Manual de Obras Públicas-Edificações

Manual de Obras Públicas-Edificações

PROJETO

Manual de Obras Públicas-Edificações

Práticas da SEAP

Secretaria de Estado da Administração e Patrimônio

Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação

Secretária de Estado da Administração e do Patrimônio

Claudia Costin

Secretário de Logística e Tecnologia da Informação

Solon Lemos Pinto

Diretor do Departamento de Serviços Gerais

Durval Amaro

i

nformi

assessoria de informações institucionais

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Sumário

Prática Geral de Projeto ........................................................................................................ 5

Anexo 1 - Caderno de Encargos .......................................................................................... 8

Anexo 2 - Garantia de Qualidade ......................................................................................... 9

Anexo 3 - Especificação .................................................................................................... 11

Anexo 4 - Orçamento ......................................................................................................... 13

Apenso 1 - Discriminação Orçamentária .......................................................... 15

Quadro Resumo ................................................................................................ 16

Apenso 2 - Regulamentação de Preços e Medições de Serviços ...................... 29

Apenso 3 - Modelo de Planilha de Preço Unitário .............................................. 81

Apenso 4 - Modelo de Planilha de Orçamento ................................................... 82

Anexo 5 - Fiscalização ....................................................................................................... 83

Apenso 1 - Modelo de Relatório de Andamento de Projetos .............................. 85

Anexo 6 - Medição e Recebimento ....................................................................................

86

Serviços Técnico-Profissionais

Serviços Topográficos ........................................................................................................... 87

Anexo 1 - Especificação ................................................................................................... 89

Anexo 2 - Convenções Gráficas Serviços Técnico-Profissionais Serviços Geotécnicos .... 90

Serviços Geotécnicos ............................................................................................................ 92

Anexo 1 - Especificação ................................................................................................. 102

Anexo 2 - Convenções Gráficas ...................................................................................... 104

Anexo 3 - Amostrador Padrão SPT ................................................................................. 110

Anexo 4 - Caixa de Testemunhos...................................................................................... 111

Serviços Preliminares

Demolição ........................................................................................................................... 112

Anexo 1 -Especificação ................................................................................................... 114

Terraplenagem ..................................................................................................................... 115

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 118

Rebaixamento de Lençol Freático .................................................................................... 119

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 122

Fundações e Estruturas

Fundações ........................................................................................................................... 123

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 128

Estruturas de Concreto ........................................................................................................ 130

Anexo1 - Especificação ................................................................................................... 147

Estruturas Metálicas............................................................................................................. 148

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 155

Estruturas de Madeira .......................................................................................................... 156

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 163

Contenção de Maciços de Terra .......................................................................................... 164

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 168

1 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Arquitetura e Elementos de Urbanismo

Arquitetura ........................................................................................................................... 169

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 175

Anexo 2 - Eliminação de Barreirras Arquitetônicas para Deficientes Físicos ................... 177

Anexo 3 - Organização e Dimensionamento de Espaços Internos - Leiaute ..................... 178

Interiores .............................................................................................................................. 180

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 184

Comunicação Visual ............................................................................................................ 1 85

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 188

Paisagismo ......................................................................................................................... 189

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 192

Sistema Viário ..................................................................................................................... 194

Pavimentação ...................................................................................................................... 197

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 200

Instalações Hidráulicas e Sanitárias

Água Fria ............................................................................................................................. 202

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 208

Água Quente ........................................................................................................................ 210

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 215

Esgotos Sanitários .............................................................................................................. 217

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 222

Drenagem de Águas Pluviais ............................................................................................... 224

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 229

Disposição de Resíduos Sólidos ......................................................................................... 231

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 234

Instalações Elétricas e Eletrônicas

Instalações Elétricas ............................................................................................................ 235

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 249

Telefonia .............................................................................................................................. 254

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 259

Antenas Coletivas de TV e FM e TV a cabo ......................................................................... 262

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 265

Circuito Fechado de TV ....................................................................................................... 267

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 270

Relógios Sincronizados ....................................................................................................... 27 2

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 275

Sonorização ........................................................................................................................ 276

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 280

Detecção e Alarme de Incêndio ........................................................................................... 283

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 287

Supervisão, Comando e Controle de Edificações ................................................................ 289

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 293

Sistema de Cabeamento Estruturado .................................................................................. 295

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 298

Instalações Mecânicas e de Utilidades

Gás Combustível .................................................................................................................. 299

2 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 302

Ar Comprimido .................................................................................................................... 304

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 308

Vácuo .................................................................................................................................. 310

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 313

Oxigênio .............................................................................................................................. 315

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 319

Vapor ................................................................................................................................... 321

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 325

Ar Condicionado Central ...................................................................................................... 327

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 332

Ventilação Mecânica ............................................................................................................ 335

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 340

Elevadores........................................................................................................................... 342

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 346

Escadas Rolantes ................................................................................................................ 347

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 350

Compactadores de Resíduos Sólidos .................................................................................. 351

Anexo 1 - Especificação .................................................................................................. 354

Prevenção e Combate a Incêndio ........................................................................................ 355

Anexo 1- Especificação ................................................................................................... 361

3 / 1

4 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

P

RÁTICA

G

ERAL DE

P

ROJETO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Caderno de Encargos

Anexo 2 - Garantia de Qualidade

Anexo 3 - Especificação

Anexo 4 - Orçamento

Anexo 5 - Fiscalização

Anexo 6 - Medição e Recebimento

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

Órgão setorial ou seccional do SISG que contrata a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

que, adequadamente consideradas, definem e originam a proposição para o empreendimento a ser realizado.

2.6

Estudo Preliminar

Estudo efetuado para assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental de um empreendimento, a partir dos dados levantados no

Programa de Necessidades, bem como de eventuais condicionantes do Contratante.

2.7

Projeto Básico

Conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para caracterizar os serviços e obras objeto da licitação, elaborado com base no Estudo Preliminar, e que apresente o detalhamento necessário para a perfeita definição e quantificação dos materiais, equipamentos e serviços relativos ao empreendimento.

2.8

Projeto Executivo

Conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a realização do empreendimento, contendo de forma clara, precisa e completa todas as indicações e detalhes construtivos para a perfeita instalação, montagem e execução dos serviços e obras objeto do contrato.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser obedecidas as seguintes condições

2.1

Contratante

2.2

Contratada

Empresa ou profissional contratado para a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.3

Caderno de Encargos

Parte integrante do Edital de Licitação, que tem por objetivo definir o objeto da Licitação e do sucessivo

Contrato, bem como estabelecer os requisitos, condições e diretrizes técnicas e administrativas para a sua execução.

2.4

Fiscalização

Atividade exercida de modo sistemático pelo

Contratante e seus prepostos, objetivando a verificação do cumprimento das disposições contratuais, técnicas e administrativas, em todos os seus aspectos.

2.5

Programa de Necessidades

Conjunto de características e condições necessárias ao desenvolvimento das atividades dos usuários da edificação

3.1

Subcontratação

3.1.1 A Contratada não poderá, sob nenhum pretexto ou hipótese, subcontratar todos os serviços objeto do contrato.

3.1.2 A Contratada somente poderá subcontratar parte dos serviços se a subcontratação for admitida no contrato, bem como for aprovada prévia e expressamente pelo

Contratante.

3.1.3 Se autorizada a efetuar a subcontratação de parte dos serviços, a Contratada realizará a supervisão e coordenação das atividades da subcontratada, bem como responderá perante o Contratante pelo rigoroso cumprimento das obrigações contratuais correspondentes ao objeto da subcontratação.

3.2

Legislação, Normas e Regulamentos

3.2.1 A Contratada será responsável pela observância das leis, decretos, regulamentos, portarias e normas

5 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO federais, estaduais e municipais direta e indiretamente aplicáveis ao objeto do contrato, inclusive por suas subcontratadas.

3.2.2 Durante a elaboração dos projetos, a Contratada deverá:

• providenciar junto ao CREA as Anotações de

Responsabilidade Técnica - ART’s referentes ao objeto do contrato e especialidades pertinentes, nos termos da

Lei n.º 6496/77;

• responsabilizar-se pelo fiel cumprimento de todas as disposições e acordos relativos à legislação social e trabalhista em vigor, particularmente no que se refere ao pessoal alocado nos serviços objeto do contrato;

• efetuar o pagamento de todos os impostos, taxas e demais obrigações fiscais incidentes ou que vierem a incidir sobre o objeto do contrato, até o Recebimento Definitivo dos serviços.

3.3

Diretrizes de Projeto

3.3.1 Todos os estudos e projetos deverão ser desenvolvidos de forma harmônica e consistente, observando a não interferência entre os elementos dos diversos sistemas da edificação, e atendendo às seguintes diretrizes gerais de projeto:

• apreender as aspirações do Contratante em relação ao empreendimento, o plano de desenvolvimento em que se insere, os incentivos e as restrições a ele pertinentes;

• considerar a área de influência do empreendimento, relacionada com a população e a região a serem beneficiadas;

• utilizar materiais e métodos construtivos adequados aos objetivos do empreendimento e às condições do local de implantação;

• adotar solução construtiva racional, elegendo sempre que possível sistemas de modulação e padronização compatíveis com as características do empreendimento;

• adotar soluções que ofereçam facilidades de operação e manutenção dos diversos componentes e sistemas da edificação;

• adotar soluções técnicas que considerem as disponibilidades econômicas e financeiras para a implantação do empreendimento.

3.4

Etapas de Projeto

Os projetos para a construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações serão normalmente elaborados em três etapas sucessivas: Estudo Preliminar, Projeto Básico e Projeto

Executivo.

O desenvolvimento consecutivo destas etapas terá como ponto de partida o Programa de Necessidades, que definirá as características de todos os espaços necessários à realização das atividades previstas para o empreendimento.

Se não estiver definido previamente pelo Contratante, os autores do projeto deverão levantar os dados e elaborar o

Programa de Necessidades, que terá a participação e aprovação formal do Contratante.

3.4.1 Estudo Preliminar

O Estudo Preliminar visa à análise e escolha da solução que melhor responda ao Programa de Necessidades, sob os aspectos legal, técnico, econômico e ambiental do empreendimento.

Além de estudos e desenhos que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental, o Estudo Preliminar será constituído por um relatório justificativo, contendo a descrição e avaliação da alternativa selecionada, as suas características principais, os critérios,

índices e parâmetros utilizados, as demandas a serem atendidas e o pré-dimensionamento dos sistemas previstos. Serão consideradas as interferências entre estes sistemas e apresentada a estimativa de custo do empreendimento.

3.4.2 Projeto Básico

O Projeto Básico deverá demonstrar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental, possibilitar a avaliação do custo dos serviços e obras objeto da licitação, bem como permitir a definição dos métodos construtivos e prazos de execução do empreendimento . Serão solucionadas as interferências entre os sistemas e componentes da edificação.

Além dos desenhos que representem tecnicamente a solução aprovada através do Estudo Preliminar, o Projeto

Básico será constituído por um relatório técnico, contendo o memorial descritivo dos sistemas e componentes e o memorial de cálculo onde serão apresentados os critérios, parâmetros, gráficos, fórmulas, ábacos e “softwares” utilizados na análise e dimensionamento dos sistemas e componentes.

O Projeto Básico conterá ainda os elementos descritos na Lei de Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução dos serviços e obras, fundamentado em especificações técnicas e quantitativos de materiais, equipamentos e serviços, bem como em métodos construtivos e prazos de execução corretamente definidos.

3.4.3 Projeto Executivo

O Projeto Executivo deverá apresentar todos os elementos necessários à realização do empreendimento, detalhando todas as interfaces dos sistemas e seus componentes.

Além dos desenhos que representem todos os detalhes construtivos elaborados com base no Projeto Básico aprovado, o Projeto Executivo será constituído por um relatório técnico, contendo a revisão e complementação do memorial descritivo e do memorial de cálculo apresentados naquela etapa de desenvolvimento do projeto.

O Projeto Executivo conterá ainda a revisão do orçamento detalhado da execução dos serviços e obras, elaborado na etapa anterior, fundamentada no detalhamento e nos eventuais ajustes realizados no Projeto Básico.

3. 5 Coordenação e Responsabilidade

3.5.1 Cumprirá a cada área técnica ou especialidade o desenvolvimento do Projeto específico correspondente. O

6 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Projeto completo, constituído por todos os projetos específicos devidamente harmonizados entre si, será, de preferência, coordenado pelo autor do Projeto de Arquitetura ou pelo Contratante ou seu preposto, de modo a promover ou facilitar as consultas e informações entre os autores do

Projeto e solucionar as interferências entre os elementos dos diversos sistemas da edificação.

3.5.2 A responsabilidade pela elaboração dos projetos será de profissionais ou empresas legalmente habilitados pelo

Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia

- CREA.

3.5.3 O autor ou autores deverão assinar todas as peças gráficas que compõem os projetos específicos, indicando os números de inscrição e das ART’s efetuadas nos Órgãos de regulamentação profissional.

3.5.4 Ainda que o encaminhamento para aprovação formal nos diversos órgãos de fiscalização e controle, como

Prefeitura Municipal, Corpo de Bombeiros e entidades de proteção Sanitária e do Meio Ambiente, não seja realizado diretamente pelo autor do Projeto, será de sua responsabilidade a introdução das modificações necessárias

à sua aprovação. A aprovação do Projeto não eximirá os autores do Projeto das responsabilidades estabelecidas pelas normas, regulamentos e legislação pertinentes às atividades profissionais.

3.7.2 Os desenhos e documentos conterão na parte inferior ou superior, no mínimo, as seguintes informações:

• identificação do Contratante e do Órgão Setorial ou

Seccional do SISG que assumirá a edificação;

• identificação da Contratada e do autor do projeto: nome, registro profissional e assinatura;

• identificação da edificação: nome e localização geográfica;

• identificação do projeto: etapa de projeto, especialidade/

área técnica, codificação;

• identificação do documento: título, data da emissão e número de revisão;

• demais dados pertinentes.

3.7.3 A Contratada deverá emitir os desenhos e documentos de projeto em obediência a eventuais padrões previamente definidos pelo Contratante.

3.7.4 A elaboração dos desenhos e documentos de projeto deverá obedecer às disposições definidas no Caderno de Encargos.

De preferência, serão elaborados através de tecnologia digital.

Se apresentados na forma convencional, a formatação e dimensões das linhas, símbolos e letras deverão permitir a posterior conversão para a forma digital.

3.7.5 Se elaborados através de tecnologia digital, a entrega final dos desenhos e documentos de projeto deverá ser realizada em discos magnéticos (disquetes) ou discos óticos

(CD ROM), acompanhados de uma cópia em papel, de conformidade com o Caderno de Encargos.

3.6

Desenvolvimento do Projeto

3.6.1 Todos os projetos deverão ser desenvolvidos de conformidade com as Práticas de Projeto, Construção e

Manutenção de Edifícios Públicos Federais e Atos

Convocatórios da Licitação, prevalecendo, no caso de eventuais divergências, as disposições estabelecidas pelo

Contratante.

3.6.2 Os trabalhos deverão ser rigorosamente realizados em obediência às etapas de projeto estabelecidas nas Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos

Federais, de modo a evoluírem gradual e continuamente em direção aos objetivos estabelecidos pelo Contratante e reduzirem-se os riscos de perdas e refazimentos dos serviços.

3.7

Apresentação de Desenhos e Documentos

3.7.1 Os desenhos e documentos a serem elaborados deverão respeitar as normas técnicas pertinentes, especialmente as Normas NBR 6492 (Arquitetura), NBR

7191 (Concreto), NBR 6982 (Eletrônica), além das normas de desenho técnico.

4.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

A elaboração de projetos de serviços e obras de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações, deverá atender também

às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

7 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

C

ADERNO DE

E

NCARGOS

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração do

Caderno de Encargos necessário à feitura de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

T

ERMINOLOGIA

2.1

Administração

Órgão, entidade ou unidade administrativa da

Administração Pública.

2.2

Licitação

Procedimento administrativo destinado a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração.

2.3

Caderno de Encargos

Parte integrante do Edital de Licitação, que tem por objetivo definir o objeto da Licitação e do sucessivo Contrato, bem como estabelecer os requisitos, condições e diretrizes técnicas e administrativas para a sua execução.

2.4

Contratante

Órgão setorial ou seccional do SISG que contrata a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.5

Contratada

Empresa ou profissional contratado para a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser obedecidas as seguintes condições

3.1

A elaboração do Caderno de Encargos deverá apoiarse nas disposições estabelecidas pela Lei de Licitações e

Contratos e Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios Públicos Federais, de modo a buscar maior qualidade e produtividade nas atividades de contratação de estudos e projetos.

3.2

O Caderno de Encargos conterá o Programa de

Necessidades, bem como as informações e instruções complementares necessárias à elaboração do projeto dos serviços e obras objeto do contrato, como:

Descrição e abrangência dos serviços objeto da Licitação, localização e plano ou programa de suporte do empreendimento;

Plantas cadastrais do terreno ou da edificação pertinente ao objeto da Licitação;

Prazo e cronograma de execução dos serviços, total e parcial, incluindo etapas ou metas previamente estabelecidas pelo Contratante;

Programa de Necessidades e demais dados necessários à execução dos serviços objeto da Licitação;

Definição do modelo de Garantia de Qualidade a ser adotado para os serviços, fornecimentos e produtos pertinentes ao objeto da Licitação;

Informações específicas sobre os serviços objeto da

Licitação e disposições complementares do Contratante;

Relação das Práticas de Projeto, Construção e

Manutenção de Edifícios Públicos Federais aplicáveis aos serviços objeto da Licitação.

3.3

Todas as disposições e procedimentos pertinentes às

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios

Públicos Federais deverão ser verificados, ajustados e complementados pelo Contratante, de modo a atenderem às peculiaridades do objeto da Licitação.

3.4

Os ajustes e complementações realizados continuamente pelos órgãos setoriais ou seccionais abrangidos pelo SISG serão periodicamente compilados e avaliados pela Administração, com vistas à atualização permanente das Práticas de Projeto, Construção e

Manutenção de Edifícios Públicos Federais, incorporando as inovações tecnológicas e a experiência adquirida ao longo do tempo.

8 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

2

G

ARANTIA DE

Q

UALIDADE

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a definição do modelo de Garantia de Qualidade e do Sistema de Qualidade a serem adotados na elaboração de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Garantia de Qualidade

Ações planejadas e sistemáticas a serem realizadas pela Contratada durante a execução dos serviços, de modo a infundir no Contratante a confiança de que os produtos, fornecimentos ou serviços atendem aos requisitos de qualidade estabelecidos no Caderno de Encargos.

2.2

Sistema de Qualidade

Estrutura organizacional, responsabilidades, processos, procedimentos e recursos mobilizados pela

Contratada na gestão da qualidade dos serviços objeto do contrato.

2.3

Gestão de Qualidade

Parte da função gerencial da Contratada que implementa o sistema de qualidade a ser adotado na execução dos serviços objeto do contrato.

2.4

Controle de Qualidade

Técnicas operacionais e atividades da Contratada para verificar o atendimento dos requisitos de qualidade pertinentes aos serviços objeto do contrato.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser observadas as seguintes condições

3.1

O Caderno de Encargos será o instrumento hábil para a indicação do modelo de Garantia de Qualidade selecionado pelo Contratante para os fornecimentos e produtos relativos ao objeto do contrato.

3.2

A seleção do modelo de Garantia de Qualidade deverá ser efetuada de conformidade com as disposições das Normas NBR 19.000 - Normas de Gestão de Qualidade e Garantia de Qualidade - Diretrizes para Seleção e Uso e

NBR 19.001 - Sistemas de Qualidade - Modelo para Garantia de Qualidade em Projetos/Desenvolvimento, Produção,

Instalação e Assistência Técnica.

3.3

O Contratante poderá discriminar os componentes do Sistema de Qualidade a ser adotado pela Contratada, ajustando, suprimindo ou adicionando componentes ao

Sistema selecionado, de forma a adequar o modelo de

Garantia de Qualidade aos serviços objeto do contrato.

3.4

O Sistema de Qualidade adotado pela Contratada deverá ser estruturado de conformidade com a Norma NBR

19004 - Gestão da Qualidade e Elementos do Sistema da

Qualidade - Diretrizes, contemplando, no mínimo, os seguintes elementos:

• responsabilidade e autoridade pela qualidade, definindo explicitamente as responsabilidades gerais e específicas pela qualidade;

• estrutura organizacional, apresentando a organização da Contratada para a Gestão da Qualidade, bem como as linhas de autoridade e comunicação;

• recursos e pessoal, indicando os recursos humanos e materiais a serem utilizados pela Contratada;

• procedimentos operacionais, indicando as atividades da Contratada para o cumprimento dos objetivos da qualidade.

3.5

A Contratada deverá apresentar o Sistema de

Gestão de Qualidade através de um “Manual de

Qualidade”, que conterá a descrição completa e adequada do Sistema, servindo de referência permanente para a sua implementação e manutenção.

3.6

Os procedimentos operacionais deverão abordar, no mínimo, as seguintes atividades a serem realizadas durante a elaboração do projeto:

• análise do contrato, abrangendo o Caderno de

Encargos e todos os demais documentos anexos;

• controle de documentos, incluindo correspondência, atas de reuniões, e demais documentos pertinentes à execução do contrato;

• identificação e rastreamento de produtos, abrangendo os estágios e as modificações dos desenhos, memoriais, especificações e demais elementos de

9 / 1

projeto;

• controle de elaboração do projeto, abrangendo dados básicos e critérios de projeto, utilização de “softwares” e metodologia de projeto, tratamento de interfaces e pendências de projeto, bem como instru mentos de planejamento, como fluxogramas, cronogramas e relação de produtos;

• auditorias e registros de qualidade;

• contratação e supervisão de serviços de terceiros;

• registro, qualificação e treinamento de profissionais.

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

3

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

2.1

a serem utilizados nos serviços e obras, visando um desempenho técnico determinado.

2.2

2.3

2.4

T

ERMINOLOGIA

Especificação Técnica de Materiais, Equipamentos e Serviços

Caracterização de materiais, equipamentos e serviços

Componente

Composição, associação, fixação ou aplicação de materiais e equipamentos na edificação.

Serviço

Atividade executiva ou componente da edificação, definido através de suas características essenciais.

Solicitação de Uso

Carga, pressão, temperatura, umidade ou outras formas e condições de utilização do componente da edificação.

2.5

Desempenho Técnico

Comportamento de um componente da edificação frente

à solicitação de uso a que é submetido através do tempo.

2.6

Similares

Componentes que têm a mesma função na edificação.

2.7

Equivalentes

Componentes que têm a mesma função e desempenho técnico na edificação.

2.8

Ensaios e Testes

Provas que permitem a qualificação ou classificação de materiais, equipamentos e serviços, referidas a um desempenho técnico determinado.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

As especificações técnicas deverão ser elaboradas de conformidade com as Normas do INMETRO e Práticas específicas, de modo a abranger todos os materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto.

3.2

As especificações técnicas deverão estabelecer as características necessárias e suficientes ao desempenho técnico requerido pelo projeto, bem como para a contratação dos serviços e obras.

3.3

Se houver associação de materiais, equipamentos e serviços, a especificação deverá compreender todo o conjunto, de modo a garantir a harmonização entre os elementos e o desempenho técnico global.

3.4

As especificações técnicas deverão considerar as condições locais em relação ao clima e técnicas construtivas a serem utilizadas.

3.5

De preferência, as especificações técnicas deverão aterse aos materiais, equipamentos e serviços pertinentes ao mercado local.

3.6

As especificações técnicas não poderão reproduzir catálogos de um determinado fornecedor ou fabricante, a fim de permitir alternativas de fornecimento.

3.7

As especificações de componentes conectados a redes de utilidades públicas deverão adotar rigorosamente os padrões das concessionárias.

3.8

A utilização de especificações padronizadas deverá limitar-se às especificações que somente caracterizem materiais, serviços e equipamentos previstos no projeto.

3.9

As especificação técnicas de soluções inéditas deverão se apoiar em justificativa e comprovação do desempenho requerido pelo projeto, através de testes, ensaios ou experiências bem sucedidas, a juízo do Contratante.

3.10

As especificações serão elaboradas visando equilibrar economia e desempenho técnico, considerando custos de fornecimento e de manutenção, porém sem prejuízo da vida

útil do componente da edificação.

3.11

Se a referência de marca ou modelo for indispensável para a perfeita caracterização do componente da edificação, a especificação deverá indicar, no mínimo, três alternativas de aplicação e conterá obrigatoriamente a expressão “ou equivalente”, definindo com clareza e precisão as características e desempenho técnico requerido pelo projeto, de modo a permitir a verificação e comprovação da equivalência com outros modelos e fabricantes.

11 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.12

A equivalência de componentes da edificação será fundamentada em certificados de testes e ensaios realizados por laboratórios idôneos, aceitos pelo Contratante.

3.13 As especificações técnicas poderão incorporar informações de interesse, detalhes construtivos e outros elementos necessários à perfeita caracterização, inclusive catálogos e manuais que orientem a execução e inspeção dos serviços, desde que sejam atendidas as condições estabelecidas nas Práticas.

3.14

As especificações técnicas serão elaboradas com base nas Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais. Se forem previstos no projeto técnicas ou componentes não constantes das Práticas, a especificação deverá ser acompanhada das disposições pertinentes, segundo os padrões das Práticas.

3.15

No caso de eventual substituição de materiais, equipamentos e serviços, bem como de técnicas executivas constantes das Práticas, deverão ser indicados nas disposições os procedimentos adequados de autorização do

Contratante e de consulta ao autor do projeto.

12 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

4

O

RÇAMENTO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

Apensos

Apenso 1 - Discriminação Orçamentária

Apenso 2 - Regulamentação de Preços e Medição de Serviços

Apenso 3 - Modelo de Planilha de Preço Unitário

Apenso 4 - Modelo de Planilha de Orçamento

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de orçamentos de serviços de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.6

Custo Horário de Equipamento

Custo horário de utilização de equipamento na execução dos serviços, compreendendo as despesas de operação e manutenção, inclusive mão-de-obra, depreciação e juros do capital imobilizado.

2.7

Composição de Preço Unitário

Composição de preço unitário de serviço, realizada através de coleta de preços no mercado, pesquisa de índices ou coeficientes de aplicação de materiais, equipamentos e mão-de-obra, avaliação de custos horários de equipamentos e taxas de LS e BDI.

2.8

Taxa de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI)

Taxa correspondente a despesas indiretas e remuneração ou lucro para execução dos serviços, geralmente expressa em %, incidente sobre a soma dos custos de materiais, mão-de-obra e equipamentos.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.9

Encargos Sociais

Despesas com encargos sociais e trabalhistas, conforme legislação em vigor, geralmente expressa em %, incidente sobre o custo de mão-de-obra.

2.1

Estimativa de Custo

Avaliação de custo obtida através de estimativa de

áreas e quantidades de componentes, pesquisa de preços médios e aplicação de coeficientes de correlação, usualmente realizada na etapa de estudo preliminar.

2.10

Índice de Aplicação (Coeficiente)

Quantidade de material ou mão-de-obra aplicada na execução de determinado serviço de construção, demolição ou conservação de edificações.

2.2

Orçamento Preliminar (Orçamento Sintético)

Avaliação de custo obtida através de levantamento e estimativa de quantidades de materiais, equipamentos e serviços e pesquisa de preços médios, usualmente realizado na etapa de projeto básico.

2.11

Coeficiente de Correlação

Coeficiente entre o custo de uma parte ou componente de edificação e a soma dos custos de duas ou mais partes ou componentes da mesma edificação.

2.3

Orçamento Final (Orçamento Analítico)

Avaliação de custo obtida através de levantamento de quantidades de materiais, equipamentos e serviços e composição de preços unitários, usualmente realizado na etapa de projeto básico e/ou de projeto executivo.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser observadas as seguintes condições

2.4

Discriminação Orçamentária

Relação de materiais, equipamentos e serviços de construção, demolição ou conservação de edificações e respectivas unidades de medição, estabelecida para disciplinar a elaboração de orçamentos.

2.5

Coleta de Preço

Pesquisa e levantamento no mercado de preços de materiais, equipamentos e serviços a serem utilizados na construção, demolição ou conservação de edificações.

3.1

Obter os desenhos e demais documentos gráficos relativos aos serviços ou obras a serem executadas, como:

• plantas, elevações, cortes e detalhes;

• memoriais descritivos;

• lista de quantidades e especificações de materiais e serviços;

• relatórios;

• outros.

3.2

Conhecer as características do local de execução dos serviços ou obras, abrangendo:

13 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• condições locais e regionais;

• materiais e equipamentos;

• mão-de-obra;

• infra-estrutura de acesso

• outras.

3.3

Considerar as principais características e condições de execução dos serviços ou obras, incluindo:

• métodos executivos previstos;

• volume ou porte dos serviços;

• prazos de execução

• outras.

3.4

Elaborar os orçamentos ou as estimativas de custo obedecendo à discriminação orçamentária apensa a este Anexo ou à indicada pelo Contratante.

3.5

A elaboração da estimativa de custo deverá basear-se em:

• pesquisa de preços médios vigentes no mercado local ou região de execução dos serviços;

• estimativa de áreas e quantidades de componentes, fundamentada em dimensões e índices médios de consumo ou aplicação referentes a edificações similares;

• utilização de coeficientes de correlação referentes a edificações similares.

3.6

A elaboração do orçamento sintético deverá basearse em:

• pesquisa de preços médios vigentes no mercado local ou região de execução dos serviços;

• estimativa de quantidade de materiais e serviços, fundamentada em índices de consumo referentes a edificações similares.

3.7

A elaboração do orçamento analítico deverá basearse em:

• coleta de preços realizada no mercado local ou região de execução dos serviços;

• avaliação dos custos horários de equipamentos, considerando as condições locais de operação e a taxa legal de juros;

• avaliação da Taxa de Leis Sociais (LS) em função das características do local de execução dos serviços;

• avaliação da Taxa de Benefícios e Despesas Indiretas

(BDI) em função do volume ou porte dos serviços e do local de execução;

• pesquisa dos índices de aplicação de materiais e mão-deobra, considerando as condições locais ou regionais de execução.

3.8

As planilhas de orçamento e de composição de preços unitários deverão obedecer ao modelo apenso a este Anexo.

3.9

Os orçamentos sintéticos e analíticos deverão conter um resumo apresentando os valores por grupos e subgrupos de itens orçamentários, indicando o percentual de participação no valor total e as índices de custo por unidade de área, em m2.

3.10

Os orçamentos e estimativas de custos deverão ser encaminhados ao Contratante para exame e aprovação, acompanhados de memória justificativa, contendo a relação de desenhos e demais documentos gráficos pertinentes aos serviços e obras a serem executados, as fontes dos coeficientes de correlação, os preços médios, a pesquisa de preços básicos realizada no mercado local e os demonstrativos das taxas de LS e de BDI utilizadas nas composições de preço, de conformidade com o grau de avaliação dos custos dos serviços e obras.

14 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

PENSO

1

D

ISCRIMINAÇÃO

O

RÇAMENTÁRIA

A presente discriminação orçamentária foi elaborada buscando abranger os materiais e serviços usualmente utilizados na construção, conservação e demolição de edificações. Não obstante, face ao elevado número de materiais e serviços relacionados a este tipo de obra e à variedade de condições e costumes regionais, poderão ocorrer eventuais omissões nesta discriminação.

Os Grupos e a codificação adotados visaram conferir

à discriminação orçamentária maior flexibilidade na composição ou estruturação de orçamentos, sem prejuízo da clareza e racionalidade necessárias a estes documentos.

Os códigos estão compostos por três campos numéricos:

• o 1.º campo numérico é formado por dois dígitos que definem o GRUPO dos serviços. Exemplo: 05.XX.YYY

- Instalações Hidráulicas e Sanitárias;

• o 2º campo numérico é formado por dois dígitos que definem o SUBGRUPO dos serviços. Exemplo:

XX.02.YYY - Instalações de Água Quente;

• o 3º campo numérico é formado por três dígitos que definem o ITEM que compõe o SUBGRUPO. Exemplo:

XX.YY.100 -Tubulações e Conexões de Cobre.

Assim, neste exemplo, têm-se: 05.02.100

05 = GRUPO - Instalações Hidráulicas e Sanitárias

02 = SUBGRUPO - Instalações de Água Quente

100 = ITEM-Tubulações e Conexões de Cobre

Para atender à variedade e clareza de composição do orçamento, o 3º campo numérico também foi utilizado para definir SUBITENS. Exemplo: 05.02.102 - Luva.

A título de esclarecimento, apresentam-se as seguintes observações gerais:

• o GRUPO 10 - Serviços Auxiliares e Administrativos pode ser utilizado para o atendimento de serviços eventuais, não incluídos no orçamento, e que quase sempre ocorrem durante a administração dos contratos;

• dimensões, bitolas, diâmetros, capacidades, modelos e demais características de materiais, equipamentos ou serviços devem ser discriminados no orçamento, dentro dos itens ou subitens pertinentes. Exemplo:

05.02. 100 -Tubulações e Conexões de Cobre

05.02.102 - Luva

- Ø50 mm

- Ø100 mm

• a discriminação possibilita mais de uma opção para a composição orçamentária. Assim, por exemplo, o subitem 04.01.201 - Porta em Chapa Maciça de Ferro inclui as ferragens. Entretanto, previram-se subitens referentes a ferragens, 04.01.242 a 04.01.248, para orçamentos de eventuais substituições destas peças.

Adotaram-se, na Discriminação Orçamentária e na Regulamentação de Preços e Medição de Serviços, as unidades mais usuais de medição.

Apresentam-se a seguir o quadro-resumo dos

GRUPOS e SUBGRUPOS da Discriminação

Orçamentária e da Regulamentação de Preços e

Medições de Serviços.

15 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Q

UADRO

R

ESUMO

01.00.000

SERVIÇOS TÉCNICO - PROFISSIONAIS

01.01.000

Topografia

01.02.000

Geotecnia

01.03.000

Estudos e Projetos

01.04.000

Orçamentos

01.05.000

Perícias e Vistorias

01.06.000

Planejamento e Controle

01.07.000

Maquetes e Fotos

02.00.000

SERVIÇOS PRELIMINARES

02.01.000

Canteiro de Obras

02.02.000

Demolição

02.03.000

Locação de Obras

02.04.000

Terraplenagem

02.05.000

Rebaixamento de Lençol Freático

03.00.000

FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS

03.01.000

Fundações

03.02.000

Estruturas de Concreto

03.03.000

Estruturas Metálicas

03.04.000

Estruturas de Madeira

03.05.000

Contenção de Maciços de Terra

04.00.000

ARQUITETURA E ELEMENTOS DE

URBANISMO

04.01.000

04.02.000

04.03.000

04.04.000

04.05.000

04.06.000

Arquitetura

Comunicação Visual

Interiores

Paisagismo

Pavimentação

Sistema Viário

05.00.000

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E

SANITÁRIAS

05.01.000

Água Fria

05.02.000

Água Quente

05.03.000

Drenagem de Águas Pluviais

05.04.000

Esgotos Sanitários

05.05.000

Resíduos Sólidos

05.06.000

Serviços Diversos

06.00.000

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E

ELETRÔNICAS

06.01.000

Instalações Elétricas

06.02.000

Telefonia

16 /1

06.03.000

Detecção e Alarme de Incêndio

06.04.000

Sonorização

06.05.000

Relógios Sincronizados

06.06.000

Antenas Coletivas de TV e FM e TV a Cabo

06.07.000

Circuito Fechado de Televisão

06.08.000

Sistema de Supervisão, Comando e Controle

06.09.000

Sistema de Cabeamento Estruturado

06.10.000

Serviços Diversos

07.00.000

INSTALAÇÕES MECÂNICAS E DE

UTILIDADES

07.01.000

Elevadores

07.02.000

Ar Condicionado Central

07.03.000

Escadas Rolantes

07.04.000

Ventilação Mecânica

07.05.000

Compactadores de Resíduos Sólidos

07.06.000

Portas Automáticas

07.07.000

Gás Combustível

07.08.000

Vapor

07.09.000

Ar Comprimido

07.10.000

Vácuo

07.11.000

Oxigênio

07.12.000

Calefação

07.13.000

Correio Pneumático

08.00.000

INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E

COMBATE A INCÊNDIO

Prevenção e Combate a Incêndio 08.01.000

09.00.000

SERVIÇOS COMPLEMENTARES

09.01.000

Ensaios e Testes

09.02.000

Limpeza de Obras

09.03.000

Ligações Definitivas

09.04.000

Como Construído (“As Built”)

09.05.000

Reprografia

10.00.000

SERVIÇOS AUXILIARES E

ADMINISTRATIVOS

10.01.000

Pessoal

10.02.000

Materiais

10.03.000

Máquinas e Equipamentos

10.04.000

Transportes

11.00.000

SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO E

MANUTENÇÃO

11.01.000

Conservação e Manutenção

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

01.00.000

SERVIÇOS TÉCNICO - PROFISSIONAIS

01.01.000

TOPOGRAFIA

01.01.100

Levantamento Planialtimétrico

01.01.200

Transporte de Cotas além de 1 km

01.01.300

Transporte de Coordenadas além de 1 km

01.02.000

GEOTECNIA

01.02.100

Sondagens

01.02.101

Poços de inspeção

01.02.102

A trado

01.02.103

A percussão

01.02.104

Rotativa

01.02.105

Mista

01.02.106

Sísmicas por refração

01.02.107

Elétricas

01.02.200

Ensaios de Campo

01.02.201

Penetração para sondagens mistas

01.02.202

Lavagem por tempo

01.02.203

Infiltração

01.02.204

Perda d’água

01.02.205

Perda de carga

01.02.300

Ensaios de Laboratório

01.02.301

Umidade natural

01.02.302

Densidade natural

01.02.303

Análise granulométrica

01.02.304

Densidade real dos grãos

01.02.305

Limites de liquidez e plasticidade

01.02.306

Permeabilidade

01.02.307

Adensamento

01.02.308

Compressão simples

01.02.309

Cisalhamento direto

01.02.310

Compressão triaxial

01.02.311

Compactação

01.02.312

Índice de suporte Califórnia (ISC ou CBR)

01.02.313

Equivalente de areia

01.02.314

Massa específica aparente do solo “In situ” com emprego de frasco de areia

01.02.315

Umidade pelo método expedito “Speedy”

01.02.316

Abrasão Los Angeles

01.02.317

Durabilidade do agregado “Soundness Test”

01.02.318

Adesividade de agregado graúdo a ligante betuminoso

01.02.319

Dosagem de misturas betuminosas pelo Método Marshall

01.02.320

Densidade de misturas betuminosas

01.02.321

Porcentagem de betume em misturas betuminosas

01.02.322

Dosagem de misturas estabilizadas granulometricamente

01.02.323

Dosagem de solo-cimento pelo processo de resistência à compressão

01.02.400

Ensaios Especiais

01.03.000

ESTUDOS E PROJETOS

01.03.100

Estudos de Viabilidade

01.03.200

Planos Diretores

01.03.300

Estudos Preliminares

01.03.301

de serviços preliminares

01.03.302

de fundações e estruturas

01.03.303

de contenção de maciços de terra

01.03.304

de arquitetura e elementos de urbanismo

01.03.305

de instalações hidráulicas e sanitárias

01.03.306

de instalações elétricas e eletrônicas

01.03.307

de instalações mecânicas e de utilidades

01.03.308

de instalações de prevenção e combate a incêndio

01.03.400

Projeto Básico

01.03.401

de serviços preliminares

01.03.402

de fundações e estruturas

01.03.403

de contenção de maciços de terra

01.03.404

de arquitetura e elementos de urbanismo

01.03.405

de instalações hidráulicas e sanitárias

01.03.406

de instalações elétricas e eletrônicas

01.03.407

de instalações mecânicas e de utilidades

01.03.408

de instalações de prevenção e combate a incêndio

UNIDADE

m² km km m³ m m m m m m un un un un un vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

01.03.500

Projeto Executivo

01.03.501

de serviços preliminares

01.03.502

de fundações e estruturas

01.03.503

de contenção de maciços de terra

01.03.504

de arquitetura e elementos de urbanismo

01.03.505

de instalações hidráulicas e sanitárias

01.03.506

de instalações elétricas e eletrônicas

01.03.507

de instalações mecânicas de utilidades

01.03.508

de instalações de prevenção e combate a incêndio

01.04.000

ORÇAMENTOS

01.05.000

PERÍCIAS E VISTORIAS

01.06.000

PLANEJAMENTO E CONTROLE

01.07.000

MAQUETES E FOTOS

02.00.000

SERVIÇOS PRELIMINARES

02.01.000

CANTEIRO DE OBRAS

02.01.100

Construções Provisórias

02.01.101

Escritórios

02.01.102

Depósitos

02.01.103

Oficinas

02.01.104

Refeitórios

02.01.105

Vestiários e sanitários

02.01.106

Dormitórios

02.01.200

Ligações Provisórias

02.01.201

Água

02.01.202

Energia elétrica

02.01.203

Gás

02.01.204

Telefone

02.01.205

Esgoto

02.01.300

Acessos Provisórios

02.01.400

Proteção e Sinalização

02.01.401

Tapumes

02.01.402

Cercas

02.01.403

Muros

02.01.404

Placas

02.01.405

Portões

02.02.000

DEMOLIÇÃO

02.02.100

Demolição Convencional

02.02.110

Fundações e estruturas de concreto

02.02.111

Concreto simples

02.02.112

Concreto armado

02.02.120

Estruturas metálicas

02.02.130

Estruturas de madeira

02.02.140

Vedações

02.02.150

Pisos

02.02.160

Coberturas

02.02.170

Revestimentos e forros

02.02.180

Pavimentações

02.02.200

Demolição com Explosivos

02.02.300

Remoções

02.02.310

Remoção de equipamentos e acessórios

02.02.320

Remoção de redes hidráulicas, elétricas e de utilidades

02.02.321

Redes enterradas

02.02.322

Redes embutidas

02.02.323

Redes aéreas

02.02.330

Carga, transporte, descarga e espalhamento de materiais provenientes de demolição

UNIDADE

m² m² m² m² m ² m² vb vb vb vb vb vb m² m² m² vb m² un m m m m³ x km vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb m³ m³ m³ m² m³ m³ kg m² m³ m³

17 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

02.03.000

LOCAÇÃO DE OBRAS

02.03.100

De Edificações

02.03.200

De Sistemas Viários Internos e Vias de Acesso

02.04.000

TERRAPLENAGEM

02.04.100

Limpeza e Preparo da Área

02.04.101

Capina e roçado

02.04.102

Destocamento de árvores

02.04.200

Cortes

02.04.201

em material de 1ª categoria

02.04.202

em material de 2ª categoria

02.04.203

em material de 3ª categoria

02.04.204

Escavação de material brejoso

02.04.300

Aterro Compactado

02.04.400

Transporte, Lançamento e Espalhamento de Material Escavado

02.04.401

até a distância de 1 km

02.04.402

a distância superior a 1 km

02.05.000

REBAIXAMENTO DE LENÇOL FREÁTICO

02.05.100

Ponteiras Filtrantes

02.05.101

Instalação das ponteiras

02.05.102

Operação e manutenção do equipamento

02.05.200

Poços Profundos

02.05.201

Execução dos poços

02.05.202

Operação e manutenção do equipamento

02.05.300

Poços Injetores

02.05.301

Execução dos poços

02.05.302

Operação e manutenção do equipamento

02.05.303

Indicadores de nível d’água

02.05.304

Piezômetros

02.05.400

Paredes Diafragma

02.05.401

Paredes-guias

02.05.402

Escavação mecanizada com lama bentonítica

02.05.403

Armadura

02.05.404

Concreto

02.05.500

Estacas-Pranchas

02.05.600

Drenagem a Céu Aberto e Tubos Drenantes

02.05.601

Escavação manual para abertura de canaletas, trincheiras laterais ou valetas

02.05.602

Escavação mecanizada para abertura de canaletas trincheiras laterais ou valetas

02.05.603

Instalações de tubos drenantes

02.05.604

Instalações de bombas para esgotamento de valas

02.05.700

Drenos Horizontais e Suborizontais

02.05.800

Drenos Verticais de Areia

03.00.000

FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS

03.01.000

FUNDAÇÕES

03.01.100

Escavação de Valas

03.01.101

Manual

03.01.102

Mecanizada

03.01.103

Reaterro compactado

03.01.104

Carga, transporte, lançamento e espalhamento de solo

03.01.105

Esgotamento de valas

03.01.200

Escoramento

03.01.210

Contínuo de madeira

03.01.220

Descontínuo de madeira

03.01.230

Metálico-madeira contínuo

03.01.240

Estacas

03.01.241

Estacas-pranchas metálicas

UNIDADE

m² m m³ x dam m³ x km m m³ m

HP x h m m

3 m³ m³ m³ m³ x dam

HP x h m² m² m² m² m² m³ kg m³ m² m h m m un h m h m² un m³ m³ m³ m³ m³

ITEM DISCRIMINAÇÃO

03.01.242

Estacas-pranchas de concreto armado

03.01.243

Estacas-pranchas de polímeros

03.01.244

Estacas justapostas de concreto

03.01.245

Estacas justapostas de solo-cimento CCP ou JG

03.01.250

Gabiões

03.01.251

tipo caixa

03.01.252

tipo colchão

03.01.253

tipo saco

03.01.260

Maciços de solo armado

03.01.261

Com paramento vertical de 0,0 a 4,5 m

03.01.262

Com paramento vertical de 4,5 a 6,0 m

03.01.263

Com paramento vertical de 6,0 a 7,5 m

03.01.264

Com paramento vertical de 7,5 a 9,0 m

03.01.300

Fundações Diretas

03.01.310

Pedras-de-mão

03.01.311

Seca

03.01.312

Argamassada

03.01.320

Lastros

03.01.321

De concreto

03.01.322

De brita

03.01.330

Tijolos comuns

03.01.340

Sapatas isoladas

03.01.341

Formas

03.01.342

Armadura

03.01.343

Concreto

03.01.344

Concreto ciclópico

03.01.350

Sapatas corridas

03.01.351

Formas

03.01.352

Armadura

03.01.353

Concreto

03.01.354

Concreto ciclópico

03.01.360

“Radier”

03.01.361

Formas

03.01.362

Armadura

03.01.363

Concreto

03.01.400

Fundações Profundas

03.01.410

Estacas pré-moldadas

03.01.411

De concreto armado

03.01.412

De concreto protendido

03.01.413

De concreto armado centrifugado

03.01.414

De madeira

03.01.415

Metálicas

03.01.420

Estacas moldadas no local

03.01.421

Brocas

03.01.422

Tipo “Franki”

03.01.423

Tipo “Strauss”

03.01.424

Tipo “Raiz”

03.01.425

Escavadas (estacão)

03.01.426

Colunas de solo-cimento tipo CCP ou JG

03.01.430

Preparo de cabeças de estacas

03.01.440

Tubulões com camisa de concreto

03.01.441

Camisa de concreto inclusive forma e armadura

03.01.442

Escavação de fuste a céu aberto

03.01.443

Escavação de fuste a ar comprimido

03.01.444

Escavação de base a céu aberto

03.01.445

Escavação de base a ar comprimido

03.01.446

Lastro de concreto

03.01.447

Concreto da base, inclusive armadura

03.01.448

Concreto do fuste

03.01.450

Tubulões com camisa metálica

03.01.451

Camisa metálica com cravação normal

03.01.452

Camisa metálica com cravação mecanizada

03.01.453

Escavação de fuste a céu aberto

03.01.454

Escavação de fuste a ar comprimido

03.01.455

Escavação de base a céu aberto

03.01.456

Escavação de base a ar comprimido

03.01.457

Lastro de concreto

UNIDADE

m² m² m² m m³ m³ m³ m² m² m² m² m m m m m m un m m m m m kg kg m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³ m² kg m³ m³ m² kg m³ m³ m² kg m³

18 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

03.01.458

Concreto da base, inclusive armadura

03.01.459

Concreto do fuste, inclusive armadura

03.01.460

Tubulões com escavação mecanizada (perfuratriz)

03.01.461

Escavação

03.01.462

Concreto, inclusive armadura

03.01.500

Blocos de Fundação

03.01.501

Lastro

03.01.502

Formas

03.01.503

Armadura

03.01.504

Concreto

03.01.600

Impermeabilização

03.01.601

Argamassa rígida de cimento, areia e impermeabilizante

03.01.602

Pintura com emulsão betuminosa

UNIDADE

m³ m³ m³ m³ m³ m² kg m³ m³ m²

03.02.000

ESTRUTURAS DE CONCRETO

03.02.100

Concreto Armado

03.02.110

Pilares

03.02.111

Formas

03.02.112

Armadura

03.02.113

Concreto

03.02.120

Vigas

03.02.121

Formas

03.02.122

Armadura

03.02.123

Concreto

03.02.130

Lajes

03.02.131

Formas

03.02.132

Armadura

03.02.133

Concreto

03.02.140

Muros de arrimo

03.02.141

Formas

03.02.142

Armadura

03.02.143

Concreto

03.02.144

Tirantes

03.02.150

Paredes-diafragmas

03.02.151

Paredes-guias

03.02.152

Escavação mecanizada com lama bentonítica

03.02.153

Armadura

03.02.154

Concreto

03.02.160

Calhas

03.02.161

Formas

03.02.162

Armadura

03.02.163

Concreto

03.02.170

Caixas d’água

03.02.171

Formas

03.02.172

Armadura

03.02.173

Concreto

03.02.180

Escadas

03.02.181

Formas

03.02.182

Armadura

03.02.183

Concreto

03.02.190

Reforço de estrutura

03.02.191

Formas

03.02.192

Armadura

03.02.193

Concreto

03.02.200

Concreto Protendido

03.02.210

Peças protendidas

03.02.211

Formas

03.02.212

Armadura frouxa

03.02.213

Armadura de protensão

03.02.214

Bainhas

03.02.215

Ancoragens

03.02.216

Concreto

03.02.217

Operação de protensão

03.02.218

Operação de injeção

03.02.300

Concreto Pré-Moldado m² kg m³ m² kg m³ m² kg m³ m² kg m³ m m² m³ kg m³ m² kg m³ m² kg m³ m³ kg m³ m² kg m³ m² kg kg m un m³ vb vb

ITEM DISCRIMINAÇÃO

03.02.310

Blocos

03.02.311

Formas

03.02.312

Armadura

03.02.313

Concreto

03.02.320

Pilares

03.02.321

Formas

03.02.322

Armadura

03.02.323

Concreto

03.02.330

Vigas

03.02.331

Formas

03.02.332

Armadura

03.02.333

Concreto

03.02.340

Lajes

03.02.341

Formas

03.02.342

Armadura

03.02.343

Concreto

03.02.350

Chumbadores

03.02.360

Transporte

03.02.400

Diversos

03.02.410

Gabiões

03.02.420

Aparelhos de apoio

03.02.430

Juntas de Dilatação

03.03.000

ESTRUTURAS METÁLICAS

03.03.100

Estrutura Metálica Completa

03.03.200

Peças Principais

03.03.201

Perfis laminados

03.03.202

Perfis soldados

03.03.203

Perfis leves constituídos de chapas dobradas

03.03.204

Trilhos

03.03.205

Tubos

03.03.206

Barra redonda

03.03.207

Chapas

03.03.208

Chapas de piso

03.03.209

Grelha

03.03.210

Montagem

03.03.300

Dispositivos de ligação

03.03.301

Parafusos

03.03.302

Solda

03.03.303

Chumbadores

03.03.304

Rebites

03.03.305

Conectores

03.03.306

Pinos

03.03.400

Acessórios

03.03.401

Esticador

03.03.402

Presilhas

03.03.403

Olhal

03.03.404

Cabos de aço

03.03.405

Manilhas

03.03.406

Sapatilhas

03.03.500

Tratamento

03.03.600

Pintura de Acabamento

03.03.700

Revestimento Contra Fogo

03.04.000

ESTRUTURAS DE MADEIRA

03.04.100

Estrutura de Madeira Completa

03.04.200

Peças Principais

03.04.201

Pranchões

03.04.202

Pranchas

03.04.203

Vigas

03.04.204

Vigotas

03.04.205

Caibros

03.04.206

Tábuas vb vb vb un un un kg un un un m un un un un kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg kg m³ dm³ m m³ m³ m³ m³ m³ m³ m³

UNIDADE

m² kg m³ m² kg m³ un vb m² kg m³ m² kg m³

19 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

03.04.207

Sarrafos

03.04.208

Ripas

03.04.300

Dispositivos de Ligação

03.04.301

Pregos

03.04.302

Pinos

03.04.303

Parafusos com porca e arruela

03.04.304

Conectores

03.04.305

Tarugos ou chavetas

03.04.306

Cola

03.04.307

Grampos

03.04.308

Braçadeiras

03.04.400

Tratamento

03.04.500

Pintura de Acabamento

03.05.000

CONTENÇÃO DE MACIÇOS DE TERRA

Idem 03.01.000 e 03.02.000

04.00.000

ARQUITETURA E ELEMENTOS DE URBANISMO

04.01.000

ARQUITETURA

04.01.100

Paredes

04.01.101

de alvenaria de tijolos maciços de barro

04.01.102

de alvenaria de tijolos furados de barro

04.01.103

de alvenaria de tijolos maciços aparentes

04.01.104

de alvenaria de tijolos laminados de cerâmica

04.01.105

de alvenaria de blocos de concreto

04.01.106

de alvenaria de blocos de concreto celular

04.01.107

de alvenaria de blocos de concreto aparente

04.01.108

de alvenaria de blocos de concreto celular aparente

04.01.109

de alvenaria de blocos sílico-calcários

04.01.110

de alvenaria de blocos de vidro

04.01.111

de alvenaria de blocos cerâmicos

04.01.112

de alvenaria de blocos estruturais

04.01 113 de alvenaria de elementos vazados de concreto

04.01 114 de alvenaria de elementos vazados de cerâmica

04.01 115 de divisória de chapas compensadas

04 01 116 de divisória de chapas de fibro-cimento

04.01 117 de divisória revestida com laminado melamínico

04.01 118 de divisória de granilite

04.01 119 de divisória de mármore

04.01 120 de divisória de granito

04.01 121 de divisória de gesso

04.01 122 de divisória de tela metálica

04.01 123 de divisória de placas de concreto

UNIDADE

m³ m³ m

2 m 2 m

2 m

2 m 2 m

2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m 2 m 2 m 2 m

2 m 2 m 2 m 2 m

2 m 2 kg un un un un l ou kg un un vb vb

04.01 200 Esquadrias

04.01.201

Porta de ferro em chapa maciça

04.01.202

Porta de ferro em barras

04.01.203

Porta de ferro em veneziana

04.01.204

Porta de ferro em tela metálica

04.01.205

04.01.206

Porta de ferro de enrolar

04.01.207

Porta de ferro pantográfica

04.01.208

04.01.209

04.01.210

04.01.211

04.01.212

04.01.213

04.01.214

04.01.215

04.01.216

04.01.217

04.01.218

04.01.219

Porta automática de ferro com acionador eletromecânico

Porta corta-fogo

Batentes e guarnições de ferro

Caixilho fixo de ferro em chapa maciça

Caixilho fixo de ferro em barras

Caixilho fixo de ferro em veneziana

Caixilho fixo de ferro em tela metálica

Caixilho móvel de ferro em chapa maciça

Caixilho móvel de ferro em barras

Caixilho móvel de ferro em veneziana

Caixilho móvel de ferro em tela metálica

Porta de alumínio em chapa maciça

Porta de alumínio em barras un un un

04.01.220

Porta de alumínio em veneziana un

04.01.221

Porta automática de alumínio com acionador eletromecânico un

04.01.222

Batentes e guarnições de alumínio m

04.01.223

04.01.224

04.01.225

Caixilho fixo de alumínio em veneziana

04.01.226

Caixilho móvel de alumínio em chapa maciça

04.01.227

Caixilho móvel de alumínio em barras

04.01.228

04.01.229

Caixilho fixo de alumínio em chapa maciça

Caixilho fixo de alumínio em barras

Caixilho móvel de alumínio em veneziana

Porta de madeira maciça m

2 m 2 m

2 m

2 m 2 m

2 un un m m

2 m

2 m 2 m

2 m 2 m 2 m

2 m 2 un un un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

04.01.230

Porta de madeira compensada

04.01.231

Porta de madeira com veneziana

04.01.232

Porta automática de madeira com acionador eletromecânico

04.01.233

Batentes e guarnições de madeira

04.01.234

Caixilho fixo de madeira maciça

04.01.235

Caixilho fixo de madeira compensada

04.01.236

Caixilho fixo de madeira de venezianas

04.01.237

Caixilho móvel de madeira maciça

04.01.238

Caixilho móvel de madeira compensada

04.01.239

Caixilho móvel de madeira de venezianas

04.01.240

Portas de vidro

04.01.241

Caixilho para porta de vidro

04.01.242

Fechadura

04.01.243

Tarjeta

04.01.244

Maçaneta

04.01.245

Espelho

04.01.246

Entradas e rosetas

04.01.247

Puxadores

04.01.248

Dobradiças

04.01.300

Vidros e Plásticos

04 01.301

Vidro comum liso

04 01.302

Vidro comum impresso

04 01.303

Vidro temperado liso

04 01.304

Vidro temperado impresso

04 01.305

Vidro laminado

04 01.306

Vidro aramado

04 01.307

Cristal comum

04 01.308

Cristal temperado

04 01.309

Cristal laminado

04 01.310

Vitrais

04 01.311

Espelhos de vidro

04 01.312

Espelhos de cristal

04.01.313

Chapas acrílica

04.01.314

Chapas de PVC rígido

04.01.315

Chapas de poliester com fibra de vidro

04.01.316

Vidros de segurança

04.01.400

Cobertura e Fechamento Lateral

04.01.401

Telhas de barro

04.01.402

Telhas de fibro-cimento

04.01.403

Telhas de alumínio

04.01.404

Telhas de chapa acrílica

04.01.405

Telhas de PVC rígido

04.01.406

Telhas de poliester com fibra de vidro

04.01.407

Telhas de chapa metálica

04.01.408

Telhas de vidro

04.01.409

Telhas de concreto

04.01.410

Telhas compostas termo-acústicas

04.01.411

Peças complementares de barro

04.01.412

Peças complementares de fibro-cimento

04.01.413

Peças complementares de alumínio

04.01.414

Peças complementares de apoio em madeira

04.01.415

Peças complementares de apoio metálicas

04.01.416

“Domus”

04.01.500

Revestimentos

04.01.510

Revestimentos de pisos

04.01.511

Cimentados

04.01.512

Cerâmicos

04.01.513

de pedras

04.01.514

de mármore

04.01.515

de granito

04.01.516

de granilite

04.01.517

de alta resistência

04.01.518

de tacos de madeira

04.01.519

de tábuas de madeira

04.01.520

de borracha

04.01.521

Vinílicos

04.01.522

Fenólico-melamínicos

04.01.523

de carpete

04.01.524

de mosaico português

04.01.525

de elementos intertravados

04.01.526

Metálicos

04.01.527

de ladrilhos hidráulicos

04.01.528

Contrapiso e regularização da base

04.01.530

Revestimentos de paredes

04.01.531

Chapisco

04.01.532

Emboço

20 /1

UNIDADE

un un un un un un un un m

2 m

2 m

2 un m 2 m m

2 m 2 m 2 un un m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m 2 m 2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m m m m

2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2

ITEM DISCRIMINAÇÃO

04.01.533

Reboco

04.01.534

Cerâmicas

04.01.535

Azulejos

04.01.536

Ladrilhos

04.01.537

Pedras

04.01.538

Mármore

04.01.539

Granito

04.01.540

Madeira

04.01.541

Borracha

04.01.542

Carpete

04.01.543

Laminado melamínico

04.01.544

Papéis

04.01.545

Tecidos

04.01.546

Argamassas especiais

04.01.547

Plásticas

04.01.548

Materiais metálicos

04.01.550

Revestimentos de forro

04.01.551

Estuque

04.01.552

Madeira

04.01.553

Aglomerado e de fibras

04.01.554

Gesso autoportante acartonado

04.01.555

Gesso em placas

04.01.556

Placas ou lâminas metálicas

04.01.557

Plástico (PVC)

04.01.560

Pinturas

04.01.561

Massa corrida

04.01.562

com tinta anticorrosiva

04.01.563

com tinta a base de óleo

04.01.564

com tinta a base de esmalte

04.01.565

com tinta a base de silicone

04.01.566

com tinta a base de látex

04.01.567

com tinta a base de poliuretano

04.01.568

com tinta a base de borracha clorada

04.01.569

com tinta acrílica

04.01.570

com tinta a base de epóxi

04.01.571

com tinta a base de grafite ou alumínio

04.01.572

com tinta impermeável mineral em pó

04.01 573 com tinta texturizada

04.01.574

Têmpera batida a escova

04.01.575

Caiação

04.01.576

Vernizes

04.01.580

Mantas termoacústicas

04.01.600

Impermeabilizações

04.01.601

Multimembranas asfálticas

04.01.602

Argamassa com adição de hidrófugo

04.01.603

Elastômeros sintéticos em mantas

04.01.604

Elastômeros sintéticos em solução

04.01.605

Emulsões hidroasfálticas

04.01.606

Resinas epoxídicas

04.01.607

Cristalizadores

04.01.608

Tratamento de juntas

04.01.700

Acabamentos e Arremates

04.01.701

Rodapés

04.01.702

Soleiras

04.01.703

Peitoris

04.01.704

Juntas

04.01.705

Cantoneiras

04.01.706

Rufos

04.01.707

Pingadeiras

04.01.708

Calhas

04.01.709

Arremate de degraus

04.01.800

Equipamentos e Acessórios

04.01.801

Corrimão

04.01.802

“Brises”

04.01.803

Guarda-corpo

04.01.804

Alçapões

04.01.805

Escadas de ferro

04.01.806

Luminárias

04.01.807

Metais sanitários

04.01.810

de sanitários

04.01.820

de vestiários

04.01.830

de cozinha

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO m m m m m m m m m m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 dm³ m m

2 m m 2 vb un un vb vb vb

UNIDADE

m

2 m 2 m² m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m² m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m² m

2 m

2 m

2 m 2 m 2 m

2

ITEM DISCRIMINAÇÃO

04.01.840

de lavanderia

04.01.850

de câmara frigorífica

04.01.860

de piscinas

04.01.870

de laboratórios

04.02.000

COMUNICAÇÃO VISUAL

04.02.100

Aplicações e Equipamentos

04.02.101

Postes

04.02.102

Placas e quadros

04.02.103

Placas adesivas

04.02.104

Plásticos adesivos (letras e faixas)

04.03.000

INTERIORES

04.03.100

Aplicações e Equipamentos

04.03.101

Painéis e divisórias móveis

04.03.102

Elementos de controle de luz

04.03.103

Elementos de controle de som

04.03.104

Mobiliário

04.03.105

Objetos de arte

04.03.106

Toldos e panos

04.04.000

PAISAGISMO

04.04.100

Equipamentos e Acessórios

04.04.101

de recreação infantil

04.04.102

de mobiliário urbano (bancos, lixeiras e outros)

04.04.103

Cercas

04.04.104

Portões

04.04.105

Cancelas

04.04.106

Guaritas

04.04.107

Equipamentos de irrigação

04.04.108

Equipamentos de iluminação

04.04.200

Preparo do Solo para Plantio

04.04.201

Terra vegetal

04.04.202

Adubos químicos

04.04.203

Adubos orgânicos

04.04.204

Corretivos

04.04.300

Vegetação

04.04.301

Árvores

04.04.302

Arvoretas

04.04.303

Arbustos

04.04.304

Ervas e gramas

04.05.000

PAVIMENTAÇÃO

04.05.100

Serviços Preliminares

04.05.101

Preparo da caixa

04.05.102

Preparo ou regularização do subleito

04.05.103

Guias

04.05.104

Sarjetas

04.05.105

Sarjetões

04.05.200

04.05.300

Reforço do Subleito

Sub-bases e Bases

04.05.400

Imprimações

04.05.500

Lastros m² m³

04.05.600

Revestimentos

04.05.601

Camada de rolamento

04.05.602

Pavimento rígido de concreto

04.05.603

Pavimento articulado de concreto

04.05.604

Pavimento de paralelepípedos

04.06.000

SISTEMA VIÁRIO

(Idem 04.05.000)

05.00.000

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS

05.01.000

ÁGUA FRIA

05.01.100

Tubulações de Aço-Carbono e Conexões de Ferro Maleável

05.01.101

Tubo m m³ m³ m² m² m² m² m m³ m³ m³ m³ un un un m² m³ kg kg kg

UNIDADE

vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb m un un un vb vb

21 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

05.01.102

Curva

05.01.103

Cotovelo

05.01.104

05.01.105

Cruzeta

05.01.106

Luva

05.01.107

Bucha de redução

05.01.108

Niple duplo

05.01.109

Bujão

05.01.110

Tampão

05.01.111

Contraporca

05.01.112

União

05.01.113

Flange e acessórios

05.01.200

Tubulações e Conexões de PVC Rígido

05.01.201

Tubo

05.01.202

Adaptador

05.01.203

Bucha de redução

05.01.204

Cap

05.01.205

Cruzeta

05.01.206

Curva

05.01.207

Joelho

05.01.208

Luva

05.01.209

05.01.210

União

05.01.211

Flange

05.01.212

Niple

05.01.213

Plugue

05.01.300

Tubulações e Conexões de Cobre

05.01.301

Tubo

05.01.302

Luva

05.01.303

Bucha

05.01.304

Conector

05.01.305

Curva

05.01.306

Cotovelo

05.01.307

05.01.308

Tampão

05.01.309

União

05.01.400

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido para Prumadas

05.01.401

Tubo

05.01.402

Curva

05.01.403

Redução

05.01.404

Luva

05.01.405

05.01.500

Aparelhos e Acessórios Sanitários

05.01.501

Lavatório individual

05.01.502

Lavatório coletivo

05.01.503

Bacia sifonada

05.01.504

Bacia turca

05.01.505

Banheira

05.01.506

Bebedouro

05.01.507

Bidê

05.01.508

Mictório individual

05.01.509

Mictório coletivo

05.01.510

Pia

05.01.511

Tanque

05.01.512

Torneira

05.01.513

Torneira de bóia

05.01.514

Aparelho misturador

05.01.515

Registro de pressão

05.01.516

Registro de gaveta

05.01.517

Ligação flexível

05.01.518

Chuveiro

05.01.519

Válvula de descarga

05.01.520

Caixa de descarga

05.01.521

Caixa d’água pré-fabricada

05.01.522

Tubo para ligação de bacia

05.01.523

Ladrão para banheira

05.01.524

Válvula para aparelhos sanitários

05.01.525

Válvula de pé

05.01.526

Crivo

05.01.527

Válvula de retenção

05.01.528

Válvula ventosa

05.01.529

Válvula de segurança

05.01.530

Válvula redutora de pressão

05.01.600

Equipamentos

05.01.601

Bomba hidráulica com acionador

05.01.602

Manômetro

05.01.603

Chave de bóia (bóia automática )

UNIDADE

un un un un un un un un un un un un m un un un un un un un un un un un un un un m un un un un un m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

05.01.604

Medidor de nível

05.01.605

Pressóstato

05.01.606

Tanque de pressão

05.01.607

Junta de expansão

UNIDADE

un un un un

05.02.000

ÁGUA QUENTE

05.02.100

Tubulações e Conexões de Cobre

05.02.101

05.02.102

05.02.103

05.02.107

05.02.108

Tubo

Luva

Bucha de redução

05.02.104

Conector

05.02.105

Curva

05.02.106

Cotovelo

Tampão

05.02.109

União

05.02.110

Flange

05.02.111

Misturador

05.02.200

Tubulações de Aço-Carbono e Conexões de Ferro Maleável

05.02.201

Tubo

05.02.202

Curva

05.02.203

Cotovelo

05.02.204

05.02.205

Cruzeta

05.02.206

Luva

05.02.207

Bucha de redução

05.02.208

Niple duplo

05.02.209

Bujão

05.02.210

Tampão

05.02.211

Contraporca

05.02.212

União

05.02.213

Flange un un un un un m un un un un un un un m un un un un un un un un un un

05.02.300

Tubulações e Conexões de CPVC

05.02.301

Tubo

05.02.302

Bucha de redução

05.02.303

Cap

05.02.304

Conector

05.02.305

Joelho

05.02.306

Luva

05.02.307

Luva com rosca (de transição)

05.02.308

Niple de latão

05.02.309

Misturador

05.02.310

05.02.400

Equipamentos e Acessórios

05.02.401

Aquecedor elétrico

05.02.402

Aquecedor solar

05.02.403

Aquecedor a gás

05.02.404

Reservatório de água quente

05.02.405

Bomba hidráulica e acionadores

05.02.406

Válvula de retenção

05.02.407

Registro de gaveta

05.02.408

Registro de pressão

05.02.409

Válvula ventosa

05.02.410

Manômetro

05.03.000

DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS

05.03.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

05.03.101

Tubo

05.03.102

Tubo radial

05.03.103

Joelho

05.03.104

Junção

05.03.105

05.03.106

Bucha de redução

05.03.107

Placa cega

05.03.108

Luva

05.03.109

Adaptador

05.03.110

Redução

05.03.111

Adaptador de borracha

05.03.112

Ralo seco

05.03.113

Ralo sifonado

05.03.114

Grelha hemisférica

05.03.115

Grade

05.03.116

Tampão

05.03.200

Tubulações e Conexões de Cimento-Amianto

05.03.201

Tubo m m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un m un un un un un un un

22 /1

ITEM DISCRIMINAÇÃO

05.03.202

Curva

05.03.203

Junção

05.03.204

05.03.205

Redução

05.03.206

Luva

05.03.300

Tubulações e Conexões de PVC

0.503.301

Tubo

05.03.302

Cap

05.03.303

Cruzeta

05.03.304

Curva

05.03.305

Joelho

05.03.306

Junção

05.03.307

Luva

05.03.308

Plugue

05.03.309

Redução

05.03.310

Tubo radial

05.03.311

Ralo

05.03.312

Tubo de dreno

05.03.400

Tubulações e Conexões de Cerâmica

05.03.401

Tubo

05.03.402

Curva

05.03.403

05.03.404

Junção

05.03.405

Redução

05.03.406

Ampliação

05.03.407

Luva

05.03.408

Selim

05.03.409

Tubo de dreno

05.03.500

Tubulações de Concreto

05.03.501

Tubo

05.03.502

Tubo de dreno

05.03.503

Canaleta (meia-cana)

05.03.600

Tubulações e Conexões de Poliester

05.03.601

Tubo

05.03.602

Curva

05.03.603

05.03.604

Cruzeta

05.03.605

Junção

05.03.606

Redução

05.03.607

Luva

05.03.608

Tampão

05.03.609

Peça de extremidade

05.03.700

Funilaria

05.03.701

Calha

05.03.702

Bandeja ou bocal

05.03.703

Rufo

05.03.800

Instalação Elevatória

05.03.801

Bomba hidráulica com acionador

05.03.802

Crivo

05.03.803

Válvula de pé com crivo

05.03.804

Registro de gaveta

05.03.805

Válvula de retenção

05.03.806

Válvula ventosa

05.03.807

Chave de bóia

05.03.808

Junta de montagem

05.04.000

ESGOTOS SANITÁRIOS

05.04.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

05.04.101

Tubo

05.04.102

Tubo radial

05.04.103

Joelho radial

05.04.104

Junção radial

05.04.105

Tê radial

05.04.106

Bucha de redução

05.04.107

Placa cega

05.04.108

Luva

05.04.109

Adaptador

05.04.110

Redução

05.04.111

Adaptador de borracha

05.04.112

Sifão

05.04.113

Tampão

05.04.200

Tubulações e Conexões de Cimento-Amianto

05.04.201

Tubo

05.04.202

Curva

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO un un un un un m un un un un un un un m un m un un un un un un un un un m un m un un un un un un un un m un un un un un un un m m m

m

UNIDADE

un un un un un m un un un un un un un un un un m

ITEM DISCRIMINAÇÃO

05 04.203

Junção

05.04.204

05.04.205

Redução

05.04.206

Luva

05.04.300

Tubulações e Conexões de PVC

05.04.301

Tubo

05.04.302

Cap

05.04.303

Cruzeta

05.04.304

Curva

05.04.305

Joelho

05.04.306

Junção

05.04.307

Luva

05.04.308

Plugue

05.04.309

Redução

05.04.310

Ligação para saída de vaso sanitário

05.04.311

Vedação para saída de vaso sanitário

05.04.312

Tubo radial

05.04.313

Anel de borracha

05.04.314

Adaptador para sifão

05.04.315

Adaptador para válvula

05.04.400

Tubulações e Conexões de Cerâmica

05.04.401

Tubo

05.04.402

Curva

05.04.403

05.04.404

Junção

05.04.405

Redução

05.04.406

Ampliação

05.04.407

Luva

05.04.408

Selim

05.04.500

Tubulações de Concreto

05.04.501

Tubo

05.04.600

Tubulações e Conexões de Poliester

05.04.601

Tubo

05.04.602

Curva

05.04.603

05.04.604

Cruzeta

05.04.605

Junção

05.04.606

Redução

05.04.607

Luva

05.04.608

Tampão

05.04.609

Peça de extremidade

05.04.700

Instalação Elevatória

05.04.701

Bomba hidráulica e acionador

05.04.702

Registro de gaveta

05.04.703

Válvula de retenção

05.04.704

Chave de bóia

05.04.705

Junta de montagem

05.04.800

Acessórios

05.04.801

Caixa sifonada com grelha

05.04.802

Ralo seco

05.04.803

Ralo sifonado

05.04.804

Grelhas ou grades

05.04.805

Caixa de gordura

05.05.000

RESÍDUOS SÓLIDOS

05.05.100

Caixa de Despejo

05.05.200

Duto de Queda

05.05.300

Abrigo de Lixo

05.05.400

Incinerador

05.06.000

SERVIÇOS DIVERSOS

05.06.100

Escavação de Valas

05.06.101

Manual

05.06.102

Mecanizada

05.06.103

Reaterro compactado

05.06.200

Lastros

05.06.201

de concreto

05.06.202

de brita

05.06.300

Caixas de Passagem

UNIDADE

un un un un un un un un un un un un un un m un un un un un un un un m un un un m un un un un m un un un un un un un un un un un un un un un m un un m³ m³ m³ m³ m³

