ET-ELB-016-2012 Religadores Automaticos

ET-ELB-016-2012 Religadores Automaticos
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
RELIGADORES AUTOMÁTICOS
Classes de tensão 15 kV e 36,2 kV
ET-ELB-016-2012
Revisão
01
Alterações
Emissão Inicial
Elaborado
Luiz Carlos da Silva Torrentes
Pedro Henrique de Casto Gomes
Data
13/07/2012
Aprovado
Projeto
Responsável
ÍNDICE
1.
OBJETIVO .................................................................................................................................. 4
2.
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................ 4
2.1.
Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente................................................... 4
2.2.
Normas Técnicas .................................................................................................................... 5
3.
MEIO AMBIENTE ....................................................................................................................... 7
4.
CONDIÇÕES GERAIS ................................................................................................................... 7
4.1.
Geral ...................................................................................................................................... 7
4.2.
Unidades e Idiomas ................................................................................................................ 8
4.3.
Cronograma de fabricação e entrega....................................................................................... 8
4.4.
Manual de Instruções ............................................................................................................. 9
4.5.
Requisitos da Garantia da Qualidade ...................................................................................... 9
4.6.
Acondicionamento e Marcação............................................................................................. 10
4.7.
Treinamento ........................................................................................................................ 11
4.8.
Assistência Técnica ............................................................................................................... 11
4.9.
Peças de reposição ............................................................................................................... 11
5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS ......................................................................................................... 11
5.1.
Geral .................................................................................................................................... 11
5.2.
Operação ............................................................................................................................. 12
5.3.
Dispositivo de Operação Manual "Local/Remoto" ................................................................. 12
5.4.
Dispositivo de Bloqueio do Religamento ............................................................................... 12
5.5.
Dispositivo de Bloqueio do Disparo de Terra ......................................................................... 12
5.6.
Contador de Operações ........................................................................................................ 12
5.7.
Tomada Auxiliar ................................................................................................................... 13
5.8.
Transformadores/Sensores de Corrente e de Tensão............................................................. 13
5.9.
Dispositivo de Controle ........................................................................................................ 13
5.10.
Características Mínimas do Controle ................................................................................. 13
5.11.
Operação de Fechamento/Abertura .................................................................................. 15
5.12.
Automação....................................................................................................................... 15
5.13.
Protetores de Surto .......................................................................................................... 15
6.
Características Construtivas ..................................................................................................... 15
6.1.
Tanque e Tampa................................................................................................................... 15
6.2.
Buchas ................................................................................................................................. 17
6.3.
Conectores Terminais ........................................................................................................... 17
6.4.
Placas de Identificação e de Identificação de Cadastro de Equipamento................................. 17
6.5.
Ferragens ............................................................................................................................. 18
6.6.
Resistência de Aquecimento ................................................................................................. 18
6.7.
Caixa do Controle ................................................................................................................. 18
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6.8.
Dispositivo de Abertura Através de Vara de Manobra ........................................................... 18
6.9.
Indicador de posição dos contatos ........................................................................................ 18
6.10.
Elevação de Temperatura ................................................................................................. 18
6.11.
Motor .............................................................................................................................. 19
7.
GARANTIA............................................................................................................................... 19
8.
INSPEÇÃO ............................................................................................................................... 19
8.1.
Geral .................................................................................................................................... 19
8.2.
Ensaios de Recebimento ....................................................................................................... 22
8.3.
Ensaios de tipo ..................................................................................................................... 24
8.4.
Avaliação dos Resultados ..................................................................................................... 26
8.5.
Relatórios dos ensaios .......................................................................................................... 27
9.
APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA ................................................................................................ 27
Tabela 1 – Valores Nominais ............................................................................................................ 31
Tabela 2 - Limites de Tensão de rádio-interferência .......................................................................... 31
Tabela 3 – Tensão Máxima, Corrente Nominal, Capacidade de interrupção e ciclo de operação ......... 31
Tabela 4 – Plano de Amostragem para os ensaios de recebimento .................................................... 32
Anexo A - Tabelas ............................................................................................................................ 31
Anexo B - QUADRO DE DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS ..................................... 33
Anexo C – Cotação de Ensaios de Tipo.............................................................................................. 35
Anexo D – Peças Sobressalentes Recomendadas .............................................................................. 36
Anexo E - Desvios e exceções ........................................................................................................... 37
Anexo F - PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS RELIGADORES COBERTOS POR ESSA ESPECIFICAÇÃO ... 38
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1. OBJETIVO
1.1.
Esta Especificação Técnica (ET) estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas
aplicáveis à fabricação e ao recebimento de religadores automáticos e suas peças de
reposição, de classes de tensão de 15 kV e 36,2 kV, para uso externo em postes ou
subestações, nos sistemas elétricos de sub-transmissão e distribuição da Eletrobras e das
empresas abaixo indicadas, a ela associadas:
• Eletrobras Amazonas Energia
• Eletrobras Distribuição Acre
• Eletrobras Distribuição Alagoas
• Eletrobras Distribuição Piauí
• Eletrobras Distribuiçao Rondônia
• Eletrobras Distribuição Roraima
1.2.
Nessa Especificação, sempre que for usado, o termo CONTRATANTE se refere à Eletrobras,
às seis empresas acima indicadas e a ela associadas, ou às empresas por ela representadas,
ou às empresas por ela indicadas.
1.3.
Os religadores objeto desta ET deverão possuir interrupção a vácuo, com isolação em
polímero.
1.4.
São adotadas nesta Norma as definições das NBR 5459 e NBR 8177.
2. REFERÊNCIAS
2.1.
Legislação e Regulamentos Federais sobre o Meio Ambiente
2.1.1.
Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI:
Do Meio Ambiente;
2.1.2.
Lei nº 7.347, de 24.07.85 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos
causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;
2.1.3.
Lei nº 9.605, de 12.02.98 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências;
2.1.4.
Decreto nº 6.514, de 22.07.08 - Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao
meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas
infrações, e dá outras providências;
2.1.5.
Resolução do CONAMA1 nº 1, de 23.01.86 - Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes
gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA;
1
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
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2.1.6.
Resolução do CONAMA nº 237, de 19.12.97 - Regulamenta os aspectos de licenciamento
ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.
2.2.
Normas Técnicas
2.2.1.
NBR 5034 - Buchas para tensões alternadas superiores a 1 kV - Especificação.
2.2.2.
NBR 5405 - Materiais isolantes sólidos - Determinação da rigidez dielétrica sob frequência
industrial.
2.2.3.
NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos Procedimento.
2.2.4.
NBR 5456 - Eletrotécnica e eletrônica - Eletricidade geral - Terminologia.
2.2.5.
NBR 5458 - Eletrotécnica e eletrônica - Transformadores - Terminologia.
2.2.6.
NBR 6323 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação.
2.2.7.
NBR 6936 - Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão.
2.2.8.
NBR 6937 - Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão - Dispositivos de medição.
2.2.9.
NBR 6939 - Coordenação de isolamento - Procedimento.
2.2.10.
NBR 7116 - Relés elétricos - Ensaios de isolamento.
2.2.11.
NBR 7397 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente Determinação da massa do revestimento por unidade de área - Método de ensaio.
2.2.12.
NBR 7398 Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente Verificação da aderência do revestimento.
2.2.13.
NBR 7399 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo.
2.2.14.
NBR 7400 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio.
2.2.15.
NBR 7831 - Sistemas de revestimentos protetores com finalidade anticorrosiva - EpóxiPoliamida.
2.2.16.
NBR 7832 - Sistemas de revestimentos protetores com finalidade anticorrosiva - Epóxi Poliamina.
2.2.17.
NBR 7833 Poliuretano.
2.2.18.
NBR 7875 - Instrumentos de medição de radiointerferência na faixa de 0,15 a 30 MHz
(padrão CISPR).
2.2.19.
NBR 7876 - Linhas e equipamentos de alta tensão - Medição de radiointerferência na faixa
de 0,15 a 30 MHz.
2.2.20.
NBR 8177 - Religadores Automáticos.
2.2.21.
NBR 8185 - Religadores Automáticos - Método de ensaio.
2.2.22.
NBR 10025 - Elastômero vulcanizado - Ensaio de deformação permanente à compressão.
2.2.23.
NBR 10443 - Tintas e vernizes - Determinação da espessura da película seca sobre
superfícies rugosas - Método de ensaio.
2.2.24.
NBR 11003 - Tintas - Determinação da aderência.
Sistemas de revestimentos protetores com finalidade anticorrosiva -
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2.2.25.
NBR 11388 - Sistemas de pintura para equipamentos e instalações de subestações elétricas.
2.2.26.
NBR IEC 60529 - Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos (código IP).
2.2.27.
NBR IEC 60694 Especificações comuns para normas de equipamentos de manobra de altatensão e mecanismos de comando.
2.2.28.
ANSI C37.60 Standard Requirements for Overhead, Pad Mounted, Dry Vault, and
Submersible Automatic Circuit Reclosers and Fault Interrupters for alternating current
systems up to 38 kV.
2.2.29.
ASTM B117-07a Standard Practice for Operating Salt spray (fog) Apparatus.
2.2.30.
ASTM D297-93 Standard Test Method for Rubber Products - Chemical Analysis.
2.2.31.
ASTM D412- 06ae2 Standard Test Methods for Vulcanized Rubber Properties and
Thermoplastic Elastomers - Tension.
2.2.32.
ASTM D471 - 06e1 Standard Test Method for Rubber-Property Effect of Liquids.
2.2.33.
ASTM D523-08 Standard Test Method for Specular Gloss.
2.2.34.
ASTM D870-02 Standard Practice for Testing Water Resistance of Coatings Using Water
Immersion.
2.2.35.
ASTM D924-08 Standard Test method for Dissipation Factor (or Power Factor) and Relative
Permittivity (Dielectric Constant) of Electrical Insulation Liquids.
2.2.36.
