispositivos. A partir dela, as visualizações e exportações de dados buscarão os dados dos canais.
A tela do Gerenciador de Coletas possui as seguintes opções:
•
Coletar Dados
•
Gerenciar Coletas
Essas opções serão detalhadas nas próximas seções.
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COLETAR DADOS
Ao selecionar a opção de coletar os dados, deve-se inicialmente escolher a fonte dos dados, ou seja, de onde os dados
devem ser lidos.
Dentre as opções, temos:
•
Coleta dos dados diretamente do FieldLogger (requer uma conexão com o dispositivo).
•
Coleta dos dados de um pen drive (usado nos casos em que o pen drive foi utilizado para coletar os dados do
FieldLogger). O pen drive deve estar plugado no computador.
•
Coleta dos dados de um cartão SD. O cartão deve ter sido usado no FieldLogger como destino dos registros.
Recomendado quando o cartão possui muitos dados de registro, pois é a maneira mais rápida de transferí-los
para o computador.
•
Coleta dos dados de uma pasta. Essa pasta pode ser uma pasta local do computador ou uma pasta da rede.
Essa opção deve ser utilizada para processar os dados previamente coletados via FTP, que são transferidos
para uma pasta específica.
Ao selecionar a coleta dos dados diretamente do FieldLogger, uma janela se abrirá questionando o modo de conexão
ao dispositivo. No momento da conexão, pode-se escolher qual a interface a ser utilizada para a coleta dos dados:
interface Ethernet (Modbus TCP), interface USB (device) ou interface RS485 (Modbus RTU).
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Após efetuar a conexão, a próxima tela irá mostrar algumas informações do aparelho (muito útil para certificar-se de que
está acessando o dispositivo correto, principalmente quando se está coletando os dados via Ethernet/Modbus TCP ou
RS485/Modbus RTU e há vários FieldLoggers na rede). Deve-se então escolher a memória do FieldLogger onde os
dados de registro estão (flash interna ou cartão SD).
No caso da coleta de dados ser feita a partir do cartão SD do aparelho, a próxima tela irá questionar o período de tempo
de interesse dos dados de registro. Pode-se coletar todos os dados da memória (no caso de cartões SD, a quantidade
de dados pode ser muito grande e demorar bastante) ou apenas os dados de um determinado período (data e horário).
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Uma vez escolhido o período de tempo de interesse, deve-se, na próxima tela, escolher a pasta da base de dados
(pasta onde os dados são armazenados no computador local ou na rede) e se os dados coletados devem ser apagados
da memória do FieldLogger.
O próximo passo é a transferência dos dados do FieldLogger para a base de dados. Ao clicar no botão da seta verde
para dar prosseguimento, a coleta dos dados de registro será iniciada e uma barra de progresso será visualizada para
indicar o progresso da coleta. Uma vez concluída, abre-se uma janela para a visualização/exportação dos dados
(mesma descrita na seção “Gerenciar Coletas”, a seguir).
GERENCIAR COLETAS
O gerenciamento das coletas nada mais é do que a escolha do formato de apresentação desejado e dos dados a serem
apresentados.
Há dois modos de se efetuar esse procedimento: utilizando ou não utilizando o formato “wizard”, ou seja, um
procedimento passo-a-passo desenvolvido para deixar o processo mais intuitivo. Embora esse procedimento passo-apasso seja recomendado, sobretudo a novos usuários, foi mantido o procedimento utilizado nas versões de software
anteriores à versão 1.1.0.
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COM PASSO-A-PASSO (WIZARD)
Inicialmente, deve-se escolher o tipo de tratamento dos dados. Entre os disponíveis, há a visualização em formato de
tabela, a visualização no formato de gráfico, a exportação de dados em um formato a escolher e a geração de um
relatório.
Na próxima tela deve-se confirmar a pasta da base de dados, onde estão salvos os dados de registro dos
FieldLoggers.
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Depois, na próxima tela, deve-se selecionar de qual FieldLogger deseja-se visualizar os dados. A seleção é feita
através do seu número de série.
Na tela seguinte, deve-se selecionar o período de dados desejado.
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Por fim, na última tela, deve-se escolher quais os canais que se deseja visualizar ou exportar.
Marcando a opção “acrescentar horário de verão aos registros” fará com que o usuário visualize os dados coletados
com o incremento de 1 (uma) hora em todos os timestamps. Com esta opção desmarcada, os dados serão
visualizados com os seus timestamps originais. Esta opção não altera a massa de dados, apenas a forma em que
eles são visualizados.
Visualização em formato de Tabela
Esse tipo de visualização mostra os dados em forma de uma tabela ordenada temporalmente, com os dados mais
antigos primeiro. Existem alguns botões de navegação na parte superior, onde se pode avançar ou retroceder uma
tela, cem telas ou ir para o final ou início dos dados. Para a visualização em formato de tabela, há um limite máximo
de 16 canais.
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Visualização dos registros em formato de Tabela
Visualização em formato de Gráfico
Esse tipo de visualização mostra os dados em forma de um gráfico. Passando o mouse por sobre o gráfico pode-se
visualizar na parte inferior os valores instantâneos de cada canal visualizado. Para a visualização em formato de
gráfico, há um limite máximo de 16 canais.
Visualização dos registros em formato de Gráfico
No canto superior esquerdo da tela há um botão que permite imprimir o gráfico.
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Exportação de dados
Para efetuar a exportação dos dados selecionados, deve-se clicar no botão “Exportar”. Após um processamento prévio,
uma janela irá aparecer, onde deve-se selecionar a pasta de destino, o nome do arquivo e o formato a ser exportado.
Ao selecionar a opção “Outros Formatos”, uma segunda janela irá aparecer, onde será possível escolher vários
parâmetros relacionados ao formato escolhido: RTF, HTML, XML, PDF, CSV, SQL, XLSX ou DOCX.
Para a exportação em formato “SuperView” ou “FieldChart” há um limite máximo de 16 canais. Para a exportação
em formato “PDF” ou “RTF” há um limite de 8 canais.
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Após o término do processo de exportação, uma janela é visualizada mostrando o sucesso do mesmo.
Geração de relatório
A fim de se criar um relatório, deve-se configurar a pasta de destino e o nome do arquivo. Além disso, deve-se
preencher alguns campos que serão usados no relatório, como o autor do relatório, o nome da empresa e o título do
mesmo. Uma imagem também pode ser selecionada para ser apresentada no relatório.
Ao clicar em “OK”, os dados são processados (uma barra de progresso é visualizada na parte inferior) e, no final, é
visualizado o gráfico correspondente aos dados no período selecionado. Nesse momento, pode-se inserir algumas
linhas de comentários que farão parte do relatório.
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Por fim, ao se clicar em “OK”, o relatório é gerado. Esse relatório pode ser impresso ou salvo para visualização
posterior.
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SEM PASSO-A-PASSO
Nas versões anteriores do software, esse era o único procedimento disponível e foi mantido por motivos de
compatibilidade.
O procedimento adequado é selecionar a pasta de origem dos dados de registro (base de dados de registro). No campo
de “coletas disponíveis” serão mostrados quais os dispositivos que possuem dados coletados à disposição.
Deve-se escolher, através do respectivo número de série, qual o dispositivo cujos dados são de interesse no momento.
Após, deve-se definir o período de tempo de interesse e clicar no botão “Mostrar canais disponíveis”.
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Deve-se, então, selecionar quais os canais, dentre os disponíveis, que são de interesse para o momento.
Por fim, os canais escolhidos podem ser visualizados de diversas formas.
Visualização dos registros em formato de Tabela
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Visualização dos registros em formato de Gráfico
No canto superior esquerdo da tela há um botão que permite imprimir o gráfico.
Para a exportação dos dados selecionados, deve-se clicar no botão “Exportar”. Após um processamento prévio, uma
janela irá aparecer, onde deve-se selecionar a pasta de destino, o nome do arquivo e o formato a ser exportado.
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Desde a versão 1.50 do Configurador, o processo de exportação foi aprimorado, possibilitando um maior controle sobre
os campos e formatos da exportação. A janela básica com a escolha dos formatos ficou diferente:
Ao se escolher a opção “Outros Formatos”, uma segunda janela é aberta, permitindo a escolha do tipo do arquivo e de
diversas outras opções.
Após o término do processo de exportação, uma janela é visualizada mostrando o sucesso do mesmo.
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PREFERÊNCIAS
Na tela de preferências é possível alterar a maneira em que o software é iniciado, adequando-o ao procedimento em
que é mais utilizado. As opções configuráveis são:
•
Não Executar Ação: Comportamento normal do software. Será exibida a tela inicial do programa, onde poderá ser
escolhido o que deve ser feito.
•
Ler Configuração: O software irá abrir automaticamente a tela de conexão e, posteriormente, efetuará a leitura dos
parâmetros configurados no dispositivo ao qual foi conectado.
•
Abrir Última Configuração: O software entrará diretamente na tela de configurações com os parâmetros existentes
no último arquivo de configurações utilizado e desconectado de qualquer dispositivo (pode-se conectar utilizando o
botão adequado durante a configuração). Caso não exista um último arquivo, o software indicará o erro e exibirá a
tela inicial.
•
Coletar Memória: Irá abrir a tela onde se pode escolher qual o tipo de coleta será realizado.
•
Abrir Tela de Diagnóstico: Abrirá a tela de conexão, e efetuará a leitura do dispositivo conectado.
Nesta tela também é possível alterar o idioma que o software adotará como padrão.
PROTEÇÃO POR SENHA
É possível proteger o acesso ao dispositivo através de senhas. Pode-se cadastrar uma senha para a configuração e
outra para a coleta de dados. A primeira protege o dispositivo de alterações indevidas em sua configuração e a segunda
não permite que os dados sejam coletados por pessoas não autorizadas. Para retirar a necessidade de senha para o
acesso, basta configurar uma senha vazia, ou seja, deixar o campo de nova senha em branco.
Esse recurso está disponível a partir da versão 1.40 do firmware. O FieldLogger sai de fábrica sem nenhuma senha
configurada.
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OPERAÇÃO POR LINHA DE COMANDO
O Configurador do FieldLogger possui uma nova funcionalidade. Agora ele pode ser executado com parâmetros de
linha de comando, o que significa que ele pode ser usado para coletar e exportar dados por outros aplicativos.
É recomendável criar um arquivo “batch” (.bat) para ajudar a organizar os parâmetros desejados. Uma vez que esse
arquivo batch estiver pronto, ele pode ser chamado (executado) por qualquer outro software de forma a executar as
tarefas desejadas, que incluem:
•
Coletar dados do dispositivo.
•
Pegar dados de uma pasta para onde os dados foram previamente coletados.
•
Exportar os dados coletados para um arquivo.
•
Exportar dados da base de dados do FieldLogger para um arquivo.
•
Criar um relatório com os dados de registro.
Alguns parâmetros são passados via linha de comando, outros são lidos do arquivo de inicialização (arquivo INI) do
Configurador. Dessa forma, é importante que você faça a ação desejada com o Configurador manualmente (na maneira
usual) pelo menos uma vez antes de tentar executá-lo via linha de comando. Isso garante que o método que você
pretende usar realmente funciona, além de salvar os parâmetros necessários no arquivo INI, de forma a serem usados
mais tarde.
A ordem dos parâmetros é importante! Não tente usá-los em uma ordem diferente da mostrada aqui.
Os exemplos dos parâmetros são mostrados entre aspas (“ “), mas não deve haver aspas no arquivo real.
ARQUIVO BATCH
O arquivo batch é exatamente o mesmo daqueles do antigo sistema operacional DOS. O nome do arquivo não pode ter
mais do que 8 caracteres, um ponto (.) e 3 outros para a sua extensão (“bat”).
No arquivo, separaremos os parâmetros em quatro partes:
1. PARTE1 – Tipo de ação
2. PARTE2 – Modo de conexão
3. PARTE3 – Parâmetros da ação
4. PARTE4 – Parâmetros de exportação
Todos os parâmetros são separados por ponto-e-vírgulas (;).
TIPO DE AÇÃO
As seguintes ações são permitidas:
•
“1” para coletar e exportar dados
•
“2” para exportar dados da base de dados.
•
“3” para coletar dados sem exportá-los.
MODO DE CONEXÃO
O modo de conexão pode ser:
•
“1” para se conectar via Ethernet/Modbus TCP. Nesse caso, a porta e o tempo de reconexão serão lidos do
arquivo “INI” do Configurador, o que significa que esse procedimento deve ter sido feito antes através de uma
operação “normal” do Configurador. Essa opção requer que o endereço IP seja passado como um parâmetro
adicional. A partir da versão de software 1.30, deve-se incluir também a porta e o time out em milissegundos. A
partir da versão de software 1.40, deve-se incluir ainda o endereço Modbus do FieldLogger (tipicamente 255).
Exemplo: “1;10.51.10.78;502;3000;255;”
•
“2” para se conectar via cabo USB. Essa opção requer que a porta COM seja passada como um parâmetro
adicional. Exemplo: “2;3;”
•
“3” para se conectar via interface RS485/Modbus RTU. Nesse caso, a baud rate, a paridade, o número de stop
bits e o timeout serão lido do arquivo “INI” do Configurador, o que significa que esse procedimento deve ter
sido feito antes através de uma operação “normal” do Configurador. Essa opção requer que a porta COM e o
endereço Modbus sejam passados como parâmetros adicionais. Exemplo: “3;2;7;”
“4” para buscar os dados de uma pasta. Essa opção deve ser usada quando os dados já foram coletados do
FieldLogger para uma pasta local através de um pen drive, FTP ou quando lendo diretamente de um cartão
SD (plugado no computador). Essa opção requer que o caminho da pasta seja passada como um parâmetro
adicional (a pasta com o número de série deve ser incluso). Importante: não pode haver espaços em branco no
caminho! Exemplo: “4;E:\11097831;”
Quando a Ação escolhida for a “2” (somente exportação, sem coleta), o parâmetro “NULL” deve ser usado para indicar
que nenhuma conexão é necessária. Exemplo: “NULL;”
•
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PARÂMETROS DA AÇÃO
Esses parâmetros estão diretamente relacionados com a opção escolhida para a Ação. A pasta da base de dados é lida
do arquivo INI do Configurador e, por isso, certifique-se de configurar esse parâmetro no software antes de tentar usar
via linha de comando.
