Guia de sistemas para produtos planos Brasilit

Guia de sistemas para produtos planos Brasilit
Guia de Sistemas para
Produtos Planos
Placas, Painéis e Acessórios para Construção Industrializada
A solução da Brasilit para os
fechamentos da sua obra.
Qualidade,
excelência
em serviços e respeito
Qualidade, excelência
em serviços
e respeito
pelas pessoas
e pelo
pelas
pessoas
e pelo
meio ambiente também
meio ambiente também são marcas
são
marcas
registradas Brasilit.
registradas
Brasilit.
Brasilit. Pioneira no desenvolvimento do CRFS –
Cimento Reforçado com Fios Sintéticos. A alternativa
segura para a substituição definitiva do amianto.
No segmento de fibrocimento, a Brasilit é a marca de maior expressão
no Brasil, com produtos de alta qualidade e excelente custo-benefício.
Foi pioneira na substituição do amianto, com a tecnologia CRFS –
Cimento Reforçado com Fios Sintéticos, empregada hoje na fabricação
de telhas, placas cimentícias e painéis, e vem ampliando sua linha de
produtos com a introdução das linhas de subcoberturas, acessórios e
componentes para seus sistemas.
A Brasilit está onde você precisa.
Com atendimento ágil e fornecimento garantido.
Grupo Saint-Gobain.
Líder mundial em materiais para construção.
Criado em 1665 para a fabricação de vidros e espelhos para o Palácio
de Versalhes, o grupo Saint-Gobain sempre foi um ator importante no
desenvolvimento industrial mundial.
Com atuação marcante em diversos segmentos econômicos, destacase no setor de produtos para construção, sendo líder europeu ou
mundial em cada uma de suas atividades, graças à sua tradição de
pioneirismo e qualidade.
São 5 fábricas e 4 depósitos, incluindo o setor de produção do Fio PP
(Polipropileno), a principal matéria-prima dos produtos acabados, na
unidade de Jacareí-SP.
Produzindo materiais de alta tecnologia, oferece sistemas adaptados
aos desafios atuais da construção civil e desenvolve-se contínua e
rapidamente, através de:
Mas a Brasilit amplia cada vez mais as atividades, exportando seus
produtos também para cerca de 20 países. Essa aceitação comprova
o reconhecimento da qualidade das telhas Brasilit, fabricadas com a
tecnologia CRFS – Cimento Reforçado com Fios Sintéticos.
• presença em 64 países;
• cerca de 191.500 colaboradores;
• 14 centros de pesquisa e desenvolvimento distribuídos na Europa,
América do Norte e América do Sul.
A Saint-Gobain está presente no Brasil há mais de 70 anos e suas
marcas são reconhecidas pela qualidade e presença nacional.
Orientação, serviços e assessoria técnica. Nossa
responsabilidade vai muito além de fabricar as
melhores telhas do mercado.
A Brasilit dispõe de engenheiros e arquitetos que, além de orientação
técnica aos consumidores, promovem palestras nas principais
universidades do país e cursos técnicos para a rede de distribuição.
A Brasilit também oferece serviços de assessoria em projetos para sua
obra.
Além disso, por meio dos Centros de Treinamento, a Brasilit oferece
formação profissional, contribuindo para a evolução do segmento e a
qualificação da mão de obra.
Certificação ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001.
O reconhecimento da nossa qualidade, respeito pelo
meio ambiente, segurança e saúde no trabalho.
Aperfeiçoar processos, produtos, serviços, qualidade e operação são
preceitos que fazem parte da política de gestão integrada da Brasilit.
Depósitos:
Ibiporã-PR, Manaus-AM,
Porto Velho-RO e Vespasiano-MG.
Fábricas:
Belém-PA, Capivari-SP,
Esteio-RS, Jacareí-SP e Recife-PE.
Esse comprometimento com as pessoas e com o meio ambiente
conferiu, na unidade de Jacareí, a certificação de um dos mais
respeitados institutos do mundo: a SGS, líder mundial em inspeções,
verificações e testes.
Qualidade, excelência em
serviços e respeito pelas
pessoas e pelo meio ambiente
também são marcas registradas Brasilit.
Telhas de Fibrocimento Brasilit
Subcoberturas e Acessórios
As telhas de fibrocimento Brasilit seguem as normas técnicas brasileiras e contam
com a exclusiva tecnologia CRFS (Cimento Reforçado com Fios Sintéticos), por isso, são
resistentes, versáteis e de fácil montagem, tornando o projeto mais econômico e prático.
As subcoberturas para telhados Brasilit proporcionam isolamento térmico
e acústico graças à sua estrutura impermeável de alta resistência e poder
de vedação, além de protegerem contra infiltrações e vazamentos. Produtos
indispensáveis para os projetos mais exigentes quando se trata de máximo
conforto, de proteção de telhados ou da complementação do uso de telhas de
fibrocimento ou cerâmica.
Além disso, o design moderno confere beleza e dá um toque todo especial a qualquer
projeto, oferecendo um resultado sempre harmonioso, com melhor acabamento e encaixe
perfeito.
Ondulada
Fibrotex
Ondina
SolarMaxxi
BrasiTape
Ondina Plus*
Kalheta
Kalheta 49
LitFoil e
LitFoil Plus
FoilTape
Selamax
Placas e Painéis
Kalhetão 90
Onda 50
Maxiplac
Colonial
A Brasilit oferece ao mercado plano produtos de alto desempenho, através
de um rigoroso sistema de qualidade e grande variedade de medidas, que
se traduzem em rapidez de montagem, redução de fundações, estruturas e
flexibilidade, para atender às exigências de arquitetos, serralheiros e demais
profissionais na construção de paredes, mezaninos, divisórias ou forros.
As soluções mais eficientes para os mais diversos tipos de necessidades e
acabamentos valorizam ainda mais a obra.
Placa Cimentícia
Impermeabilizada
Masterboard
Lightboard
Telhas Especiais Brasilit
As telhas especiais Brasilit apresentam grande variedade de cores, o que permite
diversificar o projeto e adaptá-lo a diversos estilos. Elas são leves, resistentes, fáceis de
instalar e têm durabilidade incomparável, contribuindo para a redução de custos com a
mão de obra e um ótimo acabamento. O resultado disso é uma casa muito mais bonita,
protegida e cheia de estilo.
Telha GraviColor*
Construção Seca
A Brasilit oferece uma linha completa de acessórios, como perfis, massas,
fitas e parafusos, que facilitam a instalação de seus produtos, além de
proporcionarem um acabamento perfeito.
Parafuso para
Placas Cimentícias
Telha Shingle
Perfil Metálico
BrasiMassa
FibroTape
Tyvek®
HomeWrap®
Caixas d’Água de Polietileno
310/500/1000 L
Telha TopSteel
* Consulte a disponiblidade por região.
As Caixas d’Água de Polietileno da Brasilit possuem design moderno, são
extremamente leves, resistentes e fáceis de limpar. Seu sistema de fechamento
dispensa o uso de acessórios, não solta pigmentos e bloqueia a entrada de
luminosidade dentro do reservatório, impedindo a proliferação de algas e fungos.
Além disso, são produzidas
com tecnologia de ponta,
com matéria-prima testada
e aprovada pelo FDA (Food
and Drugs Administration
- EUA).
Sumário
Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit
1.
ApresentAção .........................................................................8
2.
Introdução .............................................................................8
3.
sIstemAs construtIvos A seco ...........................................8
4.
4.1.
4.2.
4.3.
4.4.
vAntAgens dos sIstemAs ......................................................8
Racionalidade e economia ..........................................................8
Durabilidade ...............................................................................9
Versatilidade ...............................................................................9
Segurança ..................................................................................9
5.
5.1.
5.2.
AplIcAções dos sIstemAs construtIvos ...........................9
Exteriores ...................................................................................9
Interiores ..................................................................................10
6.
6.1.
6.1.1.
6.1.2.
componentes do sIstemA...................................................10
Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit ....................10
Características gerais das placas ................................................10
Características físicas ................................................................10
7.
dImensões, pesos e AplIcAções .........................................11
8.
tIpos de bordA .....................................................................11
9.
ImpermeAbIlIzAção ..............................................................11
10.
10.1.
10.2.
trAnsporte e ArmAzenAgem dAs plAcAs.........................12
Transporte ................................................................................12
Armazenagem ..........................................................................12
11.
11.1.
11.1.1.
11.1.2.
11.1.3.
11.1.4.
11.2.
11.2.1.
11.2.2.
11.3.
11.5.
11.6.
elementos complementAres .............................................13
Elementos estruturais ...............................................................13
Perfis de aço galvanizado para drywall ........................................13
Perfis de aço galvanizado estruturais para steel framing ...............14
Perfis de madeira tratada para wood framing ..............................14
Armazenagem dos perfis ............................................................15
Elementos de fixação................................................................15
Para fixação de placa na estrutura ..............................................16
Buchas para fixação de objetos nas Placas Cimentícias ............17
Elementos para Sistema de Tratamento de Juntas Invisíveis
Brasilit.....................................................................................17
Elementos para Sistema de Tratamento de Juntas com
Resina ......................................................................................18
Componente para tratamento de juntas aparentes ....................18
Banda acústica .........................................................................18
12.
desempenho dos sIstemAs de pAredes ...........................19
13.
13.1.
13.2.
13.3.
13.4.
13.5.
13.6.
13.7.
procedImentos de montAgem............................................19
Fundações ................................................................................19
Estrutura ..................................................................................20
Paredes externas ......................................................................20
Corte dos perfis .......................................................................21
Corte das placas .......................................................................21
Flexão das placas .....................................................................21
Paginação das placas ...............................................................22
11.4.
4
13.7.1. Acabamento com junta aparente ...............................................22
13.7.2. Acabamento com junta invisível .................................................23
13.8. Fixação das placas ...................................................................25
14.
14.1.
14.2.
14.3.
FIxAção dAs plAcAs .............................................................25
Parafusadas .............................................................................25
Placas coladas..........................................................................26
Juntas de dilatação ..................................................................26
15.
15.1.
15.1.1.
15.1.2.
trAtAmento de juntA ..........................................................27
Juntas aparentes ......................................................................27
Juntas aparentes abertas ...........................................................27
Juntas aparentes cobertas com mata-junta ................................29
16.
trAtAmento de juntAs InvIsíveIs com resInA polIÉster e
FIbrA de vIdro .......................................................................29
Recomendação inicial ...............................................................29
Preparo da resina .....................................................................30
Execução das juntas .................................................................30
16.1.
16.2.
16.3.
17.
17.1.
trAtAmento de juntA em ângulo Interno com resInA
polIÉster e FIbrA de vIdro .................................................31
Execução da junta ....................................................................31
18.
18.1.
trAtAmento de juntA em ângulo externo ......................31
Execução da junta ....................................................................31
19.
19.1.
19.2.
19.3.
19.4.
sIstemA pArA trAtAmento de juntAs InvIsíveIs brAsIlIt ...32
Componentes do sistema .........................................................32
Recomendações .......................................................................32
Cuidados ..................................................................................32
Execução das juntas .................................................................33
20.
20.1.
trAtAmento de juntAs em ângulos Internos ................34
Execução das juntas .................................................................34
21.
21.1.
trAtAmento de juntAs em ângulos externos................34
Execução das juntas .................................................................34
22.
22.1.
22.2.
22.3.
InstAlAções, IsolAntes e reForços .................................35
Instalações elétricas .................................................................35
Instalação hidráulica, esgoto e aspiração ..................................35
Reforços ...................................................................................36
23.
23.1.
23.2.
23.3.
23.4.
23.5.
bArreIrAs de ÁguA e vento.................................................36
Materiais e equipamentos utilizados .........................................37
Instalação Dupont™ Tyvek® HomeWrap® ..............................37
Aberturas para portas e janelas ................................................39
Abertura para encanamentos e parte elétrica............................42
Isolamento termoacústico ........................................................44
24.
24.1.
locAIs úmIdos .......................................................................45
Impermeabilização da base da parede em áreas úmidas ..........45
25.
25.1.
25.1.1.
25.1.2.
25.1.3.
AcAbAmentos ........................................................................46
Pintura......................................................................................46
Nível 1 .....................................................................................46
Nível 2 ......................................................................................46
Nível 3 ......................................................................................47
Sumário
25.2.
25.3.
Papel de parede........................................................................47
Cerâmica ..................................................................................47
26.
FIxAção de peçAs suspensAs em pAredes .......................48
27.
27.1.
27.2.
27.3.
27.3.1.
27.3.2.
AplIcAções ...........................................................................49
Fachadas .................................................................................49
Fachada corrida ........................................................................49
Fachada entre pisos..................................................................50
Fechamento limitado entre lajes .................................................50
Revestimento de fachada ...........................................................50
28.
28.1.
28.2.
28.3.
28.4.
28.5.
sIdIng ....................................................................................51
Montagem ................................................................................51
Detalhes de canto .....................................................................51
Cantos com perfis metálicos .....................................................52
Detalhes de pingadeiras ...........................................................53
Detalhes de aberturas...............................................................53
29.
WoodFrAmIng .......................................................................55
30.
plAtIbAndAs e Forros de beIrAl .......................................56
31.
31.1.
31.2.
pAredes e revestImentos Internos .................................61
Cuidados ..................................................................................61
Detalhamento ...........................................................................61
32.
32.1.
dutos e shAFts .....................................................................63
Shafts para banheiros ...............................................................64
33.
brIses em plAcA cImentícIA................................................65
34.
segurAnçA e proteção........................................................66
35.
FerrAmentAs ........................................................................66
painéis Masterboard
36.
ApresentAção .......................................................................68
37.
Introdução ...........................................................................68
38.
cArActerístIcAs do MaSTerBoarD ...................................68
39.
cArActerístIcAs FísIcAs......................................................69
40.
ensAIo de reAção Ao Fogo ..................................................69
41.
41.1.
41.2.
41.3.
tAbelA de dImensões e pesos ............................................69
Masterboard 14 mm ...............................................................69
Masterboard 23 mm ...............................................................69
Masterboard 40 mm ...............................................................69
42.
42.1.
42.2.
AplIcAções ............................................................................69
Masterboard em pisos ............................................................70
Mezaninos ................................................................................70
42.2.1.
42.2.2.
42.2.3.
42.3.
42.3.1.
42.3.2.
42.4.
42.5.
42.5.1.
42.5.2.
42.5.3.
42.5.4.
42.6.
42.7.
42.7.1.
42.7.2.
42.7.3.
42.7.4.
42.7.5.
42.7.6.
42.7.7.
42.7.8.
Instalação..................................................................................70
Recomendações ........................................................................71
Fixação ....................................................................................71
Masterboard em lajes secas....................................................73
Instalação..................................................................................73
Recomendações ........................................................................73
Forro .......................................................................................74
Masterboard em escadas e patamares....................................74
Estrutura com painéis ................................................................74
Estrutura com viga caixa ............................................................76
Estrutura com painéis e quadros horizontais ................................76
Patamar ....................................................................................77
Cinemas e arquibancadas.........................................................77
Acabamentos em pisos de Masterboard ..................................77
Carpetes, laminados e pisos vinílicos ..........................................78
Cerâmicas .................................................................................78
Masterboard em divisórias .......................................................79
Divisórias técnicas .....................................................................80
Divisórias para sanitários ............................................................83
Paredes e revestimentos ............................................................85
Fixação de armários e peças suspensas ......................................85
Acabamento de divisórias, paredes e revestimentos internos ........85
43.
43.1.
43.2.
trAnsporte, ArmAzenAgem e mAnuseIo ...........................87
Transporte ................................................................................87
Armazenamento .......................................................................88
44.
mAnuseIo ...............................................................................88
light steel Framing
45.
ApresentAção .......................................................................90
46.
Introdução ...........................................................................90
47.
47.1.
47.2.
47.3.
47.4.
47.5.
47.5.1.
47.5.2.
47.5.3.
cArActerístIcAs do sIstemA lIght steel FrAmIng .........90
Vantagens no uso do sistema Light Steel Framing ....................93
Aplicações ................................................................................94
Tipos de perfis utilizados em LSF ..............................................94
Métodos de construção ............................................................96
Fundações ...............................................................................99
Laje radier ................................................................................99
Sapata corrida ou viga baldrame ..............................................100
Fixação dos painéis na fundação .............................................100
48.
48.1.
48.1.1.
48.1.2.
48.1.3.
48.1.4.
48.1.5.
48.2.
48.3.
pAInÉIs ..................................................................................102
Painéis estruturais ou autoportantes ......................................102
Aberturas de vãos em um painel estrutural ...............................103
Estabilização da estrutura ........................................................107
Travamento horizontal ..............................................................110
Encontro de painéis ................................................................112
Emenda de guia ......................................................................114
Painéis não estruturais ..........................................................115
Paredes curvas, arcos e formas atípicas ................................116
49.
49.1.
49.2.
49.3.
49.4.
lAjes ....................................................................................118
Tipos de laje ..........................................................................120
Vigamento de piso .................................................................122
Travamento horizontal ...........................................................127
Escadas .................................................................................128
50.
coberturAs ........................................................................131
5
Sumário
6
50.1.
50.1.1.
50.1.2.
50.2.
50.2.1.
50.3.
50.3.1.
Tipos de coberturas ...............................................................131
Coberturas planas ...................................................................131
Coberturas inclinadas ..............................................................132
Coberturas estruturadas com caibros e vigas .........................133
Estabilização da cobertura estruturada com caibros e vigas .......136
Coberturas estruturadas com tesouras ou treliças .................136
Estabilização da cobertura estruturada com tesouras ................144
51.
51.1.
51.2.
51.2.1.
51.2.2.
51.3.
51.4.
FechAmento vertIcAl .......................................................145
Placas Cimentícias Impermeabilizadas...............................145
Gesso acartonado ..................................................................145
Características das placas de gesso acartonado .......................146
Perfis de aço para sistemas drywall .........................................146
Aspectos de projeto e execução .............................................147
Isolamento termoacústico ......................................................148
52.
52.1.
52.1.1.
52.1.2.
lIgAções e montAgem .......................................................149
Ligações ................................................................................149
Parafusos ...............................................................................150
Aplicações ..............................................................................151
53.
53.1.
53.2.
53.3.
53.4.
53.5.
53.5.1.
53.5.2.
53.5.3.
dIretrIzes de projeto ......................................................152
Industrialização da construção ...............................................152
Coordenação modular ............................................................154
Malhas modulares .................................................................155
Projeto para produção ...........................................................156
Diretrizes para o projeto de arquitetura ..................................157
Estudo preliminar ....................................................................157
Anteprojeto .............................................................................157
Projeto executivo e detalhamento .............................................158
54.
reFerêncIAs bIblIogrÁFIcAs ............................................160
55.
especIFIcAções tÉcnIcAs e códIgos dos produtos ......164
Placas Cimentícias
Impermeabilizadas brasilit
Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit
1. APreSentAção
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit são ideais para a construção de sistemas construtivos a
seco. A tecnologia exclusiva desenvolvida pela Brasilit para as placas garante produtos de elevado desempenho
e ótima estabilidade dimensional.
Este manual apresenta os aspectos básicos de projeto e montagem para sistemas construtivos que utilizam
Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit. Tem como objetivo orientar arquitetos, engenheiros e demais
profissionais da área da construção civil para a especificação correta desses sistemas construtivos, mas não
dispensa, de forma alguma, o cálculo estrutural e a participação de um profissional habilitado em todas
as etapas da especificação e da obra.
2. Introdução
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit foram desenvolvidas com a tecnologia CRFS (Cimento
Reforçado com Fios Sintéticos) sem amianto. São produzidas a partir de uma mistura homogênea de cimento
Portland, agregados naturais e celulose reforçada com fios sintéticos de polipropileno especialmente desenvolvidos
pela Brasilit no Brasil. Recebem ainda tratamento adicional de impermeabilização por imersão que confere
maior estabilidade dimensional, resistência superficial à abrasão e maior impermeabilidade.
3. SIStemAS ConStrutIvoS A SeCo
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit transmitem aos sistemas construtivos que as utilizam
suas qualidades específicas, além dos conceitos de industrialização e racionalização da construção a seco,
melhorando a qualidade, o desempenho e trazendo vantagens expressivas quando comparadas aos sistemas
construtivos tradicionais.
4. vAntAGenS doS SIStemAS
4.1. RaCIonalIdade e eConomIa
Baixo peso - O peso de paredes executadas com Placas Cimentícias pode chegar a 1/10 do peso de alvenarias
tradicionais, possibilitando considerável redução no dimensionamento e custo das estruturas e fundação.
maior limpeza e mínimo desperdício - Por ser um sistema modulado a seco e propiciar um quantitativo de
materiais exato, elimina os desperdícios, a umidade e a sujeira.
Rapidez na montagem - A montagem dos sistemas construtivos com Placas Cimentícias Impermeabilizadas
Brasilit é rápida e utiliza ferramentas simples e portáteis. O tempo de instalação pode chegar a 1/5 do tempo
gasto em construções tradicionais, reduzindo o cronograma da obra.
Facilidade na aplicação das instalações - A sequência construtiva e os espaços internos existentes entre as
estruturas e as placas simplificam a aplicação das instalações elétricas, hidráulicas, de telefonia, de sistemas
de informação etc. sem necessidade de quebra e facilitam a localização, preparação e manutenção a qualquer
momento.
8
4.2. duRaBIlIdade
Resistência às intempéries.
Resistência à umidade.
Resistência a microorganismos - Graças à sua matriz cimentícia, não favorecem o desenvolvimento de cupins e
fungos causadores de patologias como degradação e apodrecimento.
4.3. veRSaTIlIdade
Facilidade nos acabamentos - A superfície das placas, após preparação específica, permite aplicar vários tipos de
acabamentos, como pintura, texturas, cerâmicas, laminados plásticos, seguindo-se as recomendações de cada
fabricante.
Fácil de trabalhar - As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit são fáceis de cortar, perfurar e parafusar,
utilizando ferramentas leves e discos próprios para produtos abrasivos.
Isolamentos variados - As diferentes espessuras das placas e a utilização dos espaços internos para acomodação
de lã de vidro possibilitam uma variação de índices de isolamento térmico e acústico.
Adequação dos espaços - Devido à fácil montagem e desmontagem dos sistemas de construção a seco, permitem
uma melhor adequação dos espaços sem grandes transtornos.
4.4. SeguRança
Resistência ao fogo - As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit garantem proteção contra incêndios,
pois não propagam chamas. Dependendo da sua configuração, é possível chegar a altos desempenhos em
índices corta fogo.
5. APlICAçõeS doS SIStemAS ConStrutIvoS
5.1. exTeRIoReS
•Paredes externas.
•Sidings.
•Beirais.
•Fachadas.
•Platibandas.
•Dutos.
Platibandas
Sidings
Fachadas
Paredes externas
9
5.2. InTeRIoReS
•Paredes internas.
•Áreas molháveis.
•Revestimento.
•Dutos e shafts.
Paredes molhavéis
Paredes internas
6. ComPonenteS do SIStemA
6.1. PlaCaS CImenTÍCIaS ImPeRmeaBIlIzadaS BRaSIlIT
6.1.1. CaRaCTeRÍSTICaS geRaIS daS PlaCaS
ReSPeITo ao meIo amBIenTe
Produto sem amianto, 100% reciclável.
A composição de cimento Portland, fios sintéticos
e fibras celulósicas é perfeitamente ecológica.
elevada duRaBIlIdade
Característica de um microconcreto armado.
FlexIBIlIdade
Para compor superfícies curvas.
ReSISTênCIa À umIdade
Não se degrada na presença de umidade.
Bom ISolamenTo TéRmICo
Apresenta baixa condutibilidade térmica.
Kg
elevada ReSISTênCIa a ImPaCToS
Garantida pelos fios sintéticos.
Bom ISolamenTo aCúSTICo
Devido à densidade do material.
ReSISTênCIa a CuPInS e mICRo-oRganISmoS
Graças à matriz cimentícia que não favorece o
desenvolvimento de micro-organismos.
FaCIlIdade noS aCaBamenToS
A superfície das placas permite aplicar vários tipos de
acabamento, como pintura, texturas, cerâmicas, pastilhas,
laminados plásticos etc.
ReSISTênCIa a Fogo
Incombustível.
6.1.2. CaRaCTeRÍSTICaS FÍSICaS
•Densidade aparente: 1,60 g/cm³
•Absorção máxima de água: 30%
•Resistência a flexão (ambiente): Classe B – Categoria 3
•Resistência a flexão (saturada): Classe A – Categoria 3
Ver NBR-15498: 2007
•Variação dimensional: Máxima 2,0 mm/m
•Condutibilidade térmica: 0,35 w/mK
10
MPa = megapascal
w = watts
K = graus Kelvin
7. dImenSõeS, PeSoS e APlICAçõeS
espessura (mm)
largura (mm)
Comprimento
(mm)
Peso placa (kg)
Peso p/m² (kg)
aplicação
6
1200
2000
2400
3000
24,4
29,4
36,7
10,2
Divisórias leves, forros,
dutos de ar condicionado.
8
1200
2000
2400
3000
32,6
39,2
49,0
13,6
Paredes internas em áreas secas e úmidas,
revestimentos de paredes comuns ou em
subsolos.
10
1200
2000
2400
3000
40,8
49,0
61,2
17,0
Áreas secas ou úmidas internas e externas.
Ideais para fechamento externo em sistemas
steel framing e wood framing.
12
1200
2400
3000
58,8
73,5
20,4
Para uso interno na compatibilização com
drywall ou fechamentos internos ou externos
que necessitam de maior resistência.
*Placas disponíveis com bordas longitudinais rebaixadas para junta invisível.
Obs: Placas com outras dimensões, cortes especiais, rebaixo em 3 ou 4 bordas sob consulta.
8. tIPoS de bordA
Bordas rebaixadas
Tratamento aplicado nas bordas das placas no sentido do comprimento para acomodar o tratamento de junta
invisível. Medidas aproximadas: “b” (70 mm) e “e” (2,5 mm). Aplicável em placas acima de 6 mm de espessura.
B
E
Bordas quadradas (sem rebaixo)
Utilizadas na aplicação com juntas aparentes ou em painéis.
9. ImPermeAbIlIzAção
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit recebem um tratamento de impermeabilização que garante
estabilidade dimensional desde o transporte e estocagem até a aplicação, inclusive quando cortadas em obra.
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit podem apresentar variações de tonalidade em sua aparência
entre lotes de produção.
11
10. trAnSPorte e ArmAzenAGem dAS PlACAS
10.1. TRanSPoRTe
O transporte manual das Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit deve ser feito com a placa deitada na
vertical por dois homens, conforme ilustração.
Certo
errado
Quando transportadas por empilhadeira ou grua, os paletes devem ser compostos de acordo com as espessuras:
•70 placas de 6 mm;
•50 placas de 8 mm;
•40 placas de 10 mm;
•35 placas de 12 mm.
10.2. aRmazenagem
As Placas Cimentícias
Impermeabilizadas Brasilit
devem ser estocadas em áreas
cobertas, em solo plano, na
horizontal sobre calços de
madeira nivelados e espaçados
a cada 40 cm.
O comprimento do apoio deve
ser igual à largura das placas.
Mantenha o alinhamento das
placas na pilha, evitando
sobras ou pontas que possam
produzir deformações.
Verifique a capacidade de
carga do piso antes de
depositar as placas (1 m³ de
Placa Cimentícia = 1.600 kg).
Componha pilhas de placas
com, no máximo, 2,0 m de
altura.
2m
40 cm
12
11. elementoS ComPlementAreS
11.1. elemenToS eSTRuTuRaIS
Os elementos mais usados para dar suporte às Placas Cimentícias são os perfis de aço galvanizado estruturais
para steel framing, mas também podem ser utilizados perfis de drywall e perfis de madeira tratada para wood
framing.
11.1.1. PeRFIS de aço galvanIzado PaRa dRywall
Perfis de aço galvanizado, espessura 0,50 mm e galvanização Z275, conforme norma ABNT NBR-15217 (2009).
Sigla
medida
(mm)
aplicação
Guia U
G
70
90
Paredes, forros,
revestimentos,
reforços.
Montante
M
70
90
Paredes, forros e
revestimentos.
Canaleta C
C
46
Forros e
revestimentos.
Canaleta ômega
70/20
O
70/20
Forros e
revestimentos.
Cantoneira 25/30
CL
25/30
Forros e
revestimentos.
Cantoneira de
proteção*
CP
23/23
Proteção de cantos
vivos com 90°.
nomenclatura
Perspectiva
desenho
* Limite de aplicação sugerido. Para cargas superiores, consulte o Departamento Técnico Brasilit.
13
11.1.2. PeRFIS de aço galvanIzado eSTRuTuRaIS PaRa STeel FRamIng
Especificação: aço ZAR mínimo 230 Mpa, proteção mínima de zinco Z180. Espessura 0,80, 0,95 e 1,25 mm,
conforme norma ABNT NBR-15.253.
A Brasilit possui guias e montantes para steel framing com tratamento anticorrosão acima do exigido pela norma
e espessura 0,95 mm.
nomenclatura
Perspectiva
desenho
Sigla
medida (mm)
aplicação
Guia - U
U simples
U
92
142
202
Guia, ripa, bloqueador,
sanefa.
Montante - M Ue
M
90
140
200
Montante, bloqueador,
verga, viga,
enrijecedor de alma.
Cartola - C
C
a
b
c
30
20
12
40
40
12
Ripa, terça.
11.1.3. PeRFIS de madeIRa TRaTada PaRa wood FRamIng
Recomenda-se a utilização de madeira de reflorestamento autoclavada tratada e seca, com garantia de resistência
a fungos e cupins.
Perspectiva
medida (mm)
aplicação
a
b
c
28
65
2500
28
85
2500
25
200
400
Guias, montantes e reforços.
14
25
200
600
25
200
3000
50
100
2500
50
100
3000
11.1.4. aRmazenagem doS PeRFIS
Os perfis metálicos ou de
madeira devem ser estocados
em local coberto, em solo
plano sobre calços, mantendo
os perfis secos, amarrados e
alinhados.
Evite balanços ou distorções
que possam causar
amassamentos, torção ou
empenamentos nos perfis.
Perfis menores sempre devem
ser apoiados sobre perfis
maiores.
11.2. elemenToS de FIxação
São peças utilizadas para fixação dos componentes dos sistemas construtivos entre si ou para fixação dos perfis
estruturais nos elementos construtivos (lajes, vigas, pilares etc.).
A fixação dos perfis estruturais nos elementos construtivos pode ser realizada com as seguintes peças:
•Buchas plásticas e parafusos com diâmetro mínimo de 6 mm.
•Rebites metálicos com diâmetro mínimo de 4 mm.
•Pregos de aço para fixação com pistola de impacto ou pólvora com diâmetro de ¼” e comprimento 1” ou 1 ¼”
(para fixação temporária durante a obra).
