Especificações Técnicas de Materiais

Especificações Técnicas de Materiais
MANUAL DE ESPECIFICAÇÕES
TÉCNICAS DE MATERIAIS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
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MANUAL DE ESPECIFICAÇÕES
TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
MPN-DP-01/MN-004
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ÍNDICE
Especificação
1. Introdução
Página
02
2. Especificações Técnicas
2.1
Cabos de Alumínio Cobertos para Média Tensão – ET 001
2.2
Cabos de Alumínio Isolados, Multiplexados e Autossustentáveis para Rede
de Baixa Tensão – ET 002
Espaçadores e Amarrações Isolantes Para Redes Isoladas/Protegidas – ET
003
Para-Raios com Resistor não Linear de Óxido Metálico para Redes de Baixa
Tensão – ET 004
2.3
2.4
03
26
49
84
2.5
Banco de Capacitores – ET 005
112
2.6
Cabos Concêntricos – ET 006
161
2.7
Transformadores Trifásicos, Monofásicos para Redes Aéreas de Distribuição,
Classe 15 e 36 kV - ET
007
Religadores Aérea Redes de Distribuição, Classe de 13,8 e 34,5 kV – ET
008
2.8
180
280
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
1. Introdução
Esta Norma tem por objetivo apresentar todos os materiais padronizados e utilizados
pelas empresas de distribuição da Eletrobrás.
Os materiais, que incluem equipamentos e ferramentas, são aplicados em redes de
distribuição aéreas protegidas e isoladas, em média e baixa tensão.
A norma permite aos seus usuários o conhecimento das características dos materiais,
visando sua melhor utilização e controle de qualidade alem de atender o processo de
aquisição.
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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
CABOS DE ALUMÍNIO COBERTOS PARA MÉDIA TENSÃO
ET-001
Revisão
01
Alterações
Emissão Inicial
Elaborado
Aprovado
Data
Responsável
30/07/2012
Adjar Barbosa
Projeto
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ÍNDICE
CAPÍTULO
PÁGINA
1. OBJETIVO
5
2. REFERÊNCIAS
6
3. DEFINIÇÕES
8
4. CONDIÇÕES GERAIS
9
5. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
12
6. INSPEÇÃO
13
7. PLANOS DE AMOSTRAGEM
21
8. TABELAS
22
8.1. TABELA 1 - CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E ELÉTRICAS
COBERTOS
8.2. TABELA 2 - REQUISITOS FÍSICOS DA COBERTURA DE XLPE
DOS
CABOS
8.3. TABELA 3 - REQUISITOS FÍSICOS DA SEMICONDUTORA (CABOS CLASSE 25
kV)
9. FIGURAS
24
9.1. FIGURA 1 - DISPOSITIVA PARA O ENSAIO DE ABRASÃO DA COBERTURA
10. ANEXOS
10.1. ANEXO 1 - DADO TÉCNICO E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS
25
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1.
OBJETIVO
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de cabos de potência, unipolares, cobertos, para 8,7/15
kV e 15/25 kV, bloqueados, para redes de distribuição aéreas protegidas, nas
empresas de distribuição da Eletrobras:
 AMAZONAS ENERGIA
 CEAL
 CEPISA
 CERON
 ELETROCRE
 BOA VISTA ENERGIA.
Este documento foi elaborado com base na especificação do CODI nº 3.2.18.23.0.
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2.
REFERÊNCIAS
2.1.
Legislação Federal sobre o meio ambiente
Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social Capítulo VI: do Meio Ambiente.
2.2.
Normas técnicas




















ABNT-NBR 5118 (EB-291) - Fios de alumínio nus de seção circular para fins
elétricos - Especificação
ABNT-NBR 5426 (NB-309-01) - Planos de amostragem e procedimentos na
inspeção por atributos - Procedimentos
ABNT-NBR 5456 (TB-19-01) - Eletricidade geral - Terminologia
ABNT-NBR 5471 (TB-19-19) - Condutores elétricos - Terminologia
ABNT-NBR 6236 (EB-1210) - Madeira para carretéis para fios, cordoalhas e
cabos - Especificação.
ABNT-NBR 6238 (MB-1293) - Fios e cabos elétricos - Envelhecimento
térmico acelerado - Método de ensaio
ABNT-NBR NM-IEC 60811-1-1 - Métodos de ensaios comuns para os
materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos
para aplicação geral - Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões
externas - Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas
ABNT-NBR 6246 (MB-1420) - Fios e cabos elétricos - Dobramento a frio Método de ensaio ABNT-NBR NM 280 - Condutores de cabos isolados (IEC
60228, MOD)
ABNT-NBR 6810 (MB-1466) - Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em
componentes metálicos - Método de ensaio
ABNT-NBR 6814 (MB-1473) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência
elétrica - Método de ensaio
ABNT-NBR NM-IEC 60811-1-3 - Métodos de ensaios comuns para os
materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos
para aplicação geral - Capítulo 3: Métodos para a determinação da
densidade de massa - Ensaios de absorção de água - Ensaio de retração
ABNT-NBR 7104 (MB-1594) - Fios e cabos elétricos - Determinação do teor
de negro de fumo e/ou conteúdo de componente mineral em polietileno Método de ensaio
ABNT-NBR 7271 (EB-1113) - Cabos de alumínio para linhas aéreas Especificação
ABNT-NBR 7272 (MB-1275) - Condutor elétrico de alumínio - Ruptura e
característica dimensional - Método de ensaio
ABNT-NBR 7291 (MB-1535) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência
à fissuração - Método de ensaio
ABNT-NBR 7292 (MB-1469) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de
determinação do grau de reticulação - Método de ensaio
ABNT-NBR 7300 (MB-1650) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de
resistividade volumétrica - Método de ensaio
ABNT-NBR 7307 (MB-1654) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de fragilização
- Método de ensaio
ABNT-NBR 9511 (PB-1238) - Cabos elétricos - Raio mínimo de curvatura
para instalação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para
acondicionamento - Padronização
ABNT-NBR 9512 (MB-2525) - Fios e cabos elétricos - Intemperismo
artificial sob condensação de água, temperatura e radiação ultravioleta-B
proveniente de lâmpadas fluorescentes - Método de ensaio
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











ABNT-NBR 10296 (MB-2825) - Material isolante elétrico - Avaliação de sua
resistência ao trilhamento elétrico e erosão sob severas condições
ambientais - Método de ensaio
ABNT-NBR 11137 (PB-1376) - Carretéis de madeira para acondicionamento
de fios e cabos elétricos - Dimensões e estruturas - Padronização
ABNT-NBR 11788 (EB-2084) - Conectores de alumínio para ligações aéreas
de condutores elétricos em sistemas de potência - Especificação
ABNT-NBR - 11873/91 Cabos Aéreos Cobertos com XLPE para Uso em
Regiões Arborizadas com Tensões de 15kV e 25kV - Especificação;
CODI-3.2.18.23.0 - Especificação de cabos cobertos para rede compacta
com espaçadores - 15 kV ANSI C119-4 - Electric connectors - Connectors
to use between aluminum-to-aluminum or aluminumto-copper bare
overhead conductors
ASTM D150 - Standard test methods for ac loss characteristics and
permittivity (dielectric constant) of solid electrical insulation
ASTM D3418 - Standard test method for transition temperatures of
polymers by differential scanning calorimetry
ASTM G154 - Standard practice for operating fluorescent light apparatus
for UV exposure of nonmetallic materials
ASTM G155 - Standard practice for operating xenon arc light apparatus for
exposure of nonmetallic materials
BS 2782-Part 8 - Methods for the assessment of carbon black dispersion in
polyethylene using a microscope
IEC 60183 - Guide to the selection of high-voltage cables IEC 60228 Conductors of insulated cables
ISO 2859-1 - Sampling procedures for inspection by attributes - Part 1:
Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot
inspection.
NOTAS:
1)
Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões
documentos listados acima, na data da abertura da licitação.
dos
2)
É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que
elas assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas
normas apresentadas anteriormente e que não contrariem esta
Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos
documentos da proposta e, caso a ELETROBRAS julgue necessário, o
proponente deve fornecer uma cópia.
3)
Todos os documentos técnicos citados como referência devem estar à
disposição do inspetor ou diligenciador da ELETROBRAS no local da
inspeção.
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3.
DEFINIÇÕES
3.1.
Geral
Os termos técnicos utilizados nesta Especificação estão definidos na ABNT-NBR
5456 e na ABNTNBR 5471, e são complementados pelas definições de 3.2 a
3.4.
3.2.
Cabo coberto
Cabo dotado de cobertura protetora extrudada de material polimérico, visando
à redução da corrente de fuga em caso de contato acidental do cabo com
objetos aterrados e diminuição do espaçamento entre condutores.
3.2.1. Trilhamento elétrico (tracking)
Fenômeno produzido na superfície externa da cobertura do cabo,
devido à circulação de corrente elétrica de fuga, originada pelo
surgimento de uma diferença de potencial entre dois pontos dessa
superfície.
A região da cobertura do cabo, percorrida por essa corrente, tem sua
resistência superficial aumentada em decorrência do aquecimento e do
ressecamento produzidos no local.
A etapa seguinte do processo é a carbonização do composto, em
função dos micro arcos localizados que se formam na região afetada.
Progressivamente, a superfície carbonizada do material torna o campo
elétrico cada vez mais irregular, resultando em elevações sucessivas
da resistência superficial e, consequentemente, levando o composto
polimérico à degradação e à deterioração.
3.3.
Condutor bloqueado
Condutor cujos interstícios são preenchidos ao longo de todo o seu
comprimento, com a finalidade de conter o ingresso longitudinal de água no
seu interior.
4.
CONDIÇÕES GERAIS
4.1.
Dados técnicos
O fornecedor deve atender às exigências comerciais da ELETROBRAS e enviar,
junto com a proposta, os dados técnicos relacionados no Anexo.
4.2.
Condições de serviço
Os cabos cobertos devem ser projetados para suportar as seguintes condições
normais de serviço:
a)
b)
c)
d)
Instalação em sistemas trifásicos a quatro fios, com neutro multiaterrados
e solidamente aterrado, 60 Hz, com tensões fase-fase e fase-terra de
13,8 kV/7,9 kV (classe 15 kV);
Altitude não superior a 1200 m;
Temperatura ambiente entre 00C e 400C;
Temperatura de operação em regime permanente de 90 0C (XLPE);
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e)
f)
g)
4.3.
Temperatura de operação em regime de curto-circuito de 2500C (XLPE);
Umidade relativa do ar de, no mínimo, 60%;
Instalação em locais arborizados, com exposição ao sol e à chuva, o que
pode favorecer o desenvolvimento de trilhamento elétrico.
Características construtivas
4.3.1. Formação do cabo
O cabo completo é constituído por:
a)
b)
Condutor: formado por fios de alumínio;
Cobertura: camada protetora extrudada de composto polimérico.
4.3.2. Condutor
a) O condutor deve atender às seguintes exigências:
b) Ser constituído por fios de alumínio com diâmetro uniforme e
acabamento industrial isento de fissuras, escamas, rebarbas,
asperezas, estrias, inclusões e outros defeitos que possam
comprometer o desempenho do cabo;
c) Apresentar encordoamento uniforme e em coroas sucessivas, com
sentido para a direita na coroa externa. O condutor pronto não
deve apresentar falhas de encordoamento;
d) As emendas, se necessárias, são permitidas apenas nas seguintes
condições:
 Durante a trefilação do fio de alumínio, nas condições definidas
na ABNT-NBR 5118, desde que espaçadas de, pelo menos, 15
m de qualquer outra emenda, em qualquer coroa. No caso de
emendas feitas por solda elétrica (de topo), deve ser efetuado
tratamento térmico de recozimento do condutor no trecho
emendado numa extensão de 200 mm, no mínimo, de cada
lado da emenda;
 Durante o encordoamento do cabo, desde que sejam atendidas
as exigências da ABNTNBR NM 280.
4.3.3. Cobertura
A cobertura deve atender às seguintes exigências:
a) Ser de composto termofixo extrudado de polietileno reticulado
(XLPE), resistente ao trilhamento elétrico e ao intemperismo;
b) Ser contínua e homogênea ao longo de todo o comprimento do
cabo, ficar perfeitamente justaposta e concêntrica em relação ao
condutor (e à blindagem, quando existir) e apresentar superfície
lisa, cilíndrica, isenta de porosidades, trincas e de materiais
estranhos e contaminantes;
c) Ter espessura que garanta o nível de suportabilidade dielétrica do
cabo;
d) Ter superfície externa com características adequadas para prover o
cabo de resistência às intempéries, ao trilhamento elétrico, à
radiação ultravioleta e à abrasão mecânica.
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4.4.
Identificação
A cobertura do cabo deve receber, ao longo de todo o seu comprimento, uma
marcação legível e indelével, em intervalos regulares de 500 mm, com
caracteres que não favoreçam o trilhamento elétrico, contendo as seguintes
informações mínimas:
a) Nome e/ou marca do fabricante;
b) Classe de tensão (15 kV);
c) Material (al) e seção nominal do condutor, em mm2;
d) Material da cobertura (XLPE);
e) Os dizeres "cabo não isolado - não tocar" e "bloqueado";
f) Mês e ano de fabricação.
4.5.
Acondicionamento
4.5.1
Os cabos devem ser embalados em carretéis de madeira, adequados
ao transporte rodoviário, ferroviário ou marítimo, ao armazenamento
ao tempo e às operações usuais de manuseio.
4.5.2
Os carretéis devem ser isentos de defeitos, trincas, rachaduras ou
qualquer outro tipo de defeito e sem pregos ou parafusos que possam
vir a danificar o cabo.
NOTA:
1)
2)
3)
4)
5)
Os pregos utilizados na construção dos discos laterais devem ter suas
cabeças embutidas e as pontas dobradas, e ser cravados da face interna
para a face externa dos discos;
Ser fabricados com madeiras preservadas de acordo com a ABNT-NBR
6236;
Ter dimensões de acordo com a ABNT-NBR 11137;
Ter preferencialmente lances de 500 m, para os fornecimentos para a
ELETROACRE.
Ter massa bruta não superior a 1000 kg.
4.5.3
Os lances dos cabos devem ter comprimento mínimo de 400 m e
máximo de 600 m, sendo que a variação permitida nos comprimentos
dos lances de cabo não deve ser superior a 2%.
4.5.4
Não deve haver mais do que um lance de cabo no mesmo carretel.
4.5.5
Os carretéis devem ser marcados, de forma legível e indelével,
com as seguintes informações:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
Nome e/ou marca comercial do fabricante;
Sigla da empresa indicada no item 1.2 ;
Número do pedido de compra;
Número de série do carretel;
Identificação completa do cabo, conforme a seção 4.4;
Comprimento nominal do lance do cabo no carretel, em metros;
Massas líquida e bruta, em kg;
Mês e ano de fabricação;
Dimensões do carretel;
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j)
Outras informações que o pedido de compra exigir.
NOTA:
1)
2)
3)
4.6.
A identificação deve ser feita com placas de alumínio ou de material
polimérico, gravadas de forma permanente e fixadas em ambos os
discos laterais com pregos do tipo helicoidal.
Os discos laterais dos carretéis devem ser marcados em relevo ou em
sulco com uma seta indicando o sentido de desenrolamento do cabo.
O fornecedor brasileiro deve numerar os diversos carretéis e anexar, à
Nota Fiscal, uma relação descritiva do conteúdo individual de cada um
(romaneio).
Garantia
O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de fabricação ou
de 18 meses após a data de início de utilização, prevalecendo o que ocorrer
primeiro, contra qualquer defeito de material, fabricação e acondicionamento
dos cabos ofertados.
NOTA: O prazo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega deve ser
inferior a 3 meses.
4.7.
5.
Meio ambiente
4.7.1
Em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento dos
cabos cobertos devem ser rigorosamente cumpridas a legislação
ambiental brasileira e as demais legislações estaduais e municipais
aplicáveis.
4.7.2
A ELETROBRAS poderá verificar, nos órgãos oficiais de controle
ambiental, a validade das Licenças de Operação da unidade industrial
dos fornecedores e subfornecedores.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1
Condutor
5.1.1
Os fios de alumínio que formam o condutor devem:
a)
b)
c)
5.1.2
Ter têmpera H19, conforme a ABNT-NBR 5118;
Ter condutividade mínima de 61% IACS, a 20ºC;
Atender
os
requisitos
da
ABNT-NBR
5118,
encordoamento.
antes
do
O condutor deve:
a)
b)
c)
d)
Ser encordoado e compactado, de acordo com a ABNT-NBR NM
280 ou a IEC 60228;
Ter características físicas e mecânicas conforme a Tabela 1;
Ter resistência elétrica em corrente contínua a 20ºC, por unidade
de comprimento, não superior ao valor máximo indicado na Tabela
1;
Ter construção bloqueada, com os interstícios entre os fios
componentes preenchidos com material compatível, química e
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termicamente, com os componentes do cabo. O fornecedor deve
garantir essa compatibilidade
5.2
Cobertura
5.2.1
5.2.2
5.2.3
5.2.4
5.2.5
5.3
A espessura da cobertura deve ser de no mínimo 3,0 mm.
A espessura média da cobertura, em qualquer seção transversal do
cabo, não deve ser inferior ao valor nominal acima especificado.
A espessura mínima da cobertura, em qualquer seção transversal do
cabo, não deve diferir do valor nominal em mais do que 0,1 mm +
10%.
As características físicas e elétricas da cobertura estão indicadas nas
Tabelas 2 e 3.
A temperatura de fusão do material da cobertura deve ser de, no
mínimo, 105ºC e não deve haver pontos de transição em temperaturas
abaixo daquela (na faixa de temperaturas do
ensaio).
A
temperatura de início de degradação do XLPE não deve ser inferior a
245ºC.
Blindagem semicondutora do condutor
Não será exigida a utilização de blindagem
especificados por esse documento.
5.4
semicondutora
nos
cabos
Cabo coberto pronto
O diâmetro externo do cabo deve atender aos limites na tabela 1
6.
INSPEÇÃO
6.1
Geral
6.1.1
6.1.2
A inspeção compreende a execução dos ensaios de recebimento, ou
seja, os de rotina e os de tipo, estes últimos quando exigidos pela
ELETROBRAS no Pedido de Compra.
Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes
requisitos:
a)
b)
c)
6.1.3
6.1.4
devem ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no
laboratório do fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido
previamente homologado pela ELETROBRAS;
devem ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras
escolhidas aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção
pelo inspetor da ELETROBRAS ou por seu representante legal;
devem ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da
ELETROBRAS ou por seu representante legal.
De comum acordo com a ELETROBRAS, o fornecedor poderá substituir
a execução de qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório
do mesmo ensaio, executado em cabos cobertos idênticos aos
ofertados e que atenda aos requisitos de 6.1.2.
A ELETROBRAS se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para
verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio
exigidos com a proposta.
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6.1.5
O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou
contratada, necessária à execução dos ensaios (em caso de
contratação, deve haver aprovação prévia da ELETROBRAS).
6.1.6
ELETROBRAS se reserva o direito de enviar inspetor devidamente
credenciado, com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de
fabricação e, em especial, presenciar os ensaios, devendo o fornecedor
garantir ao inspetor da ELETROBRAS livre acesso a laboratórios e aos
locais de fabricação e de acondicionamento.
6.1.7
O fornecedor deve assegurar ao inspetor da ELETROBRAS o direito de
se familiarizar, em detalhe, com as instalações e os equipamentos a
serem utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar
calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de
dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.
6.1.8
O fornecedor deve informar à ELETROBRAS, com antecedência mínima
de 10 dias úteis, a data em que o material estará pronto para
inspeção.
6.1.9
O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da ELETROBRAS,
certificados de aferição dos instrumentos de seu laboratório ou do
contratado a serem utilizados na inspeção, medições e ensaios do
material ofertado, emitidos por órgão homologado pelo INMETRO, ou
por organização oficial similar de outros países. A periodicidade
máxima dessa aferição deve ser de um ano, podendo acarretar a
desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa exigência.
Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos, mediante
acordo prévio entre a ELETROBRAS e o fornecedor.
6.1.10 Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como
referência devem estar à disposição do inspetor da ELETROBRAS, no
local da inspeção.
6.1.11 Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este
o único responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado à
ELETROBRAS o acesso à documentação de avaliação técnica referente
a esse cadastro.
6.1.12 A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
a)
b)
c)
Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o
material de acordo com os requisitos desta Especificação;
Não invalidam qualquer reclamação posterior da ELETROBRAS a
respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.
Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser
inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao
fornecedor e, eventualmente, em sua presença. Em caso de
qualquer
discrepância
em
relação
às
exigências
desta
Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por
conta do fornecedor.
6.1.13 A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não
dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se,
na opinião da ELETROBRAS, a rejeição tornar impraticável a entrega do
material nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor
não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta
Especificação, a ELETROBRAS se reserva o direito de rescindir todas as
suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais
casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará
sujeito às penalidades aplicáveis.
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.1.14 Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote
aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por
conta do fornecedor, sem ônus para a ELETROBRAS. Tais unidades
correspondem aos valores apresentados na coluna ―Ac‖ da Tabela 4.
6.1.15 O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.
a)
b)
c)
A ELETROBRAS se reserva o direito de exigir a repetição de
ensaios em lotes já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de
responsabilidade:
Da ELETROBRAS, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na
segunda inspeção;
Do fornecedor, em caso contrário.
6.1.16 Os custos da visita do inspetor da ELETROBRAS (locomoção,
hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por
conta do fornecedor nos seguintes casos:
a) Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de
inspeção;
b) Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1.5,
6.1.9 e 6.1.10;
c) Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de
fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo
fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor;
d) Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.
6.2
Ensaios de Rotina
6.2.1
Inspeção Visual
6.2.1.1
Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o
inspetor da ELETROBRAS deve efetuar uma inspeção visual
para verificar:
a)
b)
c)
d)
6.2.2
Verificação Dimensional
6.2.2.1
6.2.2.2
6.2.2.3
6.2.3
Características gerais do cabo;
Identificação do cabo, conforme seção 4.4;
Acondicionamento e identificação dos carretéis, conforme
seção 4.5;
Comprimento dos lances do cabo em cada carretel,
conforme seção 4.5.a não conformidade do carretel e/ou
do cabo com quaisquer um dos requisitos de 6.2.1.1
implicará na rejeição desses materiais.
Os diâmetros dos fios e do cabo pronto devem ser verificados
conforme a ABNT-NBR NM-IEC 60811-1-1.
A verificação da espessura da cobertura deve estar de acordo
com o indicado na seção 5.2.
Constitui falha o não atendimento às exigências dimensionais
apresentadas nas seções 5.1 a 5.4, devendo o cabo ser
rejeitado.
Resistência elétrica do condutor
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.2.3.1
6.2.3.2
6.2.4
Tensão elétrica aplicada no cabo
6.2.4.1
6.2.4.2
6.2.5
O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR
11873. 6.2.4.2
O cabo deve ser considerado aprovado no ensaio desde que
não apresente perfuração quando submetido à tensão
elétrica alternada especificada na Tabela 3.
Tensão elétrica aplicada na superfície da cobertura
6.2.5.1
6.2.5.2
6.2.5.3
6.2.6
A resistência elétrica do condutor deve ser medida conforme
a ABNT-NBR 6814.
O cabo deve ser considerado aprovado no ensaio se atender
às exigências da seção 5.1.2.
O ensaio deve ser realizado utilizando-se corpos-de-prova,
devendo ser retirado um corpo-de-prova de cada carretel
selecionado como amostra. Cada corpo-de-prova deve ter
comprimento de, pelo menos, 300 mm e deve ser imerso em
água à temperatura ambiente durante, pelo menos, 30
minutos.
A seguir, os corpos-de-prova devem ser retirados da água e
enxugados, devendo ser então enrolados fios de cobre de
diâmetro aproximado de 1 mm em torno dos corpos-deprova, em dois pontos equidistantes das extremidades e
separados entre si por uma distância de 150 mm, que serão
usados como eletrodos para aplicação da tensão elétrica.
A resistividade superficial da cobertura deve ser tal que os
valores de tensão eficaz de 15 kV (cabos classe 15 kV) com
valores de frequência entre 48 Hz e 62 Hz, aplicados durante
1 minuto, não resulte em arco elétrico, nem em queima do
material da cobertura, nem em emissão de fumaça, para que
o cabo seja considerado aprovado no ensaio.
Resistência da cobertura ao trilhamento elétrico (cabo coberto
novo)
6.2.6.1 O ensaio deve ser realizado em conjunto(s) constituído(s)
por cinco corpos-de-prova novos, conforme Tabela 4, de
comprimentos iguais a 15 cm cada um, retirados de amostra
de cabo ·pronto. Deve-se retirar um corpo-de-prova de cada
um dos cinco diferentes carretéis escolhidos do lote
produzido.
6.2.6.2 Os corpos-de-prova devem ser lixados com lixa de carbeto
de silício, granulação 400, sendo importante a remoção de
todo o brilho da superfície do cabo, bem como dos eventuais
resíduos metálicos.
6.2.6.3 O ensaio deve ser executado conforme a ABNT-NBR 10296,
método 2, critério A, sendo que o fluxo do líquido
contaminante deve ser de 0,11 ml/minuto.
6.2.6.4 Constitui falha a ocorrência de qualquer uma das seguintes
situações, em qualquer um dos corpos-de-prova ensaiados,
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.2.6.5
6.2.7
Temperatura de fusão do material da cobertura
6.2.7.1
6.2.7.2
6.2.7.3
6.2.8
com tensão de trilhamento de valor igual a até o valor
especificado na Tabela 3:
a) Interrupção do circuito de teste de algum dos corpos-deprova, por atuação automática de seu disjuntor;
b) Erosão do material de algum dos corpos-de-prova, que
descaracterize o circuito de teste;
c) Acendimento de chama no material de algum dos
corpos-de-prova
A ocorrência de qualquer falha, conforme 6.2.6.4 implica na
rejeição do lote.
O ensaio deve ser realizado por calorimetria diferencial de
varredura, conforme a norma ASTM D3418, cobrindo a faixa
de temperaturas de -20°C a +350°C, com taxa de variação
de 10°C/minuto, em conjunto(s) constituído(s) por três
corpos-de-prova, conforme a Tabela 4.
Os corpos-de-prova devem ser preparados a partir da
cobertura retirada de amostra de cabo completo. Cada um
dos três corpos-de-prova, de cada conjunto deve ser obtido a
partir de três carretéis do lote produzido.
Constitui falha a ocorrência de qualquer uma das seguintes
situações:
a) Média dos valores obtidos para a temperatura de fusão
dos corpos-de-prova inferior ao especificado, com
ocorrência de pontos de transição abaixo desse valor;
dos corpos-de-prova;
b) Ocorrência de pontos de
transição
abaixo
da
temperatura de fusão, na faixa de temperaturas do
ensaio, em qualquer um dos corpos-de-prova;
c) Ocorrência de oxidação ou degradação do material em
temperatura inferior a 245°C.
Tração e alongamento à ruptura da cobertura
6.2.8.1
O ensaio de tração e alongamento à ruptura, antes e após o
envelhecimento dos corpos de prova em estufa a ar, deve ser
executado de acordo com a ABNT-NBR 6238 e a ABNT-NBR
NM-IEC 60811-1-1, e atender às exigências da Tabela 2, em
conjunto(s) constituído(s) por cinco corpos-de-prova,
conforme a Tabela 4, para cada ensaio.
6.2.8.2
Os corpos-de-prova de cada conjunto devem ser retirados de
amostra de cabo completo, a
partir de cinco carretéis
escolhidos do lote produzido.
Devem ser determinadas as variações dos valores de
resistência à tração e alongamento à ruptura,
calculadas
pela diferença entre os valores máximo e mínimo
obtidos
após envelhecimento e os respectivos valores
máximo e mínimo obtidos sem envelhecimento, expressas
como porcentagem destes últimos.
6.2.8.3
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.2.8.4
6.2.8.5
6.2.9
Alongamento ou deformação a quente da cobertura
6.2.9.1
6.2.9.2
6.2.9.3
6.3
Constitui falha a ocorrência de variação de resistência à
tração ou de alongamento à ruptura superior a 25%, tanto
para os valores máximos quanto para os valores mínimos.
A ocorrência de falha, conforme a seção 6.2.8.4, implica
rejeição do lote.
O ensaio de alongamento a quente deve ser executado de
acordo com a ABNT-NBR 7292 e atender às exigências da
Tabela 2, devendo ser aplicados em conjunto(s) constituídos
por cinco corpos-de-prova, conforme a Tabela 4.
Os corpos-de-prova devem ser retirados de amostra de cabo
completo, a partir de cinco carretéis escolhidos do lote
produzido.
O não atendimento aos requisitos da Tabela 2 implica
rejeição do lote.
Ensaios de tipo
6.3.1
Ensaios de tipo não elétricos
6.3.1.1
Características físicas do composto da cobertura.
Os ensaios de tipo não elétricos que verificam as
características físicas do composto da cobertura devem ser
realizados de acordo com os procedimentos apresentados
nas respectivas normas da ABNT apresentadas na Tabela 2.
6.3.1.2
Tração e alongamento à ruptura do condutor.
O ensaio deve ser executado observando-se as seguintes
condições:
a)
b)
c)
d)
6.3.1.3
Devem
ser
ensaiados
três
corpos-de-prova
de
comprimento adequado à execução do ensaio, retirados
de amostra de cabo completo;
As coberturas dos corpos-de-prova devem ser removidas
e a superfície do condutor deve ser limpa, de modo a
permitir sua avaliação durante o ensaio;
O ensaio deve ser executado conforme a ABNT-NBR
7272,
considerando-se
como resistência mecânica
calculada (RMC) o valor de carga mínima de ruptura
indicado na tabela 1;
Constitui falha o não atendimento, por qualquer um dos
corpos-de-prova, dos requisitos desta especificação, bem
como os da ABNT-NBR 7271.
Resistência da cobertura à abrasão.
O ensaio deve ser executado observando-se as seguintes
condições:
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
a)
b)
c)
d)
e)
f)
6.3.1.4
Dois corpos-de-prova, retirados de amostra do cabo
completo, devem ter comprimento suficiente para serem
montados no dispositivo de ensaio, que deve estar de
acordo com a Figura. A distância entre os pontos de
fixação do corpo-de-prova deve ser de (100 _ 5) mm,
medidos de centro a centro;
O dispositivo de ensaio deve ter um gume de atrito de
tira de aço revestido com uma liga de cromo, dureza
Rockwell de 61_1, cujo comprimento deve corresponder,
pelo menos, ao diâmetro externo do cabo a ser testado.
Os pesos a serem usados nos testes devem estar de
acordo com a Figura, onde a massa indicada é a total,
incluindo-se o dispositivo de sustentação do peso de
teste;
A cobertura do cabo deve ser friccionada lateralmente
pelo gume de atrito, através de um movimento
horizontal de ida e de volta do mandril ou da própria
unidade sob ensaio. A amplitude do movimento de
oscilação deve ser de, no mínimo, 20 mm;
Cada corpo-de-prova deve ser submetido a dois ensaios.
Em cada ensaio, o corpo de prova deve ser girado de 90
graus em torno do seu eixo, mas não deve ser movido
para frente ou para trás. Cada ensaio deve ter a duração
de 1000 ciclos, sendo que 20 a 30 ciclos devem ser
realizados por minuto (cada ciclo corresponde a uma
oscilação completa de ida e de volta);
Após a realização da cada ensaio, o corpo-de-prova deve
ser medido, por meio de um instrumento de precisão
adequado, para determinar a profundidade raspada pelo
gume de atrito na cobertura;
Cada corpo-de-prova deve suportar, no mínimo, 1000
ciclos de abrasão, sem que a lâmina do dispositivo de
ensaio chegue a cortar mais do que 0,25 mm da
espessura da cobertura, para que o cabo seja
considerado aprovado no ensaio.
Resistência à penetração longitudinal de água
O ensaio deve ser realizado observando-se as seguintes
condições:
a)
b)
6.3.1.5
O ensaio deve ser realizado conforme metodologia e
condições descritas na ABNT NBR 11873 - Anexo C,
porém, com pressão de água de 10 kPa (equivalente a 1
m de coluna de água);
Durante a execução do ensaio, não deve ocorrer
vazamento de água pelas extremidades do corpo-deprova, através dos interstícios do condutor, para que o
cabo seja considerado aprovado nesse ensaio.
Resistência ao intemperismo artificial
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
O ensaio deve ser executado observando-se as seguintes
condições:
a) O ensaio deve ser realizado conforme a metodologia e
condições estabelecidas na ASTM G155 (lâmpada
xenônio), ou de acordo com a ABNT-NBR 9512 ou sua
equivalente ASTM G154 (lâmpada fluorescente), ciclo de
4 horas de exposição à radiação UV-B a 70°C e 4 horas
de exposição à condensação de água a 50°C;
b) A duração do ensaio para ambas as metodologias não
deve ser inferior a 2000 h;
c) Dez corpos-de-prova devem ser preparados a partir de
amostra de cabo completo, sendo cinco deles para
avaliação do alongamento à ruptura antes do ensaio e os
outros cinco para a mesma avaliação, porém, após o
ensaio. Os cinco corpos-de-prova envelhecidos devem
apresentar uma retenção de, pelo menos, 75% dos
respectivos valores obtidos com os corpos-de-prova
novos
d) Cinco corpos-de-prova adicionais devem ser preparados
para a execução do ensaio de trilhamento elétrico
previsto em 6.3.2.1
6.3.1.6
Ensaios de Tipos Elétricos
Resistência da cobertura ao trilhamento elétrico (cabo
coberto envelhecido) O ensaio deve ser executado
observando-se as seguintes condições:
a)
b)
c)
o ensaio deve ser realizado em cinco corpos-de-prova,
de comprimento igual a 15 cm cada um, envelhecidos
em câmara de intemperismo artificial, conforme 6.3.1.5.
Esses corpos-de-prova devem ser retirados dos mesmos
carretéis utilizados para a retirada dos corpos-de-prova
para execução do ensaio de 6.2.6;
as demais condições de ensaio devem seguir a
metodologia estabelecida em 6.2.6;
o cabo deve suportar as condições de ensaio até o valor
especificado na Tabela 3 para que seja considerado
aprovado no ensaio.
Verificação da compatibilidade do material de bloqueio
com as conexões O ensaio deve ser realizado
observando-se as seguintes condições:
a)
Deve ser preparado um laço em forma de "U", de acordo
com a ABNT-NBR 11788 ou a ANSI C119-4, constituído
por:
 Condutor bloqueado, com a cobertura removida, e
seção de 50 mm2 ou 150 mm2;
 Quatro conectores derivação de compressão formato
H, prensados com ferramentas de compressão
mecânica ou hidráulica.
NOTA:
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
De comum acordo com a ELETROBRAS, o fornecedor poderá
preparar outro laço constituído pelo mesmo cabo, porém, sem o
material de bloqueio, para fins de comparação de resultados:
a)
b)
c)
d)
6.4
O ensaio deve ser executado conforme a ABNT-NBR
11788 ou a ANSI C119-4, com duração correspondente à
classe A (500 ciclos), verificando-se os valores de
resistência elétrica e de temperatura;
Os
resultados
obtidos
devem
ser
considerados
satisfatórios e o cabo aprovado nesse ensaio desde que
sejam
atendidas,
simultaneamente,
as
seguintes
condições:
 Todos os valores medidos para a resistência e a
temperatura atendam aos requisitos da ABNT-NBR
11788 ou da ANSI C119-4;
 Não ocorra acendimento de chama do material do
bloqueio;
 Não ocorra gotejamento ou vazamento de material do
bloqueio pelas bordas das conexões ou por entre os fios
formadores do cabo;
Se qualquer um dos conectores não satisfizer qualquer
uma das exigências mencionadas na alínea c anterior, um
novo laço com o mesmo cabo deve ser preparado e o
ensaio repetido;
Caso ocorra uma nova não conformidade, o cabo
bloqueado deve ser recusado.
Relatórios dos ensaios
6.4.1
O relatório dos ensaios, a ser preparado pelo fornecedor, deve conter,
no mínimo, as seguintes informações:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
6.4.2
Nome e/ou marca comercial do fabricante;
Número do pedido de compra;
Identificação dos cabos cobertos ensaiados, conforme a seção 4.4;
Descrição sucinta dos ensaios;
Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de
medição;
Memórias de cálculo, com resultados obtidos nos ensaios e
eventuais observações;
Tamanho do lote, número e identificação das unidades (carretéis)
amostradas e ensaiadas;
Datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;
Nome do laboratório onde os ensaios foram executados;
Nomes legíveis e assinaturas do inspetor da Eletrobras e do
responsável pelos ensaios.
Os cabos serão liberados pelo inspetor da ELETROBRAS somente
quando lhe forem
entregues três vias do relatório dos ensaios e três
vias da lista de embarque e após a verificação da embalagem e sua
marcação respectiva.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
7.
PLANOS DE AMOSTRAGENS
7.1
Ensaios de rotina
7.1.1
O tamanho da amostra e os critérios de aceitação e de rejeição para os
ensaios de rotina
devem estar de acordo com a Tabela 4.
De cada carretel selecionado como amostra devem ser retirados os
corpos-de-prova, em número e tamanho adequados à execução de
todos os ensaios previstos.
Se um corpo de prova for rejeitado em qualquer ensaio, este deverá
ser repetido em dois outros corpos de prova do mesmo carretel.
Ocorrendo nova falha, o carretel deve ser considerado defeituoso.
A quantidade total de carretéis defeituosos deve ser levada à Tabela 4,
que definirá a aceitação ou a rejeição do lote.
A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração
adicional deve ser feita
de acordo com as recomendações da
ABNT-NBR 5426 ou da ISO 2859-1.
7.1.2
7.1.3
7.1.4
7.1.5
7.2
Ensaios de tipo
7.2.1
Os corpos de prova devem ser retirados pelo fornecedor, na presença
do inspetor da ELETROBRAS, a partir dos primeiros carretéis do lote
produzido, em quantidade e comprimento adequados à realização de
todos os ensaios previstos nesta Especificação.
A ocorrência de resultados insatisfatórios em qualquer um dos ensaios
de tipo
implicará na reprovação de todo o lote de cabo coberto sob
fornecimento.
7.2.2
7.2.3
8.
TABELAS
8.1
Tabela 1 - Características Físicas e Elétricas dos Cabos Cobertos
Diâmetro
Massa por
Diâmetro Externo Máx. Resistência Resistência
Unid.
Seção Formação Nominal
Mín. a
Elétrica Máx.
(sobre
Comprimento
Nominal (Nota 1)
do
Tração
em cc. a
cobertura)
Condutor
(Nota 2)
20ºC
15kV 25 kV
15kV 25 kV
mm2
Nº de Fios
mm
35
6c
7,1
13,8
50
6c
8,2
95
15 c
150
15 c
mm
Dan
Ω/km
kg/km
17,4
455
0,868
210
240
14,9
18,5
650
0,641
260
320
11,4
18,1
21,7
1235
0,320
450
505
14,2
21,0
24,5
1950
0,206
590
640
720
780
185
30 c
16,3
23,0
26,7
2405
0,164
Nota:
1 - C: Condutor redondo compacto
2 - Valores obtidos com base na resistência mínima de 130 Mpa
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8.2
Tabela 2 - Requisitos físicos da cobertura de XLPE
Item
Característica
Valor
Unid.
- resistência à tração mínima
12,5
MPa
- alongamento à ruptura mínimo
200
%
135±3
°C
168
h
25
%
200±3
°C
15
Min.
- solicitação mecânica
0,20
MPa.
- alongamento máximo sob carga
175
%
15
%
130±3
°C
- duração
1
h
- retração máxima permissível
4
%
85±3
°C
14
Dias
0,75
%
2,8
-
Norma aplicável
Ruptura sem envelhecimento:
1
ABNT-NBR NMIEC
60811-1-1
Ruptura após envelhecimento em estufa a ar:
- temperatura
2
- duração
- variação máx. permissível (tração/
alongamento)
Alongamento à quente :
- temperatura
- tempo sob carga
3
- alongamento máximo após resfriamento
ABNT-NBR 6238
ABNT-NBR 7292
Retração ao calor:
- temperatura
4
ABNT-NBR NMIEC
60811-1-3
Absorção de água (método gravimétrico):
- temperatura
5
- duração
- variação máxima de massa
6
8.3
Constante dielétrica (máxima)
Tabela 3 - Requisitos elétricos da cobertura
Item
1
2
8.4
Característica
Tensão Elétrica aplicada entre o condutor Fase e a água
 Tempo mínimo de imersão antes do ensaio
 Frequência de tensão de ensaio
 Tempo de aplicação da tensão de ensaio
 Tensão de ensaio (cabo 15kV)
Tensão de trilhamento elétrico:
 Cabo novo (mínimo).
 Cabo envelhecido em câmara de intemperismo artificial
ABNT-NBR NMIEC
60811-1-3
ASTM D150
Valor
Unid.
1
48 a 62
5
18
H
Hz
Min.
kV
2,75
2,5
kV
kV
Tabela 4 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina
Inspeção visual.
Tamanho Tensão aplicada na
do Lote
superfície.
Verificação dimensional
Trilhamento elétrico.
Temperatura de fusão.
Tração e alongamento à
ruptura.
Alongamento (ou
deformação) a quente
Resistência
elétrica.
Tensão aplicada
no cabo
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Amostra
Tamanho
Ac
Re
Quantidade de conjuntos
de corpos-de-prova (Nota
1)
3
0
1
-
-
5
0
1
1
1ª
13
0
2
2
2ª
13
1
2
151 a
280
1ª
20
0
3
2ª
20
3
4
281 a
500
1ª
32
1
4
2ª
32
4
5
501 a
1200
1ª
50
2
5
2ª
50
6
7
nº de
carretéis
Até 30
Sequenci
a
-
31 a 150
51 a 150
3
Amostra
100% dos
carretéis do lote
4
5
NOTAS:
1 - Conjuntos formados por cinco ou três corpos-de-prova, conforme requerido
pelos respectivos ensaios.
2 - Especificação do plano de amostragem, conforme a ABNT-NBR 5426 ou a
ISO 2859-1:
 Regime de inspeção normal, amostragem dupla, nível de inspeção II,
NQA 2,5 %.
3 - Ac - Número de aceitação: número de carretéis defeituosos que ainda
permite aceitar o lote;
Re - Número de rejeição: número de carretéis defeituosos que implica
rejeição do lote;
4 - Se a amostra requerida for igual ou maior que o número de carretéis
constituintes do lote, efetuar inspeção cem por cento.
5 - Procedimento para amostragem dupla:
Inicialmente, ensaiar um número de unidades igual ao da primeira amostra
obtida na Tabela. Se o número de unidades defeituosas encontradas estiver
compreendido entre "Ac" e "Re" (excluídos esses valores), deve ser ensaiada
a segunda amostra. O total de unidades defeituosas encontrado após terem
sido ensaiadas as duas amostras deve ser menor ou igual ao maior "Ac"
especificado na Tabela para permitir a aceitação do lote.
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9.
FIGURAS
9.1
FIGURA 1 COBERTURA
DISPOSITIVA
PARA
Diâmetro Externo do Cabo - d
mm
d ≤ 13
13 < d ≤ 16
16 < d ≤ 19
19 < d ≤ 22
22 < d
O
ENSAIO
DE
ABRASÃO
DA
Massa Total do Peso de
Ensaio ± 5% -g
400
500
600
700
800
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10 ANEXOS
9.1. ANEXO 1 - DADO TÉCNICO E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS
Cabos de Alumínio Cobertos para Média Tensão
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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
CABOS DE ALUMÍNIO ISOLADOS, MULTIPLEXADOS E
AUTOSSUSTENADOS PARA REDE DE BAIXA TENSÃO
ET-002
Revisão
01
Alterações
Emissão Inicial
Elaborado
Aprovado
Data
Responsável
30/05/2012
Adjar Barbosa
Projeto
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ÍNDICE
CAPÍTULO
PÁGINA
1. Objetivo
28
2. Referências
29
3. Definições
32
4. Condições Gerais
33
5. Condições Específicas
36
6. Inspeção
38
7. Planos de Amostragem
42
8. Tabelas
43
8.1. Tabela 1- Formação e Acondicionamento
Cabos Multiplexados
8.2. Tabela 2- Temperaturas Máximas no Condutor
8.3. Tabela 3 - Características Físicas e Elétricas
Condutor Fase
8.4. Tabela 4 - Características Físicas, Elétricas e Mecânicas
Condutor Neutro
8.5. Tabela 5 - Requisitos Físicos e Elétricos da Isolação de XLPE
8.6. Tabela 6 - Requisitos Físicos e Elétricos da isolação de PE
8.7. Tabela 7- Planos de Amostragem para os Ensaios de Rotina
9. Anexo 1 - Dados Técnicos e Características Garantida.
48
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1.
OBJETIVO
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de cabos de potência de alumínio, isolados e
multiplexados, autossustentados por meio de cabo mensageiro nu, para o sistema
elétrico de baixa tensão, compreendendo redes secundárias e ramais de ligação de
unidades consumidoras nas empresas distribuidoras da ELETROBRAS:
 AMAZONAS ENERGIA
 CEAL
 CEPISA
 CERON
 ELETROCRE
 BOA VISTA ENERGIA.
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2.
REFERÊNCIAS
2.1.
LEGISLAÇÃO FEDERAL
Nos pontos não cobertos por esta Especificação, prevalecem as exigências da
ABNT-NBR 8182.
2.2.
NORMAS TÉCNICAS
 ABNT-NBR 5118 (EB-291) - Fios de alumínio nus de seção circular para fins
elétricos  Especificação
 ABNT-NBR 5285 (EB-370) - Fios de alumínio-liga, nus, de seção circular,
para fins elétricos  Especificação
 ABNT-NBR 5426 (NB-309-1) - Planos de amostragem e procedimentos na
inspeção por atributos - Procedimento
 ABNT-NBR 5456 (TB-19-01) - Eletricidade geral - Terminologia
 ABNT-NBR 5471 (TB-19-19) - Condutores elétricos - Terminologia
 ABNT-NBR 6238 (MB-1293) -Fios e cabos elétricos - Envelhecimento térmico
acelerado  Método de ensaio
 ABNT-NBR 6241 (MB-1370) - Tração à ruptura em materiais isolantes e
coberturas protetoras extrudadas para fios e cabos elétricos - Método de
ensaio
 ABNT-NBR 6242 (MB-1371) - Verificação dimensional para fios e cabos
elétricos - Método de
 ensaio
 ABNT-NBR 6251 (PB-742) - Cabos de potência com isolação sólida
extrudada para tensões de 1 kV a 35 kV - Construção - Padronização
 ABNT-NBR 6252 (PB-242) - Condutores de alumínio para cabos isolados Características dimensionais, elétricas e mecânicas - Padronização
 ABNT-NBR 6810 (MB-1466) - Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em
componentes metálicos - Método de ensaio
 ABNT-NBR 6813 (MB-1472) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência
de isolamento  Método de ensaio
 ABNT-NBR 6814 (MB-1473) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência
elétrica - Método de ensaio
 ABNT-NBR 6815 (MB-1474) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de
determinação da resistividade em componentes metálicos - Método de
ensaio
 ABNT-NBR 6881 (MB-1471) - Fios e cabos elétricos de potência ou controle Ensaio de tensão elétrica - Método de ensaio
 ABNT-NBR 7040 (MB-1595) - Fios e cabos elétricos - Absorção de água Método de ensaio
 ABNT-NBR 7042 (MB-1597) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de retração ao
calor - Método de ensaio
 ABNT-NBR 7103 (EB-1248) - Vergalhão de alumínio 1350 para fins elétricos
- Especificação
 ABNT-NBR 7104 (MB-1594) - Fios e cabos elétricos - Determinação do teor
de negro de fumo e conteúdo de componente mineral em polietileno Método de ensaio
 ABNT-NBR 7272 (MB-1275) - Condutor elétrico de alumínio
Ruptura e característica
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 dimensional - Método de ensaio
 ABNT-NBR 7287 - Cabos de potência com isolação sólida extrudada de
polietileno reticulado (XLPE) para tensões de isolamento de 1 kV a 35 kV
 ABNT-NBR 7292 (MB-1469) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de
determinação do grau de reticulação - Método de ensaio
 ABNT-NBR 7312 (PB-879) - Rolos de fios e cabos elétricos - Características
dimensionais  Padronização
 ABNT-NBR 8182 (EB-1431) - Cabos de potência multiplexados
autossustentados com isolação extrudada de PE ou XLPE para tensões até
0,6/1 kV - Especificação
 ABNT-NBR 10298 (EB-1846) - Cabos de alumínio-liga para linhas aéreas Especificação
 ABNT-NBR
11137
(PB-1376)
Carretéis
de
madeira
para
o
acondicionamento de fios e cabos elétricos - Dimensões e estruturas Padronização
 ICEA S-66-524 / NEMA WC7 Cross-Linked-Thermosetting-Polyethylene
Insulated Wire and
 Cable
 IEC 60183 - Guide to the selection of high-voltage cables IEC 60228 Conductors of insulated cables
 IEC 60502-1 - Power cables with extruded insulation and their accessories
for rated voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part
1: Cables for rated voltages of 1 kV (Um = 1.2 kV) and 3 kV (Um = 3.6 kV)
 IEC 60502-2 - Power cables with extruded insulation and their accessories
for rated voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part
2: Cables for rated voltages from 6 kV (Um = 7.2 kV) up to 30 kV (Um = 36
kV)
 IEC 60502-4 - Power cables with extruded insulation and their accessories
for rated voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part
4: Test requirements on accessories for cables with rated voltages from 6 kV
(Um = 7.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV)
 IEC 61089 - Round wire concentric lay overhead electrical stranded
conductors ISO 2859 - Sampling procedures for inspection by attributes
NOTAS:
1 - Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões dos documentos
listados anteriormente, na data da abertura da Licitação.
2 - É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas
assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas
mencionadas e que não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas,
elas devem ser citadas nos documentos da proposta e, caso a Contratante
julgue necessário, o proponente deve fornecer uma cópia.
3 - Todos os documentos citados como referência devem estar à disposição do
inspetor da Contratante no local da inspeção.
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3. DEFINIÇÕES
Para os efeitos desta Especificação, são adotadas as definições da ANT-NBR 5456,
ABNT-NBR 5471, ABNT-NBR 6251 e IEC 60502, partes 1, 2 e 4.
4.
CONDIÇÕES GERAIS
4.1.
Condições de serviço
Os cabos devem ser projetados para suportar as seguintes condições normais
de serviço:
a) Sistema trifásico a quatro fios, com neutro multiaterrado e solidamente
aterrado, 60 Hz, com tensões fase-fase de 380 V e de 220 V (categoria 1,
conforme a ABNT-NBR 6251 ou IEC 60183);
b) Temperatura ambiente variando de 0ºc a 40ºc;
c) Umidade relativa do ar de, no mínimo, 60%;
d) Locais densamente arborizados, onde os cabos poderão permanecer em
contato com os galhos das árvores por longos períodos.
4.2.
Meio ambiente
Em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento dos cabos
multiplexados devem ser rigorosamente cumpridas a legislação ambiental
brasileira, especialmente os instrumentos legais listados no capítulo 2, e as
demais legislações estaduais e municipais aplicáveis.
4.3.
Dados técnicos
O fornecedor deve atender às exigências comerciais da Contratante e enviar,
junto com a proposta, os dados técnicos relacionados no Anexo.
4.4.
Formação do cabo
O cabo completo compreende:
a)
b)
4.5.