•
Para a Ação “1”, são precisos os seguintes parâmetros adicionais (sua ordem deve ser respeitada):
1. Origem dos dados. Pode ser: “0” quando coletando da memória flash interna do aparelho, “1” quando
coletando do cartão SD e “2” quando buscando dados de uma pasta no computador/rede (modo de
conexão “4”).
2. Período de tempo. Pode ser: “0” para coletar todos os dados disponíveis ou qualquer outro número
inteiro “X” para coletar dados dos últimos “X” dias.
3. Opção de apagamento. Pode ser: “0” para manter os dados na memória de origem, “1” para apagar
os dados da memória de origem.
4. Número de série. O número de série do aparelho deve ser colocado aqui.
5. Senha de coleta (necessária a partir da versão de firmware 1.40). A senha cadastrada para a coleta
deve ser colocada aqui. O parâmetro “NULL” deve ser usado para indicar que não há senha
cadastrada no dispositivo.
•
Para a Ação “2”, são precisos os seguintes parâmetros adicionais (sua ordem deve ser respeitada):
1. Número de série. O número de série do aparelho deve ser colocado aqui.
2. Período de tempo. Pode ser: “0” para coletar todos os dados disponíveis ou qualquer outro número
inteiro “X” para coletar dados dos últimos “X” dias.
•
•
•
Exemplo: “0;0;1;11097831;1234;”
Exemplo: “11097831;3;”
Para a Ação “3”, são precisos os seguintes parâmetros adicionais (sua ordem deve ser respeitada):
1. Origem dos dados. Pode ser: “0” quando coletando da memória flash interna do aparelho, “1” quando
coletando do cartão SD e “2” quando buscando dados de uma pasta no computador/rede (modo de
conexão “4”).
2. Período de tempo. Pode ser: “0” para coletar todos os dados disponíveis ou qualquer outro número
inteiro “X” para coletar dados dos últimos “X” dias.
3. Opção de apagamento. Pode ser: “0” para manter os dados na memória de origem, “1” para apagar
os dados da memória de origem.
4. Senha de coleta (necessária a partir da versão de firmware 1.40). A senha cadastrada para a coleta
deve ser colocada aqui. O parâmetro “NULL” deve ser usado para indicar que não há senha
cadastrada no dispositivo.
•
Exemplo: “1;7;0;1234;”
PARÂMETROS DE EXPORTAÇÃO
Esses parâmetros estão relacionados com a exportação de dados para arquivos. A pasta de destino para os arquivos
exportados, assim como os campos de Autor, Empresa e Título, usados nos relatórios, são lidos do ar quivo
de
inicialização (arquivo INI) do Configurador e, por isso, certifique-se de configurar esse parâmetro no software antes de
tentar usar via linha de comando.
•
O nome do arquivo não pode ter extensão ou espaços em branco
•
Tipo de arquivo. Use “1” para PDF, “2” para CSV, “3” para RTF, “4” para XLS, “5” para SuperView, “6” para
FieldChart, “7” para criar um relatório, “9” para SQL, “11” para HTML, “12” para DOCX, “13” para XLSX e “14”
para XML.
•
Número de casas decimais a serem usadas para os valores dos canais. Valores válidos: 0 a 6.
•
Exemplo: “teste_relat;2;1;”
Quando a Ação escolhida for “3” (apenas coleta, sem exportação), o parâmetro “NULL” deve ser usado para indicar que
nenhuma exportação é necessária. Exemplo: “NULL;”
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OPERAÇÃO DO FIELDLOGGER
ENTRADAS ANALÓGICAS
O FieldLogger possui oito canais para a leitura de variáveis analógicas. Os tipos de sinais e sensores aceitos são:
termopares J, K, T, E, N, R, S e B; termorresistências Pt100 e Pt1000, 0 a 50 mV; 0 a 60 mV; 0 a 20 mV; -20 a 20 mV; 0
a 5 V; 0 a 10 V; 4 a 20 mA e 0 a 20 mA. A exatidão destes tipos de sinais está descrita na seção Especificações. A
conexão destes sinais está descrita na seção Conexões e Instalação.
Nestas entradas, utiliza-se um conversor analógico/digital (A/D) de alta resolução (24 bits) e precisão. No intervalo de
varredura desejado, serão lidos todos os canais analógicos habilitados. A razão entre o número de canais habilitados e
o tempo de varredura tem como limite máximo 1000 leituras por segundo, ou seja, podemos ter um canal habilitado
sendo lido 1000 vezes por segundo, dois canais sendo lidos 500 vezes por segundo e assim por diante. Sendo assim, o
conversor A/D trabalhará mais rápido a fim de dar conta da varredura desejada para os canais.
O conversor A/D possui a propriedade de ter uma melhor relação sinal-ruído quando trabalha em baixas velocidades
(intervalos de varredura maiores), assim como uma melhor imunidade ao ruído da rede elétrica e uma maior resolução
efetiva. Dessa forma, para se obter melhores resultados na leitura das entradas analógicas, recomenda-se fortemente
usar o maior intervalo de varredura possível para a aplicação. Na mesma linha, recomenda-se desabilitar todos os
canais que não sejam necessários, pois o aumento no número de canais habilitados faz com que o conversor A/D
trabalhe mais rápido para conseguir honrar a taxa de varredura configurada pelo usuário.
Cada tipo de sinal de entrada possui uma faixa válida de medição (detalhada na seção Especificações) deste manual.
Contudo, tipicamente o dispositivo consegue efetuar a medição de sinais que ultrapassam os limites desta faixa. O
quanto ele consegue medir além da faixa depende do tipo de entrada configurada e pode variar até mesmo de
dispositivo para dispositivo.
Na tabela a seguir está descrito o que esperar na indicação do FieldLogger conforme o sinal aplicado na entrada para
cada tipo de entrada configurada.
TIPO DE ENTRADA
Termopares:
J, K, T, E, N, R, S e B
Pt100 e Pt1000
Tensão (mV):
0 a 50 mV,
0 a 60 mV,
0 a 20 mV
e -20 a 20 mV
Tensão (V):
0a5V
e 0 a 10 V
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CONDIÇÃO DO SINAL DE ENTRADA
INDICAÇÃO
Dentro da faixa
Valor lido da entrada
Termopar aberto
Valor de erro configurado
Um pouco acima do limite superior
Valor lido da entrada *
Um pouco abaixo do limite inferior
Valor lido da entrada *
Muito acima do limite superior
Valor de erro configurado
Muito abaixo do limite inferior
Valor de erro configurado
Dentro da faixa
Valor lido da entrada
Pt100/Pt1000 com um ou mais fios
desconectados
Valor de erro configurado
Um pouco acima do limite superior
Valor lido da entrada *
Um pouco abaixo do limite inferior
Valor lido da entrada *
Muito acima do limite superior
Valor de erro configurado
Muito abaixo do limite inferior
Valor de erro configurado
Dentro da faixa
Valor lido da entrada
Sinal desconectado
Valor de erro configurado
Um pouco acima do limite superior
Valor lido da entrada *
Um pouco abaixo do limite inferior
Valor lido da entrada *
Muito acima do limite superior
Valor de erro configurado
Muito abaixo do limite inferior
Valor de erro configurado
Dentro da faixa
Valor lido da entrada
Sinal desconectado
Valor próximo a 1,8 V
Um pouco acima do limite superior
Valor lido da entrada *
Um pouco abaixo do limite inferior
Valor lido da entrada *
Muito acima do limite superior
Valor de erro configurado
Muito abaixo do limite inferior
Valor de erro configurado
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TIPO DE ENTRADA
CONDIÇÃO DO SINAL DE ENTRADA
INDICAÇÃO
Dentro da faixa
Valor lido da entrada
Sinal desconectado
Corrente (mA):
4 a 20 mA
e 0 a 20 mA
4 a 20 mA: valor de erro configurado
0 a 20 mA: 0 mA
Um pouco acima do limite superior
Valor lido da entrada *
Um pouco abaixo do limite inferior
4 a 20 mA: valor lido da entrada *
0 a 20 mA: não é possível diminuir
além do limite inferior
Muito acima do limite superior
Valor de erro configurado
Muito abaixo do limite inferior
4 a 20 mA: valor de erro configurado
0 a 20 mA: não é possível diminuir
além do limite inferior
(*) Nota: A indicação do canal analógico continua um pouco além dos limites especificados para o tipo de entrada selecionado. Contudo, nessa
condição, a exatidão não é garantida.
Tabela 01 – Medição e indicação dos tipos de entrada pelo FieldLogger
Existem dois tipos de filtragem no FieldLogger:
• Filtro de hardware
Este filtro geralmente é "invisível" para os usuários. A conversão analógica para digital sempre acontece, é mais rápido
o que precisa para satisfazer todos os requisitos para o número de canais habilitados e o intervalo de varredura
configurado. Se essa velocidade de conversão for 20 amostras por segundo ou mais lento, ele irá automaticamente
filtrar o ruído de 50/60 Hz.
• Filtro de software
Este está relacionado ao "filtro digital" configurado na tela Canais da configuração do software. A implementação do
filtro digital neste dispositivo faz, com que cada nova amostra de sinal de entrada (conversão A / D de um determinado
canal), o resultado da conversão é atualizado com a diferença entre o resultado anterior e o novo valor da amostra
dividido pelo valor do filtro.
O filtro aceita valores que variam de "0" a "20". O valor "0" significa que nenhum filtro deve ser usado e o resultado da
conversão é sempre o resultado da última amostra. A partir desse valor de filtro, quanto maior o valor, maior o divisor, o
que faz com que as novas amostras tenham menor peso na composição resultante. Valores maiores de filtro têm o
efeito colateral de diminuir a resposta às mudanças reais do sinal de entrada.
Há, ainda, o recurso de inserirmos até 10 pontos para cada canal a fim de corrigirmos distorções na leitura destes
canais nestes pontos. Chamamos essa característica de “calibração customizada”, pois permite que o usuário ajuste a
indicação nos pontos desejados, zerando o erro nesses pontos. Entre os pontos inseridos, o ajuste é feito linearmente,
conforme os valores inseridos. É importante salientar que a inserção dos pontos de calibração customizada é opcional,
disponível apenas para aqueles que quiserem ajustar a indicação com um padrão local, pois o FieldLogger já vem
totalmente calibrado de fábrica.
Sempre que mudar o tipo de entrada, certifique-se que os pontos de calibração customizada da entrada
anterior sejam deletados!
Para cada canal, deve ser atribuído um nome (tag) único, que será usado para referenciar o canal. Deve-se também,
escolher o tipo de entrada (sensor) que será ligado àquele canal. Além disso, pode-se atribuir a unidade do valor
medido: quando sensores de temperatura (Pt100, Pt1000 ou termopares), deve-se escolher entre graus Centígrados
(ºC) e graus Farenheit (ºF); quando sensores lineares (corrente ou tensão), pode-se digitar a unidade desejada.
No caso de tipos de entrada lineares, deve-se escolher qual a faixa de indicação do sensor, ou seja, o que o canal deve
indicar quando a entrada estiver em seu valor mínimo e o que deve indicar quando estiver em seu valor máximo
(valores mínimo e máximo considerando a faixa de trabalho do FieldLogger para o tipo de entrada escolhido). Exemplo:
escolhido o tipo de entrada 4 a 20 mA e conectado um transmissor de pressão de 0 a 2 bar. Nesse caso, deve-se
escolher como valor mínimo na configuração da entrada “0,0” e como valor máximo “2,0”. Toda a resolução e exatidão
disponíveis estarão contidas na faixa escolhida.
Quando for utilizado algum dispositivo nas entradas analógicas que esteja ligado à rede elétrica (exemplo: simulador de
termopares ou de tensão), recomenda-se utilizar outra interface para a leitura que não a USB. Em alguns casos, já foi
percebida a ocorrência de ruídos e de offsets na leitura devido à influência da conexão do cabo USB, provavelmente por
laços de terra.
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ENTRADAS/SAÍDAS DIGITAIS
O FieldLogger possui oito canais digitais que podem ser individualmente configurados como entradas ou saídas.
Os canais configurados como entradas, se habilitados, poderão ser registrados em memória, poderão ser usados como
entradas de alarmes e como operandos dos canais virtuais. Os canais configurados como saídas são do tipo “opendrain” e poderão ser acionados pelos alarmes ou ser acionados via comandos Modbus externos.
As entradas digitais possuem dois valores (em ponto flutuante) associados a seus estados lógicos na configuração do
dispositivo. Conforme o estado lógico atual da entrada (“0” equivale a uma tensão baixa ou a um contato fechado na
entrada; “1” equivale a uma tensão alta ou a um contato aberto na entrada), esse valor correspondente é utilizado pelos
canais virtuais, alarmes e registros.
As saídas digitais configuradas para serem controladas pelos alarmes não poderão ser acionadas por comandos
Modbus externos. Da mesma forma, as saídas configuradas para serem controladas por comandos Modbus externos
não poderão ser usadas pelos alarmes.
As saídas controladas por comandos externos podem ser usadas, por exemplo, como saídas de controle ou de alarme
de softwares supervisórios ou de CLPs.
Os terminais das entradas/saídas digitais não são isolados dos terminais das entradas analógicas!
Assim, não se deve utilizar sinais analógicos e digitais provenientes da mesma fonte de tensão, sob
pena de termos falhas no funcionamento do dispositivo.
CONTAGENS
A partir da versão 1.10 do firmware, é possível efetuar contagens de pulsos nas entradas digitais do FieldLogger.