•Chumbador com expansão por torque, radial e uniforme.
•A fixação dos componentes dos sistemas entre si pode ser feita por parafusos nas estruturas metálicas ou
pregos nas estruturas de madeira.
•A fixação definitiva da estrutura na base é feita por elementos específicos dimensionados por profissionais
habilitados.
Anotações
15
Tipo
Tratamento
Parafuso para
Fixação entre Perfis
Brasilit “metal-metal”
desenho
diâmetro
Comprimento
utilização
Zincado
4,2 mm
13 mm
Fixação entre perfis
de aço.
Parafuso Cabeça
Sextavada Ponta Broca
Zincado
4,8
3/4"
Fixação entre perfis
de aço.
Prego de aço tipo Ardox
Ponta Broca
Zincagem a fogo
19 x 36
Fixação entre perfis
de madeira.
11.2.1. PaRa FIxação de PlaCa na eSTRuTuRa
Tipo
Tratamento
Cabeça Trombeta
fenda Philips
Ponta agulha
desenho
diâmetro
Comprimento
utilização
Zincado
6
1"
Fixação sobre
estrutura de aço.
Parafuso Autobrocante
Brasilit
Ponta Broca sem asas
Zincado
4,2 mm
32 mm
Fixação sobre
estrutura de aço.
Parafuso Autobrocante
com asas Brasilit
Ponta Broca com asas
Zincado
4,2 mm
32 mm
Fixação sobre
estrutura de aço.
Prego de aço tipo
Ardox ou anelado
Zincado a fogo
15 x 15
Anotações
16
Fixação sobre
estrutura de
madeira.
11.2.2. BuCHaS PaRa FIxação de oBjeToS naS PlaCaS CImenTÍCIaS
Tipo
desenho
Parafuso
diâmetro furo
Carga máxima (kg)
Bucha de expansão Kwik-Tog
Hilti
6 x 2"
3/8"
15
Bucha basculante Toggler
Bolt Hilti
1/4" x 2 1/2"
3/8"
30
11.3. elemenToS PaRa SISTema de TRaTamenTo de junTaS InvISÍveIS BRaSIlIT
Produto
embalagem
Imagem
aplicação
Primer
5 kg
Preparação da região da junta para
receber o tratamento.
Cordão de Poliuretano expandido
Rolo 6 mm - 500 m
Delimitador de profundidade (fundo
de junta).
massa para junta
Balde 5 kg ou 15 kg
Componentes para junta invisível
com FibroTape.
5 cm
FibroTape - tela de fibra de vidro ar
(álcali-resistente)
Componentes para junta invisível
com massa para junta Brasilit.
Rolos de 46 m
10 cm
massa para acabamento
Balde 5 kg
Acabamento para superfície da junta.
17
11.4. elemenToS PaRa SISTema de TRaTamenTo de junTaS Com ReSIna
Produto
embalagem
Imagem
aplicação
1 kg
Resina Poliéster
(Primer 2A, Primer 2B e Resina
Pré-Acelerada)
Componentes para junta com resina
poliéster.
5 kg
20 ml
Componentes para junta com resina
poliéster.
Catalisador MEK ou DU 58
100 ml
Manta de fibra de vidro de 450 g
Componentes para junta com resina
poliéster.
Rolo de 100 m de largura
11.5. ComPonenTe PaRa TRaTamenTo de junTaS aPaRenTeS
Produto
embalagem
Imagem
aplicação
Selamax
Bisnaga 400 g
Elastômero à base de
poliuretano (PU), componente para
junta aparente.
Cordão de Poliuretano expandido
Rolo 6 mm - 500 m
Delimitador de profundidade (fundo
de junta).
11.6. Banda aCúSTICa
A “banda acústica” ou “fita de isolamento” é uma fita auto-adesiva de espuma de elastômero, que deve ser
posicionada entre a guia e o piso na fixação dos painéis de steel framing, bem como entre montantes e juntas de
Placas Cimentícias. Por sua elasticidade, essa fita adapta-se à rugosidade e às imperfeições das superfícies e,
desse modo, aumenta a vedação e absorve as vibrações sonoras, atenuando significativamente a transmissão
de ruídos entre ambientes contíguos.
18
12. deSemPenho doS SIStemAS de PAredeS
Os sistemas de paredes com Placas Cimentícias Impermeabilizadas apresentam alto desempenho quanto à
resistência mecânica, resistência ao fogo e isolamento acústico, além de durabilidade ao longo do tempo.
A seguir são mostrados, como exemplo, os desempenhos de dois tipos de parede:
nomenclatura*
especificação
Isolamento
acústico Rw**
Resistência ao fogo
(minutos)***
Placa Cimentícia 10 mm
Estrutura 90 mm
Placa Cimentícia 10 mm
45 dB
CF 30
Placa Cimentícia 2 x
10 mm
Estrutura 90 mm
Lã mineral 50 mm
Placa Cimentícia 2 x
10 mm
57 dB
CF 120
Corte
10
Parede
110/90/400/10-10
110
90
10
400
medidas eixo a eixo
10
10
Parede
130/90/400/2 x 10 - 2 x 10/
LM 50
130
90
10
10
400
medidas eixo a eixo
* Nomenclatura das paredes:
Espessura total da parede em mm.
Espessura da estrutura em mm.
Espaçamento entre montantes em mm.
Quantidade e espessura de placa em mm em um lado.
Quantidade e espessura de placa em mm do outro lado.
LM (lã mineral - isolante) 50 - espessura em mm.
Parede: 130
90
400
2 x 10
2 x 10
LM 50
** Rw = índice de redução sonora ponderado, medido em decibels (dB)
*** CF = corta fogo
13. ProCedImentoS de montAGem
13.1. FundaçõeS
FIxação de PaInéIS na laje RadIeR
Por ser muito mais leve, uma
construção seca, seja ela em
steel framing, wood framing,
ou mesmo estrutura metálica
convencional, exige bem menos
da fundação do que estruturas
convencionais.
Lã de vidro
Placa Cimentícia
8 mm ou 10 mm
Placa Cimentícia
10 mm
Wedge Bolt/Grapa,
Parabolt e Arruela.
Selante acústico e
barreira de umidade
Montante
Guia U
Laje radier
Acabamento do piso
30 mm
As fundações, na maioria dos
casos, lajes do tipo radier
ou sapatas corridas, são
efetuadas segundo o processo
da construção convencional
e, como em qualquer outra
construção, deve-se observar o
isolamento contra a umidade e
elas devem ser dimensionadas
por profissional habilitado.
Tyvek® Homewrap®
Recobrimento mínimo
Calçada ou terreno
Nível do
terreno
19
13.2. eSTRuTuRa
Avalie as condições de especificação do projeto estrutural e da montagem da obra.
No caso de utilização na parte externa da construção ou na parte interna com função estrutural, os perfis devem
ser estruturais, de steel framing, wood framing ou estrutura metálica convencional, corretamente dimensionados
por profissional habilitado.
O espaçamento entre montantes depende do projeto estrutural, porém não deve ultrapassar 60 cm para aplicações
com juntas aparentes e 40 cm para aplicações com juntas invisíveis.
O contraventamento e reforços eventuais devem seguir as especificações e recomendações do projeto estrutural.
No caso de utilização na parte interna da construção e sem função estrutural, podem ser utilizados os perfis
para drywall limitados ao pé-direito de 3 m. O espaçamento entre montantes não deve ultrapassar 40 cm para
montantes simples, e 60 cm para montantes duplos, encaixados ou H.
Para mais detalhes sobre estruturas em Light Steel Framing, consulte o terceiro módulo deste Guia de Sistemas,
exclusivo sobre esse tema.
13.3. PaRedeS exTeRnaS
Devido às suas características, as Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit podem ser usadas como
fechamento de paredes externas em vários sistemas construtivos como steel framing, wood framing e outros.
O dimensionamento e o espaçamento dos montantes devem seguir as recomendações do projeto estrutural e a
Placa Cimentícia recomendada é a de 10 mm de espessura. É obrigatório o uso de barreira de umidade Tyvek®
evitando a entrada de umidade e permitindo a saída de vapor. O índice de isolamento térmico e acústico das
paredes pode ser melhorado com a aplicação de mantas de lã de vidro na parte interna das paredes. Sobre a
superfície das placas pode ser aplicado qualquer tipo de acabamento (veja o capítulo Acabamentos).
PaInel 3
PaInel 2
PaInel 1
PaInel 2
PaInel 1
PaInel 2
PaInel 1
20
exemPloS de PaRedeS
13.4. CoRTe doS PeRFIS
Perfis de aço estruturais são cortados
com serra policorte e disco de fibra.
Pequenos cortes na montagem podem
ser cortados com esmerilhadeira e
disco de fibra.
Perfis de madeira são cortados com
serra circular para madeira. Na
montagem podem ser cortados com
serra manual ou serrote.
Serra policorte com disco de fibra
Serra circular para madeira
13.5. CoRTe daS PlaCaS
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit devem ser cortadas com ferramentas apropriadas.
Para cortes retos, use a serra
circular com disco diamantado.
Para cortes circulares de pequeno
diâmetro, use serra copo.
Serra circular com
disco diamantado
Serra copo
13.6. Flexão daS PlaCaS
Curve as placas previamente saturadas em
uma fôrma de madeira, sempre no sentido do
comprimento, parafusando em alguns pontos
distribuídos uniformemente pela placa, sempre do
centro para as extremidades.
Aguarde até a secagem completa da placa, quando
a mesma irá adquirir o formato imposto pela fôrma.
Só então prossiga com o parafusamento, sempre
respeitando a limitação de raios descrita a seguir.
Fixação
provisória
Placa
Cimentícia
saturada
Fôrma
21
Raios mínimos de curvatura
R 1000 mm
R 800
mm
00
R6
mm
200
Placas 6 mm
260
320
PaRedeS CuRvaS - RaIoS mÍnImoS de CuRvaTuRa
Placas 8 mm
Placas 10 mm
13.7. PagInação daS PlaCaS
Para a correta paginação, deve ser definido primeiro o tipo de acabamento a ser adotado, se com junta aparente
ou junta invisível.
13.7.1. aCaBamenTo Com junTa aPaRenTe
Neste caso, as placas podem estar alinhadas ou defasadas. O espaçamento entre elas vai depender do tratamento
das juntas a ser adotado.
22
Placas alinhadas - esse uso só é possível no caso de placas com borda quadrada e instaladas com juntas aparentes.
Exemplos de aplicação:
Juntas aparentes para fechamentos internos,
sem necessidade de selante entre as juntas.
Juntas aparentes em fachadas permitem o
uso de mata-juntas ou canaletas metálicas.
Juntas aparentes em fachadas permitem tirar
partido do apelo estético da superfície cimentícia.
Juntas abertas em fachadas, necessário o
uso de Selamax entre as juntas para garantir
estanqueidade.
13.7.2. aCaBamenTo Com junTa InvISÍvel
No caso de juntas invisíveis, as placas deverão ser aplicadas defasadas, principalmente na região das portas e
janelas (onde as tensões são maiores). Essa amarração evita pontos de tensão que possam causar trincas nas
juntas.
exemPloS de amaRRação - TodaS aS BoRdaS devem eSTaR aPoIadaS
23
Exemplos de aplicação.
Juntas invisíveis em fachadas com
Tratamento de juntas Invisíveis Brasilit.
Juntas invisíveis em fachadas com tratamento
de resina de poliéster.
Juntas invisíveis em áreas internas molháveis.
Todas as bordas das placas devem estar apoiadas e fixadas em perfis garantindo estabilidade na junta e evitando
fissuras.
Nas juntas horizontais, o apoio é executado com guias ou montantes dobrados e parafusados nos montantes
laterais, ou com fitas metálicas.
deTalHe de aPoIo HoRIzonTal
24
13.8. FIxação daS PlaCaS
No caso de paredes, as juntas verticais e
horizontais das placas de um lado deverão estar
defasadas das juntas do outro lado.
No caso de fechamento com placas duplas,
a segunda camada deverá ser defasada da
primeira.
Preenchimento com massa
para junta antes da aplicação
da 2ª placa.
As Placas Cimentícias devem ser aplicadas
encostadas no teto para facilitar o tratamento
posterior da junta e devem ter folga de 10 mm em
relação ao piso para evitar a absorção de umidade
por capilaridade.
Para facilitar a operação, utilize o levantador de placa,
conforme imagem a seguir.
1 cm
14. FIxAção dAS PlACAS
14.1. PaRaFuSadaS
Parafuse as Placas Cimentícias nos montantes e nas guias conforme recomendações abaixo:
•Parafusos espaçados no máximo a cada 300 mm.
•Nunca aplique um parafuso no canto ou dois a 45°. Aplique, por exemplo, um a 25 mm e outro a 50 mm em
uma configuração em L.
•A distância do parafuso até a borda = 12 mm.
25
1200
400
400
300
2400
300
Estrutura a
cada 600 mm
300
300
300
300
Estrutura a
cada 400 mm
300
400
600
eRRado
eRRado
600
12
100
1200
50
3
50
CeRTo
14.2. PlaCaS ColadaS
As Placas Cimentícias podem ser fixadas sobre as estruturas ou sobre as próprias placas com adesivos, sem
uso de parafusos.
As estruturas e as faces de colagem das placas devem estar limpas sem a presença de poeira ou oleosidade.
No caso da aplicação em áreas internas, utilize adesivo à base de resinas sintéticas de alta performance seguindo
orientações do fabricante.
No caso de aplicação em áreas externas, utilize adesivo bicomponente de alta performance seguindo orientações
do fabricante.
14.3. junTaS de dIlaTação
26
As juntas de dilatação devem ser aplicadas em grandes vãos tanto na horizontal quanto na vertical no encontro
de dois materiais diferentes ou coincidentes com as juntas de dilatação da construção, sempre a cada 6 m
aproximadamente, seguindo projeto estrutural.
1200
a
1200
1200
1200
1200
a
6000 (Distância máxima)
elevação
junTa de dIlaTação eSTRuTuRal - CoRTe aa
Selamax
Fundo de junta
Fita selante
Placa Cimentícia
junTa no enConTRo Com Coluna
Selamax
Placa Cimentícia
Fundo de junta
Coluna
Placa Cimentícia
Fita selante
Fundo de junta
Fundo de junta
Selamax
Selamax
junTaS de dIlaTação
15. trAtAmento de juntA
Existem vários tipos de tratamento de junta para as Placas Cimentícias. O tipo de tratamento de junta vai
depender do resultado final especificado para o elemento construtivo. Essas juntas podem ser aplicadas interna
e externamente, e ser aparentes ou invisíveis.
15.1. junTaS aPaRenTeS
As juntas aparentes podem ser abertas ou cobertas com mata-juntas. São utilizadas placas de borda quadrada.
15.1.1. junTaS aPaRenTeS aBeRTaS
Recomendações
•O espaçamento mínimo entre as placas deve ser 3 mm.
•A junta deverá estar limpa para perfeita aderência do selante.
•Utilize selante de preenchimento (Selamax), principalmente no uso externo sujeito a intempéries.
27
•Junta com baixo relevo pode ser feita com a deposição direta de uma fina camada de selante.
•Junta nivelada requer a inserção de um fundo de junta, tipo cordão de polietileno expandido ou similar.
•Para melhorar o desempenho de selantes flexíveis, utilize o fator de forma onde a largura da junta (A) deve ser
superior à profundidade do selante (B).
•A cabeça dos parafusos de fixação das placas deve ser tratada com massa para junta em duas demãos
cuidando para que a segunda demão seja aplicada após a cura da primeira demão (6 horas).
junTa aBeRTa
Mín. 3 mm
Placa Cimentícia
Selamax
junTa nIvelada
Mín. 3 mm
Selamax
Fundo de junta
Placa Cimentícia
FaToR de FoRma
Placa Cimentícia
Selamax
B
A
A>B
28
15.1.2. junTaS aPaRenTeS CoBeRTaS Com maTa-junTa
Este método utiliza mata-juntas de diversos materiais como acabamento. Elas podem ser feitas de madeira, aço,
ou mesmo da própria Placa Cimentícia cortada.
Antes da aplicação da mata-junta, faça a aplicação de fundo de junta e Selamax, como a junta aberta.
Mata-junta de
madeira
Mata-junta de
alumínio
Perfil cartola
16. trAtAmento de juntAS InvISíveIS Com reSInA PolIÉSter e
FIbrA de vIdro
16.1. ReComendação InICIal
É fundamental a utilização de máscara apropriada para aplicação bem como de todos os equipamentos de
segurança recomendados pelos fabricantes.
Antes do tratamento de juntas invisíveis com resina de poliéster, é necessária a aplicação de um primer.
materiais necessários
•ATPRIMER 2A (ou similar)
•ATPRIMER 2B (ou similar)
Preparo do Primer
•Homogeneize 1 parte (em peso) do ATPRIMER 2A com 4 partes (em peso) do ATPRIMER 2B. Não é necessário o
uso do catalisador. Deixe a mistura “descansar” por 30 minutos antes da aplicação.
•O tempo de vida da mistura no recipiente é de aproximadamente 1 hora.
•Consumo estimado: 50 g/m (metro linear) de junta.
Recomendação
•Utilize Placas Cimentícia Impermeabilizadas com bordas rebaixadas.
•Realize o tratamento com tempo seco e materiais nas condições ambientes de umidade.
•Espaçamento mínimo entre as placas: 3 mm.
aplicação
•Limpe a superfície na região da junta removendo resíduos e poeiras.
•Aplique o primer preparado conforme instrução na região do rebaixo com +/- 10 cm de largura, utilizando
trincha ou rolo de lã. Não utilize rolos de espuma.
•Aguarde por 12 horas. A cura completa é evidenciada quando a superfície não é riscada a unha.
•Após garantia da cura completa, aplique o Tratamento de Junta com fibra de vidro e resina de poliéster
conforme instruções contidas no manual técnico Brasilit.
29
16.2. PRePaRo da ReSIna
•Para 1kg de resina de poliéster pré-acelerada, adicione 190 gramas de monômero de estireno e misture.
Adicione então 20 gramas de catalisador MEK ou DU58 e misture novamente.
•Depois de preparada, a mistura deve ser utilizada em até 30 minutos, pois a resina inicia o seu processo de
cura logo ao adicionar o catalisador.
•Consumo estimado de resina: 200 g/m (metro linear) de junta.
16.3. exeCução daS junTaS
•Limpe a superfície da região da junta com pano úmido removendo resíduos e poeira.
•Aplique a resina preparada conforme instrução na região do rebaixo com + - 10cm de largura, utilizando
trincha ou rolo de lã. Não utilize rolos de espuma.
•Coloque uma tira de manta de fibra de vidro 450 Vetrotex com 10 cm de largura cortada a mão, centralizada,
pressionando com pincel ou rolo metálico a manta a fim de colá-la sobre a superfície e expulsar eventuais
bolhas de ar.
•Aplique nova demão de resina sobre a manta de fibra de vidro, cobrindo uma faixa total de 15 cm (maior do
que a largura da manta). Aguarde a cura por 24 horas.
•Verifique a presença de vazios ou fissuras na região do encontro entre as placas. Se necessário, aplique nova
demão de resina.
•Nas juntas das placas cortadas ou sem rebaixo, recomenda-se realizar rebaixo em obra ou não realizar
tratamento de juntas invisíveis.
•A cabeça dos parafusos aplicados fora da área do rebaixo deve ser tratada com massa para junta em duas
camadas.
Fundo de junta
Primer
resina de poliéster
Fibra de vidro 450 gr
resina de poliéster
resina de poliéster
Massa para acabamento
30
17. trAtAmento de juntA em ânGulo Interno Com reSInA
PolIÉSter e FIbrA de vIdro
17.1. exeCução da junTa
•No encontro das placas em ângulos internos, aplique a resina de poliéster com trincha nos dois lados com 10
cm de largura de cada lado.
•Assente a manta de fibra de vidro de 10 cm de largura, centralizada no ângulo, pressionada sobre a resina.
•Aplique nova demão de resina com + - 10 cm de largura de cada lado.
•Após a cura da resina (24 horas), caso haja irregularidades na região da junta, podem-se lixar os excessos.
CanTo InTeRno
Primer
resina de poliéster
Fibra de vidro 450 gr
resina de poliéster
resina de poliéster
Massa para acabamento
18. trAtAmento de juntA em ânGulo externo
18.1. exeCução da junTa
•No encontro das placas em ângulos externos, aplique a resina de poliéster com trincha em apenas um lado com
+ - 10 cm de largura e a 1cm do canto.
•Assente a manta de fibra de vidro de 20 cm de largura centralizada no ângulo, pressionada sobre a resina.
•Aplique nova demão de resina com + - 10 cm de largura sobre a manta.
•Após a pré-cura da resina (+ - 2 horas), aplique resina de poliéster na outra face.
•Em seguida, dobre a manta pressionando-a sobre a outra face e aplique a resina com a trincha.
•Utilize rolo metálico para expulsar eventuais bolhas de ar.
•Após a cura da resina (+ - 24 horas), caso haja irregularidades na região da junta, podem-se lixar os excessos.
31
CanTo exTeRno
Primer
resina de poliéster
Fibra de vidro 450 gr
Fibra de vidro dobrada
resina de poliéster
resina de poliéster
Massa para acabamento
19. SIStemA PArA trAtAmento de juntAS InvISíveIS brASIlIt
19.1. ComPonenTeS do SISTema
•Primer
•Cordão delimitador de espuma
• massa para junta (cor cinza)
•FibroTape 5 cm
• FibroTape 10 cm
•massa para acabamento (cor branca)
19.2. ReComendaçõeS
•Utilize Placas Cimentícias Impermeabilizadas com bordas rebaixadas.
•Realize o tratamento com tempo seco e materiais nas condições ambiente de umidade.
•Espaçamento mínimo entre placas: 3 mm.
•Consumo estimado de Massa para Tratamento de Juntas: 350 a 400 g/m (metro linear) de junta.
•Nas juntas das placas cortadas ou bordas sem rebaixo, realiza-se rebaixo em obra com makita. A cabeça dos
parafusos fora da área de rebaixo deve ser tratada com massa para junta em duas demãos, cuidando para
que a segunda demão seja aplicada após a cura da primeira demão (+ - 6 horas).
19.3. CuIdadoS
•Utilize apenas tela de fibra de vidro da Brasilit, que é álcali-resistente.
32
•Após a cura da primeira etapa do tratamento de juntas, caso haja necessidade de aplicar nova camada de
Massa Cimentícia para Tratamento de Juntas Invisíveis para regularização da superfície, deve-se fazê-lo
até 5 dias da execução da primeira etapa. Passado esse período é preciso lixar e limpar bem a superfície antes
da aplicação da última camada.
19.4. exeCução daS junTaS
O Sistema para Tratamento de junta é exclusivo para Placa Cimentícia Impermeabilizada Brasilit e deve ser
seguido corretamente. A execução de cada etapa deve ser feita rigorosamente. O não cumprimento das etapas e
a não utilização dos produtos indicados isentam a Brasilit da garantia do sistema.
1. Certifique-se da ausência de impurezas (sujeira, oleosidade, umidade) na região de aplicação de juntas. Realize
a limpeza necessária, para evitar problemas de aderência da massa de tratamento.
2. Aplique o Primer na região do rebaixo da placa (aproximadamente 15 cm de cada lado, a partir do eixo da
junta). Aguarde a secagem por 24 horas.
3. Insira o cordão delimitador no vão de 3 mm entre as placas com o auxílio de uma espátula.
4. Na sequência e sem interrupções, com auxílio de uma espátula, homogenize a massa para junta.
5. Aplique uma camada de massa para junta na área do rebaixo da placa preenchendo o espaço em 8 cm
aproximadamente.
6. Com auxílio de uma espátula ou desempenadeira, fixe a fita FibroTape de 5 cm sobre a massa. A fita deve
estar completamente esticada.
7. Aplique a segunda camada da massa para junta, cobrindo a fita FibroTape de 5 cm.
8. Com auxílio de uma espátula ou desempenadeira, fixe a fita FibroTape de 10 cm sobre a massa. A fita deve
estar completamente esticada.
9. Aplique a terceira camada de massa para junta, cobrindo toda a fita FibroTape de 10 cm e nivele a junta.
Aguarde a cura por 24 horas.
10. Em condições extremas de calor, podem aparecer pequenas fissuras de retração na superfície. Nesses casos,
aplique mais uma fina camada de massa para junta para correção e aguarde 24 horas para secagem.
11. Finalize o tratamento da junta com a aplicação da massa para acabamento. Aguarde a secagem completa,
de aproximadamente 24 horas.
observação: Os prazos para secagem dos produtos podem ser alterados dada as condições de umidade e chuva
do ambiente. Nesses casos, confirme a secagem do produto antes de iniciar a próxima etapa.
Fundo de junta
Primer
Massa para Junta 1ª demão
FibroTape 50 mm
Massa para Junta 2ª demão
FibroTape 100 mm
Massa para Junta 3ª demão
Massa para acabamento
33
20. trAtAmento de juntAS em ânGuloS InternoS
20.1. exeCução daS junTaS
•No encontro das placas em ângulos internos, aplique a massa para junta com espátula nos dois lados com
aproximadamente 5 cm de largura de cada lado.
•Coloque FibroTape de 5 cm de largura centralizada no ângulo pressionada sobre a massa.
•Aplique nova camada de massa sobre a fita. Aguarde secagem por 6 horas.
•Aplique nova demão de massa para junta e fixe nova camada de FibroTape de 10 cm de largura centralizada.
•Após cerca de 4 horas de cura, cubra toda a tela com nova camada de massa, alargando a junta com + - 20
cm de cada lado.
CanTo InTeRno
Primer
Massa para Junta 1ª demão
FibroTape 50 mm
Massa para Junta 2ª demão
FibroTape 100 mm
Massa para Junta 3ª demão
Massa para acabamento
21. trAtAmento de juntAS em ânGuloS externoS
21.1. exeCução daS junTaS
•No encontro das placas em ângulos externos, aplique massa para junta Brasilit com espátula nos dois lados
com aproximadamente 5 cm de largura.
•Assente a cantoneira metálica de proteção pressionando-a contra a massa.
•Cubra com massa para junta Brasilit com + - 20 cm de largura de cada lado.
•Após + - 6 horas de cura da massa, aplique nova camada de massa mais larga (+ - 30 cm) de cada lado
(largura da desempenadeira).
•Após a cura da massa (+ - 24 horas), caso haja irregularidades na região da junta, lixe os excessos e aplique
massa para junta Brasilit nas depressões, nivelando a superfície.
34
CanTo exTeRno
Primer
Massa para Junta 1ª demão
cantoneira de proteção
Massa para Junta 2ª demão
Massa para acabamento
22. InStAlAçõeS, ISolAnteS e reForçoS
Instalações em geral (elétrica, hidráulica, esgoto, aspiração), isolantes e reforços metálicos ou de madeira devem
ser aplicados antes do fechamento total com as Placas Cimentícias. Em algumas situações, é recomendado o
fechamento com placa de um lado para a passagem e fixação das instalações, dos isolantes e reforços e, então,
o fechamento do outro lado.
Os montantes possuem aberturas para passagem de canalizações e eletrodutos.
Toda e qualquer instalação dessa natureza requer acompanhamento de um profissional habilitado.
22.1. InSTalaçõeS eléTRICaS
Caixinhas convencionais de elétrica devem ser fixadas em
montantes ou travessas horizontais com, no mínimo, dois
parafusos.
Caixinhas para drywall são fixadas diretamente nas Placas
Cimentícias com presilhas próprias após corte das placas feito
com serra copo. Eletrodutos podem ser fixados com braçadeiras.
22.2. InSTalação HIdRáulICa, eSgoTo e aSPIRação
Os pontos terminais (pontos de torneiras, registros, engate
da mangueira etc.) devem ser fixados adequadamente com
braçadeiras ou dispositivos próprios para fixação, garantindo a
estabilidade ao longo do uso.
É recomendada a aplicação de silicone em torno das tubulações
nos pontos terminais, evitando a infiltração de umidade.
A fim de eliminar os fenômenos de vibração e corrosão das
estruturas em função do contato com tubulações e conexões
de cobre ou bronze, devem ser aplicadas mantas (polietileno
expansivo) nas tubulações ou anéis de proteção nas aberturas dos montantes ou outros pontos de contato.
35
22.3. ReFoRçoS
Os pontos de reforços aplicados internamente nas paredes podem ser feitos com peças de madeira tratada em
autoclave ou chapas metálicas fixadas nos montantes.
Parafuso
autoatarrachante
Madeira seca e
tratada em autoclave
Parafuso
autoatarrachante
Montante
Madeira seca e tratada
em autoclave - mínimo
140 x 22 mm
Friso na madeira para
encaixe no montante
Montante
Guia
Guia
Madeira para
reforço
Vista da estrutura
Corte
Parafuso
autoatarrachante
Chapa metálica
espessura 0,95 mm
galvanização mínimo Z275
Montante
Chapa metálica
espessura 0,95 mm
galvanização mínimo Z275
Montante
Guia
Guia
Chapa
metálica
Vista da estrutura
Corte
Guia intermediária
Madeira seca e tratada
(mínimo 70 x 38 mm)
Montante
Guia
23. bArreIrAS de ÁGuA e vento
O uso do Tyvek® é obrigatório em todas as aplicações de Placas Cimentícias externas.
36
A manta de polietileno de alta densidade tem a dupla função de evitar a entrada de água e vento pelo lado
externo, tornando a parede externa estanque, porém com a capacidade de “respirar”, e deixar escapar para o
exterior o vapor de água interno, evitando que o mesmo se condense dentro da parede.
Aplicada entre a estrutura de apoio e a Placa Cimentícia, essa barreira cumpre funções como:
•Reduzir transferência de temperatura entre ambiente interno e externo aumentando a eficiência energética da
construção.
•Evitar a formação e acúmulo de umidade no interior da parede.
•Resistir à penetração de água.
•Aumentar a longevidade da estrutura e isolação termoacústica.
•Proteger a estrutura dos elementos na fase de construção.
ATENÇÃO: O Tyvek® Homewrap® não pode ser confundido, substituir ou ser substituído pelo Tyvek® para telhado
ou qualquer outro tipo de material.
23.1. maTeRIaIS e equIPamenToS uTIlIzadoS
• dupont™ Tyvek® Homewrap®;
• Tyvek® Tape;
• Selante à prova d’água;
• Parafusos 4,2 x 13 mm, ponta broca, cabeça lentilha;
• Parafusadeira compatível;
• Estilete.
23.2. InSTalação duPonT™ Tyvek® HomewRaP®
Comece sempre a instalação pela parte inferior da estrutura para assegurar que a sobreposição das folhas
de Tyvek® seja feita da forma correta (a folha de cima sobrepõe a de baixo). Isso é necessário, pois nessa
configuração o escoamento correto da água é favorecido, evitando infiltrações.