1, 2 ou 3 condutores fase, constituídos por fios de alumínio 1350 (CA), de
seção circular, recobertos por uma camada isolante;
Condutor neutro (mensageiro), formado por fios de alumínio 1350 (CA) ou
de alumínio liga (CAL), de seção circular.
Condutor
Os fios de alumínio 1350 (ABNT-NBR 7103) e de alumínio-liga que formam os
condutores devem ter diâmetro uniforme e acabamento superficial isenta de
fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias, inclusões e outros defeitos que
possam comprometer o desempenho do produto.
4.6.
Isolação
4.6.1
A camada isolante dos condutores fase deve ser constituída por um
composto termofixo extrudado de polietileno reticulado (XLPE) ou
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4.6.2
4.7.
Reunião dos condutores
4.7.1.
4.7.2.
4.8.
termoplástico (PE) na Cor preta, definida em função das formações
dos cabos, conforme a Tabela 1.
A isolação deve ser homogênea e contínua, ficar justaposta e
concêntrica em relação ao condutor, ser de fácil remoção e não
aderente ao mesmo.
Os condutores fase devem ser torcidos helicoidalmente ao redor do
condutor mensageiro (neutro), que deve permanecer sempre em
posição axial em relação aos demais.
O passo de reunião deve ser no máximo 60 vezes o diâmetro dos
condutores fase.
Identificação
4.8.1.
A isolação de pelo menos uma das fases deve ser marcada, de forma
legível e indelével, em intervalos regulares de 500 mm, com as
seguintes informações mínimas:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Tensão de isolamento (0,6/1kV);
c) Seção do condutor, em mm2, designada do seguinte modo:
N x 1 x s + s1 ,
Onde: n: número de condutores fase isolados;
S: seção transversal de cada condutor fase;
S1: seção transversal do mensageiro (neutro).
d) Material da isolação (PE ou XLPE);
e) Ano de fabricação.
4.8.2.
Nos cabos com mais de um condutor fase, cada uma das veias deve
ser diferenciada
meio de frisos longitudinais, marcados sobre a
isolação, de acordo com a seguinte convenção:
a) Fase A: sem frisos na isolação de cor preta;
b) Fase B: 1 friso na isolação ou cobertura de cor verde;
c) Fase C: 2 frisos na isolação ou cobertura de cor vermelha.
NOTA: As coberturas de cores verde e vermelha devem corresponder a
uma película de 0,1 mm de espessura, extrudada sobre a isolação de
XLPE ou PE de cor preta.
4.9.
Acondicionamento
4.9.1.
4.9.2.
Os cabos multiplexados devem ser embalados em rolos ou em
carretéis de madeira não retornáveis, conforme a Tabela 1, adequados
ao transporte rodoviário, ferroviário ou marítimo, ao armazenamento
ao tempo e às operações usuais de manuseio. Devem ser atendidas as
exigências do Ministério dos Transportes e dos órgãos oficiais de
controle ambiental, especialmente as relativas à sinalização da carga,
quando aplicável.
As extremidades de cada condutor fase devem ser convenientemente
seladas com capuzes de vedação, fita auto aglomerante ou fita adesiva
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resistente às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade
durante o manuseio, o transporte e o armazenamento.
NOTA: Para os cabos acondicionados em rolos, admite-se que os rolos sejam
envolvidos totalmente em embalagens resistentes à umidade,
dispensando-se a vedação das pontas dos cabos.
4.9.3.
Os carretéis devem:
a)
b)
c)
4.9.4.
Estar de acordo com a ABNT-NBR 11137;
Ser isentos de defeitos e/ou materiais que possam vir a danificar
os cabos;
Ter massa bruta não superior a 1500 kg.
Os rolos devem:
a) Estar de acordo com a ABNT-NBR 7312;
b) Ter massa bruta máxima de 40 kg.
4.9.5.
Os comprimentos dos lances de cabo devem estar de acordo com a
Tabela 1 ou conforme indicado no Pedido de Compra.
4.9.6.
São permitidos, no máximo, dois lances contínuos de cada cabo no
mesmo carretel.
Nesse caso, o lance menor deve ser acondicionado por último, sem
qualquer tipo de emenda ou amarração com o primeiro.
Cada carretel deve ser identificado, de forma legível e indelével, com
as seguintes informações:
4.9.7.
4.9.8.
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
Nome e/ou marca comercial do fabricante;
A sigla da empresa indicada no item 1.3;
Número do pedido de compra;
Número de série do carretel;
Identificação completa do cabo (número de condutores fase, seção
nominal dos condutores fase e mensageiro em mm2, conforme
4.8.1, alínea c);
Comprimento do lance de cabo no carretel, em metros;
Massas bruta e líquida do carretel, em kg;
Mês e ano de fabricação;
Seta para indicar o sentido de desenrolamento do cabo (nota 2);
Dimensões do carretel;
Outras informações que o pedido de compra exigir.
NOTAS:
1 - A identificação deve ser feita com placas de alumínio ou de material
polimérico, gravadas de forma permanente e fixadas em ambos os discos
laterais com pregos do tipo helicoidal.
2 - A seta deve ser marcada de forma indelével nos discos laterais do carretel,
podendo essa marcação ser feita em relevo, em sulco ou a tinta.
3 - O fornecedor brasileiro deve numerar os diversos carretéis e anexar à Nota
Fiscal uma relação descritiva do conteúdo individual de cada um (romaneio).
4.9.9.
Garantia
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de
fabricação ou de 18 meses após a data de início de utilização,
prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de
material, fabricação e acondicionamento dos cabos ofertados.
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5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1.
Condutor Fase
5.1.1. Os
a)
b)
c)
fios de alumínio 1350 que formam os condutores fase devem ter:
Têmperas H14 ou H16 ou H19, conforme a ABNT-NBR 5118;
Condutividade mínima de 61% IACS, a 20ºC;
Valores mínimos de resistência à tração para a têmpera
considerada, conforme a ABNT-NBR 5118 ou a IEC 61089.
5.1.2. Os condutores fase devem:
a)
b)
5.2.
Estar de acordo com a Tabela 3;
Ser do tipo CA, compactados, e ter encordoamento classe 2
conforme a ABNT-NBR 6252 ou a IEC 60228.
Condutor neutro (mensageiro) tipo CA
5.2.1. Os fios de alumínio 1350 que formam o condutor neutro devem ter:
a)
b)
c)
d)
Têmpera dura (designação H-19), atendendo as exigências da
ABNT-NBR 5118;
Condutividade mínima de 61% IACS, a 20ºC;
Resistência mínima à tração de acordo com os valores
estabelecidos pela ABNT-NBR 5118 ou IEC 61089;
Resistividade de 0,028264
mm2/m, a 20ºC, conforme a ABNTNBR 5118.
5.2.2. O condutor neutro CA deve:
a)
b)
5.3.
Estar de acordo com a Tabela 4;
Ser não compactado e ter encordoamento conforme a ABNT-NBR
8182 ou a IEC 61089 (número e diâmetro dos fios).
Condutor neutro (mensageiro) tipo CAL
5.3.1. Os fios de alumínio-liga que formam o condutor neutro devem ser
tratados termicamente e ter:
a) Resistência mínima à tração de acordo com a ABNT-NBR 5285 ou a
IEC 61089;
b) Alongamento mínimo de 3% em 250 mm, conforme a ABNT-NBR
5285;
c) Resistividade de 0,0328 mm2/m, a 20ºC, conforme a ABNT-NBR
5285;
d) Condutividade mínima de 52,5% IACS, a 20ºC.
5.3.2. O condutor neutro CAL deve:
a)
b)
5.4.
Estar de acordo com a Tabela 4;
Ser não compactado e ter encordoamento conforme a ABNT-NBR
8182 ou a IEC 61089 (número e diâmetro dos fios).
Isolação
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
5.4.1. A isolação deve apresentar as seguintes características:
a) Ser contínua e uniforme em toda sua extensão e isenta de
materiais contaminantes e de porosidades visíveis com um
aumento de magnitude de até 5 vezes;
b) Ter espessura nominal de acordo com a tabela 3 e atender os
requisitos físicos indicados nas tabelas 5 e 6, sendo que os valores
da espessura média e mínima da isolação devem estar de acordo
com as exigências da ABNT-NBR 8182;
c) Suportar as temperaturas máximas do condutor, conforme a
tabela 2.
5.4.2. Os requisitos elétricos da isolação devem estar de acordo com as
Tabelas 5 e 6, sendo que cada condutor fase deve ter uma resistência
de isolamento não inferior ao valor calculado por:
Ri = Ki x log (D/d),
Onde: Ri: resistência de isolamento, em M km, referida a 20ºC (ver
Nota) e a um comprimento de 1 km do condutor fase;
NOTA:
Para temperaturas diferentes de 20ºC, o fornecedor deve apresentar
uma tabela de fatores de correção para os valores de Ri.
Ki: constante de isolamento indicada nas Tabelas 5 e 6; D:
 Diâmetro sobre a isolação, em mm;
 D: diâmetro sob a isolação, em mm.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.
INSPEÇÃO
6.1.
Geral
6.1.1 A inspeção compreende a execução de todos os ensaios de rotina e
especiais e, quando exigido pela Contratante no Pedido de Compra, dos
ensaios de tipo.
6.1.2 Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes requisitos:
a) Ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório
do fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido
previamente homologado pela Contratante;
b) Ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas
aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo
inspetor da Contratante ou por seu representante legal;
c) Ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da
Contratante ou por seu representante legal.
6.1.3 De comum acordo com a Contratante, o fornecedor poderá substituir a
execução de qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do
mesmo ensaio, executado em cabos idênticos aos ofertados, sob as
mesmas condições de ensaio, e que atenda aos requisitos da seção
6.1.2.
6.1.4 A Contratante se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para
verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio
exigidos com a proposta.
6.1.5 O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, próprios ou
contratados, necessários à execução dos ensaios (em caso de
contratação, deve haver aprovação prévia da Contratante).
6.1.6 A Contratante se reserva o direito de enviar inspetor devidamente
credenciado, com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de
fabricação e, em especial, presenciar os ensaios.
6.1.7 O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da Contratante livre acesso a
laboratórios e a locais de fabricação e de acondicionamento.
6.1.8 O fornecedor deve assegurar ao inspetor da Contratante o direito de se
familiarizar, em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem
utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações,
presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar
nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.
6.1.9 O fornecedor deve informar à Contratante, com antecedência mínima de
10 dias úteis para fornecimento nacional e de 30 dias para fornecimento
internacional, a data em que o material estará pronto para inspeção.
6.1.10 O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da Contratante, certificados
de aferição dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a
serem utilizados na inspeção, medições e ensaios do material ofertado,
emitidos por órgão homologado pelo INMETRO ou por organização oficial
similar em outros países. A periodicidade máxima dessa aferição deve
ser de um ano, podendo acarretar a desqualificação do laboratório o não
cumprimento dessa exigência. Períodos diferentes do especificado
poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a Contratante e o
fornecedor.
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6.1.11 Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência
devem estar à disposição do inspetor da Contratante, no local da
inspeção.
6.1.12 Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo
este
o
único responsável pelo controle daqueles, devendo ser
assegurado à Contratante o acesso à documentação de avaliação técnica
referente a esse cadastro.
6.1.13 A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
a) Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o
material de acordo com os requisitos desta Especificação;
b) Não invalidam qualquer reclamação posterior da Contratante a
respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.
Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser
inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao
fornecedor e, eventualmente, em sua presença. Em caso de
qualquer discrepância em relação às exigências desta Especificação,
o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do
fornecedor.
6.1.14 A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não
dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se,
na opinião da Contratante, a rejeição tornar impraticável a entrega do
material nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor
não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta
Especificação, a Contratante se reserva o direito de rescindir todas as
suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais
casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará
sujeito às penalidades aplicáveis.
6.1.15 Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito,
devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do
fornecedor, sem ônus para a Contratante. Tais unidades correspondem
aos valores apresentados na coluna ―Ac‖ da Tabela 7.
6.1.16 O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.
6.1.17 A Contratante se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em
lotes já aprovados.
a) Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
b) Da Contratante, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na
segunda inspeção;
c) Do fornecedor, em caso contrário.
6.1.18 Os custos da visita do inspetor da Contratante (locomoção,
hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por
conta do fornecedor nos seguintes casos:
a) Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de
inspeção;
b) Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1.5,
6.1.10 e 6.1.11;
c) Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de
fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo
fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor;
d) Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.
6.2.
Ensaios de rotina
6.2.1. Inspeção visual
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6.2.1.1. Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o
inspetor da Contratante deve efetuar uma inspeção visual dos
carretéis ou rolos amostrados para verificar:
a) Características gerais do cabo;
b) Identificação do cabo, conforme a seção 4.8;
c) Acondicionamento e marcação da embalagem, conforme a
seção 4.9;
d) Comprimento do cabo no rolo ou no carretel.
6.2.1.2. A não conformidade do cabo ou da embalagem com qualquer
um dos requisitos de 6.2.1.1 implicará na rejeição do rolo ou
do carretel.
6.2.2. Verificação dimensional
A verificação dimensional da construção do cabo deve ser feita de
acordo com a ABNT-NBR
6242.
6.2.3. Demais ensaios de rotina
Após os ensaios de inspeção visual e verificação dimensional, devem ser
executados ainda:
Ensaios de rotina
Normas aplicáveis
Tensão elétrica a seco
ABNT-NBR 6881 e ABNT-NBR 8182
Resistência elétrica a 20ºC:
- do condutor fase
- do condutor neutro tipo CA
- do condutor neutro tipo CAL
-ABNT-NBR 6252 e ABNT-NBR 6814
-ABNT-NBR 6815 e IEC 61089
-ABNT-NBR 6815 e IEC 61089
Resistência de isolamento à temperatura
ABNT-NBR 6815 e ABNT-NBR 8182
ambiente
6.3.
Ensaios especiais
Devem ser executados:
Ensaios especiais
Normas aplicáveis
Verificação dimensional da construção do
ABNT-NBR 8182
cabo
Tração do material da isolação PE e XLPE
ABNT-NBR 6238 e
ABNT-NBR 6241
Alongamento a quente do material da
ABNT-NBR 7292
isolação XLPE
6.4.
Ensaios de tipo
Devem ser realizados:
Ensaios de tipo
Normas aplicáveis
Tensão elétrica de longa duração
ABNT-NBR 6881 e ABNT-NBR 8182
Determinação do teor de negro de fumo
ABNT-NBR 7104 e ABNT-NBR 8182
Determinação
do
fator
de
da resistência de isolamento
ABNT-NBR 6813
correção
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Resistência de isolamento a 70ºC (PE) e a
ABNT-NBR 6813 e ABNT-NBR 8182
90ºC (XLPE)
Resistência à abrasão
ABNT-NBR 8182
Absorção acelerada de umidade
ABNT-NBR 7040 e ABNT-NBR 8182
Retração da isolação ao calor
ABNT-NBR 7042 e ABNT-NBR 8182
Mecânicos e elétricos do condutor neutro
ABNT-NBR 5118, ABNT-NBR 6810,
ABNT- NBR 6815, ABNT-NBR 7272
IEC 61089
6.5.
Relatório dos ensaios
6.5.1 O relatório dos ensaios, a ser providenciado pelo fornecedor, deve
conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Número do pedido de compra;
c) Identificação dos condutores ensaiados, conforme 4.8.1;
d) Descrição sucinta dos ensaios;
e) Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição;
f) Memória de cálculo, com resultados e eventuais observações;
g) Tamanho do lote, número e identificação das unidades (carretéis ou
rolos) amostradas e ensaiadas;
h) Datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;
i) Nome do laboratório onde os ensaios foram executados;
j) Nomes legíveis e assinaturas do inspetor da contratante e do
responsável pelos ensaios.
6.5.2 Os cabos serão liberados pelo inspetor da Contratante somente quando
lhe forem entregues três vias do relatório dos ensaios e três vias da lista
de embarque, e após a verificação da embalagem e sua marcação.
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7.
PLANOS DE AMOSTRAGEM
7.1.
Ensaios de rotina
7.1.1 As amostragens e os respectivos critérios de aceitação e de rejeição
para os ensaios de rotina devem estar de acordo com a Tabela 7.
7.1.2 De cada carretel ou rolo devem ser retirados corpos-de-prova do cabo
completo em número e tamanho adequados à execução de todos os
ensaios previstos. Se um corpo-de-prova for rejeitado em qualquer
ensaio, este deverá ser repetido em dois outros corpos-de-prova d
mesmo carretel ou rolo. Ocorrendo nova falha, o carretel ou rolo será
considerado defeituoso. A quantidade total de carretéis ou rolos
defeituosos deve ser levada à Tabela 7, que definirá a aceitação ou a
rejeição do lote.
7.1.3 A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração
adicional deve ser feita de acordo com as recomendações da ABNT-NBR
5426 ou da ISO 2859.
7.2.
Ensaios especiais
As amostragens para a execução dos ensaios especiais, a quantidade e o
comprimento de seus respectivos corpos-de-prova, assim como o critério de
aceitação e rejeição do lote do qual foi retirada a amostragem, devem atender
as condições previstas na ABNT-NBR 8182.
7.3.
Ensaios de tipo
O número de carretéis ou rolos a ser submetido aos ensaios de tipo será objeto
de acordo entre a Contratante e o fornecedor e indicado no Pedido de Compra.
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8.
TABELAS
8.1.
Tabela 1- Formação e acondicionamento dos cabos multiplexados
Cabo completo
Designação
Lance Nominal
Tipo de Tipo de
(Notas 1 e 2) Acondicionamento
Massa
Neutro
isolação
(m)
(kg/km)
1x1x10+10
74
350
1x1x16+16
115
1x1x25+25
170
200
2x1x10+10
120
200
2x1x16+16
185
2x1x25+25
275
2x1x35+35
390
2x1x70+70
600
3x1x10+10
165
3x1x16+16
250
3x1x35+35
530
3x1x50 +50
750
3x1x70+70
930
3x1x120+70
1510
CA
200
CA
Rolo
150
100
CAL
350
XLPE
CA
CAL
Carretel
200
Rolo
100
350
Carretel
3x1x185+120 2200
3x1x95 +70
1200
NOTAS:
1 - O erro de medição dos comprimentos dos lances nominais em cada carretel
ou rolo não deve ser superior a 2%.
2 - Variações de ± 20% em relação ao lance nominal especificado são
admissíveis, mediante acordo entre a Contratante e o fornecedor, para 15%
do lote total de cabo multiplexado ofertado.
8.2.
Tabela 2- Temperaturas máximas no condutor
Condições de Operação
Em regime permanente
Em regime de sobrecarga (Nota)
Temperatura máxima
ºC
Isolação
Isolação PE
XLPE
90
70
130
90
Em regime de curto-circuito
250
130
NOTA:
A duração do regime de sobrecarga não deve superar 100 horas durante doze meses
consecutivos, nem superar 500 horas durante a vida útil do cabo.
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8.3.
Tabela 3 - Características Físicas e Elétricas do Condutor Fase
Diâmetro
Espessura da
Nominal do
Isolação
Condutor
(Nota 3)
(Nota 2)
Seção
Nominal
Formação
(Nota 1)
Resistência Ôhmica
Máxima a 20ºC - cc
mm2
Nº de Fios
mm
mm
Ω/km
10
1
3,6
1,20
3,08
16
6 ou 7-c
4,9
1,20
1,91
25
6 ou 7-c
6,0
1,40
1,20
35
6 ou 7-c
7,1
1,60
0,868
70
12-c
9,8
1,80
0,443
120
15-c
13,0
2,00
0,253
185
Mínimo 15 -c
Informar
Mínimo 2,00
Informar
NOTAS:
1 - c: condutor redondo compactado.
2 - Tolerância para os diâmetros nominais: ± 0,5 mm.
3 - No caso de condutores fase dotados de cobertura colorida, o valor
especificado refere-se apenas à espessura da isolação.
8.4.
Tabela 4 - Características Físicas, Elétricas e Mecânicas do Condutor
Neutro
Tipo
Seção
Formação
Nominal
10
(Nº
fios)
7
4,10
3,02
190
16
7
5,10
1,91
290
25
7
6,20
1,20
405
70
7
10,40
0,51
2060
120
15
13,5
0,253
Informar
mm2
CA
CAL
de
Resistência
Diâmetro
Carga
de
Ôhmica
Nominal do
Ruptura
máxima
a
Condutor
Mínima
20ºC - cc
(Nota)
daN
NOTA: Tolerância para os diâmetros nominais: ± 0,5 mm.
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8.5.
Tabela 5 - Requisitos Físicos e Elétricos da Isolação de XLPE
Item Descrição
Valores
1
Requisitos mecânicos, sem envelhecimento:
 Resistência à tração, mínima (N/mm2)
 Alongamento à ruptura, mínimo (%)
12,5
200
2
Requisitos mecânicos, após envelhecimento acelerado em
estufa a ar, sem o condutor (135 ±3)ºC, durante 168 horas:
 variação
máxima
para
resistência
à
tração
e
Alongamento à ruptura (%)
±25
3
Alongamento a quente (200 ± 2)ºC, durante 15 minutos:
 Solicitação mecânica (N/mm2)
 Máximo alongamento após resfriamento (%)
 Máximo alongamento sob carga (%)
0,2
15
175
4
Absorção de umidade, método gravimétrico (85 ± 3)ºC, após
336 horas de imersão:
 Variação máxima permissível de massa (mg/cm 2)
1
5
Retração ao calor (130 ± 3)ºC, durante uma Hora:
 Retração máxima permissível (%)
4
6
Teor de negro de fumo, mínimo (%)
2
7
Resistividade volumétrica (Ωcm):
 A 20ºC
 A 90ºC (máxima temperatura em regime permanente)
1015
1012
8
Constante de isolamento, Ki (MΩkm):
 A 20ºC
 A 90ºC (máxima temperatura em regime permanente)
3700
3,7
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8.6.
Tabela 6 Requisitos Físicos e Elétricos da Isolação PE
Item Descrição
Valores
1
Requisitos mecânicos, sem envelhecimento:
 Resistência à tração, mínima (N/mm2)
 Alongamento à ruptura, mínimo (%)
10
300
2
Resistência mecânica após envelhecimento em
estufa a ar (100 ±2)ºC durante 240 horas:
 Alongamento à ruptura, mínimo (%)
300
3
Índice de fluidez, sem envelhecimento:
 Máximo valor permissível
0,4
4
5
6
7
8
Teor de negro de fumo, mínimo (%)
Absorção de umidade, método gravimétrico, (85
±2)ºC, após 336 horas de imersão:
 Máxima variação de massa permissível
(mg/cm2)
Retração ao calor, (100 ±2)ºC, durante 1 hora:
 Retração máxima permissível (%)
2
1
4
Resistividade volumétrica (Wcm):
 A 20ºC
1015
 A 70ºC (máxima temperatura em regime 1012
permanente)
Constante de isolamento, Ki (MΩkm):
 A 20ºC
12000
 A 70ºC (máxima temperatura em regime
12
permanente)
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8.7.
Tabela 7 – Plano de Amostragem para ensaios de Rotina
Amostra
Ac Re
Tamanho do Lote
(Nota 2)
Sequencia Tamanho
1ª
2ª
Até 25
1ª
26 a 90
2ª
1ª
91 a 150
2ª
1ª
151 a 280
2ª
1ª
281 a 500
2ª
1ª
501 a 1200
2ª
3
8
13
20
32
50
0
1
0
2
1
2
0
3
3
4
1
4
4
5
2
5
6
7
3
7
8
9
NOTAS:
1 - Especificação dos planos de amostragem, conforme a ABNT-NBR 5426 ou a ISO
2859:
 Inspeção por atributos;
 Regime de inspeção normal;
 Amostragem dupla;
 Nível de inspeção ii;
 Nível de qualidade aceitável (NQA): 4%.
2 - Número de carretéis ou rolos.
3 - Ac - número de aceitação: número máximo de carretéis ou rolos defeituosos que
permite a aceitação do lote.
Renumero de rejeição: número mínimo de carretéis ou rolos defeituosos que
implica na rejeição do lote.
4 - Procedimento para amostragem dupla: ensaiar a primeira amostragem. Se o
número de unidades defeituosas encontradas estiver entre Ac e Re (excluídos
esses dois valores), ensaiar a segunda amostragem. O número total de carretéis
ou rolos defeituosos, após ensaiadas as duas amostragens deve ser igual ou
inferior ao maior Ac especificado para permitir a aceitação do lote.
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9.
ANEXO 1 – Dados Técnicos e Características Garantidas
Fornecedor:
Fabricante:
Nº Edital de Licitação:
Nº Proposta:
Item:
N de Unidades:
Data: __/ __/ __
Item / Descrição
Características ou
Valores
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1. Condutores fase
1.1. Material
1.2. Seção transversal
1.3. Número de fios (compactados)
1.4. Classe de encordoamento
1.5. Diâmetro do condutor
1.6. Resistência elétrica em cc - 20ºC
1.7. Têmpera
2. Isolação
2.1. Material
2.2. Espessura (mm)
2.3. Tensão de isolamento Vo/V
2.4. Diâmetro do cabo sobre a isolação
2.5. Diâmetro do cabo sob a isolação
2.6. Resistência de isolamento a 20ºC
3. Condutor neutro (mensageiro)
3.1. Material
3.2. Seção transversal
3.3. Número de fios
3.4. Diâmetro dos fios
3.5. Classe de encordoamento
3.6. Diâmetro do condutor
3.7. Resistência elétrica em cc - 20ºC
3.8. Carga de ruptura
4. Cabo completo (multiplexado)
4.1. Passo de encordoamento
4.2. Diâmetro externo do cabo (aproximado)
4.3. Massa do cabo
4.4. Lance de cabo (rolo ou carretel)
4.5. Massa do carretel apenas
mm2
mm2
Ω/km
kV
mm
mm
Ω/km
mm
2
mm
mm
Ω/km
dan
mm
kg/km
m
kg
5. Ensaios de tipo
O fornecedor deve anexar à sua proposta cópia dos relatórios dos seguintes ensaios de tipo,
realizados por órgão ou entidade qualificada ou credenciada, aplicados em cabos idênticos aos
ofertados e cuja realização tenha sido acompanhada por inspetor da Contratante:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
Tensão elétrica de longa duração;
Determinação do teor de negro de fumo;
Determinação do fator de correção da resistência de isolamento;
Resistência de isolamento a 70ºC (PE) e 90ºC (XLPE);
Resistência à abrasão;
Absorção acelerada de umidade;
Retração da isolação ao calor;
Ensaios mecânicos e elétricos do condutor neutro.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
ESPAÇADORES E AMARRAÇÕES ISOLANTES PARA REDES
ISOLADAS / PROTEGIDAS
ET-003
Revisão
01
Alterações
Emissão Inicial
Elaborado
Aprovado
Data
Responsável
30/05/2012
Adjar Barbosa
Projeto
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ÍNDICE
CAPÍTULO
1. OBJETIVO
2. REFERÊNCIAS
3. DEFINIÇÕES
4. CONDIÇÕES GERAIS
5. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
6. INSPEÇÃO
7. PLANOS DE AMOSTRAGENS
8. TABELAS
8.1. TABELA 1 - REQUISITOS FÍSICOS DO COMPOSTO
8.2. TABELA 2 - PLANOS DE AMOSTRAGENS PARA ENSAIOS DE ROTINA.
9. FIGURAS
9.1. FIGURA 1 - TIPOS DE ESPAÇADORES
9.2. FIGURA 2 - ANEL PARA AMARRAÇÃO DE CABOS COBERTOS
MENSAGEIROS – 15 kV
9.3. FIGURA 3 - LAÇO PRÉ-FORMADO POLIMÉRICO PARA
AMARRAÇÃO DE CABOS COBERTOS – 15 kV
9.4. FIGURA 4 – LAÇO PLÁSTICO DE TOPO
9.5. FIGURA 5 – BRAÇO ANTIBALANÇO.
9.6. FIGURA 6 – GRAMPO DE ANCORAGEM
9.7. FIGURA 7 – ESQUEMA DE MONTAGEM PARA ENSAIO DE
RESISTÊNCIA À TRAÇÃO DE ESPAÇADORES
10. ANEXOS
10.2. ANEXO A - PREPARAÇÃO DE CORPOS-DE-PROVA PARA ENSAIOS
DO COMPOSTO A PARTIR DO PRODUTO ACABADO
10.3. ANEXO B - DADO TÉCNICO E CARACTERÍSTICAS
GARANTIDAS
–
COMPONENTES
ISOLANTES
PARA
REDES
AÉREAS
PROTEGIDAS.
PÁGINA
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E
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1. OBJETIVO
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de espaçadores, separadores, anéis e laços de amarração
isolantes, braços anti-balanço e grampos de ancoragem para utilização em redes de
distribuição aéreas de média tensão, 15 kV, com cabos cobertos, denominadas Redes
Protegidas, nas empresas distribuidoras da ELETROBRAS.

ELETROBRAS AMAZONAS ENERGIA

ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ALAGOAS

ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO PIAUI

ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RONDONIA

ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO BOA VISTA ENERGIA.
Esta Especificação se aplica aos seguintes materiais para redes protegidas de 15 kV:
a) Espaçador losangular (ver Figura 1);
b) Separador vertical (ver Figura 1);
c) Anel de amarração (ver Figura 2);
d) Laço plástico de amarração (ver Figura 3);
e) Laço plástico de topo (ver Figura 4);
f) Braço anti-balanço (ver Figura 5);
g) Grampo de ancoragem (ver Figura 6).
As quantidades a serem adquiridas para cada tipo de material acima listado são as
indicadas no Edital de Licitação.
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2.
REFERÊNCIAS
2.1.
Legislação Federal sobre o meio ambiente
Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social Capítulo VI: Do Meio Ambiente
2.2.
Normas técnicas
 ABRADEE 18.35 Especificação de Acessórios para Rede Compacta de
13,8
kV e 34,5 kV
 ABNT-NBR 5049 (MB-22) - Isoladores de porcelana ou vidro para linhas e
subestações de alta tensão - Método de ensaio
 ABNT-NBR 5426 (NB-309-01) - Planos de amostragem e procedimentos na
inspeção por atributos  Procedimento
 ABNT-NBR 6238 (MB1293) - Fios e cabos elétricos - Envelhecimento
térmico acelerado - Método de
 ensaio
 ABNT-NBR 6241 (MB-1370) - Tração à ruptura em materiais isolantes e
coberturas protetoras extrudadas para fios e cabos elétricos - Método de
ensaio
 ABNT-NBR 6936 (NB-574) - Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão Procedimento
 ABNT-NBR 7040 (MB-1595) - Fios e cabos elétricos - Absorção de água Método de ensaio
 ABNT-NBR 7291 (MB-1535) - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência à
fissuração - Método de
 ensaio
 ABNT-NBR 7875 (PB-989) - Instrumentos de medição de radio interferência
na faixa de 0,15 a 30 MHz (padrão CISPR) - Padronização
 ABNT-NBR 7876 (MB-1771) - Linhas e equipamentos de alta tensão Medição de radio interferência na faixa de 0,15 a 30 MHz - Método de
ensaio
 ABNT-NBR 9512 (MB-2525) - Fios e cabos elétricos - Intemperismo artificial
sob condensação de
 água, temperatura e radiação UV-B proveniente de lâmpadas fluorescentes
- Método de ensaio
 ABNT-NBR 10296 (MB-2825) - Material isolante elétrico - Avaliação de sua
resistência ao trilhamento elétrico e à erosão sob severas condições
ambientais - Método de ensaio
 IEC 60-1 - High-voltage test techniques. Part 1:General definitions and test
requirements
 IEC 437 - Radio interference test on high-voltage insulators
 ASTM D 150 -Test method for ac loss characteristics and permittivity
(dielectric constant) of solid electrical insulating materials
 ASTM D 257 -Test method for dc resistance or conductance of insulating
materials
 ASTM D 638M - Test method for tensile properties of plastics [Metric]
 ASTM D 1248 - Specification for polyethylene plastics molding and extrusion
materials
 ASTM D 2303 - Test method for liquid-contaminant, inclined-plane tracking
and erosion of insulating materials
 ASTM G 26 - Practice for operating light-exposure apparatus (xenon-arc
type) with and without water for exposure of nonmetallic materials
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 ISO 2859 - Sampling procedures and tables for inspection by attributes
NOTAS:
1 - Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões dos documentos listados
acima, na data da abertura da licitação.
2 - É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas
assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas apresentadas
anteriormente e que não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas
devem ser citadas nos documentos da proposta e, caso a ELETROBRAS julgue
necessário, o proponente deve fornecer uma cópia.
3 - Todos os documentos técnicos citados como referência devem estar à disposição
do inspetor ou diligenciador da ELETROBRAS no local da inspeção.
2.3.
Unidades de Medidas e Idiomas
As unidades de medidas do Sistema Métrico deverão ser usadas para as
referências na Proposta, inclusive descrições Técnicas, especificações, desenhos
e quaisquer documentos ou dados adicionais. Quaisquer medidas deverão
também ser expressas em unidades do Sistema Métrico Decimal.
Todas as instruções técnicas, bem como os desenhos definitivos, folhetos de
instruções, legendas e relatórios de ensaios, emitidos pela Contratada, deverão
ser redigidos em Português.
Serão eventualmente aceitos em Espanhol ou Inglês: folhetos, artigos,
publicações e catálogos.
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3.
DEFINIÇÕES
3.1.
Espaçador Losangular
Acessório confeccionado em material polimérico, de formato losangular, cuja
função é a sustentação e a separação dos cabos cobertos ao longo do vão da
rede, mantendo a isolação elétrica da mesma e conferindo-lhe um arranjo
compacto.
3.2.
Separador
Espaçador de formato vertical, confeccionado em material polimérico, cuja
função é a sustentação e a separação dos cabos cobertos na rede compacta, em
situações de conexão entre fases ("flyingtap"), mantendo a isolação elétrica da
mesma.
3.3.
Berço
Parte dos espaçadores com a função de acomodar e sustentar os condutores
fases e mensageiro
3.4.
Amarração
Acessório utilizado para fixação dos condutores fases e do mensageiro nos
berços dos espaçadores.
3.5.
Anel de Amarração
Acessório utilizado para fixação dos condutores fases e do mensageiro nos
berços dos espaçadores.
3.6.
Laço plástico de amarração
Peça utilizada para a fixação de cabos cobertos sobre espaçadores losangulares
ou a separadores verticais. São fabricados a partir de materiais plásticos
resistentes às intempéries e aos raios ultravioletas.
3.7.
Laço plástico de topo
Peça utilizada para a fixação de cabos cobertos sobre isoladores de pino
aplicados em braços tipo ―C‖ ou em cruzetas. São fabricados a partir de
materiais plásticos resistentes às intempéries e aos raios ultravioletas.
3.8.
Braço anti-balanço
Acessório de material polimérico cuja função é a fixação do espaçador
losangular, evitando-se a aproximação ou o afastamento dos cabos cobertos
junto às estruturas e reduzindo-se, assim, a vibração mecânica das redes
compactas.
3.9.
Grampo de ancoragem
Acessório em forma de cunha, destinado à ancoragem dos cabos fase em
estruturas de fim de linha ou em estruturas onde há o seccionamento das
fases. É aplicado diretamente sobre a cobertura do cabo.
3.10. Trilhamento elétrico ("tracking")
Degradação irreversível de espaçadores e amarrações provocada pela formação
de caminhos que se iniciam e se desenvolvem na superfície do material
isolante, sendo condutivos mesmo quando secos.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3.11. Erosão
Degradação irreversível e não-condutiva da superfície de espaçadores e
amarrações que ocorre por perda de material. Pode ser uniforme, localizada ou
ramificada.
3.12. Fissura
Micro fratura superficial de profundidade entre 0,01 e 0,1 mm
3.13. Rachadura ("cracking")
Fratura superficial de profundidade superior a 0,1 mm
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4.
CONDIÇÕES GERAIS
4.1.
Dados técnicos
O fornecedor deve atender às exigências comerciais da ELETROBRAS e enviar,
junto com a proposta, os dados técnicos relacionados no Anexo B, para cada
tipo de material.
4.2.
Identificação
Na superfície externa dos espaçadores, separadores, braços e grampos devem
ser gravados, em alto relevo, as seguintes informações:
a) Nome e/ou marca do fabricante;
b) Mês e ano de fabricação.
4.3.
Acabamento
4.3.1 Os materiais devem ter superfícies lisas e uniformes, livres de
rebarbas, asperezas, fissuras e inclusões
4.3.2 Os espaçadores dever ser de coloração cinza clara, para facilitar as
inspeções de campo.
4.3.3 Os braços anti-balanço devem ser confeccionados em poliamida, na cor
preta.
4.3.4 Os grampos de ancoragem devem ter o corpo principal em alumínio e as
cunhas em termoplástico.
4.4.
Acondicionamento
4.4.1 Os materiais devem ser embalados em caixas de papelão:
a)
b)
c)
Adequadas ao transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, e
ao manuseio;
Adequadas ao armazenamento abrigado;
Contendo 30 conjuntos completos de mesmo tipo. Cada conjunto
deve ser constituído por um espaçador e quatro amarrações: três
para as fases (cabos cobertos) e uma para o mensageiro (cabo de
aço).
4.4.2 Os volumes, constituídos por materiais de mesmo tipo, devem ser
marcados de forma legível e indelével com as seguintes informações:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
Nome e/ou marca comercial do fabricante;
A sigla da contratante;
Número do pedido ou ordem de compra (PC ou OC) e da nota
fiscal;
Número de itens constantes da embalagem;
Identificação completa do conteúdo do volume (tipo e
quantidade);
Massas líquidas e brutas do volume, em kg;
Dimensões de cada volume;
Posição para transporte;
Outras informações que o pedido de compra exigir.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
1 - Fornecedores brasileiros devem numerar os diversos volumes e anexar à
Nota Fiscal uma relação descritiva do conteúdo individual de cada um.
2 - Fornecedores estrangeiros, se for o caso, devem encaminhar essa relação
simultaneamente ao despachante indicado pela CONTRATANTE e à própria
CONTRATANTE.
4.5.
Condições de utilização
4.5.1
Os materiais serão utilizados em locais com as seguintes
características:
a) Temperatura ambiente variando de -5°C a +45°C;
b) Altitude até 1000 m;
c) Elevado nível de insolação;
d) Contatos intermitentes com árvores;
e) Alta salinidade e proximidade com a orla marítima, em algumas
aplicações.
4.5.2 Os materiais devem ser projetados para operar em sistema elétrico
trifásico a quatro fios, com neutro solidamente aterrado, com tensão de
13,8 kV entre fases, frequência 60 Hz e corrente de curto-circuito
simétrica máxima de 10 kA eficaz.
4.6.
Garantia
O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de fabricação ou
de 18 meses após a data de início de utilização, prevalecendo o que ocorrer
primeiro, contra qualquer defeito de material, fabricação e acondicionamento
dos espaçadores e amarrações ofertados.
NOTA: O prazo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega deve ser
inferior a 3 meses.
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1.
Material e dimensões
5.1.1
5.1.2
5.1.3
5.1.4
5.1.5
5.1.6
5.1.7
5.2.
Os espaçadores deverão ser peças monoblocos moldadas com
polietileno de alta densidade ou outro material polimérico que atenda
aos requisitos desta Especificação, resistente ao trilhamento elétrico, às
intempéries e aos raios ultravioletas.
Os espaçadores devem possuir o formato e as dimensões indicados na
Figura 1.
As amarrações para os condutores fases devem ser confeccionadas em
material polimérico, elastomérico ou outro material que atenda aos
requisitos desta Especificação, resistente ao trilhamento elétrico, às
intempéries e aos raios ultravioletas, de forma a permitir seu
reaproveitamento depois de instaladas e retiradas de serviço.
As amarrações para o cabo mensageiro poderão ser confeccionadas em
material idêntico ao das amarrações para condutores fases ou em
material metálico pré-formado.
As amarrações dos tipos anel e laço devem possuir formatos e
dimensões conforme indicado nas Figuras 2, 3 e 4, respectivamente.
Os requisitos do composto utilizado na confecção dos espaçadores e
amarrações estão indicados na Tabela 1.
As dimensões e principais características dos braços anti-balanço e dos
grampos de ancoragem estão indicadas nas Figuras 5 e 6 dessa
Especificação, respectivamente.
Características elétricas
Os espaçadores devem ser projetados para suportar os seguintes valores de tensão.
Características elétricas
Espaçadores, Braços
Anti-Balanço e
Grampos de
Ancoragem de 15 kV.
Tensão máxima fase-terra (kV)
8,7
Tensão máxima fase-fase (kV)
15
Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 50 µs) - kV pico
110
Tensão mínima
de trilhamento
elétrico Kv
Material novo
2,75
Após envelhecimento em câmara de intemperismo
artificial por 2000 h
2,50
Tensão de radio interferência máxima para 10 kV e 0,5MHz (referidos
a 300 Ω) em µV
10
Distância mínima de escoamento entre condutores fases ou entre
fase e mensageiro (medidos de berço a berço, conforme Nota 3 da
Figura 1) - mm - Aplicável somente aos espaçadores losangulares.
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5.3.
5.4.
Características mecânicas dos espaçadores
5.3.1
Os espaçadores devem ser projetados para suportar o esforço vertical
de 450 daN (curta duração), no mínimo, sem apresentarem trincas e
rupturas.
5.3.2
Os espaçadores e amarrações devem manter os condutores em seus
respectivos berços quando os condutores forem submetidos aos esforços
mecânicos transversais resultantes de uma corrente de curto-circuito
simétrica de 10 kA eficaz.
Características mecânicas dos grampos de ancoragem
5.4.1
5.4.2
5.5.
Os grampos devem suportar daN sem arrastamento e daN sem
deformação permanente.
Materiais dos componentes dos grampos de ancoragem:
 Tirante: Aço inoxidável ou zincado, podendo ser rígido ou flexível
revestido com polietileno baixa densidade, com espessura mínima de
1 mm.
 Cunha: Material termoplástico ou termo fixo, resistente ao
trilhamento elétrico e ao intemperismo;
 Corpo: Alumínio de alta resistência ou material polimérico resistente
ao trilhamento elétrico e ao intemperismo (UV).
5.4.3
Acabamento dos grampos de ancoragem
As superfícies devem ser lisas e uniformes, isentas de rebarbas,
saliências pontiagudas, fissuras, inclusões e arestas cortantes.
5.4.4
Identificação dos grampos de ancoragem
Deve ser gravado no corpo e na cunha em alto relevo de forma visível e
indelével a faixa de diâmetro de aplicação, a marca ou nome do
fabricante, o mês e o ano de fabricação, podendo essa identificação
também ser em etiqueta plástica indelével fixada no tirante do grampo.
Características mecânicas dos braços anti-balanço
5.4.5
Os braços anti-balanço devem ser isentos de fissuras, rebarbas,
asperezas, estrias ou inclusões ou outras imperfeições que
comprometam o seu desempenho.
5.4.6
O braço deve ser fabricado de polietileno de alta densidade ou
polipropileno, na cor preta, resistente ao intemperismo, ao trilhamento
elétrico e aos raios ultravioletas.
5.4.7
Os pinos dos braços devem ser de material polimérico.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6.
INSPEÇÃO
6.1
Geral
6.1.1
A inspeção compreende a execução dos ensaios de recebimento, ou
seja, os de rotina e os de tipo, estes últimos quando exigidos pela
ELETROBRAS no Pedido de Compra.
6.1.2
Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes requisitos:
a) devem ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no
laboratório do fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido
previamente homologado pela ELETROBRAS;
b) devem ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas
aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo inspetor
da ELETROBRAS ou por seu representante legal;
c) devem ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da
ELETROBRAS ou por seu representante legal.
6.1.3
De comum acordo com a ELETROBRAS, o fornecedor poderá substituir a
execução de qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do
mesmo ensaio, executado em cabos cobertos idênticos aos ofertados e
que atenda aos requisitos de 6.1.2.
6.1.4
A ELETROBRAS se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para
verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio
exigidos com a proposta.
6.1.5
O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou
contratada, necessária à execução dos ensaios (em caso de contratação,
deve haver aprovação prévia da ELETROBRAS).
6.1.6
ELETROBRAS se reserva o direito de enviar inspetor devidamente
credenciado, com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de
fabricação e, em especial, presenciar os ensaios, devendo o fornecedor
garantir ao inspetor da ELETROBRAS livre acesso a laboratórios e aos
locais de fabricação e de acondicionamento.
6.1.7
O fornecedor deve assegurar ao inspetor da ELETROBRAS o direito de se
familiarizar, em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem
utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações,
presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar
nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.
6.1.8
O fornecedor deve informar à ELETROBRAS, com antecedência mínima
de 10 dias úteis, a data em que o material estará pronto para inspeção.
6.1.9
O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da ELETROBRAS, certificados
de aferição dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a
serem utilizados na inspeção, medições e ensaios do material ofertado,
emitidos por órgão homologado pelo INMETRO, ou por organização
oficial similar de outros países. A periodicidade máxima dessa aferição
deve ser de um ano, podendo acarretar a desqualificação do laboratório
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
o não cumprimento dessa exigência. Períodos diferentes do especificado
poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a ELETROBRAS e o
fornecedor.
6.1.10
6.1.11
Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como
referência devem estar à disposição do inspetor da ELETROBRAS, no
local da inspeção.
Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este
o único responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado à
ELETROBRAS o acesso à documentação de avaliação técnica referente a
esse cadastro.
6.1.12
A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
a)
b)
c)
Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o
material de acordo com os requisitos desta Especificação;
Não invalidam qualquer reclamação posterior da ELETROBRAS a
respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.
Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser
inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao
fornecedor e, eventualmente, em sua presença. Em caso de
qualquer discrepância em relação às exigências desta Especificação,
o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do
fornecedor.
6.1.13
A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não
dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se,
na opinião da ELETROBRAS, a rejeição tornar impraticável a entrega do
material nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor
não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta
Especificação, a ELETROBRAS se reserva o direito de rescindir todas as
suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais
casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará
sujeito às penalidades aplicáveis.
6.1.14
Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito,
devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do
fornecedor, sem ônus para a ELETROBRAS. Tais unidades correspondem
aos valores apresentados na coluna ―Ac‖ da Tabela 2.
6.1.15
O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.
a) A ELETROBRAS se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios
em lotes já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de
responsabilidade:
b) Da ELETROBRAS, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na
segunda inspeção;
c) Do fornecedor, em caso contrário.
6.1.16
Os custos da visita do inspetor da ELETROBRAS (locomoção,
hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por
conta do fornecedor nos seguintes casos:
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a)
b)
c)
d)
6.2
Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de
inspeção;
Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1.5, 6.1.9
e 6.1.10;
Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de
fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo
fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor;
Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.
Preparação dos corpos-de-prova
As seguintes exigências devem ser atendidas quando da preparação dos corposde-prova necessários à execução dos ensaios de rotina de resistência à tensão
de trilhamento elétrico (seção 6.3.3) e físicos do composto dos espaçadores e
amarrações (seção 6.3.4) e do ensaio de tipo de resistência ao intemperismo
artificial (seção 6.4.1):
a)
b)
6.3
Para a obtenção dos corpos-de-prova, o fornecedor deve dispor de
ferramenta apropriada para a moldagem do material utilizado na confecção
dos espaçadores e amarrações, com as dimensões padronizadas conforme
a NBR 10296 ou na ASTM D 2303, a partir do mesmo equipamento
empregado para injeção do produto final;
Caso os corpos-de-prova sejam produzidos a partir do produto acabado,
poderá ser utilizado o método apresentado no Anexo A ou outro processo
previamente acordado entre o fornecedor e a CONTRATANTE.
Ensaios de Rotina
6.3.1
Inspeção Visual
6.3.1.1 Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o
inspetor da ELETROBRAS deve efetuar uma inspeção visual para
verificar:
a)
b)
c)
Identificação, conforme seção 4.2;
Acabamento, conforme seção 4.3;
Acondicionamento, conforme 4.4.
6.3.1.2 A não conformidade do material com qualquer um
requisitos de 6,3,1,1 determinará a sua rejeição.
dos
6.3.2
Verificação dimensional
As dimensões dos materiais devem estar de acordo com o indicado nas
Figuras 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
6.3.3
Resistência à tensão de trilhamento elétrico
6.3.3.1 Preparação dos corpos-de-prova
Os corpos-de-prova devem ser obtidos conforme as exigências
de 6.2.
6.3.3.2 Método de ensaio
O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 10296 (método 2,
critério A) ou a ASTM D 2303, com fluxo do líquido
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contaminante de 0,13 ml/minuto, sem que os corpos-de-prova
de material novo e de material envelhecido em câmara de
intemperismo artificial (conforme 6.3.1), preparados conforme
6.2.3.1 apresentem ocorrência de trilhamento elétrico quando
submetidos às tensões de 2,75 kV e 2,50 kV, respectivamente.
6.3.3.3 Requisitos do ensaio
a) Constitui falha a ocorrência de qualquer uma das seguintes
situações, com as tensões de trilhamento especificadas:
b) Interrupção do circuito de ensaio de qualquer um dos
corpos-de-prova, por atuação automática de seu dispositivo
de proteção;
c) Erosão do material de qualquer um dos corpos-de-prova que
descaracterize o circuito de ensaio;
d) Acendimento de chama no material de qualquer um dos
corpos-de-prova.
6.3.3.4 Ensaios físicos do composto dos espaçadores,
braços e partes isolantes dos grampos.
6.3.3.5 Preparação dos corpos-de-prova
Devem ser preparados dez corpos-de-prova
exigências de 6.2.
amarrações,
conforme
as
6.3.3.6 Método de ensaio
Os dez corpos-de-prova devem ser separados em dois grupos
com cinco unidades cada um, sendo um dos grupos utilizados
nos ensaios antes do envelhecimento e o outro após o
envelhecimento.
Os corpos-de-prova devem apresentar valores que atendam aos
requisitos da Tabela 1.
No caso dos ensaios mecânicos em corpos-de-prova
envelhecidos, os resultados mínimo e máximo encontrados não
devem variar em mais de 25 % dos respectivos valores mínimo
e máximo obtidos com os corpos-de-prova não envelhecidos.
6.3.4
Resistência à tração - Curta duração
Após a montagem do espaçador, conforme indicado na Figura 5, deve
ser aplicada uma força F de modo que a peça seja distendida pela
máquina de tração de forma gradual e constante até a sua ruptura ou
deformação permanente que impeça a continuação do ensaio. Essa
ruptura deve ocorrer no berço do cabo mensageiro, com um valor
superior ao especificado em 5.3.1.
6.3.5
Ensaios de Rotina nos braços anti-balanço
a) Inspeção geral (6.3.1);
b) Verificação dimensional (6.3.2);
c) Resistência à tração (curta duração);
d) Resistência à compressão (curta duração);
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e)
6.3.6
6.4
Resistência à carga lateral (curta duração).
Ensaios de Rotina nos grampos de ancoragem
a) Inspeção geral;
b) Verificação dimensional;
c) Ensaio de resistência à tração de escorregamento;
d) Resistência à tração (curta duração).
Ensaios de tipo
6.4.1
Resistência ao intemperismo artificial
6.4.1.1 Preparação dos corpos-de-prova
Devem ser preparados dez corpos-de-prova
exigências de 6.2.
conforme
as
6.4.1.2 Método de ensaio
Os dez corpos-de-prova devem ser divididos em dois grupos
contendo cinco amostras cada um para a verificação de suas
características mecânicas antes e após o envelhecimento em
câmara de intemperismo artificial durante 2000 horas.
Os valores individuais de resistência e alongamento à ruptura
das cinco amostras não envelhecidas devem ser registrados e
atender aos requisitos mínimos contidos na Tabela 1.