32
Essas contagens são feitas em 32 bits, ou seja, cada entrada digital pode contar de “0” até (2 – 1 =) “4294967295”. Ao
alcançar o valor máximo, o próximo pulso contado fará o respectivo contador ser zerado (roll-over), reiniciando a
contagem.
Os valores das contagens podem ser acessados através de registradores Modbus (ver documento “FieldLogger –
Modbus”) e podem também ser copiados para um canal virtual, de onde podem ser registrados ou utilizados em
alarmes, por exemplo. Ao aplicar uma nova configuração nos canais digitais, as contagens de todos eles são zeradas.
Os contadores também podem ser zerados através de uma escrita nos respectivos registradores Modbus.
Os valores das contagens são persistentes, ou seja, permanecem mesmo com o aparelho desligado. Ao religar o
aparelho, as contagens são reiniciadas a partir dos valores existentes quando o dispositivo foi desligado.
RELÉS DE SAÍDA
O FieldLogger possui duas saídas do tipo relé (RL1 e RL2) que podem atuar como Alarme ou Saída Digital.
Quando configuradas como Alarme, atuam de acordo com a configuração adotada para os alarmes. Quando configuradas
como Saídas Digitais, são comandadas remotamente, via comandos Modbus (via RS485, USB ou Ethernet).
INTERFACE RS485
RS485 PRINCIPAL
A interface RS485 principal do FieldLogger se situa nos terminais 48, 49 e 50 e pode ser habilitada ou desabilitada.
Quando desabilitada, não faz qualquer tipo de consistência sobre o tráfego que possa existir no barramento de dados.
Quando habilitada, pode ser configurada para operar como escravo ou como mestre Modbus RTU.
Escravo
Quando operando como escravo Modbus RTU, o dispositivo disponibiliza os valores dos canais para serem
acessados pelo mestre da rede Modbus, seja um CLP, um software supervisório ou outro dispositivo qualquer.
Mestre
Quando operando como um mestre Modbus RTU, permite que dados de outros dispositivos no barramento sejam
lidos pelo FieldLogger e usados pelo mesmo nos registros, nos alarmes, nos canais virtuais ou simplesmente
disponibilizados através de outra interface (Ethernet, por exemplo). Por favor, veja a seção “Canais Remotos” para
maiores detalhes de como implementar uma rede Modbus RTU com o FieldLogger no papel de mestre.
A partir da versão de firmware 1.10, pode operar como um gateway entre uma rede Modbus TCP e a rede Modbus
RTU, ou seja, todos os comandos Modbus TCP recebidos pelo FieldLogger cujo identificador não for “255” serão
repassados à rede Modbus RTU, pois subentende-se que o comando é endereçado a um escravo dessa rede.
Comandos Modbus TCP recebidos pelo FieldLogger cujo identificador for “255” serão respondidos pelo próprio
FieldLogger. Essa funcionalidade deve ser habilitada no software Configurador.
A interface RS485 principal pode ser configurada para operar nas seguintes velocidades (baud rates): 1200, 2400, 4800,
9600, 19200, 38400, 57600 e 115200. Além disso, pode ser configurada para operar com um ou dois stop bits, e nas
paridades par, ímpar e nenhuma.
Maiores detalhes sobre a implementação de uma rede de dispositivos Modbus via RS485 podem ser encontrados no
documento “Conceitos Básicos de RS485 e RS422”, disponível no CD que acompanha o dispositivo.
D1
D
D+
B
Linha bidirecional de dados.
Terminal 50
D0
D
D-
A
Linha bidirecional de dados invertida.
Terminal 49
Ligação opcional que melhora o desempenho da
Terminal 48
C
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comunicação.
GND
RS485 AUXILIAR
A interface RS485 auxiliar do FieldLogger se situa no conector DB9 situado embaixo da tampa do FieldLogger. Sua
principal função é fornecer dados para a IHM do FieldLogger, mas desde a versão de firmware 1.20, pode ser utilizada
como uma interface genérica, operando como um escravo Modbus-RTU. Alguns detalhes podem ser vistos no capítulo
“IHM (Interface Homem-Máquina)”.
Como interface para a IHM, deve ser configurada com baud rate 115200 bps, um stop bit e sem paridade.
Como interface genérica, pode ser configurada para operar nas seguintes velocidades (baud rates): 1200, 2400, 4800,
9600, 19200, 38400, 57600 e 115200. Além disso, pode ser configurada para operar com um ou dois stop bits, e nas
paridades par, ímpar e nenhuma.
D1
D
D+
B
Linha bidirecional de dados.
Pino 4
D0
D
D-
A
Linha bidirecional de dados invertida.
Pino 8
Ligação opcional que melhora o desempenho da
comunicação.
Pino 7
C
GND
CANAIS REMOTOS
Função não disponível nos modelos “FieldLogger – USB, 512k logs, RS485” e “FieldLogger – USB,
512k logs, RS485, 24 V”.
O FieldLogger pode operar como um mestre de uma rede Modbus RTU (ver configuração da interface RS485), sendo
capaz de ler até 64 registradores de outros aparelhos (escravos Modbus) e usar estes registradores como entrada nos
canais virtuais, alarmes e registros. A cada um desses registradores lidos de outros escravos chamamos “canais remotos”.
O dispositivo inicia a leitura dos canais na ordem em que foram criados no momento da configuração. Dessa forma, ele
segue lendo todos os canais, respeitando os tempos entre comandos, até que tenha lido todos. Ao passar o intervalo de
varredura, ele reinicia as leituras de todos os canais remotos. No caso da leitura dos canais demorar mais tempo do que
o intervalo de varredura configurado, ele reinicia a leitura dos canais imediatamente.
Se o escravo demorar mais do que o tempo configurado para responder, será considerado um erro de comunicação. Da
mesma forma, serão considerados erros de comunicação pacotes de resposta com CRCs inválidos ou com tempos
entre bytes maiores que o especificado pela norma. No caso de ocorrer um erro de comunicação na leitura de um canal
remoto, ele tenta novamente até que o número configurado de tentativas tenha sido alcançado. Se o erro persistir, o
valor de erro configurado para o canal será assumido.
Todo o fluxo das comunicações pode ser acompanhado pelos leds Tx e Rx do FieldLogger. Sempre que um comando
é enviado a um escravo, o led Tx é aceso. Quando o escravo responde ao comando, o led Rx acende. Assim, em uma
varredura normal do FieldLogger em alguns escravos, os leds Tx e Rx devem piscar alternadamente tantas vezes
quanto o número de canais remotos configurados.
A partir da versão de firmware 1.50, é possível associar um número de casas decimais diretamente aos canais remotos.
Dessa forma, não é mais necessário utilizar os canais virtuais para visualizar um canal remoto cujo valor possua uma ou
mais casas decimais. Por exemplo, ao se ler uma temperatura de um escravo Modbus que está indicada com uma casa
decimal em formato inteiro, ou seja, está multiplicada por “10” (25,7 ºC é lido como 257), é possível ler “25,7”
diretamente. Nas versões anteriores, era necessário criar um canal remoto que recebia esse valor e dividia por 10. Esse
canal virtual poderia, então, ser usado no lugar do canal remoto para o registro, alarme ou simplesmente indicação.
CANAIS VIRTUAIS
Estão disponíveis até 128 canais virtuais no FieldLogger. Estes canais nada mais são do que canais cujo valor são o
resultado de operações matemáticas ou lógicas. Dependendo da operação selecionada, são necessários um ou dois
operandos, sendo que os operandos são sempre outros canais (analógicos, digitais, remotos ou mesmo virtuais). Todos
os operandos estão no formato “ponto flutuante” (floating point), o que permite maior precisão nos cálculos pelo uso de
várias casas decimais.
É possível encadearmos várias operações, fazendo com que o resultado de uma operação seja o operando de outra. Se
um dos canais usado como operando estiver em condição de erro, o canal virtual resultante assumirá, também, seu
valor de erro, ou seja, a condição de erro é repassada para os canais virtuais dependentes do canal em erro.
Valores constantes podem ser utilizados através da operação “Constante”, onde um valor escolhido pelo usuário pode
ser atribuído a um canal virtual.
As seguintes operações estão disponíveis e podem ser utilizadas:
Operação
Número de
Operandos
Constante
1
Atribui um valor ao canal virtual. Exemplo: CV = 123.67
Adição
2
Recebe a soma de dois canais. Exemplo: CV = C1 + C2
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Função
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Subtração
2
Recebe a subtração de dois canais. Exemplo: CV = C1 - C2
Multiplicação
2
Recebe a multiplicação de dois canais. Exemplo: CV = C1 * C2
Divisão
2
Recebe a divisão de dois canais. Exemplo: CV = C1 / C2
“E” lógico
2
Recebe “0” se ao menos um dos dois canais for zero. Recebe “1” se os
dois canais forem diferentes de zero.
“OU” lógico
2
Recebe “1” se ao menos um dos dois canais for diferente de zero.
Recebe “0” se os dois canais forem zero.
“OU EXCLUSIVO” lógico
2
Recebe “1” se somente um dos dois canais for diferente de zero.
Recebe “0” se os dois canais forem iguais a zero ou se os dois forem
diferentes de zero.
FloatToFloat
2
Transforma dois valores de 16 bits em um “float”. Tipicamente usado
quando lidos dois registradores Modbus (canais remotos) de outro
aparelho que, juntos, representam um valor em ponto flutuante.
Int32ToFloat
2
Transforma um valor inteiro com sinal de 32 bits em um valor em ponto
flutuante. A faixa permitida do valor inteiro (operando) vai de –16777215
a 16777215. Valores fora desta faixa sofrerão truncamento.
Raiz Quadrada
1
Recebe a raiz quadrada do operando (canal de origem).
2
Recebe o resultado do primeiro canal elevado ao segundo canal.
C2
Exemplo: CV = C1 . O valor do expoente está limitado ao intervalo de
-120 a 120 e deve, necessariamente, ser do tipo inteiro (a parte
decimal será desconsiderada).
1
Copia o valor atual das contagens do canal digital selecionado
(operando) para o canal virtual. Utiliza apenas 24 bits, ou seja,
consegue contar até “16777215” (byte mais significativo das contagens
é ignorado).
1
A uma taxa de tempo configurável (em segundos), mostra a diferença
do valor atual do canal em relação ao valor do tempo anterior. Ou seja,
possui sempre o valor do final do tempo menos o valor do início do
tempo. . No caso da operação ser feita sobre um canal digital, será
computada a variação das contagens daquele canal.
1
Mostra o valor acumulado do canal selecionado. A uma taxa de tempo
configurável (em segundos), pega o valor atual do canal e soma ao
valor já acumulado para esse canal.
2
Transforma dois valores de 16 bits em um “float”. Funciona exatamente
como a operação FloatToFloat (ver acima), com a diferença que os
bytes de cada registrador são invertidos um pelo outro (byte high ↔
byte low) antes da operação. Útil quando o registrador é lido de um
escravo cuja ordenação (endianness) dos bytes é contrária à utilizada
pelo FieldLogger.
2
Transforma um valor inteiro com sinal de 32 bits em um valor em ponto
flutuante. Funciona exatamente como a operação Int32ToFloat (ver
acima), com a diferença que os bytes de cada registrador são invertidos
um pelo outro (byte high ↔ byte low) antes da operação. Útil quando o
registrador é lido de um escravo cuja ordenação (endianness) dos bytes
é contrária à utilizada pelo FieldLogger.
Exponenciação
Contagem
Variação
1
2
Acumulação
2
ByteInv FloatToFloat
ByteInv Int32ToFloat
3
3
(1) Nota 1: Disponível a partir da versão de firmware 1.10.
(2) Nota 2: Disponível a partir da versão de firmware 1.20.
(3) Nota 3: Disponível a partir da versão de firmware 1.40.
Na ocorrência de um erro, em algum canal (sensor do canal analógico desconectado, por exemplo), o seu valor de erro
será atribuído. Se esse canal for usado como operando de um canal virtual, o valor de erro será detectado e o resultado
do canal virtual será também o seu respectivo valor de erro, ou seja, há uma propagação de valores de erro. Uma
exceção é na operação “Int32ToFloat”, que não propaga o valor de erro dos canais de origem (operandos) por ser
tipicamente usado na conversão de dois canais remotos em um valor de 32 bits e, nesse caso, iria acusar um erro
sempre que um dos canais remotos indicasse o valor de erro (todos os valores são válidos – não há um valor de erro
fora da faixa válida). A outra exceção é a operação “Acumulação”, que simplesmente para de acumular ao invés de
indicar o valor de erro.
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Exemplo de encadeamento de canais virtuais para a obtenção de fórmulas mais complexas
Como exemplo, usaremos a fórmula do cálculo da vazão utilizando medição com placa de orifício, muito popular no
ambiente de instrumentação industrial. A fórmula é a seguinte:
Onde Q = vazão
ρ = densidade do fluxo
∆P = pressão diferencial
K = constante que faz a adequação de unidades e dimensões envolvidas
Nesse caso, consideraremos que a pressão diferencial (∆P) será lida no canal analógico 1 (ChAnalog_1 = ∆P), com os
limites ajustados para a medição na unidade correta.
No software Configurador, devemos entrar com os seguintes canais virtuais:
CV1 = K (operação “constante” com o valor numérico de K)
CV2 = ρ (operação “constante” com o valor numérico de ρ)
CV3 = ChAnalog_1 / CV2 (operação “divisão”)
CV4 = √CV3 (operação “raiz quadrada”)
CV5 = CV1 x CV4 (operação “multiplicação”)
Assim, CV5 possui o valor da vazão Q.
INTERFACES USB
O FieldLogger possui duas interfaces USB: uma USB device, utilizada para a configuração, monitoração e coleta de
dados, e uma USB host, utilizada para a coleta de dados e atualizações de firmware, se e quando necessário.
USB DEVICE
A interface USB device é a interface preferencial para a configuração do dispositivo. É a única interface que nunca pode
ser desabilitada.