A seguir será apresentada a forma correta de instalação do Tyvek® Homewrap® em construções com steel
frame:
Passo 1
A manta deve ser desenrolada iniciando pelo
canto da estrutura, a partir do segundo frame,
perpendicularmente aos perfis, deixando 15 cm para
posterior sobreposição na vertical.
37
Passo 2
Deixe sempre uma sobra de 5 cm no rodapé
da estrutura para reduzir a infiltração de ar,
proporcionando, assim, uma melhor eficiência do
isolamento térmico.
Essa sobra deve ser selada, posteriormente, na parte
inferior com auxílio de Selamax.
Passo 3
Fixe o Tyvek® HomeWrap® nos perfis com parafuso
4,2 x 13 mm ponta broca, cabeça lentilha com
espaçamento máximo de 60 cm. O uso desse tipo
de parafuso é indispensável para que não haja
problemas com a posterior instalação da Placa
Cimentícia.
Passo 4
Desenrole a manta continuamente sobre as aberturas
de portas e janelas. As camadas de Tyvek® mais
acima devem sobrepor as camadas de baixo com
uma sobreposição de, no mínimo, 15 cm.
38
Passo 5
Sele todas as sobreposições verticais e horizontais,
com o auxílio da Tyvek® Tape e obtenha, assim, a
máxima resistência à penetração de ar, garantindo o
sucesso do isolamento térmico.
Visão geral
23.3. aBeRTuRaS PaRa PoRTaS e janelaS
Passo 1
Faça um corte em “X” nas aberturas de portas e
janelas como mostra a figura abaixo.
39
Passo 2
A) Fixe temporariamente as abas formadas na parte
interior da estrutura, com auxílio da dupont™
Tyvek® Tape como mostra a figura.
B) Aplique dupont™ Tyvek® Tape sobre as partes
não revestidas da abertura após a dobra como mostra
a figura. Comece sempre cobrindo a parte mais
abaixo para não criar nenhum caminho preferencial
de infiltração.
O comprimento dessa fita deve ser suficiente para cobrir os espaços vazios e sobrar pelo menos 3 cm de fita na
parte interior da estrutura
Passo 3
Faça a requadração da abertura com material de
sua preferência sobrepondo as abas de Tyvek®,
conforme a figura.
40
Passo 4
A) Instale a janela de acordo com o manual do fabricante da
mesma.
B) Sele ao redor das janelas, tanto na parte interior
quanto exterior da estrutura utilizando Selamax.
Passo 5
A) Desfaça a fixação temporária das abas,
dobrando-as por cima da requadração, como mostra
a figura abaixo:
41
B) Dobre também a sobra de 3 cm de fita.
Passo 6
Corte o Tyvek® e a fita entre a requadração e a
esquadria e sele o corte utilizando o Tyvek®.
23.4. aBeRTuRa PaRa enCanamenToS e PaRTe eléTRICa
Passo 1
Corte o Tyvek® exatamente ao redor da peça.
42
Passo 2
Cubra a abertura com a Tyvek® Tape e, em seguida,
aplique Selamax.
Novamente a aplicação da fita deve ser iniciada pela
parte inferior para assim evitar eventuais infiltrações
de água.
Anotações
43
23.5. ISolamenTo TeRmoaCúSTICo
Desenvolvido para compor o sistema drywall, o Wallfelt deve ser utilizado no interior de paredes de steel framing
e drywall. Sua função é isolar os ruídos e transmissão de calor entre ambientes.
Características - Feltro wallfelt
Composição
Feltro constituído por lã de vidro aglomerada com resinas sintéticas
Dimensões (m)
12,50 x 1,20 - 12,50 x 0,60 - 7,50 x 1,20 - 7,50 x 0,60
Espessura (mm)
50 / 75 / 100
Revestimento
Papel Kraft pardo
Características - Painel wallfelt
Composição
Feltro constituído por lã de vidro aglomerada com resinas sintéticas
Dimensões (m)
1,35 x 0,60
Espessura (mm)
50 / 75 / 100
Revestimento
Papel Kraft pardo ou véu de vidro
Performance térmica
Referência
Condutividade térmica (W/m °C)
Resistência térmica (m² °C/W)
Wallfelt 50
0,042
1,19
Wallfelt 75
0,042
1,78
Wallfelt 100
0,042
2,38
Performance acústica
Tipo de parede
Simples
Dupla
Simples
Dupla
Simples
Dupla
Produto
WF 50
WF 50
WF 75
WF 75
WF 100
WF 100
Espessura (mm)
50
50
75
100
100
100
RW (αβ)
43
50
47
55
52
58
Perfil metálico (mm)
48
48
70
70
90
90
Detalhes de instalação
1. Inicie o fechamento da estrutura metálica com as Placas Cimentícias Impermeabilizadas pelo lado de fora.
2. Após a cobertura da laje ou da cobertura, inicie a instalação do produto desenrolando o Wallfelt pela parte
interna da parede antes do segundo fechamento com placa de gesso ou Placa Cimentícia, começando pelo
teto e descendo.
3. Corte o excedente de feltro da parte inferior e repita a mesma operação até cobrir toda a superfície da parede.
4. Instale as placas de gesso ou Placa Cimentícia fechando a parede, de maneira que as junções das placas
fiquem desencontradas entre um lado da parede e outro.
5. Faça o acabamento entre as juntas das placas.
44
24. loCAIS úmIdoS
•Para áreas úmidas de banheiros, cozinhas e serviço, recomenda-se o espaçamento dos montantes a cada 40
cm.
•Para revestimentos plásticos ou melamínicos, as juntas de rebaixo são executadas normalmente (ver capítulo).
As juntas de topo são somente calafetadas com massa sem tela, evitando o engrossamento da junta.
•Os pontos de utilização e passagem de tubos devem ser vedados com selante (tipo silicone antifungo) flexível.
24.1. ImPeRmeaBIlIzação da BaSe da PaRede em áReaS úmIdaS
Recomenda-se prever sempre a proteção da base da parede em áreas molhadas.
Deverá ser aplicado um sistema de impermeabilização flexível, subindo na parede à altura de, pelo menos, 20 cm
do piso de acordo com o projeto de impermeabilização.
Dependendo do projeto de impermeabilização escolhido, deverá ser prevista a vedação com Selamax da folga
entre a placa e o piso.
No caso da utilização de manta asfáltica, utilize rodapé metálico de impermeabilização para suporte da mesma.
Placa Cimentícia
Membrana
impermeabilizante
Revestimento
cerâmico
Rejunte flexível
Revestimento
cerâmico
Argamassa
flexível
Montante
Mástique
impermeável flexível
Parafuso
Cordão de polietileno
expandido
Guia
Selante acústico
Placa Cimentícia
Fixação de
guia no piso
Revestimento
cerâmico
Montante
Argamassa
flexível
Rodapé metálico de
impermeabilização
Rejunte
flexível
Proteção
mecânica
Guia
Selante acústico
Manta de
impermeabilização
Fixação de
guia no piso
45
25. ACAbAmentoS
A Placa Cimentícia Impermeabilizada Brasilit permite a aplicação de vários tipos de acabamento, tais como:
pintura, papel de parede, laminados plásticos, cerâmica etc. Seguem as recomendações para cada tipo de
acabamento.
25.1. PInTuRa
São definidos 3 níveis de pintura para atender às necessidades do usuário em função do tipo de construção e
uso.
25.1.1. nÍvel 1
Neste nível, as juntas das placas ficam aparentes e recebem o tratamento recomendado para juntas abertas. As
cabeças dos parafusos podem ficar aparentes ou receber duas camadas de massa para junta, sendo que, após
a primeira camada, é necessário aguardar quatro horas para aplicação da segunda camada. Após a secagem, lixe
os pontos de massa para eliminar as saliências e rebarbas. Para paredes coloridas, utilize tinta acrílica à base de
água seguindo orientações do fabricante.
Para utilizações onde se pretende deixar a placa no seu estado original, recomenda-se tampar os parafusos com
uma massa à base de cimento para haver estanqueidade e uniformidade na cor, bem como a aplicação de um
verniz acrílico resistente a intempéries de base aquosa em toda a superfície para proteção da placa, seguindo
orientações do fabricante.
25.1.2. nÍvel 2
Neste nível, as juntas das placas recebem
tratamento para juntas invisíveis, e as
cabeças dos parafusos devem ser tratadas
como indicado anteriormente.
Após a secagem total, lixe todas as regiões
onde houve o tratamento e limpe.
Prepare a superfície com primer ou selante
de acordo com orientação do fabricante, e,
da mesma forma, realize a aplicação da
textura.
46
NOTA: Este nível não é recomendado
quando se deseja um acabamento liso.
25.1.3. nÍvel 3
Neste nível, as juntas devem receber
tratamento para juntas invisíveis, as
cabeças dos parafusos devem receber
massa e lixamento. Depois do lixamento
das rebarbas, aplique um fundo selante
acrílico de forma a igualar a absorção da
superfície da placa e das juntas. Após a
secagem, efetue um teste com a pintura
desejada observando se o resultado
atende à especificação do projeto. Não
sendo suficiente, aplique massas de
regularização de base acrílica de acordo
com os procedimentos e demãos
indicados pelo fabricante e repita o
teste. Essa aplicação é mais adequada
para uso interno.
25.2. PaPel de PaRede
O papel de parede é recomendado somente
para uso interno. Após a execução das
juntas das placas com o tratamento
para juntas invisíveis, e do recobrimento
das cabeças dos parafusos com massa
para junta, lixe as saliências e rebarbas.
Limpe toda a superfície e aplique o papel
de parede conforme recomendação
do fabricante, com cola resistente à
alcalinidade da Placa Cimentícia.
25.3. CeRâmICa
Após o tratamento das juntas
invisíveis, lixe adequadamente e limpe
totalmente a superfície a ser revestida
e o elemento a ser aplicado. Aplique
uma demão de chapisco rolado
para reforçar a impermeabilização
e melhorar a ancoragem. Após a
secagem, aplique a cerâmica com
argamassa tipo ACII ou ACIII conforme
recomendações do fabricante. O
rejuntamento entre as peças deve
ser feito com um selante flexível e
impermeável.
No caso de outros acabamentos,
verifique com os fabricantes a
compatibilidade dos mesmos com
superfícies cimentícias e alcalinas
como a da placa.
47
26. FIxAção de PeçAS SuSPenSAS em PAredeS
A fixação de elementos ou peças suspensas em paredes de Placas Cimentícias deve ser feita com o auxílio de
buchas de expansão, específicas para materiais vazados. Buchas basculantes com base metálica (tipo Toggler
Bolt) ou plásticas com travas internas (tipo Kwik-Tog) são indicadas para a maioria das solicitações. A tabela a
seguir especifica os valores máximos de cargas a serem fixadas e o tipo de esforço.
Tipo de esforço
Base de fixação
espaçamento mínimo
entre dois ou mais
pontos de fixação
Ponto de aplicação da
carga (distância mínima
da parede)
elemento a ser
fixado
Carga máxima da
peça
Placa
40 cm
30 cm
Armários
Prateleiras
25 kg fixados em, no
mínimo, 2 pontos
Montantes
40 cm
30 cm
Armários
Bancadas
Lavatórios
50 kg fixados em, no
minímo, 2 pontos
Placa
-
-
Quadros
Espelhos
25 kg
Arrancamento
Cisalhamento
Mínimo 40 cm
Mínimo 40 cm
30 cm
30 cm
25 kg
Na placa
25 kg
No montante
Para cargas superiores às específicadas na tabela e instalação de vasos sanitários e bidês suspensos, é necessário
prever reforços metálicos específicos. Individualmente, as cargas máximas por fixadores estão indicadas nas
figuras abaixo.
15 kg por
ponto
48
25 kg por
ponto
errado
27. APlICAçõeS
27.1. FaCHadaS
As Placas Cimentícias Brasilit quando aplicadas como fachada transferem para o sistema construtivo suas
qualidades de baixo peso, resistência à umidade, facilidade na montagem, aplicação de vários acabamentos,
além de vencerem rapidamente grandes vãos de fechamento.
A espessura mínima de placa recomendada é de 10 mm.
Existem algumas alternativas de fachada que dependem da concepção arquitetônica e do sistema construtivo da
estrutura do suporte.
Podem ser:
•Fachada corrida.
•Fachada entre lajes.
•Revestimento de fachada.
Considerações gerais
Em função da altura dos fechamentos, do posicionamento das aberturas e do comprimento, o dimensionamento
dos perfis deve ser definido pelo cálculo estrutural, porém o espaçamento máximo entre perfis não deve ser
superior a 400 mm.
Antes da aplicação das Placas Cimentícias, deve-se aplicar a barreira de umidade (Tyvek®) em todo o fechamento
garantindo a estanqueidade.
Obrigatoriamente, devem ser feitas juntas de dilatação estrutural com distância máxima de 6 metros entre elas.
Observe tópico específico sobre juntas de dilatação.
27.2. FaCHada CoRRIda
Quando o fechamento passa por fora da laje de piso ou por vigas perimetrais. Havendo alguma irregularidade
no alinhamento ou no prumo das lajes, é possível fazer a correção com dispositivo de regulagem na fixação dos
perfis.
O fechamento pode ser feito com placas seguindo as recomendações de paginação e fixação ou com siding
cimentício seguindo as recomendações de aplicação.
400
mm
(má
x.)
Ponto mais defasado
m
75 mm
Imagens meramente ilustrativas
25
15 mm
5m
63,
mm
3,8”
m
5m
6,3
49
27.3. FaCHada enTRe PISoS
27.3.1. FeCHamenTo lImITado enTRe lajeS
O fechamento pode ser feito com placas seguindo as recomendações de paginação e fixação ou com siding
cimentício seguindo as recomendações de aplicação.
Imagens meramente ilustrativas
27.3.2. ReveSTImenTo de FaCHada
Esta aplicação pode ser feita com perfis tipo ômega aplicados diretamente no substrato.
Devem-se verificar as condições da fachada a ser revestida com relação às condições de fixação e irregularidades
de alinhamento e prumo.
Ao fixar os perfis ômega, tome o ponto mais saliente da fachada como referência e calce os demais pontos de
fixação mantendo o alinhamento e o prumo.
Fixação junto à parede
com ancoragem
metálica a cada 600
mm em “zigue-zague”
Placa Cimentícia
Parafusos de fixação das placas
Cordão de fundo de junta
Selamax
Imagens meramente ilustrativas
Ancoramento metálico
Fixações
alternadas
600 mm
Fachada a revestir
Perfil ômega
50
610 mm
(máx.)
Arruela de recalque
400 mm (máx.)
28. SIdInG
O siding cimentício com Placas Cimentícias Impermeabilizadas deve ser aplicado sobre uma manta de
polietileno de alta densidade (Tyvek® Homewrap®) como barreira de umidade. Essa manta tem a propriedade
de evitar a entrada de umidade para o interior da parede deixando sair vapor de água interno que possa se
condensar no interior da parede.
O espaçamento máximo entre montantes é de 400 mm, e a fixação é feita a cada montante.
A sobreposição das réguas é de 30 mm e os parafusos aplicados a 15 mm da borda.
O siding é apresentado em três espessuras: com placas de 10 mm e 12 mm, é aplicado sobre manta de polietileno
direto sobre a estrutura; com placa de 8 mm, deve ser aplicado sobre uma placa de suporte.
28.1. monTagem
A montagem deve se iniciar pela
execução dos arremates nos cantos
internos e externos, e nas aberturas
de portas e janelas. Este procedimento
facilita a aplicação do siding.
400
mm
Montante
A primeira peça é o siding de início que
deve ter 50 mm de largura aplicado na
base da estrutura.
Tyvek® Homewrap®
Selamax
A sobreposição das réguas é de 30
mm e os parafusos aplicados a 15 mm
da borda
Siding
28.2. deTalHeS de CanTo
Cantos com Placa Cimentícia:
Siding
Junta de
6 mm
preenchida
com Selamax
Placa
Cimentícia
Placa
Cimentícia
10 mm
Placa
Cimentícia
10 mm
100 mm
Cantoneira
de proteção
100 mm
massa para
junta
Selamax
Siding
Cantoneira de proteção
com massa para junta
Siding
CoRTe CanTo exTeRno
Junta de 6
mm Selamax
Siding
PeRSPeCTIva CanTo exTeRno
CoRTe CanTo InTeRno
51
A aplicação ilustrada abaixo não começa pelo arremate dos cantos. O siding é aplicado em toda a extensão das
paredes, até os cantos, e o arremate dos cantos internos e externos é aplicado por último. Nesse caso, é preciso
aplicar massa para junta no vão que se forma entre o siding e o arremate para evitar entrada de água.
Siding
100 mm
Placa
Cimentícia
10 mm
Placa
Cimentícia
10 mm
100 mm
Cantoneira de
proteção com massa
para junta
CoRTe CanTo exTeRno
Siding
Junta de 6
mm Selamax
Siding
CoRTe CanTo InTeRno
28.3. CanToS Com PeRFIS meTálICoS
Siding
Siding
Selamax
Canto interno
Canto externo
52
Selamax
CoRTe CanToS Com PeRFIS meTálICoS
Siding
28.4. deTalHeS de PIngadeIRaS
Pingadeira
Chumbador
com arruela
Siding
Montante
Siding
Montante
Laje radier
Siding
inicial
Montante
Pingadeira
CoRTe SuPeRIoR
CoRTe InFeRIoR
28.5. deTalHeS de aBeRTuRaS
d
a
a
d
C
B
molduRa de
ConToRno
molduRa de
ConToRno
B
C
CoRTe a-a
Placa Cimentícia 10 mm
Guarnição
Batente
Cantoneira de
proteção com massa
para junta
10 mm
Siding
Selamax
53
CoRTe B-B
Placa Cimentícia
10 mm
Guarnição
Cantoneira de
proteção com massa
para junta
10 mm
Selamax
Siding
CoRTe C-C
CoRTe d-d
Janela
Montante
Siding
Selamax
Siding
de início
Soleira com
pingadeira
Selamax
10 mm
Selamax
Guarnição
10 mm
Guarnição
Placa
Cimentícia
10 mm
Siding
Montante
54
Janela
29. WoodFrAmInG
As Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit também são ideais para fechamento vertical no sistema
construtivo wood framing. Para isso deve ser respeitado o calculo estrutural da estrutura e contraventamento,
atuando a Placa Cimentícia como revestimento externo ou interno.
PlanTa
Lã de vidro
Placa Cimentícia 10 mm
Montante de madeira
CoRTe
Placa Cimentícia 10 mm
Contrapiso
Fundo de junta com
Selamax
masterboard 40 mm
Estrutura de madeira
A fixação da Placa Cimentícia nos perfis de wood framing deve ser feita com pregos de aço respeitando as
orientações de espaçamento já expressas neste manual.
Anotações
55
30. PlAtIbAndAS e ForroS de beIrAl
Platibandas e forros de beirais podem ser executados facilmente com Placa Cimentícia Brasilit. O baixo peso, a
resistência mecânica e a resistência a intempéries garantem um bom desempenho nesta aplicação.
Recomenda-se o uso de perfis estruturais de steel framing dispostos de acordo com o projeto estrutural.
São apresentados a seguir dois exemplos de platibandas: alta, para esconder o telhado, e baixa, conjugando o
rufo com a calha em uma só peça.
alTa
BaIxa
Caibro ou tesoura
Rufo
Caibro ou tesoura
Rufo
Placa Cimentícia
Impermeabilizada
Placa Cimentícia
Impermeabilizada
Calha
Calha
Estrutura
metálica
Estrutura metálica
steel framing ou
metalon
Forro de Placa
Cimentícia
Impermeabilizada de
8 a 10 mm
Forro de Placa
Cimentícia
Impermeabilizada de
8 a 10 mm
Vede a junta
com Selamax.
Vede a junta
com Selamax.
Também é possível incorporar uma platibanda de Placa Cimentícia a uma edificação já existente, conforme
imagens a seguir.
Estrutura de telhado convencional:
Ripa
Viga espigão
56
Caibro
Terça
Estrutura de um telhado com telhas metálicas TopSteel:
Terças: espaçamento de
acordo com a telha (ver
características técnicas)
Ripa
Caibro
Terça
Viga espigão
Platibanda em
Placa Cimentícia
Impermeabilizada
Telha TopSteel
Anotações
57
Incorporando uma platibanda de Placa Cimentícia em um telhado preexistente:
Rufo metálico
Guia Brasilit
U - 90 # 0,95 mm
Placa Cimentícia
10 mm
máximo de 800 mm
Montante Brasilit
U - 90 # 0,95 mm
TopSteel 27
Caibro de Madeira
Existente
Ripa de Madeira
Existente
mínimo de 300 mm
Calha
Parafuso passante
Forro de Placa Cimentícia
8 mm ou 10 mm
Montante Brasilit
U - 90 # 0,95 mm
Detalhes de fixação:
má
xim
o1
,5
m
Tratamento de
juntas
Placa Cimentícia
10 mm
Placa Cimentícia
8 ou 10 mm
má
Sarrafo fixado com
parafuso e bucha
Cantoneira de aço 2” X 2”
com 10 cm ou corrida com
parafuso e bucha
el
áv
xim
o6
ri
Va
00
mm
Cantoneira de aço 2” X 2”
com 10 cm ou corrida com
parafuso e bucha
Caibro de madeira
Caibro de madeira
Forro de Placa
Cimentícia
Forro de Placa Cimentícia
58
Montante Brasilit
U - 90 # 0,95 mm
Forro de Placa
Cimentícia
Estrutura de madeira:
Caibro 5 X 6
Caibro 5 X 6
Caibro 5 X 6
Caibro 5 X 6
Parafuso
tipo francês com porca
e arruela zincados
1/4” X 4 1/2”
Caibro 5 X 6
DET. A
Parafuso
tipo francês com porca
e arruela zincados
1/4” X 4 1/2”
Caibro 5 X 6
DET. A
Estrutura de madeira / aço:
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
Caibro 5 X 6
Parafuso
tipo francês com porca
e arruela zincados
1/4” X 4 1/2”
Montante Brasilit
M - 90 # 0,95 mm
Montante Brasilit
M - 90 # 0,95 mm
DET. B
Parafuso
rosca máquina com
porca e arruela
zincados 1/4” X 2 1/2”
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
DET. B
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
59
Estrutura de Aço Galvanizado:
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
Montante Brasilit
M - 90 # 0,95 mm
Montante Brasilit
M - 90 # 0,95 mm
Parafuso
Cabeça sextavada
4,8 x 3/4”
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
DET. C
Parafuso
Cabeça sextavada
4,8 x 3/4”
DET. C
Guia Brasilit
Guia U - 90 # 0,95 mm
Na utilização como forro de beiral são apresentados dois exemplos: forro inclinado seguindo o alinhamento do
banzo superior da tesoura ou forro nivelado.
FoRRo nIvelado
InClInado
Caibro ou tesoura
Caibro ou tesoura
Testeira
Testeira
Forro de Placa Cimentícia
Impermeabilizada de 8 a
10 mm
Vede a junta
com Selamax.
60
Forro de Placa
Cimentícia
Impermeabilizada de
8 a 10 mm
Vede a junta
com Selamax.
31. PAredeS e reveStImentoS InternoS
A execução de fechamentos das paredes e revestimentos internos com Placas Cimentícias é recomendada nos
casos em que há necessidade de maior resistência a impactos por risco de vandalismo ou maior resistência a
umidade, inclusive durante a execução da obra.
Para execução da estrutura, é recomendado o uso de perfis estruturais para steel framing com especificações
seguindo o projeto estrutural. Nos casos de parede não estruturais, é possível o uso de perfis de aço para drywall
limitado ao pé direito de 3,00 m.
O espaçamento máximo entre montantes é de 400 mm para Placas Cimentícias de 8 mm de espessura e
600 mm com montante duplo, encaixado ou em H, ou 400 mm para Placas Cimentícias de 10 mm ou 12 mm
de espessura. No caso de paredes e revestimentos com acabamentos cerâmicos ou laminados plásticos, o
espaçamento máximo entre montantes deve ser de 400 mm com montante duplo encaixado ou em H.
31.1. CuIdadoS
Ambientes com grandes variações de temperaturas, ou paredes expostas a fontes de calor, devem receber
projeto específico quanto à estrutura e proteção das placas. Nesses casos, consulte a Brasilit.
31.2. deTalHamenTo
Alvenaria
Guia U
Guia U
Placa
Cimentícia
Placa
Cimentícia
Montante
Guia U
CoRTe a-a
FIxação SuPeRIoR e InFeRIoR
da PaRede
Montante
Piso
Piso
Placa
Cimentícia
Perfil
ômega
Piso
CoRTe B-B
ReveSTImenTo Com eSTRuTuRa
de monTanTeS
CoRTe C-C
ReveSTImenTo Com eSTRuTuRa
de PeRFIl ômega
61
CoRTe d-d FInal
de PaRede
CoRTe F-F
enConTRo em “l”
Cantoneira metálica
Placa Cimentícia
Cantoneira de proteção
CoRTe e-e
enConTRo em “T”
CoRTe g-g FIxação
de BaTenTe
CoRTe H-H
Alvenaria
Batente
CoRTe I-I PaRedeS CuRvaS
Raios mínimos de curvatura
R1000 mm
m
R800 m
m
0m
R60
200
Placas 6 mm
260
Placas 8 mm
320
Placas 10 mm
62
32. dutoS e ShAFtS
Geralmente associados a uma parede existente (de alvenaria ou construção seca), permitem o ganho de área útil
devido à pouca espessura além de reduzir a carga aplicada devido ao baixo peso dos componentes.
Facilitam a manutenção e permitem a aplicação no seu interior de isolantes térmicos e acústicos, garantindo
bom isolamento.
Consulte um calculista sobre a correta especificação e espaçamento dos tirantes e reguladores.
duToS
Tirante
Placa
Cimentícia 8 ou
10 mm
Cantoneira 25/30
Canaleta C
Regulador
a
a
CoRTe a-a
0,50 m
SHaFTS
A
Laje
A
Duas
Placas Cimentícias
10 mm
Laje
Estrutura steel
framing
Instalações
Selante
resistente
ao fogo
Laje
Duas Placas
Cimentícias
10 mm
Instalações
Laje
Estrutura
63
32.1. SHaFTS PaRa BanHeIRoS
É possível realizar shafts para banheiros em edifícios de vários pavimentos, garantindo o isolamento corta fogo
de 120 minutos entre andares.
PlanTa BaIxa
deTalHe SHaFT
Planta
B
Alvenaria
A
deT. a ver
Vazio do Shaft
W.C.
Vista A
A
A
Parafuso
Laje
Montante
Brasilit (M 90)
#0,95 mm
Parafuso
Guia Brasilit
(U90)
Acabamento
Vazio do Shaft
Montante
Brasilit (M90)
Laje
Alvenaria
2600
Placa
Cimentícia
Placa
Cimentícia
Parafuso
Guia Brasilit
(U 90)
Guia Brasilit (U 90)
Montante Brasilit (M 90)
Guia Brasilit
(U 90)
Laje
vISTa a
deTalHe a
Placa Cimentícia 10 mm
Abertura
para passagem do
chuveiro
deTalHe SHaFT Com ReSISTênCIa
a Fogo de 120 mInuToS
Lã mineral
Placa
Cimentícia
Lã
mineral
Alvenaria
Misturador
Abertura
misturadores
Montante
Brasilit (M 90)
#0,95 mm
Guia
Brasilit
(U 90)
CoRTe B
vISTa do PlaqueamenTo
Placa
Cimentícia
Piso (laje)
Shaft
Lã
mineral
Guia Brasilit
(U 90)
Placa
Cimentícia
64
Montante
Brasilit (M90)
120 min.
CoRTe a-a
Lã
mineral
Montante
Brasilit (M 90)
Placa
Cimentícia
33. brISeS em PlACA CImentíCIA
É possível realizar brises de Placa Cimentícia de diversas formas e seguindo os mais diversos projetos
arquitetônicos. São apresentados a seguir alguns modelos de aplicação:
BRISe veRTICal
móvel
BRISe veRTICal
FIxo
deT. 1
Placa Cimentícia
10 mm
X
Cantoneira
de ligações
das placas
Y
Z
Y
PeRSPeCTIva - BRISe
veRTICal FIxo
CoRTe a
CoRTe a - BRISe
veRTICal FIxo
X
amPlIação 1
deTalHe 2
Obs.: X, Y e Z - medidas variáveis
conforme projeto.
Parafuso passante zincado
arruela e porca 1/4
Metalon
200
Parafuso passante zincado
arruela e porca 1/4
Placa Cimentícia 12 mm
Perfil “U” 12,5 mm X 25 mm
Parafuso metal / metal
ou rebite 1,5 cm
Placa Cimentícia 12 mm
300
Metalon
Perfil “U” 12,5 mm X 25 mm
deTalHe 1
deTalHe 2
amPlIação 1
65
34. SeGurAnçA e Proteção
Recomenda-se expressamente o uso de equipamentos de proteção: capacete, óculos, luvas de raspa de couro,
protetor auricular e máscara para pó.
35. FerrAmentAS
Para a montagem dos sistemas construtivos com Placa Cimentícia, é necessário que o instalador esteja munido
de um kit básico de ferramentas para:
•Marcação.
•Execução de aberturas circulares em placas.
•Corte e fixação dos perfis metálicos.
•Posicionamento das placas.
•Fixação de pinos de aço em laje ou estrutura
metálica.
•Fixação das placas à estrutura metálica ou de
madeira.
•Corte e acabamento das placas.
•Tratamento das juntas entre placas.
kit Básico de Ferramentas
Trena ou metro
Cordão para marcação
Cordão de nylon para alinhamento
Prumo de face
Laser para marcação
Nível magnético vertical e horizontal
66
Serra policorte para corte dos perfis
metálicos estruturais
Tesoura para corte dos perfis
metálicos de drywall
Levantador de placa para levantar a
placa verticalmente e ajustá-la ao teto
Agitador de massa para mexer as
massas, adaptável a furadeira
Espátula específica para aplicação e
recobrimento da tela na junta (10 e
15 cm)
Espátula para acabamento
de junta (20 e 25 cm)
Serrote comum para corte da placa
Desempenadeira de lâmina curta para
acabamento de junta normal (28 cm)
Serra mármore para corte da placa
Parafusadeira com rotação
0-2000 / RPM, regulagem de
profundidade e ponta magnética
Serra copo para furos circulares,
adaptável à furadeira elétrica
Furadeira
Plaina para desbastes das bordas das
placas
Finca pino
Painéis
masterboard
Painéis Masterboard
36. APreSentAção
A nova linha de painéis masterboard Brasilit é a combinação entre miolo de madeira, revestido nas duas faces
por Placas Cimentícias Brasilit, sem amianto, com a tecnologia CRFS (Cimento Reforçado com Fios Sintéticos).
