Manual-Do-Eletricista

Manual-Do-Eletricista
Guia Técnico
A ajuda teórica e prática para o Instalador Eletricista
Answers for industry.
A ajuda teórica e prática para
o Instalador Eletricista
Índice
Introdução
2
Cap. 1 - Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
P.
6
Cap. 2 - Fusíveis
P.
14
Cap. 3 - Disjuntores Termomagnéticos
P.
18
Cap. 4 - Dispositivo Diferencial Residual (DR)
P.
32
Cap. 5 - Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
P.
42
Cap. 6 - Contatores Tripolares
P.
54
Cap. 7 - Relés de Sobrecargas
P.
60
Cap. 8 - Disjuntor Motor
P.
66
Cap. 9 - Partida Direta de Motores Assíncronos Trifásicos
P.
70
Cap. 10 - Combinações de Partida
P.
74
Cap. 11 - Partidas reversoras
P.
80
Cap. 12 - Partida Estrela-Triângulo (tensão reduzida)
P.
84
Cap. 13 - Partidas Suaves
P.
92
Cap. 14 - Conversores de Frequência
P.
98
Cap. 15 - Disjuntores em Caixa Moldada
P. 102
Cap. 16 - Dispositivos de Manobra e Controle para Instalações
P. 108
Cap. 17 - Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
P. 114
Cap. 18 - Seccionadores Tripolares e Comutadores para Medição
P. 174
Apêndice
P. 178
Tabelas técnicas
P. 181
Respostas
P. 185
Introdução
O objetivo desta publicação é contribuir com dados precisos e
exemplos práticos para a solução de quaisquer tipos ou inconvenientes que possam surgir em sua atividade. Todo o conteúdo
foi elaborado tendo como base as consultas realizadas com os
técnicos especialistas.
O Manual Técnico para o Instalador
Você não deve esquecer que quanto mais simples e rápido conseguir realizar seu trabalho, maiores serão seus benefícios e os de
seu cliente. Do mesmo modo, quanto melhor for a qualidade dos
produtos utilizados, maior será a confiabilidade da instalação.
Por meio deste manual técnico, lhe oferecemos a ajuda necessária para levar adiante todos seus projetos.
facilitar o desenvolvimento de seu
Eletricista foi elaborado para
trabalho cotidiano.
Desejamos que seja uma ferramenta de grande utilidade para seu
trabalho, somando-se aquelas já existentes, como nosso site na
Internet, Newsletter, e Simaris à sua disposição.
3
As tarefas mais frequentes de um
Instalador Eletricista consistem em
A manobra de carga permite que o motor funcione ou a lâmpada acenda quando for necessário.
A proteção da carga é a função dos aparelhos
que evita que a carga seja danificada quando haja
alguma falha que não está relacionada a ela.
conectar circuitos de iluminação e
circuitos de motores. Para garantir
A proteção do circuito é aquela que, se houver
uma falta no circuito ou na carga, apesar de nossas
precauções, devemos realizar para evitar que
também sejam danificados ou destruídos os demais
dispositivos que compõem o circuito.
que as mesmas sejam desenvolvidas
de maneira confiável, é conveniente
Para cada uma destas funções existem determinados dispositivos
O controle estabelece quando e porque uma carga
deve ser conectada.
analisar as diferentes funções que as
compõem, sendo todas elas importantes.
4
O comando ocorre quando a manobra das cargas é
manual e devemos estabelecer um vínculo entre a
instalação e os operários. Quando queremos devolver informação desde a instalação, devemos então
recorrer a dispositivos de comando e sinalização.
Aparelhos de manobra tais como os contatores,
partidas, inversores de freqüência, disjuntores ou
seccionadores, permitem que a rede seja eletricamente vinculada à carga; e conduzam a corrente
para a mesma permitindo seu funcionamento.
Aparelhos de controle: são utilizados para
realizar tarefas com sistema automático, mais ou
menos complicadas, sendo seu melhor expoente os
relés de tempo ou Módulos Lógicos Programáveis
LOGO!.
Aparelhos de proteção: conforme sua forma de
atuação protege as cargas contra as sobrecargas
(disjuntor-motor ou relés de sobrecargas); os aparelhos de manobra contra os efeitos de corrente de
curto-circuito (fusíveis, disjuntor-motor ou disjuntores limitadores); ou às linhas contra sobrecargas
e curto-circuitos (fusíveis, disjuntores em caixa
moldade e disjuntores termomagnéticos).
Ao mencionar os motores, faz-se referência aos
motores trifásicos assíncronos com rotor de gaiola
de esquilo. Excepcionalmente também serão tratados temas relacionados a motores monofásicos e
assíncronos com rotor em curto-circuito.
Aparelhos de comando: são os encarregados de
vincular os aparelhos de manobra e proteção à instalação e aos operadores da mesma. Um exemplo
disso são os botões e as lâmpadas de sinalização, os
terminais, os sensores, etc.
5
1
Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
Generalidades
O motor elétrico é composto basicamente de um rotor (parte móvel) e um estator (parte fixa), os quais
são formados por pacotes de chapas de ferro silício
com ranhuras, onde se alojam as bobinas. Entre elas
será produzida uma reação eletromagnética que
transformará a energia elétrica absorvida da rede em
energia mecânica na ponta do eixo, necessária para
movimentar a carga.
Em um motor de corrente alternada, o rotor é
composto por hastes de cobre ou liga de alumínio
unidas em suas extremidades, daí o nome de rotor
em curto-circuito ou de gaiola de esquilo como é
conhecido. Os motores podem ser monofásicos ou
trifásicos. Os primeiros são conectados a uma rede
monofásica (dois cabos) e habitualmente são usados
em residências e pequenos comércios. Produzem um
campo magnético pulsante, por isso têm vibrações,
sendo que não podem ser fabricados para grandes
potências, pois não tem torque de partida e precisam de um capacitor para dar partida.
Os motores trifásicos são projetados para serem
conectados a redes trifásicas (três cabos), e são
universalmente utilizados nas indústrias, edifícios
6
e grandes instalações. O motor trifásico produz um
campo magnético giratório. Por isso funciona sem
vibrações e possui um elevado torque de partida.
Normalmente tem seis terminais de conexão.
Ver Tensão atribuída e capítulo de Partida Direta
(Cap. 9) e Conversores de Freqüência (Cap. 13).
São fabricados até para potências muito elevadas.
Se for retirada a alimentação de um das fases de um
motor trifásico, este passa a funcionar como um motor
monofásico e adquire todas suas limitações referentes
ao torque de partida, vibrando e aquecendo mais.
fig 1.1 corte de um motor trifásico
Critérios de seleção
Existem diferentes características para serem levadas
em consideração ao selecionar um motor, algumas
básicas e outras opcionais.
Pottttncia nominal
Uma das características fundamentais para a
seleção do motor é sua potência nominal.
Esta é a potência mecânica que é capaz de acionar
o eixo, e é medida em kilowatts (kW) ou cavalos de
força (CV, HP, PS). Um motor de um cavalo é
aproximadamente igual a 0,735 kW, ou seja
1 CV = 0,735 kW
A potência absorvida da rede elétrica será maior
em função do rendimento e do fator de potência.
Eficiencia energética
O rendimento nos dá uma idéia das perdas produzidas dentro do motor. Esta varia com a potência e a
rotação do motor e uma característica da qualidade
da construção do motor e dos materiais utilizados.
Os motores da Siemens apresentam baixo consumo e alta eficiência.
O fator de potência também depende da construção
e da qualidade dos materiais, assim como, da velocidade, da potência e do estado de carga do motor.
Os motores da Siemens possuem um fator de
serviço de SF=1,15, ou seja, podem fornecer uma
potência permanentemente superior à nominal.
foto 1.1 família de motores 1la e 2lg
Rotação nominal
A outra característica de seleção de um motor é sua
rotação. A rotação de um motor é medida em rotações por minuto (rpm). Em um motor de corrente
alternada, a rotação depende da freqüência da rede
onde é ligado e do número de pólos definidos pelo
enrolamento do estator.
7
Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
Na seguinte tabela encontramos a rotação síncrona
de um motor conforme seu número de pólos.
Habitualmente os motores trifásicos normalizados
podem conectar-se tanto em estrela como em triângulo. O tipo de conexão é selecionado na placa de
bornes mediante o uso de pontes de interconexão.
tabela 1.1 número de pólos e rotação
Por razão de um fenômeno eletromagnético
produzido no entreferro do motor, chamado escorregamento ou deslizamento, a rotação nominal do
motor nunca alcança a rotação de sincronismo.
Se as conexões ao motor são organizadas, ou seja,
fase um (L1) ao primeiro terminal (U1), L2 para V1
e L3 para W1, o motor girará no sentido horário
(para a direita), visto desde o cabo do eixo. Para
inverter o sentido de giro de um motor, basta
inverter duas das conexões.
Tensão nominal
Para a seleção do motor também se deve conhecer
a tensão da rede onde será ligado.
Os enrolamentos do motor estão projetadas para
funcionar com uma determinada tensão de rede,
indicada em volts (V).
8
Existem motores de tensão de 220 V que são
apropriados para conexão em triângulo, para
uma rede de 3x220 V e em estrela para uma de
3x380 V. Estes motores não são apropriados para
uma partida do tipo estrela ou triângulo em uma
rede trifásica de 3x380 V.
Por outro lado, os motores de tensão 380/660 V
são fabricados também para potências maiores.
Estes motores são conectados à redes de 3x380 V
em triângulo, e em estrela para redes de 660 V.
Os motores da Siemens têm uma tolerância de
tensão de 10%. Estes motores são apropriados para
partidas estrela-triângulo em redes de 3x380 V de
tensão nominal.
Frequência nominal
Os motores Siemens são fabricados para funcionar
tanto em uma rede de 50 Hz como em uma de 60
Hz. São adequados para funcionar com conversores
de freqüência, desde um valor 10% de sua freqüência
nominal até valores superiores que podem alcançar
mais do dobro da nominal. A freqüência máxima que
um motor Siemens pode funcionar sem problemas
depende de sua potência e rotação designadas. É recomendável em cada caso consultar um especialista.
Formas construtivas
Normalmente são fornecidos para montagem
horizontal com pés IM B3, e sob solicitação, podem
ser modificados para vertical com ponta de eixo para
baixo também com flange IMV1 ou horizonte IMB5.
Na figura 1:3 são mostradas as formas construtivas
mais comuns.
Um motor de uma determinada forma construtiva
pode ser utilizado em outras posições de montagem,
embora seja muito provável que devam ser levadas
em conta algumas modificações como substituição
de rolamentos, adição de flanges, anéis de proteção,
vedações, etc. Para isso, deve-se recorrer a oficinas
especializadas.
Os motores são fornecidos com rolamentos de esferas, especialmente adequados para cargas axiais, no
sentido do eixo. No caso de acoplar um motor a uma
máquina por meio de polias, deve ser considerado
fig 1.3 posições de montagem
o esforço tangencial ou radial, já que estas afetam
os rolamentos e podem danificá-los. Recomenda-se
consultar o fabricante e se for necessário substituir os
rolamentos por outros tipos. Algo similar ocorre quando se deseja que o motor funcione em sentido vertical
e talvez seja necessário substituir os rolamentos por
outros capazes de sustentar o peso do rotor.
Os rolamentos dos motores Siemens até o tamanho
250 (motores menores que 55 kW) são pré-lubrificados, não precisam ser engraxados. Aos motores
maiores é necessário reengraxá-los conforme a tabela
correspondente. Sobre o período de engraxamento
em função da temperatura ambiente, a quantidade e
o tipo de graxa deve-se verificar a placa de lubrificação correspondente que é colocada no motor junto
com a de identificação.
9
Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
Proteções mecânicas
É necessário fazer uma análise sobre os ambientes
ou locais de trabalho das máquinas em geral e dos
motores em particular. Dependendo das condições do
serviço e as próprias do meio ambiente, será escolhido
um tipo de proteção típica para uma área determinada,
e sobre a base dela será definido o grau de proteção
dos motores e painéis a serem instalados na área.
Deverão ser levados em conta os seguintes aspectos:
Proteção de pessoas e contato acidental de partes
sob tensão ou em movimento;
Proteção contra partículas prejudiciais para o
motor ou aparelhos;
Proteção contra a entrada prejudicial de água
para o motor ou aparelhos.
As Normas ABNT definem os tipos de proteção
caracterizando-as com duas letras, duas cifras e
ocasionalmente até duas letras adicionais. Para a
identificação de proteção por meio de carcaça ou
caixa, são definidas as letras IP (Insulation Protection),
a seguir uma primeira cifra característica (de 0 a 6)
para definir a proteção contra contatos acidentais
e a entrada de corpos sólidos, e uma segunda cifra
característica (de 0 a 8) para definir a proteção contra
a entrada de líquidos. As duas letras adicionais são
opcionais, ou seja, seus alcances não estão definidos
pela norma mas devem ser concordados pelas partes,
fabricante e usuário , por exemplo M movimento sob
a água W, de acordo com as condições climáticas.
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Cabe esclarecer que proteção contra a entrada
prejudicial de água “não significa nenhuma entrada
de água”, a água pode entrar no motor ou aparelho
sempre que não prejudique seu funcionamento
normal e tenha a possibilidade de voltar a sair.
Em algumas ocasiões, não coincidem as proteções
solicitadas pelos usuários com as características da
área de instalação. Por exemplo, ao fornecer os termos, é especificado em geral um grau de proteção
IP 65, mas em algumas áreas da instalação não é
necessário este grau. Talvez nestas áreas somente
seja necessário, por exemplo IP55, nelas é possível
instalar então motores com um tipo de proteção de
acordo somente com algo superior.
Um tipo de proteção é maior em relação a outra
somente quando ambos os dígitos de uma proteção
forem superiores a outra.
É importante levar em conta que proteção contra
chuva não é o mesmo que proteção contra intempérie. Para esta última deve-se considerar além da
chuva, a influência do sol, já que suas radiações
UV produzem a deterioração da pintura, e um
aquecimento adicional ao motor. Também é importante considerar a poluição, seja esta causada por
pós ou gases corrosivos. Os tipos de proteção não
consideram a proteção de áreas classificadas, de
segurança aumentada ou a prova de explosão; para
isso deve-se consultar um especialista.
Este elevado tipo de isolamento permite a localização dos motores Siemens em terrenos de até 1000
metros sobre o nível do mar. Para maiores alturas e
temperaturas ambientes, recomenda-se fazer uma
consulta do caso.
Tamanho construtivo
Conforme as normas ABNT / IEC, a distância
entre a base dos pés e o centro da ponta de eixo
determina o tamanho construtivo. Desta forma,
um motor do tamanho 225 terá uma altura desde
o piso onde se apóia até o centro do eixo de 225
mm. O tamanho construtivo também determina
outras dimensões básicas detalhadas a seguir:
tabela 1.2 tipos de proteção mecânica
Temperatura ambiente
Os motores Siemens são fabricados com materiais
de classe de isolamento F, e os dados nominais são
referidos a uma elevação de temperatura de 105
K, o que permite instalá-los em áreas com uma
temperatura ambiente de 50ºC, sem redução de
potência, ou aproveitar as vantagens de um fator
de serviço SF 1,15 em ambientes com temperaturas de até 40ºC.
Diâmetro da ponta de eixo
Comprimento do cabo de eixo
Tamanho dos furos de fixação
Distâncias entre os furos de fixação
Distância entre os furos dianteiros e o apoio da
polia na ponta de eixo
Grau de proteção e consumos conforme a tensão e
frequência da rede na qual o motor é conectado.
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Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
Placa de identificação
Na placa de identificação de motor são mostrados
todos os dados característicos do motor. Nela podem ser visualizados seu tipo e os diferentes dados
de potência e velocidades nominais, tamanho,
forma construtiva, grau de proteção e consumos,
conforme sejam a tensão e freqüência para a rede
na qual o motor é conectado.
Também é indicado o número de fabricação, que
deve ser mencionado perante qualquer solicitação.
A corrente e o torque nominal são dados construtivos e não de seleção.
altura de eixo
por exemplo: distância entre o
ressalto do eixo e os furos dos pés
de fixação
fig. 1.4 tamanho construtivo
A corrente nominal do motor é um dado a ser
fornecido pelo fabricante. Depende da potência,
velocidade, fator de potência nominais e do rendimento, todos eles dependentes da construção. A
corrente de serviço, normalmente inferior à nominal, depende da carga acoplada ao eixo do motor.
A intensidade da corrente nominal de partida é
um dado construtivo do motor e independente da
carga resistente. Entretanto, o tempo de partida e
a freqüência de manobras por hora dependem do
tipo de carga mecânica acoplada ao motor.
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fig. 1.5 placa de características
tabela 1.3
nota: a altura do eixo e do comprimento da carcaça
definem os tamanhos construtivos
Auto-avaliação
O motor cuja placa característica observamos na página anterior:
1. Possui quantos pólos?
2. Qual é a potência mecânica, em cv? É capaz de acionar o eixo?
3. Qual é potência elétrica, em kW? Absorve da rede o valor nominal?
4. Qual a potência mecânica máxima, em kW e cv que pode ser fornecida em um ambiente
com 40ºC ao nível do mar?
5. É adequado para ser conectado a uma rede de 3x380 V, 60 Hz por meio de uma partida
estrela-triângulo?
6. Qual é sua posição de funcionamento?
7. Que tipo de fixação possui?
8. Qual é, aproximadamente, a altura do eixo do motor em mm?
9. Resiste a uma lavagem com mangueira?
Respostas na página 185
13
2
Fusíveis
Generalidades
Tanto um contator como um relé de sobrecarga são
equipamentos importantes e valiosos, sendo que
devem ser protegidos em caso de ocorrência de falta.
Por razão de sua velocidade de atuação e sua capacidade de ruptura quase sem limites, o melhor meio para
conseguir isso é o fusível, que evidentemente deve ser
de qualidade, deve corresponder às normas IEC.
A proteção de circuitos de motores nos quais, por
meio do serviço, podem produzir sobrecargas
breves e curto-circuitos; A proteção contra curtocircuitos de dos equipamentos como contatores e
disjuntores;
Em redes TN e TT, os fusíveis evitam que diante
de faltas sejam mantidas as tensões de contato
limite nas estruturas metálicas.
Os fusíveis de alta capacidade de ruptura para
baixa tensão protegem cabos, condutores e
componentes de uma instalação de manobra e
proteção de motores contra as sobrecargas e os
efeitos de um curto-circuito.
O campo de aplicação dos fusíveis é muito amplo
e abrange desde as instalações elétricas em
residências, comércios e fábricas industriais até,
inclusive, em instalações de empresas geradoras ou
distribuidoras de energia elétrica.
A primeira função dos fusíveis é proteger os
cabos e condutores das correntes de sobrecarga e
curto-circuito, mas também são apropriados para a
proteção de equipamentos elétricos.
Entre as múltiplas funções e variadas condições de
serviço, cabe mencionar as seguintes:
Uma elevada seletividade em redes radiais para
evitar interrupções desnecessárias do serviço;
A proteção de segurança “Backup” de disjuntores
termomagnéticos;
Seletividade
Outra função importante do fusível é a seleção do
circuito com falta e a separação deste da rede para
permitir que esta continue em serviço. Por regra
geral, em toda instalação existem vários fusíveis
conectados em série. Por meio da seletividade, é
possível que diante de uma sobrecarga somente
seja desligado o circuito que apresenta a falta
enquanto que o resto continua funcionando.
foto 2.1 base nh
foto 2.2 fusível nh
foto 2.3 fusível neozed
14
foto 2.7 fusível nh em
curto-circuito
Os fusíveis Siemens do tipo de serviço gL/gG terão
seletividade entre si, quando estiverem trabalhando com uma tensão nominal de até 380 V CA,
mantenha uma relação de 1:1,25 entre os níveis
das intensidades nominais da corrente.
Esta característica tão favorável é obtida reduzindo
para somente 5 as faixas de dispersão na característica tempo – intensidade da corrente. Aqui, a
Norma aceita uma relação de 1:1,6, ou seja, que
os fusíveis da Siemens superam amplamente estas
especificações. Deste modo, poderão ser reduzidas
as seções dos condutores porque são diminuídas as
intensidades nominais das correntes.
Tipos de serviço
De acordo com sua função, os fusíveis são divididos
em tipos de serviço, que são identificados com
duas letras.
A primeira indica o tipo de funcionamento:
a = Fusível Limitador de Corrente, atuando somente
na proteção de curto-circuito, não são providos do
ponto central
g = Fusível Limitador de Corrente, atuando tanto na
presença de curto-circuito como na de sobrecarga
E a Segunda letra, o objeto a ser protegido:
G = Proteção de Linha - uso Geral
M = Proteção de Circuitos de Motores
R = Proteção de Semicondutores (ultra rápidos)
L = Proteção de Linha (conforme DIN VDE)
B = Proteção de Instalações Mineiras
Tr = Proteção deTransformadores
A oferta da Siemens abrange os seguintes tipos de
serviço:
gL-gG - Fusíveis Retardados - proteção de uso
geral: Fusíveis NH, Diazed, Neozed, Cilindricos;
aR -Fusíveis ultra-rápidos - proteção parcial de
semicondutores: Fusíveis Sitor;
gR - Fusíveis Combinados - proteção de uso geral e
de circuitos com semicondutores: Fusíveis Sitor.
Capacidade de interrupção
A capacidade de interrupção é a habilidade que
um dispositivo tem de proteção para interromper
uma corrente de curto-circuito.
Uma capacidade de interrupção nominal elevada,
com volume mínimo, caracteriza os fusíveis.
15
Fusíveis
No projeto e na fabricação dos fusíveis devem ser
levadas em consideração numerosas características
de qualidade para que estes possam garantir uma
capacidade de interrupção nominal como elevada e
segura, desde a corrente de sobrecarga menor até a
maior corrente de curto-circuito. Desta forma, além
do desenho das lâminas de fusíveis quanto as suas
dimensões, a forma e a posição das partes matrizadas ou sua localização dentro do corpo cerâmico,
têm importância decisiva na resistência à pressão
e aos choques térmicos destes corpos. O mesmo
acontece com a pureza química, o tamanho, a forma dos grãos e a densidade da areia de quartzo.
A capacidade de interrupção nominal em corrente
alternada chega aos 50 kA nos fusíveis NEOZED,
70 kA nos DIAZED e nos fusíveis NH alcançam os
120 kA.
Atenção! Conforme comentado anteriormente,
um fusível não pode e não deve ser consertado.
Limitação da corrente
Para a rentabilidade de uma instalação, têm grande
importância não somente a capacidade de interrupção segura, mas também a limitação da corrente
que o fusível oferece.
Um disjuntor termomagnético não é a solução mais
adequada para proteger uma combinação de contator e relé térmico, por razão das limitações que
apresenta quanto a sua capacidade de interrupção e sua velocidade de atuação. Somente pode
cumprir com Tipo de coordenação 1, com grandes
limitações nas correntes de curto-circuito.
Durante um curto-circuito, circula pela rede a corrente de curto-circuito até que o fusível interrompa o
mesmo. A impedância da rede é o único fator limitador da intensidade da corrente de curto-circuito.
16
A fusão simultânea de todos os pontos previstos
para este fim na lâmina de fusível forma numerosos
arcos parciais conectados eletricamente em série
que garantem a desconexão rápida, com uma forte
limitação da corrente. A qualidade de fabricação
influencia, em grande medida, na limitação da
corrente e esta, no caso dos fusíveis da Siemens,
é muito elevada. Assim, um fusível NH tamanho
2 de ln 224 A limita um provável valor eficaz de
50 kA da corrente de curto-circuito para uma
corrente de passagem com uma intensidade
máxima com ordem de 18 kA. Esta forte limitação
da corrente protege em todo momento a instalação
contra solicitações excessivas.
foto 2.4 fusível sitor
foto 2.5 base diazed
Ver tabelas 7.1 e 7.2 do capítulo 7 para coordenação com fusíveis, e tabelas 10.1 e 10.2 do capítulo
10 para coordenação com disjuntor.
foto 2.6 fusível diazed
Auto-avaliação
1. O fusível tem maior capacidade de interrupção que o disjuntor – verdadeiro
ou falso?
2. Seletividade é identificar o circuito com falta e removê-lo de serviço – verdadeiro ou falso?
3. Um fusível NH com curva característica gL/gG serve para proteger equipamentos eletrônicos – verdadeiro ou falso?
4. É possível consertar fusíveis utilizando um arame calibrado – verdadeiro ou
falso?
5. O fusível limita a intensidade de pico da corrente de curto-circuito – verdadeiro ou falso?
6. Graças à capacidade de limitar a corrente de curto-circuito (lcc), o fusível é o
melhor meio para evitar a soldagem dos contatos de um contator – verdadeiro ou falso?
7. Capacidade de interrupção é a capacidade de dominar uma corrente de
curto-circuito – verdadeiro ou falso?
8. O fusível pode oferecer respaldo (Backup) a um disjuntor quando a capacidade de interrupção deste não for suficiente – verdadeiro ou falso?
Soluções na página 185
17
3
Disjuntores Termomagnéticos
Generalidades
Os disjuntores termomagnéticos Siemens são utilizados para proteger, contra os efeitos de sobrecargas e curto-circuitos, os cabos e condutores que
compõem uma rede de distribuição de energia
elétrica. Desta forma, também assumem a proteção
contra tensões de contato perigosas originadas por
defeitos de isolamento, conforme a Norma NBR 5410.
Os disjuntores termomagnéticos atendem à Norma
NBR NM 60898, que constitui a base para seu desenho, fabricação e suas certificações.
A Norma NBR NM 60898 refere-se a disjuntores
especialmente projetados para serem manipulados
por usuários leigos, ou seja, para uso por pessoas
não qualificadas em eletricidade e para não sofrerem
manutenção (normalmente instalações residenciais
ou similares). Esta é a diferença fundamental em
relação a outros dispositivos, que atendem a outras
normas, que prestam especial atenção às instalações
e equipamentos, considerando que os operadores
serão pessoas especializadas.
Por isso, os disjuntores termomagnéticos não
permitem o ajuste de nenhuma das proteções para
evitar que pessoal não especializado tome decisões
18
equivocadas. Por possuírem os ajustes fixos, recomendamos que para proteção de motores, sejam
utilizados disjuntores motor ou outros tipos de
proteção.
Disjuntores Termomagnéticos
foto 3.1 monopolar 5sx1
foto 3.2 bipolar 5sx1
foto 3.3 tripolar 5sx1
foto 3.4 tetrapolar 5sx1
Princípio de funcionamento
Os disjuntores termomagnéticos dispõem de um
disparador térmico com atraso (bimetal), dependente de sua característica de intensidade tempo,
que reage diante de sobrecargas moderadas, e um
disparador eletromagnético que reage sem atraso
diante de elevadas sobrecargas e curto-circuitos.
Os materiais especiais utilizados em sua construção
garantem uma longa vida útil de, em média,
20.000 manobras mecânicas e uma elevada segurança contra soldagens dos contatos.
Graças à alta velocidade de atuação dos contatos
diante de uma corrente de falta, ao projeto que
garante a maior distância entre contatos, e a uma
rápida extinção do arco na câmara de extinção, a
intensidade da corrente de curto-circuito se torna
limitada com os disjuntores termomagnéticos
da Siemens. Assim, é garantida uma excelente
proteção de back-up quando solicitada e seletividade quanto aos demais dispositivos de proteção
conectados à montante.