23 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

05.06.301

em alvenaria

05.06.302

em concreto armado

05.06.303

em concreto pré-moldado

05.06.400

Poços de Visita

05.06.401

em alvenaria

05.06.402

em concreto armado

05.06.500

Bocas-de-Lobo

05.06.501

em alvenaria

05.06.502

em concreto armado

05.06.600

Fossa Séptica

05.06.601

em concreto armado

05.06.602

em concreto pré-moldado

05.06.700

Caixas Coletoras

05.06.701

em alvenaria

05.06.702

em concreto armado

05.06.800

Sumidouros

06.00.000

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ELETRÔNICAS

06.01.000

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

06.01.100

Entrada e Medição de Energia em BT

06.01.101

Condutores de entrada

06.01.102

Isoladores

06.01.103

Eletrodutos

06.01.104

Caixas

06.01.105

Postes particulares

06.01.106

Chaves fusíveis ou disjuntores

06.01.107

Hastes de aterramento com terminais

06.01.108

Cabo de cobre nu

06.01.200

Entrada e Medição de Energia em MT e AT

06.01.201

Muflas

06.01.202

Cabos

06.01.203

Eletrodutos

06.01.204

Pára-raios

06.01.205

Chaves seccionadoras

06.01.206

Chaves fusíveis

06.01.207

Disjuntor geral

06.01.208

Relés

06.01.209

Transformador de potência

06.01.210

Transformador de corrente

06.01.211

Caixa de medidores

06.01.212

Transformador de distribuição

06.01.220

Acessórios

06.01.221

Isoladores

06.01.222

Hastes para aterramento

06.01.223

Cordoalha ou cabo de cobre nu

06.01.300

Redes em Média e Baixa Tensão

06.01.301

Quadro geral de baixa tensão

06.01.302

Quadro de força

06.01.303

Centro de distribuição de iluminação e tomadas

06.01.304

Eletrodutos

06.01.305

Cabos e fios(condutores)

06.01.306

Caixas de passagem

06.01.307

Chaves com fusíveis

06.01.308

Disjuntores

06.01.309

Leitos

06.01.310

“Bus-way/Bus-duct”(barramentos blindados)

06.01.311

Trilhos eletrificados

06.01.400

Iluminação e Tomadas

06.01.401

Luminárias

06.01.402

Lâmpadas

06.01.403

Interruptores

06.01.404

Tomadas

06.01.405

Postes e braços

06.01.410

Acessórios

06.01.411

Reatores

06.01.412

“Starter”

06.01.413

Soquetes

06.01.414

Espelhos

06.01.415

Fixadores

06.01.500

Aterramento e Proteção Contra Descargas Atmosféricas

UNIDADE

un un un un un un un un un m un m un un un un m un un m un un un un un un un un un un un un un un un un m m un un un un m m m un un un m

m un un un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

06.01.501

Captor

06.01.502

Conectores e terminais

06.01.503

Isoladores

06.01.504

Cabos de descida

06.01.505

Protetores contra ação mecânica

06.01.506

Eletrodo de terra

06.01.600

Geração de Emergência

06.01.601

Gerador

06.01.602

Painel de comando do gerador

06.01.603

Chave de transferência automática

06.01.604

Cabos elétricos

06.02.000

TELEFONIA

06.02.100

Central Telefônica

06.02.200

Caixas Telefônicas de Distribuição

06.02.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.02.400

Cabos e Fios(inclusive blocos terminais)

06.02.500

Hastes de aterramento

06.02.600

Cabos de aterramento

06.03.000

DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

06.03.100

Painéis de Supervisão

06.03.200

Equipamentos de Detecção

06.03.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.03.400

Cabos e Fios

06.03.500

Conectores e Terminais

06.04.000

SONORIZAÇÃO

06.04.100

Central de Som

06.04.200

Sonofletores

06.04.300

Cabos e Fios

06.04.400

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.04.500

Conectores e Terminais

06.05.000

RELÓGIOS SINCRONIZADOS

06.05.100

Relógios Mestre e Escravos

06.05.200

Relógios Secundários

06.05.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.05.400

Cabos e Fios

06.06.000

ANTENAS COLETIVAS DE TV E FM E TV A CABO

06.06.100

Antenas

06.06.200

Painel Monitor

06.06.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.06.400

Caixas

06.06.500

Equipamentos

06.06.600

Cabos

06.07.000

CIRCUITO FECHADO DE TELEVISÃO

06.07.100

Central de Supervisão

UNIDADE

un un un m m m un un un m un un m m un m un un m m un un un m m un un un m m un un m un un m un

24 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

06.07.200

Câmaras, Objetivas e Equipamentos Auxiliares

06.07.300

Eletrodutos(inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

UNIDADE

un m

06.07.400

Cabos e Fios

06.08.000

SISTEMA DE SUPERVISÃO, COMANDO E CONTROLE m

06.08.100

Central de Supervisão un

06.08.200

06.08.300

Unidades de Controle (remotas)

Condutores Elétricos

06.08.400

Condutores de Sinal

06.08.500

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.08.600

Fibras Óticas

06.08.700

Conectores e Terminais

06.09.000

SISTEMA DE CABEAMENTO ESTRUTURADO un m m m m un

06.09.001

06.09.002

06.09.003

06.09.004

06.09.005

“Hub”

Painel de distribuição

Conversor ótico

Cabos em par trançado

Cabos de fibras óticas

06.09.006

Cabos de conexão

06.09.007

Tomadas

06.09.008

06.09.009

Caixas para tomadas

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.09.010

Conectores e terminais

06.09.011

Eletrocalhas (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

06.10.000

SERVIÇOS DIVERSOS

06.10.100

Escavação de Valas

06.10.101

Manual

06.10.102

Mecanizada

06.10.103

Reaterro compactado

06.10.200

Lastros

06.10.201

de concreto

06.10.202

de brita

06.10.300

Caixas de Passagem

06.10.301

em alvenaria

06.10.302

em concreto pré-moldado

07.00.000

INSTALAÇÕES MECÂNICAS E DE UTILIDADES

07.01.000

ELEVADORES

07.02.000

AR CONDICIONADO CENTRAL

07.02.100

Resfriadores de Água

07.02.101

Recíprocos

07.02.102

Centrífugos

07.02.200

Condicionadores

07.02.201

“Self Contained” com condensação a ar

07.02.202

“Self Contained” com condensação a água

07.02.203

“Fan & Coil”

07.02.300

Redes de Dutos

07.02.301

Dutos

07.02.302

“Dumpers”

07.02.303

Bocas de ar

07.02.304

Isolamento térmico

07.02.400

Redes Hidráulicas

Idem 05.00.000

07.02.500

Equipamentos Auxiliares

07.02.501

Controles (termostato, umidostato, válvulas de controle motorizadas e outros) m un m un un un m m m un un m³ m³ m³ m³ m³ un un vb un un un un un kg un un m² un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

07.02.502

Tomada de ar exterior

07.02.503

Torre de resfriamento

07.02.504

Bombas

07.02.505

Equipamento para aquecimento do ar

07.02.506

Equipamento para umidificação do ar

07.02.507

Quadros elétricos

07.02.600

Tanques para termoacumulação

07.02.601

Tanques para acumulação de gelo

07.02.602

Tanques para acumulação de água gelada

07.02.700

Acessórios

07.03.000

ESCADAS ROLANTES

07.04.000

VENTILAÇÃO MECÂNICA

07.04.100

Ventiladores

07.04.101

Centrífugos

07.04.102

Axiais

07.04.200

Redes de Dutos

07.04.201

Dutos

07.04.202

“Dumpers”

07.04.203

Bocas de ar

07.04.204

Isolamento térmico

07.04.300

Equipamentos Auxiliares

07.04.301

Tomada de ar exterior

07.04.302

Filtros

07.04.303

Quadros elétricos

07.04.400

Acessórios

07.05.000

COMPACTADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS

07.06.000

PORTAS AUTOMÁTICAS

07.07.000

GÁS COMBUSTÍVEL

07.07.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.07.101

Tubo

07.07 102 Curva

07.07.103

07.07.104

Redução

07.07.105

Cap

07.07.106

Sela

07.07.107

Niple

07.07.108

Bujão oco

07.07.109

Bujão

07.07.110

Luva

07.07.111

Meia-luva

07.07 112 Colar

07.07.113

União

07.07.114

Cotovelo

07.07.115

Bucha

07.07.116

Flange

07.07.117

Válvula

07.07.118

Junta

07.07.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.07.201

Tubo

07.07.202

Luva

07.07.203

Bucha

07.07.204

Conector

07.07.205

Curva

07.07.206

Cotovelo

07.07.207

07.07.208

Tampão

07.07.209

União

07.07.300

Equipamentos e Acessórios

07.07.301

Unidade completa de geração de gás combustível

07.08.000

VAPOR

07.08.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.08.101

Tubo

07.08.102

Curva

07.08.103

07.08.104

Redução

07.08.105

Cap

UNIDADE

un un un un un un un un vb vb m un un un un un un un un un vb vb vb kg un un m² m un un un un un un un un un un un un un un m un un un un un un un un un un un un

25 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

07.08.106

Sela

07.08.107

Niple

07.08.108

Bujão

07.08.109

Luva

07.08.110

Colar

07.08.111

União

07.08.112

Cotovelo

07.08.113

Bucha

07.08.114

Flange

07.08.115

Válvula

07.08.116

Junta

07.08.117

Conexão

07.08.200

Equipamentos e Acessórios

07.08.201

Unidade completa de geração de vapor

07.08.202

Filtros

07.08.203

Purgadores

07.08.204

Visores

07.08.205

Separadores de umidade

07.08.206

Válvulas de segurança

07.09.000

AR COMPRIMIDO

07.09.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.09.101

Tubo

07.09.102

Curva

07.09.103

07.09.104

Redução

07.09.105

Cap

07.09.106

Sela

07.09.107

Niple

07.09.108

Bujão

07.09.109

Luva

07.09.110

Colar

07.09.111

União

07.09.112

Cotovelo

07.09.113

Bucha

07.09.114

Flange

07.09.115

Válvula

07.09.116

Junta

07.09.117

Conexão

07.09.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.09.201

Tubo

07.09.202

Luva

07.09.203

Bucha de redução

07.09.204

Conector

07.09.205

Curva

07.09.206

Cotovelo

07.09.207

07.09.208

Tampão

07.09.209

União

07.09.300

Equipamentos e Acessórios

07.09.301

Unidade completa de geração de ar comprimido

07.09.302

Filtros

07.09.303

Purgadores

07.09.304

Separadores de umidade

07.10.000

VÁCUO

07.10.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.10.101

Tubo

07.10.102

Curva

07.10.103

07.10.104

Redução

07.10.105

Cap

07.10.106

Sela

07.10.107

Niple

07.10.108

Bujão

07.10.109

Luva

07.10.110

Colar

07.10.111

União

07.10.112

Cotovelo

07.10.113

Bucha

07.10.114

Flange

07.10.115

Válvula

07.10.116

Junta

07.10.117

Conexão

07.10.118

Anel

07.10.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.10.201

Tubo un un un un un m un un un un un un un un un un un un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un m un un un un

UNIDADE

un un un un un un un un un un un un un un un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

07.10.202

Luva

07.10.203

Bucha de redução

07.10.204

Conector

07.10.205

Curva

07.10.206

Cotovelo

07.10.207

07.10.208

Tampão

07.10.209

União

07.10.300

Equipamentos e Acessórios

07.10.301

Unidade completa de geração de vácuo

07.11.000

OXIGÊNIO

07.11.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.11.101

Tubo

07.11.102

Curva

07.11.103

07.11.104

Redução

07.11.105

Cap

07.11.106

Niple

07.11.107

Bujão

07.11.108

Luva

07.11.109

União

07.11.110

Cotovelo

07.11.111

Bucha

07.11.112

Válvula

07.11.113

Conexão

07.11.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.11.201

Tubo

07.11.202

Luva

07.11.203

Bucha de redução

07.11.204

Conector

07.11.205

Curva

07.11.206

Cotovelo

07.11.207

07.11.208

Tampão

07.11.209

União

07.11.300

Equipamentos e Acessórios

07.11.301

Unidade completa de geração de oxigênio

07.12.000

CALEFAÇÃO

07.13.000

CORREIO PNEUMÁTICO

08.00.000

INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO

E COMBATE A INCÊNDIO

08.01.000

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

08.01.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

08.01.101

Tubo

08.01.102

Joelho

08.01.103

Junta

08.01.104

08.01.105

Cruzeta

08.01.106

Redução

08.01.107

Luva

08.01.108

Plugue

08.01.109

Cap

08.01.110

Peça de extremidade

08.01.111

Anel de borracha

08.01.112

Contraflange

08.01.113

Toco com flanges

08.01.114

Placa de redução

08.01.200

Tubulações de Aço-Carbono e Conexões de Ferro Maleável

08.01.201

Tubo

08.01.202

Curva

08.01.203

Cotovelo

08.01.204

08.01.205

Cruzeta

08.01.206

Luva

08.01.207

Bucha de redução

08.01.208

Niple duplo

08.01.209

Bujão

08.01.210

Tampão

08.01.211

Contraporca

08.01.212

União

26 /1

un un un un un m un un un un un un un un un un un un m un un un un vb vb

UNIDADE

un un un un un un un un un un un un un un m un un un un un un un un un un un un un un m pç un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

08.01.213

Flange

08.01.300

Tubulações e Conexões de PVC

08.01.301

Tubo

08.01.302

Adaptador

08.01.303

Bucha de redução

08.01.304

Cap

08.01.305

Cruzeta

08.01.306

Curva

08.01.307

Joelho

08.01.308

Luva

08.01.309

08.01.310

União

08.01.311

Flange

08.01.312

Niple

08.01.313

Plugue

08.01.400

Tubulações e Conexões de Cobre

08.01.401

Tubo

08.01.402

Luva

08.01.403

Bucha de redução

08.01.404

Conector

08.01.405

Curva

08.01.406

Cotovelo

08.01.407

08.01.408

Tampão

08.01.409

União

08.01.410

Flange

08.01.500

Equipamentos e Acessórios

08.01.501

Mangueira para incêndio

08.01.502

Conexão de latão de alta resistência

08.01.503

Adaptador de latão de alta resistência

08.01.504

Luva de latão de alta resistência

08.01.505

Niple de latão de alta resistência

08.01.506

Redução de latão de alta resistência

08.01.507

Tampão de latão de alta resistência

08.01.508

Esguicho de latão de alta resistência

08.01.509

Válvula globo

08.01.510

Válvula de retenção

08.01.511

Hidrante de passeio

08.01.512

Hidrante de coluna

08.01.513

Chave para conexão

08.01.514

Roldana para mangueira

08.01.515

Suporte para mangueira

08.01.516

Abrigo para mangueira

08.01.517

Extintor portátil

08.01.518

Extintor de carreta

08.01.519

Bomba hidráulica com acionador

08.01.520

Manômetro

08.01.521

Tanque de pressão

08.01.522

Pressóstato

08.01.523

Chave de fluxo

08.01.524

Carregador de ar

08.01.525

Junta de expansão

09.00.000

SERVIÇOS COMPLEMENTARES

09.01.000

ENSAIOS E TESTES

09.01.100

Ensaios

09.01.101

Ensaios de solos

09.01.102

Ensaios de agregados

09.01.103

Ensaios de concreto

09.01.104

Ensaios de misturas asfálticas

09.01.105

Ensaios de cimento

09.01.106

Ensaios de materiais metálicos

09.01.107

Ensaios de tubos cerâmicos vidrados

09.01.108

Ensaios de tubos e calhas de concreto

09.01.109

Ensaios de tijolos e blocos

09.01.110

Ensaios de cal

09.01.111

Ensaios de água

09.01.112

Ensaios de pavimentação

09.01.200

Testes

09.01.201

Testes de máquinas e equipamentos

09.01.202

Provas de carga em fundações

09.02.000

LIMPEZA DE OBRAS

09.03.000

LIGAÇÕES DEFINITIVAS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO un un vb un un un un un un un un un un un un

UNIDADE

un un un un un m un un un un un un un un m un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un un m un un un un

ITEM DISCRIMINAÇÃO

09.03.100

Água

09.03.200

Energia Elétrica

09.03.300

Gás

09.03.400

Telefone

09.03.500

Esgoto

09.03.600

Outras

09.04.000

COMO CONSTRUÍDO (“AS BUILT”)

09.05.000

REPROGRAFIA

10.00.000

SERVIÇOS AUXILIARES E ADMINISTRATIVOS

10.01.000

PESSOAL

10.01.100

Mão-de-Obra

10.01.101

Ajudante

10.01.102

Almoxarife

10.01.103

Apontador

10.01.104

Artesão

10.01.105

Carpinteiro

10.01.106

Contramestre

10.01.107

Eletricista

10.01.108

Encanador

10.01.109

Encarregado

10.01.110

Ferreiro

10.01.111

Mestre

10.01.112

Motorista

10.01.113

Operador de máquina

10.01.114

Pedreiro

10.01.115

Pintor

10.01.116

Servente

10.01.200

Administração

10.01.201

Engenheiro e Arquiteto

10.01.202

Auxiliar técnico

10.01.203

Médico

10.01.204

Enfermeiro

10.01.205

Vigia

10.01.206

Capataz

10.02.000

MATERIAIS

10.02.100

Materiais de Consumo

10.02.101

de escritório

10.02.102

de pronto-socorro

10.02.103

de limpeza/higiene

10.02.200

Ferramentas mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês

UNIDADE

vb vb vb vb vb vb vb vb mês mês mês mês mês mês vb vb vb vb

10.03.000

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

10.03.100

De Terraplenagem

10.03.200

De Transporte

10.03.300

De Construção Civil

10.03.400

De Pavimentação

10.03.500

De Topografia

10.03.600

De Segurança

10.03.700

Outros

10.04.000

TRANSPORTES

10.04.100

Transporte de Pessoal

10.04.200

Transporte Interno

10.04.300

Transporte Externo

10.04.400

Fretes Especiais vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb

27 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

ITEM DISCRIMINAÇÃO UNIDADE

11.00.000

SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

11.01.000

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

11.01.100

Arquitetura e Elementos de Urbanismo

11.01.110

Arquitetura

11.01.120

Comunicação visual e interiores

11.01.130

Paisagismo

11.01.140

Pavimentação vb vb vb vb

11.01.200

Fundações e Estruturas

11.01.210

Fundações

11.01.220

Contenção de maciços de terra

11.01.230

Estruturas de concreto

11.01.240

Estruturas metálicas

11.01.250

Estruturas de madeira

11.01.300

Instalações Hidráulicas e Sanitárias

11.01.310

Água fria

11.01.320

Água quente vb vb vb vb vb vb vb

ITEM DISCRIMINAÇÃO

11.01.330

Drenagem de águas pluviais

11.01.340

Esgotos sanitários

11.01.350

Resíduos sólidos

11.01.400

Instalações Elétricas e Eletrônicas

11.01.410

Instalações elétricas

11.01.420

Telefonia

11.01.430

Detecção e alarme de incêndio

11.01.440

Sonorização

11.01.450

Relógios sincronizados

11.01.460

Antenas coletivas de TV e FM e TV a cabo

11.01.470

Circuito fechado de televisão

11.01.480

Sistema de supervisão, comando e controle

11.01.490

Sistema de cabeamento estruturado

11.01.500

Instalações Mecânicas e de Utilidades

11.01.510

Instalações mecânicas

11.01.520

Instalações de utilidades

11.01.530

Instalações de ar condicionado

11.01.540

Instalações de ventilação mecânica

11.01.600

Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio

UNIDADE

vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb vb

28 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

PENSO

2

R

EGULAMENTAÇÃO DE

P

REÇOS

E

M

EDIÇÕES DE

S

ERVIÇOS

01.00.000

SERVIÇOS TÉCNICO-PROFISSIONAIS

01.01.000

TOPOGRAFIA

01.01.100

Levantamentos Planialtimétricos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, instrumentos e aparelhagem e mão-de-obra necessários para a completa execução dos levantamentos planialtimétricos, incluindo transporte de cotas e coordenadas até 1 km, bem como mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos.

A medição será efetuada pela área efetivamente levantada, medida no plano horizontal, em m².

01.01.200

Transporte de Cotas Além de 1 km

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, instrumentos e aparelhagem e mão-de-obra necessários para a execução de transporte de cotas além de 1 km, incluindo serviços de campo e escritório, bem como mobilização transporte e deslocamento dos equipamentos.

A medição será efetuada pela distância efetivamente transportada, em km.

01.01.300

Transporte de Coordenadas Além de 1 km

Idem 01.01.200.

01.02.000

GEOTECNIA

01.02.100

Sondagens

01.02.101

Poços de inspeção

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessárias à completa execução da sondagem, ou seja, a escavação, a apreciação visual do solo, reaterro do poço e demais operações necessárias. Deverá incluir anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes, bem como mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos.

A medição será efetuada pelo volume efetivamente escavado e aprovado pela Fiscalização, em m³, medido no poço .

01.02.102

A trado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão de obra necessários à completa execução da sondagem, ou seja, a perfuração, coleta, identificação, acondicionamento e transporte das amostras, bem como as anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes e mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos. Deverá incluir, ainda serviços de observação do lençol freático, reaterro do furo e demais operações necessárias.

A medição será efetuada por metro efetivamente perfurado no subsolo, entre os limites em que esse método de avanço for empregado e aceito pela Fiscalização.

01.02.103

A percussão

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da sondagem, ou seja, a perfuração, coleta, acondicionamento e transporte das amostras, bem como as anotações, desenhos relativos e dados pertinentes e mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos.

Deverá incluir, ainda, materiais e equipamentos auxiliares e a execução de serviços de observação do lençol freático, reaterro do furo e demais operações necessárias.

A medição será efetuada por metro efetivamente perfurado no subsolo aceito pela Fiscalização. O limite para medição poderá ser entre a superfície original do terreno e o fundo do furo.

01.02.104

Rotativa

Este preço deverá compreender todas despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da sondagem, ou seja, a perfuração, o avanço, a recuperação de amostras, identificação, embalagem e transporte dos testemunhos, bem como anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes e mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos.

Deverá incluir, ainda, materiais e equipamentos auxiliares, conforme o caso, reaterro do furo e demais operações necessárias.

A medição será efetuada por metro efetivamente perfurado e aceito pela Fiscalização em rochas, matacões ou outra obstrução. O limite para a medição será entre a cota de início da rotação e a cota final da operação de rotação.

01.02.105

Mista

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da sondagem

(a percussão e rotativa), ou seja, a perfuração, o avanço, a coleta, identificação, embalagem e transporte das amostras, bem como anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes e mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos. Deverá incluir, ainda, materiais e equipamentos auxiliares, conforme o caso, reaterro do furo e demais operações necessárias.

29 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A medição será efetuada por metro efetivamente perfurado e aceito pela Fiscalização.

01.02.106

Sísmicas por refração

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da sondagem, incluindo anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes e mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos. Deverá incluir, ainda, materiais e equipamentos auxiliares, conforme o caso e todas as operações complementares necessárias.

A medição será efetuada por metro de superfície efetivamente percorrido e aceito pela Fiscalização.

01.02.107

Elétricas

Idem item 01.02.106, inclusive a execução de sondagens mecânicas, quando necessário, para caracterização das diversas camadas.

01.02.200

Ensaios de Campo

01.02.201

Penetração para sondagens mistas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução do ensaio, incluindo todas as anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes, bem como mobilização, transporte e deslocamento dos equipamentos.

A medição será efetuada por unidade de ensaio executado.

01.02.202

Lavagem por tempo

Idem 01.02.201.

01.02.203

Infiltração

Idem 01.02.201.

01.02.204

Perda d’água

Idem 01.02.201.

01.02.205

Perda de carga

Idem 01.02.201.

01.02.300

Ensaios de Laboratório

01.02.301

Umidade natural

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução do ensaio, incluindo a coleta, identificação, acondicionamento e transporte das amostras, envio a laboratório idôneo e todas as anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes. A medição será efetuada por unidade de ensaio executado.

01.02.302

Densidade natural

Idem 01.02.301.

01.02.303

Análise granulométrica

Idem 01.02.301.

01.02.304

Densidade real dos grãos

Idem 01.02.301.

01.02.305

Limites de liquidez e plasticidade

Idem 01.02.301.

01.02.306

Permeabilidade

Idem 01.02.301.

01.02.307

Adensamento

Idem 01.02.301.

01.02.308

Compressão simples

Idem 01.02.301.

01.02.309

Cisalhamento direto

Idem 01.02.301

01.02.310

Compressão triaxial

Idem 01.02.301

01.02.311

Compactação

Idem 01.02.301

01.02.312

Índice de Suporte Califórnia (ISC ou CBR)

Idem 01.02.301

01.02.313

Equivalente de areia

Idem 01.02.301

01.02.314

Massa especifica aparente do solo “in situ” com emprego de frasco de areia

Idem 01.02.301

02.01.315

Umidade pelo método expedido “Speedy”

Idem 01.02.301

01.02.316

Abrasão Los Angeles

Idem 01.02.301

01.02.317

Durabilidade do agregado “Soundness

Test”

Idem 01.02.301

01.02.318

Adesividade de agregado graúdo a ligante betuminoso

Idem 01.02.301

01.02.319

Dosagem de misturas betuminosas pelo método Marshall

Idem 01.02.301

01.02.320

Densidade de misturas betuminosas

Idem 01.02.301

30 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

01.02.321

Porcentagem de betume em misturas betuminosas

Idem 01.02.301

01.02.322

Dosagem de misturas estabilizadas granulometricamente

Idem 01.02.301

01.02.323

Dosagem de solo-cimento pelo processo de resistência à compressão

Idem 01.02.301

01.02.400

Ensaios Especiais

Idem 01.02.201 para ensaios de campo e Idem 01.02.301 para ensaios de laboratório.

01.03.000

ESTUDOS E PROJETOS

01.03.100

Estudos de Viabilidade

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais e mão-de-obra necessários à completa execução dos estudos, ou seja, elaboração de relatórios, desenhos, memoriais e demais documentos pertinentes

O pagamento será efetuado por preço global.

01.03.200

Planos Diretores

Idem 01.03.100

01.03.300

Estudos Preliminares

01.03.301

De serviços preliminares

Idem 01.03.100

01.03.302

De fundações e estruturas

Idem 01.03.100

01.03.303

De contenção de maciços de terra

Idem 01.03.100

01.03.304

De arquitetura e elementos de urbanismo

Idem 01.03.100

01.03.305

De instalações hidráulicas e sanitárias

Idem 01.03.100

01.03.306

De instalações elétricas e eletrônicas

Idem 01.03.100

01.03.307

De instalações mecânicas e de utilidades

Idem 01.03.100

01.03.308

De instalações de prevenção e combate a incêndio

Idem 01.03.100

01.03.400

Projeto Básico

01.03.401

De serviços preliminares

Idem 01.03..100

01.03.402

De fundações e estruturas

Idem 01.03.100

01.03.403

De contenção de maciços de terra

Idem 01.03.100

01.03.404

De arquitetura e elementos de urbanismo

Idem 01.03.100

01.03.405

De instalações hidráulicas e sanitárias

Idem 01.03.100

01.03.406

De instalações elétricas e eletrônicas

Idem 01.03.100

01.03.407

De instalações mecânicas e de utilidades

Idem 01.03.100

01.03.408

De instalações de prevenção e combate a incêndio

Idem 01.03.100

01.03.500

Projeto Executivo

01.03.501

De serviços preliminares

Idem 01.03.100

01.03.502

De fundações e estruturas

Idem 01.03.100

01.03.503

De contenção de maciços de terra

Idem 01.03.100

01.03.504

De arquitetura e elementos de urbanismo

Idem 01.03.100

01.03.505

De instalações hidráulicas e sanitárias

Idem 01.03.100

01.03.506

De instalações elétricas e eletrônicas

Idem 01.03.100

01.03.507

De instalações mecânicas e de utilidades

Idem 01.03.100

01.03.508

De instalações de prevenção e combate a incêndio

Idem 01.03.100

01.04.000

ORÇAMENTOS

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais e mão-de-obra necessários à completa execução dos orçamentos, ou seja, memoriais,

31 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO planilhas de composição de preços, planilhas de orçamentos e mais documentos pertinentes.

O pagamento será efetuado por preço global.

01.05.000

PERÍCIAS E VISTORIAS

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de mão-de-obra necessária à execução de perícias e vistorias, inclusive relatórios de visita.

01.06.000

PLANEJAMENTO E CONTROLE

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de mão-de-obra especializada necessária ao planejamento e controle das obras, incluindo processamento de dados e os produtos gráficos correspondentes.

O pagamento será efetuado por preço global.

01.07.000

MAQUETES E FOTOS

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução de maquetes e fornecimento de fotos das obras.

O pagamento será efetuado por preço global.

02.00.000

SERVIÇOS PRELIMINARES

02.01.000

CANTEIRO DE OBRAS

02.01.100

Construções Provisórias

02.01.101

Escritórios

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, eventuais equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos escritórios, conforme projeto aprovado, incluindo serviços de limpeza do terreno, execução da edificação, acabamento, mobiliários, posterior remoção da mesma e limpeza e reurbarnização do local.

A medição será efetuada pela área da edificação, descontando-se as áreas de beirais, iluminação e ventilação, em m²

02.01.102

Depósitos

Idem 02.01.101

02.01.103

Oficinas

Idem 02.01.101

02.01.104

Refeitórios

Idem 02.01.101

02.01.105

Vestiários e sanitários

Idem 02.01.101

Inclusive instalação dos aparelhos sanitários e pertences.

02.01.106

Dormitórios

Idem 02.01.101

02.01.200

Ligações Provisórias

02.01.201

Água

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução das ligações provisórias,, a partir dos pontos indicados no projeto e posterior remoção no final da obra.

O pagamento será efetuado por preço global.

02.01.202

Energia elétrica

Idem 02.01.201

02.01.203

Gás

Idem 02.01.201

02.01.204

Telefone

Idem 02.01.201

02.01.205

Esgoto

Idem 02.01.201

02.01.300

Acessos Provisórios

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à abertura e conservação dos acessos provisórios, conforme projeto.

O pagamento será efetuado por preço global

02.01.400

Proteção e Sinalização da Obra

02.01.401

Tapumes

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação dos tapumes, conforme projeto, incluindo a montagem e posterior desmontagem e remoção dos mesmos.

A medição será efetuada pela área efetiva em m², considerando a altura desde o nível do solo até a borda superior do tapume e o comprimento corrido, descontandose portas ou portões (se estes foram pagos à parte).

02.01.402

Cercas

Idem 02.01.401

02.01.403

Muros

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução dos muros, conforme projeto, incluindo a posterior demolição dos mesmos.

A medição será efetuada pela área de muros efetivamente executados, em m².

02.01.404

Placas

Este preço deverá compreender todas as despesas

32 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à completa confecção e instalação das placas nos locais a serem determinados pela fiscalização, incluindo todos os dispositivos de fixação.

O pagamento será efetuado por preço global.

02.01.405

Portões

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à completa confecção e instalação dos portões, conforme projeto incluindo todos os dispositivos de fixação.

A medição será efetuada pela área efetiva dos portões instalados, em m².

02.02.000

DEMOLIÇÃO

02.02.100

Demolição Convencional

02.02.110

Fundações e estruturas de concreto

02.02.111

Concreto simples

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços de demolição, envolvendo andaimes, estruturas auxiliares, transportes internos horizontal e vertical, carga, transporte, descarga e espalhamento dos produtos da demolição até a área de botafora definida pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro cúbico de concreto demolido, obtendo-se o volume através das dimensões de projeto.

02.02.112

Concreto armado

Idem 02.02.111, incluindo cortes da armadura.

02.02.120

Estruturas metálicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo corte, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada pelo peso em kg da estrutura demolida, obtido através de pesagem em balança ou através dos pesos padronizados de tabelas.

02.02.130

Estruturas de madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo corte, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada pelo volume de estrutura de madeira efetivamente desmontado, em m³.

02.02.140

Vedações

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo andaimes, carga, transportes horizontal e vertical, descarga e espalhamento em local definido pela Fiscalização.

A medição será efetuada pelo volume demolido, conforme projeto, em m 3 .

02.02.150

Pisos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra, necessários à completa execução dos serviços envolvendo carga, transporte, descarga e espalhamento dos produtos da demolição até a

área de bota-fora definida pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro cúbico de piso demolido, obtendo-se o volume através das dimensões de projeto.

02.02.160

Cobertura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo andaimes, carga, transportes horizontal e vertical, descarga e espalhamento em local definido pela Fiscalização.

A medição será efetuada pela área em projeção horizontal da cobertura demolida, conforme projeto, em m².

02.02.170

Revestimentos e forros

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo andaimes, carga, transportes horizontal e vertical, descarga e espalhamento em local definido pela Fiscalização.

A medição será efetuada pela área de revestimento ou forro efetivamente removido, conforme projeto, em m².

02.02.180

Pavimentações

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços, envolvendo carga, transporte, descarga e espalhamento dos produtos de demolição até a

área de bota-fora definida pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro cúbico de piso demolido, obtendo-se o volume através das dimensões de projeto. No caso de pavimentos articulados, a medição será efetuada por metro quadrado de piso demolido.

02.02.200

Demolição com Explosivos

Este preço deverá compreender todas as despesas necessárias para o total de execução dos trabalhos, inclusive projeto, fornecimento e aplicação de materiais e explosivos, equipamentos, proteções, estruturas e demolições auxiliares, perfuração e corte de estruturas, transporte interno, sinalização, carga, transporte, descarga e espalhamento dos materiais

33 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO provenientes da demolição até bota-fora previamente indicado pela Fiscalização.

A medição será efetuada pelo volume de material demolido em m

3

.

02.02.300

Remoções

02.02.310

Remoções de equipamentos e acessórios

Este preço deverá compreender as despesas decorrentes da completa execução dos serviços , inclusive trabalhos auxiliares de construção civil, transporte interno, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada por unidade efetivamente removida.

02.02.320

Remoção das redes hidráulicas, elétricas e de utilidades.

02.02.321

Redes enterradas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução total dos trabalhos, inclusive escavação, escoramentos, desativação de rede, corte, reaterro, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro linear de rede efetivamente removida.

02.02.322

Rede embutidas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à total execução dos serviços, inclusive quebra e recomposição do elemento em que a rede está embutida, transporte interno, andaimes, desativação da linha, cortes, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro linear de rede efetivamente removida.

02.02.323

Redes aéreas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à total execução dos serviços, inclusive andaimes, trabalhos auxiliares de construção civil, remoção de postes e estruturas de apoio, desativação da linha, cortes, transporte vertical, carga, transporte e descarga em local designado pela Fiscalização.

A medição será efetuada por metro linear de rede efetivamente removida.

02.02.330

Carga, transporte, descarga e espalhamento de materiais provenientes da demolição

Este preço deverá compreender as operações de carga, transporte, descarga e espalhamento de materiais provenientes da demolição, sempre que tais serviços não estivem incluídos em cada preço unitário.

A medição será efetuada pelo produto do volume efetivamente transportado, medido nos veículos de transporte, em metros cúbicos, pelas distâncias em quilômetros, em linha reta, entre os centros geométricos dos locais da demolição e do bota-fora.

02.03.000

LOCAÇÃO DE OBRAS

02.03.100

De Edificações

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços para a marcação e locação das obras, inclusive as fundações, abrangendo os trabalhos de topografia e o fornecimento e aplicação de materiais auxiliares, tais como tábuas, sarrafos, pregos, linhas e outros.

A medição será efetuada por metro quadrado, apurando-se a

área de projeção de cada edificação, medida em planta, conforme o projeto, descontando-se os beirais, áreas de ventilação e iluminação.

02.03.200

De Sistemas Viários Internos e Vias de Acesso

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos serviços para locação de sistemas viários internos e vias de acesso, incluindo os trabalhos de topografia e o fornecimento e aplicação de materiais auxiliares.

A medição será efetuada por metro de eixo locado, medido conforme o projeto.

02.04.000

TERRAPLENAGEM

02.04.100

Limpeza e Preparo da Área

02.04.101

Capina e roçado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da capina de plantas rasteiras e o corte de arbustos e árvores de pequeno porte (Ø < 0,15m e h

< 1,00m), envolvendo carga, transporte, descarga e espalhamento em área de bota-fora definida pela Fiscalização.

A medição será efetuada pela área efetivamente capinada e roçada, em m² .

02.04.102

Destocamento de árvores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessárias à execução do corte de árvores e tocos de grande porte (Ø > 0,15m e h > 1,00m), envolvendo carga, transporte e descarga em área de bota-fora definida pela Fiscalização.

A medição será efetuada por unidade de árvore destocada.

02.04.200

Cortes

02.04.201

em material de 1ª categoria

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de equipamentos e mão-de-obra necessários

à execução da escavação em material de 1ª categoria, incluindo os serviços de carga, transporte até a distância de

34 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

1km, descarga e espalhamento até a cota prevista no projeto.

A medição será efetuada pelo volume escavado, medido no corte em m

3

.

02.04.202

em material de 2ª categoria

Idem 02.04.201, com utilização de “ripper”.

02.04.203

em material de 3ª categoria

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao desmonte da rocha com explosivo ou processo a frio, regularização do fundo da área desmontada, carga, transporte até a distância de 1 km, descarga, espalhamento na área de bota-fora e a obtenção de licença de explosivos.

A medição será efetuada pelo volume de rocha desmontada, medido sempre que possível, no corte, em m

3

; caso contrário, será obtido pela cubagem no veículo de transporte.

02.04.204

Escavação de material brejoso

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de equipamentos e mão-deobra necessários à remoção do material brejoso, incluindo carga, transporte até a distância de 1km e descarga na área de bota-fora.

A medição será efetuada pelo volume de material brejoso medido no corte, em m

3

.

02.04.300

Aterro Compactado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários para homogeneização, umedecimento, compactação, nivelamento e arremates.

A medição será efetuada em m

3

pelo volume compactado, medido no aterro conforme projeto.

02.04.400

Transporte, Lançamento e Espalhamento de Material Escavado

02.04.401

Até a distância de 1km

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de equipamentos e mão-deobra necessários à carga, transporte, descarga e espalhamento do material escavado em locais determinados pela

Fiscalização, sempre que tais serviços não estiverem incluídos em cada preço unitário.

A medição será efetuada em m

3

x dam, apurando-se o volume medido no corte e determinando-se a distância entre os centros de massa dos locais de carga e descarga. O percurso será o autorizado pela Fiscalização.

02.04.402

A distância superior a 1 km

Idem 02.04.401, porém a medição será efetuada em m

3

x km.

02.05.000

REBAIXAMENTO DE LENÇOL FREÁ-

TICO

02.05.100

Ponteiras Filtrantes

02.05.101

Instalação das ponteiras

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação das ponteiras, perfuração vertical ou inclinada, funcionamento, remoção e reaterro, considerando-se a reutilização dos materiais.

A medição será efetuada por unidade e aprovada pela

Fiscalização.

02.05.102

Operação e manutenção do equipamento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais e mão-de-obra necessários à operação e manutenção do equipamento, incluindo os controles e regulagens do mesmo e eventuais reposições de peças.

A medição será efetuada pelas horas efetivamente trabalhadas.

02.05.200

Poços Profundos

02.05.201

Execução dos poços

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à perfuração, lavagem, introdução da tubulação, preenchimento com material de filtro e instalação da bomba (submersa ou a vácuo, conforme o caso).

Incluirá, ainda a remoção e reaterro, considerando-se a reutilização dos materiais.

A medição será efetuada por metro efetivamente perfurado e aprovado pela Fiscalização.

02.05.202

Operação e manutenção do equipamento

Idem 02.05.102

02.05.300

Poços Injetores

02.05.301

Execução dos poços

Idem 02.05.201, com a utilização de bomba injetora.

02.05.302

Operação e manutenção do equipamento

Idem 02.05.102

02.05.303

Indicadores de nível d’água

O preço inclui a execução das perfurações, o fornecimento e a instalação dos tubos, o material filtrante, os selos de vedação, bem como os demais serviços, equipamentos e materiais necessários. A limpeza e a execução de teste de funcionamento, o relatório completo com os dados de instalação, perfis do solo, trechos perfurados, locação de superfície, nivelamento, gráfico de estabilização e todas as leituras durante o período de operação estão incluídos no preço.

O serviço será medido por metro linear instalado.

35 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

02.05.304

Piezômetros

Idem 02.05.303

02.05.400

Paredes Diafragma

02.05.401

Paredes-guias

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo locação, construção, demolição e remoção das paredesguias.

A medição será efetuada pela área de parede efetivamente executada, em m².

02.05.402

Escavação mecanizada com lama bentonítica

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da escavação com equipamento mecânico, incluindo remoção do material, depósito, aplicação e remoção da lama bentonítica.

A medição será efetuada pelo volume de material escavado, em m³, medido na vala.

02.05.403

Armadura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução de cortes, dobramentos e armação, conforme o projeto, incluindo espaçadores, armação com arame recozido, pastilhas para recobrimento e limpeza.

A medição será efetuada conforme os resumos indicados no projeto, em kg, sem qualquer acréscimo a título de perdas e desbitolamento.

02.05.404

Concreto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários aos serviços de limpeza das fôrmas e das armaduras, preparo, transporte lançamento, adensamento, acabamento, cura do concreto e posteriores reparos de qualquer natureza.

A medição será efetuada pelo volume de concreto aplicado, medido de acordo com as dimensões indicadas no projeto, em m³ , computando os volumes comuns a várias peças uma só vez.

02.05.500

Estacas-Pranchas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de todos os materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da cravação das estacas-pranchas, incluindo serviços de escavação, montagem de gabarito metálico para posicionamento, alinhamento das estacas, lubrificação, preparo do encaixe e posterior remoção do escoramento.

Deverão ser considerados também eventuais serviços de corte e emenda das estacas.

A medição será efetuada pela área efetivamente escorada, em m² .

02.05.600

Drenagem a Céu Aberto e Tubos Drenantes

02.05.601

Escavação manual para abertura de canaletas, trincheiras laterais ou valetas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para execução dos serviços de escavação manual até a cota indicada em projeto, incluindo depósito do material ao lado da vala, carga, transporte até a área de bota-fora definida pela Fiscalização, descarga e espalhamento do material excedente.

A medicão será efetuada pelo volume escavado, em m

3

, medido no corte.

02.05.602

Escavação mecanizada para abertura de canaletas, trincheiras laterais ou valetas

Idem 02.05.601, com a utilização de equipamento mecânico, incluindo sua operação e manutenção.

02.05.603

Instalação de tubos drenantes

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimentos dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos tubos drenantes, conforme o projeto, incluindo a execução do berço e a colocação do material de filtro.

A medição será efetuada por metro de tubo instalado conforme projeto.

02.05.604

Instalação de bombas para esgotamento de valas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a instalação das bombas de sucção, incluindo o preparo e respectiva proteção do local onde as mesmas serão instaladas, para coleta nos fundos de vala e bombeamento para a superfície da água existente, bem como o emprego (operação e manutenção) das bombas com a energia e combustível necessários.

A medição será efetuada pelo produto da potência das bombas em HP pelas horas efetivamente trabalhadas e apontadas pela Fiscalização.

02.05.700

Drenos Horizontais e Suborizontais

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes da perfuração do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a execução do furo, conforme locação, inclinação, dimensões e profundidade previstas em projeto, e a instalação do tubo, inclusive as proteções necessárias.

A medição será efetuada por metro de dreno executado, conforme projeto.

02.05.800

Drenos Verticais de Areia

Este preço deverá compreender todas as despesas

36 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes de perfuração do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a execução do furo, conforme locação, dimensões e profundidade previstas em projeto e o preenchimento com areia.

A medição será efetuada por metro de dreno executado, conforme projeto.

03.00.000

FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS

03.01.000

FUNDAÇÕES

03.01.100

Escavação de Valas

03.01.101

Manual

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a execução dos serviços de escavação manual de valas até a cota indicada no projeto, incluindo depósito do material ao lado da vala para posterior reaterro, carga, transporte até a área de bota-fora definida pela

Fiscalização, descarga e espalhamento do material excedente.

A medição será efetuada pelo volume escavado, em m³, medido no corte, cujas dimensões em planta estão limitadas por linhas paralelas distantes de 0,50 m das faces laterais das fundações.

03.01.102

Mecanizada

Idem 03.01.101,com a utilização de equipamento mecânico, incluindo sua operação e manutenção.

03.01.103

Reaterro compactado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a execução dos serviços, incluindo seleção do material, carga, transporte, lançamento, espalhamento e compactação mecânica em camadas, nivelamento e arremate para reaterro das valas e junto às estruturas de concreto ou instalações.

A medição será efetuada pelo volume compactado em m³, medido na vala.

03.01.104

Carga, transporte, lançamento e espalhamento de solo

Este preço deverá compreender as despesas decorrentes do fornecimento de ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para carga, transporte, descarga e espalhamento de terra em locais e distâncias predeterminadas pela Fiscalização, sempre que tais serviços não estiverem incluídos em cada preço unitário.

A medição será efetuada em m³ x dam, apurando-se o volume medido no corte e determinando-se a distância entre os centros de massa dos locais de carga e descarga. O percurso será o autorizado pela Fiscalização .

03.01.105

Esgotamento de valas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários aos serviços de coletas nos fundos das valas e bombeamento para a superfície da água existente, com o emprego (operação e manutenção) de bombas adequadas, inclusive energia elétrica e combustíveis necessários.

A medição será efetuada pelo produto da potência das bombas em HP pelas horas efetivamente trabalhadas e apontadas pela Fiscalização.

03.01.200

Escoramentos

03.01.210

Contínuo de madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do escoramento, incluindo a colocação e posterior remoção das pranchas de madeira e demais apetrechos auxiliares; incluirá, ainda, a inspeção e manutenção permanentes, com a execução de reparos e reforços necessários à perfeita segurança.

A medição executada será efetuada pela área da pranchada executada, em m².

03.01.220

Descontínuo de madeira

Idem 03.01.210

03.01.230

Metálico-madeira contínuo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do escoramento, incluindo o encunhamento das paredes, cravação de perfis e pranchas metálicas, demais apetrechos auxiliares e posterior remoção da estrutura de escoramento. Incluirá, ainda a inspeção e manutenção permanentes, com a execução de reparos e esforços necessários à perfeita segurança.

A medição será efetuada pela área da pranchada executada, em m².

03.01.240

Estacas

03.01.241

Estacas-pranchas metálicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de todos os materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da cravação das estacas-pranchas, incluindo serviços de escavação, montagem de gabarito metálico para posicionamento, alinhamento das estacas, lubrificação, preparo do encaixe e posterior remoção do escoramento.

Deverão ser considerados também eventuais serviços de corte e emenda das estacas.

A medição será efetuada pela área efetivamente escorada, em m² .

03.01.242

Estacas-pranchas de concreto armado

Idem 03.01.241

03.01.243

Estacas-pranchas de polímeros

Idem 03.01.241

37 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

03.01.244

Estacas justapostas de concreto

Idem 03.01.241

03.01.245

Estacas justapostas de solo-cimento CCP ou JG

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários a execução das colunas incluindo, locação, perfuração, injeção e demais serviços complementares.

A medição será feita por metro de coluna executada conforme projeto entre a cota de ponta e a cota de arrasamento.

03.01.250

Gabiões

03.01.251

tipo caixa

Esse preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra, necessários a construção de gabiões conforme as seções de projeto.

A medição será feita através da medição do volume obtido das dimensões indicadas no projeto em m³.

03.01.252

tipo colchão

Idem 03.01.251

03.01.253

tipo saco

Idem 03.01.251

03.01.260

Maciços de solo armado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, escamas de concreto, armaduras, equipamentos e mão-de-obra necessários a construção de paramentos verticais de maciços de solo armado conforme as seções de projeto.

A medição será feita através da área em m² do paramento efetivamente executado entre o seu topo e a face superior de soleira.

03.01.261

Com paramento vertical de 0,0 a 4,5 m

Idem 03.01.260

03.01.262

Com paramento vertical de 4,5 a 6,0 m

Idem 03.01.260

03.01.263

Com paramento vertical de 6,0 a 7,5 m

Idem 03.01.260

03.01.264

Com paramento vertical de 7,5 a 9,0 m

Idem 03.01.260

03.01.300

Fundações Diretas

03.01.310

Pedras-de-mão

03.01.311

Seca

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo o preparo e regularização manual do terreno, colocação das pedras e acabamentos.

A medição será efetuada pelo volume de pedras, obtido através das dimensões indicadas no projeto, em m³.

03.01.312

Argamassada

Idem 03.01.311, com a utilização de argamassa para assentamento das pedras.

03.01.320

Lastros

03.01.321

De concreto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do lastro, incluindo o preparo e a regularização manual do fundo das valas, preparo, lançamento, adensamento e acabamento de uma camada de concreto para lastro.

A medição será feita pelo volume obtido através das dimensões indicadas no projeto, em m³.

03.01.322

De brita

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do lastro, incluindo o preparo e a regularização manual do fundo das valas, lançamento, espalhamento e compactação das camadas de pedra.

A medição será feita pelo volume obtido através das dimensões indicadas no projeto, em m³.

03.01.330

Tijolos comuns

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo o preparo e regularização manual do terreno, assentamento dos tijolos com argamassa e acabamentos.

A medição será efetuada pelo volume obtido através das dimensões indicadas no projeto, em m³.

03.01.340

Sapatas isoladas

03.01.341

Formas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do serviço, incluindo reaproveitamento, limpeza, desforma, espaçadores, pregos, travamentos, escoramentos e outros.

A medição será efetuada de acordo com as dimensões indicadas no projeto, apurando-se a área efetivamente em contato com o concreto, em m², não sendo descontadas áreas de interseção no caso de cruzamentos ou interferências.

03.01.342

Armadura

Este preço deverá compreender todas as despesas

38 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução de cortes, dobramentos e armação, conforme o projeto, incluindo espaçadores, armação com arame recozido, pastilhas para recobrimento e limpeza.

A medição será efetuada conforme os resumos indicados no projeto, em kg, sem qualquer acréscimo a título de perdas e/ou desbitolamento.

03.01.343

Concreto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários aos serviços de limpeza das formas e das armaduras, preparos, transporte lançamento, adensamento, acabamento, cura do concreto e posteriores reparos de qualquer natureza.

A medição será efetuada pelo volume de concreto aplicado, medido de acordo com as dimensões indicadas no projeto, em m³ , computando os volumes comuns a várias peças uma só vez.

03.01.344

Concreto ciclópico

Idem 03.01.343

03.01.350

Sapatas corridas

03.01.351

Formas

Idem 03.01.341

03.01.352

Armadura

Idem 03.01.342

03.01.353

Concreto

Idem 03.01.343

03.01.354

Concreto ciclópico

Idem 03.01.343

03.01.360

“Radier”

03.01.361

Formas

Idem 03.01.341

03.01.362

Armadura

Idem 03.01.342

03.01.363

Concreto

Idem 03.01.343

03.01.400

Fundações Profundas

03.01.410

Estacas pré-moldadas

03.01.411

De concreto armado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao fornecimento e cravação de estacas, incluindo locação, mobilização e desmobilização de bate-estacas, emendas, utilização de suplementos e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de estaca cravada, considerando-se o comprimento definido pela cota de fundação na ponta da estaca e pela cota de arrasamento, sendo tolerado apenas o que exceder no comprimento, até 3,00m acima da face inferior do bloco.

03.01.412

De concreto protendido

Idem 03.01.411

03.01.413

De concreto armado centrifugado

Idem 03.01.411

03.01.414

De madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao fornecimento e cravação das estacas, incluindo locação, movimentação, posicionamento, mobilização e desmobilização de bate-estacas, eventuais perdas e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de estaca cravada, considerando-se o comprimento definido pela cota de fundação na ponta da estaca pela cota de arrasamento, sendo tolerado apenas o que exceder no comprimento, até 3,00m acima da face inferior do bloco.

03.01.415

Metálicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao fornecimento e cravação das estacas, abrangendo locação, mobilização e desmobilização de bate-estacas, emendas, inclusive placas de reforço e acessórios, e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pelos comprimentos originais das estacas utilizadas, independentemente da profundidade atingida.

03.01.420

Estacas moldadas no local

03.01.421

Brocas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das brocas, incluindo locação, perfuração, armação, preenchimento com concreto, acabamentos e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro, considerando-se o comprimento desde a cota de fundação até a cota de arrasamento.

03.01.422

Tipo “Franki”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das estacas, incluindo locação, cravação do tubo, execução do bulbo, colocação da armadura, concretagem do fuste e conseqüente recuperação do tubo, eventuais emendas e demais serviços complementares.

39 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A medição será efetuada por comprimento de estaca efetivamente executada, em m, obtido pela soma dos comprimentos dos tubos de revestimento.

03.01.423

Tipo “Strauss”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das estacas, incluindo locação, cravação da camisa, colocação da armadura, concretagem e recuperação da camisa e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de estaca executada, considerando-se o comprimento definido pela cota de fundação até a cota do arrasamento.

03.01.424

Tipo “Raiz”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das estacas, incluindo locação, perfuração, armaduras, concretagem e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de estaca executada, considerando-se o comprimento definido pela cota de fundação até a cota de arrasamento.

03.01.425

Escavadas (estacão)

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das estacas, incluindo locação, perfuração, armaduras, concretagem e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de estaca executada, considerando-se o comprimento definido pela cota de fundação até a cota de arrasamento.

03.01.426

Colunas de solo-cimento tipo CCP ou JG

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários a execução das colunas incluindo, locação, perfuração, injeção e demais serviços complementares.

A medição será feita por metro de coluna executada conforme projeto entre a cota de ponta e a cota de arrasamento.

03.01.430

Preparo de cabeças de estacas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos manuais e mão-de-obra necessários ao corte da cabeça da estaca até a cota indicada no projeto e o seu preparo, incluindo picotamento das áreas em contato com o bloco e corte e limpeza da armadura das estacas no comprimento definido no projeto.

A medição será efetuada por unidade.

03.01.440

Tubulões com camisa de concreto

03.01.441

Camisa de concreto, inclusive forma e armadura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da camisa de concreto, inclusive forma, armação e acabamentos.

A medição será efetuada pelo volume nominal de concreto, conforme projeto, em m³.

03.01.442

Escavação de fuste a céu aberto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à escavação, carga, transporte, descarga e espalhamento do material escavado em área de bota-fora definido pela Fiscalização, cravação da camisa e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pelo volume escavado, conforme projeto, em m³.

03.01.443

Escavação de fuste a ar comprimido

Idem 03.01.442, porém com a utilização de equipamento para ar comprimido, incluindo sua mobilização e desmobilização, operação e manutenção.

03.01.444

Escavação de base a céu aberto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à escavação, carga, transporte, descarga e espalhamento do material escavado em área de bota-fora definida pela Fiscalização e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pelo volume escavado, conforme projeto, em m³.

03.01.445

Escavação de base a ar comprimido

Idem 03.01.444, porém com a utilização de equipamento para ar comprimido, incluindo sua mobilização e desmobilização, operação e manutenção.

03.01.446

Lastro de concreto

Idem 03.01.321

03.01.447

Concreto da base, inclusive armadura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra para execução da concretagem da base, incluindo armaduras e todos os serviços complementares.

A medição será efetuada pelo volume de concreto lançado, conforme projeto, em m³.

03.01.448

Concreto do fuste

Idem 03.01.447, exclusive as armaduras, que deverão ser medidas conforme item 03.01.342.

03.01.450

Tubulões com camisa metálica

03.01.451

Camisa metálica com cravação normal

Este preço deverá compreender todas as despesas

40 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à camisa metálica e sua cravação normal, incluindo serviços complementares.

A medição será efetuada pelo peso da camisa efetivamente cravada, em kg.

03.01.452

Camisa metálica com cravação mecanizada

Idem 03.01.451, com utilização de equipamento mecânico, inclusive sua operação e manutenção.

03.01.453

Escavação de fuste a céu aberto

Idem 03.01.442, exclusive a cravação da camisa.

03.01.454

Escavação de fuste a ar comprimido

Idem 03.01.443, exclusive a cravação da camisa.

03.01.455

Escavação de base a céu aberto

Idem 03.01.444.

03.01.456

Escavação de base a ar comprimido

Idem 03.01.445

03.01.457

Lastro de concreto

Idem 03.01.321

03.01.458

Concreto da base, inclusive armadura

Idem 03.01.447

03.01.459

Concreto do fuste, inclusive armadura

Idem 03.01.448, incluindo as armaduras.

03.01.460

Tubulões com escavação mecanizada

(perfuratriz)

03.01.461

Escavação

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos equipamentos e mão-de-obra para execução da escavação com perfuratriz, incluindo mobilização e desmobilização do equipamento, carga, transporte, descarga e espalhamento do material escavado em área de bota-fora definida pela fiscalização e demais serviços complementares.

A medição será efetuada pelo volume escavado, em m³.

03.01.462

Concreto, inclusive armadura

Idem 03.01.447

03.01.500

Blocos de Fundação

03.01.501

Lastro

Idem 03.01.320

03.01.502

Formas

Idem 03.01.341

03.01.503

Armadura

Idem 03.01.342

03.01.504

Concreto

Idem 03.01.343

03.01.600

Impermeabilização

03.01.601

Argamassa rígida de cimento, areia e impermeabilizante

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários para a execução dos serviços, incluindo preparo e aplicação da argamassa rígida, preparo das superfícies, acabamento, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada em m³, conforme o projeto.

03.01.602

Pintura com emulsão betuminosa

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra para a aplicação da emulsão betuminosa, em duas demãos.

A medição será efetuada pela área, conforme projeto, em m², não descontando áreas de interseção de alvenarias.

03.02.000

ESTRUTURAS DE CONCRETO

03.02.100

Concreto Armado

03.02.110

Pilares

03.02.111

Formas

Idem 03.01.341

03.02.112

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.113

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.120

Vigas

03.02.121

Formas

Idem 03.01.341

03.02.122

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.123

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.130

Lajes

03.02.131

Formas

Idem 03.01.341, sendo descontadas áreas de vazios previstas no projeto, quando superiores a 0,30 m².

03.02.132

Armadura

Idem 03.01.342

41 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

03.02.133

Concreto

Idem 03.01.343, sendo integralmente descontado o volume resultante dos vazios previstos no projeto.

03.02.140

Muros de arrimo

03.02.141

Formas

Idem 03.01.341

03.02.142

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.143

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.144

Tirantes

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários para execução do serviço, incluindo locação, perfuração, lavagem, camisa de proteção, fornecimento de aço, colocação de ancoragem, injeção e selo com argamassa, reinjeção, protensão, cabeças de ancoragem, vigas de travamento, bulbo, andaimes, testes e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de tirante efetivamente colocado.

03.02.150

Paredes-diafragmas

03.02.151

Paredes-guias

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo locação, construção, demolição e remoção das paredesguias.

A medição será efetuada pela área da parede efetivamente executada, em m².

03.02.152

Escavação mecanizada com lama bentonítica

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da escavação com equipamento mecânico, incluindo remoção do material, depósito, aplicação e remoção da lama bentonítica.

A medição será efetuada pelo volume de material escavado, em m³, medido na vala.

03.02.153

Armadura

Idem 03.01.342, inclusive o posicionamento da mesma.

03.02.154

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.160

Calhas

03.02.161

Formas

Idem 03.01.341

03.02.162

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.163

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.170

Caixas d’água

03.02.171

Formas

Idem 03.01.341

03.02.172

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.173

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.180

Escadas

03.02.181

Formas

Idem 03.01.341, sendo que nas formas laterais não serão deduzidas as áreas dos vazios triangulares dos degraus.

03.02.182

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.183

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.190

Reforço de estrutura

03.02.191

Formas

Idem 03.01.341

03.02.192

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.193

Concreto

Idem 03.01.343

03.02.200

Concreto Protendido

03.02.210

Peças Protendidas

03.02.211

Formas

Idem 03.01.341, sendo integralmente descontadas as áreas de vazios previstas no projeto, quando superiores a 0,30 m²

03.02.212

Armadura frouxa

Idem 03.01.342

03.02.213

Armadura de protensão

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra para o corte, a montagem dos fios e o embainhamento do cabo.

42 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A medição será efetuada conforme os resumos indicados no projeto, em kg, sem qualquer acréscimo a título de perdas.

03.02.214

Bainhas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao posicionamento e fixação da bainha na forma, inclusive cortes e emendas.

A medição será efetuada por metro de bainha instalada, conforme o projeto.

03.02.215

Ancoragens

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao posicionamento e fixação da ancoragem e demais dispositivos na forma, inclusive todos os acessórios.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

03.02.216

Concreto

Idem 03.01.343, sendo integralmente descontado o volume resultante dos vazios previstos no projeto.

03.02.217

Operação de protensão

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da operação de protensão.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.02.218

Operação de injeção

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução da operação de injeção, compreendendo o preparo da nata de cimento e a injeção sob pressão.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.02.300

Concreto Pré-Moldado

03.02.310

Blocos

03.02.311

Formas

Idem 03.01.341

03.02.312

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.313

Concreto

Idem 03.01.343, inclusive colocação e fixação da peça na posição final.

03.02.320

Pilares

03.02.321

Formas

Idem 03.01.341

03.02.322

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.323

Concreto

Idem 03.01.343, inclusive colocação e fixação da peça na posição final.

03.02.330

Vigas

03.02.331

Formas

Idem 03.01.341

03.02.332

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.333

Concreto

Idem 03.01.343, inclusive colocação e fixação da peça na posição final.

03.02.340

Lajes

03.02.341

Formas

Idem 03.01.341, sendo integralmente descontadas as áreas de vazios previstas no projeto, quando superiores a 0,30 m².

03.02.342

Armadura

Idem 03.01.342

03.02.343

Concreto

Idem 03.01.343, inclusive colocação e fixação da peça na posição final, sendo integralmente descontado o volume resultante dos vazios previstos no projeto.

03.02.350

Chumbadores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos chumbadores, incluindo todos os acessórios e serviços complementares para a perfeita instalação.

A medição será efetuada por unidade instalada.

03.02.360

Transporte

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de equipamentos e mão-deobra necessários ao transporte do local de fabricação das peças, inclusive carga e descarga no local de colocação.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.02.400

Diversos

03.02.410

Gabiões

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao preparo do terreno, montagem dos gabiões, além da regularização e limpeza da área.

A medição será efetuada pelo volume obtido a partir das dimensões definidas no projeto, em m³.

43 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

03.02.420

Aparelhos de apoio

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à montagem dos aparelhos de apoio, conforme o projeto.

A medição será efetuada pelo volume, em dm³.

03.02.430

Juntas de dilatação

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das juntas de dilatação, conforme o projeto.

A medição será efetuada por metro de junta executada.

03.03.000

ESTRUTURAS METÁLICAS

03.03.100

Estrutura Metálica Completa

Este preço deverá compreender as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo carga, transporte, descarga, montagem, içamento e colocação final, bem como peças complementares, andaimes, e demais serviços complementares.

A medição será efetuada pelo peso obtido das listas de materiais indicadas no projeto, em kg.

03.03.200

Peças Principais

03.03.201

Perfis laminados

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, fabricação, ensaios e transporte.

A medição será efetuada pelo peso dos perfis, em kg, obtido através das listas de materiais indicadas no projeto.

03.03.202

Perfis soldados

Idem 03.03.201

03.03.203

Perfis leves constituídos de chapas dobradas

Idem03.03.201

03.03.204

Trilhos

Idem 03.03.201

03.03.205

Tubos

Idem 03.03.201

03.03.206

Barra redonda

Idem 03.03.201

03.03.207

Chapas

Idem 03.03.201

03.03.208

Chapas de piso

Idem 03.03.201

03.03.209

Grelha

Idem 03.03.201

03.03.210

Montagem

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes dos equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo todas as peças complementares, andaimes e demais serviços complementares.

A medição será efetuada pelo peso dos perfis, em kg, obtido através das listas de materiais indicadas no projeto.

03.03.300

Dispositivos de Ligação

03.03.301

Parafusos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação dos dispositivos de ligação, incluindo serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada.

03.03.302

Solda

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra especializada necessários à execução da solda, incluindo lixamento, eliminação das rebarbas e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de solda executada.

03.03.303

Chumbadores

Idem 03.03.301

03.03.304

Rebites

Idem 03.03.301

03.03.305

Conectores

Idem 03.03.301

03.03.306

Pinos

Idem 03.03.301

03.03.400

Acessórios

03.03.401

Esticador

Idem 03.03.301

03.03.402

Presilhas

Idem 03.03.301

03.03.403

Olhal

Idem 03.03.301

03.03.404

Cabos de aço

Idem 03.03.301, porém a medição será por kg.

03.03.405

Manilhas

44 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Idem 03.03.301

03.03.406

Sapatilhas

Idem 03.03.301

03.03.500

Tratamento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do tratamento das peças metálicas, incluindo limpeza, pintura anticorrosiva e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.03.600

Pintura de Acabamento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da pintura de acabamento, em duas demãos, inclusive andaimes, proteções, acabamento e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.03.700

Revestimento Contra Fogo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento do material de revestimento, equipamentos e mão-de-obra necessários à aplicação do mesmo, incluindo a limpeza.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.04.000

ESTRUTURAS DE MADEIRA

03.04.100

Estrutura de Madeira Completa

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo carga, transporte, descarga, montagem, içamento e colocação final, bem como peças complementares, andaimes, e demais serviços complementares.

A medição será efetuada pelo volume da estrutura, conforme o projeto, em m³.

03.04.200

Peças Principais

03.04.201

Pranchões

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação das peças, incluindo todos os materiais acessórios e serviços complementares para a perfeita instalação.

A medição será efetuada pelo volume das peças colocadas, em m³.

03.04.202

Pranchas

Idem 03.04.201

03.04.203

Vigas

Idem 03.04.201

03.04.204

Vigotas

Idem 03.04.201

03.04.205

Caibros

Idem 03.04.201

03.04.206

Tábuas

Idem 03.04.201

03.04.207

Sarrafos

Idem 03.04.201

03.04.208

Ripas

Idem 03.04.201

03.04.300

Dispositivos de Ligação

03.04.301

Pregos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação dos dispositivos de ligação, incluindo serviços complementares.

A medição será efetuada pelo peso de pregos, em kg

03.04.302

Pinos

Idem 03.04.301, porém a medição será efetuada por unidade colocada.

03.04.303

Parafusos com porca e arruela

Idem 03.04.302

03.04.304

Conectores

Idem 03.04.302

03.04.305

Tarugos ou chavetas

Idem 03.04.302

03.04.306

Cola

Idem 03.04.301, porém a medição será efetuada por litro ou quilogramo utilizado.

03.04.307

Grampos

Idem 03.04.302

03.04.308

Braçadeiras

Idem 03.04.302

03.04.400

Tratamento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do tratamento das peças de madeira, incluindo lixamento, proteção com imunizante e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

03.04.500

Pintura de Acabamento

Idem 03.03.600.

03.05.000

CONTENÇÃO DE MACIÇOS DE TERRA

Idem 03.01.000 e 03.02.000

45 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.00.000

ARQUITETURA E ELEMENTOS DE

URBANISMO

04.01.000

ARQUITETURA

04.01.100

Paredes

04.01.101

de alvenaria de tijolos maciços de barro

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à perfeita execução da alvenaria, inclusive argamassa de assentamento, cintas, vergas, encunhamento, pilaretes, arremates, andaimes, limpeza, perdas e demais serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por m², apurando-se a área conforme as dimensões indicadas no projeto e descontando-se integralmente todos os vãos, áreas de vazios ou de elementos estruturais que interfiram nas alvenarias.

04.01.102

de alvenaria de tijolos furados de barro

Idem 04.01.101.

04.01.103

de alvenaria de tijolos maciços aparentes

Idem 04.01.101, inclusive acabamento das juntas.

04.01.104

de alvenaria de tijolos laminados de cerâmica

Idem 04.01.103

04.01.105

de alvenaria de blocos de concreto

Idem 04.01.101

04.01.106

de alvenaria de blocos de concreto celular

Idem 04.01.101

04.01.107

de alvenaria de blocos de concreto aparente

Idem 04.01.103

04.01.108

de alvenaria de blocos de concreto celular aparente

Idem 04.01.103

04.01.109

de alvenaria de blocos sílico-calcários

Idem 04.01.101

04.01.110

de alvenaria de blocos de vidro

Idem 04.01.103

04.01.111

de alvenaria de blocos cerâmicos

Idem 04.01.103

04.01.112

de alvenaria de blocos estruturais

Idem 04.01.103

04.01.113

de alvenaria de elementos vazados de concreto

Idem 04.01.103

04.01.114

de alvenaria de elementos vazados de cerâmica

Idem 04.01.103

04.01.115

de divisória de chapas compensadas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo eventuais estruturas de suporte, fixação, ferragens, arremates e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área delimitada por montantes extremos, rodapés e vergas de cada conjunto de painéis, sem considerar desconto algum, em m², conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.116

de divisória de chapas de fibro-cimento

Idem 04.01.115

04.01.117

de divisória revestida com laminado melamínico

Idem 04.01.115

04.01.118

de divisória de granilite

Idem 04.01.115

04.01.119

de divisória de mármore

Idem 04.01.115

04.01.120

de divisória de granito

Idem 04.01.115

04.01.121

de divisória de gesso

Idem 04.01.115

04.01.122

de divisória de tela metálica

Idem 04.01.115

04.01.123

de divisória de placas de concreto

Idem 04.01.115

04.01.200

Esquadrias

04.01.201

Porta de ferro em chapa maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do serviço, incluindo o fornecimento das peças com uma demão de tinta anticorrosiva, chumbamento, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por unidade colocada, conforme as medições indicadas no projeto.

04.01.202

Porta de ferro em barras

Idem 04.01.201

04.01.203

Porta de ferro em veneziana

Idem 04.01.201

46 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.204

Porta de ferro em tela metálica

Idem 04.01.201

04.01.205

Porta automática de ferro com acionador eletromecânico

Idem 04.01.201, incluindo guias e acionamento eletromecânico.

04.01.206

Porta de ferro de enrolar

Idem 04.01.201, inclusive guias.

04.01.207

Porta de ferro pantográfica

Idem 04.01.206

04.01.208

Porta corta-fogo

Idem 04.01.201

04.01.209

Batentes e guarnições de ferro

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação dos batentes e guarnições de ferro, conforme projeto, inclusive a pintura anticorrosiva em uma demão.

A medição será efetuada por metro de batentes e guarnições efetivamente instalados.

04.01.210

Caixilho fixo de ferro em chapa maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo o fornecimento das peças com uma demão de tinta anticorrosiva, contramarcas, chumbamento, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de caixilho colocado, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.211

Caixilho fixo de ferro em barras

Idem 04.01.210

04.01.212

Caixilho fixo de ferro de venezianas

Idem 04.01.210

04.01.213

Caixilho fixo de ferro para tela metálica

Idem 04.01.210

04.01.214

Caixilho móvel de ferro em chapa maciça

Idem 04.01.210

04.01.215

Caixilho móvel de ferro em barras

Idem 04.01.210

04.01.216

Caixilho móvel de ferro de veneziana

Idem 04.01.210

04.01.217

Caixilho móvel de ferro para tela metálica

Idem 04.01.210

04.01.218

Porta de alumínio em chapa maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais., ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo chumbamento, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por unidade colocada, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.219

Porta de alumínio em barras

Idem 04.01.218

04.01.220

Porta de alumínio em veneziana

Idem 04.01.218

04.01.221

Porta automática de alumínio com acionador eletromecânico

Idem 04.01.218, inclusive guias e acionamento eletromecânico.

04.01.222

Batentes e guarnições de alumínio

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação dos batentes e guarnições de alumínio, conforme projeto.

A medição será efetuada por metro de batentes e guarnições efetivamente instalados.

04.01.223

Caixilho fixo de alumínio em chapa maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo contramarcos, chumbamento, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de caixilho colocado, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.224

Caixilho fixo de alumínio em barras

Idem 04.01.223.

04.01.225

Caixilho fixo de alumínio de veneziana

Idem 04.01.223

04.01.226

Caixilho móvel de alumínio em chapa maciça

Idem 04.01.223

04.01.227

Caixilho móvel de alumínio em barras

Idem 04.01.223

04.01.228

Caixilho móvel de alumínio de veneziana

Idem 04.01.223

04.01.229

Porta de madeira maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo

47 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO fixação, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição efetuada por unidade colocada, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.230

Porta de madeira compensada

Idem 04.01.229

04.01.231

Porta de madeira com veneziana

Idem 04.01.229

04.01.232

Porta automática de madeira com acionador eletromecânico

Idem 04.01.229, incluindo guias e acionamento eletromecânico.

04.01.233

Batentes e guarnições de madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação dos batentes e guarnições de madeira, conforme projeto.

A medição será efetuada por metro de batentes e guarnições efetivamente instalados.

04.01.234

Caixilho fixo de madeira maciça

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo acessórios de fixação, chumbamento, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de caixilho colocado, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.01.235

Caixilho fixo de madeira compensada

Idem 04.01.234

04.01.236

Caixilho fixo de madeira de venezianas

Idem 04.01.234

04.01.237

Caixilho móvel de madeira maciça

Idem 04.01.234

04.01.238

Caixilho móvel de madeira compensada

Idem 04.01.234

04.01.239

Caixilho de madeira móvel de venezianas

Idem 04.01.234

04.01.240

Portas de vidro

Este preço devera compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo acessórios para fixação, ajustes, arremates, ferragens, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área da esquadria, obtida através das dimensões indicadas no projeto.

04.01.241

Caixilhos para porta de vidro

Idem 04.01.240

04.01.242

Fechadura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação das ferragens, incluindo acessórios para fixação e demais serviços complementares, sempre que este serviço não estiver incluído em cada preço unitário (esquadrias ou divisórias).

A medição será efetuada por unidade instalada.

04.01.243

Tarjeta

Idem 04.01.242

04.01.244

Maçaneta

Idem 04.01.242

04.01.245

Espelho

Idem 04.01.242

04.01.246

Entradas e rosetas

Idem 04.01.242

04.01.247

Puxadores

Idem 04.01.242

04.01.248

Dobradiças

Idem 04.01.242

04.01.300

Vidros e Plásticos

04.01.301

Vidro comum liso

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à colocação dos vidros, incluindo o fornecimento das chapas com folga nas dimensões para corte, cortes, ajustes, massa para vedação, gaxetas de neoprene, andaimes, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de vidro obtida através das dimensões de cada peça, conforme o projeto, em m², devendo ser arredondadas para mais, em múltiplos de 0,05m.