ASTM D1014-02 Standard Practice for Conducting Exterior Exposure Tests of Paints and
Coatings on Metal Substrates.
2.2.37.
ASTM D1275-06 Standard Test Method for Corrosive Sulfur in Electrical Insulating Oils.
2.2.38.
ASTM D1500-07 Standard Test Method for ASTM Color of Petroleum Products (ASTM Color
Scale).
2.2.39.
ASTM D1535-08 Standard Practice for Specifying Color by the Munsell System.
2.2.40.
ASTM D1552-08 Standard Test Method for Sulfur in Petroleum Products (HighTemperature Method).
2.2.41.
ASTM D1735-08 Standard Practice for Testing Water Resistance of Coatings Using Water
Fog Apparatus.
2.2.42.
ASTM D1816-04 Standard Test Method for Dielectric Breakdown Voltage of Insulating Oils
of Petroleum Origin Using VDE Electrodes.
2.2.43.
ASTM D2140-08 Standard Practice for Calculating Carbon-Type Composition of Insulating
Oils of Petroleum Origin.
2.2.44.
ASTM D2240-05 Standard Test Method for Rubber Property – Durometer Hardness.
2.2.45.
ASTM D2668-07 Standard Test Method for 2,6-di-tert-Butyl- p-Cresol and 2,6-ditert-Butyl
Phenol in Electrical Insulating Oil by Infrared Absorption.
2.2.46.
ASTM D3359-08 Standard Test Methods for Measuring Adhesion by Tape Test.
2.2.47.
ASTM D7091-05 Standard Practice for Nondestructive Measurement of Dry Film Thickness
of Nonmagnetic Coatings Applied to Ferrous Metals and Nonmagnetic, Nonconductive
Coatings Applied to Non-Ferrous Metals.
2.2.48.
IEC 60137 Insulated Bushings for Alternating Voltages Above 1.000 V.
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2.2.49.
IEC 60255-22-2 Electrical Relays - Part 22 Electrical Disturbance Tests for Measuring Relays
and Protection Equipment - Section Two -Electrostatic Discharge Tests.
2.2.50.
IEC 60255-22-3 Electrical Relays - Part 22 - Electrical Disturbance Tests for Measuring Relays
and Protection Equipment - Section Three - Radiated Electromagnetic Field Disturbance
Test.
2.2.51.
IEC 61000-4-4 Electromagnetic Compatibility (EMC) - Part 4: Testing and Measurements
Techniques - Section 4: Electrical Fast Transients/Burst Immunity Test.
2.2.52.
IEC 62271-111 High voltage switchgear and controlgear - Part 111: Overhead, PadMounted, Dry Vault, and Submersible Automatic Circuit Reclosers and Fault Interrupters for
Alternating Current Systems up to 38 kV.
2.2.53.
SIS-05-5900 Pictorial Surface Preparation Standard for Painting Steel Surfaces.
2.2.54.
CISPR 16 Specification for Radio Interference Measuring Apparatus and Measurement
Methods.
Notas:
1) Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões dos documentos listados acima, na
data da abertura da Licitação.
2) É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas assegurem
qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas relacionadas acima e que não
contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos documentos
da proposta e, caso a CONTRATANTE julgue necessário, o proponente deve fornecer uma
cópia.
3) Todos os documentos citados como referências devem estar à disposição do inspetor da
CONTRATANTE no local da inspeção.
3. MEIO AMBIENTE
3.1.
Em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento, devem ser
rigorosamente cumpridas as legislações ambientais nas esferas federal, estadual e
municipal aplicáveis.
3.2.
Fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental vigente nos seus países de
origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e ao transporte
até o seu aporte no Brasil.
3.3.
O FORNECEDOR é o responsável pelo pagamento de multas e pelas ações decorrentes de
práticas lesivas ao meio ambiente, que possam incidir sobre a CONTRATANTE, quando
derivadas de condutas praticadas por ele ou por seus subfornecedores.
3.4.
A CONTRATANTE pode verificar, nos órgãos oficiais de controle ambiental, a validade das
licenças de operação e de transporte dos fornecedores e subfornecedores.
4. CONDIÇÕES GERAIS
4.1.
Geral
4.1.1.
Os religadores devem atender às exigências das últimas versões ou revisões da ABNT-NBR
8177 e ABNT-NBR 8155, na data da abertura da Licitação.
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4.1.2.
Nenhuma modificação nos religadores deve ser feita “a posteriori” pelo fabricante sem a
aprovação da CONTRATANTE. No caso de alguma alteração, o fabricante deve realizar todos
os ensaios de tipo, na presença do inspetor da CONTRATANTE, sem qualquer custo
adicional.
4.1.3.
Caso haja divergência, nos diversos documentos, para os valores aceitáveis nos diversos
ensaios indicados, prevalecem as exigências mais rigorosas em todos os casos
4.1.4.
O projeto, componentes empregados, fabricação e acabamento devem incorporar, tanto
quanto possível, as mais recentes técnicas, mesmo que tais condições não sejam
mencionadas explicitamente nesta ET.
4.1.5.
Os equipamentos devem:
4.1.5.1.
Ser fornecidos completos, com todos os acessórios necessários ao seu perfeito
funcionamento, mesmo os não explicitamente citados nesta ET, no Edital de Licitação ou no
Pedido de Compra.
4.1.5.2.
Ter todas as peças correspondentes intercambiáveis quando de mesmas características
nominais e fornecidas pelo mesmo fornecedor, de acordo com esta ET.
4.1.5.3.
Possuir o mesmo projeto e serem essencialmente idênticos, quando pertencerem a um
mesmo item do Pedido de Compra.
4.1.6.
A vencedora do processo aquisitivo somente poderá assinar o Contrato de Fornecimento
depois de avaliada tecnicamente quanto à sua capacidade de atender às normas e códigos
exigidos nesta Especificação Técnica através do seu processo de assegurar o controle da
qualidade e a garantia da qualidade, além de avaliar a sua capacidade fabril. Ainda deverá
demonstrar através do histórico de fornecimento o comprometimento com os prazos de
entrega conforme estabelecidos em contrato.
4.1.6.1.
A vencedora deverá demonstrar que audita seus fornecedores em relação aos seus
processos de gerenciamento de controle e garantia da qualidade de uma sistemática
recomendada pela norma ISO 9001 ou equivalente, desde que aprovada pela
CONTRATANTE.
4.2.
Unidades e Idiomas
4.2.1.
As unidades de medida do Sistema Internacional de Unidades serão usadas para as
referências da proposta, inclusive descrições técnicas, especificações, desenhos e qualquer
documento ou dados adicionais. Quaisquer valores indicados, por conveniência, em
qualquer outro sistema de medidas deverão ser também expressos em unidades do
Sistema Internacional de Unidades. Todas as instruções escritas, bem como os desenhos,
legendas, artigos, folhetos, publicações, catálogos técnicos e relatórios de ensaios emitidos
pelo fabricante, devem ser redigidos, preferencialmente, em português.
4.3.
Cronograma de fabricação e entrega
4.3.1.
Após o recebimento da ordem de compra e esclarecidos todos os detalhes técnicos e
comerciais, o fornecedor deverá, para cada item, confirmar o cronograma de fabricação
enviado na proposta comercial. Três cópias desses cronogramas deverão ser enviados à
CONTRATANTE, até 15 dias após o recebimento do Pedido de Compra.
4.3.1.1.
Caso a CONTRATADA altere o cronograma de entrega sem o consentimento por escrito da
CONTRATANTE serão aplicadas as penalidades previstas no edital.
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4.4.
Manual de Instruções
4.4.1.
Os equipamentos devem estar acompanhados de manuais de operação e manutenção,
escritos em português, que forneçam todas as informações necessárias ao seu manuseio.
Os manuais deverão conter no mínimo as seguintes informações:
4.4.1.1.
Instruções completas cobrindo: descrição, funcionamento, manuseio, instalação, ajustes,
operação, manutenção e reparos, incluindo os números de série e modelos aos quais ele se
aplica.
4.4.1.2.
Relação completa de todos os componentes e acessórios, incluindo nome, descrição,
número de catálogo, quantidade usada, identificação do desenho e instruções para
aquisição.
4.4.1.3.
Procedimentos específicos relativos ao descarte dos equipamentos propostos, quer ao final
da sua vida útil, quer em caso de inutilização por avaria.
4.4.2.
No mínimo um mês antes da inspeção inicial, o fornecedor deve entregar à CONTRATANTE
duas vias do Manual de Instruções. Uma outra via deve acompanhar o equipamento.
4.4.3.
O Manual de Instruções deve também ser fornecido com uma cópia do Anexo B desta
Especificação devidamente preenchida pelo fornecedor com os dados referentes a um
equipamento do lote.
4.5.
Requisitos da Garantia da Qualidade
4.5.1.
Os itens ou item objeto desta especificação devem ser fabricados dentro de um sistema da
qualidade. O proponente deve atender a uma das seguintes situações abaixo:
4.5.1.1.
Apresentar documento, comprometendo-se a implementar um sistema da qualidade
específico para a fabricação dos itens deste fornecimento. Esse sistema da qualidade
deverá estar regulamentado em um plano da qualidade a ser avaliado e aceito pela
contratante antes do início da fabricação.
4.5.1.2.
Apresentar documento, comprometendo-se a implementar um sistema da qualidade antes
do início da fabricação. Esse sistema da qualidade deve ser baseado na norma NBR ISO
9001, e deverá ser avaliado e aceito pela contratante antes do início da fabricação.
4.5.1.3.
Apresentar documento declarando já possuir implementado um sistema da qualidade
baseado na norma NBR ISO 9001, o qual deverá ser avaliado e aceito pela contratante antes
do início da fabricação.
4.5.1.4.
A contratada deverá ser avaliada quanto à sua capacidade fabril ou capacidade de fornecer
serviços técnicos de engenharia conforme solicitados no termo de referência, em
conformidade com as especificações técnicas, normas e códigos aplicáveis, devendo ser
aprovada e aceita pela contratante antes do inicio da fabricação.