O rigoroso sistema de qualidade Brasilit, uma empresa do grupo Saint-gobain, confere à linha de painéis
características ideais para a construção de lajes secas, mezaninos, paredes, divisórias e forros.
Este manual apresenta os aspectos básicos de projeto e montagem para sistemas que utilizam os painéis
masterboard. Tem como objetivo orientar arquitetos, engenheiros e demais profissionais da construção civil
para especificação do material.
37. Introdução
Os painéis masterboard da Brasilit são compostos de miolo de madeira, revestido em cada face de Placas
Cimentícias Brasilit, coladas e prensadas, resultando em um produto de alta qualidade e desempenho. Recebem
ainda um tratamento adicional nas bordas, que confere uma maior resistência e durabilidade.
A madeira utilizada pela Brasilit, além de muito resistente, recebe tratamento anticupim, garantindo durabilidade
ao painel. As Placas Cimentícias fabricadas pela Brasilit foram desenvolvidas com tecnologia CRFS (Cimento
Reforçado com Fios Sintéticos), sem amianto. São produzidas a partir de uma mistura homogênea de cimento
Portland, agregados naturais, celulose e reforçadas com fios sintéticos de polipropileno.
A linha de painéis masterboard possui diferentes espessuras, oferecendo, assim, opções para cada situação de
uso.
38. CArACteríStICAS do mASterboArd
Kg
Resistente a elevadas cargas
distribuídas.
Variedade de espessura: proporciona
a escolha certa para cada uso com
economia.
Respeito ao meio ambiente: o miolo
em madeira é produzido de maneira
ecoeficiente e sustentável, e as Placas
Cimentícias sem amianto são 100%
recicláveis.
Resistência ao fogo: a superfície
cimentícia é incombustível e não
propaga chamas.
Excelente isolamento
acústico e térmico.
Alta resistência a impactos.
Facilidade nos acabamentos: a
superfície cimentícia aceita diversos
tipos de acabamento.
68
39. CArACteríStICAS FíSICAS
Características
valor típico
Variação de largura e comprimento
Menor que 2 mm/m
Variação de espessura
Menor que 10%
Resistência média à tração na flexão (seco)
9 MPa
Densidade de ambiente (Painel 14, 23 e 40, respectivamente)
1,25 / 0,98 / 0,82 g/cm³
Comportamento sob ação do fogo
A superfície cimentícia não propaga chamas.
40. enSAIo de reAção Ao FoGo
Classificação pelo Método SBI: B, s1, d0
(Relatórios de Ensaio IPT - Nº 1 000 362-203 e Nº 1 000 363-203)
•B representa a melhor classe possível de propagação de chamas para produtos que tenham em sua composição
quantidade significativa de materiais combustíveis como a madeira (as classes possíveis são A1, A2, B, C, D,
E, F);
•s1 é a classe que avalia formação de fumaça do produto durante o ensaio. O masterboard corresponde à
classe daqueles que emitem pouca fumaça (classes possíveis s1, s2, s3);
•d0 denota que o produto não propicia o desprendimento de gotas ou partículas incandescentes (classes
possíveis d0, d1, d2).
41. tAbelA de dImenSõeS e PeSoS
largura (mm)
Comprimento (mm)
espessura (mm)
Peso kg/m²
1200
2400
14
18
1200
2400
23
23
1200
2000, 2500, 2750 e 3050
40*
32
*Consulte sobre a possilibidade de painéis de 2400 mm de comprimento nessa espessura.
41.1. maSTeRBoaRd 14 mm
Agrega a baixa espessura à grande resistência para utilização em fechamentos verticais. Tem capacidade de
aceitar cargas suspensas em sistemas de construção a seco, sem necessidade de reforços estruturais.
41.2. maSTeRBoaRd 23 mm
Painel mais leve que os tradicionais de mercado, atende à maioria da demanda de forma mais econômica e com
qualidade. Utilizado em mezaninos e fechamentos verticais.
41.3. maSTeRBoaRd 40 mm
Específico para situações de maior exigência de carga. Sua composição garante maior durabilidade, resistência
a cupins e respeito ao meio ambiente com excelente desempenho. O painel de 2500 mm está em conformidade
com a maioria das especificações para painéis dessa natureza. Busca facilitar a atividade do especificador e
aplicador.
42. APlICAçõeS
Os painéis masterboard, devido às suas características técnicas, são utilizados na construção de pisos
(mezaninos, lajes secas e escadas, divisórias técnicas, paredes e revestimentos).
69
42.1. maSTeRBoaRd em PISoS
Aplicável somente em ambientes internos, a espessura do painel pode ser definida de acordo com a carga
exigida pelo uso do ambiente e a quantidade de apoios disponíveis ou necessários. Para auxílio do especificador,
a tabela abaixo apresenta os tipos de construção e usos, os locais específicos e as cargas mínimas admissíveis
de acordo com a norma NBR-6120.
Com masterboard, você determina a espessura do painel de acordo com a carga exigida pelo ambiente e a
quantidade de apoios necessários ou disponíveis.
Tabela de carga máxima de utilização distribuída por painél (kg/m²)
Espessura dos painéis
N° de apoios
23 mm
40 mm
3
-
500 kg/m²
4
300 kg/m²
500 kg/m²*
* Limite de aplicação sugestivo. Para cargas superiores, consulte o Departamento Técnico Brasilit.
Tabela de cargas admissiveis de acordo com a norma nBR-6120
Tipo
local
Edifícios residenciais
Dormitórios, sala, copa, cozinha e banheiro
Despensa, área de serviço e lavanderia
valores min. kgf/m²
150
200
Escadas
Com acesso público
Sem acesso público
300
250
Escritórios
Salas de uso geral e banheiros
200
Lojas
Galeria de lojas
Lojas com mezaninos
300
500
Restaurantes
Geral
300
Escolas
Salas de aula, corredores
Outras salas
300
200
Bibliotecas
Salas de leitura
Depósito de livros
250
400
Terraços
Sem acesso público
Com acesso público
200
300
Forros
Sem acesso de pessoas
50
42.2. mezanInoS
42.2.1. InSTalação
Posicionamento dos painéis. A figura abaixo exemplifica a aplicação do masterboard como mezanino.
1200
Não coincida as juntas.
1200
Estrutura de apoio
Espaçamento
entre painéis
70
X
42.2.2. ReComendaçõeS
•Os painéis masterboard devem ser instalados no sentido do comprimento transversal às vigas de apoio.
•Não coincida as juntas no sentido transversal.
•Deve-se deixar junta de dilatação entre os painéis de 3 mm.
•As juntas de dilatação deverão ser preenchidas por selantes ou elastômeros adequados que garantam a total
estanqueidade da superfície.
•Quando usado em áreas úmidas ou que possam vir a serem expostas a condições de umidade, o painel deve
obrigatoriamente ser impermeabilizado com selante acrílico à base de água em todas as superfícies, antes de
proceder com a impermeabilização definitiva do ambiente, com emulsão asfáltica, argamassa polimérica, telas
especiais ou outro sistema de impermeabilização que garanta total isolamento dos painéis contra a umidade.
•Para os painéis recortados na obra, recomenda-se a aplicação de selante de base acrílica para proteção dos
topos expostos.
•Não utilize masterboard em balanço, ou seja, sem apoios nas extremidades.
•Nos encontros laterais (como encontro do mezanino com a alvenaria ou pilares), deve-se prever junta de
dilatação com espaçamento de 3 mm.
42.2.3. FIxação
A fixação dos painéis masterboard na estrutura de apoio deverá ser realizada com parafusos ou kits de fixação.
A tabela abaixo mostra os tipos e as características básicas dos parafusos indicados para fixação dos painéis na
estrutura metálica ou de madeira.
Parafusos para fixação dos painéis masterboard
Tipo
Kit de fixação Brasilit
parafuso, presilha, porca e arruela
Parafuso cabeça chata ponta broca
com aleta
Parafuso cabeça chata ponta agulha
Ilustração
medidas
utilização
Ø: ¼”
Comprimento: 3”
Fixação em vigas I ou U
Consumo: 6 kits por painel
5,5 x 45 mm (para painel de 23 mm)
5,5 x 70 mm (para painel de 40 mm)
Fixação em perfis dobrados ou perfis
de steel framing de espessura máxima
de 2 mm.
5,5 x 45 mm (para painel de 23 mm)
5,5 x 70 mm (para painel de 40 mm)
Em estruturas de madeira.
71
FIxação em vIga I ou u
3 mm
Painel masterboard
Silicone ou
elastômero
Kit de fixação
Viga I
Viga U
Alvenaria
FIxação em PeRFIl doBRado u STeel FRamIng
Silicone ou
elastômero
3 mm
Parafuso cabeça chata
ponta broca com aleta
40 mm
Painel masterboard
Perfil steel framing
junção de PaInéIS Com PeRFIl ômega
Perfil ômega
Perfil tapa canal
72
Painel masterboard
42.3. maSTeRBoaRd em lajeS SeCaS
A expressão “construção a seco” é utilizada para sistemas que não requerem água no processo de execução.
Nesse sentido, destacam-se os sistemas construtivos wood e steel framing, mundialmente conhecidos e utilizados.
A laje seca é parte integrante dos sistemas mencionados acima e consiste no uso dos painéis masterboard
parafusados às vigas de piso, servindo como contrapiso e desempenhando a função de diafragma horizontal.
Siga as recomendações e utilize os mesmos produtos para fixação de mezaninos.
42.3.1. InSTalação
Posicionamento dos painéis. As figuras seguintes exemplificam aplicações do masterboard como laje seca.
Bloqueador Guia
U 200
Enrijecedor
Montante 90
36 cm
10 cm
Junta de dilatação de 3 mm
de espessura entre painéis
Painel masterboard 23 ou 40 mm
aplicado cruzando os montantes com
amarração de tijolinho
As juntas podem ser calafetadas
com Selamax.
Nota: Para melhorar o
desempenho acústico da
laje, aplique selante acústico
em todos os perfis antes da
aplicação do masterboard.
42.3.2. ReComendaçõeS
•Os painéis masterboard devem ser instalados no sentido do comprimento transversal às vigas de apoio.
•Não coincida as juntas no sentido transversal.
•Deve-se deixar junta de dilatação entre os painéis de 3 mm.
73
•As juntas deverão ser preenchidas com Selamax garantindo a total estanqueidade da superfície.
•Para os painéis recortados na obra, recomenda-se a aplicação de selante de base acrílica para proteção dos
topos expostos.
•Não utilize masterboard em balanço, ou seja, sem apoios nas extremidades.
•O uso de banda acústica sobre as vigas de apoio antes da colocação dos painéis melhora o isolamento acústico.
42.4. FoRRo
Sob a laje seca é possível aplicar forro com Placas Cimentícias ou chapas de drywall. O forro pode ser aplicado
diretamente nas vigas da laje ou ser aplicado numa estrutura auxiliar mais leve, fixada ou pendurada nas vigas.
Nos dois casos, o espaçamento entre perfis deve ser de 40 cm, e as placas devem ser aplicadas de forma que
seu comprimento seja transversal aos perfis.
42.5. maSTeRBoaRd em eSCadaS e
PaTamaReS
Escadas de vários formatos são facilmente
executadas
utilizando-se
painéis
masterboard de 23 mm ou 40 mm e
perfis de steel framing.
2,50 ou 2,40 m
1,20 m
Obs.: Para todos os casos, o degrau em
masterboard deve ser cortado no sentido
longitudinal. (Ver imagem ao lado).
O masterboard também deve ser usado
como espelho, tendo como função o apoio
longitudinal ao degrau.
Para construção de escadas com masterboard podem ser apresentados três métodos:
42.5.1. eSTRuTuRa Com PaInéIS – uSe maSTeRBoaRd 40 mm
Painel estrutural
Constituído de guia inferior e superior de 90 e montantes verticais de 90. Os degraus são definidos pela guia
dobrada.
Fixado no piso com parafuso e bucha, pino de aço cravado ou parabolt a cada 0,5 m. O número de degraus
vai depender da distância entre o piso de baixo e o de cima acabados. A altura padrão de degrau é de 17 cm
(170 mm), podendo haver algum ajuste para mais ou para menos para completar o número de degraus.
Anotações
74
Contrapiso de painel masterboard
As peças de painel masterboard piso e espelho são cortadas com 2 cm (20 mm) a mais na largura, já contando
fechamento lateral, e são fixadas com quatro parafusos tipo TB 2” na estrutura e 2 entre piso e espelho.
Sobre o piso e o espelho podem ser aplicados acabamentos, como tinta para piso, madeira, cerâmica etc.
observação: No caso de cerâmicas ou outros acabamentos frios, aplique antes chapisco rolado para maior
aderência da argamassa colante.
eSTRuTuRa Com PaInéIS
Montante 90
Guia U 90 dobrada
Parafuso TB 13
Fechamento
lateral com painel
masterboard ou
Placa Cimentícia
Impermeabilizada
parafusada na
estrutura
Guia U 90
inferior
9
Vão 00 m
má m
xim
o
Guia U 90
dobrada
eSquema do PaInel
Parafuso TB 13
147 mm
317 mm
487 mm
657 mm
827 mm
Montante 90
Guia U 90
inferior
250 mm
500 mm
750 mm
1000 mm
1250 mm
75
42.5.2. eSTRuTuRa Com vIga CaIxa – uSe maSTeRBoaRd 40 mm
Indicada para escadas abertas com aproveitamento da área embaixo da escada. Sobre a viga caixa é fixada a
guia dobrada formando degraus.
Na parte de baixo das vigas e nas laterais, pode ser aplicado revestimento com Placa Cimentícia. Também pode
ser aplicado forro entre as vigas caixa. Contrapisos com masterboard seguem as recomendações do 1º método.
Guia U 90
Guia U 90 dobrada
Parafuso TB 13
a cada 40 cm
Guia U 90 dobrada
Viga caixa
Montante 200
Guia U 90
Viga caixa
vIga CaIxa
42.5.3. eSTRuTuRa Com PaInéIS e quadRoS HoRIzonTaIS – uSe maSTeRBoaRd 23 mm ou 40 mm
Indicada para vãos maiores na largura das escadas. Contrapisos com masterboard seguem as recomendações
do 1º método.
eSquema do quadRo HoRIzonTal
L
da argu
esc ra
ad
a
0
25 m
m
20 mm
Piso acabado
170
mm
147
mm
masterboard
espelho
175
mm
Painel
175
mm
Vã 2,00
om m
áxi
mo
masterboard piso
•A altura da estrutura do 1º degrau é de 14,7 cm (147 mm).
•Para os demais degraus, a altura será sempre 17 cm (170 mm).
76
•Caso haja acabamento sobre o masterboard, sua espessura deverá ser descontada na altura da estrutura
somente do 1º degrau.
42.5.4. PaTamaR
Usado para mudança de direção da escada ou para criar área de descanso.
Viga caixa
Viga caixa
Piso do patamar
masterboard 23
ou 40 mm
Espelho
Painel
masterboard
Piso
Vã 0,90
om m
áxi
mo
Recomendação
•Acompanhamento de um profissional da construção (engenheiro, arquiteto ou técnico em construção).
42.6. CInemaS e aRquIBanCadaS
Os painéis masterboard apresentam características
ideais para constituir arquibancadas em ambientes
como salas de cinema, teatros etc. Apresentam
resistência mecânica e isolamento acústico
devido à sua constituição em multicamadas e alta
densidade. A estrutura utilizada deve seguir as
recomendações do projeto estrutural.
Para aplicação dos acabamentos, siga as
recomendações do capítulo Acabamentos.
42.7. aCaBamenToS em PISoS de maSTeRBoaRd
Sobre os painéis masterboard podem ser aplicados diversos acabamentos de piso seguindo as recomendações
abaixo.
•Em caso de desnivelamento da estrutura, recomenda-se a utilização de calços para um perfeito nivelamento
da superfície dos painéis.
•Antes de qualquer acabamento, é necessário calafetar as juntas com selante Selamax. A aplicação deverá ser
cuidadosa, garantindo a estanqueidade ao longo de toda a junta.
77
•Antes de receber qualquer revestimento, a superfície deverá estar seca e limpa, isenta de óleo, gordura, pó.
Recomenda-se limpeza com pano umedecido com água ou álcool.
•Em áreas úmidas, depois de calafetar as juntas, é obrigatória a impermeabilização de toda a área com emulsão
asfáltica ou argamassa polimérica.
42.7.1. CaRPeTeS, lamInadoS e PISoS vInÍlICoS
Feche a junta com cordão de poliuretano delimitador de profundidade e uma fina camada de Selamax para
garantir a estanqueidade. Após a cura, os carpetes, laminados ou pisos vinílicos são colados com cola de contato
à base de neoprene aplicada nas duas superfícies. É dado um tempo de secagem e o material é aplicado. Siga
as instruções do fabricante do acabamento.
Carpete
Laminado plástico
Piso vinílico
Cola de contato
Banda acústica
Cola de contato
masterboard
Viga
42.7.2. CeRâmICaS
Após a impermeabilização, assente a cerâmica com argamassa tipo ACII e a rejunta com rejunte flexível.
Recomenda-se que a paginação do piso coincida com a do painel.
Nos encontros laterais (como encontro do mezanino com a alvenaria ou pilares), deve-se prever junta de dilatação
com espaçamento mínimo de 3 mm.
Argamassa flexível tipo ACII
Cerâmica
Rejunte flexível
Impermeabilização
Junta de dilatação
coincidente com a
junta dos painéis
com Selamax
masterboard
Banda acústica
Viga
78
42.7.3. maSTeRBoaRd em dIvISóRIaS
O masterboard utilizado como sistema para divisórias apresenta facilidade de instalação e manutenção,
excelente desempenho acústico, elevada resistência a impactos, ótimo desempenho a comportamento de cargas
suspensas, incombustibilidade, estanqueidade à água e flexibilidade de acabamento. Permite vários tipos de
modulação em forma de X, L ou T, o que possibilita uma melhor organização dos espaços e criação de ambientes.
Sua montagem pode ser realizada por meio de perfis de chapa de aço dobrado ou chapa de aço perfilado com
sistema de juntas aparentes ou juntas secas.
As portas utilizadas nessas divisórias podem ser confeccionadas a partir do próprio masterboard, sendo nesse
caso necessárias 3 dobradiças. Para essa aplicação, indica-se somente o uso do masterboard com espessura
de 40 mm.
Perfis para divisórias técnicas
Detalhe
Tipo de junta
Nomenclatura
Aparente
Montante ômega
Aparente
Tapa-canal
Aparente
Montante “H”
Aparente
Guia piso
Aparente
Guia teto
Aparente
Batente
Aparente
Baguete
Seca
Perfil “Z”
Seca
Malhete
Seca
Perfil “T”
79
42.7.4. dIvISóRIaS TéCnICaS
•Com junta aparente
FIxação de PaInéIS PISo-TeTo
FIxação de PaInéIS em l
Perfil batente
Perfil guia piso
Perfil guia teto
Laje
Parafuso e bucha
Perfil guia piso
Parafuso 3,8 x 25 mm
Painel masterboard
Painel masterboard
Parafuso e bucha
Perfil guia piso
FIxação de PaInéIS em T
FIxação de vIdRoS
Vidro 3 mm
Vidro 4 a 6 mm
Painel masterboard
Perfil baguete
Perfil porta baguete
Painel masterboard
Perfil tapa-canal
Parafuso 3,8 x 25 mm
Parafuso 3,8 x 25 mm
Perfil guia piso
Painel masterboard
Perfil H
4 cm
Perfil batente
80
FIxação de PaInéIS e alvenaRIa - aRRemaTe ToPo
Perfil guia piso
Perfil guia teto
4 cm
Parafuso e bucha
Parafuso 3,8 x 25 mm
Painel masterboard
Alvenaria
junção de PaInéIS Com PeRFIl H
Perfil H
Parafuso para madeira
Painel masterboard
junção de PaInéIS Com PeRFIl ômega
Perfil ômega
Painel masterboard
Perfil tapa-canal
81
•Com junta seca
FIxação de PaInéIS em alvenaRIa
FIxação de PaInéIS em z
Parafuso e bucha
Painel masterboard
Parafuso 3,8 x 30 mm
Parafuso 3,8 x 30 mm
Perfil T 1/8” x 1 ¼”
35 mm
Mástique
Painel masterboard
Mástique
Alvenaria
junção de PaInéIS Com malHeTe
junção de PaInéIS em PISo
Painel masterboard
Painel masterboard
Malhete
Perfil T 1/8” x 1 ¼”
Parafuso 3,8 x 30 mm
Mástique
Piso
junção de PaInéIS em T
Parafuso
junção de PaInéIS em l
Parafuso 4,5 x 75 mm
Painel masterboard
Painel masterboard
Parafuso 4,5 x 75 mm
82
42.7.5. dIvISóRIaS PaRa SanITáRIoS
A alta resistência a impactos faz dos painéis masterboard ideais para se utilizar na construção de divisórias
para sanitários de espaços públicos. Essa utilização deve garantir total impermeabilização do painel antes da
instalação.
1598
1020
1020
1020
elevação B
deTalHe 2
deTalHe 4
deTalHe 3
elevação a
deTalHe 1
4656
elevação a
150
2000
Portas e painéis em
masterboard 14 mm
com requadração de
perfis de alumínio
302
deTalHe 5
918
402
618
400
618
400
618
202
83
elevação B
deTalHe 1
Requadro de alumínio
5/8” x 5/8”
2000
Portas e painéis
em masterboard
14 mm com
requadração de
perfis de alumínio
Painel masterboard 14 mm
150
Parafuso 3,8 x 30 mm
deTalHe 2
deTalHe 3
Parafuso e bucha
1200
Requadro de alumínio
5/8” x 5/8”
Cantoneira de alumínio
para fixação de montantes
1½” x 1½” x 30 mm
Porta de painel
masterboard 14 mm
Porta de painel
masterboard 14 mm
Cantoneira de alumínio
5/8” x 5/8”
Parafuso
3,8 x 30 mm
400
Parafuso e bucha
Parafuso 3,8 x 30 mm
Perfil de alumínio
48 x 48 mm
deTalHe 4
Parafuso e bucha
600
200
Cantoneira de
alumínio 5/8” x 5/8”
Requadro de alumínio
Parafuso 3,8 x 30 mm
Perfil de alumínio 48 x 48 mm
2
300
918
Porta de painel masterboard 14 mm
84
400
2
42.7.6. PaRedeS e ReveSTImenToS
O sistema de paredes com masterboard apresenta alto desempenho quanto à resistência mecânica, isolamento
térmico e acústico, e suporta mais cargas suspensas do que outros fechamentos para drywall. Para essa
aplicação, indica-se o uso do masterboard com espessuras de 23 mm ou 14 mm.
Recomendações
•Siga as recomendações dos capítulos de fixação de Placas Cimentícias Impermeabilizadas.
•Utilize perfis de aço galvanizado para steel framing com espessura de chapa de 0,95 mm e galvanização >= Z275.
•O espaçamento entre os montantes depende do projeto estrutural, porém não deve ultrapassar 0,40 m.
•O masterboard pode ser aplicado na horizontal ou na vertical.
•Todas as bordas dos painéis deverão estar apoiadas e fixadas.
•As juntas de painéis devem ter 3 mm de espaçamento.
42.7.7. FIxação de aRmáRIoS e PeçaS SuSPenSaS
•Devido à conjugação das Placas Cimentícias com miolo de madeira, os painéis masterboard permitem a
fixação de objetos (armários, prateleiras, suportes e outros objetos) direto no painel com buchas de expansão,
específicas para materiais vazados, sem a necessidade do uso de reforços internos metálicos ou de madeira.
•Outra vantagem é a fixação dos objetos em qualquer ponto da parede.
42.7.8. aCaBamenTo de dIvISóRIaS, PaRedeS e ReveSTImenToS InTeRnoS
•Sobre os painéis masterboard podem ser aplicados diversos acabamentos, como pintura látex acrílica,
texturas, cerâmicas.
•Acabamento liso: faça rebaixo em obra respeitando o limite da espessura da Placa Cimentícia de 4 mm.
Trate as juntas como juntas invisíveis utilizando o sistema massa para junta. Após a cura, aplique massa
de regularização para corrigir eventuais imperfeições, lixe para ajustar os excessos e aplique látex acrílico
seguindo as recomendações do fabricante.
•Texturas: trate as juntas como juntas invisíveis utilizando o sistema massa para junta. Após a cura, aplique
normalmente conforme recomendações do fabricante.
•Aplicação da cerâmica: trate as juntas como juntas invisíveis utilizando o sistema massa para junta. Após a
cura, assente a cerâmica utilizando argamassa tipo ACII ou ACIII.
•As juntas entre os painéis podem ser aparentes com o uso de selantes e elastômeros adequados para uso
externo ou juntas invisíveis utilizando o sistema massa para junta.
•No caso da utilização de juntas invisíveis, recomenda-se a defasagem nas juntas horizontais e verticais,
resultando em uma melhor amarração.
•Nos vãos de portas e janelas, as juntas dos painéis não devem coincidir com os alinhamentos dos batentes ou
vergas, evitando possíveis fissuras.
•Utilize parafusos próprios para Placa Cimentícia com comprimento compatível com a espessura do painel.
85
•Parafuse os painéis nos montantes e guias com espaçamento máximo dos parafusos de 0,3 m e dispostos a
12 mm das bordas dos painéis.
•Nos cantos dos painéis recomenda-se parafusar no sentido horizontal a 5 cm da borda e no sentido vertical a
10 cm da borda.
•Caso tenha de recortar o painel, os topos recortados deverão receber um tratamento impermeabilizante com
selante acrílico.
Painel masterboard 40 mm
Chapisco rolado
Junta seca
Argamassa ACII
Tratamento de junta
Cerâmica
Rejunte flexível
Painel masterboard 40 mm
Junta seca
Tratamento de junta
Textura
86
Painel masterboard 40 mm
Junta seca
Tratamento de junta
Massa acrílica
Pintura lisa
43. trAnSPorte, ArmAzenAGem e mAnuSeIo
43.1. TRanSPoRTe
O ideal é o transporte por meio de empilhadeira. Caso não seja possível, o transporte manual deverá ser executado
com o painel na vertical por dois homens. Quando transportados por empilhadeiras ou gruas, os paletes devem
ser compostos de acordo com as espessuras.
•40 painéis de 14 mm.
•25 painéis de 23 mm.
•15 painéis de 40 mm.
Certo
errado
87
43.2. aRmazenamenTo
Os painéis devem ser estocados em lugar seco e abrigado, de acordo com as seguintes instruções:
•Estoque os painéis em piso plano, na horizontal, sobre calços de madeira nivelados e espaçados, no máximo,
a cada 0,8 m.
•O comprimento do apoio deve ser igual à largura dos painéis.
•Mantenha o alinhamento dos painéis na pilha, evitando sobras ou pontas que possam produzir deformações.
•Verifique a capacidade de carga de piso antes de depositar os painéis.
•Componha pilhas de painéis com, no máximo, 2 m de altura.
•Caso seja necessário o armazenamento em áreas externas sujeitas a intempéries, cubra-os com lona plástica
protegendo inclusive a base.
2m
0,8 m
44. mAnuSeIo
•Os painéis devem ser recortados com serra manual. Recomenda-se a utilização de discos de corte e brocas
de vídea.
•Pequenos cortes de arremate e/ou acabamento poderão ser executados com serrote ou serra tico-tico.
•Para recortes de grande quantidade, recomendamos a utilização de uma bancada de corte.
•Obrigatório o uso de equipamentos de proteção: capacete, óculos, luvas de raspa de couro, protetor auricular,
calçado de segurança e máscara para pó.
Anotações
88
light
Steel Framing
Light Steel Framing
45. APreSentAção
Este material teve como referência o Manual da Construção em Aço da CBCA, que gentilmente cedeu a sua
reprodução. Teve apoio da Comissão Técnica da Brasilit e validação em centro de referência de ensino.
Este manual limita-se a servir como introdução ao tema da construção em Light Steel Framing, e não dispensa a
participação de profissionais habilitados em quaisquer situações de obra ou construção.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por quaisquer meios, sem prévia autorização da Brasilit.
Agradecemos o CBCA por apostar sempre na construção em steel framing e recomendamos o acesso ao portal
para informações atualizadas e download de manuais - http://www.cbca-iabr.org.br.
46. Introdução
Diante do crescimento populacional e dos avanços tecnológicos, a indústria da construção civil no mundo
tem buscado sistemas mais eficientes de construção com o objetivo de aumentar a produtividade, diminuir
o desperdício e atender a uma demanda crescente. No Brasil, a construção civil ainda é predominantemente
artesanal, caracterizada pela baixa produtividade e, principalmente, pelo grande desperdício. Porém, o mercado
tem sinalizado que essa situação deve ser alterada e que o uso de novas tecnologias é a melhor forma de permitir
a industrialização e a racionalização dos processos. Nesse aspecto, a utilização do aço na construção civil vem
aparecendo como uma das alternativas para mudar o panorama do setor.
Um aspecto importante é que a utilização de sistemas construtivos com aço demanda profissionais preparados e
projetos detalhados e integrados, que minimizem perdas e prazos na construção. Uma ação indutora para maior
utilização de sistemas construtivos em aço é o acesso à informação de qualidade, direcionada aos profissionais
envolvidos. Assim, este manual tem como objetivo orientar os profissionais da área na concepção e aplicação de
projetos de edificações com o sistema Light Steel Framing (LSF).
Esta apostila representa um resumo das informações contidas no Manual de Construção em Aço Módulo steel
framing: arquitetura, do CBCA (Centro Brasileiro de Construção em Aço), que, por sua vez, foi baseado em extensa
pesquisa bibliográfica, objeto da dissertação de mestrado, em 2005, de Renata Crasto, intitulada “Arquitetura
e tecnologia em sistemas construtivos industrializados - Light Steel Framing”, do Programa de Pós-Graduação
em Construção Metálica da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, em visitas técnicas e em
acompanhamento de obras e treinamento. Este manual apresenta os aspectos de projeto e montagem para
edificações com o sistema construtivo Light Steel Framing.
Aqui também são contempladas informações técnicas dos produtos comercializados pela Brasilit,
que complementam o sistema construtivo Light Steel Framing: perfis metálicos, Placas Cimentícias
Impermeabilizadas, painéis masterboard, acessórios de fixação e acabamento.
47. CArACteríStICAS do SIStemA lIGht Steel FrAmInG
O Light Steel Framing (LSF), assim conhecido mundialmente, é um sistema construtivo de concepção racional,
que tem como principal característica uma estrutura constituída por perfis de aço galvanizado formados a frio
que são utilizados para a composição de painéis estruturais e não estruturais, vigas secundárias, vigas de piso,
tesouras de telhado e demais componentes (Foto 2.1). Por ser um sistema industrializado, possibilita construção
a seco com grande rapidez de execução.