Características
Diferentes curvas de atuação conforme a carga A,
B, C ou D;
Diversas linhas com possibilidade de atender a
rigorosos projetos de seletividade;
Elevada capacidade de interrupção de até 25 kA,
conforme o modelo, de acordo com o NBR NM
60898 / 220 VCA;
Excelente seletividade e elevada limitação da
corrente de curto-circuito;
Fácil montagem sobre trilho de montagem rápido
conforme DIN EN 50 022 de 35 mm;
Terminais de segurança que impedem o contato
acidental com dedos, palma e dorso da mão de
acordo com o VDE 0106, parte 100;
Agilidade na instalação da fiação graças a aberturas de terminais cônicas, fácil introdução de
cabos;
Terminais combinados que permitem conectar
cabo ou barras coletoras de alimentação;
Características de seccionador para o disjuntor
5SP4 conforme DIN VDE 0660.
19
3
Disjuntores Termomagnéticos
Curvas características
A função dos disjuntores termomagnéticos é a
proteção dos condutores contra sobrecargas térmicas ou curto-circuitos. É por isso que as curvas de
disparo dos disjuntores se adaptam às curvas dos
condutores.
Na representação da Figura 3.1, são coordenados
os valores de referência dos condutores com os
disjuntores termomagnéticos. Na Norma NBR NM
60898, são definidas as características, curvas B,
C e D.
Deve-se cumprir para uma boa seleção, a seguinte
fórmula:
IB < In < IZ e além disso, que I2 < 1,45xIZ.
Onde:
fig 3.1 coordenação dos valores de referência de
cabos e dijuntores termomagnéticos
20
IB = Corrente de projeto do circuito.
ln = Corrente nominal do disjuntor termomagnético, nas condições previstas na instalação.
lz = Capacidade de condução de corrente dos
condutores, nas condições previstas para sua
instalação.
1,45xlz = Corrente de sobrecarga máxima
permitida, para uma condição de temperatura
excedida, sem que haja o comprometimento do
isolante dos condutores.
l1 = Corrente convencional de não atuação na
sobrecarga.
I2 = Corrente convencional de atuação na sobrecarga.
I3 = Limite de tolerância do disparador.
I4 = Corrente convencional de não atuação no
curto-circuito.
I5 = Corrente convencional de atuação no curtocircuito.
Recomendações úteis para dimensionamento
em instalações residenciais ou similares
Os disjuntores de curva B são aplicados na
proteção de circuitos que alimentam cargas com
características predominantemente resistivas,
como lâmpadas incandescentes, chuveiros, torneiras e aquecedores elétricos, além dos circuitos
de tomadas de uso geral.
Os disjuntores de curva C são aplicados na proteção de circuitos que alimentam especificamente
cargas de natureza indutiva, que apresentam
picos de corrente no momento de ligação, como
microondas, motores para bombas, além de circuitos com cargas de características semelhantes
a essas.
Em ambas as curvas (B e C) os disjuntores protegem integralmente os condutores elétricos da
instalação contra curtos-circuitos e sobrecargas,
sendo que a curva B protege de forma mais eficaz
contra os curtos-circuitos de baixa intensidade
muito comuns em instalações residenciais ou
similares.
Consulte sempre a Norma de Instalações Elétricas
de baixa tensão, NBR 5410 (uso obrigatório em
todo território nacional conforme lei 8078/90, art.
39-Vl11, art. 12, art.14).
Curva característica de disparo A
I4 = 2 x In I5 = 3 x In
fig 3.2 -curva a (conforme din vde 0100 parte 410)
proteção de circuitos que alimentam cargas com
características eletrônicas, como semicondutores.
21
3
22
Disjuntores Termomagnéticos
Curva característica de disparo B
I4 = 3 x In I5 = 5 x In
Curva característica de disparo C
I4 = 5 x In I5 = 10 x In
Curva característica de disparo D
I4 = 10 x In I5 = 20 x In
fig 3.3 – curva b
para proteção de circuitos que alimentam
cargas com características predominantemente
resistivas, como lâmpadas incandescentes,
chuveiros, torneiras e aquecedores elétricos,
além dos circuitos de tomadas de uso geral.
fig 3.4 – curva c
para proteção de circuitos que alimentam
especificamente cargas de natureza indutiva
que apresentam picos de corrente no
momento de ligação, como microondas,
ar condicionado, motores para bombas,
além de circuitos com cargas de
características semelhantes a essas.
fig 3.5 – curva d
para proteção de circuitos que alimentam
cargas altamente indutivas que apresentam
elevados picos de corrente no momento
de ligação, como grandes motores,
transformadores, além de circuitos com
cargas de características semelhantes a essas.
tabela 3.1 tabela para escolha de disjuntor x cabo
23
3
Disjuntores Termomagnéticos
Existem aplicações onde é mais importante a continuidade do serviço que a proteção dos condutores,
por exemplo, em redes de esquema IT de salas cirúrgicas ou na alimentação de bombas contra incêndio
ou bomba de esvaziamento nestes casos é possível
utilizar disjuntores somente magnéticos ou fusíveis.
O condutor fica desprotegido (sem relé térmico),
mas existe seletividade diante de curto-circuitos.
Capacidade de interrupção
É definida como capacidade de curto-circuito
nominal “lcn”, o valor da capacidade de interrupção máxima em curto-circuito do disjuntor.
Os disjuntores termomagnéticos devem satisfazer
requerimentos especiais no que se refere à capacidade de interrupção. Os valores estão padronizados
e são determinados de acordo com as condições de
teste estritamente especificadas na Norma NBR NM
60898. Os valores especificados são 3, 4, 5, 6 e 10
kA. Para outras capacidades de interrupção, tensões
ou condições de teste diferentes podem ser indicados valores que inclusive superam os determinados
pela NBR NN 60898, nesse caso poderá ser mencionada a Norma NBR IEC 60947-2 de disjuntores
industriais, menos exigente em suas especificações.
24
tabela 3.2 capacidade de interrupção
Seletividade
Em geral, as redes de distribuição de energia têm
uma disposição radial. Em cada redução de seção
deve ser instalada uma proteção contra superintensidades. Desta forma, é obtido um escalonamento
em série, organizado pelas intensidades nominais
das correntes de cada rede. Este escalonamento em
série organizado deve ser seletivo.
Seletividade significa que em caso de uma falta
somente desligará o elemento de proteção mais
próximo, no sentido da corrente, para o ponto
da falha.
Desta forma, os demais circuitos conectados em
paralelo continuarão fornecendo energia.
Em resumo, no esquema da figura 3.6, diante de
uma falha no circuito 4, será ativado o disjuntor Q6,
permanecendo em serviço os disjuntores Q1 e Q3,
fornecendo assim energia os circuitos 1, 2, 3 e 5.
O limite da seletividade dos disjuntores termomagnéticos depende principalmente da limitação de
corrente e das características de disparo do disjuntor, bem como do valor da energia de passagem l2t
do elemento a montante.
Portanto, para disjuntores termomagnéticos com
diferentes curvas características e capacidades
de interrupção são obtidos diferentes limites de
seletividade.
Nas tabelas seguintes é formada, em kA, a intensidade limite de seletividade permitida da suposta
corrente de curto-circuito à jusante do disjuntor
em um circuito, isso dependendo do disjuntor
termomagnético a jusante referido a diferentes
elementos de proteção a montante.
Os valores informados referem-se às condições de
ensaio muito desfavoráveis. Na prática poderão ser
obtidos valores mais favoráveis.
fig 3.6 seletividade radial
25
3
Disjuntores Termomagnéticos
tabela 3.3 valores limites de seletividade entre disjuntores termomagnéticos 5sx2 e
fusíveis expressos em kA
26
tabela 3.4 valores limites de seletividade entre disjuntores termomagnéticos 5sx2 e
chaves seccionadoras s0 expressos em kA
tabela 3.5 valores limites de seletividade entre disjuntores termomagnéticos 5sx2 e
chaves seccionadoras s2 expressos em kA
tabela 3.6 valores limites de seletividade entre disjuntores termomagnéticos 5sx2 e
chaves seccionadoras s3 expressos em kA
27
3
Disjuntores Termomagnéticos
Proteção de segurança ou Backup
Caso não se conheça a intensidade máxima da
corrente de curto-circuito no local de montagem do
disjuntor termomagnético, ou que a mesma exceda
à capacidade de interrupção do disjuntor, deve ser
instalado à montante um elemento adicional que
ofereça proteção de segurança “backup”, para evitar
que essa exigência excessiva deteriore o disjuntor
termomagnético.
Em geral, são utilizados fusíveis para esta função,
mas dentro de certos limites também podem
oferecer back-up com outros disjuntores termomagnéticos.
Na tabela seguinte são formadas as correntes de
curto-circuito, em kA, para as quais pode ser garantida uma proteção de segurança (Backup), com o
uso de fusíveis de alta capacidade de interrupção
conforme IEC 60269.
tabela 3.7 valores limites de seletividade entre
disjuntores termomagnéticos 5sx2 e 5sp4
tabela 3.8 valores limites de seletividade entre disjuntores
termomagnéticos 5sx2 e fusíveis expressos em kA
28
Manobra de circuitos de iluminação
A conexão de lâmpadas é um caso muito particular
pelo comportamento das mesmas quando estão
acesas.
tabela 3.9 valores limites de cópia de segurança entre disjuntores
termomagnéticos 5sx2 e disjuntores 3vl27 expressos em kA
As lâmpadas incandescentes apresentam uma
elevada corrente inicial (até 15 vezes mais que a
nominal), mas somente por um breve instante.
São classificadas conforme a categoria de serviço
AC 5b que indica uma corrente levemente inferior
àquela nominal. Deve ser considerado que um disjuntor termomagnético de característica C produz
seu disparo instantâneo em um valor máximo de
dez vezes mais que a corrente nominal. Por isso, na
prática não é conveniente superar 60 % do valor
nominal quando são ligadas lâmpadas incandescentes. Deve ser levado em consideração o valor
da corrente nominal do disjuntor ao selecionar a
seção do condutor.
Em lâmpadas de descarga, o valor da corrente de
inserção é consideravelmente menor, mas muito
mais prolongada. São classificadas conforme a
categoria de serviço CA 5a quando se trata de lâmpadas com compensação por meio de capacitores,
a conexão destas exige adicionalmente para os
contatos do disjuntor uma classificação conforme a
categoria de serviço CA 6b. Recomenda-se escolher
o disjuntor termomagnético, e na pior das hipóteses, a tabela facilitará a seleção do mesmo.
29
3
Disjuntores Termomagnéticos
Manobra de circuitos de corrente contínua
Todos os disjuntores termomagnéticos da
Siemens são adequados para serem utilizados
em circuitos de corrente contínua, monopolares
de até 60 V CC e bipolares até 125 V CC.
Para tensões maiores, devem ser utilizados disjuntores termomagnéticos da execução especial 5SX5
ou 5SY5. Estes se diferenciam dos disjuntorespadrão porque possuem ímãs permanentes nas
câmaras de extinção para apoiar a extinção do
arco. Por este motivo, considerando a diferença dos
demais, é indicada uma polaridade que deve ser
respeitada indefectivelmente. A tensão mínima de
acionamento é de 24 VCC para tensões menores
não é possível garantir o fechamento do contato
já que a poluição ambiental pode formar películas
isolantes que impeçam sua vinculação galvânica.
30
tabela 3.10 quantidade de lâmpadas para serem acionadas
por um disjuntor termomagnético monopolar
Auto-avaliação
1.
Os diferentes tipos de curvas de atuação protegem do mesmo modo um condutor - verdadeiro ou falso?
2.
Um disjuntor termomagnético com curva de disparo C é adequado para proteger motores
– verdadeiro ou falso?
3.
Um disjuntor termomagnético é adequado para proteger um contator – verdadeiro ou
falso?
4.
5.
Existem disjuntores termomagnéticos sem disparador térmico – verdadeiro ou falso?
Um disjuntor com capacidade de interrupção indicada conforme NBR IEC 60947-2 é de
maior qualidade – verdadeiro ou falso?
6.
Os valores de capacidade de interrupção conforme NBR NM 60898 e NBR IEC 60947-2
indicam o mesmo – verdadeiro ou falso?
7.
Capacidade de interrupção é a capacidade de dominar uma corrente de curto-circuito –
verdadeiro ou falso?
8.
A seletividade entre dois disjuntores termomagnéticos está limitada a um valor máximo
da corrente de curto-circuito – verdadeiro ou falso?
9.
O fusível pode oferecer backup a um disjuntor termomagnético quando a capacidade de
interrupção deste não é suficiente – verdadeiro ou falso?
10. Os disjuntores termomagnéticos podem proteger circuitos de corrente contínua – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 185
31
4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Generalidades
Os dispositivos DR estão destinados a proteger a
vida das pessoas contra contatos diretos acidentais em componentes energizados. Além disso,
protegem os edifícios contra o risco de incêndios
provocados por correntes de fuga à terra. Não
incluem nenhum tipo de proteção contra sobrecargas ou curto-circuitos entre fases ou entre fase e
neutro. O funcionamento baseia-se no princípio de
que a soma das correntes que entram e saem de
um ponto, tem zero como resultado.
Assim, em um circuito trifásico, as correntes que
fluem pelas fases serão compensadas com a do neutro, somando vetorialmente zero em cada momento.
Do mesmo modo, em um circuito monofásico a
corrente da fase e a do neutro são em todo momento
iguais, a menos que haja uma falha de isolamento.
Neste caso, parte da corrente fluirá para o terra. Essa
corrente do fio terra, chamada corrente de fuga, será
detectada por meio de um transformador toroidal que
tem o dispositivo DR e desligará o circuito com falha.
Quando uma pessoa toca acidentalmente uma parte
energizada também produz uma corrente para o terra
que será detectada pelo dispositivo DR, protegendo
assim a pessoa. Para verificar o funcionamento do dispositivo DR, o mesmo conta com um botão de teste
32
fig 4.1 esquema de princípio de funcionamento.
proteção adicional em contato direto de partes
ativas
IM corrente ciralante pelo corpo
RM resistência interna da pessoa
Rst resistência de contato do local
foto 4.1 dispositivo dr
bipolar
foto 4.2 dispositivo dr
tetrapolar
que simula uma falha, verificando todo o mecanismo.
O botão de teste deverá ser acionado periodicamente, por exemplo, a cada seis meses.
Projeto
Os dispositivos DR Siemens pertencem à última
geração com seu projeto modular padronizado.
Características
Atuação em forma independente da tensão da
rede, ou seja, segurança intrínseca. A interrupção
do condutor neutro ou a falta de alguma das
fases em um sistema de distribuição trifásico não
afetam o correto funcionamento do dispositivo
DR nos casos de correntes de fuga à terra.
Contatos totalmente não-soldáveis, o que garante
uma segura abertura dos contatos em todas as
situações de serviço. Se uma corrente de falha superar a capacidade de interrupção do dispositivo
DR, é interrompida a via de corrente sem permitir
a soldagem do contato envolvido.
Por sua construção, a sensibilidade do dispositivo
DR aumenta à medida que avança seu desgaste.
Chega ao final de sua vida útil quando o dispositivo DR já não permite ser fechado.
A alavanca do dispositivo DR é do tipo de disparador livre. Isto significa que o dispositivo DR atuará
por falha, ainda com a alavanca de acionamento
travada por fora.
Sua forma construtiva, especialmente reduzida, de
55 mm entre a borda superior do perfil de fixação
e a borda superior do diferencial, e uma altura de
90 mm, os torna apropriados para serem montados juntos com disjuntores termomagnéticos em
quadros de distribuição, sendo embutidos ou posicionados em garras de muito pouca profundidade.
Os terminais estão totalmente protegidos para
evitar o contato acidental e são adequados para a
utilização de condutores sem terminais.
Muitos Dispositivos DR do mercado utilizam graxa
como lubrificante para o circuito de disparo. Mas
está demonstrado que o uso desses lubrificantes
nesses dispositivos pode ocasionar um mal funcionamento do dispositivo DR. Como líder tecnológico, a Siemens fabrica há mais de 30 anos dispositivos DR sem graxa nem óleos, proporcionando
mais segurança e vida útil dos seus produtos.
33
4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Fixação
Simples e rápida sobre trilho padronizado conforme
DIN EN 50 022 de 35 mm.
Os dispositivos DR Siemens podem ser montados em qualquer posição.
Limites de desprendimento
Conforme a norma IEC 60 479, existe uma relação
entre a freqüência e a corrente sob a qual um indivíduo é incapaz de atuar por si só para separar-se do
ponto de aplicação da corrente.
As curvas anteriores nos demonstram que as correntes
das redes de distribuição industriais de 50 Hz são as
mais perigosas, e que correntes muito baixas são recebidas com dor e são perigosas para as pessoas. Somente dispositivos que funcionam de forma eficaz e rápida
podem garantir a segurança das pessoas afetadas.
Sensibilidade
Os dispositivos DR são oferecidos em intensidades
de fuga nominais de 10 mA, 30mA e 300 mA.
De acordo com a norma IEC 60 479, que divide os
efeitos da corrente que circula no corpo humano em
quatro áreas, observamos que a proteção da vida humana se consegue com a utilização de dispositivos DR
com uma sensibilidade menor ou igual a 30 mA.
Os dispositivos DR de 100, 300 e 500 mA somente
são aplicáveis para a proteção contra incêndios. É
possível aumentar a sensibilidade de um dispositivo DR tetrapolar, utilizando-o como bipolar,
passando duas vezes a corrente por ele. Sua
corrente de fuga será então de 15 mA.
fig 4.2 limite de desprendimento conforme iec 60 479
podem ser separados.
curva 3 – 0,5% das pessoas.
curva 2 – 50% das pessoas.
curva 1 – 99,5% das pessoas
34
Uma maior sensibilidade ou a aplicação de dispositivos
DR em circuitos de grande intensidade de corrente
podem causar desligamentos por correntes de perda
operacionais, como as produzidas por harmônicas
de tensão ou ativação de operação de disjuntores de
grandes portes. Para proteger circuitos maiores a 125 A
e até 400 A contra correntes de fuga, pode-se recorrer
a disjuntores compactos SENTRON 3VL.
fig 4.3 faixas de intensidade de corrente conforme iec 60 479
Tipos de corrente
Os dispositivos DR habituais que estão projetados
para funcionar somente com corrente alternada são
do tipo AC.
Por razão do uso de aparelhos eletrodomésticos ou
industriais com componentes eletrônicos, em casos
de falhas de isolamento, podem circular correntes
não senoidais também perigosas. Para isso, foram
fabricados os disjuntores do tipo A capazes de disparar tanto com correntes de fuga alternadas senoidais
como com correntes contínuas pulsantes. Existem,
além disso, dispositivos DR que podem funcionar
com correntes contínuas puras que são os do tipo B.
35
4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Resistência à surtos de tensão
Para ondas de tensão com comprimento de onda
de 8-20 microsegundos, um dispositivo DR tipo AC
é resistente para correntes até 300A, um tipo A até
1 kA e um tipo B até 3 kA.
Graças a esta propriedade, os dispositivos DR
Siemens evitam os desligamentos involuntários
durante as tempestades com presença de raios,
e além disso, os dispositivos DR se tornam mais
seguros contra os desligamentos por vibrações e
os surtos de tensões produzidos pela carga dos
capacitores, por exemplo as fontes chaveadas de
computadores.
Capacidade de interrupção nominal
As correntes de fuga nem sempre são baixas,
em algumas ocasiões podem alcançar valores de
correntes de curto-circuito, por exemplo, quando
uma fase é conectada diretamente ao fio terra. Por
isso, apesar do dispositivo DR não ser um disjuntor
propriamente dito e não possuir capacidade de
interrupção, deve ter a capacidade de interrupção
(lm) de acordo com a norma NBR NM 61008-1,
suficiente para poder interromper estas correntes.
A capacidade de interrupção dos dispositivos DR é
de 800 A.
Caso a capacidade interrupção nominal não seja
suficiente para enfrentar uma suposta corrente
de curto-circuito, deverão ser utilizados fusíveis
de proteção de backup, normalmente à montante. Desta maneira, utilizando fusíveis de característica gL-gG até 63 A para dispositivos bipolares e
de 100 A para os tetrapolares, podem ser obtidos
interrupções de até 10 kA.
Outra solução é utilizar blocos diferenciais associados a disjuntores termomagnéticos (conforme a
norma IEC 61 009).
36
Seletividade
Normalmente, os dispositivos DR têm uma característica de abertura instantânea. Isto significa
que os dispositivos DR não podem ser conectados
em série para se obter uma desconexão seletiva no
caso de correntes de falha. Para se obter a seletividade quando são conectados dispositivos DR
em série, o dispositivo DR à montante tem que
ter uma sensibilidade menor (corrente de fuga
maior), ou um atraso de abertura.
Ambas as medidas fazem perder o objetivo de
proteger as pessoas contra contato direto.
tabela 4.1 resumo de seleção de interruptores diferenciais
37
4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Como detectar uma falha de isolamento
38
Algumas perguntas frequentes
Por que o dispositivo DR não foi ativado se eu senti o choque elétrico?
De acordo com a Norma NBR NM 61008-1 o dispositivo DR deve atuar entre a metade e o valor nominal
da corrente de fuga nominal. Para um dispositivo DR habitual de 30 mA, isto significa que deve ser
ativado entre 15 e 30 mA (veja Figura 4.3). A Siemens ajusta seus dispositivos DR em 22 mA. Conforme a
mencionada Figura 4.3, o valor de 15 mA já está dentro da área AC-2 que já “se sente”, e inclusive alcança a área AC-3 de “dor”.
Pode ser invertida a alimentação de um dispositivo DR?
Sim. O dispositivo DR pode ser alimentado tanto desde os terminais superiores quanto desde os terminais
inferiores.
Por que o dispositivo DR não foi ativado se eu senti o choque elétrico?
De acordo com a Norma NBR NM 61008-1 o dispositivo DR deve atuar entre a metade e o valor nominal da
corrente de fuga nominal. Para um dispositivo DR habitual de 30 mA, isto significa que deve ser ativado entre
15 e 30 mA (veja Figura 4.3). A Siemens ajusta seus dispositivos DR em 22 mA. Conforme a mencionada
Figura 4.3, o valor de 15 mA já está dentro da área 2 que já “se sente”, e inclusive alcança a área 3 de “dor”.
Pode ser invertida a alimentação de um dispositivo DR?
Sim. O dispositivo DR pode ser alimentado tanto desde os terminais superiores quanto desde os terminais
inferiores.
Podem ser invertidas as conexões de um dispositivo DR?
Sim. Um dispositivo DR não distingue neutro de fase ou as diferentes fases entre si. A numeração de terminais é feita conforme uma organização dos terminais, mas não é funcional.
39
4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Pode ser utilizado um dispositivo DR tetrapolar em um circuito monofásico?
Sim. Mas deve ser levado em conta que é necessário ligar cabos ao contato do neutro para que o botão
de teste possa funcionar.
Pode ser prescindida a conexão de aterramento dos equipamentos?
Por força de NBR 5410, não. O dispositivo DR é uma proteção complementar à conexão de aterramento.
Desta maneira, o dispositivo DR desligará a carga antes que alguma pessoa sofra a desagradável experiência
de sofrer um choque elétrico, porém se não existir o condutor de terra - PE o dispositivo DR funcíonario.
Um dispositivo DR bipolar pode ser utilizado em um circuito de comando 24 VCA?
Uma tensão de 24 VCA não pode fazer circular, por uma pessoa, uma corrente de fuga que produza o
disparo do dispositivo DR. Para propósitos práticos, somente seria útil para proteger a instalação contra
incêndios.
Um dispositivo DR pode ser utilizado em um circuito de corrente contínua?
O dispositivo DR de execução convencional pode ser utilizado em qualquer circuito de corrente alternada.
Mas, por ter um transformador, não é adequado para corrente contínua ou alternada, sendo que para
estes casos é necessário recorrer a execuções especiais.
Um dispositivo DR pode ser utilizado em um circuito de alimentação de computador?
Sim. Estes devem ser instantâneos para preservar a segurança das pessoas. Mas devem ser levadas em
consideração as perdas produzidas pelas freqüências harmônicas por razão das fontes comutadas que
podem ativar o dispositivo DR. Isto deve ser realizado com um bom critério de divisão de circuitos para
permitir uma adequada prestação de serviço.
40
Auto-avaliação
1.
É possível instalar dispositivos DR de l∆n 30 mA em circuitos com inversor de freqüência - verdadeiro ou falso?
2.
O dispositivo DR protege os cabos contra sobrecarga – verdadeiro ou falso?
3.
O dispositivo DR deve ser testado semestralmente – verdadeiro ou falso?
4.
O dispositivo DR tem polaridade – verdadeiro ou falso?
5.
Se for instalado um dispositivo DR, podem ser dispensados os fusíveis ou os disjuntores –
verdadeiro ou falso?
6.
O dispositivo DR protege uma pessoa que toca em dois condutores ativos simultaneamente –
verdadeiro ou falso?
7.
O dispositivo DR com uma corrente de falta nominal de 300 mA protege pessoas contra
eletrocussão – verdadeiro ou falso?
8.
O dispositivo DR também protege a instalação contra incêndio – verdadeiro ou falso?
9.
O dispositivo DR impede que seja sentida a descarga elétrica – verdadeiro ou falso?
10. O dispositivo DR protege uma pessoa diante de um contato acidental com uma parte sob
tensão – verdadeiro ou falso?
11. Além disso, convém colocar as partes metálicas do dispositivo DR em instalação de aterramento – verdadeiro ou falso?
12. O dispositivo DR detecta falhas de isolamento e se ativa – verdadeiro ou falso?
13. O dispositivo DR tetrapolar pode ser utilizado em circuitos monofásicos – verdadeiro ou
falso?
14. O dispositivo DR bipolar também se ativa se for cortado um cabo – verdadeiro ou falso?
15. Convém colocar em cada circuito um dispositivo DR – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 185
41
5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
Generalidades
As sobretensões destroem um número considerável
de aparelhos e sistemas elétricos e eletrônicos. Estes
danos não estão limitados aos sistemas industriais
e empresariais, mas também afetam as instalações
de edifícios e inclusive os aparelhos de uso diário no
âmbito doméstico. Sem medidas que protejam de
maneira eficaz contra as sobretensões, são gastos,
valores consideráveis em reparações ou novas aquisições. É claro então que as medidas de proteção
para a prevenção dos danos causados por sobretensões são interessantes tanto para o âmbito doméstico quanto para o âmbito comercial ou industrial.
É importante que todas as linhas que estão conectadas a um aparelho sejam protegidas com um dispositivo de proteção contra surtos adequado (assim
como todos os aparelhos têm alimentação de energia elétrica). Além disso, por exemplo, os aparelhos
de televisão necessitam de um sinal de recepção que
entra através da linha de antena. E independentemente de o sinal ser fornecido por uma antena ou
através do cabo de banda larga deve ser protegido
tanto a entrada da antena quanto a alimentação de
energia elétrica do aparelho de televisão.