04.01.302

Vidro comum impresso

Idem 04.01.301

04.01.303

Vidro temperado liso

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas de mão-de-obra necessários à colocação das placas, incluindo os acessórios para fixação, andaimes, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de vidro obtida através das dimensões indicadas no projeto, em m², devendo ser arredondadas para mais, em múltiplos de 0,05m.

04.01.304

Vidro temperado impresso

Idem 04.01.303

48 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.305

Vidro laminado

Idem 04.01.301

04.01.306

Vidro aramado

Idem 04.01.301, porém as dimensões de cada peça serão arredondadas para mais, em múltiplos de 0,25m.

04.01.307

Cristal comum

Idem 04.01.301, exclusive o fornecimento da chapa com folga nas dimensões.

04.01.308

Cristal temperado

Idem 04.01.307

04.01.309

Cristal laminado

Idem 04.01.307

04.01.310

Vitrais

Idem 04.01.301

04.01.311

Espelhos de vidro

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação, incluindo pertences, acessórios de fixação, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada em m².

04.01.312

Espelhos de cristal

Idem 04.01.311

04.01.313

Chapas acrílica

Idem 04.01.303

04.01.314

Chapas de PVC rígido

Idem 04.01.303

04.01.315

Chapas de poliester com fibra de vidro

Idem 04.01.303

04.01.316

Vidros de segurança

Idem 04.01.301

04.01.400

Cobertura e Fechamento Lateral

04.01.401

Telhas de barro

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à colocação das telhas, incluindo acessórios de fixação, fixação na estrutura do telhado, andaimes, limpeza e demais serviços auxiliares para a perfeita instalação.

A medição será efetuada pela área de projeção da cobertura no plano horizontal, conforme projeto, em m².

04.01.402

Telhas de fibro-cimento

Idem 04.01.401, inclusive cortes e arremates.

04.01.403

Telhas de alumínio

Idem 04.01.402

04.01.404

Telhas de chapa acrílica

Idem 04.01.402

04.01.405

Telhas de PVC rígido

Idem 04.01.402

04.01.406

Telhas de poliester com fibra de vidro

Idem 04.01.402

04.01.407

Telhas de chapa metálica

Idem 04.01.402

04.01.408

Telhas de vidro

Idem 04.01.402

04.01.409

Telhas de concreto

Idem 04.01.402

04.01.410

Telhas compostas termo-acústicas

Idem 04.01.402

04.01.411

Peças complementares de barro

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à colocação das peças, incluindo acessórios de fixação, arremates, acabamento, andaimes, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por metro de peça instalada.

04.01.412

Peças complementares de fibro-cimento

Idem 04.01.411

04.01.413

Peças complementares de alumínio

Idem 04.01.411

04.01.414

Peças complementares de apoio em madeira

Idem 04.01.401

04.01.415

Peças complementares de apoio metálicas

Idem 04.01.401

04.01.416

“Domus”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à colocação das peças, incluindo acessórios de fixação, cortes, arremates, acabamentos, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de projeção no plano horizontal, calculada a partir do perímetro da peça, em m².

04.01.500

Revestimentos

04.01.510

Revestimentos de pisos

49 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.511

Cimentados

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do piso, incluindo preparo e aplicação de argamassa, juntas, desempeno, arremates, acabamento e limpeza.

A medição será efetuada pela área de piso, conforme as dimensões indicadas no projeto, em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.512

Cerâmicos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários ao assentamento das peças, incluindo contrapiso, argamassa de assentamento, rejuntamento, recortes, requadrações, nivelamento, arremates, acabamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de piso, conforme as dimensões indicadas no projeto, em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.513

de pedras

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários ao assentamento das pedras, incluindo argamassa de assentamento, rejuntamento, nivelamento, arremates, acabamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de piso, conforme as dimensões indicadas no projeto, em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.514

de mármore

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários ao assentamento das placas, incluindo contrapiso, argamassa de assentamento, recortes, juntas secas, nivelamento, arremates, acabamento, limpeza, polimento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de piso, conforme as dimensões indicadas no projeto, em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m²

04.01.515

de granito

Idem 04.01.514

04.01.516

de granilite

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do piso, incluindo contrapiso, nivelamento, juntas, acabamento, limpeza, polimento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de piso executado, conforme projeto, em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.517

de alta resistência

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do piso, incluindo contrapiso, juntas, camada de alta resistência, nivelamento, acabamento, cura, limpeza, polimento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada pela área de piso executado, conforme projeto em m², sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.518

de tacos de madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação dos tacos, incluindo argamassa de assentamento ou cola, recortes, arremates, acabamento, nivelamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², de acordo com o projeto, sendo descontadas as áreas de vazios ou, interferências que excederem a 0,50m².

04.01.519

de tábuas de madeira

Idem 04.01.518

04.01.520

de borracha

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação das placas, incluindo contrapiso, argamassa de assentamento ou cola, recortes, arremates, acabamento, nivelamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², de acordo com o projeto, sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.521

Vinílicos

Idem 04.01.520, sendo que a colocação somente será feita com cola.

04.01.522

Fenólico-melamínicos

Idem 04.01.521

04.01.523

de carpete

Idem 04.01.521

04.01.524

de mosaico português

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do piso, incluindo lastro de areia, rejuntamento, nivelamento, arremates, acabamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme projeto, sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.525

de elementos intertravados

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos

50 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO e mão-de-obra necessários à execução do piso, conforme projeto, incluindo lastro, assentamento, rejuntamento, nivelamento, compactação e arremates.

A medição será efetuada por m², conforme projeto, sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.526

Metálicos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à montagem do piso, incluindo o fornecimento das peças com uma demão de tinta anticorrosiva, acessórios de fixação, recortes, arremates, nivelamento, acabamento, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme projeto, sendo descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,50m².

04.01.527

de ladrilhos hidráulicos

Idem 04.01.512

04.01.528

Contrapiso e regularização da base

Esse preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da regularização da base incluindo acabamento e limpeza.

A medição será efetuada por m², conforme projeto.

04.01.530

Revestimentos de paredes

04.01.531

Chapisco

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do revestimento, incluindo preparo e aplicação da argamassa, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², obtendo-se a área de acordo com o projeto, descontando-se os vãos maiores que 2,00m²,

áreas de vazios ou interferências.

04.01.532

Emboço

Idem 04.01.531, incluindo desempeno e acabamento.

04.01.533

Reboco

Idem 04.01.532

04.01.534

Cerâmicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à aplicação dos azulejos, incluindo argamassa de assentamento, rejuntamento, recortes, requadrações, limpeza, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², descontando-se no que exceder a 1,00m², os vazios cujas superfícies de topo não sejam revestidas.

04.01.535

Azulejos

Idem 04.01.534

04.01.536

Ladrilhos

Idem 04.01.534

04.01.537

Pedras

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à aplicação das pedras, incluindo argamassa de assentamento, rejuntamento, arremates, limpeza, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.538

Mármore

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à aplicação das placas, incluindo argamassa de assentamento, recortes, andaimes, juntas secas, arremates, limpeza, polimento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.539

Granito

Idem 04.01.538

04.01.540

Madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação das chapas de madeira, incluindo cola, estrutura auxiliar, recortes, andaimes, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme projeto.

04.01.541

Borracha

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação das placas de borracha, incluindo argamassa de assentamento ou cola, recortes, andaimes, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.542

Carpete

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação do material, incluindo cola, recortes, andaimes, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será feita por m², conforme o projeto.

04.01.543

Laminado melamínico

Idem 04.01.542

04.01.544

Papéis

Idem 04.01.542

51 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.545

Tecidos

Idem 04.01.542

04.01.546

Argamassas especiais

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do revestimento, incluindo preparo e aplicação da argamassa, andaimes e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², obtendo-se a área de acordo com o projeto, descontando-se os vãos maiores que 2,00m²,

áreas de vazios ou interferências.

04.01.547

Plásticas

Idem 04.01.542

04.01.548

Materiais metálicos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação das placas metálicas, incluindo estrutura auxiliar de sustentação, recortes, andaimes, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.550

Revestimentos de Forro

04.01.551

Estuque

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do forro, incluindo estrutura de sustentação, tela metálica, acessórios, preparo e aplicação de argamassa, acabamento, andaimes e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.552

Madeira

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à colocação do forro, incluindo estrutura auxiliar de sustentação, acessórios, recortes, andaimes, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por m², conforme o projeto.

04.01.553

Aglomerado e de fibras

Idem 04.01.552

04.01.554

Gesso autoportante acartonado

Idem 04.01.552

04.01.555

Gesso em placas

Idem 04.01.552

04.01.556

Placas ou lâminas metálicas

Idem 04.01.552

04.01.557

Plástico (PVC)

Idem 04.01.552

04.01.560

Pinturas

04.01.561

Massa corrida

Idem 04.01.531, incluindo desempeno e acabamento.

04.01.562

com tinta anticorrosiva

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da pintura, incluindo a preparação da superfície, aplicação da tinta em uma demão, andaimes, proteções, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², descontando-se, apenas o que exceder a 2,00m², áreas de vazios ou interferências.

04.01.563

com tinta a base de óleo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da pintura, incluindo a preparação da superfície, aplicação de

“primer” e da tinta propriamente dita nas demãos necessárias, andaimes, proteções, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², descontando-se, apenas, o que exceder a 2,00m², áreas de vazios ou interferências.

04.01.564

com tinta a base de esmalte

Idem 04.01.563

04.01.565

com tinta a base de silicone

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da pintura, incluindo andaimes, aplicação da tinta nas demãos necessárias, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², descontando-se, apenas o que exceder a 2,00m², áreas de vazios ou interferências.

04.01.566

com tinta a base de látex

Idem 04.01.563

04.01.567

com tinta a base de poliuretano

Idem 04.01.565

04.01.568

com tinta a base de borracha clorada

Idem 04.01.565

04.01.569

com tinta acrílica

Idem 04.01.565

04.01.570

com tinta a base de epóxi

Idem 04.01.565

04.01.571

com tinta a base de grafite ou alumínio

Idem 04.01.563

52 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.572

com tinta impermeável mineral em pó

Idem 04.01.563, exclusive a aplicação de “primer”.

04.01.573

com tinta texturizada

Idem 04.01.563

04.01.574

Têmpera batida a escova

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dessa pintura, incluindo andaimes, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², descontando-se, apenas, o que exceder a 2,00m², áreas de vazios ou interferências.

04.01.575

Caiação

Idem 04.01.574

04.01.576

Vernizes

Idem 04.01.563

04.01.580

Mantas termoacústicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à sua colocação, incluindo andaimes, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², conforme projeto.

04.01.600

Impermeabilizações

04.01.601

Multimembranas asfálticas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da impermeabilização, incluindo preparo das superfícies, aplicação dos materiais conforme especificações do projeto e/ou do fabricante, proteções, andaimes, acabamento e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m², conforme projeto, considerando os dobramentos verticais e descontando as

áreas de vazios ou interferências que excederem a 0,30m².

04.01.602

Argamassa com adição de hidrófugo

Idem 04.01.601.

04.01.603

Elastômeros sintéticos em mantas

Idem 04.01.601

04.01.604

Elastômeros sintéticos em solução

Idem 04.01.601

04.01.605

Emulsões hidroasfálticas

Idem 04.01.601

04.01.606

Resinas epóxicas

Idem 04.01.601

04.01.607

Cristalizadores

Idem 04.01.601

04.01.608

Tratamento de juntas

Idem 04.01.601, porém a medição será feita pelo volume real do material empregado, em dm³.

04.01.700

Acabamentos e Arremates

04.01.701

Rodapés

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à sua colocação, conforme especificações, incluindo arremates, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por m, conforme projeto.

04.01.702

Soleiras

Idem 04.01.701

04.01.703

Peitoris

Idem 04.01.701

04.01.704

Juntas

Idem 04.01.701

04.01.705

Cantoneiras

Idem 04.01.701

04.01.706

Rufos

Idem 04.01.701

04.01.707

Pingadeiras

Idem 04.01.701

04.01.708

Calhas

Idem 04.01.701

04.01.709

Arremate de degraus

Idem 04.01.701

04.01.800

Equipamentos e Acessórios (exclusive os do item 05.01.500)

04.01.801

Corrimão

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à sua instalação, conforme especificações e recomendações do fabricante, incluindo materiais acessórios, serviços auxiliares de pedreiro, limpeza e outros.

A medição será efetuada com base nas quantidades e conjuntos definidos no projeto, e o pagamento por metro linear.

04.01.802

“Brises”

Idem 04.01.801 porém, o pagamento será efetuado por m².

53 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.01.803

Guarda-corpo

Idem 04.01.801

04.01.804

Alçapões

Idem 04.01.802

04.01.805

Escadas de ferro

Idem 04.01.801 porém, o pagamento será efetuado por preço global.

04.01.806

Luminárias

Idem 04.01.801 porém, o pagamento será por unidade

04.01.807

Metais sanitários

Idem 04.01.805

04.01.810

de sanitários

Idem 04.01.805

04.01.820

de vestiários

Idem 04.01.805

04.01.830

de cozinha

Idem 04.01.805

04.01.840

de lavanderia

Idem 04.01.805

04.01.850

de câmara frigorífica

Idem 04.01.805

04.01.860

de piscinas

Idem 04.01.805

04.01.870

de laboratórios

Idem 04.01.805

04.02.000

COMUNICAÇÃO VISUAL

04.02.100

Aplicações e Equipamentos

04.02.101

Postes

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo escavação, execução da base, colocação do poste e demais serviços auxiliares.

O pagamento será efetuado por preço global.

04.02.102

Placas e quadros

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação de placas e quadros, incluindo todos os acessórios para fixação, limpeza e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

04.02.103

Placas adesivas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários para a execução dos serviços, conforme projeto, incluindo limpeza e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

04.02.104

Plásticos adesivos (letras e faixas)

Idem 04.02.103

04.03.000

INTERIORES

04.03.100

Aplicações e Equipamentos

04.03.101

Painéis e divisórias móveis

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos elementos, incluindo acessórios e serviços auxiliares.

O pagamento será efetuado por preço global.

04.03.102

Elementos de controle de luz

Idem 04.03.101

04.03.103

Elementos de controle de som

Idem 04.03.101

04.03.104

Mobiliário

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação do mobiliário, conforme projeto, incluindo acessórios, limpeza e demais serviços complementares.

O pagamento será efetuado por preço global.

04.03.105

Objetos de arte

Idem 04.03.101

04.03.106

Toldos e Panos

Idem 04.03.101

04.04.000

PAISAGISMO

04.04.100

Equipamentos e Acessórios

04.04.101

de recreação infantil

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa instalação dos equipamentos, incluindo acessórios, serviços auxiliares para a instalação, limpeza e outros.

A medição será efetuada com base nas quantidades e conjuntos definidos no projeto, e o pagamento por preço global.

04.04.102

de mobiliário urbano (bancos, lixeiras e outros)

Idem 04.04.101

54 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

04.04.103

Cercas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo serviços auxiliares de preparação do terreno e fundações.

A medição será efetuada por metro linear de cerca pronta.

04.04.104

Portões

Idem 04.04.103, porém a medição será por unidade instalada.

04.04.105

Cancelas

Idem 04.04.104

04.04.106

Guaritas

Idem 04.04.104

04.04.107

Equipamentos de irrigação

Idem 04.04.101

04.04.108

Equipamentos de iluminação

Idem 04.04.101

04.04.200

Preparo do Solo para Plantio

04.04.201

Terra vegetal

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo carga, transporte, descarga e espalhamento da terra, conforme especificações.

A medição será efetuada pelo volume de terra efetivamente utilizado em m³.

04.04.202

Adubos químicos

Idem 04.04.201, porém a medição será por kg

04.04.203

Adubos orgânicos

Idem 04.04.202

04.04.204

Corretivos

Idem 04.04.202

04.04.300

Vegetação

04.04.301

Árvores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários ao plantio, incluindo a abertura das covas, plantio e tutoramento das mudas. Considerar-se-ão também a carga, transporte e descarga, nos locais de plantio, das mudas para renovação do material escavado, da terra para preenchimento, das estacas para tutoramento, assim como o plantio, coroamento da covas, irrigação e tratos culturais e substituição das mudas mortas ou danificadas.

A medição será efetuada por unidade plantada.

04.04.302

Arvoretas

Idem 04.04.301

04.04.303

Arbustos

Idem 04.04.301, exclusive o tutoramento das mudas.

04.04.304

Ervas e gramas

Idem 04.04.303, porém a medição será efetuada por m².

04.05.000

PAVIMENTAÇÃO

04.05.100

Serviços Preliminares

04.05.101

Preparo da caixa

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários ao preparo da caixa para pavimentação, incluindo escavação do excesso, carga, transporte e descarga em local indicado pela Fiscalização, nivelamento, compactação e demais serviços complementares.

A medição será efetuada pela área preparada, em m².

04.05.102

Preparo ou regularização do subleito

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de escarificação do subleito na espessura indicada no projeto e especificações, e compactação mecânica do solo até o grau de compactação especificado no projeto.

A medição será feita pela área, medida conforme as dimensões indicadas no projeto, em m².

04.05.103

Guias

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das guias conforme especificações e projeto, incluindo os serviços de preparo do terreno de fundação, execução da base de concreto, assentamento das guias e encostamento de terra.

A medição será feita por extensão de guia, por m, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.05.104

Sarjetas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das sarjetas conforme especificações e projetos, incluindo a execução da base de concreto, formas, preparo, lançamento e acabamento do concreto, juntas e demais serviços necessários.

A medição será feita pelo volume de sarjeta, em m³, conforme as dimensões indicadas no projeto.

04.05.105

Sarjetões

Idem 04.05.104

04.05.200

Reforço do Subleito

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes

55 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da camada conforme projeto e especificações, incluindo carga, transporte, descarga e espalhamento do material no local indicado no projeto, controle da umidade, nivelamento, compactação até o grau especificado e acabamentos.

A medição será efetuada pelo volume da camada acabada, em m³, conforme o projeto.

04.05.300

Sub-bases e Bases

Idem 04.05.200

04.05.400

Imprimações

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo preparo, regularização e limpeza das superfícies para aplicação da imprimação.

A medição será efetuada pela área imprimada, em m², conforme projeto.

04.05.500

Lastros

Idem 03.01.320

04.05.600

Revestimentos

04.05.601

Camada de rolamento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra para a execução da camada conforme projeto e especificações, incluindo carga, transporte, descarga e espalhamento do material no local indicado no projeto, preparo, aplicação, nivelamento, compactação até o grau especificado e acabamentos.

A medição será efetuada pelo volume da camada acabada, em m³, conforme o projeto.

04.05.602

Pavimento rígido de concreto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra, necessários à execução do pavimento, conforme especificações e projeto, incluindo preparo, lançamento, adensamento, acabamento e cura do concreto, bem como juntas e arremates.

A medição será efetuada pelo volume, em m³, conforme o projeto.

04.05.603

Pavimento articulado de concreto

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução do pavimento conforme especificações e projeto, incluindo carga, transporte e descarga dos blocos no local indicado no projeto, serviços de assentamento, rejuntamento, nivelamento, compactação e arremates.

A medição será efetuada pela área, em m², conforme o projeto.

04.05.604

Pavimento de paralelepípedos

Idem 04.05.603.

04.06.000

SISTEMA VIÁRIO

Idem 04.05.000

05.00.000

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E

SANITÁRIAS

05.01.000

ÁGUA FRIA

05.01.100

Tubulações de Aço-Carbono e Conexões de

Ferro Maleável

05.01.101

Tubo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos tubos, incluindo carga, transporte até o local da instalação, descarga e instalação dos tubos conforme projeto, inclusive todos os materiais acessórios, tais como: suportes, chumbadores, braçadeiras, zarcão, sisal, resina sintética, eletrodos, quando for o caso, rasgos em alvenaria e/ou concreto, buchas, execução de roscas, pintura, isolamento térmico, eventuais escavações e demais serviços necessários.

A medição será efetuada por metro de tubulação instalada, conforme projeto.

05.01.102

Curva

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação da peça, incluindo carga, transporte até o local da instalação, descarga e instalação da peça conforme projeto, inclusive todos os materiais acessórios, tais como : massa de vedação, eletrodos, quando for o caso, rasgos em alvenaria e /ou concreto, isolamento térmico, eventuais escavações e demais serviços necessários.

A medição será efetuada por unidade fornecida e instalada, conforme projeto.

05.01.103

Cotovelo

Idem 05.01.102

05.01.104

Idem 05.01.102

05.01.105

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.01.106

Luva

Idem 05.01.102

05.01.107

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.01.108

Niple duplo

Idem 05.01.102

56 /1

05.01.109

Bujão

Idem 05.01.102

05.01.110

Tampão

Idem 05.01.102

05.01.111

Contraporca

Idem 05.01.102

05.01.112

União

Idem 05.01.102

05.01.113

Flange e acessórios

Idem 05.01.102

05.01.200

Tubulações e Conexões de PVC Rígido

05.01.201

Tubo

Idem 05.01.101

05.01.202

Adaptador

Idem 05.01.102

05.01.203

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.01.204

Cap

Idem 05.01.102

05.01.205

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.01.206

Curva

Idem 05.01.102

05.01.207

Joelho

Idem 05.01.102

05.01.208

Luva

Idem 05.01.102

05.01.209

Idem 05.01.102

05.01.210

União

Idem 05.01.102

05.01.211

Flange

Idem 05.01.102

05.01.212

Niple

Idem 05.01.102

05.01.213

Plugue

Idem 05.01.102

05.01.300

Tubulações e Conexões de Cobre

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.01.301

Tubo

Idem 05.01.101

05.01.302

Luva

Idem 05.01.102

05.01.303

Bucha

Idem 05.01.102

05.01.304

Conector

Idem 05.01.102

05.01.305

Curva

Idem 05.01.102

05.01.306

Cotovelo

Idem 05.01.102

05.01.307

Idem 05.01.102

05.01.308

Tampão

Idem 05.01.102

05.01.309

União

Idem 05.01.102

05.01.400

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido para Prumadas

05.01.401

Tubo

Idem 05.01.101

05.01.402

Curva

Idem 05.01.102

05.01.403

Redução

Idem 05.01.102

05.01.404

Luva

Idem 05.01.102

05.01.405

Idem 05.01.102

05.01.500

Aparelhos e Acessórios Sanitários

05.01.501

Lavatório individual

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação do aparelho, incluindo metais e pertences, acessórios de fixação, serviços auxiliares de construção civil, vedações, limpeza e outros.

A medição será efetuada por unidade instalada.

05.01.502

Lavatório coletivo

Idem 05.01.501

57 / 1

05.01.503

Bacia sifonada

Idem 05.01.501

05.01.504

Bacia turca

Idem 05.01.501

05.01.505

Banheira

Idem 05.01.501

05.01.506

Bebedouro

Idem 05.01.501

05.01.507

Bidê

Idem 05.01.501

05.01.508

Mictório individual

Idem 05.01.501

05.01.509

Mictório coletivo

Idem 05.01.501

05.01.510

Pia

Idem 05.01.501

05.01.511

Tanque

Idem 05.01.501

05.01.512

Torneira

Idem 05.01.501

05.01.513

Torneira de bóia

Idem 05.01.501

05.01.514

Aparelho misturador

Idem 05.01.501

05.01.515

Registro de pressão

Idem 05.01.501

05.01.516

Registro de gaveta

Idem 05.01.501

05.01.517

Ligação flexível

Idem 05.01.501, porém a medição será por peça instalada.

05.01.518

Chuveiro

Idem 05.01.501

05.01.519

Válvula de descarga

Idem 05.01.501

05.01.520

Caixa de descarga

Idem 05.01.501

05.01.521

Caixa d’água pré-fabricada

Idem 05.01.501

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.01.522

Tubo para ligação de bacia

Idem 05.01.517

05.01.523

Ladrão para banheira

Idem 05.01.517

05.01.524

Válvula para aparelhos sanitários

Idem 05.01.501

05.01.525

Válvula de pé

Idem 05.01.501

05.01.526

Crivo

Idem 05.01.517

05.01.527

Válvula de retenção

Idem 05.01.501

05.01.528

Válvula ventosa

Idem 05.01.501

05.01.529

Válvula de segurança

Idem 05.01.501

05.01.530

Válvula redutora de pressão

Idem 05.01.501

05.01.600

Equipamentos

05.01.601

Bomba hidráulica com acionador

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo carga, transporte até o local da instalação, descarga e instalação do equipamento, bem como os acessórios, tais como: chumbadores, suportes, bases, elementos de fixação e vedação, e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada.

05.01.602

Manômetro

Idem 05.01.601

05.01.603

Chave de bóia (bóia automática)

Idem 05.01.601

05.01.604

Medidor de nível

Idem 05.01.601

05.01.605

Pressóstato

Idem 05.01.601

05.01.606

Tanque de pressão

Idem 05.01.601

05.01.607

Junta de expansão

Idem 05.01.601, porém a medição será por peça instalada.

58 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.02.000

ÁGUA QUENTE

05.02.100

Tubulações e Conexões de Cobre

05.02.101

Tubo

Idem 05.01.101

05.02.102

Luva

Idem 05.01.102

05.02.103

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.02.104

Conector

Idem 05.01.102

05.02.105

Curva

Idem 05.01.102

05.02.106

Cotovelo

Idem 05.01.102

05.02.107

Idem 05.01.102

05.02.108

Tampão

Idem 05.01.102

05.02.109

União

Idem 05.01.102

05.02.110

Flange

Idem 05.01.102

05.02.111

Misturador

Idem 05.01.102

05.02.200

Tubulações de Aço - Carbono e Conexões de Ferro Maleável

05.02.201

Tubo

Idem 05.01.101

05.02.202

Curva

Idem 05.01.102

05.02.203

Cotovelo

Idem 05.01.102

05.02.204

Idem 05.01.102

05.02.205

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.02.206

Luva

Idem 05.01.102

05.02.207

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.02.208

Niple duplo

Idem 05.01.102

05.02.209

Bujão

Idem 05.01.102

05.02.210

Tampão

Idem 05.01.102

05.02.211

Contraporca

Idem 05.01.102

05.02.212

União

Idem 05.01.102

05.02.213

Flange

Idem 05.01.102

05.02.300

Tubulações e Conexões de CPVC

05.02.301

Tubo

Idem 05.01.101

05.02.302

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.02.303

Cap

Idem 05.01.102

05.02.304

Conector

Idem 05.01.102

05.02.305

Joelho

Idem 05.01.102

05.02.306

Luva

Idem 05.01.102

05.02.307

Luva com rosca (de transição)

Idem 05.01.102

05.02.308

Niple de latão

Idem 05.01.102

05.02.309

Misturador

Idem 05.02.102

05.02.310

Idem 05.02.102

05.02.400

Equipamentos e Acessórios

05.02.401

Aquecedor elétrico

Idem 05.01.601

59 / 1

05.02.402

Aquecedor solar

Idem 05.01.601

05.02.403

Aquecedor a gás

Idem 05.01.601

05.02.404

Reservatório de água quente

Idem 05.01.601

05.02.405

Bomba hidráulica e acionadores

Idem 05.01.601

05.02.406

Válvula de retenção

Idem 05.01.501

05.02.407

Registro de gaveta

Idem 05.01.501

05.02.408

Registro de pressão

Idem 05.01.501

05.02.409

Válvula ventosa

Idem 05.01.501

05.02.410

Manômetro

Idem 05.01.601

05.03.000

DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS

05.03.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

05.03.101

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.102

Tubo radial

Idem 05.01.102

05.03.103

Joelho

Idem 05.01.102

05.03.104

Junção

Idem 05.01.102

05.03.105

Idem 05.01.102

05.03.106

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.03.107

Placa cega

Idem 05.01.102

05.03.108

Luva

Idem 05.01.102

05.03.109

Adaptador

Idem 05.01.102

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.03.110

Redução

Idem 05.01.102

05.03.111

Adaptador de borracha

Idem 05.01.102

05.03.112

Ralo seco

Idem 05.01.102

05.03.113

Ralo sifonado

Idem 05.01.102

05.03.114

Grelha hemisférica

Idem 05.01.102

05.03.115

Grade

Idem 05.01.102

05.03.116

Tampão

Idem 05.01.102

05.03.200

Tubulações e Conexões de Cimento -

Amianto

05.03.201

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.202

Curva

Idem 05.01.102

05.03.203

Junção

Idem 05.01.102

05.03.204

Idem 05.01.102

05.03.205

Redução

Idem 05.01.102

05.03.206

Luva

Idem 05.01.102

05.03.300

Tubulações e Conexões de PVC

05.03.301

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.302

Cap

Idem 05.01.102

05.03.303

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.03.304

Curva

Idem 05.01.102

05.03.305

Joelho

Idem 05.01.102

60 /1

05.03.306

Junção

Idem 05.01.102

05.03.307

Luva

Idem 05.01.102

05.03.308

Plugue

Idem 05.01.102

05.03.309

Redução

Idem 05.01.102

05.03.310

Tubo radial

Idem 05.01.102

05.03.311

Ralo

Idem 05.01.102

05.03.312

Tubo de dreno

Idem 05.01.101

05.03.400

Tubulações e Conexões de Cerâmica

05.03.401

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.402

Curva

Idem 05.01.102

05.03.403

Idem 05.01.102

05.03.404

Junção

Idem 05.01.102

05.03.405

Redução

Idem 05.01.102

05.03.406

Ampliação

Idem 05.01.102

05.03.407

Luva

Idem 05.01.102

05.03.408

Selim

Idem 05.01.102

05.03.409

Tubo de dreno

Idem 05.01.101

05.03.500

Tubulações de Concreto

05.03.501

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.502

Tubo de dreno

Idem 05.01.101

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.03.503

Canaleta (meia-cana)

Idem 05.01.101

05.03.600

Tubulações e Conexões de Poliester

05.03.601

Tubo

Idem 05.01.101

05.03.602

Curva

Idem 05.01.102

05.03.603

Idem 05.01.102

05.03.604

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.03.605

Junção

Idem 05.01.102

05.03.606

Redução

Idem 05.01.102

05.03.607

Luva

Idem 05.01.102

05.03.608

Tampão

Idem 05.01.102

05.03.609

Peça de extremidade

Idem 05.01.102

05.03.700

Funilaria

05.03.701

Calha

Idem 05.01.102, porém a medição será efetuada por metro.

05.03.702

Bandeja ou bocal

Idem 05.01.102

05.03.703

Rufo

Idem 05.03.701

05.03.800

Instalação Elevatória

05.03.801

Bomba hidráulica com acionador

Idem 05.01.601

05.03.802

Crivo

Idem 05.01.517

05.03.803

Válvula de pé com crivo

Idem 05.01.501

05.03.804

Registro de gaveta

Idem 05.01.501

05.03.805

Válvula de retenção

Idem 05.01.501

61 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.03.806

Válvula ventosa

Idem 05.01.501

05.03.807

Chave de bóia

Idem 05.01.501

05.03.808

Junta de montagem

Idem 05.01.517

05.04.000

ESGOTOS SANITÁRIOS

05.04.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

05.04.101

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.102

Tubo radial

Idem 05.01.102

05.04.103

Joelho radial

Idem 05.01.102

05.04.104

Junção radial

Idem 05.01.102

05.04.105

Tê radial

Idem 05.01.102

05.04.106

Bucha de redução

Idem 05.01.102

05.04.107

Placa cega

Idem 05.01.102

05.04.108

Luva

Idem 05.01.102

05.04.109

Adaptador

Idem 05.01.102

05.04.110

Redução

Idem 05.01.102

05.04.111

Adaptador de borracha

Idem 05.01.102

05.04.112

Sifão

Idem 05.01.102

05.04.113

Tampão

Idem 05.01.102

05.04.200

Tubulações e Conexões de Cimento-

Amianto

05.04.201

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.202

Curva

Idem 05.01.102

05.04.203

Junção

Idem 05.01.102

05.04.204

Idem 05.01.102

05.04.205

Redução

Idem 05.01.102

05.04.206

Luva

Idem 05.01.102

05.04.300

Tubulações e Conexões de PVC

05.04.301

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.302

Cap

Idem 05.01.102

05.04.303

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.04.304

Curva

Idem 05.01.102

05.04.305

Joelho

Idem 05.01.102

05.04.306

Junção

Idem 05.01.102

05.04.307

Luva

Idem 05.01.102

05.04.308

Plugue

Idem 05.01.102

05.04.309

Redução

Idem 05.01.102

05.04.310

Ligação para saída de vaso sanitário

Idem 05.01.102

05.04.311

Vedação para saída de vaso sanitário

Idem 05.01.102

05.04.312

Tubo radial

Idem 05.01.102

05.04.313

Anel de borracha

Idem 05.01.102

05.04.314

Adaptador para sifão

Idem 05.01.102

05.04.315

Adaptador para válvula

Idem 05.01.102

62 /1

05.04.400

Tubulações e Conexões de Cerâmica

05.04.401

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.402

Curva

Idem 05.01.102

05.04.403

Idem 05.01.102

05.04.404

Junção

Idem 05.01.102

05.04 405 Redução

Idem 05.01.102

05.04.406

Ampliação

Idem 05.01.102

05.04.407

Luva

Idem 05.01.102

05.04.408

Selim

Idem 05.01.102

05.04.500

Tubulações de Concreto

05.04.501

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.600

Tubulações e Conexões de Poliester

05.04.601

Tubo

Idem 05.01.101

05.04.602

Curva

Idem 05.01.102

05.04.603

Idem 05.01.102

05.04.604

Cruzeta

Idem 05.01.102

05.04.605

Junção

Idem 05.01.102

05.04.606

Redução

Idem 05.01.102

05.04.607

Luva

Idem 05.01.102

05.04.608

Tampão

Idem 05.01.102

05.04.609

Peça de extremidade

Idem 05.01.102

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.04.700

Instalação Elevatória

05.04.701

Bomba hidráulica e acionador

Idem 05.01.601

05.04.702

Registro de gaveta

Idem 05.01.501

05.04.703

Válvula de retenção

Idem 05.01.501

05.04.704

Chave de bóia

Idem 05.01.501

05.04.705

Junta de montagem

Idem 05.01.517

05.04.800

Acessórios

05.04.801

Caixa sifonada com grelha

Idem 05.01.102

05.04.802

Ralo seco

Idem 05.01.102

05.04.803

Ralo sifonado

Idem 05.01.102

05.04.804

Grelhas ou grades

Idem 05.01.102

05.04.805

Caixa de gordura

Idem 05.01.102

05.05.000

RESÍDUOS SÓLIDOS

05.05.100

Caixa de Despejo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação da caixa de despejo, incluindo carga, transporte e descarga no local da instalação, bem como elementos para fixação e serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

05.05.200

Duto de Queda

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos de carga, transporte e descarga no local das instalações, bem como todos os materiais, acessórios e serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por metro de tubos instalados, conforme o projeto.

05.05.300

Abrigo de Lixo

Idem 05.05.100

63 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

05.05.400

Incinerador

Idem 05.05.100

05.06.000

SERVIÇOS DIVERSOS

05.06.100

Escavação de Valas

05.06.101

Manual

Idem 03.01.101, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

05.06.102

Mecanizada

Idem 03.01.102, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

05.06.103

Reaterro compactado

Idem 03.01.103, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

05.06.200

Lastros

05.06.201

de concreto

Idem 03.01.321, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

05.06.202

de brita

Idem 03.01.322, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

05.06.300

Caixas de Passagem

05.06.301

em alvenaria

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da caixa em alvenaria, conforme o projeto, incluindo argamassa de assentamento, arremates, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade, conforme as dimensões indicadas no projeto.

05.06.302

em concreto armado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da caixa em concreto armado, conforme projeto, incluindo formas, armaduras e execução do concreto, bem como arremates, limpeza e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade, conforme as dimensões indicadas no projeto.

05.06.303

em concreto pré-moldado

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação da caixa em concreto pré-moldado, conforme projeto, incluindo carga, transporte e descarga no local da instalação, arremates, limpeza e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por unidade, conforme as dimensões indicadas no projeto.

05.06.400

Poços de Visita

05.06.401

em alvenaria

Idem 05.06.301

05.06.402

em concreto armado

Idem 05.06.302

05.06.500

Bocas-de-Lobo

05.06.501

em alvenaria

Idem em 05.06.301

05.06.502

em concreto armado

Idem 05.06.302

05.06.600

Fossa Séptica

05.06.601

em concreto armado

Idem 05.06.302

05.06.602

em concreto pré-moldado

Idem 05.06.303

05.06.700

Caixas Coletoras

05.06.701

em alvenaria

Idem 05.06.301

05.06.702

em concreto armado

Idem 05.06.302

05.06.800

Sumidouros

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos sumidouros, inclusive preenchimentos dos tubos com brita e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.00.000

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E

ELETRÔNICAS

06.01.000

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

06.01.100

Entrada e Medição de Energia em BT

06.01.101

Condutores de entrada

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e equipamentos necessários à instalação dos condutores, incluindo arames-guias, conexões, lubrificantes e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de condutor instalado, conforme projeto.

64 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

06.01.102

Isoladores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos isoladores, incluindo todos os acessórios, suportes para fixação e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme projeto.

06.01.103

Eletrodutos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos eletrodutos, incluindo cortes, roscas, limagem para retirada de rebarbas, fita de proteção, luvas, demais acessórios e serviços complementares necessários.

A medição será efetuada por metro de eletroduto instalado, conforme projeto.

06.01.104

Caixas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à instalação das caixas, incluindo buchas e arruelas para fixação dos eletrodutos na caixa, limagem para retirada de rebarbas, fixação e ligação das chaves fusíveis ou disjuntores e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.105

Postes particulares

Este preço deverá compreender todas as despesas do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mãode-obra necessários à instalação dos postes, incluindo escavações para execução da base, fixação e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.106

Chaves fusíveis ou disjuntores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo todos os acessórios para a montagem e fixação e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.107

Hastes de aterramento com terminais

Idem 06.01.106

06.01.108

Cabo de cobre nu

Idem 06.01.101

06.01.200

Entrada e Medição de Energia em MT e

AT

06.01.201

Muflas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação das muflas, incluindo preparo de resinas, fixação e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme projeto.

06.01.202

Cabos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos cabos, incluindo arames-guias, conexões, parafina e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de cabo instalado, conforme o projeto.

06.01.203

Eletrodutos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários ao assentamento da tubulação, incluindo vedação das juntas, conexão às caixas de passagem e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por metro de eletroduto instalado, conforme o projeto.

06.01.204

Pára-raios

Idem 06.01.106

06.01.205

Chaves seccionadoras

Idem 06.01.106

06.01.206

Chaves fusíveis

Idem 06.01.106

06.01.207

Disjuntor geral

Idem 06.01.106, incluindo ainda a base para fixação.

06.01.208

Relés

Idem 06.01.207

06.01.209

Transformador de potência

Idem 06.01.106, inclusive a fixação na base através de chumbadores.

06.01.210

Transformador de corrente

Idem 06.01.209

06.01.211

Caixa de medidores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos, mão-de-obra necessários à instalação das caixas, incluindo rasgos na alvenaria, assentamento e demais serviços complementares.

65 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.212

Transformador de distribuição

Idem 06.01.106

06.01.220

Acessórios

06.01.221

Isoladores

Idem 06.01.102

06.01.222

Hastes para aterramento

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação das hastes, incluindo conexão aos cabos, solda exotérmica, conectores de pressão para aterramento e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por peça instalada, conforme o projeto.

06.01.223

Cordoalha ou cabo de cobre nu

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação da cordoalha ou cabo de cobre nu, incluindo solda e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro, conforme projeto.

06.01.300

Redes em Média e Baixa Tensão

06.01.301

Quadro geral de baixa tensão

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação do quadro, incluindo fixação, ligação dos cabos através de conectores e os serviços auxiliares de construção civil

(execução de bases, rasgos na alvenaria e outros).

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme projeto.

06.01.302

Quadro de força

Idem 06.01.301

06.01.303

Centro de distribuição de iluminação e tomadas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação do centro, incluindo rasgos na alvenaria, assentamento, fixação, ligação dos condutores e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.304

Eletrodutos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação, incluindo cortes, roscas, remoção de rebarbas, fixação, emendas de luvas, execução de curvas, demais acessórios e todos os serviços auxiliares de construção civil necessários.

A medição será efetuada por metro de eletroduto instalado, conforme projeto.

06.01.305

Cabos e fios (condutores)

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos cabos e fios, incluindo os arames-guias puxamento dos cabos, lubrificantes, conectores, emendas e derivações com conectores, isolamento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por metro de condutor instalado, conforme projeto.

06.01.306

Caixas de passagem

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação das caixas, incluindo acessórios para fixação e todos os serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme projeto.

06.01.307

Chaves com fusíveis

Idem 06.01.106

06.01.308

Disjuntores

Idem 06.01.106

06.01.309

Leitos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos leitos, incluindo montagem com acessórios de fixação e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por metro de leito instalado, conforme o projeto.

06.01.310

“Bus-way/bus-duct” (barramentos blindados)

Idem 06.01.309

06.01.311

Trilhos eletrificados

Idem 06.01.309

06.01.400

Iluminação e Tomadas

06.01.401

Luminárias

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação das luminárias, incluindo os acessórios para fixação e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

66 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

06.01.402

Lâmpadas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas e mão-de-obra necessários à colocação das lâmpadas, inclusive testes de iluminamento.

A medição será efetuada por unidade colocada, conforme o projeto.

06.01.403

Interruptores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos interruptores, incluindo os acessórios necessários à fixação e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.404

Tomadas

Idem 06.01.403

06.01.405

Postes e braços

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos postes, incluindo escavações para execução da base, fixação embutida no solo; montagem dos braços, puxamento dos condutores da base até o braço e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.410

Acessórios

06.01.411

Reatores

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos reatores, incluindo fixação, conexão elétrica, isolamento e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por peça instalada, conforme o projeto.

06.01.412

“Starter”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação de peça, incluindo os acessórios para montagem e demais serviços auxiliares.

A medição será efetuada por peça instalada, conforme o projeto.

06.01.413

Soquetes

Idem 06.01.412

06.01.414

Espelhos

Idem 06.01.412

06.01.415

Fixadores

Idem 06.01.412

06.01.500

Aterramento e Proteção Contra Descargas

Atmosféricas

06.01.501

Captor

Idem 06.01.106

06.01.502

Conectores e terminais

Idem 06.01.106

06.01.503

Isoladores

Idem 06.01.102

06.01.504

Cabos de descida

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos cabos, incluindo fixação, conectores de pressão ou solda exotérmica e demais serviços complementares.

A medição será efetuada por metro de cabo instalado, conforme o projeto.

06.01.505

Protetores contra ação mecânica

Idem 06.01.106, porém a medição será efetuada por metro.

06.01.506

Eletrodo de terra

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo cravação de haste de aterramento ou escavação de cavidade para enterrar o eletrodo em forma de placa, escavação de valetas para enterrar os cabos da rede de terra e demais serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por metro de eletrodo, conforme o projeto.

06.01.600

Geração de Emergência

06.01.601

Gerador

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação do gerador, incluindo execução da base, fixação por meio de chumbadores, montagem das tubulações do sistema de escapamento, montagem do tanque de combustível e tubulações, montagem dos dutos de ventilação, montagem do quadro (base, fixação, ligação dos cabos), ligações elétricas e demais serviços complementares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

06.01.602

Painel de comando do gerador

Idem 06.01.303

06.01.603

Chave de transferência automática

Idem 06.01.303

67 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

06.01.604

Cabos elétricos

Idem 06.01.305

06.02.000

TELEFONIA

06.02.100

Central Telefônica

Este preço deverá compreender todas as despesas do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mãode-obra necessários à instalação do equipamento completo, conforme projeto, incluindo acessórios, ligações e demais serviços auxiliares de construção civil necessários.

A medição será efetuada por unidade completa instalada, conforme o projeto.

06.02.200

Caixas Telefônicas de Distribuição

Idem 06.01.306

06.02.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.02.400

Cabos e Fios (inclusive blocos terminais)

Idem 06.01.305

06.02.500

Hastes de Aterramento

Idem 06.01.222

06.02.600

Cabos de Aterramento

Idem 06.01.101

06.03.000

DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

06.03.100

Painéis de Supervisão

Idem 06.02.100

06.03.200

Equipamentos de Detecção

Idem 06.02.100

06.03.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.03.400

Cabos e Fios

Idem 06.01.305

06.03.500

Conectores e terminais

Idem 06.01.106

06.04.000

SONORIZAÇÃO

06.04.100

Central de Som

Idem 06.02.100

06.04.200

Sonofletores

Idem 06.02.100

06.04.300

Cabos e Fios

Idem 06.01.305

06.04.400

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.04.500

Conectores e Terminais

Idem 06.01.106

06.05.000

RELÓGIOS SINCRONIZADOS

06.05.100

Relógios Mestre e Escravos

Idem 06.02.100

06.05.200

Relógios Secundários

Idem 06.02.100

06.05.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.05.400

Cabos e Fios

Idem 06.01.305

06.06.000

ANTENAS COLETIVAS DE TV E FM E TV

A CABO

06.06.100

Antenas

Idem 06.02.100

06.06.200

Painel Monitor

Idem 06.02.100

06.06.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.06.400

Caixas

Idem 06.01.306

06.06.500

Equipamentos

Idem 06.02.100

06.06.600

Cabos

Idem 06.01.305

06.07.000

CIRCUITO FECHADO DE TELEVISÃO

06.07.100

Central de Supervisão

Idem 06.02.100

06.07.200

Câmaras, Objetivas e Equipamentos

Auxiliares

Idem 06.02.100

06.07.300

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.304

06.07.400

Cabos e Fios

Idem 06.01.305

68 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

06.08.000

SISTEMA DE SUPERVISÃO, COMANDO

E CONTROLE

06.08.100

Central de Supervisão

Idem 06.01.301

06.08.200

Unidades de Controle (remotas)

Idem 06.01.301

06.08.300

Condutores Elétricos

Idem 06.01.101

06.08.400

Condutores de Sinal

Idem 06.01.101

06.08.500

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.103

06.08.600

Fibras Óticas

Idem 06.01.101

06.08.700

Conectores e Terminais

Idem 06.01.106

06.09.000

SISTEMA DE CABEAMENTO

ESTRUTURADO

06.09.001

Hub

Idem 06.02.100

06.09.002

Painel de Distribuição

Idem 06.02.100

06.09.003

Conversor Ótico

Idem 06.02.100

06.09.004

Cabos em Par Trançado

Idem 06.01.305

06.09.005

Cabos de Fibras Óticas

Idem 06.01.305

06.09.006

Cabos de Conexão

Idem 06.01.305

06.09.007

Tomadas

Idem 06.01.403

06.09.008

Caixas para Tomadas

Idem 06.01.306

06.09.009

Eletrodutos (inclusive acessórios de conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.103

06.09.010

Conectores e Terminais

Idem 06.01.106

06.09.011

Eletrocalhas (inclusive acessórios de

06.10.102

06.10.103

conexão, suporte e fixação)

Idem 06.01.309

06.10.000

SERVIÇOS DIVERSOS

06.10.100

Escavação de Valas

06.10.101

Manual

Idem 03.01.101, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

Mecanizada

Idem 03.01.102, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

Reaterro compactado

Idem 03.01.103, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

06.10.200

Lastros

06.10.201

de concreto

Idem 03.01.321, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

06.10.202

de brita

Idem 03.01.322, sempre que tal serviço não estiver incluído em cada preço unitário.

06.10.300

Caixas de Passagem

06.10.301

em alvenaria

Idem 05.06.301

06.10.302

em concreto pré-moldado

Idem 05.06.303

07.00.000

INSTALAÇÕES MECÂNICAS E DE

UTILIDADES

07.01.000

ELEVADORES

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para instalação dos elevadores, conforme o projeto, incluindo todos os componentes e serviços auxiliares de construção civil.

A medida será efetuada com base nas quantidades e conjuntos definidos no projeto, e o pagamento por preço global.

07.02.000

AR CONDICIONADO CENTRAL

07.02.100

Resfriadores de Água

07.02.101

Recíprocos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos

69 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO serviços, conforme o projeto, incluindo todos os materiais acessórios, elementos de fixação, lubrificantes, dispositivos elétricos, pintura, serviços auxiliares de construção civil e demais necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.02.102

Centrífugos

Idem 07.02.101

07.02.200

Condicionadores

07.02.201

“Self Contained” com condensação a ar

Idem 07.02.101

07.02.202

“Self Contained” com condensação a água

Idem 07.02.101

07.02.203

“Fan & Coil”

Idem 07.02.101

07.02.300

Redes de Dutos

07.02.301

Dutos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à instalação dos dutos, incluindo carga, transporte até o local da instalação, descarga e instalação dos dutos conforme o projeto. Incluirá, ainda, todos os materiais acessórios, tais como perfis, pendurais, braçadeiras, chumbadores, porcas, pinos, bem como proteção anticorrosiva, conexões nas interligações com equipamentos e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada pelo peso de dutos instalados, em kg, conforme o projeto.

07.02.302

“Dumpers”

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, conforme o projeto, incluindo todos os materiais acessórios, elementos de fixação, serviços auxiliares de construção civil e demais necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.02.303

Bocas de ar

Idem 07.02.302

07.02.304

Isolamento térmico

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra, necessários à execução do isolamento, incluindo todos os materiais acessórios, tais como cola, arruela, arremates e demais serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada pela área de isolamento, em m², conforme o projeto.

07.02.400

Redes Hidráulicas

Idem 05.00.000

07.02.500

Equipamentos Auxiliares

07.02.501

Controles (termostato, umidostato, válvulas de controle motorizadas e outros)

Idem 07.02.101

07.02.502

Tomada de ar exterior

Idem 07.02.101

07.02.503

Torre de resfriamento

Idem 07.02.101

07.02.504

Bombas

Idem 07.02.101

07.02.505

Equipamento para aquecimento do ar

Idem 07.02.101

07.02.506

Equipamento para umidificação do ar

Idem 07.02.101

07.02.507

Quadros elétricos

Idem 06.01.301

07.02.600

Tanques para Termoacumulação

07.02.601

Tanques para acumulação de gelo

Idem 07.02.101

07.02.602

Tanques para acumulação de água gelada

Idem 07.02.101

07.02.700

Acessórios

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, incluindo todo o material acessório e serviços auxiliares de construção civil.

A medição será efetuada com base nas quantidades e conjuntos definidos no projeto, e o pagamento por preço global.

07.03.000

ESCADAS ROLANTES

Idem 07.01.000

07.04.000

VENTILAÇÃO MECÂNICA

07.04.100

Ventiladores

07.04.101

Centrífugos

Idem 07.02.101

07.04.102

Axiais

Idem 07.02.101

70 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

07.04.200

Rede de Dutos

07.04.201

Dutos

Idem 07.02.301

07.04.202

“Dumpers”

Idem 07.02.302

07.04.203

Bocas de ar

Idem 07.02.302

07.04.204

Isolamento térmico

Idem 07.02.304

07.04.300

Equipamentos Auxiliares

07.04.301

Tomada de ar exterior

Idem 07.02.101

07.04.302

Filtros

Idem 07.02.101

07.04.303

Quadros elétricos

Idem 06.01.301

07.04.400

Acessórios

Idem 07.02.700

07.05.000

COMPACTADORES DE RESÍDUOS

SÓLIDOS

Idem 07.01.000

07.06.000

PORTAS AUTOMÁTICAS

Idem 07.01.000

07.07.000

GÁS COMBUSTÍVEL

07.07.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.07.101

Tubo

Idem 05.01.101

07.07.102

Curva

Idem 05.01.102

07.07.103

Idem 05.02.102

07.07.104

Redução

Idem 05.01.102

07.07.105

Cap

Idem 05.01.102

07.07.106

Sela

Idem 05.01.102

07.07.107

Niple

Idem 05.01.102

07.07.108

Bujão oco

Idem 05.01.102

07.07.109

Bujão

Idem 05.01.102

07.07.110

Luva

Idem 05.01.102

07.07.111

Meia-luva

Idem 05.01.102

07.07.112

Colar

Idem 05.01.102

07.07.113

União

Idem 05.01.102

07.07.114

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.07.115

Bucha

Idem 05.01.102

07.07.116

Flange

Idem 05.01.102

07.07.117

Válvula

Idem 05.01.501

07.07.118

Junta

Idem 05.01.102

07.07.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.07.201

Tubo

Idem 05.01.101

07.07.202

Luva

Idem 05.01.102

07.07.203

Bucha

Idem 05.01.102

07.07.204

Conector

Idem 05.01.102

07.07.205

Curva

Idem 05.01.102

07.07.206

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.07.207

Idem 05.01.102

07.07.208

Tampão

Idem 05.01.102

71 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

07.07.209

União

Idem 05.01.102

07.07.300

Equipamentos e Acessórios

07.07.301

Unidade completa de geração de gás combustível

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços, conforme o projeto, incluindo tanques ou cilindros, válvula redutora de pressão, válvula de bloqueio, todos os materiais acessórios e demais materiais e serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.08.000

VAPOR

07.08.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.08.101

Tubo

Idem 05.01.101

07.08.102

Curva

Idem 05.01.102

07.08.103

Idem 05.01.102

07.08.104

Redução

Idem 05.01.102

07.08.105

Cap

Idem 05.01.102

07.08.106

Sela

Idem 05.01.102

07.08.107

Niple

Idem 05.01.102

07.08.108

Bujão

Idem 05.01.102

07.08.109

Luva

Idem 05.01.102

07.08.110

Colar

Idem 05.01.102

07.08.111

União

Idem 05.01.102

07.08.112

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.08.113

Bucha

Idem 05.01.102

07.08.114

Flange

Idem 05.01.102

07.08.115

Válvula

Idem 05.01.501

07.08.116

Junta

Idem 05.01.102

07.08.117

Conexão

Idem 05.01.102

07.08.200

Equipamentos e Acessórios

07.08.201

Unidade completa de geração de vapor

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços conforme o projeto, incluindo caldeira, reservatório de combustíveis ou queimadores, bombas, ventiladores, painel de comando, todos os materiais acessórios e demais materiais e serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.08.202

Filtros

Idem 05.01.601

07.08.203

Purgadores

Idem 05.01.601

07.08.204

Visores

Idem 05.01.601

07.08.205

Separadores de umidade

Idem 05.01.601

07.08.206

Válvulas de segurança

Idem 05.01.601

07.09.000

AR COMPRIMIDO

07.09.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.09.101

Tubo

Idem 05.01.101

07.09.102

Curva

Idem 05.01.102

07.09.103

Idem 05.01.102

07.09.104

Redução

Idem 05.01.102

07.09.105

Cap

Idem 05.01.102

72 /1

07.09.106

Sela

Idem 05.01.102

07.09.107

Niple

Idem 05.01.102

07.09.108

Bujão

Idem 05.01.102

07.09.109

Luva

Idem 05.01.102

07.09.110

Colar

Idem 05.01 102

07.09.111

União

Idem 05.01.102

07.09.112

Cotovelo

Idem 05.01.102

09.07.113

Bucha

Idem 05.01.102

07.09.114

Flange

Idem 05.01.102

07.09.115

Válvula

Idem 05.01.501

07.09.116

Junta

Idem 05.01.102

07.09.117

Conexão

Idem 05.01.102

07.09.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.09.201

Tubo

Idem 05.01.101

07.09.202

Luva

Idem 05.02.102

07.09.203

Bucha de redução

Idem 05.01.102

07.09.204

Conector

Idem 05.02.102

07.09.205

Curva

Idem 05.01.102

07.09.206

Cotovelo

Idem 05.02.102

07.09.207

Idem 05.01.102

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

07.09.208

Tampão

Idem 05.02.102

07.09.209

União

Idem 05.02.102

07.09.300

Equipamentos e Acessórios

07.09.301

Unidade completa de geração de ar comprimido

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços conforme o projeto, incluindo tanques ou cilindros, compressor, painel de comando ,todos os materiais acessórios e materiais e serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.09.302

Filtros

Idem 05.01.601

07.09.303

Purgadores

Idem 05.01.601

07.09.304

Separadores de umidade

Idem 05.07.601

07.10.000

VÁCUO

07.10.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.10.101

Tubo

Idem 05.01.101

07.10.102

Curva

Idem 05.01.102

07.09.103

Idem 05.01.102

07.10.104

Redução

Idem 05.01.102

07.10.105

Cap

Idem 05.01.102

07.10.106

Sela

Idem 05.01.102

07.10.107

Niple

Idem 05.01.102

07.10.108

Bujão

Idem 05.01.102

07.10.109

Luva

Idem 05.01.102

73 / 1

07.10.110

Colar

Idem 05.01.102

07.10.111

União

Idem 05.01.102

07.10.112

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.10.113

Bucha

Idem 05.01.102

07.10.114

Flange

Idem 05.01.102

07.10.115

Válvula

Idem 05.01.501

07.10 116 Junta

Idem 05.01.102

07.10.117

Conexão

Idem 05.01.102

07.10.118

Anel

Idem 05.01.102

07.10.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.10.201

Tubo

Idem 05.01.101

07.10.202

Luva

Idem 05.01.102

07.10.203

Bucha de redução

Idem 05.01.102

07.10.204

Conector

Idem 05.01.102

07.10.205

Curva

Idem 05.01.102

07.10.206

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.10.207

Idem 05.01.102

07.10.208

Tampão

Idem 05.10.102

07.10.209

União

Idem 05.01.102

07.10.300

Equipamentos e Acessórios

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

07.10.301

Unidade completa de geração de vácuo

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços conforme o projeto, incluindo tanques ou cilindros ,bomba de vácuo, painel de comando, todos os materiais acessórios e demais materiais e serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.11.000

OXIGÊNIO

07.11.100

Tubulações e Conexões de Aço-Carbono

07.11.101

Tubo

Idem 05.01.101

07.11.102

Curva

Idem 05.01.102

07.11.103

Idem 05.01.102

07.11.104

Redução

Idem 05.01.102

07.11.105

Cap

Idem 05.01.102

07.11.106

Niple

Idem 05.01.102

07.11.107

Bujão

Idem 05.01.102

07.11.108

Luva

Idem 05.01.102

07.11.109

União

Idem 05.01.102

07.11.110

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.11.111

Bucha

Idem 05.01.102

07.11.112

Válvula

Idem 05.01.501

07.11.113

Conexão

Idem 05.01.102

07.11.200

Tubulações e Conexões de Cobre

07.11.201

Tubo

Idem 05.01.101

74 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

07.11.202

Luva

Idem 05.01.102

07.11.203

Bucha de redução

Idem 05.01.102

07.11.204

Conector

Idem 05.01.102

07.11.205

Curva

Idem 05.01.102

07.11.206

Cotovelo

Idem 05.01.102

07.11.207

Idem 05.01.102

07.11.208

Tampão

Idem 05.01.102

07.11.209

União

Idem 05.01.102

07.11.300

Equipamentos e Acessórios

07.11.301

Unidade completa de geração de oxigênio

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços conforme o projeto, incluindo tanques ou cilindros, válvula redutora de pressão, válvula de bloqueio, todos os materiais acessórios e demais materiais e serviços auxiliares necessários.

A medição será efetuada por unidade instalada, conforme o projeto.

07.12.000

CALEFAÇÃO

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra para a implantação do sistema, conforme projeto, incluindo todos os componentes e serviços auxiliares de construção civil.

O pagamento será efetuado por preço global.

07.13.000

CORREIO PNEUMÁTICO

Idem 07.01.000

08.00.000

INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO E

COMBATE A INCÊNDIO

08.01.000

PREVENÇÃO E COMBATE A

INCÊNDIO

08.01.100

Tubulações e Conexões de Ferro Fundido

08.01.101

Tubo

Idem 05.01.101

08.01.102

Joelho

Idem 05.01.102

08.01.103

Junta

Idem 05.01.102

08.01.104

Idem 05.01.102

08.01.105

Cruzeta

Idem 05.01.102

08.01.106

Redução

Idem 05.01.102

08.01.107

Luva

Idem 05.01.102

08.01.108

Plugue

Idem 05.01.102

08.01.109

Cap

Idem 05.01.102

08.01.110

Peça de extremidade

Idem 05.01.102

08.01.111

Anel de borracha

Idem 05.01.102

08.01.112

Contraflange

Idem 05.01.102

08.01.113

Toco com flanges

Idem 05.01.102

08.01.114

Placa de redução

Idem 05.01.102

08.01.200

Tubulações de Aço-Carbono e Conexões de

Ferro Maleável

08.01.201

Tubo

Idem 05.01.101

08.01.202

Curva

Idem 05.01.102

08.01.203

Cotovelo

Idem 05.01.102

08.01.204

Idem 05.01.102

08.01.205

Cruzeta

Idem 05.01.102

75 / 1

08.01.206

Luva

Idem 05.01.102

08.01.207

Bucha de redução

Idem 05.01.102

08.01.208

Niple duplo

Idem 05.01.102

08.01.209

Bujão

Idem 05.01.102

08.01.210

Tampão

Idem 05.01.102

08.01.211

Contraporca

Idem 05.01.102

08.01.212

União

Idem 05.01.102

08.01.213

Flange

Idem 05.01.102

08.01.300

Tubulações e Conexões de PVC

08.01.301

Tubo

Idem 05.01.101

08.01.302

Adaptador

Idem 05.01.102

08.01.303

Bucha de redução

Idem 05.01.102

08.01.304

Cap

Idem 05.01.102

08.01.305

Cruzeta

Idem 05.01.102

08.01.306

Curva

Idem 05.01.102

08.01.307

Joelho

Idem 05.01.102

08.01.308

Luva

Idem 05.01.102

08.01.309

Idem 05.01.102

08.01.310

União

Idem 05.01.102

08.01.311

Flange

Idem 05.01.102

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

08.01.312

Niple

Idem 05.01.102

08.01.313

Plugue

Idem 05.01.102

08.01.400

Tubulações e Conexões de Cobre

08.01.401

Tubo

Idem 05.01.101

08.01.402

Luva

Idem 05.01.102

08.01.403

Bucha de redução

Idem 05.01.102

08.01.404

Conector

Idem 05.01.102

08.01.405

Curva

Idem 05.01.102

08.01.406

Cotovelo

Idem 05.01.102

08.01.407

Idem 05.01.102

08.01.408

Tampão

Idem 05.01.102

08.01.409

União

Idem 05.01.102

08.01.410

Flange

Idem 05.01.102

08.01.500

Equipamentos e Acessórios

08.01.501

Mangueira para incêndio

Idem 05.01.501, porém a medição será por metro.

08.01.502

Conexão de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

08.01.503

Adaptador de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

08.01.504

Luva de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

08.01.505

Niple de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

08.01.506

Redução de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

76 /1

08.01.507

Tampão de latão de alta resistência

Idem 05.01.102

08.01.508

Esguicho de latão de alta resistência

Idem 05.01.501

08.01.509

Válvula globo

Idem 05.01.501

08.01.510

Válvula de retenção

Idem 05.01.501

08.01.511

Hidrante de passeio

Idem 05.01.501

08.01.512

Hidrante de coluna

Idem 05.01.501

08.01.513

Chave para conexão

Idem 05.01.501

08.01.514

Roldana para mangueira

Idem 05.01.501

08.01.515

Suporte para mangueira

Idem 05.01.501

08.01.516

Abrigo para mangueira

Idem 05.01.501

08.01.517

Extintor portátil

Idem 05.01.501

08.01.518

Extintor de carreta

Idem 05.01.501

08.01.519

Bomba hidráulica com acionador

Idem 05.01.601

08.01.520

Manômetro

Idem 05.01.601

08.01.521

Tanque de pressão

Idem 05.01.601

08.01.522

Pressóstato

Idem 05.01.601

08.01.523

Chave de fluxo

Idem 05.01.601

08.01.524

Carregador de ar

Idem 05.01.601

08.01.525

Junta de expansão

Idem 05.01.601

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

09.00.000

SERVIÇOS COMPLEMENTARES

09.01.000

ENSAIOS E TESTES

09.01.100

Ensaios

09.01.101

Ensaios de solos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução de ensaios, incluindo coleta, identificação, acondicionamento e transporte das amostras, envio a laboratório idôneo e todas as anotações, desenhos, relatórios e dados pertinentes.

A medição será efetuada por ensaio efetivamente executado.

09.01.102

Ensaios de agregados

Idem 09.01.101

09.01.103

Ensaios de concreto

Idem 09.01.101

09.01.104

Ensaios de misturas asfálticas

Idem 09.01.101

09.01.105

Ensaios de cimento

Idem 09.01.101

09.01.106

Ensaios de materiais metálicos

Idem 09.01.101

09.01.107

Ensaios de tubos cerâmicos vidrados

Idem 09.01.101

09.01.108

Ensaios de tubos e calhas de concreto

Idem 09.01.101

09.01.109

Ensaios de tijolos e blocos

Idem 09.01.101

09.01.110

Ensaios de cal

Idem 09.01.101

09.01.111

Ensaios de água

Idem 09.01.101

09.01.112

Ensaios de pavimentação

Idem 09.01.101

09.01.200

Testes

09.01.201

Testes de máquinas e equipamentos

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução de testes em máquinas e equipamentos a serem utilizados nas obras.

A medição será efetuada por teste efetivamente executado.

09.01.202

Provas de carga em fundações

Este preço deverá compreender todas as despesas

77 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes do fornecimento dos materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da prova de carga, incluindo os serviços de preparação da fogueira, das caixas de carga, estruturas metálicas auxiliares, fornecimento e operação dos macacos e toda a instrumentação do processo conforme NBR-6121. Deverá ser fornecido relatório descrevendo o comportamento da estaca durante a prova e os resultados conclusivos do ensaio.

A medição será efetuada por prova de carga realizada.

09.02.000

LIMPEZA DE OBRAS

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução da limpeza geral da obra.

O pagamento será efetuado por preço global.

09.03.000

LIGAÇÕES DEFINITIVAS

09.03.100

Água

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução das ligações definitivas.

O pagamento será efetuado por preço global.

09.03.200

Energia Elétrica

Idem 09.03.100

09.03.300

Gás

Idem 09.03.100

09.03.400

Telefone

Idem 09.03.100

09.03.500

Esgoto

Idem 09.03.100

09.03.600

Outras

Idem 09.03.100

09.04.000

COMO CONSTRUÍDO (“AS BUILT” )

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais e mão-de-obra necessários à execução dos projetos “como construído”.

O pagamento será efetuado por preço global.

09.05.000

REPROGRAFIA

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de reprografia.

O pagamento será efetuado por preço global.

10.00.000

10.01.000

SERVIÇOS AUXILIARES E ADMINIS-

TRATIVOS

PESSOAL

10.01.100

Mão-de-Obra

10.01.101

Ajudante

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento de mão-de-obra para serviços auxiliares, incluindo respectivos equipamentos e ferramentas inerentes ao ofício desta categoria, bem como todos os encargos sociais e administrativos.

A medição será efetuada por mês efetivamente trabalhado.

10.01.102

Almoxarife

Idem 10.01.101

10.01.103

Apontador

Idem 10.01.101

10.01.104

Artesão

Idem 10.01.101

10.01.105

Carpinteiro

Idem 10.01.101

10.01.106

Contramestre

Idem 10.01.101

10.01.107

Eletricista

Idem 10.01.101

10.01.108

Encanador

Idem 10.01.101

10.01.109

Encarregado

Idem 10.01.101

10.01.110

Ferreiro

Idem 10.01.101

10.01.111

Mestre

Idem 10.01.101

10.01.112

Motorista

Idem 10.01.101

10.01.113

Operador de máquina

Idem 10.01.101

10.01.114

Pedreiro

Idem 10.01.101

10.01.115

Pintor

Idem 10.01.101

10.01.116

Servente

Idem 10.01.101

10.01.200

Administração

10.01.201

Engenheiro e Arquiteto

Este preço deverá compreender todas as despesas

78 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO decorrentes do fornecimento de mão-de-obra necessária, incluindo todos os encargos sociais e administrativos.

A medição será efetuada por mês.

10.01.202

Auxiliar técnico

Idem 10.01.201

10.01.203

Médico

Idem 10.01.201

10.01.204

Enfermeiro

Idem 10.01.201

10.01.205

Vigia

Idem 10.01.201

10.01.206

Capataz

Idem 10.01.201

10.02.000

MATERIAIS

10.02.100

Materiais de Consumo

10.02.101

de escritório

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais de consumo necessários, incluindo taxas e encargos administrativos.

O pagamento será efetuado por preço global.

10.02.102

de pronto-socorro

Idem 10.02.101

10.02.103

de limpeza/higiene

Idem 10.02.101

10.02.200

Ferramentas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas necessárias, incluindo taxas e encargos administrativos.

A medição será efetuada com base nas quantidades fornecidas, e o pagamento por preço global.

10.03.000

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

10.03.100

De Terraplenagem

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento do equipamento para serviços auxiliares, incluindo a respectiva mão-de-obra, combustível, lubrificantes, materiais, acessórios, peças e reparos, operação e manutenção, taxas, licenças, seguros e administração.

A medição será efetuada com base nas horas efetivamente trabalhadas, e o pagamento por preço global.

10.03.200

De Transporte

Idem 10.03.100

10.03.300

De Construção Civil

Idem 10.03.100

10.03.400

De Pavimentação

Idem 10.03.100

10.03.500

10.04.300

De Topografia

Idem 10.03.100

10.03.600

De Segurança

Idem 10.03.100

10.03.700

Outros

Idem 10.03.100

10.04.000

TRANSPORTES

10.04.100

Transporte de Pessoal

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos equipamentos e mão-deobra necessários ao transporte, incluindo combustível, lubrificantes, acessórios, peças e reparos, manutenção e operação, taxas, licenças, seguros e encargos sociais e administrativos.

O pagamento será efetuado por preço global.

10.04.200

Transporte Interno

Idem 10.04.100

Transporte Externo

Idem 10.04.100

10.04.400

Fretes Especiais

Idem 10.04.100

11.00.000

SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO E

MANUTENÇÃO

11.01.000

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO

11.01.100

Arquitetura e Elementos de Urbanismo

11.01.110

Arquitetura

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de conservação, manutenção e restauração pré-estabelecidos, incluindo, acabamentos, serviços de limpeza e outros necessários.

O pagamento será efetuado por preço global.

11.01.120

Comunicação visual e interiores

Idem 11.01.110

11.01.130

Paisagismo

Idem 11.01.110

79 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

11.01.140

Pavimentação

Idem 11.01.110

11.01.200

Fundações e Estruturas

11.01.210

Fundações

Idem 11.01.110

11.01.220

Contenção de maciços de terra

Idem 11.01.110

11.01.230

Estruturas de concreto

Idem 11.01.110

11.01.240

Estruturas metálicas

Idem 11.01.110

11.01.250

Estruturas de madeira

Idem 11.01.110

11.01.300

Instalações Hidráulicas e Sanitárias

11.01.310

Água fria

Este preço deverá compreender todas as despesas equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de conservação e manutenção de instalações hidráulicas e sanitárias pré-estabelecidas, incluindo proteções, testes, serviços de limpeza e outros necessários.

O pagamento será efetuado por preço global.

11.01.320

Água quente

Idem 11.01.310

11.01.330

Drenagem de águas pluviais

Idem 11.01.310

11.01.340

Esgotos sanitários

Idem 11.01.310

11.02.350

Resíduos sólidos

Idem 11.01.310

11.01.400

Instalações Elétricas e Eletrônicas

11.01.410

Instalações Elétricas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de conservação e manutenção de instalações elétricas preestabelecidos, incluindo proteções, testes e ensaios, serviços de limpeza e outros necessários.

O pagamento será efetuado por preço global.

11.01.420

Telefonia

Idem 11.01.410

11.01.430

Detecção e alarme de incêndio

Idem 11.01.410

11.01.440

Sonorização

Idem 11.01.410

11.01.450

Relógios sincronizados

Idem 11.01.410

11.01.460

Antenas coletivas de TV e FM e TV a cabo

Idem 11.01.410

11.01.470

Circuito fechado de televisão

Idem 11.01.410

11.01.480

Sistema de supervisão, comando e controle

Idem 11.01.410

11.01.490

Sistema de cabeamento estruturado

Idem 11.01.410

11.01.500

Instalações Mecânicas e de Utilidades

11.01.510

Instalações mecânicas

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de conservação e manutenção de instalações mecânicas preestabelecidos, incluindo inspeção, reparos, testes, serviços de lubrificação, de limpeza e outros necessários.

O pagamento será efetuado por preço global.

11.01.520

Instalações de utilidades

Idem 11.01.510

11.01.530

Instalações de ar condicionado

Idem 11.01.510

11.01.540

Instalações de ventilação mecânica

Idem 11.01.510

11.01.600

Instalações de Prevenção e Combate a

Incêndio

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento das ferramentas, equipamentos, materiais e mão-de-obra necessários à execução dos serviços de conservação e manutenção de instalações de prevenção e combate a incêndio preestabelecidos, incluindo inspeção, testes, reparos, serviços de limpeza e outros necessários.

O pagamento será efetuado por preço global.

80 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

PENSO

3

M

ODELO DE

P

LANILHA DE

P

REÇO

U

NITÁRIO

FL.

PLANILHA DE PREÇO UNITÁRIO

ITEM SERVIÇO

EQUIPAMENTOS QUANT.

UTILIZAÇÃO

PRO D.

IMPR.

CUSTO HORÁRIO

PRO D.

IMPR.

UNIDADE

CUSTO

MÃO - DE - O BRA QUANT.

TOTAL (A)

CUSTO HORÁRIO CUSTO

LEIS SOCIAIS (LS)

MATERIAIS UNID.

%

QUANT.

TOTAL (B)

TOTAL (C)

CUSTO UNITÁRIO CUSTO

TOTAL (D)

CUSTOS DIRETOS (A) + (B) + ( C) + (D) TOTAL (1)

% TOTAL (2) BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS (BDI)

PREÇO UNITÁRIO (1) + (2)

OBRA:

LOCAL:

ÓRGÃO CONTRATANTE: DATA:

81 / 1

A

PENSO

4

M

ODELO DE

P

LANILHA DE

O

RÇAMENTO

ITEM DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA DE ORÇAMENTO

UNID.

QUANT.