90
Interpretando a expressão “steel framing”, do inglês, “steel = aço” e “framing”, que deriva de “frame = estrutura,
esqueleto, disposição, construção” (Dicionário Michaelis, 1987), podemos defini-la como: processo pelo qual se
compõe um esqueleto estrutural em aço, formado por diversos elementos individuais ligados entre si, que passam
a funcionar em conjunto para resistir às cargas que solicitam a edificação e dão forma a ela. Assim, o sistema LSF
não se resume apenas à sua estrutura. Como um sistema destinado à construção de edificações, ele é formado
por vários componentes e “subsistemas”. Esses subsistemas são, além de estrutural, de fundação, de isolamento
termoacústico, de fechamento interno e externo, e de instalações elétricas e hidráulicas (Consul Steel, 2002).
Foto 2.1 - Estrutura de residência em Light Steel Framing, São Paulo (Fonte: Construtora Sequência)
Para que o sistema cumpra com as funções para o qual foi projetado e construído, é necessário que os subsistemas
estejam corretamente inter-relacionados e que os materiais utilizados sejam adequados. Dessa forma, a escolha
dos materiais e da mão de obra é essencial para a velocidade de construção e para o desempenho do sistema.
Apesar de ser considerada uma tecnologia nova, a origem do Light Steel Framing remonta ao início do século
XIX. Na verdade, historicamente, inicia-se com as habitações em madeira, construídas pelos colonizadores
no território americano naquele período. Para atender ao crescimento da população, foi necessário empregar
métodos mais rápidos e produtivos na construção de habitações, utilizando os materiais disponíveis na região;
no caso, a madeira.
Foto 2.2 - Perfis estruturais de madeira e aço galvanizado (Fonte: Roberl Scharff)
A partir daí, as construções em madeira, conhecidas como “wood framing”, tornaram-se a tipologia residencial mais
comum nos Estados Unidos. Aproximadamente um século mais tarde, em 1933, com o grande desenvolvimento
da indústria do aço nos Estados Unidos, foi lançado, na Feira Mundial de Chicago, o protótipo de uma residência
em Light Steel Framing que utilizava perfis de aço substituindo a estrutura de madeira (Frechettte, 1999).
O crescimento da economia americana e a abundância na produção de aço no período pós-Segunda Guerra
Mundial possibilitaram a evolução dos processos de fabricação de perfis formados a frio, e o uso dos perfis de
aço substituindo os de madeira passou a ser vantajoso devido à maior resistência e eficiência estrutural do aço,
e à capacidade de a estrutura resistir a catástrofes naturais como terremotos e furacões (Foto 2.2). Na década de
1990, as flutuações no preço e na qualidade da madeira para a construção civil estimularam o uso dos perfis de
aço nas construções residenciais. Estimou-se que, até o final dos anos 90, 25% das residências construídas nos
Estados Unidos foram em LSF (Bateman, 1998).
No Japão, as primeiras construções em LSF começaram a aparecer após a Segunda Guerra Mundial, quando foi
necessária a reconstrução de quatro milhões de casas destruídas por bombardeios. A madeira, material usado na
91
estrutura das casas, havia sido um fator agravante nos incêndios que se alastravam durante os ataques. Assim,
o governo japonês restringiu seu uso em construções autoportantes, a fim de proteger os recursos florestais
que poderiam ser exauridos e também para promover construções não inflamáveis. A indústria do aço japonesa,
vendo nessas restrições um nicho de mercado, começou a produzir perfis leves de aço para a construção como
um substituto aos produtos estruturais de madeira. Como consequência, o Japão apresenta um mercado e uma
indústria altamente desenvolvidos na área de construção em perfis leves de aço (Foto 2.3).
Foto 2.3 - Linha de montagem de módulos residenciais no Japão (Fonte: Sel)
Apesar do LSF ser um sistema construtivo bastante empregado em países em que a construção civil é
predominantemente industrializada, no Brasil, onde prevalece o método artesanal, ainda é pouco conhecido.
Assim, em um primeiro momento, para ajudar a visualizar o LSF, podemos recorrer ao “drywall”, que é
amplamente utilizado em vedações internas no Brasil e que, apesar de não ter função estrutural, utiliza perfis
galvanizados para compor um esqueleto em que são fixadas as placas para fechamento. A semelhança acaba
neste ponto, já que o LSF, como foi definido anteriormente, é um sistema muito mais amplo, capaz de integrar
todos os componentes necessários à construção de uma edificação, tendo como o fundamental a estrutura. Na
ilustração, é possível visualizar, esquematicamente, a estrutura e os subsistemas de uma casa em LSF (Figura
2.1). Basicamente, a estrutura em LSF é composta de paredes, pisos e cobertura. Reunidos, eles possibilitam a
integridade estrutural da edificação, resistindo aos esforços que solicitam a estrutura.
Placa estrutural
Perfil de cumeeira
Viga de forro
Caibro
Perfil U de acabamento
de beiral
Montante perfil Ue
Sanefa
Viga de piso
Guia superior
do painel
Placa de fechamento
interno
Laje seca
Ombreiras
(montantes)
Placa de fechamento
externo
Verga
Painel interno
estrutural
Guia interior
do painel
Fita metálica
Bloqueador
Fundação radier
92
Figura 2.1 - Desenho esquemático de uma residência em Light Steel Framing
As paredes que constituem a estrutura são denominadas painéis estruturais ou autoportantes, e são compostas
por grande quantidade de perfis galvanizados muito leves, denominados montantes, separados entre si por 400
ou 600 mm. Essa dimensão é definida de acordo com o cálculo estrutural e determina a modulação do projeto.
A modulação otimiza custos e mão de obra na medida em que se padronizam os componentes estruturais, os
de fechamento e de revestimento. Os painéis têm a função de distribuir uniformemente as cargas e encaminhálas até o solo. Para o fechamento desses painéis, utilizam-se Placas Cimentícias externamente, e chapas de
gesso acartonado internamente. Os pisos, partindo do mesmo princípio dos painéis, utilizam perfis galvanizados,
dispostos na horizontal, e obedecem à mesma modulação dos montantes. Esses perfis compõem as vigas de
piso, servindo de estrutura de apoio aos materiais que formam a superfície do contrapiso. As vigas de piso estão
apoiadas nos montantes de forma a permitir que suas almas estejam em coincidência com as dos montantes,
dando origem ao conceito de estrutura alinhada ou “in-line framing”. Essa disposição permite garantir que
predominem esforços axiais nos elementos da estrutura.
Foto 2.4 - Estrutura do telhado de residência em Light Steel Framing
Atualmente, com a pluralidade de manifestações arquitetônicas, o arquiteto dispõe de várias soluções para
coberturas de seus edifícios. Muitas vezes, a escolha do telhado pode remeter a um estilo ou a uma tendência
de época. Independentemente da tipologia adotada, desde a cobertura plana até telhados mais elaborados, a
versatilidade do LSF possibilita ao arquiteto liberdade de expressão. Quando se trata de coberturas inclinadas,
a solução se assemelha muito à da construção convencional, com o uso de tesouras, porém substituindo o
madeiramento por perfis galvanizados (Foto 2.4). As telhas utilizadas para a cobertura podem ser cerâmicas, de
aço, de cimento reforçado com fios sintéticos ou de concreto. Também são usadas as telhas Shingle, que são
compostas de material asfáltico.
A estrutura de perfis de aço galvanizado é a parte principal do sistema LSF. Para compor um conjunto autoportante
capaz de resistir aos esforços solicitados pela edificação, é necessário que o dimensionamento dos perfis e
o projeto estrutural sejam executados por profissional especializado. O pré-dimensionamento estrutural para
edificações residenciais de até dois pavimentos pode ser realizado através do manual “Light Steel Framing Engenharia” (Rodrigues, 2005), disponibilizado pelo Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA). O projeto
estrutural de edificações em Light Steel Framing deve atender às especificações das normas brasileiras para
perfis formados a frio.
47.1. vanTagenS no uSo do SISTema lIgHT STeel FRamIng
Os principais benefícios e vantagens no uso do sistema Light Steel Framing (LSF) em edificações são os seguintes:
•Os produtos que constituem o sistema são padronizados com tecnologia avançada, em que os elementos
construtivos são produzidos industrialmente, e a matéria-prima utilizada, os processos de fabricação, suas
características técnicas e acabamento passam por rigorosos controles de qualidade.
•O aço é um material de comprovada resistência e o alto controle de qualidade, tanto na produção da matériaprima quanto de seus produtos, permite maior precisão dimensional e melhor desempenho da estrutura.
•Facilidade de obtenção dos perfis formados a frio, já que são largamente utilizados pela indústria.
93
•Durabilidade e longevidade da estrutura, proporcionada pelo processo de galvanização das chapas de fabricação
dos perfis.
•Facilidade de montagem, manuseio e transporte devido à leveza dos elementos.
•Construção a seco, o que diminui o uso de recursos naturais e o desperdício.
•Os perfis perfurados previamente e a utilização dos painéis de gesso acartonado facilitam as instalações
elétricas e hidráulicas.
•Melhores níveis de desempenho termoacústico, que podem ser alcançados através da combinação de materiais
de fechamento e isolamento.
•Facilidade na execução das ligações.
•Rapidez de construção, uma vez que o canteiro se transforma em local de montagem.
•O aço é um material incombustível.
•O aço é reciclável, podendo ser reciclado diversas vezes sem perder suas propriedades.
•Grande flexibilidade no projeto arquitetônico, não limitando a criatividade do arquiteto.
47.2. aPlICaçõeS
Foto 2.5 - Residência em São Paulo – SP (Wall Tech)
Foto 2.6 - Protótipo de uma residência popular (Projeto Saint-gobain Habitação de
Interesse Social)
Foto 2.7 - Concessionária de automóveis em Indaiatuba – SP (Idea Sistemas)
Foto 2.8 - Edifício de 5 pavimentos em Belo Horizonte – MG (EPO)
47.3. TIPoS de PeRFIS uTIlIzadoS em lSF
94
Os perfis típicos para o uso em Light Steel Framing são obtidos por perfilagem a partir de bobinas de aço revestidas
com zinco ou liga alumínio-zinco pelo processo contínuo de imersão a quente ou por eletrodeposição, conhecido
como aço galvanizado. As massas mínimas de revestimento são apresentadas na Tabela 2.1. A espessura da
chapa varia entre 0,80 até 3,0 mm (NBR-15253: 2005). As seções mais comuns nas edificações em Light Steel
Framing são as com formato em “C” ou “U” enrijecido (Ue) para montantes e vigas, e em “U”, que é usada como
guia na base e no topo dos painéis.
Tabela 2.1 - Revestimento mínimo dos perfis estruturais e não estruturais (Fonte: NBR-15253: 2005)
Perfis estruturais
Tipo de
revestimento
Perfis não estruturais
massa mínima do
revestimento g/m2 (1)
designação do
revestimento conforme
normas
massa mínima do
revestimento g/m2 (1)
designação do
revestimento conforme
normas
Zincado por imersão a quente
180
Z180 (NBR-7008)
100
Z 100 (NBR-7008)
Zincado por eletrodeposição
180
90/90 (NBR-14694)
100
50/50 (NBR-14694)
Alumínio-zinco por imersão a
quente
150
Z150 (NM-86)
100
AZ100 (NM-86)
(1)
A massa mínima refere-se ao total nas duas faces (média do ensaio triplo) e sua determinação deve ser conforme a NM 278.
A Tabela 2.2 apresenta as seções transversais dos perfis utilizados e suas aplicações. A seção do perfil U (guia)
possui alma (bw) e mesa (bf), que também pode ser chamada de flange ou aba, mas não possui a borda (O) que
está presente no montante; isso permite o encaixe deste na guia. As guias não devem transmitir nem absorver os
esforços, sendo isso feito pelos montantes, vigas e eventualmente pilares presentes na estrutura.
As dimensões da alma dos perfis Ue variam geralmente de 90 a 300 mm (medidas externas), apesar de ser
possível utilizar outras dimensões (Tabela 2.3). Os perfis U apresentam a largura da alma maior que a do perfil
Ue, a fim de permitir o encaixe deste no perfil guia ou U (Tabela 2.3). No Brasil, as dimensões comercializadas
são 90, 140 e 200 mm. As mesas podem variar de 35 a 40 mm, dependendo do fabricante e do tipo de perfil. Os
outros perfis que podem ser necessários para estruturas de LSF são tiras planas, cantoneiras e cartolas (Tabelas
2.2 e 2.3). Tiras ou fitas, que vêm em uma variedade de larguras, são tipicamente utilizadas para estabilização
dos painéis e formação de ligações. As cantoneiras são normalmente usadas em conexões de elementos onde
um perfil Ue não é adequado, e o cartola é comumente empregado como ripas de telhado (Garner, 1996). Além
da espessura (tn), a resistência de um perfil de aço depende da dimensão, forma e limite de elasticidade do aço.
O limite de escoamento dos perfis de aço zincado, determinado de acordo com a norma NBR-6673, não deve ser
inferior a 230 MPa (NBR-15253: 2005).
Tabela 2.2 - Designações dos perfis de aço formados a frio para uso em Light Steel Framing e suas
respectivas aplicações (Fonte: NBR-15253: 2005)
Seção transversal
Série designação nBR-6355: 2003
utilização
U simples
U bw x bf x tn
Guia, ripas, bloqueador e sanefa
U enrijecido
Ue bw x b x D x tn
Bloqueador, enrijecedor de alma, montante, verga
e viga
Cartola
Cr bw x bf x D x tn
Ripa
Cantoneira de abas desiguais
L b11 x b12 x tn
Cantoneira
tn
bw
bf
tn
bw
D
bf
bf
tn
bw
D
bf
tn
bf
95
Tabela 2.3 - Dimensões nominais usuais dos perfis de aço para Light Steel Framing
(Fonte: NBR-15253: 2005)
dimensões (mm)
designação (mm)
largura da alma Bw
(mm)
largura da mesa BF
(mm)
largura do enrijecedor
de borda - d (mm)
Ue 90 x 40
Montante
90
40
12
Ue 140 x 40
Montante
140
40
12
Ue 200 x 40
Montante
200
40
12
Ue 250 x 40
Montante
250
40
12
Ue 300 x 40
Montante
300
40
12
U 90 x 40
Guia
92
38
-
U 140 x 40
Guia
142
38
-
U 200 x 40
Guia
202
38
-
U 250 x 40
Guia
252
38
-
U 300 x 40
Guia
302
38
-
L 150 x 40
Cantoneiras de abas desiguais
150
40
-
L200 x 40
Cantoneiras de abas desiguais
200
40
-
L 250 x 40
Cantoneiras de abas desiguais
250
40
-
Cr 20 x 30
Cartola
30
20
12
47.4. méTodoS de ConSTRução
Há essencialmente três métodos de construção utilizando o Light Steel Framing:
a) Método “stick”:
Neste método de construção, os perfis são cortados no canteiro da obra, e painéis, lajes, colunas, contraventamentos
e tesouras de telhados são montados no local (Foto 2.9). Os perfis podem vir perfurados para a passagem
das instalações elétricas e hidráulicas e os demais subsistemas são instalados posteriormente à montagem da
estrutura. Essa técnica pode ser usada em locais onde a pré-fabricação não é viável. As vantagens desse método
construtivo são:
•Não há a necessidade de o construtor possuir um local para a pré-fabricação do sistema.
•Facilidade de transporte das peças até o canteiro.
96
•As ligações dos elementos são de fácil execução, apesar do aumento de atividades na obra.
Foto 2.9 - Light Steel Framing montado pelo método “stick” (Fonte: Roberl Scharff)
b) Método por painéis
Painéis estruturais ou não estruturais, contraventamentos, lajes e tesouras de telhado podem ser pré-fabricados
fora do canteiro e montados no local (Foto 2.10). Alguns materiais de fechamento podem também ser aplicados
na fábrica para diminuir o tempo da construção. Os painéis e subsistemas são conectados no local usando as
técnicas convencionais (parafusos autobrocantes e autoatarrachantes). As principais vantagens são:
•Velocidade de montagem.
•Alto controle de qualidade na produção dos sistemas.
•Minimização do trabalho na obra.
•Aumento da precisão dimensional devido às condições mais propícias de montagem dos sistemas na fábrica.
Foto 2.10 - Elementos estruturais como tesouras e painéis são pré-fabricados em oficinas e levados à obra para montagem da estrutura (Fonte: http://www.aegismetalframing.com).
97
c) Construção modular
Construções modulares são unidades completamente pré-fabricadas e podem ser entregues no local da obra
com todos os acabamentos internos, como revestimentos, louças sanitárias, bancadas, mobiliários fixos, metais,
instalações elétricas e hidráulicas etc. As unidades podem ser estocadas lado a lado, ou uma sobre as outras já
na forma da construção final (Foto 2.11). Exemplo muito comum desse tipo de construção são os módulos de
banheiros para obras comerciais ou residenciais de grande porte.
Foto 2.11 - Unidades modulares empilhadas na forma da construção final. O vazio que se vê ao centro formará a circulação de acesso às unidades (Fonte: SCI).
d) “Balloon framing” e “platform framing”
Construções tipo “stick” ou por painéis podem ser montadas na forma “balloon” ou “platform”. Na construção
“balloon”, a estrutura do piso é fixada nas laterais dos montantes e os painéis são geralmente muito grandes e
vão além de um pavimento (Figura 2.2).
Na construção “platform”, pisos e paredes são construídos sequencialmente – um pavimento por vez –, e os
painéis não são estruturalmente contínuos. As cargas de piso são descarregadas axialmente aos montantes
(Figura 2.3). Por ser bastante utilizado nas construções atuais, é o método que será abordado neste trabalho.
Montante do
pav. superior
Montante
único
Montante do
pav. inferior
98
Figura 2.2 - Esquema de construção tipo “balloon” (Fonte: SCI)
Figura 2.3 - Esquema de construção tipo “platform” (Fonte: SCI)
47.5. FundaçõeS
Por ser muito leve, a estrutura de LSF e os componentes de fechamento exigem bem menos da fundação do
que outras construções. No entanto, como a estrutura distribui a carga uniformemente ao longo dos painéis
estruturais, a fundação deverá ser contínua, suportando os painéis em toda a sua extensão. A escolha do tipo de
fundação vai depender, além da topografia, do tipo de solo, do nível do lençol freático e da profundidade de solo
firme. Essas informações são obtidas através da sondagem do terreno.
As fundações são efetuadas segundo o processo da construção convencional e, como em qualquer outra
construção, deve-se observar o isolamento contra a umidade.
É importante destacar que um bom projeto e uma boa execução da fundação implicam maior eficiência estrutural.
A qualidade final da fundação está intimamente ligada ao correto funcionamento dos subsistemas que formam
o edifício (Consul Steel, 2002). Assim, base corretamente nivelada e em esquadro possibilita mais precisão de
montagem da estrutura e demais componentes do sistema.
A seguir, serão destacadas as fundações tipo laje radier e sapata corrida, a fim de ilustrar a ancoragem dos
painéis à fundação.
47.5.1. laje RadIeR
O radier é um tipo de fundação rasa que funciona como uma laje e transmite as cargas da estrutura para
o terreno. Os componentes estruturais fundamentais do radier são a laje contínua de concreto, as vigas no
perímetro da laje e sob as paredes estruturais ou colunas, e onde mais forem necessárias para fornecer rigidez
no plano da fundação. Sempre que o tipo de terreno permite, a laje radier é a fundação mais comumente utilizada
para construções em Light Steel Framing.
O dimensionamento do radier resultará do cálculo estrutural e o seu procedimento de execução deve observar
algumas condições, como, por exemplo:
•A fim de evitar a umidade do solo ou infiltração de água na construção, é necessário prever o nível do contrapiso
a, no mínimo, 15 mm de altura do solo;
•Nas calçadas ao redor da construção, garagens e terraços, é preciso possibilitar o escoamento da água através
de uma inclinação de pelo menos 5%.
A Figura 2.4, a seguir, mostra o detalhe do esquema de ancoragem de um painel estrutural a uma laje radier:
Figura 2.4 - Detalhe esquemático de ancoragem de painel estrutural a uma laje radier (adaptado de Consul Steel, 2002)
99
47.5.2. SaPaTa CoRRIda ou vIga BaldRame
A sapata corrida é um tipo de fundação indicada para construções com paredes portantes, em que a distribuição
da carga é contínua ao longo das mesmas. Constitui-se de vigas que podem ser de concreto armado, de blocos
de concreto ou alvenaria, que são locados sob os painéis estruturais. O contrapiso do pavimento térreo para esse
tipo de fundação pode ser em concreto, ou construído com perfis galvanizados, que, apoiados sobre a fundação,
constituem uma estrutura de suporte aos materiais que formam a superfície do contrapiso, como ocorre com as
lajes de piso que serão apresentadas no capítulo 4 (Figura 2.5).
Figura 2.5 - Corte detalhado de fundação tipo sapata corrida
47.5.3. FIxação doS PaInéIS na Fundação
Para evitar o movimento da edificação devido à pressão do vento, a superestrutura deve ser firmemente ancorada
na fundação. Esses movimentos podem ser de translação ou tombamento com rotação do edifício (Figura 2.6).
A translação é uma ação na qual o edifício se desloca lateralmente devido à ação do vento. Tombamento é uma
elevação da estrutura em que a rotação pode ser causada por assimetria na direção dos ventos que atingem a
edificação (Scharff, 1996).
a)
b)
Figura 2.6 - Efeitos da carga de vento na estrutura: a) translação, b) tombamento
100
A escolha da ancoragem mais eficiente depende do tipo de fundação e das solicitações que ocorrem na
estrutura devido às cargas, condições climáticas e ocorrência de abalos sísmicos (Consul Steel, 2002). O tipo de
ancoragem, suas dimensões e espaçamento são definidos segundo o cálculo estrutural. Os tipos mais utilizados
de ancoragem são: a química com barra roscada e a expansível com parabolts.
Foto 2.13 - Peça de reforço na ancoragem da estrutura à fundação por meio de barra roscada
Foto 2.14 - Ancoragem por expansão tipo parabolt (Fonte: Fischer)
No processo de montagem da estrutura no pavimento térreo, os painéis são fixados à fundação através de
sistema de finca-pinos acionado à pólvora (Foto 2.15). Esse método é utilizado para manter o prumo dos painéis
enquanto são montados e conectados a outros painéis do pavimento e até que seja feita a ancoragem definitiva.
São também utilizados em painéis não estruturais como fixação e para evitar deslocamentos laterais.
Foto 2.15 - Ancoragem provisória
101
48. PAInÉIS
Os painéis no sistema Light Steel Framing podem não só compor as paredes de uma edificação como também
funcionar como o sistema estrutural da mesma. Os painéis associados a elementos de vedação exercem a
mesma função das paredes das construções convencionais.
Os painéis são estruturais ou autoportantes quando compõem a estrutura, suportando as cargas da edificação,
e podem ser tanto internos quanto externos. E são não estruturais quando funcionam apenas como fechamento
externo ou divisória interna, ou seja, sem ter função estrutural.
48.1. PaInéIS eSTRuTuRaIS ou auToPoRTanTeS
Os painéis estruturais estão sujeitos a cargas horizontais de vento ou de abalos sísmicos assim como a cargas
verticais exercidas por pisos, telhados e outros painéis. Essas cargas verticais são originadas pelo peso próprio
da estrutura, de componentes construtivos e da sobrecarga, devido à utilização (pessoas, móveis, máquinas,
águas pluviais etc). Portanto, a função dos painéis é absorver esses esforços e transmiti-los à fundação.
Os painéis são compostos por determinada quantidade de elementos verticais de seção transversal tipo Ue, que
são denominados montantes, e elementos horizontais de seção transversal tipo U, denominados guias.
De maneira geral, os montantes que compõem os painéis transferem as cargas verticais por contato direto através
de suas almas, estando suas seções em coincidência de um nível a outro, dando origem ao conceito de estrutura
alinhada. Na Figura 3.1, observa-se a distribuição do carregamento bem como o detalhe do alinhamento entre os
elementos que compõem o painel. Vigas de piso, tesouras de telhado ou treliças também devem estar alinhadas
aos montantes. Quando não é possível conseguir esse alinhamento, deverá ser colocada, sob o painel, uma viga
capaz de distribuir uniformemente as cargas excêntricas.
Carga vertical
Montante
do painel
superior
Transmissão da carga
vertical ao nível inferior
Vigas de piso
Transmissão de carga
vertical á fundação
ver detalhe
ampliado
Montante
do painel
inferior
Figura 3.1 - Transmissão da carga vertical à fundação
102
Os montantes são unidos em seus extremos inferiores e superiores pelas guias, perfil de seção transversal U
simples. Sua função é fixar os montantes, a fim de constituir um quadro estrutural. O comprimento das guias
define a largura do painel, o comprimento dos montantes e sua altura (Figura 3.2). Os painéis estruturais devem
descarregar diretamente sobre as fundações, outros painéis estruturais ou sobre uma viga principal (Elhajj;
Bielat, 2000).
Guia superior do
painel - Perfil U
Perfil Ue - Montante
Perfuração no perfil Ue para
passagem de instalações
elétricas e hidráulicas
Parafuso de fixação
de montante da guia
Guia inferior do
painel - Perfil U
Figura 3.2 - Painel típico em Light Steel Framing
Para unir os perfis que compõem a estrutura, o método mais utilizado é a ligação por meio de parafusos
galvanizados do tipo autoperfurantes ou autoatarrachantes.
48.1.1. aBeRTuRaS de vãoS em um PaInel eSTRuTuRal
Aberturas para portas e janelas em um painel portante necessitam de elementos estruturais como vergas (Foto
3.1), a fim de redistribuir o carregamento dos montantes interrompidos aos montantes que delimitam lateralmente
o vão, denominados ombreiras. A Figura 3.3 ilustra esses elementos, bem como a distribuição do carregamento
no painel.
Foto 3.1 - Painel com abertura de janela
103
Montante do painel superior
Carga vertical
Guia superior do painel
Guia inferior do painel
Vigas de piso
Verga
Carga redistribuída
Montante auxiliar
Montante auxiliar
Abertura
Guia inferior do painel
Figura 3.3 - Distribuição dos esforços através da verga para ombreiras
A verga (Foto 3.2) pode ter várias combinações (Figura 3.4), mas basicamente é composta por dois perfis Ue
conectados por meio de uma peça aparafusada em cada extremidade, geralmente um perfil U, de altura igual à
verga menos a aba da guia superior do painel, e por uma peça chamada guia da verga, que é fixada às mesas
inferiores dos dois perfis Ue. Além disso, a guia da verga é conectada às ombreiras, a fim de evitar a rotação da
verga, e também permite a fixação dos montantes de composição (cripples) (Figura 3.5), que não têm função
estrutural e estão localizados entre a verga e a abertura, a fim de permitir a fixação das placas de fechamento.
Foto 3.2 - Detalhe de verga para abertura de janela
104
Figura 3.4 - Tipos de vergas
As ombreiras que apoiam a verga vão desde a guia inferior do painel até a guia da verga. A quantidade de
ombreiras necessárias para o apoio é definida pelo cálculo estrutural e depende do tamanho da abertura. Mas,
segundo o Construcción con Acero Liviano - Manual de Procedimiento (ConsuI Steel, 2002), em uma aproximação,
pode-se estabelecer que o número de ombreiras de cada lado da abertura será igual ao número de montantes
interrompidos pela verga dividido por 2 (Figura 3.5). Quando o resultado for um número ímpar, deverá somar-se 1.
2 montantes interrompidos
1 montante interrompido
Painel superior
Painel superior
Vigas de piso
Vigas de piso
VERGA
VERGA
Montante de
composição
Montante de composição
abertura
abertura
1 ombreira
1 ombreira
1 ombreira
1 ombreira
4 montantes interrompidos
3 montantes interrompidos
Painel superior
Painel superior
Vigas de piso
Vigas de piso
Montante
de composição
2 ombreiras
VERGA
VERGA
abertura
abertura
2 ombreiras
2 ombreiras
Montante
de composição
2 ombreiras
Figura 3.5 - Detalhe de ombreira
105
Os montantes onde são fixadas as ombreiras são chamados de montantes auxiliares. As vergas são também
fixadas nesses montantes por meio de parafusos estruturais (sextavados), que serão apresentados no capítulo 7.
O acabamento superior ou inferior da abertura é feito por um perfil U cortado no comprimento de 20 cm maior
que o vão. É feito um corte nas mesas a 10 cm de cada extremidade. Esse segmento é dobrado em 90° para
servir de conexão com a ombreira. Essa peça é chamada de guia de abertura (Figura 3.6). Para vãos de portas,
esse acabamento só é necessário na parte superior da abertura.
1
20
2
10
cm
cm
10
cm
3
20
cm
Figura 3.6 - Guia de abertura (a partir de Consul Steel, 2002)
Outras composições também são possíveis, contanto que tenham os seus desempenhos comprovados (Figura 3.7).
Figura 3.7 - Composição de vão de abertura
106
Quando ocorrer de a abertura da ombreira estar voltada para dentro do vão, devido à colocação de um número
ímpar de perfis de cada lado, deve ser acrescentado um perfil U, formando uma seção caixa junto com a ombreira,
a fim de dar acabamento na abertura e para a fixação de portas e janelas. A figura a seguir mostra o esquema de
um painel estrutural com abertura de janela:
Figura 3.8 - Desenho esquemático de painel estrutural com abertura
48.1.2. eSTaBIlIzação da eSTRuTuRa
Isoladamente, os montantes não são capazes de resistir aos esforços horizontais que solicita a estrutura, como
os provocados por ventos. Esses esforços podem ocasionar perda de estabilidade da estrutura, causando
deformações e até mesmo levando-a ao colapso.
Para que isso seja evitado, deve-se prover a estrutura de ligações rígidas, como no uso de contraventamentos
nos painéis, combinado ao diafragma rígido no plano de piso em que atua, transmitindo os esforços aos painéis
contraventados.
Associado a esses mecanismos, deve-se observar uma adequada ancoragem da estrutura à sua fundação, como
já mencionado anteriormente.
O método mais comum de estabilização da estrutura em LSF é o contraventamento em “X”, que consiste em
utilizar fitas em aço galvanizado fixadas na face do painel (Foto 3.3), cuja largura, espessura e localização são
determinadas pelo projeto estrutural.
Foto 3.3 - Painel com contraventamento em “X”
107
A seção da fita deve ser dimensionada para transmitir o esforço de tração que resulta de decomposição da carga
horizontal atuante (V) na direção da diagonal (ConsuI Steel, 2002). As diagonais serão solicitadas ora à tração, ora
à compressão, de acordo com o sentido da aplicação da força do vento (Figura 3.9).