42
Instalações comerciais e aplicações industriais
Controle de aquecimento
Iluminação externa
Controle de persianas
Sistemas automáticos para portas de garagens
Controle do sistema de comando central
Ar-condicionado
Sistemas de alarme
Sistemas de detecção de incêndios
Vigilância por vídeo
Organizador de controle de processo
Equipamentos de escritório
Computadores
Impressoras
Equipamentos de telecomunicações
Aparelhos de fax
Fotocopiadoras
Ambiente doméstico
Lava-louças
Lavadoras de roupas
Secadoras de roupas
Cafeteiras elétricas
Rádio-relógio
Geladeiras
Freezers
Microondas
Fogões elétricos
Aparelhos telefônicos
Lazer e passatempo
Aparelhos de televisão
Amplificadores de antena
Aparelhos de vídeo
Reprodutores de DVD
Equipamentos de alta fidelidade (Hi-Fi)
Computadores
Aparelhos de som
Equipamentos de rádio
Levando em conta o valor total dos bens a serem
protegidos, a instalação dos dispositivos de proteção
adequados quase sempre vale a pena, inclusive
quando se trata de evitar um só caso de destruição
de um sistema ou aparelho eletro-eletrônico. Por
outro lado, se os parâmetros de potência não forem
excedidos, os aparelhos de proteção contra sobretensões atuam em inúmeras ocasiões, e por isso,
oferecem um benefício muito maior para o usuário.
O conceito universal de proteção
contra sobretensões transitórias
As sobretensões transitórias ocorrem por causa de
descargas de raios, operações de manobra em circuitos
elétricos e descargas eletrostáticas. Sem as medidas
de proteção adequadas em forma de pára-raios e de
dispositivos de proteção contra surtos, nem sequer um
robusto sistema de alimentação de baixa tensão de um
edifício ou de uma fábrica industrial é capaz de resistir
a energia de uma descarga atmosférica. As sobretensões são muito curtas e têm uma duração de milionésimos de segundo. Não obstante, as tensões costumam
apresentar níveis muito elevados e, portanto, são capazes de destruir os circuitos impressos de um sistema.
Embora um aparelho elétrico ou eletrônico cumpra os
critérios do ensaio de resistência à tensões conforme o
IEC 61000-4-5, esse aparelho não é necessariamente
capaz de resistir de maneira indestrutível a todos os
efeitos ambientais com referência à compatibilidade
eletromagnética (EMC). Para evitar que as sobretensões destruam os equipamentos elétricos é preciso
proteger todas as interfaces que estejam expostas
a estes riscos, tais como as entradas de sinais e os
componentes da alimentação de energia elétrica, com
dispositivos de proteção contra sobretensões.
43
5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
Conforme o caso de aplicação, os componentes
como os dispositivos de proteção contra surtos a
base de gás, deverão ser instalados de forma individual ou combinada no circuito de proteção, já que
os componentes se distinguem por suas características de descarga e por seus limites.
Danos ocasionados por sobretensões
As sobretensões têm um alto risco de causar danos
ou destruir sistemas elétricos e eletrônicos. Nos
últimos anos foi observado um notável aumento da
freqüência de sinistros e do valor total dos danos e
prejuízos. As estatísticas das empresas seguradoras
refletem essa tendência de maneira clara e precisa.
E com freqüência, os danos e as destruições dos
aparelhos costumam ocorrer justamente quando os
usuários não podem prescindir da disponibilidade
permanente destes aparelhos.
Além dos gastos de reposição ou reparos, surgem
custos adicionais por razão dos tempos de parada
dos componentes afetados ou por perda de software
e dados. Em geral, os danos se manifestam em forma de cabos destruídos, aparelhos de manobra danificados, e inclusive podem chegar a alcançar níveis
de sinistro tão sérios como a destruição mecânica
evidente da instalação elétrica de um edifício. Estes
danos podem ser evitados com a ajuda de pára-raios
e de dispositivos de proteção contra surtos.
44
A atual sociedade industrial está sustentada por
potentes sistemas de informação. Qualquer avaria
ou falha em tais sistemas pode resultar em graves
consequências e inclusive provocar a falência de
uma empresa industrial ou de prestações de serviços. Estas falhas podem ocorrer por causas muito
diversas, com as influências eletromagnéticas como
fator de suma importância.
gráfico 17.1
Causas das sobretensões transitórias
As sobretensões ocorrem em duas categorias classificadas por causa:
LEMP (Lightning Electromagnetic Pulse)
– sobretensões provocadas por influências atomosféricas (por exemplo, quedas de raios diretas,
campos eletromagnéticos de descarga).
SEMP (Switching Electromagnetic Pulse)
– sobretensões provocadas por operações de manobra (por exemplo: desconexão de curto-circuitos,
manobras de cargas em serviço).
As sobretensões diretas que se apresentam por consequência de uma tempestade têm sua causa em uma
descarga direta-próxima ou na descarga distante de
um raio (figura 5.1).
As descargas diretas ou próximas são quedas de raios
no sistema de pára-raios de um edifício, em suas
imediações ou nos sistemas que conduzem a eletricidade para um edifício (por exemplo, alimentação de
baixa tensão, linhas de sinal e de comando). Por razão
de sua amplitude e da energia que transportam,
as correntes de descarga e as tensões de descarga
constituem uma especial ameaça para o sistema a ser
protegido.
Em caso de uma queda direta ou próxima do raio, as
sobretensões (como mostra a figura 5.1), são formadas pela queda de tensão da resistência de descarga
contra o fio terra e o aumento do potencial provocado
do edifício com referência ao ambiente afastado. Isso
constitui a carga mais intensa a qual podem estar
expostos os sistemas elétricos de um edifício.
Os parâmetros típicos da corrente de descarga t em
circulação (valor de pico) velocidade de aumento da
intensidade, conteúdo da carga, energia específica,
podem ser expostos na forma da onda de descarga de
10-350 s (veja a ilustração Exemplos de intensidades
de choque de ensaio), e estão definidos nas normas
internacionais, européias e nacionais, como intensidade de ensaio para componentes e aparelhos para a
proteção em caso de descargas diretas.
Além da queda de tensão na resistência de descarga contra o fio terra, são geradas sobretensões no
sistema elétrico do edifício e nos sistemas e aparelhos
conectados, por razão do efeito de indução do campo
eletromagnético de descarga (Caso 1b da figura 5.3).
A energia destas sobretensões induzidas e as conseqüentes correntes de impulsos são muito menores
que a da corrente de descarga com uma onda de
superintensidade de 8-20 s.
Portanto, os componentes e aparelhos que não tenham que conduzir as intensidades procedentes de
quedas de raios diretas são verificados com corrente
de descarga de 8-20 s.
45
5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
O conceito de proteção
As descargas distantes são quedas de raios que ocorrem muito longe do objeto a ser protegido, quedas de
raios na rede de linhas aéreas de média tensão média
ou em suas imediações ou descargas de raios entre
nuvens que estão representadas nos casos 2a, 2b e 2c
da figura 5.3. De maneira equivalente às sobretensões
induzidas, são controlados os efeitos das descargas distantes sobre o sistema elétrico de um edifício, por meio
de aparelhos e componentes que estão projetados
conforme a onda de superintensidade de 8-20 µs.
As sobretensões causadas por operações de manobra são produzidas entre outras coisas por:
desconexão de cargas indutivas (por exemplo:
transformadores, bobinas, motores);
ignição e interrupção de arcos voltaicos (por ex.:
aparelhos de soldagem por arco);
disparo de fusíveis.
46
Os efeitos das operações de manobra sobre o sistema
elétrico de um edifício são simulados igualmente com
correntes de choque com forma de onda de
8-20 s para fins de ensaio. É importante levar em
conta todas as causas que possam provocar sobretensões. Para este fim, se aplica o modelo das áreas de
proteção contra raios especificado em IEC 62305-4
ilustrado na figura 5.2. Com este modelo, o edifício se
divide em áreas com diferentes níveis de perigo.
Estas áreas permitem determinar os aparelhos e
componentes que são necessários para obter a
devida proteção contra raios e sobretensões.
Dados gerais
Um modelo das áreas de proteção contra raios que
corresponda aos requisitos de EMC inclui a proteção
externa contra impactos de raios (com dispositivo
captor ou terminal aéreo, sistema de descarga,
sistema de aterramento, o nivelamento de potencial,
o isolamento do ambiente e o sistema de proteção
contra sobretensões para o sistema de gestão energética e de informação. As zonas de proteção contra
raios (termo em inglês Lightning Protection Zones
LPZ) estão definidas conforme as especificações que
aparecem na tabela 5.2.
tabela 5.1 exemplos de intensidades descarga de ensaio
47
5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
de descarga entrem no sistema elétrico de um edifício. Na área de transição da área de proteção LPZ
0B a LPZ 1 ou na área de transição do pára-raios
disposto a seguir nas áreas de proteção LPZ 1 a LPZ
2 e superior, são utilizados dispositivos de proteção
contra surtos para proteger contra sobretensões.
Sua função consiste em seguir atenuando o nível
residual das etapas de proteção antepostas e de
limitar as sobretensões, independentemente se sua
origem se deve a uma indução ao sistema ou se
foram geradas no próprio sistema.
tabela 17.2 definição das áreas de proteção contra raios
Dados gerais
De acordo com as exigências e as cargas que
estejam expostas em seu local de instalação, os de
proteção contra sobretensões estão classificados
em pára-raios, dispositivos de proteção contra
surtos e combinações de DPSs.
As exigências mais rigorosas quanto à capacidade
de descarga devem ser cumpridas pelos pára-raios
e pelas combinações de dispositivos de proteção
contra surtos que tenham que realizar a função de
transição da área de proteção LPZ 0A a LPZ 1 ou de
LPZ 0A a LPZ 2. Estes DPS’s devem estar em condições de conduzir as correntes parciais de descarga
om forma de onda 10-350µ várias vezes de forma
indestrutível, para evitar que as correntes parciais
48
As medidas de proteção especificadas contra raios
e sobretensões nas áreas limite das zonas de proteção contra raios valem tanto para o sistema de gestão energética como o de informação. O total das
medidas especificadas no modelo de áreas de proteção contra raios que correspondem às exigências
EMC proporciona uma disponibilidade permanente
do sistema com infra-estrutura moderna.
fig 5.1 causas das sobretensões por descargas de raios
49
5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
fig 5.2 modelos de áreas de proteção contra raios direcionados pelos critérios cem
50
Matriz de seleção dos dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
em instalações residenciais, comerciais e similares.
51
5
52
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
Auto-avaliação
1. Quando é necessário instalar um dispositivo de proteção contra surtos - DPS?
A que norma corresponde a classe de exigência Classe 1, 2 e 3?
3. Um DPS com uma forma de onda 10-350 s pode ser substituída por um
com uma forma de onda 8-20 s – verdadeiro ou falso? Por quê?
4. Entre que áreas de proteção contra raios (LPZ) devem ser utilizados DPSs
Classe 1 com forma de onda 10-350 s?
5. Se cair um raio a uma distância de 1 km, podem ser induzidas as sobretensões na rede?
Respostas na página 186
53
6
Contatores Tripolares
Generalidades
O contator é o dispositivo de manobra mais utilizado na indústria e nas instalações elétricas prediais,
sejam elas públicas ou privadas. É um dispositivo
de manobra que permite a partida direta de motores assíncronos trifásicos, suportando uma corrente de partida várias vezes maior que a designada
(7,2 vezes maior) conforme as normas IEC 947.
Mas a particularidade do contator é a originalidade de
suas manobras. Trata-se de um eletroímã que aciona
um porta-contatos. Temos assim um dispositivo de
acionamentos com as características de um relé com o
qual podemos realizar tarefas de automação, controle
remoto e proteção de algo que os aparelhos de comando manuais não têm capacidade de fazer. Um contator
de alta qualidade é um aparelho ágil, com uma longa
vida útil e uma capacidade de manobra muito elevada.
O eletroímã é composto de duas partes: o sistema
magnético ou núcleo (parte móvel e parte fixa) e
a bobina. Como mostra a fi gura 6.1, a tensão de
acionamento do contator é conectada à bobina,
formando o denominado circuito de comando. Este
circuito também é composto por botões de partida,
de parada, de sinalização, etc.
54
A tensão da bobina deve ser escolhida conforme a
tensão disponível no local de montagem e para os
requerimentos de desenho do projeto.
foto 6.1 contatores tripolares da família sirius
Os contatos de manobra do contator são chamados
contatos principais e realizam as tarefas de fechamento ou abertura do circuito e estão inseridos
no porta-contatos, que é movido pela bobina. Os
contatos principais são a parte mais delicada do
contator, estão construídos com ligas de prata
muito especiais. Desta forma, garante-se não
somente uma manobra efetiva, mas também, uma
vida útil muito elevada e evita-se que os contatos
grudem ou se destruam durante seu funcionamento normal.
contator seja porque levam à trava do núcleo,
queima dos terminais, da câmara de extinção, etc.
Quando os contatos não são os adequados (por
exemplo cópias ou falsificações), podem destruir o
Os contatores principais SIRIUS foram projetados
para manobrar motores conforme a categoria de
serviço AC-3: Podem ser utilizados para outras
funções como, por exemplo, manobra de resistências para fornos (AC-1), condensadores (AC-6b),
lâmpadas de descarga gasosa (AC-5a), motores em
corrente contínua (DC-3), etc.
1,3,5
A1
13
21
14
22
A2
fig. 6.1 funcionamento de um contator
1 – peça fixa do núcleo
2 – peça móvel do núcleo
3 – bobina de acionamento
4 – porta-contatos
5 – contato principal fixo
6 – contato principal móvel
7 – câmara de extinção
8 – contato auxiliar NA
9 – contato auxiliar NF
2,4,5
Os contatores SIRIUS até 25 A de corrente nominal
(11 kW, 15 HP) não requerem câmara de extinção.
Para correntes maiores é difícil manipular o arco de
desconexão, por isso, para apoiar a função dos contatos principais, os contatores têm uma câmara de extinção, que é tão complexa quanto maior for o contator.
A câmara de extinção é um auxiliar muito importante
dos contatos, por esta razão, a cada substituição de
contatos deve-se trocar a câmara de extinção. Como os
contatores pequenos não a possuem, não é permitida
a substituição de contatos principais. Outro elemento
que constitui o contator são os contatos auxiliares
que, também por estarem sujeitos ao porta-contatos,
se movem quando a bobina do contator é acionada.
55
6
Contatores Tripolares
Como seu nome indica, não servem para acionar o motor, mas para cumprir com funções auxiliares como a
auto-retenção no comando por botões ou a sinalização
do estado de partida do motor por meio de lâmpadas
de sinalização (olhos de boi).
Os contatos normalmente fechados (NF) de um
dispositivo de acionamento são aqueles contatos
auxiliares que permanecem fechados quando
os contatos principais estão abertos, e se abrem
quando os contatos principais se fecham. Por outro
lado, são contatos normalmente abertos (NA) de
um dispositivo de acionamento, aqueles contatos
auxiliares que permanecem abertos quando os contatos principais estão abertos e se fecham quando
estes são fechados.
Por razões de segurança, os contatos auxiliares
devem ser acionados antes dos contatos principais,
e nunca nenhum contato NA pode ser fechado
simultaneamente com um NF.
56
tabela 6.1 contatos auxiliares em contatores principais
foto 6.2 desgaste dos contatores
Os contatos auxiliares podem estar incorporados ao
contator (tamanho S00) ou instalados em blocos
individuais de um, dois ou quatro contatos auxiliares combinados (NA e ou NF).
Manutenção do contator
Além do contator ser seguro e de fácil utilização, é
excelente no desempenho durante sua vida útil já
que, praticamente, não requer manutenção. Aqui
vão algumas recomendações:
Na tabela 6.1, é indicada a máxima quantidade de
contatos que é possível acoplar em um contator
SIRIUS. É conveniente instalar os blocos de contatos
auxiliares respeitando a simetria.
Núcleo
Nunca deve ser lavado com solvente, pois seriam
removidos os lubrificantes aplicados durante a
confecção, que garantem até 30.000.000 de mano-
bras, conforme o tamanho. Deve-se limpá-lo com
um pano, se estiver muito sujo com pó ou outro
material.
foto 6.3 bobina do contator
3rt 1045 (tamanho s3)
foto 6.4 contator S00
com módulo de contatos
auxiliares frontais
Se o núcleo não fechar adequadamente, a bobina se queimará. Nunca limar o núcleo. Se estiver
muito amassado ou danificado isso indica que
o contator chegou ao final de sua vida útil e é
hora de substituí-lo.
Bobina de acionamento
Ao substituir a bobina, observar se o núcleo se
fecha adequadamente e se os contatos não travam
o porta-contatos. Uma tensão muito baixa não
permite o correto fechamento do contator e
pode queimar a bobina ou o que é pior, danificar
os contatos. Outra causa de destruição habitual da
bobina é conectá-la a uma tensão de acionamento
maior que a nominal. Os contatores SIRIUS do ta-
manho S00 não permitem a substituição da bobina
de acionamento.
Contatos principais
Substituí-los somente se estiverem desgastados
a tal ponto que se possa ver o material do portacontato debaixo deles (veja foto 6.2), ou se tiverem sido
destruídos por um curto-circuito mal protegido.
Se for observada a formação de crateras, não devem
ser limados. Simplesmente devem ser retiradas com
uma pinça eventuais gotas de material.
Se os contatos estiverem pretos não significa
que estejam desgastados, é possível continuar
utilizando-os. Se desejar, limpe-os com um pano.
Os contatos dos contatores S00 e S0 (até 25 A)
nunca devem ser substituídos porque são alteradas as características do contator e, além disso,
tabela 6.2 proteção de contatores por meio de disjuntores termomagnéticos
57
6
Contatores Tripolares
os danos causados nos isolantes por falha não
podem ser consertados.
Câmara de extinção
Como visto anteriormente, os contatores SIRIUS a
partir do tamanho S2 (32A) de corrente nominal
são equipados de câmaras de extinção. Para manter
as características isolantes do contator e que este
seja capaz de suportar um acionamento de desconexão exigente, é imprescindível trocar a câmara
de extinção em cada substituição de contatos.
Nunca polir ou limpar uma câmara de extinção
com abrasivos. Nas tabelas 5 e 6 são indicadas as
proteções termomagnéticas e o tipo de curva para
a proteção de contatores conforme o tamanho e
nível de curto-circuito.
Contatos auxiliares
Nos contatores SIRIUS tamanho S00, os contatos
incorporados não podem ser consertados (veja
contatos principais nos tamanhos maiores). Os
contatos auxiliares estão formados por blocos,
e em caso de falhas podem ser substituídos por
novos. Os contatos auxiliares são protegidos contra
curto-circuitos por meio de um fusível (6 A) ou um
minidisjuntor termo-magnético curva C de 6 A.
tabela 6.3 resumo de seleção de contatores principais sirius
58
Auto-avaliação
1. A corrente nominal de um contator está especificada na categoria de serviço AC-1, AC-3, AC-4 ou AC-6b?
2. Os valores nominais de um contator estão definidos para
Tensão de rede nominal
Tensão de acionamento nominal 20
Tensão de acionamento nominal 10
Tempos de partida do motor até 10s
Corrente de partida até 7,2 x le
Corrente de partida até 1000 m:s:n:m:
Temperatura ambiente máxima de 55 ºC
3. Devo substituir os contatos do contator, porque:
... apresentam sujeira em sua superfície?
... podem ser observadas gotas de material?
... pode ser visto o material do porta-contato?
4. Depois de substituir um jogo de contatos, convém trocar a câmara de extinção?
5. Posso colocar a quantidade de contatos auxiliares que necessito – verdadeiro ou falso?
6. Os aparelhos SIRIUS são seguros contra contato acidental, ou seja:
... com os dedos?
... com a palma ou o dorso da mão?
... com uma chave de fenda?
7. A arruela do terminal deve apertar o isolamento do cabo – verdadeiro ou falso?
8. O contator tem maior vida útil que o disjuntor – verdadeiro ou falso?
9. A vida útil elétrica dos contatores depende da corrente de desconexão – verdadeiro ou falso?
10. Os contatores devem ser montados sobre uma superfície vertical – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 186
59
7
Relés de Sobrecarga
Generalidades
O contator é o aparelho encarregado de manobrar
o motor e o relé de sobrecarga é o encarregado de
protegê-lo. É um método indireto de proteção, já que
faz a medição da corrente que o motor está utilizando
da rede e supõe sobre a base dela um determinado
estado de aquecimento das bobinas do motor.
Se a corrente do motor protegido ultrapassa os
valores admitidos, o conjunto de detecção do relé
de sobrecarga aciona um contato auxiliar, que desconecta a bobina do contator, separando da rede o
equipamento consumidor com sobrecarga.
O sistema de detecção pode ser térmico, com base
em elementos bimetálicos, como é o caso dos relés
SIRIUS 3RU11, ou eletrônico, por exemplo, como os
relés de sobrecarga SIRIUS 3RB20, 3RB21 e 3RB22.
O relé de sobrecarga é um excelente meio de proteção, mas tem o inconveniente de não proteger o motor quando a sobretemperatura deste é produzida por
causas alheias à corrente que está sendo utilizada da
rede. É, por exemplo, o caso de falta de refrigeração
em ambientes muito quentes como salas de caldeiras,
falta de água em bombas submergidas, ou tubulação
tampada com ventilação forçada. Nesses casos,
60
recomenda-se o uso de sensores PTC no enrolamento
do motor, capazes de medir exatamente a temperatura interna do mesmo. Um caso muito particular é
o de falta de fase, que produz um aquecimento do
motor por perdas no ferro e não pelas perdas nas
bobinas. Dado que há um aumento da corrente consumida, esta faz ativar o relé de sobrecarga. O relé de
sobrecarga térmico 3RU11 dispõe de um engenhoso
dispositivo de válvula dupla que permite aumentar
a sensibilidade do relé quando falta uma fase. Desta
maneira, conseguimos reduzir para a metade os
tempos de atuação e também proteger o motor no
caso de falta de fase.
foto 7.1 relé de sobrecarga
térmico 3ru11
foto 7.2 relé de sobrecarga
eletrônico 3rb20
foto 7.3 vista interna do
relé de sobrecarga térmico
O relé de sobrecarga sempre deve estar ajustado
com o valor da corrente nominal do motor
(o valor lido com um alicate amperímetro).
Somente se este estiver com plena carga, o ajuste
é feito de acordo com o valor de corrente indicado
nos dados técnicos do motor, nunca com corrente
maior que a nominal. As modernas tecnologias
de medição eletrônica permitem fabricar relés de
sobrecarga eletrônicos de excelente qualidade.
Por isso foi adotada esta tecnologia para os relés de
sobrecarga 3RB20 da família SIRIUS.
Existe uma superposição entre os modelos 3RU11
e 3RB20 até 100 A sendo os primeiros mais econômicos. As vantagens técnicas tornam procedentes
a fabricação de relés térmicos para correntes
menores que 100 A.
Maior precisão no ajuste da escala.
Maior repetitividade na curva de resposta.
Atuação quase instantânea diante de falta de
fase.
Maior faixa de ajuste: 1 a 4 contra 1 a 1,4.
Menor número de variantes: de 0,1A a 100A
somente 7 modelos para o 3BR20 (10 com sobreposição de tamanhos) contra 30 modelos do
3RU11 (48 com superposição de tamanhos).
A diferença de preços a favor do 3RU11 é
compensada amplamente com a economia de
energia, redução de estoque, segurança no ajuste
e maior proteção diante da falta de fase.
A única vantagem técnica do relé térmico é que
pode ser utilizado com corrente contínua e com
alta presença de freqüências harmônicas devido
seu princípio de funcionamento.
Vantagens técnicas dos
relés de sobrecarga eletrônicos
Baixo consumo: o relé 3RB20 consome somente
0,05 W contra os 4 a 16 W que consome o relé
térmico do modelo 3RU11. Isto proporciona
economia de custos, painéis menores e mais
refrigerados.
61
7
Relés de Sobrecarga
Classe de disparo
Chama-se classe de disparo o tempo que demora,
medido em segundos, para disparar um relé de
sobrecarga, pelo qual circula uma corrente 7,2 vezes
maior que o valor ajustado. Classe 10 significa que
o relé demorará até 10 segundos para ser ativado
com uma corrente de rotor bloqueado, ou seja, permite que o motor demore até 10 segundos para dar
partida. Isso é conhecido como partida normal.
Compensação de temperatura ambiente
Para conseguir uma correta desconexão deve ser eliminada a influência da temperatura ambiente sobre
os elementos bimetálicos. Isto se consegue com um
dispositivo compensador.
Os relés de sobrecarga térmicos SIRIUS são oferecidos para Classe 10 (partida normal) ou classe
20 (partida pesada). Os eletrônicos podem ser
oferecidos com Classe 5 até Classe 30 (ajustáveis).
Manuseio e ajuste do relé térmico
O relé deve ser ajustado ao valor real do consumo que é utilizado pelo motor, que nem sempre
coincide com a placa de identificação de características do motor. Este ajuste pode ser feito durante o
funcionamento do equipamento.
Proteção contra falta de fase
Este dispositivo está incluído nos relés SIRIUS 3RU11
e 3RB20 que oferece uma notável melhora em comparação aos relés de sobrecarga convencionais.
O mecanismo acelera a desconexão do motor
quando falta uma fase, ou seja, detecta com
segurança esta falha. O relé 3RU11 atua conforme
uma curva de disparo (veja figura 7.1), baseando-se
no superaquecimento das duas fases que ficam em
serviço. Também aqui, o relé de sobrecarga deve
estar corretamente calibrado.
62
As curvas de disparo são independentes da temperatura ambiente entre 20 e 60 ºC para os relés da
família SIRIUS.
fig 7.1 curvas características de disparo
Contatos auxiliares
para relés térmicos com carga trifásica
Os relés de sobrecarga SIRIUS da Siemens dispõem
de dois contatos auxiliares galvanicamente separados, um NF para a desconexão do contator e o
outro NA para sinalizar a falha detectada à distância.
Botão de rearme manual ou automático
Geralmente, é conveniente que o relé de sobrecarga
não volte automaticamente à sua posição de ligado
depois da atuação, sobretudo em automatismos
que podem levar à disparos indesejados, como é o
caso dos de elevação de água.
Quando o motor é acionado por meio de botões, de
qualquer forma deve ser colocado em funcionamento
novamente pressionando o botão de rearme. Neste
caso, é prático que o relé volte sozinho (automaticamente) à sua posição de ligado. Ambas as opções de
rearme estão previstas nos relés de sobrecarga SIRIUS.
Um botão azul “Reset” permite ser colocado em
posição automática “A” ou em posição manual “H” ou
“M”. O mesmo botão azul “Reset” permite o retorno do
contato se for escolhida posição manual “H” ou “M”.
Um detalhe de segurança em caso de falha: estando
ainda o botão azul pressionado ou travado, o disparo é produzido de todos os modos (disparo livre).
Botão de parada
O botão vermelho “Stop” permite acionar o contato
normalmente fechado e assim testar se o conjunto
está perfeitamente conectado aos cabos. Além disso, pode ser utilizado como botão de desconexão.
Indicador de estado do relé, botão de teste
O pessoal de manutenção verá com satisfação que
um indicador “I”ou “O” lhe informará se o relé de
sobrecarga disparou ou não. O mesmo indicador se
comporta como um botão de teste, sendo que se
for acionado é verificado se o sistema de disparo do
relé está ativo ou não.