PREÇO

UNITÁRIO

PARCIAIS

IMPORTÂNCIAS

TOTAIS

OBRA:

LOCAL

ÓRGÃO CONTRATANTE DATA

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

5

F

ISCALIZAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

Apensos

Apenso 1 - Modelo de Relatório de Andamento de

Projetos

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a Fiscalização de elaboração de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

T

ERMINOLOGIA

2.1

Contratante

Órgão setorial ou seccional do SISG que contrata a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.2

Contratada

Empresa ou profissional contratado para a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.3

Caderno de Encargos

definir o objeto da licitação e do sucessivo contrato, bem como estabelecer os requisitos, condições e diretrizes técnicas e administrativas para a sua execução.

2.4

Fiscalização

Atividade exercida de modo sistemático pelo

Contratante e seus prepostos, objetivando a verificação do cumprimento das disposições contratuais, técnicas e administrativas, em todos os seus aspectos.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Parte do Edital de Licitação, que tem por objetivo

O Contratante manterá desde o início dos serviços até o seu recebimento definitivo, a seu critério exclusivo, uma equipe de Fiscalização constituída por profissionais habilitados que considerar necessários ao acompanhamento e controle dos trabalhos.

3.2

A Contratada deverá facilitar, por todos os meios a seu alcance, a ampla ação da Fiscalização, permitindo o acesso aos serviços em execução, bem como atendendo prontamente às solicitações que lhe forem efetuadas.

3.3

Todos os atos e instruções emanados ou emitidos pela Fiscalização serão considerados como se fossem praticados pela Contratante.

3.4

A Fiscalização deverá realizar, dentre outras, as seguintes atividades:

• manter um arquivo completo e atualizado de toda a documentação pertinente aos trabalhos, incluindo o contrato, Caderno de Encargos, orçamentos, cronogramas, correspondência e relatórios de andamento das atividades;

• obter da Contratada o Manual de Qualidade contendo o

Sistema de Gestão de Qualidade e verificar a sua efetiva utilização;

• analisar e aprovar o Plano de Execução dos Serviços a ser apresentado pela Contratada no início dos trabalhos, que conterá, entre outros elementos, os dados básicos e critérios de projeto, a relação e quantidade de documentos a serem produzidos, o fluxograma de desenvolvimento e cronograma de execução dos trabalhos e organograma da equipe responsável pela elaboração dos trabalhos;

• aprovar a indicação pela Contratada do Coordenador responsável pela condução dos trabalhos;

• solicitar a substituição de qualquer funcionário da

Contratada que embarace a ação da Fiscalização;

• verificar se estão sendo colocados à disposição dos trabalhos as instalações, equipamentos e equipe técnica previstos na proposta e sucessivo contrato de execução dos serviços;

• esclarecer ou solucionar incoerências, falhas e omissões eventualmente constatadas no Programa de Necessidades, bem como nas demais informações e instruções complementares do Caderno de Encargos, necessárias ao desenvolvimento dos trabalhos;

• promover reuniões periódicas com a Contratada para análise e discussão sobre o andamento dos trabalhos, esclarecimentos e providências necessárias ao cumprimento do contrato;

• solucionar as dúvidas e questões pertinentes à prioridade dos serviços, bem como às interferências e interfaces dos trabalhos da Contratada com as atividades de outras empresas ou profissionais, eventualmente contratados pela Contratante;

• verificar e aprovar os relatórios periódicos de execução dos serviços elaborados em conformidade com os requisitos estabelecidos no Caderno de Encargos;

• exercer rigoroso controle sobre o cronograma de execução dos serviços, aprovando os eventuais ajustes que ocorrerem durante o desenvolvimento dos trabalhos;

83 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• analisar e aprovar partes, etapas ou a totalidade dos serviços executados, em obediência ao previsto no Caderno de

Encargos, em particular as etapas de Estudo Preliminar,

Projeto Básico e Projeto Executivo, quando pertinentes;

• verificar e aprovar as soluções propostas nos projetos quanto a sua adequação técnica e econômica de modo a atender às necessidades do Contratante;

• verificar e aprovar eventuais acréscimos de serviços necessários ao perfeito atendimento do objeto do contrato;

• verificar e atestar as medições dos serviços, bem como conferir, vistar e encaminhar para pagamento as faturas emitidas pela Contratada;

• encaminhar à Contratada os comentários efetuados para que sejam providenciados os respectivos atendimentos;

• receber a documentação final do projeto, verificando o atendimento aos comentários efetuados e a apresentação de todos os documentos previstos, como desenhos, especificações, memoriais de cálculo, descritivos e justificativos, em conformidade com o plano de elaboração do projeto.

3.5

A atuação ou a eventual omissão da Fiscalização durante a realização dos trabalhos não poderá ser invocada para eximir a Contratada da responsabilidade pela execução dos serviços.

3.6

A comunicação entre a Fiscalização e a Contratada será realizada através de correspondência oficial e anotações ou registros no Relatório de Serviços.

3.7

O Relatório de Serviços, com páginas numeradas em 3

(três) vias, 2 (duas) destacáveis, será destinada ao registro de fatos e comunicações que tenham implicação contratual como: modificações de dados básicos de projeto, conclusão e aprovação de etapas de projeto, autorização para execução de trabalho adicional, autorização para substituições e modificações na equipe técnica responsável pela execução dos trabalhos, ajustes no cronograma e plano de elaboração dos projetos, irregularidades e providências a serem tomadas pela Contratada e Fiscalização.

3.8

As reuniões realizadas no local de execução dos trabalhos serão documentadas por Atas de Reunião, elaboradas pela Fiscalização e que conterão, no mínimo, os seguintes elementos: data, nome e assinatura dos participantes, assuntos tratados, decisões e responsáveis pelas providências a serem tomadas.

84 /1

A

PENSO

1

M

ODELO DE

R

ELATÓRIO

DE

A

NDAMENTO DE

P

ROJETOS

RELATÓRIO DE ANDAMENTO DE SERVIÇOS E OBRAS

Objeto do Contrato / Localização: Contrato:

Contratada:

Edital de Licitação:

Data do Relatório:

Valor Empenhado (R$):

Técnico Responsável:

Responsável Técnico:

Visto:

Data:

Prazo Inicial:

Valor Inicial (R$):

Recebimento Provisório:

Fiscalização:

CONTRATANTE

Prazo Atual:

Valor Atual (R$):

Recebimento Definitivo:

Visto: Folha:

ITEM DESCRIÇÃO

MES N-2

3ª 2ª

MES N-1

3ª 2ª

MES N

3ª 1ª 4ª 1ª 4ª 1ª 4ª

MEDIÇÕES

VALORES TOTAIS

(R$)

Prev.

Real.

Desvio

Mês (M) Até o Mês (

Σ

M) Mês (M) Até o Mês (

Σ

M) Mês (M) Até o Mês (

Σ

M)

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

6

M

EDIÇÃO E

R

ECEBIMENTO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a medição e recebimento dos serviços de elaboração de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

2.1

2.3

T

ERMINOLOGIA

Contratante

Órgão setorial ou seccional do SISG que contrata a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.2

Contratada

Empresa ou profissional contratado para a elaboração de projeto de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

Caderno de Encargos

Parte do Edital de Licitação, que tem por objetivo definir o objeto da licitação e do sucessivo contrato, bem como estabelecer os requisitos, condições e diretrizes técnicas e administrativas para a sua execução.

2.4

Fiscalização

Atividade exercida de modo sistemático pelo

Contratante e seus prepostos, objetivando a verificação do cumprimento das disposições contratuais, técnicas e administrativas, em todos os seus aspectos.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Somente poderão ser considerados para efeito de medição e pagamento os serviços de elaboração de projeto previstos no contrato e efetivamente executados pela

Contratada, de conformidade com o Plano de Execução dos

Serviços.

3.2

Os serviços medidos serão apenas considerados em condições de serem faturados pela Contratada, podendo o

Fiscalização rejeitá-los posteriormente e solicitar da Contratada os ajustes necessários à aprovação.

3.3

A medição dos serviços será baseada em relatórios periódicos elaborados pela Contratada, registrando os elementos necessários à discriminação e determinação das quantidades dos serviços efetivamente executados.

3.4

A discriminação e quantificação dos serviços considerados na medição deverão respeitar rigorosamente as planilhas de orçamento anexas ao Contrato, inclusive critérios de medição e pagamento.

3.5

O Contratante deverá efetuar os pagamentos das faturas emitidas pela Contratada com base nas medições de serviços aprovadas pela Fiscalização, obedecidas as condições estabelecidas no contrato.

3.6

O Recebimento dos serviços executados pela

Contratada será efetivado em duas etapas sucessivas:

• na primeira etapa, após a conclusão dos serviços e solicitação oficial da Contratada, mediante uma verificação realizada pela Fiscalização, será efetuado o Recebimento

Provisório;

• nesta etapa, a Contratada deverá efetuar a entrega de toda a documentação que compõe o projeto constante no

Caderno de Encargos e na relação de documentos previamente aprovada pela Fiscalização;

• após a verificação, através de comunicação oficial da

Fiscalização, serão indicadas as correções e complementações consideradas necessárias ao

Recebimento Definitivo, bem como estabelecido o prazo para a execução dos ajustes;

• na segunda etapa, após a conclusão das correções e complementações e solicitação oficial da Contratada, mediante nova verificação realizada pela Fiscalização, será realizado o Recebimento Definitivo;

• o Recebimento Definitivo deverá estar condicionado à aprovação formal dos estudos e projetos nos diversos

órgãos de fiscalização e controle, como Prefeitura

Municipal, Corpo de Bombeiros e entidades de proteção

Sanitária e do Meio Ambiente;

• o Recebimento Definitivo somente será efetuado pelo

Contratante após a comprovação pela Contratada de pagamento de todos os impostos, taxas e demais obrigações fiscais incidentes sobre o objeto do contrato.

86 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

ERVIÇOS

T

ÉCNICO

-P

ROFISSIONAIS

S

ERVIÇOS

T

OPOGRÁFICOS

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

Anexo 2 - Convenções Gráficas métodos e critérios que garantam uma precisão compatível com a natureza dos trabalhos.

2.1.6 Nivelamento

Seqüência de operações realizadas a partir de referências de nível, cujo objetivo é a determinação (ou o transporte) das cotas de qualquer ponto no terreno.

2.1.7 Tolerância

Erro máximo admissível para o fechamento linear, angular e altimétrico de uma poligonal.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de

Serviços Topográficos.

2.

E

XECUÇÃO DOS

S

ERVIÇOS

Tolerância Linear

2.1

Terminologia

2.1.1 Levantamento Topográfico

Produto final de uma série de medições de ângulos, distâncias e níveis executados no terreno com a finalidade de representá-lo em um plano de coordenadas, em desenho ou planta em escala apropriada, com o máximo de qualidade.

2.1.2 Locação Topográfica

Marcações efetuadas no terreno, tais como vértices de coordenadas e referências de nível, que permitem o trabalho inverso do levantamento topográfico, ou seja, a locação no terreno dos estudos e projetos elaborados sobre as plantas topográficas.

2.1.3 Vértices de Coordenadas

Materialização no terreno de pontos que representam o sistema local de coordenadas plano-retangulares adotado no levantamento topográfico. Os vértices servem de apoio para a locação planimétrica (coordenadas) dos estudos e projetos elaborados sobre as plantas topográficas, com uma precisão equivalente à obtida no levantamento topográfico.

2.1.4 Referência de Nível (RN)

Materialização no terreno de pontos que representam o sistema de cotas adotado no levantamento topográfico. As referências de nível servem de apoio para a locação altimétrica

(cotas) dos estudos e projetos elaborados sobre as plantas topográficas, com uma precisão equivalente à obtida no levantamento topográfico.

2.1.5 Poligonal

Seqüência de vértices de coordenadas, implantados através de medidas de distâncias e ângulos, realizadas com

Fixada por uma relação do tipo DL/L, onde DL é o erro de fechamento linear e L a extensão da poligonal.

Tolerância Angular

Fixada por uma expressão do tipo

α um ângulo definido basicamente em função da precisão nominal do aparelho e N é o número de vértices da poligonal.

Tolerância Altimétrica

Fixada por uma expressão do tipo n

N

, onde

α

é

K

, onde n é uma diferença de nível, em mm, definida basicamente em função da precisão nominal do aparelho e K é a extensão nivelada, em km.

2.1.8 Curva de Nível

Linha que representa, na planta topográfica, os pontos no terreno com a mesma cota.

2.1.9 Ponto de Detalhe

Qualquer ponto que representa algum detalhe importante do terreno levantado.

2.1.10 Cadastro

Levantamento completo das características físicas e geométricas de imóveis, benfeitorias, redes de serviço público e outros sistemas.

2.2

Processo Executivo

Inicialmente serão definidos, além da área exata a ser levantada, o sistema de coordenadas e a referência de nível a serem adotados, bem como a escala do desenho.

87 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Dever-se-á pesquisar junto a Órgãos Oficiais que possam dispor de informações, dados ou levantamentos pertinentes à área em estudo, tais como restituições aerofotogramétricas, recobrimentos aerofotográficos, vértices de coordenadas e referências de nível de mapeamentos sistemáticos da área, levantamentos topográficos existentes e disponíveis e normas ou instruções que devam ser observadas na utilização destes dados.

Dever-se-ão ainda levantar os cadastros disponíveis de todas as redes de serviços necessários ao bom desenvolvimento dos projetos.

A execução dos serviços será feita em duas fases bem distintas: trabalhos de campo, compreendendo os levantamentos ou locações, e trabalhos de escritório, compreendendo os cálculos e desenhos.

2.2.1 Cadastramento

Deverão ser incluídos no levantamento topográfico todos os elementos físicos presentes na área, inclusive as características das redes de utilidades, de esgotos, dos dispositivos de drenagem e outros dados levantados e cadastrados com a finalidade de propiciar perfeita caracterização física e geométrica das redes e dispositivos existentes.

Deverão ser levantados, obtendo as coordenadas, cotas e demais características geométricas, os seguintes dispositivos presentes na área e nas circunvizinhanças:

• poços de visita de redes telefônicas e energia elétrica;

• poços de visita de redes de esgoto e galerias de águas pluviais;

• bocas de lobo, bocas de leão, sarjetões e outros componentes da drenagem superficial existente;

• posteamento da rede elétrica;

• demais elementos componentes da rede de utilidades e serviços que possam interessar ao projeto.

O produto final destes cadastros, além de constar da planta topográfica, será documentado em fichas cadastrais apropriadas.

Deverão ser levantados, também, pontos do terreno que possibilitem sua exata representação na escala escolhida para a planta. O número de pontos levantados por hectare será função da escala do desenho e das características da

área. A título indicativo, apresentam-se os números mínimos de pontos a ser observados nos levantamentos de áreas comuns:

Escala

1:250

1:500

1:1000

1:2000

N

°

Pontos por

Hectare

100 pontos

75 pontos

50 pontos

30 pontos

A fiscalização indicará o número mínimo de pontos a ser observado no levantamento de cada área.

2.2.2 Metodologia e Equipamentos

Se os pontos forem levantados por processos correntes de topografia, como a taqueometria, as visadas não deverão ser superiores a 100 m. Se os pontos forem levantados por teodolitos acoplados a distanciômetros eletrônicos ou estações totais, as visadas poderão se estender até o limites especificados pelos fabricantes.

As poligonais, quando existirem, serão construídas a distanciômetro eletrônico ou trena de aço aferida, devendo ser fechadas com uma tolerância linear mínima de 1:5000.

Os ângulos deverão ser lidos com teodolitos que propiciem leitura direta de no mínimo 20”, de forma a garantir uma tolerância mínima no fechamento angular da poligonal de

30”

N

, onde N é o número de vértices da poligonal.

Os marcos da poligonal serão nivelados e contranivelados geometricamente, com nível automático de precisão nominal mínima de ± 2,5 mm por quilômetro duplo de nivelamento, de forma a garantir uma tolerância mínima no nivelamento de 15 mm km.

K

, onde K é a extensão nivelada, em

As curvas de nível serão interpoladas dependendo da declividade do terreno, seguindo-se o critério abaixo:

Escala

1:250

1:500

1:1000

1:2000

Eqüidistância Máxima Entre as Curvas de Nível

0,50 m de 0,50 a 1,00 m de 1,00 a 2,00 m

> 2,00 m

Ao término dos trabalhos de campo, a Contratada deverá providenciar relatório detalhado contendo a metodologia adotada, as precisões atingidas e a aparelhagem utilizada, bem como anexar todas as cadernetas de campo, planilhas de cálculo de coordenadas e nivelamentos, cartões e outros elementos de interesse.

2.2.3 Recebimento

O recebimento dos serviços de Topografia dar-se-á depois que a Fiscalização efetuar as verificações e aferições que julgar necessárias e a Contratada providenciar as eventuais correções.

3.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

A execução de Serviços Topográficos deverá atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

88 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1.

2.

Objetivo

Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de Serviços Topográficos.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos serviços topográficos necessários à elaboração do projeto da edificação, deverá ser elaborada uma planta esquemática com a indicação do terreno de implantação, contendo com a localização da área objeto dos serviços a serem executados.

Os equipamentos a serem utilizados deverão ter suas precisões nominais mínimas fixadas coerentemente com as precisões exigidas pelo trabalho final, vedada a fixação de nomes de fabricantes.

Quando for recomendado o aproveitamento de serviços já executados e disponíveis, estabelecer diretrizes para este aproveitamento.

As especificações dos serviços topográficos deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Levantamentos Planialtimétricos

- escala;

- sistema de projeção a ser adotado;

- referência de nível a ser adotada;

- tolerâncias lineares;

- tolerâncias angulares;

- tolerâncias de nivelamento;

- tipos de equipamentos a serem utilizados.

2.2

Locações

- vértices de coordenadas a serem utilizados;

- referências de nível a serem utilizadas;

- documentos válidos;

- equipamentos a serem utilizados.

2.3

Levantamentos Cadastrais

- tipo de cadastro (físico e/ou geométrico);

- elementos a serem cadastrados;

- equipamentos a serem utilizados.

89 / 1

A

NEXO

2

C

ONVENÇÕES

G

RÁFICAS

(medidas em cm, para escala 1:500)

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

90 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

91 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

ERVIÇOS

T

ÉCNICO

-P

ROFISSIONAIS

S

ERVIÇOS

G

EOTÉCNICOS

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Execução dos Serviços

3. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

Anexo 2 - Convenções Gráficas

Anexo 3 - Amostrador Padrão SPT

Anexo 4 - Caixa de Testemunhos

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a execução de

Serviços Geotécnicos.

2.

E

XECUÇÃO DOS

S

ERVIÇOS

2.1

Sondagem a Trado

O equipamento a ser utilizado terá capacidade para execução de sondagem até 15 metros de profundidade e constará dos seguintes elementos: trado cavadeira com 10 cm de diâmetro, haste, luvas, medidor de nível d’água, metro, recipientes para amostras e ferramentas para a operação do equipamento.

Para o início das sondagens será feita limpeza de uma

área circular de 2 metros de diâmetro, concêntrica ao furo a ser executado, bem como a abertura de um sulco ao redor para desviar as águas de chuva.

O material retirado do furo será depositado à sombra, em local ventilado, sobre uma lona ou tábua, de modo a evitar sua contaminação com o solo superficial do terreno e ocasionar a diminuição excessiva de umidade do material.

O material obtido será agrupado em montes dispostos de acordo com sua profundidade a cada metro perfurado.

Quando houver mudança de característica do material no transcorrer de um metro perfurado, serão preparados dois montes relativos ao material anterior e posterior à mudança.

O controle das profundidades dos furos será feito pela diferença entre o comprimento total das hastes com o trado e a sobra das hastes em relação à boca do furo.

No caso de a sondagem atingir o lençol d’água, a sua profundidade será anotada e o nível d’água medido diariamente, antes do início dos trabalhos e após concluído o furo.

A sondagem a trado será dada por terminada somente quando:

• atingir a profundidade especificada na programação dos serviços;

• atingir o limite de 15 metros de profundidade;

• ocorrer desmoronamentos sucessivos da parede do furo;

• o avanço do trado for inferior a 5 cm, em 10 minutos de operação contínua de perfuração;

• o terreno for impenetrável a trado, devido à ocorrência de cascalho, matacões ou rocha;

• por ordem da Fiscalização.

Quando ocorrer impenetrabilidade por trado, novas tentativas serão realizadas, deslocando os demais furos a cada

3 metros para qualquer direção. Todas as tentativas deverão constar da apresentação final dos resultados.

Todos os furos serão, após o seu término, totalmente preenchidos com solo, deixando cravada no local uma estaca com a sua identificação.

Quando o material for homogêneo, as amostras serão coletadas a cada metro. Se houver mudanças no transcorrer do metro perfurado, serão coletadas tantas amostras quantos forem os diferentes tipos de materiais encontrados, tomando o cuidado de anotar devidamente a profundidade encontrada, bem como de coleta.

As amostras serão identificadas por duas etiquetas, uma externa e outra interna ao recipiente de amostragem, onde constem:

• nome da obra;

• nome do local;

• número do furo;

• intervalo de profundidade da amostra;

• data da coleta.

As anotações serão feitas com tinta indelével, em papel cartão, sendo as etiquetas protegidas de avarias no manuseio das amostras.

As amostras para os ensaios geotécnicos serão coletadas e acondicionadas imediatamente após o avanço de cada metro de furo.

Inicialmente serão coletados 100 g de material, em recipiente com tampa hermética, parafinada ou selada, para determinação da umidade natural. A seguir, colocar-se-ão cerca de 30 kg em sacos de lona ou plástico, para os demais ensaios geotécnicos programados. Em casos especiais, a

Fiscalização poderá solicitar uma quantidade maior.

Os resultados preliminares de cada sondagem a trado serão apresentados em boletins onde constem, no mínimo:

• nome da obra e do interessado;

• identificação e localização do furo;

92 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• diâmetro e cota da sondagem;

• data da execução;

• tipo e profundidade das amostras coletadas;

• descrição visual e táctil do solo;

• motivo da paralisação;

• medidas de nível d’água com data, hora e profundidade do furo por ocasião da medida. No caso de não ser atingido nível d’água, deverá constar no boletim “furo seco”.

Os resultados finais de cada sondagem serão apresentados na forma de perfis individuais na escala 1:100, onde conste também a classificação geotécnica visual dos materiais atravessados, feita por geólogo, engenheiro ou técnico especializado.

Após o término do último furo, serão entregues os seguintes documentos:

• texto explicativo, com o total de furos executados e de metros perfurados, bem como outras informações de interesse;

• planta de localização das sondagens.

2.2

Sondagem a Pá e Picareta ou Poço de Inspeção

A Contratada deverá dispor de equipamentos necessários para a execução de poços de inspeção de até 20 metros de profundidade, em solos coesivos acima do nível d’água. O equipamento constará de enxadão, picareta, pá, sarilho, corda e balde, escada e outros elementos necessários ao bom desempenho executivo.

O poço será iniciado após a execução da limpeza superficial de uma área de 4m x 4m e da construção de um cercado com madeira pintada ou com 4 fios de arame farpado no perímetro da área limpa. Ao redor dessa área será aberto um sulco de drenagem, de maneira a evitar a entrada de água de chuva no poço.

O poço a ser aberto deverá ter forma circular ou quadrada, com dimensão mínima de 0,80 m. Todos os dispositivos de segurança necessários serão utilizados, quando da execução do poço.

Em terrenos instáveis os poços serão escorados de maneira adequada que permita o exame de toda a seqüência vertical do terreno.

Todo o solo retirado do poço será depositado em seqüência ao seu redor, de maneira a formar um anel onde a distribuição vertical dos materiais atravessados fique reproduzida, sem escala.

No caso do poço atingir lençol d’água a sua profundidade será anotada. Quando ocorrer artesianismo, será anotada uma avaliação da vazão de escoamento ao nível do terreno.

O nível d’água será medido todos os dias, antes do início dos trabalhos e após a conclusão do poço.

O poço será considerado concluído quando:

• atingir a cota prevista;

• houver insegurança para o trabalho;

• ocorrer infiltração d’água acentuada que torne pouco produtivas as operações de escavação;

• ocorrer no fundo do poço material não escavável por processos manuais.

O poço será totalmente reaterrado com solo após seu término. No local do poço será cravada uma plaqueta com os seguintes dados:

• número do poço;

• profundidade;

• cota e amarração.

Serão coletadas amostras deformadas a cada metro de escavação com material homogêneo. Se houver modificação do material, serão coletadas tantas amostras quantos forem os diferentes tipos de materiais.

As amostras serão identificadas por duas etiquetas feitas com papel cartão, com tinta indelével, uma externa e a outra interna ao recipiente de amostragem, onde constem:

• nome da obra;

• nome do local;

• número do poço;

• intervalo de profundidade da amostra;

• descrição visual e táctil do solo;

• data da coleta.

As amostras serão colocadas sem demora em dois recipientes: um, com tampa hermética, parafinada ou selada com 100 g de material; outro, de lona ou plástico com amarrilho, com cerca de 30 kg.

As amostras permanecerão guardadas à sombra e em local ventilado e apropriado, para evitar ressecamento.

A coleta de amostras indeformadas será feita a cada 2 metros e cada vez que ocorrer mudança de material. As amostras indeformadas serão constituídas de cubos de solo com arestas de 0,30 m de dimensão mínima, coletados da seguinte maneira:

• quando o furo do poço estiver a cerca de 0,50 m da profundidade especificada, na qual será coletada a amostra, iniciar-se-á a talhagem cuidadosa do cubo a ser coletado, através da remoção do solo que o envolve;

• talhado o bloco, sem seccioná-lo do fundo do poço, suas faces deverão receber uma camada de parafina aplicada a pincel. Após essa operação, a amostra será envolvida com uma forma de madeira (caixa aberta em duas faces), de

0,34 m de dimensão interna. Colocada a forma e bem vedada, sem contato com o solo que ladeia a amostra, despejar a parafina líquida nos vazios da forma e na face superior do bloco;

• após o endurecimento da parafina, o bloco será cuidadosamente seccionado pela base; logo depois será regularizado e parafinado.

O bloco será retirado do poço com a forma e, após sua remoção, será colada uma etiqueta com a identificação numa das faces da amostra.

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RÁTICAS DE

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ROJETO

Completada a identificação, o bloco será colocado em uma caixa cúbica de 0,40 m de dimensão interna, com tampa aparafusada. O espaço remanescente entre o bloco e a caixa será preenchido com serragem fina e pouco úmida.

Toda a operação será efetuada no menor tempo possível, ao abrigo de luz solar direta, não sendo permitida qualquer paralisação durante o processo.

Em um dos lados da caixa e no topo do bloco constarão as seguintes dados:

• nome da obra;

• local;

• número do poço;

• profundidade do topo e base da amostra;

• descrição da amostra;

• data;

• cota da boca do poço;

• operador.

Os resultados preliminares da abertura de cada poço serão apresentados, em boletim, onde constem no mínimo:

• nome da obra e interessado;

• identificação e localização do poço;

• cota da boca do poço;

• data da execução;

• tipo e profundidade das amostras coletadas;

• descrição visual e táctil do solo;

• motivo da paralisação;

• medidas do nível d’água com data, hora e profundidade do poço na ocasião da medida. No caso de não ser atingido nível d’água, dever-se-á anotar “poço seco”.

Os resultados finais dos poços serão apresentados na forma de perfis individuais, onde constem todos os dados de identificação, a classificação geotécnica visual dos materiais atravessados, suas estruturas, resistências e outros.

2.3

Sondagem a Percussão

O equipamento padrão para a execução das sondagens a percussão constará dos seguintes elementos principais:

• torre com roldana;

• tubos de revestimento;

• sapata de revestimento;

• hastes de lavagem e penetração;

• amostrador padrão;

• martelo padronizado para cravação do amostrador;

• cabeças de bater do tubo de revestimento e da haste de penetração;

• baldinho com válvula de pé;

• trépano de lavagem;

• trado concha;

• trado helicoidal;

• medidor de nível d’água;

• metro de balcão ou similar;

• trena;

• recipientes para amostras;

• bomba d’água motorizada;

• martelo de saca-tubos e ferramentas gerais necessárias à operação da aparelhagem.

Opcionalmente, o equipamento poderá ter guincho motorizado e/ou sarilho manual.

Será feita a limpeza de uma área que permita o desenvolvimento de todas as operações, sem obstáculos, e aberto um sulco ao seu redor para impedir, a entrada de águas de chuvas no furo. Será construída uma plataforma assoalhada que deverá cobrir, no mínimo, a área delimitada pelos pontos de fixação do equipamento.

Em terreno alagado ou coberto por lâmina d’água de grande espessura, a sondagem será realizada a partir de plataforma flutuante fortemente ancorada, totalmente assoalhada, que deverá cobrir a área delimitada pelos pontos de apoio do tripé.

A sondagem deve ser iniciada com emprego do trado concha ou cavadeira manual até a profundidade de 1 metro, seguindo-se a instalação, até essa profundidade, do primeiro segmento do tubo de revestimento dotado de sapata cortante.

Nas operações subsequentes de perfuração, intercaladas às operações de amostragem, deve ser utilizado trado helicoidal até se atingir o nível d’água freático. O diâmetro dos trados deverá ser aproximadamente 5 mm inferior ao diâmetro externo do revestimento utilizado. Quando o avanço da perfuração com emprego do trado helicoidal for inferior a 50 milímetros após 10 minutos de operação, ou nos casos de solos aderentes ao trado, passa-se ao método de perfuração por circulação de água, também denominado por lavagem. Estes casos, considerados especiais, devem ser devidamente justificados no relatório.

A operação de perfuração por circulação de água é realizada utilizando-se o trépano de lavagem como ferramenta de escavação e a remoção do material escavado por meio de circulação de água, realizada pela bomba d’água motorizada, através da composição das hastes de perfuração. A operação consistirá na elevação da composição de lavagem em cerca de 0,30 metro do fundo do furo, e sua queda deve ser acompanhada de movimento de rotação imprimido manualmente pelo operador. Recomenda-se que, à medida que se for aproximando da cota de amostragem, essa altura seja progressivamente diminuída. Quando se atingir a cota de amostragem, o conjunto de lavagem deve ser suspenso a uma altura de 0,20 metro do fundo do furo, mantendo-se a circulação de água por tempo suficiente, até que todos os detritos da perfuração tenham sido removidos do interior do furo.

Toda vez que for descida a composição de perfuração com o trépano e instalado um novo segmento do tubo de revestimento, ambos devem ser medidos com precisão de

10 milímetros.

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RÁTICAS DE

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ROJETO

Durante as operações de perfuração, caso a parede do furo se mostre instável, é obrigatória, para amostragens subsequentes, a descida do tubo de revestimento até onde se fizer necessário, alternadamente com a operação de perfuração.

Atenção especial deve ser dada para não se descer o tubo de revestimento a profundidades além do fundo do furo aberto.

O tubo de revestimento deve ficar no mínimo a 0,50 metro do fundo, quando da operação de amostragem. Somente em casos de fluência do solo para o interior do furo será admitido deixá-lo a mesma profundidade do fundo do furo.

Em casos especiais de sondagens profundas em solos instáveis, onde a descida e/ou posterior remoção dos tubos de revestimento for problemática, podem ser empregadas lamas de estabilização em lugar de tubo de revestimento. Estes casos devem ser anotados na folha de campo.

Durante a operação de perfuração, devem ser anotadas as profundidades das transições de camadas detectadas por exame táctil-visual e da mudança de coloração dos materiais trazidos à boca do furo pelo trado helicoidal ou pela água de lavagem.

Durante todas as operações da sondagem, deve-se manter o nível d’água no interior do furo em cota igual ou superior ao nível do lençol freático.

Antes de retirar-se a composição de perfuração, com o trado helicoidal ou o trépano de lavagem apoiado no fundo do furo, deve ser feita uma marca na haste à altura da boca do revestimento, para que seja medida, com precisão de 10 milímetros, a profundidade em que se irá apoiar o amostrador na operação de amostragem.

2.3.1 Amostragem

Deve ser coletada, para exame posterior uma parte representativa do solo colhida pelo trado concha durante a perfuração até 1 metro de profundidade.

A cada metro de perfuração, a contar de 1 metro de profundidade, devem ser colhidas amostras dos solos por meio do amostrador padrão.

As amostras colhidas devem ser imediatamente acondicionadas em recipientes herméticos e de dimensões tais que permitam receber, pelo menos, um cilindro de solo de

60 milímetros de altura, colhido intacto do interior do amostrador. Os recipientes podem ser de vidro ou plástico com tampas plásticas ou sacos plásticos.

Havendo perda da amostra na operação de subida da composição das hastes deve ser empregado amostrador de janela lateral para colheita da amostra representativa do solo.

Caso haja insucesso nesta tentativa, na operação imediata de avanço do furo por lavagem, deve ser colhida, separadamente, na bica do tubo de revestimento, uma porção de água de circulação e, por sedimentação, colhidos os detritos do solo.

Ocorrendo camadas distintas na coluna do solo amostrado, devem ser colhidas amostras representativas e colocadas em recipientes distintos.

Os recipientes das amostras devem ser providos de uma etiqueta, na qual, escrito com tinta indelével, devem constar:

• designação ou número do trabalho;

• local da obra;

• número da sondagem;

• número da amostra;

• profundidade da amostra;

• número de golpes do ensaio de penetração.

Os recipientes das amostras devem ser acondicionados em caixas ou sacos, com etiquetas onde devem constar a designação da obra e o número da sondagem.

As caixas, ou sacos, devem permanecer permanentemente protegidos do sol e da chuva.

As amostras devem ser conservadas no laboratório, à disposição dos interessados por um período de 30 dias, a contar da data da apresentação do relatório.

2.3.2 Ensaios de Avanço da Perfuração por Lavagem

O ensaio de avanço da perfuração por lavagem consiste no emprego do trépano de lavagem. O ensaio deve ter duração de 30 minutos, devendo-se anotar os avanços do trépano obtidos em cada período de 10 minutos.

A sondagem deve ser dada por encerrada quando no ensaio de avanço da perfuração por lavagem forem obtidos avanços inferiores a 50 milímetros em cada período de 10 minutos, ou quando após a realização de quatro ensaios consecutivos não for alcançada a profundidade de execução do ensaio penetrométrico. Ocorrendo estes casos, no relatório deve constar a designação de impenetrável.

Caso haja necessidade técnica de continuar a investigação do subsolo em profundidades superiores àquelas limitadas pelo processo de perfuração por trépano e circulação d’água, este processo deverá ser abandonado, podendo a perfuração ser prosseguida por método rotativo, após entendimentos entre as partes interessadas.

2.3.3 Observação do Nível d’água Freático

Durante a perfuração com o auxílio do trado helicoidal o operador deve estar atento a qualquer aumento aparente da umidade do solo, indicativo da presença próxima do nível d’água, bem como um indício mais forte, tal como, de estar molhado um determinado trecho inferior do trado espiral, comprovando ter sido atravessado o nível d’água.

Nessa oportunidade, interrompe-se a operação de perfuração e passa-se a observar a elevação do nível d’água no furo , efetuando-se leituras a cada 5 minutos, durante 30 minutos.

Sempre que ocorram paralisações na execução das sondagens, antes do seu reinicio deve ser obrigatória a medida de posição do nível d’água, bem como a profundidade do tubo de revestimento. Sendo observados níveis d’água variáveis durante o dia, essa variação deve ser anotada.

No caso de ocorrer pressão de artesianismo no lençol freático ou fuga d’água no furo, devem ser anotadas as profundidades das ocorrências e do tubo de revestimento.

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RÁTICAS DE

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ROJETO

Após o término da sondagem, deve ser feito o esgotamento do furo até o nível d’água com auxílio do baldinho e observando-se a elevação do nível d’água com leituras a cada 5 minutos, durante 30 minutos.

Após o encerramento da sondagem e a retirada do tubo do revestimento, decorridas 24 horas, e estando o furo ainda aberto, deve ser medida a posição do nível d’água.

2.3.4 Resultados

2.3.4.1

Relatório de Campo

Nas folhas de anotação de campo devem ser registrados:

• nome da empresa e do interessado;

• número do trabalho;

• local do terreno;

• número da sondagem;

• cota da boca do furo em relação a uma referência de nível

(RN) fixa e bem definida;

• data de início e de término da sondagem;

• métodos de perfuração empregados e profundidades respectivas;

• avanços do tubo de revestimento;

• profundidades das mudanças das camadas de solo e do final da sondagem;

• numeração e profundidades das amostras colhidas no barrilete amostrador;

• anotação das amostras colhidas por lavagem quando não foi obtida recuperação da amostra;

• descrição táctil-visual das amostras, na seqüência,

• textura principal e secundária,

• origem,

• cor.

• número de golpes necessários à cravação de cada 0,15 metro do amostrador ou as penetrações obtidas;

• resultados dos ensaios de avanço de perfuração por lavagem;

• anotações sobre a posição do nível d’água com data, hora e profundidades, e respectiva posição do revestimento;

• nome do operador e vistos do fiscal;

• outras informações colhidas durante a execução da sondagem, se julgadas de interesse.

assim que colhidos os dados.

disposição dos interessados, por um período de 30 dias, a contar da data de apresentação do relatório.

2.3.4.2

As anotações devem ser levadas às folhas de campo

Os relatórios de campo devem ser conservados à

Relatório

Os resultados das sondagens de simples reconhecimento devem ser apresentados em relatórios, numerados, datados e assinados por responsável técnico pelo trabalho perante o Conselho Regional de Engenharia,

Arquitetura e Agronomia - CREA. O relatório deve ser apresentado em formato A4.

Devem constar do relatório:

• nome do interessado;

• local e natureza da obra;

• descrição sumária do método e dos equipamentos empregados na realização das sondagens

• total perfurado, em metros;

• declaração de que foram obedecidas as Normas

Brasileiras relativas ao assunto;

• outras observações e comentários, se julgados importantes;

• referências aos desenhos constantes do relatório.

Anexo ao relatório deve constar desenho contendo:

• planta do local da obra, cotada e amarrada a referências facilmente encontradas e pouco mutáveis (logradouros públicos, acidentes geográficos, marcos topográficos, etc.) de forma a não deixar dúvidas quanto a sua localização;

• nessa planta deve constar a localização das sondagens cotadas e amarradas a elementos fixos e bem definidos no terreno. A planta deve conter, ainda, a posição da referência de nível (RN) tomada para o nivelamento das bocas das sondagens, bem como a descrição sumária do elemento físico tomado como RN.

Os resultados das sondagens devem ser apresentados em desenhos contendo o perfil individual de cada sondagem e/ou seções do subsolo, nos quais devem constar, obrigatoriamente:

• nome da firma executora das sondagens, o nome do interessado, local da obra, indicação do número do trabalho, e os vistos do desenhista e do engenheiro ou geólogo responsável pelo trabalho;

• diâmetro do tubo de revestimento e do amostrador empregados na execução das sondagens;

• número(s) da(s) sondagem(s);

• cota(s) da(s) boca(s) furo(s) de sondagem, com precisão de 10 milímetros;

• linhas horizontais cotadas a cada 5 metros em relação à referência de nível;

• posição das amostras colhidas, devendo ser indicadas as amostras não recuperadas e os detritos colhidos por sedimentação;

• as profundidades, em relação à boca do furo, das transições das camadas e do final das sondagens;

• os índices de resistência à penetração, calculados como sendo a soma do número de golpes necessários à penetração, no solo, dos 30 centímetros finais do amostrador, não ocorrendo a penetração dos 45 centímetros do amostrador, o resultado do ensaio penetrométrico será apresentado na forma de frações

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RÁTICAS DE

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ROJETO ordinárias, contendo no numerador os números de golpes e no denominador as penetrações, em centímetros, obtidas na seqüência do ensaio;

• identificação dos solos amostrados, utilizando a NBR

6502;

• a posição do(s) nível(is) d’água encontrado(s) e a(s) respectiva(s) data(s) de observação(ções). Indicar se houve pressão ou perda d’água durante a perfuração;

• convenção gráfica dos solos que compõem as camadas do subsolo como prescrito na NBR 6502;

• datas de início e término de cada sondagem;

• indicação dos processos de perfuração empregados e respectivos trechos, bem como as posições sucessivas do tubo de revestimento.

As sondagens devem ser desenhadas na escala vertical de 1:100. Somente nos casos de sondagens profundas, e em subsolos muito homogêneos, poderá ser empregada escala mais reduzida.

2.4

Sondagem Mista

Os equipamentos utilizados serão adequados e especiais para a perfuração de furos com até 40,0 m de profundidade, com diâmetro NX, conforme tabela 1.

A Contratada deverá dispor de todos os equipamentos empregados normalmente para execução de sondagens a percussão e rotativas, tais como tripé ou equivalente, hastestubos de revestimento, barriletes amostradores, martelo para cravação do amostrador, bomba d’água, sonda rotativa, motor a combustão interna ou elétrico, retentor de testemunho e demais equipamentos e acessórios necessários à execução destas sondagens.

Em terreno alagado ou coberto por lâmina d’água de grande espessura, a sondagem será realizada a partir de plataforma flutuante fortemente ancorada, totalmente assoalhada, que cubra no mínimo a área delimitada pelos pontos de apoio do tripé.

Empregar-se-ão todos os recursos da sondagem rotativa, tais como perfuração cuidadosa, manobras curtas, coroas e barriletes especiais, lama bentonítica e outros, de maneira a assegurar boa recuperação de todos os materiais atravessados. A redução do diâmetro do furo só poderá ser estabelecida por comprovada necessidade técnica.

Os diâmetros dos equipamentos utilizados obedecerão à seguinte tabela (Tabela1):

Código

EX

AX

BX

NX

HX

Diâmetros Aproximados (mm)

Furo

38

48

60

76

100

Testemunho

21

30

42

55

76

A perfuração será iniciada após a ancoragem da sonda no solo, de maneira a minimizar suas vibrações e impedir seu deslocamento durante a execução da sondagem.

Para o avanço da sondagem no trecho em solo será empregado processo rotativo executando-se, entretanto, a cada metro, ensaios de penetração (SPT). O avanço do barrilete e a coroa da sonda rotativa será a seco, quando acima do nível d’água, e com circulação d’água, abaixo dele.

As coroas para perfuração do(s) trecho(s) em rocha serão diamantadas e os barriletes do tipo duplo livre giratório, sem circulação de água pelos testemunhos, nos diâmetros

NX e BX.

Sempre que voltar a ocorrer, em qualquer profundidade, um mínimo de 0,50 m de material mole ou incoerente, será executado de imediato um ensaio de penetração SPT, seguido de outros a intervalos de 1 m, até serem atingidos os critérios de impenetrabilidade, tendo-se o cuidado de coletar uma

“amostra íntegra” deste material, dentro dos critérios estabelecidos.

2.4.1 Critérios de Paralisação

A paralisação e conseqüente conclusão da sondagem será procedida de acordo com o seguinte critério:

• quando durante o processo da perfuração ocorrer 5 m consecutivos de rocha sã com recuperação mínima de 90%;

• por solicitação da Fiscalização.

2.4.2 Amostragem de Solo

Todas as vezes que, nas perfurações programadas, for encontrado solo ou material incoerente, serão feitas medidas de resistência à penetração (SPT), retirando-se cuidadosamente uma amostra “íntegra” (cerca de 100 mm) a cada metro, de modo a preservar as características estruturais e litológicas do material, possibilitando correta classificação e respectiva correlação. Esta amostra deverá ser representativa e sua coleta poderá ser feita com o próprio amostrador (SPT) ou através do barrilete amostrador a seco ou utilizando o mínimo de água, de modo a não desagregar a amostra.

Cuidados especiais serão tomados, para que não se amostre material de “bucha”.

As amostras assim coletadas serão imediatamente acondicionadas em recipientes de vidro ou plástico rígido

(“copinho”) com tampa hermética, mantendo-se intactos os cilindros de solos obtidos (não amolgar dentro dos copos).

Se ocorrer mudança de material no intervalo de 1 m de perfuração, serão coletadas tantas amostras quantos forem os diferentes tipos de materiais encontrados.

Esta amostra será identificada por duas etiquetas em papel-cartão, uma interna e outra colada na parte externa do recipiente, com os seguintes dados:

• nome da obra;

• nome do local;

• número da sondagem;

• número da amostra;

• profundidade da amostra;

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RÁTICAS DE

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ROJETO

• número de golpes e penetração do ensaio; data; operador.

As amostras (“copinho”) serão acondicionadas em caixas de madeira , apropriadas para transporte. Nas caixas serão anotados, com tinta indelével, os seguintes dados:

• número do furo;

• nome da obra;

• local;

• número da caixa e número de caixas do furo.

Na tampa e num dos lados menores da caixa, serão anotados com tinta indelével, os seguintes dados:

• número do furo;

• nome da obra;

• local;

• número da caixa e o número de caixas do furo.

As caixas de amostras deverão permanecer guardadas

à sombra, em local apropriado.

2.4.3 Amostragem de Rocha

A amostragem será contínua e total, mesmo das intercalações de materiais moles, incoerentes ou muito fraturados. Os testemunhos não deverão apresentar-se excessivamente fraturados ou roletados pela ação mecânica do equipamento de sondagem, exceto quando se tratar de rochas estratificadas ou xistosas.

Todos os cuidados serão tomados, de modo que a recuperação dos testemunhos não seja inferior a 90% por manobra, salvo quando este nível for considerado impossível durante a execução.

As operações de retirada das amostras do barrilete e de seu condicionamento nas caixas serão feitas cuidadosamente, de maneira a serem mantidas as posições relativas dos testemunhos coletados.

As amostras serão acondicionadas em caixas de madeira padrão. No caso de amostras de diversos diâmetros numa mesma caixa, serão colocados calços no fundo e nas laterais das divisões das caixas de maneira a garantir sua imobilidade durante o manuseio. As caixas serão providas de tampa com dobradiças.

Os testemunhos serão colocados nas caixas após cada manobra, iniciando-se pela canaleta adjacente às dobradiças, com a parte superior da manobra junto ao seu lado esquerdo.

As amostras das manobras subseqüentes serão colocadas na caixa, sempre observando a seqüência de profundidade das amostras e o andamento da esquerda para a direita e da dobradiça para fora.

As amostras de cada manobra serão isoladas transversalmente nas canaletas das caixas por um taco de madeira, fixado de imediato. Neste taco será anotada a profundidade da amostra, com tinta indelével.

No taco que isola a última manobra do furo constará, além da profundidade final do furo, a palavra “FIM”.

No caso de ser empregado, num determinado intervalo, o avanço da sondagem pelo processo a percussão, as amostras assim coletadas serão acondicionadas nas mesmas caixas das amostras de rotação, segundo a seqüência de sua obtenção.

Durante a realização das sondagens, as caixas com testemunhos serão armazenadas junto às sondas em local protegido contra intempéries. Ao término da sondagem, as tampas das caixas de amostras serão fixadas com parafusos e levadas até o local apropriado ou indicado pela Fiscalização.

2.4.4 Apresentação dos Resultados

Os resultados preliminares de cada sondagem serão apresentados, para uma primeira análise, em boletim, onde constem basicamente:

• nome da obra e interessado;

• identificação e localização do furo;

• inclinação do furo;

• diâmetro da sondagem e tipo de barrilete utilizado;

• tipo e número da coroa utilizada;

• cota da boca do furo;

• data de execução;

• nome do sondador e da Contratada;

• tabela com observações de nível d’água como: data, hora, leitura, profundidade do furo, anomalias detectadas, profundidade de água, instalação de obturador com sua cota e outras;

• posição final do revestimento;

• resultados dos ensaios de penetração, com o número de golpes e avanço, em centímetros, para cada terço de penetração do amostrador;

• resultados dos ensaios de lavagem por tempo, indicando intervalo ensaiado, avanço em centímetros e tempo de operação da peça de lavagem;

• número de peças de testemunhos por metro, segundo trechos de mesmo padrão de fraturamento;

• recuperação dos testemunhos em porcentagem, por manobra.

No caso de não ter sido atingido o nível da água, deverá constar no boletim “furo seco”.

Os resultados finais de cada sondagem mista serão apresentados na forma de perfis individuais na escala 1:100, onde constem todos os dados solicitados, tal como classificação geológica (grau de alterabilidade e fraturamento) e geotécnica dos materiais atravessados, efetuada por geólogo ou engenheiro experiente.

O número de peças e a recuperação dos testemunhos deverão constar de gráficos, com suas variações em profundidade.

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RÁTICAS DE

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ROJETO

Com o relatório final serão entregues os seguintes documentos:

• texto explicativo com critérios de descrição das amostras, correlações e interpretações adotadas nos testes executados, bem como outras informações de interesse e, bem assim, o nome e a assinatura do responsável pela

Contratada;

• planta de localização das sondagens ou, na falta desta, esboço com distâncias aproximadas e as amarrações possíveis.

2.5

Ensaios de Campo

2.5.1 Ensaio de Penetração

O ensaio de penetração de acordo com o método SPT será executado, a cada metro, a partir de 1 m de profundidade de sondagem.

As dimensões e detalhes construtivos do penetrômetro SPT deverão estar rigorosamente de acordo com o indicado. Não será admitido o ensaio penetrométrico sem a válvula de bóia, especialmente em terrenos não coesivos ou abaixo do nível d’água.

O fundo do furo deverá apresentar-se satisfatoriamente limpo. Caso se observem desmoronamentos da parede do furo, o tubo de revestimento será cravado de tal modo que sua boca inferior nunca fique abaixo da cota do ensaio penetrométrico. Nos casos em que, mesmo com o revestimento cravado, ocorrer fluxo de material para o furo, o nível d’água no furo será mantido acima do nível d’água do terreno por adição de água. Nestes casos, a operação de retirada do equipamento de perfuração será feita lentamente.

O ensaio de penetração consistirá na cravação do barrilete amostrador, através do impacto, sobre a composição do hasteamento de um martelo de 65 kg caindo livremente de uma altura de 75 cm.

O martelo para cravação do amostrador será erguido manualmente, com auxílio de uma corda e polia fixada no tripé.

É vedado o emprego de cabo de aço para erguer o martelo. A queda do martelo dar-se-á verticalmente sobre a composição, com a menor dissipação de energia possível. O martelo deverá possuir uma haste guia onde estará claramente assinalada a altura de 75 cm.

O barrilete será apoiado suavemente no fundo do furo, assegurando-se que sua extremidade se encontre na cota desejada e que as conexões entre as hastes estejam firmes e retilíneas. A ponteira do amostrador não poderá estar fraturada ou amassada.

Colocado o barrilete no fundo do furo, serão assinaladas com giz, na porção de haste que permanece fora do revestimento, três trechos de 15 cm cada um, referenciados a um ponto fixo no terreno. A seguir, o martelo será suavemente apoiado sobre a composição de hastes, anotando-se a eventual penetração observada.

Não tendo ocorrido penetração igual ou maior do que

45 cm no procedimento acima, iniciar-se-á a cravação do barrilete através da queda do martelo. Cada queda do martelo corresponderá a um golpe e serão aplicados tantos golpes quantos forem necessários à cravação de 45 cm do amostrador. Serão anotados o número de golpes e a penetração em centímetros, para a cravação de cada terço do barrilete, ou o número de golpes e a penetração respectiva.

O valor da resistência à penetração consistirá no número de golpes necessários à cravação dos 30 cm finais do barrilete.

A cravação do barrilete será interrompida quando se obtiver penetração inferior a 5 cm durante 10 golpes consecutivos, não se computando os cinco primeiros golpes do teste. O número máximo de golpes num mesmo ensaio será de 50. Nestas condições, o terreno será considerado impenetrável ao SPT.

Atingidas as condições acima definidas os ensaios de penetração serão suspensos, sendo reiniciados quando, em qualquer profundidade, voltar a ocorrer material suscetível de ser submetido a este tipo de ensaio, no caso da sondagem prosseguir pelo processo rotativo.

2.5.2 Ensaios de Lavagem por Tempo

Consiste na aplicação do processo definido em sondagens mistas por trinta minutos, anotando-se os avanços obtidos a cada período de dez minutos.

Quando forem obtidos avanços inferiores a 5 cm por período, em três períodos consecutivos de dez minutos, o material será considerado impenetrável à lavagem.

Na profundidade, onde a penetração for inferior a 5 cm durante 10 golpes consecutivos, não se computando os cinco primeiros golpes do teste, recomenda-se a execução de dois pares de ensaios SPT e lavagem por tempo, em níveis consecutivos do terreno, de forma a permitir uma correlação entre os valores de resistência à penetração e à lavagem por tempo para as condições do terreno e do equipamento de lavagem empregado.

2.5.3 Ensaios de Infiltração

O equipamento necessário à sua execução constará de:

• bomba de água com capacidade mínima de 40 litros por minuto;

• hidrômetro, em boas condições, com divisões de escala em litros, testado no início de cada furo e sempre que houver suspeita de mau fornecimento. (Não deverá apresentar desvio superior a 10% do valor real na faixa de vazão entre 10 e 40 L/min). É vedado o uso de curvas de calibração;

• tambor graduado em litros com capacidade de aproximadamente 200 litros;

• provetas ou latas graduadas a cada 50 centímetros cúbicos, com capacidade mínima de 1 litro;

• funil com rosca para acoplamento no revestimento, com redução mínima de 2,5 centímetros e diâmetro maior de, no mínimo, 20 centímetros;

• escarificador constituído por uma haste decimétrica de madeira com pregos sem cabeça semi-cravados.

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RÁTICAS DE

P

ROJETO

Quando a nível da coluna d’água é mantido constante durante todo o tempo da absorção d’água o ensaio é denominado ensaio de infiltração a nível constante; quando a coluna d’água varia ao longo do tempo de medida o ensaio

é chamado de ensaio de infiltração a nível variável.

A execução de ensaios de infiltração e penetração num mesmo furo será limitada ao trecho abaixo do nível d’água ou onde avanço da sondagem for feito pelo método de lavagem. Ensaios de infiltração acima destes limites serão feitos em um novo furo, deslocado de 3 m em relação ao primeiro.

A parede do furo no horizonte do solo a ser ensaiado será desobstruída por raspagem com o escarificador. O revestimento será estendido até um mínimo de 0,8 m acima do nível do terreno e enchido com água até sua boca.

Será executado o ensaio de infiltração a nível variável quando a carga hidráulica no trecho ensaiado for superior a

0,2 kg/cm

2

(2 m) e quando a velocidade de rebaixamento de

água no tubo de revestimento for inferior a 10 cm/min.

O ensaio a nível variável será feito através da medida do nível d’água dentro do revestimento, a cada minuto, durante 10 minutos, após a manutenção do tubo de revestimento cheio d’água até a boca, durante 10 minutos, no mínimo.

O ensaio a nível constante consiste na medida da absorção d’água estabilizada, a cada minuto, durante 10 minutos.

Entende-se que as leituras de absorção d’água estão estabilizadas quando:

• não for observada uma variação progressiva nos valores lidos;

• a diferença entre leituras isoladas e seu valor médio não superar 20%.

As medidas de absorção d’água no ensaio a nível constante serão feitas com hidrômetro acoplado à canalização da bomba quando forem superiores a aproximadamente 10 L/min; com proveta graduada quando forem inferiores a aproximadamente 1 L/min; e com tambor graduado nos casos intermediários

2.5.4 Ensaios de Placa.

Os ensaios de placa tem por finalidade a determinação do coeficiente de recalque ou módulo de reação ou módulo de Westergaard de solos ou camadas de pavimentos.

Para a execução dos ensaios de placa deverão ser consultadas as seguintes normas:

- DNER - Manual de Pavimentos Rígidos - Volume- 2 ;

- ASTM d-1196-64 - Standard Method for Non Repetitive

Static Pile Load Tests of Soils and Flexible Pavements

Components for Use in Evaluation and Design of Airport and Highway Pavements ( Reapproved 1977 )

2.6

Ensaios de Laboratório

2.6.1 Umidade Natural

Será determinada na estufa, em amostras deformadas, no caso de não estarem alteradas pela água de lavagem; e em amostras indeformadas. Ambas, especialmente acondicionadas para não perderem umidade.

2.6.2 Densidade Natural

A densidade natural, ou peso específico aparente natural, será determinada em amostras indeformadas, na umidade natural, pelo método da balança hidrostática.

2.6.3 Análise Granulométrica

A análise granulométrica por peneiramento será executada de acordo com os métodos NBR 6508 e NBR 7181.

2.6.4 Densidade Real dos Grãos

Será determinada pelo método NBR 6508.

2.6.5 Limites de Liquidez e Plasticidade ou Limites de

Atterberg

Serão executados com amostra natural, sem nunca ter sido submetida à secagem prévia. Os grãos maiores que a peneira n° 10 serão retirados manualmente.

Os ensaios serão executados de acordo com os procedimentos e recomendações do capítulo II da publicação

“Soil Testing for Engineers”, T.W. Lambe.

2.6.6 Ensaio de Permeabilidade

Será executado em amostras indeformadas e de acordo com os procedimentos contidos no capítulo VI do “Soil

Testing for Engineers”, T.W. Lambe.

2.6.7 Ensaio de Adensamento

Será executado em amostra indeformada, de acordo com o capítulo IX do “Soil Testing for Engineers”, de T.W.

Lambe.

2.6.8 Ensaio de Compressão Simples

Será executado de acordo com o capítulo XII do “Soil

Testing for Engineers”, de T.W. Lambe.

2.6.9 Ensaio de Cisalhamento Direto

Será realizado de acordo com o capítulo X do “Soil

Testing for Engineers”, de T.W. Lambe.

2.6.10 Ensaios de Compressão Triaxial

Dependendo do tipo de solicitação a que o solo estará submetido, as amostras serão ensaiadas num dos seguintes tipos de ensaio de compressão triaxial:

• ensaio triaxial adensado não drenado;

• ensaio triaxial adensado drenado;

• ensaio triaxial com s

1

constante e s

3

decrescente;

• ensaio triaxial sem deformação lateral.

Para a execução dos ensaio triaxiais o laboratório deverá dispor de equipamentos e células triaxiais Wykeham

Farrance, Geonor ou similar.

100 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

O procedimento para a execução e apresentação dos resultados obedecerão aos métodos recomendados no “The

Triaxial Test”, de Bishop e Henkel.

2.6.11 Ensaio de Compactação

Será executado de acordo com os métodos DNER-DPT-

M47-64 e DPT-M48-64.

O ensaio em solos finos será feito a partir da amostra natural, sem secagem prévia, não passando o material na peneira de 4,76 mm.

2.6.12 Índice de Suporte Califórnia de Solos

Utilizando amostras não trabalhadas será executado de acordo com o método DNER-DPT-M49-64.

2.6.13 Equivalente de Areia

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M54-63.

2.6.14 Massa Específica Aparente do Solo “In Situ” com

Emprego do Frasco de Areia

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M92-64.

2.6.15 Determinação da Umidade pelo Método Expedito

“Speedy”

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M52-64.

2.6.16 Abrasão Los Angeles

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M35-64.

2.6.17 Durabilidade do Agregado “Soundness Test”

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M-89-64.

2.6.18 Adesividade de Agregado Graúdo e Ligante

Betuminoso

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M78-63.

2.6.19 Dosagem de Misturas Betuminosas pelo Método

Marshall

M43-64

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

2.6.20 Densidade de Misturas Betuminosas

Será executado de acordo com o método DNER-DPT-

M16-64.

2.6.21 Porcentagem de Betume em Misturas

Betuminosas

Será executado de acordo com o método DNER-

DPT-M53-63.

2.6.22 Dosagem de Misturas Estabilizadas

Granulometricamente

M-72.

Será executado de acordo com o método DER-SP-

2.6.23 Dosagem de Solo cimento pelo Processo de

Resistência à Compressão

Será executado de acordo com o método DER-SP-

M-62-65.

2.7

Convenções

Deverão ser adotadas as convenções para sondagens e mapeamento geológico, conforme Anexo 2.

3.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

A execução de Serviços Geotécnicos deverá atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6457 - Preparação de Amostras de Solo para

Ensaio Normal de Compactação e Ensaio de Caracterização

- Método de Ensaio

NBR 6458 - Determinação da Absorção e das Massas

Específicas Aparentes dos Grãos de Pedregulhos

Retidos na Peneira de 4,8 mm - Método de Ensaio

NBR 6459 - Determinação do Limite de Liquidez dos Solos - Método de Ensaio

NBR 6484 - Execução de Sondagens de Simples

Reconhecimento de Solos - Procedimento

NBR 6502 - Rochas e Solos - Terminologia

NBR 6508 - Determinação da Massa Específica de

Grãos do Solo - Método de Ensaio

NBR 7180 - Determinação do Limite de Plasticidade dos Solos - Método de Ensaio

NBR 7181 - Análise Granulométrica de Solos -

Método de Ensaio

NBR 7182 - Ensaio Normal de Compactação de Solos

- Método de Ensaio

NBR 7183 - Determinação do Limite e Relação de

Contração de Solos - Método de Ensaio

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico

Normas e Métodos de Ensaios do DNER;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

101 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de Serviços Geotécnicos.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos Serviços

Geotécnicos necessários à elaboração do projeto da edificação, deverá ser elaborada uma planta com a representação do terreno de implantação, contendo a localização das sondagens a serem executadas. As sondagens deverão ser numeradas, obedecendo-se a uma seqüência numérica crescente e contínua.

Quando for recomendado o aproveitamento de serviços já executados e disponíveis, estabelecer diretrizes para este aproveitamento.

As especificações dos Serviços Geotécnicos deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Sondagens

2.1.1 Sondagens a Trado

- número da sondagem;

- profundidade a ser atingida;

- número de amostras a serem coletadas;

- quantidade de cada amostra;

- acondicionamento das amostras;

- identificação das amostras;

- transporte e armazenamento;

- destino das amostras.

2.1.2 Poços de Inspeção

- equipamentos;

- número da sondagem;

- diâmetro ou seção do poço;

- profundidade a ser atingida;

- número de amostras deformadas;

- número de blocos indeformados;

- profundidade das amostragens;

- quantidade de cada amostra;

- dimensões do bloco indeformado;

- acondicionamento das amostras;

- identificação das amostras;

- transporte e armazenamento;

- destino das amostras.

2.1.3 Sondagens a Percussão

- equipamentos;

- número da sondagem;

- diâmetro ou diâmetros da sondagem;

- profundidade a ser atingida;

- critérios de paralisação;

- número de amostras;

- acondicionamento das amostras;

- identificação das amostras;

- transporte e armazenamento;

- destino das amostras.

2.1.4 Sondagens Mistas

- equipamentos;

- número da sondagem;

- diâmetro ou diâmetros da sondagem;

- profundidade a ser atingida;

- critérios de paralisação;

- número de amostras;

- acondicionamento das amostras;

- identificação das amostras;

- transporte e armazenamento;

- destino das amostras.

2.2

Ensaios de Campo

2.2.1 S.P.T. (“Standard Penetration Test”)

- tipo de amostrador e suas características;

- espaçamento ou intervalo entre os ensaios;

- quando executar;

- peso do martelo;

- altura de queda;

- critérios de impenetrabilidade.

2.2.2 Ensaios de Lavagem por Tempo

- equipamento;

- condições a executar;

- como será executado - critérios.

2.2.3 Ensaios de Infiltração

- equipamentos necessários;

- quando executar;

102 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

- como executar - critérios;

- tipo do ensaio (com carga variável ou carga constante).

2.2.4 Ensaio de Palheta “Vane Test”

- equipamento;

- trechos a ensaiar - critérios.

2.2.5 Prova de Carga

- tipo da prova;

- dimensões da placa;

- tipo de carregamento.

2.3

Ensaios de Laboratório

- equipamento;

- tipo de ensaio;

- método de ensaio.

103 / 1

A

NEXO

2

C

ONVENÇÕES

G

RÁFICAS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

104 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

105 / 1

106 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

OLOS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

107 / 1

R

OCHAS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

108 /1

R

OCHAS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

109 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

3

A

MOSTRADOR

P

ADRÃO

SPT

(

φφφφφ

e = 50,40 (2”);

φφφφφ

i = 34,93 (1 3/8”))

110 /1

A

NEXO

4

C

AIXA DE

T

ESTEMUNHOS

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

MEDIDAS DAS CAIXAS a

≥ b = cel.

Hx

78

275

3

Nx

56

275

4

Bx

43

275

5

Ax

34

275

6

Ex

27

275

7

NOTAS:

- LATERAL COM TINTA BRANCA;

- LETRAS COM TINTA VERMELHA;

- MEDIDAS EM mm;

- CAIXA FEITA COM MADEIRA APLAINADA.

111 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

ERVIÇOS

P

RELIMINARES

D

EMOLIÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

3.4

Conhecer o tipo de material empregado na edificação a ser demolida, identificando os principais componentes estruturais.

3.5

Conhecer os elementos a ser preservados na demolição, devido a seu valor histórico ou econômico.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Demolição.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Projeto de Demolição

Conjunto de elementos gráficos que visa definir e disciplinar os métodos e a seqüência de operações executivas a serem aplicadas na demolição total ou parcial de uma edificação, bem como os reforços e proteções de instalações ou edificações vizinhas ou partes remanescentes da edificação.

2.4

Implosão

Demolição realizada através de uma seqüência de explosões combinadas, de modo a convergir os destroços da edificação para a área central de sua implantação.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

4.1

Selecionar os métodos de demolição da edificação considerando, além dos demais fatores, o valor dos componentes a serem preservados oureaproveitados.

4.2

Planejar a seqüência da demolição de forma a não haver riscos ao pessoal envolvido nos serviços de demolição ou causar danos às edificações vizinhas ou à parte remanescente da edificação.

4.3

Prever sistemas especiais de proteção das edificações vizinhas ou parte remanescente da edificação e das redes de distribuição de utilidades, subterrâneas ou aéreas.

4.4

Prever sistemas de segurança para o pessoal em trabalho, bem como para os pedestres e veículos em trânsito na divisa da área.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

2.2

Demolição Convencional

Demolição executada com equipamentos manuais ou mecânicos.

2.3

Demolição com Explosivos

Demolição executada com emprego de explosivos.

3.1

Conhecer a localização da edificação a ser demolida em relação às edificações vizinhas.

3.2

Verificar o tipo e a utilização das edificações vizinhas.

3.3

Obter informações sobre a localização de redes de serviços públicos, como água, eletricidade, gás, telefonia e outras.

5.1

Estudo Preliminar

Consiste no estudo de viabilidade técnica e econômica da demolição, comparando as diversas soluções alternativas.

Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança e outros fatores específicos.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à execução da demolição, em atendimento às normas e ao Caderno de Encargos, obedecidas as diretrizes de redução de eventual impacto ambiental.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas ou esquemas da edificação, em escala adequada, com indicação das partes a serem demolidas, protegidas e preservadas.

• relatório justificativo, contendo os estudos comparativos entre os diversos métodos de demolição aplicáveis à edificação, de conformidade com a Prática Geral de Projeto.

112 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, inclusive definição áreas a serem protegidas e preservadas, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o

Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da demolição, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas ou esquemas da edificação, em escala adequada, com indicação das áreas a serem protegidas e preservadas, inclusive edificações e instalações vizinhas;

• desenhos do método de demolição, com indicação da seqüência de operações e da proteção das partes da edificação a serem conservadas ou das edificações vizinhas;

• quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos;

• orçamento detalhado da demolição, baseado em quantitativos de materiais e serviços;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções de demolição da edificação. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes necessários à perfeita execução da demolição.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas ou esquemas da edificação, conforme o Projeto

Básico, com indicação precisa das áreas a serem protegidas e preservadas, inclusive edificações e instalações vizinhas;

• desenhos de detalhes do método de demolição, com indicação da seqüência de operações e detalhes de proteção das partes da edificação a serem conservadas ou das edificações vizinhas;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, que contenha, se for o caso, a localização e o cálculo das quantidades de explosivos necessários à demolição, bem como dos volumes dos materiais a serem removidos e distâncias de transporte pertinentes ao projeto de demolição.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Demolição deverão também atender

às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR-5682 - Contratação, Execução e Supervisão de

Demolições - Procedimento

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

113 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Demolição.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Demolição Convencional

- local;

- interferências existentes e materiais reaproveitáveis;

- proteções necessárias;

- método adotado;

- seqüência executiva;

- equipamentos;

- transporte e destino dos materiais provenientes da demolição;

- limpeza final da área.

2.2

Demolição com Explosivos

- local;

- interferências existentes e materiais reaproveitáveis;

- proteções e reforços necessários;

- preparação da edificação;

- seqüência executiva;

- materiais e equipamentos;

- transporte e destino dos materiais provenientes da demolição;

- limpeza final da área.

114 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

ERVIÇOS

P

RELIMINARES

T

ERRAPLENAGEM

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Terraplenagem.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.7

Fundação de Aterro

Terreno sobre o qual serão executadas as operações de aterro.

2.8

Serviços Preliminares ou Preparo do Terreno

Operações de desmatamento, destocamento e limpeza do terreno, destinadas ao preparo para execução das operações de corte ou aterro.

2.9

Empréstimo

Serviço de escavação, em áreas previamente selecionadas, destinado a prover ou complementar o volume necessário à constituição dos aterros por insuficiência do volume dos cortes, por motivos de ordem tecnológica de seleção de materiais ou por razões de ordem econômica.

2.1

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a elaboração de projetos de terraplenagem para a implantação de edificações.

2.2

Projeto de Terraplenagem

Terraplenagem

Conjunto de operações executivas de escavação, transporte, distribuição e compactação de volumes de solo ou material rochoso, a fim de adaptar a conformação natural do terreno às condições de implantação da edificação.

2.10

Operações de Corte

Operações que compreendem:

• escavação dos materiais constituintes do terreno natural até as cotas indicadas no projeto;

• transporte dos materiais escavados para aterros ou botaforas;

• remoção das camadas de má qualidade, para o preparo das fundações de aterros.

2.11

Operações de Aterro

Operações que compreendem:

Descarga, espalhamento, conveniente umedecimento ou aeração e compactação dos materiais oriundos de cortes ou empréstimos, para a construção do corpo e da camada final do aterro.

2.3

Terrapleno

Terreno resultante da terraplenagem.

2.4

Talude

Superfície inclinada do terrapleno, resultante de corte ou aterro.

2.12

Bota-Fora

Local destinado ao depósito de materiais em excesso ou que tecnicamente não atendam às exigências do projeto para uso em aterros.

2.5

Berma (Banqueta)

Alargamento executado em cortes e aterros, para a diminuição da inclinação do talude e implantação de dispositivos de drenagem.

2.6

Compactação

Conjunto de operações de compressão com equipamentos manuais ou mecânicos, destinado a conferir ao solo ou material rochoso um estado mais denso, pela diminuição do índice de vazios, enquadrando-o nas características exigidas no projeto, em termos de grau de compactação, densidade máxima e umidade ótima.

2.13

Classificação de Materiais

Os materiais ocorrentes nos cortes ou nos aterros serão classificados em conformidade com as seguintes definições:

2.13.1 Materiais de 1.

a

Categoria

Compreendem solos em geral, residual ou sedimentar, seixos rolados ou não, com diâmetro máximo inferior a 0,15 metro, qualquer que seja o teor de umidade que apresentem.

2.13.2 Materiais de 2.

a

Categoria

Compreendem os materiais com resistência ao desmonte mecânico inferior à da rocha não alterada, cuja

115 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO remoção se processe por combinação de equipamentos de escarificação pesados, ou eventualmente, o uso de explosivos ou processos manuais adequados.

Estão incluídos nessa classificação os blocos de rocha de volume inferior a 2,00 m 3 ou pedras com diâmetro médio compreendido entre 0,15 e 1,00 metro.

2.13.3 Materiais de 3.

a

Categoria

Compreendem os materiais com resistência ao desmonte mecânico equivalente à da rocha não alterada e blocos de rocha com diâmetro médio superior a 1,00 metro ou de volume igual ou superior a 2,00 m

3

, cuja extração e redução, a fim de possibilitar o carregamento, se processem somente com o emprego contínuo de explosivos.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser observadas as seguintes condições

3.1

Obter os projetos de arquitetura, sistema viário e paisagismo, verificando as diretrizes estabelecidas quanto

às cotas de terraplenagem.

3.2

Conhecer a geologia local, objetivando identificar e classificar os materiais nas diversas categorias existentes, para efeito de escavação e identificação da natureza dos solos disponíveis para eventual empréstimo.

3.3

Obter o levantamento planialtimétrico do local, de forma a permitir o cálculo e a distribuição dos volumes envolvidos na terraplenagem.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser obedecidas as seguintes condições específicas:

4.1

Conhecer em detalhe todo o projeto geométrico, de arquitetura e de paisagismo, definindo as regiões de corte e aterro, bem como as suas alturas.

4.2

Efetuar uma programação adequada de sondagens e ensaios para os estudos de:

• estabilidade de taludes de corte;

• estabilidade de taludes de aterro;

• materiais de empréstimo;

• fundação de aterro.

4.3

Realizar estudos geotécnicos, visando definir as características físicas e resistência dos solos existentes nos cortes e nas áreas de empréstimo, quando necessário, bem como definir as inclinações dos taludes de cortes e aterros e estudar as características físicas de resistência e compressibilidade dos terrenos de fundação dos aterros.

4.4

Desenvolver os estudos de estabilidade de taludes de cortes e aterros, de acordo com teoria da Mecânica dos

Solos, justificando a sua utilização.

4.5

Definir as inclinações de taludes estáveis e as bermas necessárias.

4.6

Desenvolver os estudos das jazidas para materiais de empréstimos.

4.7

Definir os materiais utilizáveis nas obras de terraplenagem.

4.8

Indicar a origem e destino das jazidas relacionadas para utilização na obra.

4.9

No caso de fundação de aterros em solos moles e compressíveis será necessário:

• programar as sondagens e ensaios específicos;

• estudar os recalques ao longo do tempo;

• estudar a estabilidade da fundação do aterro;

• definir a necessidade de bermas de equilíbrio

• estudar, quando necessário, processos para aceleração dos recalques.

4.10

Estudar e propor o tipo de proteção dos taludes de corte e aterro contra os efeitos da erosão.

4.11

Indicar a distribuição dos materiais provenientes de cortes para os aterros projetados.

4.12

Estudar os métodos executivos mais adequados para a execução da terraplenagem.

4.13

Definir os equipamentos adequados para os serviços previstos.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste no estudo de viabilidade técnica e econômica da terraplenagem, comparando as diversas soluções alternativas. Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o

Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de execução e manutenção, recursos disponíveis, segurança e adequação da terraplenagem à implantação da edificação e outros fatores específicos.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à execução da terraplenagem, em atendimento às normas e ao Caderno de Encargos, obedecidas as diretrizes de redução de eventual impacto ambiental.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta geral do terreno, em escala adequada, com a conformação e localização dos cortes e aterros;

• seções transversais indicativas da solução;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, sistema viário, paisagismo e demais projetos.