VENTO
VENTO
C
t
C
t
Figura 3.9 - Solicitação das diagonais de contraventamento (a partir de Dias, 1997)
O ângulo em que a fita é instalada influencia significativamente a capacidade do contraventamento de resistir
aos carregamentos horizontais. Quanto menor for o ângulo formado entre a base do painel e a diagonal, menor
será a tensão na fita metálica (Scharff, 1996). Para ângulos menores de 30°, a diagonal perde sua eficiência de
evitar as deformações. Preferencialmente, para o melhor desempenho, a inclinação das diagonais deverá estar
compreendida entre 30° e 60° (ConsuI Steel, 2002).
A fixação da diagonal no painel é feita por uma placa de aço galvanizado, que é aparafusada em montantes
duplos, e, em coincidência com esses, deverá estar a ancoragem do painel, a fim de absorver os esforços
transmitidos pelo contraventamento (Figura 3.10).
Figura 3.10 - Fixação das diagonais nos painéis por placa de Gusset
Nos painéis superiores, a ancoragem também é feita nos montantes que recebem a diagonal e os esforços são
transmitidos para o painel imediatamente abaixo, que também deve estar devidamente ancorado e contraventado
(Figura 3.11).
108
Figura 3.11 - Ancoragem de painel superior
Durante a instalação das fitas de aço galvanizado, é importante que elas sejam firmemente tensionadas, a fim
de evitar folgas que comprometam sua eficiência na transmissão dos esforços e permitam a deformação dos
painéis aos quais estão fixadas antes de as fitas começarem a atuar (Garner, 1996).
Para evitar o efeito de rotação que pode ocorrer nos montantes duplos onde estão fixadas as diagonais, deve-se
prever a colocação do contraventamento nas duas faces do painel. O uso do contraventamento pode interferir na
colocação de abertura de portas ou janelas nas fachadas. Às vezes, é necessário adotar um ângulo de inclinação
grande da diagonal a fim de permitir a colocação de uma abertura no painel (Foto 3.4). No entanto, é preferível
que no projeto sejam previstos painéis cegos para a colocação dos contraventamentos. Apesar de o uso da
estrutura de piso, atuando como diafragma rígido, possibilitar que os contraventamentos sejam necessários em
apenas alguns painéis, a interação entre os projetos de arquitetura e engenharia é imprescindível para que o
calculista possa orientar sobre a melhor distribuição dos painéis contraventados.
Foto 3.4 - Painéis contraventados em função das aberturas em laboratório na Universidade Federal de Ouro Preto
Quando o uso do contraventamento em “X” não é o mais apropriado, devido ao projeto arquitetônico prever
muitas aberturas em uma fachada, uma alternativa é o contraventamento em “K”. Esse sistema utiliza perfis Ue
fixados entre os montantes, como mostrado na Foto 3.5.
109
Foto 3.5 - Contraventamento em “K” (Fonte: SCI)
Esses elementos agem tanto à tração como à compressão, e junto com os montantes adjacentes formam uma
treliça vertical. As principais dificuldades nesse tipo de sistema são as condições de suas conexões, a necessidade
de montantes adjacentes mais robustos em painéis a sota-vento e significativas excentricidades que podem ser
geradas nos painéis. Por esses motivos, esse sistema só é usado quando o contraventamento em “X” não é
possível (Davies, 1999).
48.1.3. TRavamenTo HoRIzonTal
A fim de aumentar a resistência do painel estrutural, fitas de aço galvanizado e os chamados bloqueadores
compostos a partir de perfis Ue e U são conectados aos montantes, formando um sistema de travamento
horizontal (Foto 3.7).
Foto 3.7 - Bloqueador e fita de aço galvanizado fixados ao painel para travamento horizontal
110
A fita metálica evita a rotação dos montantes quando sujeitos a carregamentos normais de compressão, além
de diminuir o comprimento de flambagem dos mesmos (Pereira Jr., 2004). A fita metálica deve ser em aço
galvanizado e ter, pelo menos, 38 mm de largura por 0,84 mm de espessura (Elhajj; Bielat, 2000). Deve ser
instalada na horizontal, ao longo do painel, e seus extremos devem estar sujeitos a peças como montantes duplos
ou triplos usados no encontro dos painéis (Figura 3.12). As fitas são aparafusadas em todos os montantes por
meio de um parafuso, e devem ser fixadas em ambos os lados do painel. Devem estar localizadas a meia altura
para painéis de até 2,50 m e a cada 1,00 m, aproximadamente, para painéis entre 2,75 m e 3,00 m (Elhajj; Bielat,
2000).
Figura 3.12 - Fita metálica para travamento de painel
Os bloqueadores têm a função de enrijecer o painel estrutural e são peças formadas por perfis Ue e U, posicionados
entre os montantes. Um perfil U (guia) é cortado 20 cm maior que o vão; é dado um corte nas mesas a 10 cm de
cada extremidade e, em seguida, os segmentos são dobrados em 90º para servir de conexão com os montantes,
conforme Figura 3.13. Um perfil Ue (montante) é encaixado na peça cortada e ambos são aparafusados à fita
metálica, sempre localizados nas extremidades do painel e a intervalos de 3,60 m (Elhajj; Bielat, 2000).
Perfil U com extremidades
cortadas para fixação
Perfil Ue
encaixado
no perfil U
Fixação do bloqueador nos
montantes através das flanges do perfil U
Fita metálica
Parafusos em cada montante
Bloqueador
Montante do painel
Figura 3.13 - Esquema de travamento horizontal do painel através de bloqueadores
111
Outra forma de fixar o bloqueador aos montantes é utilizar o perfil Ue cortado na largura do vão e conectá-lo aos
montantes por meio de cantoneiras aparafusadas em ambas as peças, como aparece na Figura 3.19 (Scharff,
1996).
Figura 3.19 - Esquema de fixação de bloqueador através de cantoneiras
48.1.4. enConTRo de PaInéIS
No encontro de painéis estruturais, várias soluções construtivas são possíveis, variando de acordo com o número
de painéis que se unem e do ângulo entre eles. É importante sempre garantir a rigidez do sistema, a resistência
aos esforços e a economia de material, e prover uma superfície para a fixação das placas de fechamento
interno ou externo. Peças pré-montadas podem ser utilizadas para facilitar a montagem desses encontros, mas
basicamente a união dos painéis se dá por montantes conectados entre si por meio de parafusos estruturais,
também conhecidos como parafusos sextavados. As principais configurações no encontro de painéis são:
a) Ligação de dois painéis de canto
•União de dois montantes:
a)
b)
Figura 3.20 - União de dois montantes pela alma: a) planta b) perspectiva
112
•União de três montantes (Scharff,1996):
Figura 3.21 - União de três montantes
Em ambos os casos ilustrados nas figuras anteriores, a guia superior de um dos painéis que se encontram deve
ser mais longa 75 mm do que o comprimento da parede, para que seja fixada sobre a guia superior do outro
painel, aumentando a rigidez do conjunto. As mesas dessa saliência são cortadas e dobradas, conforme mostra
a Figura 3.22 (Garner, 1996):
Figura 3.22 - Fixação de painéis de canto
113
b) Ligação de dois painéis formando um “T”
Quando a extremidade de um painel é conectada perpendicularmente a outro painel, gerando uma união em “T”.
O painel 1, que recebe o painel perpendicular, deve ser contínuo sem emendas na guia superior ou inferior no
local de união com o painel 2:
a)
b)
Figura 3.23 - Ligação de dois painéis formando um “T”: a) planta b) perspectiva
c) Ligação de três painéis
Quando as extremidades de dois painéis são conectadas a outro painel perpendicular, gerando uma união
cruzada. O painel perpendicular deve ser contínuo sem emendas na guia superior ou inferior na união com as
outras paredes. Essa ligação pode ser feita como mostra a figura a seguir:
a)
b)
Figura 3.24 - Encontro de três painéis: a) planta b) perspectiva
48.1.5. emenda de guIa
Quando ocorrer de a guia não ter o comprimento necessário ao painel, podem ser unidas duas guias por meio de
um perfil Ue, o mesmo usado nos montantes, encaixado dentro das guias e aparafusado em ambas pelas mesas,
conforme Figura 3.25. O comprimento do perfil Ue deve ser de, no mínimo, 15 cm (Elhaajj; Bielat, 2000) e essa
emenda deve ocorrer sempre entre dois montantes.
114
Guia inferior do painel - perfil U
Perfil Ue encaixado nas guias
Mínimo 15 cm
Figura 3.25 - Emenda de perfil guia
48.2. PaInéIS não eSTRuTuRaIS
Painéis não estruturais são aqueles que não suportam o carregamento da estrutura, mas apenas o peso próprio
dos componentes que os constituem. Têm a função de fechamento externo e divisória interna nas edificações.
Quando se trata de divisórias internas, pode ser utilizado o sistema de gesso acartonado ou drywall, em que
as seções dos perfis de montantes e guias possuem menores espessuras e dimensões. Porém, nas divisórias
externas, devido ao peso dos componentes de fechamento e revestimento, é recomendável utilizar os mesmos
perfis que constituem os painéis estruturais.
A solução para aberturas de portas e janelas em um painel não estrutural é bem mais simples, pois como não há
cargas verticais a suportar, não há necessidade do uso de vergas e, consequentemente, de ombreiras.
Dessa forma, a delimitação lateral do vão é dada por um único montante, no qual será fixado o marco da abertura.
Em alguns casos, para dar maior rigidez à mesma, poderá optar-se por colocar montantes duplos nessa posição,
ou um perfil caixa formado a partir do encaixe de um montante e um guia.
O acabamento superior e inferior das aberturas é definido similarmente ao dos painéis estruturais, utilizando a
guia de abertura. As figuras a seguir apresentam a conformação de um painel não estrutural:
Montante de composição
Recorte de perfil Ue
Guia superior do painel
Perfil U
Guia de abertura
Perfil U
Montante lateral
do vão
Guia de abertura
Perfil U
Montante de composição
Recorte de perfil Ue
Montante
Guia inferior do painel
Perfil U
Figura 3.26 - Desenho esquemático de painel não estrutural com abertura
115
48.3. PaRedeS CuRvaS, aRCoS e FoRmaS aTÍPICaS
Painéis estruturais e não estruturais podem ser conformados em uma variedade de superfícies curvas (Foto 3.11)
e aberturas em arco.
Foto 3.11 - Residência em São Paulo - SP (Wall Tech)
Para a construção de paredes curvas, é necessário que as guias superior e inferior do painel tenham a mesa da
face externa e a alma cortados a intervalos de aproximadamente 5 cm em todo o comprimento do arco (Scharff,
1996). Assim, é possível curvar as guias uniformemente até obter o raio desejado. Porém, as curvas não devem
ser muito fechadas. Para manter o raio da curvatura e reforçar a guia, uma fita de aço galvanizado deve ser fixada
na face externa da mesa da guia, através de parafusos ou “clinching”, conforme mostra a Figura 3.27. Só depois
deverão ser fixados os montantes. Em relação ao painel, o mais adequado é que ele seja montado no local pelo
método “stick”, ou seja: primeiro, fixam-se as guias inferior e superior no piso e na laje, respectivamente, na
conformação da curva e colocam-se os montantes no espaçamento de acordo com o cálculo estrutural.
Figura 3.27 - Método para curvatura de perfis U
Aberturas em forma de arco podem ser construídas de um painel estrutural ou não estrutural, onde um perfil U
tem ambas as mesas cortadas de modo a possibilitar a flexão do perfil no raio ou curvatura exigida no projeto.
Mãos-francesas são fixadas na verga ou guia de abertura e nas ombreiras para possibilitar a fixação do perfil,
como mostra a Figura 3.28.
116
Figura 3.28 - Método para construção de aberturas em arco
Devido à sua versatilidade, projetos em Light Steel Framing possibilitam diversas formas arquitetônicas. Cabe
ao arquiteto interagir com o profissional responsável pelo cálculo para que soluções estruturais concretizem as
propostas do projeto.
Foto 3.13 - Painéis apresentando diversas formas curvas (Fonte: http://www.aegismetalframing.com)
117
49. lAjeS
Como mencionado anteriormente, a estrutura de piso em Light Steel Framing (Figura 4.1) emprega o mesmo
princípio dos painéis, ou seja, perfis galvanizados cuja separação equidistante dos elementos estruturais ou
modulação é determinada pelas cargas a que cada perfil está submetido. Essa modulação, na maioria dos casos,
é a mesma para toda a estrutura: painéis, lajes e telhados.
Montante do painel superior
Guia inferior do painel superior
Sanefa - Perfil U
Viga de piso - Perfil Ue
Enrijecedor de alma Recorte de perfil Ue
Montante do painel inferior
Montante do painel inferior
Figura 4.1 - Estrutura de piso em Light Steel Framing
Esses perfis, denominados vigas de piso (Foto 4.1), utilizam perfis de seção Ue, dispostos na horizontal, cujas
mesas, normalmente, têm as mesmas dimensões das mesas dos montantes; a altura da alma, porém, é
determinada por vários fatores, entre eles, a modulação da estrutura e o vão entre os apoios. Assim, a disposição
das vigas de piso deve gerar a menor distância entre os apoios, resultando em perfis de menor altura.
Foto 4.1 - Vigas de piso
118
Os perfis devem ser suficientemente resistentes e enrijecidos para suportar as cargas e evitar deformações
acima das exigidas por norma. Portanto, não é recomendável cortar a mesa de um perfil que atua como viga.
Perfurações executadas nas almas das vigas para passagem de tubulações, quando excederem as dimensões
dos furos já existentes nos perfis (conhecidos por “punch”), devem ser previstas pelo projeto estrutural.
As vigas de piso são responsáveis pela transmissão das cargas a que estão sujeitas (peso próprio da laje,
pessoas, mobiliário, equipamentos etc.) para os painéis; e também servem de estrutura de apoio do contrapiso.
Estes, quando estruturais, podem trabalhar como diafragma horizontal, desde que devidamente conectados às
vigas de piso, uma vez que a resistência e o espaçamento das ligações (parafusos) definem a capacidade de o
mesmo ser considerado um diafragma (Elhajj; Crandell, 1999).
Os carregamentos relativos às divisórias internas não portantes podem ser suportados por vigas de piso isoladas,
devidamente dimensionadas, ou pela estrutura do piso em conjunto, conforme o cálculo estrutural. Já painéis
estruturais devem ser apoiados diretamente sobre outros painéis estruturais ou vigas principais (Grubb; Lawson,
1997).
Além das vigas de piso, outros elementos são essenciais na constituição de uma laje em um sistema Light Steel
Framing, como representado nas figuras 4.1 e 4.2.
•Sanefa ou guia: perfil U que fixa as extremidades das vigas para dar forma à estrutura;
•Enrijecedor de alma: recorte de perfil Ue, geralmente montante, que, fixado através de sua alma à alma da viga
no apoio da mesma, aumenta a resistência no local, evitando o esmagamento da alma da viga. Também pode
ser chamado de enrijecedor de apoio;
•Viga caixa de borda: formada pela união de perfis U e Ue encaixados, possibilita a borda da laje paralela às
vigas, principalmente quando ocorre de servir de apoio a um painel;
•Viga composta: combinação de perfis U e Ue a fim de aumentar a resistência da viga. Pode ser utilizada no
perímetro de uma abertura na laje, como, por exemplo, para permitir o acesso através de uma escada, servindo
de apoio para as vigas interrompidas.
Figura 4.2 - Planta de estrutura de piso em Light Steel Framing
119
49.1. TIPoS de laje
De acordo com a natureza do contrapiso, a laje pode ser do tipo úmida, quando se utiliza uma chapa metálica
ondulada aparafusada às vigas e preenchida com concreto que serve de base ao contrapiso, ou pode ser do tipo
seca, quando os painéis masterboard são aparafusados à estrutura do piso.
a) Laje úmida
A laje úmida é composta basicamente por uma chapa ondulada de aço (Foto 4.3), que serve de forma para o
concreto e é aparafusada às vigas de piso, e uma camada de 4 a 6 cm de concreto simples, que formará a
superfície do contrapiso.
Foto 4.3 - Forma de aço para contrapiso úmido
O contrapiso de concreto serve como base para a colocação do acabamento de piso que pode ser de cerâmica,
madeira, pedra, laminado etc. Para evitar fissuras de retração durante a cura do concreto, é necessário o emprego
de uma armadura em tela soldada colocada antes da concretagem.
A laje úmida não deve ser confundida com a forma de aço incorporada, também conhecida como “steel deck”, já
que esta funciona como um elemento misto e necessita de menor quantidade de apoios.
Para obter um conforto acústico adequado, deve-se empregar um material de isolamento entre a forma de aço
e o concreto. A forma mais comum é a colocação de painéis de lã de vidro compactada sobre a chapa de aço
protegidos por um filme de polietileno para evitar a umidificação da lã de vidro durante a concretagem.
Antes da colocação da chapa de aço, deve-se fixar em toda a borda do piso um perfil galvanizado tipo cantoneira,
a fim de servir de forma lateral para o concreto. A Figura 4.5 mostra o esquema de uma laje úmida:
120
Figura 4.5 - Desenho esquemático de laje úmida
b) Laje seca
A laje seca consiste no uso de painéis masterboard aparafusados às vigas de piso, que servem como contrapiso,
podendo desempenhar a função de diafragma horizontal, conforme Figura 4.4.
Foto 4.4 - Painéis masterboard utilizados para laje seca (Fonte: Flasan)
Para áreas molhadas, como banheiros, cozinhas, áreas de serviço e outras, é necessário fazer a impermeabilização
dos painéis com manta asfáltica ou outros sistemas de impermeabilização consagrados que garantam total
isolamento do masterboard da mesma forma que em uma laje convencional.
Para reduzir o nível de ruído que pode ser gerado na utilização normal do piso entre um pavimento e outro, é
recomendada a colocação de lã de vidro entre as vigas e o uso de uma manta de polietileno expandido entre o
contrapiso e a estrutura.
As principais vantagens do uso da laje seca seriam a menor carga por peso próprio, uma construção a seco sem a
necessidade do uso de água na obra e a maior velocidade de execução. A Figura 4.6 mostra o corte esquemático
de uma laje seca:
Montante do painel superior
Parafusos entre
contrapiso (placa) e viga
Guia inferior do
painel superior
Sanefa - Perfil U
Viga de piso
- Perfil Ue
Enrijecedor de alma Recorte de perfil Ue
Contrapiso: placas de OSB,
cimentícias e outras
Guia superior do
painel superior
Fita metálica
Montante do
painel inferior
Figura 4.6 - Desenho esquemático de laje seca com painel masterboard
121
Alguns construtores acham mais produtivo montar os painéis estruturais do pavimento superior sobre o contrapiso
da laje, seja ela seca ou úmida. Porém, a bibliografia recomenda que os painéis portantes sejam montados
diretamente sobre a estrutura do piso, para que os montantes do painel superior façam contato direto com as
vigas de piso como forma de garantir a correta transmissão axial dos esforços entre os componentes da estrutura
e evitar deformações relativas à falta de nivelamento ou precisão dimensional dos elementos que formam o
contrapiso.
49.2. vIgamenTo de PISo
De maneira geral, as vigas de piso que formam a laje se apoiam nos montantes e suas almas, estando em
coincidência, dão origem ao conceito de estrutura alinhada (Foto 4.6).
Foto 4.6 - Vigas de piso apoiadas em montantes de painéis do pavimento térreo
Porém, existem situações em que outros elementos estruturais funcionam como apoio. Uma laje em Light Steel
Framing pode se apoiar em uma estrutura tradicional (alvenaria ou concreto) já existente (Figura 4.7) ou em
construções cujas fundações sejam do tipo sapata corrida, em que a laje do térreo se apoia diretamente na
fundação (Figura 4.8).
122
Figura 4.7 - Laje em Light Steel Framing apoiada sobre estrutura tradicional
Montante do painel superior
Guia inferior do
painel superior
Contrapiso
Sanefa - Perfil U
Enrijecedor de alma -
Viga de piso -
Recorte de perfil Ue
Perfil Ue
Isolante entre perfil
Fita metálica
de aço e concreto
Fundação Sapata corrida
Figura 4.8 - Laje em Light Steel Framing apoiada sobre fundação tipo sapata corrida
Lajes em balanço, devido à ausência de apoio em uma das extremidades das vigas, necessitam de reforços
especiais na estrutura, e dois casos podem ser considerados. No primeiro, as vigas da laje em balanço têm a
mesma direção das vigas de piso, então elas constituem um prolongamento da estrutura de piso (Figura 4.9).
Porém, o segmento em balanço deve ter, no máximo, metade do comprimento do segmento das vigas que estão
entre os apoios.
Laje em balanço
Vão entre apoios:
mínimo de 2x o
comprimento do
balanço
Enrijecedor de alma Recorte de perfil Ue
Viga de piso Perfil Ue
Sanefa - Perfil U
Montante painel
Guia superior do painel
Fita metálica
Figura 4.9 - Laje em balanço
123
No segundo caso, quando as vigas da laje em balanço não têm a mesma direção das vigas da estrutura do
piso, é necessário prover uma nova estrutura para suportar as vigas que formarão o balanço (Figura 4.10). Para
isso, da mesma forma como no 1º caso, as vigas devem ter pelo menos o dobro do comprimento do balanço,
prolongando-se para dentro da construção, e estar entre apoios. Um desses apoios pode ser uma viga de piso
reforçada, segundo cálculo, cujas conexões são semelhantes às descritas posteriormente neste tópico para as
chamadas vigas principais. As vigas de piso que forem interrompidas podem ser apoiadas nas vigas do balanço,
desde que estas estejam devidamente reforçadas.
Figura 4.10 - Laje em balanço
Quando houver a necessidade de diferença de nível entre a laje de piso e a laje em balanço, como pode ocorrer
com varandas e áreas externas, para as lajes do tipo úmidas, isso pode ser resolvido variando a espessura do
contrapiso de concreto.
Para a laje seca, o desnível é conseguido mediante o uso de perfis de menor altura para a estrutura do piso em
balanço. Esses perfis devem ser fixados às vigas do piso, transpassando a guia ou soleira através de cortes em
sua alma, e seu comprimento deve ter também o dobro do comprimento do segmento que forma o balanço,
conforme mostra a Figura 4.11.
124
Figura 4.11 - Laje em balanço com contrapiso em níveis diferentes
Deve-se ter atenção especial em se reproduzir o mais fielmente possível as condições de apoio que foram
supostas no projeto estrutural, como também a adequada fixação das vigas, a fim de garantir a transferência dos
carregamentos que atuam sobre a laje aos apoios e, consequentemente, às fundações (Scharff, 1996).
Nos casos em que a modulação das vigas de piso não coincidir com a dos painéis, deve-se colocar uma viga
composta capaz de distribuir as cargas uniformemente aos montantes, conforme mostra a Figura 4.12.
Viga de piso
Enrijecedor de alma Sanefa - Perfil U
Recorte de perfil Ue
Viga composta para
Guia superior
transmitir os esforços
do painel
Montante do painel estrutural
Figura 4.12 - Viga de distribuição da carga do piso para os montantes
Deve-se sempre considerar a altura das vigas de piso no seu projeto, para que elas não interfiram na altura final
ou pé-direito dos ambientes. A altura final da laje de piso é determinada pela altura do perfil (medida externa
entre as mesas) mais o contrapiso, que varia de acordo com o uso da laje seca ou úmida.
Vários fatores contribuem para a escolha de um determinado perfil ou de uma solução estrutural: carga de utilização
da edificação, comprimento do vão, modulação do projeto estrutural, apoios intermediários, comprimento das
vigas de piso etc. Normalmente, para aplicações residenciais, são recomendados vãos de até 4,0 m, para o uso
de perfis Ue 200 x 40 x 0,95, isto é, perfis com altura da alma de 200 mm, mesa de 40 mm e espessura 0,95 mm.
Para vãos maiores, quando exigências de projeto e layout não permitem o uso de painéis intermediários de apoio,
as vigas de piso podem ser reforçadas através da combinação com outros perfis, formando vigas tipo caixa, ou,
ainda, pode ser utilizada uma viga principal, onde as vigas de piso são apoiadas. Essa viga principal é feita a partir
da combinação de dois ou mais perfis, dependendo da solicitação que deve resistir, formando uma viga caixa,
conforme mostra a Figura 4.13:
Figura 4.13 - Vigas compostas para aumentar a resistência
125
A viga principal pode estar sob as vigas de piso ou, quando houver uma limitação na altura do pé-direito, elas
podem apoiar-se no mesmo nível através de conexões, utilizando peças como cantoneiras ou suportes (Figura
4.14).
Perfil U (guia)
Perfil cantoneira
Perfil cantoneira
Viga de piso
Viga principal: 2 perfis U (guia)
+ 2 perfis Ue (viga de piso)
Viga principal: perfis Ue (viga de piso)
encaixado em perfil U (sanefa)
Perfil U (guia)
Suporte
Enrijecedor de alma
Viga de piso
Viga principal: 2 perfis U (guia)
+ 2 perfis Ue (viga de piso)
Viga de piso
Viga principal: perfis Ue (viga de piso)
encaixado em perfil U (sanefa)
Figura 4.14 - Tipos de vigas principais para apoio de vigas de piso
Vigas de aço soldadas ou laminadas também podem ser empregadas no suporte das vigas de piso, conforme
mostra a Foto 4.7, porém deve-se ter especial atenção na proteção das peças em contato para evitar corrosão.
126
Foto 4.7 - Vigas de piso apoiadas sobre viga principal em aço (Fonte: http://www.aegismetalframing.com)
Quando é necessário o uso de uma viga contínua, cujo comprimento fica limitado às condições de transporte
(normalmente são transportados perfis de até 6 m), pode-se unir dois perfis utilizando um segmento do mesmo
perfil conectado à alma das vigas (Figura 4.16). O comprimento desse segmento que funciona como uma emenda
depende das tensões atuantes no local.
Viga 1
Perfil Ue parafusado
às vigas pela alma
Viga 2
acoCom
rdo prim
com ent
o c o de
álc
ulo
Figura 4.16 - Emenda de viga de piso
49.3. TRavamenTo HoRIzonTal
O travamento horizontal da estrutura de piso (Foto 4.8) é um recurso para evitar fenômenos como flambagem
lateral por torção, deslocamento e vibração nas vigas de piso. Enrijecer o sistema reduz os esforços nas vigas e
distribui melhor o carregamento (Scharff, 1996).
Foto 4.8 - Travamento horizontal da laje de piso por meio de bloqueadores e fitas metálicas
127
Segundo Elhajj e Bielat (2000), normalmente são empregados os seguintes tipos de travamento:
•Bloqueador: consiste em usar um perfil Ue de mesmas características das vigas de piso, entre estas,
conectado através de cantoneiras (Figura 4.17), ou de um corte no próprio perfil, de forma que se possibilite o
aparafusamento deste nas vigas, similar ao procedimento utilizado nos painéis. Os bloqueadores devem estar
localizados sempre nas extremidades da laje e também espaçados a pelo menos 3,60 m, coincidindo sua mesa
com as fitas de aço galvanizado, onde são ligados por meio de parafusos.
Figura 4.17 - Bloqueador
•Fita de aço galvanizado: usado em conjunto com o bloqueador, consiste em conectar uma fita em aço galvanizado
perpendicularmente às mesas inferiores das vigas de piso, já que, nas mesas superiores, o contrapiso já
possibilita esse travamento.
49.4. eSCadaS
Estruturas de escadas em Light Steel Framing são construídas pela combinação de perfis U e Ue, normalmente
os mesmos usados para os painéis. Para constituir degraus e espelhos, painéis rígidos, como os painéis
masterboard, são os mais utilizados na estrutura. Pisos úmidos também são viáveis desde que usados com o
sistema adequado.
Neste trabalho, três métodos serão descritos, e a escolha de um deles depende do tipo de escada, se aberta
ou fechada, e do contrapiso ou substrato utilizado. De acordo com Construcción con Acero Liviano - Manual de
Procedimiento (2002), os métodos mais utilizados são:
a) Viga caixa inclinada
Indicada para escadas abertas, utiliza como apoio para o contrapiso uma guia dobrada em degraus (guia degrau),
unida a uma viga caixa com a inclinação necessária (Figura 4.18). O par dessa composição forma o lance da
escada e possibilita o apoio do contrapiso com painel masterboard 40 mm. Nesta configuração, o espelho
deverá ser de masterboard para apoiar o degrau e enrigecer o conjunto.
Guia dobrada - Perfil U
Guia dobrada - Perfil U
Parafusos de fixação entre
guia dobrada e viga inclinada
Viga caixa
Viga caixa: 2 perfis Ue + 2 perfis U
com inclinação da escada
128
Figura 4.18 - Desenho esquemático de escada viga caixa inclinada
Foto 4.9 - Escada viga-caixa inclinada
b) Painel com inclinação
Indicado para escadas fechadas, é formado por uma guia-degrau unida a um painel com a inclinação necessária
à escada (Figura 4.19). O par dessa composição forma o lance da escada, e o contrapiso se materializa, com a
utilização do painel masterboard 40 mm. Nesta configuração, o espelho deverá ser de masterboard para apoiar
o degrau e enrijecer o conjunto.
Guia dobrada - Perfil U
Guia dobrada
Parafusos de fixação entre
guia dobrada e painel
Montante superior
Guia superior do painel
Guia inferior do painel
Painel com
inclinação da escada
Figura 4.19 - Desenho esquemático de escada painel com inclinação
•Guia degrau
Para permitir o escalonamento tanto da escada de viga caixa como na de painel inclinado, é necessária uma peça
que se obtém a partir da dobragem de uma guia (perfil U), segundo a sequência:
1. Marque a guia alternando as medidas do piso e do espelho do degrau;
2. Corte as mesas da guia nos locais marcados de modo a permitir a dobragem;
129
3. A guia será dobrada nas marcas alternando a direção (para dentro e para fora) em um ângulo de 90°;
4. Uma vez completadas as dobras, aparafuse a guia por suas mesas à viga ou ao painel.
c) Painéis escalonados + painéis de degrau
Os painéis horizontais que servem de base ao substrato são formados por dois perfis guias (U) e dois perfis
montantes (Ue), e se apoiam nos painéis verticais, cujos montantes assumem a altura correspondente a cada
degrau de modo a obter o escalonamento necessário à inclinação da escada (Foto 4.10).
Foto 4.10 - Montagem de uma escada de painéis escalonados
Esse painel escalonado é montado como um único painel através de uma guia inferior contínua para todos
os montantes, conforme mostra a Figura 4.20 e o contrapiso pode levar masterboard 23 ou 40 mm. Nesta
configuração, o espelho poderá ser de Placa Cimentícia.
Figura 4.20 - Desenho esquemático de uma escada de painéis escalonados
130
50. CoberturAS
A cobertura ou telhado é a parte da construção destinada a proteger o edifício da ação das intempéries, podendo
também desempenhar uma função estética. Telhados podem variar desde simples coberturas planas até projetos
mais complexos com grande intersecção de águas ou planos inclinados.