Dimensões e montagem
As dimensões do relé de sobrecarga são idênticas
à largura do contator correspondente. Isto permite
ganhar espaço na montagem.
tabela 7.1 resumo de seleção de relés de sobrecarga
eletrônicos sirius e seu fusível de proteção
Os relés SIRIUS dos tamanhos S00 a S3 (até 100
A) são facilmente acopláveis a seu correspondente
contator. E sem fiação adicional formam um conjunto homogêneo e compacto. Se por algum motivo
forem montados individualmente, existem suportes
com fixação rápida sobre trilho (DIN EN 50 022) que
permitem uma conexão de cabos adequada, caso
seja necessário.
63
7
Relés de Sobrecargas
Estes suportes para montagem individual não são
os mesmos para o relé 3RB20 e para o 3RU11 e
existe um por tamanho construtivo até 100 A. Para
relés maiores, para a montagem individual não são
necessários estes suportes.
Os relés de sobrecarga para correntes maiores
que 100 A são os SIRIUS 3RB20 do tipo eletrônico
que são montados sobre uma superfície plana e
contam com terminais de conexão. Ao montar o
relé tamanho S00 sobre o contator, o terminal (A2)
da bobina e o do contato auxiliar (22) são de difícil
acesso. Por este motivo, deve ser equipado com terminais de repetição que trasladam estes terminais
para a frente do relé térmico. Pela instalação dos
contatos auxiliares e os de bobina nos contatores,
estes terminais repetidores não são necessários nos
tamanhos S0 a S3.
foto 7.4 suporte de montagem individual para relé S00
tabela 7.2 resumo de seleção de relés de sobrecarga
térmicos sirius e seu fusível de proteção
64
Auto-avaliação
1.
2.
Um relé de sobrecarga deve ser sensível à falta de fase – verdadeiro ou falso?
A compensação de temperatura ambiente não é indispensável para um relé de sobrecarga – verdadeiro ou falso?
3.
O relé de sobrecarga deve ser ajustado à corrente de serviço do motor – verdadeiro ou
falso?
4.
A corrente de serviço é o que se mede com o alicate amperímetro?
5.
A corrente de serviço habitualmente é menor que a placa de identificação do motor?
6.
No relé de sobrecarga térmico a desconexão por falta de fase é imediata – verdadeiro ou
falso?
7.
O relé de sobrecarga eletrônico 3RB20 tem melhor dissipação térmica que o térmico
3RU11 – verdadeiro ou falso?
8.
O relé de sobrecarga eletrônico 3RB20 é adequado para circuitos de corrente contínua –
verdadeiro ou falso?
9.
O rearme automático do relé de sobrecarga permite que o contato auxiliar seja fechado
ao esfriar-se – verdadeiro ou falso?
10. Com rearme manual (Reset), o contato auxiliar do relé de sobrecarga é fechado depois
que o operário pressione o correspondente botão – verdadeiro ou falso?
11. De que cor é o botão de rearme (Reset) do relé de sobrecarga?
12. O relé de sobrecarga mede diretamente a temperatura do motor a ser protegido?
13. Para que servem os contatos do relé de sobrecarga?
Respostas na página 186
65
8
Disjuntor-Motor
Generalidades
O disjuntor para a proteção de motores, também
conhecido como disjuntor-motor 3RV, permite reunir
todas as necessidades de um acionador direto para
manobra e proteção do motor, proteção de curtocircuito, comando e inclusive seccionamento. Tudo
em um só dispositivo.
Trata-se de um disjuntor com a função de proteção de
motores. Conta com um disparador de sobrecarga e
um disparador de curto-circuito cujas as características e funcionamento são exatamente iguais à de um
relé de sobrecarga. Incluindo a sensibilidade por falta
de fase, a compensação de temperatura ambiente e a
possibilidade de regulagem.
O disparador de sobrecarga é ajustado para a corrente
da carga. O disparador de curto-circuito possui ajuste
fixo em 13 vezes a corrente nominal da carga e
possibilita desta forma, uma partida de motores sem
interferências (até sua capacidade de interrupção
nominal e separa o circuito afetado da instalação).
Chama-se capacidade de interrupção o valor máximo
suportado pelos dispositivos de proteção. Até este
valor o disjuntor garante a proteção.
66
Com uma capacidade de interrupção de 50 kA ou
100kA (dependendo do modelo), os disjuntores são
resistentes a todos os curto-circuitos que podem ocorrer em quase todos os pontos de sua instalação.
Caso a suposta corrente de curto-circuito supere a capacidade de interrupção nominal do disjuntor, devem
ser utilizados fusíveis de proteção de backup.
foto 8.1 disjuntores - motor
A princípio, um disjuntor-motor substitui uma
combinação de contator mais o relé de sobrecarga e
mais três fusíveis. Por um lado, tem a vantagem de,
ao reunir todas as funções em um aparelho, reduzir o
espaço necessário, o tempo de montagem e a fiação,
mas por outro lado tem o inconveniente de que a
capacidade de interrupção e capacidade de limitação
não seja tão elevada como a dos fusíveis, e que sua
freqüência de ativações e vida útil não alcance a de
um contator. O acionamento do disjuntor-motor é feito de forma manual e com a utilização de acessórios,
podendo sinalizar a posição dos contatos, eventuais
falhas e desconexão à distância.
Uma solução prática é combinar um contator com
um disjuntor-motor, aproveitando assim as virtudes
de ambos os aparelhos. Esta possibilidade é analisada
no capítulo 9 “Combinações de Partida” a partir da
página 61.
Proteção de motores
As curvas características dos disjuntores-motor estão
projetadas para proteger os motores assíncrono trifásicos contra sobrecargas. O disjuntor-motor deve ser
ajustado à corrente de serviço do motor. Para proteger
motores monofásicos deve-se sempre certificar-se
que circule corrente em todos os 3 pólos principais
de corrente em série para que todos os disparadores
estejam carregados, impedindo assim que a proteção
de falta de fase seja ativada incorretamente.
fig 8.1 curva característica de disparo
para disjuntores 3rv
O disparador por curto-circuitos está ajustado para 13
vezes a corrente nominal do disjuntor, ou seja, o valor
máximo de regulagem. Este valor permite a partida
sem problemas do motor permitindo a adequada
proteção do disparador por sobrecargas.
Seleção
Os disjuntores-motor são selecionados conforme
a corrente de serviço do motor a ser protegido.
Podem ser escolhidos conforme a tabela 9.1 de combinações de partida Coordenação tipo 1.
Fabricação
Os disjuntores-motor até 100 A correspondem aos
mesmos tamanhos fabricados da família SIRIUS (S00,
S0, S2 e S3), sua denominação é 3RV10.
Os disparadores dos disjuntores 3RV10 são do
tipo termomagnético, térmico para a faixa das
sobrecargas, e magnético para a proteção contra
curto-circuitos.
Para correntes maiores que 100 A até 500 A, a
função disjuntor-motor está coberta pelos disjuntores
Sentron 3VL com disparador eletrônico tipo ETU 10M
ou ETU 30M.
Os disjuntores 3RV10 são fabricados para partida
normais Classe 10. Excepcionalmente podem ser
oferecidos com Classe 20 para partida pesada, e os
disjuntores Sentron 3VL podem ser fornecidos com
Classe 10 (fixa ou regulável) até a Classe 30.
67
8
Disjuntor-Motor
Segurança
Os disjuntores do tamanho S00 são acionados por
meio de uma tecla frontal plana. Para os tamanhos
S0, S2 e S3, são acionados por meio de acionamento
giratório. Ambos os acionamentos sinalizam o estado
dos contatos principais do disjuntor de maneira
precisa e segura. Os acionamentos rotativos também
podem indicar o disparo do disjuntor, neste caso o
acionamento rotativo irá para a posição de “tripped”,
indicando que ocorreu um disparo.
foto 8.2 disjuntor bloqueado
com cadeado
Através do bloco de contato de alarme, é possível
sinalizar uma falha à distância. Por meio do uso de
cadeados, é possível impedir que seja acionado o
disjuntor por parte de pessoas não autorizadas.
Os disjuntores contam com disparo livre, ou seja,
que se por algum motivo o acionamento for travado
diante de uma falha, os contatos se abrem.
foto 8.3 bloco lateral de
contatos auxiliares
68
Auto-avaliação
1.
2.
O disjuntor-motor é um dispositivo de partida direta – verdadeiro ou falso?
O disjuntor-motor protege os contatos do contator contra os efeitos de um
curto-circuito – verdadeiro ou falso?
3.
Os disjuntores-motor S0 a S3 podem sinalizar se estão abertos por uma operação ou pelo
disparo de uma proteção – verdadeiro ou falso?
4.
Os disjuntores-motor 3RV10 termomagnéticos alcançam os 500 A – verdadeiro ou falso?
5.
Os disjuntores-motor 3RV10 são Classe 10 para partida normal – verdadeiro ou falso?
6.
Um disjuntor-motor é um disjuntor termomagnético para a proteção de motores – verdadeiro ou falso?
7.
A proteção contra sobrecargas de um disjuntor-motor é igual a do relé de sobrecarga –
verdadeiro ou falso?
8.
A proteção contra sobrecargas de um termomagnético é igual a de um disjuntor-motor –
verdadeiro ou falso?
9.
Como se resolve a limitação de vida útil do disjuntor-motor?
10. Para que um disjuntor-motor possa proteger eficientemente um motor monofásico, a corrente deve circular por suas três vias de corrente – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 187
69
9
Partida Direta de Motores Assíncronos Trifásicos
Generalidades
A partida direta é a maneira mais simples de iniciar
o funcionamento de um motor elétrico. Uma partida direta consiste em aplicar uma tensão nominal
ao motor, permitindo desenvolver toda sua potência e torque no momento designado, evitando
prejudicar seus componentes.
Se não for possível dar partida direta em um motor,
seja porque a rede elétrica não tem potência suficiente e será alterada durante a partida, ou porque
a máquina sofrerá deteriorações mecânicas por não
suportar o valor máximo do torque de aceleração
produzido pelo motor, ou porque a produção será
afetada e os produtos danificados, então deve-se recorrer a algum tipo de partida com tensão reduzida.
Mas esse tema será tratado nos capítulos 12 e 13.
Existem diferentes coordenações de partida direta
para motores assíncronos trifásicos.
1. A combinação de fusíveis, contator e relé de
sobrecarga
2. Disjuntor
3. A combinação de disjuntor e contator
4. A combinação de disjuntor sem disparador de
sobrecarga, contator e relé de sobrecarga
5. Seccionadora
Circuitos elétricos
É necessário realizar projetos de fácil interpretação
para quem deseja transmitir alguma informação
técnica. Conforme a Norma DIN 40 900, os circuitos
se diferenciam entre:
Diagramas unifilares
Diagramas de potência
Este último se divide por sua vez em:
Circuitos principais ou de potência
Circuitos auxiliares ou de comando
70
foto 9.1 partidas diretas com
disjuntor e contator tamanho
s0 e s00
Fig. 9.1 partida direta, por meio da combinação de fusíveis, contator e relé de sobrecarga
9.1.1 circuito principal
9.1.2 circuito de comando
através de botões
9.1.3 circuito de comando por botões
e contatos auxiliares
Fig. 9.1.4 esquema elétrico
k1 contator
f2,3,4 fusíveis principais
f1 relé de sobrecarga
f0,0’ fusíveis de
comando
s0 botão desliga (off)
s1 botão de liga (on)
71
9
Partida Direta de Motores Assíncronos Trifásicos
O circuito principal mostra o motor e todos os dispositivos diretamente conectados a ele. Na figura
9.1.1 pode ser observado um circuito com proteção
magnética por fusíveis, o acionamento por meio de um
contator e a proteção do motor por conta de um relé
de sobrecarga.
figura 9.1.4, embora nesta forma de representação
costuma ser complicada a interpretação do circuito.
Na Tabela 9.1 há uma comparação entre as características mais representativas de cada um dos diferentes
tipos de dispositivos de partidas direta.
O circuito de comando indica como acionar o
motor e o funcionamento das proteções auxiliares. Nele são identificados claramente a bobina
do contator e os contatos do relé de sobrecarga e
do contator. A figura 9.1.2 mostra o comando por
meio de uma comutadora ou botão com retenção,
enquanto na figura 9.1.3 é representada o comando
de partida e parada por meio de botões de pulso.
Neste caso, é necessário conectar um contato
paralelo ao botão de partida para que se mantenha
fechado o circuito depois de soltar o botão de liga.
Esta conexão é conhecida como intertravamento
elétrico. Estas duas alternativas têm prioridade na
parada, já que os contatos encarregados de abrir o
circuito estão em série como o restante do comando
e não permitirão energizar a bobina do contator, se
eles estiverem abertos.
Para este manual utilizamos as representações gráficas
e designações recomendadas pelas normas DIN 40 719
e IEC 60445. Existem outras formas de representar os
aparelhos, pórem menos utilizadas. Para aplicações
simples é comum incluir todas as funções em um
mesmo esquema elétrico, como é mostrado na
tabela 9.1 diferentes tipos de partidas diretas
72
Auto-avaliação
1. Partida direta e partida com plena tensão é a mesma coisa?
2. A partida direta não permite que o motor desenvolva todo seu torque de partida – verdadeiro ou falso?
3. A partida direta prejudica as redes fracas – verdadeiro ou falso?
4. A intensidade da corrente de partida depende da carga da máquina – verdadeiro ou falso?
5. O tempo de partida é independente da carga máquina – verdadeiro ou falso?
6. O contator é um dispositivo de acionamento – verdadeiro ou falso?
7. No circuito de comando é mostrada a conexão do motor – verdadeiro ou falso?
8. O fusível é um dispositivo para proteger motores contra sobrecarga – verdadeiro ou falso?
9. Quais dos seguintes dispositivos protegem um motor contra sobrecarga?
a. Contatores
b. Fusíveis
d. Relés de sobrecarga
e. Sensores PTC
c. Disjuntores
10. Completar a seguinte tabela com as funções de cada aparelho
Respostas na página 187
73
10
Combinações de Partida
Generalidades
A família de produtos SIRIUS possui modularidade entre eles, facilitando os diversos tipos de
combinações de montagem. Todos os dispositivos:
contatores, relés de sobrecarga, disjuntores e
partidas suaves (soft starters) estão divididos em
quatro tamanhos construtivos perfeitamente compatíveis uns com outros (como mostra a foto 9.1).
As medidas e características mecânicas bem como
os dados elétricos dos quatro tamanhos estão
harmonizados, o que permite projetar acessórios
comuns para os diferentes dispositivos.
Todos os dispositivos da família SIRIUS estão disponíveis em três larguras de montagem e podem
ser instalados lado a lado dentro de painéis com
temperaturas ambientes no interior do painel,
até 60º C sem desclassificação. Estes produtos
foram desenvolvidos seguindo estritas normas de
segurança e buscando a economia no projeto, instalação, serviço e manutenção de cada dispositivo.
Um acessório permite acoplar um contator com
um disjuntor para realizar uma combinação de
partida direta. Este acessório realiza a conexão
elétrica do disjuntor com o contator, e nos tama-
74
nhos S00 e S0 também a conexão mecânica para
formar uma unidade rígida.
Montando somente um dos aparelhos sobre um
trilho de fixação rápida conforme DIN EN 50 022
de 35x7,5 mm se obtém a montagem do conjunto.
Por razão do peso dos aparelhos dos tamanhos
S2 e S3, para esta conexão mecânica também é
necessário utilizar um suporte adaptador para
trilho de montagem rápida. A montagem do
conjunto pode ser feita com dois trilhos de fixação
rápida conforme DIN EN 50 022 de 35x15 mm, ou
um de 75x15 mm. Também é possível montar o
adaptador por meio de parafusos.
foto 10.1 família sirius
Tanto a combinação do tamanho S00 como a do
tamanho S0 podem acionar motores da mesma
potência. Pelas características de limitação do
disjuntor e maior tamanho do contator S0 é possível alcançar um tipo de coordenação maior.
foto 10.2 conjunto
disjuntor e contator s00
para partida direta
foto 9.3 conjunto
disjuntor e contator s0
para partida direta
Diferentes tipos de coordenação
Um circuito está protegido contra curto-circuitos
quando o dano que é produzido nele não afeta o
resto da instalação e também o pessoal que ocasionalmente possa encontrar-se presente quando
ocorrer a falha. Em resumo, a falha não se propaga.
cer em serviço. É admitida a possibilidade de
soldagens nos contatos do contator sempre que
não sejam produzidas deformações dos contatos
e a soldagem possa ser solta com uma ferramenta
simples (por exemplo: chave de fenda). O fabricante dará instruções sobre a manutenção.
A Norma IEC 60947-4-1 prevê o comportamento
dos aparelhos de manobra e proteção do motor
depois que os aparelhos de proteção da linha
conterem o curto-circuito com segurança.
Tipo de coordenação total
Se desejar uma maior disponibilidade da instalação, pode-se recorrer a um tipo de coordenação
que não necessita de reparos.
Tipo de coordenação 1
Em caso de curto-circuito, o conjunto de partida
(contator mais o relé térmico ou disjuntor), não
deve colocar em risco as pessoas nem a instalação,
mas não é necessário que permaneçam em serviço.
O contator e o relé de sobrecarga poderão ser
consertados, ou deverão ser substituídos.
Selecionando fusíveis adequados ou superdimensionando os contatores, é possível realizar
uma combinação de partida de motores para
a qual não sejam soldados os contatos do contator depois de um curto-circuito. A norma IEC
60947-4-2 estabelece o funcionamento sem a
soldagem dos contatos.
Tipo de coordenação 2
Em caso de curto-circuito, o conjunto de partida
(contator mais o relé térmico ou disjuntor) não
deve colocar em risco as pessoas nem a instalação
e deve ficar em perfeitas condições para permane-
O curto-circuito deve ser contido com segurança.
Não pode ter danos no disparador por sobrecarga
ou em outra parte. A partida deve ser colocada em
serviço sem renovação de partes. Serão possíveis
até um máximo de seis interrupções de curto-
75
10
Combinações de Partida
circuito. A vida útil dos contatores poderá ser
reduzida depois de cada curto-circuito.
Rearme manual ou automático
A função de proteção por sobrecarga é fornecida
pelo disparador térmico do disjuntor. Este, diferentemente do relé de sobrecarga, não volta à posição de repouso depois que se esfriam os bimetais
de disparo. Não há possibilidade de selecionar
um reset automático, sempre é necessário realizar
o rearme do disjuntor.
Se desejar um rearme automático, deve-se utilizar
um relé de sobrecarga com um contato e um
seccionador para a proteção do circuito.
Este seccionador pode não ter um disparador por
sobrecarga. Por razões de comodidade pode ser
utilizado um disjuntor com uma regulagem de
disparador por sobrecarga um pouco superior
àquela do relé.
Segurança contra contato acidental
Os produtos da família SIRIUS são seguros contra contato acidental, ou seja, não é possível tocar partes sob tensão dos mesmos com as pontas
dos dedos, a palma ou a parte de cima da mão. Ao
realizar combinações de partida com os acessórios
projetados para unir os componentes e levando
em conta o comprimento a ser descascado dos
cabos de conexão, também as combinações de
partida serão seguras contra contato acidental.
76
tabela 10.1 combinação de partida direta coordenação tipo 1
Chave de Partida Direta
As chaves de partida direta trifásicas são montadas
em uma caixa plástica com grau de proteção IP 65.
Dentro da qual são montados um contator e um
relé de sobrecarga para o acionamento e proteção
de um motor assíncrono trifásico ou monofásico,
com seus correspondentes botões de partida e
parada (foto 9.4).
A chave de partida é fornecida com um contator
S00 ou S0 conforme o tamanho, com sua tensão
de acionamento de 380 V 50-60 Hz, para facilitar a
fiação no caso de ligar um motor trifásico 3x380 V.
Para o perfeito funcionamento da chave de partida
simplesmente é necessária a conexão dos cabos
de entrada em L1, L2 e L3, bem como os cabos de
saída em U1, V1, W1.
Por razão da ampla margem de tolerância de atuação da bobina do contator, se obtém um funcionamento confiável ainda em condições desfavoráveis,
como é o caso de instalações afastadas da tomada
elétrica.
O relé de sobrecarga que protege o motor contra
sobrecarga e falta de fase, pode ser do tipo térmico
3RU11 ou eletrônico 3RB20.
Para a maior proteção dos motores, deve-se ajustar
o relé de sobrecarga à corrente de serviço do motabela 10.2 combinação de partida direta coordenação tipo 2
77
10
Combinações de Partida
tor, ou seja, à corrente medida, por exemplo, com
um alicate amperímetro.
A proteção da rede deve ser feita respeitando os tipos de coordenação conforme a norma IEC 609474-1 (veja tabelas 9.1, 9.2). A informação também
está na etiqueta do relé de sobrecarga.
A chave de partida deve ser fixada sobre uma
superfície plana, vertical. Se em lugar de um motor
trifásico, for acionado um monofásico, é necessário modificar o circuito de acordo com o esquema
correspondente, e trocar a bobina do contator por
uma de 220 V/ 50-60 Hz. Graças aos terminais de
conexão que impedem o contato acidental, também o instalador fica protegido ao utilizar a chave
de partida 3RE10. Depois de realizar a instalação da
fiação, verificar o aperto correto de todos os terminais de conexão, inclusive os não utilizados.
As chaves de partida 3RE também estão disponíveis
em modelos com disjuntor ou fusíveis para partida
direta. A família também possui partida reversora e
comutadora ( 2 motores ).
foto 10.4 chave de partida
fig. 10.1 esquema prático de conexão
para um motor trifásico
tabela 10.3 resumo de seleção de partidas diretas em caixa
78
Auto-avaliação
1. A proteção conforme coordenação Tipo 1 admite a destruição dos dispositivos – verdadeiro ou falso?
2. A proteção conforme coordenação Tipo 2 exige a troca do relé de sobrecarga – verdadeiro ou falso?
3. A proteção conforme coordenação Tipo 2 admite a leve soldagem dos contatos principais do contator –
verdadeiro ou falso?
4. A base da segurança diante de um curto-circuito é:
Não afetar o resto da instalação;
Que não haja danos nos equipamentos envolvidos;
Que o pessoal não seja afetado.
5. A combinação disjuntor e contator não tem reset automático – verdadeiro ou falso?
6. Quando é utilizado uma combinação disjuntor, contator e relé de sobrecarga?
7. As chaves de partida são IP65 e podem funcionar sob a água – verdadeiro ou falso?
8. As chaves de partida devem possuir proteção contra curto-circuito externo – verdadeiro ou falso?
9. As chaves de partida podem ser protegidas por um elemento termomagnético (disjuntor) – verdadeiro
ou falso?
Respostas na página 187
79
11
Partidas Reversoras
Generalidades
Os motores assíncronos trifásicos são construídos
para que, conectando ordenadamente as fases em
seus terminais, girem em sentido horário, ou seja,
para a direita (visão frontal do eixo).
Existe um circuito de comando para reversão sem
parar previamente o motor, e outro com mais segurança que exige realizar a manobra de parada antes
da partida reversa.
É possível que o motor gire em sentido contrário
invertendo duas de suas fases. Nesse caso, o
motor girará em sentido anti-horário, ou seja,
para a esquerda. Esta função é obtida por meio
de uma combinação de partidas diretas. Esta consta
de dois contatores, cada um deles calculado como se
tratasse de uma partida direta.
A partida deve considerar o intertravamento entre
os contatores para evitar uma simultaneidade do
fechamento de ambos os contatores, com o
conseqüente curto-circuito. Este intertravamento é
obtido por meios elétricos, conectando a bobina de
um contator através de um contato auxiliar NF do
segundo e vice-versa (veja fig. 11.1); e por meios
mecânicos vinculando os acionamentos de ambos os
contatores por meio de um intertravamento de tal
maneira que ao atracar de um dos contatores, seja
impedido o fechamento do contator vizinho.
Habitualmente os contatores estão calculados em
categoria de serviço AC 3, mas se forem esperar
freqüências de manobra muito elevadas ou frenagens
durante a partida, deve ser calculada considerando
a categoria de serviço AC 4. Levar em consideração
que se for interrompida a corrente de partida, a vida
útil elétrica dos contatos do contator é reduzida drasticamente a um quarto do normal, ou seja, 300.000
manobras no lugar das 1.200.000 que são esperadas
com um serviço normal em AC 3.
80
Sempre é conveniente utilizar ambas as formas de
intertravamento simultaneamente, pois assim
impede-se o fechamento acidental do contator
não correspondente, evitando um curto-circuito
de linha e, caso os contatos do contator estejam
colados e houver tentativa de alimentar a bobina,
impede-se que esta seja queimada. Para facilitar
as tarefas de montagem são fornecidos conjuntos de
foto 11.1 montagem
de contatores para
reversão - s00
foto 11.2 montagem
de contatores para
reversão - s0
fiação projetados previamente, que realizam a inversão
entre duas fases nas conexões de entrada do contator.
Estes conjuntos permitem a utilização do acessório de
interligação entre os contatores e um disjuntor.
F2, 3, 4
O conjunto correspondente ao tamanho S00 inclui,
além disso, um intertravamento mecânico e a fiação
do intertravamento elétrico entre ambos os contatores.
Devem ser utilizados dois contatores com um contato
auxiliar incorporado do tipo NF. Caso necessite de mais
contatos auxiliares, como por exemplo: para sinalização, adicionar blocos frontais de contatos auxiliares.
K1
F5, 6, 7
K2
F1
M1
M
3~
fig. 11.1 circuito principal e de comando
de uma partida reversora
tabela 11.1 acessórios para a montagem
de partidas reversoras
81
11
Partidas Reversoras
Como os contatores dos tamanhos S0, S2 e S3 não
dispõem normalmente de contatos auxiliares, o
módulo de intertravamento mecânico dispõe de
dois contatos para facilitar a fiação do intertravamento elétrico entre ambos os contatores. Também
para este caso, se necessitar de contatos auxiliares
devem ser adicionados blocos de contatos auxiliares, sejam frontais ou laterais.
F3, 4, 5
K1
K2
OBSERVAÇÃO: O mesmo circuito utilizado para realizar uma partida reversa pode ser aproveitado para
realizar uma comutação de linhas de alimentação.
Somente é necessário alimentar um dos contatores
com a linha de alimentação principal e o outro com
a alternativa.
Neste caso os contatores são selecionados conforme a categoria de serviço AC-1, já que os contatores funcionarão como seccionadores e comutarão
sem carga.
Desta forma, o circuito é similar ao utilizado para
comutação de bombas quando uma trabalha como
principal (Stand by) ou apoio (Backup)
(veja figura 11.2).
82
F1
F2
M
3~
M1
M
3~
M2
fig.11.2 manuseio de duas bombas –
uma stand by (af)
Auto-avaliação
1. O motor conectado de forma ordenada gira para a direita – verdadeiro ou
falso?
2. Para inverter o sentido de rotação de um motor trifásico somente é necessário inverter duas de suas fases – verdadeiro ou falso?
3. Para uma partida reversa com alta frequência de manobras, é utilizada a
categoria de serviço AC-3 – verdadeiro ou falso?
4. Em categoria AC-4 deve ser considerada uma vida útil elétrica menor que na
AC-3 – verdadeiro ou falso?
5. O uso do intertravamento mecânico permite não utilizar o intertravamento
elétrico – verdadeiro ou falso?