116 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, inclusive definição de inclinação de taludes de cortes e aterros, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o

Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da terraplenagem, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas gerais do levantamento planialtimétrico do local com a indicação dos serviços de terraplenagem a ser executados;

• seções transversais, em espaçamento compatível com a conformação do terrapleno, com a indicação da inclinação adotada para os taludes e das cotas finais de terraplenagem, preferencialmente em escala 1:50;

• quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos;

• orçamento detalhado da terraplenagem, baseado em quantitativos de materiais e serviços;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, sistema viário, paisagismo e demais projetos.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções de terraplenagem para a implantação da edificação. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução da terraplenagem.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas gerais, conforme Projeto Básico;

• seções transversais, conforme projeto básico, com definição dos tipos de tratamento recomendados, e demais características de cortes e aterros;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, que contenha a distribuição e natureza dos materiais envolvidos, cálculos dos volumes de corte e de aterro e, caso necessário, a localização, caracterização e cálculo dos volumes de empréstimo e bota-fora; planilhas de serviço

(notas de serviço), contendo todas as cotas e distâncias necessárias á execução do movimento de terra envolvido no projeto de terraplenagem.

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Terraplenagem deverão também atender às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Norma de Projeto de Terraplenagem do DNER;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

117 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Terraplenagem.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Cortes

- local;

- equipamentos para execução;

- equipamentos para transporte de material escavado;

- seqüência e operações de execução;

- destino do material escavado;

- conformação, incluindo taludes e bermas;

- sistemas de drenagem (superficial e profunda);

- acabamento dos taludes.

2.2

Aterros

- local;

- tipo e procedência do material;

- equipamentos;

- seqüência e operações de execução;

- espessura das camadas;

- energia de compactação;

- desvio de umidade com relação à umidade ótima na energia especificada;

- grau de compactação;

- CBR mínimo e expansão máxima para os materiais que constituirão o corpo do aterro;

- CBR de projeto e expansão máxima para a camada final de terraplenagem;

- conformação, incluindo taludes e bermas;

- sistemas de drenagem (superficial e profunda);

- acabamento dos taludes.

2.3

Sistemas de Proteção contra Erosão

- local;

- tipo;

- características dos materiais;

- seqüência e operações de execução;

- acabamento.

118 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

S

ERVIÇOS

P

RELIMINARES

R

EBAIXAMENTO DE

L

ENÇOL

F

REÁTICO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de sistemas para Rebaixamento de Lençol Freático.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática , são adotadas as seguintes definições :

2.1

Projeto de Sistema de Rebaixamento de Lençol

Freático

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a instalação de equipamentos para rebaixamento de lençol freático, de modo a permitir a execução de serviços e obras abaixo da superfície do terreno.

2.2.

Trincheira Impermeável

Trincheira contínua preenchida com material impermeável, normalmente executada através de paredesdiafragma, estacas justapostas ou estacas-pranchas.

2.3

Drenagem a Céu Aberto

Sistema de rebaixamento onde a água que entra na escavação é bombeada de canaletas ou trincheiras laterais e poços rasos situados no interior da vala.

2.4

Tubo Drenante

Tubo poroso ou perfurado instalado previamente em valeta central ou lateral à área a ser escavada. O rebaixamento

é realizado através de bombas instaladas na superfície e conectadas às extremidades dos tubos drenantes.

2.5

Drenos Horizontais ou Suborizontais

Tubos perfurados instalados em perfurações previamente abertas nos taludes ou paredes de vala, a fim de captar a água subterrânea em pontos mais afastados da escavação.

2.6

Ponteiras Filtrantes

Tubos perfurados e dotados de filtros, instalados no terreno a pequenas distâncias entre si e ligados a uma central de bombeamento através de um coletor.

2.7

Poços Injetores e Ejetores

Sistema composto por dois tubos concêntricos

(poços ejetores) ou dois tubos paralelos (poços injetores) instalados em pré-furo. Na extremidade inferior do tubo interno (poços ejetores) ou de um dos tubos paralelos (poços injetores) são instalados o bico injetor Venturi e o obturador.

Todo o conjunto é apoiado no topo do filtro, formando um espaço confinado. A sucção da água do lençol é realizada pela sub-pressão obtida através da circulação forçada de

água.

2.8

Poço Profundo

Poço constituído por tubo perfurado, envolto em material filtrante adequado, instalado em pré-furo. O rebaixamento é feito através de bomba conectada ao tubo situado no fundo do poço.

2.9

Dreno Vertical de Areia

Perfuração preenchida com material filtrante adequado, com a finalidade de auxiliar o rebaixamento do lençol freático, interligando extratos permeáveis alternados por extratos impermeáveis.

2.10

“Piping”

Erosão interna ou carreamento de partículas de solo pela percolação de água, causando a formação de microcanais no interior do maciço.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser observadas as seguintes condições

3.1

Integrar o projeto de rebaixamento do lençol freático com os projetos de terraplenagem, arquitetura, fundações e estruturas.

3.2

Conhecer as características geológicas e geotécnicas da região através de pesquisas bibliográficas e dados existentes.

3.3

Completar e detalhar, sempre que necessário, os estudos de geologia regional com observações locais de superfície e com sondagens geotécnicas para a subsuperfície.

3.4

Realizar estudos geotécnicos para permitir o

119 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO conhecimento adequado das características de cada tipo de solo existente e seu respectivo comportamento.

3.5

Conhecer as características hidrogeológicas do local, como tipos, posições e comportamento dos aqüíferos, redes de fluxo, proximidade de rios e lagos, e a existência de obras já executadas que possam alterar as condições naturais de percolação de água.

Deverão ser analisadas também as características físico-químicas da água: pH e temperatura, entre outras.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

• determinação da profundidade da trincheira, considerando as condições de execução e o fluxo da água subterrânea;

• dimensionamento da trincheira sob a ação de empuxos de terra e hidrostáticos;

• eventual estudo de “piping”, no caso de escavação à jusante da trincheira e presença de solos arenosos.

4.8

No caso de utilização de “drenagem a céu aberto” ou de “tubos drenantes”, deverão ser analisados os seguintes

ítens:

• disposição das canaletas, valetas e trincheiras em planta, considerando a interferência com a estrutura de fundação a ser edificada;

• estudo da locação das bombas de sucção e do seu dimensionamento em função da vazão considerada.

4.1

Escolher o método de rebaixamento de lençol d’água, considerando, entre outros fatores, o tipo de obra a ser executada, a geometria e as dimensões da escavação, a localização e a facilidade de acesso à área de trabalho, a proximidade de edifícios ou grandes estruturas e os métodos construtivos da obra.

4.2

Analisar os custos de implantação dos diversos sistemas possíveis em função do prazo da obra. Todos os fatores deverão ser considerados em conjunto, para se chegar a soluções econômicas e seguras , compatíveis com os prazos previstos para a execução dos serviços e obras.

4.3

Ponderar os aspectos de utilização dos materiais, equipamentos e empresas especializadas nos diferentes métodos de controle d’água subterrânea, em função das disponibilidades da região.

4.4

Considerar sempre que necessário, os efeitos negativos causados pelo rebaixamento do lençol freático na estabilidade e integridade das edificações ou estruturas vizinhas, pela introdução de recalques nas fundações.

4.5

Uma vez definido o método de rebaixamento do lençol freático mais adequado, a disposição geométrica dos elementos intervenientes no processo de controle d’água subterrânea deverá ser calculada através de uma das teorias desenvolvidas pela Mecânica dos Solos, de utilização consagrada e de perfeita adaptação à área de execução dos serviços e obras.

4.6

Para obras de grande porte, prever a possibilidade da utilização associada de diferentes processos de rebaixamento do lençol freático.

4.7

No caso de utilização de controle de fluxo de água subterrânea através de trincheiras impermeáveis, deverão ser analisados os seguintes itens:

• definição do método executivo da trincheira e dos materiais a serem empregados na contenção da escavação;

• disposição da trincheira em planta, considerando o acesso dos equipamentos de execução;

4.9

Se adotado o processo de drenos horizontais ou suborizontais deverão ser analisados os seguintes itens:

• disposição geométrica dos drenos;

• determinação da profundidade dos drenos em função da rede de fluxo que se pretende estabelecer no maciço;

• características de proteção do dreno e condições de captação da água infiltrada.

4.10

No caso de utilização de ponteiras filtrantes, poços injetores, ejetores ou poços com bomba submersa, deverão ser analisados os seguintes itens:

• a disposição geométrica em planta e determinação da

• profundidade dos elementos de rebaixamento de lençol freático, considerando a nova posição que se pretende estabelecer para o lençol; dimensionamento dos equipamentos de bombeamento.

4.11

Em todos os processos que utilizam sistemas eletromecânicos de bombeamento, deverá ser dimensionado um sistema de reserva, bem como um gerador de emergência para evitar a interrupção do processo de rebaixamento.

4.12

Deverá também ser realizado o dimensionamento hidráulico de todo o conjunto de tubulações de recebimento de água e o estudo de como e para onde dirigir a água captada do subsolo.

4.13

A determinação dos parâmetros das diferentes camadas do solo, principalmente dos coeficientes de permeabilidade, deverá ser adequadamente justificada, quer através de ensaios específicos, quer através de correlações consagradas pela Mecânica dos Solos.

4.14

Quando necessário, em função da dimensão da obra, deverá ser prevista a implantação de indicadores de nível e piezômetros, para aferição da posição do lençol freático durante a execução dos serviços e obras.

120 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na análise de dados geológicos, geotécnicos e hidrogeológicos da área e estudo de viabilidade técnica e econômica do rebaixamento de lençol freático, comparando as diversas soluções alternativas. A concepção eleita deverá resultar do cotejo de alternativas de solução, adotando-se a mais vantajosa para a edificação, considerando parâmetros técnicos, econômicos e ambientais.

Este estudo poderá eventualmente , conduzir à necessidade de investigação geotécnica complementar, para a definição do sistema.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à implantação da edificação, em atendimento ao

Caderno de Encargos, normas e condições da legislação.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenho esquemático da solução a ser adotada, com indicação das características principais do sistema;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto, incluindo o eventual programa de investigações geotécnicas adicionais.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, fundações , terraplenagem e demais projetos.

• quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos;

• orçamento detalhado do rebaixamento de lençol freático, baseado em quantitativos de materiais e serviços;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de Arquitetura, Fundações, Terraplenagem e demais projetos.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções de rebaixamento de lençol freático para a implantação da edificação. Conterá de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução do rebaixamento de lençol freático.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de locação, conforme Projeto Básico, com ampliações, cortes e detalhes de todos os dispositivos do sistema;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de maneira a estar perfeitamente harmonizados.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, baseada, eventualmente, no resultado de estudos e pesquisas programadas na etapa anterior, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução do rebaixamento do lençol freático, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de locação dos componentes do sistema , com indicação da localização da casa de bombas, vazões e diâmetros das canalizações, cotas e detalhes dos demais elementos;

Os projetos de rebaixamento de lençol freático deverão atender também as seguintes Normas e Práticas

Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6122 - Projeto e Execução de Fundações -

Procedimento

NBR 6484 - Execução de Sondagens de Simples

Reconhecimento de Solos

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

121 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Rebaixamento de Lençol Freático.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Sistema de Controle de Fluxo de Água

Subterrânea Através de Trincheiras Impermeáveis.

2.1.1 Paredes-Diafragma

- local;

- metodologia de escavação;

- características físico-químicas dos materiais a serem empregados na contenção da escavação;

- sequência executiva dos painéis;

- outros.

2.1.2 Estacas Justapostas ou Estacas-Pranchas

- local;

- sequência executiva;

- sequência de cravação dos elementos;

- critérios de “nega” e paralisação da cravação;

- outros.

2.2

Sistema de Rebaixamento do Lençol Freático através de Drenagem a Céu Aberto ou através de Tubos

Drenantes

- local;

- tipo, capacidade e altura manométrica das bombas de sucção;

- características das tubulações empregadas;

- características dos materiais empregados no preenchimento de canaletas, trincheiras laterais ou valetas;

- critérios para ligação ou acionamento do sistema;

- metodologia executiva e características do equipamento eventual para a escavação de canaletas, trincheiras laterais ou valetas.

2.3

Sistema de Rebaixamento através de Ponteiras

Filtrantes

- local;

- metodologia de execução;

- equipamento;

- características das tubulações empregadas;

- tipo e características do sistema a vácuo empregado e limitação do número de ponteiras por sistema.

2.4

Sistema de Rebaixamento através de Poços

Injetores/Ejetores ou Poços Profundos com Bomba

Submersa

- local;

- metodologia executiva;

- equipamento;

- características físico-químicas dos materiais empregados para garantir a estabilidade da perfuração;

- características das tubulações empregadas;

- características dos materiais de filtro;

- características das bombas e motores empregados;

- critérios para ligação ou acionamento do sistema;

- critérios para desativação do sistema.

2.5

Sistema de Rebaixamento através de Drenos

Horizontais ou Suborizontais

- local;

- metodologia executiva;

- materiais empregados;

- equipamentos;

- características dos tubos;

- diâmetro dos furos, tipo de tela.

2.6

Sistema de Controle do Fluxo de Água

Subterrânea, através de Drenos Verticais de Areia

- local;

- metodologia executiva;

- características do material de preenchimento;

- diâmetros;

- equipamentos.

2.7

Indicadores do Nível de Água ou Piezômetros

- local;

- metodologia executiva;

- materiais empregados;

- diâmetros;

- equipamentos;

- programação das leituras.

2.8

Sistemas de Geradores de Emergência

- local;

- potência global requerida.

122 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

F

UNDAÇÕES E

E

STRUTURAS

F

UNDAÇÕES

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação necessidade de armação. Pode ter as faces verticais, inclinadas ou escalonadas.

2.7

Sapata Associada

Elemento de fundação rasa, comum a vários pilares ou carregamentos distribuídos, cujos centros, em planta, não estão situados no mesmo alinhamento.

2.8

Viga de Fundação

Elemento de fundação rasa, comum a vários pilares, cujo centro, em planta, está situado no mesmo alinhamento de dois ou mais pilares contíguos. Além das funções particulares indicadas nas três definições a seguir apresentadas, tem a finalidade de limitar os comprimentos de flambagem.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Fundações.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Projeto de Fundação

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a elaboração de projetos de fundações de edificações.

2.2

Fundação

Sistema estrutural que transmite ao terreno as cargas da estrutura da edificação.

2.3

superficiais do terreno através de sapatas, blocos, “radier” e vigas de fundação.

2.4

2.5

2.6

Fundação Direta (Rasa, em Superfície ou

Superficial)

Fundação em que a carga é transmitida às camadas

Fundação Profunda

Fundação em que a carga é transmitida às camadas profundas do terreno através de estacas e tubulões.

Sapata

Elemento de fundação rasa, dimensionado de modo a que as tensões de tração nele produzidas requerem o emprego de armação. Sua espessura pode ser constante ou variável.

Bloco

Elemento de fundação rasa, dimensionado de modo a que as tensões de tração nele produzidas podem ser resistidas pelo material de composição (concreto ou alvenaria), sem a

2.9

Viga Alavanca

Viga de fundação, cuja função principal é absorver os esforços provenientes de excentricidade da carga do pilar em relação ao bloco ou sapata.

2.10

Viga de Travamento

Viga de fundação, cuja função principal é repartir os esforços horizontais atuantes entre vários elementos vizinhos de fundação.

2.11

Viga de Rigidez

Viga de fundação, cuja função principal é absorver recalques diferenciais, promovendo um aumento da rigidez do conjunto de fundação.

2.12

“Radier”

Elemento de fundação rasa, constituído de uma sapata associada que abrange todos os pilares da obra.

2.13

Bloco de Coroamento

Elemento de fundação profunda que transmite as cargas da estrutura para as estacas ou tubulões.

2.14

Estaca

Elemento estrutural de fundação profunda, implantado por cravação ou perfuração, que tem a função de transmitir as cargas da estrutura ao solo, seja pela resistência em sua extremidade inferior (resistência de ponta), seja pela resistência ao longo de sua superfície lateral (resistência por atrito), ou pela combinação de ambos os efeitos. As estacas podem ser constituídas por um único material ou pela combinação de dois materiais quaisquer (metal, madeira ou concreto), sendo neste último caso denominada estaca mista.

123 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.15

Tubulão

Elemento estrutural de fundação profunda, implantado por abertura e concretagem de um poço no terreno, ou fazendo descer por escavação interna ou cravação com equipamento, um tubo (camisa) geralmente de concreto armado ou de aço, que posteriormente é preenchido, parcial ou totalmente, de concreto simples ou armado.

2.16

Recalque Total

Deslocamento vertical sofrido pela parte superior

(topo) das fundações, em relação a um nível de referência criterioso e indeslocável. Normalmente as medidas de recalque total são tomadas do centro geométrico da fundação ou da face dos pilares.

2.17

Recalque Diferencial

Diferença entre os recalques totais sofridos por dois pontos quaisquer das fundações do edifício.

2.18

Distorção Angular ou Recalque Diferencial

Específico

Quociente entre o recalque diferencial e a distância entre os pontos para os quais se definiu este recalque.

3.3

Redução de Cargas

Será vedada qualquer redução de cargas em decorrência de efeito de subpressão.

3.4

Majoração das Taxas no Terreno

Quando considerada a combinação de carga que engloba o efeito da ação do vento e os diversos tipos de carregamento previstos pelas Normas Brasileiras, poder-se-á, na combinação mais desfavorável, majorar em 30 % os valores admissíveis das taxas no terreno e das cargas nas estacas e tubulões. Entretanto, esses valores admissíveis não poderão ser ultrapassados quando consideradas apenas as cargas permanentes e acidentais.

3.5

Estabilidade das Escavações

As escavações necessárias à execução das fundações, bem como as que se destinam a obras permanentes, deverão ser analisadas quanto à estabilidade dos seus taludes. Será dispensável o estudo de estabilidade para escavações com alturas inferiores a 1,50 metros, desde que o nível d’água do terreno se encontre abaixo desta profundidade.

2.19

Tensão Admissível em Fundações Diretas

Pressão aplicada sobre o terreno de fundação nas condições específicas de cada caso, que provoca apenas recalques e distorções angulares suportáveis pela edificação, sem prejudicar o seu desempenho, e que garante um coeficiente de segurança satisfatório contra a ruptura ou deformação do solo.

2.20

Carga Admissível sobre Estacas e Tubulões

Carga aplicada sobre o elemento de fundação profunda, nas condições específicas de cada caso, que provoca apenas recalques e distorções angulares suportáveis pela edificação, sem prejudicar o seu desempenho, e que garante um coeficiente de segurança satisfatório contra a ruptura ou deformação do solo ou do elemento de fundação.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Esforços nas Fundações

Para calcular os esforços nas fundações, além dos fornecidos pelo projeto da estrutura, dever-se-á levar em conta as variações de pressões decorrentes da execução eventual de aterros, reaterros, escavações e variações do nível d’água, bem como os diferentes carregamentos durante as fases de execução dos serviços e obras.

3.2

Efeitos Favoráveis à Estabilidade

Em qualquer caso, os efeitos favoráveis à estabilidade decorrentes de empuxos de terra ou de água somente deverão ser considerados quando for possível garantir a sua atuação contínua e permanente.

3.6

Investigações Geológico-Geotécnicas

Para fins de projeto, os resultados das investigações geológico-geotécnicas deverão ser analisados com o intuito de definir as características de resistência de cada uma das camadas de solo intervenientes na fundação.

3.7

Investigações Adicionais

Deverá ser solicitada a execução de investigações geotécnicas adicionais sempre que, em qualquer etapa de elaboração do projeto, forem constatadas divergências ou incoerências entre os dados disponíveis, de tal forma que as dúvidas fiquem completamente esclarecidas.

3.8

Construções Vizinhas

Na análise das fundações, deverá ser verificada a estabilidade das construções vizinhas, no seu aspecto de segurança, em função das condições de execução das fundações.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Fundações Diretas

4.1.1 Na determinação da tensão admissível, deverão ser considerados os seguintes fatores:

• profundidade da fundação;

• dimensão dos elementos de fundação;

• características geotécnicas do solo de fundação;

• posição do lençol freático;

• modificação das características do terreno por efeito de infiltração;

124 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• rigidez da estrutura;

• valores admissíveis de recalques totais, recalques diferenciais e distorções angulares fornecidos pelo projeto da estrutura.

4.1.2 A tensão admissível deverá ser determinada através de uma das teorias da Mecânica dos Solos, de utilização consagrada e perfeitamente aplicável à área de implantação da edificação. Será admitida a utilização de correlações empíricas regionais.

4.1.3 Em qualquer fundação sobre rocha a fixação da pressão admissível deverá levar em conta a continuidade da rocha, sua inclinação e a influência da atitude da rocha sobre sua estabilidade. No caso de assentamento da fundação em superfície rochosa inclinada, deverão ser previstas medidas que impeçam o deslizamento (chumbamentos, escalonamentos, tirantes e outras).

4.1.4 Fundação direta sobre solos arenosos fofos, solos argilosos moles, solos siltosos fofos e aterros executados sem controle de compactação somente poderá ser admitida após criterioso estudo com base nos resultados das investigações geotécnicas, compreendendo o cálculo da capacidade de carga e a análise da repercussão dos recalques sobre o comportamento da estrutura.

4.1.5 No caso de solos expansivos, a pressão admissível deverá levar em conta a pressão de expansão.

4.1.6 No caso de solos colapsíveis, deverão ser levados em consideração os recalques originados de modificações que possam ocorrer no terreno por efeito de saturação.

4.1.7 A determinação dos recalques da fundação, a partir das pressões aplicadas e das dimensões dos elementos de fundação, deverá ser realizada através de uma das teorias da

Mecânica de Solos, de utilização consagrada e perfeitamente aplicável à área de implantação da edificação.

4.1.8 A base de uma fundação deverá ser assente a uma profundidade tal que garanta que o solo de apoio não fique sujeito à ação de agentes atmosféricos e fluxos d’água. Além disso, salvo quando a fundação for assente em rocha, tal profundidade não pode ser menor que 1,50 m. Para fundações de pequeno porte, internas às edificações, esta profundidade poderá ser reduzida .

4.2

Fundações Profundas

4.2.1 Estacas de Madeira

As estacas de madeira deverão atender às seguintes condições:

• a ponta e o topo deverão ter diâmetros maiores que 15 e

25 cm, respectivamente;

• as estacas deverão estar sempre totalmente submersas;

• caso haja variação no nível do lençol freático, deverá ser empregado um complemento de concreto de modo a assegurar a completa submersão do segmento de madeira;

• deverá ser verificada a necessidade de ponteiras metálicas, para facilitar a travessia de camadas de solo mais resistentes;

• será vedada a utilização de estacas de madeira em terrenos com ocorrência de matacões.

4.2.2 Estacas Metálicas

As estacas de aço deverão atender às seguintes condições:

• quando completamente enterradas em terreno natural, independentemente da situação do lençol d’água, será dispensável tratamento especial. Havendo, porém, trecho desenterrado ou imerso em aterro com materiais capazes de atacar o aço, será obrigatória a proteção desse trecho com um encamisamento de concreto ou outro recurso equivalente;

• deverão ser indicados, quando for o caso, os perfis que compõem a estaca e o tipo de emenda (solda) a ser realizada.

4.2.3 Estacas Pré-Moldadas de Concreto

As estacas pré-moldadas de concreto deverão atender

às seguintes condições:

• diâmetro igual ou superior a 20 cm, ou lado igual ou superior a 17 cm, para estacas com comprimento previsto superior a 12,00 metros; para estacas com comprimento inferior, o diâmetro mínimo aceitável será de 18 cm ou lado superior a 15 cm;

• para terrenos com elevada resistência nas camadas superiores, deverá ser limitado o diâmetro a 35 cm, no máximo, de modo a evitar problemas de levantamento de estacas vizinhas durante a cravação.

4.2.4 Estacas Moldadas “in loco”

Para as estacas moldadas “in loco”, tipo “Strauss”,

“Franki” ou de grande diâmetro (estacão), deverão ser obedecidos os requisitos de projeto definidos pela Norma

NBR-6122.

4.2.5 Determinação do Comprimento

O comprimento estimado para as estacas e tubulões deverá ser determinado de acordo com uma das teorias desenvolvidas pela Mecânica dos Solos, de utilização consagrada e perfeitamente aplicável à área de implantação da obra.

4.2.6 Carga Admissível

Na determinação da carga admissível sobre uma estaca ou tubulão, deverão ser levadas em consideração todas as condições citadas anteriormente, o “efeito de grupo” e o acréscimo de carga induzido por “atrito negativo”, quando for o caso.

4.2.7 Espaçamento

• espaçamento entre os centros de estacas vizinhas e centros de tubulões adjacentes deverá ser, no mínimo, de:

125 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

TIPO

Madeira

Aço

Pré-moldada de concreto

“Strauss”

“F ranki”

Escavada de grande diâmetro

Tubulões

ESPAÇAMENTO

φ

=diâmetro ou lado

3.0 x

φ

3.0 x

φ

3.0 x

φ

2,5 x

φ

3.0 x

φ

2,5 x

φ

2,5 x

φ

4.2.8 Recalques

Em função das cargas aplicadas, tipo de estaca ou tubulão, comprimento, número de estacas ou tubulões por apoio e características geotécnicas do solo de fundação, deverão ser determinados os recalques totais, diferenciais e distorções angulares, e comparados com os admissíveis fornecidos pelo projeto da estrutura. Os recalques deverão ser estimados por uma das teorias da Mecânica dos Solos, de utilização consagrada e perfeitamente aplicável à área de implantação da edificação.

4.2.9 Esforços Horizontais

Quando as estacas ou tubulões estiverem sujeitos a esforços horizontais ou momentos fletores, deverá ser verificada a sua segurança à ruptura e determinadas as deformações horizontais, comparando-as com as admissíveis.

4.2.10 Bases Alargadas de Tubulões

As bases alargadas dos tubulões deverão ter forma tronco-cônica, superpostas a um cilindro de 20 cm de altura

(rodapé). A altura máxima do pé direito deverá ser de 2,00 m e o ângulo de abertura da base deverá ser sempre superior a 60 graus. A distância entre as bordas de 2 tubulões adjacentes deverá ser sempre superior a 20 cm.

4.2.11 Dimensionamento do Fuste do Tubulão

Para efeito de dimensionamento dos fustes de tubulões, do encamisamento, se houver, e da armadura de transição fuste/bloco de coroamento, deverá ser obedecido o disposto na Norma NBR-6122.

4.2.12 Pressão Máxima de “Ar Comprimido”

Recomenda-se que a pressão máxima de “ar comprimido” para a solução em tubulões seja de 15 tf/m

2

.

4.2.13 Negas

Para as estacas cravadas deverá ser realizada uma estimativa das negas previstas, indicando-se as hipóteses consideradas, tais como peso do martelo, altura de queda, eficiência, perdas e teoria empregada.

4.3

Coleta de Dados e Critérios de Projeto

4.3.1 Os estudos e projetos das fundações deverão apoiarse no levantamento de dados e informações pertinentes ao sistema, como:

• resultado das investigações geotécnicas, incluindo desenhos apresentando em seções o perfil geológicogeotécnico típico da região e planta de locação das sondagens;

• topografia da área;

• levantamento de edificações vizinhas;

• projeto da estrutura com as cargas atuantes previstas para a fundação.

4.3.2 Com base na informações e dados obtidos, dever-se-

á proceder à elaboração de estudos geológico-geotécnicos, a fim de determinar os parâmetros e critérios de projeto através de uma perfeita caracterização das camadas de solo intervenientes no terreno que receberá as cargas da fundação.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção das Fundações, comparando as diversas soluções alternativas. Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança e outros fatores específicos.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à execução das Fundações, em atendimento às normas e ao Caderno de Encargos.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta, em escala adequada, apresentando a solução a ser adotada, com indicação das características principais das fundações;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto, onde deverá ser apresentado o estudo comparativo das opções estruturais, incluindo o eventual programa de investigações geotécnicas adicionais.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de estrutura, arquitetura, terraplenagem e demais projetos.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, baseada nos estudos e pesquisas programadas na etapa anterior, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da fundação, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas de locação e formas das fundações;

126 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• especificações técnicas de materiais e serviços;

• orçamento detalhado das fundações, baseado em quantitativos de materiais e fornecimentos;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, onde deverão ser apresentados: descrição das soluções, justificativas técnicas dos dimensionamentos, tensões e cargas admissíveis, cálculo estimativo dos recalques totais, diferenciais e distorções angulares e comparação com os valores admissíveis, considerações sobre o comportamento das fundações ao longo do tempo e eventuais riscos de danos em edificações vizinhas, metodologia executiva sucinta, características e disponibilidade dos equipamentos a serem utilizados.

Os desenhos do projeto de Fundações usualmente são apresentados pelo autor do projeto estrutural.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de Estrutura, Arquitetura, Terraplenagem e demais projetos.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no detalhamento completo das Fundações, concebida e dimensionada nas etapas anteriores. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução das fundações.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas de locação dos pilares e respectivas cargas;

• planta de locação das estacas, tubulões ou sapatas, com os detalhes construtivos e armações específicas;

• formas das fundações, em escala adequada;

• formas e armação, em escala adequada, das vigas de fundação, travamento, rigidez;

• formas e armação, em escala adequada, dos blocos ou sapatas;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, onde deverão ser apresentados: descrição detalhada das do projeto de Fundações normalmente são apresentados pelo autor do projeto estrutural.

deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

soluções, características das soluções e critérios de orientação do projeto estrutural, e detalhamento das definições do Projeto Básico.

Com exceção de casos muito complexos, os desenhos

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Fundações deverão também atender às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 5629 - Estruturas Ancoradas no Terreno -

Ancoragens Injetadas no Terreno - Procedimento

NBR 6121 - Prova de Carga a Compressão em Estacas

Verticais - Procedimento

NBR 6122 - Projeto e Execução de Fundações -

Procedimento

NBR 6489 - Prova de Carga Direta sobre o Terreno de

Fundações - Procedimento

NBR 6502 - Rochas e Solos - Terminologia

NBR 8036 - Programação de Sondagens de Simples

Reconhecimento dos Solos para Fundações de Edifícios

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

127 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Fundações.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto de Fundações, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes as desempenho requerido.

Além da definição das condições de acesso à obra, da indicação dos cuidados com construções vizinhas e dos tratamentos a serem realizados nos taludes de escavação, as especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Fundações Diretas

- local;

- tipo;

- método de escavação;

- método de rebaixamento do lençol freático;

- tensões admissíveis nas cotas de assentamento;

- características de compactação de eventuais aterros e reaterros.

2.2

Fundações Profundas

2.2.1 Fundação por estacas

- local;

- tipo;

- método executivo;

- tipo de escavação para execução dos blocos de coroamento;

- método de rebaixamento do lençol freático;

- dimensões das estacas;

- carga de trabalho;

- materiais utilizados;

- sistemas auxiliares necessários para a cravação das estacas;

- seqüência de operações de execução do estaqueamento;

- características físico-químicas dos elementos auxiliares para perfuração (estacas escavadas);

- períodos de execução e intervalos de tempo máximos entre operações sucessivas (escavação, limpeza e concretagem);

- tolerâncias quanto à locação, verticalidade e outras durante a execução ou escavação da estaca;

- freqüência da amostragem dos materiais componentes das estacas, e tipos de ensaios;

- condições de execução e quantidade das provas de carga, em função do volume de serviço;

- negas e critérios para sua determinação (estacas cravadas).

aço:

Para estacas pré-moldadas de concreto e estacas de tipo de transporte; medidas de proteção; metodologia de carga e descarga; condições de armazenamento; identificação de lotes; relação de documentos necessários para o recebimento das estacas.

2.2.2 Fundação por tubulões

- local;

- tipo;

- método executivo;

- tipo de escavação para execução dos blocos de coroamento;

- método de rebaixamento do lençol freático;

- dimensões do tubulão;

- carga de trabalho;

- materiais utilizados;

- resistência do concreto (fck);

- “slump”;

- metodologia de escavação dos tubulões (céu aberto ou ar comprimido);

- características do revestimento ou camisa e respectivos cuidados executivos;

- seqüência de execução dos tubulões;

- tolerâncias quanto à locação, verticalidade e outras, durante a execução;

- taxas admissíveis na base dos tubulões e na cota de assentamento;

- freqüência da amostragem dos materiais componentes do tubulão e tipos de ensaios;

- condições de execução e quantidade de provas de carga, em função do volume de serviço.

128 /1

2.2.3 Colunas de solo cimento CCP ou JG

- local;

- tipo;

- método de rebaixamento do lençol freático;

- dimensões das colunas;

- materiais utilizados;

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

- resistência das colunas (fck);

- seqüência de execução das colunas;

- tolerância quanto a locação, verticalidade e outras, durante a execução;

- cotas de topo e da ponta das colunas;

- freqüência e tipo de amostragem dos materiais componentes das colunas e tipos de ensaios.

129 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

F

UNDAÇÕES E

E

STRUTURAS

E

STRUTURAS DE

C

ONCRETO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação associação de concreto e aço, ambos trabalhando solidariamente na resistência às solicitações.

2.8

Estrutura de Concreto Protendido

Estrutura onde um pré-alongamento do aço, realizado por meio de dispositivos mecânicos, impõe um sistema de forças permanentemente aplicado.

2.9

Concreto Protendido com Aderência Inicial

Quando o pré-alongamento do aço é feito antes do lançamento do concreto, utilizando-se apoios independentes

à peça. A ligação do aço com os referidos apoios é eliminada após o endurecimento do concreto.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Estruturas de Concreto

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.10

Concreto Protendido sem Aderência

Quando o pré-alongamento do aço é feito após o endurecimento do concreto, utilizando-se para apoio partes da própria peça, sem a criação de aderência aço-concreto.

2.1

Projeto de Estrutura

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a execução da parte da edificação considerada resistente às ações e coações atuantes.

2.11

Concreto Protendido com Aderência Posterior

Obtido analogamente ao anterior, com a criação, a posteriori, de aderência permanente, através de injeção de calda de cimento.

2.2

Esquema Estrutural

Arranjo físico dos diversos elementos resistentes que constituem a estrutura.

2.3

concreto armado ou concreto protendido.

2.4

Estrutura de Concreto

Estrutura cujos elementos resistentes são de concreto,

Estrutura Pré-moldada

Estrutura de concreto armado ou protendido cujos elementos estruturais são pré-moldados ou pré-fabricados.

2.12

Armadura

Conjunto de barras e fios de aço com função estrutural que, em conjunto com o concreto, compõe a peça de concreto armado ou protendido:

• armadura de tração - destinada a absorver esforços de tração;

• armadura de compressão - destinada a absorver esforços de compressão;

• armadura ativa - armadura de protensão;

• armadura passiva - armadura não protendida.

2.13

Estado de Utilização ( de Serviço)

Estado correspondente às ações de utilização normal da estrutura.

2.5

Elemento Pré-moldado

Elemento executado fora do local de utilização definitiva na estrutura.

2.6

Elemento Pré-fabricado

Elemento pré-moldado executado em usina, sob rigorosas condições de controle.

2.7

Estrutura de Concreto Armado

Estrutura em que o material resistente é composto pela

2.14

Estádio I

Representa as condições da seção transversal fletida, enquanto o concreto ainda resiste às tensões de tração.

2.15

Estádio II

Representa as condições da seção transversal fletida, enquanto o concreto resiste às tensões de compressão, em regime elástico. As tensões de tração são resistidas apenas pela armadura.

130 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.16

Estádio III

Representa as condições da seção transversal fletida quando as tensões de tração são resistidas apenas pela armadura e as tensões de compressão são resistidas pelo concreto em regime plástico (seção com armadura simples) ou as tensões de compressão resistidas também por armadura

(seção com armadura dupla) aparência aceitável sem exigir altos custos de conservação e reparo.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

gerais:

Deverão ser observadas as seguintes condições

2.17

Estado Limite Último (de Ruína)

Estado correspondente à ruína por ruptura, por deformação plástica excessiva ou por instabilidade

2.18

Coeficiente de Ponderação

Coeficiente adimensional, em geral majorador das ações e minorador das resistências características, fornecendo assim os respectivos valores de cálculo.

2.19

Ações

Esforços ou deslocamentos introduzidos em uma estrutura.

2.20

Coações

Esforços induzidos em uma estrutura, provocados pelo impedimento a uma deformação a ela imposta.

3.1

Conhecer o projeto da arquitetura, assessorando o seu autor, com os seguintes objetivos:

• fornecer os subsídios necessários para que as alternativas de partido arquitetônico não venham a ser inviabilizadas, quer técnica, quer econômica, quer estaticamente, por fatores estruturais;

• fornecer o posicionamento e dimensões das peças estruturais que vierem a servir de condicionante na definição do anteprojeto de arquitetura;

• inteirar-se do projeto como um todo, estendendo a análise aos desenhos e especificações, e retirando os subsídios para o cálculo definitivo das ações atuantes na edificação.

Na etapa de projeto executivo o autor do projeto de arquitetura deverá ser alertado de eventuais acabamentos ou arremates incompatíveis com o tipo de estrutura obtido, notadamente no que se refere aos deslocamentos.

2.21

peça.

2.22

Flecha

Distância entre o eixo teórico e o eixo deformado da

Infra-estrutura (ou Fundação)

Conjunto de elementos resistentes que transmite ao terreno de implantação da obra, rocha ou solo, os esforços provenientes da superestrutura.

2.23

Superestrutura

Conjunto de elementos resistentes que, segundo sua finalidade, compõe a parte útil da edificação, transmitindo os esforços recebidos à infra-estrutura.

2.24

Ligação

Dispositivo destinado a transmitir esforços entre elementos estruturais.

2.25

Desvio

Diferença entre dimensão de projeto e dimensão executada correspondente.

2.26

Tolerância

Valor máximo permitido para o desvio.

2.27

Vida Útil da Estrutura

Período de tempo em que a estrutura, sob as condições de serviço consideradas no projeto, ambientais e de carregamento, conserva a segurança, aptidão de uso e

3.2

Conhecer as características do local da obra no tocante a:

• tipo e custo da mão-de-obra disponível;

• tipo e custo dos materiais disponíveis;

• disponibilidade de equipamentos;

• grau de conhecimento e uso de técnicas construtivas;

• agressividade do meio ambiente;

• posturas legais relativas à aprovação de desenhos e memoriais;

• condições relativas à microáreas:

- vias de acesso;

- dimensões do canteiro;

- topografia;

- subsolo.

3.3

Conhecer todas as instalações e utilidades a serem implantadas na edificação, que sejam condicionantes na escolha e dimensionamento do esquema estrutural.

3.4

Conhecer a flexibilidade de utilização desejada no projeto arquitetônico, para que eventuais alterações de distribuição interna não venham a ser inviabilizadas por questões estruturais.

3.5

Conhecer as possibilidades futuras de ampliação de

área e alteração de utilização da edificação.

3.6

Conhecer o prazo fixado para a execução da obra.

3.7

Analisar as sugestões do Contratante para utilização de materiais ou esquemas executivos.

131 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.8

Compatibilização de Projetos

Se o projeto estrutural envolver autores de diferentes

áreas, deverão ser obedecidas as seguintes condições:

• cada autor deverá fornecer os esforços introduzidos pela sua estrutura para o autor da respectiva estrutura suporte;

• cada autor deverá, em comum acordo, fornecer os seus detalhes executivos de apoio para o autor da respectiva estrutura suporte;

• o autor da estrutura suporte deverá compatibilizar as deformações de sua estrutura com as permissíveis da estrutura que nela se irá apoiar;

• como subsídio para o projeto geotécnico de fundações, deverá o autor do projeto de estruturas elaborar os seguintes documentos:

locação dos pontos de carga na fundação, convenientemente amarrados no terreno;

tabela vetorial com as cargas em cada ponto de apoio, subdividindo-a em permanentes e acidentais, indicando, quando for o caso, as várias hipóteses de carregamento.

3.9

Ações

3.9.1 Introdução

O autor do projeto deverá considerar as ações previstas nas Normas NBR 6120 e NBR 7197, no que for aplicável à obra ou elemento estrutural objeto do projeto, sendo obtidos os esforços solicitantes pela combinação mais desfavorável para o elemento ou seção estudada. Tais combinações de carregamento deverão estar de acordo com a NBR 6118.

Casos específicos e particulares de carregamentos transitórios poderão ter seus coeficientes de ponderação alterados, desde que convenientemente justificados pelo autor do projeto e aprovados pelo Contratante.

3.9.2 Combinação das Ações

Na combinação das ações, serão considerados os efeitos máximo e mínimo, sobre uma seção ou elemento estrutural, provenientes de ações acidentais, aplicadas sobre o próprio elemento em estudo ou sobre outros que, dada a continuidade da estrutura, a eles possam transmitir esses efeitos.

O autor do projeto deverá considerar o caso particular de ações de naturezas diferentes, em que a combinação mais desfavorável poderá ocorrer através da adoção de coeficientes de majoração distintos, para cada tipo de ação aplicada ao elemento estrutural.

Atenção especial será dada à aplicação de cargas ou coações devidas a:

• processo executivo previsto;

• esforços transitórios externos;

• transporte eventual de elementos estruturais;

• impactos e carregamentos dinâmicos;

• deformações próprias dos materiais;

• efeitos de temperatura;

• vento.

3.9.3 Critérios de Aplicação das Ações

3.9.3.1

Ações Permanentes

São consideradas permanentes as ações cujas variações inexistem ou são desprezíveis ao longo do tempo.

Os critérios de aplicação e ponderação das ações permanentes deverão satisfazer ao especificado no item

5.4.2.1 da Norma NBR 6118.

3.9.3.2

Ações Acidentais - Sobrecargas

São consideradas acidentais as ações cujas variações são freqüentes ou não desprezíveis ao longo do tempo. Nos casos em que cargas permanentes típicas assumirem variação significativa ao longo do tempo, essas cargas deverão ser consideradas como acidentais, aplicandose a elas os valores mínimo e máximo que possam ter, nessa condição, nas combinações mais desfavoráveis com as demais ações.

O autor do projeto deverá discutir com o

Contratante o uso da edificação. Esta análise conjunta fornecerá os parâmetros necessários para a determinação do valor das sobrecargas, sendo que as plantas de formas deverão fazer referência a este carregamento.

3.9.3.3

Ações da Terra

A consideração dos empuxos de terra sobre as estruturas far-se-á de acordo com as teorias correntes de

Mecânica dos Solos, através da determinação criteriosa dos parâmetros geotécnicos do terreno.

Nos casos usuais, quando se prescindir de determinação mais correta, permite-se considerar o material dos aterros como não coesivo, com ângulo de atrito igual a

30 graus.

Em obras confinadas, como galerias e estruturas aporticadas, adotar o empuxo do solo em repouso ou ativo conforme rigidez e deslocabilidade da estrutura, aplicando o coeficiente de ponderação de cargas igual a 0,9 ou 1,4 conforme a combinação mais desfavorável de ações para a seção em estudo.

Será permitida a consideração total do empuxo passivo nos casos em que a deformação da estrutura possa ser admitida como superior ao deslocamento do terreno compatível com esse empuxo. Quando a estrutura não admitir tal deslocamento, o valor correto do empuxo deverá ser justificado através de teorias de Mecânica dos Solos, aplicáveis a cada caso particular.

3.9.3.4

Ações de Líquidos e Gases

Especial atenção será dada às estruturas submetidas às ações de líquidos e gases, devendo receber tratamento de projeto adequado, quer se trate de ações diretas, como as que atuam em estruturas destinadas a confinar líquidos ou gases, ou indiretas, como no caso de estruturas submetidas a ambientes agressivos.

O projeto deverá prever proteção e emprego de materiais adequados aos elementos estruturais, como

132 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO aparelhos de apoio, juntas de vedação, dispositivos especiais de ligação e outros, de forma a assegurar seu perfeito desempenho e durabilidade compatível com a da obra, reduzindo as necessidades de manutenção.

Deverão ser ainda evitadas regiões de concentração de tensões e minimizados os efeitos de retração, temperatura e outros correlatos, de forma a bem restringir e justificar as aberturas-limites de fissuras. Além disso, o projeto deverá prever disposição adequada das armaduras, garantindo o cobrimento necessário e eliminando a possibilidade de formação de ninhos de concretagem e vibração insuficiente da massa de concreto.

No caso de ações diretas, aos efeitos provenientes destas ações será aplicado o coeficiente de ponderação 1.4, para o dimensionamento no estado limite

último. A verificação dos estados limites de utilização será feita com y1 = 1.00, limitando-se os valores de abertura de fissuras aos previstos em Norma, dependendo da agressividade do meio.

Em ambientes muito agressivos, o Autor do

Projeto deverá analisar a conveniência de não ser ultrapassado o estado de descompressão da seção, ou, alternativamente, de ser limitada a abertura das fissuras a um valor compatível com a utilização da estrutura, escolhendo o tipo de armadura e os dispositivos de proteção mais adequados.

3.9.3.5

Ação de Carregamentos Móveis

Será sempre entendida como acidental. Como valor mínimo, será assumido o valor nulo, e, como máximo, o valor nominal, acrescido dos coeficientes de impacto aplicáveis. As solicitações máximas e mínimas serão obtidas nas combinações mais desfavoráveis das ações.

O projeto deverá prever a atuação de cargas móveis e seus efeitos em elementos não destinados especificamente a suportá-las na utilização normal da estrutura quando, em fase transitória de execução ou ampliação da obra, houver a possibilidade de trânsito de veículos, ou equipamentos pesados sobre esses elementos.

Em todos os casos previstos de utilização freqüente de carregamento móveis, deverá ser considerada a possibilidade de fadiga das armaduras, compatível com a amplitude de variação de tensões e com o número de ciclos de oscilação dessas tensões.

3.9.3.6

Ação da Temperatura - Efeito da Retração

Em estruturas correntes, os efeitos de variação de temperatura, sazonal ou diária, deverão ser minimizados através da previsão de juntas de dilatação na estrutura, computados também os efeitos da retração do concreto.

Nos casos em que o partido arquitetônico ou funcional da estrutura impeça uma distribuição conveniente de juntas, suficiente para torná-los desprezíveis, esses efeitos serão obrigatoriamente considerados no dimensionamento. Neste caso, serão aplicados gradientes térmicos correspondentes à variação em torno da média nas faces interna e externa do elemento estrutural, acrescidos dos efeitos de retração.

Em razão da diminuição, via de regra, desses esforços com a fissuração do elemento, exige-se no estadolimite último um coeficiente de majoração mínimo, para os esforços finais, de 1,2 na combinação com as demais ações, no caso em que esse efeito for transitório e não preponderante, e 1,4 em caso contrário.

A verificação em estado de utilização, especialmente no que se refere à fissuração, deverá obedecer ao especificado na Norma NBR 6118, para o máximo esforço atuante, combinado com as demais ações.

3.9.3.7

Esforços Devidos à Protensão

Os esforços provocados pela protensão e demais cargas atuantes serão verificados tanto para as regiões próximas às ancoragens quanto para as seções críticas do vão.

Nas imediações dos blocos de ancoragem, em regiões de mudança de direção das armaduras ativas ou em aberturas destinadas à inspeção e desforma, serão considerados os efeitos localizados da carga e da seqüência de protensão, bem como os fluxos regularizadores de tensões, dispondo das armaduras necessárias para absorver os esforços de tração resultantes, evitar fissuração excessiva e garantir a resistência da peça.

Tratamento análogo será dado à transmissão da força de protensão entre elementos estruturais, prevendo as correspondentes armaduras de costura na junção desses elementos (exemplo: mesa-alma) e de tração, avaliados de acordo com os processos de cálculo correntes.

As solicitações secundárias, provocadas pela protensão devido à hiperestaticidade do sistema estrutural, serão sempre consideradas, ressaltando, porém, os coeficientes de ponderação distintos para as cargas externas e para as de protensão.

3.9.3.8

Ações com Probabilidade de Ocorrência

Desprezível

Se uma ação de probabilidade de ocorrência desprezível elevar substancialmente os custos da estrutura, o Contratante deverá ser consultado sobre a sua consideração no projeto. Com base nos subsídios oferecidos pelo projetista e nos riscos envolvidos, o Contratante deverá decidir sobre a sua consideração no projeto.

3.10

Materiais

3.10.1 Concreto

3.10.1.1

Resistência

O projeto deverá especificar a resistência característica mínima, necessária para atender a todas as fases de solicitação nas idades previstas para a sua ocorrência.

O concreto será escolhido de acordo com a natureza da obra, recomendando-se dosagens que obedeçam, no mínimo, aos valores de resistência característica fck de

15, 18, 20, 25, 30 e 35 MPa.

A tabela abaixo fornece os valores de resistência característicos aos 28 dias (fck), como sugestão, para os

133 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO diversos elementos estruturais. Os valores mínimos indicados deverão sempre ser observados; os máximos poderão ser adotados pelo autor do projeto após verificação da possibilidade de obtenção das resistências especificadas no local da obra.

Estrutura

Infra-estrutura(C.A.)

Superestrutura (C.A.)

Obras Protendidas

Elemento

Estrutural

tubulões estacas blocos e sapatas baldrames (*) qualquer

fck (MPa)

15

15(min)

15-20

15-20

15-20-25 qualquer (**) 20-25-30-35

3.10.3

Aço

3.10.3.1

Barras e Fios para Concreto Armado

As barras de aço para concreto armado deverão satisfazer às prescrições da Norma NBR 6118 e disposições da EB-3.

3.10.3.2

Cordoalhas e Fios para Concreto Protendido

Os fios e cordoalhas para concreto protendido deverão satisfazer às prescrições das Normas NBR 7482 e

NBR 7483.

3.10.3.3

Placas de Apoio, Embutidos e Elementos

Metálicos de Ligação

O projeto deverá especificar o tipo de aço utilizado e os valores de tensões correspondentes ao limite de escoamento e à ruptura do material.

3.10.4

Elastômero

O projeto deverá indicar a dureza, o módulo de deformação transversal e os máximos valores de tensão de compressão, rotação e distorção previstos para o aparelho de apoio em elastômero.

(*) A resistência especificada será a mesma que para os blocos e sapatas, na mesma edificação. Aplica-se, igualmente, a elementos estruturais ligados e de concretagem concomitante.

(**) Nas regiões de ancoragem dos cabos de protensão, o valor de fck será, no mínimo, o exigido para cada sistema de protensão.

Para evitar os inconvenientes gerados pela mudança do valor da resistência do concreto em determinadas regiões, recomenda-se, em certos casos, a utilização de placas pré-moldadas de ancoragem que satisfaçam a esta exigência na data da protensão, desde que convenientemente verificadas as demais seções da estrutura, considerada a resistência do concreto nesta mesma data.

3.11

Critérios de Projeto

A concepção da estrutura deverá sempre compatibilizar-se com a arquitetura proposta, região da obra, características do terreno e tempo fixado para a construção.

Deverá ainda adequar-se à eventual flexibilidade de ocupação e possibilidade de expansões.

O projeto deverá ser desenvolvido como função dos estados-limites últimos e de utilização de acordo com os critérios de segurança, princípios, disposições e limitações estabelecidos nas Normas NBR 6118 e NBR 7197.

3.10.1.2

Deformações Próprias

Os projetos deverão considerar, sempre que forem desfavoráveis, os efeitos da fluência e retração do concreto. Quando esses efeitos forem favoráveis e considerados no projeto será exigida a consideração da margem de erro dos parâmetros envolvidos no processo de avaliação desses efeitos favoráveis.

Quando à estrutura for imposta uma coação interna ou externa, deverão ser consideradas as variações dessas coações, ao longo do tempo, devido aos efeitos de fluência e retração do concreto. Nos casos usuais, os parâmetros envolvidos serão determinados de acordo com o especificado na Norma NBR 7197 no que lhes for aplicável.

3.10.2

Argamassas

O projeto deverá prever as características de resistência e de retração das argamassas de regularização e de enchimento de nichos e caixas de chumbadores e embutidos.

3.12

Condições de Durabilidade

3.12.1

Exigências de Durabilidade

3.12.1.1

As estruturas de concreto armado deverão ser projetadas tendo em vista um período de vida útil estabelecido pelo Contratante, com assistência e subsídios fornecidos pelo projetista.

3.12.1.2

A durabilidade da estrutura requer cooperação e esforços coordenados dos diversos responsáveis envolvidos na concepção, construção e utilização da estrutura durante a vida útil:

• o Contratante, ao definir as suas expectativas presentes e futuras de utilização da estrutura;

• os projetistas, arquitetos e engenheiros, ao conceber e definir as soluções arquitetônicas e estruturais em atendimento às condições de serviço, ambientais e de carregamento, e expectativas do Contratante;

• o construtor, ao executar a estrutura dentro das especificaçõpes e requisitos definidos no projeto;

134 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• os usuários, ao respeitar as condições de utilização previamente consideradas no projeto e construção e efetuar os serviços de manutenção preventiva.

3.12.1.3

Os critérios de projeto visando assegurar a vida

útil deverão ser determinados a partir do conhecimento da agressividade ambiente, ou seja, das condições ambientais e de exposição, considerando o porte e a importância da estrutura.

3.12.1.4

As medidas mínimas de inspeção, monitoramento e manutenção preventiva, necessárias para assegurar a vida

útil da estrutura deverão fazer parte integrante do projeto.

3.12.2

Mecanismos de Deterioração

3.12.2.1

Os mecanismos não mecânicos mais importantes e freqüentes de deterioração dependem da penetração de alguma substância para o interior do concreto, a partir da superfície do elemento estrutural.

3.12.2.2

Os mecanismos que regem o transporte de umidade, calor e substâncias químicas, tanto nas trocas com o meio ambiente, como dentro da própria massa do concreto, se constituem no fator decisivo da durabilidade da estrutura.

A presença de água ou umidade é o fator isolado mais importante nos mecanismos de transporte e de deterioração do concreto.

3.12.3 Agressividade do Ambiente

3.12.3.1

As condições ambientais correspondem às ações físicas e químicas a que se expõem o concreto e a armadura, produzindo efeitos não considerados entre os efeitos de cargas ou ações previstas no projeto da estrutura.

3.12.3.2

No projeto de edificações usuais, para os fins de definição de medidas exigíveis de proteção da estrutura, as condições ambientais podem ser classificadas, simplificadamente, de acordo com a tabela abaixo.

Tabela - Condições de Exposição, Referidas às Condições

Ambientais

Condição de Exposição Condições Ambientais

1. Ambiente seco Exemplos:

Interior de edifícios de apartamentos e de escritórios.

2. Ambiente úmido

Exemplos:

• interior de edifícios com alta umidade

(ex.: lavanderias comerciais);

• peças ao ar livre; peças em contato com solo ou água, não agressivos.

3. Ambiente marinho

Exemplos:

• peças imersas parcialmente em água do mar ou zona molhada;

• peças ao ar saturado de sal, co mo nas zonas costeiras

4. Ambiente quimicamente agressivo

(Esta condição p ode ocorrer isolada ou em combinação com as demais)

Exemplos:

• peças em contato com so lo, líquido ou gás, com agressividade q uímica;

• laticínios, cervejarias, indústrias de sucos, u sinas de açúcar e álcool, fábricas e depósitos d e fertilizantes, decapagem industrial e galvano-plástica, produtos

ácidos em geral.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser obedecidas as seguintes condições específicas:

4.1

Infra-estrutura

4.1.1 Introdução

O disposto nos itens a seguir relacionados, em especial os 4.1.1.1 e 4.1.1.2, aplica-se aos diversos elementos estruturais de fundação.

4.1.1.1

Ações a Considerar

Serão considerados, agindo sobre as fundações, todos os esforços provenientes da superestrutura e do próprio terreno atravessado pela fundação.

Os efeitos de 2ª ordem, considerados para a superestrutura, deverão ser levados em conta no cálculo e dimensionamento das fundações, sempre que a elas possam ser transmitidos.

No caso de aterros sobre solos compressíveis, na região da fundação, o projeto deverá prever a possibilidade de mobilização de atrito negativo nos elementos profundos

(estacas e tubulões) da fundação. A capacidade de carga do elemento de fundação será determinada adicionando ou não, na combinação mais desfavorável com as demais ações, o valor total do atrito negativo.

4.1.1.2

Travamentos

O projeto deverá prever elementos estruturais de travamento sempre que a estabilidade da fundação possa ser comprometida por incorreções de ordem construtiva ou incertezas nos pontos de aplicação das ações - como, por exemplo, blocos de uma ou mais estacas em linha - ou quando se necessite uniformizar tensões ou deslocar os pontos de aplicação de esforços, em fundações excêntricas.

- Rigidez do Travamento

Quando esses elementos de travamento estiverem apoiados sobre o terreno de fundação, e sempre que a sua rigidez não for desprezível, deverá ser considerado o efeito de grupo das fundações interligadas, devido ao deslocamento do centro elástico do sistema.

- Recalque Diferencial das Fundações

Em todos os casos o autor do projeto deverá prever um recalque diferencial entre as fundações interligadas que, considerado com as demais solicitações, deverá ser resistido pela estrutura de travamento.

- Cargas Móveis e Acidentais

Cuidado especial será dado ao trânsito de veículos e equipamentos que, mesmo durante a fase de execução da obra, possa ocorrer sobre os elementos de travamento.

4.1.1.3

Ligação com a Superestrutura

Não será admitida a inexistência de armadura na ligação com a superestrutura, exceto nos casos em que o esquema estrutural preveja a utilização de articulações ou

135 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO apoios especiais, convenientemente dimensionados para garantir o comportamento estrutural previsto.

Quando a ligação entre super e infra-estrutura for contínua, isto é, sem elementos intermediários que constituam a exceção acima, as barras de armadura do pilar deverão prolongar-se até a extremidade inferior da sapata ou bloco de coroamento, de forma a evitar juntas construtivas sem armadura, passíveis de se constituírem em zonas enfraquecidas nas solicitações de flexão.

4.1.1.4

Elementos de Concreto Simples

Excetuados os casos de bases de tubulões, mencionados adiante, o projeto não deverá prever elementos de fundação de concreto simples.

4.1.1.5

Cobrimentos Mínimos

Os cobrimentos mínimos de armadura para os elementos de concreto de fundações obedecerão ao disposto no item 6.3.3.1 da Norma NBR 6118.

4.1.1.6

Lastro de Concreto Magro

O projeto deverá prever, sob todos os elementos de fundação diretamente apoiados no terreno, uma camada de concreto magro de regularização de espessura não inferior a 5 cm para elementos leves e 10 cm para elementos de maior peso. Será vedada, para esse fim, a utilização de camada constituída apenas por brita.

4.1.1.7

Proteção das Fundações

Nos casos de solos agressivos ou lençol freático superficial, o projeto deverá prever proteção adequada dos elementos de fundação, indicando nas plantas de formas o material de proteção apropriado e demais condições requeridas.

4.1.1.8

Blocos de Grandes Dimensões

Nos casos de elementos de fundação de grandes dimensões, que impliquem volume apreciável de concreto, o autor do projeto deverá prever plano adequado de concretagem, de forma a evitar efeitos indesejáveis devido à retração, calor de hidratação e segregação do concreto. O plano de concretagem deverá incluir a forma de tratamento das juntas.

4.1.2 Sapatas de Fundação Direta

4.1.2.1

Geometria do Sistema

As sapatas de fundação direta deverão ter suas dimensões determinadas de forma a:

• t r a n s m i t i r a o t e r r e n o t e n s õ e s n ã o m a i o r e s que as admissíveis; compatibilizar os recalques em uma mesma estrutura; garantir a estabilidade da fundação;

• garantir a ancoragens das armaduras do pilar e do próprio elemento de fundação.

Altura Variável

No caso de o projeto prever faces superiores chanfradas, o ângulo de declividade dessas faces não deverá exceder 25 graus, de forma a prescindir da necessidade de formas para a sua execução.

Altura Mínima

A altura útil do elemento de fundação, satisfeitas as condições de resistência, não deverá ser inferior ao maior do seguintes valores:

• o comprimento de ancoragem das barras do pilar;

• altura do elemento curvo de ancoragem das barras de armadura da sapata.

25 cm.

A altura total na face do pilar não deverá ser inferior a

4.1.2.2

Distribuição de Tensões no Solo

A distribuição de tensões no solo poderá ser admitida linear, supondo-se plana a superfície de contato entre a sapata e o solo, desde que vise exclusivamente ao dimensionamento estrutural do elemento de fundação e sejam satisfeitas as condições seguintes, nos casos gerais:

• ao nível de solicitação em serviço, o terreno seja suficientemente deformável para impedir concentração das tensões em regiões próximas à borda da sapata;

• nas sapatas contínuas em uma direção, o espaçamento entre pilares não seja superior a 1,75/

λ,

onde:

λ

= 4

C

4

EI

;

C = coeficiente de deformabilidade vertical do terreno

(coeficiente de mola) para a largura B da sapata;

E = módulo de deformação longitudinal do concreto;

I = momento de inércia da seção transversal da fundação.

nas sapatas contínuas em duas direções, simétricas e retangulares, seja satisfeita a condição anterior quando consideradas as duas direções isoladamente.

Não satisfeitas as condições anteriores, o elemento deverá ser dimensionado, considerando-se a distribuição real de tensões no terreno. Casos específicos deverão ser tratados de forma particular.

4.1.2.3

Dimensionamento

O dimensionamento deverá prever o processo de cálculo mais adequado para a determinação da quantidade de armadura e da resistência do concreto, considerando a geometria do elemento de fundação, especialmente a relação base/altura.

136 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Será obrigatória a justificativa do processo adotado, especialmente no que se referir à resistência do concreto às solicitações tangenciais, com destaque para esforços cortantes e punção.

4.1.2.4

Armadura de Tração

- Armadura Mínima

A armadura de tração, calculada de acordo com o item 4.1.2.3 desta Prática, não deverá ser inferior ao maior dos seguintes valores:

Md

0 80

,

Ac d fyd

onde:

d = altura útil;

Md = momento de cálculo;

Ac = área da seção transversal, referente à seção considerada;

fyd = tensão de escoamento de cálculo da armadura.

A armadura secundária não deverá ter seção inferior a um quinto da correspondente à armadura principal, mesmo em sapatas corridas.

- Armadura Negativa

Nos casos de sapatas isoladas em que apenas parte da base é comprimida, o autor do projeto deverá dispor de armadura de tração na face superior, suficiente para resistir

às cargas aplicadas sobre a região da sapata correspondente

à zona não comprimida do terreno.

- Ancoragem - Aderência

O projeto deverá prever ancoragem adequada da armadura de tração, não sendo permitida ancoragem reta, sem ganchos. Nos casos usuais, pode-se considerar o início da ancoragem como indicado na figura 4.1. Além disso, será obrigatória a verificação da possibilidade de ruptura local da aderência, limitando seu valor ao especificado na Norma

NBR-6118.

- Disposição da Armadura

Em sapatas isoladas, a armadura de tração não deverá ser interrompida para o cobrimento do diagrama de momentos fletores.

Conforme indica a figura 4.2, em sapatas isoladas alongadas com pilar centrado, recomenda-se que a distribuição em planta de armadura de tração seja uniforme ao longo do lado menor (B) e, segundo o lado maior (A), deverá ser distribuída proporci onalmente, como segue:

2B

A

+

B

.

A

S

, em faixa central de largura B’

As

2

1

2

B

'

A

+

B

'

, nas faixas laterais de largura

A

2

B

' onde:

A = maior lado da sapata;

B = menor lado da sapata;

As = é a armadura paralela do lado menor; h = é a altura da sapata junto ao pilar; a = é o lado do pilar paralelo à maior dimensão em planta da sapata A;

B’ = é o menor valor entre B e (a + 2h)

Figura 4.2

Figura 4.1

4.1.3 Blocos de Ancoragem de Estacas e Tubulões

4.1.3.1 Esforço sobre Estacas ou Tubulões

Esforços Normais

Os esforços normais sobre estacas ou tubulões podem ser supostos distribuídos linearmente sempre que a análise de deformações relativas, entre o bloco e o conjunto de estacas, permita considerar o bloco rígido.

Esforços Horizontais

Os esforços horizontais aplicados ao bloco de fundação deverão ser transmitidos, nos casos gerais, diretamente à estaca ou tubulão. Em casos especiais, a consideração do efeito de confinamento lateral do solo sobre

137 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO o bloco será permitida desde que justificada por teorias correntes da Mecânica dos Solos.

4.1.3.2

Dimensionamento

Para o dimensionamento dos blocos, deverá ser considerado o primeiro parágrafo do item 4.1.2.3 desta

Prática.

Será obrigatória a justificativa do processo adotado, inclusive no que diz respeito à resistência a esforços cortantes globais e rupturas locais junto à estaca ou tubulão.

Introdução de Esforços

O autor do projeto deverá adequar a introdução dos esforços aplicados à distribuição interna de tensões no bloco, especialmente no que se refere à grandes concentrações de tensões ou rupturas locais. Armaduras de fretagem adequadas deverão ser projetadas sempre que necessário.

4.1.3.3

Armadura

Armadura Principal de Tração

A armadura principal de tração deverá ser disposta e ter sua distribuição determinada, em planta, de acordo com o processo de cálculo resultante da análise geométrica do bloco e da distribuição de esforços internos. Quando adotados processos que considerem treliças espaciais internas ao elemento, a armadura principal deverá, preferencialmente, situar-se em espaço que, em planta, não exceda o dobro de dimensão da seção transversal do tubulão ou estaca.

Quando o espaçamento entre estacas for elevado, o autor do projeto deverá prever uma armadura inferior adicional em malha, de forma a limitar eventual fissuração da face tracionada do bloco.

Nos casos em que a armadura ocupar parte ou a totalidade do espaço compreendido entre estacas ou tubulões, esta última possibilidade não admitida se o cálculo considerar treliças espaciais, o autor do projeto deverá considerar a possibilidade de apoio de eventuais bielas de compressão nessa região, dispondo de ancoragem suficiente e eventual armadura complementar destinada a impedir fissuras horizontais nas faces laterais do bloco.

Armaduras Mínimas

A armadura mínima de tração não deverá ser inferior ao maior dos seguintes valores:

Md

KAc

onde:

0 80

d fyd

d = altura útil do bloco;

Md = momento fletor último na seção de altura útil d;

Ac = área da seção transversal considerada;

K = fator que terá o valor 0,001, quando o comportamento estrutural do bloco puder ser assimilado ao de uma placa, e 0,0015 (CA-50 ou CA-60) e 0,0025 (CA-

25), quando o comportamento for predominantemente de barra;

fyd = tensão de escoamento de cálculo da armadura.

Armaduras Transversais

Será obrigatória a previsão de armaduras transversais (estribos e barras longitudinais) quando, como nos blocos de uma ou duas estacas, as incertezas de ordem construtiva ou estrutural puderem acarretar esforços secundários, como, por exemplo, torção e efeitos de consolo curto. Atenção especial será dada às regiões de introdução de esforços, conforme mencionado no item 4.1.1.3 desta

Prática.

Nos casos de blocos de grandes dimensões, o

Autor do Projeto deverá prever planos de concretagem adequados, e, eventualmente, dispor armaduras internas em malha para minorar os efeitos de retração do concreto.

4.1.4 Estacas

4.1.4.1

Determinação dos Esforços - Ligação com o

Bloco

Na determinação dos esforços sobre as estacas, o autor do projeto poderá considerá-las articuladas ao bloco de fundação quando forem satisfeitas as seguintes condições:

• para o conjunto de esforços diretamente aplicados ou resultantes de imperfeições construtivas, estruturais ou efeitos de 2ª ordem, o sistema não seja hipostático;

• que a análise de rigidez do sistema de fundação, constituído pelo conjunto bloco-estaca-solo, resulte compatível com a hipótese adotada.

Em qualquer caso, o autor do projeto deverá prever ligação adequada entre a estaca e o bloco de coroamento; essa ligação será constituída por barras convenientemente ancoradas no bloco de fundação. Além disso, exigir um cobrimento mínimo de 5 cm entre a face inferior do bloco e o topo da estaca, no caso de pequenas solicitações sem cargas horizontais, e 10 cm em caso contrário.

4.1.4.2

Estacas Verticais

O dimensionamento das estacas ou a sua escolha, no caso de serem pré-moldadas, deverá considerar o conjunto de esforços verticais e horizontais atuantes sobre elas e a interação com o solo de fundação.

A resistência de estacas verticais a esforços horizontais deverá ser justificada através da determinação criteriosa dos parâmetros de confinamento lateral do solo.

Desta forma, para os esforços resultantes, evitase o risco de rupturas locais do solo e grandes deformações, bem como ruptura ou fissuração excessiva na própria estaca, ao longo de seu comprimento. Para tanto, o autor do projeto deverá dispor de armaduras necessárias à flexão e ao cisalhamento e verificar, no caso de serem pré-moldadas, se as seções de concreto e armaduras satisfazem aos critérios de segurança estabelecidos na Norma NBR 6118.

138 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.1.4.3

Estacas Inclinadas

Inclinação Máxima

Exceto nos casos especiais, em que haja segurança da utilização de equipamentos, que permitam inclinações maiores, o autor do projeto deverá prever inclinação de H/V = 1/5, correspondente à tangente do ângulo formado pelo eixo de estaca com o plano vertical.

Disposição em Planta

O projeto, quando utilizar estacas inclinadas, deverá eliminar a possibilidade de interferências entre estacas a grandes profundidades, através de disposição adequada em planta. A disposição deverá prever os eventuais desvios durante a cravação.

4.1.4.4

Seqüência de Execução

No caso de execução de estacas em grupo, o autor do projeto deverá recomendar a sequência ideal de execução de forma a minimizar os efeitos do deslocamento lateral e levantamento de estacas vizinhas.

De preferência, recomendar a execução do centro para os bordos ou de um bordo para outro.

4.1.5 Tubulões

4.1.5.1

Introdução

Aplicam-se aos tubulões o disposto nos itens

4.1.4.1 e 4.1.4.2 anteriores.

4.1.5.2

Critérios de Dimensionamento do Fuste

O fuste deverá ser dimensionado para a combinação mais desfavorável das ações, considerado o efeito favorável de confinamento lateral do terreno, se as suas características forem bem determinadas.

Pode-se prescindir da armadura longitudinal quando forem satisfeitas, simultaneamente, as seguintes condições:

• não se tratem de tubulões executados por aduelas;

• em regiões cuja profundidade seja superior a 1/3 do comprimento total enterrado, porém não inferior a 4,0 metros;

• em seções onde, para o estado limite último, não se atinja o estado de descompressão da seção, nem seja ultrapassado o valor 0,5 fck para a máxima tensão de compressão. Exigem-se, para esta verificação, coeficientes de ponderação distintos, 1,0 e 1,4, para ações de naturezas diferentes, na combinação mais desfavorável para a fibra menos comprimida.

• o autor do projeto indique controle rigoroso na execução do tubulão, estabelecendo o desvio máximo tolerável para que seja satisfeita a condição anterior a esta;

• o tubulão não atravesse camadas de solo que possam transmitir, por efeito de recalques da própria camada ou outras, ou devido à existência de fundações próprias, esforços transversais ou deslocamentos não verticais ao tubulão.

Transversalmente, além da eventual necessidade de armaduras destinadas à absorção de esforços cortantes, o tubulão, quando for executado a ar comprimido, deverá ter suas paredes dimensionadas para absorver os esforços de tração oriundos da pressão de trabalho (ar).

4.1.5.3

Tubulões de Base não Alargada

Quando o tubulão for assente sobre rocha de grande capacidade resistente, de forma a prescindir de alargamento de base, recomenda-se prever, no caso de transmissão de esforços horizontais, comprimento de engastamento na rocha compatível com a sua resistência admissível lateral, não inferior ao diâmetro do fuste. O tubulão deverá ser dimensionado, nesse trecho, considerando o fluxo interno de esforços provocados pela contenção localizada.

4.1.5.4

Tubulões de Base Alargada

Localização da Base

Quando o projeto previr tubulões de base alargada, esta deverá localizar-se em regiões do solo de coesão, consistência e estabilidade compatíveis com as dimensões da escavação, evitando camadas de solos arenosos.

Bases não Armadas

Permite-se utilizar bases de tubulões não armadas quando se verificar a relação:

Τ

g

β

β

Ρ

max

τ

ct

+ 1 onde

β

= menor ângulo de declividade da reta determinada pelos pontos de interseção da base e do fuste com o plano vertical que contém o eixo do tubulão;

P

max

= máxima tensão atuante na base em serviço;

τ

ct

= fck/20

4.1.5.5

Diâmetro Mínimo

Recomenda-se adotar tubulão com diâmetro de fuste superior a 70 cm, a não ser no caso de processo executivo especial.

4.1.5.6

Tubulões e Ar Comprimido

Os tubulões a ar comprimido poderão ser projetados até uma altura limite de 15 metros de coluna d’água.

O projeto deverá, preferencialmente, prever tubulões com diâmetro 120, 140, 150, 160, 180, 200, 220 cm. O diâmetro da base não será superior a três vezes o diâmetro do fuste. A figura 4.3 indica dimensões usuais para este tipo de tubulão.

139 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Figura 4.3

d 1.20

1.40

1.50

1.60

1.80

2.00

2.20

di 0.70

0.80

0.80

0.80

0.80

0.80

0.80

dc 0.90

1.10

1.10

1.20

1.40

1.60

1.70

ef 0.25

0.30

0.35

0.40

0.50

0.60

0.70

ec 0.15

0.15

0.20

0.20

0.20

0.20

0.25

hc 2.00

2.00

2.00

2.00

2.00

2.00

2.00

hr 0.30

0.30

0.30

0.30

0.30

0.30

0.30

A análise posterior do comportamento da peça, em estádio II, deverá considerar as variações de resistência e rigidez, calculadas de acordo com os métodos praticados na Engenharia e obedecidas as características dos materiais.

4.2.1.3

Peças de Grandes Dimensões

No caso de elementos estruturais de grandes dimensões, implicando volume apreciável de concreto, o autor do projeto deverá prever plano adequado de concretagem, de forma a evitar os efeitos indesejáveis do calor de hidratação e retração. O plano de concretagem deverá incluir a forma de tratamento das juntas.

4.2.2 Lajes

Os itens a seguir complementam o anterior no que se refere ao projeto específico de lajes analisadas sob métodos lineares. São aplicáveis às lajes maciças, em geral, e válidos para as demais, nervuradas e vazadas, quando o seu comportamento, sob as ações, for sensivelmente igual ao das primeiras.

4.2.2.1

Redistribuição de Momentos

A análise das lajes, baseada na Teoria da

Elasticidade, tanto em estado limite último quanto de utilização, poderá considerar seções brutas, adotando para o coeficiente de Poisson o valor indicado na Norma NBR 6118.