Para acessá-la, deve-se utilizar o cabo USB fornecido. O led “USB” deve acender, indicando que a interface está pronta
para ser usada. (No primeiro acesso, será necessário instalar os drivers USB em seu computador. Para isso, verifique a
seção “Instalação do Driver USB”.)
A comunicação nesta interface é Modbus RTU, tal qual a interface RS485 escrava. Os mesmos comandos e a mesma
tabela de registradores estão disponíveis nesta interface (favor referir-se ao documento “FieldLogger – Modbus”).
USB HOST
A interface USB host pode ser usada para a coleta dos dados registrados, tanto da memória flash interna quanto do
cartão SD (irá coletar a memória atualmente configurada), através de um pen drive.
Para se efetuar a coleta dos dados com um pen drive, esta opção deve ter sido habilitada no software Configurador.
Assim, ao se conectar o pen drive na interface USB host, o led “USB” deve acender, indicando que o mesmo foi
corretamente reconhecido. A partir daí, a transferência de dados para o pen drive é iniciada e o led “USB” passa a
piscar rapidamente. Quando todos os dados tiverem sido transferidos, o led “USB” para de piscar e permanece aceso,
indicando que o pen drive pode ser retirado.
No caso da opção da coleta dos dados com um pen drive ter sido desabilitada, nada acontecerá ao se plugar um pen
drive nesta interface, nem mesmo o led acenderá!
Há a opção para que seja feita a coleta de toda a memória e também a opção para que se colete os dados de um
número limitado de dias. No segundo caso, podemos ainda selecionar se queremos coletar os dados mais antigos ou os
mais recentes. Assim, ao configurarmos, por exemplo, a coleta dos dados mais recentes de quatro dias, o dispositivo
varre a memória e transfere para o pen drive os dados dos últimos quatro dias onde houve dados registrados.
Observações:
• Utilize um pen drive com espaço suficiente para todos os dados coletados (de preferência um pen drive vazio).
• Dependendo do volume de dados e da taxa de ocupação do processador do FieldLogger, a coleta pode
demandar um longo período de tempo. Para otimizar as coletas de dados via pen drive, procure fazer coletas
mais seguidas e configure a opção de coletas por tempo para alguns dias, o que diminuirá o volume de dados
em cada coleta.
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Durante toda a operação do FieldLogger, enquanto não é usado o pen drive para a coleta, todos os diferentes tipos de
erro geram 3 piscadas no LED de status. Quando o pen drive é conectado para a coleta e ocorrer um erro, o mesmo é
indicado conforme a tabela abaixo:
Nº PISCADAS
ERRO
1
Não há espaço suficiente no pen drive
2
Arquivo não encontrado
3
Pen drive desconectado antes do final da coleta
4
Erro de escrita no pen drive
5
Erro na criação do caminho no pen drive
6
Erro na abertura da sessão de coleta. Já existe uma sessão de coleta aberta
INTERFACE ETHERNET
Interface não disponível nos modelos “FieldLogger – USB, 512k logs, RS485” e “FieldLogger – USB,
512k logs, RS485, 24 V”.
A interface Ethernet do FieldLogger propicia a conexão do dispositivo em redes Ethernet 10/100 Mbps. Há vários
serviços disponíveis para esta interface, todos habilitados e configurados individualmente, o que dá ao FieldLogger
uma versatilidade muito grande.
Observação: Recomenda-se sempre que, ao não precisar dos serviços de uma interface ou de um serviço, que
esses sejam desabilitados.
Para a conexão à rede TCP-IP, podemos configurar um IP fixo ou utilizar DHCP (dynamic host configuration protocol,
protocolo que permite que o FieldLogger tenha um número IP atribuído pelo servidor da rede). Além disso, se
desejado, pode-se habilitar o serviço de DNS, onde, em alguns serviços, ao invés do número IP dos servidores, pode-se
configurar o seu nome (URL).
Observação: o FieldLogger não possui a capacidade de processamento dos computadores e, por isso, a
configuração da porta do switch onde estiver conectado (principalmente em aplicações de monitoramento de data
centers) deve ser o mais básica possível, evitando um tráfego exagerado na rede onde ele está. Isso melhorará seu
desempenho, evitando possíveis perdas de pacotes.
Os seguintes serviços estão disponíveis:
MODBUS-TCP
O FieldLogger pode ser habilitado para se comunicar através do protocolo Modbus-TCP, muito utilizado em sistemas
supervisórios. Com essa funcionalidade, o FieldLogger se comporta como um servidor Modbus-TCP, permitindo que os
valores dos canais, assim como diversas informações de status e configuração, sejam lidas ou escritas através de
softwares externos. Ao habilitarmos a funcionalidade de gateway (contanto que ele esteja configurado como mestre de
uma rede Modbus/RS485), o FieldLogger pode encaminhar requisições Modbus a escravos conectados ao barramento
Modbus-RTU.
O FieldLogger deve ser acessado através do identificador (ID) “255”. Qualquer identificador diferente utilizado em um
acesso ao FieldLogger via Modbus-TCP será entendido como sendo destinado a um escravo na rede RS485 a ser
acessado através da função gateway. Nesse caso, se essa funcionalidade estiver habilitada, o pacote será retransmitido
ao barramento RS485.
A partir da versão de firmware 1.40, o FieldLogger suporta também o protocolo “Modbus RTU sobre
TCP”.
A funcionalidade de gateway age como um multiplexador, ou seja, recebe até dez conexões simultâneas e as enfileira
de modo a enviá-las, uma de cada vez, para a rede Modbus-RTU. Devido a este enfileiramento das conexões do
Modbus-TCP, o timeout dos clientes Modbus-TCP deve ser definido como sendo maior ou igual ao timeout do mestre
RTU (configurado na página dos Canais Remotos) multiplicado pelo número de conexões Modbus-TCP ativas.
Se o timeout do mestre Modbus-TCP estiver subdimensionado, poderá haver timeout na resposta ao invés do código de
exceção “0Bh” (Gateway Target Device Failed to Respond) quando algum escravo estiver ausente.
ENVIO DE E-MAILS – SMTP
O FieldLogger pode ser configurado para enviar e-mails a múltiplos destinatários na ocorrência de alarmes. Os
destinatários devem ser cadastrados no dispositivo e, ao configurarmos os alarmes, devemos selecionar quais
destinatários devem ser comunicados via e-mail na ocorrência de cada um deles.
Deve-se configurar um servidor de e-mails para este serviço, de modo a ser contactado no momento do envio. Nesse
servidor, obviamente deve haver uma conta de e-mail válida para o login do FieldLogger.
Observação: Não são suportadas conexões SSL.
Nas mensagens de e-mail enviadas há duas partes: uma parte fixa, comum à todas as mensagens, e uma parte
variável, dependente do alarme que originou a mensagem. A parte fixa é configurada pelo usuário, assim como seu
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assunto (“Subject”). A parte variável apresenta o tag do FieldLogger, seu número de série e um string descrevendo a
condição de alarme que originou a mensagem.
Fig. 21 – Exemplo de mensagem de alarme
IMPORTANTE: E-mails não possuem garantia de entrega e nem de leitura. Assim, em casos de alarme, procure utilizar
também outras maneiras de relatar ocorrências de alarme.
DEPURAÇÃO
No caso de algum problema durante a posta-em-marcha do dispositivo para o envio de e-mails, pode-se utilizar um
cliente Telnet para obter mensagens que poderão ajudar na identificação do problema. Tudo o que se necessita fazer é
apontar o cliente Telnet para o IP do FieldLogger (porta 23) e observar as mensagens que são publicadas.
PÁGINAS WEB – HTTP
O FieldLogger tem capacidade para servir páginas web. Ele possui três páginas padronizadas com informações de
canais, configuração, status e alarmes que estão sempre disponíveis. Além disso, a partir da versão 1.30 do firmware,
ele é capaz de servir páginas customizadas, hospedadas no cartão SD.
Devido a uma limitação no hardware do FieldLogger, não há suporte para HTTPS (HTTP seguro).
PÁGINAS PADRONIZADAS
O FieldLogger tem capacidade para servir três páginas web padronizadas: uma com informações básicas dos canais
habilitados, outra com informações de configuração e status do dispositivo e uma última com informações dos alarmes
configurados. Existem dois formatos possíveis para essas páginas: HTML ou XML. As páginas em formato HTML
possuem um código HTML simples e podem ser visualizadas com os navegadores mais populares. Elas são
recarregadas automaticamente a uma taxa configurável. As páginas em formato XML contêm as mesmas informações
das respectivas páginas HTML, em um formato padronizado (as descrições dos formatos podem ser visualizadas em
documentos à parte), o que permite o processamento externo dessas informações, garantindo uma grande flexibilidade
nas aplicações (uma aplicação típica é a construção de uma página HTML customizada com os dados lidos da página
XML). Não há recarga automática das páginas XML.
Para facilitar o acesso às informações de interesse, é possível utilizar links para acessar diretamente a página desejada,
conforme a tabela a seguir.
Página
HTML
XML
Canais
IP_DO_FIELDLOGGER/channels.html
IP_DO_FIELDLOGGER/channels.xml
Configurações e Status
IP_DO_FIELDLOGGER/status.html
IP_DO_FIELDLOGGER/status.xml
Alarmes
IP_DO_FIELDLOGGER/alarms.html
IP_DO_FIELDLOGGER/alarms.xml
Se apenas o endereço IP do dispositivo for digitado no navegador, a página HTML dos canais será carregada.
As páginas em formato XML e os links para acesso direto às páginas do FieldLogger estão disponíveis
somente a partir da versão de firmware 1.10.
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A página com informações dos canais informa, para cada canal habilitado no dispositivo, seu tag, o valor atual, a
unidade, o tipo (analógico, digital, remoto ou virtual) e ainda se este canal está configurado para o registro local.
Fig. 22 – Página HTML com informações dos canais
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A página com informações de configuração e status informa o estado atual de alguns parâmetros, além de informações
como número de série e versão de firmware.
Fig. 23 – Página HTML com informações de configurações e status
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A página com informações dos alarmes informa, para cada alarme habilitado no dispositivo, seu índice, o canal
relacionado, a condição, o set point, a histerese, a unidade (se configurada) e ainda se este alarme está ativo (ON) ou
não (OFF).
Fig. 24 – Página HTML com informações dos alarmes
PÁGINAS CUSTOMIZADAS
A capacidade de servir páginas web customizadas está disponível somente a partir da versão de
firmware 1.30.
O FieldLogger pode servir páginas web que estejam hospedadas em seu cartão SD, desde que fiquem armazenadas
dentro da pasta “webserv”. Essas páginas podem utilizar várias informações diretamente do FieldLogger, como os
valores e as unidades dos canais, o horário do relógio e o número de série.
Condições para o funcionamento:
•
Todos os arquivos necessários devem estar dentro da pasta “webserv” no cartão SD.
•
O FieldLogger trabalha com o formato “8.3” para os nomes de arquivo. Dessa forma, nenhum arquivo pode ter
mais do que 8 caracteres (mais os 3 da extensão).
•
Os arquivos que possuem marcadores que devem ser substituídos por informações do FieldLogger devem ter
seus nomes necessariamente iniciando com o caracter “_”. Arquivos que não iniciarem com “_” não serão
processados e serão servidos mais rapidamente.
•
Apesar de aceitar subpastas, o máximo tamanho do caminho (incluindo a pasta “webserv” e os caracteres “/”)
não deve ultrapassar 60 caracteres.
•
Se for utilizado um marcador válido para um canal ou alarme inexistente (exemplo: canal analógico 130), é
retornado o valor “ERROR”.
•
Se for utilizado um marcador válido para um canal ou alarme desabilitado, é retornado o valor “DISABLED”.
•
Sempre que se desejar mostrar o caracter “%”, aconselha-se coloca-lo em dobro: “%%”. Isso evitará que o
dispositivo confunda esse caracter com o início de um marcador.
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Marcadores
Estão disponíveis várias informações pertinentes ao FieldLogger para serem inseridas na página web customizada.
Isso é feito através de marcadores alfanuméricos que, ao serem encontrados, são substituídos pelo valor
correspondente. Deve-se ter em mente que essa substituição apenas será efetuada nos arquivos que iniciarem com o
caracter “_” (exemplo: “_dados.htm”).
A seguir encontram-se todos os marcadores disponíveis:
Marcador
Informação a ser substituída
%ANALOG___001.T%
Tag (nome) do canal analógico 1
%ANALOG___001.V%
Valor atual do canal analógico 1
%ANALOG___001.U%
Unidade do canal analógico 1
%ANALOG___001.D%
Valor com informações de diagnóstico do canal analógico 1:
Bit 0: sensor aberto
Bit 1: Pt100/Pt1000 em curto
Bit 2: fora dos limites
Bit 3: cabo aberto do Pt100/Pt1000
...
...
%ANALOG___008.T%
Tag (nome) do canal analógico 8
%ANALOG___008.V%
Valor atual do canal analógico 8
%ANALOG___008.U%
Unidade do canal analógico 8
%ANALOG___008.D%
Valor com informações de diagnóstico do canal analógico 8:
Bit 0: sensor aberto
Bit 1: Pt100/Pt1000 em curto
Bit 2: fora dos limites
Bit 3: cabo aberto do Pt100/Pt1000
%DIGITAL__001.T%
Tag (nome) do canal digital 1
%DIGITAL__001.V%
Valor atual do canal digital 1
%DIGITAL__001.U%
Unidade do canal digital 1
...
...
%DIGITAL__008.T%
Tag (nome) do canal digital 8
%DIGITAL__008.V%
Valor atual do canal digital 8
%DIGITAL__008.U%
Unidade do canal digital 8
%REMOTE___001.T%
Tag (nome) do canal remoto 1
%REMOTE___001.V%
Valor atual do canal remoto 1
%REMOTE___001.U%
Unidade do canal remoto 1
...
...