O outro grupo de cinco amostras deve ser envelhecido em uma
dos seguintes tipos de câmaras de intemperismo:
a) Quando for utilizada lâmpada a xenônio, ensaiar conforme a
ASTM G 26, método A;
b) Quando for utilizada lâmpada fluorescente, ensaiar conforme
a NBR 9512, com ciclos de 8 horas de exposição à radiação
ultravioleta-B a 70°C e 4 horas de exposição à condensação
de água a 50°C;
Os valores mínimo e máximo obtidos após o envelhecimento
não devem variar em mais do que 25% em relação aos
respectivos valores mínimo e máximo obtidos com os
corpos-de-prova ensaiados sem envelhecimento.
6.4.2
Resistência à tração - Longa duração
Após a montagem do espaçador, conforme indicado na Figura 5, a peça
deve ser submetida a uma solicitação de 250 daN por um período de
nove dias e, ao final, com a carga removida, não deve haver variação
superior a 15% nas dimensões horizontal e vertical da peça sob ensaio.
De comum acordo entre a CONTRATANTE e o fornecedor, devem ser
marcados pontos na peça para a verificação das dimensões.
6.4.3
Tensão suportável em frequência industrial sob chuva.
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Este ensaio deve ser realizado com o espaçador montado com eletrodos
de teste nus de diâmetro de 9 mm, conforme a NBR 6936 ou a IEC 60-1
(prática europeia). A tensão especificada em 5.2 deve ser aplicada
durante um minuto, sem que ocorra disfunção entre os pontos indicados
na Figura 4.
6.4.4
Tensão suportável de impulso atmosférico
6.4.4.1 O ensaio deve ser realizado com o espaçador montado com
eletrodos de teste nus de diâmetro de 9 mm, conforme a NBR
6936 ou a IEC 60-1 (procedimento B).
6.4.4.2 O espaçador deve suportar o valor especificado em 5.2.
6.4.4.3 Devem ser aplicados quinze impulsos de cada polaridade, entre
os pontos indicados na Figura 4, sem que ocorram mais do que
duas descargas disruptivas na isolação auto-recuperante ou
qualquer indicação de falha do corpo do espaçador.
6.4.5
Radio interferência
Os espaçadores devem ser ensaiados utilizando-se a montagem da
Figura 4 e devem suportar o valor especificado em 5.2, na frequência
indicada, de acordo com as prescrições da NBR 5049. O ensaio deve ser
executado de acordo com a NBR 7876, utilizando-se instrumentos de
medição em conformidade com a NBR 7875, ou de acordo com a IEC
437.
6.4.6
Compatibilidade elétrica
6.4.6.1 Montagem
Para a realização desse ensaio deve ser montado um conjunto
com dois espaçadores, estando o mensageiro aterrado (cabo de
aço ou eletrodo de teste nu de cobre) e os três condutores
fases, com suas respectivas amarrações, energizado.
O ensaio deve ser realizado em pelo menos três conjuntos
independentes, utilizando cabos cobertos com comprimento
mínimo de 3 m por fase e de material previamente acertado
entre o fornecedor e a CONTRATANTE.
6.4.6.2 Procedimento de ensaio
O ensaio deve ser executado de acordo com as seguintes
condições:
a)
b)
c)
Aplicação de corrente elétrica nos condutores fases para
obtenção da temperatura de 60°C na superfície da
cobertura do cabo;
Ciclos de vinte minutos, sendo cinco minutos com aspersão
de chuva, seguidos de quinze minutos sem aspersão;
Aspersão de 1 mm por minuto de água com condutividade
de 750 •S/cm;
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d)
Tensão elétrica de 16 kV aplicada simultaneamente nos
condutores fases, com o mensageiro aterrado.
6.4.6.3 Critérios de aprovação
Nenhum material dos conjuntos deve apresentar erosão,
trilhamento, fissuras ou rachaduras, após trinta dias de ensaio,
para ser considerado aprovado no ensaio.
6.4.7
Ensaios de tipo nos braços anti-balanço
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
6.4.8
Ensaios de tipo nos grampos de ancoragem
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
6.5
Inspeção geral;
Permissividade;
Absorção de água;
Fragilização;
Carga e alongamento de ruptura, antes e após o envelhecimento em
estufa a ar;
Carga e alongamento de ruptura, antes e após o envelhecimento em
câmara de UV;
Verificação dimensional;
Resistência à tração (curta duração);
Resistência à compressão (curta duração);
Resistência à carga lateral (longa duração).
Inspeção geral;
Verificação dimensional;
Permissividade;
Ensaio de absorção de água;
Ensaio de resistência à tensão de trilhamento elétrico;
Ensaio de resistência à tração de escorregamento;
Fragilização;
Carga e alongamento de ruptura, antes e após o envelhecimento em
estufa de ar;
Carga e alongamento de ruptura, antes e após o envelhecimento em
câmara de UV;
Resistência à tração (curta duração).
Relatórios dos ensaios
6.5.1
O relatório dos ensaios, a ser preparado pelo fornecedor, deve conter,
no mínimo, as seguintes informações:
a)
Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Número do pedido de compra;
c)
Tamanho do lote, número e identificação das unidades amostradas
d) Identificação completa do material ensaiado;
e)
Relação e descrição sucinta dos ensaios;
f)
Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição;
g) Memórias de cálculo e resultados obtidos nos ensaios e eventuais
observações;
h) Datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;
i)
Identificação do laboratório onde os ensaios foram executados;
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j)
6.5.2
Nomes legíveis e assinaturas do inspetor da Eletrobras e do
responsável pelos ensaios.
O material não será liberado pelo inspetor da ELETROBRAS enquanto
não lhe forem entregues três vias do relatório dos ensaios e três vias
dos relatórios dos ensaios
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7.
PLANOS DE AMOSTRAGENS
7.1
Ensaios de rotina
7.1.1
O tamanho da amostra e os critérios de aceitação e de rejeição para os
ensaios de rotina devem estar de acordo com a Tabela 2, para o regime
de inspeção normal, de acordo com NBR 5426 ou a ISSO 2859.
7.1.2
A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração
adicional deve ser feita de acordo com as recomendações da ABNT-NBR
5426 ou da ISO 2859.
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8.
TABELAS
8.1
Tabela 1 – Requisitos Físicos dos Compostos
Norma
aplicável
Ensaio
Carga de ruptura sem envelhecimento
NBR
6241
Alongamento à ruptura sem
(Nota 2) envelhecimento
Carga de ruptura após envelhecimento
com duração de 168 horas
NBR
6238
(Nota 2) Alongamento à ruptura após
envelhecimento, com duração de 168
horas
Requisitos
(Nota)
Polietileno
Borracha de Silicone
EPR
≥ 12,5
≥ 7,0
≥ 4,2
MPa
≥ 300
≥ 150
≥ 200
%
Variação
máxima de ±
25% (a 110ºC ±
2°C)
Variação máxima de ±
25% (a 135ºC ± 3°C)
Variação
máxima de ±
25% (a 135ºC
± 3°C)
-
Variação
máxima de
±25% (a 110ºC
± 2°C)
Variação máxima de
±25% (a 135ºC ± 3°C)
Variação
máxima de
±25% (a
135ºC ± 3°C)
-
Sem fissuras
Não aplicável
Não aplicável
-
≤3
≤3
≤3
-
Unid.
NBR
7291
Resistência à fissuração (48 horas a
50 0C)
ASTM
D150
Permitividade relativa
NBR
7040
Absorção de água Método
gravimétrico:
- duração da imersão
- temperatura
- Variação máxima permissível de
massa
168
85 ± 2
5
Não aplicável
168
85 ± 2
25
Hora
SºC
%
NBR
7307
Temperatura de fragilização
≤ -15
≤ -15
≤ -15
ºC
NOTAS:
1 - Outros materiais poderão ser aceitos desde que seus valores correspondam
aos requisitos físicos acima listados e sejam submetidos previamente à
aprovação da CONTRATANTE.
2 - Para os ensaios de ruptura e de alongamento deve ser utilizada uma
velocidade de separação das garras da máquina de tração igual a 50
mm/min, conforme a ASTM D 1248 e a ASTM D 638.
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8.2
Tabela 2 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina
Resistência à tração de Curta
Duração
- Ensaios Físicos do
Composto
- Trilhamento Elétrico
Amostragem Dupla
Amostragem Dupla
Amostragem Dupla
Nível de Inspeção I
Nível de Inspeção S4
Nível de Inspeção S4
NQA 1,5 %
NQA 2,5 %
NQA 10 %
- Inspeção visual.
- Verificação dimensional
Tamanho
do Lote
Amostra
Amostra
Sequência Tamanho Ac Re
Até 150
-
151 a 280
-
281 a
1200
Seq.
Tam
AC
RE
3
0
1
-
5
0
1
1ª
20
0
2
1ª
2ª
13
13
0
1
2
2
2ª
20
1
2
1201 a
3200
1ª
32
0
3
2ª
32
3
4
3201 a
10000
1ª
50
1
4
1ª
2ª
20
20
0
3
3
4
2ª
50
4
5
10001 a
35000
1ª
80
2
5
1ª
32
1
4
2ª
80
6
7
2ª
32
4
5
Amostra
(nota 2)
AC
RE
5
1
2
8
2
3
NOTAS:
1 - Regime de inspeção normal, conforme a NBR 5426 ou a ISO 2859.
2 - A partir da amostra requerida devem ser confeccionados os corpos-de-prova, de
acordo com as exigências das seções 6.3.3 (ensaio de trilhamento elétrico) e 6.3.4
(ensaios físicos do composto).
3 - NQA: Nível de Qualidade Aceitável.
Seq.: Sequência.
Tam.: Tamanho da amostra.
Ac - Número de aceitação: nº de unidades defeituosas que ainda permite aceitar o
lote.
Re - Número de rejeição: nº de unidades defeituosas que implica na rejeição do lote.
4 - Se a amostra requerida for igual ou maior que o número de unidades constituintes
do lote, deve ser efetuada inspeção cem por cento.
5 - Procedimento para amostragem dupla
Inicialmente, ensaiar a primeira amostra indicada na Tabela. Se o número de
unidades defeituosas encontradas estiver compreendido entre ―Ac‖ e ―Re‖ (excluídos
esses valores), deve ser ensaiada a segunda amostra. O número total de unidades
defeituosas encontrado, depois de ensaiadas as duas amostras, deve ser menor ou
igual ao maior ―Ac‖ especificado na Tabela para permitir a aceitação do lote.
.
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9.
FIGURAS
9.1
FIGURA 1 – Tipos de Espaçadores
NOTAS:
1 - Devem ser previstas aletas ao longo dos espaçadores, entre os berços, para
assegurar as distâncias de escoamento especificadas.
2 - Na parte inferior aos berços dos condutores fases, bem como na parte superior do
berço do cabo mensageiro, devem ser previstas ranhuras compatíveis com as
amarrações (anel ou laço pré-formado).
3 - Pontos de referência para medição da distância de escoamento.
4 - As distâncias entre berços devem ser definidas em função das características
elétricas indicadas em 5.2.
5 - Variações nas partes não cotadas são admissíveis desde que mantidas as
características eletromecânicas
6 - Dimensões indicadas em milímetros.
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9.2
FIGURA 2 – Anel para Amarração de Cabos Cobertos e Mensageiros de
15 kV
NOTAS:
1 - O anel será aplicado sobre a cobertura dos seguintes cabos para redes de 15
kV:
Seção Nominal do
Cabo Coberto em
mm2
Espessura da
cobertura em
mm
Diâmetro Externo
Nominal do Cabo
Coberto em mm
50
3,0
14,2 ± 0,2
150
3,0
20,2 ± 0,2
2 - Variações de forma nas partes não cotadas são admissíveis desde que
mantidas as características eletromecânicas.
3 - Dimensões indicadas em milímetros.
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9.3
FIGURA 3 – Laço Pré-Formado Polimérico para Amarração de Cabos
Cobertos 15 kV
Características do Laço - 15 kV
Item
1
2
3
L
mm
397 ±
5
460 ±
5
550 ±
5
Aplicação em Cabo Coberto - 15 kV
Diâmetro
da vareta
Código
da Cor
Seção do
Condutor
Espessura da
Cobertura
Diâmetro
Externo
mm
A
mm2
mm
mm
8,0 ± 5
Azul
50
3
14,2 ± 5
8,0 ± 6
Vermelho
95
3
17,4 ± 5
9,5 ± 5
Vermelho
150
3
20,2 ± 5
Notas
1 - Variações de forma nas partes não cotadas são admissíveis desde que mantidas as
características eletromecânicas.
2 - Medidas em milímetros.
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9.4
FIGURA 4 – Laço Pré-Formado Polimérico de Topo para Fixação de Cabos
Cobertos 15 kV.
Item
Código
Comp.
Condutor
Máx. (mm) Neutro
Descrição
1
3431721 Laço Pré-formado Topo 35 mm2
470
35 mm2
2
2
470
70 mm2
505
185 mm2
3
3431720 Laço Pré-formado Topo 70 mm
343080
Laço Pré-formato Topo 185 mm2
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9.5
FIGURA 5 – Braço Anti-Balanço em Poliamida
Características Elétricas
Mínima tensão suportável
Dimensão L
Tensão
máxima de
operação
(em kV)
Em 60 Hz, sob
chuva, por 1
minuto
De impulso
atmosférico a
seco
min.
kV (pico)
305 ± 2
15 eficazes
34 kV eficazes
95
Notas:
1 - Medidas em milímetros.
2 - O número de saias do corpo do braço é opcional.
Rádio interferência
Tensão
Máxima tensão de
aplicada
rádio interferência
durante o
TRI
ensaio
(kV)
µV
8
50
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3 - Desenho orientativo. Outras alternativas poderão ser aceitas desde que permitam a
fixação a postes duplo T, mantidas as distâncias entre o espaçador losangular e o
poste e as características químicas, mecânicas e elétricas definidas nessa
especificação
Referência comercial: BAB 102 da PLP ou similar
9.6
FIGURA 6 – Grampo de Ancoragem com Corpo em Alumínio e Cunha
Termoplástica
Classe de Tensão
Seção do cabo
kV
mm2
Mínimo
Máximo
35
12,0
15,0
70
15,5
18,0
185
21,8
24,3
300
26,2
29,4
13,8
Diâmetro em mm
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NOTAS:
Variações de forma nas partes não cotadas são admissíveis desde que mantidas as
características eletromecânicas.
Medidas em milímetros.
1.1. Referência: Grampos GAD 1003N da PLP ou similares para cabos de bitola 336,4 MCM
9.7
FIGURA 7 – Esquema de Montagem Para os Ensaios de Tensão
Suportável em Frequência Industrial Sob Chuva, Tensão Suportável de
Impulso Atmosférico e de Rádio Interferência.
NOTAS:
1 - Os eletrodos utilizados na posição do cabo mensageiro e dos condutores
fases devem ter diâmetro de (10 + 1) mm
2 - A tensão V a ser aplicada corresponde aos valores especificados em 5.2.
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9.8
FIGURA 7 – Esquema de Montagem Para os Ensaios de resistência à
Tração de Espaçadores
NOTAS:
1 - No ensaio de espaçadores, poderá ser utilizada uma das duas montagens
acima sugeridas.
2 - A carga F a ser aplicada corresponde ao valor especificado em 5.3.
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10.
ANEXOS
10.1
ANEXO A – Ensaio Mecânico em Braços Anti-Balanço
Esse ensaio deve ser realizado aplicando-se as trações abaixo em um braço
montado como o será em serviço:
1 - Tração (T) e compressão horizontal (C):
 126 daN, sem deformação permanente;
 180 daN, sem ruptura.
2 - Esforço lateral (L):
 50 daN, sem deformação permanente
10.2
ANEXO B – Ensaio Mecânico em Grampos de Ancoragem
Os Esforços devem ser aplicados na extremidade do grampo conforme desenho
abaixo:
Método de Ensaio
10.3
Carga de Ruptura T1
Carga de Escoramento T2
500
500
ANEXO C - Preparação de Corpos-de-Prova para os Ensaios do
Composto a Partir do Produto Acabado
1 - Aplicação
O procedimento para a obtenção de placas para os corpos-de-prova,
através da fusão de materiais, pode ser aplicado a polímeros
termoplásticos, tais como polietileno, polipropileno, etc..
No caso de polímeros termo fixos, tais como silicone, XLPE e EPR, esse
processo não é aplicável, sendo a melhor alternativa o emprego de
processos mecânicos, como corte, plaina, torneamento, etc.
2 - Obtenção da matéria-prima
A matéria prima a ser ensaiada deve ser obtida por corte das peças
amostradas (produto acabado).
Deve ser cortado material suficiente para preencher o molde com algum
excesso. Cuidar para não contaminar o material durante o corte, como por
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exemplo, com tinta ou partículas metálicas provenientes do instrumento de
corte, graxa ou óleos presentes no local da execução da atividade.
3 - Molde
Deve ser utilizado um molde fabricado em metal, pouco aderente ao
polímero. Para o polietileno pode-se utilizar aço inoxidável ou alumínio. É
importante que as superfícies sejam planas e sem marcas.
O molde deve ser composto por três placas de 150 mm x 150 mm, que
atendam também às exigências abaixo:
a)
b)
Placas superior e inferior: espessura aproximada de 1 mm;
Placa intermediária: espessura de 8 mm, vazada por um quadrado de
130 mm x 130 mm, centrado em relação às bordas da placa.
Para facilitar a desmoldagem do corpo-de-prova, deve ser utilizado um
filme de poliéster entre o material a ser derretido e as placas superior e
inferior.
4 - Prensa
Utilizar prensa hidráulica com placas de aquecimento termostatizadas com
precisão de ± 5°C.
5 - Procedimento
As placas da prensa devem ser aquecidas em torno de 10°C acima da
temperatura de fusão do polímero a ser testado.
O molde completo deve ser, então, colocado sobre as placas da prensa e
aquecido. Quando tiver atingido a temperatura adequada, deve ser
colocado o filme de poliéster sobre a placa inferior.
A seguir, repor a placa vazada e, finalmente, depositar o material
polimérico no interior da área vazada.
Colocar a tampa superior do molde e encostar, sem pressão, as placas da
prensa.
Aguardar a fusão do material (em torno de 10 minutos) e aplicar pressão
entre 1 MPa e 2 MPa.
O tempo de moldagem não deve ser superior a 20 minutos, buscando-se a
melhor temperatura de trabalho. O acréscimo de 10°C acima da
temperatura de fusão, anteriormente citado, servirá de orientação inicial
(esse acréscimo de temperatura não deve ser excessivo para não causa
deterioração do material polimérico). Transcorrido o tempo definido para a
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fabricação do corpo-de-prova, o molde deve ser retirado da prensa e deve
ser permitido seu resfriamento natural para evitar empenamentos.
Após a desmoldagem, o corpo-de-prova deve ser preparado conforme a
norma do ensaio a ser realizado.
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10.4
ANEXO D - DADO TÉCNICO E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS
Componentes isolantes para redes protegidas de 15 k V
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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
PARA RAIOS COM RESISTOR NÃO LINEAR DE ÓXIDO METÁLICO
PARA REDES DE BAIXA TENSÃO
ET – 004
Revisão
Alterações
Data
Responsável
01
Emissão Inicial
30/05/2012
Adjar Barbosa
Elaborado
Aprovado
Projeto
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ÍNDICE
CAPÍTULO
PÁGINA
1 - OBJETIVO
86
2 - REFERÊNCIAS
87
3 - DEFINIÇÕES
88
4 - CONDIÇÕES GERAIS
91
5 - CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
94
6 - INSPEÇÃO
97
7 - PLANOS DE AMOSTRAGEM
102
8 - APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS TÉCNICAS
103
9 - TABELAS
105
10 - ANEXOS
107
11 - FIGURAS
111
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1
OBJETIVO
1.1
Esta especificação estabelece as exigências mínimas relativas à fabricação e ao
recebimento de para-raios com resistor não linear de óxido metálico sem
centelhadores em série, a serem usados nas empresas distribuidoras da
Eletrobras.
 ELETROBRAS AMAZONAS ENERGIA
 ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ALAGOAS
 ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO PIAUI
 ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RONDONIA
 ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ACRE
 ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO BOA VISTA ENERGIA
1.2
O sistema elétrico das empresas de distribuição de energia elétrica da Eletrobrás
são a 60 Hz, 4 fios, trifásicos e neutro solidamente aterrado. As tensões
secundárias padronizadas dos transformadores trifásicos são 220 V e 380 V
(fase-fase) e 127 V e 220 V (fase-neutro). Os sistemas são considerados
efetivamente aterrados com tempo máximo de duração de falta de 2 segundos.
Os para-raios a serem fornecidos devem ser capazes de operar sem sofrer danos
nas tensões máximas de operação e em condições de sobre tensão temporária.
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2
REFERÊNCIAS
2.1
Legislação Federal
 Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social Capítulo VI: Do Meio Ambiente
 Lei nº 7.347, de 24.07.85 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade
por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico
 Lei nº 9.605, de 12.02.98 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências
 Resolução do CONAMA1 nº 1, de 23.01.86 - Dispõe sobre o Estudo e o
Relatório de Impacto Ambiental - EIA e RIMA
 Resolução do CONAMA nº 237, de 19.12.97 - Revisão do Sistema de
Licenciamento Ambiental
2.2
Normas Técnicas





IEC 61643-1- Surge protective devices connected to low-voltage power
distribution systems -Part 1: Performance requirements and testing methods
IEC 99-4 - Surge Arresters Part 4: Metal oxide arresters without gaps for a.c.
systems
ABNT/NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por
atributos - Procedimentos.
ISO 2859 - Sampling procedures and tables for inspection by attributes
IEC 68-2-30 - Basic environmental testing procedures – Part 2 : Tests – Test
Db and guidance: damp heat, cyclic (12 + 12-hour cycle)
NOTAS:
1 - É permitida a utilização de normas de outras organizações, desde que elas
assegurem qualidade e desempenho igual ou superior à das normas relacionadas
e que as exigências de quaisquer normas alternativas não contrariem a presente
Especificação Técnica.
Se forem utilizadas outras normas, elas devem ser citadas nos documentos da
proposta sendo responsabilidade do proponente estabelecer a aplicabilidade de
quaisquer normas alternativas. Caso a Eletrobras julgue necessário, o proponente
deve enviar uma cópia das normas mencionadas.
2 - Todas as normas referidas e quaisquer normas alternativas devem estar à
disposição do inspetor/diligenciador da Eletrobrás, no local da inspeção.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3
DEFINIÇÕES
Para fins desta Norma são adotadas as seguintes definições:
3.1
Para-raios
Equipamento que consiste essencialmente de blocos em óxido metálico com
características altamente não lineares, encapsulados em invólucro de material
polimérico ou resina epóxi.
3.2
Desligador Automático
Dispositivo para desligar um para-raios do sistema na ocorrência de falha do
para-raios, de forma a evitar falta permanente do sistema e a propiciar indicação
visual do para-raios defeituoso do ponto de vista de uma pessoa localizada ao
nível do solo.
3.3
Tensão Nominal do Para-raios (Ur)
A tensão nominal do para-raios é a máxima tensão eficaz de frequência
industrial para o qual o para-raios foi projetado para atuar.
Nota: Para os para-raios regidos por esta Especificação, esta tensão será igual à
tensão máxima de Operação Continua, descrita a seguir.
3.4
Tensão de Operação Continua (Uc)
A tensão de operação continua é o valor eficaz de tensão de frequência industrial
que pode ser aplicado continuamente aos terminais dos para-raios.
3.5
Corrente de operação continua (Ic)
É a corrente que flui pelo para-raios quando energizado à máxima tensão de
operação contínua Uc.
3.6
Corrente de Referência
A corrente de referência é definida como sendo o valor de pico de corrente
resistiva na frequência industrial utilizada para determinação do valor de tensão
de referência do para-raios. A corrente de referência deve ser alta o bastante
para tornar desprezíveis os efeitos capacitivos e deve ser especificada pelo
fabricante.
3.7
Tensão de Referência
O valor de tensão obtido quando da aplicação da corrente de referência.
Nota: A medição da tensão de referência é necessária para a seleção das
amostras adequadas para o ensaio de ciclo de operação (ver seção 6.2.1.3).
3.8
Frequência Nominal
É a frequência nominal do sistema de potência para o qual o para-raios é
projetado.
3.9
Corrente nominal de descarga (In)
Valor de crista da corrente que flui pelo para-raios com forma de onda 8/20 ps.
Essa corrente é usada para a classificação dos para-raios de acordo com a IEC
61643-1 (para-raios da classe II de ensaios) e também na etapa de précondicionamento do ensaio de ciclo de operação.
3.10 Máxima corrente de descarga para classe II de ensaios (Imax)
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Valor da corrente através do para-raios com forma de onda 8/20 ps e amplitude
de acordo com a sequência do ensaio de ciclo de operação da classe II. Imax é
maior que In.
3.11 Nível de proteção de tensão (Up)
Parâmetro que caracteriza o desempenho do para-raios ao limitar a tensão
através de seus terminais, o qual é selecionado a partir de uma relação de
valores preferenciais. Para fins desta Especificação, Up é o valor de pico da
tensão residual para a corrente nominal de descarga (In).
3.12 Tensão Residual (Ures)
Valor da tensão de pico nos terminais do para-raios quando da circulação de
uma corrente de descarga.
3.13 Curva característica tensão suportável de 60 Hz x tempo
Indica os máximos intervalos de tempo, sob condições especificadas, para os
quais as tensões de 60 Hz correspondentes podem ser aplicadas aos para-raios
sem causar danos ou instabilidade térmica.
3.14 Avalanche térmica
Condição operacional em que a dissipação de energia de um para-raios excede a
capacidade térmica de dissipação do invólucro e conexões, conduzindo a um
incremento acumulativo na temperatura dos componentes internos e culminando
em falha.
3.15 Estabilidade térmica
Um para-raios é termicamente estável se, após o ensaio de ciclo de operação,
provocando elevação de temperatura, a temperatura do para-raios diminui com
o tempo quando o para-raios é energizado à máxima tensão de operação
continua especificada e nas condições de temperatura ambiente especificadas.
3.16 Degradação
Alteração nos parâmetros originais de desempenho em consequência da
exposição do para-raios a surtos, serviço ou ambiente desfavorável.
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4
CONDIÇÕES GERAIS
4.1
Geral
4.1.1 Os para-raios devem ser fornecidos obrigatoriamente com desligador
automático.
4.1.2 Os para-raios devem satisfazer às exigências referentes aos para-raios de
classe de teste II de acordo com a norma IEC 61643-1.
4.2 Meio ambiente
1.1.1. Em todas as etapas da fabricação dos para-raios, deve ser rigorosamente
cumprida a legislação ambiental brasileira, especialmente os instrumentos
legais listados no capítulo 2, e as demais legislações estaduais e municipais
aplicáveis.
1.1.2. Fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação vigente nos seus países
de origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e
ao transporte dos para-raios, até o seu aporte no Brasil.
1.1.3. O fornecedor é responsável pelo pagamento de multas e pelas ações
decorrentes de práticas lesivas ao meio ambiente, que possam incidir sobre a
ELETROBRAS, quando derivadas de condutas inadequadas do fornecedor e/ou
dos seus subfornecedores.
1.1.4. Visando orientar as ações da ELETROBRAS quanto ao descarte dos para-raios,
após serem retirados do sistema, o fornecedor deve apresentar, juntamente
com a sua proposta, as seguintes informações:
a) Materiais usados na fabricação dos componentes do para-raios e respectiva
composição físico-química de cada um deles;
b) Efeitos desses componentes no ambiente, quando de sua disposição final
(descarte);
c) Orientações quanto à forma mais adequada de disposição final.
1.2. Condições de serviço
1.2.1. Os para-raios devem ser adequados para operação continua sob as seguintes
condições ambientais:
a) Altitude não superior a 1.000m;
b) Temperatura média do ar ambiente, num período de 24 horas, não
superior a 35C;
c) Temperatura mínima do ar ambiente igual a -5 ºC e máxima igual a
40C;
d) Radiação solar;
e) Umidade relativa do ar de até 100%;
f) Pressão do vento não superior a 700 pa (70 daN/m‗);
g) Frequência da fonte de corrente de alimentação de 48 a 62 Hz;
1.2.2. Condições especiais de operação serão indicadas na documentação de licitação
e confirmadas no Pedido de Compra (PC).
1.3. Identificação
1.3.1. A identificação do para-raios deve ser de forma indelével e legível e deve ser
verificada pelo ensaio da seção 6.2.2.a. As seguintes informações devem
estar claramente legíveis no para-raios quando estiver instalado e conectado:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Tipo (modelo) e/ou número de catálogo;
c) Classe de ensaios conforme definido pela norma IEC 61643-1;
d) Mês e ano de fabricação;
e) Máxima tensão de operação contínua (Uc);
f) Corrente de descarga nominal (In);
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g) Identificação dos terminais de linha e de aterramento.
1.4. Embalagem e embarque
1.4.1. O sistema de embalagem deve proteger todo o equipamento contra quebras e
danos de qualquer espécie, desde a saída da fábrica até o recebimento na
ELETROBRAS. Deve ser efetuado de modo que a massa e as dimensões sejam
mantidas dentro de limites razoáveis, a fim de facilitar o manuseio,
armazenamento e transporte.
1.4.2. O fornecedor deve apresentar, anexo à proposta, desenho detalhado da
embalagem, especificando os materiais empregados, que devem ser
reutilizáveis ou recicláveis.
1.4.3. Para os fornecedores estrangeiros, o transporte deverá ser feito através de
cofres de carga ("containers").
1.4.4. O equipamento somente será liberado para embarque depois de devidamente
inspecionado e conferido, a menos que a ELETROBRAS dispense essa
exigência por escrito, com uma autorização para embarque.
1.4.5. Cada volume deve trazer, indelevelmente marcadas, as seguintes indicações:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Identificação completa do conteúdo;
c) Número do pedido de compra;
d) Massa bruta do volume, em kg;
e) Outras informações que o pedido de compra exigir.
Nota: Podem ser usadas marcações adicionais, necessárias para facilidade de
transporte do equipamento importado. Neste caso, devem ser indicadas nas
Instruções para Embarque.
1.5. Garantia
1.5.1. O fornecedor deve dar uma garantia de 24 meses, a partir da data de entrega
no local indicado no Pedido de Compra ou de 12 meses após a entrada do
equipamento em operação, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra
qualquer defeito de material ou fabricação das chaves fusíveis ofertadas. A
garantia contra defeitos de projeto deve ser por tempo indeterminado. O
tempo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega deve ser inferior a
3 meses
1.5.2. O Fornecedor será obrigado a reparar os defeitos citados em 4.7.1 ou, se
necessário, a substituir o equipamento defeituoso, às suas expensas,
responsabilizando-se por todos os custos decorrentes, sejam de material,
mão-de-obra ou transporte.
1.5.3. Mediante a devida comunicação da ocorrência de defeito ao Fornecedor, a
ELETROBRAS reserva-se o direito de optar pela permanência do equipamento
insatisfatório em operação, até que possa ser retirado de serviço, sem
prejuízo para o sistema, e ser entregue ao Fornecedor para os reparos
definitivos.
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2. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
2.1. Características nominais
2.1.1. As características elétricas dos para-raios são apresentadas na Tabela l.
2.1.2. A frequência nominal é 60 Hz.
2.2. Dimensões
A Figura 1 apresenta um desenho orientativo do para-raios, com suas dimensões.
Para-raios com formas e dimensões diferentes poderão ser aceitos após avaliação
da ELETROBRAS.
2.3. Nível de proteção nominal dos para-raios
O nível de proteção nominal dos para-raios, conforme definido no item 3.11, deve
estar abaixo do valor normalizado apresentado na Tabela 1, item 5 e do valor que
deve ser garantido na última avaliação de projeto, a ser verificado por ocasião da
inspeção de recebimento. Ensaio de acordo com a seção 6.2.2.b.
2.4. Ensaio de ciclo de operação
Os para-raios devem ser capazes de suportar correntes de descarga especificadas
durante a aplicação da tensão nominal (Ur), sem alterações inaceitáveis em suas
características. Ensaio de acordo com as seções 6.2.2.c e 6.2.2.d.
2.5. Desligador automático
Os para-raios devem ser providos de desligador automático que deve isolar o pararaios defeituoso de serviço prevenindo contra um desligamento do sistema. Após
haver a desconexão, o cabo terra deve continuar preso ao corpo do para-raios.
Ensaios de acordo com a seção 6.2.2. e.
2.6. Resistência ao trilhamento elétrico
As partes isolantes necessárias para manter as partes condutoras em sua posição
devem ser compostas de materiais resistentes ao trilhamento elétrico. Ensaio de
acordo com a seção 6.2.2.h.
2.7. Suportabilidade dielétrica
A suportabilidade dielétrica do invólucro para-raios deve ser adequada com relação
a falhas de isolamento e segurança operacional. Ensaio de acordo com a seção
6.2.2.i. O para-raios deve atender ao especificado na Tabela 1, item 7.
2.8. Suportabilidade a impulso de corrente de alta intensidade e de curta
duração (alta corrente)
O para-raios deve atender ao especificado na Tabela 1, item 6. Ensaio de acordo
com a seção 6.2.2.k.
2.9. Curva característica tensão suportável de 60 Hz x tempo (sobre tensões
temporárias)
Os proponentes devem apresentar juntamente com a proposta a curva
característica da tensão de frequência industrial x tempo (sobre tensões
temporárias). A curva deve indicar a duração máxima permissível da tensão de 60
Hz e os correspondentes valores de tensão que podem ser aplicados ao para-raios
após ter sido pré-aquecido a 60 ºC e submetido ao impulso de alta corrente
conforme procedimento descrito na seção 6.2.2.1 e no Anexo B, sem sofrer danos
ou entrar em avalanche térmica
2.10. Conexões elétricas
2.10.1. Os terminais devem ser projetados para a conexão de cabos tendo valores
de seção quadrada mínima e máxima de acordo com a seção seguinte.
2.10.2. Os para-raios para aplicação em rede aérea convencional devem ser
equipados com terminais de aperto chapa-barra adequados para cabos de
alumínio CA na faixa de 4 AWG a 336,4 MCM, e os para-raios para aplicação
em redes isoladas (cabos multiplexados de alumínio compactado na faixa de
35 a 120 mm2) devem ser providos com terminação em L isolada com seção
de 25 mm2 para uso com conectores de perfuração.
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2.10.3. Os conectores dos para-raios para aplicação em rede aérea convencional
devem ter efeito elástico de aperto de forma a garantir conexão por longa
duração e devem ser submetidos a ensaio de tração de acordo com a seção
6.2.2.m.
2.11. Materiais e acabamento
2.11.1. As partes metálicas sujeitas à condução de corrente durante descargas
atmosféricas ou sobre tensões temporárias à frequência industrial devem ser
resistentes à corrosão e ser em liga de cobre, liga de alumínio ou aço
inoxidável.
2.11.2. Os componentes externos ao para-raios em liga de cobre devem ser
estanhados com espessura mínima da camada igual a 8 micra para qualquer
amostra e a 12 micra para a média das amostras.
2.12. Invólucro
O invólucro do para-raios deve ser de material polimérico ou epóxi, adequado para
instalação ao tempo e resistente à radiação UV, corrosão, erosão e ao trilhamento
elétrico.
2.13. Componentes internos
A constituição interna dos para-raios deve ser indicada em cortes adequados,
conforme mencionado na seção 8. 1, alínea c desta Especificação.
Informações sobre a natureza física dos componentes devem ser apresentadas no
Anexo A - ―DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS".
2.14. Vedação
O proponente deve fornecer à ELETROBRAS informações suficientes para avaliar a
qualidade da vedação, informar os ensaios realizados e justificativos à
metodologia do ensaio de estanqueidade.
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3. INSPEÇÕES
3.1. Geral
3.1.1. A inspeção compreende a execução dos ensaios de recebimento que são,
geralmente, os ensaios de rotina indicados nesta Especificação e que devem
ser executados a fim de verificar as características mínimas de qualidade e
uniformidade de produção em conformidade com o projeto.
3.1.2. A ELETROBRAS, porém, se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para
verificar a conformidade do material com o projeto previamente aprovado ou
com os certificados de ensaios exigidos com a proposta.
3.1.3. De comum acordo com a ELETROBRAS, o fabricante poderá substituir a
execução de qualquer ensaio de tipo ou especial pelo fornecimento de
relatório do ensaio efetuado em para-raios idênticos aos ofertados e que
tenha sido acompanhado por inspetor da ELETROBRAS.
3.2. Ensaios de tipo
3.2.1. Geral
3.2.1.1. Devem ser realizados em amostras selecionadas aleatoriamente e
retiradas do lote a ser fornecido e tem por objetivo verificar as
características de projeto e de fabricação do para-raios e,
consequentemente, a conformidade do mesmo com esta Especificação.
3.2.1.2. Os ensaios de tipo devem ser realizados de acordo com a norma IEC
61643-1 (para-raios ensaiados para a classe II). Esses ensaios devem ser
realizados em três amostras novas por ensaio. Se todas as amostras
forem aprovadas no ensaio, então o projeto do para-raios é aceitável. Na
ocorrência de falha em uma amostra em um ensaio, então o ensaio deve
ser repetido em três novas amostras, não sendo aceitável então falha de
nenhuma amostra.
3.2.1.3. As amostras a serem selecionadas para o ensaio de ciclo de operação
devem ter o valor da tensão de referência no limite inferior da faixa de
variação declarada pelo fabricante. Alternativamente, esses ensaios
podem ser realizados em amostras que não atendam a essa exigência,
com a tensão de ensaio UB que é o valor corrigido da tensão nominal U,
A correção da tensão é necessária quando as tensões de referência das
amostras sob ensaio (U„,) forem maiores que o valor mínimo (Urefmin)
declarado pelo fabricante. A correção é feita multiplicando-se¿ valor de U,
pela relação de Uref/Urefmin. A tensão deve ser corrigida também em
função do procedimento de envelhecimento acelerado dos blocos
resistores (ensaio da seção 6.2.2.c)
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3.2.3. Relação dos ensaios de tipo
Os ensaios de tipo a serem realizados são os seguintes:
a) Ensaio da marcação/identificação;
b) Ensaio para determinação do nível de proteção (determination of the
measured limiting voltage, conforme IEC 61643-1;
c) Ensaio de envelhecimento acelerado dos blocos resistores.
O ensaio deve ser realizado de acordo com a IEC 60099-4.
d) Ensaio de ciclo de operação;
A tensão de ensaio deve ser corrigida conforme seção 6.2.1.3.
e) Ensaios do desligador automático e do comportamento seguro do pararaios sob solicitações excessivas:
 Suportabilidade ao ensaio de ciclo de operação.
O desligador deve ser ensaiado em conjunto com o para-raios,
conforme alínea (d) anterior.
O desligador não deve operar durante o ensaio;
 Ensaio de suportabilidade à temperatura
O para-raios deve ser mantido em uma estufa à temperatura de
80 + 5 ºC durante 24 horas. O desligador automático não deve
operar durante esse tempo;
 Ensaio de estabilidade térmica
Ao menos, cinco amostras devem ser ensaiadas para cada nível
de corrente. Em adição, após a verificação, para cada valor de
corrente, da estabilidade térmica (variação da temperatura menor
que 2 K no intervalo de 10 min.), a corrente deve ser mantida até
a atuação do desligador automático. Deve ser traçada uma curva
característica ajustada
 Ensaio de suportabilidade a curto-circuito;
 Ensaio de falha por sobre tensão temporária.
f) Resistência ao calor;
g) Resistência a aquecimento excessivo e fogo;
h) Ensaio de resistência ao trilhamento elétrico;
i) Ensaio de suportabilidade dielétrica;
j) Ensaio de estanqueidade e resistência de isolamento
O ensaio deve ser realizado de acordo com a IEC 68 Parte 2–30. A
temperatura superior do ciclo deve ser de 55ºC e o número de ciclos igual
a 6 (seis). A metodologia do ensaio (variante 1 ou variante 2) deve ser
escolhida de acordo com os recursos do laboratório. O para-raios é
considerado aprovado no ensaio se a tensão de referência medida à
corrente contínua de 5 mA antes e depois não variar mais que 10 % e se
a resistência de isolamento entre os terminais interconectados do pararaios e o invólucro, medida após o ensaio, não for menor do que 5 MW (o
invólucro deve ser envolvido em uma folha de alumínio para essa medição
da resistência de isolamento).
k) Ensaio de corrente de descarga elevada
O ensaio deve ser realizado conforme metodologia descrita no Anexo B.
l) Ensaio para verificação da curva tensão de 60 Hz x tempo (sobre tensão
temporária)
O ensaio deve ser realizado conforme metodologia descrita no Anexo B.
m) Ensaio dos terminais e conexões dos para-raios para aplicação em rede
aérea convencional (ensaio de tração)
O ensaio deve ser realizado conforme metodologia descrita no Anexo B.
3.3. Ensaios de rotina
3.3.1. Geral
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Devem ser realizados obrigatoriamente em para-raios completos e objetivam
verificar a conformidade dos resultados obtidos com os dados técnicos e
características garantidas pelo fabricante, conforme o Anexo A.
3.3.2. Inspeção Visual
Antes da execução dos demais ensaios, o inspetor deve efetuar uma inspeção
visual, verificando o seguinte:
a) Existência das conexões e terminais conforme 5.10 e Figura l. Algumas
amostras devem ser instaladas nos condutores de seção máxima e
mínima previstos a fim de verificar se os conectores terminais
resistem sem danos a uma condição eventual de aperto manual
acentuado. A conexão no terminal de aterramento deve ser também
verificada.
b) Características e acabamento dos componentes;
c) Identificação
e
acondicionamento,
conforme
4.5
e
4.6,
respectivamente.
A não conformidade de um para-raios com qualquer um desses requisitos
determinará a sua rejeição.
3.3.3. Verificação dimensional
O para-raios deve ter dimensões conforme Figura 1 desta Especificação, ou de
acordo com desenho aprovado pela ELETROBRAS, caso seja aceito para-raios
diferente do indicado na figura.
3.3.4. Medição da tensão de referência
3.3.4.1. A tensão de referência deve ser determinada no para-raios completo
para verificar que as amostras selecionadas estão dentro dos limites de
projeto do fabricante e têm as características elétricas adequadas para a
Uc declarada.
3.3.4.2. A medição deve ser efetuada e registrada na temperatura ambiente de 5
a 40º C. O valor da corrente de referência utilizada (ver item 3.6) deve
ser definido pelo fabricante.
3.3.4.3. As três amostras que apresentarem os menores valores de tensão de
referência devem ser selecionadas para serem submetidas ao ensaio de
ciclo de operação (ver seção 6.2.1.3).
3.3.5. Tensão residual sob impulso atmosférico para corrente nominal de descarga
Deve ser aplicado um impulso de corrente com valor de crista igual ao da
corrente de descarga nominal do para-raios. A onda de corrente deve ter a
forma 8/20, sendo que o tempo virtual de frente deve estar entre 7 ps a 9
ps. Por não ser critico para este ensaio, não são definidas as tolerâncias
para o tempo de cauda.
O para-raios é considerado aprovado no ensaio se os resultados obtidos
estiverem de acordo com a Tabela 1, item 5, e dentro da faixa de +10 %
em relação ao valor médio obtido no ensaio de tipo.
3.4. Relatório dos ensaios de rotina
3.4.1. O relatório a ser entregue pelo fabricante deve conter, no mínimo, as
seguintes informações:
a) Identificação completa do para-raios, conforme 4.5;
b) Número de unidades do lote;
c) Número de unidades ensaiadas;
d) Descrição sucinta dos ensaios efetuados;
e) Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos utilizados;
f) Memória dos cálculos efetuados, com resultados e eventuais
observações;
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g) Número do Pedido de Compra;
h) Identificação do laboratório de ensaio;
i) Datas de inicio e término dos ensaios;
j) Nomes legíveis e assinaturas do responsável pelo ensaio e do inspetor
da ELETROBRAS;
k) Local e data de emissão do relatório.
3.4.2. Os para-raios não serão liberados pelo inspetor da ELETROBRAS enquanto não
lhe forem entregues três (3) vias do relatório de ensaios.
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4. PLANOS DE AMOSTRAGEM
4.1. Inspeção de Lotes Isolados
Os para-raios devem ser apresentados para inspeção por atributos, através dos
ensaios de rotina, em partidas consideradas inicialmente como lotes isolados.
4.2. Inspeção lote a lote
No controle do recebimento de várias entregas consecutivas de um mesmo
fabricante, deve ser procedida a inspeção lote a lote (série continua de lotes).
4.3. Planos de amostragem para ensaios de rotina
4.3.1. O tamanho da amostra ou série de tamanhos de amostra e critério de
aceitação do lote para execução dos ensaios de rotina deve estar de acordo
com a Tabela 2, para o regime de inspeção normal. A comutação do regime
de inspeção deve seguir as recomendações do NBR-5426 ou da ISO 2859.
4.3.2. A especificação dos planos de amostragem é apresentada na Tabela 2.
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5. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS TÉCNICAS
5.1. O fornecedor deve enviar junto com a proposta, sob pena de desclassificação, os
seguintes documentos:
a) Lista de exceções ou desvios desta Especificação;
b) Relação detalhada das normas adotadas;
c) Desenhos para aprovação e completa apreciação do projeto, incluindo, no
mínimo, os seguintes:
 Vistas e cortes do para-raios, com detalhes do corpo isolante, dos
componentes internos e terminais;
 Desenho da identificação do para-raios;
Os desenhos devem apresentar as dimensões e respectivas tolerâncias
garantidas.
d) Anexo A - "Dados Técnicos e Características Garantidas‖, completamente
preenchidas, observando-se o seguinte:
 A coluna ―CARACTERÍSTICAS/UNIDADES‖ deve conter as características reais
equipamento proposto, mesmo que difiram das características especificadas;
 Nas linhas reservadas a Desenhos, mencionar o número ou referência do(s)
desenho(s) do Fornecedor;
 Nas linhas reservadas aos Ensaios de Tipo, além dos valores, mencionar,
também, o número ou referência do Certificado de Ensaio correspondente;
 O não preenchimento de algumas linhas será interpretado pela ELETROBRAS
como concordância do Proponente com as características especificadas. Casos
determinadas características especificadas não se apliquem ao equipamento
proposto, o Proponente deve anotar no local correspondente "NA" (Não
Aplicável);
 Caso alguns valores de características propostas sejam baseados em normas
diferentes das especificadas, o Proponente deve citar, junto a eles, a norma de
referência;
 A aceitação de características diferentes das especificadas ficará a critério
exclusivo da ELETROBRAS. Será dada preferência aos equipamentos com
características iguais ou superiores às especificadas;
Os valores indicados pelo proponente nos ―DADOS TÉCNICOS E
CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS‖ serão considerados como Garantia Técnica
da proposta e prevalecerão sobre aqueles constantes de qualquer desenho,
manual,
Catálogo ou publicação eventualmente anexado;
e) Relatórios dos ensaios de tipo:
Esses ensaios devem ter seus resultados devidamente comprovados através de
cópias autenticadas dos Certificados de Ensaio emitidos por Órgão Oficial ou
instituição internacionalmente qualificada/reconhecida. Tais cópias devem ser
anexadas à Proposta, reservando' ELETROBRAS. o direito de desconsiderar
Propostas que não cumprirem este requisito. Os ensaios devem ter sido
realizados nos últimos cinco anos e têm a finalidade exclusiva de auxiliar a
avaliação técnica das propostas, sem que a sua apresentação implique na
dispensa da realização ou repetição dos ensaios;
f) Descrição do processo de vedação utilizado e relatório comprovando o seu
desempenho em regiões de clima tropical úmido, conforme seção 5.14 desta
Especificação;
g) Curva da característica "tempo x corrente de defeito" do desligador automático;
h) Curva de sobre tensões temporárias x tempo do para-raios;
i) Informações referentes ao descarte adequado dos para-raios, conforme seção
4.2.4;
j) Desenho detalhado da embalagem conforme seção 4.6.2.
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5.2. Todo e qualquer documento anexado à Proposta deve ser, em cada página,
devidamente autenticado pela assinatura de um funcionário categorizado. Valores
apenas indicativos devem ser identificados como tal, caso contrário, serão
considerados como valores garantidos. A ELETROBRAS reserva-se o direito de
desconsiderar as Propostas incompletas, sem as informações acima especificadas,
ou que não possibilitem a perfeita identificação dos materiais propostos.
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TABELA 1 Características Elétricas dos Para-Raios
ITEM
1
2
3
CARACTERÍSTICAS
Corrente de descarga nominal, com forma de onda 8/20
(kA) : In
Máxima corrente de descarga, com forma de onda 8/20
(kA): Imax
Tensão nominal
Tensão de operação contínua (V eficaz mínimo)
4
5
6
7
Tensão residual máxima para impulso atmosférico com
forma de onda 8/20 ps e crista igual à corrente de
descarga nominal (kV)
Corrente suportável de alta intensidade e curta duração,
onda 4/10 ps, valor de crista (kA)
Tensão suportável do invólucro à frequência industrial a
seco e sob chuva, 1 minuto (kV eficaz)
VALORES
10
20
280
280
1,8
40
2,2
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Tabela 2 – Planos de Amostragem Para Ensaios de Rotina
Notas:
1 - Ac - Numero de para-raios defeituosos que ainda permite aceitar o lote;
2 - Re - Número de para-raios defeituosos que implica na rejeição do lote;
3 - Se a amostra requerida for igual ou maior que o número de unidades de produto
constituintes do lote, efetuar inspeção em cem por cento das unidades.
4 - Para amostragem dupla o procedimento é o seguinte: é ensaiado um número inicial de
unidades igual ao da primeira amostra obtida na Tabela. Se o número de unidades
defeituosas encontrado estiver compreendido entre Ac e Re (excluídos estes valores),
deve ser ensaiada a segunda amostra. O total de unidades defeituosas após ensaiadas
as duas amostras, deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado.
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ANEXO A
Dados Técnicos e Características Garantidas
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ANEXO B
1 - Procedimento para verificação da curva característica tensão de 60 Hz x tempo
(sobre tensão temporária)
O ensaio deve ser realizado em nove amostras novas selecionadas conforme
seção 6.2.1.1. Devem ser verificados três pontos da curva fornecida pelo
fabricante. Cada grupo de 3 amostras deve ser utilizado para verificação de um
dos três pontos.
O ensaio deve ser iniciado com o pré-aquecimento das amostras a 60 ºC + 3ºC.
Em seguida, deve ser aplicado um impulso de alta corrente com valor de pico de
40 kA e forma de onda 4/10 ps que representa a energia anterior à aplicação da
tensão de 60 Hz.
Tão logo quanto possível mas em não mais que 100 ms após a aplicação do
impulso de alta corrente, deve ser aplicada a tensão de 60 Hz igual ao valor de
tensão para o ponto da curva que estiver sendo verificado, durante o tempo
correspondente na curva e, imediatamente em seguida, deve ser aplicada,
durante 30 minutos, a tensão de operação continua Uc para comprovar a
estabilidade térmica (o parâmetro monitorado deve decrescer pelo menos nos
últimos 15 minutos de aplicação da tensão).
A temperatura ou a componente resistiva da corrente ou a potência de
dissipação dos blocos resistores não lineares deve ser monitorada durante a
aplicação da tensão de 60 Hz para comprovar a estabilidade térmica.
As amostras serão aprovadas no ensaio se houver estabilidade térmica e se o
exame das amostras após o ensaio não revelar evidência de perfuração,
descarga destrutiva externa (flashover) ou quebra dos blocos resistores não
lineares.
2 - Ensaio dos terminais e conectores dos para-raios para aplicação em rede aérea
convencional (ensaio de tração)
O para-raios deve ser montado de acordo com as recomendações do fabricante.