Notas:
i) no caso de o proponente apresentar cópia de certificado emitido por Órgão certificador
aceito pela contratante, comprovando possuir já implantado, para a fabricação dos itens
deste fornecimento, um sistema da qualidade baseado na norma NBR ISO 9001, esse
sistema, a critério da contratante, poderá ser dispensado de avaliação pela contratante.
(ii) o fornecimento poderá ser executado por distribuidor ou representante de um
fabricante.
Nesse caso, o atendimento às alternativas acima, no que se refere à
implementação de um sistema da qualidade, aplica-se ao fabricante.
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4.5.2.
Durante todo o período de fornecimento, o fabricante deverá manter válida a aceitação do
seu sistema da qualidade pela contratante.
4.5.3.
Caso o fabricante não seja a empresa contratada, cabe a esta garantir que o fabricante
mantenha válida a aceitação do seu sistema da qualidade pela contratante.
4.5.4.
A não obtenção, pelo fabricante, da aceitação do seu sistema da qualidade
contratante implicará na rescisão do contrato.
4.5.5.
A verificação da continuidade da aplicação do sistema da qualidade pelo fabricante será
efetuada pela contratante através de auditorias de sistema da qualidade.
4.5.6.
Os custos inerentes ao processo de aceitação do sistema da qualidade
CONTRATANTE serão arcados da seguinte forma:
4.5.6.1.
No caso de fabricante nacional:
pela
pela
a) Serão de responsabilidade da contratante os custos do seu próprio pessoal ou do
pessoal por ela delegado;
b) Serão de responsabilidade da contratada, todos os custos referentes ao seu pessoal
e à compra e/ou locação de equipamentos, instalações e serviços necessários à
implantação do sistema da qualidade a ser aceito pela CONTRATANTE.
4.5.6.2.
No caso de fabricante estrangeiro:
a) Serão de responsabilidade da contratada, todos os custos referentes ao seu pessoal e
à compra e/ou locação de equipamentos, instalações e serviços necessários à
implantação do sistema da qualidade a ser aceito pela contratante, bem como todos os
custos do pessoal destas empresas, ou do pessoal por ela delegado para a realização da
avaliação do sistema da qualidade do fabricante.
4.6.
Acondicionamento e Marcação
4.6.1.
Os equipamentos devem ser acondicionados individualmente, em embalagens apropriadas
para transporte rodoviário ou aéreo, ou em conjuntos com separação interna individual
também apropriada.
4.6.2.
As embalagens devem ser identificadas de forma indelével, no mínimo com as seguintes
informações:
4.6.2.1.
Nome ou marca do fabricante.
4.6.2.2.
Designação do tipo, modelo ou equivalente.
4.6.2.3.
Número de série.
4.6.2.4.
Posição de transporte.
4.6.2.5.
Massa total do volume em quilogramas.
4.6.2.6.
Indicações de cuidados no manuseio.
4.6.2.7.
Número do Pedido de Compra.
4.6.3.
As embalagens devem ser acomodadas em pallets, em forma e quantidades adequadas ao
transporte.
4.6.4.
A embalagem será considerada satisfatória se o equipamento for encontrado em perfeito
estado na chegada ao destino.
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4.6.5.
A embalagem final, assim como o acondicionamento parcial deverão ser feitos de modo
que o peso e as dimensões sejam mantidos dentro de limites razoáveis a fim de facilitar o
manuseio, o armazenamento e o transporte.
4.6.6.
As embalagens devem ser adequadas para armazenagem ao tempo, por período de, no
mínimo, um ano e manter-se em condições de um novo transporte nas mesmas condições
anteriores.
4.7.
Treinamento
4.7.1.
O fabricante deve fornecer, juntamente com os religadores, sem ônus, todo o software e
treinamento aos empregados da CONTRATANTE, necessários à instalação, operação e
manutenção dos equipamentos.
4.8.
Assistência Técnica
4.8.1.
Deverá ser declarada a garantia da assistência técnica durante o período de 01 ano após o
período de garantia do equipamento, e atendimento no local de instalação em um prazo
não superior a 05 (cinco) dias a partir da data de solicitação da respectiva concessionária.
4.9.
Peças de reposição
4.9.1.
O fornecedor deve incluir em sua proposta uma completa lista de preços, para as peças de
reposição que ele achar necessárias ou recomendadas.
4.9.2.
As peças de reposição devem ser idênticas àquelas do equipamento original.
4.9.3.
Quando for o caso, elas devem ser submetidas a inspeção e ensaios, embaladas em
volumes separados, claramente marcados "Peças Sobressalentes".
4.9.4.
O número de código do catálogo das peças de reposição e os números de código das peças
devem ser fornecidos, de modo a facilitar o ordenamento e a sua posterior aquisição.
4.9.5.
O fornecedor deve garantir o suprimento por um período de dez anos, a partir da data de
entrega, e dentro de um período máximo de dois meses, a partir da emissão da ordem de
compra, de quaisquer peças do religador que se fizerem necessárias. Esta garantia deve ser
claramente indicada em sua proposta.
4.9.6.
A CONTRATANTE se reserva o direito de aceitar todo o lote de peças de reposição ou a
parte dele que achar mais conveniente.
4.9.7.
Deverão ser fornecidos pelos fabricantes, sem ônus para a CONTRATANTE, todos os
equipamentos e ferramentas especiais, de montagem e manutenção, que sejam
considerados necessários a uma adequada montagem, desmontagem, ajuste e calibração
de qualquer parte do equipamento.
4.9.8.
Por equipamentos e ferramentas especiais, ficam definidos aqueles especialmente
projetados e fabricados para um equipamento particular, devendo ser listados pelo
fabricante.
5.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
5.1.
Geral
5.1.1.
Os religadores devem ser automáticos e capazes de interromper tanto faltas entre fases
como faltas à terra e religar o circuito com a sequência pré-determinada de operações de
abertura e fechamento, seguidas de rearme ou bloqueio.
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5.1.2.
As caracterisiticas técnicas básicas dos religadores estão descritas no ANEXO F desta ET.
5.1.3.
No caso de defeito em um dos pólos, o religador deverá permitir a troca
somente do pólo danificado. Deverá permitir ainda a manutenção em
oficina da contratante.
5.2.
Operação
5.2.1.
A operação do religador por faltas deve ser por meio de controle microprocessado, o qual
irá operar o mecanismo de disparo.
5.2.2.
Deve ser disponibilizada no painel de controle a leitura de valores mínimos da corrente de
disparo, medição instantânea de demanda e registro do último evento.
5.2.3.
Os ajustes, programação e leitura dos parâmetros de controle deverão ser obtidos via
software de interface ou via comunicação digital.
5.2.4.
O controle deve ser protegido contra surtos de tensão.
5.2.5.
Deve permitir um número mínimo de quatro operações até o bloqueio. Caso a última
unidade de operação executada seja apenas de interrupção, o religador deve ser bloqueado
na posição aberta.
5.2.6.
As sequências de operação devem ser fixadas de modo a ter somente aberturas
instantâneas, somente retardadas, ou uma combinação delas, independentes, para defeitos
fase-fase e fase-terra.
5.2.7.
Deve rearmar-se automaticamente se a falta desaparecer antes do bloqueio.
5.3.
Dispositivo de Operação Manual "Local/Remoto"
5.3.1.
Os religadores devem ser equipados com uma chave seletora "Local/Remoto", com
contatos disponíveis para sinalização quando na posição "Local".
5.3.2.
Esta chave deverá permitir acesso, em todos os estados, às seguintes funções:
a)
b)
c)
d)
bloqueio de religamento;
bloqueio do disparo de terra;
comando ligar e desligar;
mudança do grupo de ajustes.
5.3.3.
Quando na posição "Local" nenhum comando remoto deve ser possível.
5.4.
Dispositivo de Bloqueio do Religamento
5.4.1.
Devem ser provisionados com um dispositivo que permita o bloqueio das operações de
religamento, depois da primeira operação de disparo, independente do número de
operações estabelecidas para o religador, através da interrupção do circuito de fechamento
do religador, com operação e sinalização local/remota.
5.5.
Dispositivo de Bloqueio do Disparo de Terra
5.5.1.
Devem ser equipados com um dispositivo de bloqueio do disparo de faltas para terra, via
contatos secos, com operação e sinalização local/remota.
5.6.
Contador de Operações
5.6.1.
O religador deve ser equipado com um contador de operações, com contagem acumulativa
das operações, inclusive transitórias, para fins de controle da manutenção e do desgaste
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
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dos contatos. Este último poderá ser visual e mecânico ou por intermédio de software
apropriado. Deve ser informada a função entre o número máximo de operações e a
corrente de curto-circuito interrompida.
5.7.
Tomada Auxiliar
5.7.1.
Na cabine de controle deve ser prevista uma tomada do tipo universal 2P+T.
5.8.
Transformadores/Sensores de Corrente e de Tensão
5.8.1.
Cada religador deverá ser fornecido com um TC ou sensor de corrente, para cada fase,
relação múltipla 600/5-5 A, com dois núcleos secundários, sendo um para medição e outro
para proteção, com as seguintes classes de precisão: 0,6C25 e 10B100, respectivamente.
5.8.2.
Cada religador deverá ser fornecido com um TP ou sensor de tensão, com dois núcleos
secundários, para cada fase (medição e proteção), com relações 13800 – 13800/√3 - 115 –
115/√3 ou 34500 – 34500/√3 - 115 – 115/√3, classe de precisão : 0,3P75 e 1,2P200.
5.8.3.
O fabricante deverá comprovar o desempenho dos dispositivos de proteção para as
correntes nominais e capacidades de interrupção dos religadores ofertados, mediante
ensaios com cargas padrão.
5.9.
Dispositivo de Controle
5.9.1.