%REMOTE___064.T%
Tag (nome) do canal remoto 64
%REMOTE___064.V%
Valor atual do canal remoto 64
%REMOTE___064.U%
Unidade do canal remoto 64
%VIRTUAL__001.T%
Tag (nome) do canal virtual 1
%VIRTUAL__001.V%
Valor atual do canal virtual 1
%VIRTUAL__001.U%
Unidade do canal virtual 1
...
...
%VIRTUAL__128.T%
Tag (nome) do canal virtual 128
%VIRTUAL__128.V%
Valor atual do canal virtual 128
%VIRTUAL__128.U%
Unidade do canal virtual 128
%ALARM__001.TAG%
Tag (nome) do alarme 1
%ALARM__001.STS%
Estado do alarme 1: “On” (alarme ativo) ou “Off” (inativo)
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%ALARM__001.SPT%
Setpoint configurado para o alarme 1
%ALARM__001.CND%
Condição configurada para o alarme 1: “>”, “>=”, “<”, “<=”, “==” ou “!=”
%ALARM__001.UNI%
Unidade configurado para o alarme 1
%ALARM__001.HYS%
Histerese configurado para o alarme 1
...
...
%ALARM__032.TAG%
Tag (nome) do alarme 32
%ALARM__032.STS%
Estado do alarme 32: “ON” (alarme ativo) ou “OFF” (inativo)
%ALARM__032.SPT%
Setpoint configurado para o alarme 32
%ALARM__032.CND%
Condição configurada do alarme 32: “>”, “>=”, “<”, “<=”, “==” ou “!=”
%ALARM__032.UNI%
Unidade configurado para o alarme 32
%ALARM__032.HYS%
Histerese configurado para o alarme 32
%INFO.IN.FLTAG_%
Tag (nome) do FieldLogger
%INFO.IN.SERIAL%
Número de série
%INFO.IN.FWVER_%
Versão de firmware
%INFO.IN.MBMODE%
Modo do Modbus da interface RS485 principal:
"Disabled", "Master" ou "Slave"
%INFO.IN.MBADDR%
Endereço Modbus da interface RS485 principal
%INFO.IN.D_TYPE%
Memória configurada para o registro: “Flash” ou “SD Card”
%INFO.IN.START_%
Modo configurado para o início do registro:
"Immediately", "Date/Time", "Alarm" ou "Via Modbus Only"
%INFO.IN.STOP__%
Modo configurado para o término do registro:
"Full Memory", "Circular Memory", "Date/Time" ou "Alarm"
%INFO.IN.FDRVIN%
Presença do pen drive: “Yes” (pen drive conectado)
ou “No” (não conectado)
%INFO.IN.SDSIZE%
Capacidade de memória do cartão SD, em kbytes
%INFO.IN.SDFREE%
Quantidade de memória disponível no cartão SD, em kbytes
%INFO.IN.INSIZE%
Capacidade de memória da memória flash interna, em bytes
%INFO.IN.INFREE%
Quantidade de memória disponível na memória flash interna, em bytes
%INFO.IN.ANLSCN%
Intervalo de varredura dos canais analógicos, em ms
%INFO.IN.LOGPER%
Intervalo de registro em memória, em ms
%INFO.IN.LOGSTS%
Status atual do registro: “Logging” ou “Stopped”
%INFO.IN.HMICON%
Presença da IHM: “0” (sem IHM) ou “1” (IHM conectada)
%INFO.RTC.YEAR_%
Ano do calendário interno
%INFO.RTC.MONTH%
Mês do calendário interno
%INFO.RTC.DAY__%
Dia do calendário interno
%INFO.RTC.HOUR_%
Hora do relógio interno
%INFO.RTC.MIN__%
Minuto do relógio interno
%INFO.RTC.SEC__%
Segundo do relógio interno
Exemplos
Há exemplos disponíveis para download na página do dispositivo, assim como no CD que o acompanha.
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TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS – FTP
O FieldLogger disponibiliza um cliente e um servidor FTP para a transferência dos arquivos de dados de registro.
Cliente
O cliente FTP é utilizado para fazer coletas programadas dos dados registrados. Ele pode ser feito diariamente, em um
horário determinado, ou várias vezes por dia, com uma periodicidade determinada (essa opção requer versão de
firmware 1.50 ou superior). Para utilizá-lo, basta configurar o nome de usuário e senha cadastrados no servidor e ajustar
o horário de início do download ou o intervalo entre os mesmos, dependendo se a opção de coleta por intervalo de
tempo (ou seja, mais de uma vez por dia) foi habilitada. No caso da coleta em intervalos diários, os momentos de início
da coleta serão sempre relativos à meia-noite (exemplo: intervalo de 4 horas resultará em coletas às 00:00, 04:00,
08:00, 12:00, 16:00 e 20:00). Se, no momento configurado para o início do download, acontecer algum problema com a
conexão, o FieldLogger permanece retentando por 30 minutos.
A partir da versão 1.40 do firmware, há a possibilidade de coletar os dados diretamente em formato CSV (commaseparated values). Ao selecionar essa opção para a coleta via cliente FTP, os arquivos gerados na pasta da coleta do
servidor FTP estarão no formato CSV ao invés do formato binário (padrão).
O arquivo CSV gerado terá, na primeira linha, o título do FieldLogger. Na segunda linha, há o nome das colunas (DATE
para a data e TIME para o horário). A partir da terceira linha, há as datas, horários e os valores dos canais para cada
registro. Todos os campos ficam entre aspas (“) e o separador dos campos utilizado é o “;” (ponto-e-vírgula).
Devido ao processamento extra para a geração do arquivo em formato CSV, essa opção pode tornar a coleta mais
demorada.
Observação: Devido ao tamanho limitado do buffer interno do FieldLogger, recomenda-se que a mensagem de
boas-vindas do servidor FTP não possua frases maiores do que 60 caracteres (cada frase deve necessariamente
terminar com os caracteres “retorno de carro” e “nova linha”, ou “0Dh” e “0Ah” em hexadecimal).
Servidor
Para utilizar o servidor FTP no FieldLogger basta habilitar esta funcionalidade no Software Configurador e configurar o
nome de usuário e a senha. Dessa forma, o usuário terá acesso aos arquivos de dados somente para leitura.
O padrão utilizado para o FTP é o tipo “Unix”.
Observação: Não há suporte para conexões simultâneas. Portanto o cliente utilizado deverá ser configurado para
utilizar somente uma conexão. Além disso, o cliente deve ser configurado para utilizar o modo passivo.
Devido a uma limitação no hardware do FieldLogger, não há suporte para SFTP (FTP seguro).
GERENCIAMENTO DE REDES – SNMP
Todos os canais habilitados para leitura, assim como várias informações de status, têm seus valores disponibilizados
através do protocolo SNMP (apenas para leitura, não há escrita implementada no dispositivo via SNMP).
As MIBs padrão não estão disponíveis no FieldLogger. As informações disponíveis via SNMP estão
listadas abaixo, além das seguintes OIDs do grupo “System”:
•
sysDescr
•
sysObjectID
•
sysUpTime
A MIB disponível está apresentada a seguir. Um arquivo da MIB está disponível no CD do dispositivo. É utilizado o ramo
“Enterprise” da MIB, onde o “Enterprise number” é o 34590. O sub-ramo atribuído ao FieldLogger é o 1. Assim, todas
as informações terão o OID iniciando em 1.3.6.1.4.1.34590.1.
Segue as OIDs disponíveis:
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.0 = Tag do dispositivo. [OCTET STRING]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.1 = Número de série do dispositivo. [OCTET STRING]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.2 = Versão de firmware. [OCTET STRING]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.3 = Ano do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.4 = Mês do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.5 = Dia do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.6 = Hora do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.7 = Minuto do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.8 = Segundo do dispositivo. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.9 = Habilitação e configuração da interface RS485 (0 = desabilitada; 1 = mestre; 2 =
escravo). [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.10 = Indicação da memória de registro selecionada (0 = memória interna; 1 = cartão SD).
[INTEGER]
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•
1.3.6.1.4.1.34590.1.11 = Estado do registro (0 = registro parado; 1 = registro em andamento). [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.12 = Memória disponível para registro na memória interna, em bytes. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.13 = Presença do cartão SD (0 = cartão ausente; 1 = cartão presente). [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.14 = Memória disponível para registro no cartão SD, em kilobytes. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.15 = Presença do pen drive (0 = pen drive ausente; 1 = pen drive presente). [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.16 = Presença da IHM (0 = IHM ausente; 1 = IHM presente). [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.17 = Número total de canais habilitados. [INTEGER]
•
1.3.6.1.4.1.34590.1.18.X.Y
o
o
X = Número sequencial do canal, iniciando pelos canais analógicos e seguindo pelos digitais, remotos
e virtuais:

primeiro canal habilitado = 1

segundo canal habilitado = 2

etc.
Y = Informação relativa ao canal:

Y = 1: Tag do canal. [OCTET STRING]

Y = 2: Valor lido do canal. Quando for o caso (canais analógicos e virtuais, por exemplo), será
multiplicado pelo número de casas decimais definido pelo usuário na configuração. [INTEGER]

Y = 3: Unidade do canal. [OCTET STRING]

Y = 4: Indicação do tipo do canal (analógico, digital, etc.) e o número do canal em relação ao
tipo. Exemplos: ANALOG_001, DIGITAL_005, REMOTE_014, VIRTUAL_103. [OCTET
STRING]

Y = 5: Indicação de erro do canal (0 = canal ok; 1 = canal em estado de erro). [INTEGER]

Y = 6: Indica se o canal está habilitado (valor = 1) para registro ou não (valor = 0). [INTEGER]
Traps
Serão geradas traps, quando habilitadas e selecionadas nos alarmes, para avisar a ocorrência destes. O endereço e a
porta do destino são configuráveis.
Elas terão os seguintes campos:
•
Comunidade: “FieldLogger”.
•
OID: .1.3.6.1.4.1.34590.1.100 (onde 34590 é o “enterprise number” utilizado e o 1 seguindo é o ramo do
FieldLogger)
•
Número genérico: 6 (indica que a trap é “enterprise-specific”).
•
Número específico: Índice do alarme ocorrido (baseado em zero).
•
Valor da trap
o
OID: .1.3.6.1.4.1.34590.1.100.XX, onde XX é o índice do alarme ocorrido.
o
Tipo: OCTET STRING.
o
Valor: String indicando o alarme ocorrido, no formato TAG + CONDIÇÃO + VALOR. Exemplo:
“Channel_1 > 129.43”
CLOUD
A partir da versão de firmware 1.60, o FieldLogger permite a conexão à NOVUS Cloud, disponibilizando os seus dados
para consulta na nuvem (Internet).
A utilização do serviço de publicação na nuvem requer conectividade na Internet!
A NOVUS oferece o serviço de armazenamento em nuvem NOVUS Cloud. Procure no website a
documentação específica do serviço. Esse é um serviço pago e opcional.
PRÉ-REQUISITOS
As seguintes condições são necessárias para que o FieldLogger realize o registro na NOVUS Cloud:
1. Conexão à Internet com regras que permitam o acesso ao servidor da NOVUS Cloud (verificar firewalls e
políticas de rede). O registro na NOVUS Cloud deve estar habilitado, com a URL correta e com o serviço de
DNS também habilitado.
2. Estar registrando em memória flash interna. Atualmente, os dados registrados no cartão SD não são
publicados na NOVUS Cloud.
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3.
4.
O tempo entre registros deve ser maior ou igual a 1 segundo, que é o menor grânulo de tempo reconhecido
pela NOVUS Cloud. É indiferente se o registro é em memória circular ou memória cheia, contudo, parte-se do
pressuposto que o registro deve ser mais lento que a capacidade do sistema (FieldLogger + rede) de enviar os
dados. No laboratório da NOVUS, conseguimos enviar com sucesso 100 canais registrando e publicando a
cada 3 segundos. Contudo, recomendamos a utilização de tempos na base de minutos para a grande maioria
das aplicações.
É necessário que o serviço NOVUS Cloud tenha sido habilitado no portal e que um dispositivo “FieldLogger”
com o mesmo número de série do FieldLogger real tenha sido declarado antes da primeira conexão.
Deve-se ter em mente que a ativação vence em 24 horas. Se o FieldLogger tiver feito sua primeira conexão
dentro desse período, seguirá funcionando sem necessidade de uma nova ativação. Se, entretanto, ele não
conseguir fazer sua primeira conexão dentro desse período, será necessária uma nova ativação.
OPERAÇÃO
Uma vez habilitada, a conexão à NOVUS Cloud sempre parte do FieldLogger. Uma vez que tenha se conectado e que
tenha dados na memória, ele inicia o envio desses dados à nuvem. A NOVUS Cloud já possui um “template” do
FieldLogger com todas as suas variáveis declaradas, porém o nome dessas variáveis deverá ser ajustado para o nome
desejado. Além disso, a nuvem irá apresentar uma tela (dashboard) de exemplo pronta com algumas variáveis, a fim de
verificar imediatamente se o dispositivo conseguiu enviar dados para lá.
Todos os canais que estão sendo registrados na memória interna (e apenas esses) serão enviados para a NOVUS
Cloud. A memória interna serve como memória auxiliar (buffer) para manter os dados e pode ser lida localmente
através de qualquer outro método de coleta. Em caso de uma possível desconexão da NOVUS Cloud por algum tempo,
os dados desse período serão armazenados na memória interna e serão enviados à nuvem assim que a conexão
retornar.
Periodicamente, o FieldLogger verifica se há novos dados a enviar para a nuvem. Esse período tipicamente é igual ao
intervalo de registro, desde que maior que 1 minuto. Havendo dados a transmitir, são enviados todos os dados
disponíveis e o dispositivo volta a aguardar um novo momento de transmissão.
Haverá transmissão de dados enquanto houver dados para transmitir. Portanto, mesmo que o FieldLogger estiver com
o registro parado por ter enchido a memória (modo de registro de “memória cheia”), poderá haver a transmissão de
dados que ainda não tenham sido enviados.