Três amostras devem ter seus terminais equipados com os condutores do tipo e
da seção quadrada mínima da faixa para a qual são aplicáveis. Outras três
amostras devem ser equipadas com os condutores do tipo e seção quadrada
máxima da faixa aplicável. Os condutores devem estar fixados pelas
extremidades.
Cada para-raios deve ser submetido então a uma tração aplicada no invólucro
sem oscilações fortes durante 1 minuto na direção do eixo do condutor. Os
valores da tração para os condutores de seção mínima (4 AWG) e máxima
(336,4 MCM) devem ser de 145 N e 370 N respectivamente.
Durante o ensaio, o terminal não deve deslizar no condutor.
3 - Ensaio de corrente de descarga elevada
O ensaio deve ser realizado em três amostras novas de para-raios completos, as
quais não devem ter sido submetidas previamente a nenhum ensaio exceto
aqueles especificados para fins de avaliação.
Antes do ensaio, deve ser medida a tensão residual para a corrente de descarga
nominal para fins de comparação.
O ensaio consiste da aplicação em cada amostra de dois impulsos de
É permitido que as amostras resfriem até aproximadamente a temperatura
ambiente entre os impulsos. A corrente e a tensão devem ser registrados em
cada impulso. As tolerâncias nos ajustes do equipamento devem ser tais que os
valores medidos dos impulsos de corrente estejam dentro dos seguintes limites:
de 90% a 110% do valor de pico especificado;
de 3,5 a 4,5 para o tempo virtual de frente;
de 9 a 11 para o tempo virtual até o meio valor na cauda.
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Em seguida ao segundo impulso de alta corrente e após a amostra ter resfriado
até próximo da temperatura ambiente, a tensão residual para corrente nominal
de descarga deve ser novamente medida para comparação.
A variação no valor de tensão residual para corrente nominal de descarga
medida antes e depois do ensaio não deve ser maior do que 10%. A inspeção
das amostras e dos oscilo gramas após o ensaio não devem revelar evidência de
perfuração, descarga disruptiva ou quaisquer danos aos varistores.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
BANCO DE CAPACITORES
ET – 005
Revisão
Alterações
Data
Responsável
01
Emissão Inicial
30/05/2012
Adjar Barbosa
Elaborado
Aprovado
Projeto
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ÍNDICE
CAPÍTULO
PÁGINA
1. Introdução
2. Normas e Definições
2.1. Definições
2.2. Normas recomendadas
2.3. Unidades de Medidas e Idiomas
3. Condições gerais
3.1. Desenhos
3.2. Manual de Instruções
3.3. Peças sobressalentes
3.4. Garantia
3.5. Direito de Operar Equipamento Insatisfatório
3.6. Acessórios e Ferramentas Especiais
3.7. Condições Ambientais e de serviço
3.8. Características do Sistema Elétrico da Contratante
3.9. Tensões dos serviços auxiliares
3.10. Placas de identificação
3.11. Pintura, Zincagem e Proteção anticorrosiva
4. Características básicas do conjunto de bancos de capacitores e das unidades
capacitivas
4.1. Banco de Capacitores
4.2. Unidades Capacitivas
5. Outros equipamentos componentes dos bancos de capacitores
5.1. Para-raios (aplicáveis a todos os 5 tipos de bancos cobertos por essa
especificação)
5.2. Chaves fusíveis tipo distribuição
5.3. Diagramas Uni-filares e Tri-filares dos Bancos de Capacitores
6. 6 Inspeção e Ensaios
6.1. Geral18
6.2. Relatório de Ensaios
6.3. Ensaios dos Capacitores
6.4. Ensaios dos Pára-Raios
7. Acondicionamento
8. Informações a serem fornecidas com a proposta
9. Anexo A
Dados técnicos e características garantidas dos Bancos de Capacitores
9.1. Tabela 1 A
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Bancos de capacitores – Tipos, principais características e quantidades por
Empresa
9.2. Tabela 1 B
Cinco tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características dos bancos
9.3. Tabela 1 C
Cinco tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características dos componentes dos bancos
9.4. Tabela 1 D
Cinco tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características das unidades capacitivas e de seus fusíveis
10. Figuras
10.1. Figura 1
Bancos de capacitores de 150 kVAr, 13,8 kV
Arranjo e Diagrama Trifilar Típicos
10.2. Figura 2
Bancos de capacitores de 300 kVAr, 13,8 kV
Arranjo típico e Diagrama Trifilar Simplificado
10.3. Figura 3
Bancos de capacitores de 600 kVAr - 13,8 kV – Arranjo típico
10.4. Figura 4
Bancos de capacitores de 150 kVAr, 34,5 kV
Arranjo típico e diagrama trifilar típico
10.5. Figura 5
Bancos de capacitores de 300 kVAr, 34,5 kV
Arranjo típico e diagrama trifilar típico
10.6. Figura 6
Dimensões da chave fusível de 13,8 kV
Deslocamentos / folgas permitidos para o porta-fusível
10.7. Figura 7
Dimensões padronizadas e características dos fusíveis para as unidades
capacitivas cobertas por essa Especificação
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
1. Introdução
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de Bancos de Capacitores em derivação, fixos, trifásicos,
classe 15 kV ou 36 kV, 60 Hz, para instalação externa, além de seus equipamentos
auxiliares para instalação em sistemas de distribuição das seguintes empresas de
distribuição associadas às Centrais Elétricas Brasileiras S/A – ELETROBRÁS:
 CEAL – Companhia Energética de Alagoas - (Eletrobrás Distribuição Alagoas)
 AMAZONAS Energia - (Eletrobrás Amazonas Energia)
 ELETROACRE - (Eletrobrás Distribuição Acre)
 CEPISA – Companhia Energética do Piauí S/A - (Eletrobrás Distribuição Piauí)
 BOA Vista Energia S/A - (Eletrobrás Distribuição Roraima)
 CERON - Centrais Elétricas de Rondônia – S/A - (Eletrobrás Distribuição Rondônia)
Nessa Especificação o termo Contratante se refere à ELETROBRÁS DISTRIBUIÇÃO e as
empresas a ela associadas (acima citadas), ou por ela representadas, ou por ela indicadas.
O escopo do fornecimento dos Bancos de Capacitores cobertos por essa Especificação
inclui, além dos materiais, componentes e acessórios aqui descritos, a montagem dos
bancos nas redes de distribuição da Contratante, em localidades a serem definidas por ela.
Os detalhes dessa montagem estão indicados no Anexo B dessa Especificação.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
2. Normas e Definições
2.1. Definições
Serão adotadas as definições estabelecidas pelas normas ABNT-NBR-5282 e IEC-70, e
as prescrições da EB-139.
2.2. Normas recomendadas
Para fins de projeto, matéria prima, qualidade, ensaios e normas
de fabricação, os
equipamentos e/ou materiais deverão satisfazer às condições exigidas nesta
Especificação e às seguintes normas, nas suas últimas revisões:
˗ ABNT-NBR-5032 – Isoladores de Porcelana ou Vidro para Linhas Aéreas e
Subestações de Alta Tensão;
˗ ABNT-NBR-5034 – Buchas para Equipamentos Elétricos de Tensão Superior a 1
kV;
˗ ABNT-NBR-5049 – Isoladores de Porcelana ou de Vidro para linhas aéreas e
Subestações de Alta Tensão.
˗ ABNT-NBR-5051 – Buchas para Equipamentos Elétricos de Tensão Superior a 1
kV.
˗ ABNT-NBR-5282 – Capacitores de Potência (Especificação)
˗ ABNT-NBR-5287 – Pára-Raios de Resistor Não-Linear em Sistema de Potência
(Especificação);
˗ ABNT-NBR-5289 – Capacitores de Potência (Método de Ensaio);
˗ ABNT-NBR-5309 – Pára-Raios de Resistor Não-Linear em Sistema de Potência
(Método de Ensaio);
˗ ABNT-NBR-5359 (EB-123) – Elos Fusíveis de Distribuição (Especificação);
˗ ABNT-NBR-5385 (MB-232) – Elos Fusíveis de Distribuição (Método de ensaio);
˗ ABNT-NBR-6334 – Ensaios de Revestimento de Zinco em Produtos de Aço ou de
Ferro Fundido;
˗ ABNT-NBR-7414 – Zincagem por Imersão à quente;
˗ IEC 60 – High-Voltage Test Techniques;
˗ IEC 70 – Power Capacitors;
˗ IEC 99 – Lightning Arresters;
˗ IEC 99.1 – Non-Linear Resistor Type Arresters for A C. Systems;
˗ IEC 129 – Alternating Current Disconnectors (Isolators and Earthing Switches);
˗ IEC 137 – Bushings for Alternating Voltages above 1000 V;
˗ IEC 265 – High Voltage Switches;
˗ IEC 265A – Tests for Single Capacitor Bank Switching;
˗ ANSI C29.1 – Test Methods for Electrical Power Insulators;
˗ ANSI C 29.8 – Wet-Process Porcelain Insulators (Apparatus Cap and Pin Type);
˗ ANSI C37.30 – Definitions and Requirements for High Voltage Air Switches,
Insulators and Bus Supports;
˗ ANSI C37.32 – Schedules of Preferred Rated Manufacturing Specifications and
Application Guide for High-Voltage Air Switches;
˗ ANSI 37.34 – Test Code for High-Voltage Air Switches;
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˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
ANSI 34A – Corona Tests;
ANSI C37.40 – Service Conditions and Definitions for Distribution Cutouts and
Fuse-Links, Secondary Fuses, Distribution Enclosed Single-Pole Air Switches and
Accessories;
ANSI C37.41 – Design Test for Distribution Cutouts and Fuse-Links, Secondary
Fuses, Distribution Enclosed Single Pole Air-Switches. Power Fuses, Fuses
Disconnecting Switches and Accessories;
ANSI C55.1 – Shunt Power Capacitors;
ANSI C62.1 – Surge Arresters for Alternating – Current Power Circuits;
ANSI C76.1 – Requirements and Test Code for Outdoor Apparatus Bushings;
ANSTM-A-90 – Weight of Coating on Zinc-Coated (Galvanized) Iron on Steel
Articles,
ASTM-A-123 – Specification for Zinc (Hot Galvanized) Coatings on Products
Fabricated from Rolled, Pressed and Forged Steel Shapes, Plates Bars and
Strips;
ASTM-A-153 – Specification for Zinc-Coating (Hot-Dip) on Iron and Steel
Hardware;
ASTM-A-239 – Preece Test on Zinc-Coated Articles;
NEMA CP.1 – Shunt Capacitors;
NEMA SG.2 – High Voltage Fuses;
NEMA 108 – Distribution Fuse Links;
NEMA HV – 1 High Voltage Insulators.
As siglas anteriormente citadas referem-se a:
˗ ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas;
˗ IEC – International Electrotechnical Commission;
˗ ANSI – American National Standards Institute;
˗ ASTM –American Society for Testing and Materials;
NEMA – National Electrical Manufacturers Association
As normas mencionadas não excluem outras normas reconhecidas, desde que
assegurem qualidade igual ou superior às mencionadas. Caso julgue necessário, a
Contratante poderá exigir da Contratada o fornecimento de cópias das normas por ele
adotadas.
Em caso de dúvidas ou contradições terá a primazia esta Especificação, em seguida as
normas recomendadas e, finalmente, as normas apresentadas pela Contratada.
2.3. Unidades de Medidas e Idiomas
As unidades de medidas do Sistema Métrico deverão ser usadas para as referências na
Proposta, inclusive descrições técnicas, especificações, desenhos e quaisquer
documentos ou dados adicionais. Quaisquer medidas deverão também ser expressas
em unidades do Sistema Métrico Decimal.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Todas as instruções técnicas, bem como os desenhos definitivos, folhetos de
instruções, legendas e relatórios de ensaios, emitidos pela Contratada, deverão ser
redigidos em Português.
Serão eventualmente aceitos em Espanhol ou Inglês: folhetos, artigos, publicações e
catálogos.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3. Condições gerais
3.1. Desenhos
Independentemente dos desenhos fornecidos com a proposta, a Contratada deverá
submeter à aprovação da Contratante, antes do início de fabricação dos equipamentos
e/ou materiais, 4 (quatro) cópias dos seguintes desenhos:
a) Desenho de contorno das unidades capacitivas e dos bancos de capacitores,
mostrando as dimensões, os acessórios, os terminais de alta tensão, os
conectores de linha e de aterramento e indica as principais massas do conjunto;
b) Desenhos dos conjuntos fusíveis de proteção dos capacitores e as curvas de
características máximas dos elos fusíveis;
c) Desenhos de montagem de cada um dos cinco tipos de bancos de capacitores
fixos cobertos por essa especificação (150, 300 e 600 kVAr para a tensão
nominal de 13800 V e 150 e 300 kVAr para a tensão nominal de 34500 V);
d) Desenho dos isoladores suportes dos barramentos (somente onde aplicável)
incluindo dimensões, características elétricas e dispositivos de fixação;
e) Desenho funcional e de fixação dos capacitores e dos equipamentos auxiliares,
incluindo a proteção e a sinalização;
f) Desenhos das placas de identificação das unidades capacitivas, dos bancos de
capacitores e dos equipamentos auxiliares;
g) Desenhos das estruturas metálicas, dos bancos de capacitores, das unidades
capacitivas e de todos os equipamentos auxiliares, incluindo os desenhos das
bases, dos suportes das bases e os gabaritos de furação, para fixação das
estruturas e as fundações;
h) Lista de materiais abrangendo os capacitores, as estruturas suportes e os
equipamentos auxiliares;
i) Relação completa dos desenhos a serem enviados para aprovação;
j) Relatórios dos ensaios de tipo dos capacitores e dos equipamentos auxiliares;
k) Desenho preliminar do arranjo do banco de capacitores;
l) Desenhos preliminares exigidos nas especificações técnicas aplicáveis a cada
equipamento incluído no fornecimento;
m) Qualquer desenho adicional considerado de interesse pela Contratada e/ou pela
Contratante.
Em cada desenho deverá ser indicado o nome da CONTRATANTE, especificando o nome
da empresa a qual se destina o equipamento, o numero do Pedido de Compra e o item
correspondente.
Feita a verificação, será devolvida à Contratada uma cópia aprovada para fabricação ou
aprovada conforme anotações para modificações. Sempre que houver modificações
anotadas nas cópias enviadas à Contratada, esta deverá atendê-las e novamente
submeter 2 (duas) cópias para aprovação.
De cada cópia aprovada para fabricação, a Contratada deverá fornecer 2 (duas) vias.
Sempre que forem introduzidas modificações no projeto ou na fabricação do banco de
capacitores ou item a ele associado, a Contratante deverá ser avisada. Caso as
modificações venham a afetar o desenho, a Contratada deverá fornecer 2 (duas)
copias para verificação, repetindo-se as operações até o fornecimento de 2 (duas)
cópias aprovadas.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
A aprovação de qualquer desenho pela Contratante não exime a Contratada da plena
responsabilidade quanto ao projeto e funcionamento correto dos bancos, nem da
obrigação de fornecer o produto de acordo com as exigências do Pedido de Compra.
3.2. Manual de Instruções
Quando da liberação do equipamento na fábrica, a Contratada deve submeter ao
inspetor da Contratante, para aprovação, dois exemplares de cada Manual de
Instruções dos banco de capacitores, que devem conter:
Todos os desenhos aprovados, incluindo ilustrações completas para todas as fases de
instalação, operação, desembalagem, transporte, manuseio, montagem, manutenção e
ajustes, que deverão ser fornecidos para os equipamentos de cada item da
encomenda.
A Contratante poderá solicitar instruções ou informações adicionais, caso considere as
apresentadas insuficientes ou insatisfatórias, obrigando-se a Contratada a fornecê-las
a contento.
3.3. Peças sobressalentes
Em sua proposta o proponente deverá incluir uma lista de preços unitários
discriminativa das peças sobressalentes, consideradas necessárias ou convenientes
para um período de operação de no mínimo 2 (dois) anos. Essas peças de reserva
estão listadas no Anexo A5 dessa Especificação.
As peças sobressalentes deverão ser idênticas, em todos os aspectos, às
correspondentes do equipamento original. Serão submetidas à inspeção e ensaios e
deverão ser incluídas na mesma remessa que o equipamento original, acondicionadas
em volumes separados e marcados claramente ―PEÇAS SOBRESSALENTES‖.
Deverá ser fornecida a numeração codificada de todas as peças sobressalentes, para
facilidade de aquisição futura.
3.4. Garantia
A proponente deverá indicar claramente em sua proposta o prazo de garantia e no que
consiste a mesma. O tempo mínimo de garantia aceito pela Contratante será de 18
(dezoito) meses a contar data de entrega do equipamento ou 12 (doze) meses após
sua entrega em serviço, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito
do projeto, material ou fabricação do banco de capacitores fornecido.
3.5. Direito de Operar Equipamento Insatisfatório
Se a operação de qualquer parte ou de todo o equipamento, mostra-se insatisfatória
durante o período de garantia, a Contratante reserva-se o direito de operá-lo até que o
mesmo possa ser retirado de serviço para correção ou substituição.
Tal ocorrência será notificada imediatamente e por escrito à Contratada que deverá
tomar todas as medidas necessárias e arcar com as despesas resultantes, incluindo a
substituição de todas as peças ou de unidades completas e todo transporte necessário.
3.6. Acessórios e Ferramentas Especiais
A Contratada deverá indicar em sua proposta todo e qualquer acessório ou ferramenta
especial porventura necessário à montagem, ajuste, manutenção e operação do
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
equipamento ofertado, bem como os instrumentos de testes recomendados, de sua
fabricação ou não (onde aplicável).
3.7. Condições Ambientais e de serviço
O equipamento e/ou material abrangido por esta especificação deverá ser apropriado
para operar a uma altitude até 1000 metros acima do nível do mar, em clima tropical,
a uma temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC, média diária 30ºC, e unidade relativa
do ar de até 100%. O equipamento será instalado ao tempo, em atmosfera agressiva,
que contribui muito para a formação de fungos e acelera a corrosão, exposto a ação
direta dos raios do sol tropical e de fortes chuvas, devendo, portanto, receber
tratamento adequado para resistir a essas condições climáticas, bem como a
atmosferas com alto grau de salinidade.
Todos os capacitores abrangidos por esta especificação deverão ser adequados para
funcionar em qualquer posição física, com as buchas na posição vertical (para cima),
ou horizontal (lateralmente).
3.8. Características do Sistema Elétrico da Contratante
As características dos sistemas elétricos onde os bancos de capacitores serão
instalados são as seguintes:
˗
˗
˗
Tensão nominal entre fases: 13,8 kV ou 34,5 kV (onde aplicável);
Números de fases: 3;
Freqüência: 60 Hz.
Os bancos de capacitores a serem fornecidos deverão ser fornecidos montados e
deverão ser constituídos essencialmente pelos componentes a seguir relacionados,
nas quantidades e com as características requeridas nessa especificação. Esses
equipamentos fazem parte dessa especificação e deverão ser obrigatoriamente
fornecidos.
Para todos os 5 (cinco) tipos de bancos fixos de capacitores cobertos por essa
especificação:
˗
˗
˗
˗
˗
˗
Unidades capacitivas;
Chaves fusíveis monopolares de distribuição com os respectivos elos fusíveis;
Para-raios;
Estruturas de metálicas de suporte das unidades capacitivas para a devida
fixação em postes;
Conectores, isoladores, barramentos, cabos e toda a miscelânea necessária
para interligar todos os componentes do banco de capacitores;
Detalhamento do projeto de integração de todos os componentes dos bancos de
capacitores a serem fornecidos.
Faz parte também do escopo desse fornecimento a montagem no campo de todos os
bancos de capacitores cobertos por essa especificação.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3.9. Tensões dos serviços auxiliares
Para alimentação dos circuitos auxiliares dos bancos de capacitores cobertos por essa
especificação estarão disponíveis as seguintes diferentes fontes de tensões auxiliares,
de acordo com cada empresa Contratante:
˗ 127 Vca (+/-10%) 60 Hz, monofásico; para alimentação de iluminação e
tomadas (para as Contratantes CERON, CEAL e ELETROACRE);
˗ 220 Vca (+/- 10%) 60 Hz trifásicos a quatro fios, neutro solidamente aterrado,
ligação em estrela, para alimentação de todos os motores de potência superior
ou igual a 1 cv, tomadas de força e alimentação primária do sistema de
iluminação normal (para as Contratantes CERON, CEAL e ELETROACRE).
˗ 380 Vca ( +/- 10%) 60 Hz trifásicos a quatro fios, neutro solidamente aterrado,
ligação em estrela, para alimentação de todos os motores de potência superior
ou igual a 1 CV, tomadas de força e alimentação primária do sistema de
iluminação normal (para as Contratantes CEPISA e BOA VISTA ENERGIA).
˗ 220 Vca ( +/-10%) 60 Hz, monofásico; para alimentação de motores de
potência fracionária e para alimentação da iluminação e tomadas (para as
Contratantes CEPISA e BOA VISTA ENERGIA).
3.10. Placas de identificação
Todas as placas de identificação requeridas nessa especificação para os bancos de
capacitores e para todos os seus componentes deverão ser feitas em aço inoxidável,
com a espessura mínima de 1,0 mm, e apresentar todas as informações solicitadas
marcadas de maneira indelével. A placa deverá estar localizada em local facilmente
visível, com o equipamento instalado, devendo suas informações ser escritas em
português e em unidade de Sistema Métrico Decimal.
3.11. Pintura, Zincagem e Proteção anti-corrosiva
˗ Pintura
Todas as superfícies metálicas não galvanizadas ou não constituídas por aço
inoxidável deverão, antes da pintura, ser perfeitamente limpas por jatos de
areia ou outro método eficaz. Esta limpeza deverá tornar as superfícies de
chapas isentas, por completo, de gordura, óleos, graxas, excesso de solda e
quaisquer outras impurezas que possam prejudicar a qualidade da pintura e da
proteção anti-corrosiva. As rebarbas e rugosidade deverão ser removidas.
Sobre a superfície limpa deverá ser feita uma proteção anti-ferruginosa, dandose preferência à fosfatização das chapas.
As superfícies internas deverão ser pintadas com 2 (duas) demãos de tinta a
base de resina sintética, que resista a temperaturas elevadas (cerca de 100ºC).
As superfícies externas deverão receber 2 (duas) demãos de uma pintura base
como acabamento, deverão ser aplicadas 2 (duas) demãos de tinta em esmalte
à base de epóxi na cor cinza claro (Munsel N6.5), com espessura mínima de
120 micra. As tintas deverão ter grau de dureza suficiente para resistir ao
tempo e às condições climáticas definidas nessa Especificação.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Deverá ser evitado o emprego de materiais nos quais a resistência a fungos
seja obtida por meio de tratamentos que tenham de ser renovados
periodicamente.
Os materiais e processos da pintura padrão da Contratada que difiram dos
requisitos acima, poderão ser aceitos, contanto que a mesma demonstre à
Contratante a adequação dos materiais e processos ofertados, no que diz
respeito à aparência e à durabilidade.
˗ Zincagem por imersão a quente
As partes ou peças de aço externas (perfis, chapas, parafusos e porcas) que
não recebem pintura e para as quais a mesma não seja tecnicamente
aconselhável, estando por isso sujeita a corrosão, deverão ser submetidas a
zincagem por imersão a quente de acordo com as normas NBR-6323, ASTM-A123 (para perfis e chapas) e ASTM-A-153 (para parafusos, porcas, arruelas,
etc.). As peças deverão ser submetidas ao ensaio de Preece, de acordo com as
normas NBR-7400 ou ASTM-A-239, de maneira que as partes lisas sejam
submetidas a 6 (seis) imersões e as partes rosqueadas a apenas 4 (quatro).
O peso da camada de zinco deve se situar na faixa de 0,055 a 0,110 g/cm2.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4. Características básicas do conjunto de bancos de capacitores e das unidades
capacitivas
4.1. Banco de Capacitores
As características básicas dos 5 (cinco) tipos de bancos de capacitores cobertos por
essa especificação, as respectivas quantidades e as empresas usuárias finais de cada
banco são as indicadas na Tabela 1 ao final dessa Especificação.
NOTA: todos os bancos de capacitores cobertos por essa Especificação deverão ser
capazes de funcionar sob sobretensão entre os seus terminais de até 1,10 vezes o
valor eficaz da tensão nominal, incluindo-se os harmônicos, mas excluindo-se os
transitórios.
4.1.1. Características operacionais dos bancos de capacitores
Todos os bancos de capacitores aqui especificados deverão funcionar
satisfatoriamente nas seguintes condições:
 Com 135% da potência reativa nominal;
 Conduzindo por longo período de tempo uma corrente até 1,80 vezes a
corrente nominal, incluídos os componentes fundamentais e harmônicos da
corrente, mantidos os limites de 135% da potência reativa e a tensão eficaz
de 1,10 vezes a tensão nominal.
4.1.2. Intercambiabilidade
As partes, as peças e os acessórios componentes dos bancos de capacitores
deverão ser sempre idênticos para todo o fornecimento, permitindo assim a fácil
troca entre eles.
4.1.3. Qualidade das Soldas
Todas as soldas a serem feitas em todos os elementos dos bancos de capacitores
deverão ser tais que assegurem a completa fusão com o material de base. As
soldas que apresentarem defeito, tais como trincas, descontinuidades, corrosão,
etc., serão rejeitadas.
4.1.4. Marcação e codificação
Todas as partes, peças (de reserva ou não), acessórios e ferramentas especiais
deverão ser marcadas obedecendo a uma codificação idealizada de maneira
racional, a fim de evitar qualquer dúvida ou dificuldade quando de sua
identificação e de sua utilização.
Esta codificação deverá obrigatoriamente fazer parte do Manual de Instruções do
banco de capacitores.
4.1.5. Partes Condutoras
Todas as partes condutoras do banco de capacitores devem ser projetadas para
suportar continuamente 1,35 vezes a corrente nominal correspondente, nas
condições estabelecidas na EB-139.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4.1.6. Placa de identificação do banco de capacitores
As placas de identificação dos bancos de capacitores devem ter as características
anteriormente definidas nessa especificação e conter, pelo menos, as seguintes
informações:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
l)
m)
n)
o)
p)
Os dizeres ―Banco de Capacitores‖;
Fabricante e modelo;
Número de série e Fabricação;
Potência nominal em kVAr;
Tensão nominal, em kV;
Freqüência nominal, em Hz;
Categoria de temperatura;
Nível de isolamento;
A palavra ―trifásico‖;
Tipo de ligação ( y, ou y aterrado,como for aplicável);
Número de unidade capacitiva em paralelo, por fase em cada estrela;
Massa máxima suportável pela estrutura, em kg;
Massa total do conjunto, em kg;
Número do Manual de Instruções;
Tipo dos fusíveis externos tipo expulsão utilizados;
Ano de fabricação.
4.2. Unidades Capacitivas
As características básicas das unidades capacitivas para cada um dos 5 (cinco) tipos de
bancos de capacitores cobertos por essa Especificação são indicadas na Tabela 1 ao
final do seu texto.
4.2.1. Partes Constitutivas das Unidades Capacitivas
4.2.1.1. Parte Ativa
As armaduras do elemento capacitor deverão ser de alumínio e o dielétrico
constituído por filme de polipropileno. O líquido impregnante não deverá ser
inflamável, nem explosivo, deverá possuir excelentes qualidades dielétricas,
alto coeficiente de transmissão de calor e ser biodegradável. As unidades
capacitivas deverão sofrer tratamento térmico adequado em fornos ou
autoclaves, e somente aquelas de mesmo tipo e com as mesmas
características (potência) e do mesmo lote de fornecimento deverão ser
colocadas de cada vez nos ditos dispositivos, com vista a uniformidade de
impregnação e de características.
4.2.1.2. Caixas das unidades capacitivas
As caixas das unidades capacitivas deverão ser de aços inoxidáveis,
hermeticamente fechadas e de construção robusta, para suportar a variação
de pressão interna, mesmo quando sob curto-circuito.
A codificação das caixas, notadamente de sua parte superior, deverá ser
realizada de maneira a não permitir o acúmulo de água.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
As curvas de probabilidade de ruptura das caixas deverão estar de acordo
com a norma NEMA, nº CP. 1, figuras 6.2 e 6.3.
Caso sejam requeridas unidades não padronizadas pela NEMA, o fabricante
deverá fornecer as curvas de probabilidade de ruptura das caixas a fim de
possibilitar a correta aplicação de fusíveis.
A isolação entre a parte ativa e a caixa deverá ser feita por isolante de
elevada rigidez dielétrica.
4.2.1.3. Estruturas Suportes
As unidades capacitivas deverão ser montadas verticalmente. A instalação
das unidades capacitivas deverá estar de acordo com os itens CPI-2.04-B e
CPI-4.04 da norma CPI da NEMA.
Todas as estruturas metálicas de suportes deverão ser fabricadas com perfis
de aço estrutural (alternativamente, visando proporcionar compatibilidade
com instalações já existentes poderão ser aceitas estruturas de concreto).
Cantoneiras, vigas ―U‖, etc. deverão ser zincadas por imersão a quente. Não
será aceita, pela Contratante, a utilização de chapas de aço dobradas, para
substituir os perfis de aço necessários. O aço utilizado deve ser fabricado pelo
processo SIEMENS-MARTIN, de acordo com as normas ASTM-A-671T e VDE
ST-37. Os parafusos, porcas e arruelas devem ser fabricados com aço SAE1020 e devem ser fornecidos com excesso de 5% (cinco por cento) sobre as
quantidades necessárias.
O fabricante deve cuidar para que todas as partes da estrutura sejam bem
acabadas e livres de partes retorcidas ou dobradas.
4.2.1.4. Barras Coletoras
As barras coletoras do banco de capacitores deverão ser constituídas de
barras de cobre, projetadas para suportar os esforços eletromecânicos
previstos durante as operações normais e anormais, ainda, a máxima
corrente suportável pelo banco de capacitores.
4.2.1.5. Dispositivos de descarga
Cada unidade capacitiva deverá possuir um dispositivo de descarga ligando
diretamente a ela, que reduza a sua tensão residual. Este dispositivo deve
reduzir a tensão residual desde o valor de pico da tensão nominal até 50 V,
ou menos, em 5 minutos após o capacitor ter sido desligado da fonte de
tensão.
4.2.1.6. Fusíveis de Proteção Externos
Todos os bancos de capacitores deverão ter sua proteção assegurada por
chaves fusíveis do tipo distribuição (uma chave fusível para cada unidade
capacitiva).
Cada conjunto fusível deverá ser fornecido completo, com tubo de fenolite,
mola de acionamento, indicação de atuação, terminal de fixação ao
barramento e elo-fusível.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
A tensão nominal dos fusíveis devem ser pelo menos igual à tensão da
unidade capacitiva. A corrente nominal deve ser pelo menos igual a 165% da
corrente nominal da respectiva unidade capacitiva.
Os conjuntos fusíveis deverão ser coordenados com as correntes de curtocircuito suportadas pelas unidades capacitivas.
Os conjuntos fusíveis fornecidos deverão estar de acordo com as respectivas
normas ABNT, ANSI ou IEC.
4.2.1.7. Isoladores
Os isoladores devem atender às normas da ABNT (preferencialmente), IEC ou
NEMA.
4.2.1.8. Terminais e conectores
Os terminais de alta tensão deverão ser do tipo barra chata, 4 (quatro) furos,
furação NEMA.
Os terminais deverão ser de liga de cobre de alta condutividade, protegido
contra corrosão eletrogalvânica e permitir a ligação de conectores de cobre ou
de alumínio.
Os conectores deverão permitir a utilização de cabos de cobre ou e alumínio a
serem dimensionados para condutores de 6 a 4/0 AWG.
As estruturas metálicas deverão ser providas, pelo menos, de 2 (dois)
conectores de aterramento em liga de cobre de alta condutividade para
fixação de cabo de cobre nu trançado de bitola 1/0 AWG a 4/0 AWG.
4.2.1.9. Buchas das unidades capacitivas
As buchas das unidades capacitivas deverão ser de porcelana vitrificada com
vidro marrom, inalteráveis à ação do tempo e dos choques térmicos. As
características e os ensaios das buchas deverão estar de acordo com as
normas ABNT-NBR-5034, NBR-5051, NEMA nº CPI, item CPI-4.09 e ANSI
C55. 1, item 6.9.
Não serão aceitas buchas de porcelana defeituosas ou retocadas.
Cada unidade capacitiva deverá ser equipada com duas buchas terminais
iguais.
Buchas parafusadas ou grampeadas no tanque não serão aceitas. As buchas
deverão ser fixadas por meio de solda diretamente ao tanque, a fim de
assegurar robustez mecânica e absoluta estanqueidade.
4.2.1.10. Alças
Cada unidade capacitiva deverá ser provida de 2 (duas) alças fixadas nas
partes mais estreitas das caixas e em linha com as buchas. As alças deverão
dois furos cada uma sendo o superior para a suspensão e o inferior para
fixação. O último deverá ter o diâmetro mínimo de 12 mm.
4.2.1.11. Placa de identificação das unidades capacitivas
As placas da identificação das unidades capacitivas devem ter as
características definidas nessa especificação e conter, pelo menos, as
seguintes informações:
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a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
Os dizeres ―Unidade Capacitiva‖;
Fabricante;
Número de série e data de fabricação;
Potência nominal, em kVAr;
Tensão nominal, em kV;
Freqüência nominal, em Hz;
Categoria de temperatura;
Nível de isolamento;
A palavra ―Monofásico‖;
Referência e existência de um dispositivo interno de descarga;
Capacitância, em Faradays.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
5. Outros equipamentos componentes dos bancos de capacitores
5.1. Para-raios (aplicáveis a todos os 5 tipos de bancos cobertos por essa
especificação)
5.1.1. Características Básicas
Os para-raios deverão ser de óxido de zinco, para uso externo, ligação em
sistemas de 13.8 kV ou em 34,5 kV (onde aplicável), com neutro aterrado, fixado
pela base e com acessórios para montagem. Somente são aceitáveis para-raios
com invólucro polimérico.
5.1.2. Características Nominais
Os para-raios serão de classe de 10 kA, devendo ter as seguintes características
nominais:
a) Tensão nominal: 12 kV ou 36 kV, onde aplicável;
b) Corrente nominal de descarga (8 x 20µs): 10 kA;
c) Corrente de curta duração (4 x 10µs): 100 kA;
d) Corrente de escoamento sob onda retangular (1000/2000 µs): 75 A;
e) Tensão disruptiva mínima a 60 Hz :18 kV (apenas para unidades de tensão
nominal de 138000 V e com invólucro de porcelana);
f) Tensão residual máxima de descarga para onda de (8 x 20 µs): 43 kV (para
unidades de tensão nominal de 13800 V);
g) Classe (ABNT e IEC): 10 kA, tipo estação;
h) Tipo de serviço: Pesado;
i) Quantidade de para-raios a ser fornecida: 6 (seis) por banco.
5.1.3. Características Construtivas
Os para-raios deverão ser constituídos de resistores não lineares de óxido de
zinco.
Os para-raios deverão ser projetados e constituídos de modo a garantir uma
perfeita estanqueidade.
Os invólucros dos para-raios devem ser de material polimérico.
Os para-raios deverão ser fornecidos completos com todas as ferragens e bases
necessárias à montagem. As partes metálicas ferrosas deverão ser zincadas por
imersão a quente.
Os para-raios deverão ser autossustentáveis sobre superfícies horizontais.
Os terminais e conectores dos para-raios deverão ser fornecidos de acordo com o
que determina essa especificação
Os para-raios deverão possuir dispositivos de alívio de sobre pressões internas.
5.1.4. Placa de Identificação
As placas de identificação dos pára-raios deverão ter as características definidas
no item 3.11 dessa especificação e conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) A palavra ―Para-raios‖;
b) Tensão Nominal;
c) Corrente Nominal de descarga;
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
d)
e)
f)
g)
h)
Nome ou marca do fabricante;
Tipo e Identificação do Para-raios;
Ano de fabricação;
Classe de alívio de sob repressão;
A expressão ―Serviço pesado‖.
5.2. Chaves fusíveis tipo distribuição (aplicável a todos os cinco tipos de bancos
de capacitores)
5.2.1. Geral
Nos casos não cobertos por esta Especificação, devem prevalecer as exigências da
ABNT-NBR 7282 e da ABNT-NBR 8124.
Nos pontos em que as normas da ABNT acima citadas forem omissos, e somente
nesses pontos, devem ser consideradas as exigências da IEC 60282-2.
5.2.2. Características construtivas
As chaves fusíveis devem ser fornecidas com todos os acessórios necessários ao
seu perfeito funcionamento, incluindo os elos fusíveis e o suporte L para cruzeta.
O porta-fusível deve ser intercambiável com as bases de mesmas características
nominais de todos os fabricantes.
As chaves fusíveis devem ser apropriadas para montagem inclinada; elas indicar
sua operação por deslocamento do porta-fusível para a posição ―circuito aberto‖ e
permitir a instalação e a remoção do porta-fusível utilizando-se vara de manobra.
A base da chave fusível de distribuição deve ser provida de suporte apropriado que
permita sua instalação no suporte L para cruzeta, conforme a Figura 6 dessa
especificação.
Todas as partes metálicas das chaves fusíveis devem ter superfícies lisas, sem
saliências e irregularidades, e formato tal que elimine áreas e pontos de alta
intensidade de campo elétrico.
Os parafusos e porcas devem ter rosca métrica conforme as seguintes normas da
ABNT: NBR ISO 68-1, NBR ISO 261, NBR ISO 262, NBR ISO 724, NBR ISO 965-1,
NBR ISO 965-2 e NBR ISO 965-3.
5.2.3. Identificação
5.2.3.1. Base
A base da chave fusível deve ser identificada, de forma legível e indelével,
com as seguintes informações, gravadas com caracteres de, no mínimo, 2
mm de altura:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Tipo distribuição;
c) Modelo e/ou número de catálogo do fabricante;
d) Número de série de fabricação;
e) Mês e ano de fabricação;
f) Tensão máxima da chave (um), em kv (valor eficaz);
g) Corrente nominal (in), em ampères (valor eficaz);
h) Classe;
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i)
Tensão suportável nominal de impulso atmosférico fase-terra (ui), em
kv (valor de crista).
A identificação da base deve ser feita, preferencialmente, através de placa de
aço inoxidável, alumínio anodizado ou latão niquelado, fixada de modo
permanente (parafusos ou rebites), ou através de gravação no próprio corpo
do isolador da base.
5.2.4. Isoladores
O isolador da base deve ser identificado de modo legível e permanente com:
a) Nome e/ou marca do respectivo fabricante;
b) Ano de fabricação.
5.2.5. Porta-fusível
O porta-fusível deve ter uma identificação resistente às intempéries e à operação
da chave, contendo as seguintes informações, marcadas de forma legível e
indelével:
a) Nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) Modelo e/ou número de catálogo do fabricante;
c) Tensão nominal (un), em kv (valor eficaz);
d) Corrente nominal (in), em ampères (valor eficaz);
e) Capacidade de interrupção simétrica nominal, em ka (valor eficaz);
f) Mês e ano de fabricação.
Caso seja utilizada etiqueta, esta deve ser de poliéster, com cantos arredondados,
e deve envolver o tubo do porta-fusível ao longo de toda a sua circunferência.
5.2.6. Partes condutoras
Todas as partes condutoras de corrente devem ser em liga de cobre com
porcentagem de zinco menor ou igual a 6%, exceto a tampa do porta-fusível, que
pode apresentar porcentagem máxima de zinco de 35%.
5.2.7. Temperaturas de operação
As temperaturas máximas de operação e as elevações máximas de temperatura
admissíveis das chaves fusíveis devem estar de acordo com as exigências da
ABNT-NBR 7282.
5.2.8. Frequência nominal
A frequência nominal é de 60 Hz.
5.2.9. Base e isoladores
Os isoladores das chaves fusíveis devem:
a) Ser de porcelana vitrificada com superfície lisa, isenta de bolhas, inclusões
e outras imperfeições, conforme a ABNT-NBR 5032;
b) Ter cor marrom ou cinza conforme solicitado por cada um dos
CONTRATANTES;
c) Ter as extremidades vedadas, se forem ocos, e não apresentar aberturas
que possibilitem a entrada e o acúmulo de água em seu interior. A vedação
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
da parte superior deve ser permanente e a da parte inferior deve ser
imperdível;
d) Atender às exigências da ABNT-NBR 5032 e da ANSI C29.1, referentes à
porosidade e à tensão aplicada de alta e baixa frequência;
e) Suportar a aplicação de um esforço mecânico conforme especificado em
6.4.6.
5.2.10. Conectores
Os conectores terminais das chaves fusíveis de distribuição devem atender às
seguintes exigências:
a) Ser do tipo paralelo, de parafuso, em liga de cobre estanhada, com
parafusos e arruelas de pressão manufaturados em bronze silício, aço
inoxidável ou aço carbono zincado, e devem estar de acordo com a ABNTNBR 5370 (preferencialmente), com a ANSI C119.4 ou com a ANSI/ NEMA
CC1;
NOTA: Caso parte do terminal inferior da base seja usada na constituição
do conector paralelo, essa parte também deve ser estanhada;
b) Acomodar adequadamente condutores com as seguintes seções nominais:
 Chaves fusíveis com correntes nominais até 100 A, inclusive: de 25
mm2 a 50 mm2 (4 AWG a 1/0 AWG);
 Chaves fusíveis com correntes nominais acima de 100 A e até 200
A, inclusive: 25 mm2 a 120 mm2 (4 AWG a 4/0 AWG).
As chaves fusíveis com capacidade de interrupção nominal superior a 1,4 kA
eficazes simétricos devem ter as áreas de contato da base prateadas com uma
camada de 8 mm de espessura, no mínimo.
As molas que mantêm a tensão mecânica entre a base e o porta-fusível devem ser
de bronze fosforoso ou aço inoxidável.
Todas as partes ferrosas devem ser de aço carbono e ser zincadas por imersão a
quente, de acordo com a ABNT-NBR 6323 ou a ASTM A153, com exceção daquelas
fabricadas com aço inoxidável.
Todas as superfícies zincadas que ficam em contato com as partes condutoras de
liga de cobre devem ser protegidas da ação galvânica ou eletrolítica através de
pintura das superfícies em contato.
O terminal superior da base deve possuir dois ganchos que possibilitem a fixação
da ferramenta de abertura em carga, sendo que os ganchos devem:
a) Ser de material não-ferroso ou, alternativamente, de aço zincado por
imersão a quente, conforme a ABNT-NBR 6323 ou a ASTM A153;
b) Possuir seção transversal circular e extremidades isentas de rebarbas e
bordas cortantes;
c) Suportar uma tração mecânica de 200 Dan;
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
d) Ser posicionados de forma a permitir que, após a operação com a
ferramenta de abertura em carga, esta seja retirada sem que ocorra
descarga disruptiva.
5.2.11. Porta-fusível
O tubo da porta-fusível deve ser de fibra prensada, fenolite ou fibra de vidro
impregnada, com revestimento interno em fibra vulcanizada.
NOTA: O uso de fibra vulcanizada ou material alternativo que não tenha
desempenho de campo e de laboratório comprovado pela experiência da
CONTRATANTE deve ser objeto de acordo prévio entre a CONTRATANTE e o
fornecedor.
O tubo do porta-fusível deve ter as seguintes características:
a) Rigidez dielétrica transversal em 60 Hz, mínima: 6 kv/mm;
b) Tensão suportável longitudinal em 60 Hz, mínima: 1 kv/mm;
c) Absorção de água em 24 horas, máxima, verificada em amostras que
incluam todas as partes constituintes do tubo, inclusive a fibra vulcanizada:
7%, em peso.
As áreas de contato dos porta-fusíveis com capacidade de interrupção nominal
superior a 1,4 kA eficazes simétricos devem ser prateadas com uma camada de 8
mm de espessura, no mínimo.
O olhal do porta-fusível deve suportar uma tração mecânica de 200 daN, no
mínimo.
A cor externa do tubo do porta-fusível deve estar de acordo com as respectivas
padronizações de porta-fusíveis de cada um dos CONTRATANTES.
As dimensões internas do tubo do porta-fusível devem permitir uma fácil
instalação do elo fusível apresentado na Figura 7. Os elos fusíveis de todos os
tipos de chaves devem atender à Norma ANSI C37.46.
O dispositivo de fixação da cordoalha dos elos fusíveis deve ter dimensões de
modo a permitir a acomodação adequada de todos os elos utilizáveis no portafusível e não deve provocar danos à cordoalha, tais como esgarçamento e remoção
do estanhamento, quando fixada.
É admissível a ocorrência de um deslocamento lateral do porta-fusível, em relação
ao terminal superior da base, quando o porta-fusível estiver na posição
imediatamente antes do fechamento. Esse deslocamento, para cada lado, deve ser
limitado aos valores indicados na Figura 6 dessa especificação e ser o mais
simétrico possível em relação ao terminal superior da base.
5.3. Diagramas Unifilares e Trifilares dos Bancos de Capacitores
As Figuras 1 a 5 mostram os diagramas unifilares, arranjos e/ou diagramas trifilares
dos bancos de capacitores dos tipos 1 a 5 cobertos por essa especificação. A Tabela 1
mostra detalhes dos diferentes bancos a serem fornecidos.
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6. Inspeção e Ensaios
6.1. Geral
O equipamento deverá ser submetido à inspeção e ensaios pelo fabricante de acordo
com as normas recomendadas e com esta Especificação.
A Contratante ou seu representante reserva-se o direito de Inspecionar e ensaiar o
equipamento abrangido por esta Especificação, quer no período de fabricação, na
época do embarque ou quais quer momento que julgar necessário. Para tal, deverão
ser propiciadas todas as facilidades quanto ao livre acesso aos laboratórios,
dependências onde está sendo fabricado o equipamento em questão, local de
embalagem, etc., bem como fornecer pessoal qualificado a prestar informações e
executar os ensaios.
O Contratado deverá avisar à Contratante, com antecedência mínima de 15 dias, as
datas em que o equipamento estará pronto para Inspeções e ensaios. O período de
ensaios estará incluído no prazo de entrega do equipamento.
As despesas relativas a material de laboratório e pessoal para execução dos ensaios
correrão por conta do Contratado.
A aceitação do equipamento pela Contratante, com base nos ensaios ou nos relatórios
que os substituam, não eximirá o Contratado de sua responsabilidade em fornecer o
mesmo em plena concordância com o Pedido de Compra, ou o Contrato e com esta
Especificação. Da mesma forma não invalidará nem comprometerá qualquer
reclamação que o Contratante venha a fazer, baseado na existência de equipamento
ou material inadequado ou defeituoso.
A rejeição do equipamento em virtude de falhas constatadas através de inspeção e
ensaios, ou de discordância com o Pedido de Compra, Contrato ou com esta
Especificação não eximirá o Contratado de sua responsabilidade em fornecer o mesmo
na data de entrega prometida. Se, na opinião da Contratante, a rejeição tornar
impraticável a entrega, pelo Contratado, na data prometida, ou se tudo indicar que o
Contratado, na data prometida, será incapaz de satisfazer aos requisitos exigidos, o
Contratante reserva-se o direito de rescindir todas as suas obrigações e adquirir o
equipamento em outra fonte, sendo o Contratado considerado infrator do Contrato e
sujeito às penalidades aplicáveis ao caso.
6.1.1. Controle de Qualidade
O controle de qualidade dos bancos de capacitores inclui a execução de inspeções
e ensaios durante a fabricação e por ocasião do recebimento.
O controle de qualidade no recebimento obedecerá às especificações e desenhos
pertinentes a cada equipamento incluído no fornecimento, tais como unidades
capacitivas, isoladores, TC, para-raios, etc.
O controle de qualidade durante a fabricação e respectivos ensaios, a cargo do
Contratado, deve ser efetuado de acordo com as normas da ABNT e, na falta
destas, de acordo com as normas internacionais para as matérias primas básicas e
componentes, podendo os inspetores da Contratante exigir certificados de
procedência dos materiais e componentes, fichas e relatórios internos de controle,
repetição de ensaios e certificados de aferição dos instrumentos utilizados (ou sua
repetição, quando necessária).
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Um banco de capacitores de cada tipo a ser fornecido deve ser completamente
montado na fábrica, para verificação da quantidade de peças, facilidade de
montagem e adequação geral do projeto e instruções.
6.2. Relatório de Ensaios
Deverá ser apresentado um relatório completo, em 5 (cinco) vias, dos ensaios
efetuados, com as indicações (métodos, instrumentos e constantes empregados)
necessárias à sua perfeita compreensão. Este relatório deverá indicar o nome da
Contratante, item correspondente e os resultados dos ensaios.
Todas as vias do referido relatório serão assinadas pelo encarregado dos ensaios, por
um funcionário categorizado do Contratado e pelo Inspetor da Contratante. Depois de
examinado o relatório, uma das cópias será devolvida ao Contratado, aprovando ou
não o equipamento.
No caso da Contratante dispensar a presença do seu Inspetor na inspeção e ensaios, o
Contratado apresentará, além do referido relatório com os requisitos exigidos
normalmente, a garantia de autenticidade dos resultados. Esta garantia poderá ser
dada num item do mencionado relatório ou através de um certificado devidamente
assinado por um funcionário categorizado e responsável do Contratado.
Em qualquer dos casos, o Contratado apresentará um certificado, atestando que o
equipamento ou material fornecido está de acordo com todos os requisitos desta
Especificação e conforme as modificações ou acréscimos apresentados no Modelo de
Proposta.
6.3. Ensaios dos Capacitores
6.3.1. Ensaios de Tipo
Os ensaios de tipo são os seguintes:
a) Estabilidade térmica;
b) Rigidez dielétrica;
c) Descarga;
d) Impulso atmosférico;
e) Tensão aplicada entre terminais e caixa, a seco e sob chuva;
f) Ionização;
g) Rádio interferência;
h) Tensão residual.
Os ensaios acima relacionados, quando realizados especificamente para a
Contratante, deverão ser realizados em 3 (três) unidades.
Os ensaios de tipo para os capacitores deverão ser realizados de acordo com as
respectivas normas ABNT, ANSI, IEC ou NEMA.
6.3.2. Dispensa dos Ensaios
Os ensaios de tipo poderão ser dispensados desde que fabricante apresente um
relatório certificado completo dos ensaios já realizados em outras unidades de
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
características semelhantes ao desta
instrumentos, circuitos de ensaios, etc.
especificação,
contendo
métodos,
6.3.3. Ensaios de Rotina e de Aceitação
Os ensaios de rotina e aceitação são os seguintes:
a) Verificação das dimensões externas;
b) Medição da capacitância e cálculo da potência;
c)
d) Tensão aplicada, entre terminais, e terminais e caixa;
e) Resistência de isolamento;
f) Dispositivo interno de descarga;
g) Verificação de estanqueidade e vazamentos.
Os ensaios acima relacionados deverão ser realizados em todas as unidades
capacitivas, exceto os ensaios das alíneas ―a‖ e ―c‖, que deverão ser realizadas em
10% do lote.
Os ensaios de rotina e de aceitação para os capacitores deverão ser realizados de
acordo com as respectivas normas ABNT, ANSI, IEC ou NEMA.
6.4. Ensaios dos Para-raios
6.4.1. Ensaios de tipo ou de Protótipo
Os ensaios de tipo são os seguintes:
a) Inspeção visual e verificação dimensional;
b) Tensão residual;
c) Corrente de descarga e corrente de curta duração;
d) Ciclo de operação;
e) Alívio de sobrepressão interna;
f) Funcionamento do desligador automático;
g) Estanqueidade.
h) Outros ensaios de tipo listados pela Norma IEC 99-1 (TOV, LCLD, etc.).
Os ensaios acima deverão ser realizados como determina a Norma IEC 99.1.