Os telhados inclinados, além da finalidade protetora, também funcionam como um regulador térmico dos
ambientes cobertos, já que a camada de ar entre a cobertura e o forro constitui um excelente isolante térmico
(Cardão, 1964). Devido a isso, no Brasil, país de clima tropical, os telhados inclinados são normalmente mais
eficientes no que diz respeito ao conforto ambiental.
Da mesma forma que acontece nas construções convencionais, a versatilidade do sistema Light Steel Framing
possibilita a realização dos mais variados projetos de cobertura. Para os telhados inclinados, a estrutura em
LSF segue o mesmo princípio estrutural dos telhados convencionais em madeira. Portanto, o projeto de ambos
apresenta grande similaridade.
Segundo Moliterno (2003), o telhado compõe-se de duas partes principais:
•Cobertura: podendo ser de materiais diversos, desde que impermeáveis às águas pluviais e resistentes à ação
do vento e intempéries.
•Armação: corresponde ao conjunto de elementos estruturais para sustentação da cobertura, tais como ripas,
caibros, terças, tesouras e contraventamentos.
De acordo com o documento Design Guide for Cold-Formed Steel Trusses (LaBoube, 1995), publicado pela AISI
(American lron and Steel Institute), a estrutura de um telhado deve suportar, além do peso próprio de seus
componentes, o peso dos revestimentos de cobertura, forros suspensos, materiais de isolamento, cargas de
vento, de neve, e outros equipamentos ou elementos fixados ou apoiados à estrutura. Deve-se prever também
os carregamentos durante a construção e manutenção. Carregamentos referentes à chuva só devem ser
considerados se o projeto da cobertura não previr drenagem apropriada das águas pluviais.
50.1. TIPoS de CoBeRTuRaS
Há uma grande variedade de soluções estruturais para se materializar a cobertura de uma edificação. A escolha
depende de diversos fatores, como tamanho do vão a cobrir, carregamentos, opções estéticas, econômicas etc.
Neste capítulo, serão citadas algumas das soluções mais comuns para construções em Light Steel Framing,
e apresentados detalhadamente os métodos empregados para coberturas inclinadas por meio de caibros e
tesouras, por serem de maior ocorrência em construções residenciais.
50.1.1. CoBeRTuRaS PlanaS
Apesar de serem menos comuns, as coberturas planas em Light Steel Framing são, na maioria dos casos,
resolvidas como uma laje úmida em que a inclinação para o caimento da água é obtida variando a espessura do
contrapiso de concreto, como mostra a Figura 5.1. (ConsuI Steel, 2002).
Figura 5.1 - Cobertura plana em Light Steel Framing
131
Para vãos maiores sem apoios intermediários, é possível o uso de treliças planas (Figura 5.2) confeccionadas
com perfis Ue galvanizados (Foto 5.1). As treliças planas também podem ser utilizadas para estrutura de pisos
que demandam grandes cargas e vãos.
A
B
C
Figura 5.2 - Alguns tipos de treliças planas para Light Steel Framing
Foto 5.1 - Treliças planas (Fonte: htlp://wwvv.aegismetalfraaming.com)
50.1.2. CoBeRTuRaS InClInadaS
132
A estrutura de um telhado inclinado em Light Steel Framing é semelhante à de um telhado convencional, porém
a armação de madeira é substituída por perfis galvanizados; e para possibilitar o princípio de estrutura alinhada,
a alma dos perfis que compõem tesouras ou caibros deve estar alinhada à alma dos montantes dos painéis de
apoio e suas seções em coincidência, de modo que a transmissão das cargas seja axial (Figura 5.3).
Placa de OSB
Guia superior
do painel
Viga de teto ou braço
interior de tesoura
Montante painel
estrutural
Caibro ou braço superior
de tesoura (perfil Ue)
Figura 5.3 - Caibros e vigas alinhados com montantes de painel estrutural
Quando isso não for possível, da mesma forma como ocorre com lajes e painéis, deve-se usar uma viga composta
a fim de permitir a distribuição das cargas aos montantes.
Telhados inclinados em Light Steel Framing podem ser construídos a partir de uma estrutura de caibros ou por
meio de tesouras ou treliças.
50.2. CoBeRTuRaS eSTRuTuRadaS Com CaIBRoS e vIgaS
Um telhado estruturado com caibros é um método empregado para construções do tipo “stick”, onde os elementos
estruturais (perfis U e Ue) são cortados e montados no local da obra. Utiliza-se esse tipo de cobertura quando o
vão entre os apoios permite o uso de caibros e deseja-se utilizar menor quantidade de aço do que o empregado
em tesouras. Porém, projetos de coberturas mais complexas e de maiores vãos podem utilizar o sistema de
caibros devidamente dimensionados e, em alguns casos, utilizando perfis duplos (Foto 5.2).
Foto 5.2 - Telhado estruturado com caibros em um laboratório na Universidade Federal de Ouro Preto - MG (Fonte: Arquivo Célio Firmo)
133
Uma estrutura típica de caibros consiste em usar dois caibros cujas extremidades se apoiam nos painéis portantes
e, formando a inclinação requerida, se encontram em uma cumeeira no topo do edifício (Figura 5.4). O peso do
telhado e outros carregamentos é transmitido através dos caibros aos painéis e, por conseguinte, à fundação.
Figura 5.4 - Telhado típico estruturado com caibros
A cumeeira pode ser um painel estrutural contínuo que funcione como apoio ao encontro dos caibros, ou, como
é mais comum, uma viga composta por perfis U e Ue (Foto 5.3), conforme o cálculo.
Foto 5.3 - Cumeeira composta de perfis U e Ue para apoio dos caibros
A conexão dos caibros com a cumeeira pode ser por meio de cantoneiras (Figura 5.5) de espessura igual ou maior
que a dos caibros (Waite, 2000), ou através de peças de suporte, como é apresentado na Figura 5.4. (Consul
Steel, 2002):
134
Figura 5.5 - Cumeeira de telhado estruturado com caibros
A fixação dos caibros e vigas nos painéis é obtida pelos enrijecedores de alma trabalhando em conjunto com
cantoneiras devidamente aparafusadas às guias superiores dos painéis, como é mostrado na Figura 5.4 (Elhajj,
Bielat, 2000).
Se necessário, escoras também são utilizadas para transferir as cargas aos painéis portantes internos e são
conectadas aos caibros e às vigas de teto (Figura 5.7), além de auxiliar a reduzir o vão e as dimensões dos
caibros (Waite, 2000).
Cumeeira
Cumeeira
Vão do caibro sem escora
Vão do caibro com escora
Contraventamento - Perfil Ue
Caibro - Perfil Ue
Forro
Viga de teto - Perfil Ue
Escora - Perfil Ue
Painel estrutural
Painel estrutural
Painel estrutural para
utilização de escora
Vão de viga de teto
Figura 5.7 - Cobertura estruturada com caibros e vigas
Telhados de quatro águas ou com intersecção de vários planos inclinados exigem maior diversidade de elementos
estruturais e podem ser construídos a partir de tesouras ou caibros, ou a combinação de ambos. Para isso,
espigões e rincões são constituídos de perfis galvanizados U e Ue, e outras peças especiais em aço galvanizado
para auxiliar na forma da inclinação do telhado e fixação dos elementos.
Espigões e rincões podem ser montados a partir de dois métodos, descritos por Waite (2000):
1. Viga caixa (encaixando perfil Ue em perfil U) ou composta (combinação de perfis U e Ue) segundo o projeto
estrutural, onde caibros complementares que darão forma ao telhado são cortados no ângulo apropriado e
conectados aos espigões ou rincões por meio de cantoneiras.
2. Dois perfis U fixados por suas almas a uma peça que possibilite o ângulo apropriado (Figura 5.8), servindo de
guia para os caibros complementares, que não necessitam de cortes em ângulos, sendo estes aparafusados nas
guias.
Figura 5.8 - Espigão formado a partir de dois perfis U
135
50.2.1. eSTaBIlIzação da CoBeRTuRa eSTRuTuRada Com CaIBRoS e vIgaS
Cargas laterais de vento podem provocar deslocamentos e deformações na estrutura do telhado, uma vez que,
trabalhando isolados, os caibros são instáveis lateralmente.
Para evitar tais fenômenos e possibilitar que o sistema de caibros trabalhe em conjunto, devem-se fornecer
elementos enrijecedores (contraventamentos), que, além de vincular os caibros entre si, sejam capazes de
aumentar a resistência da estrutura do telhado.
Os elementos que possibilitam o contraventamento de uma cobertura estruturada por caibros, conforme os
procedimentos descritos por Elhajj (2000) no documento Prescriptive Method for Residential Cold-Formed steel
framing, são:
•Perfis U, Ue ou fitas de aço galvanizado fixados perpendicularmente aos caibros em sua mesa inferior ou
superior, de acordo com a cobertura do telhado (ver Figura 5.7);
•Perfis U, Ue ou fitas de aço galvanizado fixados na mesa superior das vigas de teto (ver Figura 5.7);
•Bloqueadores e fitas de aço galvanizado posicionados nas vigas de teto, seguindo o mesmo procedimento
descrito para vigas de piso;
•Placas estruturais, capazes de atuar como diafragma rígido, fixadas nas mesas superiores dos caibros.
50.3. CoBeRTuRaS eSTRuTuRadaS Com TeSouRaS ou TRelIçaS
Solução mais comum nas coberturas residenciais, tesouras ou treliças cobrem grandes vãos sem precisar de
apoios intermediários. No Brasil, tesouras de aço já vêm substituindo gradativamente as tesouras de madeira,
principalmente em processos de retrofit, graças à grande resistência estrutural do aço, leveza das peças, por ser
imune a insetos e incombustível (Scharff, 1996).
Existe uma variedade muito grande no desenho de tesouras e isso se deve a fatores estéticos, funcionais,
climáticos, culturais etc.
De acordo com Moliterno (2003), as tipologias mais usadas são:
•Tesoura Howe:
Figura 5.9 - Tesoura Howe
•Tesoura Pratt:
136
Figura 5.10 - Tesoura Pratt
•Tesoura Fink:
A mais utilizada nos Estados Unidos para residências em Light Steel Framing (Scharff, 1996).
Figura 5.11 - Tesoura Fink
Segundo Scharff (1996), outros desenhos de tesouras adotados são:
•Tesoura alemã:
Figura 5.12 - Tesoura alemã
•Tesoura belga:
Figura 5.13 - Tesoura belga
As tesouras ou treliças podem vir pré-fabricadas ou ser montadas no próprio canteiro da obra. Em ambos os
casos, as tesouras devem ser projetadas e dimensionadas por profissionais especializados. Porém, tesouras
pré-fabricadas apresentam algumas vantagens, tais como precisão dimensional e menos tempo de trabalho no
canteiro. Para a confecção de tesouras no próprio canteiro, muitas vezes, é necessário um grande espaço plano
disponível para montagem da mesa de trabalho e pessoal preparado.
A tesoura é constituída a partir de membros estruturais, geralmente perfis Ue, que, conectados, constituem uma
estrutura estável. Os elementos básicos da tesoura são (Figura 5.14):
137
•Banzo superior: perfil Ue que dá forma e inclinação à cobertura do telhado;
•Banzo inferior: perfil Ue que dá forma e inclinação ao forro do espaço coberto;
•Montantes ou pendurais: perfis Ue dispostos verticalmente e que vinculam o banzo superior ao inferior;
•Diagonais: perfis Ue inclinados que vinculam os banzos superior e inferior;
•Enrijecedores de apoio: recorte de perfil Ue colocado nos pontos de apoio da tesoura, para transmitir os esforços,
e evitar a flambagem local dos perfis dos banzos;
•Contraventamentos: perfis U, Ue ou fitas de aço galvanizado que vinculam as tesouras e proporcionam
estabilidade ao sistema de cobertura.
Figura 5.14 - Elementos de uma tesoura
Segundo Scharff (1996), as ligações entre os membros de uma tesoura podem ser executadas de diferentes
formas. Porém, os dois métodos mais comuns são:
•No mesmo plano, onde ocorrem os nós da tesoura, aparafusam-se os perfis em chapas de Gusset (Foto 5.4);
Foto 5.4 - Tesoura em “meia-água”, cujos elementos estão fixados em placas metálicas de aço (placas de Gusset)
138
•Camada sobre camada, onde os perfis que formam pendurais e diagonais são aparafusados ao banzo superior
e inferior por suas almas. Assim, a abertura dos perfis dos banzos fica para um lado e a dos perfis de pendurais
e diagonais, para outro. Na união do banzo superior com o inferior, devem-se recortar a mesa e o enrijecedor
de borda do perfil do banzo inferior, de forma a permitir o encaixe, conforme mostra a Figura 5.15:
Figura 5.15 - Detalhe da união do banzo superior e inferior de uma tesoura
Nos dois métodos descritos, o plano definido pelas almas das peças deve coincidir com as almas dos montantes
que servem de apoio.
Os banzos superiores podem se prolongar em balanço, além do encontro com os painéis de apoio, formando o
beiral do telhado. Os banzos superiores são arrematados nas suas extremidades por um perfil U (Figura 5.16).
Figura 5.16 - Detalhe de beiral de telhado
A cumeeira pode apresentar uma variação de desenhos que dependem do formato da tesoura e do tipo de
ligação das peças (Figuras 5.17 e 5.18).
Figura 5.17 - Detalhe da cumeeira de tesoura Pratt
139
Figura 5.18 - Detalhe de cumeeira com tesoura (a) Howe e (b) Pratt
Para telhados em duas águas, o painel de fechamento do oitão é construído de acordo com a presença e
disposição do beiral. Quando não houver beirais perpendiculares ao plano das tesouras, o oitão será um painel
com mesma inclinação e altura das tesouras (Figura 5.19).
Figura 5.19 - Painel de fechamento do oitão
Para o uso dos beirais, é necessário construir um painel auxiliar denominado “painel de beiral”, cuja fixação na
estrutura do telhado pode empregar dois métodos, descritos no Construcción com Acero Liviano - Manual de
Procedimiento:
1. O painel do beiral pode se apoiar sobre o oitão, fixando-se na primeira tesoura, situação mais recomendável;
ou
2. O painel do beiral pode ser fixado no painel do oitão, ficando em balanço.
140
No 1º caso, a altura do oitão deve ser menor que a altura da tesoura tipo para permitir o transpasse e o apoio do
beiral, que se fixará na primeira tesoura do telhado, conforme Figura 5.20:
Figura 5.20 - Painel de beiral
Para poder unir o beiral à tesoura, deverão ser reforçados os banzos superiores da mesma com um perfil U
formando uma seção caixa, onde possa ser fixado o painel de beiral, como mostra a Figura 5.21:
Montante do beiral
Sanefa do beiral
Perfil U para permitir
a fixação do beiral ao
balanço superior da tesoura tipo
Balanço superior da tesoura
Balanço inferior da tesoura
Figura 5.21 - Detalhe de fixação de painel de beiral
Em alguns casos, pode se colocar, junto com o painel do oitão, uma tesoura de mesma altura a fim de permitir
uma superfície para aparafusar as placas de forro e a fixação dos contraventamentos até o extremo da estrutura.
Já que a alma dos perfis do beiral deve coincidir com a alma dos montantes que servem de apoio, a modulação
do painel de beiral dependerá do ângulo de inclinação do telhado.
O painel de beiral em balanço só é adotado quando houver uma pequena projeção do beiral e se utilizar o
diafragma rígido na cobertura do telhado. O painel do beiral é fixado ao oitão que tem a mesma altura das
tesouras (Figura 5.22).
141
Figura 5.22 - Painel de beiral em balanço
A modulação desse tipo de beiral não deve necessariamente coincidir com a do painel do oitão onde está fixado.
A flexão do balanço é em parte absorvida pelas placas do diafragma, que estarão fixadas tanto aos banzos
superiores das tesouras como ao painel do beiral.
Para telhados de quatro águas ou com interseção de planos inclinados (Foto 5.5), há basicamente três formas de
execução descritas no Construcción com Acero Liviano - Manual de Procedimiento:
1. Por meio de vigas e caibros, segundo o método apresentado anteriormente para telhados estruturados com
caibros;
2. Painéis de telhado, onde são executados painéis para formar a volumetria do telhado, conforme mostra a
Figura 5.23. A interseção desses painéis inclinados se dá por meio de espigões compostos de perfis U e Ue,
conforme foi descrito para telhados estruturados por caibros.
142
Foto 5.5 - Telhado com interseção de vários planos (Fonte: http://www.aegismetalframing.com)
Figura 5.23 - Método para construção de telhados de quatro águas
3. Por meio de tesouras auxiliares. A partir da tesoura tipo, forma-se uma sequência de tesouras auxiliares de
formato trapezoidal, com alturas correspondentes à sua posição na inclinação do telhado e que apoiarão as
terças, como mostra a Figura 5.24:
Figura 5.24 - Tesouras auxiliares
Há ainda outro método descrito por Waite (2000), onde são usadas tesouras de meia-água que, fixadas
perpendicularmente aos pendurais das tesouras das extremidades, junto com os caibros, darão forma à inclinação
do telhado.
Ainda segundo Waite, as tesouras das extremidades do telhado de quatro águas devem ser reforçadas, pois
assumem mais carregamentos que as outras tesouras que compõem o telhado. A tesoura-mestra é composta
por duas tesouras tipos aparafusadas juntas.
143
50.3.1. eSTaBIlIzação da CoBeRTuRa eSTRuTuRada Com TeSouRaS
De acordo com o documento Design Guide for Cold-Formed Steel Trusses, o contraventamento inadequado
é a razão para a maioria dos colapsos do sistema de tesouras durante a construção. O contraventamento
apropriadamente instalado é vital para a segurança e qualidade da estrutura do telhado durante a montagem ou
sua vida útil.
A função do contraventamento é fazer com que as tesouras do telhado atuem juntas como uma unidade para
resistir às solicitações aplicadas à estrutura, uma vez que, isoladas, as tesouras são instáveis lateralmente e
tendem a girar em torno do eixo definido pela linha de seus apoios.
A estabilização da estrutura de cobertura é dada por:
a) Contraventamento lateral
Compostos por perfis U e Ue que, fixados perpendicularmente às tesouras, além de reduzirem o comprimento
de flambagem dos banzos superiores (Figura 5.25) e inferiores, servem para transferir a ação do vento para as
tesouras e contraventamentos verticais.
Contraventamento do banzo
superior - Perfil Ue
Figura 5.25 - Contraventamento lateral do banzo superior
b) Contraventamento vertical ou em “X”
Estrutura plana vertical formada por perfis Ue cruzados, dispostos perpendicularmente ao plano das tesouras,
travando-as e impedindo sua rotação e deslocamento, principalmente contra a ação do vento (Figura 5.26).
144
Figura 5.26 - Vista lateral de estrutura de telhado mostrando o contraventamento em “X” do sistema de tesouras
51. FeChAmento vertICAl
51.1. PlaCaS CImenTÍCIaS ImPeRmeaBIlIzadaS
O fechamento vertical de uma edificação é composto pelas paredes externas e internas. No steel framing, os
componentes de fechamento são leves, complementando a estrutura que já é dimensionada para suportar
menores cargas com as vedações. A Placa Cimentícia Impermeabilizada da Brasilit é o componente ideal para
esse fechamento, pois é fixada externamente à estrutura como uma “pele”, e já contém em si as características de
acabamento final do fechamento, podendo receber massa texturizada ou revestimentos diretamente, coerentes
com a construção “seca”.
Foto 6.1 - Fechamento vertical com Placas Cimentícias Impermeabilizadas Brasilit 10 mm (Fonte: Wall Tech)
Para mais informações sobre fechamentos com Placa Cimentícia Impermeabilizada Brasilit, consulte o
primeiro módulo deste Guia de Sistemas, exclusivo sobre as características e aplicações desse produto.
51.2. geSSo aCaRTonado
As placas ou chapas de gesso acartonado constituem o fechamento vertical da face interna da maioria dos
painéis estruturais e não estruturais que constituem o invólucro da edificação em steel framing, e também o
fechamento das divisórias internas.
Foto 6.5 - Fechamento interno em gesso acartonado (Fonte: Placo)
145
Foto 6.6 - Os três tipos de placas de gesso acartonado oferecidos no mercado (Fonte: Placo)
Como foi mencionado no capítulo 3, os painéis internos, quando não são estruturais, podem ser construídos
empregando o sistema drywall, que também é constituído de perfis U e Ue de aço galvanizado, porém de menores
dimensões, uma vez que apenas suportam o peso dos fechamentos e revestimentos, e de peças suspensas
fixadas em sua estrutura, como armários, bancadas, quadros etc.
51.2.1. CaRaCTeRÍSTICaS daS PlaCaS de geSSo aCaRTonado
A vedação de gesso acartonado é um tipo de vedação vertical utilizada na compartimentação e separação de
espaços internos em edificações, leve, estruturada, fixa, geralmente monolítica, de montagem por acoplamento
mecânico e constituído usualmente por uma estrutura de perfis metálicos e fechamento de chapas de gesso
acartonado (Sabbatini, 1998; Holanda, 2003).
As chapas de gesso acartonado são vedações leves, pois não possuem função estrutural e sua densidade
superficial varia de 6,5 kg/m² a 14 kg/m² dependendo de sua espessura (Abragesso, 2004).
As placas de gesso acartonado são fabricadas industrialmente e compostas de uma mistura de gesso, água e
aditivos, revestidos em ambos os lados com lâminas de cartão, que conferem ao gesso resistência à tração e
flexão.
Esse sistema permite derivações e composições de acordo com as necessidades de resistência à umidade e
fogo, isolamento acústico ou fixação em grandes vãos (Krüger, 2000).
As dimensões nominais e tolerâncias são especificadas por normas e, de forma geral, as placas ou chapas são
comercializadas com largura de 1,20 m e comprimentos que variam de 1,80 m a 3,60 m, de acordo com o
fabricante, com espessuras de 9,5 mm, 12,5 mm e 15 mm.
No mercado nacional, são oferecidos três tipos de placa:
•A Placa Standard (ST), para aplicação em paredes destinadas a áreas secas;
•A Placa Resistente à Umidade (RU), também conhecida como placa verde, para paredes destinadas a ambientes
sujeitos à ação da umidade, por tempo limitado de forma intermitente;
•A Placa Resistente ao Fogo (RF), conhecida como placa rosa, para aplicação em áreas secas, em paredes com
exigências especiais de resistência ao fogo.
51.2.2. PeRFIS de aço PaRa SISTemaS dRywall
Os perfis de aço galvanizado são fabricados pelo mesmo processo de conformação dos perfis para LSF, porém a
espessura das chapas é menor, já que os perfis não têm função estrutural na edificação.
Como nos painéis em Light Steel Framing, as divisórias em drywall são compostas por guias superiores, inferiores
e montantes verticais, a fim de possibilitar uma estrutura para fixação das chapas.
146
O espaçamento entre os montantes ou modulação, assim como nos painéis do sistema Light Steel Framing, pode
ser de 400 ou 600 mm, de acordo com as solicitações exercidas pelas placas de fechamento, revestimentos e
peças suspensas fixadas ao painel. A modulação funciona como ferramenta para a racionalização do sistema de
fechamento, otimizando o uso das chapas, aumentando o nível de industrialização da construção, uma vez que
diminui os desperdícios com cortes e adaptações, e aumenta a velocidade de execução.
Foto 6.7 - Isolamento termoacústico (Fonte: Isover)
51.3. aSPeCToS de PRojeTo e exeCução
Antes de iniciar a montagem do sistema de fechamento interno, é importante verificar a compatibilização dos
projetos entre si. Devem ser verificadas também as seguintes condições:
•Todo o fechamento vertical externo já deve estar instalado e as juntas, tratadas; lajes de piso e telhado devem
estar terminadas.
•Atividades que utilizaram água devem ter sido finalizadas.
•Os períodos de cura devem estar vencidos, como no caso de lajes úmidas e fundações tipo radier.
•As lajes e fundações devem estar niveladas e preferencialmente acabadas.
•Os ambientes devem estar protegidos da entrada de chuva e umidade excessiva.
•As saídas das instalações hidráulicas e elétricas devem estar devidamente posicionadas e as prumadas, já
prontas, evitando-se grandes rasgos nos perfis metálicos.
•Para a fixação dos perfis para drywall, verifique se o elemento de fixação é compatível com a base de apoio.
Anotações
147
Tabela 6.2 - Qualificação do isolamento acústico. Fonte: Gerges (1992) apud Sales (2001)
quantificação do isolamento
Perda de trasmissão (PT)
Condições de audição
Pobre
< 30 dB
Compreende-se a conversação normal facilmente
através da parede.
Regular
30 a 35 dB
Ouve-se a conversação em voz alta, mas não se
entende bem a conversação normal.
Bom
35 a 40 dB
Ouve-se a conversação em voz alta, mas não é
facilmente inteligível.
Muito bom
40 a 45 dB
A palavra normal é inaudível e em voz alta é muito
atenuada, sem compreensão.
Excelente
> 45 dB
Ouvem-se muito fracamente os sons muito altos.
Tabela 6.4 - Índice de Redução Acústica (Rw) da lã de vidro. Fonte: Isover - Saint Gobain, 2005
Parede
simples
Parede dupla
Parede
simples
Parede dupla
Parede
simples
Parede dupla
espessura da lã de vidro (mm)
50
50
75
75
100
100
Rw (dB)
43
50
47
55
52
58
51.4. ISolamenTo TeRmoaCúSTICo
O desempenho termoacústico de uma edificação é determinado pela sua capacidade de proporcionar condições
de qualidade ambiental adequadas ao desenvolvimento das atividades para as quais ela foi projetada. Esse
desempenho é influenciado por uma série de fatores. Dentre estes, podemos citar a localização e posicionamento
do edifício e suas dependências, os tipos de vedações e coberturas, seus revestimentos e cores, tipos de
esquadrias, tamanho e posicionamento das aberturas etc.
O isolamento termoacústico é uma forma de controlar a qualidade do conforto dentro de um ambiente, de modo
que as condições externas não influenciem as internas, barrando a transmissão de sons e evitando as perdas ou
ganhos de calor para meio externo ou contíguo.
As vedações verticais têm papel fundamental no isolamento termoacústico, pois constituem as barreiras físicas
entre os ambientes e o exterior.
Tradicionalmente, os princípios de isolação consideram que materiais de grande massa ou densidade são
melhores isolantes. Porém, é errado pensar que estruturas e vedações mais leves, que têm consequentemente
uma menor massa para isolamento dos ambientes, podem levar a condições de conforto não satisfatórias.
148
O conceito de lei de massa não pode ser aplicado às construções com LSF. Os princípios de isolamento
termoacústico em LSF baseiam-se em conceitos mais atuais de isolação multicamada, que consiste em combinar
placas leves de fechamento afastadas, formando um espaço entre os mesmos, preenchido por material isolante
(lã de vidro Isover). Nesse aspecto, diversas combinações podem ser feitas a fim de aumentar o desempenho do
sistema, através da colocação de mais camadas de placas ou aumentando a espessura da lã de vidro.
52. lIGAçõeS e montAGem
52.1. lIgaçõeS
Existe uma ampla variedade de conexões e ligações para estruturas de aço e seus componentes, embora nem todas
sejam tão utilizadas. Apesar da importância das ligações, em muitos casos não se dá a necessária atenção ao assunto,
o que pode comprometer o desempenho da estrutura e encarecer os custos da obra.
Figura 7.1 - Ponta broca
Figura 7.2 - Ponta agulha
Segundo Elhajj (2004), a escolha de um tipo específico de ligação ou fixação depende dos seguintes fatores:
•Condições de carregamento;
•Tipo e espessura dos materiais conectados;
•Resistência necessária da conexão;
•Configuração do material;
•Disponibilidade de ferramentas e fixações;
•Local de montagem, se no canteiro ou em uma fábrica ou oficina;
•Custo;
•Experiência de mão de obra;
•Normalização.
a)
b)
c)
Figura 7.3 - Tipos de cabeça de parafusos mais utilizados em ligações com LSF:
a) cabeça lentilha; b) sextavada; c) panela e d) trombeta.
d)
149
52.1.1. PaRaFuSoS
Os parafusos autoatarraxantes e autoperfurantes são os tipos de conexão mais utilizados em construções
com Light Steel Framing no Brasil, portanto, neste capítulo serão abordadas as ligações dessa natureza e suas
aplicações. Existe no mercado uma série de tipos de parafusos para cada ligação específica (metal/metal, chapa/
metal), possibilitando uma fixação de fácil execução tanto no canteiro como na pré-fabricação de componentes.
Outro aspecto importante é que a indústria vem sempre desenvolvendo processos para aumentar a durabilidade
e o desempenho dos parafusos, portanto, eles são elementos extremamente confiáveis do sistema. Os parafusos
utilizados em LSF são em aço carbono com tratamento cementado e temperado, e recobertos com uma proteção
zinco-eletrolítica para evitar a corrosão e manter características similares à estrutura galvanizada.
Os parafusos autoatarraxantes apresentam dois tipos de ponta: ponta broca (Figura 7.1) e ponta agulha (Figura
7.2). A espessura da chapa de aço a ser perfurada é que define o tipo de ponta a ser utilizada.
Figura 7.4 - Parafuso cabeça lentilha e ponta broca (Fonte: Ciser Parafusos e Porcas)
Figura 7.5 - Parafuso cabeça sextavada e ponta broca (Fonte: Ciser Parafusos e Porcas)
Figura 7.6 - Parafuso cabeça trombeta e ponta broca (Fonte: Ciser Parafusos e Porcas)
Figura 7.7 - Parafuso cabeça trombeta e ponta broca com asas (Fonte: Ciser Parafusos e Porcas)
150
Foto 7.1 - Parafusadeira (Fonte: Construtora Sequência)
Parafusos com ponta agulha perfuram chapas de aço com espessura máxima de 0,84 mm (Elhajj, 2004) e são
recomendados para uso em perfis de aço não estruturais como os usados em drywall.
Os parafusos com ponta broca são utilizados em chapas de aço com espessura mínima de 0,84 mm (Elhajj, 2004).
São muito empregados quando há a conexão de várias camadas de materiais e são os mais recomendados nas
ligações de perfis estruturais.
A cabeça do parafuso define o tipo de material a ser fixado. Os parafusos com cabeça tipo lentilha, sextavada
e panela são empregados para a fixação de perfis de aço entre si (ligação metal/metal). Já os parafusos com
cabeça tipo trombeta servem para a fixação de placas de fechamento nos perfis de aço (ligação chapa/metal)
(Figura 7.3).
Normalmente, as fendas são do tipo Phillips n° 2, exceto em parafusos sextavados, que não possuem fenda.
52.1.2. aPlICaçõeS
A seguir, os tipos de parafusos e suas aplicações em construções com o sistema LSF:
•Parafuso cabeça lentilha e ponta broca (Figura 7.4): normalmente utilizado nas ligações tipo metal/metal, ou
seja, entre perfis e em fitas de aço galvanizado. Sua cabeça larga e baixa permite fixar firmemente as chapas
de aço sem que estas se rasguem e sem causar abaulamentos nas placas de fechamento. É principalmente
utilizado na ligação entre montantes e guias.