Os dados devem ser enviados à NOVUS Cloud com os horários normalizados em UTC (“Universal Time Coordinated”)
e, por isso, o FieldLogger necessita saber o fuso horário em que está. Essa informação deve ser fornecida pelo usuário
no momento da configuração.
DEPURAÇÃO
No caso de algum problema durante a posta-em-marcha do dispositivo na nuvem, pode-se utilizar um cliente Telnet
para obter mensagens que poderão ajudar na identificação do problema. Tudo o que se necessita fazer é apontar o
cliente Telnet para o IP do FieldLogger (porta 23) e observar as mensagens que são publicadas.
REGISTRO E COLETA DE DADOS
O registro de dados pode ser realizado na memória interna do FieldLogger ou, opcionalmente, em um cartão SD (não
incluso), que deve ser inserido no compartimento próprio abaixo da tampa (ou IHM), conforme Fig. 20. A capacidade da
memória interna é de até 532.480 registros, enquanto que a capacidade de registro do cartão SD dependerá da sua
capacidade de armazenamento (tamanho), assumindo-se que o cartão esteja vazio.
Observação: A má qualidade do cartão pode comprometer o registro dos dados, perdendo períodos de registro em
velocidades de registro mais altas ou, ainda, sendo mais suscetível ao corrompimento dos dados gravados. Por isso,
recomenda-se sempre o uso de cartões SD de marcas consagradas e com boa velocidade (classe 4 ou superiores).
Registro em cartão SD não está disponível nos modelos “FieldLogger – USB, 512k logs, RS485” e
“FieldLogger – USB, 512k logs, RS485, 24 V”.
Quaisquer tipos de canais (analógicos, digitais, remotos e virtuais) podem ser registrados na memória. O registro é
periódico e possui seu intervalo configurado através do software Configurador. Ao fim de cada intervalo de tempo, os
valores atuais dos canais configurados são registrados na memória selecionada.
Há várias maneiras de se iniciar e terminar os registros, sendo que muitas delas podem ser combinadas livremente.
Durante o registro, todos os canais selecionados serão registrados na memória solicitada (flash interna ou cartão SD) e
o intervalo entre registros será respeitado.
Conforme o tipo de início e término selecionados, poderá haver “trechos” de registros na memória e, por conseguinte,
períodos sem nenhum dado registrado. Isso é totalmente compatível com o dispositivo e não representa problema algum.
Os tipos de início disponíveis são os seguintes:
• Início imediato: Os registros serão iniciados logo após a reconfiguração do dispositivo.
• Por data/horário: Os registros serão iniciados no dia/hora configurados.
• Por alarme: Quando a situação de alarme for satisfeita (alarme ativo), os registros serão iniciados.
• Somente por comandos Modbus: Os registros serão iniciados somente quando um comando Modbus específico
for enviado ao dispositivo.
Os tipos de término disponíveis são os seguintes:
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• Ao encher memória: Os registros serão finalizados somente quando a memória selecionada (flash interna ou
cartão SD) não tiver mais espaço disponível.
• Não parar (memória circular): Os registros serão feitos continuamente na memória selecionada. Ao encher a
memória, os dados mais antigos serão apagados para que os dados mais recentes possam ser salvos.
• Por data/horário: Os registros serão finalizados no dia/hora configurados.
• Por Alarme: Se o início dos registros foi iniciada por este mesmo alarme, quando a situação de alarme deixar de
ser satisfeita (alarme inativo), os registros serão finalizados. Se o início dos registros foi iniciada por algum outro
motivo, quando ocorrer a situação de alarme (alarme ativo), os registros serão finalizados.
• Por comando Modbus: Pode-se enviar um comando Modbus específico para finalizar os registros. Esse comando
independe do modo de término selecionado e tem prioridade sobre eles.
As seguintes possibilidades de início e término dos registros estão disponíveis:
Disponibilidade de combinações
Término dos
registros
Memória cheia
Memória circular
Data/hora
Alarme
Imediato
Sim
Sim
Sim
Sim
Data/hora
Sim
Sim
Sim
Sim
Início dos registros
Alarme
Apenas Comando Modbus
Sim
Sim
Não
Sim
Não
Não
Sim
Não
Seguem detalhes de operação de cada um destes modos:
• Início imediato e término por memória cheia: Assim que a nova configuração for aplicada, o registro é iniciado. O
FieldLogger segue registrando até encher a memória (interna ou cartão SD). No caso da falta de energia
elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma.
• Início imediato e término por memória circular: Assim que a nova configuração for aplicada, o registro é iniciado.
O FieldLogger segue registrando sem parar, sobrescrevendo os dados mais antigos assim que a memória
estiver sem espaço para novos registros. No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando
a registrar normalmente na volta da mesma.
• Início imediato e término por data/hora: Assim que a nova configuração for aplicada, o registro é iniciado. O
FieldLogger segue registrando até chegar a data e o horário configurados. No caso da falta de energia elétrica,
o registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma. Se a memória encher antes da
data/hora configurada, o FieldLogger irá parar de registrar.
• Início imediato e término por alarme: Assim que a nova configuração for aplicada, o registro é iniciado. O
FieldLogger segue registrando até que ocorra uma condição de alarme (do alarme configurado para terminar o
registro). Ao sair da condição de alarme, o registro volta a ser efetuado. No caso da falta de energia elétrica, o
registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma. Quando a memória encher, o
FieldLogger irá parar de registrar.
• Início por data/hora e término por memória cheia: Assim que chegar a data/hora configurada para o início dos
registros, o registro será iniciado. O FieldLogger segue registrando até encher a memória (interna ou cartão SD).
No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma.
• Início por data/hora e término por memória circular: Assim que chegar a data/hora configurada para o início dos
registros, o registro será iniciado. O FieldLogger segue registrando sem parar, sobrescrevendo os dados mais
antigos assim que a memória estiver sem espaço para novos registros. No caso da falta de energia elétrica, o
registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma.
• Início por data/hora e término por data/hora: Assim que chegar a data/hora configurada para o início dos
registros, o registro será iniciado. O FieldLogger segue registrando até chegar a data e o horário configurados
para o término dos registros. No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar
normalmente na volta da mesma (caso ainda não tenha passado da data/hora de término). Se a memória encher
antes da data/hora configurada, o FieldLogger irá parar de registrar.
• Início por data/hora e término por alarme: Assim que chegar a data/hora configurada para o início dos registros, o
registro será iniciado. O FieldLogger segue registrando até que ocorra uma condição de alarme (do alarme
configurado para terminar o registro). Ao sair da condição de alarme, o registro volta a ser efetuado. No caso da
falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma. Quando
a memória encher, o FieldLogger irá parar de registrar.
• Início por alarme e término por memória cheia: Quando ocorrer uma condição de alarme (do alarme configurado
para iniciar o registro), o registro é iniciado (não iniciará se, ao aplicar a configuração, a condição de alarme já
estiver satisfeita: deve-se sair do alarme e entrar novamente). O FieldLogger segue registrando até encher a
memória (interna ou cartão SD). No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a
registrar normalmente na volta da mesma.
• Início por alarme e término por alarme: Quando ocorrer uma condição de alarme (do alarme configurado para
iniciar o registro), o registro é iniciado (não iniciará se, ao aplicar a configuração, a condição de alarme já estiver
satisfeita: deve-se sair do alarme e entrar novamente). O FieldLogger segue registrando até que ocorra uma
condição de alarme (do alarme configurado para terminar o registro). Ao sair da condição de alarme, o registro
volta a ser efetuado. No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar
normalmente na volta da mesma. Quando a memória encher, o FieldLogger irá parar de registrar.
• Início somente por comando Modbus e término por memória cheia: Quando o comando Modbus para início dos
registros for enviado ao dispositivo (maiores detalhes sobre este comando no documento “FieldLogger –
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Modbus” e no capítulo “Software de Configuração e Coleta”, seção “Diagnóstico”), será iniciado o registro dos
dados. O FieldLogger segue registrando até encher a memória (interna ou cartão SD). No caso da falta de
energia elétrica, o registro é interrompido, voltando a registrar normalmente na volta da mesma.
• Início somente por comando Modbus e término por memória circular: Quando o comando Modbus para início dos
registros for enviado ao dispositivo (maiores detalhes sobre este comando no documento “FieldLogger –
Modbus” e no capítulo “Software de Configuração e Coleta”, seção “Diagnóstico”), será iniciado o registro dos
dados. O FieldLogger segue registrando sem parar, sobrescrevendo os dados mais antigos assim que a
memória estiver sem espaço para novos registros. No caso da falta de energia elétrica, o registro é interrompido,
voltando a registrar normalmente na volta da mesma.
Os comandos Modbus de início e de término dos registros, quando habilitados, podem ser enviados a
qualquer momento e possuem precedência sobre os modos de início e término configurados. Dessa forma,
se um comando Modbus para iniciar os registros for enviado ao dispositivo, os mesmos irão iniciar, não
importa o estado do dispositivo em relação aos modos configurados (única exceção é um modo
configurado diferente de “memória circular” e a memória já estar cheia). Do mesmo modo, ao enviar um
comando Modbus para parar os registros, eles serão finalizados não importando o modo de início e de
término configurados. Se um comando de término tiver sido enviado e depois houver uma situação de
início (conforme o modo configurado), os registros não ocorrerão, pois o comando possui maior prioridade
que os modos. Vale salientar que o comando enviado persiste mesmo após uma falta de energia elétrica.
Ao ser enviada uma nova configuração de registro, contudo, os comandos enviados são “esquecidos”.
Quando o registro é realizado no cartão SD, é gerada uma estrutura de pastas cuja finalidade é organizar os dados de
registro e facilitar o acesso do software de coleta a esses dados. A figura a seguir mostra um exemplo desta estrutura:
Na pasta raiz é gerada uma pasta cujo nome é o número de série do dispositivo. Dentro desta pasta, por sua vez, são
geradas outras pastas cujo nome é o ano e o mês em que os registros iniciaram. E dentro das pastas dos anos-meses
são geradas outras pastas cujos nomes são os dias em que iniciaram os registros. Os arquivos de dados são
armazenados dentro destas últimas pastas e seus nomes são formados pela informação de hora, minuto, segundo e
centésimos de segundo do primeiro registro do arquivo, seguido pela extensão “fl”. Por exemplo, o arquivo
/00000002/201010/01/18243516.fl foi gerado pelo FieldLogger de número de série 00000002 no dia 01/10/2010 e o
primeiro registro contido neste arquivo foi realizado neste dia às 18 horas, 24 minutos, 35 segundos e 16 centésimos.
Os arquivos gerados pelo processo de registro são compostos por um cabeçalho seguido de blocos de dados e
timestamps (marcadores de tempo) periódicos. O cabeçalho traz as informações relevantes dos registros daquele
arquivo, fundamentais para a correta interpretação de seus dados. No bloco de dados estão armazenados os valores de
cada canal que está sendo registrado, no formato ponto flutuante (IEEE 754) com precisão simples, onde cada registro
ocupa 4 bytes. Os timestamps são utilizados como referência de tempo para identificar o momento em que os canais
foram registrados. Timestamps periódicos servem para garantir a integridade do registro no tempo, mesmo sob
condições de falta de energia ou falha no cartão SD.
Quando o registro é efetuado na memória interna, o formato do arquivo é exatamente o mesmo de quando registramos
no cartão SD. Contudo, pelo tamanho da memória disponível, todos os dados estarão contidos em um único arquivo.
Em sua memória flash interna, o FieldLogger possui em torno de 2M bytes, o que resulta em um máximo aproximado de
512k (512000) registros. O número exato de registros depende bastante do número de canais configurados para
registro e do intervalo entre registros configurado. Intervalos entre registros iguais ou superiores a 30 segundos gravam,
em cada instante de registro, dados extras para indicar o horário em que ocorreu o registro (timestamp), o que consome
mais memória e faz com que a capacidade de registros total diminua. Dessa forma, o pior cenário possível em termos
de utilização de memória é o registro de um único canal a intervalos lentos (maior ou igual a 30 s).
A coleta dos dados consiste em copiar os dados da memória interna do FieldLogger ou do cartão para um computador.
Este processo, quando utilizado o software de configuração, é guiado e assistido. Quando efetuado via pen drive, também
é simples e automático. Contudo, quando realizado manualmente, através de um cliente FTP, por exemplo, deve-se tomar
o cuidado de que a estrutura de diretórios seja mantida, caso contrário ocorrerá erro na interpretação dos dados da coleta.
Não é possível que se efetue a coleta de dados através de diferentes interfaces ao mesmo tempo. Assim, se um usuário
iniciar uma coleta através da interface Ethernet (FTP, por exemplo) e outro usuário tentar efetuar a coleta pelo pen
drive, este não conseguirá efetuar a coleta e deverá aguardar a primeira coleta ser finalizada.
Dependendo da quantidade de dados presente no dispositivo, principalmente no caso de cartões SD de grande
capacidade, a coleta pode demorar horas. Nestes casos, prepare-se para efetuar a coleta através de interfaces mais
rápidas e, talvez, em horários mais propícios do dia.
A coleta simultânea ao registro dos dados parte do pressuposto de que a taxa de coleta é mais rápida do que a taxa de
registro. Isso é particularmente importante ao se utilizar a memória circular, pois, de outro modo, nunca conseguiríamos
coletar todos os dados (o registro, sendo mais rápido, acabaria dando a volta e alcançando e ultrapassando a coleta, o
que provocaria uma inconsistência nos dados). Assim, sempre que for utilizada a memória circular com altas taxas de
registro, deve-se procurar utilizar uma interface mais rápida para coleta.
