ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E NORMAS DE

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E NORMAS DE
Ministério da Integração Nacional – MI
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E NORMAS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NO ESTADO DE MINAS GERAIS
DISPOSIÇÕES GERAIS
Os serviços contratados pela CODEVASF serão executados, rigorosamente, de acordo
com o PROJETO, CADERNO DE ENCARGOS DA CODEVASF e estas
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS. No caso de dúvida ou omissão nos elementos
oferecidos, as normas técnicas da COPASA no que se refere a saneamento serão
consultadas.
Todos os materiais, salvo disposto em contrário nesta especificação e projeto, serão
fornecidos pela Contratada.
Toda a mão-de-obra, salvo o disposto em contrário na especificação será fornecida pela
Contratada.
Serão impugnados, pela Fiscalização, todos os trabalhos que não satisfaçam às
condições contratuais, projeto e esta especificação.
Ficará a Contratada obrigada a demolir e a refazer os trabalhos impugnados logo após
a oficialização pela CODEVASF, ficando por sua conta exclusiva, as despesas
decorrentes dessas providências.
Os critérios de Medição destas especificações técnicas são referências para controle do
serviço, porém qualquer divergência entre estas especificações técnicas e as planilhas
de orçamentação será utilizado as unidades contidas na planilha de orçamentação da
obra em questão.
Estas especificações são gerais para os serviços de esgotamento sanitário da
CODEVASF.
CARACTERIZAÇÃO DO SUBSOLO
Quaisquer resultados de sondagens, estudos ou ensaios de caracterização do subsolo,
de que disponha a CODEVASF, serão fornecidos à Contratada para orientação sobre as
condições do local de execução dos serviços.
De vez que a Contratada assumirá inteira responsabilidade pela qualidade da obra que
executar, a ela compete julgar da conveniência de obter, às suas expensas, mais
informações do subsolo.
Os ensaios e pesquisas para caracterização do subsolo serão norteados pelas Normas
oficiais do DNER e as Normas, Metodologia e Diretrizes para Estudos Geológicos e
Geotécnicos da CODEVASF.
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SERVIÇOS
Os serviços serão executados em estrita e total observância às indicações constantes
dos projetos e especificações técnicas fornecidas pela CODEVASF, referidas nesta
especificação.
Cabe à Contratada elaborar, de acordo com as necessidades da obra, ou a pedido da
Fiscalização, desenhos de detalhes de execução, os quais serão previamente
examinados e autenticados, se for o caso, pela CODEVASF.
Durante a construção a CODEVASF poderá fazer alterações no projeto, ou em qualquer
parte dele, que, a seu critério, sejam necessárias. Nesse caso a Contratada ficará
obrigada a executar as alterações feitas pela CODEVASF para qualquer tipo de
trabalho. Nenhuma alteração poderá anular ou invalidar o contrato, que prevalecerá em
quaisquer circunstâncias.
Quaisquer divergências sobre interpretação dos documentos contratuais, para a
execução dos serviços, serão observadas os pareceres técnicos e jurídicos da
CODEVASF.
FORMAS DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS
As obras a serem contratadas pela CODEVASF poderão ser:
Empreitada Global.
É aquela em que é ajustada a remuneração da Contratada para a obra concluída na
sua totalidade. O pagamento, entretanto, pode efetuar-se parceladamente nas datas ou
etapas indicadas no cronograma contratual. Neste caso caberá a Contratada levantar os
quantitativos reais.
Empreitada Por Preço Unitário.
É aquela em que se contrata a execução da obra, considerando os preços unitários
propostos por unidades de serviços e efetuando-se as medições mensais dos serviços
efetivamente executados.
Ambas as modalidades objetivam a conclusão da obra, mas, enquanto na empreitada
por preço global fixa-se antecipadamente o seu custo final, na Empreitada por preço
unitário, o custo final resulta do que for efetivamente realizado, medido e pago na base
do preço unitário contratado.
Os quantitativos fornecidos pela CODEVASF, nos Documentos de Licitação, são
estimados e visam apenas uniformizar as propostas das Licitantes.
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Em ambas as modalidades de Empreitada deverá ser solicitado no Edital pela
CODEVASF à Contratada as Composições dos Preços Unitários dos Serviços.
1 - MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E PESSOAL
Serviços
A Contratada deverá tomar todas as providências relativas à mobilização, imediatamente
após a assinatura do contrato e correspondente "NE" (Nota de Empenho), de forma a
poder dar início efetivo e concluir a obra dentro do prazo contratual.
No final da obra, a Contratada deverá remover todas as instalações do Acampamento e
Canteiro de Serviço, Equipamentos, Construções Provisórias, detritos e restos de
materiais modo a entregar as áreas utilizadas, totalmente limpas.
Medição e Pagamento
A remuneração correspondente à mobilização da Contratada antes do início da obra, a
desmobilização após o término do contrato, será efetuada de forma global, sendo o
pagamento efetuado conforme o cronograma físico-financeiro proposto pela Licitante.
Os custos correspondentes a este item incluem, mas não se limitam necessariamente,
aos seguintes:
-despesas relativas ao transporte de todo o equipamento de construção, de propriedade
da Contratada ou sublocadas, ate o canteiro de obra e sua posterior retirada;
-despesas relativas à movimentação de todo o pessoal ligado à Contratada ou às suas
subContratadas, em qualquer tempo, até o canteiro de obras e posterior regresso a seus
locais de origem;
-despesas relativas às viagens necessárias para execução dos serviços, ou
determinadas pela CODEVASF, qualquer que seja sua duração ou natureza realizada
por qualquer pessoa ligada à Contratada.
2 - INSTALAÇÃO DO CANTEIRO
Serviços
O Acampamento e Canteiro de Obras serão construídos a partir do projeto preparado
pela Contratada, desde que aprovado pela CODEVASF, o qual, por sua vez, será
baseado no plano apresentado na Proposta Técnica da Licitante.
O Acampamento deverá ser construído pela Contratada no local destinado para este fim.
O projeto, construção, administração, durante todo o período de execução da obra, são
de responsabilidade da Contratada.
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O Acampamento deverá ser construído em dois setores:
-setor residencial da Contratada e da Fiscalização, onde deverão estar localizados os
alojamentos e refeitórios.
-setores administrativos, que conterá escritório central da Contratada e também da
Fiscalização, almoxarifado, oficinas, laboratórios etc.
Todas as instalações de acampamento executadas pela Contratada permanecerão,
após concluída a obra, como sua propriedade, salvo disposições em contrário.
Nos alojamentos deverão ser previstos:
-no máximo quatro (4) pessoas por quarto de doze (12) metros quadrados com pé
direito de dois e sessenta (2,60) metros, com ventilação natural.
-um (1) leito com colchão, travesseiro, par de lençóis e dois (2) cobertores, por homem;
-corredores iluminados com lâmpadas espaçadas de, no máximo, dez (10) metros;
-mínimo de um (1) WC para cada doze (12) pessoas;
-mínimo de uma (1) ducha, para cada quinze (15) pessoas;
-lavatório coletivo com uma (1) torneira para cada doze (12) pessoas;
-instalações elétricas de força e luz;
-quartos iluminados eletricamente.
O refeitório deverá ser perfeitamente iluminado, dotado de WC e lavabo, com sala de
refeição concebida de forma a permitir servir as refeições em mesas de no máximo doze
(12) pessoas. A cozinha deverá ser contígua à sala de refeição e, dotada de instalações
de água potável. Deve ser dada especial atenção à higiene e salubridade nas áreas do
refeitório afim de evitar riscos à saúde dos operários.
Medição e Pagamento.
Os serviços, materiais e equipamentos necessários à execução das obras, e toda e
qualquer outra despesa relativa às instalações do Acampamento e do Canteiro dos
Serviço, inclusive projeto, construção, operação e manutenção de escritórios, moradias
e alojamentos, demolição e limpeza de áreas após a conclusão dos serviços, serão
remunerados pelo preço do Acampamento e Canteiro de Obras, da Planilha de
Orçamentação de Obras. O pagamento será feito de acordo com o cronograma
financeiro proposto.
Estão incluídos neste preço para Acampamento e Canteiro de Obras, entre outros, os
custos relativos à instalação e montagem de todos equipamentos de construção,
necessários à execução da obra, inclusive as instalações de:
-ar comprimido;
-fornecimento de água potável e industrial para o Canteiro e Acampamento;
-armazenamento, estocagem, processamento, manuseio e transporte de materiais de
construção;
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-fabricação, transporte, lançamento e controle do concreto;
-fabricação, transporte, colocação e ajustagem de formas e armaduras;
-instalações requeridas para a transmissão, transformação e distribuição de energia
elétrica aos vários locais do canteiro, a partir da linha existente;
-construção e manutenção de escritórios, oficinas, almoxarifado, laboratórios, garagens,
pátios e vias de acesso, alojamentos, refeitórios, ambulatórios, rede de água e esgoto,
etc;
-construção e manutenção de todas as estradas de serviço, quer sejam definidas no
projeto ou não;
-limpeza e preparação do local da obra no início e após a conclusão da construção e
retirada do equipamento.
ADMINISTRAÇÃO DA OBRA
3 - MANUTENÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS
Serviços
Este item refere-se a manutenção do canteiro de obras, incluindo as despesas com
energia elétrica, água potável, telefonia, combustível para adminstração do canteiro
obra, comunicações, limpeza e qualquer outra despesa necessária ao funcionamento do
canteiro e detalhada na composição unitária de preço.
Medição e Pagamento
Os serviços serão medidos mensalmente, durante o período de execução da obra.
O pagamento será realizado de acordo com a planilha de orçamentação de obras.
Caso as obras sofram atrasos por ritmo reduzido dos serviços, ou qualquer
impendimento legal poderá ser reduzido o valor mensal pago a este item e que
posteriormente será pago na prestação dos serviços a serem realizados fora do prazo
previsto de forma proporcional até o valor total estabelecido na proposta da empresa no
edital.
4 - ADMINISTRAÇÃO LOCAL
Serviços
Este item refere-se a administração local da obra, incluindo engenheiro residente,
encarregado ou mestre-de-obra, veículos para fiscalização da CODEVASF e o
engenheiro residente, computadores e perífericos, combustível para fiscalização, vigia,
móveis para escritório, material gráfico, administrador para a obra, internet, máquinas de
fotografia e outros custos a detalhar na composição unitária de preços relativos a
administração, financeiro e técnico de acordo com a estrutura da empresa e da obra.
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Medição e pagamento
Os serviços serão medidos mensalmente, desde que fornecidos e detalhados na
composição unitária de preço pertecente a proposta financeira do edital e durante o
período de execução da obra. A Fiscalização poderá suprimir recursos de itens não
fornecidos, bem como aqueles que não forem detalhados na composição de custo dos
preços unitários.
Caso o detalhamento seja feito de forma global, ficará a cargo da fiscalização o critério
de medição.
O pagamento será realizado de acordo com a planilha de orçamentação de obras. Caso
as obras sofram atrasos por ritmo reduzido dos serviços, ou qualquer impendimento
legal poderá ser reduzido o valor mensal pago a este item e que posteriormente será
pago na prestação dos serviços a serem realizados fora do prazo previsto de forma
proporcional até o valor total estabelecido pela empresa na sua proposta do edital.
5 – DESMATAMENTO E LIMPEZA
INPLANTAÇÃO DAS UNIDADES DO SES
DOS
TERRENOS
NOS
LOCAIS
DE
SERVIÇOS
O Serviço compreende o desmatamento propriamente dito e a limpeza das áreas, em
locais indicados pelo projeto, ou determinados pela Fiscalização.
O desmatamento consiste nos trabalhos necessários ao tombamento, destocamento,
encoivaramento, queima, reencoivaramento e requeima de árvores de qualquer diâmetro
e arbustos, ou seja, todo tipo de vegetação existente.
Para o tombamento da vegetação, a Contratada deverá utilizar equipamentos
adequados, complementados com serviços, evitando fazer buracos na área.
Caso seja necessário fazer alguma escavação, o buraco deverá ser fechado na mesma
operação.
A vegetação tombada, deverá ser desgalhada ou triturada, a critério da Fiscalização,
para facilitar sua remoção e evitar o transporte de terra agricultável.
Posteriormente será encoivarada em leiras, em curvas de nível espaçadas de 50m,
deixando espaços para trânsito de máquinas e veículos.
O encoivaramento será efetuado com equipamento apropriado, para que se tenha o
melhor rendimento e arraste o mínimo possível de terra para as leiras.
A madeira aproveitável será de propriedade da CODEVASF. Previamente identificada
pela Fiscalização, será pela Contratada desgalhada e cortada em toras de no mínimo
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3m de comprimento, se o tronco o permitir; posteriormente será empilhada nos locais
indicados pela Fiscalização.
O terreno desmatado será a seguir desenraizado. Para efetuar este serviço, poderá
utilizar uma gradagem pesada, com a incorporação dos restos vegetais, sempre que
possível, ao solo, ou outro processo qualquer, desde que seja aprovado pela
Fiscalização.
Todos os materiais encoivarados, inclusive os provenientes do desenraizamento, serão
queimados até serem reduzidos a cinzas, tomando-se as precauções necessárias para
impedir a propagação do fogo além dos limites fixados.
Após a queima e requeima dos materiais, as cinzas serão espalhadas uniformemente
sobre o solo e os restos, porventura não queimados, serão retirados da área.
A limpeza consistirá na remoção dos materiais restantes do desmatamento, demolição
de pequenas edificações e outras benfeitorias eventualmente existentes e na retirada de
pedras, matacões, entulhos e outros materiais encontrados sobre o terreno. Os
depósitos destes materiais serão em locais indicados pela Fiscalização.
Todas as operações de desmatamento, tais como, tombamento, destacamento,
encoivaramento, desenraizamento, queima, reencoivaramento, requeima e limpeza,
terão um controle visual efetuado pela Fiscalização.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
O serviço será medido em número de hectares (ha) efetivamente concluídos, com
aprovação da Fiscalização, com aproximação de 1 (um) decimal para cada uma das
operações descritas.
A profundidade máxima desta limpeza será de 50cm, a partir deste valor deverá ser
pago como escavação o valor excedente.
O pagamento será efetuado segundo o preço unitário, correspondente a todas as
operações, conforme Planilha de Orçamentação de Obras.
Este preço unitário, deverá incluir, além dos serviços descritos, os serviços
topográficos necessários para delimitação de área, equipamentos, ferramentas, mãode-obra e outras.
6 - SINALIZAÇÃO
Objetivo e Definições
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Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem adotados
na execução dos serviços inerentes ao controle do trânsito e a segurança no local das
obras.
Definições: para fins desta Especificação será adotada a seguinte definição:
Trânsito e Segurança: consistem nos serviços destinados a controlar o trânsito e a
garantir a segurança e proteção das pessoas, veículos e propriedades públicas e
privadas, na área afetada pela construção das obras.
Considerações Gerais
Em locais necessários e de acordo com a Fiscalização e Especificações da Obra,
deverão ser providenciados placas de advertência, passadiços, passarelas, cercas de
proteção e tapumes ou outros sistemas de segurança, ficando o Construtor com a
responsabilidade do fornecimento dos materiais e dos serviços de transporte,
construção, montagem, manutenção, desmontagem e remoção dos equipamentos de
segurança.
A Contratante se eximirá de toda e qualquer responsabilidade sobre eventuais
acidentes, devendo o Construtor tomar as providências necessárias para prevení-los,
assumindo total responsabilidade nessas ocorrências.
O custo do homem-hora do funcionário do Construtor, que por ventura venha a trabalhar
como sinalizador (portando bandeiras de sinalização e/ou orientando o tráfego), não
será pago separadamente, devendo o referido custo, estar incluso nos custos indiretos
da obra.
Sinalização e advertência
Considerações Gerais
A sinalização dos obstáculos será feita em atendimento às normas, especificações e
simbologias do Conselho Nacional de Trânsito e do órgão municipal competente.
A obra que implique em suspensão do trânsito ou redução da área de circulação deverá
ser executada após a prévia consulta ao órgão competente, anexando-se plantas
propondo as alterações do trânsito indispensáveis, com indicação de todas as
informações necessárias, incluindo projeto de sinalização e período de execução da
obra.
A sinalização básica a ser utilizada nestes casos, pelo Construtor, envolve, entre outros
tipos, as placas de sinalização e advertência, cones com faixas refletoras e redutores de
velocidade tipo quebra-mola.
O tipo e a quantidade de equipamentos para sinalização serão determinadas em função
da intensidade e direção do tráfego, com a aprovação da Fiscalização.
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Além da sinalização ao longo da vala serão colocados bloqueios centrais, bloqueios
laterais e bloqueios totais, acompanhados sempre de sinalização complementar,
conforme padrões da CODEVASF, indicadas para bloquear parcial ou totalmente a pista
de tráfego. Estes dispositivos deverão ser instalados em concordância com a
Fiscalização.
Placas de Sinalização e Advertência
As placas de sinalização e advertência têm a função de advertir, indicar e orientar
pedestres e condutores de veículos, para a existência de bloqueios ou desvios no
tráfego local.
O Construtor deverá manter na obra placas de sinalização permanentemente com bom
aspecto, pintando-as sempre que necessário, a critério da Fiscalização. Estas, deverão
obedecer as prescrições do Código Nacional de Trânsito.
Cones Para Desvio de Tráfego
Constituem-se em dispositivos de uso temporário, utilizados para bloqueio ou
canalização do tráfego.
O Construtor deverá deter a posse deste tipo de equipamento, para utilização imediata
sempre quando solicitado pela Fiscalização, de forma a cumprir as normas do Conselho
Nacional de Trânsito e do órgão municipal competente.
Poderão ser utilizados cones nas cores laranja com faixas brancas refletivas ou preto
com faixas amarelas refletivas, nos seguintes materiais:
-polietileno;
-plástico reciclado;
-PVC;
-borracha flexível.
Os cones devem ser resistentes e inquebráveis.
Em vias de tráfego intenso e em rodovias, os cones serão utilizados em combinação
com as placas de sinalização e advertência.
Redutores de Velocidade (TIPO QUEBRA-MOLA)
Constitui-se em dispositivos que conferem ondulações transversais à via de tráfego,
provocando a redução de velocidade do veículo no local.
Serão em concreto, pintados por marcas oblíquas nas cores preta e amarela, de forma
alternada, podendo ser também, totalmente amarelos.
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A seguir, transcrevem-se as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN,
sobre a sinalização complementar de obras nas vias públicas:
RESOLUÇÃO Nº 561/80
SINALIZAÇÃO COMPLEMENTAR DE OBRAS NAS
CONSOLIDAÇÃO DAS RESOLUÇÕES NOS 402/68 E 482/74
VIAS
PÚBLICAS
E
O Conselho Nacional de Trânsito, usando das atribuições que lhe confere o art. 9º,
incisos VII e XXIV, do Regulamento do Código Nacional de Trânsito, aprovado pelo
Decreto nº 62.127 de 16/01/68,
Considerando a conveniência de consolidar e unificar as Resoluções nos 402/68 e
482/74;
Considerando a deliberação tomada pelo Colegiado na reunião do dia 01/04/80 e o que
consta do Processo nº 154/68,
Resolve:
Art. 1o – Qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres no
leito das vias públicas terá, além do previsto no Regulamento do Código, a sinalização
complementar de acordo com as normas, especificações e simbologia constantes desta
Resolução e seus anexos.
Art. 2o – São obrigadas à sinalização complementar, nos casos e formas indicados nesta
Resolução e seus anexos, todas as obras previstas ou projetadas em vias públicas.
Art. 3o – Os bloqueios serão totais ou parciais, centrais ou laterais, conforme a área que
impedirem na via e sua posição na mesma - Anexos 1,2,3,4,5 e 6.
Art. 4o – O bloqueio será feito por meio de placas de barragem que deverão abranger
sempre o maior diâmetro da obra, em todas as faces da mesma, em condições que
permitam o fluxo do trânsito sem risco de acidentes para veículos e pedestres.
Art. 5o – As placas de barragem, em madeira ou metal, terão a largura mínima de trinta
centímetros (0,30 m) e serão colocadas nos postes de sustentação a uma altura de
setenta centímetros (0,70 m) do leito da via, medidos entre a base da placa e o
pavimento, conforme Anexo 7, figuras 5 e 6.
Art. 6o – Nos casos de bloqueio total será empregada a placa pintada em retângulos de
sessenta centímetros (0,60 m) de largura, pintados, alternadamente, na cores vermelha
escarlate e branco, conforme figura 1 do Anexo 7.
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Art. 7o – Nos casos de bloqueio parcial, as placas terão o fundo pintado com a cor
branca com os indicativos de mão de direção pintados na cor vermelha escarlate, os
quais terão a largura trinta centímetros (0,30 m) com espaços de sessenta centímetros
(0,60 m) entre seus vértices, com ângulo de sessenta e quatro graus (64º), conforme
Anexo 7 figuras 2,3,4 e 5.
Art. 8o – O posteamento de sustentação deverá ser firmado no solo com toda a
segurança; os postes terão a altura mínima de um metro e trinta centímetros (1,30 m),
desde a base, ao nível do pavimento, até o topo, conforme figuras 5 e 6 do Anexo 7.
Art. 9o – Os bloqueios formados pelas barragens serão sinalizados e iluminados por
semáforos, constituídos por caixas em metal ou madeira, colocados nos ângulos
extremos dos mesmos, balanceado ao seu lado externo, trinta centímetro (0,30 m) de
largura por igual altura, fixados por suportes com quarenta centímetros (0,40 m) de
comprimento, com quatro visores laterais em vidro ou plástico de cor vermelha, ficando a
parte inferior aberta para refletir o feixe de luz para o solo, de forma a iluminar as placas
de barragens e dimensionar a obra. A parte superior será fechada, pintada em cor
branca na sua parte interna. A iluminação será feita por lâmpadas elétricas brancas, de
intensidade igual ou superior a 100 wats, fixadas na parte inferior e superior da caixa do
semáforo, em frente aos visores, conforme Anexo 8, figura 1.
Art. 10o – Onde houver comprovada dificuldade para extensão de fiação elétrica, os
semáforos poderão ser substituídos por lanternas a combustão ou alimentados por
baterias elétricas.
Art. 11o – No local do bloqueio deverá haver, obrigatoriamente, recursos para iluminação
de emergência por meio de lanternas, a combustão usual ou tocha para os casos de
falha ou interrupção de energia elétrica para os semáforos.
Art. 12o – A sinalização preventiva de advertência (Atenção, Devagar, Obra a ...metros, e
Desvio de Obras) e de indicação de direção, deverá ser colocada antes da obra.
Art. 13o – Em caso de obras ou de locais cuja natureza exija bloqueio ou sinalização
diversos do previsto nesta Resolução, o órgão de trânsito com jurisdição sobre a via
pública, atendidas às normas gerais estabelecidas nesta Resolução, autorizará sistema
de bloqueio e sinalização adequado às peculiaridades locais, de forma a garantir perfeita
segurança aos veículos e pedestres.
Art. 14o – Os órgãos de trânsito fiscalizarão o cumprimento das normas constantes desta
Resolução, cooperando com os seus recursos próprios, no que lhes couber e que se
tornarem necessários à perfeita execução do plano de circulação aprovado.
Art. 15o – Os órgãos de trânsito impedirão o bloqueio total ou parcial de via pública que
não tenha sido previamente aprovado nos termos do Regulamento do Código,
determinando a suspensão da colocação ou remoção de obstáculos que impeçam a livre
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circulação de veículos ou pedestres, promovendo, se necessário, a imediata
desobstrução por conta do responsável pela mesma.
Art. 16o – Para os efeitos do disposto no art. 2º desta Resolução, equipara-se à obra,
toda e qualquer atividade que resulte em bloqueio total ou parcial de via pública,
qualquer que seja a duração do impedimento da circulação de veículos ou pedestres.
Art. 17o – O descumprimento destas normas implicará em multa, conforme o previsto no
art. 68 do Regulamento do Código Nacional de Trânsito.
Art. 18o – Esta Resolução entrará em vigor a partir da data de sua publicação, revogada
as Resoluções nos 402/68 a 482/74 – CONTRAN, e disposições em contrário.
Brasília, DF, 22 de maio de 1980.
Eng. Celso Claro Horta Murta – Presidente
Geraldo Luiz Horta de Alvarenga – Conselheiro-Relator
Os Anexos 1,2,3,4,5,6,7 e 8, citados na Resolução do CONTRAN, deverão consultados
pela Contratada na respectiva resolução.
Placa de Identificação da Obra
A placa de identificação da obra deverá identificar tanto a Contratante, quanto o Órgão
Financiador da Obra, devendo ser executadas de acordo com o modelo definido pela
Contratante e instaladas no local estipulado pela Fiscalização.
As placas deverão ter a face em chapa de aço galvanizado, nº 16 ou 18, com tratamento
oxidante, sem moldura, fixadas em estruturas de madeira serrada. As peças deverão ter
dimensões suficientes para suporte das placas e para suportar a ação dos ventos.
Todas as cores a serem utilizadas serão as padronizadas pela CODEVASF, devendo
ser de cor fixa e comprovada resistência ao tempo.
Caberá ao Construtor o fornecimento, montagem, manutenção e assentamento das
placas, estando a mesma obrigada, ao final da Obra, mediante autorização da
Fiscalização, realizar a sua desmontagem e remoção.
Medição e Pagamento
Estes serviços serão medidos e pagos de acordo com a planilha de orçamentação de
obras.
7 - ESPECIFICAÇÃO GERAL DE FORNECIMENTO DE TUBULAÇÕES
MATERIAIS
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Os materiais fornecidos pela Contratada deverão obedecer as seguintes disposições:
a) Especificações: Todos os materiais a serem empregado em obras e reposições ou
reparos, deverão satisfazer às especificações das normas da ABNT, ao Projeto e às
Especificações da CODEVASF, e ainda serem de qualidade, modelo, marca e tipo
aprovados pela CODEVASF, através de inspeção pela área de controle de qualidade da
CODEVASF. Os materiais que por qualquer motivo forem recusados pela CODEVASF
deverão ser retirados e substituídos pela Contratada, sem nenhum ônus adicional para a
CODEVASF, dentro de 72 (setenta e duas) horas.
b) Fornecedores: Quando o material fornecido não for de fabricação própria a
Contratada deverá entregar à CODEVASF a lista de fornecedores dos materiais, além
de mantê-la permanentemente atualizada.
c) Marcas e Patentes: A Contratada será inteira e exclusivamente responsável pelo uso
e emprego de materiais, dispositivos, métodos e processos eventualmente patenteados
empregados ou incorporados à obra, cabendo-lhe pagar os royalties devidos e a
obtenção prévia das permissões ou licenças de utilização.
d) Armazenamento: Todas as providências para o perfeito armazenamento e respectivo
acondicionamento dos materiais serão tomadas pela Contratada de modo a preservar a
sua natureza evitando a mistura com elementos estranhos e danos provocados pela
intempérie, por manuseio inadequado ou por atos fortuitos. No que se refere ao
armazenamento dos materiais necessários à confecção do concreto, a Contratada
deverá obedecer ao previsto nos artigos da NBR-5732 da ABNT.
e) Campo de Aplicação: As diretrizes e condições aqui estabelecidas devem ser
aplicadas ao fornecimento de materiais e execução de ramais condominiais, redes
coletoras, interceptores, emissários e linhas de recalque de esgotos sanitários,
respeitando sempre as dimensões e especificações estabelecidas em projeto, as
determinações das normas da ABNT e a Fiscalização da CODEVASF.
ESPECIFICAÇÕES DE TUBULAÇÕES:
A presente especificação tem por finalidade fixar os requisitos necessários ao
fornecimento dos materiais abaixo mencionados:
As tubulações a serem usadas são, salvo indicações específicas da CODEVASF:
• Tubos Cerâmicos e Conexões;
• Tubos de PVC Rígido e Conexões;
• Tubos de Concreto Armado;
• Tubos de Ferro Fundido Dúctil e Conexões;
• Tubos de Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro e Conexões;
• Tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e Conexões.
O Fornecedor deverá entregar o material conforme estas especificações devendo, ainda,
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informar ao fabricante que todas as fases do processo de compra e fabricação estarão
obrigatoriamente sujeitas às normas de diligenciamento, inspeção e controle de
qualidade da Contratante.
Estas especificações prevalecerão sobre quaisquer documentos aqui mencionados nos
itens onde as características desejadas forem explicitamente indicadas. Todavia, o
Fornecedor dos materiais poderá sugerir especificação e ou normas similares de outras
entidades desde que justifique com clareza as diferenças existentes e anexe cópia das
mesmas em língua portuguesa, ficando a critério da Contratante sua aceitação ou não. A
fabricação e o fornecimento de materiais devem obedecer às normas técnicas
brasileiras, da ABNT e às citadas neste texto, prevalecendo, em caso de divergências,
as determinações da Contratante e as últimas edições dessas normas.
TUBOS CERÂMICOS E CONEXÕES:
Normas Aplicáveis:
Os tubos cerâmicos e conexões deverão obedecer às prescrições da última revisão das
seguintes normas técnicas:
• ABNT NBR 5645
• ABNT NBR 8409
Serão aplicadas em redes coletoras de esgoto sanitário, com a tubulação totalmente
enterrada, a profundidades variáveis de 0,50 m (cinquenta centímetros) a 4,50 m (quatro
metros e cinqüenta centímetros), sujeitas a cargas acidentais de tráfego.
Características da Tubulação:
Os tubos cerâmicos terão as seguintes características:
• Tipo: ponta e bolsa;
• Comprimento: 1,00 m para ø 100 mm e 1,50 m para os demais diâmetros;
• Diâmetro: ø 100 até 350 mm;
• Junta: estopa alcatroada, asfalto oxidado e junta elástica;
• Revestimento: vidrado internamente ou conforme projeto;
• Dimensões: conforme ABNT - NBR-7530.
Inspeção e Testes:
As inspeções e os testes deverão ser executados por Inspetores devidamente
credenciados pela Contratante, os quais atestarão sobre a qualidade dos tubos e
conexões, depois da realização os seguintes testes e ensaios:
• Dimensional: conforme ABNT NBR-7530;
• Compressão Diametral: conforme ABNT NBR-6582;
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• Permeabilidade: conforme ABNT NBR-6549;
• Pressão Interna: conforme ABNT NBR-6549;
• Absorção de Água: conforme ABNT NBR-7529;
• Resistência Química: conforme ABNT NBR-7689.
Quando do procedimento das inspeções e testes deverá ser observado o disposto a
seguir.
a) Formação dos Lotes: Para a devida inspeção e testes, deverão ser formados lotes de
tubos e conexões da seguinte maneira:
• De um modo geral os lotes deverão ser, inicialmente, de 500 (quinhentos) tubos,
entretanto, caso os ensaios indiquem qualidade homogeneamente satisfatória o(s)
Inspetor(es) poderá(ão) autorizar que os lotes sejam de até 1.000 (mil) tubos, sendo que
tal autorização deverá ser especificamente expressa, podendo ser cancelada a qualquer
momento em que se verifique variação de qualidade;
• A formação dos lotes será determinada pelo(s) Inspetor(es); após tal verificação e de
acordo com a NBR-5645 da ABNT serão rejeitados os tubos que não satisfizerem o
disposto na mesma Norma;
• De cada lote deve-se retirar 10 (dez) tubos ou 5 (cinco) peças, ao acaso, as quais
serão numeradas de 1 a 10 ou de 1 a 5 para formação da amostra;
• Quando os resultados da inspeção ou ensaios, a que se refere a NBR-5645 da ABNT,
conduzirem à recusa de 20% ou mais dos tubos de uma partida, esta será rejeitada em
sua totalidade, sendo facultada a apresentação de nova partida para exame. Considerase como uma partida a totalidade de tubos e peças para os quais foram solicitados os
ensaios na forma destas especificações.
b) Ensaios: Os ensaios deverão obedecer a seguinte ordem:
1- Permeabilidade e Pressão Interna;
2- Compressão Diametral;
3- Absorção de Água;
4- Resistência Química (se requerido pelo projeto ou Contratante, de acordo com a NBR
- 7689 da ABNT)
b.1) Ensaio de Permeabilidade e de Pressão Interna: A execução do ensaio de
Permeabilidade e Pressão Interna deverá obedecer ao disposto na NBR-6549 da ABNT
e observar a seguinte seqüência:
1 - Tomar os corpos de prova numerados para ensaio de 1 a 5;
2 - Ensaiar sucessivamente os corpos de prova procedendo-se do seguinte modo;
Ensaiar os 4 (quatro) primeiros corpos de prova; não ocorrendo vazamento ou ruptura, o
quinto corpo de prova não será ensaiado e o lote será considerado aceito passando-se
ao ensaio de Compressão Diametral; ocorrendo vazamento ou ruptura em um dos
corpos de prova o ensaio será suspenso, passando-se a ensaiar os corpos de prova
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numerados de 6 a 10 ocorrendo vazamento ou ruptura nestes corpos de prova
suspende-se o ensaio e o lote é rejeitado, cancelando-se os ensaios subseqüentes,
caso no ensaio dos corpos de 6 a 10 não ocorra vazamento ou ruptura nos cinco corpos
de prova, o lote será considerado aceito passando-se ao ensaio de compressão
diametral.
b.2) Ensaio de Compressão Diametral: A execução do ensaio de compressão diametral
deverá obedecer a NBR-6582 da ABNT e observar a seguinte seqüência:
1 - Executar o ensaio sobre os corpos de prova de número 6 a 10;
2 - Tomar a resistência de cada corpo de prova e a resistência média; se a resistência
média for igual ou superior aos valores fixados pela NBR-5645 da ABNT e se a menor
resistência individual for igual ou superior a 80% (oitenta por cento) dos valores fixados
nesta mesma norma, o lote será considerado aceito, passando-se ao ensaio de
absorção de água; caso contrário o lote será considerado rejeitado, cancelando-se o
ensaio de absorção de água.
b.3) Ensaio de Absorção de Água: Este ensaio será feito de acordo com as prescrições
da NBR-7529 da ABNT nos corpos de prova obtidos conforme a NBR-5645 da ABNT.
A classificação da amostra como tipo “a” ou “b” será feita com base em exames dos
corpos de prova, sendo exigido que a vitrificação das amostras do tipo “a”, além de
satisfazer o prescrito na NBR-5645 da ABNT, seja de aspecto idêntico nas faces interna
e externa.
Será exigido que pelo menos a parte interna do tubo ou peça seja vidrado, nas
condições estabelecidas pela NBR-5645 da ABNT. No caso dos ensaios de absorção de
água efetuados em amostras de tubos de um mesmo fabricante apresentem
sistematicamente resultados satisfatórios, a Fiscalização poderá diminuir a freqüência de
tais ensaios, até o limite de um ensaio para cada 5 (cinco) lotes ensaiados.
As peças deverão obedecer ao disposto na NBR-5645 da ABNT e deverão ser
inspecionadas e ensaiadas.
Especificação da Junta:
Asfalto Oxidado:
Características: Produto obtido através da passagem de corrente de ar atmosférico em
uma massa asfáltica, aquecida a uma temperatura adequada e utilizando-se de aditivos
especiais para obtenção das especificações desejadas.
Este processo, chamado de oxidação, confere ao asfalto obtido maior ponto de
amolecimento, com penetrações variadas, proporcionando usos diversos onde se
requeiram características de aderência, impermeabilidade, isolação térmica, acústica e
elétrica. O tipo de asfalto oxidado indicado para rejuntamento de manilhas deve
apresentar as seguintes especificações:
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- Ponto de amolecimento (anel e bola) ºC 80 – 90;
- Penetração 25 ºC, 100 g, 5” (mm/10) 5 – 15;
- Ponto de fulgor (copo aberto cleveland) ºC, min 250;
- Peso específico a 25 ºC/25 ºC 1,01 - 1,05;
-Temperatura de aplicação ºC 150 – 180.
b) Taxa de Aplicação: (consumo médio)
Diâmetro do Tubo (mm)
100
150
200
250
300
Asfalto Oxidado (kg)
0,93
1,33
1,60
2,00
2,55
Embalagem: Sacaria com 50 kg (cinqüenta quilos) aproximadamente.
Estopa Amealhar Alcatroada:
a) Características: Consiste em fibras longas de juta, impregnadas com Esmalte de
Alcatrão de Hulha. O Alcatrão possuindo ação impermeabilizante, fungicida e
parasiticida, confere a estopa resistência diante de águas agressivas e demais agentes
nocivos encontrados no subsolo.
Sendo sua aplicação indispensável nas juntas das manilhas a fim de bloquear a
passagem do mastique para o interior das mesmas, quando do rejuntamento, e para
formação de um conduto a ser impregnado com o mastique betuminoso.
Taxa de Aplicação: (consumo médio)
Diâmetro do Tubo (mm)
100
150
200
250
300
Estopa Alcotroada (kg)
0,08
0,10
0,13
0,17
0,19
Embalagem: Tambor com 200 kg (duzentos quilos) cada.
Junta Elástica
Antes da execução da junta, deve-se verificar se a luva, a bolsa, os anéis de borrachas e
a extremidade dos tubos a ligar se acham bem secos e limpos (isentos de areia, terra,
lama, óleo, etc). Realizada a junta, deve-se provocar uma folga de no mínimo 1cm entre
as extremidades, para permitir eventuais deformações, o que é conseguido, por exemplo
imprimindo-se à extremidade livre do tubo recém-unidos vários movimentos circulares.
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Em seguida, deve-se verificar a posição dos anéis que devem ficar dentro das sedes
para isso disposta. Qualquer material usado que possa favorecer o deslocamento nos
anéis de borracha deve ter características que não afetem a sua durabilidade e dos
tubos.
TUBOS DE PVC RÍGIDO E CONEXÕES:
Normas Aplicáveis:
Os tubos e conexões de PVC obedecerão às prescrições da última revisão das
seguintes normas:
• ABNT NBR-7362;
• ABNT NBR-10569;
• ABNT NBR-10570;
• ABNT NBR-9051;
• ABNT NBR-5688.
As conexões de PVC incluem: curvas, tês, adaptadores, luvas, reduções, selim,
tampões, caixas de inspeção e caixas de passagem.
Características e Condições de Funcionamento.
Os tubos e conexões de PVC deverão ser aplicados ao sistema de esgoto totalmente
enterrados com profundidades mínima de 0,80 (oitenta centímetros) para leitos e
passagens em vias e deverão ter as seguintes características:
• Tipo: ponta e bolsa;
• Comprimento: 6,00 m (seis metros);
• Diâmetro: conforme descrito em Projeto;
• Junta: elástica com anel de borracha; e
• Dimensões: conforme ABNT NBR-5688,NBR-7362, NBR-10569 e NBR10570.
O Fornecedor dos tubos e das conexões deverá fornecer também os anéis de borracha
adequados à junta especificada.
Principal Característica de Qualidade:
A Junta Elástica para tubos e conexões PVC Rígido deverá assegurar perfeita
estanqueidade da tubulação. A taxa de infiltração admissível para o sistema de
esgotamento sanitário, deverá estar de acordo com a Norma NBR-7367 da ABNT.
Os ensaios deverão ser de acordo com o preconizado pela NBR-7369 da ABNT; ou seja:
• Vácuo Parcial Interno de 0,03 MPa, com achatamento de 5% (cinco por cento) do
diâmetro do tubo na região da junta elástica, durante 15 (quinze) minutos e a variação
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do vácuo não deverá ser superior a 10% (dez por cento);
• Pressão Hidrostática Interna de 0,05 MPa a 23ºC com achatamento de 5% (cinco por
cento) do diâmetro externo do tubo na região da junta elástica, durante 5 (cinco) minutos
e não deverão ocorrer vazamentos; e
• Pressão Hidrostática Interna de 0,20 MPa 23ºC com achatamento de 5% (cinco por
cento) do diâmetro do tubo na região da junta elástica, durante 10 (dez) minutos e não
deverão ocorrer vazamentos.
A junta para tubulações de PVC rígido para esgotos primários deve satisfazer ao ensaio
de estanqueidade conforme NBR-5688 da ABNT.
Instalação de Coletores:
A norma NBR-7367 da ABNT recomenda que a largura do fundo (b) da vala seja
uniforme com no mínimo 60 cm (sessenta centímetros) para tubulações com
recobrimento de até 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros); e com no mínimo de 80
cm (oitenta centímetros) para recobrimento superior a 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros).
As escavações em rochas decompostas, pedras soltas e rocha viva deverão ser feitas
até abaixo do nível inferior da tubulação, para a execução de um berço de material
granular com no mínimo 15 cm (quinze centímetros) sob os tubos.
O fundo da vala deverá ser regular, uniforme e isento de saliências e reentrâncias, além
de obedecer à declividade prevista no projeto. Deverá ser executada uma compactação
adequada de forma a se obter boas condições de suporte.
O transporte até a vala deverá ser feito com cuidado. O material deverá permanecer, ao
longo da vala, o menor tempo possível a fim de evitar acidentes e deformações.
A descida dos tubos na vala deverá ser manual, evitando-se o arrasto no solo.
O assentamento dos tubos deverá ser feito com a geratriz inferior coincidindo com o eixo
do berço das escavações previamente preparado assegurando um apoio contínuo do
corpo do tubo.
O sentido de montagem deverá ser, de preferência, com as bolsas dos tubos voltadas
para montante.
A montagem da tubulação entre dois pontos fixos deverá ser feita utilizando-se luvas de
correr.
O nivelamento deverá obedecer ao disposto na NBR-9814 da ABNT.
Reaterro das Tubulações:
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Os tubos de PVC rígido Vinilfort deverão ser envolvidos conforme as recomendações do
projeto, tendo em vista os requisitos estabelecidos na NR- 7367 da ABNT.
O reaterro deverá ser executado em três etapas distintas: lateral, superior e final.
Reaterro Lateral: Deverá ser feito de acordo com o especificado em projeto, com o solo
sendo colocado em volta da tubulação e compactado manualmente em ambos os lados,
em camadas não superiores a 10 cm (dez centímetros), sem deixar vazios sob a
tubulação.
Reaterro Superior: Este reaterro deverá ser feito com material selecionado, sem pedras
ou matacões, em camadas de 0,10 a 0,15 m (dez a quinze centímetros), compactandose inicialmente apenas as regiões compreendidas entre o plano vertical tangente à
tubulação e a parede da vala. A região diretamente acima da tubulação deverá ser
compactada manualmente após a fixação da tubulação na vala.
Reaterro Final: O restante do material do reaterro da vala deverá ser lançado em
camadas sucessivas e compactadas.
Profundidades Mínimas e Máximas de Assentamento:
Nos trechos em que o recobrimento da tubulação for inferior ao prescrito em norma ou
pelo Fabricante e esteja sujeito a pesadas cargas móveis dever-se-á providenciar
canaletas ou lajes de concreto.
Não é recomendável o envolvimento dos tubos de PVC rígido com concreto.
A profundidade mínima da bolsa para tubos de PVC rígido para esgoto primário deverá
ser de 30 cm (trinta centímetros).
Trechos Aéreos:
As tubulações de PVC rígido nos trechos aéreos deverão ser assentadas numa viga de
seção em “U” com dimensões tais que permitam envolvê-las com material granular.
Recebimento:
O recebimento de cada trecho de coletor deverá ser efetuado seguindo-se as
orientações das Normas NBR-9814 e NBR-7367 da ABNT.
O teste para verificação poderá ser efetuado através da passagem de um gabarito com
diâmetro mínimo correspondente à deformação diametral relativa máxima admissível
(7,5%).
Inspeção e Testes:
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Os Inspetores credenciados pela Contratante farão as inspeções e diligenciamentos,
que atestarão sobre a qualidade dos materiais adquiridos, realizando os seguintes testes
e ensaios:
• Dimensional do Tubo de PVC Rígido – Junta Elástica: conforme ABNT NBR- 7362;
• Dimensional das Conexões de PVC Rígido: conforme ABNT NBR-10569;
• Dimensional de Tubos, Conexões e anel de borracha de Tubos de PVC Série Normal e
Série Reforçada - Junta Elástica (destinados a sistema condominial de esgoto sanitário):
conforme ABNT NBR-10570, NBR-5688;
• Dimensional do Anel de Borracha de Tubos de PVC Rígido: conforme ABNT NBR9051;
• Desempenho de Junta Elástica de Tubos de PVC Rígido: conforme ABNT NBR- 7369.
TUBOS DE CONCRETO ARMADO.
Normas Aplicáveis:
Os tubos de concreto armado com junta elástica deverão obedecer às prescrições da
última revisão das seguintes normas:
• ABNT NBR-8889; e
• ABNT NBR-8890.
Características e Condições de Funcionamento.
Os tubos de concreto armado serão aplicados no sistema coletor de esgotos sanitários
totalmente enterrados com profundidades variáveis de 1,15 a 7,00 m (um metro e quinze
centímetros a sete metros) e sujeitos às cargas acidentais de tráfego; e deverão ter as
seguintes características:
• Tipo: ponta e bolsa;
• Comprimento: 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros);
• Diâmetro: DN 400 a DN 1.800 mm;
• Junta: elástica com anel de borracha;
• Classe: EA-2 ou EA-3;
• Dimensões: conforme ABNT NBR-8890, NBR-8889;
• Anéis de Borracha: conforme ABNT NBR-8890.
O Fornecedor do tubo deverá fornecer o anel de borracha adequado à junta
especificada; e deverá cumprir às prescrições da NBR-9794, NBR 8889 e NBR 8890 da
ABNT para a classe EA-2 e EA-3.
Os materiais a serem empregados na fabricação dos tubos deverão observar os itens
abaixo especificados:
• as formas deverão ser fabricadas com chapas de aço de espessura nunca inferior a
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1/4" (um quarto de polegada); ter juntas estanques; e não prejudicar o bom acabamento
dos tubos por ocasião da desforma;
• a água destinada ao amassamento do concreto deverá ser límpida, isenta de teores
prejudiciais de sais, óleo, ácidos, álcalis e substâncias orgânicas;
• o concreto deverá ser constituído de cimento Portland comum, agregado e água, com
consumo mínimo de cimento de 400 kg/m3 e máxima relação água/cimento de 0,45;
• o cimento Portland deverá satisfazer às prescrições da NBR-5732 da ABNT;
• os agregados deverão satisfazer às prescrições da NBR-7211 da ABNT, e ter diâmetro
máximo igual a um terço da espessura da parede do tubo;
• o aço da armadura deverá atender às prescrições da NBR-7480 da ABNT;
• os tubos não deverão apresentar trincas, fraturas ou outros defeitos prejudiciais, e dar
som característico de tubo não trincado quando percutidos com martelo
leve;
• não se fará pintura, nem retoque de qualquer natureza, sem prévia autorização da
Contratante;
• o comprimento útil dos tubos deverá ser de 2,50 m (dois metros e cinqüenta
centímetros);
• os tubos deverão ser do tipo ponta e bolsa com juntas elásticas por anéis de borracha;
• cada tubo deverá ser claramente marcado com o nome do fabricante, o nome da
Contratante, a data de fabricação, o diâmetro nominal, e a classe;
• as variações do diâmetro interno, para mais ou para menos, em termos percentuais do
diâmetro nominal, não deverão exceder, em qualquer seção transversal do tubo 1% (um
por cento) nos tubos de até 1.000 (mil) mm e nem 0,75% (zero vírgula setenta e cinco
por cento) nos tubos de diâmetros maiores;
• serão toleradas variações na espessura dos tubos de 7,5% (sete por cento e meio),
para menos, da espessura nominal declarada pelo fabricante;
• a diferença, para menos, entre o comprimento declarado e o real não deverá ser maior
do que 1 cm/m (um centímetro por metro), com um máximo de 2 (dois) cm para qualquer
comprimento de tubo;
• as juntas deverão estar dimensionadas para se obter deflexões máximas de 3º (três
graus) para diâmetros de 600 mm (seiscentos milímetros) a 800 mm (oitocentos
milímetros), e de 1º (um grau) para diâmetro de 1.000 mm (mil milímetros) a 1.500 mm
(mil e quinhentos milímetros);
• os tubos deverão ser recebidos de acordo com as NBR 8889, NBR 8890 e NBR- 9794
da ABNT.
Inspeção e Testes.
Os inspetores credenciados pela Contratante deverão fazer as inspeções e
diligenciamentos, que atestarão sobre a qualidade dos materiais adquiridos, e deverão
realizar os seguintes testes e ensaios:
• Dimensional: conforme a ABNT NBR-8890, NBR-8889;
• Compressão Diametral: conforme ABNT NBR-8891;
• Permeabilidade: conforme ABNT NBR-8893;
• Absorção de Água: conforme ABNT NBR-8892;
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• Estanqueidade da Junta Elástica: conforme ABNT NBR-8895;
• Anéis de Borracha: conforme ABNT NBR 7462, NBR-7318, NBR-6565 e NBR-7531.
TUBOS DE FERRO FUNDIDO DÚCTIL E CONEXÕES.
Normas Aplicáveis.
Os tubos e conexões de ferro fundido dúctil deverão obedecer às prescrições da última
revisão das seguintes normas:
• ABNT NBR-7663;
• ABNT NBR-7664;
• ABNT NBR-7675;
• ABNT NBR-7676;
• ABNT NBR-8682;
• ABNT NBR-7674.
Características e Condições de Funcionamento.
Os tubos e conexões de ferro fundido dúctil poderão ser aplicados nas diversas partes
do sistema de esgotamento sanitário, tais como: redes coletoras, interceptores,
emissários, linhas de recalque e estações de tratamento de esgotos sanitários,
trabalhando como conduto livre ou forçado.
Os tubos e conexões de ferro fundido dúctil deverão ter as seguintes características:
• Tipo: ponta e bolsa, ponta e flange, flange e flange;
• Comprimento: 6,00 m (junta elástica);
• Diâmetro: discriminado em Projeto;
• Junta: elástica com anel de borracha ou flangeado;
• Revestimento: cimentado internamente;
• Dimensões: conforme ABNT NBR-7663 e NBR-7675;
• Classe: tubo junta elástica K7.
O Fornecedor dos tubos e das conexões deverá fornecer também os anéis de borracha
adequados à junta especificada.
Inspeções e Testes.
Os Inspetores credenciados pela Contratante deverão fazer as inspeções e
diligenciamentos, que atestarão sobre a qualidade dos materiais adquiridos, e realizar ou
exigir que a contratada realize os seguintes testes e ensaios:
• Dimensional do Tubo: conforme ABNT NBR-7663;
• Dimensional das Conexões: conforme ABNT NBR-7675;
• Pressão Interna: conforme ABNT NBR-7561;
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• Dureza Brinell: conforme ABNT NBR-6394;
• Ensaio de Tração: conforme ABNT NBR-7562;
• Ensaio de Estanqueidade: conforme ABNT NBR-7666;
• Características do Anel de Borracha: conforme ABNT NBR-7676;
Junta Gibault.
As juntas flexíveis tipo Gibault deverão constar de uma luva central de ferro dúctil,
arruelas de borracha, contra flanges, parafusos e porcas; e deverão ser fabricadas de
acordo com a norma brasileira ABNT NBR-7675 e norma internacional ISO-2531.
Todos os parafusos e porcas deverão ser zincadas a quente e receberão uma película
protetora de óleo que seja solúvel em gasolina.
TUBOS DE POLIÉSTER REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO E CONEXÕES.
Normas Aplicáveis.
Os tubos de poliéster reforçado com fibra de vidro com junta elástica deverão obedecer
às prescrições da última revisão das seguintes normas:
• ABNT - NBR-10848;
• ABNT - NBR-7368;
• ABNT - NBR-10845.
Características e Condições de Funcionamento.
Os tubos de poliéster reforçado com fibras de vidro e junta elástica deverão ser
aplicados em interceptores e emissários de esgotos, trabalhar como conduto livre, e ter
as seguintes características:
• Tipo: ponta e bolsa;
• Comprimento: 6,00 m (seis metros);
• Diâmetro: discriminado em Projeto;
• Junta: elástica com anel de borracha;
• Dimensões: conforme ABNT NBR-7368;
• Classe: 32 ou 20.
O Fornecedor dos tubos e das conexões deverá fornecer os anéis de borracha
adequados à junta especificada.
Inspeções e Testes.
Os Inspetores credenciados pela Contratante deverão fazer as inspeções e
diligenciamento que atestarão sobre a qualidade dos materiais adquiridos, realizando, ou
exigindo que a Contratada realize, os seguintes testes e ensaios conforme prescrições
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das normas da ABNT:
• Dimensional do Tubo: conforme ABNT NBR-10845, NBR-7368;
• Pressão Interna: conforme ABNT NBR-7969, NBR-7970, MB-1141;
• Dureza: conforme ABNT NBR-7972;
• Estanqueidade: conforme ABNT NBR-7364, NBR-7366;
• Características do Anel de Borracha:conforme ABNT NBR-10845;
• Choque Térmico: conforme ABNT NBR-6585;
• Ruptura: conforme ABNT NBR-7365;
• Resistência Química: conforme ABNT NBR-7971;
• Junta Elástica: conforme ABNT NBR-10571;
TUBO DE POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE E CONEXÕES
Normas Aplicáveis.
Os tubos de PEAD e conexões obedecerão às prescrições da última revisão das
seguintes normas técnicas:
• DIN-8074;
• DIN-16533;
• DIN-16963.
Serão aplicadas em linhas de recalque de estações elevatórias de esgoto sanitário e
linhas sob pressão de estações de tratamento de esgotos, podendo ser enterrada ou
submersa em água ou ainda aflorantes com as devidas proteções.
Características e Condições de Funcionamento.
Os tubos de PEAD terão as seguintes características:
• Tipo: ponta e ponta;
• Comprimento: a partir de 12,0 m (doze metros);
• Diâmetro: DN 110 a DN 1200 mm;
• Junta: soldável;
• Classe: 2,5 a 16 kgf/cm2;
• Dimensões: conforme normas DIN-8074, DIN-16533, DIN-16963.
Os tubos e conexões devem ser fabricados com polietileno próprio para tubos e por
processo, a critério do fabricante, que assegure a obtenção de um produto que satisfaça
às exigências das normas técnicas, na cor preta, obtida pela adição de negro de fumo.
As linhas de tubulação em PEAD deverão ser unidas de duas formas básicas: através
de juntas soldadas e através de juntas flangeadas.
Quando da emenda os tubos deverão estar em perfeitas condições. O processo de
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soldagem ocorrerá quando a união se der entre peças de PEAD. Este processo deverá
utilizar a solda de topo feita por equipamento específico recomendado pelo fabricante,
constituído de máquina de solda, placa de aquecimento, faceador e acessórios.
Para a ligação entre tubos de PEAD e outras peças como registros, válvulas, bombas e
conexões em ferro fundido ou aço, deverão ser usadas ligações flangeadas. Neste caso,
deverão ser empregados colarinhos específicos nas suas extremidades, que obedeçam
aos mesmos padrões de furação dos flanges da peça a ser conectada.
Inspeção e Testes:
As inspeções e os testes serão executados por Inspetores devidamente credenciados
pela Contratante, os quais atestarão sobre a qualidade dos tubos e conexões realizando
os testes e ensaios determinados pelas normas da ABNT e das normas DIN-8075 , DIN16932, DIN-16934 e ABNT - NBR-9058.
APROVAÇÃO DOS MATERIAIS:
Os materiais, a serem fornecidos pela Contratada ou Fornecedor, deverão ser
inspecionados e testados pela Fiscalização da CODEVASF, conforme previsto na norma
de procedimento de inspeção da Contratante e a presente especificação. Os materiais
somente poderão ser utilizados na obra após a aprovação da referida área.
O controle de qualidade dos materiais poderá ser feito durante o processo de fabricação
ou após o produto acabado, nas instalações do Fornecedor ou em local indicado pela
Contratante, ficando o Fornecedor ou Contratada obrigado a solicitar à área de controle
de qualidade da Contratante a realização da inspeção, com no mínimo 10 (dez) dias
úteis de antecedência da data desejada.
A Contratada ou Fornecedor deverá colocar à disposição da Contratante, equipamentos
e pessoal especializado para os ensaios necessários à inspeção, cujo acompanhamento
e fiscalização serão realizados pela área de controle de qualidade da Contratante.
Os materiais adquiridos devem estar separados em lotes de forma a facilitar os serviços
de coleta de amostras para inspeção, conforme as normas da ABNT. A inspeção, a
formação de lotes, a retirada das amostras e a identificação dos lotes recebidos deverão
ser efetuados pela área de controle de qualidade da Contratante.
Os ensaios deverão ser executados em laboratório indicado pela Contratada ou
Fornecedor previamente aceito pela Contratante, correndo por conta e risco da
Contratada ou Fornecedor todos os custos de ensaios e transportes das amostras.
Os ensaios deverão ser realizados conforme prevêem as normas e especificações de
acordo com cada tipo de material.
A Contratada ou o Fornecedor dos materiais, interessados na execução da inspeção e
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ensaios dos materiais, solicitarão à Contratante a presença da sua área de controle de
qualidade, com a devida antecedência, indicando:
- o contrato respectivo;
- o local onde está depositado o material;
- as quantidades de cada diâmetro de tubos e peças que deverão ser examinados;
- uma cópia da Nota Fiscal com o visto do Engenheiro Fiscal ou do Chefe do
Almoxarifado, no caso de Fornecedor.
A área de controle de qualidade da Contratante expedirá uma Ordem de Serviço, a qual
será incorporada à solicitação do item anterior fixando, em comum acordo com a
Contratada ou Fornecedor, o prazo para execução da inspeção e ensaios aqui previstos.
Quando os resultados da inspeção ou ensaios, conduzirem à recusa dos materiais, será
facultada a apresentação de nova solicitação de inspeção por parte da Contratada ou
Fornecedor.
Se a nova inspeção conduzir a uma segunda recusa total, a Contratante suspenderá o
contrato de fornecimento e tomará as providências administrativas e judiciais cabíveis,
quando se tratar de Fornecedor.
Se a segunda recusa total ocorrer com o Fornecedor, o Fabricante será considerado
sem condições de fornecer para a Contratante ou para suas obras entregues a terceiros.
Todas os tubos ou peças dos lotes ensaiados e não aprovados serão pintados pelo
Inspetor, com tinta indelével branca, e deverão ser, imediatamente, retiradas dos
depósitos da Contratante ou canteiro de obras da Contratada.
Serão debitadas da Contratada ou do Fornecedor as despesas com a inspeção e
ensaios dos lotes não aprovados. Consideram-se como despesas o custo da inspeção e
ensaio acrescidos de uma taxa de 10% (dez por cento).
Somente serão considerados como entregues, para efeito de cumprimento do prazo
estabelecido para o fornecimento, os materiais que fizerem parte dos lotes aprovados na
forma destas especificações.
A entrega da totalidade dos tubos e peças, acompanhada da solicitação a que se
referem estas especificações, interrompe a contagem do prazo estabelecido para
fornecimento.
Comunicada a rejeição de um ou mais lotes reinicia-se a contagem do prazo de
fornecimento, interrompida nas condições estabelecidas anteriormente.
Os Certificados de Inspeção e Ensaio farão referência à partida examinada e deverão
ser emitidos em 3 (três) vias, com as seguintes destinações:
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1ª Via - Arquivo da área de controle de qualidade da Contratante;
2ª Via - Acompanha a fatura de cobrança da Contratada;
3ª Via - Contratada ou Fornecedor.
Os materiais somente poderão ser embarcados após a emissão do Certificado de
Conformidade/Liberação pela Seção de Controle de Qualidade de Materiais da
Contratante ou preposto por ela indicado.
Os lotes de materiais aceitos pela Contratante deverão conter em sua totalidade os
dizeres “INSPECIONADO CODEVASF”, ou sua logomarca impressa.
A aprovação dos tubos e peças, em fase de inspeção e ensaios aqui exigidos, não
dispensa a realização dos testes de estanqueidade dos coletores pela Contratada e nem
a exime de qualquer responsabilidade decorrente do artigo 1.245 do Código Civil
Brasileiro.
ENTREGA DOS MATERIAIS
Todos os tubos e conexões deverão estar isentos de qualquer defeito de fabricação,
trincas, avarias, rebarbas, sujeiras, emendas; e não poderão possuir qualquer
tortuosidade ou ovalização.
Os materiais deverão estar acompanhados de uma cópia do “Certificado de
Conformidade/Liberação”.
O transporte dos materiais (inclusive a descarga e o empilhamento) será de
responsabilidade do Fornecedor. Além disso, Fornecedor deverá informar à Contratante
a maneira mais adequada para estocar os tubos e as conexões e demais acessórios das
tubulações devendo informar, ainda, o processo de carga, descarga e transporte destes
materiais.
O local de entrega dos materiais deverá ser no canteiro da obra.
DISPOSIÇÕES FINAIS:
O Fornecedor ou Fabricante deverá apresentar um “Termo de Garantia”, emitido
exclusivamente pelo fabricante que os materiais ofertados pela licitante atendem as
normas da ABNT e as normas de aquisição da Contratante, além dos termos gerais e
usuais de garantia destacando-se o prazo e as condições de validade da garantia.
A Contratante reserva o direito de inspecionar as instalações de produção e controle de
qualidade do fabricante e compromete-se em manter inspetor qualificado para a
realização das inspeções e ensaios, ou solicitar inspeção por parte de órgão público
competente e/ou empresa privada especializada.
As custas decorrentes da inspeção de recebimento dos materiais como: laboratório,
mão-de-obra, equipamentos, ferramentas, materiais etc., correrão por conta do
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Fornecedor ou Contratada.
O Fornecedor ou Contratada deverá proporcionar todas as facilidades para a realização
das inspeções dos materiais, inclusive o translado do inspetor dentro da região em que a
inspeção se localizar.
O Fornecedor deverá seguir às condições previstas nas Normas da Série ISO- 9000.
Complementam esta norma as disposições constantes das normas e regulamentos
gerais de aquisição e recebimento de materiais da CODEVASF.
RELAÇÃO DE NORMAS:
ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas;
DIN: Deutsches Institut für Normung e.V. ;
ISO: International Standards Organization.
TUBOS CERÂMICOS E CONEXÕES:
ABNT-NBR-5645 (EB-5) - Tubo Cerâmico para Canalizações;
ABNT-NBR-6549 (MB-13) - Tubo Cerâmico para Canalizações - Verificação da
Permeabilidade;
ABNT-NBR-6582 (MB-12) - Tubo Cerâmico para Canalizações - Verificação da
Resistência à Compressão Diametral;
ABNT-NBR-7529 (MB-14) - Tubo e Conexão Cerâmicos para Canalizações Determinação da Absorção de Água;
ABNT-NBR-7530 (MB-1210) - Tubo Cerâmico para Canalizações – Verificação
Dimensional;
ABNT-NBR-7689 (MB-210) - Tubo e Conexão Cerâmicos para Canalizações Determinação da Resistência Química;
ABNT-NBR-8409 (EB-960) - Conexão Cerâmica para Canalizações;
ABNT-NBR-8928 (EB-1554) - Junta Elástica de Tubos e Conexões Cerâmicos para
Canalizações; e
ABNT-NBR-8929 (EB-1555) - Anel de Borracha para Tubos e Conexões Cerâmicos
para Canalizações.
VI.2 - TUBOS E CONEXÕES DE PVC RÍGIDO PVC E CONEXÕES:
ABNT-NBR-5688 (EB-608) - Tubo e Conexão de PVC Rígido para Esgoto Predial e
Ventilação;
ABNT-NBR-7362 (EB-644) - Tubo de PVC Rígido com Junta Elástica, Coletor de
Esgoto;
ABNT-NBR-7367 (NB-281) - Projeto e Assentamento de Tubulações de PVC Rígido
para Sistemas de Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-7369 (MB-839) - Junta Elástica de Tubos de PVC Rígido Coletores de
Esgoto - Verificação do Desempenho;
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ABNT-NBR-9051 (EB-1571) - Anel de Borracha para Tubulações de PVC Rígido,
Coletores de Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-9814 (NB-37) - Execução de Rede Coletora de Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-10569 (PB-1277) - Conexões de PVC Rígido com Junta Elástica para
Coletor de Esgoto Sanitário - Tipos e Dimensões;
ABNT-NBR-10570 (PB-1278) - Tubos e Conexões de PVC Rígido com Junta Elástica
para Coletor Predial e Sistema Condominial de Esgoto Sanitário - Tipos e Dimensões.
TUBOS DE CONCRETO ARMADO:
ABNT-NBR-5732 (EB-1) - Cimento Portland Comum;
ABNT-NBR-6565 (MB-394) - Elastômero Vulcanizado - Determinação do
Envelhecimento Acelerado em Estufa;
ABNT-NBR-7211 (EB-4) - Agregado para Concreto;
ABNT-NBR-7318 (MB-497) - Elastômero Vulcanizado para Uso em Veículos
Automotores - Determinação da Dureza;
ABNT-NBR-7462 (MB-57) - Elastômero Vulcanizado - Determinação à Tração;
ABNT-NBR-7480 (EB-3) - Barras e Fios de Aço destinados a Armaduras para
Concreto Armado;
ABNT-NBR-7531 (MB-1369) - Anel de Borracha destinado a Tubos de Concreto
Simples ou Armado para Esgotos Sanitários - Determinação da Absorção de Água;
ABNT-NBR-8889 (EB-911) - Tubos de Concreto Simples, de Seção Circular, para
Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-8890 (EB-969) - Tubo de Concreto Armado, de Seção Circular, para
Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-8891 (MB-1232) - Tubo de Concreto Armado, de Seção Circular, para
Esgoto Sanitário - Determinação da Resistência à Compressão Diametral;
ABNT-NBR-8892 (MB-1233) - Tubo de Concreto Simples ou Armado, de Seção
Circular, para Esgoto Sanitário - Determinação do Índice de Absorção de Água;
ABNT-NBR-8893 (MB-1234) - Tubo de Concreto Simples ou Armado, de Seção
Circular, para Esgoto Sanitário - Verificação da Permeabilidade;
ABNT-NBR-8894 (MB-1262) - Tubo de Concreto Simples, de Seção Circular, para
Esgoto Sanitário - Determinação da Resistência à Compressão Diametral;
ABNT-NBR-8895 (MB-1263) - Tubo de Concreto Simples ou Armado, de Seção
Circular, para Esgoto Sanitário - Verificação da Estanqueidade de Junta Elástica;
ABNT-NBR-9794 (EB-103) - Tubo de Concreto Armado de Seção Circular para Águas
Pluviais.
TUBOS E CONEXÕES DE FERRO FUNDIDO DÚCTIL E CONEXÕES:
ABNT-NBR-6394 (MB-60) - Determinação da Dureza Brinnell de Materiais Metálicos;
ABNT-NBR-7561 (MB-65) - Tubos de Ferro Fundido Dúctil Centrifugado - Ensaio
Hidrostático;
ABNT-NBR-7562 (MB-310) - Tubo de Ferro Fundido Centrifugado - Ensaio de Flexão
por Tração do Anel;
ABNT-NBR-7663 (EB-303) - Tubo de Ferro Fundido Dúctil centrifugado, para
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Canalização sob pressão;
ABNT-NBR-7664 (EB-1207) - Conexões de Ferro Fundido com Junta Elástica, para
Tubos de PVC Rígido de fofo para Adutoras e Redes de Água;
ABNT-NBR-7666 (MB-312) - Juntas Elásticas de Tubos de Ferro Fundido
Centrifugado - Ensaio de Estanqueidade;
ABNT-NBR-7674 (EB-1273) - Junta Elástica para Tubos e Conexões de Ferro
Fundido;
ABNT-NBR-7675 (EB-1324) - Conexões de Ferro Fundido Dúctil;
ABNT-NBR-7676 (EB-1326) - Anel de Borracha para Junta Elástica e Mecânica de
Tubos e Conexões de Ferro Fundido Dúctil e Cinzento;
ABNT-NBR-8682 (EB-1451) - Revestimento da Argamassa de Cimento em Tubos de
Ferro Fundido Dúctil;
ISO-2531.
TUBOS DE POLIÉSTER REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO E CONEXÕES:
ABNT-MB-1141 - Verificação do Comportamento de Tubos de Poliéster Armados com
Fios de Vidro à Pressão Interna Cíclica;
ABNT-NBR-6585 (MB-1144) - Choque Térmico Cíclico em Revestimento Interno de
Tubos de Poliéster Armados com Fios de Vidro;
ABNT-NBR-7364 (MB-1140) - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna de
Tubos de Poliéster Armados com Fios de Vidro;
ABNT-NBR-7365 (MB-1142) - Ruptura por Pressão Interna de Tubos de Poliéster
Armados com Fios de Vidro;
ABNT-NBR-7366 (MB-1145) - Verificação da Estanqueidade à Pressão Interna de
Juntas de Tubos de Poliéster Armados com Fios de Vidro;
ABNT-NBR-7368 (PB-549) - Tubos de Poliéster Armados com Fios de Vidro Processo
de enrolamento com Fios Contínuos;
ABNT-NBR-7969 (MB-1766) - Tubo de PRFV - Verificação da Resistência Axial por
Pressão Hidrostática Interna;
ABNT-NBR-7970 (MB-1767) - Tubo de PRFV - Verificação da Resistência
Circunferência por Pressão Hidrostática Interna;
ABNT-NBR-7971 (MB-1768) - Tubo de PRFV - Avaliação da Resistência Química
quando submetido a Ovalização por Compressão Diametral;
ABNT-NBR-7972 (MB-1769) - Tubo de PRFV - Determinação da Dureza Barcol em
Resina de Poliéster;
ABNT-NBR-10571 (MB-2155) - Tubo de Poliéster reforçado com Fibras de Vidro
Verificação do Desempenho de Juntas Elásticas;
ABNT-NBR-10845 (EB-318) - Tubo de Poliéster Reforçado com Fibras de Vidro, com
Junta Elástica, para Esgoto Sanitário;
ABNT-NBR-10848 (NB-928) - Assentamento de Tubulação de Poliéster Reforçado
com Fibras de Vidro.
TUBOS DE POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE E CONEXÕES:
DIN-8074 - Tubos de PEAD, dimensões;
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DIN-8075 - Tubos de PEAD, requisitos de qualidade e testes;
DIN-16533 - Tubos de PEAD para Abastecimento de Água Potável;
DIN-16932 - Soldagem de Polietileno;
DIN-16934 - Resistência aos Agentes Químicos;
DIN-16963 - Conexões para Tubos de PEAD;
ABNT-NBR-9058 (MB 2185) - Tubo de Polietileno PE5 para Ligações Prediais de
Água - Determinação do Teor Negro do Fumo.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Estes serão pagos quando assentados e pelo comprimento linear de rede, incluso
conexões. A medição e pagamento dos fornecimentos da tubulação se farão quando do
recebimento e aceite na obra do material e da rede, de acordo com a planilha de
orçamentação de obras.
8 - LIMPEZA DE RUAS APÓS EXECECUÇÃO DE OBRAS
RESÍDUOS GERADOS:
Em toda a área das obras, a coleta, transporte e disposição final de resíduos deverá ser
realizada de forma adequada. Todo o lixo deverá ser recolhido com freqüência, de forma
a não produzir odores ou proliferação de insetos e roedores.
Recomenda-se a separação de lixo orgânico e inorgânico nos locais onde é possível à
disposição final diferenciada desses resíduos. Não se admitirá qualquer disposição de
lixo nas áreas do campo.
Óleos, graxas e estopas recolhidos, das áreas de manutenção mecânica como nas
caixas separadores do sistema de drenagem superficial terão procedimentos de
acumulação e disposição final adequados, previamente aprovados pela fiscalização.
LIMPEZA GERAL E RECUPERAÇÃO DA ÁREA.
Depois do fechamento de todas as cavas ou valas, deverão ser removidos todos os
restos de material, tubos, madeiras, tábuas, restos de argamassa, restos de brita,
pedras, pisos, impermeabilizações, cercas, barracões, masseiras, etc.
A área deverá ficar limpa e desimpedida, recompondo-se os trechos por ventura
destruídos ou danificados durante a execução dos trabalhos, inclusive recuperação de
vias, replantio de gramas, jardins e árvores, sempre com a aprovação da Fiscalização.
Todas as áreas envolvidas na execução das obras deverão ser entregues
completamente limpas, sem nenhum vestígio de materiais de construção e recompondo
da melhor forma possível ao aspecto original.
Nas áreas originalmente cobertas com vegetação natural, deverá ser recuperada toda a
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cobertura forrageira e replantadas as espécies arbóreas. Seguindo determinações dos
órgãos ambientais locais, poderão ser plantadas espécies vegetais em número
adicional, a título de compensação ambiental.
Para toda e qualquer remoção de espécie arbórea, deverá ser plenamente observado o
disposto em legislação específica do órgão ambiental. A Contratada será a responsável
por todas as negociações com os órgãos envolvidos.
9 - TAPUMES E CERCAS DE SEGURANÇA
SERVIÇOS
Os tapumes serão empregados no isolamento da área necessária ao serviço, ao longo
de valas e cavas, onde se fizer necessário, a critério da Fiscalização, impedindo a
entrada de pedestres e facilitando a visualização da obra à distância. Poderão ser de
madeira ou metálicos, constituídos de chapas de compensado ou aglomerado, madeira
ou chapa metálica, devidamente pintados com tinta a óleo e assentados sobre estrutura
de madeira.
Os tapumes contínuos serão caracterizados pela continuidade da proteção, não
havendo espaço entre as peças, enquanto que os descontínuos serão caracterizados
pela descontinuidade da proteção, com espaço livre entre peças equivalente ao
comprimento de uma peça.
Nos casos de proteção de valas, os tapumes serão dispostos ao longo da mesma. A
critério da Fiscalização, serão colocados tapumes em um ou em ambos os lados da
vala. As valas no meio da rua, obrigatoriamente deverão ser protegidas em ambos os
lados; para proteção de cavas, os tapumes serão dispostos ao longo do seu perímetro.
O Construtor se obrigará também a cumprir as determinações dos órgãos municipais
sobre a utilização de tapumes, os quais deverão permanecer no local das obras
enquanto necessário, a critério da Fiscalização.
A proteção das valas também poderá ser executada através de cercas constituídas de
pedestais executados com barrote de madeira, fixados em base de concreto simples,
removíveis, com telas de PVC ou fitas plásticas, plantadas com faixas refletoras.
Este tipo de proteção também poderá ser utilizado para fechamento de PV’s, a critério
da Fiscalização.
Esta cerca deverá ser mantida permanentemente com bom aspecto, devendo ser
pintada, sempre que necessário, a critério da Fiscalização.
Em trabalhos com bloqueio ou noturnos, as cercas deverão ser adequadas e
complementadas com iluminação, quando, deverão ser instaladas e mantidos acesos
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sinalizadores (luminosos) ou cordas luminosas ao longo da cerca protetora, a critério do
Construtor, com a aprovação da Fiscalização.
A corda luminosa constitui-se numa mangueira de PVC maciça, onde é fundido um
filamento luminoso composto por micro-lâmpadas. A referida corda, quando em
funcionamento, não deverá esquentar nem dar choques elétricos, podendo ficar em
contato direto com pessoas e animais. Deverá ser impermeável, para utilização ao
tempo e totalmente flexível, podendo também ser cortada, emendada e reaproveitada.
Os sinalizadores apresentam-se em diversos modelos, podendo dispor de células fotoelétricas, baterias, serem protegidos com caixa de aço, apresentarem sinalização
unidirecional, bidirecional ou multidirecional, entre outras propriedades.
Caberá ao Construtor providenciar, previamente, junto à concessionária de energia
elétrica local, a ligação necessária ao funcionamento ininterrupto da sinalização.
No caso da inexistência de rede pública de energia próxima ao local da obra, caberá o
Construtor providenciar a fonte geradora de energia.
Todos os custos relativos ao fornecimento de energia estarão inclusos no custo unitário
deste serviço, bem como o fornecimento de todos os materiais necessários à instalação
dos dispositivos.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição dos serviços se fará por metro quadrado de cerca ou tapume efetivamente
realizado, tanto para a abertura de valas quanto para fechamento de PV’s.
A quantidade e os tipos de sinalizadores utilizados na Obra deverá passar por
aprovação da Fiscalização. O preço estabelecido na planilha cobrirá qualquer tipo de
sinalização utilizada pelo Construtor.
O pagamento será de acordo com a planilha de orçamentação de obra.
10 – SERVIÇOS TOPOGRÁFICOS PARA LOCAÇÃO E CADASTRO DE OBRAS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Esta Especificação é complementada pelas “NORMAS PARA SERVIÇOS
TOPOGRÁFICOS” do Departamento de Projetos da CODEVASF, onde são
estabelecidos os procedimentos para a execução de serviços topográficos para
consultores e empreiteiros, a saber: planimetria, altimetria, bem como a forma de
apresentação dos relatórios, das Cadernetas de Campo, das plantas, simbologias a
adotar e outras orientações pertinentes.
Além do referido documento, na aplicação desta Especificação, é necessário consultar:
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-Norma para Execução de Levantamento Topográfico, NBR 13133 – ABNT, em sua
última edição; e
-Especificações e Normas Gerais para Levantamento Geodésicos – FIBGE – Resolução
PR nº 22 de 21/07/83, em sua última edição.
Durante a execução da Obra, o Construtor realizará todos os serviços topográficos
relativos à locação de unidades, acompanhamento das implantações, cadastro de
unidades e “as-built” da Obra.
Os serviços de locação, acompanhamento e “as-built” de qualquer alteração de Projeto
ocorrida na Obra, não serão medidos, já devendo estar embutidos nas despesas
indiretas da Obra, que deverá prever o dimensionamento de uma equipe permanente,
composta por topógrafos, niveladores, ajudantes, desenhistas, cadistas e outros
profissionais que sejam necessários, para atender às necessidades do Projeto, do inicio
ao fim do empreendimento.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços, deverão ser utilizados equipamentos de precisão tais
como:
-teodolitos;
-distanciômetros;
-GPS;
-estações totais;
-níveis ;
-prismas;
-trenas de aço;
-demais equipamentos auxiliares.
LOCAÇÃO DAS OBRAS
As obras deverão ser locadas a partir dos marcos implantados por ocasião do
levantamento topográfico realizado na fase de projeto executivo, cujas localizações
deverão ser fornecidas pela Fiscalização.
Caso os marcos tenham sido destruídos deve ser desenvolvida uma poligonal a partir
dos pontos de apoio, para a execução dos serviços, ou a critério da CODEVASF.
Caberá ao Construtor transportar as cotas a partir de marcos topográficos existentes na
região circunvizinha, para o local das obras, de forma a possibilitar a sua execução e
acompanhamento.
Caberá ao Construtor locar a obras de acordo com os “lay-out” de cada Projeto. Os
custos com os serviços de locação serão incluídos nas despesas indiretas da Obra.
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UNIDADES LINEARES
a) Locação e Nivelamento de Redes de Distribuição de Água, Adutora e Emissários Por
Recalque, Com Auxílio de Equipamento Topográfico.
A locação e o nivelamento objetivam determinar a posição da Obra no terreno, bem
como os níveis solicitados em Projeto, em relação à Referência de Nível - RN.
Para a demarcação da linha serão utilizados equipamentos topográficos de precisão e
constará da fixação de piquetes de dimensões e profundidades tais que permitam a sua
posterior identificação, na linha de eixo da tubulação, com distâncias máximas entre si
de 20,00m, e distanciadas 3,00m do eixo das valas.
Deve-se evidenciar os pontos notáveis.
Piquetes auxiliares, afastados de ambos os lados da linha de eixo da tubulação, serão
colocados para que após os serviços de escavação, com a consequente retirada do
piqueteamento principal, seja possível determinar e verificar o posicionamento correto do
eixo da tubulação.
Os pontos de deflexão serão determinados através da implantação de marcos que os
caracterizem perfeitamente, assim como os pontos que mereçam especial destaque.
As cotas do fundo das valas deverão ser verificadas de 20m em 20m, antes do
assentamento da tubulação.
As cotas de geratriz superior da tubulação deverão ser verificadas logo após o
assentamento e também antes do reaterro das valas, para correção do nivelamento.
Toda a demarcação será acompanhada pela Fiscalização, de modo a permitir que
eventuais mudanças de traçado da linha sejam determinadas com suficiente
antecedência.
Em casos de obstáculos não previstos, caberá a Fiscalização determinar a posição a ser
obedecida, devendo, neste caso, as alterações serem indicadas em cadastro.
Será de obrigação do Construtor o preenchimento e fornecimento das cadernetas do
campo, devendo o mesmo conferir as medidas e marcações no inicio e no transcorrer
dos serviços, não sendo toleradas diferenças superiores à 2mm em relação ao
determinado pelo Projeto.
b) Locação e Nivelamento de Rede Coletora de Esgoto Pelo Processo da Cruzeta.
Compreende todos os serviços a partir da vala escavada e até o momento
imediatamente anterior à montagem propriamente dita dos tubos, e tem por finalidade
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determinar o "grade" de assentamento da tubulação com base nas condições
determinadas pelo Projeto.
Inicia-se com o nivelamento do trecho a ser construído, promovendo-se piqueteamento a
cada vinte metros ou fração, onde cada piquete determinará a cota do terreno de acordo
com o fornecido pelo Projeto.
Instalar-se-á a cada 10,00m no máximo, uma régua perfeitamente nivelada, transversal
ao eixo da linha de tubulação e no mesmo plano vertical que afixada a dois pontaletes
verticais cravados no solo, um de cada lado da vala.
Esta régua será confeccionada com madeira de lei aparelhada , conterá furos para evitar
empenos, sendo os pontaletes também em madeira de lei.
O plano que contém as superfícies superiores de duas ou mais réguas consecutivas
deverá ser paralelo à geratriz interna inferior da tubulação a ser assentada num trecho
de mesma declividade por elas compreendido.
Procede-se então o preenchimento do formulário “Ordem de Execução de Serviço O.E.S” para execução do trecho em questão.
O seu preenchimento será obrigação do Construtor, sendo que previamente ao início do
assentamento da tubulação será apresentado à Fiscalização para aprovação e
autorização dos serviços.
O assentamento de nenhum tubo de determinado trecho poderá ser iniciado antes que a
Fiscalização dê sua autorização.
A seguir serão itemizados os passos a serem dados com relação à locação de
tubulação, com vistas à sua montagem, com auxílio do processo da cruzeta:
-verificar e providenciar a implantação das réguas, no mínimo de quatro, à distância
entre si iguais a 10,00m ou fração e pinta-las em cores contrastantes para permitir
melhor visada, e conferir se as suas alturas estão corretas;
-colocar o pé da cruzeta sobre a geratriz externa superior do tubo junto à bolsa, e
aprumá-la com auxilio de um nível de pedreiro, para conseguir sua verticalidade; e
-encarregado da locação faz a visada procurando com o seu raio visual tangenciar as
duas réguas consecutivas instaladas e a parte superior da cruzeta, que será apoiada
sobre o tubo à nivelar.
A tangência ou não do raio visual sobre as três arestas indicará se o tubo está ou não na
posição correta de assentamento.
Cada tubo será tocado por intermédio de um único ponto, na posição mencionada na 2ª
etapa, à exceção do tubo extremo do trecho e primeiro a ser assentado, que será
nivelado em dois pontos, ou sejam: ponta do tubo e ponto extremo próximo à bolsa.
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O comprimento do corpo da cruzara deverá ser definido para cada trecho, em função
dos cálculos efetuados no formulário “Ordem de Execução de Serviço”.
c) Locação e Nivelamento de Rede Coletora de Esgoto pelo Processo de Gabarito.
As mesmas considerações iniciais do processo de cruzetas serão válidas para este
serviço, com exceção das distâncias entre réguas, que não deverão ser superiores à
10,00m, a fim de diminuir a influência da catenária provocada pelo fio de nylon.
Se possível, o gabarito deverá ter integrado ao corpo um nível de bolha que permita
durante o assentamento conservá-lo na posição vertical.
Montadas duas réguas consecutivas, será fixado o fio de nylon nº 150, que deverá estar
contido no plano horizontal das superfícies superiores das réguas, bem esticado e sem
emendas, o qual será paralelo ao eixo da canalização.
A seguir serão descritos em ordem de prioridade, passo a passo, a locação de tubos,
utilizando-se o processo de gabaritos:
-verificar e providenciar a implantação das réguas, no mínimo de quatro, a distâncias
entre si iguais a 10,00m ou fração, e perfurá-las afim de resguardá-las contra empenos;
-verificar, antes do inicio do assentamento, se as alturas das réguas estão corretas;
-esticar pelos pontos das réguas que nos dá uma reta paralela ao eixo da tubulação, um
fio de nylon sem emendas e bem retesado; e
-tomar o tubo a assentar, que deverá estar no interior da vala, e colocar o pé do gabarito
sobre a geratriz interna inferior do tubo e no lado da bolsa, fazendo-se coincidir a marca
do gabarito definido no formulário “Ordem de Execução de Serviços - O.E.S.” para este
ponto, com o fio de nylon.
A coincidência ou não da marcação com o fio de nylon, indicará se o tubo está ou não
na posição correta de assentamento.
O primeiro tubo a assentar, em um determinado trecho, deverá ser nivelado na ponta e
na bolsa, com esta voltada para montante.
O comprimento do gabarito será tal, que, de acordo com os cálculos executados no
formulário “Ordem de Execução de Serviço”, ele possa se prestar para toda a obra.
d) Locação e Nivelamento de Rede Coletora de Esgoto pelo Processo a Raio Laser.
A materialização do greide de assentamento se dá através de utilização do espelho e do
aparelho emissor de raios laser.
A seguir serão descritos em ordem de prioridade, passo a passo, a locação de tubos,
utilizando-se o processo em questão:
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-nivelar o primeiro tubo a assentar na ponta e na bolsa, com esta voltada para montante.
O nivelamento deverá ser feito no primeiro tubo assentado, solidamente fixado para que
não esteja sujeito a deslocamentos;
-após a fixação do tubo, instalar o equipamento de materialização do alinhamento e
greide, regulando-o para o greide especificado no projeto contido na OES autorizada
pela Contratante;
-com o gabarito translúcido, para detecção do raio laser, assenta-se tubo após tubo,
segundo a técnica especificada para assentamento e obedecendo ao greide
materializado pelo raio; e
-outra opção consiste em, utilizando o gabarito translúcido para detecção do raio Laser,
assentar fixa e solidamente, segundo o greide e alinhamento materializado, “tubos-guia”
ou “manilhas-mãe”, a cada 6 m aproximadamente. Após a instalação desses “tubosguia” ou gabaritos, retira-se o aparelho Laser para outro trecho, e estica-se a linha de
náilon entre guias, materializando um alinhamento e greide, a ser obedecido no
assentamento da tubulação.
UNIDADES NÃO LINEARES
A locação de unidades não lineares, consiste na demarcação do perímetro e
nivelamento da obra a ser edificada, com o emprego de equipamentos topográficos de
precisão. A demarcação consta do posicionamento da obra no terreno, através da
determinação das cotas dos cantos externos dos pisos, nivelamento e alinhamento das
paredes. O nivelamento das paredes será materializado com estacas e sarrafos de
madeira.
A locação será efetuada através de gabarito em tábuas de pinho de 0,03 x 0,20m
perfeitamente niveladas, pregadas a uma altura mínima de 60cm em barrotes 3” x 3”
espaçados de 1,50 m, afastado da estrutura no mínimo 3,00m. Mediante pregos
cravados no topo dessas guias, através de coordenadas, serão marcados, com fios
estirados, os alinhamentos.
A locação das obras será feita a partir das indicações constantes das peças gráficas e
em presença da Fiscalização.
A referência de nível será determinada com base nos projetos e levantamentos
topográficos da área onde serão executados os serviços. Para o bom controle de nível,
outros marcos de segurança deverão ser implantados em toda área e indicados em
plantas, em local protegido e com os valores relacionados.
Excetuando-se a instalação do canteiro da obra e a limpeza da área, nenhum serviço
poderá ser executado sem a relocação completa, através das ordens de serviços e seus
projetos específicos.
Concluída a locação das obras de acordo com o Projeto, o Construtor fará uma ata
relacionando as condições de sítio à época da execução.
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A critério da Fiscalização, a locação e nivelamento de unidades de pequena importância
poderá ser feita sem o auxílio de equipamentos topográficos, com o auxílio de
mangueira transparente cheia de água, régua, nível e esquadros de pedreiro. Os cantos
e alinhamentos também são materializados com estacas e sarrafos de madeira.
Na locação de áreas os pontos devem ser marcados por piquetes, cujo topo deve estar
a 0,02m do solo, com estaca testemunha. O piquete deve ser amarrado no campo a
pontos bem definidos.
Deverá ser elaborado “croquis” de amarração e identificação dos piquetes.
CADASTROS
Foram consideradas nesta Especificação, a execução de serviços de cadastramento de
unidades lineares e não lineares, que constituem os sistemas de abastecimento de água
e de esgotamento sanitário existentes ou a serem implantados, a saber:
a) Unidades Lineares.
-cadastro de adutora, interceptor ou emissário;
-cadastro de rede de distribuição de água;
-cadastro de rede coletora de esgotos de sistema convencional;
-cadastro de rede coletora de esgotos de sistema condominial;
-cadastro de ligações domiciliares novas em redes de água / esgoto (sistemas convencional e condominial;
-cadastro de ligações domiciliares existentes em redes de água / esgoto (sistemas
convencional e condominial).
Os elementos a seguir relacionados, quando disponíveis, representam o conjunto
aceitável de informações básicas para o início dos trabalhos de cadastramento:
-referência de nível da área de interesse;
-plantas topográficas da área de interesse, onde conste o arruamento existente
devidamente identificado. Nos casos de regiões não urbanizadas, devem constar nas
plantas outras ocorrências da área, tais como cursos d’água, estradas, cercas, taludes,
etc.;
-plantas com apoio geodésico e referências em coordenadas UTM, com apoio no datum
SAD69 (quando houver);
-representações gráficas (plantas e croquis), as mais atualizadas possíveis, das
unidades a serem cadastradas;
-demais informações disponíveis sobre materiais e equipamentos instalados.
b) Unidades Não Lineares:
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-cadastro de obras civis ( estações elevatórias, reservatórios, stand-pipes, ETE’s,
ETA’s, etc.); e
-cadastro de áreas destinadas à desapropriação.
Os elementos a seguir relacionados, quando disponíveis, representam o conjunto
aceitável de informações básicas para o início dos trabalhos de cadastramento:
-referência de nível da área onde se localiza a unidade a ser cadastrada;
-plantas topográficas atualizadas da área onde se localiza a unidade a ser cadastrada,
com apoio geodésico e as referências em coordenadas UTM, com apoio na datum
SAD69 (quando houver);
-representações gráficas (plantas e croquis), as mais atualizadas possíveis, da unidade
a ser cadastrada;
-demais informações disponíveis sobre materiais e equipamentos instalados.
Relaciona-se a seguir as atividades a serem desenvolvidas nos serviços de
cadastramento, desde o levantamento de campo até a confecção do produto final.
UNIDADES LINEARES
As atividades a seguir relacionadas, constituem as principais etapas que devem ser
desenvolvidas para se obter o produto final do cadastramento de unidades lineares.
Cabe ressaltar que esta Especificação não limita os serviços a serem executados,
podendo ser complementada pelo edital ou contrato relativos a cada Obra.
Observa-se que os órgãos acessórios, tais como caixas de descarga, ventosa, registros
de manobra, caixas de inspeção e passagem, poços de visita, etc., que estiverem
localizados ao longo das unidades lineares, deverão ser cadastrados simultaneamente
com as mesmas.
a) Cadastramento Completo de Adutoras, Emissários por Recalque e Redes de
Distribuição de Água
a.1) Apoio Topográfico.
A implantação dos pontos de segurança (PS) e da rede de referências de níveis (RN)
deve ser efetuada através de nivelamento geométrico, partindo de uma referência de
nível e fechando em outra ou na mesma. Em qualquer condição, deve ser efetuado o
contranivelamento. A malha de pontos de segurança deve ter densidade tal que permita
o nivelamento geométrico dos componentes relevantes da unidade a ser cadastrada. A
distância entre dois PS próximos não deve exceder a um quilômetro.
Para a locação das unidades deverá ser usado o sistema de coordenadas baseado no
sistema de projeção UTM (Universal Transversa de Mercator), com apoio no datum
SAD69 e pontos de apoio básicos implantados pelO FIBGE. Os transportes das
coordenadas deverão estar apoiados em poligonais básicas.
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Os pontos de segurança (PS) devem ser locados sobre o passeio, preferencialmente à
distância de até 30cm do alinhamento predial, numerados seqüencialmente e
materializados em campo; em todos os nivelamentos não são permitidas visadas
superiores a 60m.
O nivelamento e o contra-nivelamento dos órgãos acessórios, das caixas, dos
dispositivos e peças especiais, devem ser efetuados sobre o centro dos tampões, os
quais não devem ser utilizados como pontos de mudança do nivelamento e do Contranivelamento;
No fechamento dos cálculos, serão admitidas as seguintes tolerâncias:
a.1.1) Nivelamento – Máximo 5mm/km
10”
L
poligonal,
(mm) (sendo L a extensão nivelada, em quilômetros, medida ao longo da
num só sentido).
a.1.2)
Transporte de Coordenadas
angular: 10”
linear: 1:10.000
n
(sendo “n” o número de estações poligonais).
Os erros dentro da tolerância devem ser compensados.
a.2) Levantamento de Campo.
Devem ser levantadas, não limitadamente, as seguintes informações:
-cotas, diâmetros, tipos do material e espessuras das canalizações;
-espécie, dimensão nominal e tipo de material dos dispositivos e peças especiais; e
-cotas, dimensões e tipos de material das caixas de proteção dos dispositivos e peças
especiais.
Nas canalizações não circulares (retangular, ovalada, elíptica, etc.), devem ser tomadas
as medidas dos eixos vertical e horizontal, além de outras complementares, que
permitam a perfeita caracterização da forma geométrica da seção transversal.
As profundidades das canalizações devem ser tomadas a partir da geratriz superior
externa. No caso de dispositivos e peças especiais, o nível do terreno, apoiado na
referência de nível, deve ser considerado como referência.
As dimensões dos elementos físicos a serem cadastrados devem ser tomadas com
aproximação de centímetros.
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A amarração dos dispositivos, peças especiais e órgãos acessórios deve ser executada
pelo sistema de coordenadas UTM ou, opcionalmente por triangulação à trena, sempre
em relação ao centro das tampas das caixas. A base de referência deve ter distância
igual ou superior a 5m, enquanto que as distâncias dos dois lados não devem, em
princípio, exceder a 20m.
No caso de utilização do sistema de triangulação, tomar o alinhamento predial ou os
guias, desde que amarrados até a interseção dos alinhamentos da esquina mais
próxima. Na impossibilidade deste procedimento, podem ser utilizados postes de
concessionárias, alinhamento de ruas e ângulos à direita.
Todos os elementos componentes dos sistemas devem ser amarrados aos pontos
notáveis da planta topográfica e nivelados geograficamente a partir das RN ou PS, além
das amarrações em coordenadas UTM.
a.3) Processamento dos Dados e Preparação do Produto Final.
De posse de todos os dados e informações possíveis de serem obtidos em campo,
devem ser feitas a triagem e a análise, executando-se os cálculos e elaborando-se os
desenhos, para a obtenção do produto final.
a.4) Produto Final.
Os produtos a seguir relacionados constituem o conjunto básico aceitável de dados e
informações do cadastramento das unidades, quando estes não estiverem explícitos na
especificação de cada Obra.
a 4.1) Adutoras e Emissários Por Recalque.
a.4.1.1) Planta Cadastral e Perfil.
Para adutoras, subadutoras e emissários por recalque, deverão ser elaboradas plantas
cadastrais que incluam os respectivos perfis da linha, compreendendo o seguinte:
-planta da faixa da linha na escala 1:2000 ou 1:1000, a critério da CODEVASF,
contendo, no mínimo:
-malha de coordenadas;
-curvas de nível;
-arruamento existente, devidamente identificado, e componentes físicos existentes na
área, tais como cercas, muros, portões, guaritas, postes, caixas, cursos de água,
bueiros, entre outros;
-posicionamento das canalizações, dispositivos e peças especiais em relação ao
alinhamento predial ou a outros componentes físicos, no caso de área não urbanizada;
-identificação do proprietário e limites dos terrenos por onde se desenvolve a linha, no
caso de zonas rurais;
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-amarração de pontos notáveis;
-dimensões, cotas e tipos de materiais dos órgãos acessórios;
-limite da faixa “non ædificandi” da linha;
-estaqueamento da linha;
-espécie dos dispositivos e peças especiais e respectivos estaqueamento e
coordenadas;
-identificação das interferências e travessias (rodovias, ferrovias, cursos d’água, entre
outras);
-outras informações relevantes obtidas no levantamento de campo.
-perfil da linha, nas escalas 1:2000 ou 1:1000 na horizontal e 1:200 ou 1:100 na vertical,
a critério da CODEVASF, contendo no mínimo:
-perfil do terreno, correspondente ao eixo da linha;
-estaqueamento da linha;
-estaqueamento dos dispositivos e peças especiais;
-informações básicas dos trechos da linha (forma geométrica da seção transversal,
dimensões, tipo de material) e declividades;
-informações básicas dos dispositivos e peças especiais (espécie, dimensões básicas,
cota do terreno, cota da geratriz superior externa do tubo); e
-identificação das interferências e travessias (rodovias, ferrovias, cursos de água, entre
outras).
As plantas devem ser apresentadas em meio magnético (digital) e uma cópia plotada em
papel opaco, em formato A1 ou A3 alongado, a critério da CODEVASF.
a.4.2) Redes de Distribuição de Água.
a.4.2.1) Planta Cadastral.
A planta cadastral deve apresentar desenho geral da área onde se localiza a unidade a
ser cadastrada, em escala 1:2000 ou 1:1000, a critério da CODEVASF, contendo, no
mínimo:
-malha de coordenadas;
-curvas de nível;
-arruamento existente, devidamente identificado, e componentes físicos existentes na
área, tais como edificações, cercas, muros, portões, guaritas, postes, caixas, cursos de
água, bueiros, entre outros;
-posicionamento das canalizações, dispositivos e peças especiais em relação ao
alinhamento predial;
-amarração de pontos notáveis;
-diâmetros;
-profundidades;
-tipos de material;
-dimensões, cotas e tipos de materiais dos órgãos acessórios;
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-outras informações relevantes obtidas no levantamento de campo.
As plantas devem ser apresentadas em meio magnético (digital) e uma cópia plotada em
papel opaco, em formato A1.
a.4.2.2) Ficha Cadastral da Rede de Distribuição de Água.
Desenho em planta de todos os dispositivos e peças especiais, sem escala definida, de
cada trecho da unidade cadastrada, contendo amarração, diâmetro, profundidade, tipo
de material, dimensões nominais, articulação da folha e outras informações
complementares.
As fichas cadastrais de obras lineares devem ser apresentadas em meio magnético
(digital) e uma cópia plotada em papel opaco no formato A4.
É recomendado que cada folha da ficha cadastral deva representar um cruzamento de
ruas e o desenho venha a permitir sua padronização, sem escala.
a.4.3) Informações Complementares.
As demais informações, tais como o estado de conservação dos materiais, tipo de
pavimento, ocorrências relevantes, entre outras, devem ser apresentadas sob a forma
de relatórios, quando não for possível constarem nas plantas e fichas cadastrais.
a.5) Orientações Gerais.
Os dispositivos, peças especiais e outros elementos do cadastro devem ser
representados segundo a simbologia adotada pelo Departamento de Projetos da
CODEVASF.
Os elementos que comporão os desenhos devem obedecer às estruturas adotadas pelo
Departamento de Projetos da CODEVASF.
É considerado trecho de uma obra linear o segmento entre dois dispositivos ou peças
especiais contíguos.
Os desenhos dos trechos, dispositivos e peças especiais nas plantas cadastrais e folhas
de cadastro devem-se basear no seguinte critério:
-quando localizados no passeio, são lançados próximo ao alinhamento predial;
-quando localizados no eixo da rua, são lançados na posição central do arruamento;
-quando localizados na rua, porém fora do seu eixo, são lançados no terço do
arruamento, no lado correspondente.
Os trechos das obras lineares devem ser representados nas plantas cadastrais e fichas
cadastrais, obedecendo à configuração mínima a seguir especificada:
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-extensão do trecho: número, expresso em metros, com aproximação até centímetros,
colocado na parte central superior do trecho;
-diâmetro da canalização: número, expresso em milímetros, colocado na parte central
inferior do trecho;
-profundidade da rede próxima aos dispositivos e peças especiais em relação ao terreno
(opcional);
-tipo de material: informação colocada após o diâmetro do trecho. Caso haja
predominância de um tipo de material, este pode ser indicado no campo de notas da
planta cadastral e na observação da ficha cadastral, dispensando-se sua identificação
nos trechos;
-nomenclatura das ruas: as informações que devem estar sempre na área interna das
quadras.
b) Cadastramento Completo de Interceptores, Emissários Por Gravidade, Redes
Coletoras de Esgotos em Sistemas Convencionais, Redes Coletoras de Esgotos em
Sistemas Condominiais e Ligações Domiciliares:
b.1) Apoio Topográfico.
A implantação dos pontos de segurança (PS) e da rede de referências de níveis (RN)
deve ser efetuada através de nivelamento geométrico, partindo de uma referência de
nível e fechando em outra ou na mesma. Em qualquer condição, deve ser efetuado o
contranivelamento. A malha de pontos de segurança deve ter densidade tal que permita
o nivelamento geométrico dos componentes relevantes da unidade a ser cadastrada. A
distância entre dois PS próximos não deve exceder a 1km.
Para a locação das unidades deverá ser usado o sistema de coordenadas baseado no
sistema de projeção UTM (Universal Transversa de Mercator), com apoio no datum
SAD69 e pontos de apoio básicos implantados pelo FIBGE. Os transportes das
coordenadas deverão estar apoiados em poligonais básicas.
Os pontos de segurança (PS) devem ser locados sobre o passeio, preferencialmente à
distância de até 30cm do alinhamento predial, numerados seqüencialmente e
materializados em campo; em todos os nivelamentos não são permitidas visadas
superiores a 60m.
O nivelamento e o contra-nivelamento dos órgãos acessórios, das caixas, dos
dispositivos e peças especiais, devem ser efetuados sobre o centro dos tampões, os
quais não devem ser utilizados como pontos de mudança do nivelamento e do contranivelamento.
No fechamento dos cálculos, serão admitidas as seguintes tolerâncias:
b.1.1) Nivelamento – Máximo 5mm/km
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10”
L
poligonal,
(mm) (sendo L a extensão nivelada, em quilômetros, medida ao longo da
num só sentido).
b.1.2)
Transporte de Coordenadas
angular: 10”
linear: 1:10.000
n
(sendo “n” o número de estações poligonais).
Os erros dentro da tolerância devem ser compensados.
b.2) Levantamento de Campo.
Devem ser levantadas, não limitadamente, as seguintes informações:
-trechos entre órgãos acessórios, tais como cotas de tampão, cotas de fundo, diâmetro,
tipo do material das canalizações afluentes e efluentes;
-no caso de órgãos acessórios fora dos padrões especificados, anotarem suas
dimensões;
-distâncias entre órgãos acessórios contíguos, bem como o sentido de escoamento do
esgoto.
Nas canalizações não circulares (retangular, ovalada, elíptica, etc.), devem ser tomadas
as medidas dos eixos vertical e horizontal, além de outras complementares, que
permitam a perfeita caracterização da forma geométrica da seção transversal.
Para os sistemas de esgotamento sanitário as profundidades das canalizações devem
ser tomadas a partir da geratriz inferior interna. No caso de órgãos acessórios, deve ser
considerado como referência o centro do tampão.
As dimensões dos elementos físicos a serem cadastrados devem ser tomadas com
aproximação de centímetros.
Nos órgãos acessórios deve ser verificada a existência de tubos de queda. Caso
existam, devem ser tomadas suas medidas.
A distância horizontal entre os órgãos acessórios contíguos deve ser tomada a partir do
eixo dos respectivos tampões.
A amarração dos dispositivos, peças especiais e órgãos acessórios devem ser
executados pelo sistema de coordenadas UTM ou, opcionalmente, por triangulação à
trena, sempre em relação ao centro dos tampões. A base de referência deve ter
distância igual ou superior a 5m, enquanto que as distâncias dos dois lados não devem,
em princípio, exceder a 20m.
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No caso de utilização do sistema de triangulação, tomar o alinhamento predial ou os
guias, desde que amarrados até a interseção dos alinhamentos da esquina mais
próxima. Na impossibilidade deste procedimento, podem ser utilizados postes de
concessionárias, alinhamento de ruas e ângulos à direita (sendo os vértices coincidentes
com o centro dos tampões).
Todos os elementos componentes dos sistemas devem ser amarrados aos pontos
notáveis da planta topográfica e nivelados geograficamente a partir das RN ou PS, além
das amarrações em coordenadas UTM.
b.3) Processamento dos Dados e Preparação do Produto Final.
De posse de todos os dados e informações possíveis de serem obtidos em campo,
devem ser feitas a triagem e a análise, executando-se os cálculos e elaborando-se os
desenhos, para a obtenção do produto final.
b.4) Produto Final.
Os produtos a seguir relacionados constituem o conjunto básico aceitável de dados e
informações do cadastramento das unidades, quando estes não estiverem explícitos na
especificação de cada Obra.
b 4.1) Para Redes Coletoras de Sistemas de Esgotamento Sanitário Condominiais.
O cadastro da rede condominial deve constar de:
.
b 4.1.1) Planta Cadastral
A planta cadastral deve apresentar desenho geral da área onde ser localiza a unidade a
ser cadastrada (Escala 1:400 a 1:500), sendo uma quadra por desenho (formato A1 ou
A2), constando, no mínimo, de:
-numeração das caixas de passagem;
-distâncias entre as caixas;
-cotas e profundidade das caixas;
-tipo da caixa;
-diâmetro do tubo;
-material e tipo do tubo;
-amarração com coordenadas UTM, do PV de lançamento na rede básica, com sua
identificação;
-numeração dos ramais;
-malha de coordenadas;
-curvas de nível.
b 4.1.2) Planta de Localização da Quadra no Micro-sistema em Escala 1:5.000.
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b 4.1.3) Planta Geral da Bacia, Com Divisão Dos Micro-sistemas em Escala 1:10.000 ou
1:20.000.
b 4.1.4) Fichas de Inspeção e Cadastro Residencial Conforme Formulário Padrão
CODEVASF.
b 4.1.5) Relação Dos Condomínios Com Seus Respectivos Síndicos.
b 4.1.6) Termos de Adesão Devidamente Assinados Pelos Síndicos.
b 4.1.7) Quadros-resumo Contendo as Informações Por Quadra.
Os desenhos devem ser apresentados em meio magnético (digital), e em uma cópia
plotada em papel opaco, em padrão determinado pela CODEVASF.
b.4.2) Para Redes Coletoras de Sistemas de Esgotamento Sanitário Convencionais.
O cadastro da rede convencional deve constar de:
b 4.2.1) Planta Cadastral.
A planta cadastral deve apresentar desenho geral da área onde se localiza a unidade a
ser cadastrada, em escala 1:2.000 ou 1:1000, a critério da CODEVASF, contendo, no
mínimo:
-malha das coordenadas;
-curvas de nível;
-arruamento existente, devidamente identificado e componentes físicos existentes na
área, tais como cercas, muros, portões, guaritas, postes, caixas, cursos de água, etc.;
-distâncias entre as caixas;
-cotas e profundidade dos dispositivos de inspeção e PV’s;
-tipo dos dispositivos e PV’s;
-designação e amarração dos PV’s, com coordenadas UTM;
-diâmetro dos tubos;
-materiais e tipos dos tubos;
-sentido do escoamento dos esgotos;
-amarração com coordenadas UTM, do PV de lançamento na rede básica, com sua
identificação;
-posicionamento das canalizações, dispositivos e órgãos acessórios, em relação ao
alinhamento predial ou a outros componentes físicos, no caso de área não urbanizada,
em coordenadas UTM, ou triangulação quando esta não houver;
-principais informações obtidas no levantamento de campo, conforme anteriormente
relacionadas.
b 4.2.2) Planta e Perfil.
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Para redes coletoras, interceptores e emissários, são elaboradas plantas cadastrais por
trechos de rua, que incluam os respectivos perfis da linha, compreendendo:
*planta da faixa da linha, na escala 1:2000 ou 1:1000, a critério da CODEVASF,
contendo, no mínimo:
-todas as informações constantes da planta cadastral;
-limite da faixa “non ædificandi” da linha;
-estaqueamento da linha;
-espécie dos dispositivos e peças especiais e respectivos estaqueamento e
coordenadas;
-identificação das interferências e travessias (rodovias, ferrovias, cursos d’água, entre
outras).
*perfil da linha, nas escalas 1:2000 ou 1:1000 na horizontal e 1:200 ou 1:100 na vertical,
a critério da CODEVASF, contendo, no mínimo:
-perfil do terreno, correspondente ao eixo da linha;
-estaqueamento da linha e sua cota de assentamento;
-estaqueamento dos órgãos acessórios e sua codificação;
-informações básicas dos trechos da linha (forma geométrica da seção transversal,
dimensões, tipo de material) e declividades;
-informações básicas dos órgãos acessórios (espécie, dimensões básicas, cota do
terreno, cota do fundo);
-identificação das interferências e travessias (rodovias, ferrovias, cursos de água, entre
outras).
*As plantas devem ser apresentadas em meio magnético (digital) e uma cópia plotada
em papel opaco, em formato A1 ou A3 alongado, a critério da CODEVASF.
b 4.2.3) Ficha Cadastral da Rede Coletora de Esgotos.
Desenho em planta de todos os dispositivos e peças especiais, sem escala definida, de
cada trecho da unidade cadastrada, contendo amarração, diâmetro, profundidade, tipo
de material, dimensões nominais, articulação da folha e outras informações
complementares.
As fichas cadastrais da rede coletora devem ser apresentadas em meio magnético
(digital), no formato A4, de forma a permitir a padronização do desenho sem escala.
Uma cópia deverá ser plotada em papel opaco e encaminhada ao setor de cadastro da
CODEVASF.
b 4.2.4) Informações Complementares.
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As demais informações, tais como estado de conservação dos materiais, tipo de
pavimento, ocorrências relevantes, etc., devem ser apresentados sob a forma de
relatórios, quando não for possível constarem nas plantas.
b.4.3) Ligações Domiciliares em Redes de Água e Esgoto.
O cadastramento deve constar, no mínimo de:
b.4.3.1) Fichas Cadastrais dos Ramais Prediais (Água e Esgoto).
As fichas cadastrais dos ramais prediais devem ser apresentadas em meio magnético
(digital), no formato A4, e uma cópia plotada em papel opaco encaminhada a
FISCALIZAÇÃO DA CODEVASF.
A ficha cadastral de interferências deverá conter, além das informações relativas ao
coletor constantes do cabeçalho, no mínimo:
-cotas de implantação;
-diâmetro da tubulação;
-extensão do ramal;
-características das caixas implantadas;
-tipo de ligação.
b 4.3.2) Informações Complementares.
As demais informações, tais como estado de conservação dos materiais, tipo de
pavimento, ocorrências relevantes, etc., devem ser apresentados sob a forma de
relatórios, quando não for possível constarem nas plantas.
b.5) Orientações Gerais
Os órgãos acessórios, dispositivos, peças especiais e outros elementos de cadastro