Deve possuir, além de outras, as seguintes funções: contagem e sequência das operações
de fase, contagem do número de operações do religador até o bloqueio, contagem e
sequência das operações para terra.
5.9.2.
Deve ser capaz de operar satisfatoriamente em uma faixa de temperatura entre - 5°C e +
60°C, umidade 0 a 100%, radiação solar máxima 1,1kW/m2 e altitude máxima 3.000m.
5.9.3.
Permitir o ajuste do número de operações até o bloqueio do religador em duas, três ou
quatro. O bloqueio do religador depois de uma operação somente deverá ser possível por
intermédio do dispositivo de bloqueio do religamento (ver item 5.4).
5.9.4.
Todos os dispositivos de contagem devem retornar a zero automaticamente, caso a falta
seja de natureza transitória e não cause o bloqueio do religador. O tempo de retorno a zero
(tempo de rearme) deve ser programável entre 3 e 1800 segundos.
5.9.5.
Os religadores devem ser fornecidos com no mínimo quatro contatos NA e quatro contatos
NF, independentes e disponíveis em bornes.
5.9.6.
O controle deve ser adequado para operação em corrente alternada e contínua, na faixa de
tensão entre 90 e 240 V.
5.9.7.
Quando da inexistência de referência de tensão interna, o fabricante deve prever
alimentação com potencial externo, tensão 115 V fase-fase.
5.10.
Características Mínimas do Controle
5.10.1.
Deve ser do tipo microprocessado, alojado em compartimento à prova de intempéries,
equipado com uma resistência de aquecimento controlada por termostato.
5.10.2.
A conexão ao religador deve ser por intermédio de cabo de controle multipolar.
5.10.3.
Deve ser fornecido, juntamente com o religador, software para operação, ajustes,
programação e acesso aos dados de medição, registro de eventos e perfil de carga
contemplando: corrente e tensão nas três fases, energias ativa e reativa, potências ativa e
reativa, com memória de massa suficiente para armazenar as medidas por um período
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mínimo de trinta dias consecutivos, a intervalos de quinze minutos. Esse software deve
conter código de segurança programável que limite o acesso às funções de programação do
controle somente a pessoas autorizadas.
5.10.4.
Deve possuir proteção de sobrecorrente de fase, terra e falta sensível a terra com, no
mínimo, dois grupos de ajustes, um normal e pelo menos um alternativo. Cada um deles
deverá permitir a programação de todos os ajustes para a proteção de sobrecorrente. O
perfil deverá ser selecionado através de operação local ou remota, através de entradas
digitais.
5.10.5.
O controle deverá ser fornecido com, no mínimo, quatro EDs (entradas digitais) e seis SDs
(saídas digitais), além daquelas utilizadas nas funções próprias do religador.
5.10.6.
Para permitir uma boa flexibilidade de operação e implantação de ajustes no religador, o
controle deverá prover uma ampla gama de curvas tempo-corrente (TCC) com possibilidade
de modificar as curvas padrão e/ou desenvolver curvas específicas.
5.10.7.
O controle deverá prover as funções de pick-up de carga fria para prevenir a operação de
abertura do religador devido às correntes de inrush do sistema e, incluir proteções de
sub/sobretensão, com opção de restauração automática de carga quando o sistema voltar à
condição normal de operação.
5.10.8.
Deve ser prevista função para detecção de falta de alta impedância (queda de cabo ao
solo).
5.10.9.
Prever dispositivo antibombeamento ou a respectiva função no controle.
5.10.10.
Quando alimentado em CA, o controle deverá possuir um banco de baterias de lítio, do tipo
selada, com elementos de 12 V/7,2 Ah para operação em caso de falta de alimentação, a
qual deve garantir a autonomia do religador por pelo menos 24 h, devendo ser capaz de
efetuar três ciclos completos de operação, sem energia externa.
5.10.11.
O religador deverá
para alimentação de
etc;
5.10.12.
Devem ser previstas funções para teste da bateria via software, terminais externos ou
painel frontal, com sinalização local/remota caso ocorra falha.
5.10.13.
Quando o valor da tensão das baterias atingir o mínimo estabelecido pelo fabricante, o
banco deve ser desconectado do sistema.
5.10.14.
O painel frontal de controle deverá incluir um display de cristal líquido (LCD) que permita
fácil visualização das informações de medição, ajustes e parâmetros do religador. Devendo
possuir ainda chaves para execução das funções operacionais do religador e LEDs para
indicação do seu status.
5.10.15.
O controle deve ser dotado de meios para medição das seguintes grandezas: tensão,
corrente, potências ativa, reativa e aparente, energia e componentes simétricas de
sequências positiva, negativa e zero para tensão e corrente normais do sistema. Para tal o
religador deverá prover as referências de corrente (TCs) e de tensão (TPs). Para a referência
de tensão admite-se sensores capacitivos ou resistivos em substituição aos TPs, sendo que
neste caso, a classe de precisão mínima deve ser 0,6.
5.10.16.
Deve permitir ainda o registro oscilográfico de tensão e corrente de defeito e o ajuste do
intervalo de tempo em que se deseja fazer as medições.
5.10.17.
Quando especificado, o controle deve fazer a análise de harmônicas e frequência.
disponibilizar saída regulada em 12Vcc ou 24Vcc
equipamentos de comunicação como rádios, modems,
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5.10.18.
O controle deve ter registrador de eventos e perfil de dados, para análise estatística,
totalmente configurável.
5.10.19.
Deve ter capacidade para armazenagem em memória não volátil com a hora e o dia das
últimas 20 sequências juntamente com o número de aberturas na sequência e a magnitude
da corrente em cada elemento de proteção;
5.11.
Operação de Fechamento/Abertura
5.11.1.
As operações de fechamento e abertura do religador podem ser efetuadas por meio de
mecanismo de energia acumulada por mola carregada por motor alimentado em baixa
tensão ou atuador magnético.
5.11.2.
Quando for utilizado solenóide, este deve operar em uma faixa de variação de 10% em
relação a sua tensão nominal.
5.11.3.
O solenóide deve ser protegido contra danos térmicos que possam ser causados por sua
contínua energização devido a condições anormais de subtensão.
5.11.4.
A operação do mecanismo de abertura e fechamento deve ser tripolar e simultânea para as
três fases; se for utilizado comando por polo, o referido mecanismo deve ser provido de
dispositivo mecânico que garanta a abertura tripolar.
5.11.5.
Os mecanismos de operação a energia armazenada deverão permitir carregamento manual.
5.12.
Automação
5.12.1.
O controle deve permitir operação via canais de comunicação, através de duas portas
seriais (RS232 e uma porta serial RS-485 independentes) na sua porta frontal, possibilitando
a configuração/parametrização local e também por saída ótica, para comunicação remota,
com conector do tipo ST.
5.12.2.
Deve operar com os protocolos de comunicação Modbus, DNP 3 e IEC 60870-103. Deve ser
fornecido pelo fabricante, juntamente com os religadores, o protocolo e a profile do
protocolo do respectivo relé ou sistema de proteção.
5.12.3.
O Religador deverá ter flexibilidade de ser programado para trabalhar em conjunto com
outros Religadores, realizando comunicação entre os mesmos, realizando
medições/monitoramento, com o intuito de realizar manobras de forma automática sem
intervenção do Centro de Operação;
5.13.
Protetores de Surto
5.13.1.
Na entrada da alimentação externa de cada religador deverão ser instalados protetores de
surtos, para proteção contra sobre tensões de origem atmosférica e de manobras do
sistema;
6.
Características Construtivas
6.1.
Tanque e Tampa
6.1.1.
O religador deve ser projetado e construído em chapas de aço com uma espessura capaz de
resistir, em função de suas capacidades e forma, a todos os esforços estimados.
6.1.2.
Todas as emendas e junções devem ser cuidadosamente soldadas de modo a deixar o
tanque totalmente impermeável ao óleo e à umidade.
6.1.3.
Acabamento do Tanque e Caixa do Controle
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6.1.3.1.
Geral
a) Logo após a fabricação do tanque, as impurezas devem ser removidas através de
processo químico ou jateamento abrasivo ao metal quase branco, padrão visual Sa 2 1/2 da
norma SIS 05 5900.
b) As superfícies interna e externa do tanque devem receber um tratamento que confira
uma proteção eficiente contra a corrosão.
c) Deve ser escolhido um sistema de revestimento protetor, anticorrosivo, entre aqueles
definidos nas normas NBR 7831, NBR 7832 ou NBR 7833, recomendado para todas as
atmosferas da classificação de meios corrosivos da NBR 6181.
d) A preparação das superfícies e respectiva proteção contra corrosão devem ser
executadas em conformidade com a NBR 11388.
e) As superfícies externas devem receber um esquema de pintura tal que suportem os
ensaios prescritos nos itens 8.2.12 e 8.2.13.
f) Os flanges das buchas, parafusos e porcas externas ao religador não poderão receber
pintura e devem ser confeccionados em aço inox ou galvanizados a fusão.
6.1.3.2.
Todas as superfícies a serem pintadas devem ser preparadas e pintadas de acordo com os
procedimentos a seguir descritos.
6.1.3.3.
Pintura Interna
6.1.3.3.1.
Deve ser aplicada uma demão de poliuretano alifático isocianato ou epóxi-poliamina, na cor
branca, com espessura seca mínima de 40 µm.
6.1.3.4.
Pintura Externa
6.1.3.4.1.
Tinta de Fundo: aplicar uma demão de epóxi-poliamina óxido de ferro, com espessura
mínima da película 40 µm.
6.1.3.4.2.
Acabamento: aplicar uma demão de poliuretano alifático com pigmento de dióxido de
titânio, espessura mínima da película 80 µm, na cor cinza, referência Munsell N6.5.
6.1.3.4.3.
Espessura total, mínima, da película seca 120 µm.