•Parafuso cabeça sextavada e ponta broca (Figura 7.5): também conhecido como parafuso estrutural, é utilizado
na ligação entre painéis, de perfis em tesouras, enrijecedores de alma em vigas de piso e nas peças de apoio
das tesouras. O perfil de sua cabeça impede que seja utilizado onde uma placa é posteriormente colocada.
•Parafuso cabeça trombeta e ponta broca (Figura 7.6): é utilizado na fixação de placas de gesso e Placas
Cimentícias. Sua cabeça permite a total penetração no substrato, ficando rente à superfície. Disponível em
diversos comprimentos dependendo da quantidade de camadas de chapas a serem fixadas.
•Parafuso cabeça trombeta e ponta broca com asas (Figura 7.7): usado na fixação de Placas Cimentícias. A
cabeça tipo trombeta permite a total penetração no substrato. As asas, que se encontram entre a ponta e a
rosca, proporcionam uma perfuração de maior diâmetro na placa, não permitindo que os filamentos do material
que a compõem obstruam a perfuração. Essas asas se desprendem quando fazem contato com o perfil de aço
onde se fixa a placa.
A parafusadeíra é uma das ferramentas mais utilizadas em construções com LSF, pois executa as fixações por
meio de parafusos nas ligações entre diversos componentes do sistema (Foto 7.1). O tipo da cabeça do parafuso
e as fendas da mesma determinam qual tipo de boquilha é usado na parafusadeira para permitir sua fixação. Nas
construções em LSF, basicamente se usam bits de # 2 e # 3 para os parafusos com fenda Phillips e capuz para
cabeças sextavadas.
151
53. dIretrIzeS de Projeto
53.1. InduSTRIalIzação da ConSTRução
Para que seja possível explorar o potencial do Light Steel Framing como um sistema construtivo industrializado,
é necessário que o arquiteto/engenheiro, além de dominar a tecnologia, incorpore ao projeto arquitetônico as
ferramentas indispensáveis ao processo de industrialização da construção. Essas ferramentas proporcionam
uma maior eficiência e produtividade na execução da obra, resultando em construções de qualidade, com baixo
potencial de patologias e, consequentemente, uma maior satisfação por parte do usuário final.
O processo de industrialização da construção se inicia na concepção do projeto arquitetônico. É nessa etapa que
as decisões tomadas representam mais de 70% dos custos da construção (Cambiaghi, 1997). Ou, ainda, segundo
Meseguer (1991), o projeto é responsável, em média, por 40% a 45% das “falhas de serviço” em edifícios.
Por isso, é fundamental que o projeto seja pensado em conformidade com todos os seus condicionantes, pois
sistemas industrializados são incompatíveis com improvisações no canteiro de obras, e a reparação dos erros
pode acarretar em prejuízos tanto financeiros como de qualidade do produto final.
A industrialização está essencialmente relacionada aos conceitos de organização, repetição e padronização do
produto e mecanização dos meios de produção (Bruna, 1976). Podemos definir como industrial: “O método
que, entre várias modalidades de produção, é baseado essencialmente em processos organizados de natureza
repetitiva, e nos quais a variabilidade incontrolável e causal de cada fase de trabalho, que caracteriza as ações
artesanais, é substituída por graus predeterminados de uniformidade e continuidade executiva, característica das
modalidades operacionais parcial ou totalmente mecanizadas” (Ciribini, 1958, apud Rosso, 1980).
Porém, a indústria da construção civil tradicional difere em vários aspectos da indústria de transformação e, como
coloca Meseguer (1991), características peculiares da construção, tanto da natureza do processo de produção
como do próprio mercado, dificultam a transposição de várias ferramentas da produção industrial para o seu
ambiente, entre elas:
1. A construção civil é uma indústria de caráter nômade.
2. Seus produtos são únicos e não seriados.
3. Sua produção é centralizada, não se aplicando conceitos de produção em linha.
4. Sua produção é realizada sob intempéries.
5. Utiliza mão de obra intensiva, com pouca qualificação e com alta rotatividade.
6. Possui grande grau de variabilidade dos produtos.
7. Possui pouca especificação técnica.
8. Seu produto geralmente é único na vida do usuário.
9. Possui baixo grau de precisão, se comparado com as demais indústrias.
Contudo, isso não inviabiliza a adoção dos conceitos da indústria na construção civil. Como afirma Teodoro Rosso
(1980): “Quando o produto é único e é realizado num processo sui generis, não repetitivo (one-off), não temos
condições de aplicar séries de produção, mas a mecanização e outros instrumentos de industrialização são,
todavia, válidos. Entretanto quase todos os produtos de processos one-off podem ser fracionados em partes
ou componentes intermediários a serem fabricados por indústrias subsidiárias, facultando em geral para essas
subsidiárias a produção de séries e formação de estoques. O processo final resulta, assim, apenas em operações
de montagem, ajustagem e acabamento”.
Métodos apropriados aplicados desde a concepção do projeto e calcados no gerenciamento do processo de
produção/construção levarão à industrialização da construção civil.
152
O sistema Light Steel Framing apresenta dois níveis de produção de edificações:
1. Produção de uma edificação através da montagem da estrutura “in loco” e da instalação posterior dos
demais subsistemas, como fechamentos, elétrico-hidráulico, esquadrias, revestimentos, entre outros. Ou seja,
a edificação é subdividida em uma série de componentes elementares que se combinam, e a execução é dada
em uma sucessão de etapas ocorridas no canteiro. Nesse nível, vários componentes podem ser industrializados,
porém alguns processos ainda acontecem de forma convencional.
2. Sistemas modulares pré-fabricados onde os módulos ou unidades produzidos pela indústria são transportados
ao local da obra e podem vir com todos os subsistemas já instalados. Essas unidades podem constituir toda
a edificação ou apenas parte dela, como ocorre com os banheiros pré-fabricados. Quanto maior o nível de
industrialização no processo de construção dessas edificações, menor a quantidade de atividades no canteiro,
resumindo-as à montagem e interligação das unidades, formando um sistema estrutural único. O Japão possui
uma indústria altamente desenvolvida, onde edifícios e casas residenciais são construídos a partir de unidades
modulares, que podem inclusive ser personalizadas através de opções de catálogo oferecidas pela indústria aos
clientes.
Somente o uso de produtos provenientes da indústria não torna a construção industrializada nem significa o
sucesso do empreendimento. Deve-se, antes de tudo, conceber o projeto para o sistema construtivo proposto,
incorporando todas as suas propriedades, especificando e compatibilizando os seus subsistemas e componentes,
e antevendo o seu processo de construção. É a filosofia de “construir no papel”.
Não é viável conceber determinado projeto usando, por exemplo, a lógica do concreto armado e depois
simplesmente construí-lo utilizando o sistema LSF ou qualquer outro sistema estruturado em aço. Os resultados
serão sempre insatisfatórios. A esse respeito, Coelho (2004) orientou os arquitetos:
“Utilizar o aço como elemento de construção transcende a simples substituição de um material por outro. Dentre
outros aspectos, é necessário:
a) Repensar os parâmetros tradicionais de projeto, item em que são exemplos o módulo básico vinculado à
produção industrial da estrutura e os vãos compatíveis com as deformações admissíveis dos demais materiais;
b) Estudar e compreender as propriedades e características do aço e dos materiais complementares;
c) Definir antecipadamente os subsistemas que, junto com a estrutura, permitirão manter o grau de industrialização
da construção;
d) Incorporar à arquitetura detalhes construtivos eficientes para as interfaces entre a estrutura e as vedações.
Entre outros”.
A indústria da construção tem apostado na racionalização como forma de tornar mais eficientes os processos
de produção de edifícios. Na falta de sistemas construtivos totalmente industrializados, racionalizar a construção
significa agir contra os desperdícios de materiais e mão de obra e utilizar mais eficientemente os recursos
financeiros. Em sentido mais amplo é, portanto, a aplicação de princípios de planejamento, organização e gestão,
visando eliminar a casualidade nas decisões e incrementar a produtividade do processo (Rosso, 1980).
O processo de racionalização começa ainda na fase de concepção, na análise e especificação dos componentes,
na compatibilização dos subsistemas, no detalhamento, continua no processo de construção e, posteriormente,
de utilização, com a observação, registro e interpretação do comportamento do produto, do seu desempenho no
uso para, através da retroação, otimizar sua qualidade.
Os recursos ou ações a serem aplicados, que promovem a racionalização no processo de projeto, são:
•Construtibilidade, como um critério que deve incluir a facilidade de construção e execução das atividades no
canteiro, bem como a fabricação e transporte dos componentes;
•Planejamento de todas as etapas do processo, desde a definição do produto, projetos, suprimentos, execução,
até a entrega da obra;
153
•Uso da coordenação modular e dimensional;
•Associação da estrutura de aço a sistemas complementares compatíveis;
•Formação de equipes multidisciplinares, incluindo a participação de agentes da produção (construtoras ou
montadoras), para o desenvolvimento simultâneo dos projetos;
•Coordenação e compatibilização de projetos antes da execução;
•Detalhamento técnico;
•Antecipação das decisões;
•Elaboração de projeto para produção, definindo os detalhes da execução e a sucessão da forma de trabalho;
•Existência de uma visão sistêmica comum a todos os participantes do processo.
A indústria da construção divide-se em duas partes: a da edificação propriamente dita e a de materiais de
construção, subsidiária da primeira. Uma das finalidades da racionalização é integrar as duas indústrias. Para
que isso ocorra, devem-se formular princípios comuns que estabeleçam uma disciplina conceitual e pragmática
que permita transformar os materiais de construção em componentes construtivos de catálogo. Uma condição
fundamental é a adoção do sistema de coordenação modular, como base para a normalização dos componentes
construtivos.
53.2. CooRdenação modulaR
O objetivo da coordenação modular é eliminar a fabricação, modificação ou adaptação de peças em obra,
reduzindo o trabalho de montagem das unidades em seus correspondentes subsistemas e componentes
funcionais. Para isso, a indústria deve disponibilizar os seus produtos dimensionados como múltiplos de um único
módulo, considerado base dos elementos constituintes da edificação a ser construída. A adoção de um sistema
de coordenação modular é fundamental para a normalização dos elementos de construção e é uma condição
essencial para industrializar sua produção.
O Brasil adotou a coordenação modular na construção civil através da norma ABNT NBR-5706, 1977, e
Figura 8.1 - Uso de malhas geométricas modulares para projetos de arquitetura em LSF
154
estabeleceu o módulo básico (M) com um decímetro, ou seja, 10 cm. O módulo básico desempenha três funções
essenciais:
1. É o denominador comum de todas as medidas ordenadas.
2. É o incremento unitário de toda e qualquer dimensão modular a fim de que a soma ou a diferença de duas
dimensões modulares seja também modular.
3. É um fator numérico, expresso em unidades do sistema de medidas adotado ou a razão de uma progressão.
A metodologia básica para a aplicação da coordenação modular na construção civil é conseguida através da
integração dos subsistemas e componentes de uma edificação a uma malha modular que permita a coordenação
de todas as informações do projeto.
53.3. malHaS modulaReS
O uso de malhas ou reticulados, planos ou espaciais, serve de base tanto para a estrutura principal como para os
outros componentes e subsistemas que também obedecem a um padrão de coordenação modular. Seu objetivo
é relacionar as medidas de projeto com as medidas modulares.
As malhas ou reticulados possibilitam posicionar e inter-relacionar os elementos estruturais, as vedações,
esquadrias, instalações e tantos outros componentes que obedeçam a uma disciplina modular, permitindo um
melhor aproveitamento dos materiais, gerando um mínimo de cortes e desperdícios. E funcionam como elo de
intercâmbio facilitador entre a coordenação funcional, volumétrica e, principalmente, estrutural da edificação. É
sobre ela que serão lançadas as concepções estruturais, que guardarão relações de proporção com os outros
elementos do edifício (Firmo, 2003).
O sistema de referência de uma edificação deve ser constituído por um conjunto de planos, linhas e pontos
introduzidos durante o processo de projeto, com o fim de facilitar o trabalho em cada etapa da edificação.
Essencialmente se trata de uma organização geométrica em que todas as partes estão inter-relacionadas. A
base é o reticulado modular de referência que pode ser plano ou espacial, onde são posicionados a estrutura, as
vedações, as esquadrias e outros equipamentos, isolados ou em conjunto.
Basicamente, a distância entre duas liinhas do reticulado ou de dois planos do reticulado espacial deve ser o
módulo básico (10 cm) para que, a partir dele, todas as outras medidas possam ser correlacionadas. Porém,
os reticulados ou malhas podem usar como base a modulação da estrutura, contanto que sejam múltiplos ou
submúltiplos do módulo (Figura 8.1).
Segundo Rosso (1976), na prática do projeto modular, é aconselhável proceder à consideração dos detalhes logo
após o primeiro esboço. Isso decorre da consideração de que o desenho livre das partes do edifício, em função
de uma livre execução na obra, não é mais possível, pois todos estão sujeitos a uma disciplina comum. Porém, é
um engano supor que projetos concebidos a partir de malhas e componentes modulares gerem uma arquitetura
plasticamente pobre e repetitiva. A infinidade de combinações e arranjos permite uma grande flexibilidade, nas
mais variadas linguagens arquitetônicas. A grande vantagem é que os critérios técnicos são claramente definidos,
já que, para garantir a qualidade de uma edificação estruturada em aço, devem-se considerar a tecnologia
empregada e a qualidade e compatibilidade dos materiais utilizados.
Franco (1992) afirma que, ao se estabelecer um sistema de coordenação que conjugue as características
dimensionais dos materiais e componentes constituintes do sistema e o processo de produção, pretendem-se
alcançar os seguintes benefícios:
•Simplificação da atividade de elaboração do projeto;
•Padronização de materiais e componentes;
•Possibilidade de normalização, tipificação, substituição e composição entre componentes padronizados;
•Diminuição dos problemas de interface entre componentes, elementos e subsistemas;
155
•Facilidade na utilização de técnicas pré-definidas, facilitando inclusive o controle da produção;
•Redução dos desperdícios com adaptações;
•Maior precisão dimensional;
•Diminuição de erros da mão de obra, com consequente aumento da qualidade e da produtividade.
53.4. PRojeTo PaRa PRodução
Para Barros (2003), o atual processo de projeto, que enfatiza a definição do produto sem levar em conta as
necessidades de produção, pouco contribui para o avanço tecnológico nos canteiros de obra.
No processo construtivo tradicional, os projetos executivos que chegam ao canteiro geralmente informam apenas
as especificações do produto e o dimensionamento necessário, indicando as formas finais do edifício no caso
do projeto arquitetônico, ou as características técnicas dos subsistemas, sem contribuir para o modo como as
operações devem se suceder. A falta de compatibilização entre subsistemas é comum, resultando em problemas
que, na maioria das vezes, são resolvidos pelo próprio pessoal de obra. Assim, frequentemente, as decisões de
como construir são tomadas no próprio canteiro.
Melhado (1994) fornece um conceito mais abrangente de projeto quando afirma que o projeto de edifícios deve
extrapolar a visão do produto ou da sua função, devendo ser encarado também sob a ótica do processo da
construção. O projeto deve incluir, além das especificações do produto, também as especificações dos meios
estratégicos, físicos e tecnológicos necessários para executar o seu processo de construção.
Assim, como conclui Taniguti (1999), para evoluir no processo de produção de edifícios, é necessário melhorar o
processo de elaboração do projeto, considerando simultaneamente os vários subsistemas, bem como o conteúdo
do projeto, o qual, além da forma do produto, deve apresentar também o aspecto de como produzir.
Quando a indústria da construção trabalha com sistemas construtivos racionalizados e/ou industrializados, é
essencial que o projeto, além de enfocar o produto, contemple também o modo de produção, para que realmente
possa se explorar o potencial produtivo e se atingir os resultados esperados.
O projeto para a produção é definido por Melhado (1994) como um conjunto de elementos de projeto elaborado
de forma simultânea ao detalhamento do projeto executivo, para utilização no âmbito das atividades de produção
em obra, contendo as definições de:
•Disposição e sequência das atividades de obra e frentes de serviço;
•Uso de equipamentos;
•Arranjo e evolução do canteiro;
•Dentre outros itens vinculados às características e recursos próprios da empresa construtora.
O papel essencial do projeto para a produção é o de encontrar soluções construtivas para determinado projeto,
concebido para uma certa tecnologia, inserindo as condicionantes de racionalização e construtibilidade, a fim de
dar suporte a atividade de execução, através de um processo de produção seriado e definido, permitindo o seu
controle, garantindo a qualidade desejada para o produto e redução dos custos e desperdícios.
O projeto para produção não deve ser confundido com o projeto de um subsistema da edificação, não é apenas
o detalhamento genérico que viabiliza as operações no canteiro.
Como se sabe, o processo de produção de edifícios é uma atividade multidisciplinar que envolve a participação
de diferentes profissionais e projetistas, o que significa a necessidade de uma maior integração entre as diversas
disciplinas de projeto (arquitetura, estrutura, instalações, vedações, fundações etc.), bem como entre essas
disciplinas e as atividades da produção.
O elemento de ligação entre essas diversas disciplinas é a coordenação de projetos, que é uma atividade de
suporte ao desenvolvimento do processo de projeto, voltada à integração dos requisitos e das decisões de
156
projeto. A coordenação deve ser exercida durante todo o processo de projeto, e tem como objetivo facilitar
a interatividade entre os diversos membros e equipes, a fim de melhorar a qualidade dos projetos a serem
desenvolvidos e promover sua compatibilização.
A coordenação de projetos pode ser exercida por uma equipe da própria construtora, pelo escritório de arquitetura
ou por um profissional ou empresa especializada.
A coordenação de projetos não vai resolver por si só todas as incongruências e não conformidades existentes
entre os projetos. Deve existir em comum, entre todos os agentes participantes, uma visão sistêmica do processo
de produção e do produto/edificação, resultando em um todo harmônico e integrado. Novaes (1996) apud Silva
(2003) afirma que essa condição só será alcançada a partir da “adoção de uma visão sistêmica do comportamento
dos subsistemas de um edifício, através da elaboração dos projetos para cada subsistema, e seus componentes,
compatibilizada com as dos demais, em respeito às necessidades particulares de cada um e globais do edifício,
visto como um organismo em funcionamento”.
53.5. dIReTRIzeS PaRa o PRojeTo de aRquITeTuRa
A seguir, serão apresentados alguns requisitos para a elaboração de projetos de arquitetura em LSF. O objetivo é
orientar os profissionais em aspectos essenciais para garantir edificações mais eficientes, resultado de concepções
planejadas e adequadas ao sistema LSF, e também para permitir a racionalização do processo construtivo.
53.5.1. eSTudo PRelImInaR
É importante, desde a concepção do projeto, se pensar na forma de produzir ou construir. Portanto, já no estudo
preliminar, devem ser considerados os conceitos e condicionantes estruturais.
O uso de malhas ou reticulados modulares planos e espaciais permite relacionar, em um primeiro momento, a
modulação da estrutura e os painéis de fechamento. O reticulado modular de referência deve considerar o módulo
básico de 10 cm, uma vez que é a partir dele que se referenciam as dimensões dos componentes. Porém, malhas
de maiores dimensões devem ser utilizadas para o projeto a fim de facilitar a criação e o desenho, contanto que
sejam múltiplos do módulo fundamental. Para projetos com LSF, pode ser empregada uma malha ou reticulado
plano de 1200 mm x 1200 mm, uma vez que, no estudo preliminar, o arquiteto não tem ainda a informação precisa
se a modulação estrutural será de 400 ou 600 mm. Portanto, quando se usa essa malha múltipla tanto de 400
como 600 mm, permite-se que posteriormente o projeto seja adequado a qualquer das opções determinadas pelo
projeto estrutural. Também essa modulação de malha possibilita que desde os primeiros esboços se considere a
otimização no uso das placas de fechamento, uma vez que a maioria desses componentes utiliza essa dimensão.
Deve-se conceber um projeto coerente com o estágio tecnológico da construtora, ou seja, os métodos de
construção e montagem adotados pela empresa devem refletir na complexidade e escolha de componentes da
edificação.
53.5.2. anTePRojeTo
Nessa etapa, é essencial dominar o uso dos materiais e componentes que fazem parte da construção, para uma
melhor especificação e integração desses materiais, de acordo com a situação.
É preciso atentar para o uso a que se destina o edifício e o clima local a fim de considerar o padrão de acabamento
e os critérios de desempenho termoacústico, uma vez que várias configurações são possíveis no projeto de
vedações. Essas condições são determinantes na escolha dos componentes de fechamento vertical e tipo de laje.
Especificar o tipo de revestimento e acabamento, para que seu peso próprio seja considerado no projeto estrutural.
Nessa etapa, anteprojeto de estrutura, fundações e instalações devem ser desenvolvidos simultaneamente, e as
interferências entre os subsistemas já devem ser consideradas.
Compatibilizar o projeto arquitetônico com as dimensões dos componentes de fechamento a fim de otimizar a
modulação horizontal e vertical dos mesmos.
157
Especificar esquadrias, formas de fixação e as folgas necessárias para tal, compatibilizar a paginação dos
componentes de fechamento com as aberturas de esquadrias. Otimizar a dimensão e localização das aberturas
com a localização dos montantes considerando a modulação.
Proporcionar estanqueidade ao ar e água da estrutura através de componentes de impermeabilização e
fechamento. Ou seja, os perfis galvanizados nunca devem estar aparentes.
Definir a viabilidade de concentrar as passagens das prumadas em “shafts”, visando menor interferência com a
execução das vedações e estruturas.
Definir o uso e tipo de sistema de água quente, ar-condicionado e calefação.
Sempre que possível lançar o layout das peças fixadas aos painéis dos ambientes para prever a colocação de
reforços.
53.5.3. PRojeTo exeCuTIvo e deTalHamenTo
Essa fase é caracterizada pelo processo de compatibilização entre subsistemas e elaboração dos projetos
executivos e de detalhamento, considerando as peculiaridades do sistema construtivo, e o nível de racionalização
do processo. Portanto, os projetos executivos de arquitetura diferem dos projetos para construções convencionais
que abordam e fornecem informações de forma genérica. Quanto mais preciso e detalhado o projeto, maior o
desempenho e qualidade na montagem da edificação.
Apesar de não ser comum o dimensionamento dos projetos arquitetônicos em milímetros, a precisão milimétrica
deve ser considerada, uma vez que a estrutura de aço proporciona um sistema construtivo muito preciso e
todos os demais componentes devem acompanhar esse pré-requisito. Portanto, apesar de não ser condição
essencial que as cotas do projeto executivo sejam apresentadas em milímetros, todo o projeto deve ser pensado
nessa grandeza, e o detalhamento, principalmente da interface entre subsistemas, deve preferencialmente ser
apresentado nessa escala.
Esse procedimento se mostra particularmente importante quando no detalhamento das interfaces. Consideramos
que mesmo que os componentes elementares da construção sejam fabricados segundo os critérios de
coordenação modular, todo material está sujeito a variações de milímetros que decorrem de erros de fabricação
e de posição, ou de dilatações e contrações diferentes devido à natureza da cada um. Portanto, esses aspectos
devem ser apreciados a fim de se evitar patologias posteriores.
A elaboração do projeto executivo está inicialmente atrelada à compatibilização do projeto estrutural com o
arquitetônico. Posteriormente, devem-se compatibilizar esses projetos com o de instalações, identificando,
analisando e solucionando as interferências.
Elaborar projetos de vedações internas e externas atendendo ao projeto estrutural, já que é na estrutura que
os componentes são fixados, compatibilizando e integrando com os outros subsistemas. A paginação dos
componentes de fechamento deve otimizar a modulação vertical e horizontal, ser compatível com as aberturas
e, quando necessário, com seu uso como diafragma rígido. Quando os componentes de fechamento não
desempenharem a função estrutural, identificar e solucionar sua interferência com o uso de contraventamentos.
Especificar e detalhar o tipo de juntas de união (aparente ou invisível) de dessolidarização e movimentação
das placas de fechamento, incorporando sempre que necessário esses detalhes ao projeto de arquitetura. É
importante considerar também a deformabilidade da estrutura e as variações higrotérmicas dos materiais no
detalhamento das juntas.
Identificar e solucionar a interferência de pontos hidráulicos de pias, vasos sanitários, chuveiros, tanques e
outros, com a posição dos elementos estruturais, principalmente contraventamentos e montantes.
Especificar e detalhar o tipo de revestimento de áreas molháveis e o uso de materiais como piso box e outros.
Detalhar a interface painéis/esquadrias, caracterizando o tipo de material (alumínio, madeira, aço, PVC etc.),
o modo de fixação, componentes de proteção dessas aberturas, tais como peitoris, pingadeiras e alisares.
158
Cuidados especiais devem ser tomados quando se usam materiais metálicos, como o alumínio, a fim de isolar as
esquadrias da estrutura, evitando dessa forma os pares galvânicos.
Dar preferência aos detalhes padronizados, que têm desempenho comprovado. E isso deve ser aplicado tanto ao
detalhamento do projeto arquitetônico quanto do projeto estrutural.
Definir projeto luminotécnico para evitar interferência com a estrutura, como vigas de piso e montantes.
É sempre importante, a cada etapa, fazer uma análise crítica para verificar se as alternativas propostas podem
ser melhoradas, visando à racionalização na produção e compatibiilidade entre os subsistemas. Como também
para detectar se as operações presentes são suficientes à elaboração dos projetos para a produção.
No processo de execução de construções em LSF, várias atividades ocorrem simultaneamente, isso é outra
condição que implica na necessidade de se estabelecer os projetos de produção, uma vez que, devido à
velocidaade de execução, fica difícil solucionar de forma ótima as interferências que vão aparecendo e isso pode
comprometer a sequência de execução, atrasando os prazos de entrega da obra.
É certo que sistemas construtivos como o Light Steel Framing são uma ponte para o desenvolvimento tecnológico
da construção civil. Mas também temos a convicção de que uma das maiores contribuições desse sistema seja
construir com qualidade, sem desperdício e com preocupação ambiental.
Anotações
159
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Anotações
163
55. eSPeCIFICAçõeS tÉCnICAS e CÓdIGoS doS ProdutoS
Imagem
164
Código
descrição
281042005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 4 mm X 1,20 X 2,00 m
281042405
Placa Cimentícia Impermeabilizada 4 mm X 1,20 X 2,40 m
281043005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 4 mm X 1,20 X 3,00 m
281062005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 6 mm X 1,20 X 2,00 m
281062405
Placa Cimentícia Impermeabilizada 6 mm X 1,20 X 2,40 m
281063005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 6 mm X 1,20 X 3,00 m
281082005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 8 mm X 1,20 X 2,00 m
281082405
Placa Cimentícia Impermeabilizada 8 mm X 1,20 X 2,40 m
281083005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 8 mm X 1,20 X 3,00 m
281102005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 10 mm X 1,20 X 2,00 m
281102405
Placa Cimentícia Impermeabilizada 10 mm X 1,20 X 2,40 m
281103005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 10 mm X 1,20 X 3,00 m
281122405
Placa Cimentícia Impermeabilizada 12 mm X 1,20 X 2,40 m
281123005
Placa Cimentícia Impermeabilizada 12 mm X 1,20 X 3,00 m
282062005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 6 mm X 1,20 X 2,00 m
282062405
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 6 mm X 1,20 X 2,40 m
282063005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 6 mm X 1,20 X 3,00 m
282082005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 8 mm X 1,20 X 2,00 m
282082405
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 8 mm X 1,20 X 2,40 m
282083005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 8mm X 1,20 X 3,00 m
282102005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 10 mm X 1,20 X 2,00 m
282102405
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 10 mm X 1,20 X 2,40 m
282103005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 10 mm X 1,20 X 3,00 m
282122405
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 12 mm X 1,20 X 2,40 m
282123005
Placa Cimentícia Impermeabilizada rebaixada 12 mm X 1,20 X 3,00 m
Conforme procedimento na página 07
273030056
Primer para juntas invisíveis - balde 5 kg
Conforme procedimento na página 32
285005004
Cordão delimitador para juntas - rolo com 100 m
Conforme procedimento na página 32
273030036
massa para juntas Invisíveis - balde 5 kg
Conforme procedimento na página 32
273030046
massa para juntas Invisíveis - balde 15 kg
Conforme procedimento na página 32
273030015
massa para acabamento - balde 5 kg
Conforme procedimento na página 32
273999976
FibroTape 5,0 cm X 45,7 m
273999986
FibroTape 10,1 cm X 45,7 m
Conforme procedimento na página 32
285000001
Parafuso Placa 4,2 X 32 mm com asas cx. 500
Conforme procedimento na página 25
285001004
Parafuso Placa 4,2 X 32 mm sem asas cx. 500
Conforme procedimento na página 25
285004004
Parafuso Metal / Metal 4,2 X 13 mm cx. 1.000
Conforme procedimento na página 150
285003004
Guia de steel framing 0,95 mm X 90 mm X 3,00 m
285003024
Guia de steel framing 0,95 mm X 140 mm X 3,00 m
285003044
Guia de steel framing 0,95 mm X 200 mm X 3,00 m
285003014
Montante de steel framing 0,95 mm X 90 mm X 3,00 m
285003034
Montante de steel framing 0,95 mm X 140 mm X 3,00 m
285003054
Montante de steel framing 0,95 mm X 200 mm X 3,00 m
Conforme procedimento na página 94
285040004
Barreira de água e vento Tyvek® Homewrap®
Conforme procedimento na página 36
165
631351015
Painel lightboard 1,20 X 1,00 m 35 mm
631352415
Painel lightboard 1,20 X 2,40 m 35 mm
631751015
Painel lightboard 1,20 X 1,00 m 75 mm
631752415
Painel lightboard 1,20 x 2,40 m 75 mm
631871015
Painel lightboard 1,20 X 1,00 m 87 mm
631872015
Painel lightboard 1,20 X 2,00 m 87 mm
631872415
Painel lightboard 1,20 X 2,40 m 87 mm
621142415
Painel masterboard 14 mm 1,20 X 2,40 m
621232415
Painel masterboard 23 mm 1,20 X 2,40 m
623402015
Painel masterboard 40 mm 1,20 X 2,00 m
623402515
Painel masterboard 40 mm 1,20 X 2,50 m
623402755
Painel masterboard 40 mm 1,20 X 2,75 m
623403055
Painel masterboard 40 mm 1,20 X 3,05 m
Conforme procedimento na página 67
625010004
Kit de fixacao com presilhas para masterboard - pacote com 60
Conforme procedimento na página 71
626800001
Selamax - Selante de poliuretano - bisnaga 400 g
Conforme procedimento na página 27
Anotações
166
DESAFIO
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