6. Ao utilizar uma combinação de contatores como comutador, pode ser considerada a categoria de serviço AC-1 – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 188
83
12
Partida Estrela-Triângulo (tensão reduzida)
Generalidades
Sempre que seja possível, convém aplicar ao motor
toda sua tensão nominal para fazê-lo funcionar,
ou seja, dar partida direta em plena tensão. Caso
exista algum impedimento, recorrer a um método
de partida com tensão reduzida, conhecida como
partida estrela-triângulo. Os inconvenientes podem ser de dois tipos, elétricos e/ou mecânicos.
Problemas elétricos
Se a capacidade da rede elétrica para fornecer potência à carga é limitada seja porque o transformador de alimentação é pequeno ou porque o cabo de
conexão é de seção reduzida ou muito comprido
durante a partida do motor, haverá transtornos
no serviço, pois as elevadas correntes de partida
próprias de um motor assíncrono causarão grandes
quedas de tensão na linha. Estas quedas de tensão
prejudicarão o normal funcionamento dos outros
consumidores conectados ao mesmo ponto da
rede. Por exemplo, as lâmpadas de iluminação
piscarão ou se apagarão, bem como os computadores e outros parelhos eletrônicos cujas fontes de
alimentação são sensíveis às baixas tensões.
84
Aplicando ao motor uma tensão menor que a
nominal durante a partida, é possível limitar a
corrente que varia proporcionalmente com a
tensão aplicada.
Problemas mecânicos
Se a máquina acionada ou os correspondentes acoplamentos não forem fortes o suficiente para resistir
a ação do torque no momento da partida, então causará deteriorações e o produto contido na máquina
poderá ser danificado, cair embalagens transportadas
em esteiras e inclusive estas poderão danificar-se.
Então, é conveniente reduzir o torque de partida do
motor. Para isso, é aplicado ao motor uma tensão
reduzida, obtendo um baixo torque de partida (que
varia com o quadrado da tensão).
Existem diferentes tipos de partida com tensão
reduzida por métodos eletromecânicos de partida
com resistências de rotor, ou com resistências ou
impedâncias de estator ou com autotransformador.
Todos estes métodos caíram em desuso, já que foram
substituídos pelas partidas suaves eletrônicas. O único
método tradicional de partida com tensão reduzida
ainda mais utilizado é a partida estrela-triângulo.
foto 12.1 dispositivo de partida
estrela-triângulo s00
fig. 12.1
fig. 12.2
fig. 12.3
curvas de tensão, corrente e torque, em função da
velocidade, para partida direta e estrela-triângulo.
Partidas Estrela-Triângulo
A partida estrela-triângulo é o mais utilizado de
todos os métodos com tensão reduzida, pela simplicidade de sua construção, seu relativo baixo custo
e sua confiabilidade. A partida estrela-triângulo
aproveita a relação entre as tensões de linha e de
fase, pois em um sistema de distribuição de energia
trifásico, a tensão de linha (UL) é √ 3 vezes maior
que a tensão de fase (UF):
UL = √ 3.UF
Dado que esta relação é constante e influencia
tanto na tensão como na corrente (IL=IF: √ 3),
a corrente de partida é reduzida a um terço
daquela de partida direta, ou seja, que se a corrente de partida direta de um motor é de 7,2 vezes
a nominal, utilizando uma partida estrela-triângulo,
a corrente de partida é reduzida a somente
2,4 vezes.
Existem dispositivos de partida estrela-triângulo
manuais e automáticos, neste capítulo serão tratados somente os automáticos.
85
12
Partida Estrela-Triângulo (tensão reduzida)
Um dispositivo de partida estrela-triângulo automático é formado por três contatores:
Contator de linha (sempre conectado).
Contator de estrela (conectado somente durante
o período de partida).
Contator de triângulo (conectado após a partida
do motor).
Durante a partida, estão em serviço os contatores
de linha (K1) e de estrela (K2); depois da comutação, em regime permanente passam para o serviço
os contatores de linha (K1) e de triângulo (K3).
Visto que durante a o regime permanente, o motor
está sendo alimentado por estes dois contatores
que conduzem uma corrente de fase (1,73 vezes
menor que a corrente de linha), os contatores de
uma partida estrela-triângulo são substancialmente
menores que os correspondentes a uma partida
direta do mesmo motor (já que as correntes de
partida são substancialmente reduzidas).
Levando em consideração que o contator de estrela
somente conduz corrente durante a partida, este
pode ser calculado de um tamanho inferior aos de
linha e triângulo, para tempos de partida de até10
segundos .
Para a proteção do motor, o relé de sobrecargas é
instalado acoplado ao contator de linha. Desta
maneira, o motor está protegido tanto durante
86
a partida como durante seu funcionamento em
regime.
Pelo fato de tratar-se de uma partida com tensão
reduzida, o motor não desenvolve todo seu torque de partida, mas somente um terço deste.
Esta redução no momento da partida pode fazer
com que a duração da partida seja muito longa.
Neste caso, o contator de estrela deve ter o mesmo
tamanho que os demais.
Além disso, é possível que o relé de sobrecarga seja
acionado durante a partida. Para evitar isso, deve
ser instalado sobre o contator de triângulo, mas
deve ser levado em consideração que durante a
partida, o motor estará sem proteção e talvez convenha utilizar dois relés de sobrecarga ou somente
um de Classe 20 conectado na linha. Neste caso,
recomendamos observar o rendimento da partida.
Para uma correta regulagem do relé de sobrecarga,
deve-se medir com um alicate amperímetro a
corrente da linha e o valor lido é multiplicado por
0,58, para obter o ponto de regulagem.
Para proteger os contatores e o relé de sobrecarga
contra os efeitos de um curto-circuito, são dimensionados os respectivos fusíveis conforme as Tabelas 6.1 e 6.2 nas páginas 52 e 53 respectivamente.
Para poder manter uma coordenação tipo 2, a
partir dos tamanhos S2 ou S3 (dependendo da
potência), é necessário dividir a alimentação dos
contatores de linha e triângulo para poder instalar
proteções nas fases.
Em caso de escolher uma proteção dos aparelhos
contra curto-circuito por meio de um disjuntor
devem ser consideradas as Tabelas 9.1 e 9.2 das
páginas 66 e 64, conforme deseje uma coordenação do tipo 1 ou 2. Também deve ser levado
em conta que se desejar proteger o motor com o
mesmo disjuntor, este deverá ser considerado com
plena corrente de linha, o que implica um aparelho
maior, com o consequente superdimensionamento
dos contatores.
fig. 12.4 exemplo de circuito principal
de uma partida estrela-triângulo
F0: FUSÍVEIS DE LINHA
K1: CONTATOR DE LINHA
K2: CONTATOR DE ESTRELA
K3: CONTATOR DE TRIÂNGULO
F1: RELÉ DE SOBRECARGA
87
12
88
Partida Estrela-Triângulo (tensão reduzida)
fig. 12.5 exemplo de circuito de comando de uma partida
estrela-triângulo, por interruptor de comando
fig. 12.6 exemplo de circuito de comando de uma
partida estrela-triângulo, por botões
f0: fusível
f1: relé de sobrecarga
s0: botão de parada
s1: botão de partida
k1: contator de linha
k2: contator de estrela
k3: contator de triângulo
k4: relé de tempo
f0: fusível
f1: relé de sobrecarga
s: interruptor de comando
k1: contator de linha
k2: contator de estrela
k3: contator de triângulo
k4: relé de tempo
Relé de tempo
A comutação entre a estrela e o triângulo é realizada por meio de um relé de tempo.
foto 12.2 relé de tempo
para partidas estrelatriângulo
O relé de tempo está especialmente projetado
para partidas estrela – triângulo (veja Foto 12.2).
Ao alimentar o relé fornecendo-lhe a tensão de
alimentação nominal em seus terminais A1 e A2, é
fechado imediatamente o contato correspondente
a estrela (terminais 17 e 18) conectando o contator
K3 correspondente. Decorrido o tempo ajustado, o
contato volta a abrir-se, cai o contato K3 e finaliza a
etapa de estrela.
Depois de uma pausa de 50 milissegundos, é fechado o contato do triângulo (terminais 17 e 28) e
com isso o contato k2 liga o motor em triângulo
que permanecerá fechado durante todo o período
de funcionamento.
Esta pausa da comutação entre as duas etapas
garante que não haja uma falha por curto-circuito,
ou seja, que o contator de triângulo não se fecha
enquanto o contator de estrela ainda está no tempo de extinção do arco.
O tempo que o motor demora para alcançar
uma velocidade superior a 95% de sua rotação
nominal é o valor ao qual deve ser ajustado o
relé de tempo.
Um tempo menor fará que depois da comutação, o
motor utilize uma corrente muito elevada, praticamente similar àquela de partida direta, e precisamente são estas correntes que devem ser evitadas.
Um tempo maior não trará nenhum benefício e
sobrecarregará o motor.
A partida estrela-triângulo somente pode ser utilizada em motores com todos os terminais de suas
bobinas acessíveis, ou seja, com seis terminais.
Motores com três terminais como os das bombas
submersas não podem utilizar partidas estrelatriângulo.
Para uma rede de 3 x 220 V, os motores devem ser
do tipo 220 - 380 V, ou seja, devem estar projetados
para trabalhar em triângulo com a tensão de rede.
A comutação entre a etapa de estrela e a de triângulo deve ser feita quando o motor tiver alcançado
sua rotação nominal (ou um valor muito próximo)
que é o momento quando a corrente de partida
reduz para o valor nominal do motor.
89
90
Auto-avaliação
1.
A partida estrela-triângulo é uma alternativa de partida – verdadeiro ou falso?
2.
A corrente de partida estrela-triângulo é reduzida a um terço – verdadeiro ou falso?
3.
O torque de partida do motor com uma partida estrela-triângulo também é reduzido a
um terço – verdadeiro ou falso?
4.
O tempo de partida estrela-triângulo é o mesmo que em uma partida direta – verdadeiro
5.
A comutação de estrela para triângulo deve ser feita antes de alcançar a velocidade
ou falso?
nominal – verdadeiro ou falso?
6.
A comutação de estrela para triângulo deve ser feita quando a corrente é reduzida –
verdadeiro ou falso?
7.
Um motor cuja placa diz 220-380 V pode ser ligado com uma partida estrela-triângulo
em uma rede de 3x220 V – verdadeiro ou falso?
8.
O relé de tempo para partida estrela-triângulo tem uma pausa para evitar um curtocircuito de rede – verdadeiro ou falso?
9.
Um motor com três terminais pode funcionar com uma partida estrela-triângulo – verdadeiro ou falso?
10. O relé de sobrecarga é regulado para 58% da corrente que o motor utiliza da rede – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 188
91
13
Partidas Suaves
Generalidades
Em uma partida estrela-triângulo, a carga e o motor
ficam sujetos a esforços mecânicos muito elevados,
devido aos elevados picos ocorridos durante a
comutação da estrela para triângulo. Assim, uma boa
substitução a este método, entre outros, pode ser
realizada através das chaves de partida suave. Estas
chaves, devido a novas tecnologias, podem também
economizar energia.
Os dispositivos de partida suaves são equipamentos eletrônicos capazes de controlar a tensão
enviada ao motor. Conectados a uma rede trifásica,
variam a tensão de saída desde um valor predeterminado (ajustável) até o valor nominal da rede e,
portanto, a tensão de operação do motor, em um tipo
ajustável chamado rampa de partida (veja fig. 13.1).
Existem dois tipos de equipamentos: os de aplicações
standard (baixa funcionalidade), que controlam as
tensões em duas fases (dispositivos de partida suave
Sirius 3RW30 ou 3RW40) e os de aplicações de alta
funcionalidade, que controlam as tensões em três
fases (dispositivo de partida 3RW44). Todos têm
incorporado um contator de by pass que é fechado
automaticamente quando terminado o processo de
92
partida, além disso são capazes de controlar a corrente de partida que o motor utiliza da rede.
De forma muito simples, através de potenciômetros
podem ser realizados todos os ajustes necessários aos
equipamentos destinados para aplicações simples/
standard (que não requerem um grande número de
funções). Em equipamentos para aplicações de alta
funcionalidade (que exigem um número maior de
funções) a parametrização é realizada também de
maneira muito simples, através de apenas 4 teclas
com a ajuda de um display, sem a utilização de códigos para identificação das funções.
Nos dispositivos de partida suave SIRIUS 3RW30 e
3RW40, a faixa de ajuste da tensão inicial vai desde
40 até 100%, e o tempo de rampa pode ser ajustado
desde 0 a 20 segundos. Por outro lado, na chave de
partida SIRIUS 3RW44, estes valores de ajustes estão
entre 20 e 100% da tensão nominal e de 1 a 360
segundos (máximo 1000s), respectivamente.
Alguns equipamentos também possuem a função de
parada suave. Nestes, a tensão no motor é reduzida
também de forma gradual (ao contrário da partida)
foto 13.1 chaves de partida e
parada suave sirius
fig. 13.1
curvas de tensão, corrente
e torque, em função da
velocidade, para chave de
partida suave comparada
com partida direta e partida
estrela-triângulo
fig. 13.2
dentro de um tempo determinado. Ambos estes
valores podem ser ajustados, dependendo
do tipo de equipamento utilizado.
A chave de partida SIRIUS 3RW44, além disso,
possui a função “Parada de Bomba”, podendo assim
realizar paradas de bomba, evitando o prejudicial
golpe de “Aríete”.
Economia de energia
Todos os dispositivos de partida e parada suave
Siemens possuem incorporado um contator de
bypass em paralelo com os tiristores, retirando os
fig. 13.3
tiristores do sistema após concluído a partida.
O contator é preparado para categoria de serviço
AC-1. Desta maneira temos uma grande redução
da potência dissipada durante o regime nominal de
operação, resultando em economia de energia.
Conexão dentro do delta do motor
A chave de partida SIRIUS 3RW44 permite sua
conexão dentro do delta do motor, como mostrado
na figura 13.6. Assim, a corrente de linha pode ser aumentada em um fator de √3 (√3 = 1,73), resultando
em uma opção muito econômica.
93
13
Partidas Suaves
Partida seqüencial de motores (vários motores)
Através do contato de saída de sinalização de partida
concluída, podem ser realizadas partidas seqüenciais
de motores, já que uma vez finalizada a partida, o
equipamento de partida pode ser retirado de serviço
ficando disponível novamente para dar partida no
próximo motor. Nesta utilização, não será mais possível utilizarmos a função de parada suave.
A partida de vários motores somente pode ser utilizada se não for superado a quantidade máxima de
partidas permitidas por equipamento, e a potência
da chave de partida suave deverá ser ao mínimo
correspondente ao motor de maior potência.
Aplicações
As chaves de partida suave (soft starters) são
adequadas para partidas e paradas suaves de
motores assíncronos trifásicos, para a utilização de
frenagem em algumas aplicações e economia de
energia na instalação.
Áreas de aplicação
Bombas, compressores
Ventiladores
Esteiras
Britadeiras
Moinhos
Misturadores
Etc
94
Características particulares da linha de alta
funcionalidade SIRIUS 3RW44
Além de ser um equipamento muito compacto, a
chave de partida SIRIUS 3RW44 apresenta outras
características:
Partida suave com impulso de tensão para cargas
com torque inverso, partida suave por controle de
torque tornando a partida linear, partidas com limitação de corrente ou de torque, partidas com funções
combinadas para uma melhor adequação a carga.
Ajustes de até 3 blocos de parâmetros, de forma
independente.
Registro de falhas e lista de eventos, avisos de
falhas.
Não utiliza códigos para identificação de funções.
Quatro tipos de parada: parada por inércia,
parada suave, parada de bombas e frenagem em
corrente contínua.
fig 13.4 comparação das
curvas de torque para uma
chave de partida suave através
dos métodos de controle por
tensão e controle de torque
Proteção eletrônica de sobrecarga do motor.
Proteção eletrônica contra sobrecarga interna do
equipamento.
Entrada para sensores PTC.
Possibilidade de ajustes de parâmetros, visualização e comando via software Softstarter ES.
Interface opcional para comunicação em redes
Profi bus-DP.
Display externo para colocação na porta de painel.
Montagem
As chaves de partida SIRIUS estão dentro do conceito de modularidade, conforme outros componentes
da linha SIRIUS. Assim, em muitas aplicações, temos desde dimensões similares a montagens sem a
utilização de cabos adicionais entre equipamentos.
As chaves de partida suave SIRIUS 3RW30 não possuem proteção de motor incorporada, sendo assim
a devida proteção do motor deverá ser prevista pelo
projetista. Para esta função, podem ser utilizados
relés de sobrecarga térmicos 3RU11, eletrônicos
3RB2 ou mesmo disjuntores 3RV10. Já as chaves
de partida suave SIRIUS 3RW40 e 3RW44 possuem
incorporada a função de proteção de sobrecarga
do motor, para partidas normais, pesadas e para
elevada frequência de manobra.
fig 13.5 conexão em linha / direta
fig 13.6 conexão no triângulo
(dentro do delta do motor)
Em aplicações pesadas onde podemos ter tempos
prolongados de partida, devermos considerar na especificação também as classes de disparo possíveis
95
13
Partidas Suaves
de utilização. Em algumas aplicações será necessária a retirada desta função (desabilitar classe de
disparo) e considerar a utilização de sensores de
temperatura tipo PTC. Alguns tipos de paradas suave também podem apresentar uma carga adicional,
podendo atuar a proteção de sobrecarga.
Para a correta proteção da chave de partida suave,
devem ser utilizados fusíveis ultra-rápidos, quando
desejado uma proteção completa (coordenação
tipo 2). Como exemplo de montagem junto a estes
fusíveis, podemos ter um disjuntor 3RV10 acoplado
a uma chave de partida suave SIRIUS, por meio de
um módulo de conexão 3RA19 (sem necessidade
de cabos) de tamanho correspondente. Diversas
configurações de montagem são possíveis, respeitando o conceito dos tipos de coordenação (tipo 1
ou tipo 2). Consulte nossos catálogos e manuais.
Circuitos de comando para partidas suaves standard
fig 13.7 comando através de botões e
contatos auxiliares (s00)
Dado que chaves de partida suave (soft starters)
são elementos eletrônicos que não garantem uma
separação galvânica adequada, deve ser considerado um elemento seccionador onde tenhamos
uma distância de abertura entre os contatos do
dispositivo. Vale lembrar: dispositivos a semicondutores não devem ser utilizados como dispositivos de
seccionamento (conforme norma)!
fig 13.8 comando através de botões e
contatos auxiliares (s0, s2 e s3)
96
fig 13.9 comando através de botões
Auto-avaliação
Em instalações onde é necessária a utilização de
elementos capacitivos, estes nunca deverão estar
ligados entre a chave de partida suave e o motor
(por exemplo, na utilização em conjunto com capacitores para correção do fator de potência).
Os capacitores deverão entrar somente com a
chave de partida suave em regime de operação
nominal (bypass interno fechado)!
Todos os elementos do circuito principal (como
fusíveis, seccionadoras, contatores e relés de
sobrecarga) devem ser dimensionados e pedidos
separadamente. Ao compararmos os métodos
tradicionais de partida com tensão reduzida e soft
starters SIRIUS, devemos avaliar além dos custos,
o menor tempo de montagem, a possibilidade de
redução de tamanho e do painel, a simplicidade
na montagem ao utilizarmos apenas 3 cabos, e
principalmente a vantagem das reduções de desgastes mecânicos e elétricos quando comparados
a partidas convencionais como estrela-triângulo,
direta e compensadora.
1. As chaves de partida suave permitem partidas sem picos de
corrente e/ou torque no motor – verdadeiro ou falso?
2. O contator de by pass permite a redução de perdas durante o
regime nominal do motor – verdadeiro ou falso?
3. O motor deve ter a tensão nominal de operação igual a da rede
a qual será conectado – verdadeiro ou falso?
4. As chaves de partida suave não são protegidas com fusíveis
gL / gG – verdadeiro ou falso?
5. Com o uso de ventiladores pode ser aumentada a capacidade
de corrente da chave SIRIUS 3RW30 - verdadeiro ou falso?
6. As chaves de partida suave (soft staters) permitem a inversão
do sentido de rotação do motor – verdadeiro ou falso?
7. Com uma chave de partida suave podemos acionar motores
monofásicos – verdadeiro ou falso?
8. Um relé de sobrecarga ou um disjuntor-motor pode ser
montado em conjunto com uma chave de partida suave SIRIUS
3RW30 – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 188
97
14
Conversores de Frequência
Generalidades
Os conversores de frequência (também conhecidos
como inversores) se diferenciam dos dispositivos de
partida de motores porque estes últimos somente
são capazes de alimentar o motor com a frequência
nominal da rede. Por outro lado, os inversores
podem controlar a velocidade de um motor de
corrente alternada trifásico entre zero e dez vezes
a velocidade nominal do mesmo. Estes valores de
velocidade mínima e máxima geralmente são limitados pelas características mecânicas e construtivas
do motor a ser controlado.
O princípio de funcionamento dos inversores tem
como base alimentar o motor com uma corrente
de frequência variável, por exemplo: entre 0 e
600 Hz, e desta forma ajustar a velocidade de
rotação do eixo ao valor desejado. Um motor de
dois pólos conectado a uma rede de 380 V CA 60
Hz gira aproximadamente a 3600 RPM se o inversor
entregar uma frequência de saída de 30 Hz, o motor girará com a metade da velocidade. O inversor
também se encarregará de regular, junto com a
frequência, o valor eficaz da tensão de saída para
manter constante a corrente entregue ao motor.
98
E, desta forma, contar com o torque nominal do
motor em uma ampla faixa de velocidades. Por isso,
os inversores são ideais para controlar bombas,
ventiladores, compressores, esteiras, máquinas de
embalagem, bem como para aplicações simples de
posicionamento.
É importante ter em conta que os motores novos
podem ser controlados por um inversor de maneira
excelente e eficaz, enquanto os motores antigos
podem apresentar problemas de isolamento depois
de alguns meses de trabalho satisfatório. Os motores Siemens além de possuírem isolação Classe
F para utilização em Classe B, também possuem a
forma construtiva do rotor preparada para acionamento através de inversores com menos perdas e
maior rendimento.
Os inversores para aplicações padrão de alimentação monofásica 1 x 220 V CA estão disponíveis para
a faixa de potência que abrange entre 0,12 kW e
4kW e para alimentação trifásica 3x220/380/
440 V CA, em todas as potências padronizadas
entre 0,12 kW e 250 kW. (Foto 14.1).
foto 14.1 sinamics g110
foto 14.2 micromaster
A tensão nominal do motor deve se igual à tensão
nominal da rede, onde será conectado o inversor.
cas produzidas pelos demais equipamentos instalados próximos. São utilizados em áreas industriais.
Software de configuração Starter
É um único software capaz de parametrizar toda a
família de inversores Micromaster e Sinamics.
Reatores (ou indutores) de comutação
(de entrada ou de linha)
São utilizados para reduzir os picos de tensão ou
eliminar os microcortes produzidos por manobras
na rede. Estes tipos de reatores reduzem os efeitos
das harmônicas sobre a rede.
Os filtros integrados ou externos RFI Classe B, são
utilizados para evitar que o inversor de frequência
emita ondas eletromagnéticas que interfiram
em aparelhos próximos capazes de receber estas
ondas. São aplicáveis em áreas comerciais ou
escritórios. As correntes parasitas através do aterramento produzidas pelos inversores de freqüência
com ou sem filtro, seja este integrado ou externo,
apresentam na prática valores entre 10 e 50 mA.
Os valores definidos dependem da configuração,
o ambiente e o comprimento dos cabos. Não é
possível garantir um serviço sem interferências se
forem instalados interruptores diferenciais (DR’s)
com uma sensibilidade de 30 mA. Por outro lado,
podem ser instalados, sem complicações, interruptores com uma sensibilidade de 300 mA.
Filtros RFI ou EMC
(para Compatibilidade eletromagnética)
Os filtros integrados ou externos RFI (Rádio Frequência) Classe A, são utilizados para evitar que o
inversor seja influenciado por ondas eletromagnéti-
Reatores (ou indutores) de saída
São utilizados para compensar o efeito capacitivo
dos cabos entre o inversor e o motor quando estas
superam os 50 e 200 m (cabos blindados) ou os
100 e 300 m (cabos sem blindagem), respectiva-
Oferece significativas vantagens competitivas
graças a sua simplicidade de funcionamento e
instalação. Além disso, facilita as tarefas de manutenção e diagnóstico, através de sua amigável
interface gráfica.
99
14
Conversores de Frequência
mente, para potências até 100 CV e maiores que
100 CV. Se não forem utilizados os reatores de
saída, estas correntes capacitivas utilizam valores
tão consideráveis que ativam as proteções por
superaquecimento do inversor.
Manobras
Apesar de não ser um aparelho de manobras, o
inversor faz a partida e protege um motor. O comando pode ser local, por meio dos painéis frontais
(BOP-Básico ou AOP-Avançado) também utilizados
para o ajuste dos parâmetros no inversor ou remoto, seja através de entradas digitais ou analógicas
disponíveis ou de uma rede de comunicação controlada por um equipamento de automação (CLP)
ou por um computador. A velocidade do motor
pode ser controlada, inclusive o sentido, pelos
mesmos meios.
Proteções
A nova geração de inversores não precisa de proteções adicionais, já que conta com proteções contra
sobrecargas e contra curto-circuitos. Somente
devem ser protegidos os cabos de entrada por meio
de fusíveis (retardados ou ultra-rápidos) ou disjuntores termomagnéticos.
100
Características principais
Modularidade.
Alimentação monofásica ou trifásica 1-3x220 V CA,
3x220 V CA e 3x400 a 600 V CA. Operação entre
10ºC e 50ºC, sem redução de potência (vide
catálogo).
Capacidade de sobrecarga ampliada 150%
durante 60 segundos para cargas pesadas (torque
constante).
Entradas digitais opto isoladas, livremente configuráveis.
Entradas analógicas (0-10 V ou 0-20 mA) podem
ser utilizadas como outra entrada digital.
Saída para relé (30 V CC-54 250 V CA-2A) livremente configurável.
Saída analógica (0-4 20 mA) livremente configurável.
Característica V-f linear, quadrática, multiponto
e algoritmo de regulagem FCC (Flux Current
Control), que otimiza a tensão aplicada ao motor
para todas as freqüências de saída e condições
de carga, vetorial “sensorless”, vetorial malha
fechada, controle de torque.
Regulador de processo PID integrado (nos modelos MM430, MM440 e G120).
Amplas funções integradas de proteção do motor
e inversor.
Porta de comunicação RS485 integrado para
interconexão a redes industriais.
Portas de comunicação PROFIBUS-DP, DeviceNet e
CanOpen como opcionais.
Auto-avaliação
Acessórios
Painel de operação básico removível (BOP).
Painel de operação avançado com display de
texto multilinguagem removível (AOP). Conjunto
para montagem de painéis de operação em porta
de painel.
Filtros RFI classe A e classe B.
Reatores de comutação ou de entrada.
Reatores de saída para operação com cabos longos até o motor.
Módulos para interconexão à redes PROFIBUS-DP,
DeviceNet e CanOpen.
Módulos para conexão a PC.
1.
Com um inversor é alterada a freqüência aplicada a um mo-
2.
Existem inversores de freqüência para conectar um motor
3.
Com um inversor de freqüência escalar “é possível atuar em
4.
Com um inversor de freqüência é aplicado o torque nominal
5.
Até a velocidade nominal, o motor pode entregar sua potên-
6.
Com um inversor de freqüência, é possível frear o motor –
7.