4.2

Superestrutura

4.2.1 Introdução

O projeto da superestrutura e de seus elementos isolados deverá obedecer aos critérios usuais de Teoria e

Estabilidade das Estruturas, considerando as características de resistência e comportamento dos materiais empregados, com vistas ao trabalho das peças em regime de serviço e com segurança adequada ao estado de ruína.

Desta forma, o projeto deverá obedecer às prescrições e limitações estabelecidas pela Norma NBR 6118, relativas aos estados limites últimos (ruína) e de utilização (fissuração nociva e deformações excessivas) referentes aos vários tipos de solicitação a que o elemento estrutural, em particular, e a estrutura, em geral, possam se submetidos.

4.2.1.1

Métodos de Análise

A análise estrutural poderá ser efetuada através da Teoria da Elasticidade ou de método baseado no regime de ruptura e na Teoria da Plasticidade. Neste último caso, a análise deverá ser devidamente justificada. Efeitos particulares ou de

2ª ordem, devidos a excentricidades de esforços e a características reológicas dos materiais, deverão merecer análise especial.

4.2.1.2

Características Geométricas

Na determinação das solicitações, permite-se adotar seções brutas, sem a dedução de áreas de armaduras, bainhas ou consideração da fissuração.

Permite-se para as lajes contínuas, ainda que calculadas em regime elástico, uma redistribuição de momentos que considere diminuição de até 15% nos apoios, desde que os momentos nos vãos sejam adequadamente corrigidos para restabelecer o equilíbrio.

Redistribuições que impliquem variações maiores que a indicada deverão basear-se em processo no regime plástico, convenientemente justificados.

4.2.2.2

Espessura das Lajes

A espessura das lajes respeitados os mínimos valores estabelecidos pela Norma NBR 6118, deverá ser determinada de forma a atender às condições de resistência

às ações aplicadas e, especialmente, às limitações de deformações e fissuração indicadas, respectivamente, nos itens 4.2.3.1 e 4.2.2, daquela Norma.

A verificação de flechas para lajes usuais de edifícios poderá ser feita considerando as características geométricas da seção no estádio I. Para as lajes com dimensões ou carregamentos importantes recomenda-se uma análise mais criteriosa.

4.2.2.3

Continuidade

A continuidade das lajes com vigas de extremidade somente poderá ser considerada quando, no estádio II, a rigidez do elemento se mantém compatível com a restrição de rotação que impõe essa continuidade.

Neste caso, a laje somente poderá ser considerada engastada se a rigidez à torção da viga, calculada no estádio

140 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

II, for ainda suficiente para assegurar a continuidade da estrutura. O elemento estrutural que provocou a restrição deverá ser calculado para os esforços resultantes dessa continuidade.

4.2.2.4

Lajes Retangulares

São consideradas armadas em uma direção as lajes onde a relação entre o lado maior e o lado menor for maior do que 2. Serão consideradas armadas nas duas direções no caso contrário.

As lajes armadas em uma só direção serão calculadas como se tratasse de elemento linear paralelo à menor dimensão. Na direção do lado maior deverão ser calculados os momentos fletores existentes junto às extremidades apoiadas

Armadura Principal

São consideradas principais as armaduras que correspondem aos momentos máximos nas lajes armadas em duas direções e a armadura paralela ao menor lado das lajes armadas em uma só direção.

As armaduras principais deverão ter pontos de interrupção definidos conforme os ítens 4.1.1.2 e 4.1.6.2 da

Norma NBR 6118.

Escalonamento da Armadura

A armadura poderá ser escalonada em 50% das barras, desde que convenientemente ancoradas, de forma a satisfazer ao cobrimento de diagrama deslocado conforme a

Norma NBR 6118.

Armadura de Extremidade

Quando se tratar de laje suportada por viga de extremidade, que não satisfaça à condição de continuidade estabelecida no item 4.2.2.3 desta Prática, o projeto deverá prever uma armadura negativa naquela extremidade, correspondente a 1/3 da armadura de vão, prolongada da face externa da viga até um comprimento mínimo 0,2 (l + b), sendo l o menor dos vãos teóricos e b a largura da viga.

Armaduras Secundárias

São consideradas secundárias as armaduras paralelas aos lados maiores das lajes armadas em uma só direção.

O autor do projeto deverá prever a quantidade e disposição dessas armaduras, obedecendo aos mínimos prescritos pela Norma NBR 6118, de forma a evitar fissuração excessiva e satisfazer às condições particulares relativas às regiões próximas aos apoios paralelos ao vão principal.

Cargas Concentradas ou Linearmente Distribuídas

Nas lajes armadas em uma só direção, quando agirem cargas concentradas ou linearmente distribuídas na direção do lado menor, deverá ser aplicado o disposto nos

ítens 3.3.2.4 e 3.3.2.5 da Norma NBR 6118 para a determinação da largura colaborante.

Para as lajes armadas em duas direções, o autor do projeto poderá se utilizar, nos casos usuais de edifícios, de critérios simplificados. Em casos especiais, como vãos ou carregamentos importantes, a análise deverá ser mais criteriosa.

Aberturas

Quando a laje for provida de abertura, será permitido, nos casos usuais, o reforço nas regiões próximas

às suas extremidades, desde que cada lado da abertura não exceda 1/6 do valor do lado paralelo da laje.

Neste caso, o reforço será efetuado simetricamente nas bordas da abertura, sendo a seção total da armadura, para cada direção, equivalente àquela interrompida pela abertura.

Quando esta limitação não for satisfeita, o Autor do Projeto poderá subdividir a laje em outras, com bordos livres, ou por processo mais exato como o método dos elementos finitos.

4.2.2.5

Lajes Compostas por Retângulos

Quando a laje for irregular, composta por retângulos, permite-se adotar o processo simplificado indicado no segundo parágrafo do item 4.2.2.4 desta Prática, relativo a aberturas, desde que a espessura adotada forneça rigidez compatível com as deformações limites estabelecidas pela Norma NBR 6118.

4.2.2.6

Lajes Circulares e Poligonais

As armaduras deverão ser dispostas, sempre que possível, segundo as direções dos momentos principais que solicitam a laje. Quando isso não for possível, caso comum em lajes circulares e poligonais, o autor do projeto deverá considerar a composição dos esforços nas direções das armaduras e dimensioná-las para estes esforços.

4.2.3 Vigas

4.2.3.1

Método de Análise - Redistribuição de

Momentos

O cálculo estático pode ser desenvolvido em regime elástico, mantida a limitação de redistribuição de momentos indicada no item 4.2.2.1, desta Prática, com as ressalvas ali mencionadas.

O projeto, na eventualidade de prever redistribuições maiores, deverá ser justificado através de análise em regime plástico, mantendo, para o estado de serviço, as limitações de deformações e fissuração previstas pela Norma NBR 6118.

4.2.3.2

Armadura Longitudinal

A armadura longitudinal será determinada a partir das hipóteses básicas indicadas no item 4 da Norma NBR

6118, para o estado limite último, obedecidas as restrições de aberturas de fissuras contidas no item 4.2.2 da mesma

Norma.

Zonas de Apoio

Quando ocorrerem apoios estreitos nas extremidades das vigas e as curvaturas das barras

141 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO longitudinais de grande diâmetro impedirem a cobertura eficiente dos cantos, deverá ser utilizada armadura especial de proteção para evitar a ruptura localizada.

Disposição Transversal

As armaduras longitudinais deverão ser dispostas transversalmente, de forma a assegurar concretagem eficiente. Assim, o projeto deverá prever espaços suficientes para a entrada de vibrador e evitar concentrações de barras de armadura, especialmente em regiões de emendas por traspasse.

Armadura de Alma

O projeto deverá prever, em vigas com alturas maiores que 60 cm, armaduras de alma distribuídas nas faces laterais da zona tracionada.

4.2.3.3

Armadura Transversal

Forças Cortantes

A armadura destinada a absorver os esforços de tração devidos às forças cortantes deverá ser constituída, preferencialmente, por estribos normais ao eixo da peça; na hipótese de combinação com barras inclinadas, a parcela por estas absorvida não deverá exceder 60% dos esforços totais.

Torção

O projeto deverá prever resistência a esforços de torção combinados com os efeitos de força cortante, dispondo das armaduras adequadas sempre que tenha sido considerada a torção de compatibilidade como restrição à deformação ou rotação dos elementos estruturais. Deverá ser observada a diminuição da rigidez à torção no estádio II.

Apoios Indiretos

No caso de ser a viga suporte ou ser suportada por outros elementos estruturais, o projeto deverá considerar a forma de introdução dessas cargas, dispondo das armaduras necessárias para assegurar a correta distribuição dos esforços no interior da peça. Estas armaduras deverão ser dispostas de forma a impedir fissuração localizada.

4.2.3.4

Aberturas

Permite-se desprezar, nas vigas, aberturas que não interfiram com principais bielas de compressão até o limite de duas por tramo, e que não tenham comprimento maior que 0,6h nem altura maior que h/3. Recomenda-se que o centro da abertura esteja o mais próximo possível do eixo da viga.

As aberturas diminuem, entretanto, a rigidez da viga. Recomenda-se concentrar estribos nos lados das aberturas calculados como armadura de suspensão, e calcular estribos colocados nas partes superior e inferior das aberturas admitindo-se que 80% da força cortante seja absorvida pelo banzo comprimido. Aberturas maiores ou em maior quantidade implicarão na consideração da descontinuidade da estrutura.

Se as aberturas estiverem situadas nas mesas de compressão de vigas T, o autor do projeto deverá considerar, além da diminuição da seção transversal no local, um trecho de transição até a seção plena com inclinação de 1:3 em relação ao eixo da viga.

4.2.4 Pilares

4.2.4.1

Pilares Curtos

Sempre que possível, e desde que sejam obedecidas as condições arquitetônicas, os pilares deverão ser projetados curtos. Consideram-se curtos aqueles pilares que tiverem o índice de esbeltez menor ou igual a 40 em todas as direções.

No caso da não existência de momentos fletores, além daqueles produzidos pelas excentridades acidentais, os pilares serão calculados utilizando-se o item 4.1.1.3d da

Norma NBR 6118. Permite-se o cálculo exato ou aqueles que comprovadamente tiverem uma precisão maior do que aquele método simplificado.

No caso de existirem momentos fletores atuando sobre o eixo principal, além daqueles produzidos pelas excentricidades adicionais apenas em uma direção, o cálculo dos pilares deverá ser feito separadamente para cada direção, incluindo-se as excentricidades acidentais, sendo que os pilares deverão resistir com segurança a estes esforços.

Existindo momentos fletores, além dos provocados pelas excentricidades adicionais, agindo nas duas direções principais, o pilar deverá ser calculado de acordo com os dois últimos parágrafos do item 4.1.1.3a da Norma

NBR 6118.

4.2.4.2

Pilares Medianamente Esbeltos

São considerados medianamente esbeltos os pilares que tiverem o seu índice de esbeltez na menor direção variando entre 40 e 80. No projeto destes pilares deverão ser obedecidas as condições arquitetônicas, desde que não se firam artigos da Norma NBR 6118.

No caso de pilares de seções constantes, inclusive a armadura, e desde que n > 0,7 (

ν

= (Nd)/

(fcd.

Ac)), deverá ser utilizado o item 4.1.1.3e da Norma

NBR 6118, levando em conta as excentricidades adicionais e de 2ª ordem. Deverá ser desprezada a excentricidade de 2ª ordem que existir em direção na qual o índice de esbeltez seja menor que 40. Permite-se o cálculo exato ou aqueles que comprovadamente tiverem uma precisão maior do que aqueles métodos simplificados.

No caso em que

ν

< 0,7 ou

ν

< 0,7 e a seção for constante, inclusive a armadura, e desde que os momentos fletores, além daqueles produzidos pelas excentricidades adicionais e de 2ª ordem , atuem em apenas uma direção, o pilar deverá ser calculado separadamente para cada direção, incluindo as excentricidades acidentais e de 2ª ordem, sendo que os pilares deverão resistir com segurança a estes esforços.

Além daqueles devidos às excentricidades acidentais e de 2ª ordem, no caso em que os momentos fletores atuem nas duas direções principais, o pilar deverá ser calculado à flexo-compressão oblíqua, com todos os esforços incluídos, permitindo-se contudo aplicar o apresentado no item 4.1.1.3a da Norma NBR 6118, para cálculo de flexo-compressão oblíqua.

142 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.2.4.3

Pilares Esbeltos

São considerados esbeltos aqueles pilares em que o índice de esbeltez é maior que 80. Neste caso os pilares deverão ser calculados pelo processo que considera a relação momento-curvatura ou por processo aproximado, devidamente justificado.

4.2.4.4

Projeto dos Pilares

Especial atenção para o projeto dos pilares, mormente quando se tratarem de pilares esbeltos e medianamente esbeltos, deverá ser dada à espessura do cobrimento das armaduras, que deverá ter o mínimo de acordo com o item 6.3.3.1 da Norma NBR 6118 e as suas dimensões mínimas e máximas de acordo com o item 6.1.3 dessa Norma.

4.2.4.5

Armaduras

A armadura deverá ter sua seção transversal limitada aos valores indicados no item 6.3.1.3 da Norma NBR

6118. Quando for necessária a defasagem de emendas da armadura para atender aos limites da Norma, as barras não deverão ter comprimento acima da parte concretada maior do que 200

. O espaçamento das barras da armadura deverá obedecer ao item 6.3.2.4 da Norma NBR 6118.

O diâmetro dos estribos não deverá ser menor que

¼ do diâmetro das barras longitudinais, nem menor que 5,0 mm, e seu espaçamento deverá ser, no mínimo, de acordo com o item 6.3.2.4 da Norma NBR 6118.

A proteção contra a flambagem das barras deverá requerer cuidados especiais no detalhamento dos estribos, de conformidade com o item 6.3.4.3 da Norma NBR 6118. Nos casos eventuais de emendas da armadura em regiões não próximas a vigas e lajes, deverão ser previstos estribos adicionais em todo o comprimento de traspasse.

Só será permitido o engarrafamento das barras da armadura com inclinação de 1:5 (um na horizontal e cinco na vertical) ou menos, a fim de evitar mudanças abruptas na armação. A zona do engarrafamento deverá ter estribos adicionais compatíveis com as armações.

4.3

Aplicação ao Concreto Protendido

4.3.1 Introdução

As considerações relativas à protensão obedecerão aos princípios e disposições estabelecidas na Norma NBR

7197.

4.3.2 Grau de Protensão

O grau de protensão a que estará submetida a estrutura

(completa, limitada ou parcial), será determinado segundo a

Norma NBR 7197, pelo autor do projeto, tendo em vista as características de utilização da obra.

4.3.3 Perdas de Protensão

O projeto deverá considerar as variações de tensões no aço e no concreto, ao longo do tempo, devidas ao atrito entre cabo e bainha, escorregamento da cunha de ancoragem, deformações imediatas e lentas da peça, e relaxação do aço.

4.3.4 Perdas por Atrito

Serão consideradas, no caso de protensão com aderência posterior, de acordo com a especificação de bainhas utilizadas ou, na falta de dados mais precisos, pelos valores recomendados pela Norma NBR 7197.

4.3.5 Cravação de Cunha de Ancoragem

A perda por escorregamento da cunha de ancoragem deverá ser considerada de acordo com o sistema de protensão a ser utilizado. Na falta de conhecimento, o autor do projeto poderá prever, nos casos gerais, deslizamento de 6 mm, indicando esse valor admitido nas plantas de projeto.

4.3.6 Encurtamento Elástico do Concreto

As perdas por encurtamento elástico do concreto deverão considerar a seqüência de protensão dos cabos e a influência recíproca entre eles.

Em estruturas hiperestáticas ou que tenham mais de uma fase de protensão, os mesmos efeitos deverão ser considerados.

4.3.7 Fluência e Retração do Concreto - Relaxação do Aço

Os efeitos lentos devido às características dos materiais empregados deverão ser considerados, adotando-se os valores dos parâmetros intervenientes no processo de acordo com o estabelecido na Norma NBR 7197, complementados pelos fornecidos pelas normas Normas NBR 7482 e NBR 7483.

4.3.8 Zonas de Ancoragem

Cuidados especiais deverão ser tomados junto às ancoragens dos cabos, já que a tensão aplicada ao concreto é normalmente superior a 20 Mpa, devido às características da ancoragem.

Deverão ser calculadas armaduras para absorver os esforços de tração provocados pelo efeito de bloco parcialmente carregado de acordo com a Norma NBR 6118.

4.3.9 Flechas e Contraflechas

Deverão ser executados cálculos de deformações na estrutura para a verificação da necessidade de adoção de contraflechas.

4.3.10 Utilização de Ancoragens Passivas

As ancoragens passivas, situadas no interior da peça e colocadas antes da concretagem, possuem o inconveniente da impossibilidade de substituição do cabo no caso de problemas durante a protensão.

Estas ancoragens deverão ser utilizadas apenas em casos de pequeno comprimento do cabo ou quando a localização da ancoragem estiver necessariamente em local que impossibilite o acesso do dispositivo de tração dos cabos.

Nestes casos recomenda-se a colocação de ancoragem ativa funcionando como passiva, pré-encunhando o cabo.

4.3.11 Aplicação e Medida de Força de Protensão

O autor do projeto deverá indicar, nos desenhos relativos a detalhes de protensão, os seguintes elementos:

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P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• força a ser aplicada na extremidade do macaco de protensão;

• tipo de bainha e coeficiente de atrito previstos em trechos retos e curvos;

• seqüência de protensão dos cabos;

• tabela de alongamentos previstos, de acordo com o diagrama tensão-deformação do aço utilizado;

• idade e resistência mínima do concreto previstas para a operação de protensão.

4.4

Aplicação às Estruturas Pré-moldadas e Préfabricadas

4.4.1 Introdução

Serão sempre consideradas, além das normalmente previstas para a estrutura, as cargas, incluídos os efeitos dinâmicos, provenientes do processo executivo, transporte e montagem das peças pré-moldadas e pré-fabricadas, desde a fabricação ou execução do elemento até sua colocação em serviço.

Atenção especial será dada ao comportamento das ligações e sua influência sobre a estabilidade dos componentes e do conjunto. Além disso, o projeto deverá considerar, na determinação das dimensões das peças e determinação dos esforços, as tolerâncias de fabricação e montagem.

4.4.2 Estabilidade do Conjunto

A estrutura composta por elementos pré-moldados deverá ter a estabilidade do conjunto comprovada, de forma a impedir deslocamentos e rotações incompatíveis com a utilização normal da estrutura.

A organização geral da estrutura deverá ser tal que a eventual inutilização ou substituição de qualquer de seus componentes não provoque a possibilidade de colapso progressivo da estrutura. Os efeitos de 2ª ordem deverão ser considerados tanto para a estrutura como um todo quanto para os elementos estruturais isolados.

4.4.3 Tolerância - Desvios

O projeto deverá prever e indicar as folgas e tolerâncias de fabricação e montagem e os desvios de locação e de verticalidade admissíveis para os diversos elementos componentes da estrutura. Estas tolerâncias e desvios deverão ser considerados no projeto de cada peça e de suas ligações.

4.4.4 Solicitações Dinâmicas

O projeto de peças pré-moldadas deverá considerar o efeito das solicitações dinâmicas no transporte, seja através de uma análise dinâmica, seja por meio de um coeficiente de amplificação dinâmico, multiplicador das solicitações estáticas, compatível com as condições do veículo e de transporte.

4.4.5 Estabilidade Lateral das Peças

Será considerada, no projeto, a possibilidade de instabilidade lateral das peças pré-moldadas, quer nas fases de manuseio, transporte e montagem, quer na de utilização do elemento. O projeto deverá eliminar, também, a eventualidade de o estado limite de instabilidade ocorrer antes do estado limite último de flexão.

4.4.6 Peças Compostas

A utilização de peças compostas, seja no caso de ligação com concretagem no local, seja no de ligações entre duas peças pré-moldadas, deverá considerar o estado inicial de solicitações nos elementos e sua redistribuição, ao longo do tempo, por efeito de retração e fluência do concreto e, quando for o caso, por relaxação da armadura.

A resistência e comportamento do plano de ligação deverão ser comprovados considerando também esses efeitos.

4.4.7 Ligações

4.4.7.1

Introdução

As ligações serão dimensionadas para os esforços solicitantes de cálculo, determinados a partir da teoria da elasticidade das estruturas, adotando-se, para coeficientes de majoração das cargas, os admitidos pelas

Normas NBR 6118 e NBR 7197, acrescidos de 20%.

Nos casos em que os efeitos de 2ª ordem forem apreciáveis, a ligação será dimensionada incluindo as solicitações dimensionadas provocadas por esses efeitos.

Ainda que a resistência seja comprovada para estados limites últimos, será sempre assegurado que as rotações e deslocamentos apresentados na ligação, bem como a fissuração da peça em estado de utilização, não comprometam a estabilidade da estrutura nem a durabilidade e características dos materiais empregados.

4.4.7.2

Ações e Solicitações

Serão sempre consideradas, além das normalmente previstas para a estrutura, as cargas, incluídos os efeitos dinâmicos, provenientes do processo executivo, transporte e montagem das peças pré-moldadas, sendo estas e as respectivas ligações dimensionadas para a combinação mais desfavorável em cada seção.

As cargas serão aplicadas, quando for o caso, com excentricidades mínimas, iguais aos valores previstos para as tolerâncias e desvios previstos para as peças.

Recomenda-se preverem-se ligações que minimizem os efeitos de restrições às deformações impostas à estrutura, tais como esforços devidos à retração,

à fluência do concreto e a variações de temperatura. Neste sentido, qualquer ligação deverá ser projetada com a consideração desses esforços, seja para resistir aos mesmos em sua totalidade, seja para restringi-los a um valor previsto através da escolha criteriosa de detalhes da ligação e de materiais empregados.

4.4.7.3

Localização das Ligações

Todas as ligações deverão localizar-se em pontos que minimizem os efeitos de concentrações de tensões e permitam fácil acesso para execução e inspeção.

144 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.4.7.4

Ligações de Flexão e Tração

As ligações de flexão e tração serão garantidas por meio de emendas de armadura passiva, perfis ou chapas de aço, ou por protensão. As emendas de armadura passiva obedecerão à Norma NBR 6118, de forma a assegurar a perfeita transmissão de esforços das partes a serem ligadas.

No caso de ligações predominantemente de tração, a ancoragem de barras por aderência, em 2ª concretagem, será permitida apenas nos casos de barras nervuradas, de diâmetro não superior a 25 mm, e quando imersa em dutos cujas paredes sejam providas de rugosidade suficiente. Caso contrário, o esforço total será ancorado através de dispositivos mecânicos na extremidade da barra.

A utilização de solda deverá restringir-se às operações rigorosamente controladas. Nos casos em que for prevista, e naqueles de ligações com parafusos, procurar dispor os elementos de forma a que haja excentricidade mínima da força a ser transferida. Nesses casos serão indicadas nas plantas de detalhes as tolerâncias de desvios admitidas na elaboração do projeto estrutural.

No caso de ligação através de protensão, serão considerados esforços secundários por ela provocados, levando em conta, porém, os coeficientes de ponderação diferentes para as cargas externas e as de protensão, no estado limite último. Além disso, exigir comprovação da resistência da peça em zonas de ancoragens, considerando as variações do fluxo de esforços provocados, e dispondo das armaduras necessárias para assegurar a integridade das peças.

Em todos os casos será considerada a redistribuição de esforços por efeito da fluência do concreto como função de idade das peças a serem ligadas, adotando na avaliação dos parâmetros envolvidos os critérios estabelecidos na Norma NBR 7197.

4.4.7.5

Ligações de Cisalhamento

As ligações de transferência de esforços tangenciais serão projetadas através de dispositivos que compreendam barras de armadura passiva ou ativa, dispositivos mecânicos, perfis ou chapas soldadas ou parafusadas, pinos, consolos ou outros de eficiência conhecida.

A transmissão de esforços por atrito será admitida apenas quando for comprovada a existência de esforços normais de compressão, suficientes para assegurar a integridade da ligação.

Sempre que as partes ligadas representarem continuidade, deverão ser indicadas nas plantas de detalhes as condições exigidas para preparo das superfícies de ligação.

4.4.7.6

Ligações Através de Dispositivos Metálicos

A peças metálicas deverão satisfazer às prescrições estabelecidas na Norma NBR 8800, assegurando a ancoragem suficiente no concreto, de forma a garantir a perfeita transmissão de esforços. Além disso, comprovar que as deformações dessas peças sejam compatíveis com o comportamento do concreto.

4.4.7.7

Ligações por Meio de Almofadas de Elastômero

As ligações por meio de elastômero, fretado ou não, deverão considerar as características específicas do material quanto à rotação, deformação, distorção e escorregamento, associadas às condições de sua resistência.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste no estudo de viabilidade técnica e econômica da estrutura, comparando as diversas soluções alternativas.

Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de manutenção, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança, funcionalidade e adequação da estrutura ao uso e outros fatores específicos.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenhos unifilares de todos os pavimentos, indicando as dimensões das peças estruturais que vierem a condicionar o Projeto Básico de arquitetura;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto, onde deverá ser apresentado o estudo comparativo das opções estruturais com a justificativa técnica e econômica da alternativa eleita.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento das principais peças do sistema estrutural selecionado, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da estrutura, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• formas de todos os pavimentos, incluindo dimensões principais, locações, níveis e contraflexas;

• detalhes de armaduras especiais;

• especificações técnicas de materiais e serviços;

• orçamento detalhado da estrutura, baseado em quantitativos de materiais e fornecimentos;

• relatório técnico, onde deverão ser apresentados: justificativas técnicas dos dimensionamentos, consumo de concreto por pavimento, previsão de consumo de aço por pavimento, consumo de formas por pavimento e a seqüência executiva obrigatória, se for requerida pelo esquema estrutural.

O Projeto Básico deverá ser harmonizado com os projetos de arquitetura, estrutura metálica, fundações e demais instalações.

145 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

5.3

Projeto Executivo

Consiste no detalhamento completo da estrutura concebida e dimensionada nas etapas anteriores. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução da estrutura.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenhos de formas contendo:

planta, em escala apropriada, de todos os pavimentos e escadas;

cortes e detalhes necessários ao correto entendimento da estrutura;

detalhes de juntas, impermeabilizações, nichos, orifícios e embutidos;

indicação, por parcelas, do carregamento permanente considerado em cada laje, com exceção do peso próprio;

indicação da resistência características do concreto;

indicação do esquema executivo obrigatório quando assim o sugerir o esquema estrutural;

indicação das contraflechas.

• desenhos de armações contendo:

detalhamento, em escala apropriada, de todas as peças do esquema estrutural;

especificação do tipo de aço;

tabela e resumo de armação por folha de desenho.

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, onde deverão ser descritas as ações e coações consideradas no cálculo de cada peça estrutural, o esquema de cálculo que elegeu o carregamento mais desfavorável de cada peça estrutural ou conjunto de peças estruturais, o esquema para o cálculo dos esforços em cada peça estrutural ou conjunto de peças estruturais, os valores dos esforços de serviço oriundos da resolução dos esquemas de cálculo, os critérios de dimensionamento de cada peça estrutura e, se for requerida uma determinada sequência de execução, a justificativa dos motivos de sua necessidade.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Estruturas de Concreto deverão também atender às seguintes Normas e Práticas

Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6118 - Cálculo e Execução de Obras de Concreto

Armado Procedimento

NBR 6120 - Cargas para Cálculo de Estruturas de

Edificações - Procedimento

NBR 6123 - Forças devidas ao vento em Edificações -

Procedimento

NBR 7197 - Cálculo e Execução de Obras em Concreto

Protendido

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico.

Normas e Códigos Estrangeiros:

American Concrete Institute (ACI) Standand 318-77 -

Building Code Requeriments for Reinforced Concrete.

Comité Euro - International du Béton (CEB) Code Modèl pour les Structures em Béton - 1978

CEB - FIP - Model Cosde - 1990

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos.

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P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Estruturas de Concreto.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Concreto

2.1.1 Armado

- local;

- finalidade;

- resistência características (fck) requerida;

- cor e textura, quando aparente;

- tipo de tratamento de juntas de concretagem;

- tolerância executiva admissíveis.

Características não usuais do concreto, exigidas por critérios de cálculo adotados no projeto estrutural, deverão ser acrescidas em cada caso particular.

2.1.2 Protendido

- local;

- finalidade;

- resistência características (fck) requerida;

- cor e textura, quando aparente;

- aparelhos de ancoragem;

- injeção;

- protensão;

- tipo e tratamento das juntas de concretagem;

- tolerâncias executivas admissíveis.

Características não usuais do concreto, exigidas por critérios de cálculo adotados no projeto estrutural, deverão ser acrescidas em cada caso particular.

2.2

Formas

- tipo;

- características do material;

- dimensões;

- possibilidade de reaproveitamento;

- modulação dos painéis e das peças de montagem (tirantes, parafusos, pregos e outras);

- proteções e cuidados executivos.

2.3

Aço

- tipo;

- bitolas;

- emendas;

- fixadores e espaçadores;

- proteções e cuidados executivos.

2.4

Aparelhos de Apoio

- tipo;

- características de material;

- proteções e cuidados executivos.

2.5

Juntas de Dilatação

- tipo;

- características do material;

- proteções e cuidados executivos.

147 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

F

UNDAÇÕES E

E

STRUTURAS

E

STRUTURAS

M

ETÁLICAS

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

1.

O

Anexo 1 - Especificação

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Estruturas Metálicas

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.7

Estabilidade Lateral

Estabilidade no plano perpendicular ao plano principal de carregamento.

2.8

Flambagem Localizada

Perda da estabilidade em uma parte da seção, nem sempre acarretando o colapso total da peça.

2.9

Carga Útil

Máxima carga de utilização que um elemento pode suportar sem que sejam ultrapassados seus limites de resistência ou de utilização, mantendo as devidas reservas de segurança.

2.10

Contraventamento

Estrutura auxiliar utilizada para promover a rigidez espacial e a estabilidade da estrutura e seus elementos.

2.11

Diagonais de Travamento

Principais elementos constituintes do contraventamento.

2.1

Projeto de Estrutura

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a fabricação e montagem da parte da edificação considerada resistente às ações e coações atuantes.

2.2

Esquema Estrutural

Arranjo físico dos diversos elementos resistentes que constituem a estrutura.

2.12

Fadiga

Fenômeno que provoca a ruptura do metal quando este é solicitado por esforços alternados e repetidos, como por exemplo, aqueles que atuam em vigas de rolamento.

2.13

Conexões, Juntas e Ligações

União de dois ou mais elementos por intermédio de rebites, parafusos, pinos ou soldas.

2.3

Estrutura Metálica

Estrutura cujos elementos resistentes são de metal, usualmente aço ou alumínio.

2.4

Estrutura Mista

Estrutura cujos elementos resistentes são de materiais diversos, usualmente aço e concreto, unidos através de conectores.

2.5

Estabilidade

2.14

Conexão Axial

Conexão onde o centro de gravidade da ligação está contido nos eixos que passam pelo centro de gravidade das peças.

2.15

“Friction Type”

Conexão por atrito, proveniente de intenso aperto dos parafusos de alta resistência.

Capacidade de uma estrutura absorver com segurança os esforços a que está submetida.

2.6

Estabilidade Geral

Estabilidade em todos os planos do espaço, tanto de um elemento isolado como de um conjunto de elementos.

2.16

Solda Elétrica Manual

Processo manual constituído pala fusão de um eletrodo nos elementos a serem ligados, utilizando corrente elétrica alternada ou continua.

2.17

Eletrodo

Arame metálico especialmente protegido e preparado para fusão com o material base no processo de soldagem.

148 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.18

Conector

Elemento de ligação entre uma peça metálica e uma peça de concreto.

2.19

Flange, Aba ou Mesa

Parte superior ou inferior da viga responsável pela absorção da maioria dos esforços de flexão.

2.20

Alma

Parte central da viga responsável pela absorção da maioria dos esforços de cisalhamento.

2.21

Enrijecedor

Elemento responsável pelo enrijecimento do perfil, visando impedir a flambagem em determinado plano ou direção.

2.22

Placa de Base

Chapa soldada na extremidade inferior de uma coluna, capaz de transmitir e distribuir os esforços à fundação com tensões compatíveis com a estrutura de concreto.

2.23

Chumbador de Expansão

Parafuso especial que promove sua aderência ao concreto mediante um processo mecânico de expansão.

2.24

Viga Mista

Ligação solidária de perfis metálicos e laje de concreto armado, unidos através de conectores para resistir conjuntamente a esforços de flexão.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser obedecidas as seguintes condições gerais:

3.3.3 Inteirar-se do projeto como um todo, estendendo a análise aos desenhos e especificações, obtendo os subsídios necessários ao cálculo definitivo das ações atuantes na edificação.

3.3.4 Observar para que o projeto estabeleça condições que possibilitem o acesso à estrutura para efeito de inspeção e manutenção.

3.3.5 Na etapa de projeto executivo, alertar o autor do projeto de arquitetura sobre eventuais acabamentos ou arremates incompatíveis com o tipo de estrutura utilizada, notadamente no que se refere aos deslocamentos.

3.3.6 Conhecer as características do local da obra no tocante as:

• tipo e custo da mão-de-obra disponível;

• agressividade do meio ambiente;

• posturas legais relativas a critérios de segurança e à aprovação da documentação em geral;

• condições relativas às vias de acesso, dimensões do canteiro de serviço, topografia e subsolo.

3.1

As obras executadas total ou parcialmente em estrutura de aço devem obedecer a projeto elaborado de acordo com a norma NBR 8800 ou outra de uso consagrado, previamente aprovada pelo Contratante, baseada nos Estados Limites ou nas Tensões Admissíveis.

3.2

O projeto deverá ser desenvolvido por profissional legalmente habilitado, com experiência em projeto e construção de estruturas metálicas, que serão fabricadas e montadas por empresas capacitadas, sob a supervisão do autor do projeto.

3.3

Requisitos Básicos

Será da competência do projetista conhecer o projeto de arquitetura com os seguintes objetivos:

3.3.1 Fornecer os subsídios necessários para que as alternativas de partido arquitetônico sejam adequadas e não venham a ser inviabilizadas, quer técnica, quer econômica, quer legalmente por fatores estruturais ou por fatores de segurança, estes últimos em obediência às leis nacionais, estaduais e municipais vigentes.

3.3.2 Fornecer o posicionamento e dimensões das peças estruturais que vierem a servir de condicionantes na definição do projeto básico de arquitetura.

3.3.7 Conhecer todas as instalações a serem implantadas na edificação que sejam condicionantes na escolha e dimensionamento do esquema estrutural, bem como a flexibilidade de utilização desejada no projeto arquitetônico para que eventuais alterações de distribuição interna não venham a ser inviabilizadas por questões estruturais.

3.3.8 Conhecer o prazo fixado para a execução da obra, bem como as sugestões do Contratante para utilização de materiais ou esquemas executivos.

3.4

Ações

3.4.1 Introdução

As ações previstas para o dimensionamento das estruturas de aço para edifícios, estarão sujeitas às recomendações e exigências mínimas das normas NBR 6120,

NBR 6123, NBR 8681 e NBR 6118. Os esforços solicitantes serão obtidos pelos critérios estabelecidos pela NBR 8800.

Casos específicos de carregamentos poderão ter seus coeficientes de ponderação alterados, desde que justificados pelo projetista e aprovados pelo Contratante.

3.4.2 Combinações de Ações

Na combinação das ações serão considerados os efeitos, máximo e mínimo, sobre uma seção ou elemento estrutural, provenientes de ações acidentais aplicadas sobre o próprio elemento em estudo ou sobre outros que, dada a continuidade da estrutura, a eles possam transmitir esses efeitos.

Se a analise estrutural utilizar o estado limite, considerar o caso particular de ações de naturezas diferentes, em que a combinação mais desfavorável decorre da adoção de coeficientes de ponderação distintos para cada tipo de ação aplicada ao elemento estrutural.

149 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Atenção especial será dada à aplicação de cargas ou coações devidas a:

• processo executivo previsto;

• esforços transitórios externos;

• transporte eventual de elementos estruturais;

• impactos e carregamentos dinâmicos;

• deformações próprias dos materiais;

• efeitos de temperatura;

• vento.

3.4.3 Tipos de ações

ações:

Deverão ser considerados os seguintes tipos de

• ações permanentes, incluindo peso próprio da estrutura e de todos os elementos componentes da construção, como pisos, paredes permanentes, revestimentos e acabamentos, instalações e equipamentos fixos e sistemas de utilidades;

• ações variáveis, incluindo as sobrecargas decorrentes do uso e ocupação da edificação, equipamentos, divisórias, móveis, sobrecargas em coberturas, pressão hidrostática, empuxo de terra, vento e variação de temperatura;

• ações excepcionais, como explosões, choques de veículos, efeitos sísmicos e incêndio.

3.4.4 Ações de Terra

A consideração dos empuxos de terra sobre as estruturas far-se-á de acordo com as teorias correntes de

Mecânica dos Solos, através da determinação criteriosa dos parâmetros geotécnicos do terreno. Nos casos mais simples quando se prescindir de determinação mais precisa, permitese considerar o ângulo de atrito do material igual a 30 graus.

Em obras confinadas, como galerias e estruturas aporticadas, adotar o empuxo do solo em repouso ou ativo conforme a rigidez e deslocabilidade da estrutura, aplicando o coeficiente de majoração compatível com a combinação considerada.

Permite-se a consideração total do empuxo passivo, no caso em que a deformação da estrutura possa ser admitida superior ao deslocamento do terreno compatível com esse empuxo. Se a estrutura não admitir esse deslocamento, o valor do empuxo considerado deverá ser justificado em cada caso particular.

3.4.5 Ações de Líquidos e Gases

Especial atenção será dada às estruturas submetidas

às ações de líquidos e gases, devendo receber tratamento de projeto adequado, quer se trate de ações diretas, como as que atuam em estruturas destinadas a confinar líquidos ou gases, ou indiretas, como no caso de estruturas submetidas a ambientes agressivos.

Deverá ser prevista a proteção e emprego de materiais adequados nos dispositivos estruturais como aparelhos de apoio, juntas de vedação, dispositivos especiais de ligação e outros, de forma a assegurar seu perfeito funcionamento e durabilidade compatível com a edificação.

3.4.6 Ações devidas ao Fogo

As estruturas de aço deverão ter uma resistência mínima ao fogo de acordo com as recomendações estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros da comunidade em que a obra se encontra localizada.

A ação do fogo nas estruturas altera as propriedades físicas e mecânicas dos materiais que a compõem. O retardamento dessas alterações pode ser obtido pela utilização de perfis de maiores dimensões, ou então revestindo esses elementos com manta protetora, de forma a garantir uma resistência ao fogo durante um período mínimo estabelecido pelo Corpo de Bombeiros.

3.4.7 Efeitos da Corrosão

As estruturas de aço deverão ser projetadas para um certo período de vida útil, considerando os efeitos da corrosão produzida pelo meio ambiente. As estruturas deverão ser protegidas por pinturas especiais ou por sobrespessuras, especialmente dimensionadas.

Especial atenção deverá ser dada aos detalhes construtivos, de modo a evitar pontos de acúmulo de líquidos e poeira, que facilitam o processo de corrosão. No caso de estruturas enterradas, deverá ser verificada a necessidade de prover a estrutura de proteção catódica.

3.4.8 Ações com Probabilidade de Ocorrência Desprezível

Se uma ação de probabilidade de ocorrência desprezível elevar substancialmente os custos da estrutura, o Contratante deverá ser consultado sobre a sua consideração no projeto.

Com base nos subsídios oferecidos pelo projetista e nos riscos envolvidos, o Contratante deverá decidir sobre a sua consideração no projeto.

3.5

3.6

Concepção da Estrutura

Deverá ser escolhido o esquema estrutural que conduza aos melhores resultados, tanto do ponto de vista técnico, como econômico e funcional.

A estrutura deverá ser adequada às condições gerais do projeto de arquitetura e demais projetos da edificação, como por exemplo o de instalações de utilidades, prevendo os espaços necessários à passagem de dutos e tubulações.

Atenção especial deverá ser dada às condições gerais de execução dos serviços e obras e aos detalhes que possam resultar em facilidades e redução dos custos de manutenção.

Compatibilização de Projetos

Se o projeto estrutural da edificação envolver vários projetistas de estruturas, deverão ser obedecidas as seguintes condições:

• cada autor de projeto fornecerá aos demais projetistas os esforços transferidos para as estruturas de apoio ou suporte;

• cada autor de projeto deverá, em comum acordo com os demais, fornecer os detalhes executivos de apoio ao projetista da respectiva estrutura de sustentação;

150 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• o autor do projeto da estrutura suporte deverá compatibilizar as deformações da estrutura com as deformações permissíveis da estrutura que deverá sustentar.

3.7

Fundações

Para subsidiar a elaboração do projeto das fundações da estrutura, o autor do projeto de estruturas deverá produzir os seguintes elementos:

• desenho de locação dos pontos de carga na fundação, convenientemente amarrados no terreno;

• tabela vetorial com as cargas em cada ponto de apoio, subdivididas em permanentes e acidentais, com indicação das diversas hipóteses de carregamento.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

4.1.5 Eletrodos

O material de enchimento das soldas deverá ser especificado em função do tipo de aço do material base, de acordo com as recomendações da AWS e suas exigências mínimas.

Na elaboração das soldas deverá ser evitadas sobreposições de filetes. Sua notação nos desenhos deverá seguir as recomendações constantes da norma acima citada.

( ver item 6, Normas e Práticas Complementares).

4.2

Escolha de Perfis

Recomenda-se a escolha criteriosa de perfis e chapas comercialmente existentes, em face da grande flutuação regional de mercado.

4.1

Materiais

4.1.1 Aços Estruturais

Devem ser utilizados os tipos de materiais aprovados para uso na NBR 8800, ou pela norma adotada no caso específico, em sua última edição (ver item 6,

Normas e Práticas Complementares).

A espessura mínima permitida é de 3 mm, exceto para calços e chapas de enchimento. Chapas mais finas podem ser utilizadas na composição de perfis dobrados, caso em que o dimensionamento seguirá as recomendações da NB

143, ou outra previamente acordada com o Contratante.

Os materiais deverão ser especificados no projeto em função das suas características mecânicas mínimas exigidas.

4.1.2 Aços Fundidos e Forjados

Quando for necessário o emprego de elementos estruturais de aço fundido ou forjado, deverão ser obedecidas as recomendações constantes nas especificações próprias a esses tipos de aço, conforme NBR 8800 ou norma específica ( ver item 6, Normas e Práticas Complementares).

4.1.3 Parafusos e Barras Redondas

Estes elementos, cujas especificações são relacionadas nas Normas NBR 8800, NBR 7242 e ASTM A

668, são geralmente utilizados como tirantes ou chumbadores. Elementos fabricados em aço temperado não devem ser soldados nem aquecidos com a finalidade de facilitar a montagem.

4.1.4 Conectores

Os conectores de cisalhamento do tipo pino com cabeça, usados na estruturas mistas de aço-concreto, devem ter forma adequada para que possam ser soldados aos perfis por meio de solda automática, seguindo as recomendações da AWS D1.1.

As propriedades mecânicas dos aços destinados à composição de conectores são relacionadas na NBR 8800, bem como a resistência de cada conector em função do seu diâmetro e da resistência do concreto (ver item 6, Normas e

Práticas Complementares).

4.3

Contraventamentos

Prever diagonais de travamento ou outro sistema comprovado de contraventamento para garantir a estabilidade global da estrutura, bem como dos seus elementos individuais.

O comprimento efetivo de flambagem deverá ser calculado por método racional e nunca será menor que o comprimento real da peça.

4.4

Máximo Índice de Esbeltez

Todas as peças tracionadas, comprimidas ou fletidas deverão ter seus índices de esbeltez dentro de limites considerados aceitáveis pelas especificações de cálculo.

4.5

Vigas

As vigas deverão ser dimensionadas mediante de critérios de estabilidade, em função das dimensões, disposição dos travamentos e deformação máxima admissível.

Recomenda-se para vigas isostáticas que a relação entre vão e deformação seja superior ou igual a 360, para que a deformação seja praticamente invisível.

Em vigas para usos especiais, essa relação deverá ser sensivelmente superior, fixada de comum acordo com o

Contratante, visando o atendimento de critérios de utilização.

Os perfis recomendáveis para serem utilizados em vigas são os perfis tipo I, laminados ou soldados. Este tipo de perfil não deve ser utilizado em colunas pela alta esbeltez da alma.

4.6

Relação Largura-Espessura

Todas as chapas constituintes dos perfis terão a relação largura-espessura dentro de limites estabelecidos nas normas, de forma a evitar flambagem localizada. Atenção especial será dispensada às flanges, almas e enrijecedores de perfis soldados.

4.7

Viga Mista

Todo o esforço de cisalhamento será absorvido apenas pela alma da viga e pelos conectores soldados na sua aba superior. As propriedades da seção composta serão determinadas com base na teoria da elasticidade.

151 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.8

Vigas de Rolamento

As vigas de rolamento deverão ser dimensionadas como vigas biapoiadas, de acordo com as várias hipóteses de carregamento e respectivas tensões admissíveis, considerando principalmente o processo de fadiga, tanto no material da viga como nas suas ligações com a coluna e demais elementos da estrutura.

Nas vigas muito esbeltas deverá ser verificada a estabilidade da alma, bem como o esmagamento e acréscimo de tensão na mesa da viga por encurtamento da alma, em face da elevada concentração de carga transmitida pelas rodas. O travamento lateral da viga será convenientemente analisado, visando à minimização das deflexões provenientes da movimentação da ponte rolante.

4.9

Treliças

Normalmente compostas de cantoneiras, constituem o tipo mais leve de estrutura, porém requerem um travamento lateral adequado para garantir a sua estabilidade. No banzo superior, este travamento pode ser constituído pelas terças, que deverão ser dimensionadas para este acréscimo de carga.

As diagonais e montantes geralmente não exigem travamento, enquanto o banzo inferior normalmente requer travamento para manter a peça dentro dos limites normativos e absorver os efeitos de vibração produzidos por cargas dinâmicas.

4.10

Terças

Para aumentar a estabilidade global da terça, utilizamse travamentos constituídos normalmente por barras redondas de aço, fixadas na cumeeira por um elemento rígido. Esses travamentos, usualmente designados por “linhas de corrente”, deverão ser colocados em numero suficiente para garantir a estabilidade, sendo recomendável um espaçamento de 2 a 3 m entre cada linha de corrente.

4.11

Colunas

As cargas críticas de compressão e flexão serão determinadas com base nas condições de vinculação da coluna com a estrutura. Se a carga de compressão for elevada, deverá ser considerado o acréscimo de tensão proveniente dos efeitos de segunda ordem.

Os perfis normalmente utilizados em colunas são os perfis tipo H, soldados ou laminados. Se a coluna for composta por dois ou mais perfis interligados, essa ligação deverá ser claramente definida para indicar o esquema de funcionamento do conjunto.

4.12

Conexões

As conexões deverão ser projetadas e dimensionadas para assegurar o comportamento estrutural admitido no projeto, de forma a absorver os esforços mínimos previstos nas normas adotadas. Nas conexões parafusadas, deverá ser respeitada a quantidade mínima de dois parafusos.

Os eixos que passam pelo centro de gravidade dos elementos que compõem a conexão deverão ser concorrentes num ponto. No caso de excentricidade, a conexão deverá ser capaz de absorver os acréscimos de tensão provenientes da flexão.

Os parafusos deverão ser dispostos de conformidade com as especificações adotadas, respeitando os valores máximos e mínimos de espaçamento.

A atuação conjunta de solda e parafusos somente será considerada nas ligações “Friction Type” com parafusos de alta resistência; caso contrário, todos os esforços deverão ser absorvidos exclusivamente pela solda ou pelo parafuso.

4.13

Bases das Colunas

Deverá ser prevista uma camada de regularização adequada entre a placa de base e a superfície de apoio, a fim de promover o contato integral entre ambas. A chapa de apoio no concreto deverá ser suficientemente rígida para que as tensões resultantes sejam uniformemente distribuídas no concreto.

Se não ocorrerem esforços de tração na base de uma coluna, os chumbadores serão de pequenas dimensões.

Nesses casos, recomenda-se que os diâmetros dos chumbadores não sejam inferiores a 22 mm, a fim de absorver os esforços atuantes na fase de montagem da estrutura.

As placas de base para colunas de galpões contendo vigas de rolamento serão, de preferência, constituídas por duas placas, uma em contato com o concreto e outra aproximadamente 200 mm acima, interligadas por enrijecedores.

Tal disposição visa fornecer maior grau de engastamento, reduzindo as elevadas tensões na ligação da coluna com a placa de base.

Se o esforço cortante for muito elevado, originando altas tensões de cisalhamento nos chumbadores, e a parcela de atrito com o concreto for pequena, é recomendável prever cantoneiras soldadas na face inferior da placa, a fim de elevar a aderência da chapa com o concreto.

4.14

Chumbadores

Os chumbadores deverão ter resistência suficiente para absorver todos os esforços de tração e cisalhamento que atuam nas bases das colunas, incluindo a tração originada de momentos de engastamento.

Os chumbadores de expansão deverão ser utilizados apenas em estruturas secundárias, de conformidade com as especificações de confiabilidade comprovada.

4.15

Fadiga

Elementos ou conexões sujeitas a fadiga deverão ser dimensionados para resistir a um número suficiente de ciclos, compatível com a vida útil da estrutura.

4.16

Contraflechas

Deverá ser verificada a necessidade de adotar contraflechas em vigas ou treliças, de forma a respeitar os limites de deformação indicados nas normas.

4.17

Juntas de Expansão

Em função das condições de serviço da estrutura, deverá ser verificada a necessidade de adotar juntas de

152 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO expansão, a fim de permitir a expansão e contração dos elementos da estrutura.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste no estudo de viabilidade técnica e econômica da estrutura, comparando as diversas soluções alternativas.

Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de manutenção, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança, funcionalidade e adequação da estrutura ao uso da edificação e outros fatores específicos.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenhos unifilares de todas as estruturas do sistema, indicando as dimensões das peças estruturais que vierem a condicionar o projeto básico de arquitetura;

• relatório justificativo, onde deverá ser apresentado o estudo comparativo das opções estruturais com a justificativa técnica e econômica da alternativa eleita.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento das principais peças do sistema estrutural selecionado, de forma a permitir a previsão dos custos de fabricação e montagem com o grau de precisão acordado com o Contratante.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas de todas as estruturas do sistema, incluindo dimensões principais, locações, níveis e contraflechas;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, contendo: justificativas técnicas do dimensionamento; previsões de consumo de materiais e a seqüência executiva obrigatória, se for requerida pelo esquema estrutural.

O Projeto Básico deverá ser harmonizado com os projetos de Arquitetura, Estrutura de Concreto, Fundações e demais instalações.

5.3

Projeto Executivo ou de Fabricação

Consiste no detalhamento completo da estrutura concebida e dimensionada nas etapas anteriores. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita fabricação e montagem da estrutura.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta, em escala apropriada, de todas as estruturas do sistema;

• cortes e detalhes necessários ao correto entendimento da estrutura;

• especificação dos materiais utilizados, características e limites;

• lista completa de materiais;

• indicação do esquema executivo obrigatório, se for requerido pelo esquema estrutural;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, descrevendo e apresentando: as ações e coações consideradas no cálculo de cada peça estrutural; o esquema de cálculo que originou o carregamento mais desfavorável de cada peça ou conjunto de peças estruturais; o esquema para cálculo dos esforços em cada peça ou conjunto de peças estruturais; os valores dos esforços de serviço, determinados através dos esquemas de cálculo adotados; os critérios de dimensionamento de cada peça estrutural e nos casos específicos, a justificativa da necessidade de obediência à determinada seqüência de montagem.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de estruturas metálicas deverão também atender às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6118 - Projeto e Execução de Obras de Concreto

Armado - Procedimento

NBR 6120 - Cargas para o Cálculo de Estruturas de

Edificações - Procedimento

NBR 6123 - Forças devidas ao Vento em Edificações -

Procedimento

NBR 6313 - Peça Fundida de Aço Carbono para Uso Geral

- Especificação

NBR 6648 - Chapas Grossas de Aço Carbono para Uso

Estrutural - Especificação

NBR 6649/NBR 6650 - Chapas Finas a Quente de Aço

Carbono para Uso Estrutural - Especificação

NBR 8681 - Ações e Segurança nas Estruturas

NBR 7007 - Aço para Perfis Laminados para Uso

Estrutural - Especificação

NBR 5000 - Chapas Grossas de Aço de Baixa Liga e Alta

Resistência Mecânica - Especificação

NBR 5004 - Chapas Finas de Aço de Baixa Liga e Alta

Resistência Mecânica - Especificação

NBR 5008 - Chapas Grossas de Aço de Baixa e Alta

Resistência Mecânica, Resistentes à Corrosão

Atmosférica para Uso Estrutural - Especificação

NBR 5920/NBR 5921 - Chapas Finas de Aço de Baixa

Liga e Alta Resistência Mecânica, Resistentes à

Corrosão Atmosférica para Uso Estrutural ( a frio/ a quente ) - Especificação

NBR 8261 - Perfil Tubular de Aço Carbono, Formado a

Frio, com e sem Costura, de Seção Circular,

Quadrada ou Retangular para Uso Estrutural -

Especificação

NBR 7242 - Peças fundidas de aço de alta resistência para fins estruturais - Especificação

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

153 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Normas e Códigos Estrangeiros:

ANSI - American National Standards Institute

AWS - American Welding Society

ANSI/AWS A 2.4 - Symbols for welding and nondestructive testing

ANSI/AWS A 5.1 - Specification for covered carbon steel arc welding eletrodes

ANSI/AWS A 5.5 - Specification for low alloy steel covered arc welding electrodes

ANSI/AWS A 5.17 - Specification for carbon steel electrodes and fluxes for submerged arc welding

ANSI/AWS A 5.18 - Specification for carbon steel filler metals for gas shielded arc welding

ANSI/AWS A 5.23 - Specification for low alloy steel eletrodes and fluxes for submerged arc welding

ANSI/AWS A 5.28 - Specification for low alloy steel filler metals for gas submerged arc welding

ANSI/AWS D 1.1 - Structural Welding Code

ASTM - American Society for Testing and Materials

ASTM A 36 - Structural steel

ASTM A 307 - Low carbon steel externally and internally threaded standard fasteners - Specification

ASTM A 325 - High strength bolts for structural steel joints - Specification

ASTM F 436 - Hardened steel washers - Specification

SSPC - Steel Structures Painting Council

ASTM A 449 - Quenched and tempered steel bolts and studs - Specification

ASTM A 490 - Quenched and tempered alloy steel bolts for structural steel joints - Specification

ASTM A 570 - Hot rolled carbon steel sheets and strips, structural quality - Specification

ASTM A 572 - High strength low alloy columbium/ vanadium steels of structural quality - Specification

ASTM A 588 - High strength low alloy structural steel with 50 ksi (345 MPA) minimum yelding point to 4 in.

thick - Specification

ASTM A 668 - Steel forgings, carbon and alloy, for general industrial use - Specification

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de

concessionárias de serviços públicos.

154 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Estruturas Metálicas.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Aço Estrutural

- local;

- finalidade;

- tipo;

- classificação (características geométricas);

- características mecânicas;

- características de proteção;

- características de acabamento.

2.2

Dispositivos de Ligação (Parafusos, Porcas, Arruelas, e Chumbadores)

- local;

- finalidade;

- tipo;

- classificação;

- características de proteção;

- características de acabamento;

- características mecânicas;

- características geométricas.

2.3

Eletrodos

- local;

- finalidade;

- tipo;

- classificação;

- características de proteção;

- características de acabamento;

- umidade;

- características mecânicas;

- características geométricas.

2.4

Conectores

- local;

- finalidade;

- tipo;

- características de proteção;

- características de acabamento;

- características mecânicas;

- características geométricas.

2.5

Cola

- local;

- finalidade;

- tipo;

- características físicas;

- características mecânicas.

2.6

Elementos de Proteção Anticorrosiva

- local;

- finalidade;

- tratamento de superfícies;

- galvanização;

- pintura de oficina;

- pintura de acabamento.

2.7

Elementos de Proteção Contra Fogo

- local;

- finalidade;

- tipo de material;

- preparação da superfície.

2.8

Montagem da Estrutura

- seqüência de montagem;

- dimensões e pesos das peças da estrutura;

- posicionamento dos olhais de içamento;

- equipamentos de montagem.

155 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

F

UNDAÇÕES E

E

STRUTURAS

E

STRUTURAS DE

M

ADEIRA

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Estruturas de Madeira.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotados as seguintes definições:

2.1

Projeto de Estrutura

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a execução de parte da edificação considerada resistente às ações e coações atuantes.

2.2

Esquema Estrutural

Arranjo físico dos diversos elementos resistentes que constituem a estrutura.

A cada categoria de madeira são associados os respectivos valores das propriedades mecânicas.

2.8

Padrões de Dimensões (Bitolas)

Padrões fixados pela Norma NBR 7203 para as dimensões das peças de madeira serrada e de madeira beneficiada. As peças serão classificadas de acordo com a nomenclatura desta Prática.

2.9

Estrutura de Cobertura

Conjunto de elementos que compõem o sistema que receberá as telhas de vedação.

2.9.1 Trama ou Armação

Conjunto de peças de madeira dispostas de modo a suportar as telhas e que se apoiam sobre as tesouras, formado por ripas, caibros e terças.

2.9.2 Ripas

Peças de madeira em que são assentadas as telhas.

2.9.3 Caibros

Peças de madeira que suportam as ripas e se apoiam nas terças.

2.9.4 Terças

Peças de madeira que suportam os caibros e se apoiam nas tesouras ou nas estruturas de suporte das coberturas.

2.9.4.1 Cumeeira

Terça localizada na linha de divisa de águas

2.9.4.2 Contrafrechal

Terça localizada na extremidade do telhado, apoiada sobre a parede.

2.3

Estrutura de Madeira

Estrutura cujos elementos resistentes principais são de madeira.

2.4

Estrutura Mista

Estrutura cujos elementos resistentes são de materiais diversos, usualmente madeira e aço.

2.5

Estrutura de Madeira Maciça

Estrutura constituída por peças de madeira maciça, roliças ou serradas.

2.6

Estrutura de Madeira Industrializada

Estrutura constituída por peças de madeira que sofreram processo de industrialização através de laminação e colagem.

2.7

Categorias de Peças de Madeira

Graus que classificam as peças de madeira, aos quais correspondem limitações máximas de defeitos permissíveis.

2.10

Tesoura ou Treliça

Estrutura linear cujas barras são dispostas de forma a que, para cargas aplicadas nos nós da estrutura e desprezando os efeitos secundários, seja solicitada somente por esforços normais (compressão e tração).

2.10.1

Treliça Plana

Treliça constituída por barras cujos eixos se situam num mesmo plano.

2.10.2

Treliça Espacial

Treliça constituída por barras cujos eixos não se situam num mesmo plano.

156 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.10.2.1

Montante ou Pendural

Barras verticais que constituem parte das treliças.

2.10.2.2

Diagonais

das treliças.

Barras inclinadas internas que constituem parte

2.10.2.3

Banzo Superior, Perna, Loró ou Empena

Barra superior externa que constitui parte da treliça.

2.11

Contraventamento

Estrutura auxiliar cuja função é prover a estabilidade lateral de um elemento da estrutura. Os tipos de contraventamento usuais são as mãos-francesas e treliças auxiliares.

2.12

Ligações ou Conexões

União de dois ou mais elementos estruturais através de dispositivos adequados.

2.13. Dispositivos de Ligação

Elementos ou dispositivos utilizados na união das peças estruturais, como pregos, pinos, parafusos com porcas e arruelas e cola.

2.13.1 Conectores

Peças metálicas especiais, usualmente em forma de anel, encaixadas em ranhuras da superfície da madeira.

2.13.2 Entalhes e encaixes

Ligações em que a madeira é solicitada a esforços de compressão e de cisalhamento.

2.13.3 Tarugos ou Chavetas

Peças metálicas ou de madeira dura, colocadas no interior de entalhes com a finalidade de transmitir esforços.

2.13.4 Elementos Auxiliares - Talas ou Chapas

Elementos de madeira ou metálicos utilizados na ligação de peças situadas no mesmo plano.

3.

C

ONDIÇÕES GERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Conhecer o projeto de arquitetura, assessorando o seu Autor com os seguintes objetivos:

• fornecer os subsídios necessários para que as alternativas de partido arquitetônico sejam adequadas e não venham a ser inviabilizadas, quer técnica quer economicamente, por fatores estruturais;

• fornecer o posicionamento e as dimensões das peças estruturais que vierem a servir de condicionante na definição do projeto de arquitetura;

• inteirar-se do projeto da edificação como um todo, estendendo a análise aos desenhos e especificações, a fim de obter subsídios para o cálculo definitivo das ações atuantes na edificação. Na etapa de projeto executivo, o autor do projeto de arquitetura deverá ser alertado sobre eventuais acabamentos ou arremates incompatíveis com o tipo de estrutura adotado, notadamente no que se refere aos deslocamentos.

3.2

Conhecer as características do local da obra no tocante a:

• tipo e custo da mão-de-obra disponível;

• tipo e custo dos materiais disponíveis;

• agressividade do meio ambiente;

• posturas legais relativas à aprovação de desenhos e memoriais;

• condições relativas às vias de acesso, dimensões do canteiro de serviço, topografia e subsolo.

3.3

Conhecer todas as instalações e utilidades a serem implantadas na edificação que sejam condicionantes na escolha e dimensionamento do esquema estrutural.

3.4

Conhecer a flexibilidade de utilização prevista no projeto arquitetônico, para que eventuais alterações de distribuição interna não venham a ser inviabilizadas por requisitos estruturais.

3.5

Conhecer as possibilidades futuras de ampliação de

área e alteração de utilização da edificação.

3.6

Conhecer o prazo fixado para a execução dos serviços e obras.

3.7

Analisar as sugestões do Contratante para a utilização de materiais ou esquemas executivos.

3.8

Concepção da Estrutura

Escolher esquemas estruturais que conduzam a melhores resultados tanto do ponto de vista técnico quanto econômico e funcional, adequando-os às condições da obra.

3.9

Compatibilização de Projetos

Quando o projeto envolver autores de diferentes áreas, deverão ser obedecidas as seguintes condições:

• cada autor de projeto fornecerá aos demais projetistas os esforços transferidos para as estruturas de apoio ou suporte;

• cada autor de projeto deverá, em comum acordo com os demais, fornecer os detalhes executivos de apoio ao projetista da respectiva estrutura de sustentação;

• o auto do projeto de estrutura suporte deverá compatibilizar as deformações da estrutura com as deformações permissíveis da estrutura deverá sustentar.

3.10

Fundações

Para subsidiar a elaboração do projeto das fundações da estrutura, o autor do projeto de estruturas deverá produzir os seguintes elementos:

157 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• desenho de locação dos pontos de carga na fundação, convenientemente amarrados no terreno;

• tabela vetorial com as cargas em cada ponto de apoio, subdivididas em permanentes e acidentais, com indicação das diversas hipóteses de carregamento.

3.11

Ações

3.11.1 Introdução

O autor do projeto deverá considerar as ações previstas nas Normas NBR 6120, NBR 7190 e NBR 6123, no que for aplicável à edificação ou elemento estrutural em estudo, determinando os esforços solicitantes pela combinação mais desfavorável para o elemento ou seção considerada. Casos específicos e particulares de carregamentos transitórios poderão ter seus coeficientes de ponderação alterados, desde que convenientemente justificados pelo autor do projeto e aprovados pelo Contratante.

3.11.2 Combinação de Ações

Na combinação das ações serão considerados os efeitos, máximo e mínimo, sobre uma seção ou elementos estrutural, provenientes de ações acidentais aplicadas sobre o próprio elemento em estudo ou sobre outros que, dada a continuidade da estrutura, a eles possam transmitir esses efeitos.

Atenção especial será dada à aplicação de cargas ou coações devidas a:

• cargas especiais não previstas na Norma NBR 6120;

• processo executivo previsto;

• esforços transitórios externos;

• transporte eventual de elementos estruturais;

• impactos e carregamentos dinâmicos;

• deformações próprias dos materiais;

• vento.

3.11.3 Critérios de Aplicação das Ações.

3.11.3.1

Ações Permanentes

São consideradas permanentes as ações invariáveis ou cujas variações são desprezíveis ao longo do tempo.

3.11.3.2

Ações Acidentais - Sobrecargas

São consideradas acidentais as ações freqüentemente variáveis ou cujas variações não são desprezíveis ao longo do tempo. Nos casos em que as cargas permanentes típicas apresentem variações significativas ao longo do tempo, deverão ser considerados os valores máximo e mínimo que possam ter nessa condição, nas combinações mais desfavoráveis com as demais ações.

3.11.3.3

Ações Acidentais de Curta Duração

São consideradas ações acidentais de curta duração aquelas que atuam por tempo limitado, de forma a validar a adoção de acréscimo de resistência da madeira.

3.11.3.4

Ações da Terra

A consideração dos empuxos de terra sobre as estruturas será efetuada de conformidade com as teorias correntes de Mecânica dos Solos, através da determinação criteriosa dos parâmetros geotécnicos do solo. Nos casos usuais, quando não se dispuser destes parâmetros, permitese considerar o material dos aterros como não coesivo, com

ângulo de atrito igual a 30 graus.

3.11.3.5

Ações de Líquidos de Gases

Especial atenção será dada às estruturas submetidas a ambientes agressivos, sujeitas a ações de líquidos ou gases. O projeto deverá prever proteção e emprego de materiais adequados aos elementos estruturais, dispositivos especiais de ligação e outros, de forma a assegurar perfeito desempenho e durabilidade compatível com a da edificação, reduzindo as necessidades de manutenção.

3.11.3.6

Ação do Vento

A ação devida ao vento será considerada como de curta duração, de acordo com a Norma NBR 7190, sendo assim divididos por dois os esforços solicitantes das peças de madeira.

3.11.3.7

Ação de Carregamentos Móveis

Os carregamentos móveis serão sempre considerados como ações acidentais. Como valor mínimo, será adotado o valor nulo e, como valor máximo, o valor nominal.

Este valor máximo somente deverá ser acrescido por coeficientes de impacto para o dimensionamento de dispositivos metálicos de ligação, não havendo acréscimos devidos a impactos na consideração dos esforços solicitantes que atuam sobre os elementos da estrutura de madeira. As solicitações, máxima e mínima, serão obtidas na combinação mais desfavorável das ações.

3.11.3.8

Definição de Sobrecarga

O autor do projeto deverá obter junto ao

Contratante todas as condições de uso da edificação. A análise conjunta fornecerá os informações necessárias para a determinação das ações acidentais na estrutura. Os desenhos deverão indicar os carregamentos considerados.

3.11.3.9

Probabilidade de Ocorrências

Se uma ação de probabilidade de ocorrência desprezível elevar substancialmente os custos da estrutura, o

Contratante deverá ser consultado sobre a sua consideração no projeto. Com base nos subsídios oferecidos pelo projetista e nos riscos envolvidos, o Contratante deverá decidir sobre a sua consideração no projeto.

3.12

Características Mecânicas dos Elementos

Estruturais

3.12.1

Os materiais dos diversos elementos estruturais deverão ser especificados, de modo a definir o tipo e o peso específico da madeira ser utilizada na estrutura.

158 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.12.2 Para efeito de adoção das tensões admissíveis nos cálculos da estrutura, deverão ser considerados os valores correspondentes às peças de 2ª categoria. Em casos especiais, poderão ser considerados os valores correspondentes às peças de 1ª categoria. Nestes casos, as tensões admissíveis serão os valores correspondentes aos das peças de 2ª categoria, multiplicados pelo coeficiente 1,4.

3.12.3 O autor do projeto somente deverá especificar peças de 1ª categoria após verificar a possibilidade do fornecimento desta categoria de madeira no local dos serviços e obras e estabelecer as precauções e medidas necessárias ao rigoroso controle de recebimento e aceitação das peças.

3.13. Tensões Admissíveis das Peças de Madeira - Critérios de Dimensionamento

3.13.1

3.14

Os valores das tensões admissíveis a serem considerados e os critérios de dimensionamento relativos a cada tipo de solicitação são os previstos na Norma NBR 7190.

3.13.2

No caso de peças permanentemente submersas, deverão ser consideradas as reduções das tensões admissíveis indicadas na Norma NBR 7190.

3.13.3

Para os elementos constituídos de madeira laminada e colada ou por madeira compensada, os valores das tensões admissíveis poderão sofrer acréscimos, desde que comprovados por laboratórios idôneos e aceitos pelo

Contratante.

Tensões Admissíveis das Peças Metálicas

Os valores das tensões admissíveis serão os indicados na Norma NBR 7190.

3.15

Esforços Admissíveis nas Ligações

Os valores dos esforços admissíveis nas ligações deverão ser determinados através dos critérios estabelecidos pela Norma NBR 7190.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser obtidas as seguintes condições específicas:

4.1

Conceitos Básicos

Os projetos de estruturas de madeira serão desenvolvidos visando obter economia e durabilidade, além de atender aos requisitos de segurança, funcionalidade e facilidade de manutenção.

4.1.1 Economia

O projeto deverá considerar a economia da estrutura de madeira como um todo e não apenas de um só dos seus componentes.

4.1.1.1

Dimensões Comerciais

As dimensões determinadas nos cálculos da estrutura deverão ser adequadas à disponibilidade de mercado, evitando a utilização de peças de dimensões especiais, fator de encarecimento da estrutura. Também serão observados os limites superiores dos comprimentos das peças, a fim de evitar os problemas relativos ao transporte do material.

4.1.1.2

Padronização

Deverão ser evitados detalhes especiais e, sempre que possível, o projeto deverá adotar detalhes típicos ou detalhes-padrão.

4.1.1.3

Sistemas Estruturais

Para o atendimento do requisito de economia da estrutura, o sistema estrutural deverá ser escolhido através da analise dos seguintes itens:

• estrutura como um todo;

• tipo de utilização da estrutura;

• configuração requerida pela função;

• escolha do perfil da seção mais adequado e econômico;

• modulação das estruturas;

• número mínimo de tipos de peças;

• máxima padronização e simplicidade de detalhes adotados;

• máximo aproveitamento das características da peça quanto

às solicitações.

4.1.2 Durabilidade

O projeto estrutural deverá ser desenvolvido com a finalidade de assegurar a máxima durabilidade e reduzir os custos de manutenção. Deverá prever o tratamento de proteção dos componentes da estrutura, tendo em vista as condições ambientais de utilização, especialmente no que se refere a ambientes com umidade favorável ao desenvolvimento de fungos. O tipo de tratamento deverá considerar a vida útil prevista para a edificação, bem como atender às exigências impostas pelo projeto arquitetônico, do ponto de vista estético e visual.

4.1.2.1

Fungos

O projeto como um todo deverá evitar condições propícias ao desenvolvimento de fungos, favorecido pela presença conjunta de umidade, temperatura e aeração. Para a eliminação desses fatores desfavoráveis, a estrutura será projetada observando as seguintes condições:

• drenagem satisfatória;

• isolamento da madeira de fontes de umidade;

• ventilação e controle de condensação de vapor em espaços fechados;

• impedimentos de entrada e retenção de águas de chuva.

Deverá também ser evitada a utilização de estrutura de madeira em condições de contato direto com a água e variações de seu nível. Em particular, deverão ser tomados cuidados especiais no caso de peças em contato com o solo e com o de lençol freático de nível variável.

159 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Na impossibilidade da execução de disposições preventivas para o desenvolvimento de fungos e conseqüente redução de durabilidade e resistência mecânica, o projeto deverá prever o tratamento da madeira ou a utilização de espécies mais duráveis e resistentes. O projeto deverá estipular inspeções periódicas na estrutura, a fim de detectar eventuais infiltrações de umidade ou água de condensação, possibilitando ações de proteção.

4.10

Continuidade

Não será admitida a consideração da influência favorável da continuidade nas vigas de madeira.

4.11

Solicitação de Montagem

Os esforços temporários atuantes nas diversas etapas de montagem serão analisados considerando não somente os elementos estruturais isolados e seus dispositivos de ligação, como também a estabilidade do conjunto estrutural em cada etapa parcial.

4.2

Etapas de montagem

O projeto deverá prever as diversas etapas de montagem da estrutura, compatibilizando-as com as condições do local de execução dos serviços e obras, sobretudo no que se refere a equipamentos e áreas disponíveis.

4.12

Solicitações devidas a Excentricidades

O dimensionamento deverá considerar os efeitos da excentricidade da ligação e da curvatura das peças, agregando os valores algébricos dos momentos fletores assim produzidos aos do carregamento da estrutura.

4.3

Inspeção

As peças de madeira deverão ser projetadas de modo a oferecer facilidade de inspeção e de execução de serviços de manutenção.

4.13

Estabilidade

O projeto deverá ser elaborado de modo a garantir a estabilidade, não só da estrutura como um todo, mas de cada elemento, considerado isoladamente.

4.4

Interferências

Deverão ser previstos os espaços necessários à passagem dos elementos que compõem os sistemas de utilidades da edificação, bem como consideradas as cargas correspondentes no dimensionamento da estrutura.

4.5

Tipo de Madeira

No caso de ser utilizada madeira própria da região, cujas características não se encontrem registradas dentre as madeiras já ensaiadas, deverá ser elaborado um programa de ensaios com base na Norma NBR 6230. Com base nos resultados dos ensaios realizados, será então definida a possibilidade de utilização desta espécie de madeira como elemento estrutural.

4.14

Contraventamentos

A estrutura deverá ser contraventada no plano de cobertura, com disposição preferencial dos elementos de contraventamento nos vãos externos e adequadamente nos vãos intermediários. Prever diagonais de travamento ou outro sistema adequado de contraventamento para garantir a estabilidade lateral das treliças e de elementos de elevados

índices de esbeltez. Em estrutura cuja estabilidade lateral seja função da rigidez à flexão, o comprimento efetivo de flambagem deverá ser determinado por método racional e nunca será menor que o comprimento real da peça.

4.6

de conformidade com as prescrições da Norma NBR 7190.

4.7

Coeficiente de Segurança

Os coeficientes de segurança deverão ser adotados

Obras Provisórias

Será admitida a redução dos coeficientes de segurança no caso de provisórias, desde que os valores adotados sejam devidamente justificados.