6.4.2. Ensaios de Rotina e de Recebimento
Os ensaios de rotina e de recebimento são os seguintes:
a) Inspeção visual e verificação dimensional;
b) Descargas parciais;
c) Tensão residual sob corrente nominal de descarga;
d) Galvanização;
e) Estanqueidade.
Os ensaios anteriormente listados deverão ser realizados como determina a Norma
IEC 99.1.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
7. Acondicionamento
Toda embalagem e preparação para embarque também estarão sujeitas à aprovação do
Inspetor. O acondicionamento deverá garantir um transporte seguro do equipamento em
quaisquer condições e limitações que possam ser encontradas. A embalagem deverá
proteger o produto contra quebras, danos e perdas por ruptura do encaixotamento, até sua
chegada ao local de destino.
A embalagem final deverá facilitar o manuseio armazenamento e o transporte. Cada
volume deverá ter marcado o número do Pedido de Compra, o número do embarque, tipo
de armazenamento (interno ou externo), local de destino e massas bruta e líquida.
Marcações adicionais para facilidade de importação, para material e/ou equipamento a ser
transportado desde o exterior, serão indicadas na encomenda ou em correspondência
separada.
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8. Informações a Serem Fornecidas com a Proposta
Além das informações exigidas nesta Especificação e de outras julgadas de interesse pelo
Proponente, deverão ser obrigatoriamente fornecidas as informações solicitadas nos
Anexos A dessa Especificação.
Para cada item da proposta um conjunto de dados garantidos deve ser fornecido completo,
devidamente assinado por um responsável do proponente, sob pena de desclassificação da
proposta.
Anexo A – Dados técnicos e características garantidas dos Bancos de Capacitores
Os proponentes deverão preencher um Anexo A completo para cada tipo de banco de
capacitores oferecido
Nome do fornecedor:.......................................................... Nº da Proposta:...................
Nome do fabricante: ....................................................................
Número do Edital de Licitação: .......................................................
Item: ............
Número da Concorrência: ...........................................................
Número de unidades do lote: ....................................................... Data: ......../......./......
NOTA: Todos os valores do Anexo A devem ser garantidos. Um Anexo A completo deve ser
preenchido para cada tipo de banco de capacitores proposto.
Todos os dados dos anexos A.1 a A.6 também devem ser preenchidos por completo, para cada
tipo de equipamento proposto.
A.1 Dados garantidos dos bancos de capacitores completos
Item
Descrição
Característica ou valor
1
Tensão nominal
.......................................V
2
Potência nominal
.................................kVAR
3
Tensão de operação
.......................................V
4
Potência na tensão de operação
.................................kVAR
5
Tipo de conexão do banco
.........................................
6
Nível de impulso atmosférico
....................................kV
7
Número de grupos série por fase
.........................................
8
Número de capacitores em paralelo por grupo série
.........................................
9
Número total de capacitores
.........................................
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Anexo A.2 Dados garantidos das unidades capacitivas
Nome do fabricante das unidades capacitivas
Deverá ser preenchido um Anexo A.2 para cada tipo de unidade capacitiva proposta
Item
Descrição
Característica ou valor
1.
Unidades capacitivas
1.1
Tipo
..................
1.2
Tensão nominal
.................. V
1.3
Potência nominal
.................. kVAr
1.4
Freqüência nominal
.................. Hz
1.5
Capacitância nominal:
................... µF
Tolerâncias do valor garantido da capacitância:
................... %
1.6
Nível de impulso
.................. kVpico
1.7
Tensão suportável à freqüência industrial durante
.................. kVef
1 min.
1.8
Perdas, a 20ºC, nas condições nominais
................ W/kvar
1.9
Tensão residual, cinco minutos após o
.................. V
desligamento
1.10
Tensão de radio interferência
.................. µV
1.11
Líquido isolante
..................
a) Tipo
b) Volume
................... litros
c) Massa
.................. kg
d) Ponto de fulgor
.................. ºC
e) Constante dielétrica
..................
1.12: Resistor interno de descarga
a) Valor ôhmico
.................. Ω
b) Potência
.................. W
1.13
Espessura total do dielétrico (filme)
.................. µm
1.14
Constante dielétrica do filme
..................
1.15
Número de folhas de filme por elemento interno
..................
1.16
Fator de espaçamento
.................. %
1.17
Área de cada elemento interno
.................. m2
1.18
Solicitação dielétrica
a) Elemento capacitivo seco
................ kV/mm
b) Elemento capacitivo impregnado
................ kV/mm
1.19
Massa total da unidade capacitiva
.................. kg
1.20
Massa do tanque e buchas
.................. kg
1.21
Massa da parte ativa
.................. kg
1.22
Torque máximo para as buchas
.................. N.m
1.23
Tecnologia utilizada para a fabricação do elemento
capacitivo:
Informar o tipo de tecnologia utilizada
()
1.24
Esquema da ligação interna (o fabricante deve
representar, através de desenho, a configuração
interna da unidade capacitiva):
a) S: número de grupos de elementos internos em
série:
b) P: número de elementos internos em paralelo
por grupo série:
c) outros:
...............
...............
...............
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Item
1.25
1.26
1.27
1.28
1.29
2.
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
Descrição
Temperatura ambiente de operação
Limite inferior:
Limite superior:
Número de buchas para conexão externa
Tipo do aço inoxidável usado na fabricação da
caixa do capacitor
Desenhos / catálogos de referência
Relação de ensaios de tipo e especiais já realizados
e respectivos relatórios.
Característica ou valor
.................. ˚C
.................. ˚C
..................
..................
Anexar à proposta
Anexar à proposta
..................
..................
..................
..................
..................
Cartuchos e fusíveis
Fabricante
Tipo
Corrente nominal
Capacidade de interrupção simétrica
Máxima tensão de operação (interrupção)
..................
..................
.................. A
.................. kA
.................. kV
A.3 Dados garantidos dos para-raios
Nome do fabricante dos para-raios: ....................
Número de Unidades: .......................................................
Data: ..../..../....
NOTA: Preencher um anexo A.3 para cada tipo de para-raios proposto.
Unidad
Valor ou
Item
Descrição
e
característica
1. Valores garantidos
1.1 Referência de catálogo ou tipo
...................
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
1.8
Número do catálogo ou desenho
Dados dos para-raios de ZnO
Tensão nominal
Máxima tensão para operação contínua
Classe (serviço)
Série
Corrente nominal de descarga
Máxima tensão residual para frente de onda com corrente
nominal de descarga:
a) tempo de frente 0,5 s
b) tempo de frente 1,0 s
-
...................
kV
kV
kA
...................
...................
...................
...................
...................
kV crista ...................
kV crista ...................
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Item
1.9
1.10
1.11
1.12
1.13
1.14
1.15
1.16
1.17
1.18
1.19
1.20
1.21
1.22
1.23
2.
2.1
Descrição
Máxima tensão residual para impulso de corrente 8/20 com
as seguintes porcentagens da corrente nominal de
descarga:
a) 10 %
b) 30 %
c) 50 %
d) 100 %
e) 200 %
Máxima tensão residual de impulso de manobra com onda
30/60 e correntes de:
a) 3 kA
b) 2 kA
c) 1 kA
d) 0,5 kA
e) 75 A, para pára-raios classe 5 kA
Unidad
e
kV
kV
kV
kV
kV
crista
crista
crista
crista
crista
...................
...................
...................
...................
...................
kV
kV
kV
kV
kV
crista
crista
crista
crista
crista
...................
...................
...................
...................
...................
Tensão crítica de operação (tensão residual para corrente
baixa):
kV
a) 1 mA
kV
b) ....mA
Corrente suportável de impulso de alta intensidade e de kA crista
curta duração
Classe de descarga de linha de transmissão
Ionização interna com ........ kV
pC
Alívio de sobrepressão interna
Classe
Corrente simétrica do ensaio de alta corrente
Duração do ensaio de alta corrente
Corrente simétrica do ensaio de baixa corrente
Duração do ensaio de baixa corrente
Características da porcelana (se aplicável)
Distância de escoamento
Tensão suportável nominal de impulso atmosférico:
a) a seco
b) sob chuva
Tensão suportável nominal de impulso de manobra:
a) a seco
b) sob chuva
Tensão suportável a 60 Hz:
a) a seco (60 s)
b) sob chuva (10 s)
Valor ou
característica
...................
...................
...................
...................
...................
kA
s
kA
s
...................
...................
...................
...................
...................
mm
...................
kV crista ...................
kV crista ...................
kV crista ...................
kV crista ...................
kVeficaz ...................
kVeficaz ...................
Documentos a serem enviados com a proposta,
N° de referência do
referentes aos para-raios, para aprovação da
documento
Contratante:
Desenhos de dimensões externas do pára-raios, incluindo
terminais, máximo esforço de flexão e massa total
...........................
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
2.
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
2.7
2.8
2.9
2.10
2.11
2.12
2.13
Documentos a serem enviados com a proposta,
referentes aos para-raios, para aprovação da
Contratante:
Desenho da placa de identificação com as respectivas
dimensões e informações gravadas
Instruções para montagem e operação do pára-raios
Lista de fornecimento de pára-raios do tipo ofertado
Relatórios dos ensaios de tipo listados a seguir realizados
em laboratório oficial ou próprio, com acompanhamento de
inspetor da Contratante ou de seu representante legal,
aplicados em unidades idênticas às ofertadas.
Nota: Estes relatórios poderão ser dispensados caso já
tenham sido entregues à Contratante anteriormente,
quando do fornecimento de pára-raios idênticos. Nesse
caso, o fornecedor deve citar em sua proposta o número do
PEDIDO DE COMPRA aplicável a esse fornecimento.
Dados referentes a pára-raios de ZnO
Tensões residuais
- tensão residual para frente de onda de 1s:
- tensão residual para impulso atmosférico
- tensão residual para impulso de manobra
Relatório de ensaio de ciclo de operação com descargas de
impulsos atmosféricos e de manobra com sobretensão
sustentada de 60 Hz
Relatório de ensaio de estabilidade térmica e química
incluindo curva vida x temperatura
Relatório de ensaio de resposta térmica das seções
Relatório de ensaio de alívio de sobrepressão interna
Dados referentes aos invólucros de porcelana dos pára raios
(se aplicável):
- tensão aplicada à parede
- resistência a variações bruscas da temperatura
- porosidade
- resistência à pressão interna, resistência à flexão
- tensão suportável de impulso atmosférico
- tensão suportável de freqüência industrial
Método para execução dos ensaios de estanqueidade e de
ionização interna
Métodos para execução dos ensaios de rotina de pára-raios
de ZnO
N° de referência do
documento
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
...........................
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Anexo A4 - Dados técnicos e características garantidas das chaves fusíveis tipo
distribuição.
Nome do fabricante:
Nome do fornecedor: ........................................................ Nº da Proposta:.............
Número do Edital de Licitação: ........................................... Item: .....................
Número da Concorrência: ...................................................................................
Número de Unidades: ....................................................... Data: ......./....../........
NOTA: Preencher um anexo A.4 completo para cada tipo de chave fusível proposta.
Característica
Item
Descrição
s ou Valores
1
Tipo e/ou modelo da chave fusível
..........................
2
Base:
a) tensão máxima de operação ou projeto
............kV eficaz
b) tensão suportável nominal de impulso atmosférico para terra
............kV crista
(NBI)
c) corrente nominal
.............A eficaz
3
Porta-fusível:
a) corrente nominal
............A eficaz
b) capacidade de interrupção simétrica
...........kA eficaz
c) diâmetro interno do tubo
.............. mm
d) material do revestimento externo do tubo
...................
e) material de revestimento interno do tubo
.................. .
4
Máxima elevação de temperatura admissível:
a) contatos
................. °C
b) terminais
................. °C
c) materiais isolantes ou materiais em contato com componentes
.................°C
isolantes
5
Tensão máxima de radio interferência
................. V
Identificação: especificar e anexar à proposta as informações
6
constantes das identificações localizadas na base, no porta-fusível
e no isolador
Acondicionamento: anexar à proposta o desenho detalhado da
7
embalagem, especificando os materiais empregados
O proponente deve anexar à sua proposta cópia do relatório dos
seguintes ensaios de tipo, realizados por órgão ou entidade
8
qualificada e/ou credenciada, aplicados em chaves fusíveis
idênticas às ofertadas e cuja realização tenha sido acompanhada
por inspetor da CONTRATANTE:
a) tensão suportável nominal de impulso atmosférico
b) tensão suportável de freqüência industrial sob chuva
c) radio interferência
d) capacidade de interrupção
e) resistência mecânica do isolador
f) análise química da liga de cobre
g) rigidez dielétrica transversal do revestimento externo do tubo
do porta-fusível
h) tensão suportável longitudinal do revestimento externo do tubo
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
do porta-fusível
i) absorção d‘água pelo tubo do porta-fusível
Anexo A.5– Cotação de peças de reserva
Nome do Proponente :.....................................Número da Proposta:..................................
Número da concorrência ........................................
Item: ...................................
Número de Unidades: ..........................................
Data: ............/........./............
Nota: Os proponentes devem enviar juntamente com as suas propostas um Anexo 5
completamente preenchido para cada tipo de banco de capacitor fixo aqui especificado.
A.5a – Cotação de Peças de Reserva Especificadas
Item
Descrição
1
Uma unidade capacitiva de cada tipo
ofertado
2
Uma chave fusível de cada tipo ofertada
3
Um pára-raios de cada tipo ofertado
4
Um porta-fusível de cada tipo ofertado
5
Dez elos fusíveis de cada tipo ofertado
Unidade
Conjunto
completo
Conjunto
completo
Conjunto
completo
Conjunto
completo
Conjunto
completo
Quantidade
Especificada
Preço
FOB
Unitário
1
1
1
1
10
Nota:
O Proponente deverá obrigatoriamente cotar as peças de reserva acima listadas. Os custos
dessas peças serão levados em consideração na avaliação dos custos totais das propostas.
A.5b – Cotação de peças de reserva recomendadas
O Proponente deverá preencher a planilha abaixo com as peças de reserva não incluídas no
Anexo A.5a, que no seu entendimento sejam recomendáveis para a manutenção dos
equipamentos.
Quantidade
Preço FOB
Item
Descrição
Unidade
Especificada
Unitário
Nota:
Os custos acima não serão levados em consideração na avaliação dos custos totais das
propostas
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
A.6 Exceções à Especificação
Deverá ser preenchido um Anexo A.7 para cada tipo de banco de capacitores proposto. Caso
não haja exceções à especificação deverá ser acrescentada à proposta a seguinte Nota;
NOTA: Declaramos termos tomado pleno conhecimento da especificação de bancos de
capacitores e que não há em nossa proposta exceções a nenhum de seus itens ou requisitos.
Esse termo deverá ser assinado pelo representante legal do proponente e anexado à proposta.
Seção da
Descrição da exceção
especificação
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Tabela 1 A - Bancos de capacitores
Tipos, principais características e quantidades por Empresa.
BANCO DE CAPACITORES TRIFÁSICOS - CLASSE 15 KV (TENSÃO NOMINAL 13,8 Kv)
TENSÃO
TENSÃO
SUPORTÁVEL DE
POTÊNCIA
NOMINAL
QUANTIDADE
TIPO DE LIGAÇÃO
IMPULSO
(kVAr)
DO BANCO
EMPRESA
ATMOSFÉRICO
(VOLTS)
(KILOVOLTS)
13,8 kV
13,8 kV
13,8 kV
13,8 kV
13,8 kV
TENSÃO
SUPORTÁVEL A
60 HZ 1min a
seco
(KILOVOLTS)
13,8 kV
CEPISA
160
150
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
CEPISA
80
300
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
CERON
66
AME
30
300
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
AME
80
600
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
BVE
11
150
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
CEAL
60
300
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
EACRE
30
150
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
EACRE
40
300
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
EACRE
20
600
13800
Estrela com neutro acessível e aterrado
110 de crista
34,5 eficaz
TOTAL
577
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Tabela 1 B – Tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características dos bancos
Tipo do Banco de Capacitores
TIPO 1
TIPO 2
TIPO 3
Potência reativa nominal
150 kVAr
300 kVAr
600 kVAr
Tensão nominal do banco
13,8 kV
13,8 kV
13,8 kV
Número de fases
Ligação
Tipo de instalação
Tensão suportável de impulso
atmosférico
Tensão suportável à 60 Hz por 1
minuto, a seco
3 (três)
Estrela com neutro acessível e
aterrado
Externa
3 (três)
Estrela com neutro acessível e
aterrado
Externa
3 (três)
Estrela com neutro acessível e
aterrado
Externa
110 kV de crista
110 kV de crista
110 kV de crista
34,5 kV (eficaz)
34,5 kV (eficaz)
34,5 kV (eficaz)
Tabela 1 C – Tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características dos componentes dos bancos
Componentes
Tipo 1
150 kVAr
Tipo 2 300
kVAr
Tipo 3
600 kVAr
Unidades capacitivas
3 x 50 kVAr, 7960V
3 x 100 kVAr, 7960V
6 x 100 kVAr, 7960V
Chave fusível tipo distribuição
3 de 15 kV, 100 A, com
conectores
3 de 15 kV, 100 A, com
conectores
3 de 15 kV, 100 A, com
conectores
Para-raios
3 de 12 kV, 10 kA, com suportes
para montagem em cruzetas
3 de 12 kV, 10 kA, com suportes
para montagem em cruzetas
3 de 12 kV, 10 kA, com suportes
para montagem em cruzetas
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Estrutura suporte
1 Rack metálico para instalação
em poste de concreto duplo "T"
ou circular
1 Rack metálico para instalação
1 Rack metálico para instalação
em poste de concreto duplo "T" ou em poste de concreto duplo "T" ou
circular
circular
Conectores, isoladores,
barramentos, cabos e
miscelânea
1 conjunto completo para o banco 1 conjunto completo para o banco
e todos os seus acessórios
e todos os seus acessórios
1 conjunto completo para o banco
e todos os seus acessórios
Tabela 1 D – Tipos de Bancos de capacitores cobertos por essa Especificação
Principais características das unidades capacitivas e de seus fusíveis
Tipo do banco de capacitores
TIPO 1
Número de unidades capacitivas por banco
Potência reativa nominal de cada unidade
capacitiva
Número de fases de cada unidade capacitiva
Tipo de fusível e porta fusível
Tensão nominal em regime permanente
Máxima tensão de operação
Sobre tensão máxima
Categoria de temperatura
Perdas máximas das unidades capacitivas, à
temperatura ambiente.
Nível máximo de rádio interferência de cada
unidade capacitiva
Nível máximo das descargas parciais de cada
unidade capacitiva
TIPO 2
TIPO 3
3
3
6
50 kVAr
100 kVAr
100 kVAr
Uma (unidades monofásicas)
Uma (unidades monofásicas)
Em chave fusível tipo
distribuição
7960 V
Em chave fusível tipo
distribuição
7960 V
9526 V
1,10 vezes a tensão nominal
9526 V
1,10 vezes a tensão nominal
Uma (unidades
monofásicas)
Em chave fusível tipo
distribuição
7960 V
9526 V
1,10 vezes a tensão
nominal
0ºC a + 50ºC
0ºC a + 50ºC
0ºC a + 50ºC
0,2 W/kVAr
0,2 W/kVAr
0,6 W/kVAr
250 µV
250 µV
250 µV
10 pC
10 pC
10 pC
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Figura 1- Bancos de capacitores de 150 kVAr, 13,8 kV
Arranjo e Diagrama Trifilar Típicos
O arranjo mostrado é apenas indicativo. O arranjo definitivo deve ser aprovado pela
Contratante.
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Figura 2- Bancos de capacitores de 300 kVAr, 13,8 kV
Arranjo típico e Diagrama Trifilar Simplificado
O arranjo mostrado é apenas indicativo. O arranjo definitivo deve ser aprovado pela
Contratante.
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Figura 3 - Bancos de capacitores de 600 kVAr - 13,8 kV
Arranjo típico
Capacitores de 100
√
O arranjo mostrado é apenas indicativo. O arranjo definitivo deve ser aprovado pela
Contratante.
Figura 6 - Dimensões da chave fusível de 13,8 kV
Deslocamentos / folgas permitidos para o porta-fusível
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Notas:
1) A cor dos isoladores deverá ser cinza claro ou marrom, conforme o padrão de cada uma
das Contratantes.
2) O gancho para abertura em carga deve ter seção transversal circular.
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Figura 7 - Dimensões padronizadas e características dos fusíveis
Unidades capacitivas cobertas por essa Especificação
Dimensões dos elos das unidades capacitivas dos bancos de 13,8kV
Notas:
1) Os botões dos elos fusíveis deverão ser identificados de forma legível e indelével, com
pelo menos a indicação do nome e marca do fabricante e da corrente nominal do elo
em Ampères, seguido das letras H, K ou T.
2) Os elos fusíveis acima de 65 A, inclusive, não necessitarão de arruelas.
Os elos fusíveis típicos para cada tipo de banco de capacitores cobertos por essa
Especificação são os indicados na tabela a seguir.
Potência
Tensão nominal do banco
150 kVAr – 13,8 kV
300 kVAr – 13,8 kV
600 kVAr – 13,8 kV
Elo fusível típico
8K
15 K
25 K
Os elos a serem efetivamente fornecidos deverão ser aprovados pela Contratante.
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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
CABOS CONCÊNTRICOS
ET – 006
Revisão
Alterações
Data
Responsável
01
Emissão Inicial
30/05/2012
Adjar Barbosa
Elaborado
Aprovado
Projeto
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ÍNDICE
1.
OBJETIVO ............................................................................................................................ 152
2.
REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 153
2.1.
Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente .......................................... 153
2.2.
Normas Técnicas .............................................................................................................. 153
3.
CONDIÇÕES GERAIS .......................................................................................................... 155
3.1.
Condições de serviço ........................................................................................................ 155
3.2.
Dados técnicos .................................................................................................................. 155
3.3.
Formação do cabo ............................................................................................................ 155
3.4.
Condutores........................................................................................................................ 155
3.5.
Isolação ............................................................................................................................. 156
3.6.
Identificação do cabo ........................................................................................................ 156
3.7.
Acondicionamento ............................................................................................................. 156
3.8.
Garantia ............................................................................................................................ 157
4.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS ................................................................................................ 158
4.1.
Condutor Fase - Central .................................................................................................... 158
4.2.
Condutor Neutro Concêntrico ............................................................................................ 158
4.3.
Fita Separadora................................................................................................................. 158
4.4.
Isolamento em XLPE ......................................................................................................... 158
4.5.
Cobertura Externa em XLPE ............................................................................................. 158
5.
INSPEÇÃO ........................................................................................................................... 160
5.1.
Geral ................................................................................................................................. 160
5.2.
Ensaios de rotina............................................................................................................... 161
6.
PLANOS DE AMOSTRAGEM ............................................................................................... 164
6.1.
Ensaios de rotina............................................................................................................... 164
6.2.
Ensaios especiais.............................................................................................................. 164
6.3.
Ensaios de tipo .................................................................................................................. 164
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
1. OBJETIVO
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de cabos concêntricos monofásicos, de cobre ou alumínio,
para ramais de ligação de unidades consumidoras de baixa tensão.
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2. REFERÊNCIAS
2.1. Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente
Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI:
Do Meio Ambiente;
Lei nº 7.347, de 24.07.85 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos
causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;
Lei nº 9.605, de 12.02.98 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências;
Decreto nº 6.514, de 22.07.08 - Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao
meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas
infrações, e dá outras providências;
Resolução do CONAMA nº 1, de 23.01.86 - Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes
gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA;
Resolução do CONAMA nº 237, de 19.12.97 - Regulamenta os aspectos de licenciamento
ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
2.2. Normas Técnicas
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
ABNT NBR 5111 - Fios de cobre nus de seção circular para fins elétricos –
Especificação
ABNT NBR 5118 - Fios de alumínio nus de seção circular para fins elétricos Especificação
ABNT NBR 5285 - Fios de alumínio-liga, nus, de seção circular, para fins elétricos Especificação
ABNT NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos –
Procedimento
ABNT NBR 5427 - Guia para utilização da norma NBR 5426
ABNT NBR 5456 - Eletricidade geral - Terminologia
ABNT NBR 5471 - Condutores elétricos – Terminologia
ABNT NBR 6251 - Cabos de potência com isolação sólida extrudada para tensões de 1
kV a 35 kV - Construção - Padronização
ABNT NBR 6810 - Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos
- Método de ensaio
ABNT NBR 6813 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência de isolamento - Método
de ensaio
ABNT NBR 6814 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica - Método de
ensaio
ABNT NBR 6815 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de determinação da resistividade em
componentes metálicos - Método de ensaio
ABNT NBR 6881 - Fios e cabos elétricos de potência ou controle - Ensaio de tensão
elétrica - Método de ensaio
ABNT NBR 7272 - Condutor elétrico de alumínio - Ruptura e característica dimensional
- Método de ensaio
ABNT NBR 7287 - Cabos de potência com isolação sólida extrudada de polietileno
reticulado (XLPE) para tensões de isolamento de 1 kV a 35 kV
ABNT NBR 11137 - Carretéis de madeira para o acondicionamento de fios e cabos
elétricos - Dimensões e estruturas – Padronização
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˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
˗
ABNT NBR 15716 - Cabos concêntricos para ramais de consumidores com isolação
interna de XLPE e isolação externa de PE ou XLPE, para tensões até 0,6/1 kV —
Requisitos de desempenho
ABNT NBR NM IEC 60811 - Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e
de cobertura de cabos elétricos
ABNT NBR NM 280 - Condutores de cabos isolados
ICEA S-66-524 / NEMA WC7 Cross-Linked-Thermosetting-Polyethylene Insulated Wire
and Cable
IEC 60183 - Guide to the selection of high-voltage cables
IEC 60228 - Conductors of insulated cables
IEC 60502-1 - Power cables with extruded insulation and their accessories for rated
voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part 1: Cables for rated
voltages of 1 kV (Um = 1.2 kV) and 3 kV (Um = 3.6 kV)
IEC 60502-2 - Power cables with extruded insulation and their accessories for rated
voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part 2: Cables for rated
voltages from 6 kV (Um = 7.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV)
IEC 60502-4 - Power cables with extruded insulation and their accessories for rated
voltages from 1 kV (Um = 1.2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) - Part 4: Test
requirements on accessories for cables with rated voltages from 6 kV (Um = 7.2 kV)
up to 30 kV (Um = 36 kV)
IEC 61089 - Round wire concentric lay overhead electrical stranded conductors
˗
Notas
1 - Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões das normas técnicas listadas
anteriormente, na data da abertura da Licitação.
2 - Todas as normas técnicas citadas como referências devem estar à disposição do
inspetor ou diligenciador da CONTRATANTE no local da inspeção.
3 - É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas assegurem
qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas mencionadas e que não
contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos
documentos da proposta e, caso a CONTRATANTE julgue necessário, o proponente deve
fornecer uma cópia.
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3. CONDIÇÕES GERAIS
3.1. Condições de serviço
Os cabos devem ser projetados para suportar as seguintes condições normais de
serviço:
˗ Sistema trifásico a quatro fios, com neutro multiaterrado e solidamente aterrado,
60 Hz, com tensões fase-fase de 220 e de 380 V (categoria 1, conforme a ABNTNBR 6251 ou IEC 60183);
˗ Temperatura ambiente variando de 0ºC a 40ºC;
˗ Umidade relativa do ar de, no mínimo, 60%;
˗ Locais densamente arborizados, onde os cabos poderão permanecer em contato
com os galhos das árvores por longos períodos.
3.2. Dados técnicos
O fornecedor deve atender às exigências comerciais da CONTRATANTE e enviar, junto com
a proposta, os dados técnicos relacionados no Anexo 1.
3.3. Formação do cabo
O cabo monofásico, conforme Figura 1, compreende:
˗ Condutor fase;
˗ Isolamento em XLPE entre o condutor fase e o condutor neutro;
˗ Condutor neutro concêntrico;
˗ Fita separadora;
˗ Cobertura externa em XLPE;
Figura 1 – Cabo Concêntrico monofásico
3.4. Condutores
Devem possuir diâmetro uniforme e acabamento superficial isento de fissuras, escamas,
rebarbas, asperezas, estrias, inclusões e outros defeitos que possam comprometer o
desempenho do produto.
Os condutores devem ser aditivados para proteção contra UV (raios ultra violeta).
Deverão suportar salinidade e umidade, apresentando alta resistência mecânica e
estabilidade dimensional nas condições de instalação.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3.5. Isolação
A camada isolante dos condutores fase deve ser constituída por um composto termofixo
extrudado de polietileno reticulado (XLPE) na cor preta, com espessura conforme a Tabela
1, e tensão de isolamento de 0,6/1 kV;
A isolação deve ser homogênea e contínua, ficar justaposta e concêntrica em relação ao
condutor, ser de fácil remoção e não aderente ao mesmo.
3.6. Identificação do cabo
A cobertura externa deve ser marcada, de forma legível e indelével em intervalos regulares
não superiores a 1 metro, com as seguintes informações mínimas:
˗ Nome e/ou marca comercial do fabricante;
˗ Tensão de isolamento (0,6/1 kV);
˗ Identificação do tipo de cabo com os dizeres: ―CABO CONCÊNTRICO MONOFÁSICO‖;
˗ Seção do condutor, em mm2, designada do seguinte modo:
1 x S + S1
onde:
S : seção transversal de cada condutor fase;
S1 : seção transversal do condutor neutro.
˗ Identificação do material do condutor e da isolação;
˗ Ano de fabricação.
3.7. Acondicionamento
Os cabos devem ser embalados em rolos ou em carretéis de madeira não retornáveis,
adequados ao transporte rodoviário, ferroviário ou marítimo, ao armazenamento ao tempo
e às operações usuais de manuseio.
Devem ser atendidas as exigências do Ministério dos Transportes e dos órgãos oficiais de
controle ambiental, especialmente as relativas à sinalização da carga, quando aplicável.
As extremidades de cada condutor devem ser convenientemente seladas com capuzes de
vedação, fita auto-aglomerante ou fita adesiva resistente às intempéries, a fim de evitar a
penetração de umidade durante o manuseio, o transporte e o armazenamento.
Para os cabos acondicionados em rolos, admite-se que os rolos sejam envolvidos
totalmente em embalagens resistentes à umidade.
Os carretéis devem:
˗ Estar de acordo com a ABNT NBR 11137;
˗ Ser isentos de defeitos e/ou materiais que possam vir a danificar os cabos;
˗ Ter massa bruta não superior a 1500 kg.
Os rolos devem:
˗ Estar de acordo com a ABNT NBR 7312;
˗ Ter massa bruta máxima de 40 kg.
São permitidos, no máximo, dois lances contínuos de cada cabo no mesmo carretel. Nesse
caso, o lance menor deve ser acondicionado por último, sem qualquer tipo de emenda ou
amarração com o primeiro.
Cada carretel deve ser identificado, de forma legível e indelével, com as seguintes
informações:
˗ Nome e/ou marca comercial do fabricante e CNPJ;
˗ Sigla da empresa CONTRATANTE;
˗ Número do Pedido de Compra;
˗ Número de série do carretel;
˗ Identificação completa do cabo;
˗ Comprimento do lance de cabo no carretel, em metros;
˗ Massas bruta e líquida do carretel, em kg;
˗ Mês e ano de fabricação;
˗ Seta para indicar o sentido de desenrolamento do cabo;
˗ Dimensões do carretel;
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
˗ Outras informações que o Pedido de Compra exigir.
A identificação deve ser feita com placas de alumínio ou de material polimérico, gravadas
de forma permanente e fixadas em ambos os discos laterais com pregos do tipo helicoidal.
A seta deve ser marcada de forma indelével nos discos laterais do carretel, podendo essa
marcação ser feita em relevo, em sulco ou a tinta.
O fornecedor brasileiro deve numerar os diversos carretéis e anexar à Nota Fiscal uma
relação descritiva do conteúdo individual de cada um (romaneio).
3.8. Garantia
O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de fabricação ou de 18 meses
após a data de início de utilização, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer
defeito de material, fabricação e acondicionamento dos cabos ofertados.
Se for constatado defeito decorrente de erro de projeto ou de produção, tal que
comprometa todas as unidades do lote adquirido, o fornecedor deverá substituí-las,
responsabilizando-se por todos os custos de material, mão-de-obra e transporte.
A garantia contra defeitos provocados por deficiência de projeto deve prevalecer por prazo
indeterminado.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
4.1. Condutor Fase - Central
O condutor fase dos cabos concêntricos de alumínio deve:
˗ Ser composto por 07 fios de alumínio 1350 com têmpera mole, classe 2;
˗ Ser de seção circular, não compactado;
˗ Possuir condutividade mínima de 61% IACS, a 20ºC;
˗ Apresentar teor de pureza de no mínimo 99,5% na matéria prima utilizada na sua
fabricação;
˗ Estar de acordo com a ABNT NBR 5118;
O condutor fase dos cabos concêntricos de cobre deve:
˗ Ser composto por 07 fios de cobre com têmpera mole, classe 2;
˗ Ser de seção circular, não compactado;
˗ Possuir condutividade de 100 % IACS;
˗ Apresentar teor de pureza de no mínimo 99% na matéria prima utilizada na sua
fabricação;
˗ Estar de acordo com a ABNT NBR 5111;
As demais características do condutor fase central estão descritas na Tabela 1.
4.2. Condutor Neutro Concêntrico
Os fios componentes do condutor neutro concêntrico devem estar de acordo com a NBR
5111, para fios de cobre, ou NBR 5118, para fios de alumínio.
Deverá ser do mesmo material e possuir as mesmas características elétricas do
condutor fase central.
Deverá ser aplicado helicoidalmente ao redor do condutor fase, de forma concêntrica
com no mínimo 90% de recobrimento.
As demais características do condutor neutro concêntrico estão descritas na Tabela 1.
4.3. Fita Separadora
Sobre o condutor neutro concêntrico deve ser aplicada uma fita separadora constituída
de material não higroscópio e compatível, química e termicamente, com o material do
condutor e da isolação.
4.4. Isolamento em XLPE
A isolação deve apresentar as seguintes características:
Deve ser constituída por um composto extrudado à base de polietileno reticulado
(XLPE) conforme NBR 6251, na cor preta.
Ter espessura nominal de acordo com a Tabela 1, e seu valor mínimo não deverá ser
inferior, em nenhum ponto do cabo, a 90% da espessura especificada.
Ser apta para funcionamento em ambientes úmidos ou secos, e ser resistente a
esforços mecânicos durante a instalação e operação dos cabos.
Deverá ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento, devendo estar
justaposta ao condutor, porem facilmente removível e não aderente a este.
Suportar as temperaturas máximas do condutor da Tabela 2.
As demais características da isolação estão descritas na Tabela 1.
4.5. Cobertura Externa em XLPE
A cobertura externa deve apresentar as seguintes características:
˗ Ser constituída por um composto extrudado à base de polietileno reticulado (XLPE)
conforme NBR 6251, na cor preta.
˗ Ser contínua em todo seu comprimento, uniforme, homogênea na cor preta, devendo
conter negro-de-fumo disperso, com teor mínimo de 2%, quando ensaiada conforme
a ABNT NBR NM IEC 60811-4-1.
˗ Deverá estar justaposta ao condutor, porem facilmente removível e não aderente a
este.
˗ Possuir espessura mínima conforme Tabela 1, não podendo ser inferior a 85% da
especificada em nenhum ponto.
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As demais características da cobertura externa estão descritas na Tabela 1.
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5. INSPEÇÃO
5.1. Geral
A inspeção compreende a execução de todos os ensaios de rotina e especiais e, quando
exigido pela CONTRATANTE no Pedido de Compra, dos ensaios de tipo.
Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes requisitos:
˗ Ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório do fornecedor
desde que, nesse último caso, tenha sido previamente homologado pela
CONTRATANTE;
˗ Ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas aleatoriamente e
retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da CONTRATANTE ou por seu
representante legal;
˗ Ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da CONTRATANTE ou por
seu representante legal.
De comum acordo com a CONTRATANTE, o fornecedor poderá substituir a execução de
qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do mesmo ensaio, executado em
cabos idênticos aos ofertados, sob as mesmas condições de ensaio.
A CONTRATANTE se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para verificar a
conformidade do material com os relatórios de ensaio exigidos com a proposta.
O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, próprios ou contratados,
necessários à execução dos ensaios. Em caso de contratação, deve haver aprovação
prévia da CONTRATANTE.
A CONTRATANTE se reserva o direito de enviar inspetor devidamente credenciado, com
o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar os
ensaios.
O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a laboratórios
e a locais de fabricação e de acondicionamento.
O fornecedor deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE o direito de se familiarizar,
em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem utilizados, estudar as
instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados
e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.
O fornecedor deve informar à CONTRATANTE, com antecedência mínima de 10 dias
úteis para fornecimento nacional e de 30 dias para fornecimento internacional, a data
em que o material estará pronto para inspeção.
O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de aferição
dos instrumentos de seu laboratório ou de terceiros a serem utilizados na inspeção,
medições e ensaios do material ofertado, emitidos pelo INMETRO ou órgãos delegados
e/ou a certificação ISO 9001. Para fornecedores de outros paises será aceito a
certificação dos instrumentos de seu laboratório ou de terceiros utilizados na inspeção,
medições e ensaios do material ofertado, emitido por órgão de controle metrológico
oficial, similar ao INMETRO, e/ou a certificação ISO 9001. No caso da apresentação de
certificados de aferição, a periodicidade máxima dessa aferição deve ser de um ano,
podendo acarretar a desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa exigência.
Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a
CONTRATANTE e o fornecedor.
Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à
disposição do inspetor da CONTRATANTE, no local da inspeção.
Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único
responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado à CONTRATANTE o acesso
à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro.
A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
˗ Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o material de acordo
com os requisitos desta Especificação;
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TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
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Doc. Aprovação:
RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
˗ Não invalidam qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito da
qualidade do material e/ou da fabricação.
˗ Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e
submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, eventualmente, em
sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta
Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do
fornecedor.
A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o
fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da
CONTRATANTE, a rejeição tornar impraticável a entrega do material nas datas
previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor não será capaz de satisfazer as
exigências estabelecidas nesta Especificação, a CONTRATANTE se reserva o direito de
rescindir todas as suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais
casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará sujeito às
penalidades aplicáveis.
Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser
substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus para a
CONTRATANTE.
O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.
A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já
aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
˗ Da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda
inspeção;
˗ Do fornecedor, em caso contrário.
Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem,
alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos
seguintes casos:
˗ Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção;
˗ Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 0, 0 e 0;
˗ Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção
final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da
sede do fornecedor;
˗ Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.
5.2. Ensaios de rotina
5.2.1. Inspeção visual
Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o inspetor da
CONTRATANTE deve efetuar uma inspeção visual dos carretéis ou rolos
amostrados para verificar:
˗ Características gerais do cabo;
˗ Identificação do cabo, conforme a seção 3.6;
˗ Acondicionamento e marcação da embalagem, conforme a seção 3.7;
˗ Comprimento do cabo no rolo ou no carretel.
A não conformidade do cabo ou da embalagem com qualquer um dos requisitos
de 0 implicará na rejeição do rolo ou do carretel.
5.2.2. Verificação dimensional
A verificação dimensional da construção do cabo deve ser feita de acordo com a
ABNT NBR NM IEC 60811-1-1.
5.2.3. Demais ensaios de rotina
Após os ensaios de inspeção visual e verificação dimensional, devem ser
executados ainda:
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Ensaios de rotina
Normas aplicáveis
Tensão elétrica a seco
ABNT NBR 6881
Resistência elétrica a 20ºC:
- do condutor fase
- do condutor neutro tipo CA
- do condutor neutro tipo CAL
ABNT NBR NM 280 e ABNT NBR 6814
ABNT NBR 6815 e IEC 61089
ABNT NBR 6815 e IEC 61089
Resistência
de
isolamento
temperatura ambiente
5.2.4. Ensaios especiais
Devem ser executados:
Ensaios especiais
Verificação dimensional da
construção do cabo
Tração do material da isolação PE e
XLPE
Alongamento a quente do material
da isolação XLPE
5.2.5. Ensaios de tipo
Devem ser realizados:
Ensaios de tipo
Tensão elétrica de longa duração
Determinação do teor de negro de
fumo
Determinação do fator de correção
da resistência de isolamento
Resistência de isolamento a 70ºC
(PE) e a 90ºC (XLPE)
Resistência à abrasão
Absorção acelerada de umidade
Retração da isolação ao calor
Mecânicos e elétricos do condutor
neutro
à
ABNT-NBR 6815
Normas aplicáveis
NBR NM IEC 60811-1-1
ABNT NBR NM IEC 60811-1-1 e 60811-12
ABNT NBR NM IEC 60811-2-1
Normas aplicáveis
ABNT NBR 6881
ABNT NBR NM IEC 60811-4-1
ABNT NBR 6813
ABNT NBR 6813
ABNT
ABNT
ABNT
ABNT
e IEC
NBR 15716
NBR NM IEC 60811-1-3
NBR NM IEC 60811-1-3
NBR 5111, 5118, 6810, 6815, 7272
61089
5.2.6. Relatório dos ensaios
O relatório dos ensaios, a ser providenciado pelo fornecedor, deve conter, no
mínimo, as seguintes informações:
˗ Nome e/ou marca comercial do fabricante;
˗ Número do Pedido de Compra;
˗ Identificação dos condutores ensaiados, conforme 0;
˗ Descrição sucinta dos ensaios;
˗ Indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição;
˗ Memória de cálculo, com resultados e eventuais observações;
˗ Tamanho do lote, número e identificação das unidades (carretéis ou rolos)
amostradas e ensaiadas;
˗ Datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;
˗ Nome do laboratório onde os ensaios foram executados;
˗ Nomes legíveis e assinaturas do inspetor da CONTRATANTE e do responsável
pelos ensaios.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Os cabos serão liberados pelo inspetor da CONTRATANTE somente quando lhe forem
entregues três vias do relatório dos ensaios e três vias da lista de embarque, e após
a verificação da embalagem e sua marcação.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
6. PLANOS DE AMOSTRAGEM
6.1. Ensaios de rotina
As amostragens e os respectivos critérios de aceitação e de rejeição para os ensaios de
rotina devem estar de acordo com a Tabela 3.
De cada carretel ou rolo devem ser retirados corpos-de-prova do cabo completo em
número e tamanho adequados à execução de todos os ensaios previstos. Se um corpode-prova for rejeitado em qualquer ensaio, este deverá ser repetido em dois outros
corpos-de-prova do mesmo carretel ou rolo. Ocorrendo nova falha, o carretel ou rolo
será considerado defeituoso. A quantidade total de carretéis ou rolos defeituosos deve
ser levada à Tabela 3, que definirá a aceitação ou a rejeição do lote.
A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração adicional deve ser
feita de acordo com as recomendações da ABNT NBR 5426.
6.2. Ensaios especiais
As amostragens para a execução dos ensaios especiais, a quantidade e o comprimento
de seus respectivos corpos-de-prova, assim como o critério de aceitação e rejeição do
lote do qual foi retirada a amostragem, devem atender as condições previstas na ABNT
NBR 15716.
6.3. Ensaios de tipo
O número de carretéis ou rolos a ser submetido aos ensaios de tipo será objeto de
acordo entre a CONTRATANTE e o fornecedor e indicado no Pedido de Compra.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Tabela 1 - Características físicas e elétricas do cabo concêntrico
Diâmetro
Espessura da
Peso
Seção de
Nominal
Isolação (mm)
Diâmetro
Nº de
Líquido
Material
cada
do
Externo
Condutores
Nominal
dos
Condutor Condutor
Nominal
Fase
Aproximado Condutores
Fase
Neutro
(mm²)
Fase
(mm)
(kg/km)
(mm)
01
4,0
2,5
1,0
1,2
8,0
110
Cobre
01
6,0
3,0
1,0
1,2
9,0
140
Cobre
01
10,0
4,0
1,0
1,2
10,0
220
Cobre
01
16,0
5,0
1,0
1,2
11,8
355
Cobre
01
4,0
2,5
1,0
1,2
7,5
103
Alumínio
01
6,0
3,0
1,0
1,2
8,0
143
Alumínio
01
10,0
4,0
1,0
1,2
9,0
220
Alumínio
NOTAS:
1) Tolerância para os diâmetros nominais: ± 0,5 mm.
2) Tolerância para o Peso Líquido Nominal: ± 10 kg/km
Tabela 1 - Temperaturas máximas no condutor
Temperatura máxima - ºC
Condições de operação
Isolação XLPE
Em regime permanente
90
Em regime de sobrecarga (Nota)
130
Em regime de curto-circuito
250
NOTA: A duração do regime de sobrecarga não deve superar 100 horas durante doze
meses consecutivos, nem superar 500 horas durante a vida útil do cabo.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Tabela 3 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina
Tamanho do Lote
(Nota 2)
Até 25
26 a 90
91 a 150
151 a 280
281 a 500
501 a 1200
Amostra
Seqüência
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
2ª
1ª
2ª
Ac
Re
Tamanho
3
0
1
8
8
13
13
20
20
32
32
50
50
0
1
0
3
1
4
2
6
3
8
2
2
3
4
4
5
5
7
7
9
NOTAS:
1) Especificação dos planos de amostragem, conforme a ABNT NBR 5426 ou a ISO 2859:
- inspeção por atributos;
- regime de inspeção normal;
- amostragem dupla;
- nível de inspeção II;
- nível de qualidade aceitável (NQA): 4%.
2) Número de carretéis ou rolos.
3) Ac - número de aceitação: número máximo de carretéis ou rolos defeituosos que permite a
aceitação do lote.
Re - número de rejeição: número mínimo de carretéis ou rolos defeituosos que implica na
rejeição do lote.
4) Procedimento para amostragem dupla: ensaiar a primeira amostragem. Se o número de
unidades defeituosas encontradas estiver entre Ac e Re (excluídos esses dois valores), ensaiar
a segunda amostragem. O número total de carretéis ou rolos defeituosos, após ensaiadas as
duas amostragens deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado para permitir a aceitação
do lote.
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TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
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Doc. Aprovação:
RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Anexo 1 - Dados técnicos e características garantidas
Cabos concêntricos de baixa tensão
Nome do fornecedor:
Nº da Proposta:
........................................................
Nome do fabricante:
...........................................................
Número do Edital de Licitação:
Item: .................
..........................................
Número da Concorrência:
..................................................
Número de Unidades:
Data: ....../....../......
......................................................
Item
Descrição
1.
1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
1.5.
Condutores fase
Material
Seção transversal
Número de fios
Classe de encordoamento
Diâmetro do condutor
Resistência elétrica em cc - 20ºC
1.6.
2.5.
Têmpera
Isolamento do condutor fase
Material
Espessura
Tensão de isolamento Vo/V
Diâmetro do cabo sobre a
isolação
Diâmetro do cabo sob a isolação
2.6.
Resistência de isolamento a 20ºC
3.
3.1.
3.2.
3.3.
3.4.
Cobertura Externa
Material
Espessura
Tensão de Isolamento Vo/V
Diâmetro do cabo sobre a
isolação
Diâmetro do cabo sob a isolação
Resistência de isolamento a 20ºC
Condutor neutro
Material
Seção transversal
Número de fios
Diâmetro dos fios
Classe de encordoamento
Diâmetro do condutor
Resistência elétrica em cc - 20ºC
1.7.
2.
2.1.
2.2.
2.3.
2.4.
3.5.
3.6.
4.
4.1.
4.2.
4.3.
4.4.
4.5.
4.6.
4.7.
Características ou
valores – Especificado
Características ou
valores - Proposto
Cobre ou Alumínio
4,0/6,0/10,0/16,0 mm2
7
2
2,5/3,0/4,0/5,0 mm
Conforme item 5.2.3.1
...................
................... mm2
...................
...................
................... mm
................... /km
Mole
XLPE 90OC
1,0 mm
0,6/1 kV
Conforme item 5.2.3.1
XLPE 90oC
1,2 mm
0,6/1 kV
Conforme item 5.2.3.1
Cobre ou Alumínio
Conforme item 5.2.3.1
...................
...................
................... mm
................... kV
................... mm
................... mm
..................... /km
...................
................... mm
................... kV
................... mm
................... mm
..................... /km
...................
...................
...................
...................
...................
...................
...................
mm2
mm
mm
/km
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TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4.8.
Carga de ruptura
5.
5.1.
Cabo completo
Diâmetro externo do cabo
(aproximado)
Massa do cabo
5.2.
5.3.
5.4.
6.
Lance de cabo (rolo ou carretel)
Massa do carretel apenas
Ensaios de tipo
O fornecedor deve anexar à sua
proposta cópia dos relatórios dos
seguintes ensaios de tipo,
realizados por órgão ou entidade
qualificada ou credenciada,
aplicados em cabos idênticos aos
ofertados e cuja realização tenha
sido acompanhada por inspetor
da CONTRATANTE:
a) tensão elétrica de longa
duração;
b) determinação do teor de negro
de fumo;
c) determinação do fator de
correção da resistência de
isolamento;
d) resistência de isolamento a
90ºC (XLPE);
e) resistência à abrasão;
f) absorção acelerada de
umidade;
g) retração da isolação ao calor;
h) ensaios mecânicos e elétricos
do condutor neutro.
Conforme NBR 6810 e NBR
7272
.................... daN
7,5/8,0/9,0/10/11,8 mm
................... mm
103/110/140/143/220/355
kg/km
-
................... kg/km
................... m
................... kg
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS , MONOFÁSICOS PARA
REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO, CLASSE 15 E 36 KV
ET – 007
Revisão
Alterações
Data
Responsável
01
Emissão Inicial
30/05/2012
Adjar Barbosa
Elaborado
Aprovado
Projeto
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ÍNDICE
Capítulo
Página
1. Objetivo
182
2. Referências
187
3. Definições
192
4. Condições gerais
193
5. Condições específicas
196
6. Inspeção 205
7. Apresentação de proposta e aprovação de documentos
216
8. Critérios para julgamento das propostas
218
9. Tabelas
219
Tabela 1 - Planos de amostragem para ensaios elétricos de rotina no
transformador (Perdas, relação de tensões, resistência de isolamento e
resistência elétrica dos enrolamentos)
Tabela 2 - Planos de amostragem para ensaios não elétricos de rotina no
transformador
Tabela 3 - Óleo de base naftênica, inibido ou não, após contato com o
equipamento
Tabela 4 - Óleo de base parafínica, isento de aditivos, após contato com o
equipamento (utilização em equipamentos de Un < 34,5 kV) 41
10. Figuras
222
Figura 1- Detalhe da base da embalagem
Figura 2 - Numeração patrimonial da Contratante
Figura 3 - Dimensões gerais - Transformadores trifásicos
Figura 4 - Transformador de 225 kVA e 300 kVA - Estrutura de reforço
Figura 5 - Suporte para fixação do transformador no poste
Figura 6 - Dispositivo de aterramento
Figura 7 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
Figura 8 - Dispositivo para fixação de pára-raios em transformadores
Figura 9 - Dispositivo para fixação de pára-raios em transformadores
Página 170
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Figura 10 - Placa de identificação
Figura 11 - Placa de identificação alternativa
Figura 12 - Diagrama esquemático e marcação dos terminais
Figura 13 - Válvula de alívio de pressão
Anexos
240
Anexo A - Dados técnicos de transformadores de distribuição
Anexo B - Ensaio de elevação de temperatura - Determinação estatística da
resistência ôhmica do enrolamento no instante do desligamento
Anexo C - Inspeção geral dos transformadores
Anexo D - Avaliação das perdas
Anexo E - Critério para recebimento de transformadores com elevação de
temperatura superior a 55ºC
Anexo F - Ensaio de verificação da resistência mecânica dos suportes de
fixação dos transformadores
Página 171
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TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
DE DISTRIBUIÇÃO
MPN-DP-01/MN-004
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Validade:
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29/05/2015
Doc. Aprovação:
RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
1 Objetivo
Esta Especificação estabelece critérios e exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação e ao recebimento de transformadores trifásicos de tensão máxima do
equipamento 15 kV e 36 kV, com tensões nominais de respectivamente 13,8 kV e 34,5 kV,
imersos em líquidos isolantes, sem conservador de óleo, com resfriamento natural ONAN,
das seguintes empresas de distribuição associadas às Centrais Elétricas Brasileiras S/A –
ELETROBRÁS:
 Eletrobras Distribuição Rondônia
 Eletrobras Distribuição Alagoas
 Eletrobras Amazonas Energia
 Eletrobras Distribuição Acre
 Eletrobras Distribuição Piauí
 Eletrobras Distribuição Roraima
Nessa Especificação o termo Contratante se refere à ELETROBRAS, às empresas a ela
associadas, ou por ela representadas, ou por ela indicadas.