Notas:
1) No caso da tampa e tanque do religador serem feitos de aço inox a pintura de
acabamento pode ser dispensada.
2) Outros processos de proteção anticorrosiva e pintura poderão ser aceitos, desde que
submetidos a prévia aprovação por parte da CONTRATANTE.
6.1.4.
Suporte para Montagem em Poste
6.1.4.1.
Devem ser previstos suportes com resistência mecânica suficiente para suportar o peso do
religador instalado.
6.1.4.2.
Devem estar localizados de modo a não prejudicar a operação manual do religador, quando
instalado.
6.1.5.
Olhais de Suspensão
6.1.5.1.
Devem possuir dois olhais de suspensão com dimensões, formato e resistência mecânica
que permitam o levantamento do religador sem causar danos ao tanque e às buchas.
6.1.6.
Terminal de Aterramento
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6.1.6.1.
Deve estar localizado na parede inferior do tanque ou na estrutura de fixação, equipado
com um conector que acomode cabos de cobre com seções entre 25 e 70 mm2.
6.1.7.
Estrutura tipo Subestação
6.1.7.1.
Os religadores para montagem em subestação deverão ser instalados em estrutura
metálica, fornecida junto com o equipamento, com altura ajustável. Esta estrutura deve ser
confeccionada em aço galvanizado pelo processo de imersão a quente, conforme
estabelecido no item 5.8.
6.1.8.
Identificação dos Terminais Fonte/Carga
6.1.8.1.
Os lados fonte e carga devem ser marcados legível e indelevelmente, na tampa, de forma
que possam ser claramente identificados.
6.2.
Buchas
6.2.1.
Devem ser de porcelana vitrificada ou material polimérico, livres de fissuras, cavidades e
quaisquer outras imperfeições, de acordo com a NBR 5034.
6.3.
Conectores Terminais
6.3.1.
Devem ser do tipo barra chata, com dois ou quatro furos, padrão NEMA, em liga de
alumínio ou cobre com condutividade mínima 30 e 35% IACS, respectivamente, ser
encaixados nas buchas, estanhados, de modo a permitir o uso de condutores de cobre ou
alumínio com seções entre 35 e 240 mm2, na posição vertical ou horizontal.
6.4.
Placas de Identificação e de Identificação de Cadastro de Equipamento
6.4.1.
Placa de Identificação
6.4.1.1.
Os religadores devem ser providos de placa de identificação fixada em local visível,
confeccionada em aço inoxidável ou alumínio anodizado, contendo no mínimo, as seguintes
informações, escritas em português e usando unidades do sistema métrico decimal:
a) as palavras "Religador Automático";
b) nome ou marca comercial do fabricante;
c) número de série;
d) tipo ou modelo (do fabricante);
e) tensão máxima, em kV;
f) corrente nominal, em A;
g) capacidade de interrupção simétrica nominal, em kA;
h) frequência nominal, em Hz;
i) tensão suportável à frequência industrial;
j) tensão suportável de impulso atmosférico;
k) mês e ano de fabricação;
l) tipo de interrupção;
m) normas aplicáveis;
n) massa total, em kg;
o) número do Contrato de Fornecimento de Material CFM.
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6.5.
Ferragens
6.5.1.
Parafusos externos, arruelas e porcas devem ser confeccionados em aço inoxidável ou
galvanizados a fusão de acordo com a NBR 6323. As ferragens galvanizadas devem ter a
massa de zinco por unidade de área (g/m2) e espessura da camada de zinco em
conformidade com a norma anteriormente referida.
6.6.
Resistência de Aquecimento
6.6.1.
Todas as caixas de controle deverão ser providas de resistência de aquecimento,
alimentada em 220 VCA e controlada por um termostato com faixa de operação entre 10 e
120°C. Devem dispor ainda de alarme de queima da resistência de aquecimento, com
indicação remota.
6.7.
Caixa do Controle
6.7.1.
A caixa onde está contido o controle deve ser confeccionada em chapas de aço-carbono, e
apresentar grau de proteção mínimo IP54, conforme NBR IEC 60259.
6.7.2.
Deve ser equipada com tomada externa, com respectivo plug macho, grau de proteção
IP65, fixada na base inferior do painel, para alimentação das resistências e bateria, durante
a armazenagem do equipamento.
6.8.
Dispositivo de Abertura Através de Vara de Manobra
6.8.1.
O religador para instalação em poste deve ser equipado com um dispositivo mecânico, de
operação manual, que permita que a abertura seja feita do nível do solo, através de vara de
manobra.
6.9.
Indicador de posição dos contatos
6.9.1.
O religador deve ser provido de indicador de posição dos contatos, se abertos ou fechados,
visível do solo.
6.9.2.
Os indicadores mecânicos de posição aberto/fechado dos religadores devem
ser nas cores verde e vermelho respectivamente, de fácil visualização e
fosforescentes;
6.9.3.
No caso de religadores que trabalhem com 03 atuadores
deverão ser instalados 03 indicadores mecânicos de posição,
para cada pólo;
6.9.4.
A alavanca para abertura manual deverá ser pintada na cor amarela;
6.10.
Elevação de Temperatura
6.10.1.
Os religadores devem ser projetados de forma a funcionar em regime contínuo, com
corrente nominal circulando, sem que sejam excedidos os limites de elevação de
temperatura previstos na NBR 8177.
6.10.2.
As classes de temperatura mínima dos materiais isolantes devem ser as seguintes:
magnéticos,
sendo um
-isolação à seco: F (155oC)
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6.11.
Motor
6.11.1.
Quando for prevista a utilização de motor para carregamento de molas, o mesmo deve ser
do tipo universal, operar em corrente alternada e contínua, na faixa de tensão entre 90 e
240 V.
6.11.2.
O dispositivo de proteção do motor deve ser bipolar.
7. GARANTIA
7.1.
A CONTRATADA deve dar garantia de 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de entrega
no local especificado no Pedido de Compra, ou 18 (dezoito) meses a partir da data de
entrada em operação, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de
projeto, material ou fabricação do equipamento ofertado. Se necessário, deverá substituir
os equipamentos sem ônus para a CONTRATANTE;
7.2.
Em caso de devolução dos equipamentos para reparo ou substituição, dentro do período de
garantia, todos os custos de material e transporte, bem como as despesas para a retirada
das peças com deficiência, para a inspeção, para a entrega e para a instalação dos
equipamentos novos ou reparados, serão de responsabilidade exclusiva do fornecedor.
7.3.
Independentemente do prazo de garantia estar ou não vencido, o fabricante deve
promover, sem ônus para a CONTRATANTE, a substituição e correção dos equipamentos e
materiais devido a falhas de projeto verificadas posteriormente ao recebimento, mesmo
que tais problemas tenham se manifestado em ambiente de operação da CONTRATANTE.
7.4.
Quando for substituído ou reparado qualquer componente ou acessório dentro do prazo de
garantia, uma das três possibilidades seguintes para a extensão da garantia do
equipamento deverá ser considerada:
7.4.1.
Se o defeito no componente ou acessório não implicar em indisponibilidade do
equipamento, nem a substituição afetar o funcionamento de outras partes, nem
comprometer a integridade do equipamento, somente a garantia do componente ou
acessório deverá ser renovada por mais 18 meses contados a partir da nova entrada em
operação;
7.4.2.
Se o defeito no componente ou acessório implicar em indisponibilidade do equipamento,
mas a substituição não afetar o funcionamento de outras partes, nem comprometer a
integridade do equipamento, a garantia do componente ou acessório deverá ser renovada
por mais 18 meses contados a partir da nova entrada em operação e a garantia do
equipamento deverá ser estendida por um período igual ao da indisponibilidade verificada;
7.4.3.
Se o defeito no componente ou acessório implicar em indisponibilidade do equipamento, e
a substituição afetar o funcionamento de outras partes ou, de alguma forma, comprometer
a integridade do equipamento, a garantia deverá ser renovada para todo o equipamento
por mais 18 meses contados a partir da nova entrada em operação.
8. INSPEÇÃO
8.1.
Geral
8.1.1.
A inspeção compreende o acompanhamento durante a fabricação e a execução dos ensaios
de recebimento, ou seja, os ensaios de rotina, os ensaios de tipo e os ensaios especiais, os
dois últimos quando exigidos pela CONTRATANTE.
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8.1.2.
O lote para inspeção compreende todas as unidades de mesmas características fornecidas
de uma só vez.
8.1.3.
Equipamentos rejeitados pelo critério de amostragem não podem fazer parte de outros
lotes dentro de uma mesma inspeção, podendo, a critério da CONTRATANTE, ser ensaiados
individualmente.
8.1.4.
No momento do início da inspeção os equipamentos devem estar completos, incluindo
todos os componentes para instalação em campo como conectores e acessórios. Os
sobressalentes também devem ser apresentados para inspeção.
8.1.5.
Caso os equipamentos estejam incompletos todo o lote deverá ser rejeitado ou, a critério
da CONTRATANTE, deverá ser desconsiderado o lote e todos os ensaios previstos deverão
ser realizados individualmente nas unidades que estiverem completas.
8.1.6.
Qualquer dispensa dos ensaios previstos por esta especificação só poderá ser realizada pela
CONTRATANTE oficialmente e por escrito, indicando inclusive os motivos da dispensa.
8.1.7.
O custo de todos os ensaios previstos deve estar incluído no preço final do produto.
8.1.8.
É proibida a emissão de planos de inspeção que não atendam a todos os ensaios e
requisitos previstos nesta especificação.
8.1.9.
Qualquer recusa ou dificuldade imposta pelo fornecedor à realização de todos os ensaios
previstos implicará na rejeição dos equipamentos e nas sanções previstas por não
atendimento aos requisitos da licitação.
8.1.10.
Em casos de subfornecimento não será aceita a emissão de laudos de ensaios sem que
tenha havido a convocação da inspeção da CONTRATANTE.
8.1.11.