devem ser representados segundo a simbologia adotada pelo Departamento de Projetos
da CODEVASF.
Os trechos das obras lineares devem ser representados na planta cadastral e na ficha
cadastral contendo no mínimo as seguintes informações, conforme padrão do
Departamento de Projetos da CODEVASF:
-sentido de escoamento;
-distância entre órgãos acessórios,
-diâmetro da canalização;
-tipo de material;
-nomenclatura das rua;
-amarração dos PV’s.
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UNIDADES NÃO LINEARES
As atividades a seguir relacionadas, constituem as principais etapas que devem ser
desenvolvidas para se obter o produto final do cadastramento de unidades não lineares
em sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Cabe ressaltar que
esta Especificação não limita os serviços a serem executados, podendo ser
complementada pelo edital ou contrato relativos a cada Obra.
a) Apoio Topográfico.
A implantação dos pontos de segurança (PS) e da rede de referências de níveis (RN)
deve ser efetuada através de nivelamento geométrico, partindo de uma referência de
nível e fechando em outra ou na mesma. Em qualquer condição, deve ser efetuado o
contranivelamento.
Para a locação das unidades deverá ser usado o sistema de coordenadas baseado no
sistema de projeção UTM (Universal Transversa de Mercator), com apoio no datum
SAD69 e pontos de apoio básicos implantados pelo FIBGE. Os transportes das
coordenadas deverão estar apoiados em poligonais básicas.
Os pontos de segurança (PS) devem ser locados sobre o passeio, preferencialmente à
distância de até 30cm do alinhamento predial, numerados seqüencialmente e
materializados em campo; em todos os nivelamentos não são permitidas visadas
superiores a 60m.
O nivelamento e o contra-nivelamento dos órgãos acessórios, das caixas, dos
dispositivos e peças especiais, devem ser efetuados sobre o centro dos tampões, os
quais não devem ser utilizados como pontos de mudança do nivelamento e do contranivelamento.
No fechamento dos cálculos, serão admitidas as seguintes tolerâncias:
a.1)Nivelamento – máximo 5mm/km
10”
L
poligonal,
(mm) (sendo L a extensão nivelada, em quilômetros, medida ao longo da
num só sentido).
a.2)
Transporte de Coordenadas
angular: 10”
linear: 1:10.000
n
(sendo “n” o número de estações poligonais).
Os erros dentro da tolerância devem ser compensados.
b) Levantamento de Campo.
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b.1) Edificações e Demais Obras Civis.
Devem ser tomadas as principais dimensões da unidade a ser cadastrada, tais como
medidas internas e externas das edificações principais e secundárias, profundidade e
diâmetro das tubulações, posições relativas dos equipamentos, dos dispositivos, das
peças especiais, etc.. Devem ser compilados os dados de placa dos equipamentos e
dispositivos hidráulico-mecânicos e anotado o tipo de material das canalizações e peças
especiais.
As edificações principais e secundárias devem ser amarradas aos pontos notáveis da
planta topográfica e niveladas geometricamente a partir das referências de nível (RN) ou
pontos de segurança (PS), além das amarrações em coordenadas UTM (opcionalmente,
onde não houver elemento para identificar as coordenadas topográficas, as amarrações
serão por triangulação).
As dimensões dos elementos físicos a serem cadastrados devem ser tomadas com
aproximação de centímetros.
b.2) Áreas Para Desapropriação.
O cadastramento e levantamento de áreas para desapropriação só serão necessários
caso não constem no Projeto ou se constate, durante as Obras, a necessidade de
utilização de outras áreas para implantação da unidades projetadas.
O levantamento deve utilizar estaqueamento em malha gerada a partir de uma linha
base, estaqueada de 20 em 20m e com seções transversais também de 20 em 20m.
Estas estacas deverão ser niveladas geometricamente.
Os pontos de divisa de imóveis, cercas, muros linhas de transmissão, construções, etc.,
serão medidos por irradiação, a partir da poligonal base, com trena de aço ou
distanciômetro eletrônico. Todas as benfeitorias devem ser cadastradas; os nomes e
endereços dos proprietários devem ser anotados na planta.
Córregos, afloramentos rochosos, formações vegetais, plantações, etc., poderão ser
levantados por taquiometria.
As zonas inundáveis e a cota de cheia máxima de rios, lagos e oceanos, que margeiem
a área em questão deverão ser evidenciados em planta.
Estas orientações deverão ser complementadas pelas “NORMAS PARA SERVIÇOS
TOPOGRÁFICOS” do Departamento de Projetos – da CODEVASF.
c) Processamento dos Dados e Preparação do Produto Final.
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De posse de todos os dados e informações possíveis de serem obtidos em campo,
devem ser feitas a triagem e a análise, executando-se os cálculos e elaborando-se os
desenhos, para a obtenção do produto final.
d) Produto Final.
Os produtos a seguir relacionados constituem o conjunto básico aceitável de dados e
informações do cadastramento das unidades, quando estes não estiverem explícitos na
Especificação de cada Obra.
d.1) Planta Cadastral.
A planta cadastral deverá ser apresentada para o cadastramento de obras civis e para o
levantamento das áreas para desapropriação, na escala 1:200, 1:500 ou 1:1000, a
critério da CODEVASF, contendo no mínimo:
desenho geral da área a ser desapropriada ou onde se localiza a unidade a ser
cadastrada, contendo, no mínimo:
-malha de coordenadas;
-referências de níveis;
-área de projeção das unidades;
-demais componentes físicos existentes na área, tais como cercas, muros, portões,
guaritas, postes, caixas, medidores, cursos de água, entre outros;
-amarração da unidade em coordenadas UTM ou em relação aos pontos notáveis
quando esta não houver;
-nome e endereço do proprietário do terreno;
-plantas baixas, cortes e detalhes das unidades, apresentadas somente no
cadastramento de edificações e demais obras civis, na escala 1:50 ou 1:100, a critério
da CODEVASF, contendo no mínimo:
-dimensões em planta e corte;
-cotas;
-locação de equipamentos e bases;
-detalhes das instalações;
-outras informações relevantes.
As plantas devem ser apresentadas em meio magnético (digital) e uma cópia plotada em
papel opaco, em formato A1, A2 ou A3, a critério da CODEVASF.
d.2) Informações Complementares.
As demais informações, tais como dados de placa dos equipamentos, estado de
conservação dos materiais e obras civis, detalhes operacionais relevantes, entre outras,
devem ser apresentadas sob a forma de relatórios, quando não for possível constarem
nas plantas.
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ESTRUTURA DOS ELEMENTOS DE CADASTRO.
ESTRUTURA DE ARQUIVO – Vetorial.
AMARRAÇÕES - Deverão ser feitas geograficamente através de coordenadas UTM.
PADRÃO DE IMPORTAÇÃO - Todos os arquivos deverão estar no formato DWG.
FORMATO DE COMPACTAÇÃO - ARJ ou ZIP.
BANCO DE DADOS - todos os arquivos com informações da rede de esgotos e ramais
prediais deverão constar de um banco de dados que deverão estar no formato DBF.
NOMENCLATURA DE PV’s - todos os PV’s deverão ser numerados de acordo com a
denominação do Projeto.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
A medição será feita pela extensão, em metro linear (m), de linha efetivamente
cadastrada, desenhada e emitida, conforme especificado.
Nestes serviços estão incluídos sem se limitar, as seguintes atividades:
-execução dos serviços de levantamento de campo e de escritório;
-elaboração e emissão de peças gráficas e relatórios;
-aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
-aquisição, carga, transporte ou utilização dos materiais necessários ;
mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
O pagamento será efetuado de acordo com a planilha de orçamentação de obras.
11 – ACESSÓRIOS PARA SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO
A presente Especificação Técnica refere-se aos serviços de fornecimento de
equipamentos para válvulas, tubulações, conexões, comportas, tampas e exaustores
necessários ao Sistema de Esgotamento Sanitário.
SERVIÇOS
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As especificações e requisitos, descritos a seguir, devem ser interpretados como sendo
os mínimos exigidos, podendo ser aplicados os materiais e critérios que excedem a
estes mínimos.
As válvulas, tubulações, conexões, tampas e exaustores deverão atender os requisitos
dimensionais e de desempenho previstos nas especificações, desenhos e fluxogramas
do projeto. Qualquer alteração proposta deverá ser aprovada pela Fiscalização e
qualquer ônus será de responsabilidade do FORNECEDOR.
Deverão fazer parte do escopo do fornecimento todos os acessórios referentes à
proteção física de válvulas expostas ao tempo e à sua operação, conforme especificado.
FORNECIMENTO
Em geral, válvulas, conexões, tubulações, tampas, exaustores e seus acessórios
integrantes do sistema são entregues pelo FORNECEDOR. Essas válvulas, conexões,
tubulações e seus acessórios estão listados na relação de materiais mostradas nos
desenhos de projeto.
LIMITAÇÕES DO FORNECIMENTO
Não estão incluídas no fornecimento:
- montagem e a pintura na obra; e
-Qualquer obra civil.
DESCRIÇÃO TÉCNICA DOS EQUIPAMENTOS
Características Gerais das Válvulas
As válvulas deverão ser produto de FABRICANTES com longa experiência no ramo, e
cujos produtos tenham comprovado serviço efetivo, durante um razoável número de
anos, em instalações semelhantes. O FORNECEDOR deverá submeter a CODEVASF
uma relação das instalações onde o equipamento proposto esteja em uso contínuo e
satisfatório, em aplicações semelhantes às do projeto da ETE.
Todas as válvulas, independentemente da concepção de seu projeto, deverão atender
às características técnicas especificadas.
Não serão aceitas válvulas cuja construção faça uso de materiais incompatíveis com o
ambiente operacional e o processo no qual estarão sendo usadas. Isto incluirá
elementos fixados por cola ou similar.
Em se tratando do mesmo tipo de válvulas, estas e seus acionadores deverão ser
padronizados quanto ao modelo e fabricante.
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Válvulas acionadas por atuadores elétricos deverão disponibilizar um adequado meio de
acionamento manual, considerando-se para isto a segurança e a comodidade
operacional.
As manobras das válvulas deverão ser por acionamento direto ou caixa de redução
conforme recomendação do fabricante, ou ainda por imposição do espaço físico.
Todas as válvulas deverão estar acessíveis para operação, devendo, no caso de
impossibilidade, serem providas de acessórios de manobra que permitam sua operação
do piso mais próximo. Onde forem usadas correntes para operar válvulas, devem ser
previstos dispositivos cabides para as mesmas, de modo a não perturbar o livre trânsito
na área.
Todas as válvulas de diâmetro 50 mm (2”), ou maiores, deverão possibilitar a troca de
peças cambiáveis sem remover a válvula da linha.
As válvulas de lodo ou esgoto não devem ser instaladas com as hastes abaixo do plano
horizontal. Todas as válvulas utilizadas em lodo ou esgoto devem ter passagem plena,
quando totalmente abertas.
Quando em linhas enterradas, as válvulas deverão ser protegidas por caixas de
concreto, sendo operadas, quando necessário, por extensões apropriadas.
Todas as partes sujeitas a desgaste deverão ser facilmente cambiáveis.
Tipos de Válvulas.
Válvula Tipo Gaveta.
Salvo indicação específica em contrário, as válvulas de  75 mm (3”) e maiores deverão
ter corpo em ferro dúctil NBR 6916; classe 40012, com internos em bronze maciço,
cunha sólida, extremidades flangeadas ou com bolsas ou juntas mecânicas, conforme
indicado nos desenhos. Todas as válvulas deverão ter haste de aço inóx AISI 410,
ascendente, com rosca externa, e classe mínima especificada, dimensões face a face
conforme ANSI B 16.10.
Só para uso em linha de água, será aceita a cunha bipartida. Em linhas de lodo e/ou
esgoto, as válvulas serão do tipo cunha maciça com internos de aço inóxidável AISI 304
e assento com cloropene, e flanges devem obedecer às Normas NBR 12.430 e NBR
7675 (idênticas à norma internacionais ISO 2531).
As válvulas deverão ser projetadas para pressões de trabalho com água, em
temperatura ambiente normal:
-DE  75 mm (3”) a  300 mm (12”): 2,0 kg/cm²;
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-DE  350 mm (14”) acima: 10,5 kg/cm².
Válvula Tipo Retenção (para água e lodo)
Válvulas de retenção de 3” e maiores serão de ferro fundido, com internos em bronze,
abertura plena, tipo portinhola, tampa parafusada, extremidades flangeadas, classe 125
lb, flanges padrão ISO 2531/PN-10 (NBR 7675). Todas as válvulas devem ser providas
de alavanca externa e contrapeso. As válvulas deverão ser projetadas para as seguintes
pressões de trabalho, com água à temperatura ambiente normal:
-DE  75 mm (3”) a  300 mm (12”) :12,0 kg/cm²;
-DE  350 mm (14”) acima : 10,5 kg/cm².
Nas tubulações de esgoto ou lodo, as válvulas deverão ser instaladas na posição
horizontal.
Válvula Tipo Esfera (para gás).
Deverão ser usadas válvulas esfera, apropriadas para trabalhos com gases inflamáveis,
tendo dupla vedação para impedir vazamentos de gás.
Deverão ter corpo em aço carbono fundido, ASTM A 216 GR WCB, esfera em aço inox
AISI 304, anéis de teflon, e com extremidades flangeadas padrão ANSI 16.5.
Válvula Esfera para Dreno de Amostragem.
Nas tubulações para amostragem do lodo produzido nos reatores, foram previstas
válvulas esferas, de modo a permitir a coleta de amostras do lodo em três níveis
diferentes.
Deverão ter corpo em aço carbono fundido ASTM A 216 Grau.WCB, esfera em aço inóx
AISI 304, anéis de teflon, classe 150 Lb ,com extremidades flangeadas padrão ANSI
16.5.
Tomada de Água para Serviços de Limpeza.
Para os serviços de limpeza, serão previstos pontos de tomadas de água em todo o
complexo. Serão compostos, basicamente, dos seguintes elementos:
-Válvula globo e engate rápido, para mangueira de diâmetro inidcado no projeto; e
-Válvula gaveta de bronze com diâmetro indicado no projeto.
Onde estiverem indicadas as tomadas para a mangueira, deverão ser previstas as
conexões para engate rápido do tipo e tamanho adequado para cada serviço. As
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conexões de engate rápido, quando não em uso, deverão ser providas de tampões de
fechamento e correntes de fixação de bronze.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS TUBULAÇÕES.
Considerações Gerais.
Os tipos de tubulação e acessórios estão identificados apropriadamente nos desenhos.
Contudo, detalhes e outros requisitos necessários, deverão ser acrescentados por
ocasião do projeto a ser desenvolvido pelo FORNECEDOR.
De um modo geral, as tubulações enterradas serão de aço carbono ou ferro fundido,
ponta e bolsa, e as aparentes, de ferro fundido flangeadas. Também serão utilizadas
tubulações de interfibra RPVC. Esses tubos apresentam estrutura monolítica composta
de um tubo de PVC extrudado, reforçado externamente com resina poliéster e fibra de
vidro.
As tubulações devem ser instaladas de forma a serem evitados bolsões, devendo,
quando isso for inevitável, serem dotadas de respiros e drenos convenientemente
localizados.
As ramificações deverão ser feitas com tê, quando de igual diâmetro. Quando em linhas
de ferro fundido e ramificação menor, usar tê de redução ou conforme prática e
recomendação do FABRICANTE.
Para linha de aço galvanizado, usar tê igual, e bucha de redução, se necessários.
Tipos de Tubulação e Conexões.
Tubulação de ferro fundido.
Deverão ser de ferro fundido dúctil, de conformidade com as Normas NBR 7663 e ISO
2531, com revestimento interno de argamassa de cimento.
Quando de ponta e bolsa, deverão ser de conformidade com a Norma NBR 7663 e ISO
2531.
Para tubos flangeados tipo K-12, serão aplicáveis as Normas ISO 2531, sendo
necessária a espessura maior para compensar perdas das roscas dos flanges, se
existentes.
Tubulação de aço carbono:
-De ½” até 2”: Schedule 80, extremidade plana;
-De 2’/2” até 10”: Schedule 40, extremidades biseladas para solda;
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-Nestes intervalos, as tubulações deverão ser de aço carbono, ASTM A 53 GRAU A,
sem costura, de conformidade com a norma ANSI B 36.10, de 12” até 14”: Schedule
Standard, com extremidades biseladas para solda;
-Neste intervalo, as tubulações deverão ser de aço carbono, ASTM A 139, com costura,
de conformidade com a norma ANSI B 36.10, de 16” até 36”: Schedule Standard, com
extremidades biseladas para solda; e
-Neste intervalo, as tubulações deverão ser de aço carbono, ASTM A 134, com costura,
de conformidade com a norma ANSI B 36.10.
Tubulação e conexões de RPVC.
Os tubos e conexões enterrados deverão ser fabricados em PVC extrudado, reforçado
externamente com resina poliéster e fibra de vidro, fornecidos com junta elástica
formada de ponta e bolsa e anel de borracha, de acordo com a especificação da ABNT
EB 892 (NBR 5648).
Tubulação de PVC:
-Tubos e conexões enterrados, tipo soldável, fabricados em PVC rígido, de acordo com
a especificação da ABNT EB 892 (NBR 5648);
-Tubos e conexões expostos ou embutidos, tipo roscável, fabricados em PVC rígido, de
acordo com a especificação da ABNT EB-892 (NBR 5648); As conexões terão buchas
de reforço em latão; e
-Tubos e conexões de PVC rígido de acordo com a especificação da ABNT
(NBR 7665).
Conexões:
-Ferro Fundido Dúctil, tipo ponta e bolsa, conforme Norma ISO 2531 e ABNT
NBR 7663;
-Ferro Fundido Dúctil, tipo flangeadas, conforme Norma ISO 2531/PN-10;
-Ferro maleável galvanizado ou preto ASTM A 197, rosqueadas, média pressão, classe
150 lbs, conforme normas ANSI B 16.3 e B 16.14;
-Uniões de ferro maleável galvanizado ou preto, ASTM A197, rosqueadas, média
pressão, classe 150 lb, assento de bronze, conforme norma ANSI B.16.39;
-Aço carbono forjado, ASTM A 234 WPB, extremidades biseladas para solda de topo,
conforme norma ANSI B.16.9;
-Aço inoxidável ANSI 304 L, extremidades biseladas para solda de topo, conforme
norma ASTM A 774.
Flanges:
-Sobreposto em aço forjado, ASTM 181 GR II, classe 150 lbs/pol2, face plana, conforme
norma ANSI B.16.5;
-Sobreposto em aço laminado, ASTM A 283, classe 150 lbs/pol2, face plana, conforme
norma AWWA C-207, TAB 1;
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-Sobreposto em aço inoxidável, ASTM 182 304L, classe 150 lbs/pol2, face plana,
conforme norma ANSI B 16,5.
SUPORTES DE TUBULAÇÃO:
O FORNECEDOR deverá projetar e fornecer todos os pendurais, ancoragens, guias e
suportes para os diversos sistemas do complexo.
Os suportes deverão ser completos com todos os acessórios, tais como alças, grampos,
parafusos, porcas, arruelas, vergalhões, membros estruturais intermediários (quando
necessários), etc.
O fornecimento deverá abranger em sua totalidade os suportes necessários para o
perfeito funcionamento de todos os sistemas, independente de estarem indicados nos
desenhos.
Todos os componentes deverão ser projetados para as pressões e temperaturas
máximas obtidas em operação ou teste.
As tubulações de ponta e bolsa deverão ser dotadas de ancoragens que detenham as
forças axiais acima do normal, evitando vazamento e a desmontagem da tubulação por
estas forças. O projeto e instalação destas ancoragens ficarão a cargo do
FORNECEDOR ou Contratada. O projeto de ancoragem de todas as tubulações deverá
ser submetido à aprovação da CODEVASF.
As demais tubulações devem ser suportadas, ancoradas e/ou guiadas adequadamente,
levando em conta sua possível dilatação térmica. Os esforços resultantes em bocais e
equipamentos devem ser minimizados ou anulados, conforme recomendação dos
fabricantes do equipamento.
Comportas e “Stop Logs”:
Generalidades.
Dependendo do tipo, as comportas deverão ser operadas manualmente por volante com
pedestal de manobra e com engrenagem de redução simples ou dupla.
As comportas deverão ser providas de sistemas de vedação, tanto para as laterais
quanto para o fundo e topo, para condições em que a pressão da água for favorável ou
desfavorável à vedação, e deverão ser providas de cunhas laterais, cunhas de topo e
cunhas de fundo.
As guias das comportas deverão possuir flanges para fixação em parede, por meio de
parafusos chumbadores do tipo expansão em aço inoxidável AISI 304.
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Os suportes, quadros gavetas, guias e demais peças que sofrem acoplamento, deverão
ter as faces de encostos planas e com paralelismo adequado às condições de
montagem da comporta.
O material de vedação utilizado deverá ser resistente à ação química e aos esforços
resultantes do deslizamento da comporta sobre a guia.
Comportas em Plástico Reforçado com Fibra de Vidro:
As comportas construídas em PRFV deverão ser apropriadamente estruturadas para
suportar as condições de pressão nas diversas aplicações.
As comportas deverão ser constituídas de chapa reforçada, uma estrutura ou uma
superfície de apoio e haste de acionamento ligada a pedestal montado em plataforma no
topo do tanque ou no quadro prolongado. A haste de acionamento deverá ser ligada à
gaveta da comporta através de elemento articulado e em aço inoxidável.
A soleira e as guias deverão ser construídas de cantoneiras, canaletas de PRFV
chumbadas no concreto com sistema tipo flange, salvo indicação contrária no projeto.
As cantoneiras terão superfícies de assentamento da comporta adequadamente
projetadas de acordo com as dimensões da comporta, para as cargas hidráulicas
aplicadas e para o sistema de vedação aplicado. Deverá ser apresentado memorial de
cálculo detalhado do dimensionamento do equipamento. As guias se estenderão para
cima, de tal forma que a comporta estará em contato com as sedes de assentamento em
todas as posições.
Os mecanismos de operação deverão estar montados no topo do tanque ou quadro. Os
redutores serão totalmente envolvidos numa carcaça de ferro fundido com gaxetas
mecânicas, vedando junto à porca de acionamento e ao redor dos eixos dos pinhões
onde eles saem das carcaças.
Todos os eixos de pinhões operarão em rolamento de rolos. A porca de acionamento
será de bronze fundido e suportada em rolamentos de rolos. As unidades serão
interconectadas por meio de tubo ou eixos de aço com acoplamentos flexíveis em cada
conexão.
A vedação das comportas deve ser boa e bem ajustada, com juntas de vedação
resilientes nas guias e na soleira.
O material das comportas deverá ser basicamente de resina poliéster, reforçado com
fibra de vidro e, nas faces externas, a barreira química será em resina vinil éster com
espessura mínima de 1,3 mm. A resina poderá conter corante desde que seja
comprovada a sua adequabilidade para o serviço.
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As superfícies externas em PRFV deverão receber proteção contra a luz solar através
de absorvedores de ultravioleta.
As propriedades mecânicas do material deverão ser iguais ou exceder às seguintes
especificações:
-Resistência limite de tração: 840 kg/cm²;
-Resistência à flexão: 1.340 kg/cm²;
-Módulo de elasticidade: 60.000 kg/cm²;
-Dureza Barcol mínima: 35.
As comportas deverão ter reforços de estrutura, suficientes para as máximas pressões
existentes.
O projeto e a fabricação da comporta deverão atender ao seguinte:
-Todo e qualquer corte feito nas comportas deverá ser recomposto com resina;
-As hastes das comportas deverão ser feitas em aço inoxidável AISI 304;
-As comportas, especificadas para o acionamento mecânico por acionador volante,
deverão ser dotadas de engrenagens, de tal forma que o eixo do acionador seja no
sentido horizontal;
-Perfis metálicos, quando utilizados no reforço das comportas, deverão receber
revestimento anticorrosivo com o próprio material da barreira química da comporta; e
-A utilização de propriedades mecânicas do PRFV, acima das mínimas especificadas,
deverá ser ratificada por memorial de cálculo e de testes destrutivos.
As comportas tipo vertedor (Weir Gates) operarão no principio de fechamento para cima.
Serão providas de vedação por meio de selos tipo “J“ (Nota Musical), instalados de
forma a não interferir com o fluxo do líquido, e deverão vedar completamente tanto em
pressões positivas como negativas. As comportas deverão ser dimensionadas para
bloquear totalmente o fluxo, mesmo nas condições de lâmina d’água máxima a
montante.
Comportas de Aço Inoxidável:
As comportas fornecidas em aço inoxidável deverão ser apropriadamente estruturadas
para suportar as condições de pressão nas diversas aplicações.
As comportas deverão ser fabricadas atendendo às normas da AWWA-C-501 em aço
inoxidável 304 L.
As comportas deverão ser providas de sistema de vedação, tanto para as laterais quanto
para o fundo e topo, para as condições em que a pressão da água for favorável ou
desfavorável à vedação, e deverão ser providas de cunhas laterais, cunhas de topo e de
fundo.
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No sistema de vedação deverá ser evitado o contato de metal contra metal.
As comportas e os acionamentos deverão ser fornecidos com todas as partes
necessárias e acessórios para a operação adequada a que se destinam.
O FORNECEDOR deverá submeter à aprovação da CODEVASF os desenhos
dimensionais, mostrando e detalhando os materiais usados na comporta e no
mecanismo de elevação.
As comportas poderão ter configurações dos tipos quadro fechado ou quadro aberto
(duplo fluxo), haste ascendente, não ascendente, conforme mostrado nos desenhos do
projeto.
O quadro da comporta deverá ser construído de perfis estruturais ou chapas
calandradas e deverá ser adequado para montagem em parede de concreto no final do
canal, embutida internamente ao canal ou montada na superfície do canal, conforme
mostrado no projeto.
As guias deverão ser fornecidas de polietileno de ultra-alta densidade (UHMWPE) e
deverão ser de comprimento tal que retenha e suporte pelo menos 2/3 da altura do
painel da comporta, com o painel da comporta na posição totalmente aberta.
As vedações laterais e a de topo deverão ser fabricadas de legítimo polietileno de ultraalta densidade (UHMWPE) e a comporta em todas as posições. O sistema de vedação
deverá manter-se eficiente em qualquer posição do painel da comporta e permitir que a
água passe somente por debaixo da comporta.
A vedação embutida da soleira deverá ser feita de neoprene flexível, embutido na viga
da soleira do quadro.
As comportas de haste ascendente deverão ser providas de um protetor de
policarbonato transparente para a haste. O protetor da haste deverá possuir uma tampa
e aberturas de ventilação e uma régua graduada adesiva para indicação de posição. A
régua deverá ser aplicada no campo ao protetor da haste após a comporta ter sido
instalada e posicionada.
A haste de acionamento deverá ser de aço inoxidável. Para hastes em mais de uma
peça e com diâmetro igual ou maior que 1,75” (45 mm), as diferentes seções deverão
ser unidas por meio de acoplamentos sólidos. Os acoplamentos deverão ser ranhurados
e chavetados e deverão ter maior resistência que a haste. Hastes com diâmetro menor
que 1,75” (45 mm) deverão ser chavetadas a um tubo de extensão.
As guias das hastes deverão ser equipadas com buchas de UHMWPE e deverão ser
ajustáveis e espaçadas de acordo com as recomendações do FABRICANTE.
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Os acionamentos da comporta deverão ser fornecidos pelo FABRICANTE das
comportas.
Caixas de engrenagens deverão ser fornecidas quando requerido para manter a força de
acionamento abaixo de 18,15 kgf. Todos os rolamentos e engrenagens deverão ser
totalmente fechados numa caixa à prova de tempo.
“Stop Logs” em Fibra de Vidro (PRFV).
Estes “stop logs” deverão ser construídos em PRFV e serão apropriadamente
estruturados para suportar as condições de pressão nas diversas aplicações.
O formato de cada segmento deverá ser tal que a máxima estanqueidade possível seja
propiciado. Para facilitar a retirada e a colocação dos segmentos será por içamento.
Deverão ser previstas duas alças por segmento, afixadas à meia altura de cada
segmento, à distância de aproximadamente 30 cm de cada extremidade, em lados
opostos. As alças, bem como os parafusos, arruelas e porcas de fixação deverão ser de
aço inoxidável AISI 304. Deverão ser previstas duas hastes por “stop logs” para o
içamento dos segmentos. O comprimento de cada par de hastes deverá ser adequado
para a retirada e colocação do último segmento, no fundo de cada “stop log”.
As guias em perfil ”U”, bem como os chumbadores, deverão formar parte do
fornecimento. As soleiras das guias serão construídas de cantoneiras e canaletas de
PRFV chumbadas no concreto com sistema de flange, salvo indicação contrária no
projeto. As cantoneiras terão superfícies de assentamento dos “stop logs”
adequadamente projetadas de acordo com as dimensões do segmento, para as cargas
hidráulicas aplicadas e para o sistema de vedação aplicado.
Vertedouros em fibra de vidro.
Os vertedores deverão ser ajustáveis, feitos em fibra de vidro (PRFV) resistente à
corrosão (pH intermediário) e à incidência de luz solar. Todos os elementos de fixação
deverão ser em aço inoxidável AISI 304. O efluente que por ele passar deverá ser
descarregado livre e homogeneamente ao longo de toda a placa vertedora, sem permitir
vazamentos nas juntas entre o vertedor e a parede. Ambas as superfícies das placas
deverão ser lisas e ricas em resinas, sem apresentação de fibras de vidro nas mesmas.
Deverão ser apresentados, também, na proposta, os certificados de testes físicos de
qualidade do material de fabricação das peças, de conformidade com a Norma ASTM.
Ventiladores.
Os ventiladores axiais, a ser instalados na estação elevatória, deverão ter pás em perfil
airfoil fundidos em alumínio, motor elétrico montado dentro da carcaça, no fluxo de ar,
diretamente acoplado a hélice do ventilador.
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Serão instalados ventiladores que deverão atender as seguintes condições de projeto e
operação.
A carcaça deverá ser fabricada em aço carbono soldado com alta rigidez e pintura em
esmalte sintético de alta performance.
Os ventiladores deverão ser fornecidos com flanges circulares na aspiração e descarga.
O protetor curva deverá ser fabricado em aço carbono com tela de proteção tipo OTIS.
ENSAIOS E INSPEÇÕES.
Ensaios e Inspeções na Fábrica.
Os ensaios e inspeções deverão ser formalizados pela CODEVASF, segundo um roteiro
de inspeções a ser elaborado de comum acordo com o FORNECEDOR.
Ensaios e Inspeções na Obra.
Ensaios de Recebimento Provisório – Testes.
Após a instalação final, quando todos os componentes estiverem adequadamente
montados e alinhados, todo o equipamento deverá receber um ensaio completo de
funcionamento, onde deverá demonstrar sua capacidade de operação provando sua
adequação ao serviço proposto. Durante os ensaios, serão verificados os principais
parâmetros de eficiência e desempenho.
Eventuais defeitos detectados deverão ser corrigidos pelo FORNECEDOR, repetindo-se
os ensaios até que sejam obtidos resultados satisfatórios.
Se o FORNECEDOR não for capaz de demonstrar a CODEVASF que o equipamento
desempenhará satisfatoriamente o serviço para o qual foi projetado, este equipamento
deverá ser rejeitado e o FORNECEDOR deverá então desmontar e retirar o
equipamento, às suas próprias custas, e reparar ou substituir os componentes
defeituosos. Após os reparos e remontagem, nova série de ensaios será executada, até
que o equipamento esteja em condições de ser aceito.
Pré-Operação do Equipamento e Recebimento Provisório.
O FORNECEDOR deverá supervisionar a operação do equipamento em condições reais
de funcionamento. Quaisquer deficiências então observadas deverão ser por ele
reparadas e o equipamento só será considerado apto para operação quando seu
desempenho for julgado satisfatório pela FISCALIZAÇÃO e de acordo com os termos
desta Especificação Técnica.
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O equipamento será considerado como recebido provisoriamente após o término da préoperação, de acordo com as condições acima estabelecidas.
Ao FORNECEDOR competirá providenciar todos os recursos e coordenar todas as
atividades necessárias à execução dos testes das tubulações, destinados a determinar
possíveis falhas de material, mão-de-obra e/ou método de construção.
Assentadas as tubulações de aço, concreto armado, PVC, RPVC, PRFV e ferro fundido,
e completado o envolvimento lateral, antes, porém do reaterro complementar das valas,
deve-se executar o ensaio de estanqueidade das juntas mediante teste hidrostático.
Os testes deverão ser executados com água doce, limpa e sem elementos agressivos à
tubulação, após o fechamento da extremidade de jusante do trecho em teste.
A execução dos trabalhos de correção das eventuais falhas verificadas por meio do teste
hidrostático será de responsabilidade do FORNECEDOR, devendo ser as mesmas
imediatamente reparadas.
O FORNECEDOR deverá dispor de equipamentos e dos materiais necessários a tais
ensaios e testes. A FISCALIZAÇÃO poderá exigir que o FORNECEDOR aloque
equipamentos e materiais mais convenientes para os testes e ensaios.
O equipamento será considerado como recebido provisoriamente após o término da préoperação, de acordo com as condições acima estabelecidas.
Recebimento Definitivo.
O equipamento será considerado como recebido definitivamente após três meses
consecutivos de funcionamento julgado satisfatório pela FISCALIZAÇÃO, de acordo com
os termos desta Especificação Técnica.
PINTURA E PROTEÇÃO.
Válvulas e conexões deverão ser enviadas para a obra com a devida proteção
anticorrosiva, segundo os padrões internacionais.
As tubulações de ferro fundido deverão ser enviadas com uma proteção externa à base
de primer betuminoso.
PEÇAS SOBRESSALENTES.
O FORNECEDOR deverá propor, para cada unidade instalada, peças sobressalentes
que deverão ser fornecidas para um período de operação de dois anos. As peças
sobressalentes deverão ser cotadas em separado na proposta.
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GARANTIAS.
Os equipamentos deverão ser garantidos quanto a possuir a capacidade de operação
requerida, quando operados nas condições especificadas.
O FORNECEDOR deverá também apresentar garantias de desgaste dos componentes
e vida útil dos equipamentos.
Os termos das garantia deverão abranger um prazo de vinte e quatro meses, contados a
partir do início da operação do equipamento.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
12 - ESCAVAÇÃO DE VALAS P/ REDES DE ESGOTO SANITÁRIO E DRENAGEM
PLUVIAL
SERVIÇOS
A escavação para as valas serão executadas segundo cotas, linhas e taludes
necessários para poder alojar corretamente as tubulações, tal como é indicado nos
desenhos correspondentes ou como for sugerido pela Fiscalização.
Para execução do serviço e segundo a natureza dos materiais que encontre, a
Contratada poderá efetuar o serviço de forma manual, mecânica ou usando, quando
necessário, explosivos. Neste caso, entretanto, será necessário, obter prévia aprovação
do plano de fogo pela Fiscalização, e não se permitirá que o uso de explosivos venha a
produzir alterações no terreno adjacente.
A largura (L) da vala será obtida conforme descrito a seguir:
No caso de vala destinada a receber apenas um tubo, L = d + 60 cm até 2,0 m de
profundidade e acrescentar 0,10 m para cada metro de profundidade ou fração que
exceder a 2m.
onde L = Largura da Vala (cm).
d = Diâmetro externo da tubulação (cm).
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Para casos em que a vala receber duas tubulações, a largura será obtida pela soma dos
diâmetros externos, acrescida de 60 cm até 2,0 m de profundiade e acrescentar 0,10 m
para cada metro de profundidade ou fração que exceder a 2m.
Outros casos serão dirimidos pela Fiscalização.
Os taludes das valas manter-se-ão verticais em todas elas. Para isso, a Contratada
preparará e se responsabilizará pelo escoramento necessário.
Quanto à profundidade das valas, esta será a necessária para permitir a colocação da
tubulação na situação e cota indicadas no projeto.
Se apresentar escavação em rocha a um nível maior que o fundo projetado, a
escavação será feita até uma profundidade de 10 cm abaixo do nível do fundo projetado,
para permitir a construção do leito de areia ou concreto.
O material proveniente da escavação, será transportado até os locais de bota-fora
indicados no projeto, ou aprovados pela Fiscalização, devendo ser disposto de
preferência lateralmente e cercado em montes, que deverão ser nivelados obedecendo
critérios por ela preestabelecidos.
Para escavações com profundidades acima de 6 m a Contratada deverá apresentar um
plano de escavação, incluso o projeto de escoramento que atenda as exigências de
seguranção solicitadas na NR 18, ou seja, será objeto de estudo para utilização de
escoramento especial. Todos estes serviços deverão ser aprovados preliminarmente
pela fiscalização da CODEVASF.
A Contratada deverá apresentar um projeto de escavação para solos moles onde exija
escoramento especial, ou um plano específico de escavação para garantir a segurança
da execução dos serviços.
ESCAVAÇÃO EM ROCHA.
ESCOPO.
Este item trata da execução de todos os serviços ligados à realização das escavações
de valas para a obra de esgotamento sanitário, indicada nos desenhos, e outras
julgadas necessárias para a realização desta obra. Os serviços incluem o fornecimento
de toda a mão-de-obra, materiais e equipamentos necessários para a remoção,
carregamento e transporte, pilhas de estoque e estes serviços devem obedecer a norma
de segurança NBR 9061 - Segurança de escavação a céu aberto.
ESCAVAÇÃO DE ROCHA .
Classifica-se como escavação em rocha aquela passível de execução com o emprego
de explosivos ou desmonte por processos pneumáticos químicos ou mecânicos.
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Se no decorrer da escavação for atingido terreno rochoso, este será desmontado,
conforme os processos abaixo descritos, quando se apresentar sob a forma maciça e
contínua, ou simplesmente retirado, quando constituído por matacões de até 0,50 m3.
Desmonte a Fogo.
O desmonte a fogo será executado em bancadas ou por altura total, com perfurações
verticais ou inclinadas, de conformidade com a natureza da rocha, e com todas as
precauções de segurança. Os planos de fogo deverão ser obrigatoriamente aprovados
pela FISCALIZAÇÃO.
Em cada plano de fogo a Contratada indicará as profundidades, espaçamentos e
disposições dos furos para o desmonte, assim como as cargas e tipos de explosivos,
ligações elétricas das espoletas com cálculo da resistência total do circuito e método de
detonação, especificando as características da fonte de energia, ou ligações de cordel
com retardadores, especificando tipo e método de ligação.
Antes ou durante a execução das escavações, poderá a FISCALIZAÇÃO requerer à
Contratada testes com explosivos, visando verificar planos de fogo. Tais testes deverão
ser realizados dentro dos limites estabelecidos para a escavação. Medições sísmicas
poderão ser realizadas pela FISCALIZAÇAO, devendo a Contratada colaborar para a
execução das mesmas. Os resultados obtidos serão analisados pela FISCALIZAÇÃO
que, em função deles, poderá requerer à Contratada a alteração dos planos de fogo
propostos.
A aprovação pela FISCALIZAÇÃO de um plano de fogo não exime a de qualquer uma
de suas responsabilidades.
Sempre que, de acordo com a indicação do desenho ou por determinação da
FISCALIZAÇÃO, for necessário preservar a estabilidade e resistência inerentes aos
paramentos de taludes escavados em rocha, estes deverão ser conformados utilizandose pré-fissuramento (detonação controlada do perímetro, realizada antes da escavação),
fogo cuidadoso - "cauchion blastin” (escavação controlada a fogo de perímetro, realizada
simultaneamente com a escavação) ou perfuração em linha. O diâmetro dos furos e a
técnica de detonação a ser utilizada ficarão subordinados à aprovação da
FISCALIZAÇÃO.
O escoramento, no decorrer dos trabalhos de desmonte a fogo, deverá ser
permanentemente inspecionado pela Contratada e reparado logo após a ocorrência de
qualquer dano.
Desmonte a Frio.
Quando, pela proximidade de prédios e seus complementos, logradouros, serviços de
utilidade pública ou por circunstâncias outras, a critério da FISCALIZAÇÃO, for
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inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos para o desmonte a fogo,
será feito o desmonte a frio, empregando-se o processo mecânico ou processo químico.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
As escavações de valas descritas nestas especificações, serão medidas tomando-se por
unidade o metro cúbico de material escavado e colocado na forma e local que
indiquem o projeto ou fixe a Fiscalização. Nessa medição será usado o método da
Média das Áreas Extremas, entre estações de 20 m ou outras que sejam necessárias,
segundo a configuração do terreno, tomadas antes e depois da execução do trabalho.
À medida que se forem executando as escavações, a Fiscalização irá determinando o
tipo de material encontrado, para ulterior cálculo da quantidade correspondente de cada
classe. A classificação de acordo com as características de material, será feita, portanto,
cada vez que houver variações no tipo de material escavado.
Esta classificação deverá ser conforme descrito na EME12/07. As escavações
efetuadas devem ser referidas a profundidade das valas nas seguintes faixas:
até 1,50 m;
entre 1,50 m e 2,00 m ;
entre 2,00 m e 4,00 m ;
entre 4,00m e 6,00m;
acima de 6,00 m.
Não serão estimados, para fins de pagamento, as escavações em excesso nem os
volumes de escavação, cujos materiais não hajam sido corretamente dispostos, de
acordo com o especificado e/ou indicado pela Fiscalização.
Nesses preços unitários, deverá haver a compensação integral pelos serviços
executados incluindo a escavação, depósito ao lado, quando for o caso, proteção das
escavações contra a ação de água superficial, mediante drenagem ou esgotamento,
bem como, toda mão-de-obra, ferramentas e equipamentos necessários a execução dos
serviços.
13 – DRENAGEM DE VALAS
OBJETIVO
Estabelecer os critérios gerais para os serviços de drenagens das valas e outras
escavações necessárias para execução dos serviços do sistema de esgotamento
sanitário.
SERVIÇOS.
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ESGOTAMENTO E DRENAGEM.
Sempre que se fizer necessário, deverá se proceder ao esgotamento de águas, a fim de
permitir a execução dos trabalhos.
ESGOTAMENTO COM BOMBAS.
A Contratada deverá dispor de equipamento suficiente para que o sistema de
esgotamento permita a realização dos trabalhos a seco.
As instalações de bombeamento deverão ser dimensionadas com suficiente margem de
segurança e deverão ser previstos equipamentos de reserva, incluindo grupo motobombas diesel, para eventuais interrupções de fornecimento de energia elétrica.
A Contratada deverá prever e evitar irregularidades das operações de esgotamento,
controlando e inspecionando o equipamento continuamente. Eventuais anomalias
deverão ser eliminadas imediatamente.
A água retirada deverá ser encaminhada para local adequado, a fim de evitar danos às
áreas vizinhas ao local de trabalho.
Nos casos em que a escavação for executada em argilas plásticas impermeáveis,
consistentes, poderá ser usado o sistema de bombeamento direto, desde que o nível
estático d’água não exceda em mais de 1,00 m o fundo da escavação.
Serão feitos drenos laterais, no fundo da vala, junto ao escoramento, fora da área de
assentamento da tubulação, para que a água seja coletada pelas bombas em pontos
adequados. Os crivos das bombas deverão ser colocados em pequenos poços internos
a esses drenos e recobertos de brita, a fim de se evitar erosão por carregamento de
materiais.
REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO.
Os locais da implantação do sistema de rebaixamento do lençol freático e tipos a se usar
deverão ser definidos pela FISCALIZAÇÃO, após testes especiais de eficiência do
modelo indicado, em locais a serem escolhidos ao longo dos trechos da obra.
Todas as escavações deverão ser mantidas secas através de sistema adequado de
rebaixamento do lençol freático.
No caso de aplicação de rebaixamento do lençol freático por sistema de ponteiras a
vácuo, a escavação abaixo do nível original do lençol só poderá ser executada após a
comprovação do perfeito funcionamento e rendimento do sistema de indicadores de
nível.
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Nos casos em que a escavação for executada em solos arenosos ou siltosos, ou onde
tais solos constituam o fundo da vala, somente será permitido o uso de rebaixamento do
nível d’água através de ponteiras ou poços filtrantes, com uso de vácuo.
Excepcionalmente, quando o rebaixamento necessário do lençol freático for superior a 5
metros em lugar da ponteira filtrante será utilizado o sistema de poço injetor.
A adoção do sistema de rebaixamento do lençol freático, com instalação montada dentro
da vala, somente será permitida se este não interferir com os trabalhos de montagem
das tubulações, nem prejudicar os serviços de reenchimento da vala. Este sistema de
rebaixamento dever ser executado de maneira a poder funcionar com total eficiência até
após a montagem dos tubos e reenchimento da vala até nível satisfatório.
As instalações de bombeamento para o rebaixamento do lençol, uma vez instaladas,
funcionarão sem interrupção (24 horas por dia) até o término do serviço no respectivo
trecho. Não será permitida a interrupção do funcionamento dos sistemas sob nenhum
motivo, nem nos períodos noturno ou feriados, mesmo que nos respectivos intervalos de
tempo nenhum outro serviço seja executado na obra.
Nos trechos onde a vala estiver sendo mantida seca através do bombeamento ou
rebaixamento do lençol freático, as operações de bombeamento cessarão
gradativamente, de maneira que o nível piezométrico seja sempre mantido, pelo menos,
meio metro abaixo da cota superior atingida pelo aterro.
Para evitar o deslocamento dos tubos pela supressão das águas subterrâneas, as
instalações de rebaixamento do nível destas somente poderão ser desligadas após o
completo aterro das valas.
A instalação da rede elétrica alimentadora, pontos de força, consumo de energia ou
combustível, manutenção, operação e guarda dos equipamentos, será de
responsabilidade da Contratada.
A água retirada deverá ser conduzida para as galerias coletoras de água pluvial, ou
diretamente para cursos d’água quando próximos.
ESGOTAMENTO DE VALAS INUNDADAS.
Quando da inundação de valas, para que não ocorra flutuação dos tubos, aqueles que
estiverem com as extremidades fechadas deverão ser convenientemente lastreados.
Nas valas inundadas por enxurradas, findas as chuvas e esgotadas as valas, os tubos já
assentados deverão ser limpos internamente.
A proteção das valas contra a inundação das águas superficiais se fará mediante a
construção de muretas longitudinais nas bordas das escavações.
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O esgotamento da vala será feito por bombas superficiais ou por sistema de
rebaixamento do lençol freático, tipo ponteiras a vácuo, a critério da FISCALIZAÇÃO.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
14 – ATERROS DE VALAS / POÇOS / CAVAS DE FUNDAÇÃO
SERVIÇOS EM POÇOS/CAVAS DE FUNDAÇÃO.
Este serviço consiste na execução de todas as operações relativas à execução do
reaterro necessário para as cavas de fundação das estruturas.
O próprio material procedente da escavação poderá ser utilizado no reenchimento de
cavas de fundação, sempre que se encontre livre de raízes, materiais orgânicos,
substancias putrecíveis, pedras ou torrões de tamanho máximo superior a 10 cm.
Não sendo o material originário da escavação adequado para o reaterro, a Fiscalização
aprovará outros materiais selecionados pela contratada para este fim.
O reaterro será compactado, ou não, sempre que necessário e/ ou a critério da
Fiscalização, por meios mecânicos, com a utilização de equipamentos adequados.
Far-se-á, também, uso da compactação manual, sempre que o acesso se tornar difícil
ao equipamento mecânico. Entretanto, em qualquer caso, procurar-se-á aplicar sempre
pressões uniformemente distribuídas às estruturas.
O reaterro das estruturas deverá ser feito por camadas horizontais sucessivas, de
espessura tal que, depois de compactadas, não excedam a 10 cm. A compactação será
manual ou mecânica, até que seja obtida uma densidade relativa não inferior a 97%
(noventa e sete por cento) da densidade aparente máxima seca, obtida no ensaio
Proctor Normal.
Durante o reaterro, deverão ser comprovadas as densidades, a critério da Fiscalização.
Entretanto, deverão ser realizados, no mínimo, quatro medições para cada jornada de
oito horas ou uma para cada 100 m3 de reaterro.
O material utilizado nos reaterros não deverá conter restos de árvores, raízes e outros
materiais impróprios. Salvo autorização explícita da Fiscalização, esse material não
deverá conter ainda pedras de mais de 10 cm de diâmetro máximo.
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REATERRO DAS TUBULAÇÕES.
Os tubos de PVC rígido Vinilfort deverão ser envolvidos conforme as recomendações do
projeto, tendo em vista os requisitos estabelecidos na NBR- 7367 da ABNT.
O reaterro deverá ser executado em três etapas distintas: lateral, superior e final.
a) Reaterro Lateral: Deverá ser feito de acordo com o especificado em projeto, com o
solo sendo colocado em volta da tubulação e compactado manualmente em ambos os
lados, em camadas não superiores a 10 cm (dez centímetros), sem deixar vazios sob a
tubulação.
b) Reaterro Superior: Este reaterro deverá ser feito com material selecionado, sem
pedras ou matacões, em camadas de 0,10 a 0,15 m (dez a quinze centímetros),
compactando-se inicialmente apenas as regiões compreendidas entre o plano vertical
tangente à tubulação e a parede da vala. A região diretamente acima da tubulação
deverá ser compactada manualmente após a fixação da tubulação na vala.
c) Reaterro Final: O restante do material do reaterro da vala deverá ser lançado em
camadas sucessivas e compactadas.
Profundidades Mínimas e Máximas de Assentamento.
Nos trechos em que o recobrimento da tubulação for inferior ao prescrito em norma ou
pelo Fabricante e esteja sujeito a pesadas cargas móveis dever-se-á providenciar
canaletas ou lajes de concreto.
Não é recomendável o envolvimento dos tubos de PVC rígido com concreto.
A profundidade mínima da bolsa para tubos de PVC rígido para esgoto primário deverá
ser de 30 cm (trinta centímetros).
Trechos Aéreos.
As tubulações de PVC rígido nos trechos aéreos deverão ser assentadas numa viga de
seção em “U” com dimensões tais que permitam envolvê-las com material granular.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
A unidade utilizada para medição do reaterro será o metro cúbico, considerado o volume
medido nas escavações mínimas necessárias à execução dos serviços, descontados os
volumes correspondentes às fundações e tubulações.
A determinação dos volumes far-se-á utilizando o método da Média de Áreas Extremas,
entre estações de 20 m ou as que exija a configuração do terreno.
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A construção dos reaterros medidos como prescrito no item anterior, será paga à
Contratada, pelos preços unitários correspondentes da Planilha de Orçamentação de
Obras.
Nos preços unitários para o serviço de reaterro deverão estar incluídos, quando utilizado
material de jazida, umedecimento, homogeinização, distribuição e compactação. Tal
valor incluirá também o fornecimento da água necessária para conseguir a umidade
requerida para a construção do reaterro, bem como, ferramentas, equipamentos, mãode-obra e outros.
Não serão considerados, para efeito de medição e pagamento, os reaterros que venham
a ser necessários devido a imperícia da Contratada, ou que sejam devidos às
escavações excessivas que a Contratada tenha eventualmente efetuado. Nestes casos,
caberá à Fiscalização a apreciação do justo número de metros cúbicos de reaterro que
seriam os suficientes, caso as escavações tivessem sido as mínimas necessárias.
15 – ENVOLTORIAS E BERÇOS P/ VALAS
BERÇO PARA SUPORTE E CONFINAMENTO DA TUBULAÇÃO:
Após o preparo do embasamento do fundo da vala, deverá ser executado o berço onde
será assentada a tubulação. A capacidade da tubulação em suportar as cargas do
reaterro é função não apenas da resistência da tubulação, mas também da capacidade
de reação do berço, no fundo e nas laterais da tubulação.
Observa-se que todos os berços a serem utilizados na obra deverão ser aprovados pela
Fiscalização.
Os principais tipos de berço e seu uso recomendado são os seguintes:
Berço de Terra Tipo A:
Neste tipo de berço a tubulação deverá ser assentada sobre o fundo da vala após a
execução do embasamento. O confinamento da tubulação deverá ser efetuado através
do reaterro manual compactado da vala em sua volta, com o próprio material escavado,
até uma altura de 30 cm acima da face superior do tubo.
Berço de Areia Tipo B:
Neste tipo de berço após a execução do embasamento deverá ser colocada uma
camada de areia compactada mecanicamente com uma espessura de 1/8 do diâmetro
externo da tubulação, sobre a qual será assentada a mesma. O confinamento da
tubulação deverá ser efetuado através do reaterro da vala em sua volta, utilizando areia
compactada, até a uma altura de 1/6 do diâmetro do tubo. O reaterro da tubulação será
complementado com o próprio material escavado, compactado manualmente até uma
altura de 30 cm acima da face superior do tubo.
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Berço de Areia Tipo C:
Neste tipo de berço após a execução do embasamento é colocada uma camada de
areia compactada mecanicamente com uma espessura de 1/4 do diâmetro externo da
tubulação sobre a qual será assentada a mesma. O confinamento da tubulação deverá
ser efetuado através do reaterro manual compactado da vala em sua volta, utilizando
areia, até uma altura de 1/2 do diâmetro do tubo, código. O reaterro da tubulação será
complementado com o próprio material escavado, compactado manualmente até uma
altura de 30 cm acima da face superior do tubo.
Berço de Areia Tipo D:
Neste tipo de berço após a execução do nivelamento do fundo de vala é colocada uma
camada de concreto simples compactada mecanicamente com uma espessura de 10 a
15 e sobre este a tubulação será assentada a mesma. A largura deste berço é o
diâmetro do tubo mais 15 cm.
Deverá ser escavado a largura e espessura do berço para que tenhamos ao final da
confecção do berço o nível e pronfundidade da vala de acordo com o projeto.
16 – REGULARIZAÇÃO DE FUNDO DE VALAS
OBJETIVO
Este item trata da execução de todos os serviços referentes à regularização,
apiloamento e nivelamento de fundo de valas para obras de esgotamento sanitário. Os
serviços incluem o fornecimento de toda a mão-de-obra, materiais e equipamentos
necessários.
SERVIÇOS
REGULARIZAÇÃO
Após se ter atingido a cota de assentamento da tubulação se procederão os serviços de
regularização da camada onde serão assentados os tubos. Essas operações se
destinam a conformar o leito da vala, transversal e longitudinalmente, compreendendo
cortes ou aterros até 20 cm de espessura.
REGULARIZAÇÃO DE VALAS
Considerações Iniciais
Nas regiões onde o terreno estiver abaixo do NA máximo , antes de se iniciar a
regularização da vala, deverá ser feito um aterro, no mínimo 50 cm acima da referida
cota, com material predominantemente argiloso, quando se tratar de aterro
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convencional. Este aterro, a juízo da FISCALIZAÇÃO, poderá ser compactado sem
controle tecnológico.
Regularização do Fundo da Vala
Quando a escavação em terreno de boa qualidade tiver atingido a cota indicada no
projeto, será feita a regularização e a limpeza do fundo da vala. Caso ocorra a presença
de água, a escavação deverá ser ampliada para conter o lastro de pedra, sobre o qual
se assentará a tubulação.
Essas operações só poderão ser executadas com a vala seca ou com a água do lençol
freático totalmente deslocada para drenos laterais, construídos em uma faixa de 40 cm
de largura, junto ao escoramento.
Greide Final de Escavação
Quando o greide final da escavação estiver situado dentro do terreno cuja pressão
admissível não for suficiente para servir como fundação direta, a escavação deve
continuar até a profundidade apta a comportar o lastro de pedra, ou outro material
granular, sobre o qual se assentará determinada estrutura ou tubulação.
Neste caso, deverá ser evitada a transição brusca (em escada) do fundo da vala. Para
tanto, uma vez estabelecidos os perfis de super-escavação, estes serão ajustados com
transições suaves.
Eventualmente, dependendo da espessura do lastro e a critério da FISCALIZAÇÃO, o
enchimento da super-escavação poderá ser feito com areia compactada.
Regularizações Especiais de Valas
A regularização das valas será processada de modo a oferecer condições de segurança
às estruturas e tubulação e bom acabamento da superfície.
A rotina de trabalho de compactação será fixada por instrução de campo, emitida
oportunamente pela FISCALIZAÇÃO.
No caso do material proveniente da escavação não se prestar para execução da
regularização, deverá ser utilizado material adequado, importado de empréstimo.
Após a execução da regularização, todo o material proveniente da escavação que não
houver sido utilizado deverá ser removido ao bota-fora.
De qualquer forma, os serviços de regularização só poderão ser iniciados após
autorização e de acordo com indicação da FISCALIZAÇÃO.
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A compactação mecânica a 95% do Proctor Normal (Método Brasileiro MB-33) deverá
ser executada com equipamentos apropriados, devendo sua execução ser autorizada
pela FISCALIZAÇÃO, que providenciará ensaios para determinação do grau de
compactação e desvio de umidade.
Caso o resultado dos ensaios venha a apresentar valores inferiores aos especificados,
os serviços deverão ser refeitos, sem ônus para a CODEVASF.
O material de regularização será proveniente da própria escavação ou importado, a
critério da FISCALIZAÇÃO.
Controles e Ensaios
Os controles e ensaios de compactação serão feitos baseando-se nos critérios
estabelecidos pelo método MB-33 da ABNT, e conforme determinações da
FISCALIZAÇÃO.
Métodos expeditos poderão ser usados para o controle de umidade no campo,
permitindo o avanço da obra.
A aceitação desses métodos ficará na dependência da confirmação por laboratório,
sendo o serviço recusado no caso em que se verifiquem discrepâncias maiores do que
2%.
Entre os métodos expeditos a serem usados, indicam-se: frigideiras, álcooll e “speedy”.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
17 - TERRAPLENAGEM – EXPLORAÇÃO
EXTRAORDINARIO DE TRANSPORTE.
DE
JAZIDA
E
MOMENTO
EXPLORAÇÃO EM JAZIDA DE SOLO
SERVIÇOS
Compreende este serviço todas as operações necessárias para obtenção, nos bancos
de empréstimo, do material necessário à construção das obras. Tais empréstimos serão
escavados, obedecendo às especificações contidas neste item ou de acordo com as
indicações ministradas pela Fiscalização.
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Para efeito destas especificações será entendido como área de empréstimo o local em
que os trabalhos sejam executados com o único objetivo de conseguir materiais naturais
destinados à construção das obras.
A Contratada deverá avisar à Fiscalização, com suficiente antecedência, a abertura de
qualquer empréstimo a fim de que possam ser efetuados os ensaios e as medições do
terreno. A escavação será executada, a todo momento, segundo as prescrições da
Fiscalização, conduzindo ao melhor aproveitamento e utilização do empréstimo, não
sendo paga em nenhum caso, a escavação que a Contratada execute fora dos limites e
profundidades sugerida.
Se, no entanto, a Fiscalização observar que os materiais resultantes da exploração de
um empréstimo não são adequados para a execução de uma obra, a Contratada não
poderá utilizá-los nessa obra, e deverá obter os materiais que necessite em outra área,
previamente aprovada pela Fiscalização. As áreas de empréstimo deverão ser
desmatadas, limpas e raspadas pela Contratada na extensão necessária, obedecendo
ao projeto. Os materiais não aproveitáveis, a critério da Fiscalização, deverão ser
removidos para as zonas de bota-fora, a fim de que não se misturem com o material
utilizável.
Deverá a Contratada executar nos empréstimos, a contento da Fiscalização, e quando
esta julgar conveniente, as drenagens e demais obras necessárias ao controle de águas
superficiais e subterrâneas evitando inundações, encharcamentos e a deterioração dos
materiais utilizáveis.
Caberá à Fiscalização indicar a extensão e profundidade a que deve ser levada a
exploração em cada local, devendo então, a Contratada seguir cuidadosamente estas
indicações, responsablizando-se pelos danos causados pela não observância das
mesmas.
A exploração de uma área de empréstimo deverá será feita pela Contratada de tal
maneira que, em qualquer momento, garanta a estabilidade na base dos taludes e na
abertura das escavações durante a exploração da mesma. A Fiscalização poderá
solicitar, caso considere necessário e conveniente, alterações na extensão, na
profundidade, nos taludes na forma da abertura das escavações, a fim de diminuir a
possibilidade de desmoramentos, deslizamentos e acidentes e/ou melhorar a qualidade
de material obtido e os rendimentos da exploração.
A Contratada deverá tomar as precauções necessárias para evitar a escavação extra e
para conseguir que o material abaixo das linhas de escavação autorizadas pela
Fiscalização permaneça nas melhores condições possíveis.
O uso de explosivos na exploração de bancos de empréstimo será permitido quando se
tomarem as precauções adequadas para a proteção do pessoal, obra e propriedades
públicas ou privadas. A profundidade, carga, extensão e localização das explorações
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deverão ser calculadas pela Contratada, de tal forma que não se produzam danos
estruturais nas formações naturais situadas fora dos limites prescritos para a escavação.
Não se permitirão explosões de materiais situados a menos de 50m de qualquer
construção, a não ser com autorização escrita da Fiscalização em cada caso específico.
As misturas de materiais procedentes de diferentes empréstimos deverão ser efetuadas
com equipamentos adequados, os quais terão de ser submetidos à prévia aprovação da
Fiscalização.
Se, na exploração de um banco de empréstimo for necessário extrair materiais de
possível utilização em etapas posteriores da execução das obras, a Contratada deverá
armazenar esses materiais na forma aprovada pela Fiscalização e em locais secos,
protegidos contra correntes d'água e limpos de matéria vegetal, detritos ou quaisquer
outros elementos estranhos que possam limitar sua futura utilização.
Ao terminar a exploração das zonas de empréstimos, a Contratada deverá recompor os
locais utilizados com a redistribuição da terra vegetal retirada para que apresentem bom
aspecto e atendimento aos condicionantes do projeto solicitadas pelo órgão ambiental
competente.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
As escavações efetuadas nas áreas de empréstimos, quando os materiais se
destinarem aos aterros, reaterros, filtros e revestimentos, a medição será feita somente
para efeito de pagamento do transporte quando as distancias excederem a 1000 m.
Nestes casos, a determinação dos volumes será efetuada nos locais de aplicação dos
materiais, conforme descrito nos itens correspondentes. Para distâncias de transporte
inferiores de 1000m, o transporte será contemplado, conforme o descrito nos serviços de
aterros, reaterros, filtros e revestimentos.
Para estes casos, o custo da escavação em áreas de empréstimos, deverá estar
incluído no preço unitário correspondente ao serviço em que será utilizado. Este preço
unitário incluirá, também, o custo da seleção do material e sua colocação em montes de
armazenamento, quando essas operações forem necessárias.
Para os casos de utilização de materiais em que não for possível a medição dos
volumes aplicados, a avaliação será efetuada na jazida, aplicando-se o método das
Médias das Áreas Extremas, entre estações de 20 em 20m ou outras aprovadas pela
Fiscalização.
Nenhum pagamento será feito para bota-fora oriundo de bancos de empréstimos, este
custo deverá estar incluído no preço unitário correspondente ao serviço em que será
utilizado o material explorado.
Quando ocorrerem escavações excessivas ou inadequadas por parte da Contratada, a
reposição dos danos causados será por conta da mesma.
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18 - MOMENTO EXTRAORDINÁRIO DE TRANSPORTE
SERVIÇOS
Define-se momento extraordinário de transporte como o produto do volume escavado
pela distância de transporte, em km que exceder a distância de transporte máxima
prefixada.
Compreende-se nesse serviço o transporte de materiais para a construção de aterros,
filtros, revestimentos materiais pétreos, bem como a remoção dos produtos resultantes
de escavações, desmoronamentos e deslizamentos, como e quando prescrito nesta
especificação, indicados no projeto e/ou autorizados pela Fiscalização, utilizando para
tal fim os equipamentos convencionais para este tipo de trabalho.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO.
O momento extraordinário de transporte será medido em metro cúbico x quilômetro
(m3xkm), para os diversos tipos de materiais a transportar. A determinação do volume de
material será efetuada sempre que possível, no local da utilização para os casos de
aterros, reaterros, filtros, leito de areia para assentamento de tubulação, revestimentos e
nos cortes para bota-fora em geral, utilizando o Método das Áreas Extremas entre
estações de 20m ou outros, a critério da Fiscalização.
A distância de transporte máxima prefixada para os serviços de terraplenagem é de 1,00
km. A distância de transporte será determinada de acordo com o percurso seguido pelo
equipamento transportador, medida em projeção horizontal, entre os centros de
gravidade das massas, descontando o quilômetro (km) inicial.
O percurso do equipamento transportador será objeto de aprovação prévia da
Fiscalização.
A critério da Fiscalização, o momento extraordinário de transporte, referente a materiais
não descritos neste item, poderá ser considerado para efeito de medição e pagamento.
Nestes casos, caberá à Fiscalização, a definição do volume do material a ser
considerado, para efeito do cálculo do momento extraordinário de transporte.
Em nenhum caso será aplicado ao volume medido, coeficientes a título de empolamento
do material, valor este, que já deverá estar incluso nos preços unitários da Contratada.
No preço unitário correspondente da Planilha de Orçamentação de Obras, deverá haver
compensação integral por todas as operações necessárias para efetuar o serviço,
inclusive, mão-de-obra e equipamentos.
19 – TRANSPORTE DE SOLO, ROCHA E AGREGADOS.
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OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para as
operações manuais e mecanizadas, de carga, descarga e espalhamento de rocha, solos
e entulho.
DEFINIÇÕES: para fins de uso nesta Especificação, serão adotadas as seguintes
definições:
Em função da dificuldade do serviço, do tipo de equipamento adequado para utilização
no serviço, do desgaste do equipamento decorrente das características do material
trabalhado, os materiais são classificados em:
Rocha: serão classificados como “rochas” os materiais que só podem ser escavados
com uso de explosivos, e blocos de rocha resultantes das escavações de outros
materiais, com diâmetro superior a 1 m;
Solos: serão classificados como “solos” todos os materiais naturais que não se
enquadrem na classificação de “rochas” como acima descritas ou de “lama” como
adiante descrito;
Entulho: serão classificados como “entulhos” os materiais resultantes de demolições de
obras, como restos de concreto, argamassas, armaduras, tijolos, telhas etc.
Lama: são classificados como “lama” os solos incoerentes e saturados, que, na carga e
no transporte, requeiram caçambas estanques e não permitam o acúmulo acima da
altura da caçamba.
Como definido nas Especificações, considerou-se em “escavações” as operações até, e
exclusive, a carga do material escavado no veículo transportador.
A partir, e inclusive, da operação de “carga” do material escavado e objetivando-se
principalmente a adequada remuneração da atividade de “transporte”, considerou-se os
serviços seguintes agrupados da forma abaixo:
-carga, descarga e espalhamento;
-transporte.
Carga: operação de movimentação dos materiais, feita manual ou mecanicamente da
pilha ou estoque adjacentes, para a caçamba do caminhão onde vão ser transportados
(ou outro meio de transporte);
Descarga: operação inversa à carga, em que os materiais são movimentados manual ou
mecanicamente, da caçamba do veículo onde foram transportados para a praça de
trabalho, estoque ou bota-fora;
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Espalhamento: operação de disposição final dos materiais no local de armazenagem,
incluindo espalhamento horizontal com trator de lâmina, regularização de cada camada
e regularização final.
MATERIAIS
Não existe consumo de materiais na execução dos serviços especificados.
EQUIPAMENTOS
A escolha e o adequado dimensionamento dos equipamentos para carga, transporte,
descarga e espalhamento dos materiais são de responsabilidade do Construtor. Deve
constar do “plano de trabalho”, que o Construtor deve apresentar e submeter à análise e
aprovação da Fiscalização.
Durante a execução dos serviços a Fiscalização poderá exigir a remoção e substituição
de qualquer equipamento que não corresponda aos valores de produção indicados no
plano de trabalho, ou seja, considerado, por qualquer motivo, insatisfatório.
Os equipamentos comumente utilizados no trabalho com materiais pétreos são:
 carregadeiras frontais pesadas;
 tratores de esteiras pesados, equipados com lâmina frontal;
 caminhões basculantes convencionais e especiais.
Os equipamentos comumente utilizados no trabalho com solos ou entulhos são:
 carregadeiras frontais de porte médio;
 tratores de esteiras;
 caminhões basculantes convencionais.
Por se tratar de um equipamento de alta versatilidade, em obras de água e esgoto, as
operações de carga são normalmente realizadas com a pá frontal da retro-escavadeira.
EXECUÇÃO
Objetivando o melhor aproveitamento dos materiais escavados, a operação de carga,
em algumas obras, deve ser feita com cuidados para evitar mistura ou contaminação do
material.
A Fiscalização, durante a operação de carga, em função das características do material,
definirá o seu destino, podendo ser aproveitado em determinado local da Obra ou
colocado em pilhas de estoque ou em áreas de bota-fora previamente definidas.
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As pilhas de estoque deverão ser localizadas de maneira que necessitem um mínimo de
transporte para os lugares onde os materiais serão aproveitados, sem interferir, porém,
no andamento da Obra. O equipamento de transporte, os caminhos e distâncias devem
ser estudados pelo Construtor e aprovados pela Fiscalização.
A acumulação nos estoques será feita por métodos que evitem a segregação de
materiais ou sua contaminação. Somente quando aprovados pela Fiscalização, materiais
escavados em áreas diferentes, que tenham características idênticas, a seu critério,
poderão ser estocados na mesma pilha.
Na conclusão dos trabalhos, se ainda sobrar material nos estoques, a critério da
Fiscalização, estes depósitos serão tratados como bota-fora, ou então serão as sobras
levadas pelo Construtor para os bota-foras já existentes.
Os materiais resultantes das escavações, inadequados para uso nas Obras, a critério da
Fiscalização, serão depositados e espalhados em bota-fora.
O Construtor deverá apresentar, com a devida antecedência, para aprovação da
Fiscalização, um plano delimitando as áreas, definindo os caminhos e distâncias de
transporte, fixando taludes e volumes a serem depositados. Essas áreas devem ser
escolhidas de maneira a não interferir na construção e operação da Obra, nem
prejudicar sua aparência estética, adaptando-se à forma e à altura dos depósitos, tanto
quanto possível ao terreno adjacente.
O Construtor tomará todas as precauções necessárias para que o material em bota-fora
não venha causar danos às áreas e/ou obras circunvizinhas, por deslizamentos, erosão
etc. Para tanto, deverá o Construtor manter as áreas convenientemente drenadas, a
qualquer tempo, a critério da Fiscalização.
Na conclusão dos trabalhos, as superfícies deverão apresentar bom aspecto, estar
limpas, convenientemente drenadas e em boa ordem.
Por instrução da Fiscalização, os materiais em bota-fora poderão ser usados a qualquer
momento.
O Construtor poderá, com prévia autorização da Fiscalização, usar o material das
escavações depositado em bota-fora, para seus próprios serviços no interior da obra.
A descarga de materiais pétreos para enrocamentos e drenos deve ser feita com
cuidados para evitar segregação e alteração da conformação de camadas adjacentes de
outros materiais.
Em obras de aterros ou enrocamentos em que existam zonas que aceitem materiais de
características diferentes, a descarga deve ser feita após conferência, pela Fiscalização,
da adequação do material à zona ou pilha de estoque onde vai ser descarregado.
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A descarga de qualquer material em local diferente do definido pela Fiscalização implica
na correção, pelo Construtor, do erro cometido, sem qualquer ônus para a Contratante.
Após a descarga do material, deve ser procedido o espalhamento, com processo
adequado ao local de sua aplicação.
CONTROLE
O controle será realizado por apreciação visual das atividades.
Deve ser enfatizada e executada de forma cuidadosa a classificação do material na
operação de carga e a confirmação prévia à descarga, nas obras em que for necessária
a seleção dos materiais.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
MEDIÇÃO
Será feita pelo volume, em metro cúbico (m³), medido da seguinte forma:
– em escavações obrigatórias: pelo volume de corte, conforme o Projeto;
– em escavações de jazida: pelo volume de aterro majorado em 5%, para compensar
perdas no manuseio e diferencial de densidades (aterro e “in-situ”);
– em entulhos: pelo volume do material solto, medido no caminhão;
– em lama: pelo volume do material medido no caminhão.
OPERAÇÕES INCLUIDAS
– operações de carga e de descarga dos materiais transportados, nos locais definidos
pela Fiscalização;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
ENTULHOS
será feita pelo volume, em metro cúbico (m³), medido da seguinte forma:
– os volumes de entulho ou solo carregados manualmente serão medidos no caminhão
(material solto). Quando manualmente transportados, a avaliação poderá ser feita por
cubagem do estoque;
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– os volumes carregados e transportados manualmente serão avaliados através dos
índices teóricos de consumo dos materiais a granel, aplicados às quantidades dos
serviços que demandaram tais materiais;
– para o cálculo do momento excedente a 100m, multiplica-se o volume de material
transportado manualmente, pela distância excedente a 100m.
– CARGA E TRANSPORTE MANUAL DE MATERIAIS A GRANEL, constituem-se em
serviço previsto apenas em situações de absoluta impossibilidade de acesso de
caminhões aos pontos de aplicação dos materiais de construção e aos pontos de
estoque de entulhos e materiais destinados a bota-fora;
– CARGA MANUAL DE ENTULHO OU SOLO EM CAMINHÃO, constitui-se em serviço
previsto apenas quando for inviável a disponibilidade de equipamento de carga no local
(retro-escavadeira com carregadeira frontal).
– operações de carga e de descarga dos materiais transportados, nos locais definidos
pela Fiscalização;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos, ferramentas e utensílios utilizados;
– aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
ESPALHAMENTO
será feita pelo volume, em metro cúbico (m³), medido no corte da escavação que o
produziu. No caso de espalhamento manual de entulho, o volume será o mesmo
considerado e medido no caminhão ou avaliado no estoque, caso transportado
manualmente.
O serviço de espalhamento só será medido quando necessário e com prévia autorização
da Fiscalização
– operação de espalhamento em camadas e regularização do material descarregado
no bota-fora;
– drenagem de águas pluviais através da simples conformação do bota-fora;
– conservação até a entrega da obra;
– serviços topográficos que forem necessários
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
20 – ESCORAMENTO
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OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para a seleção do
tipo de escoramento, a aceitação dos materiais, a escolha dos equipamentos e a
adequada execução do escoramento.
DEFINIÇÕES: para fins desta Especificação, foi adotada a seguinte definição:
Escoramento: constitui-se em uma contenção metálica, em madeira ou mista, utilizada
nas paredes laterais de cavas, poços e valas, quando estas forem constituídas de solo
possível de desmoronamento, ou nos casos em que, devido aos serviços de escavação,
seja constatada a possibilidade de alteração da estabilidade do que estiver próximo à
região dos serviços. Constitui-se em serviço obrigatório para valas de profundidade
superior a 1,50 m, conforme a NR 18, do Ministério do Trabalho e superior a 1,25 em
condições que a fiscalização da CODEVASF considerar necessário.
MATERIAIS
Todos os materiais utilizados na execução dos serviços serão de propriedade do
Construtor, ao término dos trabalhos.
Os materiais a serem utilizados dependem do tipo de escoramento. São apresentados
nesta Especificação tipos padronizados de escoramento, mas são possíveis, e muitas
vezes necessários projetos de escoramentos diferentes.
Os materiais utilizados nos tipos de escoramentos padronizados pela CODEVASF e
apresentados nesta Especificação são:
 tábuas de peroba;
 estroncas de eucalipto;
 longarinas de peroba.
Poderão ser utilizadas outras madeiras duras como canafístula, sucupira etc.
As dimensões das peças dependerão do tipo de solo local e das cargas laterais
atuantes, sendo, portanto, objeto de projeto específico.
Nas valas com profundidades superiores a 4,00 m o escoramento deve ser objeto de
estudo especifico, atendendo à Norma NBR 12.266, e em particular ao seu item
4,adotando-se um escoramento especial.
Em profundidades inferiores a 1,25 m é necessário o escoramento da vala, quando as
características do terreno se apresentarem instáveis ou a critério da fiscalização da
CODEVASF.
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Para evitar sobrecarga no escoramento, o material escavado deve ser colocado a uma
distância mínima de 1 m da borda ou conforme determinado em projeto baseado na
norma NBR 12266.
EQUIPAMENTOS
Nesses serviços não são, em geral, necessários equipamentos especiais, sendo de
encargo do Construtor definir os equipamentos e ferramentas para apoio e execução
dos trabalhos.
EXECUÇÃO
USO DE ESCORAMENTO
O Construtor só utilizará escoramento mediante autorização da Fiscalização.
ESCOLHA E DIMENSIONAMENTO DO ESCORAMENTO
Os tipos de escoramento utilizados serão os especificados no Projeto e, na falta destes,
serão os determinados pela Fiscalização. O Construtor será responsável pelo projeto
dos escoramentos padronizados pela CODEVASF. As peças serão dimensionadas
conforme as condições do local e do tipo de obra.
A Fiscalização deverá aprovar o projeto a ser executado, o que não exime o Construtor
da total responsabilidade do perfeito funcionamento do sistema de escoramento; a
Fiscalização poderá solicitar alterações no referido projeto caso haja conveniência de
ordem técnico-econômica.
Observa-se que as alterações de concepção dos sistemas de escoramento, porventura
feitas na Obra pelo Construtor ou pela Fiscalização, serão medidas e pagas conforme o
preço unitário e os critérios de medição estabelecidos no Caderno de Encargos para os
escoramentos padronizados.
Quando a estrutura do escoramento for utilizada como suporte das plataformas, para
colocação de terra escavada, devem-se tomar cuidados especiais para evitar
desabamentos, em virtude do peso adicional.
A Fiscalização deverá rejeitar peças do escoramento que possam comprometer a
estabilidade das paredes laterais.
TIPOS DE ESCORAMENTO
Os tipos padronizados de escoramento são descritos a seguir:
a) Estrutura de Escoramento em Madeira
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a.1) Pontaleteamento
Constituído de um par de tábuas de 0,027 m x 0,30 m dispostas verticalmente, espaçado
de 1,35 m. Estas tábuas são travadas horizontalmente por estroncas distanciadas
verticalmente de 1m, devendo a mais profunda situar-se cerca de 0,50 m do fundo da
vala e a mais rasa a 0,20 m do nível do terreno ou pavimentação.
a.2) Descontínuo
Constituído de um par de tábuas de 0,027 m x 0,30 m dispostas verticalmente, espaçado
de 0,30 m dispostas na vertical, contidas por longarinas de 0,06 m x 0,16 m, colocadas
horizontalmente e travadas por estroncas distanciadas verticalmente de 1,35 m, a
menos das extremidades de onde as estroncas ficam a 0,40 m. As longarinas devem ser
espaçadas verticalmente de 1 m, devendo a mais profunda situar-se cerca de 0,50 m do
fundo da vala e a mais rasa a 0,20 m do nível do terreno ou pavimentação.
a.3) Contínuo
Constituído de um par de tábuas de 0,027 m x 0,30 m, colocadas verticalmente de modo
a cobrir toda a parede da vala, contidas por longarinas de 0,06 m x 0,16 m, dispostas
horizontalmente e travadas por estroncas distanciadas verticalmente de 1,35 m, a
menos das extremidades de onde as estroncas ficam a 0,40 m. As longarinas devem ser
espaçadas verticalmente de 1 m, devendo a mais profunda situar-se cerca de 0,50 m do
fundo da vala e a mais rasa a 0,20 m do nível do terreno ou pavimentação.
a.4) Especial
Constituído de um par de tábuas de 0,05 m x 0,16 m, do tipo macho e fêmea, colocadas
verticalmente de modo a cobrir toda a parede da vala, contidas por longarinas de 0,08 m
x 0,18 m, dispostas horizontalmente e travadas por estroncas distanciadas verticalmente
de 1,35 m, a menos das extremidades de onde as estroncas ficam a 0,40 m. As
longarinas devem ser espaçadas verticalmente de 1 m, devendo a mais profunda situarse cerca de 0,50 m do fundo da vala e a mais rasa a 0,20 m do nível do terreno ou
pavimentação.
REMOÇÃO DO ESCORAMENTO
O plano de retirada das peças deverá ser objeto de programa previamente aprovado
pela Fiscalização.
A remoção da cortina de madeira deverá ser executada à medida que avance o aterro e
compactação, com a retirada progressiva das cunhas.
Atingindo o nível inferior da última camada de estroncas, serão afrouxadas e removidas
as peças de contraventamento (estroncas e longarinas), bem como os elementos
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auxiliares de fixação, tais como cunhas, consolos e travamentos; da mesma forma e
sucessivamente, serão retiradas as demais camadas de contraventamento.
Os furos deixados no terreno, pela retirada de montantes ou pontaletes, deverão ser
preenchidos com areia e compactados por vibração ou por percolação de água.
Se por algum motivo o escoramento tiver de ser deixado definitivamente na vala, deverá
ser retirado da cortina de escoramento numa faixa de aproximadamente 0,90 m abaixo
do nível do pavimento, ou da superfície existente.
REUTILIZAÇÃO DO ESCORAMENTO
A reutilização do escoramento e o reaproveitamento de peças serão considerados na
composição do preço unitário do serviço de escoramento.
A Fiscalização deverá rejeitar peças que possam comprometer a estabilidade das
paredes laterais, porém o Construtor será inteiramente responsável por qualquer dano
causado pelo uso indevido de peças reutilizadas.
CONTROLE
Serão desenvolvidos os seguintes controles durante a execução dos serviços:
 controle de aplicação do escoramento, considerando tipo, profundidade e extensão
utilizados;
 controle de dimensões e qualidade das peças de madeira;
 controle visual das deformações do escoramento e das obras e estruturas vizinhas,
incluindo observações de surgimento de trincas em paredes e estruturas, nos casos
cabíveis;
 controle visual da fuga de materiais das paredes da escavação para dentro da
mesma;
 controle da remoção do escoramento, de modo a evitar acidentes.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
São apresentados abaixo, os Critérios de Medição e a Estrutura de Preços dos serviços
especificados.
MEDIÇÃO
Será feita por área, em metro quadrado (m2), de superfície efetivamente escorada, ou
seja, área realmente protegida. .
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 como “superfície escorada”, será considerada toda a área das paredes da vala, onde
foi cravado o escoramento, incluindo tanto a área coberta por este, quanto os intervalos
entre as tábuas;
 a área coberta pela “ficha” não será contabilizada na medição;
 qualquer avaria em construções vizinhas, decorrente de deficiência no projeto de
escoramento, da execução do escoramento ou da reutilização de peças, deverá ser
reparada pelo Construtor, sem ônus para CODEVASF.
PAGAMENTO INCLUI:
 fornecimento, utilização e reutilização dos materiais do escoramento e eventuais
perdas, incluindo a “ficha”;
 montagens, inspeção e manutenção permanente do escoramento;
 desmontagens, preenchimento dos vazios e remoção do material componente da
estrutura de escoramento;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação ou utilização de materiais
(escoramentos, peças, etc);
 aquisição, carga, descarga, operação, manutenção, depreciação e conservação dos
equipamentos e ferramentas utilizados;
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
21 – ESGOTAMENTO E REBAIXAMENTO DO LENÇOL
SERVIÇOS
Competirá à Contratada, se for o caso, a realização de trabalhos de rebaixamento do
lençol d’água que possam ocorrer durante a realização dos serviços e obras
contratados.
Caso o projeto não seja fornecido pela CODEVASF, caberá à Contratada sua
confecção, devendo ser submetido à aprovação da Fiscalização.
Convém esclarecer que a aceitação do projeto por parte da CODEVASF não exime a
Contratada de qualquer responsabilidade.
A instalação será dotada de todos os elementos necessários ao seu perfeito
funcionamento, tais como: drenos, filtros, coletores, mangotes, conexões, válvulas,
registros, bombas centrífugas e de vácuo, câmaras de vácuos, dispositivos de condução
de água (do tubo de descarga das bombas ao ponto de lançamento), etc.
A instalação possuirá, necessariamente, uma unidade sobressalente para entrada
imediata em serviço, em casos de paralisação ou redução da capacidade do
equipamento efetivo.
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Haverá, no canteiro da obra, pessoal suficiente e capaz para operar e conservar em
permanente funcionamento o sistema de rebaixamento.
Os serviços de rebaixamento serão permanentemente mantidos, quando impostos pelas
necessidades da obra, de forma a evitar que ocorram prejuízos e danos aos trabalhos
em execução.
A paralisação dos serviços ficará sujeita à prévia autorização da CODEVASF.
Os danos causados as estruturas existentes, quer sejam de propriedade da CODEVASF
ou de terceiros, serão de responsabilidade da Contratada, cabendo a esta a obrigação
de reparar os referidos danos, sem ônus adicionais para a CONTRATANTE.
Quando a escavação atingir o lençol d´água, deve-se manter o terreno
permanentemente drenado. O esgotamento deve ser obtido por meio de bombas,
executando-se, no fundo da vala, drenos juntos ao escoramento, fora da faixa de
assentamento da tubulação, para que a água seja coletada pelas bombas, em poços de
sucção, protegidos por pedra britada ou cascalho.
Em casos excepcionais, far-se-á o rebaixamento do lençol por meio de ponteiras
filtrantes, poços profundos ou injetores. Nesses serviços deverá ser apresentado o
projeto detalhado pela Contratada, sugerindo os equipamentos mais adequados para
aprovação da fiscalização.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Em se tratando de poço profundo, ponteiras filtrantes e injetores, a avaliação será
efetuada através do número de metro linear de serviço efetivamente executado e
aprovado pela Fiscalização. A unidade de medida é o metro linear por serviços
executados.
O pagamento será efetuado, conforme os preços unitários correspondentes a Planilha
de Orçamentação de Obras. Estão incluídos nestes preços perfuração propriamente dita
revestimento, filtro, injeção, se for o caso.
O rebaixamento do lençol freático para os poços, bem como, nos demais tipos de
rebaixamento, será avaliado através da determinação do número de horas efetivamente
trabalhadas e aprovadas pela Fiscalização. A unidade de medida será hora de
funcionamento do sistema (hora produtiva).
O pagamento será efetuado, segundo os preços unitários correspondentes às Planilhas
de Orçamentação de Obras.
Nestes preços unitários deverão estar inclusos os fornecimentos, montagem ou
colocação, operação dos equipamentos, bem como todos os insumos necessários para
a perfeita execução do serviço.
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Não serão objeto de pagamento em separado qualquer tipo de ensaios necessários a
implantação e funcionamento do sistema.
22 – CAIXAS, TAMPAS E POÇOS DE VISITA.
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer procedimentos a serem obedecidos
na execução de poços de visita e poços de inspeção e limpeza, para utilização nas
redes de coleta, interceptores e emissários de sistemas de esgotamento sanitário e para
utilização na rede de coleta de águas pluviais em sistemas de drenagem.
DEFINIÇÕES: para efeito desta Especificação serão adotadas as seguintes definições:
 Poços de Visita (PV): constituem-se em câmaras visitáveis, construídas para permitir
a inspeção e limpeza das redes de coleta de esgotos sanitários ou de coleta de águas
pluviais;
 Câmara de Trabalho ou balão: a câmara de trabalho ou simplesmente câmara,
constitui-se na parte do poço de visita onde se situam a laje de fundo, a calha e as
almofadas;
 Laje de Fundo: é a laje que se situa abaixo da geratriz inferior do tubo efluente;
 Calha: é a continuação do coletor dentro do poço de visita e se situa entre maciços
de concreto denominados “almofadas”. Em planta, a calha pode ser reta ou curva,
destinando-se a guiar o fluxo afluente em direção ao ponto de saída do poço. Quando
reta, o próprio meio tubo poderá fazer-se às vezes de fundo de calha. A curva é utilizada
quando o poço serve para mudar o alinhamento da canalização. As calhas deverão
concordar em forma e declividade com os coletores que com ele façam junção e
deverão ter altura coincidente com a geratriz superior do tubo de saída. Quando os
coletores convergentes em um mesmo poço de visita forem de diâmetros diferentes, as
canaletas para a transição de um para o outro terão sempre formas arredondadas sem
cantos ou saliências propícias ao depósito dos materiais sólidos dos esgotos;
 Almofada: é o enchimento da área do fundo não ocupada pelas calhas, cujo plano
superior forma uma declividade constante de 10% no sentido das calhas;
 Câmara de Acesso ou chaminé: a câmara de acesso ou chaminé é a parte localizada
sobre a câmara de trabalho com seção circular e dimensão em planta inferior ou igual à
da câmara de trabalho. Quando a dimensão for inferior à da câmara de trabalho, situarse-á geralmente em posição excêntrica;
 Laje de Redução Intermediária: a laje de redução intermediária é a laje que é
utilizada quando ocorre diferença de diâmetro entre a câmara de trabalho e a de acesso,
servindo de transição entre elas;
 Laje de Redução Superior: a laje de redução superior é localizada sobre o último anel
da câmara de acesso, reduzindo o diâmetro da abertura de 80cm ou 110cm para 60 cm,
sobre a qual será assentado o tampão;
 Tubos de Queda: os tubos de queda são dispositivos instalados no poço de visita,
interligando o coletor afluente ao fundo do poço, quando a diferença de nível entre estes,
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for superior ou igual a 50 cm, para evitar que as águas afluentes caiam de grande altura,
caso contrário, além de prejudicar o trabalho e os próprios operários encarregados de
manutenção, pode causar danos no fundo do poço;
 Terminal de Limpeza (TL): os poços de inspeção e limpeza são estruturas não
visitáveis que permitem tão somente inspeção e introdução de equipamentos de
limpeza. Localiza-se na cabeceira dos coletores;
 Tubo de inspeção e limpeza (TIL): dispositivo não visitável que permite inspeção e
introdução de equipamentos de limpeza.
CONDICIONANTES E PARÂMETROS
A norma NBR 9649 da ABNT, estabelece os critérios a serem adotados no projeto e
implantação de poços de visitas (PV), tubos de inspeção e limpeza (TIL), terminais de
limpeza (TL).
A seguir são relacionados os principais condicionantes e parâmetros a serem adotados
para os referidos órgãos acessórios, segundo a referida norma:
a) Utilização de Poços de Visita:
–
–
–
–
–
–
–
início de coletores;
mudança de direção;
mudança de declividades;
mudança de diâmetro;
mudança de material;
locais de reunião de coletores;
locais onde há ocorrência de degraus.
b) Utilização de Poços de Inspeção e Limpeza, em Substituição a Poços de Visita:
– início de coletores;
– mudanças de direção, declividade, material e diâmetro, quando se podem garantir as
condições de acesso de equipamentos de desobstrução, para limpeza do trecho a
jusante do órgão acessório;
– em locais de reunião de até dois trechos ao coletor de saída;
– em locais com degrau, cuja altura seja inferior a 0,50m;
– a jusante de ligações prediais, quando se deseja criar um ponto de manutenção.
c) Obrigatoriedade de Utilização de Poços de Visita:
– em locais de reunião de mais de dois trechos ao coletor de saída;
– em locais de reunião que exijam colocação de tubos de queda (degrau com altura
maior ou igual a 0,75m);
– em extremidades de montante e jusante dos sifões invertidos e passagens forçadas;
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– nos casos previstos no subitem 2 "b", quando a profundidade do trecho for maior ou
igual a 3,00m.
d) Dimensões Mínimas dos Poços de Visita:
A NBR 9649 da ABNT fixa as seguintes dimensões mínimas para os poços de visita:
–
–
tampão: diâmetro mínimo de 0,60m;
câmara de trabalho: diâmetro mínimo em planta de 0,80m.
As cavas para os poços de visita terão dimensão interna livre, no mínimo, igual à medida
externa da câmara de trabalho ou balão, acrescida de 0,60 m. Qualquer excesso de
escavação ou depressão no fundo da vala deve ser preenchido com material granular
fino, compactado.
Os taludes das escavações de profundidade superior a 1,25 m devem ser escorados
com peças de madeira ou perfis metálicos, assegurando estabilidade de acordo com a
natureza do solo.
As distâncias entre PV's ou poços de inspeção e limpeza, deverão ser limitadas pelo
alcance dos equipamentos de limpeza utilizados pela Concessionária responsável pela
manutenção do Sistema.
O fundo interno dos PV's e dos poços de inspeção e limpeza deverão ser constituídos de
calhas, destinadas a conduzir e ordenar o fluxo afluente em direção à tubulação de
saída.
A calha é a continuação do coletor dentro do poço de visita e deverá ser construída
entre maciços de concreto denominados almofadas. Em planta pode ser reta ou curva.
Quando reta, o próprio meio tubo poderá fazer às vezes do fundo de calha. A curva é
utilizada quando o poço serve para mudar o alinhamento da canalização.
As almofadas serão constituídas por maciço de concreto no traço 1:3:5 e terão as
características dos desenhos do Projeto. A superfície da calha, em contato com o
esgoto, deve ser lisa. As calhas deverão concordar em forma e declividade com os
coletores que com ele façam junção. Quando os coletores convergentes em um mesmo
poço de visita forem de diâmetros diferentes, as canaletas para a transição de um
coletor para o outro terão sempre formas arredondadas sem cantos ou saliências.
O angulo mínimo entre os eixos dos coletores de entrada e de saída será de 90º.
Quando possível, a câmara de trabalho ou balão terá uma altura mínima livre, em
relação à banqueta, de 2 m.
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Quando a parede do PV ou a laje de fundo não suportar a carga de tráfego prevista, o
aro do tempão deve ser assentado sobre uma base independente da parede da chaminé
do PV.
A chaminé somente existirá quando o greide da cava estiver a uma profundidade
superior a 2,50 m. Para profundidades menores o poço de visita se resumirá a câmara
de trabalho, ficando o tampão diretamente apoiado sobre a peça de transição, que deve
ser dimensionada para suportar a carga do tráfego.
Na parede das câmaras de trabalho e acesso, podem ser fixados degraus de ferro
fundido ou aço chato galvanizado com espessura de 1 cm, distanciados entre si de 0,40
m.
Quando a tubulação de chegada e a saída apresentarem desnível superior a 0,75 m, a
chegada ao PV deve ser feita em poço ou tubo de queda.
As profundidades dos PV´s deverão obedecer as profundidades estabelecidas no
projeto, porém ocorrerão adicionais em sua profundidade e estas deverão obedecer aos
critérios construtivos dos tipos de PV´s especificados.
TIPOS DE POÇOS
Os poços de visita podem ser de três tipos:
-em anéis pré-moldados de concreto;
-em concreto armado moldado no local;
-em alvenaria de tijolo maciço revestida interna e externamente.
POÇOS DE INSPEÇÃO E LIMPEZA
Os poços de inspeção e limpeza podem ser de três tipos:
-com anéis pré-moldados de concreto armado;
-em alvenaria de tijolo maciço revestida interna e externamente;
-em material plástico.
POÇOS
Os poços padronizados pela CODEVASF, deverão ser utilizados sempre que possível,
na execução de obras de esgotamento sanitário e drenagem, salvo indicação em
contrário do Projeto ou por parte da Fiscalização.
A escolha do poço a ser utilizado dependerá da profundidade da linha e dos diâmetros
das tubulações de chegada e saída.
As unidades padronizadas terão dimensões e geometria conforme descrito a seguir:
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a) Poço de Visita Tipo I
O PV tipo I , constitui-se em um poço em anéis pré-moldados de concreto armado, com
diâmetro interno de 0,60m e espessura de parede 7,5cm.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
A altura máxima para o PV tipo I, será de 2,50 m, já que para profundidades maiores, a
dimensão da câmara de trabalho, com 0,60m de diâmetro, poderá dificultar e até mesmo
impossibilitar os trabalhos de manutenção dos operários dentro do poço.
Sobre o último anel de concreto, será colocado um tampão circular de ferro fundido ou
de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
b) Poço de Visita Tipo II
O PV tipo II, constitui-se em um poço em anéis pré-moldados de concreto armado, com
diâmetro interno de 0,80m e espessura de parede 9,5cm.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
Acima do último anel, será colocada uma laje de redução circular de concreto armado
com diâmetro de 0,80m e abertura excêntrica de 0,60m de diâmetro, disposta de modo a
que o centro da abertura fique localizado sobre o eixo do coletor de saída. A laje de
redução deverá suportar carga de tráfego.
Sobre a laje de redução, será colocado um tampão circular de ferro fundido ou de
concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
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declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
c) Poço de Visita Tipo III
O PV tipo III, constitui-se em um poço em anéis pré-moldados de concreto armado, com
diâmetro interno de 1,10m e espessura de parede 12cm.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 ( cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
Acima do último anel, será colocada uma laje de redução circular de concreto armado
com diâmetro de 1,10m e abertura excêntrica de 0,60m de diâmetro, disposta de modo a
que o centro da abertura fique localizado sobre o eixo do coletor de saída. A laje de
redução deverá suportar carga de tráfego.
Sobre a laje de redução, será colocado um tampão circular de ferro fundido ou de
concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
d) Poço de Visita Tipo IV
O PV tipo IV, constitui-se em um poço em anéis pré-moldados de concreto armado, com
diâmetro interno de 1,10m e espessura de parede 12cm.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
Devido à dimensão em planta do poço, serão admitidas as seguintes possibilidades de
arranjo:
Acima do último anel da câmara de trabalho será colocada uma laje de redução circular
de concreto armado com diâmetro de 1,10m e abertura excêntrica de 0,80m de
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diâmetro, disposta de modo a que o centro da abertura fique localizado sobre o eixo do
coletor de saída. A laje de redução deverá suportar cargas de tráfego, do reaterro e da
estrutura de acesso.
Sobre o último anel da chaminé de entrada, será colocada uma segunda laje de redução
circular de concreto armado com diâmetro de 0,80m e abertura excêntrica de 0,60m de
diâmetro, também disposta de modo a que o centro da abertura fique localizado sobre o
eixo do coletor de saída. A laje de redução deverá suportar carga de tráfego.
Sobre esta última laje de redução, será colocado um tampão circular de ferro fundido ou
de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
e) Poço de Visita Tipo V
O PV tipo V, constitui-se em um poço em anéis pré-moldados de concreto armado, com
diâmetro interno de 1,10m e espessura de parede 12cm.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
Acima do último anel da câmara de trabalho será colocada uma laje de redução circular
de concreto armado com diâmetro de 1,10m e abertura excêntrica de 0,80m de
diâmetro, disposta de modo a que o centro da abertura fique localizado sobre o eixo do
coletor de saída. A laje de redução deverá suportar cargas de tráfego, do reaterro e da
estrutura de acesso.
Sobre esta última laje de redução, será colocado um tampão circular de ferro fundido ou
de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,80m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
f) Poço de Visita Tipo VI
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O PV tipo VI, constitui-se em um poço circular, em alvenaria de tijolo maciço, revestido
interna e externamente com argamassa, com diâmetro interno que poderá variar de 0,60
a 1,50m. Prevê-se a sua utilização em sistemas de drenagem pluvial; nos sistemas de
esgotamento sanitário, só deverão ser utilizados com a aprovação da Fiscalização.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 ( cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
As paredes devem ser revestidas com argamassa de cimento e areia, no traço 1:3,
externa e interna e alisada e queimada à colher.
O poço será dotado de uma laje de redução de concreto armado, cujo diâmetro maior
será coincidente com o da câmara de trabalho e abertura excêntrica de 0,60m de
diâmetro, sobre o qual será colocado um tampão circular de ferro fundido ou de concreto
armado, conforme indicação do Projeto.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
g) Poço de Visita Tipo VII
O PV tipo VII, constitui-se em um poço circular, em alvenaria de tijolo maciço, revestido
interna e externamente com argamassa, com diâmetro interno que poderá variar de 0,80
a 1,50m. Prevê-se a sua utilização em sistemas de drenagem pluvial; nos sistemas de
esgotamento sanitário, só deverão ser utilizados com a aprovação da Fiscalização.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
As paredes devem ser revestidas com argamassa de cimento e areia, no traço 1:3,
externa e interna e alisada e queimada à colher.
Sobre a estrutura da câmara de trabalho será colocada uma laje de redução circular de
concreto armado com diâmetro maior coincidente com o diâmetro do poço e abertura
excêntrica de 0,80m de diâmetro, disposta de modo a que o centro da abertura fique
localizado sobre o eixo do coletor de saída. A laje de redução deverá suportar as cargas
de tráfego, do reaterro e da estrutura de acesso.
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Acima do último anel, será colocada uma laje de redução circular de concreto armado
com diâmetro de 0,80m e abertura excêntrica de 0,60m de diâmetro, disposta de modo a
que o centro da abertura fique localizado sobre o eixo do coletor de saída. A laje de
redução deverá suportar carga de tráfego.
Sobre o último anel da chaminé de entrada, será colocado um tampão circular de ferro
fundido ou de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
h) Poço de Visita Tipo VIII
O PV tipo VIII, constitui-se em um poço circular, em alvenaria de tijolo maciço, revestido
interna e externamente com argamassa, com diâmetro interno que poderá variar de 0,80
a 1,50m. Prevê-se a sua utilização em sistemas de drenagem pluvial; nos sistemas de
esgotamento sanitário, só deverão ser utilizados com a aprovação da Fiscalização.
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
As paredes devem ser revestidas com argamassa de cimento e areia, no traço 1:3,
externa e interna e alisada e queimada à colher.
Sobre a estrutura da câmara de trabalho será colocada uma laje de redução circular de
concreto armado com diâmetro maior coincidente com o diâmetro do poço e abertura
excêntrica de 0,80m de diâmetro, disposta de modo a que o centro da abertura fique
localizado sobre o eixo do coletor de saída. A laje de redução deverá suportar as cargas
de tráfego, do reaterro e da estrutura de acesso.
Sobre o último anel da chaminé de entrada, será colocado um tampão circular de ferro
fundido ou de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,80m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
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i) Poço de Inspeção Tipo I
O PI tipo I constitui-se em um poço circular, em alvenaria de tijolo maciço, revestida
interna e externamente com argamassa e com diâmetro interno de 0,60m. Devido às
suas dimensões, prevê-se a sua utilização somente para inspeção e limpeza em
sistemas de drenagem pluvial e nos sistemas de esgotamento sanitário ( utilizados
somente com a aprovação da Fiscalização).
A laje de fundo será em concreto não estrutural, com traço 1:3:5 (cimento: areia: brita),
em volume, com espessura mínima de 12cm, assentada sobre uma camada de brita
com 10cm de espessura. Quando houver possibilidade do nível do lençol freático atingir
o poço de visita, a espessura da laje deverá ser dimensionada para suportar as
subpressões provocadas pelo nível d’ água no local.
A altura máxima para o PI tipo I, será de 1,60m.
Sobre a estrutura da câmara de trabalho será colocado um tampão circular de ferro
fundido ou de concreto armado, conforme indicação do Projeto, com diâmetro de 0,60m.
O fundo interno do poço terá enchimento com concreto simples, formando a almofada e
a calha de continuação do coletor dentro do poço de visita. As almofadas terão
declividade em direção à calha de 10%; a calha terá diâmetro e declividade concordando
com as declividades e diâmetros dos coletores de entrada e saída, e altura coincidindo
com a geratriz superior do coletor de saída.
Os detalhes construtivos do poço encontram-se apresentados no desenho de projeto.
MATERIAIS
MATERIAIS PARA POÇOS DE VISITA
a) Materiais Para Poços de Visita Executados Integralmente Com Anéis de Concreto
Pré-moldados
Os materiais usados em poços de visita para execução com anéis de concreto armado,
além de atenderem o disposto nos condicionantes e parâmetros adotados no projeto
devem atender às normas pertinentes da ABNT, devem atender o disposto a seguir:
 os anéis ou aduelas que constituirão a parede circular do poço de visita deverão ser
isentos de fraturas, trincas largas ou profundas e falhas. Poderão ser admitidos reparos,
a critério de Fiscalização, desde que efetuadas de forma a repor a peça em
concordância com as características desejadas. Os planos extremos dos anéis serão
perpendiculares ao eixo, tolerando-se desvios entre seus centros, a prumo, não
superiores a 1% da altura do anel. Os anéis para composição da câmara serão em
concreto armado, terão diâmetro interno de 60cm, 80cm, 90cm ou 110cm, com e 7,5
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cm, junta tipo macho e fêmea, podendo eventualmente, ser admitido o tipo ponta e bolsa
para junta rígida. A altura de anel mais comumente utilizada é de 30 cm (classe CA-1,
neles serão impressos ou pintados o nº. do PV, o nome do fabricante e a data de
fabricação). Serão exigidos ensaios de absorção em cilindros “Standard”, em número
igual a 2% dos anéis encomendados e, no mínimo, 80% deverão satisfazer à NBR 8892.
Na confecção dos elementos pré-moldados do concreto para os poços de visita, serão
adotados critérios, no que couber, calcados nas normas pertinentes da ABNT e
especificações a seguir discriminadas:
 resistência mínima à compressão fck = 15 MPa e fc28 = 22 MPa;
 deverão ser utilizadas as seguintes espessuras das paredes e anéis, salvo indicação
em contrário do Projeto ou da Fiscalização: ø 600 mm – e  7,5 cm;
ø 800 mm – e  9,5 cm;
ø 900 mm – e 10 cm;
ø 1100 mm – e  12 cm;
 tolerâncias para dimensões – diâmetro: mais ou menos 1%; espessura da parede:
mais ou menos 5%; posição de ferragem: mais ou menos 10% da espessura da parede;
 cimento e areia para confecção de argamassa para assentamento dos anéis e para
acabamento das calhas e almofadas;
 concreto com cimento, areia e brita para confecção das lajes de fundo e de transição
e tampas;
 brita para lastro de assentamento ou execução de laje de fundo;
 tampões de FoFo, conforme especificado nesta especificação ou Normas da
COPASA.
Ficará a critério do Construtor, com a aprovação da Fiscalização, a execução da laje de
fundo e o último anel, como uma estrutura monolítica, não havendo por isso, variação do
preço estabelecido para os PV’s, na planilha da CODEVASF.
O poço de visita em anéis pré-moldados deverá ter o fundo regularizado com concreto
ou até mesmo com duas fileiras de alvenaria com tijolo maciço para nivelamento e apoio
dos anéis.
b) Materiais Para Poços de Visita Executados Com Concreto Moldado no Local
Os poços de visita que serão executados no local, além de atenderem ao disposto nos
condicionantes e parâmetros do projeto, obedecerão às seguintes normas brasileiras:





Projeto e Execução de Fundações – NBR 6122;
Cimento Portland Comum – NBR 5732;
Cimento Portland de Alta Resistência Inicial – NBR 5733;
Cimento Portland de Alto Forro – NBR 5735;
Cimento Portland Pozolâmico – NBR 5736;
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 Cimento Portland de Moderada Resistência e Sulfatos e Moderado Calor de
Hidratação (RMS) e Cimento Portland de Alta Resistência e Sulfatos (ARS) – NBR 5737;
 Agregados para Concreto – NBR 7211;
 Especificação de Concreto Pré-misturado – NBR 7212;
 Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras para Concreto Armado – NBR 7480;
 Telas de Aço Soldadas para Armadura de Concreto – NBR 7481;
 Calda de Cimento para Injeção – NBR 7681;
 Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado – NBR – 6118;
 Projeto e Execução de Obras de Concreto Simples – MB 49/73;
e ao disposto a seguir:
 concreto para execução das lajes de fundo e de transição e das paredes do poço,
com traço que conduza a um consumo de cimento nunca inferior a 350 kg/m3 de
concreto e ao fator água/cimento sempre inferior a 0,5;
 armadura de aço CA 50 ou CA 60;
 anéis pré-moldados de concreto, conforme especificado na presente Especificação;
 concreto magro para regularizar o leito para execução de laje de fundo;
 brita para execução do lastro de fundo para a execução de concreto magro de
regularização;
 cimento e areia para confecção de argamassa para assentamento dos anéis da
capoeira (se houver) e para acabamento das calhas e almofadas;
 tampões de FoFo, conforme especificado nesta especificação, Caderno de Encargos
da CODEVASF ou Normas da COPASA.
c ) Materiais Para Poços de Visita Com Execução em Alvenaria de Tijolos ou Blocos
Os materiais que serão utilizados na execução dos poços de visita previstos
paraexecução em alvenaria são os seguintes:
 tijolos maciços de barro bem cozidos ou blocos maciços de concreto, obedecendo às
prescrições da ABNT;
 anéis de concreto armado para confecção de chaminés de entrada, se houver;
 cimento e areia para confecção de argamassa para execução da alvenaria das
paredes dos poços, para assentamento dos anéis (se houver), para revestimento interno
e externo do poço e para acabamento das calhas e almofadas;
 concreto para execução das lajes de fundo e de transição, com traço que obedeça a
um consumo mínimo de cimento de 350 kg/m3 e ao fator água/cimento máximo de 0,5;
 armadura de aço CA 50 ou CA 60;
 concreto magro para regularizar o leito para execução do concreto da laje de fundo;
 brita para execução de lastro de fundo para a execução do concreto magro de
regularização;
 tinta betuminosa para pintura de impermeabilização da face externa, se especificado
no Projeto.
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MATERIAIS PARA POÇOS DE INSPEÇÃO E LIMPEZA
Os materiais para poços de inspeção e limpeza são, no caso de execução em alvenaria
de tijolo maciço, os mesmos listados em 4.1 "c", com exceção dos anéis de concreto.
O material a ser empregado nos poços de inspeção e limpeza para execução em
plástico será o TIL – Tubo de Inspeção e Limpeza em Polietileno Rotomoldado, tubos de
PVC (200mm ou 250 mm) e demais acessórios e elementos para execução das juntas
elásticas.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos necessários para execução dos serviços aqui especificados são:
-
caminhão com “munck”;
guincho;
talha;
betoneira;
carrinhos-de-mão;
equipamentos manuais (ferramentas) utilizados na construção civil.
EXECUÇÃO
Os poços de visita serão executados em obediência ao tipo escolhido em Projeto ou
sugerido pela Contratada, com a aprovação da Contratante.
EXECUÇÃO DE POÇOS DE VISITA COM ANÉIS DE CONCRETO
 escavação adicional: atingida a cota correspondente à geratriz inferior interna da
tubulação efluente do PV (altura nominal), o terreno será ainda cuidadosamente
escavado no mínimo mais 22 cm, para execução da laje de fundo e base do PV;
 parte inferior do PV: preliminarmente, será executada uma camada de 10 cm de brita
2; sobre essa brita será fundida uma base de concreto não estrutural, com 12 cm de
espessura, cuja superfície será nivelada e constituirá a laje de fundo do PV,
correspondente a altura nominal. Após 24 horas de concretagem, será iniciada a
execução da câmara em anéis pré-moldados;
 câmara executada com anéis pré-moldados: os anéis serão assentados
sucessivamente, na vertical, com juntas de argamassa de cimento e areia, traço 1:3 em
volume. Os anéis rompidos para receber tubulação deverão ter o furo com diâmetro
estritamente necessário para a introdução do tubo. Não serão permitidas ferragens
expostas na parede do PV, será assentada a tubulação; em volta da junta formada pela
tubulação e a parede do poço, será feito um cordão de argamassa de cimento, no traço
1:3, em volume, a 45º;
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 calhas e almofadas: após a execução da câmara, serão executadas as calhas de
fundo do PV, com auxílio de gabaritos, obedecendo a conformação indicada no Projeto
para cada caso. Concluída a confecção da forma será lançado concreto não estrutural
formando a almofada até a altura correspondente ao diâmetro da tubulação de saída do
PV, com uma inclinação de até 10% no sentido da calha principal, alisando-se a
superfície com colher de pedreiro. Após 24 horas da concretagem da almofada, as
calhas serão moldadas na forma circular definitiva, com argamassa de cimento e areia
fina, traço 1:3 em volume, a qual, também, será utilizada para o acabamento da
superfície da almofada;
 anel ou caixilho moldado in loco para receber o tampão: atingida a altura préestabelecida para a câmara, um anel, com 10 cm de espessura, será moldado in loco
em concreto estrutural fck = 15 MPa, com dois anéis superpostos em aço CA – 50,
diâmetro 6.3 mm. Em torno deste anel, acima e abaixo, será executado um cordão de
argamassa de areia e cimento, traço 1:3, em volume;
 tampão: será assentado com a base do caixilho diretamente sobre o anel moldado "in
loco"; quando necessário será feito um cordão de argamassa de cimento, e areia traço
1:3 em volume, destinado a regularizar a altura do conjunto. A superfície circular externa
do caixilho receberá um cordão da mesma argamassa até a altura do tampão e até
igualar o diâmetro externo dos anéis da chaminé. Quando o tampão for de ferro fundido,
o topo do anel moldado "in loco" deverá distar um mínimo de 14 cm da cota estabelecida
para o topo do tampão, no PV localizado na rua, e de 12 cm no caso de PV localizado
no passeio; se o tampão for de concreto armado, a distância será mínima de 12 cm em
qualquer situação;
 os poços executados integralmente com anéis pré-moldadas de concreto armado
serão usados nas tubulações até 400 mm de diâmetro inclusive, e, seus detalhes
obedecerão às normas fixadas nesta Especificação e aos detalhes específicos nos
desenhos de Projeto.
EXECUÇÃO DE POÇOS DE VISITA EM CONCRETO MOLDADO NO LOCAL
Os poços de concreto armado moldados no local serão usados para canalizações de
diâmetros superiores a 400mm e deverão ter as dimensões internas mínimas dos
desenhos padronizados pela CODEVASF ou COPASA. Suas paredes e calhas deverão
ser revestidas com argamassa de cimento e areia fina no traço 1:3 em volume, alisada a
colher.
O consumo de cimento no concreto armado deverá ser no mínimo, de 350 kg/m3 e o
fator água/cimento não deverá exceder a 0,50.
Salvo a existência de projeto específico que determine em contrário, os PV's moldados
in situ serão quadrados.
Todas as demais exigências são as mesmas descritas para os poços executados com
anéis de concreto.
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EXECUÇÃO DE POÇOS DE VISITA EM ALVENARIA
Os poços de visita executados em alvenaria serão circulares, construídos com blocos
maciços de concreto ou com tijolos maciços de barro bem cozido, obedecendo, no seu
recebimento, às prescrições da ABNT.
Serão usados em obras de drenagem e esgoto (em casos especiais), e terão diâmetros
internos variando de 1,00 a 1,50m. A argamassa a ser usada no assentamento dos
blocos ou dos tijolos será de cimento e areia no traço 1:3 em volume.
As faces internas das paredes e laje do fundo deverão ser revestidas em argamassa de
cimento e areia, no traço 1:3 em volume, alisada a colher. A espessura das paredes,
“em osso”, será no mínimo de 0,20 m. Externamente as paredes poderão ser
integralmente chapiscadas com argamassa de cimento e areia grossa no traço 1:3 em
volume e dado revestimento final com argamassa, conforme estabelecido nestas
especificações, CADERNO DE ENCARGOS DA CODEVASF ou Normas da COPASA.
Na parte superior da alvenaria será fundida uma laje de concreto armado com 0,12 m de
espessura e com uma abertura excêntrica e circular, com 0,60 m de diâmetro, que
constituirá o início da chaminé.
Os fundos dos PV's serão constituídos de uma laje de concreto simples e deverão,
preferentemente, ser fundidos com o tubo no local, para que haja perfeita aderência
entre ambos. As calhas deverão ser construídas obedecendo ao alinhamento dos
coletores.
MONTAGEM E INSTALAÇÃO DO TIL RADIAL
O Construtor poderá optar por utilizar o TIL – Tubo de Inspeção e Limpeza em
Polietileno Rotomoltado em substituição ao Poço de Visita construído de modo
convencional em concreto com tampão de concreto ou ferro fundido dúctil, para coletar
esgoto veiculado em tubulações de diâmetros DN 150 a 300 mm com os respectivos
tampões para til nos diâmetros equivalentes a DN 200 e DN 250.
A CODEVASF deverá aprovar previamente os pontos onde esses PV's deverão ser
instalados. O preço proposto deverá abranger todos os custos com peças, ferramentas,
materiais, mão-de-obra e transportes que se façam necessários para a perfeita
execução deste serviço. A manutenção do sistema de esgoto sanitário até a entrega da
Obra é de responsabilidade do Construtor.
O montagem e instalação do TIL Radial compreendem as seguintes etapas:
a) Abertura das Bolsas
Rotomoldado em Polietileno é fornecido com um número pré-definido de bolsas
projetadas para receber tubos em PVC. Estas bolsas são produzidas com ranhuras que
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facilitam a operação de abertura, não sendo necessário utilizar serra, cepo ou outras
ferramentas especiais. Basta romper a parede nas ranhuras utilizando marreta e
talhadeira afiada.
b) Marcação de Tubos
O TIL Rotomoldado em Polietileno possui um batente interno que limita a profundidade
de inserção do tubo na bolsa. Para garantir que o tubo seja adequadamente instalado,
deve-se inicialmente encaixá-lo na bolsa sem o anel de borracha até que sua ponta
encoste no batente interno. Em seguida, deve-se fazer uma marcação sobre o tubo, que
servirá como referencia de posicionamento para o encaixe do tubo quando a bolsa já
estiver com o anel de borracha.
c) Instalação do Anel de Borracha
O anel de borracha com geometria labial deve ser acoplado à bolsa do PV, à qual se
adapta perfeitamente. Além de facilitar o encaixe do tubo de PVC, a junta elástica
garantirá estanqueidade contra vazamentos e infiltrações.
d) Lubrificação do Anel
A superfície interna do anel de borracha e a superfície externa do tubo devem ser
lubrificadas com pasta lubrificante para possibilitar uma perfeita operação de
acoplamento.
e) Assentamento do PV
O TIL Rotomoldado em Polietileno deve ser nivelado sobre uma fundação adequada
para prevenir deslocamento e recalques após o reaterro. Se necessário, O PV deverá
ser assentado sobre berço de areia ou até mesmo ancorado em concreto (por exemplo,
quando o nível do lençol freático for elevado).
f) Montagem do Tubo de Acesso
Um trecho de tubo em PVC, de comprimento adequado, deverá ser acoplado à abertura
superior do PVC para garantir acesso quando das operações de inspeção e limpeza.
Este acoplamento é efetuado utilizando-se a própria bolsa do tubo ou uma luva de
correr. Na extremidade superior deste tubo de acesso (também chamado de chaminé ou
pescoço) deverá ser instalado um tampão para PV, que ficará embutido em uma
pequena laje de concreto a ser moldada no nível do pavimento.
CONTROLE
A execução dos poços será controlada sob duplo aspecto.
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Um dos aspectos do controle de qualidade dos poços de refere ao controle dos
materiais. A fabricação dos anéis pré-moldados de concreto deverá ser controlada, por
ensaios realizados em obediência à NBR 8892 da ABNT. Este controle pode ser feito
pela Fiscalização da Contratante ou por empresa de consultoria especializada por ela
contratada. Os tijolos maciços de barro cozido ou os blocos maciços de concreto
deverão ser inspecionados na sua recepção na obra.
O outro aspecto do controle é o que será exercido na obra antes, durante e depois da
execução dos poços, conforme indicado a seguir:
 antes da execução dos poços deve ser feita a verificação das cotas do(s) coletor(es)
afluente(s) e, principalmente, do coletor efluente para definição da cota da laje do fundo
e, consequentemente, da escavação adicional necessária;
 durante a execução das paredes, qualquer que seja o tipo de poço a executar, devese dar especial atenção ao controle do acabamento do contato inicial entre a parede (o
início da concretagem das cortinas nos poços com concreto moldado no local, ou o
assentamento da primeira aduela nos poços com anéis pré-moldados de concreto, ou o
assentamento da primeira fiada de tijolos ou dos blocos nos poços que serão
executados em alvenaria) e a laje de fundo, de modo que se exija um acabamento que
garanta a estanqueidade da junta, pois é neste ponto que reside o principal problema
que conduz à falta de estanqueidade nos poços. Não menor cuidado deve merecer a
execução do rejuntamento entre as tubulações e os orifícios deixados nas paredes para
sua passagem. Este é um outro ponto que permite, quando mal executado, fazer o poço
funcionar como cisterna coletora de água do lençol freático;
 durante a execução das calhas e almofadas, deve-se verificar não só o acabamento
alisado, como as declividades pedidas para as almofadas em direção às calhas, como
ao desenvolvimento circular das calhas;
 durante a execução deve ser feita uma inspeção visual e, às vezes, com fio de
prumo, para verificar o acabamento e a verticalidade do poço;
 depois da execução, o poço deverá ser inspecionado para verificação visual de sua
estanqueidade.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição será feita por unidade de poço de visita executado, conforme indicação de
Projeto e aprovação da Fiscalização e o fornecimento e assentamento do tampão dos
poços de vista serão medidos e pagos separadamente. O adicional de acréscimo de PV
será pago por metro linear executado e aprovado pela fiscalização.
O pagamento será efetuado, segundo os preços unitários correspondentes às Planilhas
de Orçamentação de Obras.
PAGAMENTO INCLUI:
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– serviços adicionais de escavação, reaterro, demolição e recomposição de pavimento,
escoramento, incluso fornecimento dos materiais necessários, posto obra;
– execução e/ou assentamento de lastro de fundo com brita, laje de fundo e laje de
redução (quando houver), incluindo o fornecimento dos materiais, posto obra;
– execução de câmara de trabalho e de câmara de acesso (quando houver), incluindo
o fornecimento dos materiais, posto obra;
– controle geométrico e tecnológico;
– limpeza final, remoção e transporte de expurgo para local aprovado pela
Fiscalização;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transporte ou utilização de materiais (combustíveis, peças, etc.),
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
SERVIÇO
A medição será feita por unidade de poço de inspeção e limpeza executado, conforme
indicação de Projeto e aprovação da Fiscalização, sendo o fornecimento e
assentamento do tampão dos poços de vista será medido e pago separadamente.
O pagamento será efetuado, segundo os preços unitários correspondentes às Planilhas
de Orçamentação de Obras.
PAGAMENTO INCLUI:
– serviços adicionais de escavação, reabertura, demolição e recomposição de
pavimento, escoramento, incluso fornecimento dos materiais necessários, posto obra;
– execução de berço de areia ou concreto simples e acabamento do tampão do TIL,
em concreto, incluindo o fornecimento dos materiais, posto obra;
– controle geométrico;
– assentamento e fornecimento de tubo de acesso de PVC com 6,0 m, posto obra;
– assentamento e fornecimento de TIL RADIAL BBB JE ou similar, incluindo o tampão
para TIL, posto obra;
– limpeza final, remoção e transporte de expurgo para local aprovado pela
Fiscalização;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transporte ou utilização de materiais (combustíveis, peças, etc.),
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
23 – TAMPAS/TAMPÕES/GRELHAS
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
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OBJETIVO: o objetivo desta Especificação é apresentar procedimentos para o
fornecimento e o assentamento de tampas, tampões e grelhas para execução de
sistemas de esgotos sanitários e sistema de drenagem de águas pluviais.
DEFINIÇÕES: para efeito desta Especificação, serão adotadas as seguintes definições:
Tampa: tampa é um dispositivo executado em concreto armado com função de vedar
poços de vista de sistemas de esgotos sanitários ou de drenagem.
Tampão: com a denominação de tampão, existem 4 dispositivos, com fins diferentes,
como vedar caixa para proteção de registro de manobra em passeio, vedar caixa de
proteção de registro de hidrante, vedar caixa de inspeção sanitária e vedar poços de
visita de sistemas de esgoto sanitário ou de drenagem, podendo ser articulado ou não,
tendo em comum a fabricação em ferro fundido.
Grelha: a grelha é um dispositivo que é usado como fecho de bocas de lobo e de caixas
de drenagem, servindo para separar nos sistemas de drenagem os sólidos grosseiros
das águas pluviais coletadas, podendo ser executadas em ferro fundido, quando se
destinam a fechar bocas de lobo, ou em ferro batido ou em ferro redondo, quando se
destinam a fechar caixas de drenagem.
NORMAS
Os tampões articulados executados em ferro fundido obedecem à norma ABNT NBR 10158 e os tampões de concreto obedecerão às normas gerais para execução de peças
de concreto armado e aos desenhos de Projeto.
MATERIAIS
Os materiais utilizados para as tampas, tampões e grelhas padronizados pela
CODEVASF, são:
 tampas de concreto armado circulares, com diâmetro de 600 mm, com espessuras
de 0,07 m e de 0,10 m;
 tampas de concreto armado retangulares, com dimensões de 60 x 45cm e
espessuras de 0,07 m;
 tampões em ferro fundido que variam de acordo com o seu uso ou com a variação da
sobrecarga que devem suportar:
 tampão para vedação de caixa de proteção de registro de manobra em passeio com
dimensões de 28 x 28cm – Tipo T-16;
 tampão articulado para vedação de caixa de proteção de registro de hidrante, com
dimensões de 25 x 33cm – Tipo T - 19;
 tampões articulados para vedação de caixa de proteção de inspeção sanitária
dimensões de 55 x 41,5cm e de 57,5 x 49,9cm – Tipo T – 27 e T – 33, respectivamente;
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 tampão articulado para vedação de poços de visita, de forma circular, com diâmetro
de 600mm, que poderão ser fornecidos para diversas sobrecargas que deverá suportar
a carga de 30 ton;
 tampão para vedação de poços de visita, de forma circular, com diâmetro de 800mm
a 1000mm, para carga de 40 ton.
 tampa em chapa xadrez de ferro nodular para caixa de proteção de hidrômetro de
passeio com espessura de 1/4 de polegada, dimensões de 28,5 x 40 cm, incluindo aro
em FºFº;
 as grelhas podem ser:
 simples, em ferro fundido, para assentamento em bocas de lobo, nas dimensões de
89 cm x 29 cm, nos tipos GR-95 e GR-135;
 em ferro chato batido de ½”, com espaçamento de 0,05 m, com proteção de pintura
anti-corrosiva, à base de óleo em duas demãos, para assentamento em canaletas e
caixa de drenagem;
 em ferro redondo de ½”, com espaçamento de 0,05 m, com proteção de pintura anticorrosiva, à base de óleo, em duas demãos, para assentamento em canaletas e caixas
de drenagem.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos usados no assentamento de tampas, tampões e grelhas são os
comuns usados pelos pedreiros.
EXECUÇÃO
a) Tampão de FºFº
O tampão será assentado com a base do caixilho diretamente sobre o anel moldado in
loco. Quando necessário, será feito um cordão de argamassa de cimento e areia, traço
1:3, em volume, destinado a regularizar a altura do conjunto. A superfície circular
externa do caixilho receberá um cordão da mesma argamassa até a altura do tampão e
até igualar o diâmetro externo dos anéis da chaminé. O topo do anel moldado in loco
deverá distar um mínimo de 14 cm da cota estabelecida para o topo do tampão, no PV
localizado na rua, e de 12 cm no caso de PV localizado no passeio.
Os tampões para vedação de caixa de proteção de registro de manobra, de registro de
hidrante e de caixa de inspeção sanitária serão assentados diretamente sobre a moldura
deixada no topo das paredes das caixas, e, quando articuladas, usando-se cordão de
argamassa de cimento e areia, troço 1:3, em volume, levando-o até a altura do tampão.
Os tampões para poços de visita deverão ficar 1 cm acima da cota do terreno, quando
em rua ou avenida, e 0,5 cm acima da cota do terreno, quando em passeio.
b) Tampas em Chapa Xadrez de Ferro Nodular Para Caixa de Hidrômetro
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Cabe o prescrito na especificação.
c) Tampa de Concreto
O assentamento das tampas em concreto obedece à mesma sistemática adotada para
os tampões destinados aos poços de visita, conforme descrito nesta especificação.
d) Grelhas
As grelhas serão assentadas sobre rebaixos deixados no topo das paredes das bocas
de lobo, das canaletas e caixas de drenagem.
CONTROLE
O controle de qualidade do fornecimento e assentamento de tampas, tampões e grelhas
serão visuais e de verificação de dimensões.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
MEDIÇÃO
Será feita por unidade (un) de tampa, tampão ou grelha fornecidos e assentados, de
acordo com as indicações do Projeto e a aprovação da Fiscalização.
PAGAMENTO INCLUI:
 assentamento e fornecimento das tampas, tampões, caixilhos e grelhas e posto obra;
 fornecimento da argamassa de rejuntamento e posto obra;
 controle geométrico;
 limpeza final, remoção e transporte de expurgo para local aprovado pela
Fiscalização;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação
24 – TUBOS DE QUEDA
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: o objetivo desta Especificação é apresentar procedimentos para a execução
de tubos de queda em poços de visita de sistemas de esgotos sanitários.
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DEFINIÇÕES: para efeito desta Especificação será adotada a seguinte definição:
Tubo de Queda: tubo de queda é um dispositivo usado como complemento de um poço
de visita quando a diferença de nível entre o coletor afluente a um poço e o fundo deste
poço for superior ou igual a 75 cm, para evitar que as águas servidas que desaguarão
no poço, caindo de grande altura, possam erodir o fundo do poço ou, quando na
manutenção do poço, possam prejudicar o trabalho dos operários encarregados da
realização dos serviços.
TIPOS DE DISPOSITIVOS
Quanto à sua posição relativa ao poço de visita, os tubos de queda se dividem em:
– externos, quando são executados com envolvimento de concreto e se situam ao lado
da face externa da parede do poço, denominados nesta Especificação como:
 TUBO DE QUEDA EXTERNO TIPO I – quando se utiliza um tê, para conectar o tubo
de queda ao coletor afluente;
 TUBO DE QUEDA EXTERNO TIPO II – quando se utiliza uma junção acoplada a
uma curva de 45 para conectar o tubo de queda ao coletor afluente;
– internos, quando são executados sem envolvimento qualquer e se situam ao lado da
face interna da parede do poço, denominados nesta Especificação como TUBO DE
QUEDA INTERNO.
O tipo de tubo de queda a ser utilizado será definido pelo Projeto e/ou pela Fiscalização.
MATERIAIS
O material e o diâmetro do tubo de queda serão os mesmos da tubulação do coletor
afluente ao poço de visita.
TUBOS DE QUEDA EXTERNOS
No caso de tubos de queda externos, os materiais dos condutores são, quando se usa
junção para conectar o tubo do coletor afluente ao tubo de queda:
-
junção com bolsas;
curva de 45º de ponta e bolsa;
tubulação de ponta e bolsa;
toco de tubo de ponta e bolsa;
curva de 90º de ponta e bolsa;
concreto no traço 1:3:5 para envoltória com consumo de cerca de 0,12 m3/m .
ou são, quando se usa tê para conectar o tubo do coletor afluente ao tubo de queda:
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