É possível alterar a velocidade de um motor já em funciona-
8.
É possível parametrizar o inversor de freqüência pelo seu
9.
Um inversor de freqüência sem BOP não funciona – verda-
tor – verdadeiro ou falso?
trifásico a uma rede monofásica – verdadeiro ou falso?
cargas com alta dinâmica” – verdadeiro ou falso?
na partida – verdadeiro ou falso?
cia nominal – verdadeiro ou falso?
verdadeiro ou falso?
mento – verdadeiro ou falso?
frontal sem acessórios adicionais – verdadeiro ou falso?
deiro ou falso?
10. Um inversor de freqüência sempre deve ser parametrizado
antes de ser colocado em serviço – verdadeiro ou falso?
Soluciones en la página 188
101
15
Disjuntores em Caixa Moldada
Generalidades
Para segurança das instalações e garantia absoluta
da proteção contra curto-circuitos e sobrecargas, é
de fundamental importância especificar os disjuntores de forma adequada, seguindo rigorosamente
as normas atualmente existentes no Brasil.
Existem disjuntores que são especialmente projetados
para serem manipulados por usuários leigos, ou seja,
para uso por pessoas não qualificadas e para não sofrerem manutenção (normalmente instalações residenciais
ou similares), que constam na ABNT NM 60898.
Os disjuntores para serem manipulados por pessoas
qualificadas, ou seja, com formação técnica, e para
sofrerem ajustes de manutenção (normalmente
instalações industriais ou similares) constam na
NBR IEC 60947-2.
A norma NBR IEC 60947-2 estabelece os disjuntores
aberto que, por suas características, não são mostrados nesta publicação e os disjuntores em caixa
moldada, sobre os quais apresentaremos a seguir.
Os disjuntores em caixa moldada existem em
execuções tri e tetrapolares e possuem diferentes
102
capacidades de interrupção e tipos de disparadores.
Além disso, aceitam diferentes tipos de acessórios.
Características
Aplicação: diversas execuções para proteção de
instalações, de geradores e de motores, com
funções LI/LSI/LSIG.
Elevada capacidade de ruptura de até 100 kA,
conforme o modelo.
Possibilidade de seletividade por tempos.
Elevada limitação da corrente de curto-circuito.
Diferentes possibilidades de conexão dos condutores principais graças a diferentes técnicas
de conexão à barras e cabos através dos blocos
conectores.
Acessórios para sinalização, abertura à distância,
motorização e intertravamentos.
Disparadores de proteção
Os disjuntores em caixa moldada dispõem geralmente de dois disparadores: um dependente de
sua característica tempo-corrente, que reage diante
de sobrecargas moderadas e outro que reage
instantaneamente diante de elevadas sobrecargas e
curto circuitos.
foto 15.1 disjuntores em
caixa moldada sentron vl
Estes disparadores podem ser termomagnéticos
ou eletrônicos, além disso, podem apresentar
diferentes características e incluir disparadores
adicionais, como com um leve atraso para fins de
seletividade, com característica de proteção de
motor ou de proteção de motor ou de proteção de
falta à terra.
fig. 15.1 possibilidades de
regulagem sobre as curvas
de disparo em disjuntores
caixa moldada
Os diferentes tipos de disparadores são:
Proteção contra sobrecargas “L”
Proteção contra curto-circuitos com curto retardo “S”
Proteção contra curto-circuitos instantâneo “I”
Proteção contra falta à terra “G”.
Os disparadores para a proteção contra falta à terra
“G” atuam através da soma vetorial das correntes
nas fases, disparam a partir da metade do valor
nominal no disjuntor e são adequados para proteger as instalações contra os efeitos de faltas que
poderiam gerar um incêndio.
Existe um módulo DR eletrônico que se permite
acoplar a um disjuntor caixa moldada com disparadores de sobrecorrente termomagnéticos. Estes dispositivos possuem ajuste do tempo de retardo (∆t) e
ajuste da corrente de falta nominal (I∆n), com valores
de corrente de falta à terra de 30 mA a 3000 mA. Esta
combinação é chamada de disjuntor com dispositivo
de proteção diferencial incorporado (CBR).
A tabela 15.1 mostra um breve resumo de alguns
dos diferentes disparadores de proteção dos disjuntores tripolares.
Contatos
Os contatos atuam com uma grande velocidade.
Isto permite uma elevada capacidade de ruptura.
Os contatos têm três posições: fechado, aberto por
acionamento ou aberto por disparador de proteção.
Esta é uma característica básica do disjuntor em
caixa moldada que lhe permite diferenciar entre
abertura por operação ou abertura por falha, e
sinalizá-lo por meio de contatos de alarme.
Os contatos de alarme sinalizam se os contatos
principais estão abertos por ação de um disparador,
sendo que por outro lado, os contatos auxiliares
informam se estão ou não abertos, sem importar
a causa.
103
15
Disjuntores em Caixa Moldada
tabela 15.1 disparadores de sobrecorrente
104
Capacidade de ruptura
Os disjuntores em caixa moldada possuem capacidades de interrupção mais elevadas que os disjuntores segundo a norma NBR NM 60898, embora
estejam definidos de diferentes maneiras.
A Norma NBR IEC 60947-2 para disjuntores define
diferentes tipos de corrente de curto-circuito, entre
elas a denominada “capacidade nominal de interrupção máxima em curto-circuito (Icu)”; valor que o
disjuntor deve abrir com segurança, mas admite-se
que pode ficar fora de serviço após a operação (corrente limite que pode causar danos e impedir de
continuar operando). A norma também define a capacidade nominal de interrupção de curto-circuito
em serviço (Ics), corrente que permitirá continuar
operando, a qual o disjuntor depois de interromper
deve permanecer em serviço, admitindo-se a possibilidade que no futuro possa atuar somente mais
uma vez.
A corrente de serviço lcs é definida como um valor
de 100%, 75%, 50% ou 25% do valor da corrente
máxima de curto-circuito (lcu).
Existem disjuntores das mais variadas capacidades
de interrupção, por exemplo:
Baixa capacidade
Disjuntor 3VF22 18 kA / 380 V CA
Disjuntor 3VT17 25kA / 380 V CA
Capacidade-padrão
Disjuntor 3VT27 e 3VT37 35kA / 380 VC
disjuntor 3VL17 a 3VL87 (N) 40-45-50 kA
Capacidade elevada
Disjuntor 3VT27 e 3VT57 65 kA / 380 CA
disjuntor 3VL17 a 3VL87 (H) 70kA
Capacidade muito elevada
disjuntor 3VL27 a 3VL87 (L) 100 kA.
Os disjuntores caixa moldada devem sua
elevada capacidade de interrupção à sua velocidade de atuação e limitação da corrente de
curto-circuito.
Seletividade
O limite da seletividade dos disjuntores caixa
moldada depende da limitação de corrente e das
características de disparo do disjuntor posposto,
bem como do valor da energia de passagem l2t do
elemento a montante.
Ao tratar-se de aparelhos muito velozes, seus valores são muito similares ainda entre disjuntores de
tamanhos diferentes. Somente é possível alcançar
seletividades razoáveis com disjuntores à montante
com disparadores com retardo tipo LSI.
Em todos os casos, é recomendável utilizar disjuntores seletivos do tipo 3WL à montante, com eles é
possível escalar uma seletividade 100 % segura.
105
15
Disjuntores em Caixa Moldada
Proteção de segurança ou Backup
Os disjuntores caixa moldada são utilizados como
proteção de segurança para proteger disjuntores
quando estes são instalados em circuitos com uma
suposta corrente de curto-circuito superior a sua
capacidade de interrupção.
Manobra de circuitos de corrente contínua
Os disjuntores SENTRON VL termomagnéticos de
até 630 A de corrente nominal da Siemens podem
ser utilizados em circuitos de corrente contínua.
Conforme o tipo de conexão diferencia-se a tensão
possível de manusear.
106
tabela 15.2
Auto-avaliação
1.
A Norma NBR 60947-2 define uma só curva de atuação para os disjuntores
2.
A curva definida pela Norma NBR IEC 60947 é igual a uma das definidas na
3.
A curva de atuação do disparador ETU10M é igual a de um disjuntor – verdadeiro ou
caixa moldada – verdadeiro ou falso?
NBR NM 60898 – verdadeiro ou falso?
falso?
4.
Existem disjuntores caixa moldada sem disparador térmico – verdadeiro ou falso?
5.
A Norma NBR IEC 60947-2 define várias capacidades de interrupção –
verdadeiro ou falso?
6.
O disparador G permite proteger pessoas contra os efeitos de uma corrente de falta a
terra – verdadeiro ou falso?
7.
O módulo RCD permite proteger uma pessoa contra os efeitos de uma corrente de falta a
terra – verdadeiro ou falso?
8.
Os disjuntores caixa moldada contam com disparo livre – verdadeiro ou falso?
9.
Um disjuntor caixa moldada pode oferecer proteção (Backup) a um disjuntor quando a
capacidade máxima de interrupção deste não é suficiente – verdadeiro ou falso?
10. Não é possível abrir um disjuntor caixa moldada à distância – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 189
107
16
Dispositivos de Manobra e Controle para Instalações
Generalidades
Sempre que uma instalação é controlada e automatizada, é porque um aparelho elétrico ou eletrônico
está cumprindo essa tarefa.
Este contato muda de estado com cada pressão
que a bobina de acionamento (terminais A1 e A2)
recebe.
Os interruptores à distância, automáticos de
escada, contatores, interruptores horários e temporizadores são um claro exemplo de dispositivos de
manobra e controle para instalações elétricas.
O circuito de pulsadores é conectado à bobina. Estes são conectados todos paralelamente. Cada vez
que um dos pulsadores é pressionado, o contato
comuta (se estiver aberto se fecha, e se estiver
fechado se abre). As luzes podem ser apagadas
desde o mesmo pulsador ou desde qualquer outro
que seja pressionado.
Relés de impulso
Sua utilização é para a conexão de circuitos de
iluminação desde vários pontos diferentes.
O circuito de dois interruptores de combinação
(interruptor paralelo) é simples, econômico e
apropriado quando se quer controlar a iluminação
desde dois pontos. Caso deseje controlá-la desde
três ou mais pontos, isso se complica adicionando um interruptor de quatro entradas (bipolar
paralelo) por ponto de manobra adicional, pois a
fiação é complexa.
O relé de impulso conta com um contato (terminais
1 e 2) para a conexão do circuito de iluminação.
Todas as lâmpadas são ligadas paralelamente.
108
As manobras são feitas por meio de pulsadores, se
por uma falha o contato ficar fechado, aplicando
tensão permanentemente, a bobina não queima,
pois estará protegida!
Se, ao contrário, por razão de uma falha de fiação
ou falta de tensão de comando ou fechamento
do circuito, ou por alguma tarefa de manutenção
se desejar acender a luz desde o painel, isto pode
ser feito por meio de uma alavanca na frente do
interruptor à distância, que além disso, serve como
indicador de estado.
foto 16.1 interruptores à
distância
O relé de impulso tipo 5TT4 101-0 tem uma tensão
nominal de acionamento de 220 V CA (para outras
tensões, consultar). O contato tem uma corrente
nominal de 16 A, isto significa que pode manobrar:
Lâmpadas incandescentes por um total de 2400 W
Transformadores para lâmpadas halogênicas
1200 W
Lâmpadas fluorescentes de 58 W sem compensação de 25 unidades
Lâmpadas fluorescentes de 58 W com compensação de 35 unidades
Se o contato manobra um contator, é possível,
também, manobrar motores desde diversos lugares
com muita facilidade, por exemplo: a ventilação de
um local. O relé de impulso tipo 5TT4 101-0 ocupa
um módulo de montagem (18 mm).
fig 16.1 circuito monofásico de
iluminação em 220 vcvca
109
16
Dispositivos de Manobra e Controle para Instalações
Minicontatores silenciosos
Os minicontatores silenciosos são adequados para
instalação em locais com presença de pessoal para
a manobra de motores (ar-condicionado ou outras
cargas), circuitos de iluminação, resistências, etc.
Existem várias versões de tensões nominais de
acionamento 24 VCC, 24 VCA, 220 VCA. As bobinas para corrente alternada são adequadas para 50
e 60 Hz. Com contatos auxiliares 1 NA ou 1 NC que
somados aos três principais fazem um total 4 NA ou
3 NA 1 NC.
Podem ser montados sobre trilho DIN EN 50025 de
35 mm e ocupam dois módulos de montagem (36
mm). Permite conectar condutores de até 4 mm2
de seção.
110
Minuteria
Permitem temporizar a iluminação de um setor. Um
pulsador fecha um contato com o qual, por exemplo, são acesas as luzes e inicia a contagem de um
tempo, que decorrido este, o contato se abrirá e as
luzes se apagarão. São utilizados quando se deseja
iluminar um setor de passagem durante o tempo
necessário para que, quem acendeu as luzes possa
movimentar-se e abandonar o setor depois deste
tempo, pois a luz se apaga.
Para fins de manutenção, é possível fechar o
contato mecanicamente.
A minuteria tipo 7LF6 111 pode ser regulada entre
1 e 10 minutos. Sua largura é de um módulo (18
mm). A bobina de acionamento tem uma tensão
nominal de 220 VCA. Seu contato tem uma corrente nominal de 10 A, ou seja, que pode manobrar:
Lâmpadas incandescentes por um total de 2000 W
Lâmpadas fluorescentes por um total de 1100 W
foto 16.2 minuteria 5tt1
311-1
Existem dois circuitos:
Circuito tetrafilar (quatro fios), pulsadores
conectados na fase L.
Circuito geralmente utilizado em instalações
novas, com condutores separados para pulsadores e lâmpadas.
Opcionalmente pode ser conectado um interruptor externo para possibilitar a iluminação
permanente.
A minuteria pode ser reiniciado antes que finalize
o tempo ajustado.
fig 16.2 circuito tetrafilar (quatro fios)
Circuito trifilar (três fios), pulsadores conectados no condutor neutro N:
Este circuito somente é utilizado quando se tem
um número limitado de condutores. É utilizado
somente em instalações antigas, para reposição
e para aproveitar os cabos instalados.
Este circuito trifilar é tecnicamente viável, mas
os pulsadores estão conectados ao neutro, e as
lâmpadas à fase, sendo que não satisfaz o mencionado na regulamentação da NBR 5410/2004 e na
Norma DIN VDE 0110, Parte 460.
A minuteria pode voltar a funcionar antes de finalizar o tempo programado.
fig 16.3 circuito trifilar (três fios)
111
16
Dispositivos de Manobra e Controle para Instalações
Interruptores horários (Relés horários)
Os interruptores horários são dispositivos que
cumprem uma rotina cíclica diária, semanal ou
anual. É possível indicar em que momento um
contato associado deve ser fechado ou aberto alcançando assim uma repetição da função.
Os interruptores horários podem ser de um ou três
canais, ou seja, que têm um ou três contatos para
cumprir até três ciclos diferentes.
Os interruptores horários de ciclo diário podem ser
mecânicos (motor sincrônico) ou digitais (cristal
de quartzo).
Aplicações
Os interruptores horários mecânicos podem ser
utilizados em todas as aplicações previstas para
os interruptores horários digitais, sempre que a
separação mínima entre comutações alcance para
os fins requeridos. Os limites ajustáveis podem ser
fixados sobre os discos sem ferramentas.
Os interruptores horários digitais são utilizados para
comutar circuitos de instalações, partes das mesmas ou funções tais como instalações de irrigação,
estufas, jardins, piscinas de natação, filtros, aquecimento, ar-condicionado, ventiladores, saunas,
aquários, fontes ornamentais, controles de cabines,
sinais de descanso, sinais de campainha, iluminação de vidraças, painéis luminosos de propaganda,
112
iluminação de pavilhões para a prática de esportes,
controle de semáforos, iluminação de painéis
indicadores, iluminação de escritórios, escadas,
semi-eixos, acessos e objetos, pré-aquecimento de
fornos, ventiladores, bombas de circulação, etc.
Função
A hora do dia controlada por um cristal de quartzo
é comparada com o programa de pontos de comutação e liga e desliga o interruptor conforme for
programado.
Interruptor horário controlado por cristal de
quartzo e com reserva de operação:
Um circuito eletrônico controlado por cristal de
quartzo fornece ao acionamento uma tensão com
freqüência estabilizada e torna independente o
interruptor horário da freqüência de rede. Se o
fornecimento de rede for interrompido, o relógio
continua funcionando.
Os interruptores horários digitais comutam com a
precisão de minutos e são realizadas comutações
horárias em determinados dias da semana ou por
datas e em períodos de determinadas datas. Em
todas estas aplicações superam as prestações dos
interruptores horários mecânicos.
Auto-avaliação
O temporizador é um instrumento que, por meio de
motor síncrono e um conjunto de indicadores numéricos, pode medir as horas de funcionamento
de uma máquina, ou seja, conectada à rede.
Existem duas versões para montagem sobre trilho
DIN EN 50 0222 de 35 mm (o mesmo que as termomagnéticas tipo 7KT5 807) com uma largura de
duas unidades de montagem (18 mm), e para montagem na frente de painel por meio de um orifício
quadrado de 68 (0,5 mm com quadro frontal de
72 x 72 mm tipo 7KT5 604).
1.
Um relé de impulso é utilizado para acender as luzes em mais de
2.
Para apagar as luzes com um relé de impulso é necessário apertar
3.
A minuteria pode ser reiniciado antes que se apaguem as luzes -
4.
O circuito de três fios é utilizado em circuitos antigos para
dois pontos diferentes – verdadeiro ou falso?
um pulsador diferente – verdadeiro ou falso?
verdadeiro ou falso?
aproveitar os poucos condutores disponíveis – verdadeiro ou
falso?
5.
No circuito de quatro fios, os interruptores são conectados ao
6.
O circuito de três fios é perigoso porque o fio “fase” é levado para
Ambos temporizadores são para conexão a redes
de 220 V, 60 Hz e não têm retorno para zero.
neutro – verdadeiro ou falso?
as lâmpadas, por isso não é recomendável pela regulamentação
NBR 5410/2004 – verdadeiro ou falso?
7.
Um interruptor horário cumpre ciclos que se repetem - verdadeiro
ou falso?
8.
Um interruptor horário de programa semanal permite realizar programas diferentes para o final de semana – verdadeiro ou falso?
9.
Com um interruptor horário podem ser realizadas todas as manobras desejadas – verdadeiro ou falso?
10. Com um temporizador é possível sinalizar quando uma máquina
foto 15.3 temporizador
foto 15.4 interruptor
horário
precisa de manutenção – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 189
113
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Generalidades
Os módulos lógicos programáveis são utilizados
cada vez mais em aplicações de automação simples,
em vez dos métodos convencionais de comando e
controle como são os relés auxiliares e de tempo.
Por meio de uma simples programação são
substituídos complicados e custosos dispositivos
de comando e controle. Em um só produto, de
pequenas dimensões, é possível programar temporizadores, contadores, realizar intertravamentos
que permitem automatizar de forma compacta,
rápida e econômica.
Circuitos de iluminação externos e internos na
grande quantidade de aplicações em nível mundial
comprovaram uma excelente performance do
LOGO! não somente em âmbitos industriais, mas
também nos mais diversos campos de automação
como os seguintes:
Residências, comércios, hotéis, estacionamentos,
parques, áreas industriais;
Sistemas de vigilância, controles de acessos, ruas
internas e escadas, semáforos, alarmes;
Automação de portas, barreiras, portões, comportas, tetos;
114
Engenharia de edifícios, bombeamento, controle
de persianas e cortinas, controle de campainhas
de chamada, efeitos especiais de luz e som, controle de climatização;
Pequenas tarefas em áreas industriais;
Utilizado por fabricantes de máquinas (OEMs) no
mundo inteiro.
Estrutura
O módulo lógico programável LOGO! é composto
por uma unidade básica que contém a unidade de
controle, com a memória para armazenar o programa e os elementos necessários para ligar a fonte de
alimentação a oito entradas e quatro saídas e uma
tela de cristal líquido LCD (display retroiluminado),
onde, ao introduzir o programa por meio das teclas
de programação, são visualizados todos os passos,
por exemplo as combinações lógicas e os valores
atribuídos às diversas funções programáveis. Durante o funcionamento, a tela mostra o estado das
entradas, saídas e conforme o caso, a data e hora,
ou textos de aviso.
Para aquelas máquinas onde no futuro não seja
preciso mudar o programa desde o teclado incorpo-
foto 17.1 o logo! e seus módulos
de expansão de entradas/saídas
rado, existe a alternativa LOGO!PURE, sem tela LCD
nem teclado de acesso.
A unidade de controle, lendo as entradas, e sobre
a base do programa armazenado, atua sobre as
saídas fazendo assim funcionar a instalação e/ou a
máquina.
Caso que as entradas e saídas contidas na unidade
básica não sejam suficientes, é possível, por meio
de módulos de expansão, elevar a capacidade
do LOGO!. Os módulos de ampliação podem ser
agregados aos dois tipos de LOGO! (com ou sem
Display), na medida que sejam requeridos para
ampliar as funcionalidades do mesmo.
Somente é necessário montá-los sobre o trilho
padronizado DIN EN 50 022 de 35 mm, fixá-los
e deslocar um conector lateral vinculando-os ao
LOGO!
Desta maneira poderá ampliar qualquer LOGO! até
24 entradas digitais, 16 saídas digitais, oito entradas analógicas e duas saídas analógicas.
As entradas binárias são utilizadas para detectar o
estado de fim de curso, botões, sensores e detectores em geral, que informam ao LOGO! o estado do
sistema que se deseja automatizar. Podem ser de
12-24 V CC, 24 V CA ou 220 V CA.
As entradas analógicas (0...10 V) permitem inserir
a informação de elemento térmico ou outros
sensores analógicos, para fixar níveis de leitura que
permitam tomar decisões de controle. As saídas
podem ser de 24 V CC ou para relés capazes de
manobrar 110-220 V CA. Além disso, conta com
saídas analógicas ou para fazer malhas de controle
PI (Proporcional Integral).
Além da possibilidade de ampliação das entradas
e saídas da unidade de controle, é possível ampliar
a visualização de mensagens através da interface
homen-máquina LOGO! TD. Este oferece quatro
teclas com funções configuradas pelo usuário e
display iluminado para a exibição de mensagens e
ajustes.
115
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
LOGO! Soft Confort
O programa é elaborado por meio dos botões de
programação da frente do LOGO!, ou por meio da
ajuda de um computador pessoal e o software de
programação LOGO! Soft Comfort, seguindo um
esquema de blocos de funções ou de contatos
(ladder), e é armazenado em um máximo de 200
blocos de programa. Os mesmos possuem oito
funções básicas e 30 especiais, como temporizações em seus diversos tipos, comparadores, interruptores horários, contadores, relés de memória,
com ou sem retenção, etc.
O programa pode ser facilmente copiado para
módulos de memória para ser transportado, facilitando, desta forma, a reprodução ou modificação
de um programa à distância.
Se desejar, o programa pode ser protegido contra a
intervenção de pessoas não autorizadas, impedindo
desta maneira a cópia e perda de informação.
Economia de espaço
Por seu desenho compacto ocupa muito menos
lugar que a técnica convencional. Do mesmo modo,
a fiação que é muito mais reduzida permite fabricar
painéis menores. Estudos realizados permitem considerar uma redução de 70 % no espaço requerido
para um automatismo realizado por meio do LOGO!
116
Os módulos LOGO! ocupam o mesmo espaço de um
disjuntor termomagnético de quatro pólos (72 mm),
e os módulos de expansão a metade (36 mm).
Economia de energia
Além de precisar de menos espaço, ao consumir
menos energia, as fontes de alimentação necessárias serão de menor potência.
Economia de tempo
O LOGO! permite economizar até 80 % no tempo
de realização de um projeto. Já na análise do
projeto, sabendo que o LOGO! solucionará todas as
tarefas vinculadas à automação, faz sentido investir
tempo em um anteprojeto para o desenvolvimento
do mesmo.
Logicamente a fiação é mais simples que aquela
instalada em projetos com lógica tradicional.
Funções reiteradas, simplesmente são copiadas
sem a necessidade de repeti-las. Adicionalmente,
a Siemens possui um portal na Internet dedicado
exclusivamente ao LOGO! com grande quantidade
de exemplos e aplicações documentadas que
serão um bom ponto de partida para a hora de
encarar os projetos.
SITOP modular
Estas inovadoras fontes de alimentação obedecem
a um esquema completamente novo. A chave está
no projeto modular, composto de uma fonte base
que pode ser completado com outros módulos
especializados em uma função determinada. A
modularidade oferece vantagens em termos de
flexibilidade, facilidade de manuseio e relação
custo-benefício.
As fontes base
As compactas e robustas fontes base para conexão
de 1, 2 ou 3 fases e intensidades de saída de 5 a 40
A constituem o fundamento para uma alimentação
estabilizada com 24 V. Únicas em seu gênero são
as fontes de 5 e 10 A, cuja entrada de faixa ampla
permite conectá-las a praticamente qualquer rede
do mundo. Cada fonte base pode ser fixada sobre
trilho DIN.
Tensão de saída ajustável até 28,8 V para compensar quedas de tensão nos cabos.
3 LEDs para sinalizar de forma detalhada o estado
operacional.
Power boost com até três vezes a intensidade
nominal.
Comportamento selecionável em caso de curtocircuito com intensidade constante ou desligamento.
Característica de saída com comutação para
operação paralela.
Os módulos adicionais
A funcionalidade das fontes-base pode ser ampliada
com módulos para este efeito. O módulo de
sinalização permite integrar perfeitamente a fonte
no sistema de automação, através dos contatos
“tensão de saída OK” e “pronto para operar”.
O módulo buffer oferece uma proteção efetiva
contra cortes breves de rede que ocasionam a
parada da instalação com 24 V. E com o módulo
de redundância pode ser construída uma fonte de
alimentação com configuração redundante. Isto
permite garantir a alimentação quando uma das
fontes estiver defeituosa.
O módulo de diagnóstico SITOP select
O módulo de diagnóstico constitui o complemento ideal para todas as fontes de 24 V com o fim
de poder repartir e vigiar a corrente de carga por
vários circuitos. Qualquer sobrecarga ou curtocircuito em um circuito são detectados de forma
confiável, cortando-se de forma seletiva o circuito
afetado. Como é mantida a alimentação com 24 V
das restantes cargas é possível evitar paradas totais
na instalação. Sinalizações detalhadas permitem
localizar rapidamente as falhas e minimizar assim
os tempos de parada.
117
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
SITOP UPS
Os módulos UPS constituem a proteção ótima contra cortes de rede prolongados. Equipada com um
módulo UPS e um módulo de bateria, uma fonte
SITOP com 24 V de tensão serve para alimentar
de forma não interrompida com uma intensidade nominal de saída de até 40 A. A transição da
alimentação desde a rede à alimentação por bateria
é totalmente sem interrupção. Os módulos UPS dispõem de todas as funções de proteção e vigilância
necessárias, garantindo assim uma grande disponibilidade. A função integrada de gestão de bateria
garante uma alta vida útil dos módulos de bateria.
Os estados de disponibilidade, de nível de carga da
118
bateria e dos cabos à mesma são sinalizados com
LED e contatos flutuantes. Os módulos UPS compactos de 6 e 15 A podem comunicar-se através de
uma interface, o que permite integrá-los facilmente
em instalações automatizadas por PC.
foto 17.2 sitop fontes
de alimentação e seu
portfolio completo
Auto-avaliação
1. O módulo lógico programável LOGO! é um equipamento de automação –
verdadeiro ou falso?