O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou contratada, necessária à
execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver aprovação prévia da
CONTRATANTE), de acordo com legislação vigente no Brasil.
8.1.12.
O fornecedor deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE, o direito de se familiarizar, em
detalhes, com as instalações e com os equipamentos a serem utilizados, estudar as
instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e, em
caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.
8.1.13.
O fornecedor deve garantir ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a laboratórios e a
locais de fabricação e de acondicionamento.
8.1.14.
Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como referência devem estar
à disposição do inspetor da CONTRATANTE no local da inspeção.
8.1.15.
A CONTRATANTE se reserva o direito de enviar inspetores devidamente credenciados, com
o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar os
ensaios.
8.1.16.
O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de aferição dos
instrumentos de seu laboratório ou do contratado, utilizados na inspeção, medição e ensaio
dos equipamentos ofertados, emitido por órgão homologado pelo INMETRO, ou por
organização equivalente em outros países. O intervalo máximo dessa aferição deve ser de
um ano, podendo acarretar desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa
exigência.
8.1.17.
Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único
responsável pelo controle daqueles. O fornecedor deve assegurar à CONTRATANTE o
acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro.
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8.1.18.
A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:
8.1.18.1.
Não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o equipamento de acordo com
os requisitos desta ET;
8.1.18.2.
Não invalida qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito da qualidade do
equipamento e/ou da fabricação. Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote
pode ser inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, se
necessário, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências
desta ET, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do fornecedor.
8.1.19.
A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o fornecedor
de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da CONTRATANTE, a rejeição
tornar impraticável a entrega do equipamento nas datas previstas, ou se tornar evidente
que o fornecedor não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta ET, a
CONTRATANTE se reserva o direito de rescindir todas as suas obrigações e de obter o
equipamento de outro fornecedor. Em tais casos, o fornecedor será considerado infrator do
contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis.
8.1.20.
Todas as unidades rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por
unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus para a CONTRATANTE.
8.1.21.
A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados.
Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
8.1.21.1.
Da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção;
8.1.21.2.
Do fornecedor, em caso contrário.
8.1.22.
Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem, alimentação,
homens-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos seguintes casos:
8.1.22.1.
Se o lote estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção;
8.1.22.2.
Se o laboratório de ensaio não atender às exigências da CONTRATANTE e à NR 10;
8.1.22.3.
Devido à reinspeção do equipamento por motivo de reprovação nos ensaios.
8.1.22.4.
Se o equipamento necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção final de
subfornecedor contratado pelo fornecedor em localidade diferente da sede do fornecedor;
8.1.23.
O fabricante/fornecedor deverá apresentar, no ato da inspeção de recebimento, o arquivo
em meio eletrônico (Compact Disc), conforme padrão estabelecido e devidamente
comunicado a CONTRATANTE, no qual conste cada equipamento, suas características e os
respectivos resultados dos testes. Este quesito será um dos itens da inspeção de
recebimento. Após a aceitação dos lotes, o fabricante deve enviar a CONTRATANTE em até
5 (cinco) dias úteis, após a entrega dos lotes, o arquivo final consolidado, com as alterações
ocorridas em função da inspeção.
8.1.24.
Antes de serem fornecidas os equipamentos, um protótipo deve ser aprovado, através da
realização dos ensaios de tipo previstos. Estes ensaios podem ser dispensados parcial ou
totalmente, a critério da CONTRATANTE, se já existir um protótipo idêntico aprovado.
8.1.24.1.
De comum acordo com a CONTRATANTE, o fornecedor poderá substituir a execução de
qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do mesmo ensaio, executado em
religadores idênticos aos ofertados, desde que realizados em laboratório reconhecido.
8.1.25.
Se os ensaios de tipo forem dispensados, o fabricante deve submeter um relatório
completo dos ensaios, com todas as informações necessárias, tais como métodos,
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Pág. 21 de 38
instrumentos e constantes utilizadas. A eventual dispensa destes ensaios somente terá
validade por escrito.
8.1.26.
A CONTRATANTE poderá, a seu critério, em qualquer ocasião, solicitar a execução dos
ensaios de tipo para verificar se os equipamentos estão mantendo as características de
projeto preestabelecidas por ocasião da aprovação dos protótipos.
8.1.27.
O fornecedor deve informar a CONTRATANTE, com antecedência mínima de 10 dias úteis,
as datas em que os equipamentos estarão prontos para a inspeção.
8.2.
Ensaios de Recebimento
8.2.1.
Estes ensaios determinam a aceitação do equipamento e devem ser realizados na presença
do inspetor da CONTRATANTE, de acordo com as normas NBR 8185 ou ANSI C37.60.
8.2.2.
Devem ser efetuados em todas as unidades da remessa:
a) tensão suportável à frequência industrial;
b) tensão suportável à frequência industrial nos circuitos auxiliares e de comando;
c) medição da resistência ôhmica dos contatos;
d) funcional;
e) polaridade dos TCs.
8.2.3.
Os ensaios descritos abaixo devem ser realizados em um número de unidades em
conformidade com a Tabela 4.
a) inspeção geral (Verificação das características dimensionais e componentes);
b) verificação da corrente mínima de disparo;
c) operação manual;
d) operação automática;
e) resistência de isolamento;
f) estanqueidade;
g) aderência da camada de tinta;
h) espessura da camada de tinta;
i) ensaios do revestimento de zinco.
8.2.4.
Tensão Suportável à Frequência Industrial
8.2.4.1.
Os religadores devem ser capazes de suportar uma tensão de frequência industrial,
conforme Tabela 1, durante 1 minuto, a seco ou sob chuva, entre as buchas conectadas
umas às outras e o tanque aterrado, sem que haja evidência de descargas e defeitos.
8.2.4.2.
Este ensaio deve ser realizado conforme metodologia prevista na NBR IEC 60694, em todas
as unidades do lote.
8.2.5.
Verificação da Corrente Mínima de Disparo
8.2.5.1.
O religador deve ser ligado a uma fonte de corrente alternada, de baixa tensão, em série
com um dispositivo regulador de tensão.
8.2.5.2.
Aplicar entre os terminais de fase do religador uma tensão que provoque uma corrente não
superior a 80% da mínima de disparo de fase. Esta tensão deve ser elevada, lentamente,
até que a corrente através do religador atinja o valor da mínima de disparo em, no mínimo,
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
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10 s. Caso o religador não opere, a tensão deve continuar sendo elevada, na mesma
proporção anterior, até a operação de abertura.
8.2.5.3.
Deve ser anotada a corrente indicada no momento da abertura.
8.2.5.4.
Para a verificação da corrente mínima de disparo de terra a tensão deve ser aplicada em
apenas uma das fases, com o disparo de terra desbloqueado, repetindo-se o mesmo
procedimento do disparo de fase. Deve-se garantir a não atuação do dispositivo de disparo
de fase.
8.2.5.5.
O religador deve operar na faixa de 5% do valor de corrente ajustado.
8.2.6.
Operação Manual
8.2.6.1.
Este ensaio consiste na abertura e fechamento do religador, manualmente, cerca de dez
vezes, sem corrente fluindo.
8.2.6.2.
O religador deve realizar a sequência completa de abertura e fechamento sem a ocorrência
de qualquer anormalidade.
8.2.7.
Operação Automática
8.2.7.1.
O religador deve ser alimentado de forma a permitir a operação de fechamento e abertura
automática.
8.2.7.2.
O dispositivo de fechamento deve ser alimentado com sua tensão mínima de disparo.
8.2.7.3.
Este ensaio consistirá em aplicar, em pelo menos uma das fases do religador, uma corrente
maior do que o valor da corrente mínima de disparo ajustada.
8.2.7.4.
O religador deve ser ajustado na sequência de operações, tanto para fase quanto para
terra, com duas operações na curva mais rápida e duas na curva mais lenta, com tempos de
religamento e de rearme mínimos.
8.2.7.5.
Devem ser realizadas pelo menos três sequências para faltas fase-fase e três para faltas
fase-terra.
8.2.7.6.
O religador será considerado aprovado se realizar as sequências completas de operação
sem qualquer anormalidade.
8.2.8.
Medição da Resistência Ôhmica dos Contatos
8.2.8.1.
Deve ser realizada conforme os critérios estabelecidos na NBR IEC 60694.
8.2.8.2.
O fabricante informará no Quadro de Dados Técnicos e Características Garantidas o valor
máximo da resistência de contato. O inspetor fará a verificação entre o valor o encontrado
no lote e o garantido; as unidades que ultrapassarem este último valor serão rejeitadas.
8.2.9.
Tensão Suportável à Frequência Industrial nos Circuitos Auxiliares e de Comando
8.2.9.1.
Deve ser realizado conforme NBR 7116.
8.2.10.
Medição da Resistência de Isolamento
8.2.10.1.
Deve ser executada antes e após os ensaios dielétricos.
8.2.10.2.
Medir a resistência de isolamento com um megahomímetro de, no mínimo, 1.000 V,
mantendo-se a tensão constante por, pelo menos, 1 min, antes da leitura ser feita.
8.2.11.
Funcional
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8.2.11.1.
Todos os acessórios e componentes devem ser ensaiados conforme as normas específicas.
Na ausência destas a verificação deve ser feita mediante acordo entre fabricante e a
CONTRATANTE.
8.2.11.2.
No caso do controle deve ser verificada a sua operacionalidade e diagrama funcional.
8.2.12.
Aderência da Pintura
8.2.12.1.
Deve ser realizado de acordo com a norma NBR 11003 diretamente na pintura do tanque
dos religadores.
8.2.12.2.
Selecionar uma área plana, livre de imperfeições, limpa e seca, para realização do ensaio. O
grau de aderência deve ser Gr0 ou Gr1.
8.2.13.
Espessura da Película de Tinta
8.2.13.1.
A espessura da película de tinta deve ser medida em conformidade com o disposto na NBR
10443.
8.2.14.
Ensaios do Revestimento de Zinco
8.2.14.1.