Todos os transformadores aqui especificados serão instalados em redes aéreas de
distribuição.
1.1 Escopo
Faz parte do escopo o fornecimento dos seguintes transformadores, nas seguintes
quantidades e descrições resumidas na seguinte tabela:
TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS
˗ Potência nominal 15 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, ligado em triângulo, com
derivações de 13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí). Conector tipo
TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 30 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, ligado em triângulo, com
derivações 13800 /13200 /12600 /12000/11400 V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí). E em 220/127
V (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e
secundário.
˗ Potência nominal 45 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, ligado em triângulo, com
derivações de 13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí) e 220/127 V
(Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e
secundário.
˗ Potência nominal 75 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, ligado em triângulo, com
derivações de 13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí) e 220/127 V
(Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e
secundário.
˗ Potência nominal 112,5 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, ligado em triângulo, com
derivações de 13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí) 220/127 V
(Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima).
˗ Potência nominal 150 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, com derivações de
13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com neutro acessível
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TÉCNICAS DE MATERIAS DE REDES
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí) e 220/127 V (Acre, Amazonas,
Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 225 kVA 3Ø, Classe de Tensão 15 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 13,8 kV, com derivações de
13800/13200/12600/ 12000/11400 V, secundário em estrela com neutro acessível
nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí) e 220/127 V (Acre, Amazonas,
Rondônia, Roraima). Conector tipo T3 para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 30 kVA 3Ø, com comutador de derivações externo na tampa,
Classe de Tensão 36 KV primário em 34,5 kV, ligado em triângulo, com derivações
34500/33750/33300/32250/31500V, secundário em estrela com neutro acessível
nas tensões nominais 220/127 V (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector
tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 45 kVA 3Ø, Classe de Tensão 36 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 34,5 kV, ligado em triângulo, com
derivações 34500/33750/33300/32250/31500V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí). Conector tipo
TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 112,5 kVA 3Ø, Classe de Tensão 36 KV com comutador de
derivações externo na tampa, primário em 34,5 kV, ligado em triângulo, com
derivações 34500/33750/33300/32250/31500V, secundário em estrela com
neutro acessível nas tensões nominais 380/220 V (Alagoas e Piauí). Conector tipo
TI para o primário e secundário.
TRANSFORMADORES MONOFASICOS
˗ Potência nominal 5 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
15KV,
com
derivações
de
7.976/7.630/7.283/6.936/6.589 V 440/220 (Alagoas e Piauí) e 220/127 V (Acre,
Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 10 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
15KV,
com
derivações
de
7.976/7.630/7.283/6.936/6.589 V 440/220 (Alagoas e Piauí) e 220/127 V (Acre,
Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 15 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
tensão
15KV,
com
derivações
de
7.976/7.630/7.283/6.936/6.589 V 440/220 (Alagoas e Piauí) e 220/127 V (Acre,
Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 25kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,Classe
de
tensão
15KV,
com
derivações
de
7.976/7.630/7.283/6.936/6.589 V 440/220 (Alagoas e Piauí ) e 220/127 V (Acre,
Amazonas, Rondônia, Roraima). Conector tipo TI para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 5 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
36
KV,
com
derivações
de
19.942/19.943/18.945/18.446/17.947 V 440/220 (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
˗ Potência nominal 10 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
36
KV,
com
derivações
de
19.942/19.943/18.945/18.446/17.947 V 440/220 (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
˗ Potência nominal 15 kVA 1Ø, com uma bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
36
KV,
com
derivações
de
19.942/19.943/18.945/18.446/17.947 V 440/220 (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
˗ TRANFORMADORES BIFASICOS
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
˗ Potência nominal 5 kVA 2Ø, com duas buchas da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
15KV,
com
derivações
13800/13200/12600/12000/11400 V 440/220 (Alagoas e Piauí). Conector tipo TI
para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 10 kVA 2Ø, com duas buchas da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
15KV,
com
derivações
13800/13200/12600/12000/11400 V 440/220 (Alagoas e Piauí). Conector tipo TI
para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 15 kVA 2Ø, com duas buchas da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
15KV,
derivações
13800/13200/12600/12000/11400 V 440/220 (Alagoas e Piauí). Conector tipo TI
para o primário e secundário.
˗ Potência nominal 5 kVA 2Ø, com duas buchas da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
36
KV,
com
derivações
34500/33750/33300/32250/31500 V 440/220 V (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
˗ Potência nominal 10 kVA 2Ø, com duas bucha da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
Tensão
36
KV,
com
derivações
34500/33750/33300/32250/31500V, 440/220 (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
˗ Potência nominal 15 kVA 2Ø, com duas buchas da AT e comutador de derivações
externo
lateral,
Classe
de
tensão
34,5KV,
com
derivações
34500/33750/33300/32250/31500V, 440/220 (Piauí). Conector tipo TI para o
primário e secundário.
Faz ainda parte do escopo de fornecimento previsto:
˗ Realização de todos os ensaios de rotina definidos nas Normas ABNT-NBR 5356,
ABNT - NBR 5440, ABNT NBR 5556, ABNT NBR 5380 e ABNT NBR 9369, aplicáveis
a cada um dos tipos de transformadores aqui especificados.
˗ Cotação de todos os ensaios de tipo definidos nas Normas ABNT-NBR 5356, ABNT
- NBR 5440, ABNT NBR 5556, ABNT NBR 5380 e ABNT NBR 9369. Caberá ao
Contratante a definição de quais ensaios deverão ser efetivamente incluídos no
Contrato de Compra e em quais transformadores serão aplicados.
˗ Disponibilização e envio juntamente com as respectivas propostas de cópias de
relatórios de todos os ensaios de tipo previstos nas Normas ABNT-NBR 5356,
ABNT-NBR 5440, ABNT NBR 5556, ABNT NBR 5380 e ABNT NBR 9369 aplicáveis a
cada um dos tipos de transformadores aqui especificados.
˗ Disponibilização e envio juntamente com as respectivas propostas de Lista de
fornecimentos anteriores de unidades idênticas ou os mais semelhantes possíveis
às ofertadas.
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
2 Referências
˗ ABNT-EB-362 - Sistema de classificação de materiais elastoméricos vulcanizados para
aplicações gerais - Especificação
˗ ABNT-MB-101 - Produtos de petróleo - Determinação do índice de neutralização – Método
de ensaio
˗ ABNT-MB-293 - Produtos líquidos de petróleo - Determinação da viscosidade cinemática e
dinâmica - Método de ensaio
˗ ABNT-MB-351 - Produtos de petróleo - Determinação da cor - Método do colorímetro ASTM
˗ ABNT-NBR 5034 - Buchas para equipamento elétrico de tensão superior a 1 kV –
Especificação
˗ ABNT-NBR 5356 - Transformador de potência - Especificação
˗ ABNT-NBR 5370 - Conectores de cobre para condutores elétricos para sistemas de potência
– Especificação
˗ ABNT-NBR 5380 - Transformador de potência - Método de ensaio
˗ ABNT- NBR 5405 - Materiais isolantes sólidos - Determinação da rigidez dielétrica sob
freqüência industrial - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos Procedimento
˗ ABNT-NBR 5435 - Bucha para transformadores sem conservador de óleo – Tensão nominal
15 kV e 25,8 kV - 160 A - Dimensões - Padronização
˗ ABNT-NBR 5437 - Bucha para transformadores sem conservador de óleo – Tensão nominal
1,3 kV - 160 A, 400 A e 800 A - Dimensões - Padronização
˗ ABNT-NBR 5440 - Transformadores para redes aéreas de distribuição – Características
elétricas e mecânicas – Padronização
˗ ABNT-NBR 5458 - Transformadores de potência - Terminologia
˗ ABNT-NBR 5755 (MB-936)- Líquidos isolantes - Determinação de água - Método de Karl
Fischer - Método de ensaio
˗ ABNT- NBR 5778 - Refração - Determinação do índice - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 5779 - Óleos minerais isolantes - Determinação qualitativa de cloretos e sulfatos
inorgânicos - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 5894 - Papelão hidráulico de alta resistência - Especificação
˗ ABNT-NBR 6234 - Óleo-água - Determinação de tensão interfacial Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 6323 - Produtos de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a
quente - Especificação
˗ ABNT-NBR 6529 - Vernizes utilizados para isolamento elétrico - Ensaios - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 6649 - Chapas finas a frio de aço carbono para uso estrutural-Especificação
˗ ABNT-NBR 6650 - Chapas finas a quente de aço carbono para uso estrutural - Especificação
˗ ABNT-NBR 6869 - Líquidos isolantes elétricos - Determinação de rigidez dielétrica - Método
dos eletrodos de disco - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 7148 - Petróleo e derivados - Determinação da densidade – Método do
densímetro - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 7318 - Elastômero vulcanizado para uso em veículos automotores Determinação da dureza - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 7398 - Produto de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a
quente - Verificação da aderência - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 7399 - Produto de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a
quente - Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método
de ensaio
˗ ABNT-NBR 7400 - Produto de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a
quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 7875 - Instrumentos de medição de radio interferência na faixa de 0,15 a 30
MHz (Padrão CISPR)
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00
29/05/2015
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
˗ ABNT-NBR 7876 - Linhas e equipamentos de alta tensão - Medição de radio interferência na
faixa de 0,15 a 30 MHz
˗ ABNT-NBR 8096 - Material metálico revestido e não revestido - Corrosão por exposição ao
dióxido de enxofre - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 8999 - Forjados de aço a quente em matriz fechada – Tolerâncias dimensionais
e afastamentos permissíveis – Padronização
˗ ABNT-NBR 9527 - Rosca métrica ISO – Procedimento
˗ ABNT-NBR 10441 - Produtos líquidos de petróleo - Determinação da viscosidade cinemática
e dinâmica - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 10505 - Óleo isolante - Determinação de enxofre corrosivo – Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 11003 - Tintas e revestimentos similares - Ensaios de aderência
˗ ABNT-NBR 11341 - Produto de petróleo - Determinação dos pontos de fulgor e de
combustão (vaso aberto Cleveland) - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 11343 - Produtos de petróleo e hidrocarbonetos solventes – Determinação do
ponto de anilina e do ponto de anilina misto - Método de ensaio
˗ ABNT-NBR 11349 - Produto de petróleo - Determinação do ponto de fluidez - Método de
ensaio
˗ ABNT-NBR 11407 (MB-408) - Borracha - Método de ensaio de resistência aos líquidos
orgânicos
˗ ANSI C57.12.00 - General requirements for liquid immersed distribution, power and
regulating transformers
˗ ANSI C57.12.20 - Requirements for overhead-Type distribution transformers 67000 volts
and below, 500 kVA and smaller
˗ ANSI C57.12.70 - Terminal markings and connections for distribution and power
transformers
˗ ANSI C57.12.80 - Transformer terminology
˗ ANSI C57.12.90 - Test code for liquid-immersed distribution, power and regulating
transformers
˗ ANSI C57.91 - Guide for loading mineral oil-immersed overhead and pad mounted
distribution transformers rated 500 kVA and less with 55° C or 65° C average winding rise
˗ ANSI C57.100 - Test procedure for thermal evaluation of oil-immersed distribution
transformers
˗ ANSI/IEEE 21 - General requirements and test procedure for outdoor apparatus bushings
˗ ANSI/IEEE 386 - Separable insulated connectors for power distribution systems above 600
V
˗ ASTM A 90 - Test method for weight of coating on zinc-coated (galvanized) iron or steel
articles
˗ ASTM D 92 - Test methods for flash and fire points by Cleveland open cup
˗ ASTM D 97 - Test methods for pour point of petroleum oils
˗ ASTM D 115 - Methods of testing varnishes used for electrical insulation
˗ ASTM B 117 - Method of salt spray (fog) testing
˗ ASTM A 153 - Specification for zinc coating (hot-dip) on iron and steel hardware
˗ ASTM E 376 - Practice for measuring coating thickness by magnetic-field or eddy-current
(electromagnetic) test methods
˗ ASTM D 445 - Test method for cinematic viscosity of transparent and opaque liquids (and
the calculation of dynamic viscosity)
˗ ASTM D 471 - Test method for rubber property - Effect of liquids
˗ ASTM D 523 - Test method for specular gloss
˗ ASTM D 870 - Practice for testing water resistence of coatings using water immersion
˗ ASTM D 878 - Test method for inorganic chlorides and sulfates in insulation oils
˗ ASTM D 924 - Test method for a.c. loss characteristics and relative permittivity (dielectric
constant) of electrical insulating liquids
˗ ASTM D 971 - Test method for interfacial tension of oil against water by the ring method
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
˗ ASTM D 974 - Test method for neutralization number by color-indicator titration
˗ ASTM D 1014 - Method for conducting exterior exposure tests of paints on steel
˗ ASTM D 1218 - Test method for refractive index and refractive dispersion of hydrocarbon
liquids
˗ ASTM D 1275 - Test method for corrosive sulfur in electrical insulation oils
˗ ASTM D 1298 - Test method for density, relative density (specific gravity) or API gravity of
crude petroleum and liquid petroleum products by hydrometer method
˗ ASTM D 1500 - Test method for ASTM color of petroleum products (ASTM color scale)
˗ ASTM D 1533 - Test method for water in insulating liquids (Karl Fischer method)
˗ ASTM D 1535 - Method for specifying color by the Munsell system
˗ ASTM D 1735 - Practice for testing water resistence of coatings using water fog apparatus
˗ ASTM D 2000 - Classification system for rubber products in automotive applications
˗ ASTM D 2112 - Test method for oxidation stability of inhibited mineral insulating oil by
rotating bomb
˗ ASTM D 2140 - Test method for carbon - Type composition of insulating oils of petroleum
origin
˗ ASTM D 2240 - Test method for rubber property - Durometer hardness
˗ ASTM D 2668 - Test method for 2,6 - Ditertiary-butylpara-cresol and 2,6 - Ditertiary-butyl
phenol in electrical insulating oil by infrared absorption
˗ ASTM D 3455 - Test method for compatibility of construction materials with electrical
insulating oil of petroleum origin
˗ ASTM D 3487 - Specification for mineral insulating oil used in electrical apparatus
˗ ISO 2409 - Paints and varnishes - Cross-cut test
˗ ISO 2859 - Sampling procedures and tables for inspection by attributes
˗ ISO 3231 - Paints and varnishes - Determination of resistance to humid atmospheres
containing sulphur dioxide
˗ SIS 055900 - Pictorial surface preparation standard for painting steel surfaces
˗ IEC 74 - Method for assessing the oxidation stability of insulating oils
˗ IEC 76 - Power transformers
˗ IEC 156 - Method for the determination of the electric strength of insulating oils
˗ IEC 247 - Measurement of relative permittivity, dielectric dissipation factor and D.C.
resistivity of insulating liquids
˗ CISPR-16 - Specification for radio interference measuring apparatus and measurement
methods.
NOTAS:
1) Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões das Normas listadas acima,
em vigor na data da abertura da Licitação.
2) É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas
assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas relacionadas
acima e que não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser
citadas nos documentos da proposta e, caso a Contratante julgue necessário, o
proponente deve fornecer uma cópia.
3) Todos os documentos citados como referências devem estar à disposição do
inspetor da Contratante no local da inspeção.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3 Definições
Para efeito desta Especificação são adotadas as definições da NBR 5458 e da ANSI C
57.12.80.
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RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4 Condições gerais
4.1 Geral
Os transformadores devem atender às exigências constantes das últimas revisões da
NBR 5356 e da NBR 5440, salvo quando explicitamente citado em contrário.
Os transformadores devem:
a) A ser fornecidos completos, com todos os componentes necessários ao seu
perfeito funcionamento;
b) Ter todas as peças correspondentes intercambiáveis, quando de mesmas
características nominais e fornecidas pelo mesmo fabricante;
c) Ter o mesmo projeto e ser essencialmente idênticos quando fizerem parte de um
mesmo item do pedido de compra.
Os transformadores devem ser projetados de modo que as manutenções possam ser
efetuadas pela Contratante ou em oficinas por ela qualificadas, sem o emprego de
máquinas ou ferramentas especiais.
4.2 Garantia
1- O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de entrega no local
indicado pelo Pedido de Compra ou 18 meses após a entrada em operação,
prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de projeto, material
ou fabricação dos equipamentos ofertados.
2- Qualquer componente ou acessório substituído ou reparado dentro do prazo de
garantia deve ter sua garantia renovada por um prazo mínimo de 12 meses após a
nova entrada em operação. A placa de identificação do transformador deve ser
substituída de forma a indicar a data de realização do reparo.
3- No caso de indisponibilidade por defeito, dentro do período de garantia, após a
entrada em operação do equipamento, essa garantia deve ser estendida, aos
componentes ou a todo o equipamento, por um período igual ao da indisponibilidade
verificada.
As extensões de garantia previstas em 2 e 3 acima não devem implicar em ônus
para a Contratante.
4.3 Acondicionamento
1- Os transformadores devem ser acondicionados individualmente, em embalagens de
madeira adequadas ao transporte ferroviário e/ou rodoviário, cujas bases devem
ter, no mínimo, as dimensões da Figura 1.
2- As embalagens devem ser construídas de modo a possibilitar:
a) Uso de empilhadeiras e carro hidráulico;
b) Carga e descarga, através da alça de suspensão do transformador, com o uso de
pontes rolantes;
c) Transporte e/ou armazenamento superpostos de dois transformadores.
Além do exposto no item 2 acima, as embalagens devem ter:
a) Travas diagonais para evitar os movimentos laterais dos transformadores no
transporte;
b) Topo nivelado de modo a permitir o perfeito empilhamento de outra embalagem
sobreposta;
c) Suas laterais superiores dimensionadas para suportar, sem deformação, o peso
de outra embalagem sobreposta.
A madeira empregada deve ter qualidade no mínimo igual à de pinho de segunda, com
espessura mínima de 22 mm.
4.4 Numeração de série de fabricação
O número de série de fabricação deve ser puncionado nos seguintes pontos:
a) Na placa de identificação;
b) Em uma das orelhas de suspensão, preferencialmente a que fica à direita de um
observador voltado para o lado de baixa tensão;
c) Na tampa do tanque;
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Doc. Aprovação:
RES nº 068/2012, 29/05/2012
TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
d) Em uma das barras superiores de aperto do núcleo.
NOTA:
Alternativamente, no caso da barra de aperto, o número de série poderá ser
pintado.
4.5 Numeração de patrimônio
1- Caso sejam solicitados pela Contratante os transformadores devem conter a
numeração sequencial de patrimônio fornecida juntamente com o Pedido de
Compra, posicionada da maneira indicada na Figura 2, com altura dos caracteres
não inferior a 30mm.
2- A inscrição deve ser indelével, feita com tinta preta, notação MUNSELL N1, e resistir
às condições de ambiente agressivo, durante a vida útil do equipamento.
3- O fornecedor deve enviar à Contratante, após a liberação dos equipamentos, uma
relação individualizando o número de série de fabricação de cada transformador
com o número de patrimônio correspondente.
4- No tanque do transformador, deverá ser pintado em tinta na cor preto (ED Piauí):
a) N° de série da placa: Altura da letra: 50 mm e Comprimento: Conforme numero
do transformador
b) Potência do transformador: Altura da letra: 50 mm e Comprimento: 150 mm
c) Logotipo da ED Piauí: Altura da letra – 40 mm e comprimento máximo - 200mm
d) N° do elo fusível correspondente a potência: Altura da letra: 50 mm e
Comprimento: 150 mm
Potência: monofásicas de 5 e 10 KVA e o de 15 KVA 3 Ø de 34,5 KV - 0,5 H
Potência: monofásicas de 15 KVA e o de 15 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 1 H
Potência: monofásicas de 30 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 2 H
Potência: monofásicas de 45 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 3 H
Potência: monofásicas de 75 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 5 H
Potência: monofásicas de 112,5 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 6 K
Potência: monofásicas de 150 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 8 K
Potência: monofásicas de 225 KVA 3 Ø de 13,8 KV – 10 K
Potência: monofásicas de 112,5 KVA 3 Ø de 34,5 KV – 5 H
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5 Condições específicas
5.1 Geral
5.1.1 Os transformadores devem ser projetados para operar nas seguintes
condições:
a) Sistema de distribuição com neutro comum multi-aterrado;
b) Instalação aérea;
c) Resfriamento natural (onan);
d) Frequência nominal 60 hz;
e) Polaridade subtrativa;
f) Deslocamento angular 30° (dyn1).
A massa total máxima de cada transformador não deve ser superior a 1500 daN.
5.2 Potências nominais
Os valores especificados das potências nominais dos transformadores são os seguintes:
˗ Transformadores trifásicos para redes aéreas: 15; 30; 45; 75; 112,5; 150; 225
e 300 kva para os transformadores com primários para sistemas de 13800 Volts;
˗ Transformadores trifásicos para redes aéreas: 15; 30; 45; 75 e 112,5 kva para
os transformadores com primários para sistemas de 34500 Volts.
5.3 Relações de tensões
As tensões especificadas são as seguintes:
Tensão
Primário
Secundário
máxima do
Tensão
Tensão
equipamento
Ligação
Ligação
nominal (V)
nominal (V)
(kV eficaz)
Estrela com
15
13800
Triângulo
380/220
neutro acessível
Estrela com
15
13800
Triângulo
220/127
neutro acessível
Estrela com
36
34500
Triângulo
380/220
neutro acessível
Estrela com
36
34500
Triângulo
220/127
neutro acessível
Derivações:
Tensão máxima
do
Primário
Secundário
equipamento
(kV eficaz)
380/220 V ou 220/127 V
15 kV
13800/13200/12600/12000/11400 V
conforme item 1.5
34500 /33750 /33300 /32250 /31500 380/220 V ou 220/127 V
34 kV
V
conforme item 1.5
5.4 Operações em tensões diferentes da nominal
Os transformadores devem ser capazes de funcionar, com tensões diferentes da
nominal, nas condições especificadas pela NBR-5356.
5.5 Níveis de isolamento
Os níveis de isolamento são os seguintes:
Tensão suportável
Tensão suportável
Tensão suportável
Tensão máxima do
nominal sob 60 Hz,
nominal de impulso
nominal de impulso
equipamento (kV
durante 1 minuto
atmosférico (kV
atmosférico cortado
eficaz)
(kV eficaz)
crista)
(kV crista)
1,2
10
-
-
15
34
95
105
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36
70
170
5.6 Perdas, corrente de excitação e impedância
transformadores trifásicos:
O fabricante deve garantir os seguintes valores:
Tensão
Potência
Corrente de
Perdas em
máxima do
nominal
excitação
vazio
equipamento
(kVA)
máxima
máximas
(kV eficaz)
Io (%)
Po (W)
15
15
5,0
120
15
30
4,3
200
15
45
3,9
260
15
75
3,4
390
15
112,5
3,1
520
15
150
2,9
640
15
225
2,6
900
15
300
2,4
1120
36
15
4,8
150
36
30
4,5
230
36
45
4,0
300
36
75
3,4
440
36
112,5
3,2
590
187
de
curto-circuito
Perdas
totais
máximas Pt
(W)
460
770
1040
1530
2070
2550
3600
4480
550
940
1250
1850
2500
dos
Impedância
de curto
circuito a
75oC (Z%)
3,5
3,5
3,5
3,5
3,5
3,5
4,5
4,5
4,5
4,5
4,5
4,5
4,5
5.7 Capacidade de suportar curto-circuito
5.7.1 Capacidade térmica
Os transformadores devem ser capazes de suportar, sem se danificarem, os efeitos
térmicos causados por curto-circuito nos seus terminais secundários, com tensão
nominal nos terminais primários, sob as seguintes condições:
a) Valor eficaz da corrente simétrica de curto-circuito igual a 25 vezes a
corrente nominal do transformador;
b) Duração igual há 2 segundos.
5.7.2 Capacidade dinâmica
Os transformadores devem ser capazes de suportar, sem se danificarem, os efeitos
dinâmicos causados, em seus terminais secundários, pelas correntes de curtocircuito simétricas dadas abaixo, nas condições estabelecidas nessa especificação e
nas normas aplicáveis:
Tensão máxima do
Corrente de curto circuito
equipamento
Potência nominal
(em p.u da corrente
(kV eficaz)
nominal)
15, 30, 45, 75, 112,5 e 150
15
25 In
kVA
15
225 300 e 500 kVA
22,5 In
36
30, 45, 75 e 112,5 kVA
25 In
Onde: In - corrente nominal do transformador na derivação ensaiada
5.8 Elevação de temperatura
Os limites de elevação de temperatura acima da ambiente nas condições estabelecidas
nessa especificação e nas normas aplicáveis devem ser:
a) Enrolamentos pelo método da variação da resistência: 55ºc;
b) Ponto mais quente dos enrolamentos: 65ºc;
c) Óleo isolante (medida próxima a superfície): 50ºc.
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5.9 Nível de tensão de radio interferência
Os níveis de tensão de radio interferência produzidos pelos transformadores não devem
ultrapassar os limites estabelecidos na tabela a seguir:
Tensão máxima do
Tensão aplicada no primário
equipamento
TRI máximo em micro Volts
para verificação da TRI
(kV eficaz)
15
13800 Volts
250
36
34500 Volts
250
5.10 Nível de ruído
O nível de ruído produzido pelos transformadores não deve exceder os limites
estabelecidos na Tabela a seguir:
Potência nominal do transformador em
Nível médio de ruído em dB
kVA
48
0 – 50
51
51 -100
55
101-300
5.11 Expectativa de vida
A expectativa de vida para os transformadores, operando continuamente à potência
nominal, a uma temperatura ambiente constante de 30ºC, é de 20 anos conforme ANSI
C 57.91.
5.12 Tanque e tampa
1) O transformador deve ser projetado e construído para operar hermeticamente
selado, devendo suportar variações de pressão interna, bem como o seu próprio
peso, quando levantado. A tampa deve ser fixada ao tanque por meio de
dispositivos adequados e imperdíveis quando da sua retirada do transformador.
2) A tampa, o corpo e o fundo do tanque devem ser construídos em chapa de aço, com
as seguintes espessuras mínimas:
Espessura – (mm)
Potência P
em kVA
Tanque
Tampa
Fundo
P 10
1,90
1,90
1,90
10 P 225
2,65
2,65
2,65
P = 300
3,15
3,15
3,15
3) Todas as aberturas existentes na tampa devem ser providas de ressaltos construídos
de maneira a evitar acumulação e/ou penetração de água.
4) Deve ser assegurada a continuidade elétrica entre a tampa e o tanque.
5) Os transformadores devem ser fornecidos sem abertura para inspeção.
5.13 Suportes para fixação em poste
1) Em número de dois, devem ser soldados no tanque, conforme Figura 3. Devem ter
formato e dimensões conforme Figura 5, e espessura tal que suportem
perfeitamente o peso do transformador quando instalado.
2) Os transformadores de 225 e 300 kVA devem possuir estrutura mínima requerida
para reforço, conforme Figura 4.
3) As abas laterais, ou eventuais reforços, dos suportes não devem ser coincidentes
com o eixo vertical das buchas X0 e X3 nos transformadores trifásicos. Para isso,
observar as cota na Figura 3.
4) Os suportes devem ser ensaiados conforme descrito nessa especificação (ver seção
6.2.8).
5.14 Orelhas de suspensão
Em número de duas, devem ser soldadas no tanque, conforme Figura 3, de maneira
que o cabo de aço utilizado na suspensão não atinja as bordas da tampa e ter
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resistência, dimensões e formato que permitam o içamento e a locomoção do
transformador sem lhe causar outros danos, inclusive na pintura e nas buchas. As
orelhas devem ser isentas de rebarbas.
5.15 Estrutura de apoio
A parte inferior do tanque deve ter uma estrutura que assegure uma distância mínima
de 10 mm entre a chapa do fundo e o plano de apoio do transformador.
A estrutura deve consistir de barras de ferro chatas ou quadradas, soldadas à chapa do
fundo ou do prolongamento de toda a superfície lateral do tanque desde que não sejam
criadas quinas vivas ou cutelos que acarretem o afundamento do transformador quando
transportado, sem a embalagem, sobre pisos de madeira.
5.16 Sistema de resfriamento
5.16.1 Para os dispositivos de resfriamento, devem ser observadas as
seguintes espessuras mínimas:
a) Para dispositivos com óleo em seu interior:
- radiadores: 1,2 mm;
- tubos: 1,6 mm;
b) Para dispositivos sem óleo em seu interior (por exemplo, aletas): 1,2 mm.
5.16.2 Não é permitida a instalação de conservador de líquido isolante no
transformador.
5.17 Proteção contra corrosão
5.17.1 Preparação das superfícies interna e externa
Logo após a fabricação do tanque, as impurezas devem ser removidas através de
processo químico adequado ou jateamento abrasivo ao metal quase branco, padrão
visual Sa 2,5 da Norma SIS 05 59 00
5.17.2 Pintura
5.17.2.1 Geral
A pintura deve suportar os ensaios prescritos nas seções 6.2.3 e 6.3.3.
5.17.2.2 Pintura interna
Deve ser aplicada base antiferruginosa com espessura mínima seca total de
30 m.
5.17.2.3 Pintura externa
Deve ser aplicada base antiferruginosa com espessura mínima seca total de
40 μm. Deve ser aplicada tinta de acabamento compatível com a base
utilizada, na cor cinza-claro, notação MUNSELL N 6.5, com espessura mínima
seca total de 40 µm.
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5.18 Ferragens
1) Os parafusos, arruelas e porcas externas fabricados em aço carbono devem ser
zincados por imersão a quente, de acordo com a NBR-6323 ou a ASTM A 153.
2) A massa de zinco por unidade de área e a espessura equivalente do revestimento de
zinco devem estar de acordo com a tabela a seguir:
3) Alternativamente, as ferragens podem ser fornecidas em aço inoxidável. Nesse caso,
o revestimento de zinco das peças está dispensado.
5.19 Juntas de vedação
1) Deve ser de elastômero à prova de óleo mineral isolante, possuir temperatura
compatível com a classe do material isolante do transformador e resistente à ação
dos raios solares. Devem atender aos requisitos da referência 4BK608E34Z1Z2,
conforme EB 362 e/ou ASTM D 2000. O significado dos sufixos Z1 e Z2 é o seguinte:
Z1 = cor preta;
Z2 = após permanência de 24 horas em estufa a 100ºC, o material não deve
apresentar afloramento.
2) Para as juntas de vedação das buchas, admite-se uma dureza de (65 + 5) Shore A,
conforme NBR-5435 e NBR-5437.
5.20 Parte ativa
5.20.1 Núcleo
O núcleo dos transformadores cobertos por essa especificação deve ser do tipo empilhado, não
sendo aceitos núcleos do tipo enrolado.
O núcleo deve ser projetado e construído de modo a permitir o seu reaproveitamento em caso
de manutenções, sem necessidade de emprego de máquinas ou ferramentas especiais.
O núcleo e suas ferragens de fixação devem ser conectados ao tanque do transformador para
fins de aterramento.
5.20.2 Enrolamentos
Podem ser construídos em cobre ou alumínio e devem atender as exigências citadas
na seção 5.7.
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5.20.3 Fixação e suspensão
1) A parte ativa deve ser fixada nas paredes internas do tanque através de
dispositivos laterais que não dificultem sua retirada e sua recolocação no
tanque. Devem também permitir a retirada da tampa sem necessidade de
remoção da parte ativa.
2) A fixação deve ser obtida por meio de parafusos ou tirante rosqueados,
equipados com porca e contraporca ou porca, arruela de pressão e arruela lisa.
As arruelas podem ser substituídas por travamento químico.
3) Os parafusos ou tirantes não devem ser puncionados na rosca.
4) Os olhais para suspensão da parte ativa devem ser em número de dois ou mais,
com diâmetro mínimo de 20 mm e estar localizados na parte superior do núcleo,
de modo a manter o conjunto na vertical e a não danificar as chapas de aço
silício durante a suspensão. É permitido que o olhal de suspensão seja o mesmo
para fixação da parte ativa ao tanque desde que não haja interferência entre as
funções.
5.21 Buchas e terminais de alta tensão
1) As buchas de alta tensão devem ser de porcelana e estar localizadas conforme
indicado na Figura 3.
2) As buchas de alta tensão para os transformadores com primário em 13800 V da
Eletrobras Distribuição Piauí e Alagoas deverão ter isolamento para 25000 V.
3) As buchas e terminais do enrolamento de alta tensão para todas as demais
empresas devem estar de acordo com a NBR 5034 e NBR 5435,
4) Serão aceitos buchas e terminais diferentes dos indicados nas seções anteriores,
desde que:
a) sejam perfeitamente intercambiáveis com as buchas e terminais
especificados na seção 5.21.2 e sua substituição não impliquem em
modificações e adaptações na tampa;
b) o terminal tenha furação compatível com o especificado na seção 5.21.2;
c) as buchas e terminais atendam, no mínimo, às características elétricas e
dielétricas indicadas nas Normas NBR 5034 e NBR 5435.
NOTA:
No caso das buchas e terminais diferirem das Normas NBR 5034 e NBR 5435,
após a emissão do Pedido de Compra, um desenho detalhado da bucha deve
ser submetido à aprovação da Contratante.
5) Todos os terminais devem ser estanhados.
5.22 Buchas desconectáveis de alta tensão
Não são aplicáveis aos transformadores cobertos por essa Especificação.
5.23 Buchas e terminais de baixa tensão
1) As buchas e terminais do enrolamento de baixa tensão devem estar de acordo com a
NBR 5034 e NBR 5437. As buchas devem ser fixadas na parede lateral do tanque,
conforme Figura 3.
2) Os transformadores devem ser equipados com as seguintes buchas e terminais de
baixa tensão:
a) transformadores trifásicos até 45 kVA: 1,3 kV/160 A - T2;
b) transformadores trifásicos de 75 kVA, 112,5 kVA e 150 kVA: 1,3 kV/400
A - T2;
c) transformadores trifásicos de 225 kVA e 300 kVA: 1,3 kV/800 A - T3.
3) Serão aceitos buchas e terminais diferentes dos indicados na seção 5.23.2, desde
que:
a) sejam perfeitamente intercambiáveis com as buchas e terminais
especificados na seção 5.21.2 e sua substituição não impliquem em
modificações e adaptações na tampa;
b) o terminal tenha furação compatível com o indicado na seção 5.23.2;
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c) as buchas e os terminais atendam, no mínimo, as características elétricas
e dielétricas indicadas nas 6 páginas da Figura 7.
NOTA: No caso das buchas e terminais diferirem da Figura 7, um desenho detalhado da
bucha deve ser apresentado à Contratante, para aprovação, após a emissão do Pedido
de Compra.
5.24 Numeração dos terminais e derivações
Os terminais externos devem ser marcados indelevelmente com tinta preta notação
MUNSELL N1, com altura dos caracteres não inferior a 30 mm, conforme Figura 3.
A marcação dos terminais dos enrolamentos deve ser feita conforme a Figura 14.
5.25 Dispositivos de aterramento
O transformador deve ser equipado com um conector para ligação de condutores de
cobre ou alumínio de diâmetros 3,2 mm a 10,5 mm, conforme Figura 6. Ele deve ser
localizado na parte lateral mais próxima de XO, conforme Figura 3.
5.26 Dispositivo para fixação de para-raios
Os transformadores devem possuir um suporte para fixação de para-raios, por fase,
soldado no tanque, equipado com parafuso, porca e arruelas, conforme as Figuras 8 e
9.
O suporte deve ser posicionado na área indicada não devendo interferir no processo de
içamento do transformador.
5.27 Indicação interna do nível do óleo mineral isolante
Os transformadores devem ter uma linha indelével indicativa do nível mínimo de óleo
mineral isolante a 25ºC, pintada em cor contrastante com a pintura interna, localizada
acima dos terminais de baixa tensão na parte interna do tanque, de maneira que seja
bem visível retirando-se a tampa do tanque.
5.28 Óleo mineral isolante
Os transformadores devem ser fornecidos com óleo mineral isolante, parafínico ou
naftênico, de acordo com os requisitos das Tabelas 3 ou 4.
5.29 Placa de identificação
1) Deve estar de acordo com a Figura 10.
2) Deve ser de alumínio anodizado com espessura de 0,8 mm ou aço inoxidável com
espessura de 0,5 mm, devendo ser localizada conforme Figura 3, de modo a
permitir a leitura dos dados com o transformador instalado.
3) Deve ser fixada, através de rebites de material resistente à corrosão, a um suporte
com base que impeça a deformação da mesma, soldado ao tanque ou nos
radiadores, exceto quando os radiadores forem em chapa.
4) Deve ser também observado um afastamento de no mínimo 20 mm entre o corpo do
transformador e qualquer parte da chapa.
5) Em alternativa, a placa de identificação pode ser conforme Figura 11 e localizada
conforme Figura 3, mantidas as outras exigências de 5.29.1.
5.30 Dispositivo automático para alívio de pressão interna
1) O transformador deve ser equipado com uma válvula de alívio de pressão, devendo
ser posicionada de forma a não interferir com o manuseio dos suportes de fixação
em poste, das orelhas de suspensão e do suporte para fixação de pára-raios.
2) A válvula deverá possuir, no mínimo, os seguintes requisitos, de acordo com a
norma ANSI C.57.12.20:
a) Pressão de alívio de 69 kpa ± 20 %;
b) Pressão de vedação de 55,2 kpa ± 20 %;
c) Taxa de vazão de 9,91 x 105 cm3/min (35 standard cubic feet per minute), a
103,5 kpa, a 21,1ºc;
d) Taxa de admissão de ar de 55,2 kpa ± 20% a - 55,2 kpa, igual a zero;
e) Temperatura de operação de -29ºc a 105ºc.
3) Além disso, a válvula deve possuir também as seguintes características:
a) Orifício de admissão de ¼ (6,4mm) - 18 NPT;
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b) Corpo hexagonal de latão de 16 mm, dimensionado para suportar uma força
longitudinal de 45 kg;
c) Disco externo de vedação para impedir, de forma permanente, a entrada de
poeira, umidade e insetos;
d) Anel externo de aço inoxidável, com diâmetro interno mínimo de 21 mm, para
acionamento manual, dimensionado para suportar uma força mínima de
puxamento de 11 kg;
e) Anéis de vedação e gaxetas internas compatíveis com a classe de temperatura
do material isolante do transformador;
f) Partes externas resistentes à umidade e à corrosão.
4) A válvula deve ser posicionada acima do nível do óleo, observada a condição de
carga máxima de emergência do transformador de 200%, não devendo, em
nenhuma hipótese, dar vazão ao óleo expandido.
5) Para orientação, consultar a Figura 13.
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6 Inspeção
6.1 Geral
1) A inspeção compreende a execução de verificações e ensaios durante a fabricação e,
por ocasião do recebimento, inclui a realização dos ensaios de rotina, de tipo e
especiais. Os ensaios de tipo e especiais serão executados, se for o caso, quando
exigidos pela Contratante no Pedido de Compra.
2) O lote para inspeção compreende todas as unidades de mesma potência fornecidas
de uma só vez.
3) A inspeção durante a fabricação e os respectivos ensaios, a cargo do fabricante,
deve ser efetuada de acordo com as normas da ABNT ou com normas internacionais
para as matérias-primas básicas e componentes, podendo o inspetor da
Contratante exigir certificados de procedência das matérias-primas e componentes,
além de fichas e relatórios internos de controle.
4) Se exigidos, os ensaios de tipo e especiais devem atender aos seguintes requisitos:
a) ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório do
fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido previamente
homologado pela Contratante;
b) ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas
aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da
Contratante ou por seu representante legal;
c) ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da Contratante
ou por seu representante legal.
5) De comum acordo com a Contratante, o fornecedor poderá substituir a execução de
qualquer ensaio de tipo e/ou especial pelo fornecimento do relatório do mesmo
ensaio, executado em material idêntico ao ofertado e que tenha sido acompanhado
por inspetor da Contratante.
6) A Contratante se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo e especiais para
verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio exigidos com a
proposta.
7) O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou contratada,
necessária à execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver aprovação
prévia da Contratante).
8) A Contratante se reserva o direito de enviar inspetor devidamente credenciado, com
o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar
os ensaios, devendo o fornecedor garantir ao inspetor da Contratante livre acesso a
laboratórios e a locais de fabricação e de acondicionamento.
9) O fornecedor deve assegurar ao inspetor da Contratante o direito de se familiarizar,
em detalhe, com as instalações e os equipamentos a ser utilizado, estudar as
instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir
resultados e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de
qualquer ensaio.
10) O fornecedor deve informar à Contratante, com antecedência mínima de 10 dias
úteis para fornecimento nacional e de 30 dias para fornecimento internacional, a
data em que o material estará pronto para inspeção.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
11) O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da Contratante, certificados de aferição
dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem utilizados na
inspeção, medições e ensaios do material ofertado, emitidos por órgão homologado
pelo INMETRO - Instituto Brasileiro de Normalização, Metrologia e Qualidade
Industrial, ou por organização oficial similar em outros países. A periodicidade
máxima dessa aferição deve ser de um ano, podendo acarretar a desqualificação do
laboratório o não-cumprimento dessa exigência. Períodos diferentes do especificado
poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a Contratante e o fornecedor.
12) Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à
disposição do inspetor da Contratante, no local da inspeção.
13) Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único
responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado a Contratante o acesso
à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro.
14) A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
a) não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o material de
acordo com os requisitos desta Especificação e/ou com o Pedido de
Compra;
b) não invalidam qualquer reclamação posterior da Contratante a respeito
da qualidade do material e/ou da fabricação.
15) Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e
submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, eventualmente, em
sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta
Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do
fornecedor.
16) A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o
fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da
Contratante, a rejeição tornar impraticável a entrega do material nas datas
previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor não será capaz de satisfazer as
exigências estabelecidas nesta Especificação, a Contratante se reserva o direito de
rescindir todas as suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em
tais casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará sujeito às
penalidades aplicáveis.
17) Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser
substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus
para a Contratante. Tais unidades correspondem aos valores apresentados na
coluna ―Ac‖ das Tabelas 1 e 2.
18) O custo dos ensaios deve ser por conta do fornecedor.
19) A Contratante se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já
aprovados.
20) Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
a) da Contratante, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda
inspeção;
b) do fornecedor, em caso contrário.
21) Caso seja constatada a alteração do projeto do transformador sem prévio aviso e
concordância da Contratante, será exigida a repetição dos ensaios de tipo e
especiais, sem ônus para a Contratante, na presença do inspetor da Contratante.
22) Os custos da visita do inspetor da Contratante (locomoção, hospedagem,
alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos
seguintes casos:
a) Se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção;
b) Se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1. Itens 6, 10 e
11;
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c) Se o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou
inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade
diferente da sede do fornecedor;
d) Devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.
6.2 Ensaios de rotina
6.2.1 Inspeção geral
a) Deve ser executada no número de unidades indicado na Tabela 2 e consiste
em:
b) Verificação das características dimensionais, e dos componentes;
c) Inspeção visual, com abertura dos transformadores e levantamento da parte
ativa;
NOTA: Caso haja acompanhamento de fabricação por parte da Contratante, a
inspeção visual da parte ativa dos transformadores pode ser realizada
durante a fabricação, a critério do inspetor.
d) Verificação das condições da embalagem que devem estar de acordo com a
seção 4.3.
6.2.2 Ensaios elétricos
a) O fornecedor deve executar os ensaios abaixo relacionados, em todas as
unidades do lote, conforme a ABNT NBR 5356 ou a IEC 76 e apresentar os
resultados ao inspetor da Contratante, antes da inspeção:
˗ Perdas em vazio e corrente de excitação;
˗ Perdas em carga e impedância de curto-circuito;
˗ Relação de tensões com verificação de deslocamento angular e sequência
de fases (transformadores trifásicos);
˗ Resistência de isolamento;
˗ Resistência elétrica dos enrolamentos.
b) Os ensaios dielétricos abaixo relacionados devem ser executados conforme a
ABNT NBR 5356 ou a IEC 76 em todas as unidades do lote, na presença do
inspetor da Contratante:
˗ Tensão suportável nominal à frequência industrial (tensão aplicada);
˗ Tensão induzida.
c) Os ensaios da seção 6.2.2.1 devem ser repetidos na presença do inspetor
em um número de amostras de acordo com a Tabela 1 e os resultados
confrontados com aqueles previamente obtidos pelo fabricante.
d) As tolerâncias nos resultados dos ensaios letra ―a‖ acima são as seguintes:
˗ Perdas em vazio: 10% do valor garantido, porém, a média dos valores
verificados no lote não pode ser superior ao valor garantido;
˗ Perdas totais: 6% do valor garantido, porém, a média dos valores
verificados no lote não pode ser superior ao valor garantido;
˗ Corrente de excitação: 20% do valor garantido, porém, a média dos
valores verificados no lote não pode ser superior ao valor garantido;
˗ Tensão de curto-circuito: + 7,5% do valor garantido;
˗ Relação de tensões: + 0,5%.
6.2.3 Ensaios da pintura
6.2.3.1 Ensaio de aderência
Deve ser efetuado de acordo com a NBR 11003 e/ou ISO 2409 diretamente no
transformador, devendo ser alcançado, no mínimo, o grau GR1. O número de
transformadores a serem ensaiados, escolhidos aleatoriamente pelo inspetor da
Contratante, deve estar de acordo com a Tabela 2.
6.2.3.2 Espessura da película
Deve ser efetuado de acordo com a ASTM E 376.
O número de transformadores a serem ensaiados, escolhidos aleatoriamente
pelo inspetor da Contratante, deve estar de acordo com a Tabela 2.
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6.2.4 Ensaio de revestimento de zinco por imersão a quente
Deve ser efetuado de acordo com a NBR 7399 e a NBR 7400, em um número de
amostras conforme a Tabela 2, nas ferragens utilizadas nos transformadores.
6.2.5 Ensaios do óleo isolante
1) Antes da inspeção de cada lote, o fornecedor deve entregar ao inspetor da
Contratante um relatório técnico contendo as seguintes informações:
a) Classificação do petróleo que lhe deu origem (parafínico ou naftênico),
procedência e processo de refino;
b) Resultado de todos os ensaios indicados nas tabelas 3 e 4, realizados por
laboratórios governamentais, credenciados pelo governo do país de origem
ou por entidades reconhecidas internacionalmente. Devem estar de acordo
com os valores indicados nas mesmas tabelas 3 e 4.
NOTA: Caso o fabricante não apresente esse relatório, todos os ensaios
indicados nas Tabelas 3 e 4 devem ser realizados em uma amostra retirada
do lote, devendo a inspeção ser executada somente após a análise dos
resultados dos ensaios.
2) Em um número de unidades, escolhidas aleatoriamente pelo inspetor da
Contratante, conforme a Tabela 2 deve ser retirada amostras do óleo isolante
para a realização dos ensaios de densidade a 20/4ºC, ponto de fulgor, número de
neutralização, tensão interfacial a 25ºC, ponto de anilina, fator de perdas
dielétricas ou fator de dissipação a 100ºC e a 90ºC e rigidez dielétrica.
6.2.6 Ensaio de dureza nas juntas de vedação
Deve ser realizado conforme a NBR 7318 ou a ASTM D 2240, em um número de
corpos-de-prova conforme a Tabela 2. Os valores obtidos devem atender ao
especificado na seção 5.19.
6.2.7 Ensaio de estanqueidade
Deve ser efetuado em todas as unidades do lote, após os ensaios elétricos, na
presença do inspetor da Contratante, com o transformador completamente
montado, com óleo isolante em seu nível normal e todos os acessórios. O
transformador deve suportar uma pressão manométrica de 0,07 MPa durante uma
hora, sem apresentar vazamento.
NOTAS:
1) Caso o fornecedor realize esse ensaio em todas as unidades, antes dos
ensaios elétricos, ele pode, a critério do inspetor, ser realizado novamente
após os ensaios elétricos, em um número de unidades conforme a Tabela 2.
2) Caso o fornecedor adote outra metodologia de ensaio, o método deve ser
submetido à Contratante para aprovação.
6.2.8 Ensaio de verificação de resistência dos suportes para fixação em poste
Os suportes para fixação em poste devem ser ensaiados conforme mostrado no
Anexo F.
6.2.9 Ensaio da válvula de alívio de pressão interna
1) Deve ser executado na amostra apresentada na Tabela 2, constituída por
unidades escolhidas aleatoriamente do lote sob inspeção pelo inspetor da
Contratante.
2) Devem ser verificadas as seguintes características nominais, conforme 5.30.2,
podendo a válvula ser ensaiada separadamente do transformador:
a) Pressão de alívio;
b) Pressão de vedação;
c) Taxas de vazão.
6.3 Ensaios de tipo
Para cada um dos ensaios seguintes, executados de acordo com a ABNT NBR 5356 e/ou
IEC 76, o inspetor da Contratante deve escolher aleatoriamente uma unidade de cada
potência do primeiro lote do Pedido DE COMPRA.
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Para os ensaios constantes da seção 6.3.3 devem ser preparados, a critério do inspetor
da Contratante, tantos corpos-de-prova quantos forem necessários, com o mesmo
tratamento de chapa, esquema e espessura da pintura externa (seções 6.3.3.1 a
6.3.3.6) e interna (seções 6.3.3.5 e 6.3.3.6) dos transformadores, com dimensões
aproximadas de 150 mm x 100 mm x 1,2 mm.
Para os ensaios das seções 6.3.4 e 6.3.5 o inspetor da Contratante deve receber
amostras, em quantidade que ficará a seu critério, das ferragens que serão utilizadas
nos transformadores.
6.3.1 Ensaio de tensão suportável nominal de impulso atmosférico
Deve ser executado conforme a ABNT NBR 5356 ou a IEC 76.
6.3.2 Ensaio de elevação de temperatura
1) Deve ser executado para determinação da elevação de temperatura dos
enrolamentos pelo método da variação da resistência e da elevação da
temperatura do topo do óleo, em relação à temperatura ambiente.
2) Deve ser realizado alimentando-se o transformador que apresentar as maiores
perdas totais do lote, de forma a se obter as seguintes perdas totais (WTE):
WTE = Wcc75 + Wo1
Onde:
a) WTE = perdas totais a serem aplicadas durante o ensaio de elevação de
temperatura;
b) Wcc75 = perdas em curto-circuito com 100% da tensão nominal (Un);
c) Wo1 = perda em vazio com 105% de Un.
3) A determinação da resistência ôhmica no instante do desligamento deve ser feita,
preferencialmente, conforme o Anexo B.
4) NOTA: Se em lotes subsequentes do mesmo Pedido de Compra forem
encontrados transformadores de mesmas características, com perdas totais
superiores às do transformador anteriormente submetido ao ensaio de elevação
de temperatura, esse ensaio deve ser repetido, sem ônus para a Contratante, no
transformador de maiores perdas totais.