2. O módulo lógico programável LOGO! é um PLC – verdadeiro ou falso?
3. O LOGO! tem capacidade de visualização – verdadeiro ou falso?
4. A entrada digital somente identifica presença de tensão.
5. Um contato NA acionado ou um NC sem acionar apresenta um estado
lógico “1” – verdadeiro ou falso?
6. Uma saída conectada aciona a bobina de um contator, esta representa um
estado lógico “1” – verdadeiro ou falso?
7. O LOGO! somente pode ser programado por meio de um PC.
Respostas na página 189
119
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
O que é LOGO!
O LOGO! é o módulo lógico para automação industrial
e predial mais fácil de programar do mercado, que
oferece várias vantagens:
Fácil de montar
Possui display de texto integrado ou externo
Permite simulação e teste online no computador
Possibilidade de módulos de expansão
Versátil, realiza funções analógicas, aritméticas, de
temporizadores, de contadores, entre outras
Substitui comandos convencionais de relés
O LOGO! é disponível em duas classes de tensões:
Classe 1 ≤ 24V, ou seja 12 V DC, 24 V DC, 24Vac
Classe 2 24V, ou seja, 115...240 V AC/DC
O LOGO! é disponível em duas versões:
Com display ou sem display integrado: expansível
até 24 entradas digitais, 16 saída digitais, 8 entradas analógicas e 2 saídas analógicas.
Cada versão é equipada com uma interface de comunicação para programação e outra para o painel externo LOGO! TD, bem como as 39 diferentes funções
para temporização, contagem, tratamento de sinais
analógicos, aritmética entre outras.
120
Os itens da família LOGO! podem ser identificados
pelas seguintes nomenclaturas:
12/24:
230:
DM:
AM:
CM:
TD:
versão12/24 V DC
115…240 V AC/DC
módulo digital
módulo analógico
módulo de comunicação
painel de operação
121
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
A tabela abaixo mostra todos os tipos de LOGO!
disponíveis:
Símbolo
Tipo de LOGO!
Alimentação/Ent. Dig.
Entradas
Saídas
LOGO! 12/24 RC
12/24 V DC
8 digital (1)
4 relés (10A)
LOGO! 24
24 V DC
8 digital (1)
4 transistor 24V / 0.3A
4 relés (10A)
(3)
Sem relógio
24 V AC / 24 V DC
8 digital
LOGO! 230 RC (2)
115...240 V AC/DC
8 digital
4 relés (10A)
LOGO! 12/24 RCo
12/24 V DC
8 digital (1)
4 relés (10A)
Sem display
Sem teclas
LOGO! 24o
24 V DC
8 digital (1)
4 transistor 24V / 0.3A
Sem display
Sem teclas
Sem relógio
LOGO! 24 RCo (3)
24 V AC / 24 V DC
8 digital
4 relés (10A)
Sem display
Sem teclas
LOGO! 230 RCo (2)
115...240 V AC/DC
8 digital
4 relés (10A)
Sem display
Sem teclas
LOGO! 24 RC
(1) podem ser configuradas alternativamente:
4 entradas como analógicas (0..10V) e
4 entradas como entradas de contagem rápida.
(2) versões em 230V: as 8 entradas digitais estão
agrupadas em dois grupos de 4 entradas por fase
de ligação. Os 2 grupos podem ser conectados a
diferentes fases.
(3) as entradas digitais em 24Vdc podem ser
operadas com sensores tipo PNP ou NPN.
122
Propriedades
R: saídas a relé (sem a letra R as saídas são a transistor)
C: relógio integrado
o: versão sem o display
A tabela abaixo mostra os módulos de expansão que podem ser conectados ao LOGO!:
Símbolo
Tipo de expansão
Alimentação/Ent. Dig.
Entradas
Saídas
LOGO! DM 8 12/24R
12/24 V DC
4 digital
4 relés (5A)
LOGO! DM 8 24
24 V DC
4 digital
4 transistor 24V / 0.3A
LOGO! DM 8 24 RC
(3)
24 V AC / DC
4 digital
4 relés (5A)
LOGO! DM 8 230 RC
115...240 V AC/DC
4 digital (1)
4 relés (5A)
LOGO! DM 16 24
24 V DC
8 digital
6 transistor 24V / 0.3A
LOGO! DM 16 24R
24 V DC
8 digital
8 relés (5A)
LOGO! DM 16 230R
115...240 V AC/DC
8 digital (4)
8 relés (5A)
LOGO! AM 2
12/24 V DC
2 analógicas
0...10V ou 0...20mA (2)
não existem saídas
LOGO! AM 2 PT100
12/24 V DC
2Pt100
-50ºC a +200ºC
não existem saídas
LOGO! AM 2 AQ
24 V DC
não existem entradas
2 analógicas
0...10V ou 0/4...20mA (2)
(1) não são permitidas diferentes fases no circuito das
entradas.
(2) Podem ser conectadas 0..10V ou 0..20mA.
(3) as entradas digitais podem ser operadas com sensores tipo PNP ou NPN.
(4) versões em 230V: as 8 entradas digitais estão agrupadas em dois grupos de 4 entradas por fase de ligação.
Os 2 grupos podem ser conectados a diferentes fases.
(5) Podem ser conectadas 0..10V / 0..20mA ou 4..20mA.
123
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Configuração máxima do LOGO!
O LOGO! suporta o máximo de 24 entradas digitais,
8 entradas analógicas, 16 saídas digitais e 2 saídas
analógicas. O usuário pode montar sua configuração
de diferentes maneiras como mostra ao lado:
Configuração máxima do LOGO! – utilizando 4
entradas da CPU configuradas como analógicas (para
o LOGO! 12/24RC/RCo
ou o LOGO! 24/24o). (figura 1)
Utiliza-se o módulo básico do LOGO!,
4 módulos digitais e 3 módulos analógicos
(figura 1)
124
Configuração máxima do LOGO! – utilizando 2 entradas da CPU configuradas como analógicas (para o
LOGO! 12/24RC/RCo ou o LOGO! 24/24o). (figura 2)
Utiliza-se o módulo básico do LOGO!,
4 módulos digitais e 4 módulos analógicos
Configuração máxima do LOGO! sem utilizar nenhuma entrada da CPU configurada como analógica (para
qualquer modelo atual de CPU LOGO!). (figura 3)
(figura 2)
Utiliza-se o módulo básico do LOGO!,
4 módulos digitais e 5 módulos analógicos
(figura 3)
125
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Veja como alimentar o
módulo lógico LOGO!
Veja como conectar as
entradas no LOGO!
Alimentação DC
LOGO! 12/24...
As entradas digitais necessitam de
uma referência de potencial igual ao
da alimentação da CPU (borne M).
Sinais analógicos para o LOGO!
12/24RC/RCo e 24/24o devem ser alimentados pela mesma tensão da CPU.
Na figura temos uma associação de
resistores como exemplo.
Alimentação AC
LOGO! 230...
As 8 entradas digitais estão agrupadas em dois grupos de
4 entradas por fase de ligação.
Os 2 grupos podem ser
conectados a diferentes fases.
126
Veja como conectar
as saídas no LOGO!
Veja como conectar o módulo de
entradas analógicas do LOGO!
LOGO!...R...Saída a relê
A figura abaixo mostra um exemplo de conexão
com medição de corrente a 4 fios e medição de
tensão a 2 fios.
1 = Terra
2 = Borne de conexão
3 = Trilho DIN
Carga máxima permitida 10A por saída.
LOGO! ...Saída 24Vdc
DM ‰‹
QΠM
Qˆ M
Q M
Q‰ M
Cbshb
Cbshb
Carga máxima permitida 0,3A por saída.
127
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Veja como conectar o módulo
de saídas analógicas do LOGO!
Veja como conectar o módulo
analógico de PT100 do LOGO!
Ligação a 2 fios
A figura abaixo mostra um exemplo de conexão de
cargas em tensão e corrente.
1 = Terra
2 = Trilho DIN
V1, V2: 0 - 10 V DC
R1: >= 5 k
I1, I2: 0/4 - 20 mA
R2: <= 250
128
Ligação a 3 fios
Como parametrizar o LOGO?
Exstem duas formas de parametrizar o LOGO!
Pelo seu próprio frontal utilizando as teclas
←, ↑, →, ↓, ESC e Ok.
Ou pelo programa de computador chamado
LOGO! Soft Comfort
A maneira mais rápida e simples é pelo programa
LOGO! Soft Comfort.
No site www.siemens.com.br/logo é possível fazer
o download da versão demonstração do programa.
Na versão demonstração não é possível transferir a
aplicação do computador para o LOGO!, mas é possível simular com segurança toda a lógica já feita.
Para adquirir o LOGO! e o LOGO! Soft Comfort
versão completa contacte um distribuidor
autorizado Siemens consultando o site
www.siemens.com.br/logo.
Para maiores informações entre em contato conosco: 0800 7 737373 Atenção ao Cliente
129
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
LOGO! Soft Comfort – Dicas de utilização
a. Como instalar o LOGO! Soft Comfort?
Insira o CD de instalação no compartimento de CD
do seu computador.
Abra o Windows Explorer no drive de CD e clique
em Start.
130
Em seguida clique em Installation.
b. Como criar um novo projeto?
Para criar um novo projeto clique em
Arquivo → Novo. O usuário terá duas
opções de edição; Ladder ou FBD.
131
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
c. Como escolher o tipo de CPU do LOGO?
Depois de criado um novo projeto é importante
o usuário determinar o tipo de CPU do LOGO, ou
seja, se faz necessário informar para o programa
qual CPU ele irá operar.
Clique em Ferramentas → Selecionar Equipamento.
Abrirá uma tela com as opções de CPU, desde a
mais antiga até a mais atual. Escolha de acordo
com o seu tipo de CPU.
132
d. Como converter a linguagem de programação
FBD e/ou Ladder
Para converter entre linguagens de programação
basta clicar no botão como mostra.
e. Como identificar o quanto de memória/bloco foi
utilizado no programa do usuário?
Para saber o quanto de memória/blocos
o LOGO! está utilizando, clique em
Ferramentas → Determinar o LOGO!.
Para visualizar se faz necessário a janela de
informação estar aberta (pressione a tecla F4 do
computador).
133
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
f. Como determinar o tempo de ciclo do
programa de usuário?
Para determinar o tempo de ciclo do programa basta
construir a lógica como mostra:
Selecione o bloco “Interruptor controlado por
frequencia” e ligue com um marcador não utilizado
(exemplo M1). Dentro do bloco de “Interruptor
controlado por frequencia” parametrize os seguintes
valores:
Disparo de ligado = 1000
Disparo de desligado = 0
Tempo de porta = 2 segundos
Agora selecione uma porta NOT e ligue a um outro
marcador M2. A saída da porta NOT conecte a
entrada do próprio marcador M2 e também ao bloco
“interruptor controlado por frequencia”.
A tela ao lado mostra a lógica sendo visualizada com
a função Teste Online do LOGO! Soft Comfort.
Observe que no campo do bloco 26 mostra o valor
de frequência 1506.
Então o tempo de ciclo do programa é
1 dividido por 1506 = 0,664 mili segundos
134
g. Como atualizar o idioma do
LOGO! Soft Comfort?
Para atualizar o idioma do LOGO! Soft Comfort o
usuário necessita ter o arquivo de atualização com a
seguinte extensão “.luf”.
No site www.siemens.com.br/logo é possível fazer
o download gratuito do arquivo.
Com este arquivo em mãos, abra o LOGO! Soft
Comfort, clique em Help (se estiver com o idioma
inglês instalado) e depois em Update Center. Siga
os passos até o ponto que o programa pedir para
buscar o arquivo de atualização de idioma desejado. Depois de selecionado o arquivo o LOGO! Soft
Comfort fechará e abrirá novamente com o novo
idioma instalado.
135
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Circuito interruptor paralelo
Exemplos de aplicação do LOGO!
Neste circuito o usuário liga e desliga a lâmpada
E1 (Q3) através dos interruptores S1 e S8 de dois
pontos distintos.
136
Tabela explicativa
Símbolo
Ponto de ligação com o LOGO!
Comentários
S1
Entrada I1
Chave ou interruptor
S8
Entrada I8
Chave ou interruptor
E1
Saída Q3
Lâmpada
Abaixo observe o circuito da aplicação em formato
LADDER:
Abaixo observe como simular a lógica no LOGO!
Soft Comfort:
Clique em “Ferramentas” e depois em
“Simulação” ou apenas pressione a
tecla F3.
137
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Veja que abrirá uma tela adicional com os sinais de
entrada e saída.
Para simular basta clicar com o mouse nos
botões I1 ou I8 e visualizar o comportamento da
saída.
Para retornar ao modo de edição do programa
pressione novamente a tecla F3.
Saída ligada
Saída desligada
138
Se o programa simulado está funcionando corretamente, então o próximo passo é transferir a lógica
para o LOGO!
Conecte o cabo PC LOGO! no seu computador e
no LOGO!
Clique em “Ferramentas”, “Transferir”, “PC ->
LOGO”.
Mensagens durante a transferência da lógica:
139
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Se aparecer a tela:
Ocorreu um erro de comunicação. Siga as instruções como seguem na mensagem.
Verifique se o cabo está conectado no LOGO!, se a
interface está selecionada corretamente. Para confirmar a interface selecionada clique em “Selecione
uma nova interface”.
140
Uma outro modo é clicar em
Ferramentas → Opções → Interface
É possível também visualizar em tempo real a
lógica operando.
Para iniciar o teste em tempo real, clique na imagem que representa um “óculos”.
Clique em “Ferramentas”, “Teste Online”.
Veja como se comporta um teste Online
(tempo real):
141
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Circuito intervalado com 2 saídas
Tabela explicativa
Neste exemplo foi feito um circuito
intertravado com duas saídas, que previne 2 saídas
de serem acionadas ao mesmo tempo.
Podemos imaginar um comando de
um motor com dois giros (horário e
anti-horário), abrindo e fechando uma porta ou
portão de garagem.
142
Símbolo
Absoluto
Comentários
Botão Sobe
I1
Botão que abre a porta
Botão Desce
I2
Botão que fecha a porta
Abre porta
Q1
Sentido de abertura da porta
Fecha porta
Q2
Sentido de fechamento da porta
Veja a seguir o diagrama da lógica desenvolvida no
LOGO! Soft Comfort.
A grande facilidade neste exemplo foi utilizar a
opção de contatos abertos e fechados interligados,
assim as saídas nunca atuam ao mesmo tempo.
143
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Circuito estrela-triângulo automático
Tabela explicativa
Este exemplo mostra um circuito estrela-triângulo
automático.
Símbolo
Absoluto
Comentários
S10
I1
Botão
S11
I2
Botão
Q11
Q2
Contator rede
Q13
Q3
Contator estrela
Q15
Q4
K1
Veja a seguir a lógica feita no
LOGO! Soft Comfort.
144
Contator triângulo
Temporizador
A lógica possui um temporizador com retardo ao
ligar.
Inserir o tempo de
retardo ao ligar
Inserir um nome
qualquer para o bloco
A saída deste bloco será acionada após o tempo
ajustado ser alcançado.
Proteção contra edição de
parâmetros via teclas da CPU
Guardar o último valor, se
o LOGO! for desligado
145
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Sistema automático de toque de sirene escolar
Tabela explicativa
O controle de uma sirene escolar é feito pelo LOGO!
Símbolo
Absoluto
Comentários
Sirene
Q1
Saída Q1
A sirene é acionado por 2 segundos; no início das
aulas, no intervalo e no final das aulas do dia.
Em nosso exemplo a sirene deve funcionar de
segunda a sexta as 8:00, 9:45, 10:00, 12:45, 13:30
e 16:30. Especialmente na sexta feira as aulas se
encerram as 15:30.
Veja a seguir o diagrama da lógica desenvolvida no
LOGO! Soft Comfort.
Um tempo de retardo garante que a sirene toque
por 2 segundos (T006).
O bloco de temporizador semanal foi utilizado por
três vezes no programa.
Veja ao lado algumas explicações sobre este bloco.
146
Dias da semana
que o temporizador
funcionará
Ajuste do horário que a saída
do temporizador semanal
será acionada. Existem 3
faixas de ajustes
Ajuste do horário que a
saída do temporizador
semanal será desacionada.
Existem 3 faixas de ajustes
147
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Iluminação interna e externa de uma casa
Neste exemplo a iluminação interna e externa de uma
casa é controlada pelo LOGO!.
A iluminação externa é também acionada através de
um contato de alarme (I6) por 90 segundos.
A iluminação externa é dividida em 3 áreas (Q1, Q2 e
Q3). Cada área tem seu próprio detector de presença
(I2, I3 e I4). Se algum desses detectores de presença
forem ativados durante um determinado período, a
iluminação externa é ligada por 90 segundos.
Após o desligamento da iluminação externa, a
iluminação interna é ligado por 90 segundos. Através
do detector de presença (I5) e do contato de alarme,
a iluminação interna é imediatamente ligada por 90
segundos.
Esse período é ajustado no temporizador semanal
como segue: (7:00 e 19:00).
O sensor fotocélula (I1) garante que a iluminação
externa é acionada somente no período noturno.
Um quarto detector de presença é conectado a entrada I5, que independentemente da hora do dia, liga a
iluminação externa por
90 segundos.
148
149
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Veja a seguir a lógica feita no LOGO! Soft Comfort.
Parte 1
150
Parte 2
151
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Indicadores de temperatura utilizando lâmpadas
Descrição de funcionamento:
A temperatura dentro de um tanque deve ser mostrada através de lâmpadas fixadas no painel.
Veja a seguir o diagrama da lógica desenvolvida no
LOGO! Soft Comfort.
O intervalo de medição é de 0...95º C representando 0...9,5V. As quatro lâmpadas P1 até P4 são
utilizadas para indicar a temperatura do tanque.
Qˆ
Q‰
QŠ
Q‹
‹‘Ï C
‘Ï C
‘Ï C
Œ Ï C
Pˆ
P‰
PŠ
P‹
AIˆ
152
Inserir um nome
qualquer para o bloco
Neste exemplo de lógica estamos utilizando o bloco
de interruptor por valor analógico por quarto vezes.
O bloco de interruptor por valor analógico tem como
função ligar ou desligar uma saída digital de acordo
com os valores analógicos parametrizados dentro do
bloco.
Veja algumas explicações sobre este bloco.
Escolha o tipo de sensor
(0..10V_0/4..20mA_PT100 ou
sem sensor)
Defina o intervalo de medição, bem
como os valores de ganho e offset*
Determine os valores analógicos que a
saída digital irá ligar e desligar
Seleção de números de casas
decimais que serão mostradas na
mensagem de texto.
Habilita a proteção de edição de
parâmetros via display integrado
do LOGO!
153
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
*O LOGO! sempre converte um sinal elétrico em um
sinal analógico de 0 a 1000.
A tensão de 0 a 10V, por exemplo, da entrada AI1 é
transformada internamente no intervalo de valores
de 0 a 1000.
Se o valor de tensão exceder os 10V é sempre mostrado o valor 1000.
valor de 0 a 1000, então, é possível multiplicar os
valores por um ganho e/ou alterar o valor inicial de
operação (offset).
Dessa forma o usuário consegue operar com o valor
analógico proporcional ao da variável de processo
atual.
Em alguma aplicações não é possível operar com o
154
Parâmetro
Mínimo
Máximo
Tensão de entrada (V)
0
≥10
Valor interno
0
1000
Ganho
-10.00
+10.00
Offset
-10000
+10000
Observe alguns tipos de cálculos utilizando o ganho
e o offset:
Regra matemática:
Valor atual (Ax)
Ax = (valor interno da entrada Ax x ganho) +
offset
O ganho e o offset são calculados baseados nos
valores mínimos de máximos da função.
Aplicando a fórmula...
Ax = (valor interno da entrada Ax x
ganho) + offset, portanto
-30 = (0 x A) + B, isto é offset B = -30
-70 = (1000 x A) – 30, isto é ganho A = 0.1
Exemplo 2:
Um sensor de pressão converte a pressão de 1000
mbar em sinal de 0V e a pressão de 5000 mbar em
sinal de 10V.
Exemplo 1:
Um sensor termopar possui o seguinte dado técnico: -30 a 70 C, 0 a 10V (no LOGO! corresponde de
0 a 1000).
Ax = (valor interno da entrada Ax x
ganho) + offset, portanto
1000 = (0 x A) + B, isto é offset B = 1000
5000 = (1000 x A) + 1000, isto é ganho
A=4
155
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Plataforma elevatória de carro
Descrição de funcionamento:
A plataforma elevatória de carro é operada com um
motor trifásico. O sistema contém um botão liga/
desliga.
Se o botão S1 é acionado, o motor gira no sentido
anti-horário e a plataforma desce até alcançar o
limite inferior S3 assim desligando o motor.
O motor gira no sentido horário enquanto o botão
S2 é pressionado, e a plataforma sobe até alcançar
o limite S4 assim desligando o motor.
É possível pressionar os botões S1 e S2
em qualquer posição da plataforma. Se os botões
S1 e S2 forem pressionados ao mesmo tempo, o
motor não deve girar ou até mesmo parar imediatamente.
O motor é protegido pelo contator F1.
O estado de operação do sistema é indicado pela
lâmpada P1.
156
Veja a lógica feita no LOGO! Soft Comfort.
Nesta lógica foi utilizado um bloco de
set-reset (flip-flop).
Veja algumas explicações sobre o bloco.
Esta função pode ligar a saída do bloco através
da entrada S, ou desligar a saída do bloco através
da entrada R.
Vamos interpretar o gráfico ao lado!
Exemplo 1: Quando a entrada S é ligada a saída
Q é acionada.
Se a entrada R é ligada então a saída Q é desacionada.
Exemplo 2: Quando é dado apenas um pulso na entrada S a saída Q é acionada. Se a entrada R é ligada então a saída Q é desacionada.
Exemplo 3: Com a entrada R ainda permanecendo ligada do exemplo 2, se a
entrada S for ligada a saída não será acionada. Somente será acionada a saída
Q se a entrada R for desligada.
Exemplo 4: Com a entrada S ainda acionada do exemplo 3, se a entrada R for
acionada a saída Q será desligada.
157
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Sistema contador de garrafa
Descrição de funcionamento:
As garrafas colocadas na esteira devem ser contadas.
O sistema é acionado pelo botão S1 e a esteira
começa a se mover!
Quando 12 passarem pelo sensor B0, a esteira pára
de funcionar.
Se o botão S2 for pressionado o processo volta a
funcionar normalmente e a contagem atual volta
ao valor zero.
158
Veja a lógica feita no LOGO! Soft Comfort.
159
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Na lógica temos um bloco contador, observe algumas
explicações.
O bloco contador tem como finalidade contar de
acordo com os pulsos na entrada Cnt.
A entrada Dir altera o sentido de contagem: crescente
ou decrescente.
A entrada R funciona para apagar o valor de contagem,
ou seja, levá-lo para zero.Veja que existe o disparo para
ligar a saída do bloco ou desligar de acordo com o valor
ajustado.
160
Gráfico de entendimento do contador:
Vbmpsçjojdjbm
Disparo no ligamento = disparo no desligamento
161
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Monitoramento de temperatura dentro de um tanque
Descrição de funcionamento:
A temperatura do tanque deve ser monitorada
com a lâmpada P1.
O sensor de temperatura está na parte interna
do tanque.
A forma com que o tanque é aquecido não foi
considerado no exemplo.
A temperatura do tanque é de 0..100°C, medida
através da entrada analógica de 0..10V.
O display do LOGO! é utilizado para ver as mensagens do processo.
Se a temperatura for menor do que 60°C (59°C),
então P1 permanece acesa;
Se a temperatura estiver entre 61°C e 85°C,
então P1 pisca lentamente;
Se a temperatura estiver entre 86°C e 90°C,
então P1 pisca rapidamente;
Se a temperatura for 90°C ou maior, então P1
apaga e a sirene é ligada.
162
Veja a lógica feita no LOGO! SoftComfort.
163
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Nele é possível
ajustar a prioridade
da mensagem (1)
A lógica possui um bloco de mensagem
de texto.
Reconhecimento da
mensagem após sua
visualização
Observe algumas explicações do bloco.
Este bloco é possível utilizar até 50 vezes
dependendo da versão do seu LOGO!.
Ajuste da animação
do texto escrito na
mensagem (3)
Onde será visualizada a
mensagem de texto (4)
(5)
Lista de parâmetros
com os blocos utilizados
no programa (6)
164
Escolha do character 1
ou 2 (2)
(1) A prioridade de uma mensagem de texto significa qual a ordem com que ela será visualizada.
Por exemplo, se a o programa possui 10 mensagens
de texto, então a primeira mensagem que será
visualizada será a prioridade de número 0 (zero).
(2) A partir do LOGO! 7ª geração, é possível criar 2
tipos de caracteres, ou seja, o usuário pode alternar
entre 2 idiomas ex: Inglês, Português.
2, 3 ou 4). Além do mais o usuário pode também
selecionar se a animação será caracter por caracter
ou linha por linha.
(4) A partir do LOGO! 7ª geração, é possível escolher onde a mensagem de texto será visualizada.
Apenas no display interno do LOGO! OU no painel
externo LOGO! TD OU até em ambos.
(3) A partir do LOGO! 7ª geração, é possível animar
os textos. Observe que ao lado da tela de cor verde
existe uma tela com as mesmas dimensões de cor
azul. Esta tela extra de cor azul é possível digitar
mais textos e assim escolher qual será a linha que
terá a animação com rolagem de texto (linhas 1,
165
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
(5) Nesta barra existem algumas opções.
O usuário pode inserir um valor analógico na
mensagem de texto.
O usuário apaga o texto escrito na mensagem.
O usuário pode escolher algum símbolo para ilustrar a mensagem de texto.
O usuário pode inserir uma barra gráfica,
ou seja, esta barra pode variar por exemplo
de acordo com um valor analógico.
166
O usuário pode inserir duas palavras como por
exemplo “LIGADO e DESLIGADO”,e com isso
vincular estas duas palavras com o estado de uma
entrada ou saída digital.
O usuário visualiza uma tela extra com uma área de
“rascunho”, ou seja, é possível editar todo o texto
para depois transferir para a mensagem de texto
oficial que será visualizada no painel integrado do
LOGO! ou no painel externo LOGO! TD.
(6) Nesta lista o usuário pode escolher qual
parâmetro ele deseja visualizar ou editar dentro da
mensagem de texto.
Como exemplo escolheremos o bloco SF006 [Interruptor por valor analógico].
Depois da escolha do bloco, ao lado direito aparece
uma lista de opções. Basta optar por qualquer
dado disponível (Ligado, Desligado etc...)
Observe que existem alguns símbolos ao lado dos
dados, tais como:
este dado na mensagem de texto é apenas um
campo de edição de valores.
este dado na mensagem de texto é apenas
um campo de visualização de valores.
Os dados de Ganho e de Offset são mostrados na
mensagem de texto de forma estática (fixa), pois os
mesmos já foram ajustados no bloco pelo usuário.
Para inserir o parâmetro na mensagem de texto
basta clicar no botão “Inserir o parâmentro”.