4.15

Flechas

O cálculo das flechas deverá ser efetuado com o módulo de elasticidade que leve em conta o tipo de solicitação, se permanente ou acidental, adotando os coeficientes de redução para considerar o efeito de deformação sob a ação de cargas de longa duração.

4.16

Contraflechas

Deverá ser considerada a necessidade de prever contraflechas em treliças ou vigas, a fim de atender aos limites indicados nas Normas da ABNT e do INMETRO. Se a previsão de contraflechas envolver quaisquer elementos estruturais, deverão estar consideradas no diagrama de montagem da estrutura.

4.8

Aparelhamento

As tensões atuantes deverão ser verificadas considerando a redução da seção transversal das peças da estrutura que sejam aparelhadas.

4.9

Estruturas Mistas

As vigas de estruturas mistas, compostas por madeira e aço, deverão ser dimensionadas de modo a que a parcela de esforço absorvida pelo componente de cada material esteja namesma proporção entre os respectivos coeficientes de rigidez.

4.17

Ligações ou Conexões

As ligações serão projetadas de conformidade com as prescrições da Norma NBR 7190, de modo a assegurar o comportamento estrutural admitido.

4.17.1

Localização das Ligações

As ligações serão projetadas procurando localizálas, sempre que possível, nas partes da estrutura submetidas a esforços solicitantes mínimos.

160 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.17.2

Esforços nas Ligações

Além das solicitações consideradas normais, serão consideradas na verificação das ligações as solicitações provenientes do processo construtivo, do transporte das peças e da montagem da estrutura.

4.17.3

Ligações Excêntricas

Deverão ser evitados, sempre que possível, os efeitos de excentricidade nas ligações, dispondo os elementos da estrutura com os eixos concorrendo para um mesmo ponto.

Se ligações excêntricas forem utilizadas, os esforços induzidos deverão ser levados em conta e somados aos principais.

4.17.4

Elementos Auxiliares nas Ligações

Os elementos construtivos auxiliares de execução das ligações deverão constar do projeto, sem a consideração do seu efeito favorável, como os tarugos ou conectores, grampos e parafusos utilizados nas ligações por encaixes.

4.17.5

Posicionamento dos Dispositivos de Ligação

Os dispositivos de ligação, como pregos, parafusos, pinos e conectores, deverão ser posicionados obedecendo às condições estabelecidas nas normas adotadas, seja quanto às distâncias mínimas até as extremidades das peças, seja quanto ao seu espaçamento mínimo.

4.17.6

Ligações Mínimas

As estruturas deverão ser projetadas considerando os dispositivos mínimos de ligação previstos nas normas adotadas. Para as ligações parafusadas, será respeitada a quantidade mínima de dois parafusos. Para as ligações pregadas, serão utilizados, no mínimo, quatro pregos.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento das principais peças do sistema estrutural selecionado, de forma a permitir a previsão dos custos de execução e montagem com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da estrutura, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de todas as estruturas do sistema, incluindo as dimensões principais, locações, níveis e contraflechas;

• quantitativos e especificações técnicas de materiais e serviços;

• orçamento detalhado da estrutura, baseado em quantitativos de materiais e fornecimentos;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, contendo as justificativas técnicas do dimensionamento e a seqüência executiva obrigatória, se for requerida pelo esquema estrutural adotado.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os

Projetos de Arquitetura, Estruturas de Concreto e demais instalações, observando a não interferência entre elementos dos diversos sistemas e considerando as facilidades de acesso para inspeção e manutenção da estrutura.

5.1

Estudo Preliminar

Consiste no estudo de viabilidade técnica e econômica da estrutura, comparando as diversas soluções alternativas.

Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de manutenção, facilidades de execução e montagem, recursos disponíveis, segurança, funcionalidade e adequação da estrutura ao uso da edificação e outros fatores específicos.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenhos unifilares de todas as estruturas do sistema, indicando as dimensões das peças estruturais que vierem a condicionar o projeto básico de arquitetura;

• relatório justificativo, conforme a Prática Geral de

Projeto, onde será apresentado o estudo comparativo das opções estruturais.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, estrutura de concreto e demais sistemas, observando a não interferência entre diversos elementos da edificação.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no detalhamento completo da estrutura concebida e dimensionada nas etapas anteriores. Deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução e montagem da estrutura.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta, em escala apropriada, de todas as estruturas do sistema;

• cortes e detalhes necessários ao correto entendimento da estrutura;

• especificação dos materiais utilizados, características e limites;

• lista completa de materiais;

• indicação do esquema executivo obrigatório, se for requerido pelo esquema estrutural;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto, descrevendo e apresentando: as ações e coações consideradas no cálculo de cada peça estrutural; o esquema de cálculo que originou o carregamento mais desfavorável de cada peça ou conjunto de peças estruturais; os valores dos esforços de serviços, determinados através da resolução dos esquemas de cálculos; os critérios de dimensionamento de cada peça estrutural e nos casos específicos, a justificativa da necessidade de obediência à determinada seqüência de montagem.

161 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Estrutura de Madeira deverão atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6120 - Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edifício

- Procedimento

NBR 6123 - Forças Devidas ao Vento em Edificações -

Procedimento

NBR 6230 - Ensaios Físicos e Mecânicos da Madeira -

Método de Ensaio

NBR 7190 - Cálculo e Execução de Estrutura de Madeira

NBR 7203 - Madeira Serrada e Beneficiada

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Normas e Códigos Estrangeiros:

“American Institute of Timber Construction (AITC).

Timber Construction Manual.

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

162 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Estruturas de Madeira.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Madeira

- local;

- finalidade;

- tipo ou espécie;

- categoria;

- umidade;

- características mecânicas;

- características geométricas;

- acabamento.

2.2

Dispositivos de Ligação

2.2.1 Pinos e Tarugos

- local;

- finalidade;

- tipo ou espécie;

- categoria;

- umidade;

- características mecânicas;

- características geométricas;

- acabamento.

2.2.2 Pregos

- local;

- finalidade;

- classe.

2.2.3 Pinos e Parafusos

- local;

- finalidade;

- tipo de aço;

- características mecânicas;

- características geométricas;

- características de proteção.

2.2.4 Conectores ou Anéis Metálicos

- local;

- finalidade;

- tipo de aço;

- características mecânicas;

- características geométricas;

- características de proteção.

2.2.5 Colas

- local;

- finalidade;

- tipo;

- características mecânicas;

- características físicas.

2.2.6 Dispositivos Auxiliares (Grampos, Braçadeiras,

Cantoneiras, Talas e Outros)

- local;

- finalidade;

- função;

- tipo;

- características mecânicas;

- características geométricas;

- características de proteção.

2.3

Materiais de Proteção

- local;

- finalidade;

- características;

- forma de asplicação.

163 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

F

UNDAÇÕES E

E

STRUTURAS

C

ONTENÇÃO DE

M

ACIÇOS DE

T

ERRA

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

2.7

Ancoragem Injetada

Ancoragem que se realiza com perfuração no terreno e que, através da injeção de calda ou argamassa de cimento, solidariza ao terreno um elemento de aço ou fibra, denominado tirante, em um trecho do seu comprimento total, chamado de bulbo de ancoragem. O tirante liga o bulbo de ancoragem à parte da estrutura a ser ancorada, na qual é fixada pela cabeça de ancoragem.

2.8

Comprimento Livre de Ancoragem

Distância entre a cabeça da ancoragem e o ponto de aderência do bulbo.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de sistemas de Contenção de Maciços de Terra.

2.

Terminologia

Para os efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições.

2.1

Projeto de Contenção de Maciços de Terra

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a execução de sistema estrutural destinado a conter maciços de terra e as sobrecargas a ele transmitidas.

2.2

Empuxo de Terra

Ação produzida pelo maciço de terra sobre a estrutura de contenção.

2.3

2.6

Estacas-Pranchas

Peças de madeira, concreto armado, metálicas ou de

PVC, que se cravam no terreno, formando, por justaposição, cortinas planas ou curvas destinadas a servir de estrutura de controle de fluxo d’água ou de contenção de terras.

2.4

Ficha

Parte da estrutura de contenção que fica abaixo do fundo da escavação.

2.5

Ensecadeira

Estrutura provisória destinada a manter seca uma determinada área de interesse, tendo em vista a execução de serviços e obras a serem submersos.

Ancoragem

Elemento estrutural destinado a resistir por tração a esforços provenientes do empuxo de terra.

2.9

Comprimento de Ancoragem

Parte do tirante que é solidária ao bulbo e transmite ao mesmo a força aplicada à ancoragem.

2.10

Cortina de Perfis Metálicos com Pranchões

Estrutura plana ou curva, formada por perfis metálicos espaçados, cravados verticalmente no terreno. Nos espaços entre os perfis são colocados pranchões de madeira na medida em que a escavação se realiza, de cima para baixo, com a finalidade de conter o terreno.

2.11

Gabião

Elemento flexível com a forma de prisma retangular, constituído de uma rede metálica ou de PVC, formando uma malha e preenchido com material granular.

2.12

Gabião Caixa

Gabião com forma de prisma retangular, próxima de um paralelepípedo, com altura, largura e comprimento da mesma ordem de grandeza.

2.13

Gabião Manta

Gabião com forma de prisma retangular, cuja característica principal é a espessura reduzida em relação ao comprimento e largura.

2.14

Gabião Saco

Gabião de forma cilíndrica, que pode ser preenchido tanto pela lateral como pelas extremidades.

2.15

Maciço de Solo Armado

Sistema composto pela associação de solo de aterro com propriedades adequadas e armaduras flexíveis, constituídas por tiras metálicas ou outros elementos apropriados, posicionadas no interior e durante a execução do aterro, geralmente na posição horizontal, fixadas à uma

”pele” ou paramento flexível externo, destinado a conter o aterro.

164 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.16

2.17

Escamas

Peças de acabamento do maciço de solo armado, responsáveis pelo equilíbrio das tensões internas nas camadas próximas ao paramento externo.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.5

Armaduras

Peças lineares que trabalham por atrito com o solo do aterro, responsáveis pela maior parte da resistência à tração do maciço de solo armado.

3.1

Esforços nas Paredes

Os esforços nas paredes de contenção deverão ser calculados levando em conta as variações dos empuxos decorrentes de oscilações do nível d’água, bem como os diferentes carregamentos durante as fases de execução dos serviços e obras.

3.2

Efeitos Favoráveis à Estabilidade

Em qualquer caso, os efeitos favoráveis à estabilidade somente deverão ser considerados quando for possível garantir a sua atuação de forma contínua e permanente.

3.3

Segurança à Estabilidade

As estruturas de contenção deverão ser verificadas quanto ao grau de segurança à estabilidade ao tombamento, escorregamento, ruptura de fundo, “piping” e ruptura global.

3.4

Investigações Geológico-Geotécnicas

Para fins de projeto, os resultados das investigações geológico-geotécnicas deverão ser analisados a fim de definir as características geomecânicas das camadas de solo intervenientes no dimensionamento da estrutura da contenção.

Investigações Adicionais

Sempre que necessário, deverá ser solicitada a execução de investigações geotécnicas adicionais, de modo a melhor caracterizar o maciço de terra.

3.6

Construções Vizinhas

Na análise das estruturas de contenção, deverá ser verificada a estabilidade das construções vizinhas, no seu aspecto de segurança, em função das condições de execução da estrutura de contenção.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Paredes -Diafragmas

• profundidade das lamelas;

• características geotécnicas do terreno a ser contido;

• posição do lençol freático;

• rigidez da estrutura;

• valores admissíveis das deformações da parede;

• ficha necessária;

• segurança à ruptura;

• segurança ao “piping” no caso de solos arenosos;

• natureza da estrutura: provisória ou permanente.

4.2

Paredes de Estacas-Pranchas

• características geotécnicas do terreno;

• posição do lençol freático;

• rigidez da estrutura;

• valores admissíveis das deformações da parede

• ficha necessária;

• segurança à ruptura de fundo;

• segurança ao “piping” no caso de solos arenosos;

• natureza da estrutura: provisória ou permanente.

4.3

Cortinas de Estacas Justapostas

• características geotécnicas do terreno;

• posição do lençol freático;

• rigidez da estrutura;

• valores admissíveis das deformações da parede;

• ficha necessária;

• segurança à ruptura de fundo;

• segurança ao “piping” no caso de solos arenosos;

• natureza da estrutura; provisória ou permanente.

4.4

Muro à Flexão e de Gravidade

• características geotécnicas do terreno;

• tensão admissível do terreno de fundação;

• posição do lençol freático;

• embutimento da base;

• características geotécnicas do material de reaterro;

• segurança ao tombamento;

• segurança ao escorregamento;

• segurança a ruptura global.

4.5

Gabiões

• características geotécnicas do terreno;

• tensão admissível do terreno de fundação;

• posição do lençol freático;

• características do material de reaterro;

• segurança ao tombamento;

• segurança ao escorregamento;

• segurança à ruptura global;

• condição de inundação da obra ( água doce, água salgada );

• natureza da estrutura: provisória ou permanente

4.6

Maciços de Solo Armado

• características geotécnicas do terreno;

165 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• tensão admissível no terreno de fundação;

• características geotécnicas do material de reaterro;

• características de resistência das escamas e das armaduras;

• segurança ao tombamento;

• segurança ao escorregamento;

• segurança à ruptura global.

4.7

Empuxos

Os empuxos deverão ser determinados por uma das teorias da Mecânica dos Solos de utilização consagrada e aplicável às condições de execução dos serviços e obras.

4.8

Segurança à Ruptura Global ou Parcial

Serão utilizados os métodos de verificação de estabilidade já consagrados na Mecânica dos Solos, como o método de Bishop Simplificado, de Janbu e outros.

4.9

Coleta de Dados

Os estudos e projetos do sistema de contenção de maciço de terra deverão apoiar-se no levantamento de dados e informações pertinentes ao sistema, como:

• perfis de sondagens, contendo seções transversais ou perfis geológico-geotécnicos do maciço e planta de localização;

• levantamento topográfico;

• levantamento de edificações circunvizinhas;

• projeto de arquitetura;

• projeto de terraplenagem;

• projeto do sistema viário.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção da estrutura de contenção do maciço de terra, comparando as diversas soluções alternativas. Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o

Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança e outros fatores específicos.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à execução do sistema de contenção, em atendimento às normas e ao Caderno de Encargos.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenho esquemático da solução a ser adotada, com indicação das características principais do sistema;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto, incluindo o eventual programa de investigações geotécnicas adicionais.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, terraplenagem, sistema viário e demais projetos.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, baseada nos estudos e pesquisas programadas na etapa anterior, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da estrutura de contenção do maciço de terra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de locação dos componentes do sistema , com indicação das dimensões principais, locações, níveis e detalhes dos elementos de contenção, como muros, tirantes, estacas-pranchas e armaduras;

• quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos;

• orçamento detalhado da estrutura de contenção do maciço de terra, baseado em quantitativos de materiais e serviços;

• relatório técnico, incluindo as considerações sobre os riscos de danos em estruturas vizinhas, conforme Prática

Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de Arquitetura, Terraplenagem, Sistema Viário e demais projetos.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções para a execução do sistema de contenção. Conterá de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução da estrutura de contenção do maciço de terra.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de locação dos componentes do sistema, com todas as dimensões, locações, níveis e detalhes dos elementos de contenção, como muros, tirantes, estacas-pranchas e armaduras;

• vistas frontais, seções-tipo, formas e armação das estruturas de contenção;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de contenções deverão também atender

às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

166 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR-5629- Estruturas Ancoradas no Terreno -

Ancoragens Injetadas no Terreno - Procedimento

NBR-8044 - Projeto Geotécnico - Procedimento

NBR-9286 - Terra Armada - Especificação.

NBR-9288 - Emprego de Terrenos Reforçados -

Procedimento

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

167 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Contenção de Maciços de Terra.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Muro a Flexão

- local;

- método de escavação;

- método de rebaixamento do lençol freático se necessário;

- tensões admissíveis nas cotas de assentamento;

- resistência do concreto;

- tipo de aço;

- características de compactação dos materiais de aterros e reaterros.

2.2

Muro tipo Gravidade

- local;

- método de escavação;

- tipo de rebaixamento do lençol freático, se necessário;

- tipo de material utilizado;

- tensões admissíveis nas cotas de assentamento;

- características de compactação dos materiais para aterros e reaterros.

2.3

Estacas-Pranchas/Perfis Metálicos

- local;

- método executivo;

- método de rebaixamento do lençol freático, se necessário;

- tipo da estaca ou perfil;

- espaçamento entre perfis;

- dimensões das estacas ou perfis;

- dimensões dos pranchões;

- sistemas auxiliares de cravação das estacas;

- seqüência de operações de execução do estaqueamento.

2.4

Paredes-Diafragmas

- local;

- método executivo;

- características da bentonita;

- consumo de concreto;

- diâmetro máximo do agregado;

- tempo de permanência da escavação;

- armadura , tipo de aço;

- juntas.

2.5

Ancoragens

- local;

- tipo;

- método executivo;

- cargas admissíveis das ancoragens;

- cargas de ensaio;

- características das ancoragens;

- comprimento do trecho livre;

- comprimento do trecho ancorado;

- pressões de injeção;

- cabeça de ancoragem;

- critérios de protensão.

2.6

Solo Armado

- local;

- tipo;

- método executivo;

- características das armaduras;

- tipo de escama;

- características do material de aterro e critérios de compactação;

- tensão admissível no solo.

2.7

Gabiões

- local;

- tipo;

- método executivo;

- características da malha;

- dimensões;

- granulometria dos materiais de enchimento dos gabiões;

- características do material de reaterro e critérios de compactação;

- tensões admissíveis na cota de assentamento.

168 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

A

RQUITETURA

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

Anexo 2 - Eliminação de Barreiras Arquitetônicas para Deficientes Físicos

Anexo 3 - Organização e Dimensionamento de

Espaços Internos - Leiaute

2.4

Atividade

Função a ser desenvolvida na edificação para realização dos objetivos da entidade.

2.5

Espaço

Ambiente onde serão realizadas as atividades previstas para a edificação. Compõe-se de pessoas, equipamentos e materiais utilizados.

2.6

Usuário

Pessoa que trabalha ou é atendida no espaço da edificação.

2.7

Equipamento

Elemento necessário ao efetivo exercício das atividades previstas para a edificação, como máquinas e mobiliário.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Arquitetura.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Levantamento de dados

Conjunto de observações e informações relativos ao terreno onde se pretende implantar a obra, incluindo registros cadastrais, leis e códigos municipais, estaduais e federais, serviços públicos, vizinhanças e condições ambientais, bem como programas orçamentários de suporte do empreendimento.

2.2

Programa de Necessidades

Determinação da entidade a ser instalada na edificação, de sua estrutura organizacional, de seus usuários, equipamentos e fluxos de funcionamento, e relação dos espaços necessários para a realização das atividades pertinentes à sua estrutura organizacional, seus leiautes, respectivos dimensionamento e características.

2.3

Partido arquitetônico

Intenção formal de configuração e resolução da edificação a ser executada, baseada em condicionantes e determinantes obtidos pela análise dos dados e do programa de intervenção pretendido. São fatores condicionantes e determinantes, entre outros, o contexto onde a obra está inserida, a legislação regulamentadora, a complexidade e o rigor do programa de necessidades, a representatividade a ser atendida, a disponibilidade financeira, os meios construtivos disponíveis, os sistemas de modulação e padronização da construção existentes.

2.8

Leiaute

Distribuição física dos equipamentos num determinado espaço da edificação, dispostos de modo a permitir aos usuários efetivos o fluxo de funcionamento das atividades e o manuseio dos materiais pertinentes.

2.9

Esta Prática adota a terminologia da NBR 13532 -

Elaboração de Projetos de Edificações - Arquitetura, no que diz respeito:

à edificação: ambientes exteriores ou externos e interiores;

• aos elementos da edificação: fundações, estruturas, coberturas, forros, vedos verticais, como:fachadas, proteções, esquadrias, divisórias, muros, paredes, portas e guarda corpos, revestimentos e acabamentos (exteriores e interiores), impermeabilizações, equipamento para comunicação visual, mobiliário (livres e incorporados, exteriores e interiores, incluindo elementos de paisagismo) e vegetação;

às instalações prediais e seus componentes construtivos: elétricas, mecânicas, hidráulicas e sanitárias, equipamentos de iluminação e equipamentos sanitários.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser obedecidas as seguintes condições gerais:

3.1

Levantamento de Dados e Programa de Necessidades

3.1.1 Obter dados relativos ao planejamento urbano e territorial da área onde será implantada a edificação, sua formação e tendências de desenvolvimento, verificando a existência ou não de projetos de urbanização e desapropriação por parte do poder público local.

169 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.1.2 Conhecer a área onde será implantada a edificação, sua natureza e características, incluindo os seguintes aspectos:

• observar a forma, configuração física, topografia e drenagem natural;

• verificar a interferência com o meio ambiente e as normas federais existentes;

• verificar as normas legais existentes para taxas de ocupação, coeficiente de aproveitamento, recuos, gabaritos, e outros;

• obter dados com relação ao subsolo e ao histórico de inundações (ou marés), efetuando, se necessários, estudos hidrológicos, a fim de determinar áreas com maior viabilidade para a implantação;

• tomar conhecimento do ambiente em geral:

• altitude, direção do norte verdadeiro (geográfico) e, se necessárias, a latitude e radiação solar, para estudos de geometria de insolação e determinação das cargas térmicas incidentes sobre a edificação;

• temperatura e umidade relativa do ar, ventos, chuvas e, se necessária, a nebulosidade, para estudos de adequação da edificação ao clima;

• direção dos ventos predominantes.

• tomar conhecimento dos níveis de iluminação exterior, dos solstícios de verão e inverno, para dimensionamento dos sistemas de iluminação natural;

• tomar conhecimento dos níveis e fontes de ruídos nas proximidades do local, se perceptíveis, para determinar soluções acústicas;

• obter dados referentes à poluição do ar do ambiente externo, quando o problema se apresentar, para determinar soluções necessárias;

• observar o extrato vegetal e possíveis áreas a serem preservadas.

3.1.3 Observar os sistemas de utilidades e serviços existentes e necessários ao empreendimento, como energia elétrica, água, esgoto, telefonia, lixo e outros, e sua capacidade, para posterior levantamento cadastral e utilização pelos projetos especializados.

3.1.4 Observar os serviços locais de transporte, comunicação, comércio, polícia, bombeiros, saúde, habitação, atividades sócio-culturais e esportivas em geral, que possam apoiar o empreendimento.

3.1.5 Obter informações com relação às atividades principais, de apoio e de serviços da edificação, atuais e futuros, e seus fluxos operacionais, de materiais e serviços, afim de permitir a análise de suas interações e sua composição em espaços. Determinar suas características e seus agentes, principalmente aqueles que poderão causar danos, como radiação, magnetismo, infecções biológicas, alterações químicas e outras.

3.1.6 Obter informações com relação ao elemento humano que ocupará a edificação, trabalhando ou sendo atendido, nos seus aspectos qualitativos e quantitativos, atuais e futuros, a fim de poder aferir características de cada espaço com relação

à área requerida, ao conforto ambiental necessário e outros fatores.

3.1.7 Obter informações quanto aos equipamentos necessários, atuais e futuros, para realização das várias atividades programadas para a edificação.

3.2

Partido Arquitetônico

3.2.1 Apreender o objetivo da edificação e as atitudes e aspirações do Contratante com relação ao empreendimento, o plano de desenvolvimento em que se insere, os incentivos e as restrições pertinentes.

3.2.2 Conhecer a área de influência do empreendimento

(local, regional ou nacional), relacionada à população e região a serem atendidas.

3.2.3 Conhecer os materiais de construção e técnicas construtivas condizentes com a região.

3.2.4 Determinar o tipo de construção e o método construtivo adequado aos materiais e à condição climática da região, elegendo uma modulação e uma padronização de acordo com aquelas características.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Implantação

4.1.1 Verificar se a atividade prevista para a edificação depende de licenciamento de órgão estadual ou federal, principalmente quanto à elaboração de Estudo de Impacto

Ambiental - EIA e Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, de conformidade com a Resolução N.º 1 do Conama (Conselho

Nacional do Meio Ambiente). O licenciamento prévio poderá impor condições e limites a serem obedecidos na elaboração do projeto executivo que, uma vez concluído, será apresentado para a obtenção de Licença Ambiental de Instalação - LAI.

Como exemplo podem ser mencionados os empreendimentos que envolvem áreas acima de 100 ha ou áreas consideradas de relevante interesse ambiental, a critério dos órgãos que integram o SISNAMA.

4.1.2 O projeto deverá obedecer uma relação entre área construída e a área total, de conformidade com a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento previstos para a zona de uso onde se situa o terreno de implantação. Se estas taxas e coeficientes não forem estabelecidos pelas posturas municipais, deverão ser definidos pelo autor do projeto, de forma a garantir uma área livre compatível com o uso da edificação.

4.1.3 A edificação deverá ser localizada de modo a respeitar os recuos mínimos exigidos pela postura local entre o prédio e as ruas e os limites do terreno, assim como as distâncias

170 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO entre blocos de um conjunto de edificações, considerando ainda os estacionamentos necessários, o pátio de serviço para cargas e descargas, inclusive o lixo, as necessidades de centrais de infra-estrutura, como energia elétrica, gás, utilidades, lagoas de decantação e outras.

4.1.4 A implantação da edificação no terreno deverá adequar-se à topografia existente, buscando, sempre que possível, a equalização de cortes e aterros, a manutenção de taludes naturais e o escoamento natural de águas pluviais.

4.1.5 Os valores paisagísticos naturais deverão, na medida do possível, serem preservados pelo projeto. Para as áreas livres onde não houver possibilidade de preservação, deverão ser previstos tratamentos paisagísticos, de conformidade com a Prática específica.

4.2

4.3

Organograma do Projeto

4.2.1 O partido arquitetônico adotado deverá assegurar uma distribuição racional dos espaços e circulações e atender à interação entre eles, de forma a propiciar a perfeita realização das atividades previstas.

4.2.2 Para os acessos e circulações devem ser levadas em consideração, no mínimo, as seguintes condições:

• analisar os fluxos predominantes, externos e internos;

• definir a hierarquia dos acessos de pedestres e veículos;

• analisar as condições mais favoráveis para a ligação das redes públicas de utilidades, existentes ou previstas;

• prever acesso de serviço;

• as dependências que demandem acentuado contato com o público deverão, preferencialmente, estar localizadas no térreo. Se este pavimento estiver acentuadamente acima do nível da calçada, deverá ser prevista pelo menos uma entrada em rampa;

• as rampas e escadas deverão obedecer relações compatíveis de declividade;

• considerar a necessidade de eliminar as barreiras arquitetônicas para o deficiente físico, de conformidade com os preceitos estabelecidos pelos órgãos públicos.

4.2.3 Verificar os critérios de segurança referentes à escadas, corrimãos, rotas de fuga, distâncias máximas a serem percorridas (inclusive até escadas), saídas de emergência e portas corta-fogo.

4.2.4 Se houver alta incidência de sistemas de utilidades, de preferência, deverão ser previstos “shafts” para a passagem dos dutos, adequadamente ventilados, de modo a permitirem o livre acesso durante as atividades de manutenção. Sistemas elétricos e hidráulicos ou de gases não deverão utilizar o mesmo “shaft”.

Conforto Ambiental

A arquitetura bioclimática e a harmonia com o meio ambiente devem ser consideradas não só com relação à sua preservação e proteção, como também no que diz respeito ao aproveitamento das condições naturais de iluminação e ventilação, à proteção contra insolação excessiva, e à estanqueidade da carga térmica sob condições climáticas desfavoráveis, de forma a propiciar uma atividade confortável ao usuário, sem a utilização de equipamentos artificiais.

4.3.1 Conforto Térmico

A edificação deverá atender, sempre que possível, às seguintes condições:

• dispor de ventilação adequada ao clima e dimensionada para atender às atividades a serem desenvolvidas no seu interior;

• estar orientada de maneira a receber a menor incidência de raios solares diretos, a não ser quando estritamente necessários, e apresentar vedações, cobertura e estrutura que proporcionem desempenho térmico compatível com as condições climáticas e as exigências humanas;

• conter, se necessário, dispositivos adequados de controle da insolação (beirais e “brises”) , protegendo as faces ensolaradas com elementos de sombreamento, que não barrem a ventilação ( considerar inclusive a vegetação);

• estar orientada de maneira a receber os ventos dominantes para ventilação adequada dos ambientes;

• se o condicionamento térmico for considerado necessário (ar condicionado ou ar forçado), a edificação deverá apresentar desempenho térmico que proporcione economia no sistema , evitando passagem de calor ao seu interior.

4.3.2 Iluminação Natural

A edificação deverá, sempre que possível, atender às seguintes condições:

• atender às normas para dimensionamento de aberturas necessárias à iluminação natural dos ambientes;

• evitar o uso de salas muito profundas em relação às fachadas ou em posição central, sem iluminação natural;

• considerar, se necessários, dispositivos de controle da luz solar direta;

• dimensionar os sistemas de iluminação de modo a não alterar ou agravar as condições de conforto térmico;

• pesquisar os equipamentos de iluminação existentes, que melhor se adequem à atividade considerada, e que proporcionem maior economia de energia.

4.3.3 Conforto Acústico

A edificação deverá, sempre que possível, atender às seguintes condições:

• os elementos de construção que limitem a edificação com o ambiente exterior com elevado nível de ruídos deverão ser isolantes;

• ambientes com fonte interna de ruídos deverão ser devidamente tratados com elementos adequados de controle;

• deve-se isolar partes do edifício que possam transmitir ruídos ou vibrações aos outros ambientes.

171 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.4

Materiais e Técnicas Construtivas

4.4.1 A evolução tecnológica dos materiais deverá ser considerada para garantir melhor qualidade e desempenho nos serviços e produtos de uma edificação. Alem disso, também será levada em conta a posssibilidade de substituição de serviços artesanais por elementos industrializados para reduzir prazos e custos de construção.

4.4.2 Não será admitida a especificação de materiais por marcas comerciais, de conformidade com a legislação em vigor.

Este cuidado na especificação leva, também à necessidade de impor uma padronização dos componentes, principalmente em obras destinadas ao mesmo fim.

4.4.3 A inclusão de elementos padronizados no projeto, além de melhorar cada vez mais a qualidade da construção pela repetição das operações, proporciona um suporte ideal para a manutenção da edificação ou elemento urbano, racionalizando estoques e facilitando o manuseio e troca de componentes.

4.4.4 A escolha dos materiais e técnicas construtivas deverá levar em consideração:

• a representatividade da edificação;

• técnica construtiva adequada à indústria , materiais e mão de obra locais;

• condições econômicas da região;

• características funcionais da edificação;

• desempenho térmico e acústico e de iluminação natural atendendo aos requisitos de conforto ambiental da edificação;

• facilidade de execução, de conservação e manutenção dos materiais escolhidos;

• disponibilidade financeira;

• possibilidade de padronização e modulação dos componentes;

• estanqueidade com relação à chuvas, ventos, insolação e agentes agressivos;

• resistência ao fogo;

• segurança.

4.4.5 Coberturas

As coberturas deverão obedecer às inclinações recomendadas pelos fabricantes para os diferentes tipos de materiais de telhados.

As calhas deverão, preferencialmente, ser dispostas externamente à projeção da edificação e providas de extravasores de segurança.

4.4.6 Forros

Os forros deverão proporcionar, sobretudo, a melhoria do desempenho térmico e acústico do ambiente.

4.4.7 Vedos

Os vedos deverão ser providos de resistência mecânica e resistência à agentes naturais, químicos, físicos e biológicos, bem como assegurar as condições de higiene compatíveis com o ambiente.

4.4.8 Revestimentos, Acabamentos e Arremates

Os revestimentos, acabamentos e arremates deverão:

• apresentar resultados visuais, externos e internos, compatíveis com os objetivos e a representatividade da edificação;

• assegurar desempenho adequado ao tipo de utilização do ambiente ( molhado, abrasivo, ácido, e outros).

Os arremates devem compatibilizar materiais diferentes que não podem ser ligados diretamente sem interferir no desempenho do sistema, bem como permitir acomodações para as diferenças de dilatação dos materiais.

4.4.9 Impermeabilizações ou Revestimentos

Impermeabilizantes

O sistema de impermeabilização, se necessário, deverá ser adequado a cada caso particular, como cobertura, respaldo dos baldrames, reservatórios de água e outros e será escolhido em função de:

• forma da estrutura;

• movimentação;

• temperatura e umidade relativa do local;

• efeito arquitetônico;

• utilização da superfície (passagens, terraços e outras).

Cada solução em particular deverá levar em conta as propriedades dos componentes e do sistema, como impermeabilidade, resiliência (resistência ao choque), vida útil, resistência mecânica e isolação térmica.

4.4.10 Equipamentos

A escolha de equipamentos fixos ou móveis, quando não definidos no programa de necessidades, deverá considerar:

• a avaliação das necessidades em função das atividades de cada ambiente (segurança, higiene, comunicação e funções especiais como laboratórios, cozinhas e outros) e do tipo de usuário;

• a simplicidade e eficiência na sua montagem e manutenção.

Os equipamentos necessários ao desenvolvimento de atividades específicas, como laboratórios, cozinhas, lavanderias e outras implicarão a execução de projetos específicos.

4.5

Condições Peculiares

O projetista deverá manter com o Contratante uma relação de constante aferição das propostas e alternativas conquistadas.

Nos casos em que o projeto da edificação se revestir de uma característica peculiar, o projetista deverá pesquisar soluções alternativas e apresentá-las em relatórios

172 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO justificativos, com prós e contras, para melhor análise do

Contratante, podendo inclusive alterar ou criar um novo padrão de componente ou técnica construtiva.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

As atividades técnicas de elaboração de projetos de edificações deverão ser conduzidas em etapas sucessivas pelo

Contratante e pelo autor do projeto, sendo, no mínimo, as seguintes :

Levantamento de Dados - o Caderno de Encargos deverá definir quais os itens fornecidos pelo Contratante;

Programa de Necessidades - a ser fornecido no Caderno de

Encargos;

Estudo de Viabilidade;

Estudo Preliminar;

Anteprojeto;

Projeto Legal;

Projeto Básico;

Projeto Executivo.

5.1

Estudo de Viabilidade

Consiste na elaboração de análises e avaliações para seleção e recomendação de alternativas de concepção da edificação, seus elementos, instalações e componentes.

5.2

Estudo Preliminar

Consiste na definição gráfica da implantação e do partido arquitetônico através de plantas, cortes e fachadas em escala livre, compreendendo:

• a implantação da edificação ou conjunto de edificações e seu relacionamento com o local escolhido, acessos, estacionamentos e outros, inclusive expansões possíveis;

• a explicitação do sistema construtivo e dos materiais empregados;

• os esquemas de zoneamento do conjunto de atividades, as circulações e organização volumétrica;

• o número de edificações, suas destinações e locações aproximadas;

• o número de pavimentos;

• os esquemas de infra-estrutura de serviços;

• o atendimento ao Caderno de Encargos, normas e condições da legislação e dos índices de ocupação do solo.

O conceito será desenvolvido a partir da análise e consolidação do Programa de Necessidades e deverá caracterizar o organograma de espaços, atividades e fluxograma operacional. Deverá ser apresentado o relatório técnico justificativo.

5.3

Anteprojeto

Esta etapa consiste na elaboração e representação técnica da solução apresentada e aprovada no Estudo

Preliminar. Apresentará a concepção da estrutura, das instalações em geral, e de todos os componentes do projeto arquitetônicos.

Deverão estar graficamente representados:

• discriminação em plantas, cortes e fachadas, em escalas não menores que 1:100, de todos os pavimentos da edificação e seus espaços, com indicação dos materiais de construção, acabamentos e dimensões, principalmente de escadas, sanitários e locais especiais;

• locação da edificação ou conjunto de edificações e seus acessos de pedestres e veículos;

• definição de todo o espaço externo e seu tratamento: muros, rampas, escadas, estacionamentos, calçadas e outros, sempre com as dimensões e locações relativas;

• indicação do movimento de terra, com demonstração de

áreas de corte e aterro;

• demonstrativo de compatibilidade dos Projetos

Complementares, dos quais ele será a base;

• relatório técnico.

5.4

Projeto Legal

Esta etapa consiste na representação do conjunto de informações técnicas necessárias à análise e aprovação, pelas autoridades competentes, da concepção da edificação, dos seus elementos e instalações, com base nas exigências legais

(municipais, estaduais e federais) e à obtenção do alvará ou das licenças e demais documentos indispensáveis para as atividades da construção.

Deverão ser graficamente representadas as plantas, cortes e fachadas em escala não inferior a 1:100, com todas as descrições e justificativas de acordo com cada uma das apresentações nas concessionárias de serviços, corpo de bombeiros e demais órgãos do poder público local.

5.5

Projeto Básico

Esta etapa destina-se à representação do conjunto de informações técnicas necessárias para a execução da obra, num detalhamento suficiente para o perfeito entendimento dos serviços e materiais a serem empregados no objeto de uma licitação, em todas suas atividades técnicas.

O Projeto Básico deverá demonstrar e assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento e possibilitar a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos de execução.

O Projeto Básico conterá os mesmos elementos gráficos do anteprojeto, bem como os itens descritos da Lei de Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da construção dos serviços e obras, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

173 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

5.6

Projeto Executivo

Esta etapa consiste na representação completa do projeto de Arquitetura, que deverá conter, de forma clara e precisa, todos os detalhes construtivos e indicações necessárias à perfeita interpretação dos elementos para a execução dos serviços e obras, incluindo o orçamento detalhado, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

O Projeto Executivo deverá estar representado graficamente por desenhos de plantas, cortes, fachadas e ampliações de áreas molhadas ou especiais, em escala conveniente, e em tamanho de papel que permita fácil manuseio na obra.

Os detalhes de elementos da edificação e de seus componentes construtivos poderão ser apresentados em cadernos anexos onde conste sua representação gráfica, de conformidade com a Norma NBR 6492 - Representação de

Projetos de Arquitetura, especificações, critérios de execução, recebimento e medição, que poderão ser padrões.

Deverão estar graficamente representados: a) a implantação do edifício, onde constem:

• a orientação da planta com a indicação do Norte verdadeiro ou magnético e as geratrizes da implantação;

• a representação do terreno, com as características planialtimétricas, compreendendo medidas e ângulos dos lados e curvas de nível, e localização de árvores, postes, hidrantes e outros elementos construídos, existentes;

• as áreas de corte e aterro, com a localização e indicação da inclinação de taludes e arrimos;

• os RN do levantamento topográfico;

• os eixos das paredes externas das edificações, cotados em relação a referência preestabelecida e bem identificada;

• as cotas de nível do terrapleno das edificações e dos pontos significativos das áreas externas (calçadas, acessos, patamares, rampas e outros);

• a localização dos elementos externos , construídos, como estacionamentos, construções auxiliares e outros.

b) o edifício, compreendendo:

• plantas de todos os pavimentos, com destino e medidas internas de todos os compartimentos, espessura de paredes, material e tipo de acabamento, e indicações de cortes, elevações, ampliações e detalhes;

• dimensões e cotas relativas de todas as aberturas, vãos de portas e janelas, altura dos peitorais e sentido de abertura;

• escoamento das águas, a posição das calhas, condutores e beirais, reservatórios, “domus”, rufos e demais e elementos, inclusive tipo de impermeabilização, juntas de dilatação, aberturas e equipamentos, sempre com indicação de material e demais informações necessárias;

• todas as elevações indicando aberturas e materiais de acabamento;

• cortes das edificações onde fique demonstrado o pé direito dos compartimentos, alturas das paredes e barras impermeáveis, altura de platibandas, cotas de nível de escadas e patamares, cotas de piso acabado, tudo sempre com indicação clara dos respectivos materiais de execução e acabamento;

• impermeabilização de paredes e outros elementos de proteção contra a umidade;

• ampliações, se for o caso, de áreas molhadas ou especiais, com indicação de equipamentos e aparelhos hidráulicosanitários, indicando seu tipo e detalhes necessários;

• esquadrias, o material componente, o tipo de vidro, fechaduras, fechos, dobradiças, o acabamento e o movimento das peças, sejam horizontais ou verticais;

• todos os detalhes que se fizerem necessários para a perfeita compreensão da obra a executar, como coberturas, peças de concreto aparente, escadas, bancadas, balcões e outros planos de trabalho, armários, divisórias, equipamentos de segurança e todos os arremates necessários.

c) deverão ser apresentados ainda, o relatório técnico e os memoriais justificativos.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Arquitetura deverão também atender

às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6492 - Representação de Projetos de Arquitetura

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

NBR 13532 - Elaboração de Projetos de Edificações -

Arquitetura

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

174 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Arquitetura.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

As especificações deverão atender às Normas

Brasileiras aplicáveis.

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão identificar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido. Estas características deverão ser comprovadas na execução da obra.

As especificações deverão conter, basicamente , as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Generalidades

Para a discriminação do desempenho dos materiais, equipamentos, serviços ou outro componente, deverão ser definidas as seguintes características:

do componente:

- nomenclatura;

- material básico ;

- forma, dimensões e tolerâncias;

- funcionamento;

- acabamento superficial;

- padrão final referido à um desempenho técnico.

do serviço:

- materiais;

- modo de preparo;

- acabamento superficial;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

do material:

- aspecto;

- textura;

- dureza;

- resistência mecânica;

- resistência ao fogo;

- porosidade;

- absorção de água e impermeabilidade;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

2.2

Coberturas

- local da aplicação;

- tipo de telha;

- inclinação;

- fixação e características de montagem;

- tipo de calha;

- localização e detalhe das descidas de água pluvial;

- características dos materiais componentes e peças complementares como rufos e outros acessórios;

- aspecto e desempenho final.

2.3

Forros

- local da aplicação;

- tipo de forro;

- fixação e características de montagem;

- características dos acessórios;

- interferências com equipamentos de iluminação, dutos de ventilação e outros;

- aspecto e desempenho final.

2.4

Vedos

2.4.1 Paredes

- local da aplicação;

- tipo e dimensões dos materiais componentes;

- solicitação de uso;

- detalhes de arremates;

- aspecto e desempenho final.

2.4.2 Esquadrias (portas, janelas, “brises”)

- local da aplicação;

- tipo e funcionamento;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- tipo das ferragens;

- detalhes de arremates ( pingadeiras, soleiras)

- características do serviço a executar;

- aspecto e desempenho final.

2.4.3 Vidros e plásticos

- local da aplicação;

- tipo;

- cor e transparência;

- características dos materiais e serviços a executar;

175 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

- aspecto e desempenho final.

2.5

Revestimentos, Acabamentos e Arremates

2.5.1 De paredes, tetos e pisos

- local da aplicação;

- tipo;

- solicitação de uso;

- preparo da base;

- características do material e serviços a executar;

- características dos arremates;

- aspecto e desempenho final.

2.5.2 Pinturas

- local da aplicação;

- indicação da superfície onde será aplicada e qual o preparo da base;

- características das tintas de fundo e acabamento;

- método de aplicação;

- aspecto e desempenho final.

2.5.3 Impermeabilizações

- local da aplicação;

- indicação da superfície;

- tipo e características dos materiais a serem utilizados;

- características do serviço a executar (preparo da superfície, aplicação e arremates);

- aspecto e desempenho final;

2.5.4 Arremates

- local da aplicação;

- tipo do arremate;

- características do material e dos serviços a executar;

- aspecto e desempenho final.

2.6

Equipamentos e Acessórios

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- características de montagem e seqüência de operações;

- características de fixação quando houver;

- podem ser mencionados modelo e linha de pelo menos 3

(três) fabricantes de referência;

- aspecto e desempenho final.

176 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

2

E

LIMINAÇÃO DE

B

ARREIRRAS

A

RQUITETÔNICAS PARA

D

EFICIENTES

F

ÍSICOS

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Eliminação de Barreiras Arquitetônicas Para

Deficientes Físicos.

2.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Os projetos deverão atender à Norma Brasileira

NBR-9050-Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbanos.

Neste anexo são destacados pontos básicos para os projetos:

As dependências que demandem acentuado contato com o público deverão estar, preferencialmente, localizadas no térreo da edificação.

Os pisos, principalmente nas áreas de maior circulação de público, deverão ser antiderrapantes, principalmente quando se tratar de rampas ou áreas molhadas.

Todas as aberturas de passagem deverão ser dimensionadas com largura mínima de 80 cm. Os corredores deverão ter largura mínima de 120 cm, sendo que a rotação de uma cadeira de rodas exige l=150 cm.

A altura máxima para a manipulação de dispositivos é de

135 cm, sendo 120 cm a altura confortável. As maçanetas a ser especificadas serão preferencialmente, de tipo alavanca.

Deverá ser previsto trecho em rampa sempre que a diferença de nível da soleira for superior a 1,5 cm, ou em pelo menos uma da entradas, quando o térreo estiver acentuadamente acima do nível da calçada.

As rampas deverão ter inclinação máxima de 12,5%, para h=18 cm, até 5% para h=150cm, largura não inferior a 120 cm, corrimão a 92 cm do piso e barra ou elemento sólido a

15 cm do piso.

Deverá ser previsto pelo menos um sanitário com facilidade para deficientes por piso.

Em todo edifício de mais de um andar deverá estar previsto rampa ou elevador.

As especificações concernentes à elevadores de passageiros determinarão que os botões de chamada e comando tenham opção de leitura braile e estejam a, no máximo, 135 cm do piso, as cabinas deverão ter corrimãos, e dimensões de 110 cm por 140 cm.

Os sistemas de alarme de incêndio deverão possuir dispositivos de sinalização sonoro- luminosa adequadamente localizados no edifício e o mecanismo de alarme ser de fácil ativação e estar a, no máximo, 135 cm do piso.

Projetos de auditórios devem prever local destinado a cadeiras de rodas , inclusive, quando for o caso, dotado de equipamentos de tradução simultânea, sem prejuízo das condições de visibilidade e locomoção.

Os refeitórios e salas de leitura deverão ser projetados de maneira a permitir o acesso, circulação e manobra de cadeira de rodas, bem como possuir mesas apropriadas aos usuários desses aparelhos.

No ”hall” da edificação, quando houver telefones públicos, pelo menos um deles deverá ser acessível à pessoa em cadeira de rodas.

Todo elemento em suspenso sobre o piso deverá ter altura superior a 210 cm ou ter na sua projeção neste piso degrau ou elemento que permita a percepção por deficientes visuais.

Os balcões e áreas de atendimento deverão ter h=70/80 cm.

177 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

3

O

RGANIZAÇÃO E

D

IMENSIONAMENTO DE

E

SPAÇOS

I

NTERNOS

- L

EIAUTE

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a definição, organização e dimensionamento de espaços internos visando o suporte para a elaboração de projetos de construção, complementação, reforma ou ampliação de uma edificação ou conjunto de edificações.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Programa de Necessidades

Conjunto de características e condições necessárias ao desenvolvimento das atividades dos usuários da edificação que, adequadamente consideradas, definem e originam a proposição para o empreendimento a ser realizado.

2.2

Atividades

Funções a serem desenvolvidas na edificação para a realização dos objetivos da entidade.

2.3

Espaço

Ambiente aonde são realizadas as atividades previstas.

Os espaços são compostos de pessoas, equipamentos e material a ser utilizado.

2.4

Equipamentos

Elementos necessários ao exercício efetivo das atividades previstas para a edificação, como máquinas e mobiliário.

2.5

Leiaute

Distribuição física dos equipamentos num determinado espaço, dispostos de modo a permitir aos seus usuários efetivar o fluxo de funcionamento das atividades e o manuseio dos materiais pertinentes.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

3.1

A elaboração do programa de necessidades terá por base a determinação da entidade a ser instalada na edificação e a sua estrutura organizacional, seus usuários, equipamentos e fluxos de funcionamento e a relação e o dimensionamento dos espaços necessários para a realização das atividades previstas.

3.2

A organização e o dimensionamento dos leiautes de uma determinada estrutura administrativa e de serviços serão realizados a partir da listagem dos espaços e de suas características qualitativas e quantitativas, de modo a propiciar a tomada de decisões para a reforma de uma edificação ou, no caso de novos empreendimentos, para o agenciamento do terreno da implantação, dimensionamento e setorização do partido arquitetônico.

3.3

O programa de necessidades conterá, além das diretrizes para a implantação da edificação ou conjunto de edifícios no terreno, a relação e características construtivas e operacionais das atividades: seus espaços, interrelacionamentos e leiautes.

3.4

Para o dimensionamento dos leiautes deverão ser levantados todos os participantes da atividade ou espaço, seus procedimentos padrão e os equipamentos necessários.

Estes elementos serão dispostos sobre uma malha modular dimensional, adotando os espaçamentos entre os equipamentos de modo a permitirem a operacionalização dos fluxos levantados.

3.5

Para a obtenção de melhores resultados, a malha modular será um quadriculado múltiplo de um módulo base compatível com a tipologia da construção pretendida.

3.6 Os leiautes elaborados com tais procedimentos poderão ser utilizados para atividades iguais ou de mesmas características de outros empreendimentos, conduzindo à consolidação de leiautes-padrão.

3.7 Os leiautes-padrão utilizados para o programa de uma edificação, que poderão ser incorporados às normas de determinados órgãos ou setores da Administração, deverão então ser dispostos ao longo de um bloco construtivo, observando-se, sempre, uma boa relação de profundidade entre o corredor e as janelas.

3.8

De preferência, num mesmo bloco construtivo, deverão ser agrupados os leiautes que apresentarem as mesmas características construtivas primárias, ou seja, aquelas que interferirem com a estrutura da edificação. As características secundárias, apostas e que poderão ser modificadas posteriormente, serão consideradas na fase de detalhamento do projetos.

São características primárias:

• pé-direito;

• sobrecarga admissível;

• iluminação e ventilação natural ou artificial;

• formas especiais, piso inclinado, ausência de colunas;

• manuseio de material perigoso;

178 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• necessidade de alta potência instalada.

3.9

A constância de uso de espaços repetitivos e o zoneamento da edificação com tipologia de espaços e características comuns, deverão conduzir à possibilidade de elaboração de uma padronização de tipos de espaço, e também de uma padronização de blocos ou modelos construtivos.

3.10

Todos os leiautes dimensionados assim como os modelos construtivos recomendados deverão integrar o

Caderno de Encargos para a contratação do projeto da edificação.

3.11

Os leiautes-padrão adotados pelos órgãos setoriais ou seccionais abrangidos pelo SISG serão periodicamente compilados, avaliados e publicados pela Administração, com vistas à difusão da experiência e inovações tecnológicas adquiridas ao longo do tempo.

179 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

I

NTERIORES

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

2.7

Equipamentos Especiais

Equipamentos de uso restrito, quer por exigirem cuidados especiais, quer por apresentarem características particulares de representatividade, nem sempre produzidos em série, como aparelhos eletrônicos, mobiliário especial e outros.

2.8

Programa de Necessidades

Relação das características de uso dos espaços, necessários à realização das atividades previstas.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Interiores.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.9

Fluxograma Operacional

Representação gráfica da seqüência de operações necessárias à realização das diversas funções e atividades previstas.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

2.1

Projeto de Interiores

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a execução e instalação de componentes de ambientação, de modo a implementar e qualificar os espaços arquitetônicos da edificação.

2.2

Ambientação

Dotar os espaços interiores da edificação dos elementos necessários à realização das atividades programadas, visando sua completa adequação ao uso a que se destina.

2.3

Revestimentos

Elementos que cobrem uma superfície, a ela incorporados após sua execução.

2.4

Aplicações

Elementos apostos a uma superfície, como: painéis fotográficos, de avisos, placas de comunicação e sinalização, quadros, objetos de arte e outros.

2.5

Equipamentos

Elementos necessários ao exercício efetivo das atividades programadas.

2.6

Equipamentos de Massa

Equipamentos de uso geral, normalmente produzidos em série, como mesas, cadeiras, armários e outros.

3.1

Integrar o projeto de interiores com o de arquitetura, harmonizando seus objetivos, funções e formas de utilização dos espaços do edifício.

3.2

Conhecer o objetivo do edifício, sua finalidade e as atitudes e aspirações governamentais com relação ao empreendimento, relacionadas à população e à região que serão atendidas.

3.3

Conhecer o objetivo de cada espaço, sua representatividade em função de sua finalidade, uso e atividade, e seu relacionamento com os demais espaços.

3.4

Obter informações com relação às funções principais, de apoio de serviços do edifício e seus fluxos operacionais, de materiais e serviços, de maneira a permitir o estudo da integração dos diversos espaços e a aferição do programa de necessidades.

3.5

Obter informações com relação ao elemento humano que ocupará o edifício, trabalhando ou sendo atendido, nos seus aspectos qualitativos e quantitativos (com a necessária projeção de demanda).

3.6

Obter informações quanto aos equipamentos necessários às várias atividades programadas.

3.7

Determinar os tipos de equipamentos cujo dimensionamento seja o mais adequado para o uso e cujos materiais componentes sejam adequados às condições climáticas locais, sempre em conformidade com as suas especificações.

180 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.8

Determinar os tipos de materiais a ser usados de acordo com a atividade do ambiente e com as condições climáticas locais.

3.9

Conhecer, se já estiver construída, a área edificada de que trata o projeto, nos seguintes aspectos:

• configuração física do edifício;

• ambiente em geral no que se refere a:

adequação da arquitetura ao clima;

insolação e cargas térmicas incidentes sobre a edificação, verificando a necessidade de correções térmicas pelo projeto de interiores;

níveis de iluminação exterior, para verificação dos sistemas de iluminação natural;

níveis e fontes de ruído relativas ao local, para verificar a necessidade de correções acústicas no projeto de interiores.

3.10

Elaborar o projeto de interiores de modo a estar inteiramente harmonizado com o projeto de arquitetura. Para tal, obter os elementos desse projeto que digam respeito não só aos leiautes dos espaços da edificação, como aos materiais a serem empregados.

3.11

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• garantir o conforto e bem-estar em cada um dos ambientes considerados e no conjunto da edificação;

• adequar o projeto, quanto a materiais e equipamentos, ao grau de representatividade do espaço, definido pelo programa e aprovado pelo Contratante;

• adotar, preferencialmente, equipamentos de massa;

• adotar, no que couber, a Prática de Projeto - Arquitetura

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Relação entre áreas ocupadas por equipamentos e área livre para circulação:

• o projeto deverá manter uma distribuição racional dos equipamentos em cada ambiente;

• o projeto deverá manter uma relação compatível entre a

área ocupada por equipamentos e a área livre para circulação, de forma a garantir o uso eficiente dos espaços sem criar transtornos funcionais.

4.2

O projeto de interiores deverá considerar para acessos e corredores, no mínimo, o seguinte:

• análise dos fluxos dominantes;

• reconhecimento das dependências que demandam acentuado contato com o público e necessitam local para espera;

• se as dependências que demandam acentuado contato com o público estão localizadas no pavimento térreo da edificação ou se estão providas de circulação vertical compatível com o fluxo de pessoas e materiais.

4.3

O projeto de interiores deverá levar em conta o condicionamento acústico, o condicionamento térmico natural ou artificial, a iluminação natural e a ventilação natural do local, complementando, se necessário, o projeto de arquitetura.

4.4

Escolha de materiais

A escolha dos materiais deverá levar em conta condições ambientais, de manutenção e de conservação, considerando:

• técnicas construtivas adequadas à indústria, materiais e mão-de-obra locais;

• aproveitamento dos materiais em suas dimensões de fabricação;

• condições econômicas da região;

• características funcionais e de representatividade dos espaços da edificação;

• exigências humanas relativas ao uso dos materiais;

• condições climáticas locais e exigências humanas relativas ao conforto térmico, acústico e à iluminação natural;

• facilidade de conservação e manutenção dos materiais escolhidos.

4.4.1 Revestimentos (Paredes, Forros, Pisos, Painéis e outros)

A escolha dos tipos de revestimento deverá atender a:

• resistência a agentes agressivos;

• desempenho acústico, térmico e de iluminação natural ou artificial;

• resistência ao fogo;

• resultados visuais (cor, textura e conjunto);

• desempenho adequado ao tipo de utilização do ambiente: molhado, abrasivo, ácido e outros;

• economia quanto ao custo adicional e manutenção.

4.4.2 Aplicações e colagens(Painéis Fotográficos, de

Avisos, Placas de Comunicação e Sinalização, Quadros,

Objetos de Arte e Outros)

A escolha das aplicações deverá atender a:

• durabilidade do material empregado;

• desempenho adequado ao tipo de utilização no ambiente;

• harmonia visual e estética.

4.4.3 Equipamentos

A escolha dos equipamentos, fixos ou móveis, deverá levar em consideração:

4.4.3.1

Para equipamento em geral:

• as necessidades em função das atividades de cada espaço

(uso, segurança, higiene, comunicação, funções especiais, como de laboratório, cozinha e outras);

• aspectos econômicos quanto aos custos iniciais e de manutenção;

181 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• resultado visual harmonioso, quer quanto ao conjunto de equipamentos, que devem guardar entre si um mesmo aspecto (linha de produtos), quer quanto ao objeto isolado;

• simplicidade e eficiência na sua montagem e no seu uso;

• tratando-se de objetos que entrem em contato direto com o corpo humano, escolha criteriosa dos materiais, bem como de dimensões ergonômicas, a fim de proporcionar uma sensação de conforto em bem-estar ao usuário;

• quando não forem encontrados no mercado, ou quando forem necessários para o desenvolvimento de atividades especiais, como as exercidas em laboratórios, cozinhas e lavanderias, os equipamentos exigirão projeto específico.

4.4.3.2

Para Paredes Divisórias

A escolha do tipo de paredes divisórias deverá assegurar as condições mínimas que atendam a:

• resistência mecânica;

• resistência a agentes químicos, físicos, biológicos e outros;

• resistência ao fogo;

• desempenho térmico, acústico e iluminação natural, de acordo com as atividades exercidas no espaço;

• condições de higiene compatíveis com o ambiente;

• resultados visuais (cor, textura e conjunto);

• segurança;

• estanqueidade quando for o caso;

• economia quanto ao custo inicial e de manutenção.

4.4.4 Condições Especiais

O projeto de Interiores deve levar em consideração o elemento humano que utilizará a edificação, prevendo, para tanto, medidas de conforto, segurança, informação e funcionalidade.

Há que considerar, entretanto, o caso em que o atendimento ao elemento humano é função principal da edificação. Se a população apresenta uma característica especial, deve o projeto cuidar do atendimento especial necessário. Este é o caso de hospitais, creches, asilos para pessoas idosas, unidades de ensino especial e outros.

De maneira geral, o Autor do Projeto deve, portanto, considerar condições especiais para idosos, crianças, deficientes físicos e outros, atendendo às normas próprias para tais casos.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

A partir dos dados obtidos, conforme descrito em condições gerais, e da classificação de cada espaço em relação

à representatividade e atividade nele realizada, serão desenvolvidas alternativas de arranjos de equipamentos. A alternativa escolhida, que será a mais vantajosa para a edificação, atendendo economicamente os objetivos propostos, constituir-se-á no estudo preliminar que, graficamente, deverá conter:

• plantas de todos os níveis da edificação, em escala adequada, com o arranjo dos mobiliários e equipamentos por ambiente;

• escalas de cores;

• catálogos de linhas comerciais;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar adequado ao projeto de arquitetura e demais sistemas.

5.2

Projeto Básico

Consiste na definição, dimensionamento e representação de todos os seus componentes.

O Projeto Básico conterá os itens descritos na lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado de execução do sistema, fundamentado em quantitativos de serviço e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução

Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos:

• a planta geral de todos os pavimentos, cotada, na escala adequada (mínimo 1:100), apresentando todos os ambientes com suas funções definidas, a disposição de todos os equipamentos necessários para as atividades a serem exercidas e a discriminação das especificações dos revestimentos e das aplicações propostas;

• cortes elucidativos dos ambientes, cotados, na escala adequada, para melhor compreender as alturas resultantes, em função da escala humana;

• catálogos à disposição do mercado para ilustração da proposta e, eventualmente, amostras;

• desenhos específicos em forma de apresentação livre, quando for o caso, para melhor compreensão da proposta;

• orçamento detalhado dos componentes baseado em quantitativos de materiais e fornecimento;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Deverá ser verificado o atendimento aos objetivos propostos, compatibilizando e fornecendo informações para os projetos das áreas especializadas de Arquitetura,

Instalações Elétricas e outros.

5.3

Projeto Executivo

O Projeto Executivo deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes executivos e indicações necessárias

à perfeita e inequívoca execução dos elementos propostos.

Do Projeto Executivo deverão constar:

• as plantas de todos os pavimentos, conforme o Projeto

Básico, com todas as cotas necessárias para perfeita locação do equipamento;

• cortes elucidativos com as mesmas características;

• desenhos com detalhes executivos de cada elemento e, se for o caso, o modo de fixação, em escalas convenientes;

• informações Complementares como catálogos, amostras, modelos ou quaisquer outras referências a padrão executivo;

182 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• planilhas de quantificação e orçamento;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Interiores deverão atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6492 - Representação de Projetos de Arquitetura

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

NBR 13532 - Elaboração de Projetos de Edificações -

Arquitetura

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive de concessionárias de serviços públicos.

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA

183 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Interiores.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

As especificações deverão atender às Normas

Brasileiras aplicáveis.

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão identificar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido. Estas características deverão ser comprovadas na execução da obra.

As especificações deverão conter, basicamente , as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Generalidades

Para a discriminação do desempenho dos materiais, equipamentos, serviços ou outro componente, deverão ser definidas as seguintes características:

do componente:

- nomenclatura;

- material básico ;

- forma, dimensões e tolerâncias;

- funcionamento;

- acabamento superficial;

- padrão final referido à um desempenho técnico.

do serviço:

- materiais;

- modo de preparo;

- acabamento superficial;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

do material:

- aspecto;

- textura;

- dureza

- resistência mecânica;

- resistência ao fogo;

- porosidade;

- absorção de água e impermeabilidade;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

2.2

Revestimentos, Acabamentos e Arremates

2.2.1 De paredes, tetos e pisos

- local da aplicação;

- tipo;

- solicitação de uso;

- preparo da base;

- características dos materiais e serviços a executar;

- características dos arremates;

- aspecto e desempenho final.

2.2.2 Pinturas

- local da aplicação;

- indicação da superfície onde será aplicada e qual o preparo da base;

- características das tintas de fundo e acabamento;

- método de aplicação;

- aspecto e desempenho final.

2.2.4 Arremates

- local da aplicação;

- tipo do arremate;

- características do material e dos serviços a executar;

- aspecto e desempenho final.

2.3

Equipamentos e Acessórios

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- características de montagem e seqüência de operações;

- características de fixação quando houver;

- podem ser mencionados modelo e linha de pelo menos 3

(três) fabricantes de referência;

- aspecto e desempenho final.

2.4

Aplicações e Colagens

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- aspectos dimensionais de relevância;

- características de montagem e seqüência de operações;

- características de fixação;

- aspecto e desempenho final.

2.5

Para objetos de arte, as especificações poderão ser elaboradas pelo Autor do Projeto em conjunto com o contratante.

184 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

C

OMUNICAÇÃO

V

ISUAL

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

2.5

Pictogramas

Representação gráfica de funções, atividades, serviços e normas de segurança e emergência. Usa-se como comunicação universal e imediata de fácil percepção à distância e alta legibilidade.

2.6

Signo Direcional

Símbolo gráfico utilizado para indicar direção.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Comunicação Visual.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta prática são adotadas as seguintes definições:

2.7

Código Cromático

Sistema de cores com significado pré estabelecido.

2.8

Mapa Índice

Quadro e mapas indicadores que informam a ocupação de edificação por pavimento ou a distribuição das atividades no pavimento, destinando-se a auxiliar o usuário na sua localização e orientação na edificação.

2.1

Projeto de Comunicação Visual ou Programação

Visual

Conjunto de elementos gráficos que visa organizar e disciplinar a execução de sistemas de comunicação visual, de modo a orientar o usuário no espaço arquitetônico da edificação ou conjunto de edificações.

2.2

Sistema de Comunicação Visual (Informação)

Conjunto de mensagens visuais organizado segundo uma linguagem gráfica programada para fornecer informações sobre as funções ,atividades e normas de segurança desenvolvidas na edificação.

2.3

Elementos Básicos dos Sistemas de Informação

Elementos do sistema que, usados em conjunto ou separadamente, compõem as mensagens a ser transmitidas.

Esses elementos são:

• alfabeto padrão;

• pictogramas;

• signos direcionais;

• código cromático;

• mapas-índice;

• suporte da informação.

2.4

Alfabeto Padrão

Alfabeto cujas características de desenho permitem boa visibilidade a curta, média e longa distância, utilizado para a normalização de todas as mensagens escritas do sistema de informação.

2.9

Suporte de Informação

Veículo utilizado para fixação de mensagens do sistema de comunicação adotado: placas, postes, paredes, pisos e outros.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Integrar o projeto de comunicação visual com o de arquitetura compatibilizando seus objetivos, funções, e formas de utilização dos espaços da edificação, a fim de assegurar uma contribuição efetiva para sua implantação e ambientação.

3.2

Conhecer a finalidade da edificação no sentido de obter informações com relação às atividades principais, de apoio e serviço, atuais e futuras, e seus fluxos operacionais.

3.3

Obter informações com relação ao elemento humano que deverá ocupar a edificação, trabalhando ou sendo atendido.

3.4

Obter informações sobre os equipamentos existentes, atuais e futuros, e sua relação com as atividades da edificação.

3.5

A partir de dados obtidos, definir um sistema baseado nas necessidades de informações a ser transmitidas ao usuário do edifício, através de mensagens visuais, cuja codificação seja adequada às funções do edifício e ao repertório do usuário.

O sistema informativo a ser adotado deverá abordar, entre outros, os aspectos sde orientação, identificação e regulamentação, inclusive viária, incluindo sinalização especial para deficientes físicos. O suporte do sistema poderá ser tanto horizontal, no piso, quanto vertical.

185 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

3.6

Consultar as posturas municipais e normas de cada

área específica, para a sinalização de regulamentação, como: normas internacionais para cor em tubulação de utilidades, normas de sinalização e segurança de incêndio e outras.

3.7

Determinar os recursos materiais mais adequados para a execução do sistema informativo a ser implantado.

3.8

Planejar o sistema informativo de modo a estar, sempre que possível, integrado ao projeto de arquitetura.

Para tal, obter elementos desse projeto no que diz respeito à configuração da edificação e materiais a ser empregados.

3.9

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• codificação das mensagens visuais através de uma linguagem gráfica única;

• racionalização das informações indispensáveis ‘a orientação do usuário no edifício;

• definição de um sistema adequado pelo qual serão transmitidas as mensagens visuais (suportes da informação);

• adotar, no que couber, a Prática de Projeto de Arquitetura.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Sinalização Externa

• identificar os edifícios e seus acessos:

identificar cada edifício e o conjunto de edifícios;

identificar os acessos de pedestres e de veículos;

identificar as entradas de serviço;

identificar os acessos públicos e privativos de funcionários.

• regulamentar a circulação de veículos;

• verificar que as condições de leitura e visibilidade de textos e símbolos atendam às necessidades de pedestres e veículos:

considerar a necessidade de iluminação artificial para os elementos externos de sinalização de pedestres no caso de utilização noturna;

para sinalização de veículos utilizar preferencialmente material reflexivo.

• levar em consideração na escolha dos materiais a ser utilizados:

- técnica construtiva adequada à indústria, materiais e mão-de-obra locais;

aproveitamento dos materiais em suas dimensões de fabricação;

resistência dos materiais em função de sua exposição

às intempéries;

facilidade de conservação, manutenção e reposição em função dos materiais escolhidos;

custo;

aspecto visual final (estética).

4.2

Sinalização interna

• fornecer elementos para orientação do usuário no edifício, de modo a:

fornecer informações necessárias à compreensão do edifício como um todo;

verificar a necessidade de quadro geral de informações que identifique andares, departamentos, salas e outros

(mapas-índice);

orientar o usuário no percurso, desde a entrada do edifício até o local desejado;

sinalizar, através de signos direcionais, os pontos de decisão do usuário (cruzamentos de corredores, outros)

identificar cada ponto de interesse no edifício;

verificar a necessidade de numeração de pavimentos e de salas, identificação de equipamentos de segurança, saídas de emergência e outros;

- fazer com que as condições de leitura e visibilidade das mensagens sejam facilitadas pelo correto posicionamento e dimensionamento de textos e símbolos, verificando também se a iluminação normal do edifício atende às necessidades dos elementos de sinalização.

• a escolha de materiais a serem utilizados deverá levar em consideração os mesmos critérios enunciados para sinalização externa;

é conveniente que tanto o sistema de informação como o material utilizado em seus elementos sejam flexíveis e estudados de modo a permitir modificações e ampliações em função de normais mudanças de setores, remanejamentos de salas e outros.

4.3

Uso da Cor na Arquitetura como Elemento de

Sinalização

Como elemento de sinalização, paralelamente à mensagem codificada, a cor também pode fornecer ao usuário um sistema de identificação e orientação. Usada como elemento conotativo, a cor pode relacionar atividades e setores afins de um edifício ou conjunto de edifícios.

4.4

Elementos Visuais Ligados a Arquitetura

O uso de elementos visuais que denotem atividades exercidas em certos espaços arquitetônicos internos ou externos, ou que proporcionem ambientação para equipamentos ou objetos no sentido de integrá-los à obra de arquitetura, apesar de não estar ligado diretamente ao projeto de sinalização, em alguns casos torna-se indispensável.

Dentre esses elementos são destacados:

• painéis, murais;

• definição de cor de mobiliário;

• revestimentos ou elemento escultórico característicos.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

As atividades técnicas de elaboração dos projetos de comunicação visual deverão ser conduzidas em etapas

186 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO sucessivas pelo contratante e pelo autor do projeto, sendo, no mínimo, as seguintes:

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção do sistema, consolidando as alternativas de sua estruturação a partir do conhecimento do espaço a ser orientado, e de seus objetivos. A opção a ser implantada deverá ser a mais harmônica e econômica para o melhor uso da edificação.

Nesta etapa serão apresentados graficamente, planta de locação, externa e interna, dos elementos de sinalização e desenhos destes elementos, em escala livre e que contenham definição da linguagem gráfica a ser utilizada nas mensagens visuais, nos seguintes aspectos:

• alfabeto padrão;

• pictogramas;

• signos direcionais;

• código cromático;

• função, tipo e qualidade de elementos visuais a ser utilizados;

• conformação geométrica e locação aproximada desses elementos.

Deverá ser apresentado, também, o relatório justificativo, contendo a estimativa de custos, conforme

Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar adequado ao projeto de arquitetura e demais sistemas.

5.2

Projeto Básico

Consiste na definição, dimensionamento e representação de todos seus componentes, após a aprovação do Estudo Preliminar.

O Projeto Básico conterá os itens descritos na lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado de execução do sistema, fundamentado em quantitativos de serviço e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

A apresentação gráfica dar-se-á através de:

• plantas de implantação, em escala 1:500, para um conjunto de edifícios, e 1:200 para um edifício, com a locação dos elementos do sistema;

• plantas dos pavimentos dos edifícios em escala 1:100 e

1:50, com a locação dos elementos de comunicação;

• desenhos de todos os elementos do sistema em escala mínima 1:50, com a definição e dimensões dos elementos visuais a ser utilizados, inclusive de materiais;

• detalhes de montagem e fixação, inclusive de necessidades elétricas;

• orçamento detalhado dos componentes baseado em quantitativos de materiais e fornecimento;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Deverá ser verificado o atendimento aos objetivos propostos, compatibilizando e fornecendo informações para os projetos das áreas especializadas de Arquitetura,

Instalações Elétricas e outros.

5.3

Projeto Executivo

Deverá ser desenvolvido nesta fase o Projeto

Executivo completo, complementando o Projeto Básico e contendo, de forma clara e precisa, todos os detalhes e indicações necessárias à perfeita e inequívoca execução dos elementos de sinalização.

Do Projeto Executivo deverá constar:

• plantas de implantação em escala 1:500 para um conjunto de edifícios, a escala 1:200 para um edifício, com a locação e identificação final dos elementos externos de sinalização;

• planta do pavimento com locação exata dos elementos de sinalização, escala 1:100 ou1:50;

• elevações indicando a altura dos elementos;

• desenho detalhado de cada elemento indicando, se for o caso, o modo de fixação, em escalas convenientes, assim como as relações com elementos elétricos ou de outros sistemas, se houver;

• desenho do alfabeto a ser utilizado, indicando com clareza suas características gráficas e critérios de alinhamento e espaçamento de letras1:1;

• desenho de todos os símbolos, pictogramas e signos direcionais utilizados , em escala 1:1,

• desenhos contendo a diagramação de associações de mensagens, escritas com signos direcionais, mensagens escritas com pictogramas, pictogramas com signos direcionais, e outras;

• memorial descritivo, especificações e relatório técnico, que inclua o manual de utilização do sistema proposto;

• as planilhas de quantificação e orçamento detalhado;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Comunicação Visual deverão atender também as seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 6492 - Representação de Projetos de Arquitetura

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

NBR 13532- Elaboração de Projetos de Edificações -

Arquitetura.

Norma das Secretarias de Saúde e Engenharia Sanitária;

Normas de Segurança e de Proteção e Combate a

Incêndios e de Emergência;

Normas do Ministério do Trabalho;

Normas do DNER;

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

187 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Comunicação Visual.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

As especificações deverão atender às Normas

Brasileiras aplicáveis.

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão identificar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido. Estas características deverão ser comprovadas na execução da obra.

As especificações deverão conter, basicamente , as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Generalidades

Para a discriminação do desempenho dos materiais, equipamentos, serviços ou outro componente, deverão ser definidas as seguintes características:

do componente:

- nomenclatura;

- material básico ;

- forma, dimensões e tolerâncias;

- funcionamento;

- acabamento superficial;

- padrão final referido à um desempenho técnico.

do serviço:

- materiais;

- modo de preparo;

- acabamento superficial;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

do material:

- aspecto;

- textura;

- dureza

- resistência mecânica;

- resistência ao fogo;

- porosidade;

- absorção de água e impermeabilidade;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

2.2

Revestimentos, Acabamentos e Arremates

2.2.1 De paredes, tetos e pisos

- local da aplicação;

- tipo;

- solicitação de uso;

- preparo da base;

- características dos materiais e serviços a executar;

- características dos arremates;

- aspecto e desempenho final.