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ALARMES
Estão disponíveis 32 alarmes neste dispositivo. Cada um dos alarmes requer que se escolha um canal, uma condição,
um set point e uma histerese. Quando a condição de alarme for satisfeita (exemplo: Canal_1 > 45,0 ºC), é gerado um
evento ao qual diferentes ações podem estar associadas. Para cada canal escolhido, o valor atual do mesmo é utilizado
na comparação. No caso de canais digitais, serão utilizados os dois valores associados aos estados lógicos. Quando
um canal estiver em estado de erro, o valor de erro configurado será utilizado no alarme. O valor do canal a ser utilizado
será sempre o valor em ponto flutuante.
As condições disponíveis são:
• Maior ( > ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for maior que o set point.
• Maior ou igual ( >= ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for maior ou igual ao set point.
• Menor ( < ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for menor que o set point.
• Menor ou igual ( <= ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for menor ou igual ao set point.
• Igual ( == ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for igual ao set point. Com essa condição,
a histerese não faz muito sentido e deveria ser mantida em “0,0”. Canais analógicos dificilmente conseguirão ter
um valor exatamente igual ao valor do set point, portanto deve-se evitar esta condição com canais analógicos,
pois será uma condição de alarme que nunca será satisfeita.
• Diferente ( != ): Condição de alarme satisfeita quando o canal selecionado for diferente do set point. Com essa
condição, a histerese não faz muito sentido e deveria ser mantida em “0,0”. Canais analógicos dificilmente
conseguirão ter um valor exatamente igual ao valor do set point, portanto deve-se evitar esta condição com
canais analógicos, pois será uma condição de alarme que estará sempre satisfeita.
As ações disponíveis são:
• Acionamento dos relés (devem ter sido configurados para “acionamento por alarme” no software Configurador).
• Acionamento das saídas digitais (devem ter sido configuradas para “acionamento por alarme” no software
Configurador).
• Início dos registros: ao atingir a condição de alarme, inicia os registros se já não estiver registrando.
• Término dos registros: ao atingir a condição de alarme, termina os registros se já não estiver parado.
• Início e fim dos registros: registra enquanto a condição de alarme for satisfeita.
• Envio de e-mails: permite enviar um e-mail relatando a condição de alarme a até 10 destinatários (devem ter sido
incluídos na lista de destinatários do dispositivo).
• Envio de traps SNMP: envia uma trap ao servidor configurado com um número referente ao índice do alarme ativo.
• Forçamento de valores na contagem de um ou de todos os canais digitais.
• Forçamento de valores na acumulação de um ou de todos os canais acumuladores.
O envio de e-mails depende da disponibilidade de conexões TCP por parte do FieldLogger (possui um limite de
conexões simultâneas, veja o capítulo de Especificações). O envio de traps depende da disponibilidade de conexões
UDP por parte do FieldLogger (possui um limite de conexões simultâneas, veja o capítulo de Especificações).
Apenas um alarme pode iniciar os registros, assim como somente um alarme pode terminá-los. No caso de
configurarmos o início e/ou o término dos registros por alarmes, não há a opção de “memória circular”, ou seja, os
registros irão terminar assim que esgotar a memória de registro disponível.
A condição de alarme deve permanecer ao menos 250 ms para garantir que seja detectada. Da mesma forma, a saída
da condição de alarme deve permanecer ao menos 250 ms para garantir que seja detectada. Além disso, deve-se
lembrar que os canais analógicos podem ter um atraso na medição do verdadeiro valor de entrada, dependendo do tipo
de sensor, do intervalo entre leituras e do filtro configurado, entre outros. Os canais remotos, por sua vez, dependem
diretamente do intervalo de varredura configurado. Assim, esses tipos de canais em particular podem oferecer uma
latência adicional na detecção da condição de alarme.
Ao inicializar o aparelho, não há informações confiáveis nos canais. No caso dos canais analógicos e dos canais
remotos, deve-se esperar que a primeira varredura seja finalizada para que os valores dos canais estejam disponíveis.
Dessa forma, os alarmes que utilizem esses tipos de canais podem levar um certo tempo até poderem efetuar a
comparação com o set point configurado. No caso particular dos canais remotos, dependendo da configuração utilizada,
uma varredura completa de todos os canais pode levar muitos segundos.
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COMUNICAÇÃO DE DADOS
O FieldLogger possui várias interfaces de comunicação. Entre elas, podemos destacar algumas que podem ser usadas
como escravos Modbus:
•
RS485, atuando como escravo no protocolo Modbus RTU.
•
USB device, atuando como escravo no protocolo Modbus RTU.
• Ethernet, atuando como servidor no protocolo Modbus TCP.
Toda a configuração do dispositivo, assim como a leitura dos dados das entradas, é efetuada via protocolo Modbus.
No documento “FieldLogger – Modbus.pdf” (presente no CD que acompanha o dispositivo) encontram-se as
informações necessárias para se efetuar as leituras dos dados dos canais de entrada sem a utilização do software
Configurador. Para garantir a correta configuração e coleta de dados do FieldLogger, utilize sempre os softwares
indicados. Após configurado o dispositivo, os dados de suas entradas e/ou saídas podem ser acessados por qualquer
outro software com capacidade de comunicação Modbus RTU ou Modbus TCP.
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IHM (INTERFACE HOMEM-MÁQUINA)
A IHM (Interface Homem-Máquina) está disponível como acessório para o FieldLogger. Diferentes funcionalidades estão
disponíveis neste dispositivo, tais como monitoração dos canais habilitados no FieldLogger, gráfico para visualização do
histórico destes canais, monitoração de alarmes, status e edição de parâmetros básicos da operação do FieldLogger.
Fig. 25 – FieldLogger com IHM
A IHM é conectada ao FieldLogger através do conector DB9 localizado abaixo da tampa. As Fig. 10 e 11 demonstram
como a IHM é conectada ao FieldLogger.
Tanto a alimentação como a comunicação serial ocorrem através do conector DB9 sendo, portanto, a única conexão
necessária. Há também a possibilidade da utilização da IHM de forma remota, ligada ao FieldLogger através de um cabo
de extensão. Como a comunicação da IHM com o FieldLogger é efetuada através de RS485 a um baud rate de 115200
bps, o que limita a distância de utilização da IHM é a alimentação, ou seja, a queda de tensão nos cabos de alimentação
(somadas as quedas nos cabos positivo e negativo) deve ser de, no máximo, 0,4 V. Isso, considerando um consumo da
IHM de aproximadamente 80 mA, limita a resistência máxima dos cabos a serem utilizados em 5 ohms. Como a resistência
dos cabos por metro depende da seção do mesmo, recomendamos a consulta a uma tabela de resistência de condutores.
Para alguns tipos de cabos mais comuns, a distância máxima da IHM é informada na Tabela 02.
Bitola
24 AWG
22 AWG
20 AWG
Seção
2
0,21 mm
2
0,33 mm
2
0,52 mm
Comprimento Máximo
29 m
47 m
75 m
Tabela 02 – Resistência de condutores
A Figura 26 a seguir mostra a pinagem necessária para a confecção de um cabo de extensão da IHM.
Fig. 26 – Confecção do cabo de extensão
PINO
SINAL
DESCRIÇÃO
1
-
-
2
+5V
Alimentação da IHM: +5 Vcc
3
-
-
4
B / D1 / D+ / D
Dados Tx/Rx positivo (RS485)
5
-
-
6
-
-
7
GND
Alimentação da IHM: GND
8
A / D0 / D- / D\
Dados Tx/Rx negativo (RS485)
9
-
-
Tabela 03 – Pinagem para confecção do conector DB9
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A tela da IHM é dividida em barra superior, quadro central e barra inferior. Na barra superior (A) aparece o logotipo do
FieldLogger e o nome da tela. O quadro central (B) possui as propriedades da tela selecionada. A barra inferior (C)
possui informações de alarme, progresso do download e indicação de comunicação serial, conforme figura a seguir.
Fig. 27 – Áreas da tela
A barra inferior possui as seguintes informações, conforme mostra a figura abaixo:
Fig. 28 – Barra inferior da IHM
• Ocorrência de alarme (1): Sinaliza que um ou mais alarmes estão ativos. Para saber quais alarmes estão ativos,
deve-se ir à tela de Alarmes.
• Progresso da coleta (2): Ao conectarmos um pen drive para a coleta de dados no FieldLogger, há a indicação
do percentual da coleta já efetuado. Quando coletando dados da flash interna, informa o percentual da coleta
total. Quando coletando dados do cartão SD, informa o percentual da coleta do arquivo corrente.
• Comunicação em andamento (3): Informa que há comunicação entre a IHM e o FieldLogger. Tipicamente, este
sinalizador deve ficar aceso a maior parte do tempo, podendo variar de tela para tela. Se o sinalizador parar de
acender e a IHM parar de informar os dados, provavelmente há problemas na comunicação entre a IHM e o
FieldLogger.
A interface desta IHM se dá através de um conjunto de botões, através dos quais pode-se navegar entre as diferentes
telas disponíveis, selecionar e editar parâmetros. A figura abaixo representa o teclado e a função de cada tecla.
Nem todos os caracteres poderão ser visualizados na IHM. Recomenda-se a utilização de caracteres ocidentais padrão
para tags e unidades.
Fig. 29 – Funções das teclas da IHM
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A navegação entre as telas se dá através das teclas RIGHT e LEFT. Existem seis telas, cada qual com sua função
específica, conforme descrição a seguir:
TELA “FAVORITES”
Esta tela contem uma grade com seis posições às quais pode-se associar até seis canais habilitados no FieldLogger.
Para selecionar o canal desejado basta utilizar as teclas UP e DOWN para ir até a posição desejada na grade e
pressionar a tecla ENTER para entrar em uma lista na qual pode ser feita a seleção entre os canais habilitados no
FieldLogger. Navega-se entre os canais habilitados através das teclas UP e DOWN. Uma vez selecionado o canal
desejado pressiona-se a tecla ENTER para que este faça parte da lista de favoritos.
TELA “CHART”
Esta tela guarda um histórico dos canais favoritos. O tempo total deste histórico, os limites de entrada e outros
parâmetros podem ser configurados na tela “Configuration”. Ao pressionar a tecla ENTER surgirá uma legenda de cores
com o nome de cada canal favorito que está aparecendo no gráfico. Ao pressionar novamente a tecla ENTER surgirá
uma tela com os parâmetros desta tela. A cor vermelha é reservada para indicar que o valor do canal está acima ou
abaixo dos limites de entrada programados.
O histórico inicia no momento em que a IHM é ligada e é constantemente atualizado, independente se esta tela está ou
não selecionada. É importante observar que este histórico limita-se aos dados contidos em uma única tela, não sendo
possível resgatar dados antigos (que já não aparecem na tela). Também é importante observar que este histórico não
está necessariamente relacionado com o registro realizado pelo FieldLogger.
TELA “CHANNEL LIST”
Esta tela mostra uma lista com todos os canais habilitados no FieldLogger. As teclas UP e DOWN são utilizadas para
navegar entre os canais. A tecla ENTER não tem função nesta tela.
TELA “ALARMS”
Esta tela é composta por uma grade de trinta e duas posições onde aparece o número do alarme configurado no
FieldLogger. Sempre que algum alarme estiver ativo, o respectivo número deste alarme mudará sua cor para vermelho.
No canto esquerdo da barra inferior aparecerá uma indicação de alarme sempre que qualquer um dos alarmes
configurado no FieldLogger estiver ativo. As teclas UP, DOWN e ENTER não tem função nesta tela.
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TELA “STATUS”
Esta tela contem uma lista com informações do FieldLogger e da IHM. Dentro desta tela a tecla ENTER não tem
função e a navegação se dá através das teclas UP e DOWN.
As informações estão organizadas hierarquicamente, onde cada nível hierárquico é destacado por tabulações. Por
exemplo, informações sobre a interface Ethernet estão localizadas no nível “Ethernet” que por sua vez está localizado
no nível “FieldLogger”.
As seguintes variáveis podem ser monitoradas nesta tela:
FiedLogger:...................................................................................... Informações do FieldLogger
Tag do FieldLogger .................................................................. Tag programada para o FieldLogger
Versão de firmware .................................................................... Versão do firmware executado no FieldLogger
Número de série......................................................................... Número de série do FieldLogger
Ethernet: .................................................................................... Informações sobre a interface Ethernet
Habilitada ............................................................................... Yes/No se interface habilitada/desabilitada
Conectada.............................................................................. Yes/No se interface conectada/desconectada
Status da Nuvem ................................................................... Desconectado/Conectado
DataLogger: ............................................................................... Informações referentes ao registro de dados
Taxa de varredura.................................................................. Período de tempo entre leituras das entradas analógicas
Taxa de registro ..................................................................... Período de tempo entre registros dos dados
Registro habilitado ................................................................. Yes/No se registro habilitado/desabilitado
Memória de armazenamento ................................................. Indica o destino dos dados registrados
Cartão SD conectado............................................................. Yes/No se cartão conectado/desconectado
Status do registro ................................................................... Indica se registro em andamento ou parado
Modo do Registro:.................................................................. Informações sobre o modo de registro
Tipo de início .................................................................... Indica o tipo de início de registro
Tipo de fim ....................................................................... Indica o tipo de fim de registro
Quantidade de memória livre no cartão SD ............................... Mostra a memória de registro disponível no cartão SD
Quantidade de memória interna livre ......................................... Mostra a quantidade de memória interna disponível
para registro
IHM:................................................................................................... Informações da IHM
Versão de firmware .................................................................... Versão do firmware executado na IHM
Número de série......................................................................... Número de série da IHM
TELA “CONFIGURATION”
Através desta tela pode-se alterar alguns parâmetros do FieldLogger e os parâmetros da IHM. Para editar um
parâmetro, basta primeiramente selecionar o parâmetro desejado através das teclas UP e DOWN. Uma vez selecionado
o parâmetro desejado pressiona-se ENTER. Feito isso, as teclas UP e DOWN pode ser utilizadas para editar o valor do
parâmetro. Para editar parâmetros composto por mais de um campo utiliza-se as teclas RIGHT e LEFT para selecionar
o campo desejado. Parâmetros com somente um campo e cujos valores máximos são grandes contam com o recurso
de manipulação do valor incrementado/decrementado, através das teclas RIGHT e LEFT durante a edição. Uma vez
alterado o parâmetro basta pressionar ENTER novamente e a nova configuração será aplicada.