167
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Circuito de minuteria de escadaria
Descrição de funcionamento:
O circuito de minuteria liga as lâmpadas
E1 e E2 de dois pontos distintos com os botões
S1 e S2. As lâmpadas são desligadas automaticamente de acordo com o tempo ajustado no
bloco.
168
Observe a lógica feita no
LOGO! Soft Comfort.
169
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO!
Nesta lógica foi utilizado o bloco
“interruptor para luz de escadaria”, veja algumas
explicações sobre o bloco.
T = é o tempo de retardo ao desligar, ou seja, a luz
de escadaria permanecerá ligada até o tempo ajustado, após esse tempo as lâmpadas apagarão.
O bloco possui uma entrada Trg que habilita a
operação.
T! = é o tempo que ocorrerá o pré alarme. Este pré
alarme existe para avisar que o tempo T esta quase
acabando, por exemplo, a lâmpada pode piscar
rapidamente uma vez.
T!L = é o tempo de duração do sinal de
pré alarme.
170
Vamos simular o seguinte:
T = 3:00 minutos
T! = 0:20 minutos (20 segundos)
T!L = 0:01 minuto (1 segundo)
Como o T! é igual a 20 segundos então aplicamos a
seguinte fórmula (T – T!).
(3 min – 20 seg.) = 2 min. e 40 segundos, este é o
tempo do início do pré alarme.
E a duração do pré alarme será de 1 segundo. As
lâmpadas voltarão a acender em 2 min. e 41 segundos até expirar o tempo de 3 minutos.
171
17
Módulos Lógicos Programáveis LOGO! - Lista de Códigos
LOGO!
BG
CPUs
LOGO!
Puro
(sem display)
LOGO!
Básico
Módulos de Expansão
Módulos Digitais
DMB
Módulos
Digitais DM16
Módulos
Analógicos
Módulos de
Comunicação
172
Descrição
MLFB
LOGO! 24o: 24VCC, 8 DI 24VCC (4 AI 0 - 10V), 4 DO 24VCC, 0,3A sem display
6ED1052-2CC00-0BA6
LOGO! 12 /24RCo: 12/24VCC, 8 DI 12/24VCC (4 AI 0 - 10V), 4 DO relê, 10A sem display
6ED1052-2MD00-0BA6
LOGO! 24RCo: 24VCA/CC, 8 DI 24VCA/CC, 4 DO relê, 10A sem display
6ED1052-2HB00-0BA6
LOGO! 230RCo: 115/230VCA/CC, 8 DI 115/230VCA/CC, 4 DO relê, 10A sem display
6ED1052-2FB00-0BA6
LOGO! 24: 24VCC, 8 DI 24VCC (4 AI 0 - 10V), 4 DO 24VCC, 0,3A
6ED1052-1CC00-0BA6
LOGO! 12 /24RC: 12/24VCC, 8 DI 12/24VCC (4 AI 0 - 10V), 4 DO relê, 10A
6ED1052-1MD00-0BA6
LOGO! 24RC: 24VCA/CC, 8 DI 24VCA/CC, 4 DO, 10A
6ED1052-1HB00-0BA6
LOGO! 230RC: 115/230VCA/CC, 8 DI 115/230VCA/CC, 4 DO relê, 10A
6ED1052-1FB00-0BA6
LOGO! DM8 24: 24VCC, 4 Entradas 24VCC, 4 Saídas 24VCC, 0,3A
6ED1055-1CB00-0BA0
LOGO! DM8 12/24R: 12/24VCC, 4 Entradas 12/24VCC, 4 Saídas relê, 5A
6ED1055-1MB00-0BA1
LOGO! DM8 24R: 24VCA/CC, 4 Entradas 24VCA/CC, 4 Saídas relê, 5A
6ED1055-1HB00-0BA0
LOGO! DM8 230R: 115/230VCA/CC, 4 Entr. 115/230VCA/CC, 4 Saídas relê, 5A
6ED1055-1FB00-0BA1
LOGO! DM16 24: 24VCC, 8 Entradas 24VCC, 8 Saídas 24VCC, 0,3A
6ED1055-1CB10-0BA0
LOGO! DM16 24R: 24VCC, 8 Entradas 24VCC, 8 Saídas relê, 5A
6ED1055-1NB10-0BA0
LOGO! DM16 230R: 115/230VCA/CC, 8 Entr. 115/230VCA/CC, 8 Saídas relê, 5A
6ED1055-1FB10-0BA0
LOGO! AM2: 12/24VCC, 2 Entradas 0..10V ou 0..20mA, resol. 10bit
6ED1055-1MA00-0BA0
LOGO! AM2 PT 100: 12/24VCC, 2 Entradas PT 100, -50 a 200ºC, resol. 0,25ºC
6ED1055-1MD00-0BA0
LOGO! AM2 AQ: DC 24V, 2AQ, 0-10V, 4-20mA (nova saída, também em corrente)
6ED1055-1MM00-0BA1
LOGO! CM AS-i: Módulo de comunicação escravo AS-interface (4DI/4DO)
3RK1400-0CE10-0AA2
LOGO! CM KNX/EIB: Módulo de comunicação instabus EIB (16DI/8AI/12DO)
6BK1700-0BA00-0AA1
LOGO!
BG
Descrição
MLFB
IHM
LOGO! TD - Inclui cabo para conexão à CPU / alimentação 12 VDC ou 24VAC/VDC
6ED1055-4MH00-0BA0
Contator 24V p/ cargas resistivas até 20A e motores até 4kW (3NA+1 NF)
6ED1057-4CA00-0AA0
Contator 230V p/ cargas resistivas até 20 A e motores até 4kW (3NA+1 NF)
6ED1057-4EA00-0AA0
Módulo de memória para LOGO! 0BA6 (cor: violeta) - para duplicar ou proteger programas
6ED1056-1DA00-0BA0
Módulo de bateria para LOGO! 0BA6 (cor: verde) - para manter o relógio da CPU por 2 anos
6ED1056-6XA00-0BA0
Outros Cad.
LOGO! Contact
Outros
Starter Kits
Módulo combinado de bateria + memória para LOGO! 0BA6 (cor: marrom)
6ED1056-7DA00-0BA0
Cabo de programação para PC - Versão RS232
6ED1057-1AA00-0BA0
Cabo de programação para PC - Versão USB
6ED1057-1AA01-0BA0
Kit Montagem em Porta - largura de uma CPU
6AG1057-1AA00-0AA0
Kit Montagem em Porta com teclas - largura de uma CPU
6AG1057-1AA00-0AA3
Kit Montagem em Porta - largura de uma CPU + 2 unidades DM8
6AG1057-1AA00-0AA1
Kit Montagem em Porta com teclas - largura de uma CPU + 2 unidades DM8
6AG1057-1AA00-0AA2
Cabo adaptador para conexão do LOGO! a um modem de linha fixa (para Teleservice)
6ED1057-1CA00-0BA0
Simulador de Entradas para LOGO! de 12 ou 24V
6AG1057-1AA02-0AA0
LOGO! Prom: lê e grava módulos de memória do LOGO! 0BA6
6AG1057-1AA01-0BA6
LOGO! Upmiter 1,25A - Gera 24VDC estável na saída com 8 a 59 VDC na entrada
6AG1053-1AA00-2AA0
Kit Modem GSM INSYS Compact BOX: modem, antena, cabo de comunicação com LOGO! e cabo serial para
programação do modem
6ED1054-3CA10-0YB1
LOGO! News Box com LOGO! 12/24RC 0BA6, cabo USB, software e manual em Inglês
6ED1057-3BA00-0BA5
LOGO! News Box com LOGO! 230RC 0BA6, cabo USB, software e manual em Inglês
6ED1057-3AA02-0BA0
LOGO! TD NewsBox c/ LOGO! 12/24RCo 0BA6, LOGO! TD, cabo de programação USB, cabo para conexão da TD à
CPU, software e manual em Inglês
6ED1057-3BA10-0BA0
173
18
Seccionadores Tripolares e Comutadores para Medição
Seccionadores Principais
A Norma IEC 60 204 1 estabelece que cada máquina
deve estar equipada com um seccionador principal
de acionamento manual, que desligue totalmente o
equipamento elétrico durante o período em que são
realizados os trabalhos de limpeza , manutenção ou
reparação, bem como também durante as paradas
prolongadas, para garantir sua separação galvânica
da rede de alimentação. A Norma DIN EN 60 204 1
especifica os valores designados mínimos com os
quais este seccionador deve contar.
A capacidade de abertura do seccionador principal
deve ser suficiente para interromper a corrente para
rotor bloqueado do maior motor instalado na máquina, mas a soma das correntes designadas de todos
os demais equipamentos consumidores da mesma,
motores ou não. Esta intensidade de corrente deve
ser dimensionada conforme a categoria de serviço
AC23, “Chaveamento de motores ou outras cargas
altamente indutivas.”
O acionamento manual do seccionador será acessível a todo momento (nunca atrás de uma porta), a
menos que se trate de um seccionador com disparo
à distância. O acionamento deverá estar localizado
174
a uma altura entre 0,60 e 1,90 m com referência ao
nível do acesso.
Os seccionadores principais devem cumprir com a
especificação de corte seguro, como seccionador
conforme IEC 60 947 3, ou seja,:
O corte de cada uma das vias de corrente deve ter
uma distância dielétrica segura, e deve ser clara
e confiavelmente sinalizada por um indicador de
conexão para garantir a segurança das pessoas.
Deverão poder ser acionados manualmente e
terão somente uma posição de fechamento e
abertura, posições que estarão claramente marcadas como I e O.
A posição desligado somente será indicada
quando todos os contatos tiverem sido separados
alcançando a distância de seccionamento especificada mínima.
Todas as partes do seccionador que estiverem sob
tensão quando o seccionador estiver desligado
devem estar cobertas (terminais de entrada deverão contar com uma cobertura protetora).
O acionamento será de cor preta e em sua posição de abertura deverá permitir seu encravamento ou bloqueio por meio de um cadeado.
foto 14.1 Seccionador
Principal 5TW
Todas as vias de corrente serão acionadas simultaneamente quando tratar-se de um interruptor
tetrapolar, o quarto pólo fechará antes que os
principais e abrirá depois deles.
foto 14.1 Seccionador de
Emergência
Seccionadores de Emergência
Caso existam circunstâncias de perigo para pessoas
ou dano para a instalação, as partes perigosas da
máquina (ou esta em sua totalidade) deverão ser
tiradas de serviço da maneira mais rápida possível
acionando a instalação de emergência.
O seccionador de emergência deverá cumprir
com todos os requisitos de um interruptor
principal, mas além disso, deverá ser claramente
identificável por seu acionamento de cor vermelha instalado sobre uma superfície de contraste
amarela (veja foto 14.2).
O seccionador de emergência não somente será
acessível, mas também sempre será visível pelo
operador da máquina.
O seccionador de emergência pode interromper
diretamente o circuito de alimentação do motor,
ou por meio de circuitos auxiliares que atuam no
circuito de comando à distância.
Poderão ser colocados até três cadeados no acionamento.
Se forem utilizados contatos auxiliares, deverão ser
de ação forçada normal fechados (NC).
175
18
Seccionadores Tripolares e Comutadores para Medição
Seccionadores Manuais para a
Partida de Motores
Valores designados,
cargas trifásicas 400 V
Intensidade
Os contatos auxiliares deverão sinalizar a
posição dos contatos principais.
Os contatos auxiliares comutarão sempre antes que os principais, permitindo assim realizar
combinações de segurança.
Seccionadores de Manutenção
Quando devem ser realizadas tarefas de
manutenção em áreas da fábrica afastadas do
painel de controle, ou quando a visão da área
de trabalho apresentar obstáculo, é conveniente instalar um interruptor de manutenção
no local.
Um seccionador de manutenção é aquele
que reúne todas as características de um
interruptor de emergência, colocado dentro
de uma caixa com um grau de proteção IP 65
adequado para sua instalação na fábrica fora
da proteção de uma sala de controle. Desta
forma, o operador encarregado de realizar a
Potência designada
AC-3
Interruptor
no fundo,
acionamento na
porta
Interruptor e
acionamento na
frente do armário
AC-21
AC-23
A
kW
kW
CV
16
7,5
5,5
7,5
-
5TW3 020-1
25
9,5
7,5
10
-
5TW3 025-1
32
11,5
9,5
12,5
5TW3 032-2
5TW3 032-1
63
22
18,5
25
5TW3 063-2
5TW3 063-1
100
37
30
40
5TW3 100-2
5TW3 100-1
125
45
37
50
5TW3 125-2
5TW3 125-1
foto 14.2 Resumo de Seleção de Seccionadores Principais
Valores designados,
cargas trifásicas 400 V
Intensidade
Interruptores em caixa IP 65
Potência designada
AC-3
Três pólos
Seis pólos
Partidas
estrela-triângulo
AC-21
AC-23
A
kW
kW
CV
Para partidas
diretas
16
7,5
5,5
7,5
5TW3 025-CX
-
25
9,5
7,5
10
5TW3 032-CX
-
32
11,5
9,5
12,5
5TW3 040-CX
-
63
22
18,5
25
5TW3 063-CX
-
100
37
30
40
5TW3 100-CX
-
125
45
37
50
5TW3 125-CX
-
foto 14.3 Resumo de Seleção de Seccionadores de Emergência
176
Auto-avaliação
1. Um seccionador de emergência deve poder cortar a corrente
total da máquina controlada – verdadeiro ou falso?
2. O seccionador de manutenção tem o acionamento de cor preta
– verdadeiro ou falso?
tarefa além de desligar a energia do motor
no centro de controle de motores, pode
fazer o seccionamento localmente junto ao
motor e colocar um cadeado que lhe garanta
segurança durante o desenvolvimento de seu
trabalho.
3. A caixa de um seccionador de manutenção resiste a jatos de
água – verdadeiro ou falso?
Respostas na página 189
Se o motor estiver ligado conforme um esquema estrela-triângulo, deverão ser cortados por
meio de um seccionador de manutenção os
seis condutores de energia.
177
Apêndice
Tipo de conexão de aterramento
Para classificar os diferentes esquemas de conexão de aterramento em baixa tensão, é utilizada a seguinte simbologia:
Primeira Letra: designa a situação do neutro da instalação referente ao condutor de aterramento (fio terra).
T = neutro está conectado diretamente à terra.
I = Todas as partes vivas estão isoladas em relação à terra, ou, o neutro está vinculado à
terra por uma impedância de alto valor.
Segunda Letra: indica a situação das massas da instalação elétrica com relação à terra.
T = massas conectadas diretamente à terra.
N = massas conectadas ao ponto de alimentação aterrado, geralmente ao neutro.
Entende-se por massa, o fio terra de um equipamento elétrico ou a parte condutora de um
material ou equipamento elétrico, suscetível de ser tocada e que normalmente não está
sob tensão, mas pode estar em caso de defeito ou falta.
Terceira ou quarta Letras (eventuais): indica a situação do condutor de neutro com relação ao condutor de proteção (PE)
S = o condutor Neutro está separado do condutor PE.
C = as funções de neutro e proteção estão combinadas por um só condutor (PEN), situação
combinada.
178
Esquema TN-C, TN-S e TN-C-S
Nestes esquemas, o neutro está conectado à terra e as massas das cargas são conectadas à
terra por meio do condutor de proteção PE ou do condutor PEN.
Com estes tipos de conexão, as correntes de fuga à terra são similares às de curto-circuito entre fases e neutro, portanto, para a detecção de fugas à terra é permitido utilizar dispositivos
de proteção de sobrecorrentes. Por este motivo, não é recomendável em locais com risco de
incêndio.
fig. 1 esquema tn-c
fig. 2 esquema tn-s
fig. 3 esquema tn-c-s
179
Apêndice
Esquema TT
Nesta configuração, o neutro é conectado a um aterramento chamado Aterramento da
alimentação e as massas das cargas são conectadas diretamente a terra em outro aterramento (eletrodos distintos do anterior). Ambos aterramentos devem estar suficientemente separados para evitar os riscos de transferência de potenciais.
No esquema TT, a corrente de fuga à terra está limitada por:
Resistência do eletrodo de aterramento de neutro;
Resistência do eletrodo de aterramento dos fios terra ou do condutor de proteção (PE);
Resistência dos condutores (de fase, neutro e de proteção e a resistência da própria terra
por onde é fechado o circuito da falta).
fig. 4 esquema tt
As correntes de fuga à terra em um esquema TT são muito inferiores àquelas de curtocircuito, portanto não é permitido detectar correntes de fuga com dispositivos de proteção
de sobrecorrentes. Neste caso devem ser utilizados dispositivos de detecção de correntes
diferenciais, conhecidos normalmente como dispositivos DR.
Esquema IT
O esquema IT implementa-se isolando o sistema de alimentação ao de aterramento ou
conectando um ponto, geralmente o neutro, por meio de uma impedância elevada.
Além do mais as massas (condutores de aterramento ou partes condutoras acessíveis da
instalação) devem ser aterradas seja individualmente, por grupos ou coletivamente.
No esquema IT podem ser utilizados os seguintes dispositivos de proteção e controle:
Controladores ou monitores de isolamento
Dispositivos de proteção contra as sobrecorrentes
Dispositivos de proteção de corrente diferencial
Dispositivos de busca de defeitos
180
fig. 5 esquema it
Tabelas Técnicas
tabela 1 intensidade de carga admissível para cabos instalados em canos
embutidos para temperatura ambiente de 40ºc (tabela aea 771.16 1)
tabela 2 fator de correção por temperatura ambiente diferente a 40ºc
(tabela aea 771.16.11.a)
tabela 3 fator de correção por agrupamento de circuitos em um ano
(tabela aea771.16.11.B)
181
Tabelas Técnicas
tabela 4 correntes admissíveis para cabos e
cordões flexíveis (tabela aea 771.16.xi)
tabela 5 alguns valores nominais de
motores assíncronos monofásicos
estes são valores nominais de motores
monofásicos assíncronos com rotor em
gaiola de esquilo de 4 pólos (15001/min),
para conectar em redes de 1x230 v, 50 hz,
de fabricação siemens de última geração.
para motores de outra velocidade, outro
fabricante ou outra geração, os valores
mudam.
182
Motores trifásicos assíncronos com rotor en gaiola de esquilo; 4 pólos, 3x 400 V, 50 Hz
Potência
Corrente
Corrente Conjugada Conjugada
de Partida
de Partida
Nm
Velocidade Rendimento Cos ϕ Tamanho
kW
CV
A
Nm
%
0,06
1/12
0,20
2,6
0,42
1,9
1350
0,56
0,77
56 M
0,09
1/8
0,29
2,6
0,64
1,9
1350
0,58
0,77
56 M
0,12
1/6
0,42
2,8
0,85
1,9
1350
0,55
0,75
63 M
0,18
1/4
0,56
3,0
1,30
1,9
1350
0,60
0,77
63 M
0,25
1/3
0,76
3,0
1,80
1,9
1350
0,60
0,79
71 M
0,37
1/2
1,03
3,3
2,60
1,9
1370
0,65
0,80
71 M
0,55
3/4
1,45
3,9
3,80
2,2
1395
0,67
0,82
80 M
0,75
1
1,86
4,2
5,10
2,3
1395
0,72
0,81
80 M
1,1
1,5
2,55
4,6
7,40
2,3
1415
0,77
0,81
90 S
1,5
2
3,40
5,3
10
2,4
1420
0,79
0,81
90 L
2,2
3
4,70
5,6
15
2,5
1420
0,82
0,82
100 L
3
4
6,40
5,6
20
2,7
1420
0,83
0,82
100 L
4
5,5
8,20
6,0
27
2,7
1440
0,85
0,83
112 M
5,5
7,5
11,4
6,3
36
2,5
1455
0,86
0,81
132 S
7,5
10
15,2
6,7
49
2,7
1455
0,87
0,82
132 M
9,2
12,5
19,0
6,7
61
2,7
1455
0,87
0,82
132 L
11
15
21,5
6,2
72
2,2
1460
0,885
0,84
160 M
15
20
28,5
6,5
98
2,6
1460
0,900
0,84
160 L
18,5
25
35,0
7,5
121
2,3
1460
0,905
0,83
180 M
22
30
41,0
7,5
144
2,3
1460
0,912
0,84
180 L
30
40
55,0
7,0
196
2,6
1465
0,918
0,86
200 L
37
50
66,0
7,0
240
2,8
1470
0,929
0,87
225 S
45
60
80,0
7,7
292
2,8
1470
0,934
0,87
225 M
55
75
100
6,1
355
2,4
1480
0,935
0,85
250 M
75
100
136
7,1
482
2,5
1485
0,942
0,85
280 S
90
125
160
7,4
579
2,5
1485
0,946
0,86
280 M
tabela 6 compensação fixa de motores
assíncronos trifásicos. estes são valores
calculados para motores trifásicos
assíncronos com rotor em gaiola de esquilo
de fabricação siemens de última geração
para uma compensação próxima a cos. 2
0,95. para motores de outra velocidade,
outro fabricante ou outra geração, como os
valores do cos. mudam; também mudam os
valores designados dos condensadores de
compensação.
183
Tabelas Técnicas
tabela 8 valor eficaz da suposta corrente de
curto-circuito em terminais de um transformador
trifásico de distribuição. estes são valores teóricos
e indicam os máximos possíveis.
tabela 7 compensação fixa de motores assíncronos trifásicos
estes são valores calculados para motores trifásicos assíncronos com rotor em gaiola de
esquilo de fabricação siemens de última geração para uma compensação próxima a cos. 2 0,95.
para motores de outra velocidade, outro fabricante ou outra geração, como os valores do cos.
mudam, também mudam os valores designados dos condensadores de compensação.
184
Respostas
Capítulo 1
Motores Trifásicos de Rotor de Gaiola
1. 1455 1-min em 50 Hz 1755 1-min em 60 Hz,
então 4 pólos
2. 7,5 kW – 0,735 kW-CV, aproximadamente 10 CV
3. Algo mais de 7,5 kW
(neste caso rendimento 0,87, então 4.8,62 kW
4. FS 1,1, então 7,5 kW x 1,1 8,25 kW ou
10 CV x 1,1 11 CV
5. 230 – 400 V, então NÃO
6. IM B3, então horizontal
7. IM B3, então com pés
8. Tamanho 132 M, então aproximadamente
2 x 132 264 mm, IP55, então SIM
Capítulo 2
Fusíveis
1. Verdadeiro
2. Verdadeiro
3. Falso, para isso estão os fusíveis ultra-rápidos SITOR
de características aR ou gR
4. Falso, um fusível NÃO DEVE SER consertado
5. Verdadeiro
6. Verdadeiro
7. Verdadeiro
8. Verdadeiro
Capítulo 3
Disjuntores Termomagnéticos
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso, são testados conforme protocolos diferentes
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro, dentro de certos limites
Capítulo 4
Dispositivo Diferencial Residual (DR)
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
Falso. São necessários de Idn 300 mA
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
185
Respostas
Capítulo 5
Dispositivos de Proteção contra Surtos - DPS
Capítulo 7
Relés de Sobrecarga
1. Quando houver um sistema de pára-raios instalado, se
houver cabos de alimentação aérea sobre o teto ou se houver
uma antena no teto
2. Este tipo de exigência cumpre com a norma EN 61643 1
3. Falso. Porque a energia da sobretensão induzida e a corrente
de impulso são muito maiores do que pode descarregar um
DPS com forma de onda 8-20 s
4. Entre LPZ 0A e LPZ 1 e entre LPZ 0A e LPZ 2
5. Sim, porque a queda de um raio pode afetar um raio de até 1,5 km
1.
2.
3.
4.
5.
6.
Capítulo 6
Contatores Tripolares
1. AC - 3
2. Para todos eles
3. Não, limpar com um pano
Não, remover com uma pinça e limpar
Sim
4. Sim, e se não for possível, verificar seu isolamento
utilizando um megômetro
5. Falso, cada contator admite uma quantidade máxima
definida
6. Sim
Sim
Não
7. Falso
8. Verdadeiro
9. Verdadeiro
10. Verdadeiro
186
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Sim
Sim
Falso, o relé de sobrecarga térmico atua conforme tenha
sido regulado
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Verdadeiro, se decorreu o tempo de esfriamento
Azul
Não, mede a corrente que utiliza da rede e calcula sua
temperatura
NA Sinalizar falha Relé ativado
NF Desconectar a bobina do contator de manobra do
motor.
Capítulo 8
Disjuntor Motor
Capítulo 9
1.
2.
3.
4.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, somente alcançam até os 100 A para
correntes maiores e até S00A utilizar disjuntores
compactos 3VL com disparador eletrônico
5. Verdadeiro para a execução habitual, e é possível
obtê-los com Classe 20 para a partida pesada
6. Verdadeiro
7. Verdadeiro
8. Falso
9. Combinando-o com um contator
10. Verdadeiro
Partida Direta de Motores Assíncronos Trifásicos
Sim
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
a. Não
b. Não
c. Sim
d. Sim
e. Sim
10.
Capítulo 10
Combinações de Partida
1. Verdadeiro
2. Falso
3. Verdadeiro, os contatos devem poder desprender-se
sem sofrer deformações
4. Verdadeiro
5. Verdadeiro
6. Quando for necessário reset automático
7. Falso
8. Verdadeiro
9. Falso, somente é possível com grandes limitações
187
Respostas
Capítulo 11
Partidas Reversoras
Capítulo 13
Partida Suaves
1.
2.
3.
4.
5.
6.
1.
2.
3.
4.
5.
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, é utilizada a AC
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Página 12
Partida Estrela-Triângulo (tensão reduzida)
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
188
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, é maior
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
6.
7.
8.
9.
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, somente com o 3RW44
Verdadeiro, porém somente na utilização com a
coordenação Tipo 1. Para coordenação Tipo 2 são
necessários fusíveis ultra-rápidos (gR)
Falso, aumentamos a freqüência de manobra
Falso
Falso
Verdadeiro
Capítulo 14
Inversores de Frequência
1. Verdadeiro
2. Verdadeiro
3. Falso, são necessários alternadores com controle
vetorial
4. Verdadeiro
5. Falso, utiliza seu torque designado
6. Verdadeiro
7. Verdadeiro
8. Falso, é necessário pelo menos um painel de
operação básico (BOP)
9. Falso
10. Falso, de fábrica traz uma parametrização básica
Capítulo 15
Disjuntores em Caixa Moldada
1.
2.
3.
4.
Falso
Falso
Verdadeiro, ambas correspondem ao IEC 60 947 4
Verdadeiro, é utilizado somente para fins de seletividade
5. Verdadeiro
6. Falso
7. Verdadeiro, embora não corresponda ao IEC 61 008
8. Verdadeiro
9. Verdadeiro
10. Falso, existem acessórios para isso
Capítulo 16
Dispositivos de Manobra e Controle para Instalações
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, são conectados à fase
Verdadeiro
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso, existe um limite
Falso, o temporizador não tem contato
auxiliar
Capítulo 17
Módulos lógicos programáveis LOGO!
1. Verdadeiro
2. Falso
3. Verdadeiro
4. Verdadeiro
5. Verdadeiro
6. Verdadeiro
7. Falso, é possível programá-lo por meio dos
botões em sua parte frontal
Capítulo 18
Seccionadores Tripolares e Comutadores para
Medição
1. Verdadeiro
2. Falso
3. Verdadeiro
189
Sujeito a alterações sem aviso prévio
07/10
Número do pedido:
E20001-H001-L400-7900
Impresso no Brasil
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