2.2.2 Pinturas

- local da aplicação;

- indicação da superfície onde será aplicada e qual o preparo da base;

- características das tintas de fundo e acabamento;

- método de aplicação;

- aspecto e desempenho final.

2.2.3 Arremates

- local da aplicação;

- tipo do arremate;

- características do material e dos serviços a executar;

- aspecto e desempenho final.

2.3

Equipamentos e Acessórios

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- características de montagem e seqüência de operações;

- características de fixação quando houver;

- podem ser mencionados modelo e linha de pelo menos 3

(três) fabricantes de referência;

- aspecto e desempenho final.

2.4

Aplicações e colagens

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- características dos materiais componentes;

- aspectos dimensionais de relevância;

- características de montagem e seqüência de operações;

- características de fixação;

- aspecto e desempenho final.

2.5

Para objetos de arte, as especificações poderão ser elaboradas pelo Autor do Projeto em conjunto com o

Contratante.

188 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

P

AISAGISMO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

2.7

Divisórias de Canteiro

Muretas de pouca altura, destinadas a impedir a invasão da vegetação dos canteiros para outras áreas.

2.8

Caixas de Árvore

Canteiros de dimensão reduzida, usualmente contidos no interior de áreas pavimentadas, destinados a assegurar

água e aeração à árvore.

2.9

Pisos

Superfícies pavimentadas para trânsito de pessoas e veículos, inclusive de serviços, ou de proteção da edificação.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Paisagismo.

2.

2.1

2.3

2.4

2.5

2.6

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática são adotadas as seguintes definições:

Projeto de Paisagismo

Conjunto de elementos construídos ou naturais que visa organizar e disciplinar o uso dos espaços externos, e a recomposição da paisagem, de modo a integrá-la com o edifício, ou com o conjunto de edifícios, protegendo e conservando o solo naturalmente e contribuindo para o conforto ambiental.

2.2

Paisagem

Entorno imediato, área de influência e domínio visual próximo da edificação.

Vegetação Autóctone

Vegetação original e característica de uma região.

Vegetação Existente

Vegetação autóctone ou não que se encontre na área de projeto.

Estrato Vegetal

Porção de uma comunidade vegetal em determinado limite de altura (arbóreo, arbustivo, herbáceo)

Erosão Pluvial

Desgaste do solo provocado pela ação das águas pluviais, seja pelo impacto da chuva, seja pelo escoamento das águas correntes.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Integrar o projeto de paisagismo com o de arquitetura, compatibilizando seus objetivos, funções e formas de utilização com os da edificação a fim de assegurar uma contribuição efetiva para sua implantação, acessos, ambientação e conforto.

3.2

Identificar as atividades internas e externas da edificação, e o elemento humano participante, visando realizar um ambiente confortável para os usuários.

3.3

Analisar o terreno quanto a seus aspectos fisiográficos, solos, águas superficiais, topografia, clima, orientação solar, microclima e linhas de escoamento de águas pluviais.

3.4

Explorar as potencialidades da área de projeto, verificando a vegetação existente, suas características e porte, a fim de delimitar as áreas a serem preservadas, quer pelo porte, quer por se tratar de vegetação autóctone ou em regime de proteção, ou outra razão.

3.5

Demarcar espécies isoladas, arbóreas ou arbustivas, preservando-as, desde que compatíveis com os projetos de arquitetura.

3.6

Demarcar, sempre que houver, outros elementos naturais significativos do terreno, cuja presença possa condicionar ou integrar o projeto paisagístico.

3.7

Analisar as características naturais da paisagem, identificando seus aspectos de significado cultural, estético e científico, a fim de respeitar e valorizar esses seus atributos.

3.8

Avaliar as características físico-químicas do solo na

área de projeto. Quando necessário, devida às condições

189 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO excepcionais de sua formação ou localização, proceder a análises de laboratório.

3.9

Prever o aproveitamento, sempre que possível, da terra orgânica superficial existente no local do projeto, caso haja trabalhos de terraplanagem.

3.10

Levantar os materiais locais disponíveis para obras externas à edificação.

3.11

Obter dados sobre os possíveis fornecedores das espécies vegetais: viveiros, hortos florestais, parques nacionais, estaduais, municipais ou outros. Verificar sua distância, as condições de transporte, tipo, porte e quantidade disponível de mudas.

3.12

Caso haja necessidade, levantar os possíveis fornecedores da terra orgânica e adubos, orgânicos ou químicos.

3.13

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• utilizar elementos constituintes da vegetação autóctone, por se adaptarem às condições ecológicas regionais, por sua adequação às características visuais da paisagem e mesmo pela maior facilidade de obtenção, com conseqüente diminuição dos custos de implantação e conservação;

• preservar e enfatizar a topografia natural do terreno, tirando partido de suas características. No caso em que houver necessidade de movimento de terra, adotar medidas de proteção em relação à vegetação existente, evitando o aterro ou desaterro de seus troncos;

• proteger a área do projeto contra a erosão pluvial através de estudo do terreno, mantendo ou refazendo as linhas naturais de escoamento de águas, protegendo essas linhas por meio de vegetação ou pavimentação e fixando o solo desprotegido, de forma geral por meio de plantio ou impermeabilização;

• proteger, em especial, áreas de corte e aterro através do plantio de espécies com características adequadas para essa finalidade;

• racionalizar a escolha da vegetação, através da adoção preferencial de espécies perenes, que não exijam cuidados excessivos:

• combinar correta e harmoniosamente os elementos dos diversos estratos vegetais quanto a suas exigências específicas (profundidade do solo, quantidade de luz, água, vento);

• procurar a concisão dos meios de expressão, evitando a variedade excessiva de elementos vegetais;

• na escolha e locação da vegetação, respeitar sempre o porte médio das espécies adultas, estabelecendo o espaçamento adequado; evitar, assim, as podas deformantes ou mesmo a necessidade de corte das árvores que ponham em risco a segurança da construção, quando em crescimento;

• racionalizar a especificação dos elementos construídos, adotando, de preferência, materiais regionais, assegurando mão-de-obra para sua execução, padronizando os equipamentos, o mobiliário externo, os pisos, elementos de vedação e outros;

• considerar a necessidade de projetos Complementares de iluminação, drenagem, e irrigação.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

• facilitar a orientação dos usuários do edifício, ressaltando os acessos de pedestres e veículos e as áreas de serviços e equipamentos auxiliares;

• dispor as áreas de lazer, descanso, jogos e outras eventualmente necessárias, de forma a integrar-se com as atividades internas e externas previstas.

• definir os maciços de vegetação e os demais elementos constantes do projeto de acordo com os requisitos ambientais das diversas áreas internas e externas, contribuindo para o conforto dos usuários: controle de luz, sombreamento, barreira de vento, umidificação do ar, barreira de som e outros;

• definir as soluções sempre em conformidade com a utilização da área pelos usuários, respeitando eventuais condições particulares de doentes, deficientes, crianças, idosos e outros.;

• evitar, de maneira geral, a utilização de espécies agressivas, com espinhos venenosos ou com frutos volumosos e pesados, em áreas de afluxo ou permanência de público, seja de criança ou adultos;

• definir a estratégia de proteção e recuperação vegetal em taludes, quando previstas obras de corte e aterro.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Para a concepção do sistema deverão ser obtidas todas as informações sobre o programa de necessidades às quais o projeto deverá responder, quer estejam expressas no projeto de arquitetura, quer sejam necessidades a ser definidas pelo

Contratante. Deverão também, ser identificados e analisados todos os elementos descritos nas condições gerais desta

Prática.

A concepção eleita deverá resultar do cotejo de alternativas de solução, adotando-se a mais vantajosa para a edificação, considerando parâmetros técnicos de economia e redução do impacto ambiental.

Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos:

• plantas e, se necessários, cortes do terreno objeto do projeto, em escala livre; deverão ser graficamente representadas as áreas edificadas, áreas pavimentadas e ajardinadas, locação de equipamentos fixos de apoio, lazer e recreação, tais como bancos, “play-grounds”, jogos, bebedouros e outros, com a indicação das áreas de vegetação a ser preservadas, e a organização volumétrica vegetal. As plantas deverão conter as necessidades de movimento de terra ou eventuais acertos no terreno;

190 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar adequado ao projeto de arquitetura e demais sistemas, indicando necessidades de drenagem, iluminação e irrigação.

5.2

Projeto Básico

Consiste na definição, dimensionamento, quantificação e representação de todos os seus elementos.

O Projeto Básico conterá os itens descritos na lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado de execução do sistema, fundamentado em quantitativos de serviço e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução

Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos:

• plantas e, se necessários, corte dos terrenos em escalas não menores que 1:500

• a indicação das edificações e seus acessos de pedestres de veículos, devidamente cotados;

• a definição de todo o espaço externo e seu tratamento: caminhos, canteiros e divisórias de canteiros, e outros elementos, sempre com suas dimensões respectivas e elementos para locação;

• indicação dos movimentos de terra, com demonstração de

áreas de corte e aterro;

• representação da conformação final do terreno, com indicação das curvas de nível e dos pontos baixos para coleta de águas pluviais;

• localização de todos os equipamentos fixos de apoio;

• localização das áreas gramadas, canteiros de ervas, arbustos e vegetação de porte, como árvores, arvoretas e palmeiras;

• localização de floreiras e jardins internos à edificação ou sobre terraços, com as características da vegetação;

• previsão de redes e pontos de consumo necessários ao desenvolvimento de projetos de hidráulica, de irrigação e drenagem, de eletricidade, de sonorização, de pavimentação e outros, definido o caminhamento das redes de forma a evitar interferências com os canteiros previstos ou existentes;

• relatório , com especificações das necessidades de correção química e orgânica do solo.

• orçamento detalhado dos elementos e componentes baseado em quantitavos e fornecimento;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar adequado aos projetos das áreas especializadas de Arquitetura, Instalações

Hidráulicas, Elétricas e outros.

5.3

Projeto Executivo

O Projeto Executivo deverá conter de forma clara e precisa todos os detalhes executivos e indicações necessárias

‘a perfeita e inequívoca execução dos elementos propostos.

Nesta etapa serão executadas plantas e, se necessário, cortes do terreno em escalas não menores que 1:100, desenhos de todos os detalhes construtivos em escalas adequadas à sua perfeita interpretação, plantas parciais de locação de equipamentos e revestimentos do solo, quer sejam construídos, quer sejam vegetais.

O Projeto Executivo deverá conter:

• plano global de zoneamento paisagístico, indicando:

todos os elementos constantes do projeto básico devidamente conferidos e verificadas as suas interferências;

representação, por código, de toda vegetação representada em planta, identificando-a na mesma folha de desenho e apresentando seu nome científico e popular;

espaçamento de mudas.

• nas plantas setoriais ou parciais, locação e cotas relativas dos canteiros de ervas. Quando se referir às áreas mais próximas da edificação, usar de preferência os mesmos eixos do projeto de arquitetura;

• representação de todas floreiras e jardineiras internas à edificação com as mesmas identificações requeridas para

áreas externas.;

• locação, dimensionamento e detalhamento dos elementos específicos, como espelhos de água, lagos, muros, cercas, divisórias de canteiro, bancos, lixeiras, placas, postes, escadas, rampas, pisos e outros;

• detalhes de elementos construídos em escala compatível com a topografia do terreno;

• esquemas gerais de iluminação, irrigação e drenagem, tanto externos quanto internos, harmonizados com os projetos especializados dessas áreas;

• relatório descritivo da correção do solo (aragem, adubação ).

• planilhas de quantificação e orçamento;

• relatório técnico conforme Prática Geral de Projeto.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

O projeto de Paisagismo deverá atender também às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

NBR 13532 - Elaboração de Projetos de Edificações -

Arquitetura

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais ;

Normas, leis, decretos ou recomendações referentes à proteção do meio-ambiente e de preservação do patrimônio natural;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

191 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Paisagismo.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

As especificações deverão atender às Normas

Brasileiras aplicáveis.

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão identificar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido. Estas características deverão ser comprovadas na execução da obra.

As especificações deverão conter, basicamente , as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Generalidades

Para a discriminação do desempenho dos materiais, equipamentos, serviços ou outro componente, deverão ser definidas as seguintes características:

do componente:

- nomenclatura;

- material básico ;

- forma, dimensões e tolerâncias;

- funcionamento;

- acabamento superficial;

- padrão final referido à um desempenho técnico;

do serviço:

- materiais;

- modo de preparo;

- acabamento superficial;

- padrão final referido a um desempenho técnico;

do material:

- aspecto;

- textura;

- dureza;

- resistência mecânica;

- resistência ao fogo;

- porosidade;

- absorção de água e impermeabilidade;

- padrão final referido a um desempenho técnico.

2.2

Assentamento de Pisos

- local da aplicação;

- solicitação de uso;

- tipos de materiais, indicando sempre que possível a sua procedência;

- forma, dimensão, cor e demais características físicas dos elementos especificados, referidos a um padrão;

- normas a serem respeitadas quanto à qualidade ou estado dos materiais, principalmente quando a especificação recair em materiais usados;

- forma de aplicação e composição geométrica;

- acabamento, arremates e aspecto final;

- dados referentes a serviços complementares de drenagem, iluminação, irrigação e outros.

2.3

Obras civis (Muros, Divisórias de Canteiro,

Floreiras, Tanques, Bancos, Equipamentos e

Outros)

- locação;

- solicitação de uso;

- tipos de materiais constituintes e sua procedência;

- forma, dimensão, cor e demais características físicas dos materiais especificados;

- qualidade ou estado dos materiais;

- forma de aplicação e montagem;

- acabamentos, arremates e aspecto final;

- dados referentes a serviços Complementares de impermeabilização, drenagem, irrigação e outros.

2.4

Preparo do Solo para Plantio

- terra de plantio: características físicas e espessura mínima conforme o local;

- corretivos e adubos químicos e orgânicos a serem incorporados à terra de plantio;

- especificação dos implementos necessários à execução dos serviços;

- especificação dos procedimentos necessários ao preparo do solo para plantio: limpeza, destorroamento, acerto da superfície, locação, dimensionamento das covas, para

árvores e arbustos, forma de incorporação de adubos e outros.

2.5

Plantio

- classificação das espécies vegetais por extratos - vegetação arbórea, arbustiva e herbácea, através de indicação, para

192 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO cada espécie, de nome científico e popular;

- indicação de altura mínima para árvores, arvoretas e arbustos;

- indicação de densidade por área para as espécies herbáceas;

- exigências quanto ao estado fitosanitário das espécies vegetais;

- exigências e características de fornecimento, tais como estado das raízes, acondicionamento, tipo de transporte e tipo de drenagem;

- processo de plantio;

- indicação, desde que possível, da época climaticamente mais favorável ao plantio;

- indicação de medidas de proteção complementares, tais como colocação de tutores, proteção dos troncos por engradado, palha ou outros, e irrigação até a pega;

- indicar o trato fitosanitário de controle de insetos, fungos, vírus e outros, por processos biológicos, físicos ou químicos. A especificação neste sentido deve ser criteriosa, tendo em vista que os processos mais eficazes a curto prazo - controle químico - poderão ter reflexos negativos no decorrer do tempo, pelo acúmulo de materiais indesejáveis na planta ou solo;

- estabelecer uma vistoria periódica para controle de praga e doenças;

- indicação de processos de manutenção necessários até a pega das mudas: irrigação com indicação do prazo necessário e periodicidade, em função da pega das mudas, adubação de cobertura, conforme especificação por tipo de planta, podas, reposições ou correção de falhas.

2.6

Outros

As especificações de materiais e serviços de elementos referentes à irrigação, escoamento e drenagem de águas pluviais, iluminação e outros, deverão estar contidas nos respectivos projetos especializados, e serem elaboradas com a orientação do Autor do Projeto de Paisagismo, tendo em vista o desempenho requerido. Quando o projeto de

Paisagismo, por determinação do contratante, necessitar apresentar tais elementos, as especificações deverão seguir as práticas correspondentes.

193 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

S

ISTEMA

V

IÁRIO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Sistema Viário.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições: e composto por trechos retos, ou sejam, tangentes verticais, e trechos de concordância, ou sejam, curvas verticais.

2.8

Estaqueamento ou Alinhamento Horizontal

Posicionamento, em planta, dos eixos das vias compostos por trechos retos, ou seja, tangentes horizontais concordadas por curvas de determinados raios horizontais.

No total, a extensão de vias normalmente é subdividida em módulos iguais, denominados estacas.

2.9

Pontos Característicos

Pontos notáveis de um alinhamento horizontal, como pontos de começo de curva circular (PCs), pontos de intersecção das tangentes horizontais (PIs), pontos de término de curva circular (PTs). Para o alinhamento vertical é usual definirem-se pontos de começo de curva vertical (PCVs), pontos de intersecção de tangentes verticais (PIVs) e pontos de término de curva vertical (PTVs). Também devem ser diferenciados dos demais os pontos onde se iniciam, onde se cruzam e onde terminam as vias.

2.1

Sistema Viário

Via ou conjunto de vias e estacionamentos

Complementares da edificação ou conjunto de edificações, destinado à circulação de veículos e pedestres.

2.2

Projeto de Sistema Viário ou Geométrico

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais e desenhos, que visa definir e disciplinar a execução de sistemas viários.

2.10

Seções Transversais

Resultado da aplicação da seção-tipo, estaca a estaca do alinhamento horizontal, indicando a posição da plataforma para o greide definitivo, em relação ao terreno.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

2.3

Via Interna

Ligação que permite a circulação de veículos no interior de uma área considerada.

2.4

Via de Acesso

Conexão do sistema viário interno com o sistema viário principal ou circunvizinho.

2.5

veículos dentro da área considerada.

2.6

Seção-Tipo

Seção transversal de vias ou estacionamentos, contendo a largura, declividade transversal, posição de passeios, canteiros centrais e outros elementos necessários à perfeita definição de sua geometria.

2.7

Estacionamento

Área do sistema viário interno destinada a alojar

Greide ou Alinhamento Vertical

Posição da plataforma das vias em relação ao terreno original, terraplenado ou não. Normalmente é representado pelas cotas dos eixos das vias ao longo de um estaqueamento

3.1

Obter as plantas dos projetos de arquitetura, terraplenagem e paisagismo, com as indicações precisas da locação das edificações, das cotas de soleiras, portas e demais elementos que sejam necessários para perfeita compatibilização do projeto de sistema viário.

3.2

Obter o levantamento topográfico da área, especificado e executado de conformidade com a Prática de Serviços Topográficos.

3.3

Conhecer os tipos de veículos que circularão na área, bem como o volume esperado do tráfego e quantidade de veículos a estacionar.

3.4

Verificar as normas e exigências locais quanto ao traçado da via de acesso.

3.5

Elaborar o projeto de sistema viário em concordância com os projetos de terraplenagem, pavimentação, comunicação visual, águas pluviais e drenagem e demais redes de infra-estrutura, de maneira a harmonizá-los entre si.

194 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Determinar o alinhamento horizontal das vias, a partir das diretrizes gerais do traçado do sistema viário, locação definitiva das edificações, raios de giros dos veículos, locação dos acessos dos veículos às edificações, redes de infra-estrutura e outros, providenciando o cálculo analítico dos elementos significativos do sistema viário, a fim de possibilitar a sua locação no terreno.

Deverão ser calculados, no mesmo sistema de coordenadas do levantamento topográfico, os seguintes elementos:

• as coordenadas e estacas dos pontos característicos do alinhamento horizontal;

• as coordenadas e estacas de outros pontos notáveis, necessários à perfeita identificação no terreno, dos locais de possíveis interferências, cruzamentos de vias e outros;

• as coordenadas, de estaca em estaca, de todo o alinhamento horizontal.

A geometria final dos encaixes das vias de acessos no sistema viário existente deve ser definida com todo o rigor que o levantamento topográfico permitir.

4.2

Estabelecer os greides das vias, a partir dos cortes transversais e cotas de piso acabado das edificações, posição e cota de acessos de veículos nas edificações, tubulações, redes de serviço, projeto de terraplenagem e de outros elementos, determinando suas cotas obrigatórias e curvas de concordância e dando atenção especial à compatibilização das exigências geométricas com as necessidades de drenagem superficial.

Deverão ficar perfeitamente definidas:

• as cotas e estacas dos pontos notáveis do alinhamento vertical;

• as declividades longitudinais das vias;

• as cotas, de estaca em estaca, do alinhamento vertical;

• outras cotas e respectivas estacas que possam esclarecer e definir pontos do projeto.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

• planta geral do terreno de implantação, em escala adequada, com a conformação e localização dos componentes do sistema viário;

• plantas, perfis e seções transversais em escalas adequadas, com indicação da posição e dimensões das vias, canteiros e estacionamentos;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de arquitetura, terraplenagem, pavimentação, paisagismo, drenagem de águas pluviais, redes de infraestrutura e demais projetos.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, inclusive definição de curvas, tangentes e demais elementos do alinhamento horizontal e greide do traçado geométrico, abrangendo canteiros, vias e estacionamentos do sistema viário.

Deverão estar graficamente representados:

• plantas em escala 1:500 e 1:1.000, podendo, excepcionalmente, ser utilizada a escala 1:2.000, quando se tratar de áreas extensas, com indicação da posição e largura das vias, posição e concepção de acessos de veículos a edificações, acessos ao sistema viário principal, rampas e raios de curvas horizontais, posição e dimensionamento de estacionamentos;

• perfis em escala horizontal H = 1:500 e vertical V = 1:50, H =

1:1.000 e V = 1:1.000, e excepcionalmente H = 1:2.000 e V =

1:200, com indicação de todos os greides, tampas e raios de curvatura vertical;

• seções do tipo e detalhes em escalas adequadas;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de Arquitetura, Terraplenagem, Pavimentação,

Paisagismo, Drenagem de Águas Pluviais, Redes de Infraestrutura e demais projetos.

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção do Sistema Viário, consolidando definições preliminares quanto à localização, características técnicas, em planta e perfis, e prédimensionamento dos componentes principais, como vias internas, vias de acesso e estacionamentos.

A concepção eleita deverá resultar do cotejo de alternativas de solução, adotando-se a mais vantajosa para a edificação, considerando parâmetros técnicos, econômicos e ambientais.

Deverão estar graficamente representados:

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções do sistema viário complementar da edificação.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• plantas em escala 1:250, 1:500 e excepcionalmente 1:1.000, com a definição analítica de todos os elementos significativos do sistema viário;

• perfis em escalas H = 1:250 e V = 1:25, H = 1:500 e V = 1:50 e excepcionalmente H = 1:1.000 e V = 1:100, contendo também a definição analítica dos elementos significativos;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

195 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos geométricos de Sistema Viário deverão também atender às seguintes Normas e Práticas

Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais:

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Norma de Projeto Geométrico de Vias Urbanas do DNER

Normas Estrangeiras

“A Policy on Geometric Design of Urban Highway” -

American Association of State Highway and

Transportation Officials”

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

196 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

RQUITETURA E

E

LEMENTOS DE

U

RBANISMO

P

AVIMENTAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

Será constituído basicamente por material de empréstimo ou jazida.

2.6

Sub-Base - Pavimento Flexível

Camada do pavimento requerida por imposição técnico-econômica, situada entre a base e o subleito ou reforço do subleito. Poderá ser constituída por materiais granulares graúdos, como pedregulhos, cascalhos, produtos de britagem que, embora selecionados, não atendem a todos as requisitos necessários à constituição de base do pavimento; solos estabilizados mecanicamente com cimento, cal, ou simplesmente por material selecionado de empréstimo ou jazida.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Pavimentação.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.2

Pavimento

Estrutura constituída por diversas camadas superpostas, construída sobre o subleito, destinada a resistir simultaneamente aos esforços horizontais e verticais a que estará submetida, bem como melhorar as condições de conforto e segurança do tráfego de veículos.

2.3

Pavimento Flexível

Pavimento em que as deformações, até um certo limite, não o levam à ruptura, constituído principalmente por materiais betuminosos. Poderá ser composto por diversas camadas, como subleito, reforço do subleito, sub-base, base e revestimento.

2.4

Subleito

Camada compreendida entre a superfície da plataforma de terraplenagem e a superfície paralela, situada no limite da zona de influência das pressões aplicadas na superfície do pavimento. Na prática, poderá ser considerada com 1,0 m de profundidade.

2.5

Reforço do Subleito

Camada do pavimento requerida por imposição técnico-econômica, situada imediatamente acima do subleito.

2.7

Base

Camada do pavimento, situada logo acima da sub-base.

Poderá ser constituída por materiais granulares, como pedregulhos, cascalhos e produtos de britagem, estabilizados com a adição de cimento ou material betuminoso quando necessário; solos estabilizados mecanicamente mediante mistura com produtos de britagem, cimento, cal ou materiais betuminosos.

2.1

Projeto de Pavimentação

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a execução das camadas do pavimento, de modo a garantir a circulação segura e confortável dos veículos.

2.8

Revestimento ou Capa de Rolamento

Camada do pavimento, situada sobre a base, formando a superfície de rolamento de veículos. Poderá ser constituído por tratamento superficial, “binder” e concreto asfáltico, ou somente por concreto asfáltico.

2.9

Revestimento de baixo custo, constituído por camada de agregado aplicada sobre ligante betuminoso. Poderá poderá ser constituído por aplicação simples, dupla, tripla e, eventualmente, por maior número.

2.10

Revestimento nobre constituído por mistura íntima de agregados com material betuminoso de características rigorosamente controladas.

2.11

Tratamento Superficial

“Binder”

Camada do pavimento, situada entre a base e a capa de rolamento, utilizada nos casos em que a espessura requerida para o revestimento seja elevada.

2.12

Concreto Asfáltico

Pintura de Ligação ou Imprimadura Ligante

Aplicação de material betuminoso sobre a superfície da base ou revestimento betuminoso, antes da execução de nova camada betuminosa, a fim de promover a aderência com a camada subjacente.

197 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.13

Pintura de Impermeabilização ou Imprimadura

Impermeabilizante

Aplicação de material betuminoso sobre a superfície da base, antes da execução do revestimento betuminoso, a fim de aumentar a coesão da superfície da base pela penetração deste material, promover condições de aderência entre o revestimento e a base, bem como impermeabilizar a última camada.

2.14

Pavimento Rígido

Pavimento pouco deformável, constituído pelas camadas de subleito, reforço do subleito, sub-base e placas de concreto

2.15

Sub-Base - Pavimento Rígido

Camada do pavimento, situada imediatamente abaixo das placas de concreto. Poderá ser constituída por materiais britados “in natura”, solo-cimento ou materiais britados, estabilizados com cimento, asfalto ou cal, no caso de solos, ou ainda mediante mistura com outros materiais.

2.19

Bombeamento

Erosão interna ou carreamento de partículas de solo causado pela expulsão da água acumulada sob as placas de concreto na passagem repetida de veículos, originando vazios sob o pavimento.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.3

Conhecer as características climáticas da região de implantação da obra, as variações máximas e mínimas de temperatura e os índices pluviométricos médios.

3.4

Conhecer o tipo e as características do tráfego ou carregamento a que será submetido o pavimento, bem como o crescimento ou sua variação futura.

3.5

Conhecer as características dos solos do local e da região da obra e verificar a necessidade da realização de sondagens e ensaios geotécnicos complementares.

3.6

Obter dados sobre o conceito utilizado no projeto arquitetônico do empreendimento, no que concerne às atitudes e aspirações do Contratante com relação ao padrão do empreendimento e dos serviços a serem prestados.

3.7

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• compatibilização com os diversos projetos envolvidos;

• utilização de materiais e métodos construtivos compatíveis com as características regionais e demais partes da obra;

• facilidade de manutenção e possibilidade de expansão de

áreas pavimentadas;

• padrão de qualidade e vida útil desejada.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

2.16

Placas de Concreto

Placas de concreto simples, armado ou protendido, interligadas por juntas longitudinais e transversais. As juntas longitudinais têm por função combater as tensões geradas por variações de temperatura e umidade. As juntas transversais combatem a fissuração gerada pela retração do concreto.

2.17

Pavimento Semi-Flexível (Articulado)

Pavimentos constituídos por paralelepípedos ou blocos de concreto pré-moldados. Poderão ser assentes sobre camadas de base, sub-base, reforço do subleito e subleito.

2.18

Drenagem do Pavimento

Sistema de drenagem constituído por base ou subbase permeáveis e drenos de captação com características adequadas, destinado à condução das águas infiltradas em trincas, bordos ou através das camadas de revestimento e subleito.

3.1

de arquitetura, terraplenagem, sistema viário, drenagem e demais projetos de redes externas.

3.2

Integrar o projeto de pavimentação com os projetos

Conhecer os materiais disponíveis na região da obra, que poderão ser utilizados na pavimentação.

4.1

Programar a realização de estudos geotécnicos que forneçam os dados necessários ao dimensionamento, em função do método adotado.

4.2

Proceder à análise qualitativa e quantitativa, dos dados fornecidos pelos estudos geotécnicos, a fim de selecionar os materiais a serem utilizados nas camadas estruturais do pavimento.

4.3

Efetuar a divisão da área ou trecho a ser pavimentado em subtrechos característicos quando for o caso, a partir da análise estatística dos resultados dos ensaios executados para a determinação das condições de compactação e capacidade de suporte do subleito.

4.4

Realizar estudos técnico-econômicos visando o máximo aproveitamento dos materiais disponíveis na área, compatibilizando o projeto de terraplenagem quanto às espessuras e demais características geométricas e geotécnicas necessárias à camada final de terraplenagem.

4.5

Determinar o tipo e as características do tráfego ou carregamento a que será submetido o pavimento, bem como o seu crescimento ou variação futura.

4.6

Escolher o método para dimensionamento que melhor se adapte às condições do projeto e do local.

4.7

Considerar, para as camadas constituintes do pavimento, as seguintes condições:

198 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• a camada de reforço do subleito deverá possuir características de suporte superiores às do subleito;

• a camada de sub-base deverá possuir características de suporte superiores às do reforço do subleito;

• a camada de base deverá ser constituída por materiais de qualidade e de alta resistência, a fim de suportar a alta concentração de tensões geradas sob a superfície do pavimento. O valor mínimo para o CBR desta camada deverá ser, preferencialmente, superior a 100%. Para baixos volumes de tráfego, desde que justificada a dificuldade de obtenção de materiais adequados, poderão ser utilizados materiais com características inferiores.

4.8

Prever a estabilização da camada de base com material betuminoso (base flexível), cimento ou cal (base rígida), quando economicamente justificável, em função da redução da espessura desta camada.

4.9

Misturas de solo-agregado poderão ser utilizadas para a camada de base, desde que sejam técnica e economicamente justificadas em função da disponibilidade de materiais e do tipo e características da obra.

4.10

Estudar a granulometria dos materiais a serem utilizados nas camadas de base e sub-base, tendo em vista as condições de permeabilidade (drenagem) e estabilidade (suporte) requeridas.

4.11

Escolher o tipo de revestimento em função do volume de tráfego previsto e das características da via. No caso de pequenos volumes, deverão ser utilizados, preferencialmente, tratamentos superficiais. No caso de grandes volumes, recomenda-se o emprego de concreto asfáltico.

4.12

Para pavimentos rígidos, a camada de sub-base deverá apresentar uniformidade em suas características de suporte e granulometria adequada, a fim de evitar o efeito de bombeamento sob a ação de cargas repetidas.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção da estrutura do pavimento, comparando as diversas soluções alternativas. Os parâmetros e critérios de comparação devem ter por objetivo selecionar a melhor solução para o Contratante, considerando os aspectos de economia, facilidades de execução, recursos disponíveis, segurança e outros fatores específicos.

Nesta etapa serão delineadas todos os serviços necessários à execução do pavimento, em atendimento às normas e ao Caderno de Encargos.

Serão apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenho esquemático da solução a ser adotada, com indicação das dimensões básicas e características principais das camadas;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto, incluindo o programa de ensaios e pesquisas geotécnicas necessárias ao desenvolvimento do projeto.

O Estudo Preliminar será harmonizado com os projetos de arquitetura, paisagismo, terraplenagem, sistema viário e demais sistemas.

5.2

Projeto Básico

Consiste no dimensionamento da solução aprovada no Estudo Preliminar, baseada nos estudos e pesquisas programadas na etapa anterior, de forma a permitir a previsão dos custos de execução com o grau de precisão acordado com o Contratante.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução da estrutura do pavimento, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Serão apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta geral, preferencialmente na escala 1:500, com indicação das áreas a serem pavimentadas e tipos de estruturas adotadas;

• desenhos de seções transversais típicas de pavimentação, em tangente e trechos em curva, indicando as espessuras e características das diversas camadas;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico será harmonizado com os projetos de Arquitetura, Terraplenagem, Paisagismo, Sistema Viário e demais projetos.

5.3

Projeto Executivo

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções para a execução do pavimento. Conterá de forma clara e precisa todos os detalhes construtivos necessários à perfeita execução da estrutura do pavimento.

Serão apresentados os seguintes produtos gráficos:

• desenhos de seções transversais típicas de pavimentação, em tangente e em curva, incluindo os detalhes do sistema de drenagem do pavimento, bem como sarjetas, banquetas, tubos e drenos, inclinações de taludes e demais indicações necessárias;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Pavimentação deverão também atender

às seguintes Normas e Práticas Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de

Edifícios Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Norma de Projeto de Pavimentação do DNER

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

199 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações de materiais, equipamentos e serviços referentes ao projeto de Pavimentação.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Materiais do Subleito

- profundidade e escarificação, sempre que necessária;

- energia de compactação;

- desvio de umidade admissível em relação à umidade ótima na energia especificada;

- grau de compactação.

2.2

Materiais para Reforço do Subleito

- limites de consistência;

- distribuição granulométrica;

- energia de compactação;

- desvio de umidade admissível em relação à umidade ótima na energia especificada;

- grau de compactação;

- índice de suporte Califórnia - CBR e expansão.

2.3

Material para Base e/ou Sub-base

- limites de consistência, quando necessário;

- distribuição granulométrica;

- resistência ao desgaste por abrasão;

- teor de substâncias nocivas e impurezas;

- durabilidade;

- índice de forma;

- índice de suporte Califórnia - CBR;

- expansão;

- energia de compactação;

- desvio de umidade admissível em relação à umidade ótima na energia especificada;

- grau de compactação.

Para material betuminoso:

- tipo de material betuminoso;

- temperatura de aplicação;

- teor de material betuminoso;

- teor de melhorador de adesividade sempre que necessário.

Para cimento ou cal, para melhoria das características de resistência de solos para camadas de base e/ou sub-base:

- teor e tipo de cimento ou cal;

- resistência à compressão simples.

2.4

Materiais para Camada de Revestimento Flexível

2.4.1 Agregados

- distribuição granulométrica;

- resistência ao desgaste por abrasão;

- teor de substâncias nocivas e impurezas;

- durabilidade;

- índice de forma.

2.4.2 Material Betuminoso

- tipo;

- teor;

- características da mistura: porcentagem de vazios, relação betume-vazios, estabilidade mínima e fluência, sempre que necessário.

2.4.3 Blocos de Concreto

- dimensões;

- resistência à compressão simples.

2.4.4 Paralelepípedos

- dimensões;

- tipo.

2.5

Materiais para Execução de Placas de Concreto

2.5.1 Cimento

- tipo;

- consumo mínimo.

2.5.2 Agregados

- tipo;

- distribuição granulométrica.

2.5.3 Água

- qualidade.

200 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

2.5.4 Aço para Armaduras

- categoria;

- diâmetro;

- dimensões.

2.5.5 Material Impermeabilizante

- tipo.

2.5.6 Materiais para Enchimento e Calafetação de Juntas

- tipo;

- dimensões;

- características físicas.

2.5.7 Material para Cura do Concreto

- tipo;

- características de absorção;

- peso mínimo por m 2 .

2.5.8 Concreto

- resistência à compressão simples mínima aos 28 dias;

- resistência à tração na flexão aos 28 dias;

- método para dosagem.

2.5.9 Para Paralelepípedos Rejuntados com Argamassa de Cimento

- características do cimento, conforme item 2.5.1 anterior;

- características dos agregados, conforme item 2.5.2

anterior;

- características da água, conforme item 2.5.3 anterior;

- características dos paralelepípedos, conforme item 2.4.4

anterior.

201 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

I

NSTALAÇÕES

H

IDRÁULICAS E

S

ANITÁRIAS

Á

GUA

F

RIA

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

2.6

Instalação Hidropneumática

Conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados a manter sob pressão a rede de distribuição, a partir de reservatórios hidropneumáticos, promovendo distribuição contínua em condições ideais de pressão e vazão.

2.7

Estação Redutora de Pressão

Conjunto de equipamentos e dispositivos destinados a reduzir e manter a jusante uma pressão dinâmica preestabelecida, qualquer que seja a pressão dinâmica a montante.

2.8

Distribuição Direta

Alimentação da rede de distribuição realizada diretamente da rede de abastecimento público.

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Instalações de Água Fria.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Projeto de Instalação de Água Fria

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a instalação de sistemas de recebimento, alimentação, reservação e distribuição de água fria nas edificações.

2.2

Reservatório

Depósito de água destinado a compensar diferenças entre vazões de abastecimento e consumo e proporcionar distribuição contínua sob pressões adequadas, inclusive durante períodos de paralisação do abastecimento.

2.3

Alimentador

Tubulação destinada a conduzir água fria desde a rede da concessionária local até a primeira derivação ou válvula do flutuador do reservatório.

2.4

2.5

Rede de Distribuição

Conjunto de tubulações e dispositivos destinados a conduzir e distribuir água fria, desde a primeira derivação do alimentador ou reservatório até os pontos de utilização, geralmente constituída por barriletes, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais.

Instalação Elevatória

Conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados a elevar a água para um reservatório superior, aumentando as características dinâmicas (pressão e vazão) de escoamento na rede.

2.9

Distribuição Indireta

Alimentação da rede de distribuição realizada através de reservatório próprio, por gravidade ou através de instalação hidropneumática.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Obter os projetos de Arquitetura, Estrutura e

Instalações, a fim de integrar e harmonizar o projeto de Água

Fria com os demais sistemas.

3.2

Obter junto às concessionárias locais, desenhos cadastrais e/ou de projeto das redes públicas de água potável da região onde será implantada a edificação.

3.3

Obter informações quanto às características do fornecimento e qualidade da água, bem como quanto à disponibilidade de vazão e pressão na rede da concessionária, considerando as condições atuais e futuras.

3.4

Obter desenhos de levantamentos planialtimétricos, plantas de situação e, quando necessário, as informações geotécnicas da área do projeto.

3.5

Conhecer o tipo e o número de usuários e de eventuais equipamentos, necessidades de demanda, bem como os turnos de trabalho e períodos de utilização dos pontos de consumo e dos equipamentos. Considerar as demandas de ampliações futuras.

3.6

Obter o arranjo geral dos equipamentos, com definições dos pontos de demanda e distribuições.

3.7

Determinar a quantidade de água para consumo diário e o volume de reservação de acordo com as recomendações

202 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO do item 4.4.6 da Norma NBR 5626, exigências da concessionária local e legislação regional. Em caso de omissão ou falta destas, estimar os quantitativos em função dos valores médios regionais ou correlacionar com localidades semelhantes. Considerar no volume total de armazenamento a reserva de água para combate a incêndio.

3.8

Conceber o sistema de recebimento de água, considerando o consumo de água necessário para um determinado período, comparando-o com as características da rede da concessionária local e, em caso de inexistência ou insuficiência desta, prever outros sistemas de abastecimento ou de complementação, observando os aspectos técnicoeconômicos.

3.9

Admitir que as edificações construídas em zonas servidas por sistema de abastecimento público de água deverão ligar-se obrigatoriamente a este, respeitando as exigências da concessionária local.

3.10

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• utilização de soluções com custos de manutenção e operação compatíveis com o custo de instalação do sistema;

• preservação rigorosa da qualidade da água fornecida pela concessionária local;

• utilização de dispositivos que provoquem menor consumo de água, como caixas ou bacias acopladas em vez de válvulas de descarga para bacias sanitárias, torneiras de fechamento automático e outras soluções;

• sempre que possível, as tubulações não deverão ser embutidas nas alvenarias. Recomenda-se que as tubulações principais sejam aparentes, localizadas em

“shafts”, poços ou dutos de tubulações, de modo a facilitar os serviços de manutenção.

3.11

Deverão ser elaborados projetos especiais nos seguintes casos:

• instalações para uso de água potável para fins industriais

(resfriamento, água gelada etc.);

• piscinas e tanques de salto;

• sistemas ornamentais (espelhos de água, fontes luminosas, cascatas artificiais, cortinas de água etc.);

• poços profundos e captação superficial de água para abastecimento;

• estações de tratamento de água.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Alimentação

4.1.1 A ligação à rede pública será escolhida de modo a proporcionar o menor trajeto possível do alimentador, respeitando-se as exigências da concessionária local.

4.1.2 O alimentador será dimensionado a partir da pressão e vazão disponíveis na rede, de modo a atender à demanda necessária à reservação e ao consumo nos pontos de distribuição direta.

4.2

Reservatórios

4.2.1 Os reservatórios quanto à sua posição e finalidade serão classificados em:

• reservatório inferior;

• reservatório superior;

• reservatório intermediário.

4.2.2 O reservatório inferior será utilizado com a finalidade de reservar um volume parcial de água necessário ao consumo, quando não houver pressão contínua e suficiente para alimentação direta do reservatório superior. No caso da adoção de instalação hidropneumática, poderá ser utilizado somente o reservatório inferior, que deverá ter capacidade para o volume total de reservação previsto.

4.2.3 O reservatório superior será utilizado com a finalidade de proporcionar pressões adequadas à rede de distribuição e complementar o volume necessário de reservação de água, tendo sua capacidade mínima definida pelo item 4.4.6 da

Norma NBR 5626 e por legislação regional. No caso de haver somente reservatório superior, este terá capacidade para o volume total de reservação previsto.

4.2.4 Os reservatórios intermediários serão utilizados quando a pressão estática na rede de distribuição ultrapassar o limite recomendado pelo item 4.4.21 da Norma NBR 5626.

4.2.5 A forma dos reservatórios deverá proporcionar máxima economia global em termos de fundação, estrutura, utilização da área, operação e sua conservação, interligação com o sistema de distribuição e estar harmonizado com o projeto de arquitetura.

4.2.6 No projeto dos reservatórios deverão ser observadas as seguintes condições:

• a tubulação de entrada e de saída de água somente poderá ser única quando devidamente justificada e em casos especiais de reservatórios elevados (chamados de sobra ou de jusante);

• prever dispositivo limitador do nível de água máximo, de maneira a impedir a perda de água por extravasamento;

• permitir fácil acesso a seu interior para serviços de limpeza e conservação;

• impedir o acesso ao seu interior de elementos que possam poluir ou contaminar as águas;

• prever extravasor dimensionado para possibilitar a descarga da vazão máxima que alimenta o reservatório;

• prever tubulação de limpeza situada abaixo do nível de

água mínimo (saída de água para distribuição ou incêndio);

• não conectar a tubulação de limpeza e extravasão diretamente com a rede de esgotos, de águas pluviais ou qualquer outra fonte de possível contaminação;

203 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

• projetar a entrada e saída de água do reservatório de modo a proporcionar circulação adequada, garantindo a renovação do seu volume total e assegurando a potabilidade da água;

• prever, sempre que possível, duas células para possibilitar a manutenção sem interromper o fornecimento;

• prever um espaço livre acima do nível máximo de água, adequado para a ventilação do reservatório e colocação dos dispositivos hidráulicos e elétricos.

4.2.7 A cobertura dos reservatórios será opaca e contínua, de modo a não permitir a entrada de luz natural no seu interior de forma permanente.

4.2.8 Os reservatórios que não sejam de fabricação em série terão inclinação na superfície da laje do fundo, na direção da tubulação de limpeza.

4.2.9 Nos reservatórios inferiores que não apresentem possibilidade de instalação de tubulação de limpeza por gravidade, poderá ser adotada instalação elevatória, desde que haja um ramal especial para esta finalidade na tubulação de recalque.

4.2.10 Nos reservatórios com instalações elevatórias, serão previstos poços de sucção para as bombas. Neste caso, o volume útil a ser considerado para a reservação será o compreendido entre os níveis de água máximo e o nível determinado pela altura da lâmina de água situada acima do bocal de sucção, necessária à não formação de vórtice.

4.2.11 Poderão ser utilizados reservatórios pré-fabricados ou de fabricação normalizada, desde que satisfaçam às exigências desta Prática e do item 4.5.6 da Norma NBR 5626.

4.2.12 Na impossibilidade da utilização de reservatório superior, de forma a garantir o abastecimento contínuo em condições ideais de pressão e vazão, sugere-se a utilização de instalação hidropneumática.

4.3

Rede de Distribuição

A rede de distribuição deverá atender às seguintes condições:

4.3.1 Todas as tubulações da instalação de água fria serão dimensionadas para funcionar como condutos forçados, definindo-se, para cada trecho, os parâmetros hidráulicos do escoamento (diâmetro, vazão, velocidade e perda de carga).

4.3.2 Na determinação das vazões máximas para dimensionamento dos diversos trechos da rede de água fria, durante o seu uso normal, será verificada a possibilidade de uso simultâneo dos pontos de consumo (aparelhos, equipamentos e outros).

4.3.3 Prever registros para bloqueio de fluxos d’água nos seguintes pontos:

• junto a aparelhos e dispositivos sujeitos a manutenção ou substituição como hidrômetros, torneiras de bóia, válvulas redutoras de pressão, bombas e outros;

• nas saídas de reservatórios, exceto no extravasor;

• nas colunas de distribuições;

• nos ramais de grupos de aparelhos e pontos de consumo;

• antes de cada válvula de descarga;

• antes de pontos de consumo específicos, tais como bebedouros, filtros, mictórios e outros;

• noutros casos especiais (seccionamentos, isolamentos e outros).

4.3.4 Toda a instalação de água fria será projetada de modo a que as pressões estáticas e dinâmicas, bem como as subpressões, se situem dentro dos limites estabelecidos pelas normas, regulamentações, características e necessidades dos equipamentos e materiais das tubulações que forem especificados no projeto de edificação.

4.3.5 No caso de necessidade de redução de pressão na rede de distribuição, em edifícios altos, a prioridade quanto ao sistema a ser adotado será a seguinte:

• reservatório intermediário;

• estação redutora, colocada acima do pavimento mais alto a ser abastecido, com pressão reduzida;

• estação redutora, colocada em nível inferior, com distribuição ascendente.

4.3.6 Para cada estação redutora serão instaladas pelo menos 2 (duas) válvulas redutoras, sendo uma de reserva,

“by-pass” e sistema de drenagem. A estação redutora será instalada em caixa ou sala, localizada em área comum, de fácil acesso pelo pessoal autorizado.

4.3.7 Os trechos horizontais longos das tubulações possuirão inclinação no sentido de favorecer o encaminhamento de ar para pontos altos.

4.3.8 Em pontos altos da rede de distribuição, quando da existência de sifões invertidos, serão colocados dispositivos para eliminação de ar.

4.3.9 Não serão permitidas tubulações solidárias a estruturas de concreto, exceto nas passagens das paredes e lajes dos reservatórios.

4.3.10 As passagens através de uma estrutura serão projetadas de modo a permitir a montagem e desmontagem das tubulações em qualquer ocasião, sem que seja necessário danificar esta estrutura.

4.3.11 A localização das tubulações será independente das estruturas e alvenarias, prevendo espaços livres verticais e horizontais para a sua passagem, com abertura para inspeções e substituições, podendo ser empregados forros ou paredes falsas para escondê-las.

4.3.12 Para as tubulações enterradas, o Autor do Projeto deverá verificar sua resistência quanto às cargas externas permanentes e eventuais a que estarão expostas e, se necessário, projetar reforços para garantir que as tubulações não sejam danificadas.

204 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

4.3.13 Os suportes para as tubulações suspensas serão posicionados e dimensionados de modo a não permitir a sua deformação física. Para as tubulações de cobre deverão ser previstos isolamentos entre a tubulação e os suportes para se evitar a corrosão galvânica.

4.3.14 Deverão ser verificadas as dilatações térmicas das tubulações de PVC quando embutidas em alvenarias que recebem a incidência de raios solares com muita intensidade.

4.3.15 Nas juntas estruturais, as tubulações deverão ser projetadas para absorver eventuais deformações.

4.3.16 Quando forem utilizados aparelhos que poderão provocar retrossonagem, a rede de distribuição deverá ter um dispositivo apropriado do tipo quebrador de vácuo.

4.4

Instalações Elevatórias

As instalações elevatórias deverão atender às seguintes condições:

4.4.1 Prever pelo menos dois conjuntos moto-bombas, sendo um de reserva.

4.4.2 Prever abrigos para sua instalação, que deverão atender aos seguintes requisitos:

• facilidade de acesso para as operações de comando de registros e de conservação;

• ventilação adequada;

• iluminação adequada para reparos e inspeções;

• proteção contra enxurradas ou enchentes;

• drenagem da água de respingos das bombas ou águas de limpeza;

• dimensões adequadas para operação, inspeções e reparos.

4.4.3 A instalação elevatória deverá ter comando manual e automático.

4.4.4 O conjunto elevatório possuirá características tais que atendam às condições previstas de altura de sucção absoluta

(NPSH), vazão, altura de recalque e tempo de funcionamento determinados.

4.4.5 A altura estática de sucção será de preferência negativa, ou seja, as bombas devem estar afogadas.

4.4.6 Prever, para o diâmetro da tubulação de sucção, um diâmetro nominal superior ao da tubulação de recalque, mantendo o coeficiente de segurança entre o NPSH disponível do sistema e o NPSH requerido da bomba.

Os valores das velocidades de sucção e de recalque devem ser fixados em função dos diâmetros e das descargas.

4.4.7 Serão instalados na linha de recalque, na saída das bombas, uma válvula de retenção e um registro de bloqueio, para cada unidade de recalque em separado. Recomenda-se a instalação de manômetro na linha de recalque.

4.4.8 Recomenda-se o uso de dispositivo de alarme para o caso de falhas na instalação.

4.4.9 Prever medidas para manter os ruídos e vibrações dentro de limites aceitáveis, específicos para cada caso, por meio de bases, juntas elásticas, braçadeiras e outros.

4.5

Condições Complementares

4.5.1 Em caso de necessidade de blocos de ancoragem para tubulações e peças, estes não poderão envolver as juntas de tubulações.

4.5.2 Os pontos de utilização instalados em áreas externas serão localizados de modo que possam ser facilmente usados e sejam devidamente protegidos da ação predatória de terceiros.

4.5.3 Nos trechos de tubulação sujeitos a variação de temperatura, o autor do projeto deverá verificar a necessidade de dispositivos de expansão, devido às diferentes dilatações dos diversos materiais usados e, caso seja necessário, indicar o dispositivo a ser empregado.

4.5.4 Prever a possibilidade de desmontagem dos equipamentos e dispositivos, para reparos ou substituições, sem que seja necessário danificar ou destruir parte das instalações.

4.5.5 Quando forem previstas aberturas ou peças embutidas em qualquer elemento de estrutura, o autor do projeto de estruturas será cientificado para efeito de verificação e inclusão no desenho de fôrmas.

4.5.6 Os mictórios químicos somente serão utilizados em sanitários coletivos, desde que se tenha garantia de fornecimento contínuo, em quantidade e qualidade, dos produtos químicos necessários à sua limpeza e manutenção.

Quando forem utilizados estes tipos de mictórios, prever no projeto das instalações hidro-sanitárias a possibilidade de conversão destes aparelhos para o tipo convencional.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

A apresentação gráfica do projeto de Instalações de

Água Fria deverá, preferencialmente, estar incorporada a uma apresentação global dos projetos de instalações hidráulicas e sanitárias. Quando necessário e justificável, ou quando solicitada pelo Contratante, poderá ser feita apresentação em separado.

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção do sistema de água fria, a partir do conhecimento das características arquitetônicas e de uso da edificação, consolidando definições preliminares quanto

à localização e características técnicas dos pontos de consumo, demanda de água fria, e pré-dimensionamento dos componentes principais, como alimentadores, reservatórios, instalações de recalque, prumadas e tubulações.

A concepção eleita deverá resultar do cotejo de alternativas de solução, adotando-se a mais vantajosa para a

205 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO edificação, considerando parâmetros técnicos, econômicos e de segurança.

Nesta etapa serão delineadas todas as instalações necessárias ao uso da edificação, em atendimento ao Caderno de Encargos, normas e condições da legislação, obedecidas as diretrizes de economia de energia e de redução de eventual impacto ambiental.

• quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos;

• orçamento detalhado das instalações, baseado em quantitativos de materiais e fornecimentos;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

O Projeto Básico deverá estar harmonizado com os projetos de Arquitetura, Estrutura e Instalações, observando a não interferência entre elementos dos diversos sistemas e considerando as facilidades de acesso para inspeção e manutenção das instalações hidráulicas de água fria.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de situação da edificação, ao nível da rua, em escala adequada, com o traçado do alimentador e das tubulações externas;

• planta geral de cada nível da edificação, em escala adequada, contendo o caminhamento das tubulações, horizontal e vertical, e a localização dos elementos componentes do sistema como: alimentador, reservatórios, instalações elevatórias, pontos de consumo e outros;

• representação isométrica esquemática da instalação;

• relatório justificativo, conforme Prática Geral de Projeto.

O Estudo Preliminar deverá estar harmonizado com os projetos de Arquitetura, Estrutura e demais sistemas, considerando a necessidade de acesso para a inspeção e manutenção das instalações.

5.2

Projeto Básico

Consiste na definição, dimensionamento e representação do sistema de água fria aprovado no estudo preliminar, incluindo o recebimento de água, localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de água fria, bem como as indicações necessárias à execução das instalações.

O Projeto Básico conterá os itens descritos da Lei de

Licitações e Contratos, com especial atenção para o fornecimento do orçamento detalhado da execução das instalações, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos perfeitamente especificados, e as indicações necessárias à fixação dos prazos de execução.

Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos:

• planta de situação ao nível da rua, em escala mínima de

1:500, indicando a localização de todas as tubulações externas e as redes existentes das concessionárias e demais equipamentos como cavalete para hidrômetro e outros;

• planta de cada nível da edificação, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação das tubulações quanto a comprimentos, material, diâmetro e elevação, quer horizontais ou verticais, localização precisa dos aparelhos sanitários e pontos de consumo, reservatórios, poços, bombas, equipamentos como instalações hidropneumáticas, estação redutora de pressão e outros;

• desenho da instalação de água fria em representação isométrica, referente aos grupos de sanitários e à rede geral, com indicação de diâmetro e comprimentos dos tubos, vazões, pressões nos pontos principais ou críticos, cotas, conexões, registros, válvulas e outros elementos;

5.3

Consiste no desenvolvimento do Projeto Básico, apresentando o detalhamento das soluções de instalação, conexão, suporte e fixação de todos os componentes do sistema de água fria a ser implantado, incluindo os embutidos, furos e rasgos a serem previstos na estrutura da edificação.

gráficos:

• planta de situação e de cada nível da edificação, conforme

Projeto Básico, com a indicação de ampliações, cortes e detalhes;

• plantas dos conjuntos de sanitários ou ambientes com consumo de água, preferencialmente em escala 1:20, com o detalhamento das instalações;

• isométrico dos sanitários e da rede geral;

• detalhes de todos os furos necessários nos elementos de estrutura e de todas as peças a serem embutidas ou fixadas nas estruturas de concreto ou metálicas, para passagem e suporte da instalação;

• lista detalhada de materiais e equipamentos;

• relatório técnico, conforme Prática Geral de Projeto.

Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, de forma a estarem perfeitamente harmonizados entre si.

6.

Projeto Executivo

Deverão ser apresentados os seguintes produtos

N

ORMAS E

P

RÁTICAS

C

OMPLEMENTARES

Os projetos de Instalações Hidráulicas de Água Fria deverão também atender às seguintes Normas e Práticas

Complementares:

Práticas de Projeto, Construção e Manutenção de Edifícios

Públicos Federais;

Normas da ABNT e do INMETRO:

NBR 5580 - Tubos de Aço Carbono para Rosca Whitworth

Gás, para Uso Comum na Condução de Fluídos

NBR 5626 - Instalações Prediais de Água Fria - Procedimento

NBR 5648 - Tubo de PVC rígido para instalações prediais de Água Fria - Especificação

NBR 5651 - Recebimento de Instalações Prediais de Água

Fria - Especificação

NBR 5657 - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna de Instalações Prediais de Água Fria - Método de Ensaio

206 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

NBR 5658 - Determinação das Condições de Funcionamento das Peças de Utilização de uma Instalação Predial de Água

Fria - Método de Ensaio

NBR 9256 - Montagem de Tubos e Conexões Galvanizadas para Instalações Prediais de Água Fria

NBR 10067 - Princípios Gerais de Representação em

Desenho Técnico

Normas Regulamentadoras do Capítulo V - Título II, da

CLT, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho:

NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho

Códigos, Leis, Decretos, Portarias e Normas Federais,

Estaduais e Municipais, inclusive normas de concessionárias de serviços públicos;

Instruções e Resoluções dos Órgãos do Sistema CREA-

CONFEA.

207 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

A

NEXO

1

E

SPECIFICAÇÃO

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Especificações

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos referentes ao projeto de Instalações Hidráulicas de Água Fria.

2.

E

SPECIFICAÇÕES

Para a perfeita identificação dos materiais, equipamentos e serviços previstos no projeto, as especificações deverão discriminar as características necessárias e suficientes ao desempenho requerido.

As especificações deverão conter, basicamente, as características abaixo discriminadas, quando procedentes.

2.1

Tubos

- local;

- finalidade;

- tipo;

- material e tipo construtivo;

- classe ou espessura da parede;

- acabamento;

- tipo de extremidade;

- diâmetro nominal (

);

- comprimento específico ou médio.

2.2

Suportes

- local;

- finalidade;

- tipo;

- material;

- dimensões;

- acabamento;

- características das fixações.

2.3

Conexões

- local;

- finalidade;

- tipo;

- material e tipo construtivo;

- classe ou espessura da parede;

- acabamento;

- tipo de extremidade;

- diâmetro nominal (

).

2.4

Válvulas e Registros

- local;

- finalidade;

- tipo;

- material básico do corpo e mecanismo interno;

- tipos de haste, castelo, tampa, disco e outros;

- classe;

- tipo de extremidade;

- acabamento;

- elementos componentes;

- condições especiais necessárias.

2.5

Bombas Hidráulicas e Acionadores

2.5.1 Bombas Hidráulicas

- local;

- finalidade;

- características do líquido e finalidade;

- tipo de bomba;

- vazão;

- altura manométrica, de sucção, de recalque e total;

- NPSH (Net Positive Suction Head) - disponível;

- material básico (carcaça, rotor, eixo).

2.5.2 Acionadores

- local;

- finalidade;

- tipo;

- alimentação;

- proteção e isolamento.

2.6

Aparelhos Sanitários

- local;

- finalidade;

- tipo de aparelho e classificação;

- dimensões e forma;

- material e tipo construtivo;

- acabamento;

- condições especiais necessárias;

- elementos componentes.

2.7

Acessórios Sanitários (Torneiras, Tubos de Ligação,

Aparelho Misturador e Outros)

- local;

- finalidade;

208 /1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

- tipo;

- material e tipo de fabricação;

- dimensões físicas e forma;

- tipo de acabamento;

- elementos componentes do acessório;

- condições especiais necessárias.

2.8

Instrumentação (Manômetro, Medidor de Nível e

Outros)

- local;

- finalidade;

- tipo;

- dimensões físicas e forma;

- faixa de operação e tolerâncias;

- tipo de acabamento;

- elementos componentes;

- condições especiais necessárias.

2.9

Tanque de Pressão

- local;

- finalidade;

- tipo;

- material;

- pressão de serviço;

- capacidade;

- acabamento;

- elementos componentes;

- condições especiais necessárias.

2.10

Pintura

- local;

- finalidade;

- classificação das tintas a serem usadas quanto às superfícies a serem pintadas;

- cores de identificação das tubulações pintadas;

- espessura de película e características da aplicação.

2.11

Proteção contra Corrosão

- local;

- finalidade;

- tipo;

- características.

209 / 1

P

RÁTICAS DE

P

ROJETO

I

NSTALAÇÕES

H

IDRAÚLICAS E

S

ANITÁRIAS

Á

GUA

Q

UENTE

SUMÁRIO

1. Objetivo

2. Terminologia

3. Condições Gerais

4. Condições Específicas

5. Etapas de Projeto

6. Normas e Práticas Complementares

Anexos

Anexo 1 - Especificação

1.

O

BJETIVO

Estabelecer as diretrizes gerais para a elaboração de projetos de Instalações de Água Quente.

2.

T

ERMINOLOGIA

Para os estritos efeitos desta Prática, são adotadas as seguintes definições:

2.1

Projeto de Instalação de Água Quente

Conjunto de elementos gráficos, como memoriais, desenhos e especificações, que visa definir e disciplinar a instalação de sistemas de aquecimento, reservação e distribuição de água quente nas edificações.

2.2

Aquecedor

Aparelho destinado a aquecer a água, mediante emprego de fonte adequada de calor.

2.3

Aquecedor de Acumulação

Aquecedor provido de reservatório de água quente.

2.4

Aquecedor Central Coletivo

Aquecedor destinado a atender a todas unidades habitacionais, comerciais ou de serviço da edificação.

2.5

Aquecedor Central Individual

Aquecedor destinado a atender a uma só unidade habitacional, comercial ou de serviço da edificação.

2.6

Aquecedor Local

Aquecedor destinado a atender a um só ponto de consumo.

2.7

Aquecedor de Passagem (Rápido ou Instantâneo)

Aquecedor desprovido de reservatório de acumulação.

2.8

Sistema de Distribuição com Recirculação

Sistema de distribuição que dispõe de circuito de água quente, de forma a mantê-la sempre aquecida nos pontos de consumo.

2.9

Circuito de Água Quente

Conjunto de tubulações interligadas de modo a formar um percurso fechado para a movimentação de água quente.

3.

C

ONDIÇÕES

G

ERAIS

Deverão ser observadas as seguintes condições gerais:

3.1

Obter os projetos de arquitetura, estrutura e instalações, a fim de integrar e harmonizar o projeto de água quente com os demais sistemas.

3.2

Conhecer o tipo e número de usuários e de eventuais equipamentos, necessidades de demanda, bem como turnos de trabalho e períodos de utilização dos pontos de consumo e dos equipamentos. Considerar as demandas de ampliações futuras.

3.3

Obter o arranjo geral dos equipamentos com definições dos pontos de consumo.

3.4

Determinar a quantidade de água para consumo diário em obediência ao item 5.2 da Norma NBR 7198 e em função da legislação regional, considerando o aspecto climatológico.

3.5

Determinar a capacidade volumétrica de armazenamento de água quente em função do consumo e da capacidade de recuperação do equipamento, e dados dos fabricantes. Quando necessário e justificável, considerar o consumo nas horas de pico.

3.6

Obter os dados referentes às fontes de energia disponíveis, atuais e futuras.

3.7

Adotar, sempre que possível, os seguintes critérios de projeto:

• utilização de fonte de energia compatível com a região, considerando a confiabilidade de fornecimento;

• utilização de soluções de custos de manutenção e operação compatíveis com o custo de instalação do sistema;

• preservação rigorosa da qualidade da água fornecida pela concessionária local;

• adequação do sistema ao desempenho dos equipamentos.

3.8

Serão elaborados projetos especiais nos seguintes casos:

• fontes de calor especiais, tais como água quente de arrefecimento de máquinas térmicas, gases quentes de

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RÁTICAS DE

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ROJETO processos industriais e outras;

• sistema de aquecimento (calefação) de ambientes por água quente.

4.

C

ONDIÇÕES

E

SPECÍFICAS

Deverão ser observadas as seguintes condições específicas:

4.1

Alimentação do Aquecedor

A alimentação de água fria aos aquecedores será feita de acordo com o item 5.1.1 da Norma NBR 7198, dando-se preferência ao sistema indireto de alimentação exclusivo ou por instalação hidropneumática, evitando golpe.

4.2

Fonte de Energia

A fonte de energia para o sistema de aquecimento de

água poderá ser:

• combustível líquido (álcool, querosene, gasolina, óleo e outros);

• combustível sólido (carvão vegetal, lenha e outros);

• combustível gasoso (gás de rua, gás liqüefeito de petróleo, gás natural, gás de biodigestores e outros);

• energia solar (radiação solar);

• energia elétrica;

• energia calorífica (trocador de calor - vapor).

4.3

Tipos de Aquecimento

O aquecimento da água poderá ser feito por:

• sistema de aquecimento local, como chuveiros elétricos, torneiras elétricas, aquecedores locais e outros;

• sistema de aquecimento de passagem;

• sistema central individual;

• sistema central coletivo.

4.4

Tipos de Distribuição

O sistema de distribuição de água quente poderá ser:

• sem recirculação;

• com recirculação.

4.5

Instalação de Aquecedores

A instalação dos aquecedores atenderá às seguintes condições:

4.5.1 Observar as indicações, normas e recomendações da concessionária local de distribuição de gás, bem como dos fabricantes de equipamentos.

4.5.2 Situar em cota que assegure uma pressão mínima no aquecedor, conforme valor recomendado pelo fabricante.

4.5.3 Prover os aquecedores de acumulação de isolamento térmico devidamente protegido.

4.5.4 Equipar o aquecedor com termostato de alta sensibilidade, com escala de temperatura regulável.

4.5.5 No caso de aquecimento por energia elétrica, observar as seguintes condições:

• a alimentação de água fria do aquecedor de acumulação será feita por canalização de material resistente à temperatura;

• o ramal de alimentação de água do aquecedor de acumulação será derivado da coluna de distribuição, sendo obrigatório o uso de registro de passagem (gaveta) e válvula de segurança, bem como vedada a instalação de válvula de retenção. Caso o ramal esteja em cota inferior ou igual à do aquecedor, deverá ser instalado um cavalete hidráulico de cota superior ao do aquecedor, a fim de evitar que este se esvazie, provocando acidentes numa eventual falta de água;

• instalar o aquecedor de acumulação em local de fácil acesso, o mais próximo possível dos locais de consumo de água quente, de forma que haja espaço livre mínimo para manutenção;

• prever canalização de drenagem do aquecedor provida de registro próximo do aparelho, despejando em local visível;

• os aquecedores individuais não deverão alimentar um número maior de pontos de consumo que o indicado pelo fabricante do aparelho.

4.5.6 No caso de aquecimento por combustível sólido, prever caldeira geradora de vapor e reservatório de água quente, ou caldeira geradora de água quente, observando-se as disposições da norma NR-13 da CLT e as seguintes condições:

• o local previsto para a caldeira será devidamente ventilado e terá condições para a instalação de chaminé para conduzir os gases de combustão ao exterior da edificação, diretamente ou por meio de poço ou coluna de ventilação;

• na proximidade da caldeira haverá depósito para o armazenamento do combustível necessário, de fácil acesso para abastecimento e manuseio, e de volume determinado em função do período proposto para a reposição do estoque do material;

• na proximidade da caldeira deverá ser previsto local para depósito de cinzas;

• a caldeira, preferencialmente, será provida de queimadores a gás ou óleo ou pelo menos permitirá acoplamento de um queimador, a fim de torná-lo facilmente adaptável a outra fonte de energia;

• o vapor produzido pela caldeira será utilizado para aquecimento através de trocador de calor acumulado no reservatório de água quente.

4.5.7 No caso de aquecimento por combustível gasoso, observar as seguintes condições:

• a ligação da rede de gás ao aquecedor será feita através de um registro do tipo aprovado pela concessionária local;

• a alimentação de água fria do aquecedor de acumulação será feita por canalização de material resistente à temperatura;

• o local previsto para o aquecedor será devidamente ventilado e terá condições para a instalação de chaminé, que conduzirá os gases de combustão ao exterior da

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RÁTICAS DE

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ROJETO edificação diretamente ou por meio de poço ou coluna de ventilação;

• as chaminés e demais instalações complementares serão executadas de acordo com a Norma NBR 8132;

• um sifão será instalado na entrada de água fria do aquecedor de acumulação, conforme indicação do fabricante, sendo obrigatório o uso de válvula de segurança e vedada a utilização de válvula de retenção;

• prover o aquecedor de passagem, de termostato de segurança, para fechamento da alimentação de gás dos queimadores principais.

4.5.8 No caso de aquecimento por energia solar, observar as seguintes condições:

• prever sistema auxiliar de aquecimento, com capacidade para suprir parcialmente as necessidades normais requeridas, quando o reservatório de água quente possuir capacidade volumétrica superior à demanda do dia;

• prever sistema auxiliar de aquecimento, com capacidade para suprir integralmente as necessidades normais requeridas, quando o reservatório de água quente possuir capacidade volumétrica igual ou inferior à demanda de um dia;

• o local para instalação dos coletores disporá de acesso direto dos raios solares durante a maior parte do dia;

• prever, em local de fácil acesso, comando do sistema auxiliar de aquecimento, para impedir o seu funcionamento em períodos de não utilização de água quente;

• situar os coletores em local o mais próximo possível do reservatório de água quente;

• caso haja necessidade de bombeamento, instalar sensores térmicos e termostatos para controle da bomba de circulação, a fim de evitar que esta funcione quando não haja ganho de calor previsto.

4.6

Redes de Distribuição

No desenvolvimento do projeto de redes de distribuição, observar as seguintes condições:

4.6.1 Dimensionar todas as tubulações da instalação de água quente para funcionar como condutos forçados, definindose para cada trecho os parâmetros hidráulicos do escoamento

(diâmetro, vazão, velocidade e perda de carga).

4.6.2 Na determinação das vazões máximas para dimensionamento dos diversos trechos da rede de água quente, verificar a possibilidade de uso simultâneo dos pontos de consumo (chuveiros, equipamentos e outros) durante o uso normal dos mesmos.

4.6.3 Toda a instalação de água quente será projetada de tal modo que as pressões estáticas e dinâmicas, bem como as subpressões se situem dentro dos limites estabelecidos pelo item 5.4 da Norma NBR 7198 e das características e necessidades dos equipamentos.

4.6.4 Prever registros para bloqueio de fluxo d’água nos seguintes pontos:

• junto a aparelhos e dispositivos sujeitos à manutenção ou substituição, como aquecedores, bombas e outros;

• nas saídas de reservatórios de água quente;

• nas colunas de distribuição;

• nos ramais de grupos de aparelhos e pontos de consumo;

• outros casos especiais.

4.6.5 Prever válvulas de retenção ou outros dispositivos adequados nas tubulações onde convenha ser impedido o refluxo de água quente.

4.6.6 Prever dispositivos de segurança onde a pressão da

água possa ultrapassar os limites estabelecidos para o funcionamento normal do sistema.

4.6.7 Prever a possibilidade de eliminação do ar nos pontos altos da instalação e de drenagem nos pontos baixos.

4.6.8 O projeto deverá levar em consideração as dilatações térmicas para as tubulações em trechos retilíneos longos, prevendo-se elementos que as absorvam.

4.6.9 Os suportes para as tubulações suspensas serão posicionados e dimensionados de modo a não permitir a sua deformação física. Para as tubulações de cobre deverão ser previstos isolamentos entre a tubulação e os suportes para se evitar a corrosão galvânica.

4.6.10 As tubulações de cobre, quando suportadas por chapas de aço galvanizado, deverão ter isolamento apropriado para se evitar a corrosão galvânica.

4.6.11 A instalação de água quente será projetada de tal forma que, nos pontos de consumo com misturador, a pressão da

água quente seja constante e igual ou próxima à da água fria.

No caso de utilização de válvula para controle da pressão, esta deverá ser exclusivamente do tipo globo e nunca de gaveta.

4.6.12 A tubulação de alimentação de água quente deverá ser feita com material resistente à temperatura máxima admissível do aquecedor.

4.7

Condições Complementares

4.7.1 Prever o isolamento térmico adequado para as canalizações e equipamentos, prevendo proteção contra infiltração.

4.7.2 No caso de adoção de bombeamento de água quente, observar as seguintes condições:

• previsão de pelo menos dois conjuntos moto-bombas, sendo um de reserva;

• previsão de abrigos com os seguintes requisitos:

facilidade de acesso para operação e manutenção;

ventilação e iluminação adequadas;

proteção contra enxurradas e enchentes;

drenagem das águas de respingos e limpeza;

dimensões adequadas para operação, inspeções e reparos.

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RÁTICAS DE

P

ROJETO

• ter comando automático e manual;

• possuir características que atendam às condições previstas de sua ação, pressão de recalque e vazão;

• possuir na linha de recalque, em local próximo à saída das bombas, válvula de retenção e registro de bloqueio para cada unidade de bombeamento.

Recomenda-se o uso de dispositivos de alarme para o caso de falhas na instalação.

4.7.3 Quando forem previstas aberturas ou peças embutidas em qualquer elemento de estrutura, o autor do projeto de estruturas será cientificado para efeito de verificação e inclusão no desenho de fôrmas.

4.7.4 O reservatório de água quente, quando for constituído internamente de aço esmaltado, deverá possuir ânodo de sacrifício, para evitar a oxidação do material em caso de existência de defeitos do revestimento interno.

4.7.5 A tubulação de alimentação da água fria dos aquecedores, passível de conduzir água quente por transmissão de calor, deverá ser feita de material resistente à temperatura máxima admissível do aquecedor.

4.7.6 Sempre que possível, prever sistemas automáticos, a fim de obter economia no consumo de água.

5.

E

TAPAS DE

P

ROJETO

A apresentação gráfica do projeto de instalação de

água quente deverá, preferencialmente, estar incorporada a uma apresentação global dos projetos de Instalações

Hidráulicas e Sanitárias. Quando necessário e justificável, ou quando solicitada pelo Contratante, poderá ser feita apresentação em separado.

5.1

Estudo Preliminar

Consiste na concepção do sistema de água quente, a partir do conhecimento das características arquitetônicas e de uso da edificação, consolidando definições preliminares quanto à localização e características técnicas dos pontos de consumo, demanda de água quente, e pré-dimensionamento dos componentes principais, como alimentadores, instalações de aquecedores, prumadas e tubulações.

A concepção eleita deverá resultar do cotejo de alternativas de solução, adotando-se a mais vantajosa para a edificação, considerando parâmetros técnicos, econômicos e ambientais.

Nesta etapa serão delineadas todas as instalações necessárias ao uso da edificação, em atendimento ao Caderno de Encargos, normas e condições da legislação, obedecidas as diretrizes de economia de energia e de redução de eventual impacto ambiental.

Deverão ser