Ensaios do Revestimento de Zinco
a) aderência, conforme NBR 7398;
b) espessura, conforme NBR 7399;
c) uniformidade, conforme NBR 7400.
8.3.
Ensaios de tipo
8.3.1.
A CONTRATANTE especificará, na Ordem de Compra (OC) os ensaios de tipo desejados e o
número de unidades sobre os quais devem ser executados. Para cada um dos ensaios
deverão ser selecionadas, a critério do inspetor, as unidades que serão ensaiadas.
8.3.2.
Os ensaios de tipo são os seguintes:
a) todos os especificados no item 8.2;
b) elevação de temperatura;
c) interrupção;
d) ciclo de operação;
e) capacidade de estabelecimento;
f) tensão de radiointerferência;
g) verificação das características tempo-corrente;
h) operação mecânica;
i) tensão suportável de impulso atmosférico.
8.3.3.
Elevação de Temperatura
8.3.3.1.
Deve ser realizado conforme metodologia prescrita na NBR IEC 60694.
8.3.4.
Interrupção
8.3.4.1.
Deve ser realizado conforme NBR 8185.
8.3.5.
Ciclo de Operação
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Pág. 24 de 38
8.3.5.1.
O ensaio de ciclo de operação consiste em realizar o número total de operações com os
respectivos valores de correntes de interrupção, conforme especificado na Tabela 3, sem
realizar manutenção durante o ensaio.
8.3.5.2.
O religador deve ser ajustado para realizar o número máximo de operações permitidas,
incluindo pelo menos uma operação rápida seguida de outra temporizada ajustada na curva
mais lenta possível de ser utilizada. Os tempos de religamento devem ser ajustados no valor
mínimo para o qual o religador foi projetado.
8.3.5.3.
A relação X/R do circuito de ensaio não deve ser menor que o valor especificado na Tabela
3.
8.3.5.4.
O religador deve ser energizado na posição fechada, devendo então abrir e fechar até
atingir a posição de bloqueio. Essa sequência deve ser repetida um número de vezes
suficiente para que se obtenha o total de unidades de operação especificado na Tabela 3.
8.3.5.5.
Para cada sequência de operações até o bloqueio, a energização deve ser ajustada para
produzir o máximo valor de crista no primeiro meio ciclo da corrente, com temporização
aleatória nos subsequentes fechamentos de cada sequência.
8.3.5.6.
Nota: O máximo valor de crista no primeiro meio ciclo deve ser considerado como o obtido
num circuito com fator de potência ou o valor de X/R especificado, se a energização for
iniciada no zero de tensão, com uma tolerância permitida de 10 graus elétricos.
8.3.5.7.
Registros oscilográficos devem ser obtidos para cada sequência de operações. O primeiro
meio ciclo de corrente deve mostrar o máximo valor de crista dentro da faixa entre 0 e 10%.
8.3.5.8.
O intervalo de tempo entre as sequências de operação (tempo de rearme) deve ser o
menor para o qual o equipamento pode ser ajustado.
8.3.5.9.
A corrente para cada unidade de operação deve estar em conformidade com o valor
especificado e ser medida no instante da separação dos contatos.
8.3.5.10.
A corrente e a tensão de restabelecimento devem ser calculadas conforme condições
estabelecidas na NBR IEC 62271-100.
8.3.6.
Capacidade de Estabelecimento
8.3.6.1.
A realização do ensaio de ciclo de operação é suficiente para verificar a capacidade de
estabelecimento do religador.
8.3.7.
Radiointerferência
8.3.7.1.
Os religadores, quando submetidos ao ensaio de tensão de radiointerferência, conforme
NBR 8185, sob uma impedância de 300Ω e, na frequência de 500 kHz, devem atender aos
limites indicados na Tabela 2.
8.3.8.
Verificação das Características Tempo-Corrente
8.3.8.1.
As condições de ensaio são as estabelecidas na NBR 8185 e as a seguir especificadas, com
exceção dos requisitos de montagem e aterramento que não são obrigatórios.
8.3.8.2.
Devem ser obtidos dados na faixa que vai desde a corrente mínima de disparo até a
corrente de interrupção nominal.
8.3.8.3.
Este ensaio pode ser realizado com qualquer valor de tensão, limitado ao valor da tensão
máxima do equipamento sob ensaio, com a aplicação de valores de corrente
compreendidos entre a mínima de disparo e a de interrupção nominal, incluindo esses dois
pontos.
8.3.8.4.
O ensaio deve ser realizado de acordo com um dos métodos a seguir.
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Pág. 25 de 38
- Método A: somando o tempo de arco ao de abertura, podendo o primeiro ser obtido dos
oscilogramas de testes já realizados previamente.
- Método B: medindo o tempo total de interrupção a partir dos oscilogramas do ensaio de
interrupção, realizados na tensão máxima e para correntes abrangendo desde o valor
convencional de atuação até o valor da capacidade de interrupção nominal simétrica.
8.3.8.5.
As curvas devem fornecer os seguintes resultados:
a) o tempo total de interrupção para cada curva tempo-corrente, rápida ou temporizada;
b) o tipo e os valores nominais do religador para o qual as curvas são aplicadas;
c) a faixa de corrente desde a mínima de disparo até a de interrupção nominal;
d) tolerâncias.
Notas:
1) Para as curvas tempo-corrente rápidas devem ser traçados os valores máximos do tempo
total de interrupção.
2) As curvas temporizadas devem ser traçadas a partir dos valores médios obtidos no
ensaio.
3) As tolerâncias permitidas para as curvas são de 10% do tempo ou da corrente.
8.3.9.
Ensaio de Operação Mecânica
8.3.9.1.
O religador deve ser ajustado para 4 operações de abertura e submetido a 500 sequências
de operações automáticas até o bloqueio na posição aberta, obtendo-se um total de 2000
operações sem manutenção. Os intervalos de religamento devem ser ajustados para o
mínimo valor especificado pelo projeto.
8.3.9.2.
Após o ensaio o religador deve ser capaz de realizar operações manuais e automáticas.
8.3.10.
Tensão Suportável de Impulso Atmosférico
8.3.10.1.
Deve ser realizado com aplicações de impulsos com forma de onda 1,2/50 µs e de acordo
com as normas NBR 6936 e NBR 6939.
8.3.10.2.
O ensaio deve ser realizado com quinze impulsos de polaridade positiva e quinze de
polaridade negativa, nas condições e posições indicadas na NBR IEC 60694. Os valores
devem estar de acordo com a Tabela 1.
8.3.10.3.
O religador será considerado aprovado no ensaio se em cada série de quinze aplicações
ocorrerem, no máximo, duas descargas por polaridade, em meio auto-recuperante e
nenhuma em meio não auto-recuperante.
8.4.
Avaliação dos Resultados
8.4.1.1.
Todas as unidades que não suportarem os ensaios de tensão aplicada serão rejeitadas.
8.4.1.2.
Se uma ou mais unidades não satisfizerem o ensaio de corrente mínima de disparo, uma
nova amostra, com a mesma quantidade de unidades, deve ser submetida ao ensaio.
Ocorrendo nova falha todo o lote será rejeitado.
8.4.1.3.
Se uma ou mais unidades não satisfizerem o ensaio de disparo automático, novos ensaios
deverão ser realizados em um número de unidades adicionais igual ao da primeira amostra.
8.4.1.4.
Ocorrendo alguma falha neste segundo ensaio todo o lote será recusado.
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Pág. 26 de 38
8.4.1.5.
Se os resultados obtidos no ensaio de elevação de temperatura forem maiores do que
aqueles permitidos pelas normas NBR 8185 ou ANSI C37.60, o ensaio deverá ser realizado
em outra unidade do lote. Se valores maiores que o permitido forem obtidos todo o lote
deve ser recusado.
8.4.1.6.
O critério de aceitação e rejeição do esquema de pintura está definido na Tabela 4.
8.4.1.7.
O fabricante deve restaurar a pintura dos religadores ensaiados.
8.4.1.8.
No caso de alguma falha nos ensaios do revestimento de zinco, novas amostras, escolhidas
ao acaso pelo inspetor, serão submetidas aos mesmos ensaios. Ocorrendo nova falha todo
o lote deve ser recusado.
8.5.
Relatórios dos ensaios
8.5.1.
Os relatórios dos ensaios devem conter as seguintes informações:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;
b) número do Pedido de Compra;
c) descrição sucinta dos ensaios;
d) indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição utilizados;
e) memória de cálculo com resultados obtidos e eventuais observações;
f) tamanho do lote, número e identificação das unidades amostradas e ensaiadas;
g) datas de início e fim dos ensaios;
h) nome do laboratório onde os ensaios foram executados (quando for o caso);
i) nome e assinatura do inspetor da CONTRATANTE e do responsável pelos ensaios;
j) condições ambientais do local do ensaio.
k) conclusão dos resultados
8.5.2.
O material só será liberado pelo inspetor da CONTRATANTE após o recebimento de duas
vias do relatório dos ensaios, duas vias da lista de embarque e a verificação da embalagem
e sua marcação. As duas vias do relatório de ensaios devem ser encadernadas
individualmente.
9. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA
9.1.
Enviar os seguintes documentos e informações do equipamento ofertado:
9.1.1.
Lista de dados técnicos e características garantidas do equipamento ofertado, de acordo
com o Anexo B.
9.1.2.