As configurações estão organizadas hierarquicamente, onde cada nível hierárquico é destacado por tabulações. Por
exemplo, configurações da interface Ethernet estão localizadas no nível “Ethernet” que por sua vez está localizado no
nível “FieldLogger”.
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Os parâmetros disponíveis nesta tela podem ser observados a seguir:
FiedLogger:..................................................................................... Configurações do FieldLogger
Data ........................................................................................... Configuração da data
Hora ........................................................................................... Configuração da hora
Ethernet: .................................................................................... Configurações da interface Ethernet
DHCP Habilitado .................................................................... Habilitação do DHCP
Endereço IP ........................................................................... Configuração do endereço IP
Máscara de sub-rede ............................................................ Configuração da máscara de sub-rede
Gateway ................................................................................. Configuração do endereço do gateway
Modbus RTU: ............................................................................. Configuração da interface Modbus RTU
Modo de operação ................................................................. Modo de operação: mestre/escravo
Endereço do escravo ............................................................. Endereço do escravo
Velocidade ............................................................................. Baud rate de operação da interface
Paridade................................................................................. Paridade utilizada na comunicação
IHM:................................................................................................... Configurações da IHM
Timeout do backlight ................................................................. Tempo para apagar o backlight
Chart: ......................................................................................... Configurações da tela “Chart”
Cor do fundo .......................................................................... Cor do fundo: preto/branco
Intervalo de plotagem ............................................................ Período de tempo mostrado em uma tela do histórico
Linha de referência 1 ............................................................. Valor da primeira linha de referência*
Linha de referência 2 ............................................................. Valor da segunda linha de referência*
Limite máximo de entrada ..................................................... Configura o fundo de escala do gráfico**
Limite mínimo de entrada....................................................... Configura o início de escala do gráfico **
* Para desabilitar as linhas de referência basta configurá-las para valores fora da faixa de entrada.
** Se o valor mínimo for configurado com um valor maior que o valor máximo o gráfico não mostrará os valores
corretamente.
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ATUALIZAÇÃO DO SOFTWARE DO DISPOSITIVO (FIRMWARE)
O FieldLogger permite a atualização do seu software embarcado (firmware) em campo, através de um pen drive. As
versões desse software desse dispositivo encontram-se disponíveis em nosso website do dispositivo. A seguir segue o
procedimento para a atualização do software.
Antes de efetuar a atualização, faça a coleta dos dados e, se desejado, também a leitura e gravação em
disco da configuração do dispositivo. Tanto a configuração quanto os dados de registro em flash serão
perdidos no processo de atualização.
1. Desligue o FieldLogger e retire todos os conectores ligados a ele.
2. Copie o arquivo “flogger.flb” (arquivo binário do firmware) na pasta raiz do pen drive que será utilizado na
atualização. Esse arquivo pode ser baixado do site do produto.
3. Insira o pen drive na porta USB host do FieldLogger (que ainda deve estar desligado).
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4. Recoloque o conector e o cabo de alimentação do dispositivo e, então, religue o FieldLogger. Os LEDs de status e
da USB devem piscar juntos, indicando que o bootloader está em execução.
5. O LED de status deve continuar piscando no mesmo padrão. O LED da USB deve piscar rapidamente, enquanto a
cópia do arquivo flogger.flb estiver realizada. Feita a cópia, o LED da USB deve permanecer aceso, indicando que o
processo chegou ao fim.
6. Se durante a cópia (gravação) do firmware do FieldLogger houver algum tipo de erro, este será indicado pelo LED
de status que deixará de piscar periodicamente e mostrará repetidamente um padrão de piscagem conforme o erro
ocorrido.
Piscadas
Significado
1
Ocorreu erro na leitura do arquivo flogger.flb.
2
Erro na inicialização da porta USB host do FieldLogger (quando da inserção do pen drive)
3
Erro no apagamento da memória de programa do FieldLogger.
4
Erro na gravação da memória de programa do FieldLogger.
5
O firmware gravado é maior que a memória de programa disponível no FieldLogger. A gravação
foi parcial.
6
Erro no fechamento do arquivo flogger.flb.
7
Arquivo flogger.flb inválido.
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7. Desligue novamente o FieldLogger e retire o pen drive da porta USB.
Após alguns segundos, o FieldLogger poderá ser novamente energizado, agora operando com o novo firmware
atualizado.
Recomendamos apagar do pen drive o arquivo binário do firmware do FieldLogger (flogger.flb) para que não haja
atualizações indesejadas no futuro.
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SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA DO RELÓGIO
O relógio do FieldLogger é mantido por uma bateria interna sempre que o dispositivo não está energizado pela rede
elétrica. No caso de descarga desta bateria, os dados registrados poderão apresentar datas ou horários que não
correspondem à realidade. O FieldLogger, ao detectar datas e/ou horários irreais, informa continuamente esta situação
através de uma tripla piscada no led Status (ver seção Sinalizadores (leds)).
Substitua a bateria somente por baterias de lítio CR2032 da Panasonic.
O uso de outras baterias pode representar risco de fogo ou explosão.
Segue abaixo o passo-a-passo de como proceder com a substituição da bateria:
• Retire o FieldLogger do trilho DIN.
• Retire todos os conectores com cuidado.
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• Retire os quatro parafusos de fixação localizados abaixo do gabinete. Retire somente a base tomando cuidado para
não retirar a placa de circuito.
• Após retirar a base do gabinete, retire a bateria tomando cuidado para não tocar na placa de circuito impresso.
• Insira uma nova bateria e recoloque a base do gabinete, colocando os quatro parafusos de fixação.
Avisos & Recomendações
Para dispositivos que possuem pilhas e baterias (recarregáveis ou não):
Descarte as baterias usadas de acordo com as especificações legais válidas.
No final da sua vida útil, descarte as pilhas ou baterias no posto de coleta destinado a dispositivos elétricos e eletrônicos
(observe as regulamentações locais).
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ESPECIFICAÇÕES
Alimentação (POWER):
•
Modelo Standard: 100 a 240 Vca ±10 %, 50/60 Hz. Consumo máximo: 20 VA.
•
Modelo 24 V: 24 Vcc/ca ±10 %, 50/60 Hz. Consumo máximo: 10 VA.
Dispositivos a partir do número de série 15247775 operam de 12 a 30 Vcc/ca ±10 %, 50/60 Hz. Consumo
máximo: 10 VA.
Condições Ambientais: Temperatura de Operação: 0 a 50 °C. Umidade Relativa: 80 % até 30 °C. Para temperaturas
maiores que 30 °C, diminuir 3 % por °C.
Uso interno.
Categoria de instalação II.
Grau de poluição II.
Altitude < 2000 m.
Dimensões: 164 x 117 x 70 mm
Peso: 400 g
Alojamento: ABS+PC
Proteção: IP20
Entradas Analógicas:
Os tipos de sinais de entrada aceitos pelo FieldLogger e suas faixas máximas de medição são selecionados no
software de Configuração e estão listados na tabela a seguir.
TIPO DE ENTRADA
FAIXA DE MEDIÇÃO
EXATIDÃO
Termopar J
-120,0 a 1000,0 ºC (-184 ºF a 1832 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 1 ºC
Termopar K
-130,0 a 1372,0 ºC (-202 ºF a 2501,6 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 1 ºC
Termopar T
-130,0 a 400,0 ºC (-202 ºF a 752 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 1 ºC
Termopar E
-130,0 a 780,0 ºC (-202 ºF a 1436 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 1 ºC
Termopar N
-130,0 a 1300,0 ºC (-202 ºF a 2372 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 1 ºC
Termopar R
20,0 a 1768,0 ºC (68 ºF a 3214,4 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 3 ºC
Termopar S
20,0 a 1768,0 ºC (68 ºF a 3214,4 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 3 ºC
Termopar B
100,0 a 1820,0 ºC (212 ºF a 3308 ºF)
± 0,2 % (F.E.) ± 3 ºC
Pt100
-200,0 a 850,0 ºC (-328 ºF a 1562 ºF)
± 0,15 % (F.E.)
Pt1000
-200,0 a 850,0 ºC (-328 ºF a 1562 ºF)
± 0,15 % (F.E.)
Linear 0 a 20 mA
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 4 a 20 mA
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 0 a 20 mV
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 0 a 50 mV
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 0 a 60 mV
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear -20 a 20 mV
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 0 a 5 V
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
Linear 0 a 10 V
Configurável
± 0,15 % (F.E.) *
F.E. = Fundo de Escala = Span
(*) Nota: O fundo de escala diz respeito à entrada do sinal do sensor e não da faixa de indicação configurada.
Tabela 04 – Lista dos sinais aceitos pelo FieldLogger
A exatidão é garantida em intervalos de leitura maiores que 0,2 segundos por canal. Para taxas de leitura mais rápidas
(intervalos menores que 0,2 segundos), haverá uma perda de exatidão que será tanto maior quanto for a taxa de leitura.
Da mesma forma, embora a maioria dos canais consiga indicar um pouco além dos limites da faixa configurada, a
especificação não é garantida fora da faixa.
Impedância de entrada dos canais analógicos:
•
•
•
Termopares / Pt100 / Pt1000 / mV: > 2 MΩ
mA: 15 Ω + 1,5 V
V: 1,1 MΩ
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Máxima resistência de cabo de Pt100/Pt1000 compensada: 40 Ohms
Corrente de excitação:
•
Pt100s: 360 µA
•
Pt1000s: 320 µA
Curvas Pt100/Pt1000 utilizadas: alfa = 0,00385
Entradas Digitais:
•
Níveis lógicos:
Nível lógico “0”: de 0 a 0,8 Vcc
Nível lógico “1”: de 2 a 30 Vcc
•
Máxima tensão de entrada: 30 Vcc
•
Corrente de entrada @ 30 Vcc (típica): 3 mA
•
Contagens:
o
o
o
o
Frequência máxima dos pulsos para contagem (onda quadrada): 250 Hz
Tempo mínimo do pulso em nível lógico “0”: 2 ms
Tempo mínimo do pulso em nível lógico “1”: 2 ms
Número de bits para contagem: 32
Saídas Digitais:
•
Máxima tensão que pode chavear na saída: 30 Vcc
•
Máxima corrente que pode chavear na saída: 200 mA
Relés:
•
Corrente máxima: 3 A @ 250 Vca; 3 A @ 30 Vcc
Registro:
•
Consegue registrar até 1000 canais por segundo. Limites: 1 canal a 1000 registros por segundo ou 100 canais a 10
registros por segundo.
•
Pode registrar tanto na memória flash interna (2162688 bytes → aproximadamente 512k registros) quanto em
cartões SD (*).
•
Permite a opção de registro circular, onde, após encher a memória, os dados mais antigos vão sendo sobrescritos
por dados mais recentes.
• Permite que os dados sejam coletados durante o registro.
(*) IMPORTANTE: A taxa efetiva do registro depende muito da qualidade e velocidade do cartão SD utilizado. Prefira
sempre a utilização de cartões de marcas consagradas (Kingston e SanDisk, por exemplo). Se a taxa de registros
desejada fora alta, opte por cartões de Classe IV ou superior.
Número máximo de canais que podem ser registrados: 100
Sistemas de arquivos suportados: FAT32 e FAT16, tanto nos cartões SD quanto nos pen drives
Saída 24 V: 24 Vcc ± 20 % com carga mínima de 4 mA. Carga máxima: 160 mA. Essa saída não é fornecida nos
modelos 24 V!
Bateria do relógio: Bateria de lítio Panasonic de 3 V (CR 2032).
Exatidão do relógio: ±3 ppm (típico); ±5 ppm (máximo)
Comandos Modbus suportados:
•
Read Coil Status (01h)
•
Read Holding Registers (03h)
•
Write Single Coil (05h)
•
Write Single Register (06h)
•
Write Multiple Registers (0Fh)
Número de conexões TCP simultâneas: 10
Número de conexões UDP simultâneas: 10
FTP (FieldLogger como servidor):
Modo suportado: passivo.
Padrão: UNIX.
Número de conexões simultâneas: 1.
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105/107
SMTP (e-mails):
Modo de autenticação suportado: AUTH LOGIN.
Certificações: CE e UL.
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106/107
INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA
Projetos de sistema de controle devem levar em conta que qualquer parte do sistema tem o potencial de falha. Este
dispositivo não é um dispositivo de segurança ou proteção e seus alarmes internos não provém proteção em caso de
sua falha. Dispositivos de segurança externos devem ser previstos sempre que houver risco a pessoas ou patrimônio.
O desempenho e especificações deste dispositivo podem ser afetados pelo seu ambiente de operação e instalação. É
responsabilidade de usuário garantir o adequado aterramento, blindagem, roteamento de cabos e filtragem de ruídos
elétricos, seguindo as normas locais e boas práticas de instalação e compatibilidade eletromagnética.
SUPORTE E ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Este dispositivo não contém qualquer peça passível de reparação. Contate nosso representante local para obter serviço
autorizado. Para solução de problemas visite nossa FAQ em www.novus.com.br.
GARANTIA LIMITADA E LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
A NOVUS garante ao comprador de origem que este dispositivo é livre de defeitos de matéria prima e fabricação sob
uso e serviços normais dentro de 1 (um) ano a partir da data de expedição da fábrica ou de seu canal oficial de vendas
para o comprador de origem.
A responsabilidade da NOVUS durante o período de garantia restringe-se ao custo da correção do defeito apresentado
pelo dispositivo ou sua substituição, e termina juntamente com o prazo de garantia.
Para informações completas sobre garantia e limitações de responsabilidade, verificar a seção em nosso website
www.novus.com.br/garantia.
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