6.3.3 Ensaios da pintura
6.3.3.1 Exposição ao dióxido de enxofre
Devem ser executados 6 ciclos com atmosfera 2,0S de acordo com a NBR 8096,
porém, sem o corte na pintura, ou conforme a ISO 3231.
O corpo-de-prova, após o ensaio, não deve apresentar perda de aderência,
bolhas, ferrugem, mudança de cor ou defeitos similares.
6.3.3.2 Umidade a 40ºC
O corpo-de-prova deve ser colocado verticalmente numa câmara com umidade
relativa de 100% e temperatura ambiente de (40 + 1)ºC. Após 240 horas de
exposição contínua não deve ocorrer empolamentos ou defeitos similares.
6.3.3.3 Impermeabilidade
O corpo-de-prova deve ter 1/3 de sua área imersa em água destilada à (37,8 ºC
+ 1ºC). Após 72 horas de exposição contínua não deve haver empolamento ou
defeitos similares.
6.3.3.4 Névoa salina
Com uma lâmina cortante, romper o filme até a base, de tal forma que fique
traçado um "X" sobre o painel.
O corpo-de-prova deve resistir a 120 horas de exposição contínua ao ensaio de
névoa salina (solução a 5% de NaCl em água), devendo ser mantido em posição
vertical com a face rompida voltada para o atomizador. Após o ensaio não deve
haver empolamento ou defeito similar, e a penetração máxima sob os cortes
traçados não deve exceder 4 mm.
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6.3.3.5 Resistência da pintura interna ao óleo isolante
Deve ser realizado conforme a NBR 6529. O corpo-de-prova deve ser imerso em
óleo isolante a uma temperatura de (110 + 2)ºC, durante 48 horas, sem
alterações.
6.3.3.6 Compatibilidade da pintura interna com o óleo isolante
Deve ser realizado conforme a ASTM D 3455. A área pintada do corpo-de-prova
a ser colocado em 1 litro de óleo é dada por:
Onde:
Acp = área do corpo-de-prova a ser colocado em 1 litro de óleo, em m²;
At = superfície interna do transformador em contato com o óleo isolante, em
m²;
Vt = volume de óleo do transformador em litros.
A área do corpo-de-prova para verificação do esquema de pintura interna do
radiador é calculada pela expressão acima, substituindo-se transformador por
radiador.
Após o ensaio, as propriedades do óleo no qual foram colocados os corpos-deprova devem ser as seguintes:
a) Tensão interfacial a 25ºc (mínimo): 0,034 N/m;
b) Índice de neutralização (máxima variação): 0,03 mg KOH/g;
c) Rigidez dielétrica (mínimo): 25,8 kv/2,54 mm;
d) Fator de potência a 100ºc (máximo): 1,6%;
e) Cor (máxima variação): 0,5.
6.3.4 Ensaios do revestimento de zinco por imersão a quente
O inspetor da Contratante deve receber amostras, em quantidade que ficará a seu
critério, das ferragens que serão utilizadas nos transformadores e que devem ser
submetidas aos seguintes ensaios:
a) Exposição ao dióxido de enxofre, conforme a seção 6.3.3.1;
b) Névoa salina, conforme a seção 6.3.3.4.
6.3.5 Ensaio de resistência ao óleo isolante das juntas de vedação
1) Devem ser preparados, a critério do inspetor da Contratante, tantos corpos-deprova quantos forem necessários, para execução deste ensaio.
2) Os corpos-de-prova devem ser imersos em óleo isolante a 100ºC durante 70
horas, conforme a NBR 11407 e/ou ASTM D 471. Após o ensaio, são admitidas
as seguintes variações em relação ao valor obtido antes do ensaio:
˗ Variação da dureza: (- 10 a + 5) Shore A;
˗ Variação de volume: (0 a + 25%).
3) Para os materiais cujos formatos e dimensões não permitam a retirada de
corpos-de-prova conforme as normas citadas, o ensaio deve ser realizado com
corpos-de-prova de qualquer formato, sendo a variação de volume determinada
pelo processo hidrostático.
6.3.6 Ensaio de nível de tensão de radio interferência
Este ensaio deve ser realizado de acordo com a NBR 7875 e a NBR 7876.
6.3.7 Ensaio de medição do nível de ruído audível
Este ensaio deve ser realizado conforme previsto na ABNT NBR 5356.
6.4 Ensaios especiais
6.4.1 Ensaio de curto-circuito
Para os ensaios abaixo, executados de acordo com a ABNT NBR 5356 ou a IEC 76, o
inspetor escolherá aleatoriamente uma unidade de cada potência do primeiro lote
do Pedido de Compra.
6.4.1.1 Capacidade dinâmica de suportar curto-circuito
a) Condições de ensaio:
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O ensaio de curto-circuito deve ser executado alimentando-se o
transformador pelo enrolamento de alta tensão e efetuando-se o curtocircuito no enrolamento de baixa tensão, 0,5 s após a energização do
transformador. Antes da aplicação do curto-circuito, a tensão nos terminais
de alta tensão deve estar compreendida entre 100% e115% da tensão
nominal;
b) Corrente de ensaio:
A corrente de ensaio deve ser ajustada por meio de resistência e reatância
inseridas no secundário do transformador, de maneira que a relação X/R do
circuito seja igual a o transformador. O valor simétrico dessa corrente é dado
em 5.7.2. O ângulo de fechamento deve ser ajustado de maneira que a
corrente de crista esteja dentro da tolerância prevista na NBR 5380;
c) Número de aplicações:
Devem ser feitas tantas aplicações consecutivas quantas forem necessárias,
de modo que cada fase seja submetida a 3 aplicações com o valor de
corrente conforme a seção 6.4.1.1b;
d) Duração de cada aplicação:
A duração de cada conjunto de 3 aplicações por fase é:
 Duas aplicações com duração de 0,25 s ou o tempo necessário para o
desaparecimento da componente contínua da corrente de ensaio,
prevalecendo o que for maior;
 Uma aplicação de longa duração com tempo t mínimo, dado por:
Onde: t = duração em segundos;
Im = corrente simétrica de curto-circuito em múltiplos da corrente
nominal;
In = corrente nominal.
e) critério para avaliação do ensaio:
O critério para avaliação desse ensaio é o especificado na NBR 5356
ou na IEC 76.
6.4.1.2 Capacidade térmica de suportar curto-circuito
O fornecedor deve enviar para cada ensaio de curto-circuito, a memória de
cálculo referente à máxima temperatura média atingida pelo enrolamento após
um curto-circuito de 2 segundos, com o valor de corrente indicado na seção
5.7.1.
6.5 Aceitação e rejeição
O critério para aceitação e rejeição do ensaio de inspeção geral é o estabelecido na
Tabela 2.
Serão rejeitados os transformadores que não suportarem os ensaios de tensão
suportável nominal à frequência industrial, tensão induzida ou estanqueidade.
Todo o lote será recusado se as médias dos valores de perdas em vazio, perdas totais e
corrente de excitação forem superiores aos valores garantidos, declarados pelo
fornecedor na sua proposta e constantes do Pedido DE COMPRA.
O critério de aceitação dos ensaios elétricos citados na seção 6.2.2. é o estabelecido na
Tabela 1.
Serão rejeitadas as unidades que apresentarem valores fora das tolerâncias
estabelecidas no item 6.2.2 letra ―a‖.
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O tratamento da chapa e o esquema da pintura serão recusados se qualquer um dos
corpos-de-prova não suportar qualquer um dos ensaios constantes das seções 6.3.3.1 a
6.3.3.6. Caso os transformadores já estejam pintados, todo o lote será recusado.
Nesse caso, novos corpos-de-prova devem ser apresentados ao inspetor da
Contratante, com novo tratamento de chapa e esquema de pintura a serem utilizados
nos transformadores, e ser submetidos aos mesmos ensaios.
Ocorrendo nova falha, novos corpos-de-prova devem ser providenciados até que se
alcancem o tratamento e o esquema de pintura satisfatória.
O critério para aceitação e rejeição dos ensaios de aderência e espessura é o
estabelecido pela Tabela 2. Serão rejeitados, também, transformadores que
apresentarem pintura com empolamento, escorrimento e cor diferente da especificada.
NOTA: Aprovado o lote, as unidades rejeitadas devem ser pintadas e submetidas
novamente aos ensaios de pintura. O fornecedor deve restaurar a pintura de todas as
unidades ensaiadas.
O critério para aceitação e rejeição do ensaio do revestimento de zinco é o estabelecido
na Tabela 2.
O critério para aceitação e rejeição do óleo isolante é o estabelecido na Tabela 2. Os
resultados devem estar de acordo com a Tabela 3 ou 4 para óleos após contato com o
equipamento.
O critério para aceitação e rejeição do ensaio de dureza das juntas de vedação é o
estabelecido na Tabela 2.
˗ Caso o transformador submetido ao ensaio de tensão suportável nominal de impulso
atmosférico apresente evidência de falha ou descarga disruptiva, duas outras
unidades devem ser submetidas a novos ensaios, sem ônus para a Contratante.
Ocorrendo nova falha em qualquer uma das unidades, todo o lote será rejeitado.
Se os resultados do ensaio de elevação de temperatura forem superiores aos estabelecidos
em 5.8, o ensaio deve ser repetido na mesma unidade. Persistindo valores superiores aos
permitidos, todo o lote será recusado.
Caso o transformador não suporte as solicitações elétricas, térmicas e dinâmicas do ensaio
de curto-circuito, segundo os critérios estabelecidos na seção 6.4.1, todo o lote será
recusado.
6.6 Relatórios dos ensaios
6.6.1 O relatório dos ensaios de rotina deve ser constituído no mínimo de:
a) Número do Pedido de Compra e quantidade dos transformadores do lote;
b) Identificação (dados de placa) e valores garantidos pelo fornecedor;
c) Resultados dos ensaios que têm valores garantidos e os respectivos valores
máximos, médios e mínimos verificados no lote;
d) Resultados dos ensaios da pintura;
e) Resultados dos ensaios das peças zincadas;
f) Resultados dos ensaios dielétricos e de relação de tensão;
g) Resultados dos ensaios do óleo mineral isolante;
h) Resultados dos ensaios das juntas de vedação;
i) Datas de início e término dos ensaios;
j) Nomes legíveis e assinaturas do representante do fabricante e do inspetor da
Contratante.
Nota:
O lote, devidamente embalado e marcado, somente será liberado pelo inspetor
da Contratante após o recebimento de uma via do relatório de ensaio.
6.6.2 O relatório do ensaio de elevação de temperatura deve conter no
mínimo, as seguintes informações:
a) Identificação do transformador ensaiado;
b) Perdas em vazio com 100% e 105% da tensão nominal;
c) Perdas em carga em todas as derivações;
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d) Perdas aplicadas ao transformador para determinação da elevação de
temperatura do topo do óleo;
e) Resistência ôhmica dos enrolamentos e a respectiva temperatura, antes do
ensaio;
f) Leituras de resistência ôhmica e do tempo após o desligamento além da
temperatura ambiente, para cada desligamento do transformador;
g) Metodologia de cálculo adotada para determinação da resistência no instante
do desligamento (gráfica, conforme a nbr 5380, ou estatística, conforme
anexo b);
h) Elevação de temperatura do topo do óleo e dos enrolamentos;
i) Outros dados que o inspetor da contratante julgar necessários.
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7 Apresentação de proposta e aprovação de documentos
7.1 Geral
7.1.1 Todos os proponentes deverão apresentar, juntamente com as suas
propostas, os seguintes dados, documentos e informações, além das
exigências constantes do Edital:
a) Apresentar o Anexo A, preenchido;
b) Apresentar os Relatórios dos seguintes ensaios:
˗ Tensão suportável nominal de impulso atmosférico, conforme 6.3.1 e
6.6.1;
˗ Elevação de temperatura, realizado pelos métodos do topo do óleo e da
variação da resistência, conforme 6.3.2 e 6.6.2;
˗ Verificação da capacidade dinâmica de resistência a curto-circuito, com
oscilogramas, conforme 6.4.1.1;
c) Apresentar os seguintes desenhos:
˗ De dimensões, com vistas principais do equipamento, mostrando a
localização das peças e acessórios;
˗ Da parte ativa, indicando material utilizado nos enrolamentos e processo
de montagem de núcleo;
˗ Da placa de identificação;
˗ Descritivo das buchas de alta e de baixa tensão, com dimensões, detalhes
e montagem e características físicas e dielétricas;
˗ Descritivo dos conectores terminais de alta e baixa tensão, com
dimensões, detalhes de montagem e material utilizado;
˗ Das alças para fixação em poste e para suspensão do transformador;
˗ Da fixação e da vedação da tampa com dimensões, número e tipo de
parafusos para fixação e material utilizado;
˗ Dos dispositivos de aterramento, com dimensões e material utilizado;
˗ Do dispositivo para fixação de para-raios;
NOTAS:
1) O fornecedor deve apresentar juntamente com a proposta, o valor das
perdas a vazio e os totais de cada item cotado.
2) Quando solicitados, os documentos acima devem ser apresentados no prazo
máximo de 10 dias.
7.1.2 Todos os ensaios de 7.1.1b devem ser realizados por um dos seguintes
órgãos:
a) Laboratórios governamentais;
b) Laboratórios credenciados pelo governo do país de origem;
c) Laboratórios de entidades reconhecidas internacionalmente;
d) Laboratório do fornecedor na presença do inspetor da contratante.
7.1.3 Após a emissão do Pedido de Compra e quando solicitado pela Contratante, o
fornecedor deve apresentar, dentro de no máximo 30 dias, os desenhos
definitivos para aprovação, que devem ser os mesmos constantes da seção
7.1.1c, acrescidos das correções necessárias.
7.1.4 O prazo para análise pela Contratante dos desenhos citados na seção 7.1.1c é
de 25 dias.
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8 Critérios para julgamento das propostas
Para julgamento das propostas, a avaliação do custo final das perdas no transformador
deve ser feita conforme o Anexo D.
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Tabela 2 - Planos de amostragem para ensaios elétricos de rotina no transformador
(Perdas, relação de tensões, resistência de isolamento e resistência elétrica dos
enrolamentos)
- Regime de inspeção: normal
- Amostragem: dupla
- NQA: 6,5 %
- Nível de inspeção: S1
Tabela 3 - Planos de amostragem para ensaios não elétricos de rotina no
transformador
Notas às Tabelas 1 e 2:
1) Especificação dos planos de amostragem conforme a NBR 5426 ou a ISO 2859.
2) Seq.: sequência
Tam: tamanho
Ac (nº de aceitação): número máximo de unidades defeituosas que ainda permite a
aceitação do lote.
Re (nº de rejeição): número total de unidades defeituosas que implica na rejeição do
lote.
3) Amostragem dupla:
Ensaia-se um número inicial de unidades igual ao da primeira amostra da tabela.
Se o número de unidades defeituosas encontrado estiver compreendido entre Ac e Re
(excluindo estes valores), deve ser ensaiada a segunda amostra. O total de unidades
defeituosas encontrado, depois de ensaiadas as duas amostras, deve ser igual ou
inferior a maior Ac especificado.
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Tabela 4 - Óleo de base naftênica, inibido ou não, após contato com o equipamento
NOTAS:
1) O fornecedor do equipamento deve apresentar ao inspetor, certificado de origem do
óleo, comprovando todas as características da Tabela 3. Caso a Contratante decida
aceitar óleo inibido, o fornecedor deve apresentar relatório de ensaio de estabilidade à
oxidação, conforme ASTM D 2112 com valor limite de 195 minutos, conforme ASTM D
3487;
2) Estes ensaios devem ser efetuados, na presença do inspetor, em amostra retirada do
equipamento bem como os demais, se julgado necessário pela Contratante;
3) O método de ensaio IEC 156 é preferencial.
4) Quando o óleo for inibido, o inibidor utilizado deve ser DBPC (di-butil-para-cresol) com
concentração de (0,30 + 0,05)%, conforme ASTM D 2668.
5) O ensaio de viscosidade cinemática é realizado em duas temperaturas dentre as
citadas.
6) No caso de óleo para equipamento parcialmente reformado, os valores apresentados
são apenas orientativo.
Tabela 5 - Óleo de base parafínica, isento de aditivos, após contato com o
equipamento (utilização em equipamentos de Un < 34,5 kV)
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NOTAS:
1) O fornecedor do equipamento deve apresentar ao inspetor, certificado de origem do
óleo, comprovando todas as características da Tabela 4.
2) Estes ensaios devem ser efetuados, na presença do inspetor, em amostra retirada do
equipamento bem como os demais, se julgado necessário pela Contratante;
3) O método de ensaio IEC 156 é preferencial.
4) O ensaio de viscosidade cinemática é realizado em duas temperaturas dentre as
citadas.
5) No caso de óleo para equipamento parcialmente reformado, os valores apresentados
são apenas orientativo.
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Figura 1- Detalhe da base da embalagem
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Figura 2 - Numeração patrimonial da Contratante
Referências:
A - Transformador sem radiadores
B ou C - Transformador com radiadores
- Numeração patrimonial da Contratante (a ser fornecida)
- Número de fases, isto é, o número 3
- Potência nominal (sem a inscrição da unidade kVA)
- Nome da Empresa conforme item 1.1
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Nota: Para os transformadores de 36 kV e para os transformadores subterrâneos
essa figura não se aplica
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Figura 3 - Dimensões gerais - Transformadores trifásicos
Figura 4 - Transformador de 225 kVA e 300 kVA - Estrutura de reforço
N = 350 mm no mínimo + 2F (ver figura 3)
T: De acordo com a Figura 3
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Figura 5 - Suporte para fixação do transformador no poste
NOTAS:
1) As características mecânicas devem estar de acordo com a ABNT-NBR 5370.
2) O conector deve permitir a colocação ou retirada do condutor de maior seção sem a
necessidade de desmonte.
Peças / material
1 - Parafuso de cabeça sextavada: aço carbono galvanizado, aço inoxidável ou liga de cobre;
2 - Arruela de pressão: aço carbono galvanizado, aço inoxidável ou bronze fosforoso;
3 - Conector: liga de cobre, com teor de cobre superior a 85%, teor de zinco inferior a 6%,
condutividade elétrica mínima 25% IACS a 20ºC, estanhado com espessura mínima da camada
de estanho de 8,0 µ m;
4 - Arruela lisa: aço carbono galvanizado, aço inoxidável ou liga de cobre;
5 - Porca sextavada: aço carbono galvanizado, aço inoxidável ou liga de cobre.
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Figura 6 - Dispositivo de aterramento
(para condutores de alumínio e cobre -  3,2 a  10,5 mm)
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Figura 7 – Folha 1/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
NOTAS:
1 - Material: latão forjado de condutividade mínima 25 % IACS a 20 °C.
2 - Proteção superficial: estanhado com camada mínima de 8 m.
3 - Rosca métrica conforme NBR 9527.
4 - Em medidas sem tolerâncias, admitir
1%.
TERMINAL T2 - 160 A e 400ª
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Figura 7 – Folha 2/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
NOTAS:
1 - Material: Latão forjado de condutividade mínima de 25 % IACS a 20 °C.
2 - Proteção superficial: estanhado com camada mínima de 8 m.
3 - Rosca métrica conforme NBR 9527.
4 - Em medidas sem tolerâncias, admitir
1 %.
TERMINAL T3 - 800 A
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Figura 7 – Folha 3/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
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Figura 7 – Folha 4/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
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Figura 7 – Folha 5/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
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NOTAS:
1) Em medidas sem indicação de tolerâncias, usar conforme DIN 7168.
2) Material: cerâmica vitrificada.
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Figura 7 – Folha 6/6 - Bucha 1,3 kV - 160 A/400 A/800 A
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Figura 8 - Dispositivo para fixação de pára-raios em transformadores
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Figura 9 - Dispositivo para fixação de pára-raios em transformadores
Referências:
a) diagrama esquemático, conforme Figura 12:
b) dados do fabricante e local de fabricação;
c) número de série de fabricação;
d) mês (três primeiras letras) e ano de fabricação;
e) potência nominal;
f) norma aplicável;
g) impedância de curto circuito, em percentual;
h) tipo de óleo isolante (letra A-naftênico, B-parafínico);
i) volume total do líquido isolante, em litros;
j) massa total do transformador, em kg.
h) além dos dados acima deverá ser gravado na placa o número de patrimônio do
transformador, a se definido no Pedido de Compra pela Contratante.
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Figura 10 - Placa de identificação
Referências:
a) diagrama esquemático, conforme Figura 12:
b) dados do fabricante e local de fabricação;
c) número de série de fabricação;
d) mês (três primeiras letras) e ano de fabricação;
e) potência nominal;
f) norma aplicável;
g) impedância de curto-circuito, em percentual;
h) tipo de óleo isolante (A - naftênico, B - parafínico)
i) volume total do líquido isolante, em litros;
j) massa total do transformador, em kg.
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Figura 61 - Placa de identificação alternativa
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Figura 72 - Diagrama esquemático e marcação dos terminais
Nota: Dimensões em mm, exceto indicação da rosca
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Figura 83 - Válvula de alívio de pressão
Anexo B - Dados técnicos de transformadores de distribuição
Nome do fornecedor: ........................................................................................................
Nome do fabricante: ........................................................................................................
A.1 Características
A.1.1 Tipo (do fabricante): ...................................................................................................
A.1.2 Potência nominal (kVA): ............................................................................................
A.1.3 Tensões nominais (kV): .............................................................................................
a) enrolamento de alta tensão: ..................................................................................
b) enrolamento de baixa tensão: ................................................................................
A.1.4 Nível de isolamento (kV)
Alta tensão
Baixa tensão
a)
tensão
suportável ......................
nominal
de
impulso
atmosférico – onda plena
(valor de crista):
......................
b)
tensão
suportável ......................
nominal
de
impulso
atmosférico - onda plena
reduzida (valor de crista):
......................
c)
tensão
suportável ......................
nominal
de
impulso
atmosférico
onda
cortada (valor de crista):
......................
d)
tensão
suportável ......................
nominal à freqüência
industrial
durante
1
minuto (valor de eficaz):
......................
A.1.5 Tensão de curto-circuito a
...............................................................
75ºC (%) na base de
.........kVA,
na relação ......../......kV:
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A.1.6 Corrente de excitação, (%):
...............................................................
A.1.7 Perdas em vazio (W)
...............................................................
A.1.8 Perdas totais a 75ºC (W):
...............................................................
A.1.9 Regulação (%)
...............................................................
a) fator de potência da carga igual
a 0,8, a 75ºC:
b) fator de potência da carga igual ...............................................................
a 1,0, a 75ºC:
A.1.10 Rendimento (%)
A.1.11 Elevação de temperatura (ºC), na derivação de .........V
a)
dos
enrolamentos ...............................................................
(método da variação da
resistência):
b) do ponto mais quente ...............................................................
dos enrolamentos:
c) do óleo isolante (medida ...............................................................
próximo à superfície do
liquido):
A.1.12 Massas (kg)
a) parte ativa:
...............................................................
b) tanque e tampa:
...............................................................
c) óleo isolante:
...............................................................
d) total:
...............................................................
A.1.13 Espessura das chapas (mm)
- tampa:
...............................................................
- corpo:
...............................................................
- fundo:
...............................................................
- tubos, radiadores, ou aletas:
...............................................................
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A.1.14 Material dos enrolamentos
a) enrolamento de alta tensão:
...............................................................
b) enrolamento de baixa tensão:
...............................................................
A.1.15 Material
vedação:
das
juntas
de ...............................................................
Norma aplicável:
...............................................................
A.2 Informações a serem fornecidas
A.2.1 Método de preparo da chapa, tratamento anticorrosivo e pintura interna e externa a
serem utilizados.
A.2.2 Óleo mineral isolante (designação, tipo e características).
A.2.3 Volume de óleo:
...................................................... litros
A.2.4 Desvios e exceções à Especificação
_______________
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Anexo C - Ensaio de elevação de temperatura - Determinação estatística da
resistência ôhmica do enrolamento no instante do desligamento
O método para determinação da resistência ôhmica do enrolamento no instante do
desligamento consiste na regressão linear de uma variável "X" pelo Método dos Mínimos
Quadrados, como abaixo:
onde: n = número de pares de leituras de resistência ôhmica e tempo;
r = coeficiente de correlação entre as variáveis x e y. Quanto mais próximo de 1 for o
valor de r, mais perfeito será o ajustamento dos pontos x e y à reta y = ax+b.
Os valores de y e x acima são relacionados com a resistência ôhmica R e o tempo T,
respectivamente, como a seguir:
Ro representa a resistência ôhmica no instante do desligamento. Deve ser adotada a regressão
que apresentar maior valor de r. Esse método só é aceito para valores de r maiores ou iguais a
0,95.
_______________
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Anexo D - Inspeção geral dos transformadores
Na inspeção geral dos transformadores deve ser observado, no mínimo, o seguinte:
C.1 Tanque
C.1.1 Parte interna
- ausência de escorrimento, empolamento e enrugamento da pintura;
- marcação do nível do óleo isolante;
- ausência de sujeiras no fundo do tanque, tais como borra celulose, limalha, areia,
etc.;
- ausência de ferrugem no tanque e nos radiadores;
- ausência de respingos da pintura externa;
- inspeção visual da pintura (inclusive radiadores ou tubos);
C.1.2 Parte externa
- ausência de escorrimento, empolamento e enrugamento da pintura;
- marcação dos terminais de alta e baixa tensão, conforme a seção 5.26 e Figuras 1 e 2
para transformadores monofásicos e trifásicos, respectivamente;
- numeração de patrimônio conforme a seção 4.5 e Figura 17;
- marcação do número de série na orelha de suspensão e na tampa.
C.2 Parte ativa
C.2.1 Núcleo
- ausência de oxidação e borras;
- aterramento;
- "gaps" e empacotamento.
C.2.2 Bobinas
- ausência de deformação por aperto excessivo dos tirantes, calços, etc.;
- rigidez mecânica das bobinas e dos calços;
- canais para circulação de óleo desobstruída;
- flexibilidade dos cabos de interligação às buchas de AT;
- qualidade do enrolamento: uniformidade, ausência de remonte de espiras,
impregnação;
C.2.3 Tirantes, barras de aperto e olhais para suspensão
- inspeção visual da pintura;
- ausência de oxidação nas partes não pintadas;
- rigidez mecânica dos tirantes e barras de aperto;
- qualidade e localização dos olhais para suspensão da parte ativa;
- ausência de isolamento nas áreas de contato de fixação da parte ativa ao tanque;
- marcação do número de série.
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C.3 Dimensões externas e componentes
Este item da inspeção geral deve ser realizado conforme a tabela abaixo, aplicando-se
somente os requisitos para transformadores trifásicos:
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Anexo E - Avaliação das perdas
Para determinação do custo final do transformador poderão ser levados em consideração a
critério da Contratante, os valores das perdas em vazio e perdas totais, de acordo com as
seguintes fórmulas:
D.1 Para transformadores de 15 kV:
Ap 35,97 k1. PHF 29, 43k1. Pt
D.2 Para transformadores de 34,6 kV:
Ap 35,97 k2. PHF 29, 43k2. Pt
onde: Ap = avaliação das perdas, em reais (R$)
PHF = perdas em vazio, em watts
Pt = perdas totais, em watts
K1 = preço do kWh, em R$, subgrupo tarifário A4, convencional, consumo
K2 = preço do kWh, em R$, subgrupo tarifário A4, convencional, consumo
O custo final (CF) será:
CF = Po + Ap,
onde: Po = preço ofertado, em R$.
D.3 Perdas verificadas superiores ao valor garantido pelo fabricante
Caso a média dos valores das perdas em vazio e total verificadas na inspeção de recebimento
seja superior ao valor garantido pelo fabricante em sua proposta e indicadas no Pedido DE
COMPRA, todo o lote deve ser recusado.
A critério da Contratante, os transformadores podem ser aceitos com a seguinte redução no
preço:
onde: Rp = redução de preço nos transformadores, em R$;
Apr = avaliação de perdas, de acordo com os itens D.1 ou D.2, porém considerando os
valores de perdas a vazio e total obtidos nos ensaios de recebimento, em R$;
Ap = avaliação de perdas conforme valores da proposta, em R$;
Cf = custo final, calculado quando da avaliação das propostas.
Anexo F - Critério para recebimento de transformadores com elevação de
temperatura superior a 55ºC
Em caso de acordo entre a Contratante e o fornecedor, para recebimento de transformadores
com elevação de temperatura superior a 55ºC, o seu preço deve ser reduzido de acordo com a
seguinte fórmula:
PF Po.Rp
onde: PF = preço final, em R$;
Po = preço ofertado, em R$;
Rp = redução de preço.
Rp 10x
onde x 6328 / (313 T) 17,1978]
T = elevação de temperatura do enrolamento, em relação à temperatura ambiente, em °C
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
Anexo G - Ensaio de verificação da resistência mecânica dos suportes de fixação dos
transformadores
Deve ser realizado em uma unidade de cada potência.
O tanque do transformador vazio, sem parte ativa e óleo isolante, porém, com tampa e buchas
de passagem de alta e baixa tensão, deve ser fixado em uma estrutura rígida que simule a
instalação em um poste.
Para fixação dos transformadores trifásicos à estrutura de teste, devem ser utilizados somente
os furos laterais de cada suporte de fixação.
Após a montagem, o tanque do transformador deve ser submetido a uma carga igual ao peso
do transformador completo, incluindo a parte ativa e o óleo isolante, para acomodação do
conjunto.
Após a retirada dessa carga, deve ser marcado o ponto A na tampa do transformador,
conforme figura abaixo. Em seguida deve ser aplicada uma carga de, pelo menos, 1,5 vezes o
peso do transformador completo. Essa carga não deve ser inferior ao peso do transformador
mais 80 kg.
Após a retirada da carga, o ponto A não deve ter um deslocamento residual maior que 2 mm
no sentido de aplicação da carga e não devem ocorrer trincas ou ruptura nos suportes de
fixação do transformador.
Para o primeiro fornecimento ou em casos de alteração de projeto, deve ser verificada a carga
de ruptura do suporte. Essa carga não deve ser inferior a duas vezes o peso do transformador
completo, incluindo a parte ativa e o óleo isolante.
F = Carga para verificação da resistência mecânica
F = 1,5 x Peso ou Peso + 80 kg (o que for maior)
R = Carga de ruptura
R = 2,0 x Peso ou 2,0 x [(Peso + 80 kg) ÷ 1,5] (o que for maior)
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
RELIGADORES DE REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO
CLASSE DE 13,8 E 34,5 KV
ET – 008
Revisão
Alterações
Data
Responsável
01
Emissão Inicial
30/05/2012
Adjar Barbosa
Elaborado
Aprovado
Projeto
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
ÍNDICE
Capítulo
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Introdução
Normas técnicas aplicáveis
Definições e Terminologia
Condições gerais
Condições específicas
Inspeção
Protocolo DNP 3.0 para automação de religadores
Treinamento
Tabelas
Página
251
252
256
257
262
268
281
284
285
Tabela 1 – Planos de amostragem para os ensaios de rotina
Tabela 2– Principais características, quantidades e empresas usuárias
finais do religadores cobertos por essa Especificação
Tabela 3 - Quantidade de Religadores com automação e as localidades
10. Figuras
290
Figura 1- Alguns arranjos típicos de montagem de religadores
automáticos
11. Anexos
292
Anexo A – Religadores Automáticos para linhas de distribuição aéreas
Anexo B - Cotação de peças de reserva
Anexo C - Lista de desvios e exceções à especificação técnica
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1. Introdução
Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à
fabricação de Religadores Trifásicos Motorizados, com Cubículos de Controle e Modems de
Telecomunicações. Os equipamentos serão instalados em redes aéreas para operação na
tensão de 13,8kV e 34,5 kV das empresas de distribuição da ELETROBRÁS:
 Eletrobrás Distribuição Alagoas
 Eletrobrás Amazonas Energia
 Eletrobrás Distribuição Acre
 Eletrobrás Distribuição Piauí
 Eletrobrás Distribuição Roraima
 Eletrobrás Distribuição Rondônia
Nessa Especificação o termo Contratante se refere à ELETROBRÁS, às empresas a ela
associadas, ou por ela representadas, ou por ela indicadas.
Os religadores a serem fornecidos deverão ser todos tripolares, motorizados e isolados a
gás SF6 ou a Dielétrico Sólido.
As quantidades de religadores a serem fornecidas estão indicadas na Tabela 2 dessa
Especificação.
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2. Normas Técnicas Aplicáveis
1) ABNT NBR 8177 Religadores automáticos (onde ainda for aplicável)
2) ABNT NBR 8185 Religadores automáticos - Método de ensaio
ANSI/IEEE C37.60 Standard requirements for overhead, pad-mounted, dry vault and submersible
automatic circuit reclosers and fault interrupters for alternating current systems up
to 38 kV
3) ABNT-NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos Procedimento ISO 2859-1 - Sampling procedures for inspection by attributes - Part
1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot
inspection
4) ABNT-NBR 6234 - Óleo-água - Determinação de tensão interfacial - Método de ensaio
ASTM D971 - Standard Test Method for Interfacial Tension of Oil Against
Water by the Ring Method
5) ABNT-NBR 6323 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação
ASTM A123 - Standard specification for zinc (hot-dip galvanized) coatings on
iron and steel products
6) ABNT-NBR 6529 - Vernizes utilizados para isolação elétrica - Ensaios - Método de
ensaio ASTM D4733 - Standard Test Methods for Solventless Electrical Insulating
Varnishes
7) IEC 60455 Resin Based Reactive Compounds Used for Electrical Insulation
8) ABNT-NBR 6936 - Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão - Procedimento
IEC 60060:All parts - High-Voltage Test Techniques
9) ABNT-NBR 7070 - Amostragem de gases e óleo mineral isolante de equipamentos
elétricos e análise dos gases livres e dissolvidos - Procedimento
ASTM D3612 Standard Test Method for Analysis of Gases Dissolved in Electrical Insulating Oil by
Gas Chromatography
10) ABNT-NBR 7116 - Relés elétricos - Ensaios de isolamento
11) ABNT-NBR 7116 - Relés elétricos - Ensaios de isolamento
IEC
60255-5
Electrical relays - Part 5 - Insulation coordination for measuring relays and protection
equipment - Requirements and tests
12) IEC 60255-21-1 - Electrical relays - Part 21: Vibration, shock, bump and seismic
tests on measuring relays and protection equipment - Section One: Vibration tests
(sinusoidal)
13) IEC 60255-22-1 - Measuring relays and protection equipment - Part 22-1: Electrical
disturbance tests - 1 MHz burst immunity tests
14) ABNT-NBR 7398 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a
quente – Verificação da aderência do revestimento - Método de ensaio
ASTM
B571 - Standard practice for qualitative adhesion testing of metallic coatings
15) ABNT-NBR-7399 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a
quente - Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo Método de ensaio
ASTM E376 - Standard practice for measuring coating thickness
by magnetic-field or eddy-current (electromagnetic) examination methods
16) ABNT-NBR 7400 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a
quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio
ASTM
A239 - Standard practice for locating the thinnest spot in a zinc (galvanized) coating
on iron or steel articles
17) ABNT-NBR 8096 - Material metálico revestido e não revestido - Corrosão por
exposição ao dióxido de enxofre - Método de ensaio
ISO 3231 - Paints and
varnishes - Determination of resistance to humid atmospheres containing sulfur
dioxide
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
18) ABNT-NBR 10505 - Óleo mineral isolante - Determinação de enxofre corrosivo Método de ensaio
ASTM D1552 - Standard test method for sulfur in petroleum
products (high-temperature method)
19) ABNT-NBR 10621 - Isoladores utilizados em sistemas de alta tensão em corrente
alternada – Ensaios de poluição artificial IEC 60507 Artificial pollution tests on highvoltage insulators to be used on a.c. systems
20) ABNT-NBR 10710 - Líquido isolante elétrico - Determinação do teor de água Método de ensaio
ASTM D1533 - Standard Test Method for Water in Insulating
Liquids by Coulometric Karl Fischer Titration
21) ABNT-NBR 11003 - Tintas - Determinação da aderência - Método de ensaio ISO
2409 - Paints and varnishes - Cross-cut test
22) ABNT-NBR 11407 - Elastômero vulcanizado - Determinação das alterações das
propriedades físicas, por efeito de imersão em líquidos - Método de ensaio ASTM
D471 - Standard test method for rubber property - Effect of liquids
23) ASTM D3455 - Standard test methods for compatibility of construction material with
electrical insulating oil of petroleum origin
24) ABNT-NBR 11770 - Relés de medição e sistemas de proteção - Especificação IEC
60255-1 - Measuring Relays And Protection Equipment – Part 1: Common
requirements
25) IEC 60255-5 Electrical Relays - Part 5: Insulation coordination for measuring relays
and protection equipment - Requirements and tests
26) IEC 60255-11 Measuring relays and protection equipment – Part 11: Voltage dips,
short interruptions, variations and ripple on auxiliary power supply port
27) ABNT-NBR 11902 - Hexafluoreto de enxofre para equipamentos elétricos –
Especificação IEC 60376– Specification of technical grade sulfur hexafluoride (SF6)
for use in electrical equipment
28) ABNT-NBR 12133 - Líquidos isolantes elétricos - Determinação de fator de perdas
dielétricas e da permissividade relativa (constante dielétrica) - Método de ensaio
ASTM D924 Standard Test Method for Dissipation Factor (or Power Factor)
and Relative Permittivity (Dielectric Constant) of Electrical Insulating Liquids
29) ABNT-NBR-IEC 60156 - Líquidos isolantes - Determinação da rigidez dielétrica à
freqüência industrial - Método de ensaio IEC
60156
Insulating
liquids
Determination of the breakdown voltage at power frequency - Test method
30) ABNT-NBR-IEC 60529 - Graus de proteção para invólucros dos equipamentos
elétricos (Código IP) IEC 60529, Degrees of protection provided by enclosures (IP
Code)
31) ABNT-NBR-IEC 60694 - Especificações comuns para normas de equipamentos de
manobra de alta tensão e mecanismos de comando
IEC
60694
Common
specifications for high voltage switchgear and controlgear standards
32) ABNT-NBR 10504 Óleo mineral isolante – Determinação da estabilidade à oxidação
ASTM D2112 - Standard test method for oxidation stability of inhibited
mineral insulating oil by pressure vessel
33) ABNT NBR 12134 Óleo mineral isolante - Determinação do teor de 2,6-di-terciáriobutil paracresol - Método de ensaio
ASTM D2668 - Standard test method for
2,6-ditertiary-butyl paracresol and 2,6-ditertiary-butyl phenol in electrical insulating
oil by infrared absorption
34) Resolução ANP nº 25/2005 e seu Regulamento Técnico nº 4/2005
ASTM D3487 Standard specification for mineral insulating oil used in electrical apparatus
35) NBR 6793 Ensaios climáticos e mecânicos - Ensaio Aa: Ensaio de frio com variação
rápida de temperatura para espécimens que não dissipam calor
IEC 60068-2-1
- Environmental testing - Part 2-1: Tests - Test A: Cold
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
36) NBR 6817 Ensaios básicos climáticos e mecânicos - Ensaio B - Generalidades sobre
os ensaios de calor seco
IEC 60068-2-2 - Environmental testing - Part 2-2: Tests
- Test B: Dry heat
37) ABNT NBR IEC 60068-2-30
38) Ensaios climáticos Parte 2-30: Ensaios - Ensaio Db: Calor úmido, Cíclico (ciclo de 12
h + 12 h)
IEC 60068-2-30 - Environmental testing - Part 2-30: Tests - Test Db:
Damp heat, cyclic (12 + 12 h cycle)
39) C37.90.1-1974
40) IEEE Guide for Surge Withstand Capability (SWC) Tests. Redesignation of ANSI
C37.90a-1974
NOTAS:
1) A Norma a ser considerada predominante para esse fornecimento é a ANSI/IEEE
C37.60 - Standard requirements for overhead, pad-mounted, dry vault and
submersible automatic circuit reclosers and fault interrupters for alternating current.
2) Em alguns casos não há uma equivalência perfeita entre as normas ABNT e as
normas internacionais citadas. Nesses casos devem prevalecer as normas da ABNT.
3) As últimas revisões dos documentos técnicos listados anteriormente devem ser
consideradas aplicáveis, na data da abertura da Licitação.
4) É permitida a utilização de normas técnicas de outras organizações desde que elas
assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas citadas
anteriormente e não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem
ser citadas nos documentos da proposta e, caso a Contratante julgue necessário, o
proponente deve fornecer um exemplar.
5) Todas as normas técnicas citadas como referência devem estar à disposição do
inspetor ou diligenciador da Contratante no local da inspeção.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
3. Definições e Terminologia
3.1. Operação automática
Capacidade do religador em completar uma determinada seqüência de operações
por intermédio de um controle automático, sem necessidade da assistência de um
operador.
3.2. Unidades de operação
Uma abertura seguida de uma operação de fechamento, sendo a abertura final
também considerada como unidade de operação.
3.3. Tempos total de interrupção
Intervalo de tempo entre o instante em que se inicia o processo de abertura e o
instante da extinção final de arco em todos os pólos.
3.4. Tempos de retardo
Tempo intencional de retardo definido entre o instante em que se inicia o processo
de abertura e o instante em que o circuito de disparo é acionado.
3.5. Tempos de abertura dos contatos
Intervalo de tempo entre o instante em que o circuito de disparo é acionado e o
instante da separação dos contatos principais no primeiro pólo a operar.
3.6. Tempos de abertura
Intervalo de tempo entre o instante em que se inicia o processo de abertura e o
instante de separação dos contatos principais no primeiro pólo a operar.
3.7. Tempos de interrupção
Intervalo de tempo entre o instante em que o circuito de disparo é acionado e o
instante de extinção final do arco em todos os pólos.
3.8. Tempos de arco
Intervalo de tempo entre o instante de separação dos contatos principais no
primeiro pólo a operar e o instante de extinção final do arco em todos os pólos.
3.9. Tempos de religamento
Intervalo de tempo em que o religador permanece aberto entre o instante de
extinção do arco em todos os pólos, após uma abertura automática, e o fechamento
dos contatos principais em todos os pólos, por religamento automático
3.10. Tempos de rearme
Tempo necessário para o religador retornar ao início da seqüência de operações.
3.11. Seqüência de operações
É um conjunto de unidades de operação, até o bloqueio automático.
3.12. Controle integrado
Unidade constituída de um módulo de controle eletrônico multifuncional, destinada a
realizar todas as funções de controle do religador, tais como: proteção por
sobrecorrente, lógicas funcionais, religamentos, bloqueios, sinalizações, etc.
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
4. Condições gerais
4.1. Geral
Os religadores devem:
a) ser fornecidos completos com todos os acessórios necessários ao seu perfeito
funcionamento, mesmo os não explicitamente citados nesta Especificação, no Edital
de Licitação e no Pedido de Compra;
b) ter todas as peças correspondentes intercambiáveis quando de mesmas
características nominais e fornecidas pelo mesmo fornecedor, de acordo com esta
Especificação, para o mesmo Pedido de Compra.
4.2. Condições normais de serviço
Os religadores devem ser projetados para operar sob as seguintes condições
normais de serviço:
a) sistema elétrico com neutro contínuo multiaterrado;
b) temperatura ambiente não superior a 40°C e temperatura ambiente média,
num período de 24 h, não superior a 30°C;
c) temperatura ambiente mínima não inferior a -5°C;
d) altitude não superior a 1 000 m;
e) para equipamento destinado ao uso externo:
˗ Pressão do vento não excedente a 700 Pa (70 dan/m), valor
correspondente a uma velocidade do vento de 122,4 km/h;
˗ Exposição direta à radiação solar e à intempérie;
f) inexistência de tremores de terra.
4.3. Placas de identificação
Os religadores e os comandos devem possuir uma placa de identificação de aço
inoxidável, latão niquelado ou alumínio anodizado, fixada em local visível através de
parafusos, rebites ou similar, contendo, pelo menos, as informações exigidas em
4.3.1 e 4.3.2, marcadas de forma legível e indelével:
4.3.1. A placa do religador deve conter as seguintes informações:
a) A expressão "RELIGADOR AUTOMÁTICO";
b) Nome e marca comercial do fabricante;
c) Tipo ou modelo;
d) Número de série de fabricação;
e) Mês e ano de fabricação;
f) Tensão nominal, em quilovolts;
g) Corrente nominal, em ampères;
h) Freqüência nominal, em hertz;
i) Capacidade de interrupção nominal, em quiloampères;
j) Tensão suportável nominal de impulso atmosférico, em quilovolts;
k) Massa, em quilogramas;
l) Tipo do óleo isolante (quando aplicável);
m) Volume de óleo isolante, em litros (quando aplicável);
n) Meio de interrupção.
4.3.2. A placa do comando deve conter as seguintes informações:
a) Nome do fabricante do controle;
b) Tipo do controle;
c) Número de série e data de fabricação do controle;
d) Tensão e faixa de alimentação do controle;
e) Tensão de controle e faixa;
f) Freqüência nominal;
g) Peso da unidade de controle.
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4.4. Acondicionamento e transporte
4.4.1. Os religadores devem ser acondicionados completos, incluindo o sistema de
controle, em embalagens individuais adequadas aos transportes marítimo,
aéreo, ferroviário ou rodoviário (neste último caso, inclusive por estradas não
pavimentadas), e que protejam o equipamento contra impactos acidentais
durante as operações normais de carga e descarga.
4.4.2. As embalagens devem apresentar as seguintes características construtivas:
a) possuir bases com, no mínimo, as dimensões indicadas na Figura 1;
b) permitir o uso de empilhadeiras;
c) possibilitar o uso de pontes rolantes sendo que, nesse caso, a embalagem deve
permitir a carga e a descarga através de alças de suspensão e/ou olhais de içamento
localizados na tampa do religador, evitando possíveis esforços e danos às buchas e
aos terminais;
d) permitir o empilhamento das embalagens para fins de transporte e/ou
armazenamento (indicar empilhamento máximo).
4.4.3. Caso seja utilizada embalagem de madeira, esta deve ter qualidade no mínimo
igual à do pinho de segunda, com espessura mínima de 25 mm e ser de origem
certificada pelo FSC – ―Forest Stewardship Council‖.
4.4.4. Os materiais empregados na confecção de quaisquer embalagens devem ser
biodegradáveis, reutilizáveis ou recicláveis.
4.4.5. Cada embalagem deve trazer externamente as seguintes informações,
marcadas de forma legível e indelével:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) identificação completa do conteúdo;
c) destinatário (Nome da Distribuidora);
d) massa bruta do volume, em quilogramas;
e) outras informações que o Pedido de Compra exigir.
4.5. Garantia
4.5.1. O fornecedor deve dar garantia de 24 meses a partir da data de entrega no
local indicado no Pedido de Compra, ou de 12 meses após a entrada em
operação, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de
material ou fabricação dos religadores recebidos.
NOTAS:
1) A garantia contra deficiência(s) de projeto deve prevalecer por prazo
indeterminado.
2) A diferença entre as datas de fabricação e de entrega não deve ser
superior a três meses.
4.5.2. Em caso de devolução dos religadores para reparo ou substituição, dentro do
período de garantia, todos os custos de material e transporte, bem como para a
retirada das peças com deficiência, para a inspeção, para a entrega e para a
instalação dos religadores, novos ou reparados, serão de responsabilidade
exclusiva do fornecedor.
4.5.3. Se o motivo da devolução for o mau funcionamento devido à deficiência de
projeto, os custos serão de responsabilidade do fornecedor, independentemente
de o prazo de garantia estar vencido ou não.
4.5.4. Quando for substituído ou reparado qualquer componente ou acessório, dentro
do prazo de garantia, uma das três possibilidades seguintes para a extensão da
garantia deve ser considerada:
a) se o defeito no componente ou no acessório não implicar em
indisponibilidade do equipamento, nem a substituição afetar o
funcionamento de outras partes, nem comprometer a integridade do
equipamento, somente a garantia do componente ou acessório deve ser
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TÍTULO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS
renovada por mais 12 meses, contados a partir da nova entrada em
operação;
b) se o defeito no componente ou acessório implicar em indisponibilidade
do equipamento, mas a substituição não afetar o funcionamento de
outras partes, nem comprometer a integridade do equipamento, o prazo
de garantia do componente ou acessório deve ser renovada por mais 12
meses, contados a partir da nova entrada em operação, e a garantia do
equipamento deve ser estendida por um período igual ao da
indisponibilidade verificada;
c) se o defeito no componente ou no acessório implicar em
indisponibilidade do equipamento, e a substituição afetar o
funcionamento de outras partes ou, de alguma forma, comprometer a
integridade do equipamento, a garantia deve ser renovada para todo o
equipamento por mais 12 meses, contados a partir da nova entrada em
operação.
4.6. Meio ambiente
4.6.1. No caso de fornecimento nacional, os fabricantes e fornecedores devem
cumprir rigorosamente, em todas as etapas da fabricação, do transporte e do
recebimento dos religadores, a legislação ambiental brasileira - especialmente
os instrumentos legais e as demais legislações federais, estaduais e municipais
aplicáveis.
4.6.2. No caso de fornecimento internacional, os fabricantes e fornecedores
estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental vigente nos seus países de
origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e ao
transporte dos religadores, até a entrega no local indicado pela CONTRATANTE.
Ocorrendo transporte em território brasileiro, os fabricantes e fornecedores
estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental brasileira - especialmente os
instrumentos e as demais legislações federais, estaduais e municipais
aplicáveis.
4.6.3. O fornecedor é responsável pelo pagamento de multas e pelas ações
decorrentes de práticas lesivas ao meio ambiente, que possam incidir sobre a
CONTRATANTE, quando derivadas de condutas praticadas por ele ou por seus
subfornecedores.
4.6.4. No transporte dos religadores, o fornecedor deve atender as exigências do
Ministério dos Transportes e dos órgãos ambientais competentes, especialmente
as relativas à sinalização da carga.
4.6.5. A CONTRATANTE poderá verificar nos órgãos oficiais de controle ambiental, a
validade das licenças de operação da unidade industrial e de transporte dos
fornecedores e subfornecedores.
4.6.6. Visando orientar as ações da CONTRATANTE quanto à disposição final dos
religadores retirados do sistema elétrico, o proponente deve apresentar, quando
exigidas pela CONTRATANTE no Edital de Licitação, as seguintes informações:
a) Materiais usados na fabricação dos componentes dos religadores e
respectivas composições físico-químicas de cada um deles;
b) Efeitos desses componentes no ambiente, quando de sua disposição final
(descarte);
c) Orientações, em conformidade com as legislações ambientais aplicáveis,
quanto à forma mais adequada de disposição final dos religadores, em
particular do óleo isolante contido nos equipamentos (se for o caso) e
dos componentes em contato com o óleo;
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d) Disponibilidade do proponente e as condições para receber de volta os
religadores de sua fabricação, ou por ele fornecidas, que estejam fora de
condições de uso.
e) Uma via do manual de instruções cujo conteúdo deve estar dividido em
seções com informações sobre manuseio, montagem, ensaios de tipo,
operação e manutenção do religador e do controle eletrônico, lista de
componentes do equipamento com os códigos do fabricante e curvas
características tempo x corrente.
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5. Condições específicas
5.1. Características nominais
As características nominais dos religadores são apresentadas na Tabela 2.
5.2. Características construtivas
5.2.1. Os religadores devem ter como meio isolante o gás SF6 ou isolamento sólido
em material polimérico orgânico.
5.2.2. O meio de extinção deve estar conforme indicado na Tabela 2.
5.2.3. Não serão aceitos religadores que utilizem bobinas de fechamento conectadas
à rede de média tensão.
5.2.4. O religador deve ser equipado com um dispositivo mecânico de operação
manual para permitir sua abertura através de vara de manobra operada do
nível do solo.