Desenho Dimensional, contendo:
a) tipo e código do fabricante;
b) arranjo geral em três vistas, mostrando a localização de todos os componentes, com
indicação das dimensões gerais do tanque, estrutura de sustentação, suportes para fixação
em poste (quando aplicável) e caixa do controle;
c) detalhes dos terminais, olhais e orelhas de suspensão, buchas, conectores, terminais e
conectores de aterramento;
d) legenda dos componentes;
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Pág. 27 de 38
e) desenhos de todos os dispositivos e componentes auxiliares, tais como: indicadores, etc.;
f) massas:
- do tanque com acessórios;
g) furação da base de fixação;
h) vista expandida do mecanismo de operação, detalhando todos os componentes;
i) diagramas elementares e elétricos de todos os dispositivos incluindo controle,
transformadores de corrente e acessórios, indicando tensão e potência requerida para
operação;
j) placa de identificação;
k) curvas tempo-corrente;
l) o fabricante também deve fornecer uma cópia dos manuais de instrução cobrindo,
instalação, operação, manutenção, ajuste do equipamento e do sistema de controle;
m) desenho detalhado da embalagem indicando: dimensões, massa, tipo de madeira e
detalhes de fixação dos componentes dentro das mesmas;
n) massas do equipamento:
- da parte ativa;
- do tanque com acessórios;
9.1.3.
Desenho de Dimensões para Transporte, contendo:
a) massa;
b) dispositivos de içamento;
c) localização do centro de gravidade.
9.1.4.
Desenhos das Buchas, contendo:
a) tipo e código do fabricante;
b) dimensões principais;
c) valores nominais;
d) massa;
e) detalhes do terminal de linha e do flange para montagem;
f) esforços permissíveis nos terminais.
9.1.5.
Desenhos das Caixas do Controle, contendo:
a) dimensional;
b) localização de:
- componentes no interior da caixa;
- terminal de aterramento;
- aletas de ventilação;
c) legenda dos componentes, contendo:
- tipo e código do fabricante;
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Pág. 28 de 38
- características elétricas;
- função (número ANSI);
d) catálogos dos componentes, mesmo sendo de fornecimento de terceiros.
9.1.6.
Desenhos das Placas:
a) de identificação;
9.1.7.
Desenhos dos Conectores de Linha e Aterramento, contendo:
a) tipo e código do fabricante;
b) material utilizado;
c) torque de aperto dos parafusos.
9.1.8.
Documentos Complementares:
a) esquema de tratamento e pintura das superfícies metálicas;
b) plano de inspeção e testes;
c) cronograma de fabricação;
d) lista de equipamentos que irão requerer armazenagem especial e área de estocagem;
e) certificados dos ensaios de tipo pertinentes ao equipamento e aos componentes;
f) Dados e características do equipamento;
g) Catálogos de todos os componentes.
9.1.9.
Desenhos da Embalagem para Transporte, contendo:
a) dimensões;
b) massa;
c) detalhes para içamento;
d) tipo de madeira e tratamento utilizado;
e) localização do centro de gravidade;
f) detalhes de fixação dos componentes dentro das embalagens.
9.2.
Desenhos e Manuais a Serem Submetidos à Aprovação Após a Adjudicação do Contrato
9.2.1.
O licitante deve enviar para aprovação, dentro de vinte dias após o contrato assinado, três
cópias dos desenhos definitivos.
9.2.2.
Esses desenhos devem ser os mesmos do item 9.1, com as possíveis correções solicitadas,
acrescidos dos diagramas trifilares, funcionais, esquemas de fiação e diagramas de blocos
lógicos, juntamente com três cópias dos manuais de instrução, plano de inspeção e testes e
cronograma de fabricação.
9.2.3.
Manual de Instruções de Montagem, Operação e Manutenção, constituído dos seguintes
capítulos:
I) Dados e Características do Equipamento;
II) Descrição Funcional;
III) Instruções para Recebimento, Manuseio e Armazenagem;
IV) Instruções para Instalação;
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Pág. 29 de 38
V) Instruções para Operação e Manutenção; inclusive os esquemas do controle;
VI) Lista Completa de Todos os Componentes, Ferramentas Especiais e Peças de Reposição;
VII) Catálogos de Todos os Componentes;
VIII) Certificados dos Ensaios de Tipo e de Rotina;
IX) Desenhos e Documentos de Fabricação, Certificados.
Notas:
1) A relação de documentos técnicos para aprovação apresentada no item 9.1, deve ser
atendida para cada tipo de religador do fornecimento.
2) Os capítulos I e VII, devem ser enviados também para aprovação juntamente com os
documentos a serem analisados quando da apresentação da proposta.
3) Após o atendimento de todos os comentários decorrentes da análise da documentação,
o manual deve ser montado com capa dura plastificada e divisórias com orelhas.
4) O manual completo, incluindo relatórios finais de recebimento em fábrica, aprovado, em
três vias, incluindo os Capítulos I a IX, do item 9.2.3, deve ser entregue até trinta dias após a
realização do último ensaio de recebimento. Além disso, o manual deve ser enviado em
mídia de extensão "pdf" e todos os desenhos em formato "dwg" (CAD).
5) O manual completo e desenhos devem também ser enviados em uma via em CD-ROM.
9.2.4.
Uma cópia de cada desenho retornará ao fornecedor com a aprovação para fabricação ou
com as indicações das modificações necessárias.
9.2.5.
Caso sejam necessárias modificações, o fabricante deve providenciar as correções e novas
cópias para aprovação.
9.2.6.
A aprovação de qualquer desenho pela CONTRATANTE não desobrigará o fabricante de
toda a responsabilidade pela realização do projeto, montagem e operação corretos, não
isentando o mesmo de fornecer todos os materiais de acordo com o requerido nesta norma
e na Ordem de Compra (OC).
9.3.
O PROPONENTE deve especificar claramente em sua proposta todas as eventuais
divergências existentes entre o modelo ofertado e o especificado pela CONTRATANTE, de
acordo com o Anexo E.
9.4.
Caso a CONTRATANTE verifique a necessidade de documentos e/ou informações adicionais,
eles serão solicitados durante o processo de análise.
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
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Anexo A - Tabelas
Tabela 1 – Valores Nominais
Tabela 2 - Limites de Tensão de rádio-interferência
Tabela 3 – Tensão Máxima, Corrente Nominal, Capacidade de interrupção e ciclo de operação
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Tabela 4 – Plano de Amostragem para os ensaios de recebimento
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
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Anexo B - QUADRO DE DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS
Religador Automático
Nome do fabricante__________________________________________________
Nº da licitação______________________________________________________
Nº da proposta______________________________________________________
Item
Descrição
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Protótipo aprovado na CONTRATANTE?
Tipo ou modelo
Interrupção a vácuo?
Meio isolante
Ciclo de operação conforme ANSI C37 60
Tensão máxima de operação
Tensão nominal
Freqüência
Corrente nominal
Capacidade de interrupção simétrica
Tensão suportável nominal de impulso atmosférico
Tensão suportável nominal à freqüência industrial a seco/sob
chuva, 1 minuto
Número de operações de abertura antes do bloqueio
Tempo de religamento
Tempo de abertura
Tempo de interrupção
Tempo de rearme
Tipo dos contatos
Materiais dos contatos
É possível qualquer combinação de curvas?
É possível qualquer combinação de operação rápida seguida por
retardadas?
Tipo de sistema de controle. Características do sistema.
Outra fonte além do circuito principal é requerida para operação
do mecanismo de abertura/fechamento?
Se sim, que tipo?
É necessário bateria para operação do mecanismo de
abertura/fechamento
Número de operações de abertura e fechamento permitidas antes
da inspeção e manutenção dos contatos:
- para corrente nominal
- para corrente nominal de interrupção simétrica
- para 50% da corrente nominal de interrupção simétrica
--------------------------------Tipo de terminal
Material dos terminais
Tipo de mecanismo utilizado para as operações de
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ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Características
unidades
Sim (
)
Não (
)
Sim ( X )
Não ( )
Polimérico
Sim (
)
Não ( )
kV
kV
Hz
A
kA
kV
kV
s
s
s
s
Sim (
Sim (
)
)
Não (
Não (
)
)
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abertura/fechamento
Material das juntas de vedação
Material/tipo das buchas
Massa total do religador
Características gerais do sistema de controle
Classe de exatidão dos TCs e/ou TPs ou sensor:
- de proteção
- de medição
Informar o método de preparo da chapa, tratamento
anticorrosivo, pintura interna e externa a serem utilizados
Apresentou ensaios de tipo em equipamento idêntico ao ofertado Sim (
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)
Não (
)
Notas:
1) O fabricante deve fornecer em sua proposta todas as informações requeridas no Quadro de
Dados Técnicos e Características Garantidas, sob pena de desclassificação.
2) Se o fabricante submeter propostas alternativas, cada uma delas deve ser submetida com o
Quadro de Dados Técnicos e Característica Garantidas específico, claramente preenchido,
sendo que cada quadro deve ser devidamente marcado para indicar a qual proposta ele
pertence. Deverá ser feita também uma descrição sucinta dos desvios principais com relação
à proposta básica.
3) Erro de preenchimento no quadro será motivo para desclassificação.
4) Todas as informações requeridas no quadro devem ser compatíveis com as informações
descritas em outras partes da proposta de fornecimento.
Em caso de dúvidas, as informações prestadas no quadro prevalecerão sobre as descritas em
outras partes da proposta.
5) O fabricante deve garantir que a performance e as características dos equipamentos a serem
fornecidos estejam em conformidade com as informações aqui prestadas.
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Anexo C – Cotação de Ensaios de Tipo
Nota:
O preenchimento deste quadro é obrigatório, ficando a critério da CONTRATANTE a
aquisição ou não dos ensaios que julgar conveniente.
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Anexo D – Peças Sobressalentes Recomendadas
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Anexo E - Desvios e exceções
Nome do fabricante: ....................................................................... Nº da Proposta:...............
Número do Edital de Licitação: ....................................................... Item: ............
Número da Concorrência: ...............................................................
Número de Unidades: ..................................................................... Data: ..../..../....
Seção da
especificação
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Descrição
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Anexo F - PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS RELIGADORES COBERTOS POR ESSA ESPECIFICAÇÃO
Item
Quants.
p/
Empresa
Descrição
ET-ELB-016-2012 – Religadores Automáticos de 15 kV e 36,2 kV
Empresa
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