5.2.5. O religador deve ser equipado com um dispositivo elétrico e/ou mecânico para
permitir seu fechamento manual.
5.2.6. O religador deve ser provido de indicador de posição dos contatos principais,
se abertos ou fechados, visível do solo.
5.2.7. O religador deve possuir um contador de operações que indique o número de
aberturas do religador. Para os religadores monofásicos, o contador de
operações deve ter o mostrador visível do solo.
5.2.8. A caixa de controle do religador deve ter grau de proteção IP-53, conforme
ABNT-NBR IEC 60529.
5.2.9. Os sensores de corrente (TCs) instalados no religador trifásico, devem
apresentar os mesmos erros percentuais relativos e o desvio entre eles não
deve exceder 5%.
5.2.10. O religador deve possuir, no mínimo, um conector de aterramento para cabo
com seção 2 nominal de 35 mm2.
5.2.11. Os terminais de linha devem ser de liga de cobre, estanhados ou prateados,
ou em liga de alumínio, com condutividade mínima de 35% IACS.
5.2.12. O religador deve ser provido de dois suportes para fixação em postes de
concreto ou madeira, de resistência mecânica suficiente para suportar o peso do
religador instalado.
NOTAS:
1) Os suportes devem ser localizados de tal maneira que não prejudiquem
a operação manual do religador, quando instalado.
2) Caso o religador necessite de estrutura especial para montagem em
poste, os desenhos da estrutura devem ser submetidos à aprovação da
CONTRATANTE.
5.2.13. Os religadores trifásicos devem ser providos de três sensores primários de
tensão, instalados do mesmo lado, para medição de tensão e dos parâmetros
da rede (potência ativa, potência aparente, potência reativa, etc. Esses
sensores devem ser adequados para medição de tensão em sistemas de 13,8
kV e 34,5 kV.
5.2.14. Os terminais do religador devem ser indelevelmente marcados de forma a
identificar claramente o lado em que a ligação está sendo feita, permitindo ao
operador determinar o lado de fonte e o de carga, quando aplicável, devido a
possibilidade de utilização de fluxo inverso.
5.2.15. O cabo de conexão entre o comando e o religador deve ter um comprimento
mínimo de 7 m.
5.3. Material de confecção do tanque e proteção contra corrosão
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5.3.1. Os tanques dos religadores deverão ser feitos de aço inoxidável ou de aço
carbono, com a devida proteção contra corrosão. Não serão aceitos tanques
feitos de alumínio.
5.3.2. A proteção anticorrosiva e a pintura de acabamento dos religadores devem
atender às condições e exigências das Normas ABNT aplicáveis a galvanização e
a pintura, levando-se em conta os aspectos de espessura, aderência e
uniformidade.
5.3.3. Os religadores devem ser pintados na cor cinza-claro, notação Munsell N6.5,
com espessura mínima da camada de 70 µm.
5.3.4. Todas as ferragens, exceto as de aço inoxidável, devem ser zincadas por
imersão a quente, conforme a ABNT-NBR 6323 ou ASTM A123.5.4
Características operacionais e do sistema de controle
5.4. Características operacionais e do sistema de controle
5.4.1. Requisitos operacionais
5.4.1.1. O religador deve ser capaz de realizar até quatro unidades de operação
consecutivas. Caso a última unidade de operação executada seja apenas
de interrupção, o religador deve ser bloqueado na posição aberta.
5.4.1.2. Se o defeito na rede de distribuição que causou a operação do
religador desaparecer antes do fim da seqüência de operações ajustada, o
religador deve ficar fechado e, após o tempo de rearme, o mecanismo de
controle deve voltar à posição inicial e ficar pronto para uma nova
seqüência de operações.
5.4.1.3. Se após um dos religamentos forem restabelecidas as condições
normais da rede de distribuição, o religador deve retornar à condição
inicial, dentro do tempo de rearme ajustado, e estar pronto para realizar
uma nova seqüência de operações completa, se necessário.
5.4.2. Circuitos e componentes eletrônicos
5.4.2.1. Os circuitos eletrônicos devem manter suas características na faixa de
temperatura de -5°C a +60°C. Caso haja ligações elétricas externas, o
sistema de controle deve ser protegido contra surtos de tensão,
provenientes do circuito externo.
5.4.2.2. As placas dos circuitos impressos devem ser protegidas contra
contaminação.
5.4.3. Características de operação e controle dos religadores trifásicos
5.4.3.1. O religador trifásico deve ter operação tripolar.
5.4.3.2. O religador trifásico deve possuir unidades de proteção de
sobrecorrente de fase e terra.
5.4.3.3. O religador trifásico deve ter condição de realizar operação de
abertura, automática ou manual, sempre que houver qualquer operação de
fechamento. Em condição normal de operação, o religador deve permitir,
no mínimo, o bloqueio de suas funções de religamento automático e de
proteção de terra, tanto na posição aberta quanto na posição fechada,
devidamente sinalizado.
5.4.3.4. O religador trifásico deve ser capaz de realizar qualquer seqüência de
operações com aberturas rápidas ou temporizadas, com os tempos de
religamento ajustados nos mínimos valores para os quais foi projetado,
inclusive a opção de todas as operações de aberturas rápidas ou
temporizadas, tanto para os defeitos entre fases quanto para os defeitos
fase-terra.
5.4.3.5. O religador trifásico deve possuir tempos de religamento na faixa de 5
s a 180 s, preferencialmente em degraus de 1 s.
5.4.3.6. Os ajustes dos tempos de religamento devem ser independentes entre
si.
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5.4.3.7. O religador trifásico deve possuir valores de corrente de disparo de
fase na faixa de 20 A a 800 A, preferencialmente em degraus de 1 A.
5.4.3.8. O religador trifásico deve possuir valores de corrente de disparo de
terra na faixa de 10 A a 400 A, preferencialmente em degraus de 1 A.
5.4.3.9. A capacidade de interrupção do religador trifásico deve ser
independente dos valores ajustados de correntes de disparo de fase e de
terra, bem como da seqüência de operações ajustada.
5.4.3.10. O religador trifásico deve ser provido de função com possibilidade de
ajuste que evite sua operação indevida, causada por correntes transitórias
de energização de carga.
5.4.3.11. O religador deve ter filtro de harmônico de forma a evitar que o fluxo
de correntes diferentes da fundamental (60 Hz) provoque operação
indevida do equipamento.
5.4.3.12. O controle dos religadores trifásicos deve ter, no mínimo, as seguintes
funções de ajuste:
a) Número de operações para bloqueio;
b) Número de operações rápidas ou temporizadas, de fase e de terra,
ajustáveis independentemente;
c) Tempos de religamento independentes;
d) Tempo de rearme;
e) Corrente de disparo da proteção de fase;
f) Curvas características tempo x corrente de fase, ajustáveis,
independentemente;
g) Corrente de disparo da proteção de terra;
h) Curvas características tempo x corrente de terra, ajustáveis,
independentemente;
i) Ter pelo menos dois conjuntos de ajuste selecionáveis.nota: os
ajustes das funções citadas anteriormente devem ser de fácil
acesso e executados sem a necessidade de abertura do
compartimento de alta tensão.
5.4.3.13. O controle dos religadores trifásicos deve atender aos requisitos de
comunicação listados no item 7 e ter, além das funções de ajuste citadas
em 5.4.3.12, os seguintes recursos:
a) A comunicação entre o Cubículo de Controle e o CSC ocorrerá
através do sistema de telefonia celular GSM/GPRS, em operação no
estado onde está localizada a Empresa de Distribuição da
Eletrobrás, rádio VHF/UHF ou satélite.
O cubículo de controle deverá disponibilizar 03 (três) portas de
comunicação, sendo uma porta serial RS 232 para uma
comunicação local via laptop para programação e parametrização,
uma porta padrão 10baseT Ethernet para comunicação remota via
Radio Digital Mesh e/ou WiMax e Fibra Óptica, e 01 (uma) porta
serial RS232 para comunicação remota, através de outros meios –
Rádio Analógico, GSM/GPRS e Satélite.
b) a comunicação com o sistema de supervisão e controle deve utilizar
o protocolo de comunicação DNP 3.0. A implementação do protocolo
DNP 3.0 deve ser totalmente compatível com o driver DNP do
sistema de supervisão e controle, conforme o item 7;
c) a porta serial padrão RS-232 a ser utilizada para a comunicação
com o sistema de supervisão e controle deverá permitir também
comunicação remota com o software de parametrização fornecido
pelo fabricante, de forma a possibilitar remotamente a
parametrização dos ajustes e coleta de dados do controle do
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religador e aquisição de dados de eventos. Para atender a essa
condição a porta serial deverá reconhecer automaticamente, sem
necessidade de intervenção local, o tipo de conexão a ser
estabelecido, ou seja, comunicação com o sistema de supervisão e
controle ou comunicação com o software de parametrização;
d) o software de parametrização fornecido pelo fabricante deverá
permitir também a conexão discada com a unidade de controle do
equipamento, de forma a se estabelecer a comunicação via sistema
público de telefonia celular de tecnologia GSM ou através do
sistema GPRS ou via modem;
e) a porta de comunicação à distância deve ser configurável. Para o
protocolo DNP 3.0 deve ser utilizada a configuração 8N1 (8 bits de
dados, sem paridade, 1 stop bit) e velocidade de 9600 bps. A
velocidade de comunicação deve ser configurável. Deve ser
configurável também a utilização dos sinais de controle,
principalmente CTS e RTS. Os endereços do equipamento e também
do sistema de supervisão e controle devem ser configuráveis, sendo
que os demais requisitos do protocolo DNP 3.0 estão detalhados no
item 7;
f) uma saída de alimentação auxiliar com tensão estabilizada, nível de
ruído máximo de 100 mVpp (100 milivolts pico a pico), na faixa de
12 Vcc a 24 Vcc, capacidade mínima de corrente de saída de 1,5 A;
g) unidade de controle com interface homem-máquina local e que
permita sua parametrização completa, supervisão de todas as
informações e a execução de todos os comandos citados no item 7
e a visualização dos estados também conforme o item 7.
5.5. Configuração
A configuração dos pontos deverá ser feita através de ferramentas de software que
serão executadas em um computador tipo PC compatível, possibilitando a
modificação da base de dados, através de substituição de cartões ou chips de
memória apagável (EEPROM ou EPROM), previamente gravados em laboratório. As
ferramentas de software necessárias para a edição da base de dados dos Cubículos
de Controle, pelo comprador, independentemente do fabricante, deverão fazer parte
integrante do fornecimento. Estas ferramentas de software devem ser executadas
em um computador PC compatível do tipo "notebook‖ (deverá ser incluído um
notebook para cada grupo de 30 religadores a ser fornecido. Todos os notebooks
deverão ser entregues ã CONTRATANTE totalmente configurados e com todos os
softwares específicos para cada tipo de religador).
5.6. Fonte de Alimentação
Cada conjunto Cubículo de Controle / Religador deve ser fornecido com uma fonte
de alimentação alternativa através de retificador/carregador e bateria recarregável
do tipo selada, com capacidade que proporcione autonomia de pelo menos 10 (dez)
horas de funcionamento do Cubículo de Controle e demais equipamentos, inclusive
os equipamentos de comunicação (modem). Ela deve suportar no mínimo duas
operações de abertura e duas operações de fechamento com os equipamentos de
comunicação ativados.
A vida útil estimada da bateria deve ser de 5 anos (no mínimo).
A fonte de alimentação utilizará tensão de entrada de 220 VAC, 47 a 63 Hz.
O equipamento de supervisão deve ser projetado para funcionar devidamente
através de toda a faixa de tensão e freqüência especificada.
A fonte de alimentação deverá atender no mínimo às seguintes especificações:
 Entradas e saídas isoladas galvanicamente para suportar até 300 VDC;
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 IEEE Std. 472-1974, ANSI C37.90A-1974 Capacidade de Suporte de Surtos;
 Entradas protegidas por fusíveis e contra polaridade inversa;
 Proteção contra sobrecarga;
 Proteção contra sobretensão.
 Alimentação para o rádio ou modem ótico.
 Alimentação do circuito de abertura e fechamento.
O PROPONENTE deverá incluir, em sua proposta, o custo de integração dos
equipamentos indicados pela CONTRATANTE na Tabela 3 e garantir a
compatibilidade da interligação entre o Cubículo de Controle e o software SCADA do
CSC da CONTRATANTE, através do protocolo DNP 3.0, no modo ―unsolicited‖, e o
sistema celular GSM/GPRS, como também incluir no fornecimento, os programas
computacionais (software), módulos e/ou unidades (hardware) e toda a
documentação técnica, necessários para a implementação, com plena funcionalidade
a
comunicação
entre
o
Cubículo
de
Controle
e
o
CSC.
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6. Inspeção
6.1. Geral
6.1.1. A inspeção compreende a execução dos ensaios de rotina e, quando exigidos
pela CONTRATANTE no Edital de Licitação, dos ensaios de tipo e especiais.
6.1.2. Se exigidos, os ensaios de tipo e especiais devem:
a) Ser realizados no laboratório do fornecedor, desde que previamente
homologado pela
CONTRATANTE, ou em laboratório de instituição
oficial;
b) Ser realizados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas
aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da
CONTRATANTE ou por seu representante legal;
c) Ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da
CONTRATANTE ou por seu representante legal.
6.1.3. De comum acordo com a CONTRATANTE, o fornecedor poderá substituir a
execução de qualquer ensaio de tipo ou especial pelo fornecimento do relatório
do mesmo ensaio, desde que executado em religadores idênticos aos ofertados,
sob as mesmas condições de ensaio, e que atenda aos requisitos de 6.1.2.
6.1.4. A CONTRATANTE se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo e especiais
para verificar a conformidade dos religadores com os relatórios de ensaio
exigidos com a proposta.
6.1.5. O lote para inspeção compreende todas as unidades de mesmas
características fornecidas de uma só vez.
6.1.6. O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou contratada,
necessária à execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver
aprovação prévia da CONTRATANTE).
6.1.7. A CONTRATANTE se reserva o direito de enviar inspetor devidamente
credenciado, com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em
especial, presenciar os ensaios.
6.1.8. O fornecedor deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE, o direito de se
familiarizar, em detalhes, com as instalações e com os equipamentos a serem
utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os
ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e
exigir a repetição de qualquer ensaio.
6.1.9. O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a
laboratórios e a locais de fabricação e de acondicionamento.
6.1.10. A inspeção deverá ser solicitada pelo fornecedor à CONTRATANTE, com
antecedência mínima de 7 (sete) dias úteis, no caso de inspeção no Brasil, e de
30 (trinta) dias, no caso de inspeção no exterior, em relação à data prevista
para o início da inspeção.
6.1.11. O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de
calibração dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem
utilizados na inspeção, nas medições e nos ensaios do equipamento ofertado,
emitidos por órgão credenciado pelo INMETRO, ou por organização oficial
similar em outros países. A periodicidade máxima dessa calibração deve ser de
um ano, podendo acarretar a desqualificação do laboratório o não cumprimento
dessa exigência. Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos,
mediante acordo prévio entre a CONTRATANTE e o fornecedor.
NOTA: Os certificados de calibração devem conter, preferencialmente, as
seguintes informações:
a) Descrição do instrumento calibrado;
b) Procedimento adotado para calibração;
c) Padrões rastreáveis;
d) Resultados da calibração e a incerteza de medição;
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e) Data da realização da calibração e data prevista para a próxima
calibração;
f) Identificação do laboratório responsável pela calibração;g) nomes
legíveis e assinaturas do executante da calibração e do responsável pelo
laboratório de calibração.
6.1.12. 6.1.12 Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como
referência devem estar à disposição do inspetor da CONTRATANTE no local da
inspeção.
6.1.13. Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o
único responsável pelo controle daqueles. O fornecedor deve assegurar à
CONTRATANTE o acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse
cadastro.
6.1.14. A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
a) Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o
equipamento de acordo com os requisitos desta Especificação;
b) Não invalida qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito
da qualidade do equipamento e/ou da fabricação. Em tais casos, mesmo
após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e submetido a
ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, se necessário, em sua
presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências
desta Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por
conta do fornecedor.
6.1.15. Caso se constate alteração do projeto do religador sem prévio aviso e
concordância da CONTRATANTE, a repetição dos ensaios de tipo será exigida,
na presença do inspetor da CONTRATANTE, sem ônus para a CONTRATANTE.
6.1.16. A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não
dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na
opinião da
CONTRATANTE, a rejeição tornar impraticável a entrega do
equipamento nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor não
será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta Especificação, a
CONTRATANTE se reserva o direito de rescindir todas as suas obrigações e de
obter o equipamento de outro fornecedor. Em tais casos, o fornecedor será
considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis.
6.1.17. Todas as unidades rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser
substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus
para a CONTRATANTE.
6.1.18. O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.
6.1.19. A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em
lotes já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
a) da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na
segunda inspeção;
b) do fornecedor, em caso contrário.
6.1.20. Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem,
alimentação, homens-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor
nos seguintes casos:
a) se o equipamento estiver incompleto na data indicada na solicitação de
inspeção;
b) se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1.6, 6.1.11 e
6.1.12;
c) se o equipamento fornecido necessitar de acompanhamento de
fabricação ou inspeção final em instalações de sub-fornecedor contratado
pelo fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor;
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d) devido à re-inspeção do equipamento por motivo de reprovação nos
ensaios.
6.2. Relatório dos ensaios
6.2.1. O relatório dos ensaios deve ser providenciado pelo fornecedor e conter, no
mínimo, as seguintes informações:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) número do Pedido de Compra;
c) descrição sucinta dos ensaios;d) condições ambientes do local de ensaio;
d) normas técnicas, dispositivos e esquemas dos ensaios realizados;
e) memórias de cálculo, com os resultados obtidos e eventuais
observações;
f) tamanho do lote, número e identificação das unidades amostradas e
ensaiadas;
g) datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;
h) nome do laboratório onde os ensaios foram executados;
i) nomes legíveis e assinaturas do inspetor da CONTRATANTE e do
responsável pelos ensaios.
6.2.2. O inspetor da CONTRATANTE deve liberar o equipamento somente após
receber três vias do relatório dos ensaios, três vias da lista de embarque, três
vias do certificado de ensaio do óleo isolante em papel e três vias do manual de
instruções e desenhos e eventuais programas para parametrização do relé,
gravados em CD.
6.2.3. No prazo de até 20 dias após o término da inspeção, o fornecedor deve
fornecer em CD (2 vias), cópia dos manuais, catálogos, softwares , relatórios
dos ensaios de rotina e tipo realizados nos equipamentos. Os CDs devem ser
identificados com o número do Pedido de Compra, nome do fabricante e modelo
do religador.
6.2.4. Cada religador deve vir acompanhado de um CD contendo as mesmas
informações citadas em 6.2.3.
6.3. Condições gerais para execução dos ensaios
6.3.1. Condição do religador a ser ensaiado.
O religador deve ser novo, estar completo com todos os seus componentes e
acessórios conectados, e montado de acordo com as suas condições normais de
serviço.
6.3.2. Aterramento
Todas as partes do religador passíveis de aterramento, bem como o seu
dispositivo de controle, devem estar devidamente aterradas.
6.3.3. Frequência
A frequência da fonte de alimentação deve ser de 60 Hz ± 5%.
6.3.4. Tensão de controle
O religador deve ser ensaiado na condição mais desfavorável de tensão de
alimentação do controle.
6.4. Ensaios de rotina
6.4.1. Inspeção visual
6.4.1.1. Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o inspetor deve
proceder a uma inspeção visual dos religadores, em um número de
unidades de acordo com a Tabela 1, verificando:
a) Acabamento e aspecto geral, inclusive dos acessórios;
b) Identificação e acondicionamento;
c) Parte ativa: efetuar a abertura dos religadores e içar a parte ativa.
NOTA:
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Caso haja acompanhamento de fabricação por parte da CONTRATANTE, a
inspeção visual da parte ativa poderá ser realizada durante a fabricação, a
critério do inspetor.
6.4.1.2. A não conformidade do religador em qualquer um dos requisitos de
6.4.1.1 resultará em sua rejeição.
6.4.2. Verificação dimensional
6.4.2.1. As características dimensionais dos religadores devem ser comparadas
com as dimensões correspondentes do desenho do fornecedor,
previamente aprovado pela CONTRATANTE, em um número de unidades
de acordo com a Tabela 1.
6.4.2.2. O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se as suas
dimensões estiverem em conformidade com as dimensões correspondentes
contidas no desenho.
6.4.3. Demais ensaios de rotina
Devem ser realizados previamente pelo fornecedor em todas as unidades do
lote em fornecimento, sendo que os ensaios de 6.4.3.1 a 6.4.3.8 devem ser
repetidos na presença do inspetor da CONTRATANTE, em um número de
unidades conforme indicado na Tabela 1.
6.4.3.1. Tensão suportável nominal em freqüência industrial a seco no circuito
principal
O ensaio deve ser realizado conforme ABNT-NBR-IEC 60694 ou ANSI/IEEE
C37.60, em todas as unidades do lote, adotando-se os valores da Tabela 1.
6.4.3.2. Religamento e calibração da corrente de disparo (fase e terra)
6.4.3.2.1.
Circuito de ensaio.
O religador deve ser conectado a uma fonte de corrente alternada, de
baixa tensão, em série com um dispositivo religador de tensão.
6.4.3.2.2.
Procedimento de ensaio
O ensaio deve ser realizado conforme descrito na ANSI/IEEE C37.60,
devendo ser realizadas, no mínimo, as seguintes verificações:a)
corrente mínima de atuação;b) ajustes de disparo;c) verificação da
curva tempo x corrente.
6.4.3.2.3.
Critério de aprovação
O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se operar na
faixa de ± 5% do valor de corrente ajustado.
6.4.3.3. Operação mecânica
6.4.3.3.1.
Condições de ensaio
Devem ser propiciadas condições ao religador para que ele efetue a
sua operação de fechamento. Caso o religador necessite de
alimentação elétrica para a operação, esta deve ser a tensão nominal
de alimentação.
6.4.3.3.2.
Procedimento de ensaio
O ensaio deve ser executado conforme descrito na ANSI/IEEE C37.60,
devendo ser realizado:
a) operação de abertura manual utilizando alavanca de operação;
b) 25 operações consecutivas para verificação da performance do
mecanismo, seqüência de operações e tempos dos
dispositivos.
6.4.3.3.3.
Critério de aprovação
O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se realizar as
sequências completas de aberturas e fechamentos sem qualquer
anormalidade
6.4.3.4. Descargas parciais
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6.4.3.4.1.
Procedimento de ensaio
O ensaio deve ser executado conforme descrito na ANSI/IEEE C37.60,
sendo que o limite máximo de descarga deve ser o declarado pelo
fornecedor em sua proposta
6.4.3.4.2.
Critério de aprovação
O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se o valor
medido de descarga for igual ou inferior ao estabelecido pelo
fornecedor, devendo ser recusadas as unidades que apresentarem
valores superiores ao valor declarado pelo fornecedor.
6.4.3.5. Medição da resistência ôhmica do circuito principal
6.4.3.5.1.
Procedimento de ensaio O ensaio deve ser realizado conforme a
ABNT-NBR-IEC 60694.
6.4.3.5.2.
Critério de aprovação
O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se o valor
medido for igual ou inferior ao estabelecido pelo fornecedor.
6.4.3.6. Tensão suportável nominal em freqüência industrial nos circuitos
auxiliares e de comando
6.4.3.6.1.
Procedimento de ensaio
Deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR 7116.
6.4.3.6.2.
Critério de aprovação
O critério de aceitação é o da Tabela 1.6.4.3.7
6.4.3.7. Verificação da simultaneidade dos
6.4.3.7.1.
Procedimento de ensaio
A diferença máxima entre os instantes de toque dos contatos durante
o fechamento, bem como a diferença entre os instantes de separação
dos contatos na abertura, não devem exceder meio período da
frequência nominal.
6.4.3.7.2.
Critério de aprovação
O critério de aceitação é o da Tabela 1.
6.4.3.8. Ensaios no óleo isolante (quando aplicável)
Devem ser executados os seguintes ensaios no óleo isolante, em um
número de unidades de religadores de acordo com a Tabela 1:
a) Rigidez dielétrica;
b) Tensão interfacial;
c) Teor de água;
d) Fator de perdas dielétricas a 100°c;
e) Enxofre corrosivo.
6.4.3.9. Ensaios da pintura
6.4.3.9.1.
Aderência da película
O ensaio deve ser efetuado de acordo com a ABNT-NBR 11003 e/ou
ISO 2409 diretamente no religador, em um número de unidades de
acordo com a Tabela 1, escolhidas aleatoriamente pelo inspetor da
CONTRATANTE. O religador deve ser considerado aprovado no ensaio
se for alcançado o grau GR0 ou GR1.
6.4.3.9.2.
Espessura da película
O ensaio deve ser efetuado de acordo com a ASTM E376 em um
número de unidades de acordo com a Tabela 1, escolhidas
aleatoriamente pelo inspetor da CONTRATANTE.
6.4.3.10. Zincagem por imersão a quente
Devem ser verificadas as seguintes características da camada de zinco
obtida por imersão a quente, em ferragens retiradas de uma quantidade
de religadores determinada conforme a Tabela 1:
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a) Aderência, conforme a ABNT-NBR 7398 ou ASTM B571;
b) Espessura, conforme a ABNT-NBR 7399 ou ASTM E376;
c) Uniformidade, conforme a ABNT-NBR 7400 ou ASTM A239.
O religador deve ser considerado aprovado no ensaio se os resultados obtidos
estiverem de acordo com a ABNT-NBR 6323 ou com a ASTM A123 e com as
normas citadas em 6.4.3.10.1.
6.5. Ensaios de tipo
A CONTRATANTE somente admitirá inspecionar religadores que já tenham sido
submetidos aos ensaios de tipo prescritos nas Normas ABNT e Internacionais
aplicáveis a esse tipo de equipamento. Tendo em vista esse objetivo deverão ser
enviados juntamente com as propostas relatórios dos ensaios de tipo a seguir
relacionados, realizados em unidades idênticas às ofertadas. A ausência desses
relatórios implicará ou na desqualificação das propostas incompletas ou na
realização desses ensaios sem ônus para a Contratante.
6.5.1. Tensão suportável nominal de impulso atmosférico
O ensaio deve ser realizado com aplicações de impulso com forma de onda
1,2/50 µs e de acordo com o especificado na ANSI/IEEE C37.60, devendo os
valores estar de acordo com a Tabela 1.Os impulsos devem ser aplicados nas
seguintes posições:
a) Com o religador fechado e com o tanque aterrado;
b) Com o religador aberto e o outro lado ligado para o tanque aterrado;
c) Invertendo a posição do teste anterior;
d) Com o religador fechado e aplicando-se tensão na fase central com as
fases laterais ligadas para o tanque e aterradas;
6.5.2. Tensão suportável nominal em freqüência industrial sob chuva
Deve ser realizado conforme a ANSI/IEEE C37.60.
6.5.3. Elevação de temperatura
Deve ser realizado conforme a ANSI/IEEE C37.60, sendo o critério de aprovação
de acordo com o estabelecido na norma ANSI citada.
6.5.4. Ensaios de operação
6.5.4.1. Abertura de correntes de carga (load switching test)
Deve ser realizado de acordo com o estabelecido na ANSI/IEEE C37.60.
Devem ser realizadas10 operações, no mínimo, com 100% da corrente
nominal do equipamento.
6.5.4.2. Interrupção de correntes de linha e de cabos a vazio
Os ensaios devem ser realizados de acordo com o estabelecido na
ANSI/IEEE C37.60. Para cada ensaio devem ser realizadas 20 operações. A
corrente de ensaio deve ser a máxima corrente que o religador é capaz de
interromper em cada situação.
6.5.5. Estanqueidade da caixa de controle
Deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR IEC 60529.
6.5.6. Verificação da característica tempo x corrente
As condições de ensaio devem ser conforme especificado em 6.3 e com o
estabelecido a seguir, com exceção dos requisitos de montagem e aterramento,
que não são obrigatórios. Devem ser obtidos dados na faixa que vai desde a
corrente mínima de disparo até a corrente de interrupção nominal. O ensaio
deve ser realizado de acordo com a ANSI/IEEE C37.60, utilizando-se o método
A ou B.
6.5.7. Ensaios de interrupção
Consiste em uma unidade de religador que, por ter sido submetida a este
ensaio de tipo, não deve fazer parte do fornecimento. As condições gerais para
realização dos ensaios são as estabelecidas na ANSI/IEEE C37.60.
6.5.7.1. Operação automática
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Deve ser realizado de acordo com o estabelecido na ANSI/IEEE C37.60.
6.5.7.2. Determinação da capacidade de interrupção nominal
O ensaio de ciclo de operações definido em 6.5.7.3 serve de base para a
determinação da corrente nominal de interrupção, desde que os requisitos
definidos na ANSI/IEEE C37.60 sejam atendidos.
6.5.7.3. Ciclo de operações
O ensaio de ciclo de operações deve ser realizado de acordo com o
estabelecido na ANSI/IEEE C37.60.
Após o ensaio de ciclo de operações o religador deve estar nas condições
abaixo:
a) Condições mecânicas: o religador deve estar substancialmente nas
mesmas condições mecânicas de antes do inicio do ensaio e deve
ser capaz de realizar operações automáticas e manuais. Os contatos
de arco e outras partes especificadas pelo fornecedor podem estar
desgastados. Se a extinção for em óleo, este pode apresentar-se
com a aparência de queimado e com o volume normal reduzido;
b) Condições elétricas: o religador deve ser capaz de suportar 80% da
tensão suportável nominal à freqüência industrial por 1 min e
conduzir a corrente nominal na posição fechada, porém, podendo
exceder a elevação de temperatura especificada sem causar danos
aos seus componentes elétricos e de isolação.
NOTA:
Após a realização do ensaio de ciclo de operações, não se deve deduzir se
o religador é capaz de manter a sua capacidade de interrupção nominal,
sem inspeção ou manutenção.
6.5.8. Verificação da capacidade de restabelecimento
A realização do ensaio de ciclo de operações definido em 6.5.7.3 é suficiente
para verificar a capacidade de restabelecimento do religador.
6.5.9. Ensaio de operações mecânicas
6.5.9.1. Amostragem
Consiste em uma unidade de religador escolhida aleatoriamente do lote e
que, por ter sido submetida a este ensaio de tipo, não deverá fazer parte
do fornecimento. O religador deve ser ensaiado de acordo com a
ANSI/IEEE C37.60.
6.5.9.2. Procedimento de ensaio
O religador deve ser ensaiado em conformidade com a Norma ANSI/IEEE
C37.60, considerando-se o crit´rios de aprovação definido nessa Norma.
6.5.10. Corrente suportável nominal de curta duração e do valor de crista nominal da
corrente suportável
Consiste em uma unidade de religador que, por ter sido submetida a este
ensaio de tipo, não deve fazer parte do fornecimento. Deve ser realizado
conforme a ABNT-NBR IEC 60694.
NOTA:
Para a realização desse ensaio, todos os circuitos de controle para operação do
religador devem estar desligados para que o religador permaneça na posição
fechada durante a circulação de corrente.
6.5.11. Ensaios no controle integrado
6.5.11.1. Geral
Os ensaios no controle integrado podem ser realizados com o controle
montado em separado do religador, desde que as condições normais de
operação sejam atendidas. Entretanto, os ensaios de 6.5.11.3.1, alíneas c)
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e d), devem ser realizados com o religador completamente montado. Os
elementos que compõem o controle integrado a serem ensaiados são:
a) Entrada da fonte de alimentação de baixa tensão;
b) TP‘s e TC‘s ou ambos, conectados aos elementos de circuito de
controle;
c) Cabos de interligação do religador ao circuito de controle.
6.5.11.2. Ensaios de isolamento
Devem ser realizados os seguintes ensaios, conforme a IEC 60255-5:
a) Suportabilidade à tensão de impulso, com tensão de ensaio de 5 kv
de pico, com três impulsos de polaridade positiva e três de
polaridade negativa.
b) Tensão suportável nominal em freqüência industrial nos circuitos
auxiliares e de comando. O valor mínimo de tensão a ser aplicado
deve ser de 2kv. O critério de aceitação é o estabelecido na IEC
60255-5.
6.5.11.3. Ensaios de susceptibilidade
a) distúrbio de alta freqüência, conforme a IEC 60255-22-1, utilizando
grau de severidade 2;
b) transitórios rápidos - trem de pulsos, conforme a IEC 61000-4-4,
adotando-se nível de severidade 4. Os pontos de aplicação de
descarga
deverão
ser
previamente
acordados
entre
a
CONTRATANTE e o fornecedor, considerando as recomendações da
norma;
c) distúrbio de campo eletromagnético radiado, conforme a IEC
60255-22-3, adotando-se o nível de severidade indicado nela;
d) descarga eletrostática, de acordo com a IEC 60255-22-2, adotandose nível de severidade 2. Os pontos de aplicação de descarga
deverão ser previamente acordados entre a CONTRATANTE e o
fornecedor, considerando as recomendações da norma.
6.5.11.4. Ensaios climáticos
O controle integrado deve ser submetido aos seguintes ensaios climáticos:
a) ensaios de calor: Deve ser realizado de acordo com a IEC 60068-22, considerando-se temperatura de 40°C e duração de 72 h. Deve
ser utilizado o método de teste Be. Os critérios de aceitação são os
da norma citada.
b) ensaios de frio: Deve ser realizado de acordo com a IEC 60068-2-1,
considerando-se temperatura de - 5°C e duração de 72 h. Deve ser
utilizado o método de teste Ad. O controle deve ser considerado
aprovado no ensaio se, a cada 6 h, durante o teste, o comando
operar corretamente, abrindo e fechando o religador, local e
remotamente.
c) ensaios de temperatura e umidade: Deve ser realizado de acordo
com a IEC 60068-2-30. O grau de severidade deve ser tal que a
temperatura máxima seja de 55°C por dois ciclos. O controle deve
ser considerado aprovado no ensaio se, após o primeiro e segundo
ciclos, o comando operar corretamente, abrindo e fechando o
religador, local e remotamente.
6.5.12. Ensaios na pintura
6.5.12.1. Exposição ao dióxido de enxofre O corpo-de-prova deve ser submetido
a 6 ciclos com atmosfera 2,0S, de acordo com a ABNT- NBR 8096, porém,
sem o corte na pintura, ou conforme a ISO 3231. A pintura, após o ensaio,
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não deve apresentar perda de aderência, bolhas, ferrugem, mudança de
cor ou defeitos similares.
6.5.12.2. Umidade a 40°C O corpo-de-prova deve ser colocado verticalmente em
uma câmara com umidade relativa de 100% e temperatura ambiente de
(40 ± 1)°C. Após 240 h de exposição contínua, a pintura não deve
apresentar empolamento ou defeitos similares.
6.5.12.3. Impermeabilidade O corpo-de-prova deve ter 1/3 de sua área imersa
em água destilada a (37,8 ± 1,0)°C. Após 72 h de exposição contínua, a
pintura não deve apresentar empolamento ou defeitos similares.
6.5.12.4. Névoa salina Com uma lâmina cortante, romper o filme até atingir o
metal base, de tal forma que seja traçado um "X" sobre o painel. O corpode-prova deve resistir a 120 h de exposição contínua à névoa salina
(solução a 5% de NaCl em água), devendo ser mantido em posição vertical
com a face rompida voltada para o atomizador. Após o ensaio, a pintura
não deve apresentar empolamento ou defeito similar, e a penetração
máxima sob os cortes traçados não deve exceder a 4 mm.
6.5.12.5. Resistência da pintura interna ao óleo isolante (quando aplicável)
Deve ser realizado conforme a ABNT-NBR 6529. O corpo-de-prova deve
ser imerso em óleo isolante a uma temperatura de (110 ± 2)°C, durante
48 h, e a pintura não deve apresentar alterações após o término do ensaio.
6.5.12.6. Compatibilidade da pintura interna com o óleo isolante (quando
aplicável)
6.5.12.6.1. Deve ser realizado conforme a ASTM D3455. A área pintada do
corpo-de-prova a ser imersa em um litro de óleo deve ser dada por:
(
)
Onde:
Acp = área do corpo de prova a colocado em um litro de óleo
em metros quadrados;
At: área da superfície interna do religador em contato com o
óleo isolante, em metros quadrados;
Vt: volume total de óleo do religador, em litros.
6.5.12.6.2. Após o ensaio, as propriedades do óleo no qual foram colocados
os corpos-de-prova devem ser as seguintes:
a) Tensão interfacial a 25°C (mínimo); 0,034 N/m;
b) Índice de neutralização (variação máxima): 0,03 mg KOH/g;
c) Rigidez dielétrica (mínimo): 25,8 kv/2,54 mm;
d) Fator de potência a 100°C (máximo): 1,6%;
e) Cor (variação máxima): 0,5.
6.5.13. Ensaios no revestimento de zinco (quando aplicável)
A CONTRATANTE deve receber amostras, em quantidade que ficará a seu
critério, das ferragens que serão utilizadas nos religadores e que devem ser
submetidas aos seguintes ensaios:
a) Exposição ao dióxido de enxofre, conforme 6.5.12.1.
b) Névoa salina, conforme 6.5.12.4.
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7. Protocolo DNP 3.0 para automação de religadores
7.1. Requisito básico de comunicação
O Controle ou Relé de Controle do Religador deve se comunicar, no mínimo, através
do protocolo de comunicação DNP 3.0. O proponente deve relacionar os protocolos
de comunicação que o controle eventualmente possua além do DNP 3.0.
O DNP 3.0 ofertado deve ser compatível com o fornecido pela ASE, atendendo
parcialmente o nível 2 e ainda, os objetos pertinentes ao reporte não solicitado de
exceção.
O proponente deve anexar em sua proposta o documento DNP V3.00 Device Profile
Document completo, referente ao seu produto, conforme definido no documento
DNP V3.00 Subset Definitions, do DNP Users Group.
Esse documento deve necessariamente conter a Implementation Table, com
indicação explícita dos objetos que o Controle efetivamente suporta, lista de pontos
digitais e analógicos de entrada e saída do equipamento, informações de
configuração do protocolo (timeouts de comunicação no nível das camadas de link e
aplicação, repetição de mensagens, etc.) e demais requisitos especificados pelo DNP
Users Group para composição do Device Profile Document
7.2. Informações mínimas a serem enviadas para o Sistema de Supervisão e
Controle
ESTADOS
˗ Estado do religador (aberto/fechado)
˗ Religamento automático (em serviço/fora de serviço)
˗ Proteção de terra (em serviço/fora de serviço)
˗ Chave seletora (local/remoto)
˗ Estado da unidade de controle (normal/falha)
˗ Alimentação CA (normal/falha)
˗ Condição do religador (bloqueado/normal)
˗ Hot Line (ativado/desativado) (Serviço Linha Viva)
˗ Curva de Proteção principal (ativada/desativada)
˗ Curva de Proteção Alternativa (ativada/desativada)
˗ Carga da Bateria (normal/baixa)
EVENTOS COM RESOLUÇÃO MAX. DE 10 ms
˗ Religador (aberto/fechado)
˗ Proteções atuadas por fase (bandeirolas)
˗ Proteção de neutro atuada
˗ Proteção de terra (em serviço/fora de serviço)
˗ Religamento automático (em serviço/fora de serviço)
MEDIÇÕES
˗ Corrente na fase vermelha- Corrente na fase azul
˗ Corrente na fase branca- Corrente de neutro
˗ Tensão na fase vermelha- Tensão na fase azul
˗ Tensão na fase branca- Potência ativa em cada fase
˗ Fator de potência em cada fase- Energia
CONTADORES DE OPERAÇÃO
7.3. A unidade de controle deverá executar, no mínimo, os seguintes comandos
recebidos do Sistema de Supervisão e Controle:
˗ Abertura do religador;
˗ Fechamento do religador;
˗ Bloqueio do religamento automático;
˗ Desbloqueio do religamento automático;
˗ Bloqueio proteção de terra;
˗ Desbloqueio proteção de terra;
˗ Ativar/desativar função hot line;
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Ligar teste de bateria (opcional, caso o teste seja realizado automaticamente
pelo controle);
˗ Restabelecer bandeirolas;
˗ Ativar curva de proteção principal;
˗ Ativar curva de proteção alternativa.
NOTA:
Ao ativar uma curva, a outra é desativada automaticamente.
7.4. Requisitos específicos de implementação do protocolo DNP 3.0
Para a supervisão e controle dos religadores à distância, pelo Centro de Controle,
será necessária a implementação das seguintes funções suportadas pelo protocolo
DNP 3.0:
a) Reset Link: garante a normalização do link de comunicação após uma falha
ou ruído qualquer do meio de comunicação;
b) Habilitação do reporte de exceção: habilita o dispositivo remoto a tomar a
iniciativa de comunicação para reporte de alguma anomalia. As anomalias
que gerarão a mensagem de reporte serão objeto de parametrização do
dispositivo remoto;
c) Desabilitação do reporte de exceção: possibilita o bloqueio remoto do reporte
de exceção para evitar, por exemplo, a ocupação com freqüência elevada do
meio de comunicação em função de uma parametrização incorreta do
dispositivo remoto ou de alguma anomalia no mesmo ou no sistema elétrico;
d) Varredura de classe 0 (objeto 60 - variação 1 - qualificador 06): para ler as
variáveis designadas como ―classe 0‖: todos os estados, medições e
contadores em seu estado atual;
e) Varredura de classe 1/2/3 (objeto 60 - variação 2/3/4 - qualificador 06):
para ler as variáveis designadas como ―classe 1‖, ―classe 2‖ e ―classe 3‖.
Essas varreduras são consideradas leituras de mudanças, somente são
reportados os pontos que variaram desde a última leitura;
f) Comando tipo SBO –Select Before Operate (Control Block- objeto 12 variação 1 -qualificador 28): para atuar em saídas digitais alterando estados
do dispositivo remoto (saídas devem ser do tipo ― latch ‖, ou seja, um
comando para atuar, outro diferente para desatuar, exceto comando para
execução de testes);
g) Comando direto: para atuar em variáveis digitais do dispositivo remoto;
h) Set-point: para atuação em variáveis de 16 bits ou 32 bits;
i) Unsolicited Response: mensagem originada no dispositivo remoto para
alertar a ocorrência de uma exceção nesse dispositivo (alteração de estado,
alteração de medição acima de uma faixa definida, etc.);
j) Sincronismo (objeto 50 - variação 01 - qualificador 07): enviado
periodicamente pelo Centro ou quando o dispositivo remoto informar que
está fora de sincronismo através do byte de status indication
7.5. Serviços de Integração com o Centro de Controle
O PROPONENTE deverá incluir em sua proposta, o custo de integração dos
equipamentos indicados pela CONTRATANTE conforme Tabela 3.
O desenvolvimento e atualização de banco de dados e telas, e a implementação no
CSC da CONTRATANTE dentro do ambiente SCADA serão feitos pela CONTRATADA,
como também os serviços de integração e configuração do protocolo DNP3.0, com
base no mapeamento de pontos neste protocolo que deverá ser obrigatoriamente
entregue à CONTRATANTE.
A CONTRATADA será responsável por todas as adaptações de protocolo e outras que
venham a ser necessárias à integração dos Cubículos de Controle ao CSC através do
sistema GSM/GPRS, devendo prever nos Testes de Aceitação em Fábrica, a
disponibilização de plataformas idênticas às utilizadas neste Centro, visando a
˗
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emulação deste ambiente para verificar a perfeita compatibilidade da integração em
questão.
7.6. Tabela de implementação
O Protocolo DNP 3.0 deverá ser implementado conforme detalhado nas tabelas das
páginas a seguir.
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8. Treinamento
Os participantes da licitação de religadores automáticos deverão incluir em sua proposta
custo referente a treinamento de pessoal técnico das empresas discriminadas no item
xxx deste edital, conforme abaixo descrito:
O Fabricante deverá sem exceção, cotar em separado os custos com treinamento e
todos estes custos deverão ser por conta do fornecedor, conforme abaixo:
O Fabricante deverá ministrar, após o recebimento dos equipamentos no almoxarifado
da empresa distribuidora da Eletrobrás, treinamento para no máximo 10 (dez)
empregados, a ser realizado nas dependências da empresa, em local a ser definido após
a entrega dos equipamentos, na capital do estado da área de concessão da referida
empresa, com duração mínima de 5 dias úteis.
Este treinamento deverá ser ministrado em língua portuguesa, ou com
acompanhamento de um intérprete (tradutor), a ser custeado pelo Fabricante.
O Fabricante deverá avisar a empresa, com antecedência mínima de 15(quinze) dias
para Fabricante nacional e de 30 (trinta) dias para Fabricante estrangeiro, sobre a data
do treinamento.
Tópicos que devem ser abordados no treinamento:
a) Projeto;
b) Fabricação e montagem;
c) Controle de qualidade;
d) Laboratório de testes;
O treinamento deverá abranger aspectos relacionados a operação e manutenção dos
equipamentos, abrangendo os seguintes itens principais:
a) Descrição funcional dos circuitos e metodologias de aferição/calibração;
b) Ajustes e ensaios gerais do equipamento empregando quando forem o caso, os
mesmos instrumentos de ensaios especiais recomendados;
c) Caso o equipamento faça uso de microprocessadores ou microcontroladores
deverão ser examinados em detalhes, o "software" da unidade abrangendo o
"set" de instruções, fluxograma e análise dos programas utilizados, incluindo o
programa monitor.
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.
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Tabela 1 – Planos de amostragem para os ensaios de rotina
Amostra
Tamanho do lote
2 a 90
91 a 280
281 a 500
Ac
Re
3
0
1
8
8
13
13
0
1
0
3
2
2
3
4
Seqüência
Tamanho
Primeira
Segunda
Primeira
Segunda
NOTAS:
1) Referências : Amostragem dupla, regime normal, nível especial de inspeção S1, NQA
= 6,5%, conforme ABNT-NBR 5426 ou ISO 2859-1.

Ac  número de aceitação: número máximo de unidades defeituosas que
permite a aceitação do lote.

Re  número de rejeição: número total de unidades defeituosas que implicam
na rejeição do lote.
2) Procedimento a ser adotado para uma amostragem dupla : testar um número inicial
de unidades iguais da primeira amostra da Tabela 1. Se o número de unidades
defeituosas encontradas estiver compreendido entre Ac e Re (excluindo esses
valores), a segunda amostra será testada. Para que o lote seja aceito o número total
de unidades defeituosas que for encontrado após as duas amostras testadas deve
ser igual ou inferior a maior Ac especificado.
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Figura 1- Alguns arranjos típicos de montagem de religadores automáticos
Arranjos típicos de montagens em postes
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Cabine de
controle
Seção A
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Anexo A – Religadores Automáticos para linhas de distribuição aéreas
A.1 Dados técnicos e características garantidas
Nome do fornecedor : ..................................................................................................
Nome do fabricante : ...............................................................................................
Número da proposta: ................................................................ Item: .................
Número do Edital: ...................................................................................................
Número da concorrência: ........................................................................................
Número
de
....../...../....…
unidades
…………………………………………………
Modelo,
tipo
ou
número
…………………………………………………………
Item
A.1.1
A.1.2
Descrição
Tipo ou modelo do religador
Tipo ou modelo do controle eletrônico
de
Data
catálogo:
Unidade
Dado ou valor
-
...............
-
...............
A.1.3
Meio de Extinção
-
...............
A.1.4
Meio isolante (gás SF6 ou sólido)
-
...............
A.1.5
Ciclo de operação
-
...............
kV
...............
- a seco, 1 min
kV
...............
- sob chuva, 10 s
kV
...............
A.1.6
Tensão nominal
Tensão suportável à freqüência industrial:
A.1.7
A.1.8
Tensão suportável de impulso atmosférico
kV
pico
...............
A.1.9
Freqüência nominal
Hz
...............
A.1.10
Corrente nominal
A
...............
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A.1.11
Mínima corrente de fase para desligamento
A
...............
A.1.12
Mínima corrente de terra para desligamento
A
...............
A.1.13
Capacidade de interrupção
kA
eficaz
...............
A.1.14
Corrente (simétrica de estabelecimento)
kA
pico
...............
A.1.15
Máximo número de operações de abertura antes do
bloqueio
-
...............
Item
Descrição
Unidade
Dado ou valor
A.1.16
Intervalo de religamento
s
...............
A.1.17
Tempo de restabelecimento
s
...............
Elevação de temperatura sob corrente nominal em
regime permanente :
A.1.18
- contatos principais
- ponto mais
ocorrência)
A.1.19
quente
(favor
indicar
o
local
de
É possível ajustar qualquer combinação de curvas
rápidas seguidas por operações com retardo?
°C
°C
°C
-
É necessário mudar alguma parte do religador para
ajustar:
A.1.20
- as curvas de desligamento de fase?
- as curvas de desligamento de terra?
-
A.1.21
É necessário o fornecimento de qualquer outra fonte
de energia além do circuito principal, para as
operações dos dispositivos de abertura e fechamento?
-
A.1.22
Caso sejam necessárias, quais são as outras fontes de
alimentação requeridas pelo religador?
-
...............
...............
...............
(
) Sim
(
) Não
( )Sim
)Não
(
( )Sim
)Não
(
(
) Sim
(
) Não
...............
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(
) Sim
-
(
) Não
Resistência Ôhmica estimada para o circuito principal
.Ω
...............
Corrente de interrupção para o carregamento de cabos
A
...............
Vca/Vcc
...............
Vca/Vcc
...............
Vca/Vcc
...............
...............
A.1.23
É necessário o uso de baterias para operar os
dispositivos de abertura e fechamento??
A.1.24
A.1.25
Tensões de Controle - nominal
A.1.26
- máxima
- mínima.
A.1.27
Material dos terminais
-
A.1.28
O religador é equipado com sensores de tensão?
-
A.1.29
Classe de exatidão do transformador de corrente para
a carga do circuito de comando do religador
Classe de exatidão do sensor de tensão para a carga
do circuito de comando do religador
-
A.1.30
Item
A.1.31
Descrição
O mesmo sensor de tensão consegue executar
corretamente medições em sistemas com tensão
nominal de 13,8 kV e de 34.5 kV?
-
Unidade
-
A.1.32
A unidade de controle fornece o protocolo de
comunicação DNP 3.0 para integração com um sistema
Supervisor de Controle e Aquisição de Dados
(SCADA)?
-
A.1.33
A unidade de controle inclui portas seriais padrão RS232, de acordo com essa especificação?
-
(
) Sim
(
) Não
...............
...............
Dado
valor
(
) Sim
(
) Não
(
) Sim
(
) Não
(
) Sim
(
) Não
ou
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A.2 Dados a serem fornecidos com a proposta
Item
Descrição
A.2.1
Desenhos, fotos e especificações detalhadas descrevendo
as características elétricas e mecânicas dos religadores
ofertados
A.2.2
A.2.3
A.2.4
A.2.5
A.2.6
Referência
Vista explodida (ou vistas separadas dos principais
componentes) do religador mostrando os principais
elementos do equipamento (incluindo as peças de reserva)
Cópia
dos
desenhos
Especificação
e
dados
solicitados
nessa
Cópia dos relatórios dos ensaios de tipo de acordo com a
seção 6.5 dessa Especificação.
Lista de fornecimentos anteriores de religadores idênticos
aos ofertados, incluindo os anos de suas respectivas
fabricações
Descrição detalhada dos métodos propostos para limpeza e
aplicação de proteção anticorrosiva a serem usados nas
superfícies internas e externas dos religadores.
.......................
.......................
.......................
.......................
.......................
.......................
A.2.7
Descrição de todos os acessórios disponíveis
.......................
A.2.8
Manual de Instruções
.......................
A.2.9
Anexos A, B e C dessa Especificação devidamente
preenchidos (uma via para cada tipo de religador ofertado)
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