tê de ponta e bolsa;
tubulação de ponta e bolsa;
toco de tubulação de ponta e bolsa;
curva de 90º de ponta e bolsa.
TUBOS DE QUEDA INTERNOS
No caso de tubos de queda internos, são usados os seguintes materiais:
 tê de ponta e bolsa;
 tubulação de ponta e bolsa;
 curva 90º de ponta e bolsa.
Os demais materiais usados nos tubos de queda são aqueles próprios de assentamento
da tubulação do coletor afluente ao poço de visita.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos que podem ser utilizados no assentamento dos tubos de queda são os
seguintes:
–
–
–
–
–
masseira portátil;
ferramentas usuais de assentamento de tubos;
ferramentas usuais de pedreiro;
nível de bolha,
fio de prumo.
EXECUÇÃO
TUBOS DE QUEDA EXTERNOS
Os tubos de queda do tipo externo serão executados a partir do ponto em que vai se
assentar a primeira fiada dos tijolos da alvenaria ou o primeiro anel, ou antes, de início
da concretagem das paredes. Neste momento deverão ser assentados o toco de tubo
superior na mesma cota da tubulação da rede coletora afluente, e a curva 90º, os quais
ficarão solidários com a parede do poço de visita a ser posteriormente construída.
O toco de tubo deverá ser posteriormente obstruído com argamassa de cimento e areia,
na extremidade voltada para o interior do PV. Quando da realização de limpeza da rede
de coleta, o toco deverá ser sempre desobstruído e ao término da mesma, obstruído
novamente.
Após a execução da parede até o ponto que alcança a geratriz inferior externa do coletor
afluente, serão assentados a junção e a curva 45º (TIPO I) ou o tê (TIPO II), conectados
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à tubulação afluente e o tubo de queda propriamente dito, conectado à referida curva de
45º ou ao tê.
Depois do término das paredes do poço de visita, as tubulações externas do tubo de
queda serão envolvidas por concreto simples, no traço 1:3:5, medido em volume e com
um consumo previsto de 0,12m3 por metro de tubo de queda.
Os detalhes executivos dos tubos de queda externos TIPO I e TIPO II, são apresentados
conforme projeto.
TUBOS DE QUEDA INTERNOS
Os tubos de queda do tipo interno, serão executados a partir do ponto em que a
execução das paredes do poço de visita alcancem a profundidade da geratriz inferior
externa do coletor afluente, quando são assentados o tê que se conecta à esta
tubulação, o toco de tubo superior, na mesma cota da tubulação da rede coletora
afluente e, posteriormente, o tubo de queda, propriamente dito. O restante do
assentamento (curva acoplada ao tubo de queda e ligada à calha concordante) será feito
quando da execução das calhas e das almofadas.
O toco de tubo deverá ser posteriormente obstruído com argamassa de cimento e areia,
na extremidade voltada para o interior do PV. Quando da realização de limpeza da rede
de coleta, o toco deverá ser sempre desobstruído e ao término da mesma, obstruído
novamente.
Os detalhes executivos dos tubos de queda internos são apresentados conforme projeto.
CONTROLE
O controle de qualidade da execução dos tubos de queda será visual, envolvendo
verificação de nível e de prumo.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
MEDIÇÃO
será feita por unidade (un) de tubo de queda executado, de acordo com as indicações
do Projeto e a aprovação da Fiscalização.
PAGAMENTO INCLUI
 serviços adicionais de escavação, reaterro, demolição e recomposição de pavimento,
escoramento, incluso fornecimento dos materiais necessários, posto obra;
 fornecimento e assentamento de tubos e conexões;
 fornecimento e aplicação do concreto magro de envoltória, posto obra;
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 controle geométrico;
 limpeza final, remoção e transporte de expurgo para local aprovado pela
Fiscalização;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
25 – ASSENTAMENTO, MONTAGEM E REMOÇÃO DE TUBULAÇÕES, PEÇÃS,
CONEXÕES, VALVULAS E APARELHOS – TRANSPORTE DE TUBOS, PEÇAS E
CONEXÕES DE PVC RIGIDO/ RPVC.
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: o objetivo desta Especificação é estabelecer os procedimentos que deverão
ser adotados no assentamento de tubos de PVC rígido, com ponta e bolsa, com junta
elástica em rede de coleta de esgotos sanitários, obedecendo às normas NBR 7362 e
NBR 7367.
DEFINIÇÕES: para fins de uso nesta Especificação, serão adotadas as seguintes
definições:
 Rede de Coleta de Esgotos Sanitários: é um conjunto de tubulações que recebe a
contribuição de águas servidas dos domicílios e de outros pontos contribuintes –
comércio, indústria, serviços, instituições governamentais – para posterior concentração
em uma unidade de tratamento.
 Rede Interceptora de Esgotos Sanitários: canalização que recebe e transporta o
esgoto sanitário coletado, caracterizada pela defasagem das contribuições, da qual
resulta o amortecimento das vazões máximas.
 Tubulações: é um conjunto de tubos acoplados com o fim de permitir o escoamento
hidráulico.
 Processo das Cruzetas: é um conjunto de procedimentos para locar e controlar o
assentamento de tubulações de sistemas de esgotamento sanitário, tendo por base
réguas transversais à vala e uma cruzeta que se apóia, de tubo a tubo, sobre a geratriz
superior da tubulação.
 Processo do Gabarito: é um conjunto de procedimentos para locar e controlar o
assentamento de tubulações dos sistemas de esgotamento sanitário, tendo por base
réguas transversais à vala, fio de náilon esticado pelos pontos das réguas coincidentes
com eixo desejável para as tubulações e um gabarito que tem como base a geratriz
inferior de todos os tubos.
 Processo a Raio Laser: é um conjunto de procedimentos para locar e controlar o
assentamento de tubulações pela materialização do greide de assentamento através de
espelho e aparelho emissor de raios laser.
118
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MATERIAIS
Para o assentamento de tubulações de PVC rígido de ponta e bolsa, com junta elástica,
em rede de coleta de esgotos sanitários, são necessários os seguintes materiais:













tubos de PVC rígido de ponta e bolsa com junta elástica;
anéis de borracha para a execução da junta elástica;
material para limpeza;
material lubrificante;
corda de náilon de diâmetro 1” para a descida de tubos à vala;
pranchões de madeira para a descida de tubos à vala;
madeira para confecção das réguas e seus suportes;
cruzeta;
gabarito;
fio de náilon;
pregos 2” x 10;
piquetes para RN;
nível esférico.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos a serem utilizados no assentamento de tubulações de PVC rígido,
ponta e bolsa, com junta elástica para funcionamento como rede de coleta de esgotos
sanitários são:
 caminhão para o transporte dos tubos até a vala;
 alavanca, tirfor de capacidade de 1.600 kgf, dotado de cabo de aço com ganchos
revestidos de borracha;
 equipamento para corte e preparo de chanfro.
EXECUÇÃO
ARMAZENAGEM
Os tubos devem ser armazenados em local com superfície regular e sobre berços de
madeira.
O empilhamento deve ser feito de maneira a alternar as pontas e as bolsas.
CARGA, TRANSPORTE E DESCARGA.
 os tubos devem ser manuseados e ou içados de preferência sempre apoiando os
tubos ou feixes de tubos em dois pontos;
 o içamento deve ser feito com cinta de nylon ou cordas;
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 os tubos não podem sofrer impactos e arranhões.
O transporte é geralmente feito por caminhão, por isso os tubos devem estar bem
amarrados à carroceria e apoiados sobre berços de madeira.
O manuseio, carregamento e descarregamento dos tubos, deve ser feito com muito
cuidado para que não seja danificada a superfície do material, a sua bolsa e a sua
ponta.
O empilhamento dos tubos sobre a carroceria do caminhão deve ser feito dos limites
abaixo:
 tubos DN 100 mm, empilhar até cerca de 20 barras;
 tubo DN 150 mm, empilhar até cerca de 15 barras;
 tubos DN 200 a 250 mm, empilhar de 10 a 12 barras;
 tubos DN 300 a 350 mm, empilhar até cerca de 8 barras;
 tubos DN 400 mm, empilhar até cerca de 6 barras.
Para descarregar os tubos, não se pode jogá-los ao chão. Os tubos deverão descer do
caminhão um a um, de forma manual ou com auxílio de equipamento mecânico.
DEPOSIÇÃO AO LONGO DAS VALAS
Os tubos devem ser alinhados ou desfilados ao longo da vala, com as bolsas voltadas
para montante, utilizando-se para sua deposição a lateral da vala que seja oposta à do
lançamento da terra escavada. A quantidade de tubos a ser desfilada não pode
ultrapassar aquela que corresponde à capacidade diária de assentamento de tubulação
da instaladora, com a exceção que poderá ser feita quando não haja riscos de desvio ou
depredação ou dano por pessoas estranhas às obras, por haver vigilância permanente.
No caso da exceção, os tubos deverão ser calçados para evitar rolamentos.
VERIFICAÇÃO DO ESTADO DA VALA
Antes da descida dos tubos para a vala, ela deve ser inspecionada para a verificação do
seu estado no que diz respeito a:






largura;
profundidade;
escoramento;
drenagem;
uniformidade do fundo;
base de assentamento.
ASSENTAMENTO
Após a liberação de um trecho pela Contratante, que se dará pela aprovação da Ordem
de Serviços para Execução – OSE, ou das informações contidas em impresso próprio,
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quando o processo de locação não for através de gabarito ou cruzeta. Ficará a cargo da
Contratada a preparação dos elementos necessários à locação. Estes elementos serão
verificados pela Contratante para fins de autorização.
Para o assentamento de tubos, utilizando-se o processo das cruzetas deverão ser
observados os seguintes procedimentos:
 instalar perfeitamente as réguas que deverão ser pintadas em cores de bom
contraste para permitir melhor visada do assentador. As réguas deverão estar distantes
entre si no máximo 10m;
 colocar o pé da cruzeta sobre a geratriz externa superior do tubo, junto à bolsa. O
homem que segura a cruzeta deve trabalhar com um bom nível esférico junto à cruzeta
para conseguir a sua verticalidade;
 encarregado da turma fará visita procurando com o seu raio visual tangenciar as
duas réguas instaladas e a cruzeta que está sobre um dos tubos. A tangência ou não do
raio visual sobre os três pontos indicará se o tubo está na posição correta ou não. O
primeiro tubo a assentar deve ser nivelado na ponta e na bolsa, com esta voltada para
montante.
Para o assentamento de tubos, utilizando-se o processo dos gabaritos deverão ser
observados os seguintes procedimentos:
 instalar perfeitamente as réguas, distantes entre si no máximo 10m, com o objetivo
de diminuir a catenária;
 pelos pontos das réguas que dão o eixo da canalização, esticar uma linha de náilon,
sem emenda, bem tencionada;
 colocar o pé do gabarito sobre a geratriz interna inferior do tubo no lado da bolsa,
fazendo coincidir a marca do gabarito com a linha esticada. A coincidência da marcação
com a linha de náilon indicará se o tubo está na posição correta. O primeiro tubo a ser
assentado deve ser nivelado na ponta e na bolsa, com esta voltada para montante.
Para o assentamento de tubos com equipamento Laser, deverão ser observados os
seguintes procedimentos:
 nivelar o primeiro tubo a assentar na ponta e na bolsa, com esta voltada para
montante. O nivelamento deverá ser feito no primeiro tubo assentado, solidamente
fixado para que não esteja sujeito a deslocamentos;
 após a fixação do tubo, instalar o equipamento de materialização do alinhamento e
greide, regulando-o para o greide especificado no projeto contido na OSE autorizada
pela contratante;
 com o gabarito translúcido, para detecção do raio Laser, assenta-se tubo após tubo,
segundo a técnica especificada para assentamento e obedecendo ao greide
materializado pelo raio;
 outra opção consiste em, utilizando o gabarito translúcido para detecção do raio
Laser, assentar fixa e solidamente, segundo o greide e alinhamento materializado,
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“tubos-guia” ou “manilhas-mãe”, a cada 6 m aproximadamente. Após a instalação
desses “tubos-guia”ou gabaritos, retira-se o aparelho Laser para outro trecho, e esticase a linha de náilon entre guias, materializando um alinhamento e greide, a ser
obedecido no assentamento da tubulação.
Para o assentamento das tubulações, devem ser observados os seguintes
procedimentos:
 limpar cuidadosamente com estopa o interior da bolsa e o exterior da ponta;
 introduzir o anel de borracha no sulco da bolsa;
 aplicar o lubrificante recomendado pela fábrica, glicerina, água de sabão de coco, ou
outro aprovado pela Fiscalização, no anel de borracha e na superfície externa da ponta.
Não usar óleo mineral ou graxa;
 introduzir a ponta chanfrada do tubo até o fundo da bolsa com a ajuda de alavanca
ou tirfor; fazer uma marca no tubo e depois recuar 10 mm.
CONTROLE DE QUALIDADE DA EXECUÇÃO DAS JUNTAS
Para o controle de qualidade da execução do assentamento das tubulações devem ser
executados os seguintes ensaios:




teste de alinhamento;
teste de vazamento com fumaça;
teste de infiltração;
teste de ovalização.
a) Teste de Alinhamento
Este teste será realizado com auxílio de um espelho que caiba em uma manilha e uma
lanterna com boa luminosidade. Consiste em se acender a luz em uma das pontas do
trecho em teste, e na outra, com auxílio do espelho, visualizar o facho de luz que só
poderá ser observado se o trecho estiver alinhado e desentupido.
Pela facilidade e simplicidade deste teste, deverá ser executado ao final de cada trecho
de mesmo alinhamento e declividade, ou critério da Fiscalização.
b) Teste de Vazamento Com Fumaça
Realizado um trecho entre duas inspeções e com a vala aberta. Deve-se ter o cuidado
de reaterrar parcialmente a vala, cobrindo-se a parte central do tubo e deixando-se as
juntas a descoberto.
A seqüência de execução é a seguinte:
 vedar as bocas de montante e de jusante da tubulação;
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 insuflar fumaça para o interior da tubulação por meio de uma ventoinha e máquina de
fazer fumaça, ou qualquer outro dispositivo;
 verificar se há escapamento pelas juntas.
c) Teste de Vazamento Com Água
A seção de linha preparada para o teste deverá ser tamponada, tanto na parte superior
quanto inferior, a montante dos PVs.
Em linhas de pouca declividade, dois ou mais trechos entre PVs podem ser testados
simultaneamente.
Em lugares de forte declividade, de onde possam resultar cargas superiores às do
ensaio, ou em que o desnível ocasione transbordamento do PV inferior, devem ser
instalados pontos intermediários. Estes pontos devem permitir testar vários trechos com
desnível não superior à carga de ensaio (no máximo 10 m de coluna d’água para as
linhas submetidas à pressão atmosférica e 1,5 vezes a pressão de serviço para as de
recalque).
Basicamente, a seqüência de execução do ensaio é a seguinte:
 quatro horas antes do período oficial de testes, enche-se com água o trecho em
estudo para permitir que tanto a junta quanto o tubo fiquem saturados;
 enche-se o PV de montante com água, numa altura h;
 mede-se cuidadosamente a profundidade da água no PV a partir de um ponto de sua
borda;
 após o período de 1 hora, mede-se a profundidade do nível da água a partir do ponto
assinalado na borda do PV;
 mede-se e calcula-se a perda de água durante o período de teste;
 para tubos de grandes diâmetros que permitam a entrada de um homem, as juntas
poderão ser ensaiadas individualmente, com dispositivos especiais de vedação.
O vazamento permissível na seção em teste será função das condições locais. Como
orientação inicial, poderá ser adotado o valor de dois litros por hora a cada cem metros
por centímetro de diâmetro para altura de 0,60 m no PV de montante. Para alturas
maiores, é admissível um adicional de 10% na vazão para cada acréscimo de 0,60 m no
nível da água no interior do PV.
d) Teste de Infiltração
O teste de infiltração é sempre realizado com vala fechada. O trecho a ensaiar poderá
ter qualquer declividade e deverá sempre estar entre dois PVs consecutivos, a menos
que se tenha certeza da impermeabilidade dos PVs intermediários.
A seqüência de execução do teste é a seguinte:
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 tamponar a boca de cima do coletor, a jusante do PV;
 colocar, na boca de baixo, um reservatório para coletar a água que se infiltra na rede,
no trecho em estudo;
 após o período de uma hora, medir o volume de água recolhido.
Com as mesmas ressalvas mencionadas para o teste de vazamento, poderá ser
adotado o valor de infiltração limite o de dois litros por hora, a cada metros por
centímetro de diâmetro.
e) Teste de Ovalização
O teste de ovalização tem a finalidade de comprovar o comportamento das tubulações
de PV a PV, após a compactação.
Para a realização do teste basta introduzir um mandril por todo interior do coletor,
observando-se a sua ovalização, que não poderá ser superior a 5%. Se ocorrer
ovalização, todo o trecho deverá ser recompactado.
MEDIÇÃO
Será feita pela extensão, em metro linear (m), de tubulação assentada, com aprovação
da Fiscalização e os custos com mão-de-obra e equipamentos para a execução dos
serviços topográficos para locação e acompanhamento da Obra serão inclusos nas
despesas indiretas.
PAGAMENTO INCLUI:
fornecimento de material para limpeza das bolsas e de lubrificante para os anéis;
fornecimento de recursos humanos, materiais e equipamentos para desfile dos tubos
junto às valas para descida dos tubos e o seu alinhamento, para o assentamento da
tubulação e para os ensaios de estanqueidade das juntas;

aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;

aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);

mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
26 – ASSENTAMENTO, MONTAGEM E REMOÇÃO DE TUBULAÇÕES, PEÇÃS,
CONEXÕES, VALVULAS E APARELHOS – DE CONCRETO, FoFo, CERÂMICO, PVC
E PEAD.
OBJETIVO
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Estabelecer os critérios gerais, necessários para os serviços de assentamento de tubos
para os sistemas de esgotamentos sanitários. Deverão ser considerados toda a mão-deobra, materiais e equipamentos necessários para os serviços de assentamento de tubos.
Salienta-se que as normas da ABNT não deverão ser infringidas.
SERVIÇOS
TRANSPORTE
Os tubos devem ser transportados até a vala, manualmente ou em caminhões.Quando
transportados em caminhões, os mesmos deverão ser apoiados sobre sarrafos, com as
bolsas livres.
ARMAZENAMENTO
Os tubos devem ser dispostos ao longo da vala, também, com as bolsas livres, ou seja,
apoiados ao longo da geratriz inferior, sobre local livre de pedras ou objetos salientes.
Devem permanecer neste local o menor tempo possível a fim de evitar acidentes e
deformações.
DISTRIBUIÇÃO
A descida dos tubos na vala deve ser manualmente, sem arrasto. Os tubos devem ser
colocados com a sua geratriz inferior coincidindo com o eixo da vala e berço, de modo
que as bolsas fiquem nas escavações previamente preparadas, assegurando um apoio
contínuo do corpo do tubo.
ASSENTAMENTO
Devem ser montados com as bolsas dos tubos voltados para montante, para serem
acoplados às pontas dos tubos subseqüentes. Sempre que for interrompido o trabalho, o
último tubo assentado deverá ser tamponado, a fim de evitar entrada de elemento
estranho na tubulação.
Normas Gerais para Execução dos Serviços e Fornecimento de Materiais
Descrição do Serviço para Manilhas
Transporte e manuseio no local de assentamento das manilhas e conexões. Limpeza
prévia das manilhas e conexões, descida na vala e assentamento propriamente dito
diretamente sobre o solo ou sobre berço de concreto, incluindo o posicionamento,
alinhamento, nivelamento, apoios, travamento e confecção das juntas rígidas
(argamassa 1:3). Inclui, quando for o caso, a execução dos testes de alinhamento da
tubulação e de estanqueidade das juntas (espelho e fumaça).
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Transporte e manuseio no local de assentamento das manilhas e conexões. Limpeza
prévia das manilhas e conexões, descida na vala e assentamento propriamente dito
diretamente sobre o solo ou sobre berço de concreto, incluindo o posicionamento,
alinhamento, nivelamento, apoios, travamento e fixação das juntas elásticas. Inclui,
quando for o caso, a execução dos testes de alinhamento da tubulação e de
estanqueidade das juntas (espelho e fumaça).
Descrição do Serviço de tubo de Concreto
Transporte e manuseio no local de assentamento dos tubos. Limpeza prévia dos tubos,
descida na vala e assentamento propriamente dito diretamente sobre o solo ou sobre
berço de concreto, incluindo o posicionamento, alinhamento, nivelamento, apoios,
travamento, confecção das juntas rígidas (argamassa1:3). Inclui, quando for o caso, a
execução dos testes de alinhamento de tubulação e de estanqueidade das juntas
(espelho e fumaça).
Transporte e manuseio no local de assentamento dos tubos. Limpeza prévia dos tubos,
descida na vala e assentamento propriamente dito diretamente sobre o solo ou sobre
berço de concreto, incluindo o posicionamento, alinhamento, nivelamento, apoios,
travamento, fixação das juntas elásticas (anel de borracha). Inclui, quando for o caso, a
execução dos testes de alinhamento de tubulação e de estanqueidade das juntas
(espelho e fumaça).
Descrição do Serviço de tubos de PVC
Marcação da área de escavação e demais pontos notáveis da rede. Pesquisa das
interferências existentes e situadas ao longo da rede, adutora ou coletor. Transporte e
manuseio interno no local de assentamento dos tubos e conexões. Limpeza prévia dos
tubos e conexões, descida na vala e assentamento propriamente dito diretamente sobre
o fundo da vala, incluindo o posicionamento, alinhamento, nivelamento, apoios,
travamento e fixação das juntas de borracha.
Descrição do Serviço de tubos de FoFo
Transporte e manuseio no local de assentamento dos tubos e conexões. Limpeza prévia
dos tubos e conexões, descida na vala e assentamento propriamente dito diretamente
sobre o fundo da vala, incluindo o posicionamento, alinhamento, nivelamento, apoios,
travamento, aplicação das juntas de borracha.
Descrição do Serviço de tubos de PEAD
Determinar o diâmetro do tubo a ser soldado e escolher o para de termo-elemento
adequado (macho e fêmea);
Fixar os termos-elemento firmemente no corpo do polifusor, por meio de parafusos;
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Pré aquecer o polifusor durante 15 minutos, certificando-se que tenha atingido a
temperatura obrigatória de 220° a 230º C;
.
Limpar sempre a extremidade do tubo e a bolsa da conexão a serem soldadas com
acetona ou solução limpadora para PVC, no máximo 15 minutos antes da execução da
solda;
Introduzir sem rotação, a extremidade do tubo e a bolsa da conexão nos respectivo
termos-elemento, já aquecida, aplicando forca suave (porém, maior na conexão) e
mantendo assim até a formação de uma pequena rebarba em toda a volta do tubo e a
conexão encostarem-se à placa (não forçar o tubo até o fim do termo-elemento);
.
Retirar o tubo e a conexão e encaixar um no outro, sem, rotação, até a face do tubo
atingir o fim da bolsa da conexão, mantendo-os assim, pressionados, por 20 segundos;
O resfriamento total ocorre após 15 a 25 minutos. Até então, não solicite à tubulação
esforços, nem pressurize a linha;
.
Não lixe, não raspe e conserve sempre o Equipamento para solda com a capa de
proteção quando não estiver em uso;
.
Nunca colar, curvar a fogo, construir conexões na Obra, abrir roscas, recuperar soldas
mal feitas ou usar material não especificado para soldagem e isolamento;
.
Instalar respiros nos pontos mais altos da tubulação, conforme Norma ABNT, e purgar
todo o ar da linha;
.
Fazer o teste hidrostático com pressão 50% maior do que a de serviço, antes de
chumbar os tubos e fechar as prumadas.
Equipamentos:
Máquina de solda semi-automática adequada ao diâmetro da tubulação; (conforme
especificação do material), ponto de força 220v., Monofásico ou Trifásico; Cavaletes
com roletes para facilitar o arraste da tubulação.
.
Preparação:
Alinhar os tubos e/ou conexões nas abraçadeiras, faceá-los, checar o paralelismo,
certificando-se que o desnível não seja maior que 10% da espessura do tubo;
.
Placa de aquecimento deverá ser limpa a cada cinco soldas, com pano embebido em
álcool ou solução limpadora para tubos de PVC. Checar a temperatura de soldagem de
220º a 230° C;
.
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A placa deverá ser pré-aquecida durante pelo menos 15 min. antes da primeira
soldagem.
Aquecendo as pontas do tubo pressione as superfícies dos tubos contra a placa de
soldagem ate surgimento de um anel de fusão em toda a volta das pontas dos tubos;
Reduzindo a pressão, mantendo o contato e inicie a cronometragem do tempo de
aquecimento conforme indicação do fabricante;
.
Unindo os tubos após aguardar o tempo de aquecimento, afastar os tubos e retirar
rapidamente a placa de soldagem, pressionar as pontas dos tubos uma contra a outra,
rapidamente atingindo a pressão de soldagem; este processo deve obedecer ao tempo e
pressão de soldagem conforme especificado pela fabricante.
SINALIZAÇÃO
-Luminárias de Sinalização
-Fornecimento, instalação e manutenção de luminárias de sinalização, conforme Padrão
da Prefeitura Municipal.
-Placas de Sinalização
-Fornecimento, instalação e manutenção de placas de sinalização, conforme Padrão da
Prefeitura Municipal.
Passadiços para Veículos e Pedestres
Para veículos
-Metálicos - Serão executados em chapas de aço 1020, espessuras de 3/4” a 7/8”, com
módulos de 1,50 x 3,00 m.
-Madeira - Serão executados com pranchões de madeira de lei de 30 x 4 cm,
contraventada com dois pranchões idênticos aos primeiros e dotados de peças de
madeira de 8 x 8 cm em suas extremidades, para funcionarem como guias.
Para pedestres
-Serão executados em pranchões de madeira de lei de 30 x 4 cm, com guarda corpo
também em madeira de lei, com módulos de 1,50 x 1,00 m.
Providências relativas ao trânsito
-Nas áreas públicas abrangidas pela construção das obras, terão que ser adotadas as
providências necessárias para evitar acidentes ou danos às pessoas e aos veículos,
ficando a FISCALIZAÇÃO com poderes de julgá-las. Em particular deverá ser
providenciada a delimitação das áreas em que serão acumulados os materiais
necessários à construção das obras previstas, obedecendo às prescrições do Código
Nacional do Trânsito, do Ministério do Trabalho e da Prefeitura. A delimitação será feita
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nos moldes prescritos pelos referidos órgãos. A sinalização adotada deverá permanecer
acesa, mesmo durante as chuvas pesadas ou fortes ventanias. Nas ruas em serviço,
deverão ser colocados avisos nas esquinas mais próximas.
-As áreas delimitadas deverão ser reduzidas ao indispensável de modo a causar o
mínimo obstáculo ao trânsito. Poderá ser interrompida a circulação dos veículos na
metade da rua, e, somente em casos de absoluta necessidade, interrompida totalmente
a circulação, com desvio do trânsito dos veículos para as ruas adjacentes.
-Programação preliminar das delimitações a que se refere o item precedente, de acordo
com a Prefeitura Municipal.
-Construção de passadiços e proteção adequada para livre circulação e incolumidade
dos pedestres, de modo a permitir o acesso dos mesmos às travessias dos logradouros,
aos edifícios e lojas, etc.
-Em logradouros, nos quais a FISCALIZAÇÃO julgar necessário as valas serão cobertas
com chapas metálicas, a fim de permitir o livre trânsito de veículos.
-Construção de passarelas adequadas, onde indispensáveis, a critério da
FISCALIZAÇÃO, para permitir a entrada e saída de veículos dos edifícios importantes,
garagens, oficinas, hospitais, etc.
-Terminados os serviços, fazer comunicação aos órgãos competentes para reabertura
do trânsito, mediante autorização prévia da FISCALIZAÇÃO.
-Todos os materiais necessários, inclusive luminárias, placas metálicas para delimitação
de áreas e chapas de aço para uso em vias de grande tráfego, serão fornecidos,
instalados e mantidos pela CONTRATADA.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
As seguintes recomendações gerais de assentamento se aplicam às tubulações,
independente do tipo de material.
 O alinhamento e nivelamento da base da tubulação será executado com a utilização
de aparelhos topográficos. O assentamento e montagem da tubulação somente poderão
ser executados após aprovação pela FISCALIZAÇÃO;
 O abaixamento do tubo na vala somente poderá ser iniciado após um rigoroso exame
de suas condições, visando à identificação de defeitos ou danos no seu revestimento
interno, e após verificação das condições de suporte do fundo da vala;
 Quaisquer irregularidades ou defeitos observados deverão ser corrigidos
prontamente pela CONTRATADA;
 Antes do início da operação de abaixamento e acoplamento da tubulação, a
CONTRATADA deverá comunicar à FISCALIZAÇÃO os recursos de pessoal e
equipamentos que pretende utilizar para execução do assentamento dos tubos na vala;
 Os tubos serão alinhados ao longo da vala, no lado oposto da terra retirada da
escavação ou sobre esta, em plataforma devidamente preparada. Quando não for
possível essa solução, os tubos deverão ficar livres de eventual risco de choques,
resultantes principalmente da passagem de veículos e máquinas;
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 A descida do tubo ao fundo de vala deve ser executada de modo que a sua
extremidade não se choque com a extremidade do outro tubo já assentado. Em seguida
o tubo será conduzido lentamente até o outro, estando os eixos alinhados;
 A CONTRATADA deverá realizar a movimentação dos materiais, mesmo em
distâncias pequenas, utilizando-se processos, equipamentos e cuidados apropriados e
considerando que cada material exige um método diferente, peculiar às suas
características físicas;
 Os tubos e conexões exigem tratamento especial na sua manipulação, sendo
terminantemente vedado o uso de corrente, alavancas, ganchos, peças de madeira
estreitas, cordas ou cabos de aço, sem a devida proteção. Deve-se usar pranchões
largos e tiras de lona para movimentação dos tubos, tendo-se sempre extremo cuidado
com o revestimento externo;
 O assentamento dos tubos deverá obedecer rigorosamente às cotas e aos
alinhamentos indicados no projeto, observando-se que a bolsa de cada unidade esteja
sempre na posição de montante, em relação ao sentido de escoamento;
 Antes de sua colocação na vala, os tubos a serem utilizados sofrerão vistoria da
CONTRATADA, juntamente com a FISCALIZAÇÃO, não se aceitando em hipótese
alguma o assentamento de tubos defeituosos.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
27 – TRANSPORTE DE TUBOS, PEÇAS E CONEXÕES.
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem
adotados no transporte de tubos, peças e conexões, inclusive as operações de carga e
descarga dos mesmos.
DEFINIÇÕES: para fins desta Especificação, foram adotadas as seguintes definições:
 Carga: operação de movimentação de tubos e peças do estoque adjacente para a
unidade transportadora, inclusive arrumação da carga, realizadas com equipamentos
e/ou manualmente;
 Descarga: operação inversa à da carga, quando os tubos e peças são movimentados
da unidade de transporte para estoque adjacente ou diretamente para disposição em fila
ao lado da vala;
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 Momento de Transporte: produto da distância de transporte, do local onde foi
efetuada a sua carga até o local de descarga, pelo peso ou pela extensão dos tubos
transportados;
MATERIAIS
Os materiais envolvidos nos serviços aqui especificados constituem-se de:
–
–
–
–
–
–
–
cintas e lingadas;
sacos, areia;
berços de madeira;
cordas de sisal e nylon;
cabos de aço, etc.;
colchão de lâminas de borracha;
cruzetas de madeira.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços poderão ser utilizados os seguintes equipamentos:
–
–
–
caminhão carroceria;
guindaste;
caminhão com munck.
EXECUÇÃO
Esta Especificação compreende o fornecimento dos serviços de carga, transporte e
descarga de tubos, peças e conexões utilizados em obras de adução, redes de
distribuição, redes de coleta e interceptora de esgoto sanitário, inclusive transporte e
manuseio do canteiro até o local de assentamento.
Será obrigação do Construtor, manter nos locais de armazenamento, pessoal qualificado
e equipamentos adequados para o recebimento e carregamento dos materiais, sendo
ele responsável por qualquer prejuízo, avaria ou desaparecimento dos mesmos.
Todo o material deverá ser manuseado, deslocado, transportado, carregado e
descarregado convenientemente, de maneira a não provocar danos nos mesmos.
O Construtor deverá tomar total conhecimento das instruções específicas de transporte
e armazenamento de cada tipo de material, pois cada um deles possui particularidades
importantes para sua conservação. Todas as instruções dos fabricantes devem ser
rigorosamente seguidas.
Os tubos de PVC devem ser protegidos da ação direta e contínua dos raios solares.
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Os tubos de FºFº e aço deverão ficar apoiados sobre bases de madeira ou berços
acolchoados por lâminas de borracha, conforme orientações do fabricante.
No transporte rodoviário, os veículos deverão ter carroceria adequada e compatível com
as dimensões dos tubos.
As peças deverão ser transportadas e manuseadas, sendo as suas extremidades
devidamente contraventadas com cruzetas de madeira firmemente colocadas, que
somente serão removidas após autorização da Fiscalização.
Deve-se atentar para os pontos mais vulneráveis das peças e acessórios, tais como
hastes de registro, etc., que poderão danificar-se facilmente, no caso de ocorrerem
choques.
Especial cuidado deverá ser observado na proteção do revestimento interno dos tubos
de ferro fundido e dos tubos de aço carbono; o equipamento interno de içar deverá usar
braçadeiras ou cabos externos, não se permitindo qualquer ponto de apoio na parte
interna revestida.
Na operação de descarga manual, os tubos não poderão ser jogados em hipótese
alguma. Devem ser retirados através de rampas executadas com vigas de madeira
sobre as quais possam deslizar ou rodar suavemente com auxílio de operários. Poderão
também ser descarregados através de guinchos e/ou cordas, tomando-se a precaução
de evitar danos nas áreas de esforços concentrados.
Visto que a maioria dos serviços aqui especificados, são executados em áreas públicas,
deverão ser observados os aspectos relativos à segurança dos transeuntes e veículos,
bem como dos locais de trabalho. Estes serão sinalizados de modo a preservar a
integridade dos próprios operários e equipamentos utilizados.
Deverão ser definidos e mantidos acessos alternativos, evitando-se a total obstrução de
passagem de pedestres e/ou veículos.
A distribuição dos tubos, uma vez descarregados, deverá ser feita tão perto da vala
quanto possível para evitar manuseios excessivos. Se a vala não estiver aberta, colocarse-ão os tubos do lado oposto àquele em que se pretenda amontoar os produtos da
escavação, de tal forma que fiquem protegidos do trânsito, de pedestres e de
equipamentos pesados, através de tapumes ou cercas.
Os tubos que tenham sido colocados ao lado das valas serão examinados pela
Fiscalização, devendo-se rejeitar aqueles que apresentem algum defeito.
Quando não for possível realizar as operações descritas anteriormente, as tubulações
deverão ser armazenadas em locais autorizados pela Fiscalização.
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O local de estocagem, quando for o caso, deve ser previamente escolhido, de fácil
acesso e livre da ação de agentes físicos e químicos que possam causar danos aos
materiais. As bases para apoio das tubulações e o seu empilhamento deverão estar de
acordo com as instruções dos fabricantes.
Os anéis de borracha devem ser guardados de preferência dentro da própria
embalagem, em locais ao abrigo das intempéries e não sujeitos a temperatura externas.
Recomenda-se guardá-los em lugar escuro e a uma temperatura em torno de 20ºC.
Os adesivos plásticos, solução limpadora e lubrificante devem ser estocados em local
protegido do fogo ou calor excessivo.
O Construtor deverá evitar a entrada de qualquer material estranho como terra,
folhagem, pontas de eletrodos, etc., nos tubos. Em nenhuma hipótese os tubos deverão
ser usados como locais de armazenamento de ferramentas, ou quaisquer outros
materiais.
CONTROLE
Na carga, transporte e descarga dos tubos, aqueles que, por descuido ou negligência,
apresentarem deteriorações, serão reparados ou substituídos a juízo da Fiscalização, e
todos os custos provenientes destas operações correrão a cargo do Empreiteiro.
As peças que tenham sofrido deformações, especialmente nos seus extremos, serão
separadas empregando-se equipamentos e métodos adequados que lhes permitam
restituir sua forma correta, com aplicação de pressão, mas, em nenhum caso, por
processos que impliquem em emprego de ferramentas de golpe.
Previamente à sua instalação, cada tubo ou peça especial deverá estar limpo de terra,
óleo, poeira ou qualquer outro material que se encontre no seu interior ou nas partes
externas das suas extremidades, onde serão colocadas as juntas.
Devem-se bater levemente os tubos com martelo para descobrir, pelo som, possíveis
rachaduras. Os tubos, peças ou conexões rachadas, serão rejeitados pela Fiscalização,
sem ônus para a Contratante.
A Fiscalização poderá impugnar os equipamentos mecânicos que, a seu critério, forem
inadequados e impróprios às condições de operação. Somente em casos especiais, e
com a devida autorização da Fiscalização, poderão ser usados pórticos com talhas,
paus de carga, tripés e outros acessórios descoláveis manualmente.
O controle do tráfego será de responsabilidade do Construtor, devendo este,
responsabilizar-se por prejuízos causados em ruas, rodovias federais, estaduais,
municipais e outras propriedades durante a execução dos serviços ora especificados.
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Na distribuição dos tubos, o Construtor deverá ter o máximo cuidado para não obstruir
as rodovias federais, estaduais, municipais ou particulares, bem como zelar para que a
operação não venha constituir perigo para o tráfego de veículos. O Construtor
responsabilizar-se-á pelo não cumprimento de tais recomendações.
MEDIÇÃO
Os serviços de transporte de tubos, peças e conexões estão inclusos no preço de
fornecimento e assentamento dos mesmos e devem ser posto na obra e no local de
aplicação, exceto quando o serviço de transporte de tubos, peças e conexões existir na
planilha de orçamento:
– a carga, transporte e descarga de tubos, peças e conexões, constituem-se em
serviços previstos apenas em situações especiais e definidos pela Fiscalização;
– os custos com toda movimentação dos tubos, peças e conexões dentro do canteiro
serão inclusos nas despesas indiretas da Obra.
INCLUSO NO PREÇOS:
– carga manual ou mecânica dos tubos, peças, conexões e acessórios;
– descarga manual ou mecânica dos tubos, peças, conexões e acessórios, no local
das obras;
– fornecimento de todos os materiais necessários ao apoio e armazenamento dos
tubos, peças, conexões e acessórios;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
28 – DEMOLIÇÃO E RECOMPOSIÇÃO DE PAVIMENTAÇÃO
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para o
levantamento ou demolição de pavimentação para abertura de valas, com
aproveitamento posterior, ou não, dos materiais e a recomposição dos mesmos.
DEFINIÇÕES: para fins de uso desta Especificação, serão adotadas as seguintes
definições:
 Levantamento de Pavimentos: diz-se da retirada das peças que compõem um
pavimento de maneira que se possa reaproveitá-las, senão todas, mas a sua maioria. O
termo é usado para paralelepípedos, pedra portuguesa, tacos, placas pré-moldadas de
concreto, blocos articulados de concreto, etc;
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 Demolição de Pavimentos: diz-se da remoção do pavimento por destruição de sua
estrutura, quando o pavimento não é composto de pequenas partes (concreto asfáltico,
piso de concreto com placas grandes e espessas) e quando, mesmo composto de
partes pequenas, estará solidária a outra estrutura grande e contínua (ladrilho hidráulico
sobre base de concreto);
 Recomposição de Pavimentos: trata da execução de todos os serviços ligados à
realização da recomposição de pavimentos danificados para escutar os serviços de
implantação das unidades do sistema de esgotamento sanitário.
MATERIAIS
Não existem materiais de consumo para os serviços especificados.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos que poderão ser utilizados na execução dos serviços constituem-se
em:
 martelete;
 compressor pneumático;
 ferramentas e utensílios de uso manual.
EXECUÇÃO
CONSIDERÇÕES GERAIS
Os serviços de demolição serão executados de forma a atender as necessidades de
reaproveitamento ou não dos materiais. A Fiscalização definirá, em cada caso, se os
materiais serão reaproveitados ou não.
A critério da Contratante, os serviços poderão ser contratados e executados em troca
parcial ou total dos materiais remanescentes.
Quando os materiais forem reaproveitáveis, serão de propriedade da Contratante e
deverão ser transportados para local definido pela Fiscalização, com os devidos
cuidados que cada material exigir.
LEVANTAMENTO DE PARALELEPÍPEDO,
ARTICULADO DE CONCRETO.
PEDRA
IRREGULAR
E
BLOCO
A área do pavimento a ser levantado deverá ser demarcada e isolada para evitar danos
aos pedestres e operários.
As peças serão retiradas com o uso de ferramentas adequadas.
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Os paralelos / pedras / blocos removidos serão limpos e armazenados em local próximo
da obra, para posterior utilização.
LEVANTAMENTO DE PASSEIO EM CONCRETO SIMPLES
A área da pavimentação a ser retirada, deverá ser demarcada e isolada, para evitar
danos aos pedestres e operários.
A execução desse serviço será feito por profissional habilitado, obedecendo aos critérios
de segurança pertinentes.
O pavimento será demolido com o uso de martelete pneumático.
O material resultante da demolição deverá ser transportado para bota-fora.
LEVANTAMENTO DE GUIAS OU MEIO-FIO PRÉ-MOLDADO
A área de trabalho, deverá ser demarcada e isolada, para evitar danos aos pedestres e
operários.
Deverá ser retirado o rejuntamento entre as guias ou meios-fios pré-fabricados de
concreto e as valas serão abertas para a retirada das peças.
A retirada das guias ou meio-fio será feita manualmente e as peças retiradas serão
colocadas nas proximidades da vala para posterior assentamento.
DEMOLIÇÃO DE ASFALTO
A área da pavimentação a ser demolida, deverá ser demarcada e isolada, para evitar
danos aos pedestres e operários.
A execução desse serviço será feito por profissional habilitado, utilizando martelete,
obedecendo aos critérios de segurança pertinentes.
O pavimento será marcado e cortado com o martelete pneumático.
O asfalto será demolido com martelete, retirado do local e levado a bota-fora.
LEVANTAMENTO DE PEDRA PORTUGUESA
A área do piso a ser demolido deve ser demarcado e isolado para evitar danos aos
pedestres e operários.
O piso será retirado com o uso de ferramentas adequadas.
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As peças aproveitáveis serão selecionadas por cor e estocadas separadas, para facilitar
o reaproveitamento e as demais levadas a bota-fora.
LEVANTAMENTO DE PLACAS PRÉ-MOLDADAS DE CONCRETO EM PASSEIO
A área da pavimentação a ser demolida deve ser demarcada e isolada para evitar danos
aos pedestres e operários.
O piso será retirado com o uso de ferramentas adequadas.
As placas retiradas em condições de uso serão limpas e armazenadas em local próximo
da obra, para posterior utilização e as placas quebradas serão levadas a bota-fora.
DEMOLIÇÃO DE PASSEIO EM LADRILHO HIDRÁULICO
A área do passeio a ser demolido deve ser demarcado e isolado para evitar danos aos
pedestres e operários.
O piso e a base de concreto serão retirados com o uso ferramentas adequadas.
O material demolido será levado a bota-fora.
DEMOLIÇÃO DE SARJETA DE CONCRETO
A faixa de sarjeta a ser retirada deverá ser demarcada e isolada para evitar danos aos
pedestres e operários.
A sarjeta será demolida com o uso de martelete.
O material demolido deverá ser retirado do local e levado a bota-fora.
DEMOLIÇÃODE PAVIMENTO DE CONCRETO
A área da pavimentação a ser retirada, deverá ser demarcada e isolada, para evitar
danos aos pedestres e operários.
A execução desse serviço será feito por profissional habilitado, obedecendo aos critérios
de segurança pertinentes.
O pavimento será demolido com o uso de martelete pneumático.
O material resultante da demolição deverá ser transportado para bota-fora.
CONTROLE
O controle dos serviços será visual.
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A remoção de pavimentação deve ser feita na largura da vala acrescida de 10 cm para
cada lado, no leito da rua e 5 cm para cada lado no passeio.
Os materiais reaproveitáveis devem ser limpos e armazenados em locais que menos
problemas causem a obra.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
MEDIÇÃO
A demolição de pavimento será feita pela área, em metro quadrado (m²), de pavimento
levantado ou demolido:
 a carga do expurgo do local de espera para o veículo transportador, o posterior
transporte e descarga no local de bota-fora, quando necessários, serão remunerados
separadamente;
 todos os materiais danificados de pavimentação que seriam reaproveitados deverão
ser substituídos sem ônus para a contratante.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução de levantamento / demolição de pavimento;
 remoção, carga, transporte e descarga de material reaproveitável, para local de
armazenagem e de expurgo para local de espera ou bota-fora;
 controle geométrico;
 demolição da base de concreto subjacente ao ladrilho hidráulico;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
MEDIÇÃO
A demolição das guias ou meio-fio será feita pela extensão, em metro linear (m), de
meio-fio levantado.
 a carga do expurgo do local de espera para o veículo transportador, o posterior
transporte e descarga no local de bota-fora, quando necessários, serão remunerados
separadamente.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução de levantamento de meio-fio;
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 remoção, carga, transporte e descarga de material reaproveitável, para local de
armazenagem e de expurgo para local de espera e bota-fora;
 controle geométrico;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
MEDIÇÃO
Demolição de sarjetas será feita pelo comprimento, em metro linear de sarjeta demolida.
 a carga do expurgo do local de espera para o veículo transportador, o posterior
transporte e descarga no local de bota-fora, quando necessários, serão remunerados
separadamente.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução de demolição de pavimento ou sarjeta de concreto;
 controle geométrico;
 remoção, carga, transporte e descarga de expurgo para local de espera;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
RECOMPOSIÇÃO
EXECUÇÃO
CONSIDERÇÕES GERAIS
A recomposição de pavimentos danificados pelos serviços de escavação de valas para
obras deverá utilizar os materiais equivalentes aos existentes, bem como a
recomposição da base será a mais próxima à base original.
Os serviços de recomposição serão executados de forma a atender as necessidades de
reaproveitamento ou não dos materiais. A Fiscalização definirá, em cada caso, se os
materiais serão reaproveitados ou não.
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A critério da Contratante, os serviços poderão ser contratados e executados em troca
parcial ou total dos materiais remanescentes.
Quando os materiais forem reaproveitáveis, serão de propriedade da Contratante e
deverão ser transportados para local definido pela Fiscalização, com os devidos
cuidados que cada material exigir.
RECOMPOSIÇÃO DE PARALELEPÍPEDO,
ARTICULADO DE CONCRETO.
PEDRA
IRREGULAR
E
BLOCO
No pavimento poliédrico o calçamento será constituído de pedras irregulares, cravadas
de topo por percussão, ou seja, as pedras serão justapostas no assentamento sobre
uma base de solo estabilizado. O rejuntamento deverá ser de cimento betuminoso ou
mistura de agregado e argila. Os serviços neste tipo de calçamento devem ser seguir a
norma NBR 7193 da ABNT.
O preparo da base obedece:
-A espessura da deve ser indicada no projeto e nunca inferior a 10 cm após a
compactação;
-A mistura para base, mistura terrosa com características de granulometria e
plasticidade que permitam a execução de uma camada estabilizada de tipo grossa,
devidamente homogênea e no grau conveniente de umidade, é aplicada sobre o leito
com espessura uniforme, seguindo-se a compactação, com rolo compressor liso, de três
rodas, de massa mínima de 12 toneladas;
-A operação de compactação deve começar da periferia para o centro, em faixas
longitudinais, de modo que cada passagem do rolo compressor abranja metade da faixa
precedente;
-Sobre a base preparada e aprovada pela fiscalização é lançada uma camada de
mistura granular utilizada na base com espessura de 7 cm, sobre a qual será assentada
as pedras mestras, com espaçamento de 4,00 m no sentido longitudinal e 1,00 a 1,50 m
no sentido transversal, de acordo com os perfis aprovados.
As demais pedras serão entrelaçadas e bem unidas, de modo que não coincidam as
juntas vizinhas, ficando de forma alongada em sentido transversal ao eixo da via pública.
As juntas maiores são tomadas com lascas de pedras e as menores com a mistura
utilizada na base e deixando-se sempre limpas as faces de rolamento.
No mesmo dia de execução, o revestimento deve ser coberto por uma camada de areia
seca e limpa de cerca de 0,01 m de espessura e batido a soquete.
No pavimento de calçamento com paralelepípedos devem ser de concreto, granito ou de
outras rochas que satisfaçam plenamente às especificações. O assentamento dos
paralelepípedos será feito, de preferência, sobre uma base de areia, com espessura
mínima de 5cm, tomando-se o cuidado de socar, fortemente, o terreno antes de lançar a
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areia. Os paralelepípedos serão colocados em fiadas corridos e desencontrados no
sentido transversal da rua.
Em casos especiais, o projeto poderá exigir para o assentamento de paralelepípedos:
a) base de macadame (pedra britada, revestida de saibro);
b) base de cascalho de barranco;
c) base com aterro de minério de ferro.
No pavimento com revestimento tipo bloco articulado de concreto, deverá ser constituído
de lajotas hexagonais articuladas, em concreto vibrado, com espessura variável e
idêntica ao material existente. A recomposição obedecerá às instruções técnicas do
fabricante.
RECOMPOSIÇÃO DE PASSEIO EM CONCRETO SIMPLES
No pavimento com concreto simples para revestimento, deverá ser executado com
formato regular, reproduzindo o caráter decorativo original. O piso executado deve
possuir a espessura igual ao pavimento existente para obter um piso regular. As juntas
no piso serão uniformes e com a largura aproximada de 2mm.
RECOMPOSIÇÃO DE GUIAS OU MEIO-FIO PRÉ-MOLDADO
Nestes serviços, deverá ser executado com formato regular, reproduzindo o caráter
original. As unidades devem possuir a espessura igual ao existente para obter uma
regularidade. As dimensões finais devem obter unidades alinhadas segundo o greide da
via e evitar ressaltos.
RECOMPOSIÇÃO DE ASFALTO
No pavimento asfáltico considera-se como imprimação à película betuminosa destinada
a preparar e proteger a base do revestimento, além de garantir a solidariedade do
concreto asfáltico.
A imprimação será executada com os seguintes cuidados:
-Verificar se a superfície de aplicação está bem acabada;
-Verificar se existem as condições necessárias para a execução de uma junta bem feita
entre o novo e o antigo pavimento;
-Varrer, previamente, a superfície de aplicação;
-Espalhar o líquido betuminoso com regadores de crivos largos e furos limpos;
-Garantir o controle da taxa de espalhamento de asfalto diluído entre 0,8 a 1,0 litro/m2;
-Executar a imprimação, somente quando a temperatura ambiente for igual ou superior a
10º c, não estiver chovendo e quando o terreno não estiver molhado.
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Para facilitar a recomposição e melhorar o contato com o novo pavimento, recomendase a adoção de taludes positivos iguais ou inferiores a 1:1, na faixa da espessura do
pavimento.
O concreto betuminoso pré-misturado será lançado sobre a imprimação e atenderá aos
seguintes requisitos:
-Ter espessura conforme aquela do pavimento original, nunca inferior a 3,50 cm ou
superior a 10,00 cm;
-Quando a espessura do concreto asfáltico for superior a 6 cm, o pavimento deve ser
executado em duas camadas idênticas;
-Ser aplicado no local à temperatura mínima de 70º c, porém quando houver queda
excessiva de temperatura, durante o transporte, a massa deverá ser reaquecida, de
modo que a temperatura não ultrapasse 140º c;
-Deverá ser obedecido o tempo de cura de no mínimo 48 horas.
Após a aplicação, a massa receberá uma compactação inicial, por meio de placas
vibratórias, rolos lisos ou rolo de pneus. Para a cura do concreto betuminoso, a abertura
da via pública ao tráfego somente se verificará três horas após a conclusão da
compressão do revestimento de cimento asfáltico.
RECOMPOSIÇÃO DE PEDRA PORTUGUESA
No pavimento com calçada portuguesa para revestimento de passeio, deverá ser
executado com fragmentos de pedra, em formato irregular, constituindo desenhos, de
caráter decorativo, idênticos aos existentes. As pedras serão alternadas, conforme a
coloração preta (do diabásio) ou clara (do calcário branco-acinzentado). Em cima da
base de concreto, será colocada uma camada de argamassa seca de cimento, areia
grossa e saibro (traço 1:2:4), com espessura de 3 a 5cm. Após esta argamassa, serão
assentadas as pedras, obedecendo ao desenho existente, o que se realizará por meio
de gabaritos de madeira, solidamente fixados no solo. As juntas de argamassa entre as
pedras serão uniformes e com a largura aproximada de 2mm. Após a colocação das
pedras, o revestimento será comprimido, manual ou mecanicamente, de tal forma que a
superfície final se apresente desempenada e livre de saliências entre as pedras. Para
aumentar a aderência é feita uma aspersão de água sobre o revestimento.
RECOMPOSIÇÃO DE PLACAS PRÉ-MOLDADAS DE CONCRETO EM PASSEIO
No pavimento com placas de concreto simples para revestimento, deverá ser executado
com formato regular, reproduzindo o caráter decorativo original. As placas devem
possuir a espessura igual ao pavimento existente para obter um piso regular. As juntas
entre as placas serão uniformes e com a largura aproximada de 2mm.
RECOMPOSIÇÃO DE PASSEIO EM LADRILHO HIDRÁULICO
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No pavimento com ladrilhos hidráulico, ardósia, mosaico e etc. para revestimento,
deverá ser executado com formato regular, reproduzindo o caráter decorativo original.
As peças devem possuir a espessura igual ao pavimento existente para obter um piso
regular. As juntas entre as placas serão uniformes e com a largura aproximada da
original.
RECOMPOSIÇÃO DE SARJETA DE CONCRETO
Nestes serviços, deverá ser executado com formato regular, reproduzindo o caráter
original. As unidades devem possuir a espessura igual ao existente para obter uma
regularidade. As dimensões finais devem obter unidades alinhadas segundo o greide da
via e evitar ressaltos.
RECOMPOSIÇÃO DE PAVIMENTO DE CONCRETO
No pavimento com concreto simples para revestimento, deverá ser executado com
formato regular, reproduzindo o caráter original. O piso executado deve possuir a
espessura igual ao pavimento existente para obter um piso regular. As juntas no piso
serão uniformes e com a largura aproximada do original.
CONTROLE
O controle dos serviços será visual.
A recomposição da pavimentação deve ser feita na largura da vala escavada, no leito da
rua .
Os materiais reaproveitáveis devem ser limpos e reutilizados em locais que menos
problemas causem a obra e ao pavimento a ser recuperado.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
MEDIÇÃO
A recomposição de pavimento será feita pela área, em metro quadrado (m²), de
pavimento recuperado:
 todos os materiais danificados de pavimentação que seriam reaproveitados deverão
ser substituídos sem ônus para a contratante;
 não será feito nenhum pagamento referente a excesso de demolição, porém todo
pavimento danificado para execução dos serviços deverão ser recuperados pela
contratada.
PAGAMENTO INCLUI:
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 execução de levantamento / recomposição de pavimento;
 remoção, carga, transporte e descarga de material que não é aproveitável, para local
de armazenagem e de expurgo para local de espera ou bota-fora;
 controle geométrico;
 recomposição da base de concreto subjacente ao ladrilho hidráulico;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
MEDIÇÃO
A recomposição das guias ou meio-fio será feita pela extensão, em metro linear (m) , de
meio-fio recuperado.
 a carga do expurgo do local de espera para o veículo transportador, o posterior
transporte e descarga no local de bota-fora, quando necessários, serão remunerados
separadamente;
 não será feito nenhum pagamento referente a excesso de demolição, porém todo
meio-fio danificado para execução dos serviços deverão ser recuperados pela
contratada.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução de levantamento de meio-fio ;
 remoção, carga, transporte e descarga de material que não é aproveitável, para local
de armazenagem e de expurgo para local de espera e bota-fora;
 controle geométrico;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
MEDIÇÃO
Recomposição de sarjetas será feita pelo comprimento, em metro linear de sarjeta
recuperada:
 a carga do expurgo do local de espera para o veículo transportador, o posterior
transporte e descarga no local de bota-fora, quando necessários, serão remunerados
separadamente;
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 não será feito nenhum pagamento referente a excesso de demolição, porém todo
pavimento danificado para execução dos serviços deverão ser recuperados pela
contratada.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução de recuperação de pavimento ou sarjeta de concreto;
 controle geométrico;
 remoção, carga, transporte e descarga de expurgo para local de espera;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação
29 – TRAVESSIA SOB RODOVIA OU FERROVIAS
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem adotados
no assentamento de tubulações pelo processo de escavação não destrutivo denominado
“Tunnel Liner”.
DEFINIÇÕES: para fins de uso desta Especificação, serão adotadas as seguintes
definições:
 “Tunnel Liner”: constitui-se na execução de túneis com revestimento em anéis de
chapa de aço com perfil ondulado (“Liner Plante”), em que o avanço da escavação é
seguido da imediata montagem das chapas do revestimento, o que garante a
estabilidade interna do maciço de solo;
 “Liner Plante”: constitui-se em anéis segmentados de chapa de aço em perfil
ondulado, com dispositivos para mútua fixação com parafusos, que constituem o
revestimento estrutural do “Tunnel Liner”.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Este tipo de revestimento é utilizado para túneis com formato circular e diâmetros na
faixa de 1,20m a 5,00m.
O processo é empregado em diversas situações e locais onde se necessita de executar
instalações subterrâneas sem interferência na superfície, tais como: implantação de
galerias, emissários e interceptores de esgoto, travessias de avenidas, rodovias e
ferrovias, que, pela necessidade da não interrupção do tráfego, exigem uma solução de
execução com escavação por processo não destrutivo.
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Os serviços a serem realizados pelo Construtor, compreendem, basicamente, o
desenvolvimento do projeto, com serviços topográficos detalhados, pesquisa de
interferências, execução de sondagens necessárias a definição e aprovação do método
executivo, que deverão ser acompanhados das memórias de cálculo hidráulicos,
geotécnicos, estruturais, com as justificativas necessárias.
O Construtor deverá apresentar todas as informações referentes ao método executivo
que pretende utilizar na execução das escavações, com justificativas de escolha,
condicionantes técnicos, descrição do processo aplicado às condições locais
(geotécnicos, interferências, acessos x trânsito, etc.), definição dos equipamentos e
materiais a serem utilizados, além dos cuidados especiais a serem adotados.
A aprovação do método e do plano de execução pela CODEVASF não exime o
Construtor das responsabilidades pela execução e qualidade da Obra.
MATERIAIS
Os materiais empregados na execução dos serviços são:





chapas de aço corrugadas galvanizadas;
parafusos e porcas galvanizadas;
solo-cimento para preenchimento de vazios;
gaxetas vedantes;
materiais para construção do poço de serviço, conforme Projeto.
EQUIPAMENTOS
São utilizados para execução dos serviços, os seguintes equipamentos:
 bombas de deslocamento positivo ou de pistão, para injeção de argamassa de solocimento nos vazios;
 equipamentos manuais para escavações;
 ferramentas para montagem das chapas de aço.
EXECUÇÃO
Os serviços serão iniciados pela escavação do poço de ataque, que deverá ter
dimensões suficientes para acesso de equipamentos e materiais e que poderá requerer
revestimento em “Liner Plate”, a depender da profundidade e das características do solo.
O túnel será implantado pela escavação e montagem simultânea do revestimento
metálico do “Tunnel Liner”. Esse revestimento será constituído por anéis de chapas de
aço corrugado, galvanizadas a fogo ou protegidas com pintura epóxi aplicada
eletrostaticamente.
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Os anéis são solidarizados entre si, por parafusos e porcas galvanizadas, nas bitolas
convenientes e distribuídas ao longo dos flanges laterais dos mesmos. As chapas que
compõem cada anel serão também emendadas por transpasse de parafusos e porcas
da mesma medida que os anteriores.
A espessura das chapas será dimensionada para resistir aos esforços causados pelas
cargas do solo e cargas externas.
A escavação do solo deverá ser feita de modo a que a forma do túnel corresponda
exatamente à do cilindro do “Tunnel Liner”, a menos do espaço correspondente à
corrugação das chapas de aço.
Durante a execução deverá ser assegurada a auto-sustentação da abóboda da
escavação até que seja montado o revestimento metálico, caso contrário deverá ser
previsto escoramento no local. Poderá também ser assegurado o escoramento do talude
da frente de ataque, através de escudo frontal que avançará concomitantemente com a
escavação.
A vedação das juntas das chapas de revestimento será feita através da utilização de
gaxetas vedantes colocadas nos flanges das chapas e na extremidade de conexão para
a costura circunferencial, de forma a atender basicamente a dois objetivos:
 eliminar a possibilidade de carreamento das partículas do solo circundante pelos
naturais espaços existentes nas juntas das chapas do revestimento. Esse carreamento
ocorre devido ao sentido preferencial do fluxo de percolação para o interior do túnel. A
força de percolação transporta as partículas do solo, descalçando o apoio lateral
necessário para a garantia estrutural do “Tunnel Liner”, aos moldes de anel flexível;
 vedar o possível retorno da argamassa utilizada na operação de “grouting” para o
interior do túnel, através das aberturas nas juntas das chapas. Como a injeção da
argamassa para “grouting” é feita sob pressão, a vedação das juntas evitará a queda de
pressão na linha de recalque por perda de volume de preenchimento.
As gaxetas vedantes serão constituídas de material fibroso (feltro ou similar)
ocasionalmente embebido em emulsão asfáltica para torná-lo impermeável. Caso não
seja necessário garantir a estanqueidade do túnel não haverá a necessidade da
aplicação da emulsão asfáltica sobre o feltro das gaxetas, já que ele por si só garantirá a
vedação quanto ao “grouting”.
As gaxetas serão colocadas nas chapas, antes da montagem do revestimento de
maneira a abranger todo o flange e todo o transpasse da junta de conexão
circunferencial. A espessura mínima da gaxeta será de 10mm para garantir o
preenchimento de todos os espaços devido a irregularidades nas conexões.
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Quando é feita a escavação do terreno para a montagem de uma nova aduela,
composta de segmentos metálicos, deverá ocorrer uma natural sobreescavação em face
da própria corrugação das chapas de revestimento e também da progressão da aba
metálica de escoramento da abóbada.
Esse espaço anelar sobreescavado deverá ser preenchido rapidamente para evitar
recalques da superfície do terreno e também para que sejam mobilizados esforços ao
longo de todo o perímetro para o perfeito comportamento estrutural, aos moldes do anel
flexível.
O preenchimento desses vazios deverá ser feito com uma argamassa de solo e cimento
na proporção de 10% a 15% de cimento em peso. O solo a ser utilizado deverá ser
essencialmente arenoso e/ou siltoso. As argilas não são consideradas solos adequados.
Para propiciar o preenchimento dos vazios a argamassa é bombeada por bombas de
deslocamento positivo ou de pistão.
O bombeamento deverá ser feito da seguinte forma:
 conecta-se a pistola da bomba de pistão ao plug acoplado no furo D = 1.1/2” já
existente na chapa de revestimento;
 verifica-se o selo de frente e a colocação efetiva das gaxetas;
 efetua-se o bombeamento propriamente dito até obter a garantia do preenchimento
dos vazios. Deve-se injetar em quantos furos forem necessários de maneira que se
possa garantir o total preenchimento dos vazios.
A utilização do “Tunnel Liner” como tubulação para esgoto demandará revestimento
estrutural. Neste caso, O revestimento interno do túnel deverá ser de concreto projetado,
impermeável a infiltrações e resistir aos esforços causados pelo solo e trânsito de
veículos, sem contar com os anéis metálicos. Deverá atender às especificações do
projeto estrutural do revestimento, tendo em vista a condução de líquidos agressivos,
tanto do ponto de vista de recobrimento das ferragens, quando for o caso, como o de
fissuração do concreto.
Sempre que possível, o projeto locará os poços de serviço coincidentes com os poços
de visita (PV's), no caso de utilização do “Tunnel Liner” em obras de esgoto. Outros
fatores, porém, devem ser considerados na sua 1ocalização, tais como: local livre de
interferência em outros serviços e que não prejudique o acesso a prédios etc.
CONTROLE
A verificação do alinhamento do túnel será feita periodicamente, à frequência de um
ponto a não mais de 3,00m de avanço. O desvio observado deverá ser imediatamente
corrigido, para repor o eixo do túnel escavado na posição do eixo teórico, com a
tolerância especificada no Projeto.
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Se o projeto não indicar a tolerância, o eixo materializado do túnel escavado não poderá
se distanciar, em qualquer ponto, mais de 0,05m, contados em qualquer direção, do eixo
teórico do Projeto.
Os únicos vazios permitidos ao longo do túnel, serão os devidos à corrugação das
chapas. Esses vazios serão preenchidos com argamassa, através de injeção com
pressão de 5 kgf/cm2.
Conforme o caso, a critério da Fiscalização, deverão ser instalados dispositivos no
interior do túnel, que permitam monitorar o comportamento do maciço e do suporte.
Externamente, através de placas, tensômetros e pinos instalados em edificações ou no
passeios e vias públicas, serão medidos os recalques do solo e destas edificações.
Esta instrumentação, a cargo do Construtor, permitirá avaliar o comportamento do
maciço em face da execução do túnel, bem como a influência desta obra sobre os
edifícios, confrontando-se os valores medidos com as previsões do projeto das
escavações.
O Construtor fornecerá, sistematicamente, todos os valores obtidos através da
instrumentação à Fiscalização.
O Construtor deverá estar atento ao desempenho do suporte e ao comportamento do
maciço, de maneira que situações anômalas, ou que possam representar riscos para a
obra ou edificações, detectadas pela instrumentação, deverão ser imediatamente
comunicadas à Fiscalização, visando definir providências saneadoras ou corretivas, bem
como a avaliar causas e o vulto dos riscos.
O subsolo deverá ser investigado através de sondagens de reconhecimento, para
determinação do tipo de solo e verificação do nível d’água.
A critério da Fiscalização e/ou do Projeto, poderão ser solicitados do Construtor outros
tipos de controle.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
MEDIÇÃO
A execução de "TUNNEL LINER" em “Localização da Travessia”, com DN="diâmetro
nominal", L=“extensão”, incluso projeto executivo, sondagem e fornecimento de material,
exceto poços de visita todos os custos com fornecimento dos materiais e execução dos
serviços, quando aprovados pela Fiscalização, serão cobertos por preço linear
executado.
PAGAMENTO INCLUI:
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 execução das escavações, montagens das chapas “Liner Plate” e revestimento c/
concreto projetado armado c/ tela eletrosoldada, incl. o fornec. dos materiais, posto obra;
 carga e transporte do material escavado, descarga e espalhamento em bota-fora;
 tratamento de solo, se necessário;
 rebaixamento do lençol freático;
 fornecimento e aplicação de injeção de argamassa, quando necessário;
 execução de sondagens;
 execução e fornecimento, posto obra, dos escoramentos necessários e contenções
definitivas;
 execução das juntas, incluindo fornecimento de material, posto obra;
 sinalização e controle de tráfego;
 fornecimento, instalação e controle de instrumentação;
 projeto de escavação do túnel;
 projeto dos poços de serviço;
 pesquisa de interferência e seu remanejamento;
 iluminação, ventilação e exaustão no local das obras, durante a execução dos
serviços;
 controle tecnológico;
 controle geométrico, conforme projeto;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação ou utilização
de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
desta Especificação.
OBJETIVO: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem adotados
no assentamento de tubulações pelo processo de escavação não destrutivo denominado
“Tunnel Bala”.
DEFINIÇÕES: para fins de uso desta Especificação, serão adotadas as seguintes
definições:
“Tunnel Bala”: constitui-se na execução de túneis com um processo não destrutivo para
a execução de obras subterrâneas com a utilização de peças pré-moldadas em concreto
de alto desempenho, em que o avanço da escavação é seguido da imediata montagem
das peças para revestimento, o que garante a estabilidade interna do maciço de solo;
São utilizados para bueiros para águas pluviais, rede interceptora de esgoto,
encamisamento de adutoras, redes de gás e telecomunicações.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
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Este tipo de processo não destrutivo possibilita uma melhor adequação aos projetos, ou
seja, variam de 80 cm x 140 cm até 220 cm x 300 cm.
Usado como interceptor de esgoto para locais que seja necessário manter o trânsito, ou
seja, sem interrupção do tráfego, sob rodovias, ferrovias e pistas de pouso.
O processo é empregado em diversas situações e locais onde se necessita de executar
instalações subterrâneas sem interferência na superfície, tais como: implantação de
galerias, emissários e interceptores de esgoto, travessias de avenidas, rodovias e
ferrovias, que, pela necessidade da não interrupção do tráfego, exigem uma solução de
execução com escavação por processo não destrutivo.
Os serviços a serem realizados pelo Construtor, compreendem, basicamente, o
desenvolvimento do projeto, com serviços topográficos detalhados, pesquisa de
interferências, execução de sondagens necessárias a definição e aprovação do método
executivo, que deverão ser acompanhados das memórias de cálculo hidráulicos,
geotécnicos, estruturais, com as justificativas necessárias.
O Construtor deverá apresentar todas as informações referentes ao método executivo
que pretende utilizar na execução das escavações, com justificativas de escolha,
condicionantes técnicos, descrição do processo aplicado às condições locais
(geotécnicos, interferências, acessos x trânsito, etc.), definição dos equipamentos e
materiais a serem utilizados, além dos cuidados especiais a serem adotados.
A aprovação do método e do plano de execução pela CODEVASF não exime o
Construtor das responsabilidades pela execução e qualidade da Obra.
MATERIAIS
Os materiais empregados na execução dos serviços são:




peças pré-moldadas de concreto de alta resistência;
solo-cimento para preenchimento de vazios;
gaxetas vedantes;
materiais para construção do poço de serviço, conforme Projeto.
EQUIPAMENTOS
São utilizados para execução dos serviços, os seguintes equipamentos:
 bombas de deslocamento positivo ou de pistão, para injeção de argamassa de solocimento nos vazios;
 equipamentos manuais para escavações;
 guincho.
EXECUÇÃO
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Os serviços serão iniciados pela escavação do poço de ataque, que deverá ter
dimensões suficientes para acesso de equipamentos e materiais e que poderá requerer
revestimento em “Liner Plate”, a depender da profundidade e das características do solo.
O túnel será implantado pelo processo progressivo de escavação, montagem das peças
pré-moldadas e revestimento do piso que constituem o corpo do túnel.
A injeção de solo-cimento sob pressão para o preenchimento dos vazios entre a face
externa do corpo do túnel e o terreno natural é realizada durante a execução do túnel e
assim evita-se recalques na superfície.
Os poços de ataque deverão ser abertos, em pontos convenientes, de seção de 2,50 x
2,50 m e com perfis metálicos para garantir a estabilidade.
A declividade e o alinhamento definidos no projeto serão controlados topograficamente,
a cada etapa de montagem, utilizando-se de nível à laser.
Será feito controle geométrico por processos topográficos correntes do alinhamento,
esconsidade, declividade, comprimentos e cotas.
As condições de acabamento serão apreciadas visualmente.
A espessura das peças será dimensionada para resistir aos esforços causados pelas
cargas do solo e cargas externas.
A escavação do solo deverá ser feita de modo a que a forma do túnel corresponda
exatamente a das peças pré-moldadas.
Durante a execução deverá ser assegurada a auto-sustentação da abóboda da
escavação até que seja montado o túnel, caso contrário deverá ser previsto
escoramento no local. Poderá também ser assegurado o escoramento do talude da
frente de ataque, através de escudo frontal que avançará concomitantemente com a
escavação.
A vedação das juntas das peças de revestimento será feita através de utilização de
materiais indicados pelo fabricante e que obtenha a melhor vedação para atender
basicamente a dois objetivos:
 eliminar a possibilidade de carreamento das partículas do solo circundante pelos
naturais espaços existentes nas juntas das peças do revestimento. Esse carreamento
ocorre devido ao sentido preferencial do fluxo de percolação para o interior do túnel. A
força de percolação transporta as partículas do solo, descalçando o apoio lateral
necessário para a garantia estrutural do túnel;
- vedar o possível retorno da argamassa utilizada na operação de “grouting” para o
interior do túnel, através das aberturas nas juntas das peças. Como a injeção da
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argamassa para “grouting” é feita sob pressão, a vedação das juntas evitará a queda de
pressão na linha de recalque por perda de volume de preenchimento.
Para propiciar o preenchimento dos vazios a argamassa é bombeada por bombas de
deslocamento positivo ou de pistão.
O bombeamento deverá ser feito da seguinte forma:
 conecta-se a pistola da bomba de pistão ao plug acoplado no furo D = 1.1/2” já
existente na chapa de revestimento;
 verifica-se o selo de frente e a colocação efetiva das gaxetas;
 efetua-se o bombeamento propriamente dito até obter a garantia do preenchimento
dos vazios. Deve-se injetar em quantos furos forem necessários de maneira que se
possa garantir o total preenchimento dos vazios.
Sempre que possível, o projeto locará os poços de serviço coincidentes com os poços
de visita (PV's), no caso de utilização do “Túnel Bala” em obras de esgoto. Outros
fatores, porém, devem ser considerados na sua 1ocalização, tais como: local livre de
interferência em outros serviços e que não prejudique o acesso a prédios etc.
CONTROLE
A verificação do alinhamento do túnel será feita periodicamente, à frequência de um
ponto a não mais de 3,00m de avanço. O desvio observado deverá ser imediatamente
corrigido, para repor o eixo do túnel escavado na posição do eixo teórico, com a
tolerância especificada no Projeto.
Se o projeto não indicar a tolerância, o eixo materializado do túnel escavado não poderá
se distanciar, em qualquer ponto, mais de 0,05m, contados em qualquer direção, do eixo
teórico do Projeto.
Conforme o caso, a critério da Fiscalização, deverão ser instalados dispositivos no
interior do túnel, que permitam monitorar o comportamento do maciço e do suporte.
Externamente, através de placas, tensômetros e pinos instalados em edificações ou no
passeios e vias públicas, serão medidos os recalques do solo e destas edificações.
Esta instrumentação, a cargo do Construtor, permitirá avaliar o comportamento do
maciço em face da execução do túnel, bem como a influência desta obra sobre os
edifícios, confrontando-se os valores medidos com as previsões do projeto das
escavações.
O Construtor fornecerá, sistematicamente, todos os valores obtidos através da
instrumentação à Fiscalização.
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O Construtor deverá estar atento ao desempenho do suporte e ao comportamento do
maciço, de maneira que situações anômalas, ou que possam representar riscos para a
obra ou edificações, detectadas pela instrumentação, deverão ser imediatamente
comunicadas à Fiscalização, visando definir providências saneadoras ou corretivas, bem
como a avaliar causas e o vulto dos riscos.
O subsolo deverá ser investigado através de sondagens de reconhecimento, para
determinação do tipo de solo e verificação do nível d’água.
A critério da Fiscalização e/ou do Projeto, poderão ser solicitados do Construtor outros
tipos de controle.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
MEDIÇÃO
A execução de "TÚNEL BALA" em “Localização da Travessia”, com L=“extensão”,
incluso projeto executivo, sondagem e fornecimento de material, exceto poços de visita
todos os custos com fornecimento dos materiais e execução dos serviços, quando
aprovados pela Fiscalização, serão cobertos por preço linear executado.
PAGAMENTO INCLUI:
 execução das escavações, montagens das peças pré-moldadas;
 carga e transporte do material escavado, descarga e espalhamento em bota-fora;
 tratamento de solo, se necessário;
 rebaixamento do lençol freático;
 fornecimento e aplicação de injeção de argamassa, quando necessário;
 execução de sondagens;
 execução e fornecimento, posto obra, dos escoramentos necessários e contenções
definitivas;
 execução das juntas, incluindo fornecimento de material, posto obra;
 sinalização e controle de tráfego;
 fornecimento, instalação e controle de instrumentação;
 projeto de escavação do túnel;
 projeto dos poços de serviço;
 pesquisa de interferência e seu remanejamento;
 iluminação, ventilação e exaustão no local das obras, durante a execução dos
serviços;
 controle tecnológico;
 controle geométrico, conforme projeto;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação ou utilização
de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
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 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
desta Especificação.
30 – DRENAGEM PLUVIAL
1 – OBJETIVO
Estabelecer os critérios gerais para os serviços auxiliares de drenagem e proteção de
taludes
2 - SERVIÇOS
DRENAGEM E PROTEÇÃO DE TALUDES
DRENAGEM SUPERFICIAL
Esta especificação trata dos procedimentos a serem seguidos na execução das sarjetas
e descidas d’água a serem construídas, bem como para recomposição das que forem
danificadas pelas obras; assim como para elementos construtivos para confinamento e
proteção de taludes, bem como de rede em fundos de vales que podem ser
comprometidos pelo processo erosivo.
Construção de Sarjetas e Descidas D’Água
As sarjetas de concreto deverão ser moldadas “in loco”.
A execução das sarjetas deverá ser iniciada após a conclusão de todas as operações de
recomposição da pavimentação.
A execução das sarjetas de concreto compreenderá as seguintes etapas:
1ª - Preparo e regularização da superfície de assentamento:
Essa etapa será executada mediante operações manuais que envolverão acertos do
terreno de forma a atingir a geometria projetada para cada dispositivo. Os materiais
empregados nessa etapa serão os excedentes da pavimentação. A superfície de
assentamento deverá estar firme e bem desempenada.
2ª - Instalação das guias de referência
As guias de madeira que servirão de referência para a concretagem serão instaladas
segundo a seção transversal de cada dispositivo, espaçadas de 2 m.
3ª - Concretagem
A concretagem envolverá o seguinte plano executivo:
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a – Lançamento de concreto em panos alternados;
b – Espalhamento e acabamento do concreto mediante emprego de ferramentas
manuais, em especial de uma régua que, apoiada nas duas guias adjacentes, permitirá
a conformação da sarjeta ou valeta à seção pretendida;
c – Retirada das guias dos panos concretados, tão logo se constate o suficiente
endurecimento do concreto aplicado;
d – Espalhamento e acabamento do concreto nos panos intermediários, utilizando-se
como apoio para a régua de desempeno o próprio concreto de panos anexos;
4ª Juntas
A sexta guia de cada segmento será retirada após a concretagem dos dois panos
anexos. Em seu lugar será executada uma junta de dilatação, vertendo-se cimento
asfáltico previamente aquecido. Desta forma resultarão juntas espaçadas de 12 m;
O concreto utilizado, quando executado em betoneira, deverá ser preparado com fator
água/cimento apenas suficiente para se alcançar boa trabalhabilidade. Deverá ser
preparado em quantidade suficiente para seu uso imediato, não se permitindo o
lançamento após decorrida mais de 1 hora do seu preparo, e nem o seu
retemperamento.
Controles dos Serviços de Execução
 Controle Geométrico e de Acabamento
A CODEVASF apreciará de forma visual as características de acabamento das sarjetas
executadas. Adicionalmente, serão avaliadas as características geométricas desses
dispositivos, de acordo com o seguinte plano de amostragem:
 Determinação da espessura da camada de concreto aplicada, à razão de 1 ponto a
cada 50 m. A determinação da espessura será feita quando da retirada das guias do
primeiro conjunto de panos concretados, em pontos aleatoriamente selecionados pela
FISCALIZAÇÃO.
 Determinação das dimensões transversais do dispositivo, por medidas a trena, nos
mesmos pontos em que forem procedidas determinações de espessuras.
 Controle Tecnológico
O controle tecnológico do concreto empregado será realizado pelo rompimento de
corpos-de-prova à compressão simples, aos 7 dias de idade, de acordo com o prescrito
na NBR 6118 da ABNT para controle sistemático. Para tal, deverá ser estabelecida,
previamente, a relação experimental entre as resistências à compressão simples aos 7 e
aos 28 dias.
Aceitação dos Serviços
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O serviço será considerado aceito desde que atendidas as seguintes condições:
1ª - O acabamento seja julgado satisfatório;
2ª - As dimensões transversais avaliadas não difiram das de projeto de mais do que 10%
em pontos isolados;
3ª- Todas as medidas de espessuras efetuadas encontrem-se situadas no intervalo de
mais ou menos 10% em relação à espessura de projeto.A espessura média não poderá
ser inferior à de projeto;
4ª - A resistência à compressão simples estimada (fck), determinada segundo o prescrito
na NBR 6118 para controle assistemático seja superior à resistência característica
especificada.
DRENAGEM PLUVIAL – BUEIROS E REDES TUBULARES DE CONCRETO
Essa especificação trata dos procedimentos a serem seguidos na execução de bueiros e
redes tubulares de concreto, em caráter geral, além das recomendações específicas do
projeto.
Construção dos Bueiros
Os tubos de concreto armado a serem empregados terão armadura simples ou dupla e
serão do tipo encaixe “ponta e bolsa”, devendo atender às prescrições contidas na NBR
9794 da ABNT – “Tubo de Concreto Armado de Seção Circular para Águas Pluviais”. A
classe de tubo a empregar deverá ser compatível com a altura de aterro prevista. Os
tubos deverão ser rejuntados com argamassa de cimento-areia, traço 1:3.
As etapas executivas a serem atendidas na construção os bueiros e redes tubulares de
concreto são as seguintes:
1ª - Locação de obra de acordo com os elementos especificados no projeto. A locação
será efetuada com piquetes espaçados de 5 m, nivelados de forma a permitir a
determinação dos volumes de escavação. Os elementos de projeto (estaca do eixo,
esconsidade, comprimentos e cotas) poderão sofrer pequenos ajustamentos de campo.
A declividade longitudinal da obra deverá ser contínua;
2ª - Escavação das trincheiras necessárias à moldagem dos berços, a qual poderá ser
executada manual ou mecanicamente, devendo ser prevista uma largura superior em 5
cm à do berço, para cada lado. Caso haja necessidade de execução de aterros para
atingir a cota de assentamento do berço, esses deverão ser executados e compactados
em camadas de, no máximo, 15 cm;
3ª - Instalação das fôrmas laterais aos berços;
4ª - Execução da porção inferior do berço com concreto ciclópico com 30% de pedra de
mão, até atingir a linha correspondente à geratriz inferior dos tubos. Virar o concreto
mecanicamente;
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5ª - Instalação dos tubos sobre a porção inferior do berço, tão logo o concreto utilizado
apresente resistência para isso. Se necessário, utilizar guias ou calços de madeira ou de
concreto pré-moldado para fixar os tubos na posição correta;
6ª - Complementação da concretagem do berço, imediatamente após a instalação dos
tubos. Vibrar o concreto mecanicamente;
7ª - Retirada das fôrmas laterais do berço;
8ª - Rejuntamento dos tubos com argamassa cimento-areia, traço 1:3;
9ª - Execução do reaterro, preferencialmente com o próprio material escavado, desde
que seja de boa qualidade. Caso não seja, a critério da CODEVASF, será importado
material selecionado. A compactação do material de reaterro deverá ser executada em
camadas individuais de no máximo 15 cm de espessura, por meio de “sapos
mecânicos”, placas vibratórias ou soquetes mecânicos. O equipamento utilizado deverá
ser compatível com o espaço disponível. Especial atenção deverá ser dada na
compactação junto as paredes dos tubos. O reaterro deverá prosseguir até se atingir
uma espessura de 20 cm acima da geratriz superior externa do corpo do bueiro;
10ª - Execução das bocas de montante e jusante. Caso as bocas de montante sejam do
tipo caixa coletora, deverão ser atendidos procedimentos executivos previstos na
especificação correspondente a esses dispositivos. As bocas tipo nível de terra deverão
ser executadas com concreto, atendendo as imposições geométricas do projeto;
11ª - Concluídas as bocas, deverão ser verificadas as condições de canalização a
montante e jusante da obra. Todas as erosões encontradas e que possam vir a
comprometer o funcionamento da obra deverão ser tratadas com enrocamento de pedra
arrumada ou por soluções específicas do projeto. Deverão ser executadas as
necessárias valas de derivação, a jusante, e bacias de captação, a montante, de forma a
disciplinar a entrada e saída de fluxo d’água no bueiro.
Observações Gerais:
1ª - Quando existir solo com baixa capacidade de suporte no terreno de fundação, o
berço poderá ser executado sobre um enrocamento de pedra fortemente compactada, a
critério da FISCALIZAÇÃO;
2ª - Opcionalmente o berço poderá ser fundido em uma só etapa com o tubo já
assentado sobre guias transversais de concreto pré-moldadas ou de madeira (2 guias
por tubo);
Controles dos Serviços de Execução

Controle Geométrico e de Acabamento
O controle geométrico consistirá na conferência, por métodos topográficos correntes, do
alinhamento, esconsidades, declividades, comprimentos e cotas dos bueiros executados
e respectivas bocas.
As condições de acabamento serão apreciadas, pela CODEVASF, em bases visuais.

Controle Tecnológico
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O controle tecnológico do concreto empregado nos berços e bocas será realizado pelo
rompimento de corpos-de-prova à compressão simples, aos 7 dias de idade, de acordo
com o prescrito na NBR 6118 da ABNT para controle assistemático. Para tal deverá ser
estabelecido, previamente, a relação experimental entre as resistências e compressão
simples aos 7 e aos 28 dias.
O controle tecnológico dos tubos empregados deverá atender ao prescrito na NBR 9794
da ABNT – “Tubo de Concreto Armado de Seção Circular para Águas Pluviais”. Em
princípio, serão executados apenas ensaios a compressão diametral, atendendo ao
definido na NBR-9795 da ABNT, tomando-se amostras de 2 peças para cada lote de no
máximo 100 tubos de cada diâmetro utilizado. Ensaios de permeabilidade e absorção
somente serão exigidos se existirem suspeitas quanto às características dos tubos
utilizados.
Aceitação dos Serviços
O serviço será considerado aceito desde que atendidas as seguintes condições:
1ª - O acabamento seja julgado satisfatório;
2ª - As características geométricas previstas tenham sido obedecidas. Em especial, as
variações para mais ou menos do diâmetro interno do tubo, em qualquer seção
transversal, não devem exceder 1% do diâmetro interno médio;
3ª - A resistência à compressão simples estimada (fck) do concreto utilizado nas bocas e
berço, definida na NBR-6118 da ABNT para controle assistemático seja superior à
resistência característica especificada;
4ª - A resistência à compressão diametral obtida nos ensaios efetuados seja superior
aos valores mínimos especificados na NBR-9794, para a classe e diâmetro de tubo
considerados.
VEDAÇÃO DE BUEIROS EXISTENTES
Execução dos Serviços
A execução do serviço de vedação consistirá das seguintes atividades:
1ª - Identificação dos bueiros a serem vedados;
2ª - Tamponamento da seção do bueiro através de concreto ciclópico ou alvenaria de
tijolos maciços, a critério da CODEVASF.
Controle dos Serviços / Aceitação
O controle consistirá exclusivamente da verificação da vedação executada. O serviço
será aceito desde que esse item seja considerado satisfatório.
LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DE DISPOSITIVOS DE DRENAGEM
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A execução dos serviços de limpeza e desobstrução de dispositivos de drenagem
consistirá das seguintes etapas:
1ª - Inspeção de todas as obras de drenagem superficial e bueiros tubulares e celulares
existentes, identificando os locais ou extensões a serem tratados;
2ª - Limpeza e desobstrução dos dispositivos de drenagem superficial e bueiros
existentes, compreendendo a remoção de entulhos, vegetação, solo e material granular
depositado, de forma que o dispositivo resulte completamente desimpedido, inclusive
nas áreas de captação e descarga. Serão utilizados processos manuais ou mecânicos
para a execução dessas atividades;
3ª - Remoção e transporte de todo o material de entulho, o qual deverá ser depositado
em áreas afastadas, situadas a jusante do dispositivo, de modo a não comprometer o
escoamento das águas superficiais. Na operação de transporte serão utilizados
carrinhos-de-mão ou, opcionalmente, equipamentos mecânicos aprovados pela
CODEVASF.
DRENAGEM PROFUNDA
São os serviços a serem executados para a implantação do dreno de talvegue ou de
baixadas nos locais a serem aterrados, conforme indicado pelo projeto, ou determinados
pela FISCALIZAÇÃO. Compreendem as seguintes atividades:
 Limpeza da área, com retirada da vegetação existente.
 Retirada de “solo mole” nos locais indicados pelo projeto, transporte e disposição
final em área de bota-fora;
 Aterro dos locais de retirada de “solo mole” com material granular, preferencialmente
com areia.
 Regularização do terreno no local de implantação do dreno de talvegue, colocando-o
com a declividade necessária à sua implantação;
 Colocação sobre o terreno regularizado da manta de Bidim OP 30, nas dimensões
indicadas no projeto;
 Lançamento sobre a manta de Bidim de uma camada de brita, nas espessura e
largura definidas pela FISCALIZAÇÃO;
 Fechamento da manta de Bidim OP 30 com o traspasse indicado no projeto e
recomendações do fabricante;
 Início do aterro compactado sobre o dreno, levando-o até a cota de arrasamento
indicada no projeto.
CAIXAS COLETORAS
Essa especificação trata dos procedimentos a serem seguidos na execução de caixas
coletoras de concreto simples, utilizáveis em bueiros e redes.
Execução das Caixas Coletoras
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O concreto utilizado deverá ser dosado experimentalmente para uma resistência
característica à compressão (fck) de 15 MPa. O concreto utilizado deverá ser preparado
de acordo com o prescrito nas normas NBR 6118 e NBR 7187 da ABNT.
O processo executivo a aplicar para as caixas coletoras envolve as seguintes etapas:
1ª - Escavação do poço destinado à instalação da caixa coletora, com espaços laterais
suficientes aos trabalhos de colocação e retirada de formas;
2ª - Regularização e compactação do fundo da caixa. Se necessário utilizar, nessa
operação, uma camada de brita adequadamente compactada;
3ª - Instalação das formas das paredes, respeitadas as dimensões e aberturas
especificadas no projeto;
4ª - Conexão dos tubos de bueiros e eventuais drenos à caixa coletora;
5ª - Lançamento e vibração mecânica do concreto;
6ª - Retirada das fôrmas, após período de cura;
7ª - Complementação das laterais com solo local compactado;
8ª - Instalação da grelha de concreto.
A tampa a ser utilizada na caixa coletora da sarjeta, será preparada após a conclusão da
caixa coletora, e devidamente ajustada às suas dimensões finais.
Controles
 Controle Geométrico e de Acabamento
O controle das condições de acabamento das caixas coletoras será feito pela
CODEVASF em bases visuais.
O controle geométrico consistirá de medidas das dimensões da caixa acabada.
 Controle Tecnológico
O controle tecnológico do concreto será realizado pelo rompimento de corpos-de-prova à
compressão simples, aos 7 dias de idade, de acordo com o prescrito na NBR-6118 da
ABNT para controle assistemático. Para tal, deverá ser estabelecida, previamente, a
relação experimental entre as resistências à compressão simples aos 7 e aos 28 dias.
Aceitação
O serviço será considerado como aceito desde que atendidas as seguintes condições:
1ª - O acabamento seja julgado satisfatório;
2ª - As dimensões externas da caixa não difiram das de projeto de mais que 10%.
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MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
31 – LIGAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: Esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem
adotados na execução de ligações prediais em sistemas coletores de esgotos sanitários
convencionais implantados pela CODEVASF.
DEFINIÇÕES: para fins de uso desta Especificação serão adotadas as seguintes
definições:
 Sistema Convencional de Coleta de Esgotos Sanitários: constitui-se no sistema
coletor de esgoto que vislumbra a individualização do atendimento, tendo o lote urbano
como unidade. Este padrão de coleta oferece uma rede coletora frontal aos lotes,
assentada no leito da via de tráfego, com diâmetro mínimo de 150 mm (critério adotado
pela CODEVASF), que recebe a contribuição individual dos esgotos provenientes do
ramal predial de cada lote. Trata-se do tipo de sistema com ligações individualizadas,
que atualmente é regido pela norma NBR 9649 da ABNT (Projeto de Redes Coletoras
de Esgoto Sanitário). Segundo a referida norma, a profundidade mínima para redes
convencionais é de 0,90m;
 Ramal de Descarga: constitui-se na canalização que recebe diretamente os efluentes
dos aparelhos sanitários de uma edificação;
 Tubo de Queda em Ligação Predial: constitui-se na canalização vertical que recebe
os efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga de uma edificação;
 Subcoletor : constitui-se na canalização que recebe os efluentes de um ou mais
tubos de queda ou ramais de esgoto de uma edificação;
 Dispositivo de Inspeção: constitui-se numa unidade visitável, de forma a permitir a
inspeção e desobstrução de canalizações. Localizado no passeio público, promove a
interligação entre os ramais de descarga ou de esgoto provenientes da edificação ao
ramal predial (ou coletor predial). Poderão ser utilizados caixa de inspeção ou dispositivo
tubular de inspeção;
 Ligação Predial Convencional: constitui-se no conjunto de tubos, peças, conexões e
demais dispositivos, que interliga a instalação predial do usuário à rede coletora pública
de esgotos. A ligação predial é constituída por dois trechos distintos: o trecho da ligação
intra-domiciliar e o trecho do ramal predial ou coletor predial;
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 Ligação Intra-domiciliar: constitui-se no conjunto de tubulações, peças, conexões e
demais dispositivos compreendidos entre o dispositivo de inspeção e a parte interna da
edificação.
 Ramal Predial ou Coletor Predial: constitui-se no conjunto de tubulações, peças,
conexões e demais dispositivo compreendido entre a rede pública de esgotos e o
alinhamento predial. O ramal predial tem início no dispositivo de inspeção e recebe as
contribuições provenientes do último trecho de subcoletores, ramais de esgoto ou de
descarga de uma edificação, conduzindo os efluentes aos coletores públicos.
MATERIAIS
Para a execução dos serviços especificados, poderão ser utilizados os seguintes
materiais:
a) Insumos das Obras Civis
Constituem-se nos insumos das obras civis os materiais para a execução de caixas,
berços, etc.
Os critérios para o fornecimento dos referidos insumos encontram-se apresentados nas
especificações técnicas dos serviços pertinentes, que compõem o Caderno de Encargos
da CODEVASF.
b) Tubos, Peças e Conexões
As tubulações, peças e conexões utilizadas na execução dos ramais prediais do sistema
convencional e dos ramais condominiais, serão em PVC, fabricadas conforme as
seguintes normas da ABNT:
– NBR 10570
–TUBO DE PVC RÍGIDO COM JUNTA ELÁSTICA PARA COLETOR
PREDIAL E SISTEMA CONDOMINAL DE ESGOTO SANITÁRIO;
– NBR 7362
–TUBO DE PVC RÍGIDO COM JUNTA ELÁSTICA PARA COLETOR
DE ESGOTO;
– NBR 9051
–ANEL DE BORRACHA PARA TUBULAÇÕES DE PVC RÍGIDO
PARA COLETOR DE ESGOTO SANITÁRIO;
– NBR 10569
–CONEXÕES DE PVC RÍGIDO COM JUNTA ELÁSTICA PARA
COLETOR DE ESGOTO SANITÁRIO.
As tubulações, peças e conexões utilizadas na execução das ligações intradomiciliares,
serão em PVC, para esgoto predial, fabricadas conforme a norma NBR 5688 da ABNT.
Os critérios para o fornecimento dos referidos materiais encontram-se apresentados
nessas especificações.
EQUIPAMENTOS
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Para a execução dos serviços especificados, serão utilizados equipamentos manuais
usuais na construção civil.
EXECUÇÃO DE LIGAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO – SISTEMA CONVENCIONAL
CONDICIONANTES E PARÂMETROS
As ligações prediais de esgoto do sistema convencional, segundo esta Especificação,
deverão ser executadas paralelamente à execução da rede coletora, sendo obrigatórias
para todas as edificações situadas no perímetro urbano, localizadas em terrenos cuja
testada tenha limites com o logradouro onde será assentada a rede coletora pública de
esgotos.
Todas as ligações deverão estar em conformidade com as normas técnicas da ABNT e
com os padrões adotados pela CODEVASF.
Cada prédio terá sua ligação predial independente, não sendo permitido esgotar dois ou
mais prédios, ainda que contíguos, por uma canalização única, salvo em casos
excepcionais mediante autorização expressa da Contratante. Cada prédio terá uma
única ligação, salvo em casos de grandes edifícios ou quando houver conveniência
técnica, a juízo da Contratante.
Considera-se nesta Especificação que as tubulações cerâmicas de redes existentes
serão substituídas, por ocasião das obras de ampliação do sistema, por tubulações de
PVC.
Durante a execução da rede coletora, deverão ser implantadas, concomitantemente, as
ligações prediais correspondentes, desde que:
– exista ligação de água;
– os subcoletores situem-se em cota tal que possam ser esgotados pela rede coletora,
verificado pela Contratante, nos casos em que os serviços topográficos sejam de
responsabilidade da Contratante. Caso contrário tal verificação será de inteira
responsabilidade do Construtor;
– tenha sido emitida a respectiva Ordem de Serviço.
O diâmetro da tubulação da ligação será função do número de aparelhos sanitários da
instalação predial. Geralmente, para residências utiliza-se DN=100mm, sendo este o
diâmetro mínimo permitido.
A declividade mínima a ser utilizada no ramal predial com DN=100mm será de 2% e
para DN=150mm será de 0,6%.
TIPOS DE LIGAÇÕES
As ligações prediais de esgotos são classificadas em função da rede coletora estar
sendo executada ou já existir (ver QUADRO I) quando da implantação da ligação e do
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desnível entre a geratriz superior externa da extremidade de jusante do subcoletor
predial mais baixo, considerado no alinhamento da propriedade, e a geratriz superior
externa da rede coletora.
QUADRO I – CLASSFICAÇÃO DAS LIGAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO
REDE
DESNÍVEL
NOVA
SUFICIENTE
SUFICIENTE
PARA
AS
PARA
AS
EXISTENTE
DECLIVIDADES
DECLIVIDADES
MÍNIMAS
+
MÍNIMAS
0,40m
I
TÊ
SELIM
X
II
TÊ
SELIM
X
III
TÊ
SELIM
X
IV
TÊ
SELIM
X
TIPO
LIGAÇÃO
DA
As ligações executadas com o coletor público operando, serão feitas mediante selim 90º,
limitadas, neste caso, ao diâmetro do coletor com 300 mm; as ligações executadas
juntamente com a execução do coletor ou com coletores com DN > 300 mm, serão feitas
mediante "tê" 90º junta elástica.
As ligações dos tipos I e II dependem de que o desnível seja igual ou superior ao
necessário para ocorrerem as declividades mínimas previstas, acrescidas de 0,40m.
Estas ligações constam de:
– Caixa de inspeção ou dispositivo tubular de inspeção;
– Um tê assentado na vertical ou selim;
– tubos assentados verticalmente, com comprimento variável, dependendo do
desnível;
– duas curvas de 45º ou uma curva de 90o;
– tubos assentados quase horizontalmente, a partir da rede coletora, com declividade
maior ou igual às mínimas previstas, com comprimento variável até atingir o dispositivo
tubular de inspeção ou caixa de inspeção.
As ligações tipo III podem substituir as ligações do tipo I, quando não ocorrerem os
desníveis mínimos necessários para este tipo de ligação. Dependem de que o desnível
seja igual ou superior ao necessário para ocorrerem às declividades mínimas previstas.
Estas ligações constam de:
–
–
caixa de inspeção ou dispositivo tubular de inspeção;
um tê ou selim assentado inclinado, a favor do escoamento;
165
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– tubos assentados quase horizontalmente, a partir da rede coletora, com declividade
maior ou igual às mínimas previstas, com comprimento variável até atingir o dispositivo
tubular de inspeção ou caixa de inspeção.
As ligações tipo IV podem substituir as ligações tipo II, quando não ocorrerem os
desníveis mínimos necessários para este tipo de ligação. Dependem de que o desnível
seja igual ou superior ao necessário para ocorrerem as declividades mínimas previstas.
Estas ligações constam de:
– caixa de inspeção ou dispositivo tubular de inspeção;
– um tê ou selim, assentado horizontalmente ou ligeiramente inclinado a favor do
escoamento;
– uma junção 45º;
– duas curvas de 45º ou uma curva 90º;
– tubos assentados quase horizontalmente, a partir da rede coletora, com declividade
maior ou igual às mínimas previstas, com comprimento variável até atingir o dispositivo
tubular de inspeção ou caixa de inspeção.
Os tipos de ligações a serem utilizadas na Obra, serão definidas no Projeto ou a critério
da Fiscalização.
TIPOS DE DISPOSITIVOS DE INSPEÇÃO
Os tipos de dispositivos de inspeção a serem utilizados na Obra, serão definidas no
Projeto ou ficarão a critério da Fiscalização ou padrão COPASA.
Os dispositivos para inspeção, aqui especificados, serão instalados nos passeios das
edificações e constituem-se em:
– caixas para
pré-moldadas);
– caixas para
concreto;
– dispositivos
plástico;
– dispositivos
cerâmico.
ligações prediais de esgoto, executadas em concreto armado (caixas
ligações prediais de esgoto, executadas em anéis pré-moldados de
de inspeção para ligação predial de esgoto sanitário, em material
de inspeção para ligação predial de esgoto sanitário, em material
a) Caixas Padrão CODEVASF Para Ligações Prediais de Esgoto
As caixas padronizadas pela CODEVASF para ligações de esgoto, deverão ser
utilizadas sempre que possível, salvo indicação em contrário do Projeto ou por parte da
Fiscalização.
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Outros tipos de caixas que se façam necessárias no Projeto ou Obra, distintas das
caixas aqui padronizadas, deverão ser medidas e pagas, com base em composição
efetuada pelo Construtor, com itens específicos da tabela de custos do Caderno de
Encargos, após aprovação da Fiscalização.
As unidades padronizadas terão dimensões e características conforme descrito a seguir:
a.1) Caixa Para Ligação Predial de Esgoto Sanitário – PL TIPOS I, II e III
As caixas para ligações prediais de esgotos, padrão CODEVASF, são pré-moldadas de
concreto armado, com seção retangular, com as seguintes características:
 PL TIPO I
 largura interna: 40cm;
 comprimento interno: 54cm;
 altura: 40cm;
 tampa: poderá ser em concreto armado ou em FoFo, conforme indicação do Projeto
ou da Fiscalização.
 PL TIPO II
 largura interna: 40cm;
 comprimento interno: 54cm;
 altura: de 41 a 80cm;
 tampa: poderá ser em concreto armado ou em FoFo, conforme indicação do Projeto
ou da Fiscalização.
 PL TIPO III
 largura interna: 40cm;
 comprimento interno: 54cm;
 altura: de 81 a 120cm;
 tampa: poderá ser em concreto armado ou em FoFo, conforme indicação do Projeto
ou da Fiscalização.
a.2) Caixa Para Ligação Predial de Esgoto Sanitário – PL TIPOS IV, V e VI
As caixas para ligações prediais de esgoto sanitário, padrão CODEVASF, tipos IV, V e
VI, são circulares, em anel pré-moldado de concreto, com as seguintes características:
 PL TIPO IV
 diâmetro interno:20 a 40cm;
 altura: até 60cm;
167
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 espessura do anel: 5cm;
 tampa: de concreto armado ou FoFo .
 PL TIPO V




diâmetro interno: 20 a 40cm;
altura: de 61 até 80cm;
espessura do anel: 5cm;
tampa: de concreto armado ou FoFo.
 PL TIPO VI




diâmetro interno: 20 a 40cm;
altura: de 81 até 120cm;
espessura do anel: 5cm;
tampa: de concreto armado ou FoFo.
a.3) Caixa Para Ligação Predial de Esgoto Sanitário – PL TIPOS VII, VIII e IX
As caixas para ligações prediais de esgoto sanitário, padrão CODEVASF, tipos VII, VIII e
IX, são circulares, em manilha cerâmica, com as seguintes características:





PL TIPO VII
diâmetro interno: 20cm a 40cm;
altura: até 60cm;
espessura do anel: 5cm;
tampa: de concreto armado ou FoFo T-05.
 PL TIPO VIII




diâmetro interno: 20cm a 40cm;
altura: de 61 até 80cm;
espessura do anel: 5cm;
tampa: de concreto armado ou FoFo T-05.
 PL TIPO IX




diâmetro interno: 20cm a 40cm;
altura: de 81 até 120cm;
espessura do anel: 5cm;
tampa: de concreto armado ou FoFo T-05.
b) Dispositivos de Inspeção em Material Plástico Para Ligações Prediais de Esgotos
Sanitários
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O Construtor poderá optar, com a aprovação da CODEVASF, por utilizar dispositivos em
material plástico para inspeção em ligações prediais de esgotos sanitários, em
substituição às caixas construídas de modo convencional em alvenaria, cerâmico ou
concreto com tampão de concreto ou ferro fundido dúctil.
Neste caso poderá ser utilizado o TIL LIGAÇÃO PREDIAL BBB JE, nos diâmetros
indicados no Projeto.
EXECUÇÃO DAS LIGAÇÕES INTRADOMICILIARES
O conjunto de tubos, peças, conexões e dispositivos compreendidos entre o alinhamento
predial e o interior da edificação, constitui a ligação intradomiciliar (ramal interno e
instalações prediais).
No caso de ligações intradomiciliares existentes, o Construtor deverá realizar a vistoria
e, se for o caso, os serviços dela decorrentes, conforme definido no subitem 4.5 da
presente Especificação.
Para edificações desprovidas de ligações intradomiciliares, o Construtor será
responsável pela execução das instalações prediais e ramais internos, , no nível de
atendimento previsto no contrato da obra, conforme os critérios estabelecidos nas
normas técnicas da ABNT para projeto das instalações prediais de esgoto sanitário.
Integrarão os custos das ligações todos os serviços necessários para a sua execução
tais como: levantamento e recuperação de pisos, azulejos, escavação, regularização do
fundo da vala, reaterro, bota fora de expurgo e assentamento de tubos e conexões. O
fornecimento e assentamento de aparelhos sanitários, caso sejam necessários, serão
medidos e pagos em separado, assim como o fornecimento de qualquer material
hidráulico.
EXECUÇÃO DOS RAMAIS PREDIAIS
No caso de ligações entre o coletor público e edificações com ligações intradomiciliares
existentes, o Construtor deverá executar vistorias em toda a instalação predial da
referida edificação, tendo em vista a identificação, entre outras, de diâmetros, materiais
das tubulações e declividades. Atenção especial deverá ser dada:
– às instalações que captam águas pluviais, as quais deverão ser separadas dos
efluentes sanitários e encaminhadas para a sarjeta de rua ou outro destino que não seja
a rede de esgotos;
– às instalações que encaminham os efluentes sanitários à fossas e sumidouros, as
quais deverão ser direcionadas para a rede pública, através do ramal predial a ser
instalado.
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A ordem de serviço para a execução do ramal predial deverá ser emitida pela
Fiscalização, após a referida vistoria.
Caso a execução das ligações intradomiciliares integre o escopo dos serviços
contratados, os custos decorrentes da vistoria retro-mencionada, tais como adequações
de diâmetros de tubulações das águas pluviais do sistema de esgoto e outros serviços
pertinentes, ficarão a cargo do Construtor. Caso o contrato preveja apenas a execução
dos ramais prediais, os referidos custos com as instalações internas ao alinhamento
predial, correrão por conta do usuário.
As execuções dos ramais prediais variarão com as características da rede coletora, se
profundas ou não, e se operando ou não.
Preferencialmente a ligação será executada com duas curvas de 45o, garantindo-se a
declividade mínima estabelecida. Esta concepção é função da profundidade do coletor e
de sua distância à soleira do prédio. Caso as condições de distância coletoras – soleira
e/ou profundidade daquele forem críticas, as curvas de 45o podem ser substituídas por
uma curva de 90o, mantendo-se a declividade mínima.
O assentamento dos tubos da ligação far-se-á de forma a se obter apoio total da geratriz
inferior no fundo da vala, devendo, os tubos e conexões, serem envolvidos em gravilhão,
areia ou concreto simples.
Os procedimentos a serem adotados na execução do assentamento de tubos e
conexões devem seguir o prescrito nesta Especificação.
Os tubos deverão ser assentados com a bolsa voltada para montante, perfeitamente
alinhados segundo o eixo de escavação, após a execução dos serviços de nivelamento
das valas e embasamento, quando necessário.
A ponta do ramal interno, sob a soleira, deverá ser compatível com a tubulação da
ligação predial.
A largura da vala transversal onde será instalado o ramal predial, a partir da cava do
coletor até a soleira, será no máximo de 0,50m.
Em seguida, são descritas as alternativas de execução das ligações prediais.
a) Alternativas Para Execução da Ligação Predial
a .1) Ligação Executada em Coletor Operando
A conexão de ligação com rede em DN até 300mm será feita mediante selim 90º dos
seguintes tipos:
– para redes com DN até 150 mm, será utilizado selim tipo abraçamento com travas
laterais, para instalações na rede por justa-posição;
170
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– para as redes com DN de 200 a 300 mm, será utilizado selim tipo encaixe, em
furação na rede.
A furação da rede, que estará sempre em carga, deverá ser suficiente para a penetração
justa da guia de encaixe do selim no tubo do coletor.
O furo no coletor, será executado com a serra copo, tendo-se o cuidado para que a parte
serrada não caia no interior da tubulação.
No caso do selim tipo abraçadeira, o furo será feito com este fixado no ponto de
conexão, de forma que as suas paredes sirvam de guia para a broca; no caso de selim
tipo encaixe, o furo será feito com a serra-copo perpendicular ao eixo do coletor.
A estanqueidade na conexão selim x rede será feita mediante processo recomendado
pelo fabricante.
a .2) Ligação Executada Juntamente Com a Execução do Coletor
A conexão de ligação com a rede em execução será feita com "Tê" 90º, posicionado de
forma a garantir a perpendicularidade ao alinhamento predial.
b) Execução das Caixas de Inspeção
Os procedimentos a serem adotados na execução das caixas de concreto armado e
caixas em anel de concreto pré-moldado, devem seguir o prescrito nesta Especificação.
c) Montagem e Instalação dos Dispositivos de Inspeção em Material Plástico Para
Ligações Prediais de Esgotos Sanitários
A montagem e instalação dos dispositivos compreendem as seguintes etapas:
c.1) Marcação de Tubos
O dispositivo possui um batente interno que limita a profundidade de inserção do tubo na
bolsa. Para garantir que o tubo seja adequadamente instalado, deve-se inicialmente
encaixá-lo na bolsa sem o anel de borracha até que sua ponta encoste-se ao batente
interno. Em seguida, deve-se fazer uma marcação sobre o tubo, que servirá como
referencia de posicionamento para o encaixe do tubo quando a bolsa já estiver com o
anel de borracha.
c.2) Lubrificação do Anel
A superfície interna do anel de borracha do dispositivo e a superfície externa do tubo de
acesso devem ser lubrificadas com pasta lubrificante para possibilitar uma perfeita
operação de acoplamento.
c.3) Assentamento do Dispositivo
171
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O dispositivo deve ser nivelado sobre uma fundação adequada para prevenir
deslocamento e recalques após o reaterro. Se necessário, deverá ser assentado sobre
berço de areia, gravilhão ou até mesmo ancorado em concreto (por exemplo, quando o
nível do lençol freático for elevado).
c.4) Montagem do Tubo de Acesso
Um trecho de tubo em PVC, de comprimento adequado, deverá ser acoplado à abertura
superior do dispositivo para garantir acesso quando das operações de inspeção e
limpeza. Este acoplamento é efetuado utilizando-se a própria bolsa do tubo ou uma luva
de correr. Na extremidade superior deste tubo de acesso (também chamado de chaminé
ou pescoço) deverá ser instalado um tampão específico para o dispositivo, que ficará
embutido em um pequena laje de concreto a ser moldada no nível do pavimento.
CADASTRO DAS LIGAÇÕES EXECUTADAS
O Construtor será responsável pelo cadastro de todas as ligações prediais executadas,
registrando em fichas padronizadas da CODEVASF, todos os elementos principais
relativos aos ramais condominiais e às ligações intradomiciliares, incluindo um “croqui"
da ligação.
Concluída a ligação as fichas ficarão arquivadas na CODEVASF, formando os cadastros
técnicos das ligações, servindo para consultas em caso de desobstruções ou reparos e
também para a cobrança das taxas relativas à utilização do sistema de esgotos.
CONTROLE
Serão realizados, não limitadamente, os seguintes controles dos serviços executados:
-a ligação intra-domiciliar e os ramais condominiais serão executados pelo Construtor,
tomando-se por base as exigências estabelecidas nesta Especificação;
-as obras serão fiscalizadas por equipe especializada da CODEVASF, nomeada pela
diretoria envolvida no processo;
-as equipes de execução e manutenção das ligações e ramais deverão ter disponíveis
as ferramentas e materiais necessários, como uma das condições básicas para a
execução dos trabalhos. Os materiais utilizados pela equipe de execução (tubos,
conexões, válvulas), deverão ser armazenados e transportados de acordo com as
exigências técnicas para manutenção da qualidade dos materiais;
-antes de recobrir a tubulação, cumpre verificar se não houve falhas na montagem das
juntas e conexões;
-a manutenção do sistema de esgoto implantado será de responsabilidade do Construtor
até a entrega da Obra para a CODEVASF.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
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São apresentados em anexo, os critérios de medição e pagamento dos serviços
especificados.
Os critérios de medição e pagamento do fornecimento de materiais hidráulicos
encontram-se apresentados na sua respectiva especificação.
LIGAÇÃO PREDIAL – SERVIÇOS
EXECUÇÃO DE LIGAÇÃO PREDIAL P/ ESGOTO, COM PAVIMENTO,
DN100 ou 150mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
m
EXECUÇÃO DE LIGAÇÃO PREDIAL P/ ESGOTO, EM TERRENO
NATURAL, DN100 ou 150mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
m
Medição:
será feita por metro linear de execução, de ramal predial executado, com autorização da
Fiscalização.
serão medidos e pagos em separado:
 o fornecimento do material hidráulico e juntas;
 o assentamento e fornecimento de dispositivo de inspeção;.
 o cadastramento das ligações.
PAGAMENTO
 Demolição e recomposição de pavimento e passeio, incluso o fornecimento de
material, posto obra;
 Escavação, reaterro e bota-fora de material escavado e não aproveitável;
 Regularização do fundo da vala e execução de berço de areia, incluso o
fornecimento de material, posto obra;
 Assentamento de tubos, conexões e peças, incluindo todo o material e acessórios
necessários (colas, etc.);
 Limpeza final e remoção de expurgo para local aprovado pela Fiscalização;

Aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;

Mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
LIGAÇÕES INTRADOMICILIARES - SERVIÇOS
EXECUÇÃO DE LIGAÇÃO INTRA-DOMICILIAR, EM PISO DE Unid.
CONCRETO SIMPLES, DN100mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
EXECUÇÃO DE LIGAÇÃO INTRA-DOMICILIAR, EM PISO CERÂMICO, Unid.
DN100mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
EXECUÇÃO DE LIGAÇÃO INTRA-DOMICILIAR, EM TERRENO Unid.
NATURAL , DN 100mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
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NATURAL , DN 100mm, S/ FORNEC. DO MAT. HIDRÁULICO
Medição:
será feita por unidade, de ramal predial executado, com autorização da Fiscalização.
 serão medidos e pagos em separado:
 o fornecimento e assentamento de pisos especiais, pias, aparelhos sanitários e
acessórios, quando necessários;
 o fornecimento de materiais hidráulicos;
 o fornecimento e assentamento de dispositivos de inspeção.
PAGAMENTO
COMPREENDE:
 Demolição e recomposição de pisos e passeios;
 Escavação, reaterro e bota-fora de material escavado e não aproveitável;
 Assentamento de tubos, conexões e peças, incluindo todo o material e acessórios
necessários (colas, etc.);
 Limpeza final e remoção de expurgo para local aprovado pela Fiscalização;

Aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);

Aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;

Mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
32 – PREPARO DO TERRENO/LIMPEZA DE ÁREAS LIMPEZA MANUAL DO
TERRENO / LIMPEZA DE ÁREAS
GENERALIDADES
A limpeza do terreno compreenderá os serviços de capina, limpeza, roçado,
desmatamento, destocamento, retirada da camada vegetal, remoção e queima, de forma
a deixar a área livre de raízes, tocos, pedras etc.
As demolições porventura necessárias serão feitas dentro da mais perfeita técnica,
tomados os devidos cuidados de forma a se evitarem danos a terceiros.
As áreas a serem desmatadas e limpas serão delimitadas pela Contratada de acordo
com os Desenhos do Projeto e compreenderão as áreas referente às construção.
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Os danos e prejuízos às propriedades alheios produzidos por operações inadequadas
na execução da limpeza, ou mesmo erro na deposição dos materiais destinados ao
bota-fora, serão de responsabilidade exclusiva da Contratada.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
O trabalho de desmatamento, limpeza e demolição medir-se-á sobre sua projeção,
tomando por unidade o m2, não sendo levados em conta nessas medições os serviços
que a Contratada efetuar fora das áreas indicadas pela Fiscalização.
Este serviço será pago pelo preço unitário constante da Planilha de Orçamentação de
Obras. Este preço deverá incluir mão-de-obra, ferramentas e equipamentos necessários
para a execução do serviço, conforme explicitado, bem como a carga, transporte e
descarga do material destinado ao bota-fora.
33 - PORTÃO PARA VEÍCULOS
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
OBJETIVO: estabelecer os procedimentos a serem adotados no fornecimento e
assentamento de portões com 01 ou 02 folhas, em pilares de concreto armado. Os
portões deverão obedecer os padrões do projeto ou da fiscalização da CODEVASF.
DEFINIÇÕES: para fins desta Especificação foi adotada a seguinte definição:
-Portão de Ferro Galvanizado: estrutura constituída de tubos de ferro galvanizado com
vedação em chapa de aço galvanizado, soldadas em quadro de ferro com cantoneira,
para utilização no fechamento de áreas externas, conjuntamente com cercas ou muros
de concreto.
MATERIAIS
Os materiais utilizados na execução dos serviços aqui especificados constituem-se de:











tubos de ferro galvanizado;
chapa de aço galvanizado;
materiais para solda;
perfis de ferro cantoneira;
cimento;
areia;
brita 1;
brita 2;
aço;
tintas de proteção;
tinta de acabamento.
175
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Os tubos e perfis metálicos, deverão estar limpos, perfeitamente desempenados e sem
defeito de fabricação.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços poderão ser utilizados os seguintes equipamentos:
 equipamentos para execução de solda;
 caminhão munck.
EXECUÇÃO
Os portões serão executados com tubos de ferro galvanizado de 1 ½ “, com os
seguintes tipos de vedação”:
 chapa de aço galvanizado, soldada em quadro de ferro com cantoneira de 3/4 x 3/4 x
1/8” .
Poderão ser executados com 01 ou 02 folhas, conforme projeto ou a critério da
Fiscalização. Geralmente os portões com 01 folha são utilizados para passagem de
pedestres e o de 02 folhas para passagem de veículos.
Para os portões com vedação em chapa de aço galvanizado, o logotipo da CODEVASF
será pintado sobre a referida chapa.
Para fixação e suporte dos portões serão executados pilares de concreto armado, fck=
15MPa, com seção mínima de 20x30cm, apoiados sobre sapatas com dimensões tais
que permitam a sustentação adequada do portão.
As peças de ferro dos portões receberão limpeza e tratamento antioxidante. A pintura de
acabamento deverá ser aplicada em duas demãos, utilizando-se esmalte sintético, na
cor especificada pela Fiscalização.
Os portões serão entregues com cadeados e ferragens de boa qualidade, especificados
pela Fiscalização.
CONTROLE
O controle dos materiais e da execução dos serviços será feito por observação visual.
As soldas utilizadas deverão ser bem esmerilhadas, pois não serão aceitas rebarbas,
nem saliências.
Os portões assentados deverão estar em perfeito alinhamento com a cerca ou muro.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
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São apresentados em anexo, os Critérios de Medição e Pagamento dos serviços
especificados.
PORTÃO P/ VEÍCULOS EM TUBOS DE FERRO m²
GALVANIZADO DE 01 OU 02 FOLHAS, C/ VEDAÇÃO EM
CHAPA DE AÇO GALVANIZADO, INCL. GUARNIÇÕES E ou
FERRAGENS, C/ LARGURA DE 2 A 5m OU
ESTABELECIDO EM PROJETO
unid.
MEDIÇÃO
será feita pela área, em metro quadrado (m²), de portão fornecido e assentado, com
aprovação da Fiscalização ou por unidade assentada conforme projeto e estabelecido
na planilha de orçamentação.
PAGAMENTO
Compreende:
 assentamento de portão de ferro, incluindo o fornecimento do portão e dos materiais
necessários, posto obra;
 execução de limpeza, tratamento anti-oxidante e pintura de acabamento em duas
demãos de todas as peças metálicas, com fornecimento de materiais, posto obra;
 execução de solda, com fornecimento de materiais, posto obra;
 execução dos pilares de concreto armado e fundação para sustentação do portão,
incluindo pintura, com fornecimento dos materiais, posto obra;
 assentamento e fornecimento de ferragens de 1ª qualidade, inclusive cadeado, posto
obra;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
34 - MURO PRÉ-MOLDADO DE PLACAS DE CONCRETO ARMADO
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
a) Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem adotados
na execução de muros constituídos de mourões e placas pré-moldadas de concreto
armado.
b) Definições: para fins desta Especificação, foi adotada a seguintes definição:
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 Muro Pré-Moldado de Placas de Concreto: constitui-se em elemento de fechamento
de áreas externas, executado com muros de concreto constituído de placas prémoldadas e mourões de concreto espaçados a cada 2,00m, altura útil de 2,40 m.
MATERIAIS
Os materiais utilizados na execução da cerca, aqui especificados, constituem-se em:





placas e colunas pré-moldadas de concreto;
cimento;
areia;
brita 1;
brita 2.
As peças pré-moldadas não devem apresentar fissuras, ferragens descobertas ou outras
deformidades.
O concreto para fixação das estacas deverão apresentar as características
estabelecidas nessa especificação.
EQUIPAMENTOS
Os equipamentos que poderão ser utilizados na execução dos serviços são:
 Guindaste de pequeno porte;
 Ferramentas.
EXECUÇÃO
A locação e implantação do muro devem obedecer ao projeto de urbanização.
Devem ser implantados marcos topográficos no terreno para permitir a conferência do
alinhamento do muro.
As colunas de concreto pré-moldado, com dimensões de 0,13x0,13x3,00 m, serão
espaçadas a cada 2,00m e aterradas no solo com no mínimo 60 cm de profundidade;
após a colocação das colunas na vala, esta será preenchida com concreto simples
fck=15 MPa.
As colunas de concreto devem ter ranhuras longitudinais para encaixe das placas de
concreto.
As placas, com espessura de 3,0 cm, serão encaixadas nas ranhuras dos pilares com
auxílio de guindaste de pequeno porte e rejuntadas com argamassa de cimento e areia.
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CONTROLE
O controle dos materiais e da execução dos serviços será feito por observação visual.
Deve ser feita inspeção nas placas e colunas que serão usadas no muro, pela
Fiscalização, para rejeitar peças quebradas, rachadas, empenadas ou fora das
especificações do Projeto
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
São apresentados em anexo, os Critérios de Medição e Pagamento dos serviços
especificados.
MURO PRÉ-MOLDADO DE PLACAS DE CONCRETO
ARMADO, e=3cm, C/ COLUNAS DE CONCRETO ARMADO
C/ DIMENSÕES DE 0,13X0,13X3,00m.
m
MEDIÇÃO:
será feita pela extensão, em metro linear (m), de muro efetivamente executado e altura
indicada no projeto , com a aprovação da Fiscalização.
PAGAMENTO:
 Execução e assentamento de muro de concreto, inclusive o fornecimento dos
materiais, posto obra;
 Escavação e aterro para fixação das colunas;
 execução de enchimento com concreto simples, com fornecimento dos materiais,
posto obra;
 Aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizadas;
 Limpeza final, remoção e transporte de expurgo para local aprovado pela
Fiscalização;
Aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
Mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
35 - PLANTIO DE GRAMA
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
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a) Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para fornecimento
e plantio de grama em placa e em muda até a pega total.
b) Definições: para fins desta Especificação foram adotadas as seguintes definições:
Plantio de Grama: constituem-se nos serviços de plantação de grama em áreas ou
taludes, com finalidade estética e/ou de proteção contra erosão;
Grama em Placas: constituem-se em placas contendo gramínea, transplantada de
viveiro ou outro local de extração para o local a ser gramado, promovendo a cobertura
imediata do solo;
Grama em Mudas: constituem-se em sementes ou mudas de gramíneas, a serem
plantadas no local a gramar.
MATERIAIS
Os materiais utilizados na execução dos serviços são:
sementes ou mudas de gramíneas;
grama em placas, com e = 6 cm;
terra vegetal;
adubos e corretivos;
fertilizantes.
A espécie de gramínea a ser utilizada, deverá ser submetida à aprovação da
Fiscalização, e deverá ser, a princípio, gramíneas nativas, resistentes ao clima da
região.
A terra vegetal utilizada deverá ser isenta de elementos, como ervas, raízes sementes,
etc., que originem outros tipos de vegetação.
Serão utilizados fertilizantes comerciais e corretivos, com indicação da composição
química desses produtos.
Caso se utilize o estrume animal, este deverá ser integral e não poderá conter sementes
de ervas quaisquer, palhas, cerdas ou outros materiais estranhos.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços poderão ser utilizados os seguintes equipamentos:
carros de mão;
carregadeiras frontais;
caminhão de carroceria fixa ou basculante;
caminhão tanque, utilizado para a irrigação das mudas até a pega total;
ferramentas usuais em horticultura.
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EXECUÇÃO
a) Considerações Gerais:
Compreende os serviços de revolvimento e/ou escarificação do solo; regularização do
material encarniçado; drenagem da área; fornecimento e espalhamento de camada de
terra vegetal, quando necessário, com espessura média de 5 cm e o plantio de grama
em placa ou em muda, conforme especificação de Projeto ou a critério da Fiscalização.
Quando necessário deverá ser feita correção do solo e aplicação do fertilizante
adequado.
Após o plantio, será providenciada a irrigação de toda a área, que deverá continuar,
diariamente, até um mínimo de 15 (quinze) dias, ou até que toda a grama esteja
enraizada.
Os serviços relativos ao plantio de grama deverão ser concluídos com antecedência
suficiente ao término da Obra, para que o novo gramado não necessite de cuidados
especiais para sua formação, em etapa posterior.
b) Plantio de Grama em Placa:
As placas serão colocadas justapostas sobre a camada de terra vegetal, e a seguir,
comprimidas. Logo após será lançada uma camada de terra vegetal nos intervalos das
placas, de forma a preencher os eventuais vazios entre elas.
Nos locais com declives acentuados ou taludes, as placas deverão ser ancoradas
durante a sua colocação, de modo a se evitar o seu deslizamento antes da pega.
c) Plantio de Grama em Muda
Sobre as superfícies regularizadas dos taludes ou de outras tipologias de áreas, será
espalhada camada vegetal, tratada, homogeneizada, corrigida, adubada e umedecida,
de modo a receber as sementes ou mudas.
As sementes ou mudas serão afixadas ao solo, por intermédio de pressão lateral dos
dedos na terra, para que estas fiquem envoltas em terra e com poucos vazios em sua
volta, sendo que o espaçamententre as mudas não deverá ser superior a 0,10 m.
CONTROLE
As placas devem estar isentas de pragas e defeitos de formação.
Cuidados especiais devem ser tomados nos taludes para que se obtenha o
enraizamento da grama.
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O Construtor será responsável pela recuperação, replantio ou reparação do gramado,
em todo ou parte, por um período de 45 (quarenta e cinco) dias a contar do término do
plantio, às suas expensas e sem direito a indenização, no caso de morte de mudas ou
dolo, quando da execução dos serviços.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Medição:
Os serviços de plantio de grama será medido pela área, em metro quadrado (m2), de
plantio efetivamente executado, com a aprovação da Fiscalização.
Plantio de grama em placa, inclui camada de terra vegetal, e=0,05m, transporte e
irrigação até a pega total.
Placas ou mudas de grama não utilizadas ou estragadas não serão medidos ou pagas,
ou seja, não serão medidos nem pagos materiais e serviços não aceitos pela
Fiscalização.
Pagamento Compreende:
 revolvimento e/ou escarificação do solo;
 regularização do terreno escarificado;
 lançamento e espalhamento de terra vegetal, com fornecimento de material, posto na
obra;
 correção do solo e aplicação de fertilizantes e adubos, se necessário;
 plantio e fornecimento de grama em mudas ou placa, posto obra;
 rega da área gramada até pega total, com fornecimento de água no local das obras;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados.
36 - PLANTIO DE ÁRVORES
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
a) Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para fornecimento
e plantio de árvores com altura média de 2,00m, até a pega total.
b) Definições: para fins desta Especificação foi adotada a seguinte definição:
-Plantio de Árvores: constitui nos serviços de plantação de mudas de árvores com altura
média de 2,00 m, em áreas, para fins estéticos ou de reposição de espécime retirada
para execução de obras.
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MATERIAIS
Os materiais utilizados na execução dos serviços são:
mudas de árvores com altura média de 2,00m;
terra vegetal;
adubos e corretivos;
fertilizantes.
Serão utilizados os fertilizantes comerciais e corretivos, com indicação da composição
química desses produtos.
Caso se utilize o estrume animal, este deverá ser integral e não poderá conter sementes
de ervas quaisquer, palhas, cerdas ou outros materiais estranhos.
A espécie e o tamanho das mudas será definido conforme o projeto de paisagismo ou a
critério da Fiscalização.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços poderão ser utilizados os seguintes equipamentos:
caminhão de carroceria fixa;
caminhão tanque, utilizado para a irrigação das mudas até a pega total;
ferramentas usuais em horticultura.
EXECUÇÃO
As mudas das árvores devem ser transportadas com as raízes protegidas com terra
vegetal e adubadas nos locais do plantio.
As covas terão dimensões mínimas de 0,40 x 0,40 x 0,40 m; a terra do plantio deverá
estar livre de ervas daninhas, apresentando boa estrutura granulométrica, devendo ser
incorporado esterco de curral bem-curtido, ou similar, na proporção de 100 l/m³ de terra.
Quando necessário, corrigir o pH do solo e após quinze dias aplicar uma adubação com
NPK de 10:10:10, na base de 500 g/m³ de terra.
Após a colocação da muda no centro da cova, completar o vão formado com a terra
adequada, compactando-a ao redor do torrão da planta.
Após o plantio das mudas deverá ser providenciada a rega de toda a área, que deverá
continuar, diariamente, até um mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias, ou até que todas
elas estejam brotadas. Todas as mudas isoladas deverão ser amparadas por meio de
leitores que não deverão danificar as raízes.
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CONTROLE
As mudas de árvores devem estar isentas de pragas e defeitos de formação.
O Construtor será responsável pela recuperação, replantio ou reparação do gramado,
em todo ou parte, por um período de 45 (quarenta e cinco) dias a contar do término do
plantio, às suas expensas e sem direito a indenização, no caso de morte de mudas,
quando da execução dos serviços.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Medição:
Os serviços de plantio de árvore será medido por unidade de plantio efetivamente
executado, com a aprovação da Fiscalização.
Plantio de árvores, com h>=2,00m, inclui preparo e adubação do solo e irrigação até a
pega total.
Mudas de árvores não utilizadas ou estragadas não serão medidos ou pagas, ou seja,
não serão medidos nem pagos materiais e serviços não aceitos pela Fiscalização.
Pagamento Compreende:
 preparo das covas;
 lançamento e espalhamento de terra vegetal, com fornecimento de material, posto
obra;
 correção do solo e aplicação de fertilizantes e adubos, se necessário;
 plantio e fornecimento de mudas de árvores, posto obra;
 fornecimento e colocação de estacas de madeira para escora das mudas (tutor);
 rega da plantação até pega total, com fornecimento de água no local das obras.
37 - PLANTIO DE ARBUSTOS
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
a) Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos para fornecimento
e plantio de arbustos para formação de cerca viva, utilizada em fechamentos de áreas
externas.
b) Definições: para fins desta Especificação foi adotada a seguinte definição:
Plantio de Arbustos: constitui-se nos serviços de plantação de mudas de arbustos com
altura mínima de 0,50 m e máxima de 2,00 m, em áreas, para fins estéticos ou para
formação de cercas vivas.
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MATERIAIS
Os materiais utilizados na execução dos serviços são:
mudas de arbustos com altura entre 0,50 a 2,00 m;
terra vegetal;
adubos e corretivos;
fertilizantes.
Serão utilizados fertilizantes comerciais e corretivos, com indicação para a Fiscalização
da composição química desses produtos.
Caso se utilize o estrume animal, este deverá ser integral e não poderá conter sementes
de ervas quaisquer, palhas, cerdas ou outros materiais estranhos.
A espécie, o tamanho das mudas e a altura do arvoredo será definido conforme o
Projeto ou a critério da Fiscalização.
EQUIPAMENTOS
Para a execução dos serviços poderão ser utilizados os seguintes equipamentos:
caminhão de carroceria fixa;
caminhão tanque, utilizado para a irrigação das mudas até a pega total;
ferramentas usuais em horticultura.
EXECUÇÃO
As mudas das árvores devem ser transportadas com as raízes protegidas com terra
vegetal e adubadas nos locais do plantio.
As covas terão dimensões mínimas de 0,40 x 0,40 x 0,40 m; a terra do plantio deverá
estar livre de ervas daninhas, apresentando boa estrutura granulométrica, devendo ser
incorporado esterco de curral bem-curtido, ou similar, na proporção de 100 l/m³ de terra.
Quando necessário, corrigir o pH do solo e após quinze dias aplicar uma adubação com
NPK de 10:10:10, na base de 500 g/m³ de terra.
Após a colocação da muda no centro da cova, completar o vão formado com a terra
adequada, compactando-a ao redor do torrão da planta.
Após o plantio das mudas deverá ser providenciada a rega de toda a área, que deverá
continuar, diariamente, até um mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias, ou até que todas
elas estejam brotadas. Todas as mudas isoladas deverão ser amparadas por meio de
leitores que não deverão danificar as raízes.
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CONTROLE
As mudas de árvores devem estar isentas de pragas e defeitos de formação.
O Construtor será responsável pela recuperação, replantio ou reparação do gramado,
em todo ou parte, por um período de 45 (quarenta e cinco) dias a contar do término do
plantio, às suas expensas e sem direito a indenização, no caso de morte de mudas,
quando da execução dos serviços.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Medição:
Os serviços de plantio de arbusto será medido por metro linear de plantio efetivamente
executado, com a aprovação da Fiscalização.
Arbustos não utilizados ou estragados não serão medidos ou pagas, ou seja, não serão
medidos nem pagos materiais e serviços não aceitos pela Fiscalização.
Pagamento Compreende:
 preparo das covas;
 lançamento e espalhamento de terra vegetal, com fornecimento de material, posto
obra;
 correção do solo e aplicação de fertilizantes e adubos, se necessário;
 plantio e fornecimento de mudas de árvores, posto obra;
 fornecimento e colocação de estacas de madeira para escora das mudas (tutor);
 rega da plantação até pega total, com fornecimento de água no local das obras;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
38 - REVESTIMENTO PRIMÁRIO COM BRITA OU PEDRISCO
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
a) Objetivo: esta Especificação objetiva estabelecer os procedimentos a serem adotados
na execução de revestimento primário de vias de tráfego, utilizando-se brita ou pedrisco.
b) Definições: para fins desta Especificação será adotada a seguinte definição:
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 Revestimento Primário com Brita ou Pedrisco: execução de revestimento com brita
ou pedrisco sobre uma camada de solo estabilizado, capaz de oferecer superfície de
rolamento de qualidade superior à do solo natural. O revestimento primário destina-se a:
oferecer melhores condições de tráfego à via de terra ou proporcionar o estágio inicial de
uma pavimentação.
MATERIAIS
Os materiais considerados nesta Especificação para serem utilizados na execução dos
serviços são pedras britadas, constituídas de partículas duras e duráveis de rochas
ígneas ou metamórficas, sãs ou pouco alteradas.
EQUIPAMENTOS
O espalhamento do material poderá ser feito com motoniveladora; a compactação será
feita com compactadores mecânicos.
EXECUÇÃO
A via a ser revestida deverá estar perfeitamente regularizada e consolidada,
obedecendo às condições de alinhamento, greide e seção transversal especificadas no
Projeto.
O revestimento deverá abranger a pista de rolamento e os acostamentos ( em estradas).
O material será depositado sobre a superfície a revestir em pilhas, ao longo da via.
A motoniveladora fará o espalhamento do material solto, dando-lhe a conformação da
seção transversal.
A seguir o revestimento deverá ser compactado (ou não, a critério do projeto ou da
Fiscalização) com compactadores mecânicos, em camadas de 10 cm, executando-se o
nivelamento e abaulamento estabelecidos no Projeto.
A espessura acabada do revestimento será determinada pelo Projeto.
CONTROLE
A depender do tipo de tráfego da via a ser pavimentada , o Projeto ou a Fiscalização,
definirão o grau do controle dos serviços a serem executados.
Poderão ser feitos controles da granulometria e do teor de umidade do material utilizado,
bem como da compactação do revestimento ( se for o caso) , a critério do Projeto ou da
Fiscalização, conforme as especificações do DNER para execução de bases
estabilizadas granulometricamente.
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Deverá ser feito controle geométrico das cotas do greide e espessura do pavimento.
A norma NBR 7174 – Pedra Britada, Pedrisco e Pó–de-pedra para Base de Macadame
Hidráulico, estabelece os procedimentos para a execução dos serviços aqui
especificados
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
São apresentados em anexo, os Critérios de Medição e a Estrutura de Preços dos
serviços especificados.
REVEST. PRIMÁRIO C/ CASCALHO OU m³
SAIBRO S/ COMPACTAÇÃO,
REVEST. PRIMÁRIO C/ CASCALHO OU m³
SAIBRO C/ COMPACTAÇÃO,
REVEST. PRIMÁRIO
COMPACTAÇÃO
C/
BRITA
S/ m³
REVEST. PRIMÁRIO C/ PEDRISCO S/ m³
COMPACTAÇÃO
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita pelo volume, em metros cúbicos (m³), de material espalhado na pista,
conforme a seção transversal do Projeto.
 serviços preliminares de regularização, eventualmente necessárias em vias já
existentes, serão objeto de medição através de itens específicos do Caderno de
Encargos;
 só serão considerados quantitativos de serviços superiores aos indicados no projeto,
com autorização da Fiscalização.
PAGAMENTO INCLUI:
 fornecimento de material, posto na obra;
 pulverização, umedecimento, ou secagem do material, em usina ou na pista;
 espalhamento do material, acabamento e limpeza;
 controle tecnológico;
 controle geométrico;
 limpeza final e remoção de expurgo para local aprovado pela Fiscalização;
 aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
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 aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc.);
 mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
39 – ESCAVAÇÕES DE POÇOS E CAVAS DE FUNDAÇÃO
SERVIÇOS
As escavações para fundações serão executadas segundo as cotas, linhas e taludes
necessários para poder construir todas as estruturas, suportes, caixas e instalações, tal
como são indicados nos projetos ou de acordo com as indicações da Fiscalização.
Estarão incluídas neste item as escavações necessárias a alojar todas as estruturas,
suportes, caixas e instalações, incluindo o acerto final das linhas para o recebimento das
formas e do concreto.
Todas as operações necessárias à execução do serviço poderão ser efetuadas à mão
ou por meio de equipamento mecânico. Além disto, segundo a natureza dos materiais
encontrados, a Contratada também poderá fazer uso de explosivos, desde que tenha
prévia autorização da Fiscalização.
Deverão ser tomadas todas as precauções necessárias para se alterar o mínimo
possível a rocha ou o terreno adjacentes à fundação. Toda escavação realizada por
conveniência da Contratada, ou em excesso, por qualquer motivo que não o autorizado
pela Fiscalização, correrá por conta da Contratada, assim como o reenchimento de
excessos que deverá ser em concreto de regularização.
Se, durante o andamento da obra, julgue-se necessário ou conveniente modificar os
taludes, inclinações, cotas ou dimensões das escavações citadas, no lugar dos
indicados nos projetos ou determinados pela Fiscalização, estas modificações serão
realizadas sem que a Contratada tenha, por isso, direito a uma compensação adicional
sobre o preço unitário estabelecido no Contrato para este tipo de serviço.
Estas escavações ficarão classificadas conforme descrito na EME - 12/07, descrita
nestas especificações.
Deverá ainda, a Contratada, escavar todas as valas de drenagem adicionais necessárias
para interceptar escoamento a fim de proteger os taludes da escavação ou para
conduzir as águas dos bueiros ou valetas interceptoras.
Todo material proveniente das escavações, que, a juízo da Fiscalização, for adequado
para outras obras, deverá ser transportado e disposto pela Contratada no local de sua
utilização, ou, em lugar previamente escolhido. Os materiais não utilizáveis serão
transportados até as zonas de bota-fora indicadas nos projetos ou em locais aprovados
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pela Fiscalização, devendo ser dispostos de preferência lateralmente e cercados em
montes que deverão ser nivelados obedecendo critérios preestabelecidos pela
Fiscalização.
A execução dos esgotamentos será de responsabilidade da Contratada, em todas as
obras em que seja necessário, para assegurar uma boa execução dos trabalhos.
Para o caso de fundações para obras em concreto, o esgotamento deverá ser contínuo
e efetuado no mínimo ate a pega e o endurecimento da argamassa ou do concreto.
As instalações deverão ter capacidade suficiente para manter as áreas de construção
isentas de água de qualquer natureza.
O controle das escavações será exercido por verificações das dimensões estabelecidas
e pelo nivelamento do fundo, para efeito de assentamento das fundações.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
As escavações para as fundações serão medidas tomando por unidade o metro cubico
de material escavado e colocado na forma e local que indiquem os desenhos ou fixe a
Fiscalização. Nesta medição será utilizado o método da Média das Áreas Extremas,
entre estações de 20m ou outras, a critério da Fiscalização, tomadas antes e depois da
execução dos trabalhos até as seções definidas pelo contorno das estruturas indicadas
no projeto.
À medida que forem efetuadas as escavações, a Fiscalização irá determinando o tipo de
material encontrado para ulterior cálculo da quantidade correspondente à cada
categoria. A classificação, de acordo com as características do material, definidas no
CADERNO DE ENCARGOS da CODEVASF, será feita, portanto cada vez que houver
variações do tipo de material escavado.
A Fiscalização terá todo o direito de considerar indevidas quaisquer escavações cujas
tolerâncias ultrapassem os valores mínimos necessários à perfeita execução da obra ou
as escavações de acessos desnecessariamente longos. Nestes casos serão pagas
apenas as escavações julgadas, a critério da Fiscalização, necessárias e suficientes.
O preenchimento de escavações realizadas em excesso deverá ser feito em concreto de
regularização, sendo este ônus por conta da Contratada.
As escavações, medidas e classificadas de acordo com o prescrito no CADERNO DE
ENCARGOS CODEVASF, serão pagas à Contratada, a preços unitários da Planilha de
Orçamentação de Obras, correspondentes aos preços de escavações para fundações.
Quando a distância de transporte for superior a 1000 m, o transporte será pago de
acordo com o preço unitário estabelecido no item correspondente a momento
extraordinário de transporte, NESI-16.
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Nos preços das Planilhas de Orçamentação de Obras, deverá haver a compensação
integral pelos serviços executados incluindo a escavação, toda mão-de-obra,
ferramentas e equipamentos necessários a execução dos serviços.
NESI – 16
1 - SERVIÇOS
Define-se momento extraordinário de transporte como o produto do volume escavado
pela distância de transporte, em km que exceder a distância de transporte máxima
prefixada.
Compreende-se nesse serviço o transporte de materiais para a construção de aterros,
filtros, revestimentos materiais pétreos, bem como a remoção dos produtos resultantes
de escavações, desmoronamentos e deslizamentos, como e quando prescrito neste
CADERNO DE ENCARGOS, indicados no projeto e/ou autorizados pela Fiscalização,
utilizando para tal fim os equipamentos convencionais para este tipo de trabalho.
2 - MEDIÇÃO E PAGAMENTO
O momento extraordinário de transporte será medido em metro cúbico x quilômetro
(m3xkm), para os diversos tipos de materiais a transportar. A determinação do volume de
material será efetuada sempre que possível, no local da utilização para os casos de
aterros, reaterros, filtros, leito de areia para assentamento de tubulação, revestimentos
e nos cortes para bota-fora em geral, utilizando o Método das Áreas Extremas entre
estações de 20m ou outros, a critério da Fiscalização.
A distância de transporte máxima prefixada para os serviços de terraplanagem é de
1,00 km. A distância de transporte será determinada de acordo com o percurso seguido
pelo equipamento transportador, medida em projeção horizontal, entre os centros de
gravidade das massas, descontando o quilômetro ( km) inicial.
O percurso do equipamento transportador será objeto de aprovação prévia da
Fiscalização.
A critério da Fiscalização, o momento extraordinário de transporte, referente a materiais
não descritos neste item, poderá ser considerado para efeito de medição e pagamento.
Nestes casos, caberá à Fiscalização, a definição do volume do material a ser
considerado, para efeito do cálculo do momento extraordinário de transporte.
Em nenhum caso será aplicado ao volume medido, coeficientes a título de empolamento
do material, valor este, que já deverá estar incluso nos preços unitários da Contratada.
No preço unitário correspondente da Planilha de Orçamentação de Obras, deverá
haver compensação integral por todas as operações necessárias para efetuar o serviço,
inclusive, mão-de-obra e equipamentos.
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40 - EDIFICAÇÕES – PAREDES E PAINEIS
1 - DE TIJOLOS CERÂMICOS
1.1-As alvenarias de tijolos serão executadas com tijolos furados ou maciços ou com
lajotas celulares de barro cozido, conforme adiante especificado, e obedecerão às
dimensões e aos alinhamentos determinados no projeto.
1.2-As espessuras indicadas referem-se às paredes depois de revestidas. Admite-se, no
máximo, uma variação de 2 cm com relação à espessura projetada.
1.3-Se as dimensões dos tijolos a empregar implicarem alteração de espessura das
paredes, serão feitas as necessárias modificações nas plantas, depois de consultada a
Fiscalização.
1.4-Os tijolos serão ligeiramente molhados antes da colocação.
1.5-Para o assentamento de tijolos furados ou maciços será utilizada a argamassa de
traço A.17,cimento:cal:areia, com o emprego de areia média.
1.6-Para o assentamento de lajotas será utilizada a argamassa de traço A.16, com o
emprego de areia média.
1.7-As alvenarias recém-terminadas deverão ser mantidas ao abrigo das chuvas.
1.8-Quando a temperatura se mostrar muito elevada e a umidade muito baixa, procederse-á a freqüentes molhagens, com a finalidade de evitar a brusca evaporação.
1.9-Recomendar-se-á o não assentamento de tijolos encharcados ou sob a ação direta
de chuvas, para evitar a reação de eventuais sulfatos dos tijolos com os álcalis do
cimento, dando lugar a indesejáveis eflorescências.
1.10-As fiadas serão niveladas, alinhadas e aprumadas perfeitamente. As juntas terão a
espessura máxima de 15 mm e serão rebaixadas à legra ou à ponta de colher, para que
o emboço adira fortemente à parede.
1.11-Não será permitida a colocação de tijolos com furos voltados no sentido da
espessura das paredes.
1.12-Para fixação de batentes e rodapés serão empregados marcos metálicos ou de
madeira de lei, chanfrados e pintados com impermeabilizantes.
1.13-Serão colocados na alvenaria tacos de madeira de peroba ou similar, para fixação
de esquadrias, guarnições e rodapés.
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1.14-As canaletas e cortes necessários para as instalações hidráulicas e elétricas serão
executadas na alvenaria, antes do seu revestimento.
1.15-O espaçamento máximo entre tacos de fixação de rodapés será de 80 cm. No caso
de batentes de portas de madeira, serão empregados, no mínimo, seis (6) tacos.
1.16-Para a perfeita aderência nos casos de justaposição de alvenarias de tijolos e
superfícies de concretos, estas deverão ser chapiscadas.
1.17-Todos os parapeitos, platibandas, paredes baixas de alvenarias deverão ser
respaldados com cinta de concreto armado.
1.18-Além do chapisco, a perfeita união entre a alvenaria e os pilares de concreto
armado será garantido também com "esperas" de ferro redondo, colocadas antes da
concretagem.
1.19-Os vãos de portas e janelas deverão levar vergas de concreto armado.
1.20-As paredes de vedação, sem função estrutural, sofrerão um apertão contra as lajes
do teto, através de fiada de alvenaria de tijolos, dispostos obliquamente. Este apertão
só poderá ser executado depois de decorridos 8 dias da conclusão de cada trecho de
parede.
1.21-As percintas, sob os vãos das janelas, terão a função de distribuir uniformemente
as cargas concentradas sobre a alvenaria inferior. A falta dessa percinta acarretará
trincas na alvenaria e no revestimento.
1.22-As alvenarias destinadas a receber chumbadores de serralheria serão executadas
obrigatoriamente com tijolos maciços.
2 - DE TIJOLOS ESPECIAIS - APARENTES
2.1-Na execução da alvenaria de tijolos especiais, adota-se o disposto no item 1, retro,
no que for aplicável ao caso.
2.2-Para o assentamento dos tijolos será utilizada a argamassade traço tipo A.15, com
emprego de areia média.
2.3-As fiadas serão executadas perfeitamente niveladas, alinhadas e aprumadas.
2.4-Caso os tijolos apresentem pequenas diferenças de dimensão, a parede será
aprumada numa das faces, ficando a outra face com as irregularidades próprias do tijolo,
em operação denominada faceamento. Em se tratando de paredes perimetrais, salvo
indicação em contrário da Fiscalização, o faceamento será sempre pelo lado externo.
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2.5-A fim de prevenir dificuldades de limpeza ou danificação das peças, cuidar-se-á de
remover, antes de seu endurecimento toda a argamassa que venha a salpicar a
superfície dos tijolos ou extravasar das juntas.
2.6-As juntas, salvo indicação em contrário, terão espessura uniforme de 7 mm.
2.7-Antes da pega da argamassa, serão as juntas cavadas, à ponta de colher ou com
ferro especial, na profundidade suficiente para que, depois de rejuntamento, fiquem
expostas e vivas as arestas das peças.
2.8-Posteriormente, serão as juntas tomadas com pasta de cimento Portland, comum ou
branco, e alisadas de modo a apresentarem sulcos contínuos, de pequena profundidade.
2.9-Na execução de cintas e de vergas, o concreto não aparecerá na fachada, devendo
estas peças serem recuadas cerca de 1/2 tijolo.
3 - ELEMENTOS VAZADOS
3.1-De Cerâmica
Conforme item 2 - Alvenaria de Tijolos Especiais, Aparentes, no que for aplicável ao
caso.
3.2-De Cimento Amianto
Conforme item 2, no que for aplicável ao caso. Para o assentamento, será empregada
argamassa do traço tipo A.4.
3.3-De Concreto
3.3.1-Assentamento
1-A execução dos painéis de elementos vazados de concreto será procedida com
particular cuidado e perfeição, por profissionais especializados nesse serviço.
2- Para o assentamento dos blocos será empregada a argamassa do tipo A.4.
3- A fim de prevenir dificuldades de limpeza ou danificação das peças, observarse-á, o disposto no item 2.5, retro.
4- Os elementos vazados serão cuidadosamente assentados a fio de prumo.
As fiadas serão perfeitamente retas niveladas com o uso de nível de bolha.
5- A primeira fiada devera receber, por baixo do leito de argamassa, uma demão de
emulsão de asfalto.
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6- Os elementos vazados serão assentados em reticulado, salvo especificação em
contrário, com as juntas verticais das diferentes fiadas na mesma prumada.
7- Não será tolerada qualquer torção, desnível ou desaprumo dos elementos vazados,
nem qualquer sinuosidade nas juntas verticais ou horizontais.
8- Juntas de dilatação, onde conveniente, tomadas com material apropriado (asfalto,
mastique betuminoso, lã de vidro ou neopreno).
3.3.2-Rejuntamento
1- As juntas serão cavadas a ponta de colher ou com ferro especial antes da pega da
argamassa e na profundidade suficiente para que, depois do rejuntamento, fiquem
expostas e vivas as arestas dos elementos vazados.
2- Posteriormente, serão as juntas tomadas com pasta de cimento branco ou comum e
ligeiramente rebaixadas ou cortadas com legra ou ferro derejuntar, e alisadas de modo a
apresentarem sulcos contínuos, em meia cana, e de pequena profundidade.
3- As juntas, salvo indicação em contrário, terão espessura uniforme, mínima de 6
mm.
3.3.3-Armadura
1- Os painéis de mais de 6 m de altura ou de mais de 14 m2 de superfície deverão ser
reforçados com armadura constituída por vergalhão de ferro, em cada 3 a 5 fiadas,
conforme posição ou dimensões do painel.
2- Os vergalhões correrão escondidos na espessura das juntas, sendo solidamente
fixados na alvenaria ou no concreto adjacente.
4 -DE PEDRA ARGAMASSADA
4.1-Entender-se-á por execução de alvenaria de pedra argamassada o conjunto de
operações que a Contratada deverá efetuar para a perfeita, execução das obras,
conforme indicado nos projetos, neste CADERNO DE ENCARGOS, e/ou solicitação da
Fiscalização.
A alvenaria será executada em camadas respaldadas horizontalmente, com o
necessário travamento, formando um todo maciço, sem vazios. A primeira fiada será
constituída de pedras grandes, cuidadosamente escolhidas, colocadas sobre um leito de
concreto magro, quando estiver em contato com solo ou rocha. Suas superfícies
expostas deverão ser bem acabadas e sem relevos.
4.2-Deverá ser utilizada rocha sã, densa e durável.
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4.3-Tanto quanto possível, serão utilizadas pedras de faces sensivelmente planas, cuja
forma se aproxime da cúbica.
A argamassa para ligação das pedras será do tipo A.3, devendo a areia e o cimento,
utilizados na execução, obedecerem aos requisitos das normas destes materiais
correspondentes deste CADERNO DE ENCARGOS.
5-DE PEDRA APARELHADA
5.1-A cantaria será constituída por pedras aparelhadas, de perfeito contorno
esterotômico, cujas dimensões e disposições obedecerão aos desenhos de detalhes.
5.2-As pedras obedecerão ao especificado na EME-15/05.
5.3-As pedras serão assentes segundo seu leito de pedreira, sendo que as juntas
horizontais (leito e sobreleito) deverão ficar perfeitamente desempenadas.
5.4-Os paramentos serão bem aprumados, perfeitamente distorcidos, de aparelhamento
fino, lavrado a escopro.
5.5-As juntas não terão espessura superior a 3 mm.
5.6-As cantarias serão rejuntadas, calcando-se bem a argamassa das juntas, de modo a
conferir-lhe maior compacidade.~
5.7-Para assentamento, será empregada argamassa de traço tipo A.4; para
rejuntamento, argamassa de traço tipo A.3.
6 - MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição será feita por metro quadrado de superfície, deduzindo-se, para vãos acima
de 1,70 m apenas o que exceder a esse valor; vãos até 1,70 m2 não serão
descontados; para a parte estrutural que interfere nas alvenarias, as vigas serão
totalmente descontadas, bem como os pilares de dimensões superiores a 40 cm (na
seção).
O pagamento será feito de acordo com os preços unitários propostos na Planilha de
Orçamentação de Obras, para os serviços correspondentes. Nestes preços, deverão
estar incluídos os custos de aquisição, armazenamento, transporte e colocação dos
materiais, bem como todos os encargos e incidências.
41 – REVESTIMENTO
DE ARGAMASSA
CONDIÇÕES GERAIS
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Deverão ser observadas as normas da ABNT pertinentes ao assunto, em particular a
NB-231, além do abaixo especificado.
Os revestimentos apresentarão paramentos perfeitamente desempenados e aprumados.
A superfície da base para as diversas argamassas deverá ser bastante regular para que
possa ser aplicada em espessura uniforme.
A superfície a revestir deverá ser limpa, livre de pó, graxas, óleos ou resíduos orgânicos.
Os revestimentos de argamassa - salvo indicação em contrário - serão constituídos, no
mínimo, por duas camadas superpostas, continuas e uniformes: o emboço, aplicado
sobre a superfície a revestir e o reboco, aplicado sobre o emboço.
A superfície para aplicação da argamassa deverá ser áspera.
À guisa de pré-tratamento e com o objetivo de melhorar a aderência do emboço, será
aplicada sobre a superfície a revestir uma camada irregular de argamassa forte: o
chapisco.
As superfícies de paredes e tetos serão limpas a vassoura e abundantemente molhadas
antes da aplicação do chapisco.
O revestimento só poderá ser aplicado quando o chapisco tornar-se tão firme que não
possa ser removido com a mão e após decorridas 24 horas, no mínimo, de sua
aplicação.
As superfícies impróprias para base de revestimento (por exemplo, partes em madeira
ou em ferro), deverão ser cobertas com um suporte de revestimento (tela de arame etc.)
Para garantir a estabilidade do paramento, a argamassa do emboço terá maior
resistência que a do reboco.
Esta diminuição de resistência não deve ser interrompida, como seria o caso, por
exemplo, de duas camadas mais resistentes estarem separadas por uma menos
resistente ou vice-versa.
As argamassas para as camadas individuais de revestimento deverão ter espessuras
uniformes e serem cuidadosamente espalhadas.
Os revestimentos com argamassa de cal e/ou cimento deverão ser conservados úmidos,
visto que a secagem rápida prejudicará a cura.
No preparo das argamassas, de emboços e rebocos, será rigorosamente obedecido o
disposto nesta especificação.
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Os emboços e rebocos internos e externos de paredes de alvenaria, ao nível do solo,
serão executados com argamassa de traço tipo 1:3 - de cimento e areia com adição de
aditivo impermeabilizante adequado, até a altura e demais recomendações constantes
do projeto.
Chapisco Comum
O chapisco comum será executado com argamassa de traço tipo A.3 - empregando-se
areia grossa, ou seja, de 3 até 5 mm de diâmetro, com predominância de grãos com
diâmetro de 5 mm.
Emboço
Os emboços só serão iniciados após completa pega das argamassas das alvenarias e
chapiscos e depois de embutidas todas as canalizações.
A espessura do emboço não deverá ultrapassar a 20mm, de modo que, com a
aplicação de 5 mm de reboco, o revestimento de argamassa não ultrapasse 25 mm.
O emboço de superfícies internas e externas será executado com argamassa –com
traço do tipo A.17 - com emprego de areia média, com diâmetro máximo de 3 mm.
O emboço deverá estar limpo, sem poeira, antes de receber o reboco, devendo as
impurezas visíveis ser removidas.
Reboco
A superfície do emboço, antes da aplicação do reboco, será abundantemente molhada.
A espessura do reboco não deverá ultrapassar a 5mm, de modo que, com os 20 mm
do emboço, o revestimento de argamassa não ultrapasse 25 mm.
Os tipos de reboco, consideradas as propriedades físicas, serão os seguintes:
Reboco Comum: reboco, preparado na obra ou pré-fabricado, que admita a permuta de
umidade entre a superfície rebocada e o ambiente.
Reboco Hidrófugo: reboco no qual a adição de hidrofugantes à sua composição impedirá
a entrada de umidade por precipitação pluvial normal, o mesmo não acontecendo,
todavia, com a difusão do vapor d'água.
Reboco Impermeável: reboco resistente à pressão d'água.
Reboco Celular: reboco de propriedades especiais para aderir diretamente sobre
concreto ou alvenaria.
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Os tipos de reboco, consideradas as características de acabamento, são os seguintes:
Reboco Raspado: reboco desempenado com acabamento obtido por raspagem a serra
logo após o inicio da pega e antes do endurecimento.
Reboco Camurçado: reboco com acabamento áspero, acamurçado, ou feltrado, obtido
com a utilização de desempenadeira de madeira e talochinha de espuma de poliuretano
ou de feltro.
Reboco Liso a Colher: reboco com acabamento alisado a desempenadeira ou talocha de
aço, de modo a proporcionar superfície inteiramente lisa e uniforme.
Reboco Lavado a Ácido: reboco desempenado e, após curado, lavado com solução de
água e ácido para remoção da nata superficial própria dos aglomerantes.
Reboco Projetado: reboco com acabamento granulado, fino ou grosso à guisa de
revestimento rústico, aplicado preferencialmente com máquina (molinete).
Reboco com Acabamento Travertino: de aspecto semelhante ao mármore travertino.
Os rebocos externos não poderão ser executados quando a superfície estiver sujeita a
molhadura por chuvas e sem adequada proteção.
Na eventualidade da ocorrência de temperaturas elevadas, os rebocos externos,
executados em uma jornada de trabalho terão as suas superfícies molhadas ao término
dos trabalhos.
Massa Única ou Reboco Paulista
O revestimento em massa única será constituído por uma camada de argamassa de
cimento, areia e saibro, numa espessura de 25 mm, com acabamento liso, o qual
poderá, quando indicado, substituir as operações de emboço mais reboco.
DE CERÂMICA
Condições Gerais
Após a execução da alvenaria, efetuar-se-á o tamponamento dos orifícios existentes em
sua superfície, especialmente os decorrentes da colocação de tijolos ou lajotas com os
furos no sentido da espessura da parede.
Concluída a operação de tamponamento, será procedida rigorosa verificação do
desempeno das superfícies, deixando "guias" para que se obtenha, após a conclusão do
revestimento seja azulejo ou ladrilhos em geral-superfícies perfeitamente
desempenadas.
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Molhar-se-á, em seguida, a superfície dos tijolos.
Com a superfície ainda úmida, proceder-se-á execução do chapisco e, posteriormente,
do emboço, conforme descrito anteriormente.
Após a cura do emboço, iniciar-se-á a colocação dos azulejos ou ladrilhos.
Decorridas 72 horas do assentamento, iniciar-se-á a operação do rejuntamento, que
será efetuado com pasta de cimento branco.
Antes do assentamento dos azulejos ou ladrilhos, será providenciada a fixação, nas
paredes, das buchas (tacos) para a instalação dos aparelhos.
Os azulejos ou ladrilhos serão assentes com a Argamassa com traço tipo A.5.
O assentamento dos ladrilhos ou azulejos obedecerá, rigorosamente, ao seguinte:
- Os azulejos ou ladrilhos serão imersos em água limpa durante 24 horas.
As superfícies deverão ficar bem aprumadas e planas, as juntas corridas e uniformes.
A espessura das juntas não poderá ultrapassar l,5mm.
Os azulejos e ladrilhos a serem cortados para passagem de canos, torneiras, ou outros
elementos de instalações não deverão apresentar rachaduras ou emendas.
Três dias após a colocação dos azulejos, ladrilhos ou tijolos, deverá ser verificada, por
percussão, a aderência dos mesmos. Qualquer parte que produza som oco deverá ser
rejeitada. Feita essa operação, iniciar-se-á o rejuntamento composto de cimento branco.
DE CERÂMICA - TIJOLOS
Tijolos Cerâmicos
Condições Gerais
Preparo da Superfície e Assentamento: conforme item l e mais o seguinte:
Após curado o emboço, cerca de 10 dias, iniciar-se-á a execução do revestimento de
tijolos.
As peças serão assentes em reticulado-salvo especificação em contrário - com a maior
dimensão no sentido horizontal e juntas rigorosamente alinhadas e de nível.
As juntas terão espessura uniforme de 10 mm e serão rebaixadas de 5 mm, com ferro
especial, antes da pega da argamassa de assentamento, de forma que, depois do
rejuntamento, fiquem expostas e vivas as arestas dos tijolos.
200
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Posteriormente, as juntas serão alisadas com pasta pré-fabricada.
Com os cordões da argamassa de alta adesividade ainda frescos, efetuar-se-á o
assentamento das peças de tijolos.
O paramento dos tijolos deverá facear os alizares das esquadrias adjacentes.
Contornando os alizares, haverá uma junta continua de 10 mm.
A junta da verga de alizar coincidirá com uma junta horizontal do paramento.
Será removida, antes do seu endurecimento, toda a argamassa que venha a salpicar a
superfície dos tijolos ou extravasar as juntas.
Na falta de mescla de alta adesividade, o assentamento será efetuado com Argamassa
de traço tipo A.10 ou A.15 - e o alisamento das juntas retro- dar-se-á com pasta de
cimento comum.
DE CORTIÇA OU DE FIBRA DE MADEIRA
Condições Gerais
O revestimento será efetuado com placas de cortiça natural ou de fibra de madeira,
fono-absorvente, conforme especificado no projeto e nas Especificações
Complementares.
DE MADEIRA
Rodapés
Os rodapés de madeira apresentarão perfil rigorosamente idêntico ao indicado nos
desenhos do projeto.
Quando não especificado de modo diverso, os rodapés serão lisos, com 50 x 20
mm de seção e apresentarão a aresta livre ligeiramente arredondada.
Os rodapés serão fixados através de parafusos e buchas de nylon, solidamente
colocadas na alvenaria.
O espaçamento dos tacos será de 0,80m, no máximo.
A concordância dos rodapés de madeira com os outros materiais ou com as guarnições
de vãos de esquadrias será solucionada, para cada caso particular, de acordo com a
Fiscalização, oportunamente, caso os desenhos do projeto arquitetônico forem omissos
a respeito do assunto.
201
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Lambris de Madeira Flexível
Os lambris de madeira flexível serão constituídos por delgadas folhas, de madeira
selecionada, coladas em telas e aplicadas diretamente sobre o reboco, com adesivo
sintético.
As superfícies a forrar deverão apresentar base sólida - cimentado simples perfeitamente desempenada, lisa e seca, com acabamento a desempenadeira metálica
ou colher.
As lâminas serão molhadas - pano embebido em água - na face principal e, em seguida,
cortadas nas dimensões desejadas.
Aplicar-se-á, com pincel, uma demão de cola especial na parede e outra no verso da
folha.
A folha será fixada no local, sendo batida e esfregada para que a aderência seja perfeita
em todos os pontos.
Em seguida, com um peso de madeira, a folha será pressionada sobre a parede partindo do centro para as bordas - a fim de expelir o excesso de cola.
O acabamento final será obtido com aplicação de lixa fina e posterior enceramento da
superfície.
DE PEDRA
Condições Gerais
O assentamento das pedras deverá obedecer rigorosamente aos desenhos de projeto e
às Especificações Complementares.
As pedras de revestimento deverão obedecer ao disposto na EME-15/05.
O assentamento será executado, quando não especificado de forma diversa, com
argamassa com traço do tipo A.3.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição será feita por metro quadrado de superfície efetivamente revestida e aceita
pela Fiscalização.
O pagamento será feito pelos preços unitários correspondentes da Planilha de
Orçamentação de Obras.
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Nestes preços deverão estar incluídos os custos de aquisição, transporte,
armazenamento e colocação de todos os materiais, bem como todos os encargos e
incidências.
42 – PISOS
CONDIÇÕES GERAIS
As pavimentações só poderão ser executadas após o assentamento das canalizações
que devem passar sob elas, bem como, se for o caso, depois de completado o sistema
de drenagem.
Para efeito desta especificação, as camadas que constituem os pavimentos serão
designadas por subleito, sub-base, base e pavimento ou pavimentação.
A argamassa para o assentamento de ladrilhos cerâmicos não conterá cal, pois a
umidade do solo acarreta, nessa hipótese, o aparecimento de manchas brancas na
superfície das peças.
O assentamento de ladrilhos será executado, de preferência, com mesclas de alta
adesividade.
As pavimentações de áreas destinadas à lavagem ou sujeitas a chuvas terão o caimento
necessário para o perfeito e rápido escoamento da água para os ralos. A declividade
não será inferior a 0,5% (meio por cento).
As superfícies que levarem pavimentação deverão ser devidamente niveladas e
compactadas.
Os cimentados levarão acabamento liso ou áspero, conforme especificado no projeto.
DE ASFALTO
Conforme especificado no Projeto.
Na ausência de projeto fornecido pela CODEVASF, caberá à Contratada elaborar, com
base nos estudos que fizer sobre o solo existente, tipo de tráfego, drenagem e tipo de
tratamento asfáltico a empregar, o projeto e as especificações da pavimentação
asfáltico.
Do projeto e das especificações referidas no item precedente constarão:




tipo de solo encontrado;
espessura e tipos de sub-base, de base e da superfície asfáltica;
tipo de estabilização proposto;
sistema de drenagem a empregar;
203
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 tipo de equipamento a ser usado nos serviços.
DE CARPETES
Conforme indicado no Projeto.
No encontro do tapete com os rodapés, este deverá penetrar no rebaixo previsto,
proporcionando arremate perfeito.
O assentamento deverá obedecer às recomendações do fabricante, evitando o excesso
de emendas.
DE CERÂMICA
A colocação será feita de modo a deixar juntas perfeitamente alinhadas e de espessura
mínima.
Para o assentamento dos ladrilhos será usada a argamassa com traço do tipo A.10. Na
falta de saibro será a argamassa do tipo A.5. De preferência, o assentamento será
executado com mesclas de alta adesividade.
Antes do completo endurecimento da pasta de rejuntamento, será procedida cuidadosa
limpeza da pavimentação.
Depois de determinada a pega da argamassa, será verificada a perfeita colocação,
percutindo-se os ladrilhos e substituindo-se as peças que denotarem pouca segurança.
Nos planos ligeiramente inclinados - 0,3%, no mínimo - constituídos pelas
pavimentações de ladrilhos, não serão toleradas diferenças de declividade em relação à
prefixada ou flechas de abaulamento superiores a l cm (um centímetro) em 5m (cinco
metros), ou seja, 0,2%.
As juntas não deverão exceder a 2 mm (dois milímetros) nos ladrilhos de dimensões
superiores a 200 x 300 mm ou área superior a 400 cm2 e a 1,2 mm (doze décimos de
milímetro) nos ladrilhos de dimensões inferiores a estas.
CONCRETO SIMPLES E ARGAMASSA
Base de Concreto
As superfícies do terreno destinadas a receber pavimentação de mosaico português,
ladrilhos, cimentados ou outros materiais análogos, com exclusão de lajotas, pátios e
pistas de concreto, receberão base de concreto simples.
A sub-base será compactada conforme definido no projeto.
As bases de concreto serão executadas com concreto simples, do tipo CS-1 vide EME12/l0-F, Mesclas-Concreto Simples.
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A espessura das bases de concreto será, no mínimo, de 6 cm nos locais sujeitos a
trânsito “rolando” ou “deslizando” e à solicitação “leve”.
Nos locais sujeitos a trânsito industrial, que acarrete golpes e choques e solicitações do
tipo pesado”, a base de concreto terá, no mínimo 12 cm de espessura.
Em casos especiais, o dimensionamento da sub-base e da base de concreto será objeto
de projeto específico, examinando-se, inclusive, a necessidade de um subleito.
Cimentado
Simples
Os cimentados, sempre que possível, serão obtidos pelo simples sarrafeamento,
desempeno e moderado alisamento do próprio concreto da base, quando este ainda
estiver plástico.
Nos locais em que o refluxo da argamassa de concreto for insuficiente, será permitida a
adição de argamas com traço do tipo A.3 - com concreto ainda fresco.
Quando for de todo impossível a execução dos cimentados e respectiva base numa só
operação, será a superfície de base perfeitamente limpa e abundantemente lavada no
momento do lançamento do cimentado, o qual será inteiramente constituído por uma
camada de argamassa com traço do tipo A.3.
A superfície dos cimentados, salvo quando expressamente especificado de modo
diverso, será dividida em painéis, através de sulcos profundos ou por juntas que atinjam
a base de concreto.
Os painéis não poderão ter lado com dimensão superior a 2,0 m.
A disposição das juntas obedecerá a desenho simples, devendo ser evitado cruzamento
em ângulos agudos e juntas alternadas.
As superfícies dos cimentados serão cuidadosamente curadas, sendo, para tal fim,
conservadas sob permanente umidade, durante os 7 dias que sucederem sua execução.
Os cimentados terão espessura de cerca de 20 mm, a qual não poderá ser, em nenhum
ponto, inferior a 10 mm.
Lajotas de Concreto
A pavimentação de lajotas de concreto moldadas no local será constituída por placas de
concreto simples, do tipo CS.1 - vide EME-12/l0-F, Mesclas, Concreto Simples-com
espessura definida no projeto.
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A caixa destinada a receber a pavimentação terá, no mínimo, profundidade igual à
espessura determinada para as lajotas.
As dimensões e disposições das lajotas serão especificadas para cada caso particular,
nos respectivos desenhos de detalhes, não devendo, todavia, ter lado com dimensão
superior a 150 mm.
As juntas entre as lajotas não poderão ter espessura inferior a 10 mm e serão tomadas
com asfalto, pedrisco, terra para plantio de grama, ripa de madeira etc., conforme
definido no projeto.
No caso das juntas constituídas por ripas de madeira, também servirão de forma para
concreto.
A sustentação dessas ripas será feita com pontas de ferro redondo de 9,5 mm (3/8”) e
30 cm de comprimento, cravadas, alternadamente, de cada lado da ripa e espaçadas de,
no máximo, 150 cm.
As emendas das ripas serão feitas, sem superposição ou recobrimento, por simples
justaposição das extremidades.
As juntas serão contínuas, quer no sentido longitudinal, quer no transversal, formando
reticulado, não sendo admitida a disposição em juntas alternadas.
As juntas serão cortadas, evitando-se ângulos agudos.
Antes do lançamento do concreto, a base e as ripas serão umedecidas ligeiramente.
O acabamento será dado, no próprio concreto, com uma desempenadeira especial de
madeira. Com uma colher de pedreiro, encher-se-ão os interstícios acaso existentes
junto à forma, ou remover-se-ão os excessos de material.
A desempenadeira comum, de pedreiro, será usada para um alisamento final, onde
necessário.
Conforme a necessidade, as lajotas terão suficiente e adequada inclinação, não inferior
a 0,7%.
Lastro
Para efeito desta especificação, entende-se por lastro a camada de concreto executada
sob a área coberta, inclusive espessura das paredes, e destinada a evitar a penetração
de água nas edificações, especialmente por via capilar. Obedecerá ao disposto na NB279.
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O lastro será constituído por concreto do tipo CS.1 - vide EME-12/l0-F, Mesclas,
Concreto Simples - ao qual serão adicionados à água de amassamento, um plastificante
líquido de efeito físico-químico para aumentar a estanqueidade do produto, com redução
da capilaridade. A espessura do lastro será de 6 cm.
A dosagem do plastificante variará entre 0,2% e 0,5% do peso do cimento.
De preferência, a concretagem com emprego de plastificante será efetuada em
operação contínua e ininterrupta.
Na hipótese de não ser isso possível, proceder-se-á à elaboração de um plano de
trabalho, de forma a localizar-se as juntas de concretagem em posições que não afetem
as características de impermeabilidade que a obra deverá apresentar.
Como medida de ordem geral, proceder-se-á, após o início da pega e antes que o
concreto endureça demasiadamente, a enérgico escovamento da superfície, até que os
grãos do agregado graúdo se tornem aparentes pela remoção da película de qualidade
inferior que aí costuma se formar.
Antes do lançamento do novo concreto, a superfície da camada endurecida será limpa e
molhada.
Na confecção do concreto serão obedecidas todas as recomendações constantes da
EME-12/l0-F, já citada.
DE ELASTÔMERO/BORRACHA - PLACAS
A pavimentação de placas de elastômero será executada sobre uma base de cimentado,
com acabamento perfeitamente liso.
O assentamento será realizado com adesivo apropriado de base de borracha.
A base da pavimentação de borracha ficará perfeitamente nivelada e isenta de
fendas, furos, depressões ou outras irregularidades.
Haverá particular cuidado de verificar-se, antes do assentamento, se a base está
perfeitamente isenta de umidade.
O adesivo será aplicado à base e à superfície inferior das placas de borracha.
Na base, será usado cerca de l litro de adesivo para cada 1,40 a 1,70 m2 de piso.
Haverá o cuidado de não se aplicar excesso de adesivo.
O adesivo será aplicado a cerca de 0,90 a 1,00 m2 de piso de cada vez, deixando-se
pegar até que adquira suficiente viscosidade.
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Após secagem de 30 minutos, e desde que adquira conveniente viscosidade em ambas
as superfícies, far-se-á o assentamento golpeando-se as chapas com um martelo de
borracha, para melhor aderência.
DE MADEIRA
Tacos Simples
As pavimentações com tacos de madeira obecederão ao disposto para assoalhos
primeira classe na NB-9, bem como ao estipulado na NBR-6451.
de
Os tacos satisfarão rigorosamente ao especificado projeto, apresentando, porém,
rebaixos longitudinais que formem perfil tipo “cauda de andorinha”.
Serão admitidos tacos com perfis diferentes do especificado no item precedente, desde
que previamente aprovados quanto a este particular, pela CODEVASF.
Será procedida rigorosa seleção dos tacos, de forma a se obter pavimentação que tenha
aspecto absolutamente uniforme.
Não haverá interrupção de desenho entre ambientes contíguos que tenham a mesma
pavimentação especificada.
Em cada conjunto de ambientes contíguos será empregada uma única espécie de
madeira, sendo preferível aplicar uma só espécie em cada pavimento. Serão utilizados
tacos inteiros. Os tacos serão distribuídos de forma a resultarem pisos uniformemente
mesclados, sem agrupamentos de peças levemente mais claras ou escuras.
O assentamento será feito com argamassa com tipo A.10.
A colocação será feita por operários especializados (taqueiros) .
Haverá uma junta de dilatação de 10 mm junto às paredes, a qual, todavia, não poderá
ficar visível, mas, sim, recoberta pelo rodapé ou revestimento da parede adjacente.
Os tacos serão suavemente golpeados com martelo (macete) de borracha, para se obter
aderência completa à base.
Será proibida a passagem por sobre os tacos nas 24 horas seguintes à sua colocação,
ainda que sobre tábuas.
Os soalhos serão lixados, calafetados e encerados.
Tacos de Encaixe
O assentamento dos tacos de encaixe será executado sobre uma base de cimentado,
com acabamento medianamente áspero.
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Os tacos terão perfil especial para encaixe de respiga e mecha (macho e fêmea) e
obedecerão, no que lhes for aplicável, ao disposto na NB-9, para tacos de primeira
classe.
Os tacos terão superfícies aplainadas, aparelhadas e perfeitamente uniformes.
A saliência das respigas (macho) deverá ser ligeiramente inferior à profundidade das
mechas (fêmeas) e a forma trapezoidal de ambas, com folga na contraface, permitirá
perfeita justaposição e juntas quase invisíveis na face superior dos tacos.
O assentamento será feito a seco, com cola especial, recomendada pelo fabricante dos
tacos, de eficiência comprovada em serviços já executados, cuja composição será
previamente submetida à aprovação da Fiscalização.
Os tacos serão suavemente golpeados com martelo (macete) de borracha para se obter
aderência completa à base, a qual deverá se encontrar, por ocasião do assentamento,
perfeitamente desempenada, seca e rigorosamente limpa.
Posteriormente, serão os tacos lixados com cuidados especiais, de modo a
apresentarem superfícies isentas de manchas e perfeitamente planas e lisas.
O lixamento será efetuado à máquina, inicialmente com lixa grossa n 16, a seguir com
lixa média n 0 ou 50, e lixa fina n 100, em operações sucessivas, na ordem citada.
Será vedado o uso de qualquer produto químico na limpeza dos soalhos.
Frisos (Tábua Corrida)
A pavimentação de soalhos de frisos obedecerá, no que lhes for aplicável, ao disposto
no item especifíco descrito nesta especificação.
A pavimentação será constituída por tábuas de friso, de respiga e mecha (macho e
fêmea), fixadas por meio de pregos a barrotes de seção trapezoidal (ganzepes).
As tábuas, de comprimento nunca inferior a 2,50 metros, serão perfeitamente galgadas,
com superfície aplainada e aparelhada, apresentando coloração perfeitamente uniforme.
A saliência das respigas (machos) deverá ser ligeiramente inferior a profundidade das
mechas (fêmeas) e a forma trapezoidal de ambos, com folga na contraface, permitirá
perfeita justaposição e, conseqüentemente, juntas quase invisíveis na face superior dos
frisos.
Os frisos levarão canais ou sulcos longitudinais na face inferior, que compensarão os
efeitos da dilatação pela umidade ambiente.
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Os ganzepes serão fixados à laje com argamassa forte de cimento e areia e assentes,
perpendicularmente ao maior eixo da peça a pavimentar, com espaçamento máximo de
30 cm.
Os vazios entre os ganzepes serão enchidos, salvo especificação em contrário, com
concreto simples.
As tábuas dos pisos serão fortemente apertadas umas às outras, batidas a martelo de
borracha (macete), de forma a não serem danificadas as arestas das mechas e das
respigas.
Os frisos serão fixados aos ganzepes por meio de pregos de dimensões apropriadas,
cravados obliquamente, de modo a ficarem invisíveis e tomarem a madeira na parte
mais espessa e não somente na escassa espessura dos machos.
Os pregos serão rebatidos a punção, a fim de deixarem as ranhuras livres para
alojamento das mechas.
Depois de pregado o soalho, será verificado à régua e nível se a pavimentação resultou
perfeitamente desempenada e plana, afagando-se as juntas, onde necessário.
Serão finalmente raspados todos os soalhos de friso, de modo a apresentarem
superfícies perfeitamente planas, lisas e isentas de manchas.
De Parquês
A pavimentação, executada com placas de madeira, constituída por peças coladas,
formando desenhos, obedecerá ao disposto na EME-15/04.
As peças serão unidas e agrupadas sobre a tela termoplástica (colocada na face de
colagem da placa).
As placas serão fixadas, com adesivo especial, sobre base constituída por cimentado
simples.
A superfície da base deverá se apresentar perfeitamente desempenada, alisada à colher
(sem o emprego de pó de cimento, nesta operação).
As chapas só poderão ser coladas 20 dias após concluído o cimentado.
A tela termoplástica acima referida, fundir-se-á com o adesivo no momento da colocação
das placas.
O soalho só poderá ser lixado 5 dias após sua colocação, sendo vedado, nesta
operação, o emprego de água ou óleo para amolecer a madeira.
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Os soalhos deverão ser resguardados do sol até que os vãos de iluminação recebam
cortinas, persianas ou outra proteção adequada.
DE MÁRMORE ARTIFICIAL
As pavimentações de mármore artificial, também designadas de marmorite ou terrazzo”,
serão, salvo especificação especial em contrário, preparadas e fundidas no local, em
placas formadas por juntas de dilatação, cuja execução deverá obedecer ao adiante
estabelecido.
Após o tratamento acima, será disposta a camada de base de argamassa 1:4, cuja
espessura será função da granulometria do mármore a ser empregado, porém, nunca
inferior a 50 mm.
Nas grandes áreas, destinadas à lavagem e não ao enceramento, será conveniente
conferir à camada de base as declividades prescritas para o piso concluído.
Enquanto a camada de base ainda estiver plástica, serão nela mergulhadas as tiras de
material escolhido para constituir as juntas de dilatação, formando painéis
aproximadamente quadrados, de área inferior a 0,80 cm2, cuidadosamente nivelados e
aprumados, cujo bordo superior deverá exceder levemente o nível do piso acabado.
A saliência das juntas, acima da camada de base, que corresponderá à espessura da
camada de marmorite, deverá ser de 15 mm.
As juntas de dilatação poderão ser, conforme especificado para cada caso particular,
tiras de latão, cobre, zinco, ebonite, plástico ou alumínio.
A dosagem de marmorite será função de granulometria do agregado, conforme segue:
-Para agregado muito fino - ns 0 e l - o traço será de 1:1 de cimento e mármore triturado
ou granilha;
-Para agregado fino - ns l e 2 ou ns 0, l e 2 - o traço será de 1:1,5 de cimento e
mármore ou granilha;
-Para agregado médio - n 2 ou ns 1, 2 e 3 - o traço será de 1:2,5 de cimento e
mármore ou granilha;
-Para agregado grosso - ns 3 e 4 ou ns.2, 3 e 4 - o traço poderá atingir 1:3 de cimento
e mármore ou granilha.
Depois de perfeitamente mesclados a seco os componentes da marmorite - cimento
branco, granilha e corante - será adicionada a água do amassamento, na quantidade
suficiente para tornar a mescla plástica, sem segregação dos materiais.
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A mescla será espalhada e batida sobre a camada de base, podendo-se semear a
superfície com um pouco de granilha, para diminuir o espaçamento entre os grãos e
conferir-lhe maior homogeneidade.
A superfície do marmorite será então comprimida com pequeno rolo compressor, de 50
kg, no máximo, e alisada à colher, retirando-se todo o excesso de água e cimento que
aflorar à superfície.
A superfície do marmorite acabado deverá apresentar a máxima compacidade de
grânulos possível e numa proporção nunca inferior a 70% de grânulos de mármore.
A superfície deverá ser submetida a uma cura de 6 dias, no mínimo, sob constante
umidade.
Decorridos 8 dias, no mínimo, do lançamento do marmorite, proceder-se-á ao primeiro
polimento, à máquina ou à mão, com esmeris de carborundum de n30 até o de n60.
Proceder-se-á, então, a uma limpeza completa, de modo a tornar mais visíveis as falhas,
vazios ou depressões de superfícies, que serão estucadas ou tomadas com cimento e
corante idêntico aos usados na composição do marmorite.
Será dado um polimento final, com esmeris sucessivamente mais finos, do n 80 ao n
120.
Como acabamento, lustrar-se-á com duas demãos, no mínimo, de cera virgem ou cera
de carnaúba branca.
O polimento à mão só será permitido nos locais onde não for possível o emprego de
máquina, por exigüidade de espaço ou curvatura da superfície.
Nos pisos em que sejam aconselháveis precauções especialmente severas, contra
escorregamentos, será acrescentado aos componentes do marmorite um agregado
abrasivo antiderrapante, como carborundum ou óxido de alumínio, na proporção de uma
parte de abrasivo para três partes de marmorite triturado, constituindo mescla especial.
Nos casos em que se exijam precauções, porém menos severas, será tolerado o
simples esparzimento das superfícies com o abrasivo, na proporção de uma parte deste
para quatro partes de mármore triturado.
DE PEDRA
Terminologia
A terminologia adotada será a seguinte, observando-se que alguns termos foram
incluídos para melhor definir outros, por extensão.
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Forras
Placas, chapas, lajotas ou lâminas de pedras, nestas incluído o mármore, afeiçoadas por
desbaste, em operações sucessivas ou por serragem mecânica, que se caracterizam
pela forma regular e, sobretudo, pela sua finalidade de peças delgadas, destinadas a
capeamento de superfícies.
Afeiçoamento
Conjunto de operações, manuais ou mecânicas, realizadas na pedra, para transformá-la
em elemento utilizável em determinado serviço de construção.
Acabamento
Também denominado “aparelhamento” ou “beneficiamento” é o tratamento para
acabamento das faces ou paramentos aparentes da pedra afeiçoada. Os acabamentos
de pedra, conforme definidos na EME-15/05, serão expressamente especificados para
cada caso particular.
Aparelho
Disposição, arranjo ou forma de conjugação dos blocos ou elementos de pedra em
determinado serviço de construção.
Rejuntamento
Operação de enchimento, refechamento ou tomada das juntas das pedras, seja
rebaixando-as (inclusive com legras), ou rasando-as em relação ao paramento do
aparelho.
Forras
Os trabalhos de pavimentação de pedra terão execução primorosa, por pessoal
especializado, que ofereça garantia dos serviços a realizar, os quais deverão obedecer
rigorosamente às especificações abaixo:
Escolha de Peças
Não será tolerado o assentamento de peças rachadas, emendadas, com retoques
visíveis de massa, com veios capazes de comprometer seu aspecto, durabilidade e
resistência, ou com quaisquer outros defeitos.
Na escolha e distribuição das peças pelas áreas a recobrir, haverá especial cuidado
para que não resultem elementos isolados, cuja coloração ou textura dê a impressão de
manchas ou defeitos, isto é, a natural variação entre as peças deverá ser
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criteriosamente aproveitada, de forma a serem obtidas superfícies uniformemente
desequilibradas ou anômalas de elementos discrepantes.
As amostras de cada tipo de pedra especificada serão previamente submetidas à
aprovação da Fiscalizacão.
Afeiçoamento
A forma e dimensões de cada peça deverão obedecer rigorosamente às indicações dos
respectivos desenhos de detalhes de execução e às especificações. Os detalhes aqui
referidos serão submetidos à prévia aprovação da Fiscalização.
As forras apresentarão forma regular nas partes aparentes, faces planas e arestas
perfeitamente retas.
A Contratada executará nas forras todos os rebaixos, recortes ou furos que se façam
necessários para assentamento dos ralos de águas pluviais, de guarda-corpos de
serralherias e de outros elementos previstos para cada local.
Acabamento e Conforme EME-15/05 e o constante nas especificações.
Aparelho e Níveis
Quanto ao aparelho, disposição e conjugação geral das peças de pedra, serão
estritamente obedecidos os desenhos de detalhes de execução.
O aparelho das forras deverá apresentar juntas perfeitamente alinhadas e de espessura
uniforme.
A espessura das juntas não poderá exceder a 1,5 mm.
As superfícies deverão ficar perfeitamente desempenadas e sem saliências apreciáveis
entre as peças.
Nos pisos de nível não serão toleradas diferenças de nível superiores a 5 mm (cinco
milímetros) em 5 m (cinco metros), ou seja, 0,1%.
Assentamento
As placas serão assentes com argamassa com traço do tipo A.5 ou A.10.
As juntas serão limpas da argamassa de assentamento que por elas refluir.
Nas pavimentações com granitos ou mármores escuros, as juntas serão, depois da
limpeza, tomadas com argamassa do tipo A.4, em toda a sua altura, calcando-se bem
com ferro apropriado, a fim de se conferir maior compacidade à argamassa.
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PISOS DE ALTA RESISTÊNCIA
Materiais
Os agregados para composição de argamassa de alta resistência obedecerão
rigorosamente às características de dureza mínima e da composição química
especificada, de acordo com o tipo escolhido. Serão guardados nas obras, em local
coberto, seco e ventilado, devendo-se proceder, deste a época do recebimento, à
separação conforme o uso local a que se destinam.
As juntas, metálicas ou plásticas, conforme especificado no projeto, apresentarão
dimensões requeridas.
as
Processo Executivo
A primeira operação consistirá na preparação, sobre a qual será aplicada posteriormente
a argamassa do piso de alta resistência, por sua vez dividida em duas camadas, a
primeira, capa niveladora, e a segunda contendo os componentes de alta resistência.
A superfície de apoio (laje de concreto com idade mínima de 10 dias ou lastro de
concreto) estará livre de incrustações e limpa. Dever-se-á, portanto, picotá-la e escovála para torná-la rugosa e áspera, e, em seguida molhá-la até a saturação.
Sobre a superfície serão marcadas, através de linhas (fios de nylon), as posições das
juntas, formando painéis de dimensões indicadas no projeto. Será prevista também uma
junta de contorno.
Ao longo das linhas, será molhada uma faixa da base de concreto, e aplicado um
chapisco de cimento e areia no traço 1:2 em volume, sobre o qual será aplicada
argamassa de cimento e areia no traço 1:3, em volume, numa largura de 20 cm. Os
traços de chapisco e da argamassa poderão ser alterados mediante recomendação da
Fiscalização.
Com a argamassa ainda fresca, serão colocadas as juntas plásticas ou metálicas,
perfeitamente niveladas, aprumadas e esquadrejadas, devendo o conjunto curar durante
48 horas.
Quando a faixa de argamassa estiver quase endurecida, será retirada grande parte dela
com uma colher de pedreiro, deixando somente um pequeno apoio à junta para, aí,
serem efetuados pequenos sulco, que facilitarão a aderência da argamassa a ser
lançada posteriormente.
Durante a cura da argamassa das juntas, a laje de concreto entre elas será limpa,
cuidadosamente lavada e mantida sob umidade.
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Sobre esta base de concreto úmida será aplicado o chapisco de argamassa de cimento
e areia no traço 1:2, em volume, e, em seguida, a camada de argamassa (cimento e
areia 1:3) do contrapiso de correção, ou capa niveladora, bem socada e desempenada
com desempenadeira de madeira.
Após o lançamento da capa, com espessura média de 25 mm, esta receberá um
chanfro, ao longo das juntas, usando uma colher de pedreiro. Assim, a camada de alta
resistência ficará engrossada e reforçada nas bordas dos painéis.
Sobre a capa niveladora, ainda não endurecida, será lançada e batida a camada de alta
resistência, constituída por argamassa de cimento e agregado de alta dureza, de acordo
com as especificações do fabricante, utilizando régua vibradora ou manual, de modo a
obter uma superfície regular, desempenando-a com uma desempenadeira de aço. A sua
espessura será a indicada no projeto.
Na argamassa de alta resistência, poderá ser misturado a seco com o cimento um
pigmento, de cor especificada, cuja percentagem não deve exceder, entretanto, 5% do
peso do cimento.
A cura do piso será obtida pela imediata cobertura da superfície com uma camada de
areia de 3 cm de espessura, molhando-a de 3 a 4 vezes por dia, durante 8 dias.
Evitar, durante a execução e cura, a ação de raios solares, correntezas de ar ou
variações bruscas de temperatura.
Estando o piso perfeitamente curado, proceder ao seu polimento com o auxílio de uma
politriz, conforme as orientações do fabricante e especificações de acabamento.
Neste caso, não antes de 60 horas de lançamento da camada de alta resistência, serão
retiradas as rebarbas maiores, mediante um primeiro polimento manual com esmeris de
grana nº 30.
O polimento mecânico somente poderá ser iniciado na semana seguinte à formação do
piso, usando-se esmeris mais finos.
Logo a seguir serão verificadas eventuais falhas ou “ninhos” na superfície, devendo
corrigí-las mediante estucagem com a mesma argamassa de alta resistência usada para
o piso.
Haverá posteriormente o polimento final, mediante o uso de esmeris sempre mais finos,
até o de nº 120, e a aplicação de duas demãos de cera virgem seguida por eventual
lustração.
PISO EM CHAPA XADREZ
Materiais
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Os painéis, grelhas, perfis de suporte e os componentes menores dos pisos metálicos
serão recebidos na obra, controlando a obediência às especificações de projeto no que
diz respeito ao tipo construtivo, medidas acabamento e acondicionamento.
As peças serão guardadas em local coberto, protegidas contra eventuais batidas ou
outros danos, tais como respingos de concreto, asfalto e pintura.
No armazenamento será levada em conta a seqüência de montagem, de maneira a
possibilitar a retirada das peças sem perda de tempo ou confusão dos materiais ainda
armazenados. No caso de partes soldadas, serão observados os colarinhos de solda e
partes eventualmente danificadas no transporte.
Processo Executivo
Devido à multiplicidade dos tipos e usos, haverá diferenças no esquema de montagem
de pisos metálicos.
Basta lembrar que os painéis metálicos serão adotadas, também, com degraus de
escadas, cobertura de canaletas, passadiços, tampas para bueiros e caixas de
tratamento, forros, proteção de máquinas e outros.
No caso de painéis constituídos por grelhas eletrofundidas, com barras portantes e fios
metálicos de ligação, será obedecido estritamente o esquema previsto para os apoios,
de forma a não transferir sobre estruturas secundárias de grelha esforços não previstos.
Nos casos de grelhas formadas por ferros chatos e cantoneiras furadas e encaixadas,
serão tomadas as peças da forma prevista pelo fabricante, a fim de não enfraquecer a
integridade do sistema, com conseqüente redução da capacidade de carga.
No caso de pranchas de chapa de aço estampada, será programada convenientemente
a montagem, a fim de separar as peças a ser apoiadas sobre estruturas portantes
independentes as peças integrantes de conjuntos autoportantes.
No caso de pisos elevados para salas de equipamentos, serão respeitadas as
seqüências de montagem previstas pelo fornecedor, a fim de não comprometer a
flexibilidade prevista para o sistema, em termos de aproveitamento.
De modo geral, a primeira etapa será a de regularização dos pontos de apoio das
estruturas portantes, pois nem sempre serão previstos dispositivos para uma segunda
regulagem milimétrica, como no caso de pisos para computadores.
Após o nivelamento rigoroso dos postos de apoio, quer nos pisos, quer nas estruturas de
concreto ou metálicas, poderá ser iniciada a montagem, em duas etapas, das estruturas
portantes, conforme esquema de montagem fornecido pelo fabricante. Após uma
primeira montagem e controle de níveis e espaços previstos para os panos grelhados ou
estampados, proceder-se-á a fixação, à base de “aperto” final e solda, quando prevista,
no conjunto da estrutura portante.
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Esta operação será facilitada no caso de pisos elevados para instalações de
computadores, centrais telefônicas e similares, devido aos “aparelhos” para ajustes
mínimos previstos nos pedestais de apoio da estrutura.
A última operação será a colocação e fixação dos parafusos, encaixe ou simples apoio
das grelhas ou placas integrantes dos pisos.
Recebimento
Será verificada a homogeneidade dos pisos, controlando-se horizontalidade dos painéis
correspondentes, a sua imobilidade, a boa fixação às estruturas portantes e a
obediência total ao esquema de montagem.
Não serão admitidos defeitos, danos ou recortes não previstos.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição será feita em metro quadrado, conforme as dimensões de projeto, devendo
levar em conta as reduções para caixas, cavidades ou qualquer outra área não atingida
pelos serviços.
Desta forma, serão medidos os serviços efetivamente executados e aceitos pela
Fiscalização.
O pagamento será feito para as quantidades medidas, conforme acima especificadas,
pelos preços unitários correspondentes das Planilhas de Orçamentação de Obras.
Nestes preços unitários, deverão ser incluídos os custos de aquisição, transporte,
armazenamento, preparo e colocação dos materiais, bem como todos os encargos
incidentes.
43 – ESTRUTURA DE CONCRETO
1- CONCRETO ARMADO - CONDIÇÕES GERAIS
1.1-Serviços
Refere-se a presente especificação aos serviços necessários para as construções em
concreto, como indicados no projeto ou segundo indicado pela Fiscalização. A normas a
serem seguidas são: a NBR 6118 com sua versão mais atual, bem como as versões
anteriores e a NB 1, estas últimas desde que seja indicado no projeto ou acordado com
a fiscalização.
O concreto empregado deverá ter resistência à compressão igual ou superior ao valor
indicado para cada uma das partes da obra, de acordo com os projetos e as
especificações. A Contratada deverá conceder as facilidades necessárias, tanto nas
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centrais misturadoras como na obra, para obtenção das amostras representativas a
serem submetidas aos ensaios específicos.
1.2-Materiais
1.2.1-Armaduras
Conforme a NBR-6118, e mais o adiante especificado.
1.2.1.1-As barras de aço não deverão apresentar níveis de oxidação que comprometam
sua resistência, manchas de óleo, argamassa aderente ou qualquer outra substância
que impeça uma perfeita aderência ao concreto.
1.2.1.2-Antes e durante o lançamento do concreto as plataformas de serviço (balancins,
andaimes etc.) deverão estar dispostas de modo a não provocar deslocamentos das
armaduras.
1.2.1.3-A armadura não poderá ficar em contato direto com a forma, obedecendo-se
para isso a distância mínima previsto no projeto, bem como NBR-6118.
 No caso de recobrimento superior a 6 cm - distância entre forma e ferro colocar-se-á
uma armadura de pele complementar, em rede, cujo cobrimento não deve ser inferior
aos limites retromencionados.
 Nos caso de estruturas resistentes ao fogo, o recobrimento deverá atender às
exigências da NBR-5627, além das especificadas neste item.
 Nos casos de estruturas sujeitas a abrasão, a altas temperaturas, a correntes
elétricas ou a ambientes fortemente agressivos, deverão ser tomadas medidas especiais
para aumentar a proteção da armadura, além do recobrimento mínimo.
1.2.1.4-Deverão ser adotadas precauções para evitar oxidação excessiva das barras de
espera. Antes do reinício da concretagem elas deverão estar devidamente limpas.
1.2.1.5-As diferentes partidas de ferro deverão ser depositadas e arrumadas de acordo
com a bitola, em lotes aproximadamente iguais, de acordo com a NBR-7480, separados
uns dos outros, de modo a ser estabelecida fácil correspondência entre os lotes e as
amostras retiradas para ensaios.
1.2.1.6-Caberá à Contratada comprovar, através de certificado emitido por laboratório
idôneo, que o aço fornecido atende aos ensaios de tração e dobramento, obedecendo
respectivamente aos métodos brasileiros MB-4 e MB-5.
1.2.1.7-Quando a qualidade do aço for inaceitável, o lote deverá ser retirado da obra e a
responsabilidade de qualquer atraso acarretado pela presença do lote de aço será
atribuição única e exclusiva da Contratada.
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1.2.1.8-Todos os cortes e dobramentos deverão ser executados de acordo com a prática
usual, utilizando métodos aprovados. Não deverá ser executado dobramento de barras
com auxílio de calor, a menos que expressamente autorizado pela CODEVASF.
1.2.1.9-As emendas das barras das armaduras devem ser feitas de acordo com as
prescrições da norma NBR 6118. As emendas soldadas devem ser feitas por processo
de eficiência garantida e rigorosamente controlado por ensaios de tração. As barras
soldadas devem suportar uma tensão de no mínimo 1,25 vezes a tensão limite de
escoamento da barra não soldada de igual característica.
1.2.2-Agregados
Conforme EME – 01/07, NBR-7211 e NBR-6118.
1.2.2.1-Serão identificados por suas características, cabendo ao laboratório a
modificação da dosagem adiante referida quando um novo material indicado tiver
características diferentes do agregado inicialmente empregado.
1.2.2.2-Quando os agregados forem medidos em volume, as padiolas, carrinhos, garfos,
peneiras especialmente construídos deverão trazer, na parte externa, em caracteres
bem visíveis, o nome do material, o número de padiolas por saco de cimento e o traço
respectivo.
1.2.2.3-A dimensão máxima característica do agregado deverá obedecer à NBR-6118.
1.2.2.4-No caso do uso de seixo rolado, a Contratada ficará responsável pelo
fornecimento, lavagem, peneiramento e enquadramento nas faixas granulométricas.
1.2.3-Água
Conforme descrição da EME-01/08
1.2.4-Cimento
Conforme EME-01/06 e NBR-6118, mais o adiante especificado.
1.2.4.1-Nas peças sujeitas a ambientes agressivos, recomenda-se o uso de cimentos
que atendam à NBR-5736 e NBR-5737.
1.2.4.2-Não será conveniente, a critério da Fiscalização, em uma mesma concretagem,
a mistura de tipos diferentes de cimento, nem de marcas diferentes, ainda que do
mesmo tipo.
1.2.4.3-Não será permitido o uso de traços de meio saco ou fração. Os volumes mínimos
a misturar de cada vez deverão corresponder a 1 (um) saco de cimento.
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1.2.4.4-O cimento será obrigatoriamente medido em peso, não sendo permitida sua
medição em volume.
1.2.4.5-A embalagem, armazenamento, inspeção, ensaios e critérios de rejeição do
cimento obedecerão à EME-01/06.
1.2.5-Formas e Escoramentos
1.2.5.1-As formas e escoramentos deverão obedecer aos critérios da NBR-7190.
1.2.5.2-O dimensionamento das formas deverá ser feito de modo a evitar possíveis
deformações devido a fatores ambientais ou provocados pelo adensamento do concreto
fresco.
1.2.5.3-Nas peças de grandes vãos, sujeitas a deformações provocadas pelo material
nelas introduzido, as formas deverão ser dotadas da contra-flecha necessária.
1.2.5.4-Antes do início da concretagem, as formas deverão estar limpas e estanques, de
modo a evitar eventuais fugas de pasta.
1.2.5.5-Em peças estreitas e altas será necessária a abertura de pequenas janelas na
parte inferior da forma, para facilitar a limpeza.
1.2.5.6-As formas deverão ser molhadas até a saturação, a fim de se evitar a absorção
da água de amasssamento do concreto.
1.2.5.7-Os produtos antiaderentes, destinados a facilitar a desmoldagem, serão
aplicados na superfície da forma antes da colocação da armadura.
1.2.5.8-O escoramento metálico ou de madeira, sempre que oportuno, a critério da
Fiscalização, obedecerá aos seguintes critérios, estabelecidos pela NBR-6118;
“O escoramento deverá ser projetado de modo a não sofrer, sob a ação do peso próprio,
do peso da estrutura e das cargas acidentais que possam atuar durante a execução da
obra, deformações prejudiciais à forma da estrutura ou que possam causar esforços no
concreto na fase de endurecimento”.
“Deverão ser tomadas as precauções necessárias para evitar recalques prejudiciais
provocados no solo ou na parte da estrutura que suporta o escoramento, pelas cargas
por este transmitidas”.
1.2.5.9-Para escoramento em madeira deverá ser observado o seguinte:
“Não se admitem pontaletes de madeira com diâmetro do menor lado da seção
retangular inferior a 5 cm para madeiras duras e 7 cm para madeiras moles”.
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“Os pontaletes com mais de 3m de comprimento deverão ser contraventados, salvo se
for demonstrada necessidade desta medida, para evitar flambagem”.
“O teor de umidade natural da madeira deverá ser compatível com o tempo a decorrer
entre a execução das formas e do escoramento e a concretagem da estrutura. No caso
de se prever que esse tempo ultrapasse 2 meses, a madeira a ser empregada deverá ter
o teor de umidade correspondente ao estado seco do ar”.
“Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda, a qual não deverá ser feita no
terço médio do seu comprimento. Nas emendas, os topos das duas peças a emendar
deverão ser planos e normais ao eixo comum. Deverão ser afixadas com sobrejuntas em
toda a volta das emendas”.
1.2.5.10-Será objeto de particular cuidado a execução das formas de superfícies curvas.
1.2.5.11-As formas curvas serão apoiadas sobre cambotas de madeira, pré-fabricadas.
A Contratada, para esse fim, procederá à elaboração de desenhos de detalhes dos
escoramentos, submetendo-os oportunamente a exame e autenticação da Fiscalização.
1.2.5.12-Os escoramentos das formas curvas deverão ser perfeitamente rígidos,
impedindo, desse modo, qualquer movimento das formas no momento da concretagem,
sendo preferível o emprego de escoramentos metálicos.
1.2.5.13-Nas formas utilizadas em concreto para superfícies expostas poderão ser
empregadas madeira compensada, chapas de aço, tábuas revestidas com lâminas de
compensado ou malamínicas.
1.2.5.14-Os tirantes metálicos embutidos, usados para prender as formas, deverão
permanecer a não menos do que cinco (5) centímetros para dentro das superfícies do
concreto. Os vazios dos tirantes deverão ser enchidos com concreto ou argamassa. Os
esticadores embutidos nas extremidades dos tirantes deverão ser tais que a sua
remoção deixe furos de forma regular. Os furos nas faces permanentemente expostas
ao ar ou à água deverão ser enchidos com argamassa seca.
1.2.5.15-Não será permitido o uso de tirantes de arame embutidos para prender as
formas em paredes de concreto sujeitas à pressão d’água ou onde as superfícies de
concreto através das quais os tirantes se estendam venham a ser expostas
permanentemente. Estes tirantes poderão ser usados onde deva ser feito aterro contra
ambos os lados das paredes. Os tirantes deverão ser cortados rentes à superfície do
concreto, depois de removidas as formas.
1.2.6-Aditivos
Conforme EME-01/03, mais o adiante especificado.
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1.2.6.1-Aditivos com finalidades de modificação das condições de pega, endurecimento,
resistência, trabalhabilidade, durabilidade e permeabilidade do concreto só poderão ser
usados os indicados no projeto ou após consentimento da Fiscalização.
1.2.6.2-Só poderão ser utilizados os aditivos que tiverem suas propriedades atestadas
por laboratório nacional especializado e idôneo.
1.2.6.3-A porcentagem de aditivo no concreto será feita de acordo com as
recomendações do fabricante e/ou laboratório credenciado pela CODEVASF.
1.2.6.4-Os aditivos aprovados pela Fiscalização deverão conter indicações precisas de
marca, procedência, composição; não se admitindo o emprego indiscriminado, mesmo
que tenham iguais efeitos. O emprego de cada aditivo, mesmo os de idêntica ação,
exigirá aprovação em separado. A autorização de utilização de determinado aditivo será
dada por marca e por quantidade em relação ao traço e para cada emprego.
1.2.7-Equipamentos
1.2.7.1-A Contratada deverá manter permanentemente na obra o equipamento
indispensável para execução do concreto.
1.2.7.2-Poderão ser empregados vibradores de imersão, vibradores de forma ou réguas
vibratórias, de acordo com a natureza dos serviços a serem executados e desde que
satisfaçam à condição de perfeito adensamento do concreto.
1.2.7.3-A capacidade mínima da betoneira será a correspondente a 1 (um) traço com
consumo mínimo de um saco de cimento.
1.2.7.4-Serão permitidos todos os tipos de betoneiras.
1.2.8-Dosagem
Conforme EME-12/10-D e o adiante especificado.
1.2.8.1-O Estabelecimento do traço do concreto será função da dosagem experimental
(racional), na forma preconizada na NBR-6118, de maneira que se obtenha, com os
materiais disponíveis, um concreto que satisfaça às exigências do projeto a que se
destina (fck).
1.2.8.2-Todas as dosagens de concreto deverão ser caracterizadas pelo seguinte
elementos:
 Resistência característica aos 28 dias (fc28).
 Dimensão máxima característica (diâmetro máximo do agregado) em função das
dimensões das peças a serem concretadas, conforme a NBR -6118.
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 Consistência (medida através de “Slump-Test”), de acordo com o método NBR7223.
 Composição granulométrica dos agregados.
 Fator água/cimento em função da resistência e da durabilidade desejadas.
 Controle de qualidade a que será submetido o concreto.
 Adensamento a que será submetido o concreto.
 Índices físicos dos agregados (massa específica, peso unitário, coeficiente de
inchamento e umidade).
1.2.9-Resistência Característica do Concreto
A fixação da resistência característica do concreto (fck) é aquela estabelecida no projeto.
1.2.10-Controle Tecnológico
O controle tecnológico abrangerá as verificações da dosagem utilizada, da
trabalhabilidade, das características dos constituintes e da resistência mecânica, tudo de
conformidade a NBR-6118.
1.2.11-Controle da Resistência do Concreto
Independentemente do tipo de dosagem adotado, o controle da resistência do concreto
obedecerá rigorosamente ao disposto na NBR-6118, mais o adiante especificado.
1.2.11.1-Será retirado o mínimo de 1 (uma) série para cada 25 m3 de concreto aplicado.
Cada série deverá ser constituída de 3 corpos de provas NBR-6118.
1.2.11.2-Quando houver modificação dos materiais, será necessário efetuar nova
dosagem e respectivos ensaios.
1.2.11.3-Além das prescrições precedentes, será observado o cuidado de moldagem de
corpos de prova de cada elemento representativo da estrutura, à razão mínima de 2
séries nas funções, 2 séries em cada teto com as respectivas vigas e 2 séries nas
extremidades dos pilares de cada pavimento, ou a critério da Fiscalização.
1.2.11.4-Cuidados iguais aos precedentes serão adotados em relação a quaisquer
elementos estruturais não incluídos nos acima referidos.
1.2.11.5-Quando houver dúvidas sobre a resistência do concreto da estrutura, serão
efetuados ensaios não destrutivos, conforme item 8 adiante. Em obras importantes e/ou
naquelas em que houver dúvidas sobre o resultado dos ensaios não destrutivos, serão
também ensaiados corpos de prova extraídos da estrutura, conforme item 7 adiante.
1.3-Execução
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1.3.1-A execução de qualquer parte da estrutura implica na integral responsabilidade da
Contratada por sua resistência, estabilidade, durabilidade e perfeito acabamento.
1.3.2-Transporte do concreto
1.3.2.1-O transporte do concreto deverá ser efetuado de maneira que não haja
segregação ou desagregação de seus componentes nem perda sensível de qualquer
deles por vazamento ou evaporação.
1.3.2.2-Poderão ser utilizados na obra, para transporte de concreto da betoneira ao
ponto de descarga ou local da concretagem, carrinhos de mão com roda de pneu, jiricas,
caçambas, pás mecânicas ou outros. Em hipótese nenhuma será permitido o uso de
carrinhos com roda de ferro ou de borracha maciça.
1.3.2.3-No bombeamento de concreto deverá existir um dispositivo especial na saída do
tubo para evitar a segregação. O diâmetro interno do tubo deverá ser, no mínimo, três
vezes o diâmetro máximo do agregado, quando utilizada brita e 2,5 vezes o diâmetro no
caso de seixo rolado.
1.3.2.4-O transporte do concreto não deve exceder o tempo máximo permitido para seu
lançamento, conforme item 1.3.3.5 adiante especificado.
1.3.2.5-Sempre que possível deve ser escolhido sistema de transporte que permita o
lançamento direto nas formas.
1.3.2.6-Não sendo possível o lançamento direto, deverão ser adotadas precauções para
manuseio do concreto em depósitos intermediários.
1.3.2.7-O transporte a longas distâncias só será admitido em veículos especiais dotados
de movimento capaz de manter uniforme o concreto misturado.
1.3.2.8-No caso de utilização de carrinhos ou padiolas, buscar-se-ão condições de
percurso suave tais como rampas, aclives e declives, inclusive estrados.
1.3.2.9-Quando os aclives a vencer forem muito grandes - caso de dois ou mais
andares-recorrer-se-á ao transporte vertical por meio de elevadores de obra (guinchos).
1.3.3-Lançamento
Conforme a NBR-6118, mais o adiante especificado.
1.3.3.1-Competirá à Contratada informar com oportuna antecedência à Fiscalização e ao
laboratório encarregado do controle tecnológico o dia e hora do início das operações de
concretagem, o tempo previsto para sua execução e os elementos a serem concretados.
1.3.3.2-Os processos de lançamento do concreto deverão ser determinados de acordo
com a natureza da obra, cabendo à Fiscalização modificar ou impedir processo que
acarrete segregação dos materiais.
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1.3.3.3-Não será permitido o lançamento de concreto de altura superior a 2 m. Para
evitar segregação em quedas livres maiores que a mencionada, utilizar-se-ão calhas
apropriadas.
1.3.3.4-No caso de peças estreitas e altas, o concreto deverá ser lançado por janelas
abertas na parte lateral ou por meio de funis ou trombas.
1.3.3.5-Nas peças com altura superior a 2 metros, com concentração de ferragem e de
difícil lançamento, além dos cuidados do item anterior deverá ser colocada no fundo da
forma uma camada de argamassa com 5 a 10 cm de espessura, feita com o mesmo
traço do concreto que vai ser utilizado, evitando-se com isto a formação de “ninhos de
pedra”.
1.3.3.6-O intervalo máximo de tempo permitido entre o término do amassamento do
concreto e o seu lançamento não deverá exceder de l (uma) hora.
1.3.3.7-Quando do uso de aditivos retardadores ou aceleradores de pega, o prazo para
lançamento poderá ser aumentado ou diminuído, em função das características do
aditivo, a critério da Fiscalização.
1.3.3.8-Em nenhuma hipótese será permitido o lançamento após o início da pega.
1.3.3.9-Não será permitido o uso do concreto remisturado.
1.3.3.10-Nos lugares sujeitos à penetração de água deverão ser adotadas providências
para que o concreto seja lançado sem que haja água no local e ainda que, quando
fresco, não possa ser lavado pela água de infiltração.
1.3.3.11-A concretagem deverá seguir rigorosamente um programa de lançamento
preestabelecido para o projeto - vide a NBR-6118.
1.3.3.12-Não será permitido o “arrastamento” do concreto a distância muito grandes,
durante o espalhamento, devido ao fato de que o deslocamento da mistura com enxada,
sobre formas ou mesmo sobre o concreto já aplicado, poderá provocar perda da
argamassa por adesão aos locais de passagem.
1.3.4-Adensamento
Conforme NBR-6118 e mais o adiante especificado.
1.3.4.1-O adensamento manual só será permitido em casos excepcionais e com a
aprovação da Fiscalização.
1.3.4.2-O adensamento deverá ser cuidadoso, de forma que o concreto ocupe todos os
recantos da forma.
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1.3.4.3-Serão adotadas as devidas precauções para evitar vibração de armadura, de
modo a não formar vazios ao seu redor nem dificultar a aderência com o concreto.
1.3.4.4-Os vibradores de imersão não deverão ser deslocados horizontalmente. A
vibração será apenas a suficiente para que apareçam bolhas de ar e uma fina película
de água na superfície do concreto.
1.3.4.5-A vibração deverá ser feita a uma profundidade não superior ao comprimento da
agulha do vibrador.
1.3.4.6-As camadas a serem vibradas preferencialmente terão espessura equivalente a
¾ do comprimento da agulha.
1.3.4.7-As distâncias entre os pontos de aplicação do vibrador serão da ordem de 6 a 10
vezes o diâmetro da agulha (aproximadamente 1,5 vezes o raio de ação).
1.3.4.8-Será aconselhável a vibração por períodos curtos em pontos próximos, ao invés
de períodos longos num único ponto ou em pontos distantes.
1.3.4.9-A vibração próxima às formas (menos de 100 mm) deverá ser evitada no caso de
se utilizar vibrador de imersão.
1.3.4.10-Colocar-se-á a agulha na posição vertical, ou, quando impossível, incliná-la até
um ângulo máximo de 45º.
1.3.4.11-Introduzir-se-á a agulha na massa de concreto, retirando-a lentamente para
evitar a formação de buracos que se enchem de pasta.
1.3.4.12-Na vibração por camadas, far-se-á com que a agulha atinja a camada
subjacente para assegurar a ligação duas a duas.
1.3.4.13-Admitir-se-á a utilização, excepcionalmente, de outros tipos de vibradores
(formas, régua etc.), a critério da Fiscalização.
1.3.5- Juntas de Concretagem
Conforme NBR-6118 e mais o adiante especificado.
1.3.5.1-Durante a concretagem poderão ocorrer interrupções previstas ou imprevistas.
Em qualquer caso, a junta então formada denominar-se-á fria se não for possível
retomar a concretagem antes do início da pega do concreto já lançado.
1.3.5.2-Cuidar-se-á para que as juntas não coincidam com os planos de cisalhamento.
1.3.5.3-As juntas deverão ser localizadas onde forem menores os esforços de
cisalhamento.
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1.3.5.4-Quando não houve especificação em contrário, as juntas em vigas serão,
preferencialmente, em posição normal ao eixo longitudinal da peça (juntas verticais). Tal
posição será assegurada através de forma de madeira, devidamente fixada.
1.3.5.5-A concretagem das vigas deverá atingir o terço médio do vão, não sendo
permitidas juntas próximas aos apoios.
1.3.5.6-As juntas verticais apresentam vantagem pela facilidade de compactação, pois é
possível fazer-se formas de sarrafos verticais que permitam a passagem dos ferros de
armação e não do concreto, evitando a formação da nata de cimento na superfície, que
se verifica em juntas inclinadas.
1.3.5.7-Na ocorrência de juntas em lajes, a concretagem deverá atingir o terço médio do
maior vão, localizando-se as juntas paralelamente à armadura principal.
1.3.5.8-Em lajes nervuradas as juntas deverão situar-se paralelamente ao eixo
longitudinal das nervuras.
1.3.5.9-As juntas deverão permitir uma perfeita aderência entre o concreto já endurecido
e o que vai ser lançado.
1.3.5.10-Para assegurar a condição do item precedente, deverá a superfície das juntas
receber tratamento com escova de aço, jateamento de areia ou qualquer outro processo
que proporcione a formação de redentes, ranhuras ou saliências.
1.3.5.11-Tal procedimento deverá ser efetuado após o início da pega e quando a peça
apresentar resistência compatível com o trabalho a ser executado.
1.3.5.12-Quando da retomada da concretagem, a superfície da junta concretada
anteriormente deverá ser preparada da seguinte forma:
1. Limpeza dos materiais pulverulentos, nata de cimento, graxa ou quaisquer outros
prejudiciais à aderência, obtida com o mesmo tratamento citado no item 1.3.5.10, retro.
2. Saturação com jatos de água, deixando a superfície com aparência de “saturado
superfície seca”, conseguida com a remoção do excesso de água superficial.
1.3.5.13-Especial cuidado deverá ser dado ao adensamento junto à interface entre o
concreto já endurecido e o recém-lançado, a fim de se garantir a perfeita ligação das
partes.
1.3.5.14-No lançamento do concreto novo sobre superfície antiga poderá ser exigido, a
critério da Fiscalização, o emprego de adesivos estruturais, conforme EME-01/02.
1.3.6-Cura do Concreto
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Conforme NBR-6118 e mais o adiante especificado.
1.3.6.1-Qualquer que seja o processo empregado para a cura do concreto, a aplicação
deverá iniciar-se tão logo termina a pega.
1.3.6.2-O processo de cura iniciado imediatamente após o fim da pega deverá continuar
por período mínimo de 7 dias.
1.3.6.3-Quando no processo de cura for utilizada uma camada de pó de serragem, de
areia ou de qualquer outro material adequado, mantida permanentemente molhada, esta
camada deverá ter, no mínimo, 5 cm.
1.3.6.4-Quando for utilizado processo de cura por aplicação de vapor d’água, a
temperatura deverá ser mantida entre 38ºC e 66ºC por um período de aproximadamente
72 horas.
1.3.6.5-A CODEVASF admite os seguintes tipos de cura:
 Molhagem contínua das superfícies expostas do concreto;
 Cobertura com tecidos de aniagem, mantidos saturados;
 Cobertura por camada de serragem ou areia, mantidas saturadas;
 Lonas plásticas ou papéis betumados impermeáveis, mantidos sobre superfícies
expostas, devendo, entretanto, ser de cor clara para evitar o aquecimento do concreto e
a subsequente retração térmica.
 Películas de cura química, tipo Antisol da Sika-Produtos Químicos para Construção
ou similar, ouvida previamente a Fiscalização.
1.3.7-Desmoldagem de Formas e Escoramentos
1.3.7.1-A retirada das Formas deverá obdecer a NBR-6118 e devendo-se atentar para
os prazos recomendados:
 Faces laterais: 3 dias;
 Faces inferiores: 14 dias;
 Faces inferiores sem pontaletes: 21 dias.
1.3.7.2-A retirada do escoramento de tetos será feita de maneira conveniente e
progressiva, particularmente para peças em balanço, o que impedirá o aparecimento de
fissuras em decorrência de cargas diferentes.
1.3.8-Inspeção de Concreto
1.3.8.1-Após a retirada das formas, o elemento concreto será exibido à Fiscalização
para exame.
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1.3.8.2-Somente após este controle, e a critério da Fiscalização, poderá a Contratada
proceder à reparação de eventuais lesões, vazios e demais imperfeições, e à remoção
das rugosidades, estas no caso de concreto aparente, a fim de que as superfícies
internas e externas venham a se apresentar perfeitamente lisas.
1.3.8.3-Em caso de não aceitação, por parte da Fiscalização, do elemento concretado, a
Contratada se obriga a demoli-lo imediatamente, procedendo à sua reconstrução sem
ônus para a CODEVASF, tantas vezes quantas sejam necessárias até aceitação final.
1.3.8.4-A imperfeições citadas no item 1.3.8.2, retro, serão corrigidas da seguinte forma:
 Desbaste com ponteira, da parte imperfeita do concreto, deixando-se uma superfície
áspera e limpa;
 Preenchimento do vazio com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, usando
adesivo estrutural à base de resina “époxi”. No caso de incorreções grandes, substituirse-á a argamassa por concreto no traço 1:2:2;
 Quando houver umidade e/ou infiltração de água, o adesivo estrutural deverá ser
substituído por impermeabilizante de pega rápida, devendo tal produto ser submetido à
apreciação da CODEVASF antes de sua utilização.
1.3.8.5-A Fiscalização procederá, posteriormente, a um segundo exame para efeito de
aceitação.
1.3.8.6-Fica claro e estabelecido que os critérios de áspero, limpo, grande, úmido e
infiltração ficam à consideração da Fiscalização.
1.4-Disposições Diversas
1.4.1-Nenhum conjunto de elementos estruturais - vigas, montantes, percintas, lajes etc.
- poderá ser concretado sem primordial e minuciosa verificação, por parte da Contratada
e da Fiscalização, da perfeita disposição, dimensões, ligações e escoramentos das
formas e armaduras correspondentes, bem como sem prévio exame da correta
colocação de canalizações elétricas, hidráulicas e outras que devam ficar embutidas na
massa do concreto.
1.4.2-Todos os vãos de portas e janelas, cujas partes superiores não devam facear com
as lajes dos tetos e que não possuam vigas previstas nos projetos estruturais, ao nível
das respectivas padieiras, terão vergas de concreto, convenientemente armadas, com
comprimento tal que exceda no mínimo 20 cm para cada lado do vão.
1.4.3-A mesma precaução será tomada com os peitoris de vãos de janelas, os quais
serão guarnecidos com percintas de concreto armado.
1.4.4-As furações para passagem de canalizações através de vigas ou outros elementos
estruturais, quando inteiramente inevitáveis, serão previstas com buchas ou caixas
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adrede localizadas nas formas, de acordo com o projeto. A localização e dimensões de
tais furos serão objeto de atento estudo da Contratada, no sentido de evitar-se
enfraquecimento prejudicial à segurança da estrutura.
1.4.5-Como diretriz geral, nos casos em que não haja indicação precisa no projeto
estrutural, haverá a preocupação de situarem-se os furos, tanto quanto possível, na
zona de tração de vigas ou outros elementos atravessados.
1.4.6-De qualquer modo, caberá inteira responsabilidade à Contratada pelas
consequências de orifícios e eventuais enfraquecimentos de peças resultantes da
passagem das citadas canalizações, cumprindo-lhe, destarte, desviar as tubulações
sempre que possam prejudiciar a estrutura, ou mesmo propor à CODEVASF as
alterações que julgar convenientes, tanto no projeto estutural quanto no projeto de
instalação.
1.4.7-As platibandas ou cimalhas de contorno de telhado levarão pilaretes e percintas de
concreto armado, solidários com a estutura, destinados a conter a alvenaria e a evitar
trincas decorrentes da concordância de elementos de diferentes coeficiente de dilitação.
1.4.8-Nos painéis de lajes de maior vão haverá cuidado de prever-se contra flechas nas
formas. Para lajes de cerca de 5,00 x 6,00 m as contra flechas serão as seguintes:
 Na laje superior (de forma perdida): 5mm;
 Na laje inferior : 8 mm.
1.4.9-Na hipótese de determinadas peças da estruturas exigirem o emprego de
armaduras com comprimento superior ao limite comercial de 12 m, as emendas
decorrentes obedecerão rigorosamente ao prescrito sobre assunto na NBR-6118.
1.5-Testes
1.5.1-Os testes obedecerão ao disposto nos itens anteriores. .
1.5.2-Os resultados de todos os testes exigidos serão fornecidos em 2 vias, com parecer
conclusivo, pela Contratada à CODEVASF, que devolverá à mesma uma das vias
autenticadas e, se for o caso, acompanhada de comentários que julgar oportuno tendo
em vista resultado dos testes.
1.5.3-A CODEVASF poderá exigir da Contratada, caso julgue necessário e
independente da apresentação dos testes exigidos no item 1.2.11, retro, a realização
complementar de testes não destrutivos mencionados nos itens 7 e 8.
1.5.4-A autenticação da CODEVASF não exime de responsabilidade a Contratada,
definida no item 1.3.1, retro.
1.6-Armaduras de Calhas
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1.6.1-As armaduras de calhas de águas pluviais - quando não indicadas no projeto
estrutural - terão no mínimo um vergalhão de 6,35mm (1/4”) a cada 10 cm, distribuídos
pelo perímetro das calhas e dispostos longitudinalmente.
1.6.2-As calhas, quando não integradas na estrutura das edificações, serão dotadas de
juntas de dilatação pelo menos a cada 10m.
2-DE CONCRETO ARMADO - LAJES MISTAS
2.1-Definição
Definem-se como lajes mistas aquelas em que, entre nervuras de concreto armado
convencional, interpõem-se elementos intermediários pré-fabricados, de concreto
normal ou leve, simples ou armado, cerâmicos ou sílico-calcáreos, solidários com as
nervuras e capazes de resisitir aos esforços de compressão oriundos de flexão.
2.2-Normas
Para execução destas lajes deverão ser obedecidas as normas da ABNT relativas ao
assunto, em sua forma mais recente, especialmente a NBR-6118, NBR -6119, NBR7197 e NBR-5627. Deverá ser obedecido em tudo o que lhe for aplicável o item 1, mais
adiante especificado.
2.3-Condições Básicas
Conforme a NBR-6119.
2.4-Materiais
2.4.1-Armaduras
2.4.1.1-A armadura longitudinal deverá ser dimensionada conforme NBR-6118,
devendo ser distribuída uniformemente pelas nervuras, inclusive apoios, e lá
devidamente ancorada.
2.4.1.2-A armadura transversal será colocada na mesa de compressão de concreto, ou,
na falta desta, em vazios previstos para este fim nas juntas transversais dos elementos
intermediários. A armadura deverá ter no mínimo 0,6 cm2/m, uma vez que somente
serão admitidos aços da Classe CA-50 ou CA-60.
2.4.1.3-Os estribos, quando necessários, devem obedecer à NBR-6118 - seção vigas.
2.4.2-Formas
Conforme o item 1.2.5, descrito anteriormente.
232
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2.4.3-Concreto armado ou Protendido
Os materiais usados na execução do concreto armados ou protendido, devem obedecer
ao descrito na NBR-6118 e NBR-7197.
2.4.4-Elementos Intermediários
A resistência à compressão dos elementos intermediários deverá ser avaliada através
do valor médio de pelo menos 6 (seis) ensaios, cujos resultados deverão ser
submetidos, com a devida antecedência, à apreciação da Fiscalização.
Tais testes deverão ser efetuados por firma especializada. Os valores obtidos nos testes
não deverão ser inferiores a 12 Mpa (120 Kg/cm2), referida à seção transversal bruta
(sem desconto dos vazios).
2.5-Execução
2.5.1-Nervuras
A distância entre as faces de duas nervuras vizinhas deverá ser inferior ou igual a 50cm.
A nervura deverá ter largura mínima de 4 cm, porém superior a 1% do vão teórico.
2.5.2-Elementos Intermediários
2.5.2.1-A justaposição dos elementos intermediários na direção das nervuras deverá ser
assegurada com o preenchimento adequado das juntas com argamassa de cimento e
areia no traço 1:3, de modo que possam transmitir eficientemente os esforços de
compressão. Também haverá sempre uma nervura entre duas fiadas de elementos
intermediários.
2.5.2.2-Deverão ser tomadas precauções no assentamento, de modo a que fiquem em
posição correta, principalmente quando forem diferentes as zonas de tração e
compressão.
2.5.2.3-Terão forma e dimensões geometricamente determinadas. Porém, a face inferior
deverá ser plana para poder repousar firmemente sobre o escoramento e os topos
devem ser de forma a deixar espaços vazios nas juntas entre dois elementos vizinhos,
que serão preenchidos com argamassa.
2.5.3-Montagem
2.5.3.1-Todos os vãos deverão ser escorados com tábuas colocadas em espelho e
pontaletadas. Verificar-se-á se o escoramento está apoiado sobre base firme, bem
contraventado e com altura necessária para possibilitar a contra-flecha adiante indicada.
233
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2.5.3.2-Todo o material a ser colocado deverá ser rigorosamente escolhido. Cuidar-se-á
em especial, quando da colocação de viga pré-moldada, quanto às posições dos ferros
negativos ou dos de distribuição, não distribuindo as vigas somente pela medida do
comprimento.
2.5.3.3-Quando da colocação das vigas pré-moldadas, deverá ser usado um bloco em
cada extremidade, para o espaçamento correto. A primeira fileira de blocos deverá
apoiar-se de um lado sobre a viga existente, e do outro sobre a primeira viga prémoldada.
2.5.3.4-O trânsito sobre a laje durante o lançamento far-se-á sobre tábuas apoiadas nas
vigas pré-moldadas.
2.5.3.5-Todo o material (vigas, elementos intermediários, armaduras) deverá ser
molhado antes do lançamento do concreto e este deve ser bem socado (com colher)
para que penetre nas juntas entre as vigas e os blocos.
2.5.3.6-Prescrições com relação às armaduras
Todos os ferros de distribuição (colocados nos dois sentidos, conforme item 2.4.1,
retro) deverão ser apoiados - junto às vigas - sobre uma ripa de 1,25cm de
espessura, sendo suas extremidades chumbadas com pequena porção de concreto.
Retirada a ripa, poderá ser lançado o concreto.
Atenção especial: O ferro não deverá entrar nas juntas entre vigas e blocos, mas ficar
envolvido pelo concreto.
Os mesmos cuidados retromencionados deverão ser tomados com relação às
armaduras negativas existentes entre lajes engastadas.
Caso não conste em projeto, as lajes que se encontrarem simplesmente apoiadas em
todas as suas bordas deverão ter armaduras para absorver momentos volventesconforme NBR-6118.
2.6-Flechas
Não serão permitidas flechas superiores às admitidas pela NBR-6118. Com o objetivo de
evitar tal fato, recomendam-se as contra-flechas mínimas (no centro do vão) e
escoramento, abaixo indicadas:
Largura do Vão
h = 9,5 a
h = 15,0 a
h = 25,0 a h = 35,0
11,0 cm
20,0 cm
20,0 cm
cada 1,5 m
cada 1,3 m
cada
m
1,20 cada 1,0
m
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até
contra-flecha
0,5 cm
3,0 m quant.escoramento 1
0,5 cm
2
0,5 cm
2
0,5 cm
2
3,0 a
4,0m
4,0 a
5,0m
5,0 a
6,0m
1,0 cm
2
2,0 cm
3
2,5 cm
4
0,5 cm
3
1,0 cm
4
2,0 cm
5
0,5 cm
3
1,0 cm
4
1,5 cm
5
contra-flecha
quant.escoramento
contra-flecha
quant.escoramento
contra-flecha
quant.
escoramento
1,0 cm
1
2,0 cm
3
-
Observação: Para os casos especiais, a contra-flecha e os escoramentos serão objeto
de cálculo específico.
3-DE CONCRETO ARMADO - APARENTE, LISO OU POLIDO
3.1-Condições Básicas - Projeto
3.1.1-Na execução de concreto aparente será levado em conta que o mesmo deverá
satisfazer não somente aos requisitos normalmente exigidos para os demais elementos
de concreto armado - vide item 1 - como também às condições inerentes a material de
acabamento.
3.1.2-Essas condições tornam essencial um rigoroso controle para assegurar-se
uniformidade de coloração, homegeneidade de textura, regularidade das superfícies e
resistência ao pó e às intempéries em geral.
3.1.3-A execução dos elementos de concreto aparente com cimento branco importará
em cuidades ainda mais severos, sobretudo os concernentes à uniformidade de
coloração.
3.1.4-Os elementos de concreto - quer os fundidos no local, quer os pré-moldados deverão satisfazer ao especificado no item 1, em tudo o que lhe for aplicável.
3.2-Materiais
3.2.1-Armadura
Conforme item 1.2.1, mais adiante especificado.
3.2.1.1-Para garantir o recobrimento recomendado por normas da ABNT, serão
empregados afastadores de armadura do tipo “clips” plásticos, conforme EME-01/04,
cujo contato com a forma se reduz a um ponto.
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3.2.1.2-O emprego de “clips” plásticos será objeto de exame prévio, caso o concreto
venha a ser submetido a tratamento de vapor, pois a elevada temperatura poderá
acarretar sua fusão.
3.2.1.3-Como os sinais de óxido de ferro nas superfícies de concreto aparente são de
díficil remoção, as armaduras serão recobertas com aguada de cimento, ou protegida
com filme de polietileno, o que as defenderá da ação atmosférica no período entre sua
colocação na forma e o lançamento do concreto.
3.2.2-Agregados
Conforme item 1.2.2, mais o adiante especificado.
3.2.2.1-Os agregados serão de coloração uniforme, de uma única procedência e
fornecidos de uma só vez, sendo indispensável a lavagem completa dos mesmos.
3.2.3-Água
Conforme descrição da EME-01/08.
3.2.4-Cimento
Conforme item 1.2.4, mais o adiante especificado.
3.2.4.1-Todo o cimento será de uma só marca e, quando o tempo de duração da obra
permitir, de uma só partida de fornecimento.
3.2.4.2-No caso do emprego de cimento branco na confecção do concreto, o teor
mínimo será de 400 kg/m3 , considerados, todavia, os valores estabelecidos pelo autor
do projeto estrutural para resistência característica do concreto.
3.2.5-Formas e Escoramento
3.2.5.1-As formas serão de madeira aparelhada ou de madeira compensada laminada,
conforme EME-12/01, item 9, com revestimento plástico “Tego-film” em ambas as faces.
3.2.5.2-Na hipótese do emprego de madeira aparelhada, será efetuada sobre sua
superfície a aplicação de um agente protetor de forma, conforme EME-01/05, que evite
aderência com o concreto.
3.2.5.3-É vedado o emprego de óleo queimado como agente protetor, bem como o uso
de outros produtos que, posteriormente, venham a prejudicar a uniformidade de
coloração do concreto aparente.
3.2.5.4-A precisão de colocação das formas será de mais ou menos 5 mm.
236
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3.2.5.5-A posição das formas-prumo e nível-será objeto de verificação permanente,
especialmente, durante o processo de lançamento do concreto. Quando necessária, a
correção será efetuada imediatamente, com emprego de cunhas, escoras etc.
3.2.5.6-Para garantir a estanqueidade das juntas poderá ser empregado o processo de
sambladuras, do tipo mecha e encaixe. Esse processo só se recomenda quando não
estiver previsto o reaproveitamento da forma.
3.2.5.7-Caso contrário, a estanqueidade das juntas será obtida com o emprego de
calafetadores que não endureçam em contato com ar, preferencialmente elastômero, do
tipo silicone, conforme EME-05/01, item 5.
3.2.5.8-Para obter superfícies lisas, os pregos serão rebatidos de modo a ficarem
embutidos nas formas, sendo o rebaixo calafetado com o elastômero referido no item
anterior.
3.2.5.9-Para paredes armadas, as ligações das formas internas e externas será efetuada
por meio de tubos separadores e tensores atravessando a espessura de concreto.
3.2.5.10-Os tubos separadores, preferencialmente de plástico PVC, garantirão a
espessura da parede sob o efeito da compressão e os tensores, preferencialmente
metálicos, terão a mesma finalidade na hipótese de esforços de tração.
3.2.5.11-A localização dos tubos separadores e dos respectivos tensores será definida
pelo projeto de estrutura, com a interveniência da Fiscalização.
3.2.5.12-Como regra geral, os tubos separadores serão dispostos em alinhamentos
verticais e horizontais, sendo de 5mm o erro admissível em sua localização. Sempre
que possóvel estarão situados em juntas rebaixadas, o que contribuirá para disfarçar a
sua existência na superfície do concreto aprente.
3.2.5.13-Na hipótese de composições plásticas, a matriz negativa das esculturas será
executada em gesso, em poliestireno expandido ou ainda em fibra de vidro, procedendose em seguida a sua incorporação à forma.
3.2.5.14-As precauções a serem tomadas nas juntas de concretagem ou de trabalho e
relacionadas com as formas, serão descritas no item “lançamento de concreto”,
considerando a correlação existente entre os dois assuntos.
3.2.5.15-As formas metálicas deverão apresentar-se isentas de oxidação, caso haja
opção pelo seu emprego em substituição às de madeira.
3.2.5.16-As formas serão mantidas úmidas desde o início do lançamento até o
endurecimento do concreto e protegidas da ação dos raios solares com sacos, lonas ou
filme opaco de polietileno.
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3.2.6-Aditivos
Conforme item 1.2.6.
3.2.7-Equipamentos
Conforme item 1.2.7.
3.2.8-Dosagem
Conforme item 1.2.8
3.2.9-Resistência Característica do Concreto
Conforme item 1.2.9, cabendo salientar que a CODEVASF admitirá apenas o controle
mencionado na NBR-6118.
3.2.10-Controle Tecnológico
Conforme item 1.2.10.
3.2.11-Controle da Resistência do Concreto
Conforme item 1.2.11.
3.3-Execução
Conforme item 1.3, mais o adiante especificado.
3.3.1-Lançamento do Concreto
3.3.1.1-O concreto deverá ser lançado paulatinamente.
3.3.1.2-Na hipótese de escapamento de nata de cimento por abertura nas juntas das
formas, se esse fluido vier a depositar-se sobre superfícies já concretadas a remoção
será imediata, o que se processará por lançamento, com mangueira, de água sob
pressão. O endurecimento da referida nata de cimento sobre o concreto aparente
acarretará diferenças de tonalidades indesejáveis.
3.3.1.3-Caberá à Fiscalização decidir da continuidade ou não de uma concretagem
quando ocorrerem chuvas.
3.3.2-Adensamento
3.3.2.1-A compactação será obtida por vibração esmerada, sendo que a imersão da
agulha será processada por “canais” que possibilitem essa imersão.
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3.3.3-Juntas de Concretagem
3.3.3.1-As juntas de trabalho decorrentes das interrupções de lançamento,
especialmente em paredes armadas, serão de dois tipos: aparentes e não aparentes.
3.4-Limpeza
3.4.1-Para limpeza, em geral, será suficiente uma lavagem com água.
3.4.2-Manchas de lápis serão removidas com uma solução 8% de ácido oxálico ou com
tricloroetileno.
3.4.3-Manchas de tinta serão removidas com uma solução de 10% de ácido fosfórico.
3.4.4-Manchas de óxido serão removidas com uma solução constituída por 1 (uma)
parte nitrato de sódio e 6 partes de água, com espargimento subsequente de pequenos
cristais de hiposulfito de sódio.
3.4.5-As rebarbas e saliências maiores que acaso ocorreram serão eliminadas ou
reduzidas a talhadeira ou por outro processo aprovado pela Fiscalização.
3.5-Proteção e Tratamento
3.5.1-A Contratada deverá contratar, às suas expensas, os serviços de firma
especializada em tratamento de concreto aparente, submetendo-a com antecedência à
apreciação da Fiscalização.
3.5.2-Antes de iniciar os serviços de proteção e tratamento, caberá à Fiscalização a
escolha de um trecho do concreto a ser tratado, submetendo-o a teste que servirá de
protótipo, caso aprovado, a todos os elementos que serão submetidos a proteção e
tratamento em concreto aparente.
3.5.3-Os serviços mínimos de proteção e tratamento consistirão de:
3.5.3.1-Lixamento ou Raspagem
Operação mecânica feita com utilização de politrizes elétricas, com abrasivos compostos
de fibra de vidro e carbureto de silício, ou tratamento similar, previamente submetido à
apreciação da CODEVASF, de modo a eliminar toda sujeira agregada, nata de cimento,
resíduos de desmoldantes, restos de forma e rebarbas que impeçam a ancoragem
perfeita da proteção impermeabilizante.
3.5.3.2-Correção
Com a superfície já limpa pela raspagem ou lixamento, ficará exposta toda porosidade
do concreto, que será eliminada com aplicação de nata de cimento comum, da cor
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exata da base. Somente nesta fase é que serão elminadas as imperfeições
remanescentes, tais como “nichos” ou ferragens expostas, que serão devidamente
limpas de modo a interromper qualquer oxidação, antes da aplicação da argamassa
mencionada no item 1.3.8.
3.5.3.3-Polimento
Será efetuado com lixas finas de carbureto de silício e polimento final manual,
eliminando todo o excedente da massa de correção.
3.5.4-Proteção
3.5.4.1-As arestas vivas serão protegidas durante o período das obras, com ripas de
madeira dispostas em forma de cantoneira, ou por um outro processo que assegure a
sua integridade.
3.5.4.2-O tratamento posterior das superfícies, com hidrófugos superficiais, vernizes etc.
será definido no CADERNO DE ENCARGOS.
3.6-Testes
Conforme o item 1.5.
4-DE CONCRETO ARMADO - APICOADO OU JATEADO
4.1-Condições Básicas – Projeto
Conforme item 3.1
4.2-Materiais
Conforme item 3.2
4.3-Execução
Conforme item 3.3.
4.4-Proteção e Tratamento
Conforme itens 3.5.1, 3.5.2 e 3.5.4.
4.5-Testes
Conforme item 1.5.
4.6-Apicoamento
240
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4.6.1-Trata-se de método para dar tratamento atrativo ao concreto, no próprio local onde
se encontra aplicado. Consiste basicamente na remoção da camada superficial e
endurecida, deixando expostos os agregados do concreto. A textura da superfície varia
com o tipo de ferramenta utilizada e o método aplicado.
4.6.2-Tipos
4.6.2.1-Acabamento Rústico
Proporciona ao concreto uma textura fina e homogênea. A superfície “casca” de
cimento é cortada em lâminas e extraída por meio de uma ferramenta dentada,
adaptada a um martelete operado elétrica ou pneumaticamente. Um cabeçote rolante
(que é uma derivação da ferramenta para “descasque”, com suporte e disco) é usado,
geralmente em martelete elétrico. Em áreas extensas de concreto o cabeçote rolante é
mais rápido do que o cabeçote de disco.
4.6.2.2-Cisalhamento de Ponta
O concreto é sulcado em toda a sua superfície com uma ferramenta chamada ponteira,
adaptada ao martelete, o qual é operado pneumaticamente, sendo também possível a
operação manual. O acabamento produzido por ferramentas deste tipo apresentar-se-á
geralmente mais grosseiro do que o obtido no corte rústico.
A profundidade e a distância entre os sulcos poderão variar de acordo com os efeitos
desejados, devendo, entretanto, manterem-se suficientemente próximos para que toda a
camada superficial de massa de concreto seja retirada.
4.6.3-Tempo para Apícoamento
Evitar-se-à corte de concreto novo, devido ao perigo de deslocamento de porções de
agregado graúdo.
Quanto menor o agregado, maior é o risco de ocorrer tal fenômeno.
Normalmente o concreto preparado com o cimento Portland comum pode ser cortado
em oito semanas.
O corte só poderá ser iniciado após terminadas outras etapas da obra, a fim de evitar
que sejam danificadas ou manchadas as superfícies tratadas.
4.6.4-Arestas
Quando não explicitados nos projetos, e a critério da Fiscalização, o apicoamento
deverá ser suspenso a cerca de 2 cm de aresta; caso contrário a mesma será
danificada. Marca-se-á com uma linha o ponto em que se deve parar. Onde não haja
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margens planas, as arestas poderão ter chanfros obtidos com réguas colocadas na
forma de construção, os quais possibilitarão o corte.
4.6.5-Acabamento do Apicoamento
Após terminado o corte, a superfície do concreto será escovada com escova dura e
limpa, para remoção de partículas e poeira, posteriormente aplicar-se-á lavagem com
jato de mangueira.
4.7-Jateamento
O jateamento executado com areia tem por objetivo remover a argamassa fina e
destacar os agregados miúdos e graúdos, o que confere à superfície do concreto o
aspecto de paramento plano e áspero.
5-DE CONCRETO ARMADO - ESTRUTURAL LEVE – CELULAR
5.1-Definição
São concretos estruturais de agregado leve que possuem resistência à compressão, aos
28 dias, superior a 17,5 Mpa (175 kgf/m2) e peso específico seco também aos 28 dias
inferior a 1850 kg/m3.
5.2-Materiais
Conforme EME-01/07, mais o adiante especificado no item 1.2 no que for aplicável.
5.2.1-Agregados Leves Miúdos
São compostos de materiais celulares de origem mineral, processados ou de ocorrência
natural que:
a -sejam adequados para a produção do concreto leve;
b -possuam granulometria adequada, com 90 a 100% passando pela peneira ABNT nº 4;
5.2.2-Agregados Leves Graúdos
São compostos de materiais celulares de origem mineral, processados ou de ocorrência
natural que:
a - sejam adequados para a produção do concreto leve;
b -possuam granulometria adequada, a partir de 100% passando por peneiras para
diâmetro máximo recomendado, sendo usual:
b.1 - graúdo estrutural - 19 mm a 5 mm ou 13 mm a 5 mm
b.2 - graúdo médio - 10 mm a 2,5 mm.
242
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5.2.3-Equipamentos
A betoneira a ser utilizada será de eixo vertical ou, do tipo de circulação forçada.
5.2.4-Dosagem
Conforme projeto, norma ou especificação.
A Contratada deverá apresentar o traço do concreto atestado pro laboratório de
materiais e aprovado pela fiscalização.
5.2.5-Resistência de Dosagem
É estipulada de acordo com as exigências da obra, e em obediência ao disposto no no
projeto. Normalmente as resistências especificadas variam de 12,0 a 40,0 MPa (l20 a
400 kgf/cm2). O aumento da resistência geralmente é atingido com a redução do
diâmetro máximo do agregado.
5.2.6-Controle Tecnológico e Controle de Resistência do Concreto - Testes
Conforme itens 1.2.10 e 1.2.11 no que for aplicável, mais o adiante especificado.
5.2.6.1-Ensaio padrão (“Slump Test”) conforme item 8, limitado aos valores entre 8 a 10
cm no cone de abatimento.
5.2.6.2-Peso unitário do concreto fresco - conforme ASTM C 567.
5.2.6.3-Conteúdo de ar incorporado - conforme ASTM C 173.
5.2.6.4-Resistência a compressão - conforme item 6.
5.3-Execução
5 . 3 . 1 - Mistura e Transporte
Conforme item 1.3.2, mais o adiante especificado.
5.3.1.1-Imediatamente antes da descarga, a betoneira será manobrada durante cerca de
10 giros à velocidade da mistura para minimizar a segregação.
5.3.1.2-Quando utilizados agregados com baixa absorção de água, nenhuma
umidificação prévia será exigida antes da betonagem do concreto
5.3.1.3-Com agregados estocados secos será conveniente o pré-umedecimento, para
uniformizar a umidade. Assim, o volume ajustado de concreto será mantido e a perda de
consistência durante o transporte será minimizada.
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5.3.1.4-O agregado e parte substancial da água total da mistura deverão ser adicionados
antes da introdução do cimento.
5.3.2-Colocação
Conforme itens 1.3.3 e 1.3.4, mais o adiante especificado.
5.3.2.1-A consideração mais importante desta fase diz respeito aos cuidados para evitar
que o agregado graúdo da argamassa se separe da mistura. Os princípios básicos para
assegurar um concreto leve aceitável são:
a)mistura trabalhável;
b)equipamento capaz de transportar e colocar o concreto rapidamente;
c)adensamento
perfeito
–
supervibração
ou
excesso
de
trabalho
é
frequentemente
uma
das
causas
que
leva
a
argamassa
mais
pesada a afastar-se da superfície (onde é necessária para o acabamento),
trazendo o agregado mais leve à tona.
5.3.3-Acabamento
5.3.3.1-Preparo da Superfície
O preparo da superfície, ante do alisamento com a colher, será efetuado com réguas de
magnésio ou alumínio, de forma à minimizar arranhaduras. Réguas vibratórias podem
ser usadas para comprimir os grãos graúdos e desenvolver uma boa superfície a ser
alisada com a colher.
5.3.3.2-Visando a um bom acabamento dos pisos, as seguintes precauções deverão ser
adotadas:
a - para prevenir a segregação:
1-assegurar uma mistura bem dosada e coesa;
2-manter o “Slump” o mais reduzido o possível;
3-evitar a supervibração.
b-distribuir as fases de operação de forma adequada;
c-usar ferramentas de magnésio, alumínio ou outras similares para acabamento;
d-efetuar todas as operações de acabamento somente depois que tenha desaparecido
da superfície a água livre de exsudação.
5.3.4-Cura
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Ao terminar a operação final de acabamento, terá início a cura, a qual deverá obedecer
ao disposto no item 1.3.6.
6-DE CONCRETO ARMADO - TESTES DESTRUTIVOS - CORPOS DE PROVA
6.1- Definição
O presente ensaio tem por objetivo proporcionar informações sobre as propriedades do
concreto executado na obra, comparativamente com as características previstas em
laboratório e compatíveis com as especificações do projeto estrutural.
6.2-Descrição do Ensaio
O ensaio deverá obedecer às normas da ABNT relativas ao assunto, especialmente a
NBR-5738, NBR-5739 e NBR-6118.
6.2.1-Moldagem e Cura dos Corpos de Prova
6.2.1.1-A amostra destinada a moldagem deverá ser retirada de acordo com método
apropriado, conforme NBR-5750.
6.2.1.2-Na medida do possível, os corpos de prova deverão ser moldados em local
próximo daquele em que devem ser armazenados nas primeiras 24 horas.
6.2.1.3-Deverão ser utilizadas formas cilíndricas de altura igual a duas vezes o diâmetro
da base, sendo considerado padrão o cilindro 15 x 30 cm. As formas são metálicas, com
espessuras compatíveis com as determinações da ABNT, devendo ser providas de
dispositivos que impeçam a fuga de argamassa.
6.2.1.4-O concreto deverá ser colocado em camadas compatíveis com o processo de
adensamento a que será submetido. Em concretos razoavelmente trabalháveis serão
utilizadas 6 camadas, fazendo-se a compactação com barra de ferro de 16 mm de
diâmetro e altura de 60 cm.
6.2.1.5-Após a colocação de cada camada terá início o adensamento.
6.2.1.6-A face superior será alisada com a haste ou com a régua metálica, a fim de que
o corpo tenha uma altura constante, o que se consegue com nivelamento superior feito
em duas direções perpendiculares. Evitam-se cavidades colocando-se nos topos um
pouco de argamassa colhida no próprio concreto.
6.2.1.7-As faces dos corpos de prova ficarão em contato com os
ensaio e não deverão apresentar afastamento maior que 0,05
relação a um plano. Caso necessário, deverão ser polidas
capeamento deverá ser inferior a 5 mm, sendo constituído de
misturas de enxofre, conforme NBR-5738.
pratos da máquina de
mm em 150 mm em
ou capeadas. Este
pasta de cimento ou
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6.2.1.8-Depois da desmoldagem, os corpos de prova deverão ser conservados em caixa
de areia úmida, com espessura mínima de 5 cm de areia cobrindo todas as faces do
cilindro. A areia deverá ser mantida saturada depois de colocados os corpos de prova
no lugar.
6.2.1.9-Tanto nos moldes como nas caixas, os corpos de prova deverão ser protegidos,
devendo permanecer à temperatura ambiente do canteiro.
No laboratório, a
conservação será efetuada em atmosfera saturada de umidade e à temperatura de (21 
2)ºC.
6.2.1.10-Todos os corpos de prova deverão ser identificados, de forma que
caracterizem:
l. Procedência;
2.Data da moldagem;
3.Peça da estrutura onde se utilizou o concreto;
4.Informações adicionais (marca do cimento, características dos agregados traço
utilizado, consistência etc).
6.2.1.11-O rompimento do corpo de prova deverá seguir rigorosamente a NBR-5739.
6.2.1.12-Excepcionalmente, a juízo da Fiscalização, a CODEVASF admitirá a utilização
de corpos de prova prismáticos para ensaios do concreto a flexão.
6.3-Aceitação da Estrutura
Será feita conforme a NBR-6118.
6.3.1- Aceitação automática - item da NBR-6118. fck est  fck
6.3.2- Decisão a adotar quando não há aceitação automática da estrutura - item da
NBR-6118 .
Qualquer decisão a ser tomada, a critério da Fiscalização, tal como ensaios especiais do
concreto, ensaios da estrutura e revisão do projeto, bem como a demolição e
reconstrução do elemento estrutural deficiente, caso necessário, correrão por conta da
Contratada, sem nenhum ônus para a CODEVASF.
7-DE CONCRETO ARMADO - TESTES DESTRUTIVOS ESPECIAIS - EXTRAÇÃO DE
CORPOS DE PROVA NÃO MOLDADOS
7.1- Definição
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Trata-se de investigação direta da resistência do concreto. Tal método será utilizado
quando o resultado dos corpos de prova não satisfizerem às condições estruturais
básicas previstas em projeto.
7.2 -Descrição do Ensaio
7.2.1-Os corpos de prova deverão ser extraídos de locais distribuídos de tal forma que
possam constituir uma amostra representativa de todo o lote em exame.
7.2.2-A amostra deverá ser constituída de, no mínimo, 6 corpos de prova extraídos da
estrutura, de maneira conveniente, de modo a que se obtenham exemplares de 15 cm
de diâmetro.
7.2.3-Após o rompimento deverão ser corrigidos os resultados, em virtude dos defeitos
de broqueamento e também ser for o caso, devido à razão entre a altura e o diâmetro do
corpo de prova ser diferente de 2.
7.2.4-Na extração dos corpos de prova deverão ser retiradas exemplares, por firma
especializada, apóps autorização da CODEVASF, em presença da Fiscalização.
7.2.5-Por ocasião da extração, deverão ser adotadas precauções para que a retirada
não ocasione enfraquecimento da peça concretada.
7.2.6-Todos os corpos de prova extráidos deverão conter identificações que os
caracterizem, ou seja:
7.2.6.1-Procedência;
7.2.6.2-Data da concretagem da peça;
7.2.6.3-Peça da estrutura de onde se extraiu o corpo de prova;
7.2.6.4-Informações adicionais, tais como: marca do cimento, características do
agregado, traço utilizado etc.
8-DE CONCRETO ARMADO - TESTES NÃO DESTRUTIVOS
8.1-Definição
Trata-se de método para avaliação da qualidade do concreto realizado na obra, quer no
estado fresco, quer endurecido, sem destruição da peça ou elemento ensaiado.
8.2-Tipos
8.2.1-Método para Avaliação da Consistência do Concreto
8.2.1.1-Definição
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São processos práticos para determinação da consistência do concreto e se baseiam
nos seguintes fenômenos: abatimento, escorregamento, penetração, compactação e
remoldagem. Cabe salientar que nos diversos métodos existentes nenhuma correlação
existe, de vez que nenhum deles mede qualquer propriedade fundamental do concreto
fresco. Todos, entretanto, são úteis para indicar a evolução de parâmetros que influem
nas propriedades do concreto (teor de água na mistura, dosagem da mistura etc.),
quando outros parâmetros são mantidos constantes.
8.2.1.2-Tipos
1. Ensaio baseado no abatimento do tronco de cone (“Slump Test”).
Este ensaio só será permitido em concretos não passíveis de cisalhamento ou colapso.
Deverá ser efetuado de acordo com a NBR-7223.
1.1-Descrição do Ensaio
Num molde de chapa metálica, com forma de tronco de cone de 20 cm de diâmetro na
base e 10 cm no topo, com 30 cm de altura, apoiado numa superfície rígida, o concreto
fresco será moldado em três camadas iguais, adensadas cada uma com 25 golpes, por
uma barra de 16 mm de diâmetro e 60 cm de comprimento. Em seguida o molde será
retirado verticalmente, deixando o concreto sem suporte lateral. Sob a ação da
gravidade, a massa tende a abater de modo aproximadamente simétrico, aumentando
seu diâmetro médio e reduzindo sua altura. Poderá ocorrer também um certo abatimento
com cisalhamento da parte superior ou, ainda, um colapso total.
1.2-Análise do Resultado
O abatimento ou “Slump” correspondente à diferença entre 30 cm e a altura final, após a
remoção do molde.
Na falta de indicação por parte do autor do projeto estrutural, o abatimento do tronco de
cone - “Slump Test” - deverá estar compreendido entre 5 (cinco) e 8 (oito) cm.
2 Ensaios Baseados na Penetração - Ensaio de Kelly
A CODEVASF poderá admitir a utilização desse processo desde que obedecida
rigorosamente a Norma ASTM C-360/63.
8.2.1.3-Outros tipos
Excepcionalmente, a critério da Fiscalização, poderão ser admitidos outros tipos de
testes realizáveis em laboratórios, tais como:
1. Ensaio baseado na compactação - Fator de Compactação:
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2. Ensaios baseados na remoldagem:
2.1. Ensaio de Powers;
2.2. Ensaio de Vebe.
8.2.2- Auscultação Mecânica
8.2.2.1-Este método consiste na utilização de dois transdutores (cabeçotes) para medir o
tempo que os pulsos ultra-sônicos gastam para atravessar o concreto.
8.2.2.2-O teste acima deverá ser efetuado de acordo com o projeto de Norma 18.4.8-001
(Ensaios Sônicos) da ABNT e por firma especializada, em presença da Fiscalização.
Será empregado aparelho de emissão ultra-sônica. A CODEVASF admite o emprego do
aparelho não destrutivo na indicação digital, conhecido pelo nome de PUNDIT (Portable
Ultrasonic Non Destructive Indicating Tester).
8.2.2.3-Para avaliação da qualidade do concreto pela velocidade de propagação do
ultrasom, será adotada a seguinte tabela, usando o aparelho PUNDIT, tabela esta
endossada pela ABCP:
VELOCIDADE (m/s)
acima de 4.500
3.500 a 4.500
3.000 a 3.500
2.000 a 3.000
abaixo de 2.000
CONDIÇÕES DO CONCRETO
excelente
bom
regular (duvidoso)
geralmente ruim
ruim
8.2.2.4-Na aplicação da tabela referida no item anterior, serão consideradas a influência
da densidade, as características dos agregados, o tipo de cimento, o fator água/cimento,
a umidade da peça ensaiada, a temperatura da peça, as disposições das barras de aço
etc.
8.2.3-Gamagrafia
8.2.3.1-O teste de gamagrafia será executado por firma especializada na matéria e com
o emprego de fonte emissora de fótons “X” e gama.
8.2.3.2-O processo permitirá verificar as inclusões de corpos estranhos, a qualidade da
mistura, a existência de cavidade, as juntas de concretagem, o fissuramento do
concreto, o diâmetro e a posição da armadura, a corrosão da armadura e a aderência da
armadura ao concreto.
8.2.3.3-As fontes radioativas usadas são:
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 Irídio 192 - para peças com espessura de 20 cm;
 Cobalto 60 - para peças com espessura de 70 cm;
 Betatron- para peças com espessura de 120 cm.
8.2.3.4-Será obrigatória a proteção não somente do operador, como também de outras
pessoas que possam estar presentes no canteiro de obra, e para tanto, antes do início
dos testes, isolar-se-á toda a zona de influência.
8.2.3.5-Para efetuar a Gamagrafia é indispensável que se tenha acesso às duas faces
da peça, pois numa delas se posiciona a parte emissora e na outra a receptora (filme).
8.2.4-Esclerometria
8.2.4.1-O teste com esclerômetro baseia-se na análise de choque entre dois corpos dos
quais um está fixo e o outro em movimento, e deverá ser executado por firma
especializada na matéria, em presença da Fiscalização, e em obediência à NBR-7584.
8.2.4.2-A CODEVASF admite a utilização dos métodos:
 Reflexão por choque;
 Método de Impressão (Esclerômetro Schidt-Gaede).
1. Método de Reflexão por Choque
Mede a energia remanescente em relação à energia incidente do elemento imóvel.
Podem-se utilizar vários modelos de esclerômetro:







Modelo N - casos normais de construção de edifícios;
Modelo NR - idem, idem, constituído de rolo registrador;
Modelo L - elementos de concreto ou em pedra artificial de dimensões pequenas;
Modelo LR - idem, idem anterior, constituído de rolo registrador;
Modelo M - obras de grandes dimensões, estradas e pistas de aeroporto;
Modelo P - materiais de construção de pouca dureza e resistência;
Modelo PT - materiais com resistência a compressão extremamente baixa.
1.1.
Teste
Para determinação do Índice esclerométrico efetuam-se 18 ensaios em locais próximos
(reticulado de 20 cm), considerando-se a média aritmética das observações, após a
eliminação de  10% de resultados discrepantes sobre a média dos 18 pontos.
Para transformação das leituras em resistência mecânica do concreto, utilizar-se-á a
curva de equivalência dada pelos próprios fabricantes no aparelho ou nos manuais de
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instruções para seu emprego. Deverá ser efetuada a curva de calibragem do aparelho,
visando a reduzir a margem de erro, através de método comparativo.
2.
Método de Impressão
Este método mede a fração da energia total do elemento móvel, transformada em
energia de deformação permanente do elemento fixo, avaliando-se o diâmetro da
impressão “d” que a esfera deixou na superfície após o choque.
Através de uma esfera de diâmetro conhecido (“D” = 10 mm), com determinada
velocidade, procurar-se-á determinar o diâmetro “d”.
A medição do diâmetro da impressão dá uma informação da dureza superficial do
concreto. Com isto e com a utilização de fórmulas matemáticas, chega-se à tensão
característica do concreto.
2.1. Teste
Para determinação do Índice esclerométrico efetuam-se no mínimo 10 (dez) medições,
desprezando-se valores discrepantes em torno de 10% da média.
Caso as leituras de dois diâmetros normais difiram mais de 20%, o resultado será
desprezado.
É também necessário que o diâmetro da impressão esteja compreendido entre 30 a 70%
do diâmetro da esfera (D).
Caso haja diâmetro maior, reduzir-se-á o curso do esclerômetro.
9-DE CONCRETO ARMADO - JUNTAS
9.1-Proteção com Calafetador
9.1.1-Serão empregados calafetadores cujos componentes-base sejam de composição
integrada, principalmente, por um polímero líquido de polissulfeto orgânico do tipo
“Thiokol”, conforme EME-05/01, item 6, Elastômeros e Correlatos Thiokol.
9.1.2-A profundidade mínima do calafetador será, sempre que possível, de 12,7 mm,
considerando o fato de os substratos serem de concreto.
9.1.3-Na hipótese de a largura da junta ser superior a 25,4 mm, a profundidade do
calafetador será, sempre que possível, igual a metade da largura da junta.
9.1.4-O calafetador deverá ser colocado somente nas duas superfícies laterais e
opostas.
9.1.5-Na hipótese de a superfície do fundo da junta ser constituída por material rígido e
incompressível e situar-se em profundidade inferior à prevista nos itens 9.1.2 e 9.1.3,
será empregado “elemento liberador”, de forma a evitar a adesão do calafetador à
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referida superfície. Tal providência eliminará a existência de tensões adicionais que
povocariam a redução do alongamento do calafetador.
9.1.6-Classifica-se como “elemento liberador” satisfatório o filme de polietileno.
9.1.7-Na hipótese de a superfície do fundo da junta situar-se a profundade superior á
prevista nos itens 9.1.2 e 9.1.3, será empregado “material suporte”, destinado a controlar
a profundidade do calafetador.
9.1.8-Classifica-se como “material suporte” de características satisfatórias o poliestireno
expandido.
9.1.9-As superfícies de concreto, em contato com o calafetador, depois de bem limpas e
secas serão previamente submetidas a tratamento com uma demão de “primer” à base
de borracha sintética, conforme EME-05/01, item 4, Elastômeros e Correlatos Neopreno.
9.2-Proteção com Perfilado Pré-Moldado
9.2.1-Os perfilados pré-moldados serão confeccionados em termoplástico PCV,
conforme EME-12/04 (Mata Juntas).
9.2.2-Na escolha do perfil a empregar serão considerados diversos fatores,
principalmente a pressão de água atuante, as dimensões da peça e respectiva armação
e, ainda, a finalidade da junta.
9.2.3-A largura do perfil, quanto à pressão hidráulica, satisfará às seguintes condições:
9.2.3.1-Até 0,5m : perfil de 12 (doze) cm;
9.2.3.2-Até 30,0 m : idem, de 22 (vinte e dois) cm;
9.2.3.3-De 30,0 a 100,0 m : idem, de 35 (trinta e cinco) cm.
9.2.4-A largura do perfil, quanto às dimensões das peças, ainda satisfará às seguintes
condições:
9.2.4.1-Peças esbeltas, com adensamento simples: perfil de 12 (doze) cm;
9.2.4.2-Peças de dimensões médias: idem de 22 (vinte e dois) cm;
9.2.4.3-Peças de grandes dimensões : idem de 35 (trinta e cinco) cm.
9.2.5-O tipo do bulbo do perfil, quanto às características das juntas, satisfará às
seguintes condições:
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9.2.5.1-Para juntas “perdidas” (cold joints), com pouco movimento: perfil 0;
9.2.5.2-Para juntas visíveis e de grandes deformações: perfil M.
9.2.6-Dependendo do tipo - junta de contração com tração do perfilado ou junta de
dilatação com compressão do perfilado - a colocação do perfilado obedecerá
rigorosamente às indicações do respectivo fabricante.
9.2.7-A distância mínima entre a armadura e a aba do perfilado será de 1,5 (uma e meia)
vezes o tamanho do agregado máximo.
9.2.8-No canteiro da obra só poderão ser executadas soldas de topo, do tipo autógena.
As superfícies a serem soldadas serão pressionadas contra uma placa metálica - cobre
ou ferro - previamente aquecida até 155ºC + - 5%. Atingida a temperatura especificada,
a placa é retirada e os perfis unidos rapidamente, topo a topo.
9.2.9-A confecção de peças especiais só poderá ser feita em fábrica, exigindo-se no
mínimo extremidades com 40 (quarenta) cm de comprimento, com a finalidade de
facilitar a colocação e a soldagem.
9.3-Proteção com Calafetador e Gaxeta
9.3.1-A junta a ser guarnecida receberá jato de ar para remoção de resíduos e
eliminação da umidade.
9.3.2-As bordas da junta em contato com a gaxeta serão regularizadas com Argamassa
1:4. Na hipótese de as imperfeições serem de pequena monta, essa regularização
poderá ser executada com adesivo de neopreno.
9.3.3-As superfícies de concreto em contato com o calafetador, depois de bem limpas e
secas, serão previamente submetidas a tratamento com uma demão de “primer” à base
de borracha sintética, conforme EME-05/01, item 4, Elastômeros e Correlatos Neopreno.
9.3.4-Quando curada a argamassa ou vulcanizado o adesivo empregado na
regularização das juntas, aplica-se uma nova camada de adesivo no trecho onde irá
localizar-se a gaxeta.
9.3.5-Essa nova camada servirá para facilitar a colocação da gaxeta, pois antes de
vulcanizado o adesivo atua como lubrificante e posteriormente como elemento de
fixação.
9.3.6-A seleção da gaxeta a ser empregada - dimensões e seção transversal -será
função da largura da junta e da amplitude de seus movimentos de dilatação e retração.
253
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9.3.7-As gaxetas serão constituídas por perfil rígido de neopreno, conforme especificado
no projeto ou pela fiscalização através das especificações.
9.3.8-O guarnecimento com calafetador obedecerá rigorosamente ao especificado no
item 1, retro, com particular atenção no sentido de se evitar o contato de dois elementos
- calafetador gaxeta - para impedir o aparecimento de tensões adicionais decorrentes da
ligação entre elas.
9.4-Proteção com Sanfona Metálica
9.4.1-A sanfona metálica será executada com chapa de cobre macio, SWG nº 24, do tipo
“cobre refinado a fogo”, conforme EME-03/05.
9.5-Proteção com Sanfona de Teclado
9.5.1-A sanfona será executada com tecido de “nylon”, da marca especificada no
projeto, impregnado com elastômetro do tipo “hypalon” - vide EME-05/01, item 3.
10-MEDIÇÃO E PAGAMENTO
10.1-Concretos
Para efeito de avaliação, será computado o volume medido pelas dimensões de projeto,
para as estruturas às quais se tenha estipulado concreto de cada tipo e que tenham
sido construídas totalmente de acordo com este CADERNO DE ENCARGOS,
Especificações e o prescrito pela Fiscalização. A unidade de medida será o metro
cúbico.
O concreto será pago à Contratada pelos preços unitários correspondentes aos diversos
tipos de concreto relacionados na Planilha de Orçamentação de Obras.
Nestes preços deverão estar incluídos os custos do fornecimento de todos os materiais,
transporte até o local de sua utilização, armazenamento, preparo, lançamento,
adensamento, acabamento, cura e o controle tecnológico, bem como outros serviços
necessários à perfeita execução dos trabalhos.
10.2 -Formas
As formas serão medidas pela área, em metro quadrado de forma efetivamente
colocada, cuja avaliação se efetuará pelas dimensões de projeto. O pagamento será
efetuado pelos preços unitários correspondentes da Planilha de Orçamentação de
Obras.
Nestes preços deverá haver compensação integral pelo fornecimento dos materiais,
transporte, armazenamento, montagem, colocação, escoramentos, encargos e
incidências necessárias à perfeita execução, tal como especificado.
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Em casos especiais previstos nas Especificações Complementares, ou autorizados pela
Fiscalização, os escoramentos ou cimbramentos serão medidos em metro cúbico, cuja
avaliação se fará pela superfície escorada, multiplicada pela altura da estrutura escorada
em relação ao nível do terreno que serve de suporte para o referido escoramento.
10.3 –Juntas
Os serviços de colocação de juntas serão medidos por metro linear de junta
efetivamente implantada, conforme especificado em projeto e à satisfação, da
Fiscalização. A avaliação far-se-á pelas dimensões do projeto.
O pagamento será efetuado pelos preços unitários correspondentes da Planilha de
Orçamentação de Obras.
Nestes preços deverá haver compensação integral pelo fornecimento dos materiais,
transporte até o local da obra, armazenamento, preparo e colocação, bem como todas e
quaisquer outras operações necessárias para a perfeita execução dos trabalhos.
10.4-Os preços unitários para concreto, referidos no item 10.1 não contemplam o
fornecimento e colocação de armadura. Estes custos deverão ser medidos e pagos
conforme prescrições contidas na NESE-09, item 02.
44 – AÇO
CONDIÇÕES GERAIS
A Contratada deverá fornecer todas as armaduras requeridas para a execução das
estruturas previstas no projeto.
As barras de aço para as armaduras seguirão as prescrições da NESE-05, item 1.2.1
e mais o adiante especificado.
As barras serão dispostas em áreas adequadas, de modo a permitir a arrumação das
diversas partidas, tipos de aço e diâmetros diversos.
As barras das armaduras serão colocadas cuidadosamente, ligadas nos cruzamentos
por arame de ferro doce, mantidas firmemente nas posições indicadas nos projetos
durante a colocação de concreto. Quando necessário, serão utilizados espaçadores ou
suportes próprios, de acordo com a NB-1. Em casos especiais, os distanciadores e
suportes poderão ser exigidos em maior número e com espaçamento diferente pela
Fiscalização.
Antes de se fechar as formas em definitivo e começar a lançar o concreto, todos os
ferros de armação de qualquer seção deverão estar em seus lugares, nas medidas
indicadas nos desenhos, e já inspecionados e aprovados pela Fiscalização.
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No caso de emendas e recobrimento de concreto para armação, além de obedecer às
Normas Brasileiras, deverão ser dispostos como indicado no projeto.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
A medição do ferro de armação será o peso em quilograma (kg) de ferro dobrado e
colocado na estrutura a que se destina.
Para efeito de pagamento, ao peso do aço devidamente colocado, serão aplicados os
preços unitários correspondentes da Planilha de Orçamentação de Obras.
Nestes preços, estarão incluídos fornecimento dos materiais, transporte até o local da
obra, armazenagem, dobragem, colocação, espaçadores (caranguejo), traspasse, mãode-obra, ferramentas e equipamentos necessários para a perfeita execução dos
serviços.
Deverão estar incluídos nos preços as perdas e os ferros de ancoragem ou escoramento
para armações e formas, que não serão considerados no cômputo dos ferros, assim
como os excessos resultantes de desbitolamento.
45 – ESTRUTURA MATÁLICA
Serviços
São estrutras para unidades especificadas no projeto para serem utilizadas nas
elevatórias e estações de tratamento de esgoto.
São estruturas para:
- Monovia;
- Caixas de Areia;
- Instalação de Centríguga;
- Galpões;
- Sistema mecânico para retirada de material em suspensão (raspadores);
- Instalação de bombas parafusos;
- Travessias;
- etc.
Os princípios gerais para o dimensionamento de perfis estruturais de aço deverão ser
detalhados no projeto excecutivo a ser apresentado pela Contratada para a aprovação
da fiscalização da CODEVASF.
A Contratante deverá fixar as condições exigíveis para determinação dos valores das
cargas que devem ser consideradas no projeto executivo de estrutura de edificações,
qualquer que seja sua classe e destino, salvo os casos previstos em normas especiais.
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A contratante deverá fixar as condições exigíveis na consideração das forças devidas à
ação estática e dinâmica do vento, para efeitos de cálculo de edificações. Não se aplica
a edificações de formas, dimensões ou localização fora do comum, casos estes em que
estudos especiais devem ser feitos para determinar as forças atuantes do vento e seus
efeitos. Resultados experimentais obtidos em túnel de vento, com simulação das
principais características do vento natural, podem ser usados em substituição do recurso
aos coeficientes constantes na norma NBR – 6123.
Toda montagem deverá obdecer a descrição do projeto, bem como as normas da ABNT
NBR – 6120, NBR – 8800, NBR – 14762, NBR – 8681, NBR – 5419 e NBR – 6123. As
normas complementares deverão ser aprovadas pela fuscalização da CODEVASF.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Para efeito de pagamento, devidamente colocada e montada, serão aplicados os preços
unitários correspondentes da Planilha de Orçamentação de Obras relativos a todos os
serviços necessários para execução e montagem da estrutura.
46 – TRAVESSIAS ÁEREAS
Serviços
São estrutras para unidades especificas no projeto para serem utilizadas nas travessias
fluviais, vales e locais onde necessitam de superar obstáculos.
São utilizados estruturas metálicas ou de concreto para condução das tubulações de
esgoto para manter o fluxo do efluente até o ponto desejado.
Os princípios gerais para o dimensionamento das travessias deverão ser detalhados no
projeto excecutivo a ser apresentado pela Contratada, quando essa for responsável pela
elaboração, para a aprovação da fiscalização da CODEVASF. Ficando a CODEVASF
autorizada a solicitar qualquer alteração.
As unidades destas travessias deverão obdecer a normas da ABNT, bem como os
serviços descritos nesta especificação.
As fundações destas travessias deverão ser elaboradas de acordo com o tipo de solo e
cargas, porém para determinação destes itens deverão ser realizados estudos
geotécnico através de sondagens e elaboração de projetos executivos de estruturas.
As superestruturas deverão ser dimensionadas com base no projeto executivo estrutural,
porém deverão ser considerado os aspectos que provoquem menores impactos
ambientais.
As estruturas metálicas deverão ser protegidas com pinturas anti-corrosivas.
Todos estes serviços deverão ser elaborados de acordo com as normas da ABNT NBR
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– 14931, NBR – 6118, NBR – 7233, NB 4, NB 5, NB 7, NB 8, NB 9, NB 10, NB 95, NB
170 para estruturas de concreto.
Todos serviços deverão ser ealborados de acordo com as normas da ABNT NBR –
6120, NBR – 8800, NBR 14762, NBR 8681, NBR 5419, NBR – 6123 para as estruturas
metálicas.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Para efeito de pagamento, devidamente executada e montada, serão aplicados os
preços unitários correspondentes da Planilha de Orçamentação de Obras relativos a
todos os serviços necessários para execução e montagem da estrutura das travessias.
47 – FUNDAÇÕES INDIRETAS
DEFINIÇÃO
Quando o solo resistente se encontra em profundidades superiores a 3,0 metros,
podendo chegar a 20,0 m ou mais é recomendado executar fundações do tipo profunda,
cujo dimensionamento e especificação são determinadas pelas características das
cargas e do solo analisado, constituída de peça estrutural do tipo haste (ou fuste)
que resistem predominantemente esforços axiais de compressão. Estas estruturas de
transmissão podem ser estacas ou tubulões.
ESTACAS
As estacas são peças estruturais alongadas, de formato cilíndrico ou prismático, que são
cravadas (pré-fabricadas) ou confeccionadas no canteiro (in loco), com as seguintes
finalidades:
-Transmissão de cargas a camadas profundas do terreno;
.
-Contenção dos empuxos de terras ou de água (estaca prancha);
-Compactação de terrenos.
.
As estacas recebem, da obra que suportam, esforços axiais de compressão.
A estes esforços elas resistem, seja pela atrito das paredes laterais da estaca contra o
solo, seja pelas reações exercidas pelo solo resistente sobre a ponta da peça.
Conforme a estaca resista apenas pelo atrito lateral ou pela ponta, ela se denomina,
respectivamente, estaca flutuante ou estaca carregada de ponta.
TIPOS DE ESTACAS
MADEIRA
258
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As estacas de madeiras devem ser de madeira dura, resistente, em peças retas, roliças
e descascadas. O diâmetro da seção pode variar de 18 a 35 cm e o comprimento de 5
a 8 metros, geralmente limitado a 12 metros com emendas. No caso da
necessidade de comprimentos maiores as emendas deverão ser providenciadas com
talas de chapas metálicas e parafusos, devidamente dimensionados.
Durante a cravação, as cabeças das estacas devem ser protegidas por um anel
cilíndrico de aço, destinado a evitar seu rompimento sob os golpes do pilão, assim como
é recomendável o emprego de uma ponteira metálica, a fim de facilitar a penetração e
proteger a madeira.A vida útil de uma estaca de madeira é praticamente ilimitada,
quando mantida permanentemente sob lençol freático (água). Caso esteja sujeita a
variação de umidade apodrecerá rapidamente. De qualquer maneira a estaca deve
receber tratamento de preservação para evitar o apodrecimento precoce e contra
ataques de insetos xilófagos. As madeiras mais utilizadas são: eucaliptos, peroba do
campo, maçaranduba, arueira etc.
ESTACA BROCA
Estas estacas são executadas por uma ferramenta simples denominada broca (trado
de concha ou helicoidal - um tipo de saca rolha), que pode atingir até 6 metros de
profundidade, com diâmetro variando entre 15 a 25 cm, sendo aceitáveis para pequenas
cargas, ou seja, de 50 kN a 100 kN (kilo Newton). Recomenda-se que sejam executadas
estacas somente acima do nível do lençol freático, para evitar o risco de
estrangulamento do fuste. Devido ao esforço de escavação exigido são necessárias
duas pessoas para o trabalho.
O espaçamento entre as estacas brocas numa edificação não pode ultrapassar 4 metros
e devem ser colocadas nas interseções das paredes e de forma eqüidistante ao longo
das paredes desde que menor ou igual ao espaçamento máximo permitido
Método construtivo :
Escavação ou perfuração: utilizando trado manual (tipo concha ou helicoidal), usando de
água para facilitar a perfuração;
.
Preparação: depois de atingir a profundidade máxima, promover o apiloamento do
fundo, executando um pequeno bulbo com pedra britada 2 ou 3, com um pilão metálico;
Concretagem: Preencher todo o furo com concreto (traço 1x3x4), promovendo o
adequado adensamento, tomando cuidados especiais para não contaminar o concreto
(utilizar uma chapa de compensado com furo para o lançamento do concreto para
proteger a boca do furo);
.
Colocação das esperas: fazer o acabamento na cota de arrasamento desejada, fixando
os arranques para os baldrames
ESTACA METÁLICA
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As estacas metálicas são particularmente indicadas pela sua grande capacidades de
suporte de cargas e em terrenos onde a profundidade do plano de fundação é muito
variável, sem problemas quanto ao transporte e manuseio, permitindo aproveitamento
de peças cortadas e a combinação de perfis, desde que devidamente soldados.
A principal vantagem é a rapidez na cravação, podendo ser utilizadas em solos duros e
a desvantagem particular é a dificuldade em avaliar a nega.
ESTACA PRÉ-MOLDADAS
As estacas pré-moldadas são particularmente indicadas pela sua grande capacidades
de suporte de cargas e em terrenos onde a profundidade do plano de fundação é muito
variável, sem problemas quanto ao transporte e manuseio.
Sua execução deverá observar as seguintes características:
-Após a cravação do primeiro elemento, deixe sobrar acima da superfície
aproximadamente 1 m;
-Faça o levantamento do segundo elemento com auxílio do bate-estaca e providencie o
acoplamento perfeito entre o anel de emenda do primeiro elemento com o do segundo
elemento.;
-Neste momento, a emenda está apta a ser soldada;
-Para solda elétrica, use o eletrodo tipo E 70 xx, com uma amperagem em torno de 220
A, fazendo um cordão contínuo em toda a periferia do anel-emenda, unindo um ao outro.
Isso porquê elementos assim ligados tornam-se um conjunto com características
monolíticas, resultando em um elemento único, de idêntica resistência ao longo de todo
seu comprimento;
-Recomendamos estarem aproximadamente 15 minutos após a solda, para seu
resfriamento natural e, em seguida, continuarem a cravação.
ESTACA STRAUSS
Este tipo de fundação é o tipo mais antigo de escavação mecânica que se têm
conhecimento.Ele é executado em diversos diâmetros que variam de 25cm a 55cm, com
cargas de trabalho entre 20tf e 75 tf.Com esta estaca executa-se fundações em diversos
tipos de solos.
Consiste na retirada de terra com sonda e a simultânea introdução de tubos metálicos
rosqueáveis entre si, até atingir a profundidade desejada, e posterior concretagem com
apiloamento e retirada da tubulação. Por se tratar de um equipamento leve e econômico,
constitui um tipo de estaca que reúne as seguintes vantagens:
.
-Reduzida trepidação e, conseqüentemente, pouca vibração nas edificações vizinhas à
obra;
-Facilidade de locomoção dentro da obra;
.
-Possibilidade de execução da estaca com o comprimento projetado, permitindo cotas
de arrasamento abaixo da superfície do terreno;
.
260
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-Permite verificar, durante a perfuração, a presença de corpos estranhos no solo,
matacões e outros, possibilitando a mudança de locação antes da concretagem;
-Conferir durante a percussão, por meio de retirada de amostras do solo, a sondagem
realizada por especialistas;
.
-Capacidade de executar estacas próximas à divisa de terrenos, diminuindo, assim, a
excentricidade nos blocos;
.
-Propicia a execução em áreas construídas com pé-direito reduzido, diante da facilidade
de adaptação do equipamento;
.
-Permite a montagem do equipamento em terrenos de pequenas dimensões.
-Executa estacas abaixo do lençol freático.
.
.
TUBULÃO
Os tubulões são indicados onde são necessárias fundações com alta capacidade de
cargas (superiores a 500 kN) podendo ser executados acima do nível do lençol freático
(escavação a céu aberto) ou até abaixo do nível de água (ambientes submersos), nos
casos em que é possível bombear a água ou utilizar ar comprimido
TUBULÃO ENCAMISADO ESCAVADO A CÉU ABERTO
Este tipo de tubulão é o de execução mais simples e consiste na escavação manual de
um poço com diâmetro variando de 0,70 a 1,20 metro, cujo emprego fica restrito a solos
coesivos e acima de nível d'água. Na medida em que vai sendo escavado o tubo de
concreto pré-moldado ou metálico vai descendo até a cota necessária, tem sua base
alargada em forma de tronco de cone circular ou elíptico, sendo então totalmente
preenchido de concreto simples ou armado.
No sistema chamado Chicago, a escavação é feita em etapas, manualmente, com pá,
cortadeira e picareta, em profundidades que podem variar de 0,50 m para argilas moles
até 2,00 m para argilas duras. As paredes são escoradas com pranchas verticais,
ajustadas por meio de anéis de aço, escavando-se novas camadas, sucessivamente até
atingir o solo resistente (cota de assentamento) onde é executado o alargamento da
base (cebola) e após a liberação, preenche-se totalmente o poço com concreto.
Num outro sistema, chamado Gow, indicados para solos não coesivos, são usados
cilindros telescópicos de aço, cravados por percussão, que revestem o poço escavado a
pá e picareta. Atingida a cota desejada, faz-se o alargamento da base e, juntamente
com a concretagem procede-se a retirada dos tubos.
TUBULÃO ENCAMISADO ESCAVADO A CÉU ABERTO
Este tipo de tubulão é o de execução mais simples e consiste na escavação manual de
um poço com diâmetro variando de 0,70 a 1,20 metro, cujo emprego fica restrito a solos
coesivos e acima de nível d'água. Na medida em que vai sendo escavado o tubo de
concreto pré-moldado ou metálico vai descendo até a cota necessária, tem sua base
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alargada em forma de tronco de cone circular ou elíptico, sendo então totalmente
preenchido de concreto simples ou armado.
]No sistema chamado Chicago, a escavação é feita em etapas, manualmente, com pá,
cortadeira e picareta, em profundidades que podem variar de 0,50 m para argilas moles
até 2,00 m para argilas duras. As paredes são escoradas com pranchas verticais,
ajustadas por meio de anéis de aço, escavando-se novas camadas, sucessivamente até
atingir o solo resistente (cota de assentamento) onde é executado o alargamento da
base (cebola) e após a liberação, preenche-se totalmente o poço com concreto.
Num outro sistema, chamado Gow, indicados para solos não coesivos, são usados
cilindros telescópicos de aço, cravados por percussão, que revestem o poço escavado a
pá e picareta. Atingida a cota desejada, faz-se o alargamento da base e, juntamente
com a concretagem procede-se a retirada dos tubos.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
48 – FUNDAÇÕES DIRETAS
DEFINIÇÃO
São aquelas estruturas executadas em valas rasas, com profundidade máxima de 3,0
metros, ou as que repousam diretamente sobre solo firme e aflorado, como por exemplo:
rochas, moledos (rochas em decomposição), arenitos, piçaras compactas etc.,
caracterizadas por alicerces e sapatas
ALICERCES
Os alicerces são estruturas executadas pelo assentamento de pedras ou tijolos maciços
recozidos, em valas de pouca profundidade (entre 0,50 a 1,20 m), e largura variando
conforme a carga das paredes
FUNDAÇÃO RASAS – SAPATAS
As sapatas são estruturas de concreto armado, de pequena altura em relação as
dimensões da base. São estruturas "semiflexíveis" e, ao contrário dos alicerces que
trabalham a compressão simples, as sapatas trabalham a flexão.
MÉTODO DE EXECUÇÃO FUNDAÇÃO RASA OU DIRETA
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As fundações do tipo rasa ou direta é executada quando a resistência de embasamento
pode ser obtida no solo superficial numa profundidade que pode variar de 1,0 a 3,0
metros. Nesse caso, pode-se executar alicerces ou sistemas de sapatas interligadas por
vigamentos, levando em conta os seguintes cuidados na execução :
a)executar o escoramento adequado na escavação das valas com profundidades
maiores que 1,5 m, quando o solo for instável;
b)consolidar o fundo da vala, com a regularização e compactação do material;
c)executar o lastro de concreto magro, para melhor distribuir as cargas quando se tratar
de alicerces de alvenaria de tijolos ou pedras, ou proteger o concreto estrutural, quando
se tratar de sapatas;
.
d)determinar um sistema de drenagem para viabilizar a execução, quando houver
necessidade;
e)utilizar sistema de ponteiras drenantes (Well Points), conforme mostrado na próxima
figura, dispostas na periferia da escavação com espaçamento de 1,0 a 3,0 m,
.
interligadas por meio de tubo coletor a um conjunto de bombas centrífugas, que realizam
o rebaixamento do lençol freático em solos saturados e arenosos;
.
f)determinar um processo de impermeabilização da alvenaria acima do soco, para não
permitir a permeabilidade da umidade por capilaridade.
MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Os trabalhos medir-se-ão e serão avaliados pela fiscalização da CODEVASF e não
sendo levados em conta nessas medições os serviços que a Contratada efetuar fora das
solicitações indicadas pela Fiscalização. Este serviço será pago pelo preço unitário
constante da planilha de orçamentação de obras. O preço deverá incluir mão-de-obra,
materiais, ferramentas e equipamentos necessários para a execução dos serviços.
49 - BOMBAS PARA RECALQUE DE ESGOTO BRUTO
1 - Condições de Serviços:
1.1 - Características do Líquido a ser Bombeado:
As bombas deverão operar com esgoto doméstico bruto, após gradeamento, devendo
permitir a passagem livre de sólidos até este diâmetro.
1.2 - Escopo de Fornecimento:
Todas as bombas cobertas por esta especificação deverão ser fornecidas completas e
prontas para funcionar conforme discriminado a seguir.
• Carcaça: As carcaças das bombas deverão ser de ferro fundido, adequado para
trabalhar com esgoto bruto (resistente à abrasão), conforme ASTM A-48 classe 35 ou
similar. A carcaça será provida de parafusos com olhal, orelhas de suspensão, ou
equivalente aprovado. Na sua parte externa deverá haver uma flecha indicando o
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sentido de rotação do rotor. A caixa de gaxetas, contida na carcaça, deverá ter acesso
facilitado. Os anéis de gaxeta deverão ser de Amianto-Teflon, o anel distribuidor do selo
hidráulico de bronze e sobreposta bipartida de bronze.
• Rotor: O rotor da bomba centrífuga deverá ser do tipo fluxo misto, em ferro fundido de
granulometria fina, adequado para trabalhar com esgoto bruto (resistente à abrasão),
conforme ASTM A-48 classe 35, ou similar, estática e dinamicamente balanceado.
• Buchas dos Eixos: Deverão ser previstas na área das caixas de gaxetas para
protegerem os eixos de transmissão; e deverão ser de aço cromo, com 320
Brinnell de dureza mínima.
• Eixos: O eixo de transmissão será de aço conforme SAE-1045 ou similar. O eixo do
motor será apoiado sobre mancais de esfera ou roletas cônicos, os quais
deverão ser eficientemente vedados contra a penetração da água ou impurezas
nela contida.
• Mancais: Os mancais deverão ser antiatrito, lubrificados a óleo ou graxa, do tipo de
esferas ou roletes. Serão projetados para trabalho contínuo e pesado, para cargas de
empuxo axiais e radiais, e para, no mínimo, 40.000 horas serviço.
As bombas submersíveis serão fornecidas e instaladas com pedestais de apoio, guias
de aço inoxidável, cabo para içar o conjunto e todos os acessórios necessários para
fixação, incluindo cabos elétricos de alimentação, com comprimento suficiente para sua
interligação aos CCM’s, conforme projetos.
Serão apoiadas em pedestal de sustentação de ferro fundido formado pela curva de 90º
e a base fixada numa chapa de fundação, substituível, fixada com parafusos de
ancoragem, e colocada no piso de concreto. Quando o conjunto estiver na posição de
operação, a junta entre a descarga da bomba e a curva de 90º será a prova de
vazamentos. O conjunto acima mencionado será projetado de maneira que as bombas
possam ser facilmente retiradas e recolocadas. Para manutenção dos conjuntos não
deverá haver necessidades de descer ao poço de sucção.
2 - SOBRESSALENTES DE OPERAÇÃO:
O proponente deverá fornecer sobressalentes necessários para dois anos de operação
da unidade. Esta lista deverá apresentar as respectivas quantidades recomendadas,
fazendo referência ao item e parte da unidade envolvida.
Esta lista deverá apresentar dois tipos de sobressalentes:
a) Sobressalentes de manutenção, ou seja, aqueles considerados substitutos essenciais
de partes do conjunto, que possam causar paradas na operação de bombeamento, caso
venham a se danificar.
b) Sobressalentes consumíveis, ou seja, aqueles que deverão ser substituídos ou
reparados periodicamente.
Esse escopo de fornecimento deverá incluir, pelo menos:
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• Para bomba submersível:
- dois propulsores;
- dois anéis de desgste;
- duas borrachas de vedação do cabo;
- quatro conjuntos completos de anéis de vedação;
- duas placas de bornes;
- quatro selos mecânicos superiores;
- quatro selos mecânicos inferiores;
- quatro rolamentos superiores;
- quatro rolamentos inferiores;
- duas juntas "U" do suporte das bombas;
- dois conjuntos completos de parafusos;
- quatro conjuntos de termocontroladores; e
- dois di-eletrodos.
• Para bomba de poço seco:
- dois propulsores;
- duas placas de desgastes (se for o caso); e
- dois conjuntos completos de rolamentos.
• Para bomba de deslocamento positivo ou de fuso:
- dois conjuntos de vedação para cada tipo de equipamento fornecido;
- dois fusos ou rotores para cada tipo de bomba; e
- dois conjuntos completos de rolamentos para cada tipo de equipamento.
3 - TESTES E INSPEÇÕES.
A CODEVASF reserva-se o direito de inspecionar o fornecimento desde o momento da
aceitação do pedido até a ocasião da entrega, tanto no que diz respeito à fabricação nas
oficinas do fornecedor como naquelas dos subcontratados. Para tanto, nos subcontratos,
deverá ser incluída uma cláusula que garanta à CODEVASF o livre acesso às
instalações. O fornecedor deverá colocar à disposição da CODEVASF todos os meios
úteis que permitam examinar o material ou os trabalhos.
O fornecedor deverá apresentar todos os dados sobre a proveniência e a qualidade dos
materiais empregados no fornecimento, quando solicitado.
As operações de inspeção e de investigação por parte da CODEVASF não serão
obrigatórias e não diminuirá em nada a responsabilidade do fornecedor quanto às
obrigações contratuais. A responsabilidade do fornecedor não será atenuada pelas
observações que a CODEVASF formular quanto às disposições previstas pelos estudos
ou desenhos do fornecedor e quanto à natureza e à qualidade dos materiais
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empregados.
As provas de funcionamento mecânico, análises químicas, provas hidrostáticas, etc.,
normalmente necessárias à inspeção, serão executadas às expensas do fornecedor e
submetidas à aprovação da CODEVASF.
As inspeções e provas destas especificações serão, no mínimo, as seguintes:
3.1 - Testes Hidrostáticos:
Cada bomba deverá ser testada hidrostaticamente à pressão mínima igual a duas vezes
a pressão normal de trabalho ou 1,5 vezes a pressão de “Shut-Off”, indicada na curva
característica, adotando-se a que for mais elevada, mantendo-se a pressão interna
durante o tempo mínimo de 30 minutos.
3.2 - Teste de Funcionamento:
Cada bomba deverá ser testada de acordo com as normas do “Hidraulic Institute”,
testando-se as bombas na velocidade nominal com levantamento de pelo menos 5
pontos dispostos ao longo da curva característica da bomba e incluindo-se o ponto de
serviço especificado (vazão e altura manométrica).
Para os testes das bombas devem ser empregados os motores calibrados de testes do
fabricante. As informações dos testes deverão incluir vazões, alturas manométricas
totais, potência consumida pela bomba (BHP), potências hidráulicas (WHP), potência
consumida pelo motor, rendimento e rotação das bombas.
3.3 - Testes dos Motores:
De acordo com sua norma de execução deverão ser realizados os seguintes ensaios,
testemunhados na fábrica:
- ensaio em vazio;
- ensaio de rotor bloqueado;
- tensão de rotor bloqueado;
- tensão aplicada;
- resistência dos rolamentos;
- inspeção dos mancais; e
- levantamento de curva “corrente em função da potência”.
3.4 - Inspeções:
Os conjuntos moto-bomba deverão atender às seguintes inspeções:
a) Exames dos certificados de materiais;
b) Inspeção visual para a constatação da não-existência de fissuras, bolhas de fundição,
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incrustações de areias, rugosidades excessivas, etc.;
c) Inspeção dimensional para a verificação das dimensões principais dos componentes
do equipamento, principalmente dos elementos de interconexão com outros
equipamentos e canalizações que não façam parte do fornecimento;
d) Prova de capacidade com determinação da curva de desempenho;
4 - ASSISTÊNCIA À PARTIDA:
O serviço de supervisão da instalação, dos testes pré-operacionais e de assistência
técnica à partida, na obra, deverão estar inclusos nos preços dos equipamentos, bem
como as passagens e a estadia dos técnicos necessários a este serviço.
5 - GARANTIAS:
O período de garantia de equipamento será de no mínimo de 12 meses após o início da
operação, ou 18 meses após a entrega, prevalecendo o que ocorrer primeiro.
Eventuais defeitos, anomalias, ou não atendimento da performance, danos decorrentes
e deficiências de projeto, fabricação, emprego de materiais inadequados, como também
de seus subfornecedores, dentro dos prazos estipulados, a Contratada deverá substituir
ou reparar as partes danificadas, sem ônus para a CODEVASF.
6 - FERRAMENTAS:
Todas as ferramentas especiais, necessárias para operação e manutenção fazem parte
do escopo de fornecimento e deverão ser listados na proposta.
7 - DADOS PARA INSTALAÇÃO:
A contratada deverá enviar, antes da instalação, os seguintes documentos e desenhos,
em duas vias, para aprovação da CODEVASF:
a) desenhos completos, para a aprovação em três vias, de todas as peças que forem
objeto do fornecimento, com dimensões, tolerância, acabamentos e materiais;
b) desenhos de todos os conjuntos que constituam o fornecimento, mostrando as
relações entre as diversas peças e suas posições relativas e respectivas listas de
materiais; as interconexões das cargas estáticas e dinâmicas, planos de chumbadores,
empuxo de partida e empuxo normal;
c) desenhos de instalação mostrando os elementos necessários para que se possa
prever todas as interconexões de utilidades que não fazem parte do fornecimento;
d) dimensões principais e pesos dos conjuntos;
e) apresentação de todos os dados de operação, tais como: capacidade, desempenho,
velocidade, rendimento, pressão, etc.;
f) os desenhos aprovados com comentário e os não aprovados serão devolvidos em
uma via ao fabricante, que os corrigirá ou justificará, mas que, de qualquer forma,
deverá reapresentá-los até obter a aprovação total final.
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g) tamanho de sólidos que podem passar pelo equipamento.
h) curvas características de operação da bomba ou equipamento ofertado;
8 - CONSIDERAÇÕES GERAIS:
Ao apresentar a proposta, o fornecedor deverá incluir claramente na mesma, os itens
desta especificação e seus anexos aos quais ele não poderá atender, subentendendo-se
que todos os demais itens serão atendidos.
Juntamente com a entrega do equipamento, o fabricante deverá fornecer, em três vias,
os seguintes manuais de desenhos:
- Manuais de manutenção contendo todas as informações, métodos e recomendações
para a execução de manutenção de rotina e de emergência;
- Manuais de operação contendo todas as instruções para a operação normal do
equipamento;
- Todos os desenhos aprovados, contendo todas as modificações feitas durante a
fabricação.
9 - PRÉ-OPERAÇÃO:
Concluída a fase de construção e montagem dos equipamentos, deverão ser realizados
pela Contratada, com o acompanhamento dos fornecedores e da fiscalização da
CODEVASF, os testes de pré-operação de todos os equipamentos e instrumentos
instalados nas unidades.
Primeiramente as unidades deverão ser testadas a seco para verificação de fissuras na
estrutura, sentido de rotação dos motores, isolamento, fixação dos equipamentos,
alinhamento e outros necessários a garantir a perfeita montagem dos equipamentos.
Após esta etapa, todas as unidades deverão ser testadas novamente com água,
verificando-se a estanqueidade, vazamentos, corrente dos motores, vibração,
temperatura, isolamento e outros necessários à verificação do perfeito funcionamento do
sistema. Nesta etapa também deverão ser aferidos todos os instrumentos e
componentes do sistema, deixando-os em perfeitas condições para o início de operação.
Todos os testes deverão ser acompanhados pela fiscalização da CODEVASF que
poderá aprovar, solicitar reparos, repetir testes e outras ações necessárias a garantir a
confiabilidade do sistema. Somente após a concordância da fiscalização da CODEVASF
de que os equipamentos estão em condições de receber esgotos, poderá ser iniciada a
operação do sistema.
A Contratada deverá ter em seus quadros, pessoal qualificado para efetuar todos os
testes mencionados acima. Todos os problemas ocorridos durante este período deverão
ser sanados pela Contratada antes do recebimento provisório pela CODEVASF, a qual
passará a ser responsável pela unidade somente após o recebimento definitivo da obra.
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10 - ELABORAÇÃO DOS MANUAIS DE OPERAÇÃO E DE MANUTENÇÃO
A partir dos dados de projeto e dos manuais preparados pelos fornecedores de
equipamentos e, após os equipamentos instalados, deverão ser preparados pela
contratada os manuais de operação e de manutenção dos equipamentos que constituem
a unidade contratada, englobando os equipamentos eventualmente fornecidos pela
CODEVASF para montagem pela contratada. Para cada um dos equipamentos deverão
ser descritas as características gerais, como funciona, quais os principais problemas que
podem ocorrer e as medidas para corrigi-los, que tipo de manutenção preventiva deverá
sofrer o equipamento, quais as freqüências destas manutenções, etc.
11 – CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Serviços a serem medidos:
11.1 – Montagem e instalação de conjunto Moto-bomba submersível eixo vertical em
poços tubulares;
11.2 – Montagem e instalação de conjunto Moto-bomba re-autoescorvante;
A medição e o pagamento dos serviços serão feitos por unidade de bomba fornecida e
assentada, após a conclusão de todas as etapas previstas nessa especificação.
Nestes preços unitários, deverão ser incluídos:
 fornecimento de todos os pertences para montagem das bombas;
 fornecimento de material para limpeza;
 fornecimento de recursos humanos, materiais e equipamentos necessários para a
montagem das bombas;
 válvulas especiais de alívio de pressão, ou qualquer outro dispositivo para melhor
funcionamento dos equipamentos;

aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;

aquisição, carga, transporte, descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc);
50 – EQUIPAMENTOS MECÂNICOS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
OBJETIVO E DEFINIÇÕES
Objetivo: estabelecer os procedimentos a serem adotados nos processos de
fornecimento, manuseio, montagem e instalação mecânica de equipamentos.
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Definições
IDIOMAS E UNIDADES DE MEDIDAS
Manuais de instruções, legendas, folhetos, relatórios de ensaios, etc, emitidos pela
Contratada, deverão ser redigidos em português, salvo indicação em contrário da
Contratante.
Salvo quando solicitado ou indicado de outra forma nesta documentação, deverão ser
utilizadas as unidades do Sistema Internacional de Unidades (Sistema Métrico Decimal)
nos documentos apresentados pela Contratada, durante a execução do Contrato.
NORMAS, MANUAIS E PADRÕES APLICÁVEIS
Para fins de projeto, matéria prima, fabricação e ensaios, encontram-se relacionados na
respectiva especificação, as normas, manuais e padrões que regulamentam a fabricação
e instalação dos equipamentos e materiais elétricos. Fica estabelecido que essas
normas serão válidas sempre em últimas edições aprovadas. Qualquer dúvida entre as
normas técnicas pertinentes, esta Especificação Técnica e o Projeto, serão dirimidas
pela Fiscalização.
a) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT
Serão aplicáveis todas as Normas Técnicas brasileiras pertinentes.
b)NORMAS INTERNACIONAIS
Para os itens não abrangidos pelas normas acima citadas, a Contratada deve adotar as
normas aplicáveis das entidades normalizadoras abaixo, ou outras que sejam
reconhecidas e pertinentes, devendo indicar explicitamente para a Fiscalização,as que
forem utilizadas:
ANSI - American National Standard Institute;
ASTM - American Society for Testing and Materials.
INFORMAÇÕES CONFLITANTES
Quaisquer dúvidas que possam surgir durante a execução de qualquer fase do processo
de aquisição e/ou fabricação, devido a enganos ou divergências entre os documentos
técnicos pertinentes, deverão ser obrigatoriamente levadas ao conhecimento da
Contratante, por escrito.
O Construtor deverá, nestes casos, adotar a solução indicada, por escrito, pela
Contratante.
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PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
EQUIPAMENTOS ELETRO-MECÃNICOS
PARA
ALIMENTAÇÃO
DOS
Quando os documentos do projeto executivo forem de responsabilidade da Contratada,
esta deverá seguir as diretrizes estabelecidas pelo departamento de projeto da
CODEVASF.
À CODEVASF se reserva o direito de comentá-los e solicitar modificações sempre que
estes não estejam atendendo às normas, especificações técnicas ou demais diretrizes
do Contrato.
A Contratada será responsável pela análise da consistência do projeto básico,
solicitando à CODEVASF toda e qualquer informação que julgue necessária ao perfeito
desenvolvimento do projeto executivo.
Por ocasião das obras, a Contratada submeterá o projeto às entidades locais com
jurisdição sobre o assunto e ajustará quaisquer exigências ou alterações impostas pelas
autoridades.
FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ELETRO-MECÂNICOS
São apresentadas a seguir as condições técnicas gerais que regulamentarão o
fornecimento dos materiais e equipamentos eletro-mecânicos destinados aos sistemas.
Define-se como Fornecedor, a entidade que fornecerá à CODEVASF os equipamentos e
materiais pertinentes ao Contrato; no caso do referido fornecimento ser feito pelo
Construtor, entende-se Fornecedor como sendo o mesmo que Construtor.
EXTENSÃO DO FORNECIMENTO
Salvo, especificado em contrário no Contrato pertinente, a extensão do fornecimento de
cada pacote inclui os seguintes itens:
-projeto do equipamento (desenhos de fabricação e montagem, dados dos catálogos,
memórias de cálculo, etc.) e seu envio para aprovação e desenhos certificados finais
aprovados pela Contratante;
-fornecimento do Manual de Instruções para montagem, operação e manutenção dos
equipamentos e/ou materiais;
-fabricação e fornecimento dos equipamentos e materiais, de acordo com a respectiva
Especificação Técnica e com as especificações do Projeto das instalações;
ensaios dos equipamentos e/ou materiais na fábrica, conforme indicado nesta
Especificação Técnica, e/ou no Projeto das instalações;
embalagem, carga, transporte, descarga e seguro dos equipamentos, da fábrica até o
local da obra;
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supervisão da montagem, instalação, testes de campo e pré-operação dos
equipamentos e/ou materiais, sempre que solicitada pela Contratante;
treinamento de pessoal;
garantia dos equipamentos e/ou materiais.
Se especificado nos documentos de licitação, poderão ser objeto de fornecimento:
ferramentas especiais necessárias à montagem, operação e manutenção dos
equipamentos;
peças sobressalentes, correspondentes a cada equipamento.
O número de vias dos documentos a serem fornecidos será estipulado no edital
pertinente.
INSPEÇÕES E ENSAIOS NA FÁBRICA
As inspeções a serem executadas pela Contratante na fábrica em nenhuma hipótese
eximem o Fornecedor de qualquer de suas obrigações e responsabilidades contratuais.
A Contratante reserva-se- ao direito de inspecionar qualquer etapa durante o processo
de fabricação.
O Fornecedor deverá se comunicar com a Contratante a fim de elaborar, de comum
acordo, um Roteiro Básico de Inspeção de cada fornecimento, conforme os prazos
estipulados. Este roteiro também deverá abranger os ensaios e as inspeções a serem
realizados na obra, conforme indicação desta Especificação Técnica e/ou do Projeto.
O Fornecedor deverá anexar ao roteiro a identificação de cada item, o local de sua
fabricação e o prazo previsto para a inspeção.
A Contratante iniciará suas inspeções na fábrica somente após ter recebido e aprovado
os desenhos, a Lista de Materiais e os Memoriais de Cálculo relativos ao equipamento
ou à parte a ser inspecionada.
Os ensaios de fábrica à serem realizados serão especificados pelo Projeto das
instalações, não se limitando, entretanto, a eles, conforme critério da Contratante.
O Fornecedor deverá realizar, internamente, os ensaios definitivos constantes do Roteiro
Básico de Inspeção, antes das datas dos ensaios e inspeções pela Contratante.
Como resultado desses ensaios, o Fornecedor deverá fazer o seu Relatório Interno, que
deverá ser apresentado ao Inspetor da Contratante, no dia em que forem iniciados os
ensaios com a presença da mesma, conforme previsto no Roteiro Básico de Inspeção.
Ao Inspetor da Contratante cabe o direito de solicitar a repetição parcial ou total de cada
um dos ensaios contidos no Relatório Interno do Fornecedor.
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Outras verificações poderão ser definidas durante o detalhamento do projeto, sendo as
mesmas objeto de acordo prévio entre a Contratante e o Fornecedor.
O Fornecedor deverá enviar à Contratante os documentos relacionados a seguir:




cópias dos pedidos de compra e especificações da matéria-prima e componentes;
certificados e relatórios de ensaios de materiais;
certificados de ensaios de componentes mecânicos e elétricos;
relatórios de ensaios na fábrica.
REJEIÇÃO DO EQUIPAMENTO NA FÁBRICA
O equipamento será rejeitado se, no decorrer da inspeção ou na conclusão da mesma,
forem constatadas falhas ou discordâncias do equipamento em relação às
Especificações da Contratante, ao Projeto e/ou aos desenhos aprovados.
A rejeição do equipamento não eximirá o Fornecedor de suas responsabilidades
relativas à entrega do equipamento na data prevista.
Se, na opinião da Contratante, ficar caracterizado que o Fornecedor será incapaz de
satisfazer aos requisitos exigidos, ou se a rejeição tornar impraticável a entrega do
equipamento na data prevista, a Contratante reserva-se ao direito de rescindir todas as
suas obrigações e adquirir o equipamento em outra fonte, sendo o Fornecedor
considerado inadimplente e sujeito às penalidades aplicáveis ao caso.
ACEITAÇÃO DO EQUIPAMENTO NA FÁBRICA
O equipamento será considerado aceito quando os resultados dos ensaios finais de
aceitação atenderem às exigências especificadas. Nesta hipótese, a Fiscalização fixará,
junto à placa de identificação, um selo de “inspecionado” e, após aprovada a
embalagem, a Fiscalização emitirá o Certificado de Liberação do Material.
A aceitação do equipamento na fábrica pela Fiscalização não prejudica o estabelecido
no item 4 (Aceitação Provisória e Final), e não eximirá, de forma alguma, o Fornecedor
de sua responsabilidade em fornecer o equipamento de acordo com o Contrato/Ordem
de Compra, nem invalidará ou comprometerá qualquer reclamação futura que o
Contratante venha a fazer com base na existência de equipamento inadequado,
defeituoso ou em desacordo com a Especificação.
LIMPEZA, PINTURA E PROTEÇÃO DAS SUPERFÍCIES
a) Considerações Gerais
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As normas e recomendações técnicas para a execução de limpeza, pintura e proteção
de qualquer parte do equipamento deverão ser aquelas citadas no Manual de Pintura de
Estruturas Metálicas, elaborado pelo "Steel Structures Painting Council" (SSPC).
A espessura da película seca, por demão, e os métodos e cuidados na aplicação
deverão estar rigorosamente de acordo com as recomendações do fabricante das tintas.
A pintura anti-corrosiva das partes dos equipamentos que ficarão submersas deverá ser
efetuada, na obra, pelo Construtor; essas partes deverão ser entregues, pelo
Fornecedor, sem pintura.
As partes completamente embutidas no concreto também deverão ser entregues sem
pintura. A porção embutida das partes parcialmente embutidas deverá ser pintada numa
extensão de 150 mm a partir da superfície do concreto.
A pintura de qualquer parte do equipamento só poderá ser aplicada após a emissão de
comprovantes escritos da Fiscalização, no qual se atesta que o referido equipamento, ou
parte dele, foi inspecionado sem a respectiva pintura.
b) Cores
A Contratante fornecerá, a pedido do Fornecedor, em tempo hábil, um padrão com a
especificação de todas as cores a serem utilizadas nas diversas partes do equipamento
que tenham sido especificadas “com pintura de acabamento sob a responsabilidade do
Fornecedor”.
c) Preparação das Superfícies
Todas as superfícies a serem pintadas deverão ser limpas e isentas de corpos estranhos
como crostas de laminação, sujeiras, ferrugem, graxa e outras substâncias, a fim de se
obter uma superfície limpa e seca.
As superfícies de aço deverão ser jateadas com areia ou metal quase branco (Sa 2 1/2).
A limpeza com jato de areia deverá ser igual ou superior às requeridas pela "The Steel
Structural Painting Council Surface Preparation Specification SSPC-SP 10-68T nº 10
Near White Blast Cleaning".
A aplicação das tintas de primer e de acabamento deverá seguir a recomendação da
especificação do equipamento ou material a ser fornecido.
d) Aplicação da Pintura
As superfícies não deverão apresentar falhas, poros, escorrimentos, pingos,
rugosidades, ondulações, trincas, marcas de limpeza, bolhas, bem como variações de
cor, textura e brilho. A película de tinta deverá ser lisa e de espessura uniforme.
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Arestas, cantos, pequenos orifícios (trincas), emendas, juntas, soldas, rebites e outras
irregularidades das superfícies deverão receber tratamento especial, de modo a garantir
que a pintura fique com uma espessura adequada.
A pintura deverá ser feita em superfícies preparadas e secas.
A menos que seja especificado em contrário, a temperatura das superfícies a serem
pintadas e do ar em contato com as mesmas não deverá ser inferior a 7°C durante a
aplicação da tinta, e a tinta não deverá ser aplicada enquanto a demão anterior não
houver secado, o que poderá ser checado por toque.
A pintura não deverá ser aplicada em superfícies aquecidas por exposição ao sol ou a
outra fonte de calor.
Não deverá ser aplicada pintura em ambientes nos quais a umidade relativa do ar seja
superior a 85%. Se houver necessidade de pintura nos referidos ambientes, a umidade
relativa deverá ser reduzida por meio de abrigos e/ou aquecimento durante os trabalhos,
até que a película de tinta tenha secado.
As superfícies usinadas deverão ser protegidas, para o transporte, com uma camada de
verniz de fácil remoção por meio de solventes adequados. No caso de peças que venha
a sofrer transporte marítimo, tais superfícies deverão ser protegidas com verniz
apropriado a esta finalidade.
As especificações de pintura a serem executadas pelo Fornecedor, não previstas nesta
Especificação
ou
discordantes desta, deverão ser submetidas por este à aprovação do Contratante, em
tempo hábil.
e) Rendimento
A área efetiva de superfície coberta por um litro de determinada tinta não deverá
exceder aquela definida pelo rendimento prescrito pelo fabricante da referida tinta.
A espessura mínima da película de tinta seca, por demão, deverá ser aquela
especificada pelo fabricante da tinta.
f) Cuidados com as Superfícies Pintadas
Peças que tenha sido pintadas não deverão ser manuseadas ou trabalhadas antes que
a película de tinta esteja totalmente seca e dura.
Até a montagem final, todas as peças pintadas deverão ser armazenadas fora do
contato direto com o solo, em ambiente arejado e livre a formação de águas estagnadas.
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A tinta das partes em que a pintura tenha sido eventualmente danificada deverá ser
removida; deverá ser feita uma nova pintura ou retoque nestas partes, com a tinta
especificada.
g) Superfícies de Contato
Sempre que uma diferença de potenciais possa se estabelecer entre superfícies
metálicas de composição química diferente, por contato de rebites ou parafusos, cada
uma das superfícies em contato deverá ser limpa e pré-tratada, e deverá receber uma
demão de base, tudo conforme especificado para o caso particular dos metais
envolvidos.
Se, por outro lado, o contato for entre superfícies ferrosas e entre outras partes de
composição química similar, essas superfícies deverão ser protegidas, porém não
obrigatoriamente por meio de pintura.
Superfícies em contato metálico, estabelecido por parafusos de alta resistência, em
conexões do tipo de fricção, não devendo ser pintadas, mas receber proteção de graxa
ou verniz até a ocasião de montagem, quando deverão ser removidos. No caso de uma
superfície não metálica em contato com uma superfície metálica por meio de rebites ou
parafusos, a superfície de contato do metal deverá ser limpa e receber três demãos do
primer especificado.
h) Outros Processos de Proteção
Dependendo da peça, poderão ser aplicados outros processos de proteção, como
metalização, zincagem a quente, cromação, cadmiagem, etc. Cada um destes
processos deverá ser detalhado pelo Fornecedor e aprovado pela Contratante.
Salvo especificação em contrário, os parafusos, as porcas e as arruelas planas e de
pressão, previstos para os equipamentos sujeitos à ação das intempéries, deverão ser
zincados a quente, de acordo com a norma ASTM A153, Classe C, ou galvanizado.
EMBALAGEM, TRANSPORTE E MANUSEIO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Os materiais e equipamentos deverão ser adequadamente embalados de forma a
ficarem protegidos de danos durante o transporte e a armazenagem, em condições que
envolvam múltiplos manuseios, transbordo, trânsito por estradas não pavimentadas,
armazenamento prolongado, exposição à umidade e à maresia e possibilidade de roubo.
Sem limitar as responsabilidades do Fornecedor, relacionam-se a seguir algumas
condições que deverão ser observadas:
– as caixas, engradados e estrados deverão ser construídos de modo adequado às
necessidades de cada embarque e cintados com aço. A madeira deverá ser seca;
– as cintas metálicas deverão ser de aço não cozido, aplicadas com ferramentas
esticadoras e presas com elos de aço prensado;
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– no caso de equipamentos suscetíveis a danos causados pela umidade, deverão ser
usados revestimentos impermeáveis em forma de sacos ou invólucros selados com
adesivo impermeável. Deverá ser colocada uma proteção para absorver a umidade,
como sílica-gel;
– superfícies usinadas, que poderão sofrer oxidação durante o transporte ou
instalação, deverão ser transportadas cobertas de graxa ou outra substância facilmente
removível;
– os itens a serem embarcados em fardos deverão ser separados e atados, segundo
dimensões e pesos compatíveis com o manuseio na obra.
As embalagens estarão sujeitas à inspeção e aprovação da Fiscalização. Se as caixas
chegarem avariadas ao seu destino ou em condições inadequadas, o equipamento
deverá ser inspecionado, e qualquer equipamento danificado ou impróprio para o uso
será devolvido e substituído às custas do Fornecedor.
Cada volume remetido deverá conter de forma legível, as seguintes informações:
- nome da Contratante;
- nome da obra;
- nome do Fornecedor;
- número do Contrato/Ordem de Compra;
- número do embarque;
- número de peças contidas no volume;
l- ocal de destino;
- pesos bruto e líquido.
Também deverá ser fornecida uma lista de materiais, acessórios e/ou peças contidas em
cada volume, de modo a facilitar a conferência.
As operações de carga, transporte e descarga dos materiais e equipamentos, além do
seguro dos mesmos, da fábrica até o local de entrega a ser indicado pela Contratante,
será de responsabilidade do Fornecedor.
A armazenagem e a guarda dos equipamentos e materiais, desde a chegada dos
mesmos nos almoxarifados das obras de destino até a data da sua efetiva instalação,
serão feitas, de acordo com as instruções do Fornecedor, porém não farão parte do
escopo do Fornecimento.
As peças sobressalentes, quando for o caso, serão obrigatoriamente embaladas em
separado das demais, e seus volumes marcados com as palavras "Peças
Sobressalentes" em destaque, para evitar-se usá-las indevidamente.
RECEBIMENTO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Por ocasião do recebimento, todos os equipamentos serão submetidos a controles
visual, dimensional e de qualidade de seus componentes, com a presença da
Fiscalização.
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A Fiscalização deverá exigir do Fornecedor a apresentação de toda a documentação
técnica dos equipamentos, a ser fornecida pelo Fornecedor, compreendendo entre
outros: desenhos de fabricação com indicação das peças componentes, certificados de
materiais, certificados de testes, manuais de instrução para instalação, operação e
manutenção. Junto com a documentação do embarque, deverão ser remetidos pelo
Fornecedor as instruções relativas aos cuidados que devem ser tomados na
armazenagem dos equipamentos.
Serão rejeitados aqueles que apresentem defeitos de fabricação ou que tenham sofrido
avarias no transporte, bem como os que contrariem frontalmente as especificações de
fabricação e de projeto.
IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO
Cada equipamento deverá possuir uma placa de identificação. As placas serão de aço
inoxidável com, pelo menos, 1 mm de espessura. Todas as informações nas placas
serão feitas em Português e obedecerão ao sistema métrico.
A placa será colocada de modo a ficar visível na frente do aparelho, quando este estiver
colocado em posição de funcionamento.
A placa de identificação terá, no mínimo, as seguintes informações aplicáveis:
nome do equipamento;
nome do Fabricante, local e data de fabricação;
número de série de fabricação e modelo;
características operacionais;
dimensões dos componentes desmontáveis e dimensões globais;
peso dos componentes desmontáveis e peso total;
normas de fabricação utilizadas.
GARANTIA
Todos os materiais e equipamentos a serem utilizados deverão ser acompanhados de
um certificado de garantia do Fornecedor de que foram fabricados dentro das normas
pertinentes e especificações do projeto.
A Fiscalização poderá recusar os equipamentos e materiais que, a seu critério, não se
enquadrem nas garantias de qualidade exigidas.
Os termos de garantia serão objeto do Contrato pertinente.
CRONOGRAMA DE FABRICAÇÃO E FORNECIMENTO
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O Fornecedor deverá apresentar um cronograma detalhado do fornecimento, o qual
deverá conter, no mínimo, os seguintes eventos:






elaboração dos desenhos certificados e envio para aprovação;
aprovação dos desenhos certificados pelo Contratante;
elaboração dos manuais de instruções;
fabricação;
inspeção e ensaios na fábrica;
transporte e entrega na obra.
DESENHOS CERTIFICADOS DO FORNECEDOR
a) Desenhos de Referência
Os documentos de Projeto das instalações deverão servir de orientação geral na
elaboração das propostas e de indicação das características e dimensões do
equipamento. O projeto e a elaboração de desenhos detalhados de fabricação fazem
parte do fornecimento e são responsabilidade do Fornecedor, que examinará e atenderá
as dimensões e características apresentadas nos referidos documentos.
Qualquer erro nos desenhos de referência, ou nas especificações (inclusive folha de
dados), seja de omissão, seja de acréscimo, seja de uso indevido de palavras ou
símbolos, não justificará o não atendimento às exigências constantes dos desenhos e
das especificações. No caso de divergência entre os desenhos e as especificações, o
Fornecedor deverá levar ao conhecimento da Contratante a fim de obter os
esclarecimentos necessários.
b) Desenhos Certificados Para Aprovação
Independentemente de qualquer documento fornecido por ocasião da licitação, o
Construtor ou Fornecedor deverá submeter à análise e aprovação pelo Contratante,
após a assinatura do Contrato e antes de iniciar a fabricação, os documentos que
constituem o projeto de equipamento e/ou as fichas técnicas dos catálogos, em cinco
vias; os desenhos deverão ser apresentados em cópias heliográficas. Deverão ser
apresentados, no mínimo, os desenhos e o memorial de cálculo relacionados na
respectiva Especificação.
Os desenhos certificados deverão ser apresentados com os elementos necessários ao
perfeito entendimento das dimensões, concepção e funcionalidade do equipamento e
deverão conter, onde aplicáveis, desenhos de planta, vistas, cortes, detalhes com todas
as cotas, diagramas elétricos, listas de materiais e memoriais de cálculo. Os desenhos
deverão ser elaborados de acordo com as normas da ABNT, e, em especial, a NBR5984.
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Quando forem necessários dados acerca de produtos ou equipamentos comerciais, o
Fornecedor deverá submeter cinco conjuntos completos em que constem o nome do
Fabricante, o tipo, o modelo, o tamanho do equipamento e suas características. Quando
forem submetidas folhas do catálogo, o item proposto deverá estar sublinhado ou
marcado. Os dados deverão ser abrangentes e demonstrar claramente que o
equipamento a ser fornecido atende aos requisitos destas Especificações Técnicas e do
Projeto.
Todos os desenhos certificados, dados e memoriais de cálculo deverão ser carimbados
com nome da Contratante, número do Contrato, nome da obra, número de referência do
Fornecedor e número e data da revisão.
Todos os desenhos certificados e demais documentos técnicos fornecidos serão e
permanecerão como propriedade exclusiva da Contratante, que deles poderá fazer o
uso que lhe aprouver.
c) Critérios Para Aprovação de Desenhos
A Contratante manifestar-se-á a respeito dos desenhos recebidos no prazo máximo de
30 dias a partir do recebimento. No entanto, fica assegurado ao Fornecedor o direito de
estender o prazo previsto para a entrega do equipamento por um período de tempo igual
ao atraso provocado pela Contratante na análise dos documentos. Este direito não é
aplicável aos desenhos remetidos para complementação e/ou correção dos inicialmente
apresentados.
Após a análise, a Contratante devolverá ao Fornecedor uma cópia de cada desenho
e/ou Folha de Dados Técnicos, carimbada com uma das seguintes indicações.
. "APROVADO";
. "APROVADO COM RESTRIÇÕES";
. "NÃO APROVADO".
Os documentos carimbados "APROVADO" autorizam o Fornecedor a continuar o
detalhamento do Projeto e a iniciar a fabricação do equipamento objeto do desenho.
Os documentos carimbados "APROVADOS COM RESTRIÇÕES" autorizam o
Fornecedor a continuar o detalhamento do projeto e a iniciar a fabricação do
equipamento, desde que neste sejam incluídas as alterações solicitadas. Entretanto,
será necessária a reapresentação dos desenhos para nova verificação.
Os documentos carimbados "NÃO APROVADOS" deverão ser apresentados para
aprovação, após terem sido corrigidos ou alterados. As alterações assim efetuadas não
conferirão ao Fornecedor o direito de extensão dos prazos de entrega do equipamento.
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Imediatamente após a conclusão do processo de aprovação, o Fornecedor deverá
remeter à Contratante uma cópia reproduzível dos originais de cada desenho, em
poliéster, acompanhada de uma cópia heliográfica. O poliéster deverá ter espessura de
0,3 mm.
Sempre que for necessário introduzir modificações no Projeto ou na fabricação do
equipamento, o Fornecedor deverá avisar à Contratante e, caso as modificações afetem
o desenho, apresentar três novas cópias para análise, repetindo-se o procedimento
anteriormente estabelecido.
A aprovação dos desenhos e cálculos pela Contratante não representará qualquer
diminuição da responsabilidade do Fornecedor quanto a projeto, matéria-prima,
fabricação e características garantidas do equipamento. O fato da Contratante chamar a
atenção do Fornecedor, para certos erros ou omissões não o tornará responsável por
outros não mencionados ou não detectados durante o processo de análise e aprovação
dos desenhos. O Fornecedor responsabilizar-se-á por qualquer fabricação, compra ou
remessa anterior à aprovação dos desenhos e dados.
d) Prazos Para Apresentação
Exceto quando mencionado em contrário nos documentos do Contrato ou no
Cronograma de Fabricação e Fornecimento, o prazo mínimo para apresentação dos
desenhos certificados e das informações, para aprovação, é de 30(trinta) dias a contar
da data de assinatura do Contrato ou recebimento do Pedido de Compra.
Todos os desenhos de todos os itens do contrato deverão ser submetidos à aprovação
pela Contratante, dentro do prazo mínimo previsto acima.
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O Fornecedor deverá encaminhar à Contratante, até 30 dias antes da data prevista para
a entrega do equipamento, o Manual de Instruções do mesmo.
O Manual de Instruções constitui-se basicamente dos procedimentos de instalação,
operação e manutenção do equipamento e deve conter, no mínimo, as seguintes
informações:
 especificações técnicas para o equipamento, bem como para todos os componentes e
acessórios solicitados, em conformidade com todos os requisitos da proposta original
aprovados, bem como as revisões que tenham sido feitas na mesma, por ocasião de
esclarecimentos técnicos;
 procedimentos para armazenagem de qualquer elemento sobressalente;
 procedimentos para a instalação;
 procedimentos para a operação;
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 procedimentos para manutenção preventiva e corretiva do equipamento, bem como,
para todos os acessórios solicitados;
 catálogos técnicos com todos os dados característicos dos acessórios solicitados;
 resultados de todos os testes e ensaios aos quais o equipamento foi submetido após
a fabricação;
 procedimentos para transporte, manuseios, preservação e armazenagem do
equipamento.
O Manual de Instruções será obrigatoriamente redigido no idioma português e será
entregue encadernado. Os desenhos incluídos nos manuais deverão ser numerados,
dobrados corretamente e fixados ao volume de forma análoga à das páginas do texto.
SUPERVISÃO DE MONTAGEM.
O Fornecedor deverá efetuar supervisão de montagem dos equipamentos do escopo de
fornecimento, sempre que solicitado pela Contratante, sem ônus para a mesma.
O Fornecedor providenciará supervisores competentes para acompanhar a montagem
dos equipamentos, os testes de funcionamento e o “start up”, os quais agirão, como
Consultores, à Contratante, em questões de métodos práticos e precauções necessárias
para o efetivo funcionamento do equipamento.
TREINAMENTO DE PESSOAL
O Fornecedor deverá prover, por sua conta, treinamento aos técnicos indicados pela
Contratante, transmitindo-lhes instruções e informações e habilitando-os à perfeita
operação e manutenção do sistema e dos equipamentos, objeto deste documento. O
treinamento deverá terminar 30 dias antes do início da operação normal ou dos ensaios
de aceitação do sistema e/ou equipamento e obedecer às disposições contidas nos
parágrafos a seguir.
O treinamento deverá ter duração adequada à perfeita preparação dos encarregados da
operação e manutenção do sistema e/ou equipamento e utilizar como recursos
instrucionais os equipamentos já instalados ou similares, com a definição e implantação
de programas de manutenção preventiva e corretiva.
Esse treinamento compreenderá estudo da teoria de funcionamento dos equipamentos,
com análise dos diagramas esquemáticos; determinação dos instrumentos e dispositivos
necessários aos trabalhos de manutenção; exercícios práticos de manutenção
preventiva e corretiva; e, ainda, uma compreensão global da instalação e operação do
sistema.
O Fornecedor deverá apresentar, um plano geral de treinamento com todas as
especificações referentes aos treinamentos oferecidos, incluindo programas, material
instrucional, currículo dos instrutores, local dos treinamentos e demais informações.
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O Fornecedor fornecerá todo o material necessário ao desenvolvimento do treinamento.
Caberá à Contratante responsabilizar-se pelas despesas de viagem e pela estada dos
participantes e instrutores, além de todas as obrigações legais delas decorrentes.
Os critérios de avaliação, bem como a relação dos participantes e as qualificações
mínimas necessárias aos indicados, serão estabelecidos de comum acordo entre as
partes, com a devida antecedência, de maneira a ficar assegurado o término dos
treinamentos em tempo hábil e antes da operação normal do sistema.
ESPECIFICAÇÕES PARA FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
ELETRO-MECÂNICOS
Na presente Especificação Técnica são colocadas as normas gerais para fornecimento
de materiais e equipamentos eletro-mecânicos, a serem seguidas pelo Fornecedor.
As características técnicas específicas de cada material e equipamento em particular,
serão definidas pelo Projeto das instalações, conforme as suas necessidades, e deverão
ser seguidas rigorosamente pelo Fornecedor, salvo indicação contrária da Fiscalização,
por escrito, caso contrário, a Contratante poderá solicitar a substituição
imediata dos materiais e equipamentos que não se enquadrem nessas especificações,
sem ônus para a mesma.
No Projeto serão especificados para os materiais e equipamentos, no mínimo:
-características técnicas de operação;
-características do local de instalação;
-escopo do fornecimento;
-características construtivas dos equipamentos, contendo:
 características técnicas das partes componentes do equipamento;
 materiais de fabricação das partes componentes do equipamento;
 pintura e tratamento necessários.
-testes de performance e ensaios a serem executados na fábrica;
-conteúdo das placas de identificação dos equipamentos.
MONTAGENS E INSTALAÇÕES DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS
GENERALIDADES
Esta especificação fixa e estabelece as condições e requisitos técnicos que deverão ser
cumpridos pelo Construtor no tocante a:
execução de serviços por seus próprios meios;
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execução de trabalhos especializados por terceiros, mediante prévia aprovação da
Fiscalização, sob a supervisão e responsabilidade direta do Construtor.
As considerações gerais, aqui descritas, regem os serviços de montagem de todos os
equipamentos aqui especificados ou não.
A montagem dos equipamentos deverá se guiar pelas recomendações do Fabricante,
Normas Técnicas pertinentes, esta Especificação, ou por instruções fornecidas pela
Fiscalização. Qualquer dúvida será dirimida pela Fiscalização.
O Construtor deverá estudar, antes do início dos serviços, o cronograma do
empreendimento, os documentos do projeto e as recomendações dos Fabricantes documentos emitidos pelos Fabricantes dos equipamentos em conformidade com os
documentos de projeto. Feito isto, deverá apresentar as melhores soluções técnicas de
montagem e instalação, no sentido de minimizar as interfaces e contribuir com a equipe
de Gerenciamento no Planejamento da Obra.
O Construtor deverá elaborar o Manual de Procedimentos, relacionando todos os
procedimentos a serem seguidos na execução dos serviços propostos (montagem,
testes, pré-operação e comissionamento), discriminando todas as etapas, os formulários
e registros de acompanhamento, o planejamento dos serviços relativos ao cronograma
geral do empreendimento, o programa de segurança, os critérios de qualidade, etc.
A execução das montagens só poderá ser feita por profissionais devidamente
habilitados, o que não eximirá o Construtor da responsabilidade pelo perfeito
funcionamento das instalações.
As instalações deverão ser entregues à Contratante em perfeitas condições de
funcionamento, devendo ser considerado todas as particularidades de cada
equipamento e os seguintes aspectos:
a) Posicionamento Correto
Consiste nos seguintes serviços: verificação adequada da verticalidade, nivelamento,
alinhamento, controles de planos, eliminação de empenamentos e tomadas precisas.
Um posicionamento irregular terá como conseqüências o aparecimento de solicitações,
movimentos e esforços prejudiciais à vida útil e ao funcionamento do equipamento,
dificuldades de operação, etc.
O Construtor deverá alinhar, nivelar e aprumar cada peça móvel, seus acionadores, e
qualquer acoplamento ou conexões intermediárias dentro de uma folga máxima de 0,002
de polegada ou conforme determinação do Fabricante. No caso do equipamento ser
entregue montado pelo Fornecedor, será efetuada uma vistoria e o alinhamento dos
seus componentes. Além disso, o Construtor deverá cavilhar o equipamento e
acionadores onde necessário, ou de acordo com as indicações dos desenhos. Na
montagem e acoplamento de equipamento apoiado por mancais de fricção, serão
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tomados cuidados especiais a fim de assegurar que a folga do eixo permaneça dentro
dos limites especificados pelo Fabricante.
b) Fixação do Equipamento
Os equipamentos que tiverem funcionamento dinâmico devem apresentar, através de
sua fixação, estabilidade, apoio, ausência de vibrações prejudiciais e posicionamento
estável. Os de funcionamento estático deverão receber na sua fixação, apoio,
posicionamento estável, rigidez e solidariedade com a estrutura.
O Construtor verificará todos os parafusos de ancoragem e quando necessário
desbastará o concreto para a cota determinada, antes de iniciar a colocação da
maquinaria. O deslocamento dos parafusos com a finalidade de ajustar os furos das
placas de apoio com os mesmos não será permitido. Todos os casos de desalinhamento
deverão ser notificados à Fiscalização e qualquer medida corretiva deverá ficar sujeita à
sua aprovação. O Construtor deverá aparelhar os parafusos de ancoragem de modo que
a saliência acima da porca de fixação não seja maior que a metade do diâmetro do
parafuso. Os parafusos serão desbastados de modo a não deixar a rosca exposta a
danos.
O método para instalação de equipamento e maquinaria estará sujeito à aprovação por
parte da Fiscalização.
O equipamento será devidamente nivelado, alinhado, assentado sobre calços e apertado
nos parafusos de ancoragem. Os "macacos" e cunhas deverão ser removidos antes da
colocação da argamassa de enchimento. A Fiscalização aprovará a instalação antes do
arremate final.
c) Acoplamento
O acoplamento poderá ser entre equipamentos ou entre equipamentos e outro
componentes da instalação. Deve-se observar a concentricidade das partes, paralelismo
das faces, espaçamento e alinhamento adequados e correção dos sistemas de
acoplamento. Quando for utilizado parafusos, deverão ser apertados o necessário para a
função que se propõem.
d) Encaixes
Os encaixes devem ser executados de forma a proporcionar a fixação do grau de
liberdade necessário.
e) Soldas
As exigências relativas às soldas são as seguintes:
e.1) Terminologia
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A terminologia nesta Especificação está de acordo com a Norma ABNT-NBR-5874.
e.2) Qualificação dos Soldadores
O Construtor será responsável pela qualidade das soldas. Os soldadores selecionados
deverão ser profissionais qualificados de acordo com a Norma ABNT-MB-262,
"Qualificação dos Processos de Soldagem, de Soldadores e de Operadores" e/ou com a
seção IX da Norma ASME, ou com normas de entidades semelhantes.
Se o trabalho de um soldador for rejeitado, o profissional deverá ser submetido a novo
teste de qualificação, a fim de provar sua habilidade na execução de trabalhos de solda.
As despesas relativas aos testes de qualificação para soldadores correrão por conta do
Construtor, incluindo-se o fornecimento de peças para os testes e os eletrodos
necessários.
e.3) Controle da Soldagem
Exceto quando autorizado ou especificado de outro modo, as soldas deverão ser
executadas pelo método de arco elétrico.
O processo e a sequência das soldas no campo deverão ser submetidos à aprovação do
Construtor.
As superfícies a serem soldadas deverão estar isentas de oxidação, graxa, tinta ou de
qualquer outra matéria estranha.
As soldas deverão estar de acordo com as exigências pertinentes do "Structural Welding
Code for Steel - AWS D1.1" ou equivalente, ou outras normas aprovadas pela
Contratante.
Os eletrodos deverão ser aprovados pela Contratante e serão selecionados de acordo
com sua corrente, materiais e características de soldagem. Após retirados das
embalagens, os eletrodos deverão ser armazenados em estufas, conforme as
recomendações do Fabricante, para evitar danos ou deterioração.
Em soldas bimetálicas, os eletrodos deverão ser selecionados mediante testes
executados em peças dos mesmos materiais a serem soldados.
As soldas não deverão ser executadas em superfícies úmidas ou durante períodos de
ventos fortes, exceto quando o soldador e as peças a serem soldadas estiverem
adequadamente protegidos.
Após a soldagem, a escória e os respingos deverão ser retirados, deixando as
superfícies com penetração completa, uniformes, lisas e isentas de qualquer porosidade
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ou matéria estranha. Se a soldagem for executada em fases sucessivas, cada fase, com
exceção da última, deverá ser ligeiramente martelada antes de se aplicar o próximo
passo.
As partes soldadas deverão estar isentas de defeitos, como inclusões, ranhuras, dobras,
etc, e deverão ter espessura uniforme, sem rebaixamentos, escória, porosidade, falhas
na raiz, defeitos de liga e rachaduras.
As soldas defeituosas deverão ser reparadas mediante a remoção das mesmas por
retificação ou goivadura em arco, até o metal são, seguida de nova soldagem, conforme
especificado originalmente.
f) Ajustes
Os ajustes deverão se enquadrar nos limites aceitos e toleráveis normalmente indicados
nos manuais.
g) Lubrificação
A lubrificação de todas as peças móveis será efetuada pelo Construtor com lubrificantes
recomendados pelos Fabricantes dos equipamentos e aprovados pela Fiscalização.
Para tanto, todos os lubrificantes necessários para início de funcionamento deverão
ser fornecidos pela Construtor, incluindo o óleo de limpeza.
Os equipamentos de rotação que tenham sido fornecidos desmontados para montagem
no local, ou que não tenham sido fornecidos com lubrificantes, deverão ter os mancais
limpos e lubrificados quando a montagem estiver terminada.
Todas as tubulações de suprimento e retorno para óleo lubrificante deverão ser
perfeitamente limpas antes de sua conexão com o equipamento.
Graxa ou outros revestimentos protetores para a proteção do equipamento durante o
transporte e armazenamento deverão ser removidos pelo Construtor, usando solvente
ou produtos apropriados que não causem dano ao acabamento do equipamento.
h) Acabamento
O Construtor fornecerá toda a mão-de-obra e os materiais necessários para o
acabamento das montagens, incluindo bases de apoio e retoques da pintura de
acabamento e proteção.
GARANTIA DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS
O Construtor dará garantia total aos serviços aqui especificados, apresentando à
Contratante um termo de garantia dos serviços ofertados.
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Essa garantia deverá abranger todo e qualquer defeito de montagem dos sistemas a
serem executados; o período de cobertura da garantia e seus detalhes serão objeto do
Contrato pertinente.
TRANSPORTE, GUARDA E MANUSEIO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
O transporte e o manuseio dos materiais e equipamentos deverão ser feitos com
cuidado para que não sofram danos físicos. De forma geral, porém, é necessário
observar os pontos mais sensíveis, tais como peças móveis, superfícies usinadas e
volantes, evitando-se manuseá-los nestas partes.
O Construtor deverá observar todas as normas de segurança do trabalho, regulamentos
em vigor e indicações dos Fabricantes, quanto ao transporte dos materiais.
Sempre que possível, os materiais e equipamentos deverão ser transportados em sua
embalagem original.
Na colocação do equipamento na sua base (ou lugar de destino) deverão ser seguidas
as recomendações do Fabricante, específicas para o tipo de equipamento instalado. De
modo geral, observar os itens abaixo:
-atentar para a instalação de equipamentos que devem ser descarregados, diretamente
sobre trilhos já instalados, para depois serem deslocados para suas bases;
-ao levantar um equipamento, os cabos de sustentação não deverão ser atrelados em
volta de componentes que possam danificar-se devido ao esforço;
-deverão ser sempre evitadas possibilidades de flexão ou torção que possam causar
tensões excessivas;
-em qualquer circunstância, deverão ser seguidas sempre as recomendações que
acompanham o equipamento.
Deve-se evitar o contato direto de cabos de aço, cordas, garras ou correntes com o
equipamento a ser manuseado e sempre utilizar manilhas, pinos, flanges falsos e faixas
flexíveis.
Para a montagem dos equipamentos e sistemas previstos no Escopo dos Serviços, o
Construtor deverá considerar a utilização de recursos próprios. O Construtor não será
obrigada a dispor os equipamentos de içamento de carga instalados, tais como, pontes
rolantes, talhas, etc para tal fim.
O Construtor não poderá modificar qualquer elemento do equipamento com o intuito de
facilitar a sua instalação, sem o consentimento da Fiscalização. Fica expressamente
proibida a desmontagem de acessórios do equipamento sem autorização por escrito da
Fiscalização.
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O equipamento ou qualquer peça danificada pelo Construtor durante o manuseio ou
instalação será de sua inteira responsabilidade, porém, nenhum reparo ou substituição
será providenciado sem a prévia aprovação por escrito da Fiscalização.
A armazenagem dos materiais e equipamentos são de responsabilidade do Construtor e
deverá ser condizente com as características específicas de cada equipamento. O local
e os métodos de estocagem deverão ser previamente aprovados pela Fiscalização.
De forma geral, os equipamentos e dispositivos especiais devem ser armazenados
sempre de maneira que a
superfície de apoio seja a maior possível e coincidente à parte da maior resistência
mecânica às deformações.
As partes não-revestidas dos equipamentos não deverão entrar em contato com o solo,
recomendando-se a construção de berços e outros dispositivos apropriados. Cuidados
especiais deverão ser tomados para manter a integridade dos revestimentos, pinturas e
elementos não-metálicos das peças, sempre em consonância com as recomendações
do Fabricante.
Os equipamentos necessários para a execução das montagens, pertencentes ao
Construtor, deverão ser do tipo e capacidade adequados, que satisfaçam às exigências
da Fiscalização. O Construtor deverá empregar os equipamentos necessários para a
conclusão dos serviços dentro dos prazos estabelecidos pelo cronograma de execução.
Estas especificações complementam os métodos preconizados pelo Fabricante do
equipamento ou pelas normas pertinentes. As dúvidas serão dirimidas pela Fiscalização.
PROTEÇÃO PARA EQUIPAMENTOS
Durante o período de inatividade, os equipamentos deverão ficar protegidos
internamente contra corrosão e todas as aberturas deverão ser fechadas por meio de
flanges ou tampões de madeira (plug) etc, que só poderão ser retirados no
momento de execução das respectivas ligações.
Todos os acessórios e materiais passíveis de quebra deverão ser guardados,
devidamente identificados e somente reinstalados na fase de preparação para préoperação.
Havendo qualquer falta nestes cuidados e a critério da Fiscalização, o equipamento
deverá ser aberto para inspeção interna, sendo debitados ao Construtor os devidos
reparos ou substituições do equipamento.
LIMPEZA, PINTURA E PROTEÇÃO DAS SUPERFÍCIES
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Constituem-se em serviços complementares de limpeza, pintura e proteção das
superfícies, a serem feitas na obra, quando necessário, a critério da Fiscalização , ou
tratamento geral em partes dos equipamentos ou materiais que serão instalados
submersos ou parcialmente embutidos no concreto, e, portanto, serão fornecidos sem
pintura.
Os procedimentos a serem seguidos encontram-se citados nesta Especificação.
MATERIAIS E FERRAMENTAS PARA MONTAGEM E INSTALACÃO
O Construtor instalará, onde requerido, todos os parafusos, porcas, arruelas, gaxetas e
outros materiais indicados nos desenhos dos equipamentos, ainda que não sejam
fornecidos com estes.
O Construtor fornecerá todos os calços, cunhas, placas, etc., necessárias ao
alinhamento e nivelamento dos equipamentos.
O Construtor fornecerá ainda, todo o equipamento de corte, aquecimento, solda,
equipamento para alívio de tensões e outros necessários à montagem das tubulações.
Fornecerá também toda a estrutura temporária necessária para a execução do serviço.
O Construtor fabricará e instalará, se necessário, proteções de acoplamentos e outros
dispositivos de segurança, quando solicitado pela Fiscalização.
CONTROLE, TESTES DE CAMPO, INSPEÇÃO E PRÉ-OPERAÇÃO
A Fiscalização obrigará que o Construtor execute a montagem dentro da melhor técnica,
a fim de assegurar fácil operação e manutenção, bem como aparência satisfatória. A
Fiscalização interpretará o significado dos documentos de contrato e terá poderes para
rejeitar qualquer material ou serviço que, em seu julgamento, não satisfaça às
exigências do Contrato.
A Fiscalização obrigará que o Construtor instale no canteiro de obras, um local
apropriado para execução dos serviços de montagem o mais rápido possível e de
acordo com os cronogramas de construção, e mantenha na obra um engenheiro chefe
com experiência comprovada no ramo.
Antes do Construtor modificar qualquer trabalho definido nas especificações, deverá
obter aprovação por escrito da Fiscalização e antes de iniciar qualquer trabalho deverá
examinar cuidadosamente as relações que porventura existam com outros trabalhos
desta seção, para sua perfeita execução e levar ao conhecimento da Fiscalização
qualquer condição que impeça a execução das atividades ou de algum modo prejudique
a sua qualidade. Nenhuma justificativa será aceita sem que esta comunicação seja feita
por escrito.
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O Construtor deverá tomar conhecimento dos procedimentos da Fiscalização, para
liberação de início de etapas importantes dos trabalhos e submeter-se a esses
procedimentos. As liberações dadas pela Fiscalização não isentarão o Construtor de
responsabilidade sobre a qualidade prevista no projeto e especificação. Erros ou
omissões em qualquer dos detalhes da construção, não deverão servir também ao
Construtor como justificativa para atrasos ou reivindicações quaisquer.
A Fiscalização obrigará que o Construtor garanta a execução apropriada dos serviços
de aplicação das pinturas protetoras anti-corrosivas que forem aplicadas após o
fornecimento do equipamento ou material, exatamente de acordo com as especificações
e/ou com as prescrições do Fabricante das tintas, de acordo com padronização de cores
definida pela CODEVASF.
O período de garantia da pintura será de um (1) ano a partir da aplicação da última
demão sobre o respectivo objeto.
A Fiscalização examinará cuidadosamente o espaço requerido pelas peças,
equipamentos, instalações provisórias, movimentação etc, para assegurar-se que o
material poderá ser instalado no espaço a ele destinado.
Caberá à Fiscalização estabelecer permanente contato entre as diversas unidades
responsáveis pela construção, instalação e montagem, a fim de detectar e coordenar as
diversas referências entre elas com a antecedência necessária.
Durante o progresso dos trabalhos, será feita cuidadosa atualização de desenhos,
fazendo constar toda e qualquer divergência proventura existente entre os desenhos de
Projeto e o executado.
Serão feitos durante as montagens e instalações, testes de controle de qualidade, de
defeitos e simulações segundo especificações e normas aplicáveis.
Se alguma falha aparecer, será convenientemente reparada antes ou no
prosseguimento dos trabalhos sem que isto, afete o andamento normal da obra.
Todo material, instrumentos e equipamentos, bem como a mão-de-obra especializada
necessária à execução dos testes, inspeções e ensaios serão de responsabilidade do
Construtor. Também são de sua responsabilidade a execução de reparos e substituição
de peças defeituosas detectadas durante as inspeções e ensaios.
A montagem dos equipamentos especificados deverá ser baseada nos desenhos do
Projeto e do Fabricante.
Qualquer erro nos desenhos de referência, ou nas Especificações, seja de omissão, seja
de acréscimo, seja de uso indevido de palavras ou símbolos, não justificará o não
atendimento às exigências constantes dos desenhos ou das Especificações. No caso de
divergência entre os desenhos e as configurações dos equipamentos fornecidos
e/ou as características existentes na obra, o Construtor deverá levar ao conhecimento
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da Fiscalização, assim como qualquer erro nas Especificações ou nos desenhos de
referência, com a finalidade de tomada de posição.
O Construtor deverá seguir integralmente os manuais ou catálogos de montagens
fornecidos e recomendados pelo Fabricante do equipamento a fim de evitar a quebra
das garantias.
O Construtor, em todas as montagens, utilizará somente instrumentos de medição com
precisão tais como: calibres de altura, escalas em mm, paquímetros, níveis, 'prumos,
sutas, transferidores, etc
O Construtor deverá usar aparelho ótico para alinhamento, toda vez que o equipamento
assim o exigir.
O Construtor, nas montagens, deverá empregar sempre o ferramental, aparelhos ou
dispositivos adequados a fim de evitar o risco de vida aos funcionários.
O Construtor deverá montar somente os equipamentos que tenham os certificados de
performance e de controle de qualidade.
O Construtor deverá considerar que a montagem final compreende todos os sistemas,
equipamentos, instrumentos, suportes, estruturas, etc., devidamente retocados quanto à
sua pintura, de acordo com as especificações básicas do fornecimento. Se, em função
de má conservação/armazenamento, as superfícies apresentarem corrosão
generalizada, ou mesmo, em estágio inicial de corrosão, tais superfícies deverão ter seu
procedimento de pintura totalmente refeito, às custas do Construtor. De acordo com a
situação e a critério da Fiscalização, deverá ser feito novo jateamento das peças ou,
simplesmente, uma limpeza mecânica, que precederá a aplicação do primer e da tinta
de acabamento. Por equipamento ou material sob responsabilidade do Construtor ,
entende-se aqueles entregues para a sua guarda nos locais das obras. No ato do
recebimento, o Construtor deverá conferir as listas de equipamentos e materiais
entregues e poderá, a seu critério, registrar qualquer imperfeição constatada nos
mesmos.
Quaisquer serviços iniciados sem a observação destas exigências serão sumariamente
recusados pela Fiscalização, correndo por conta do Construtor todos os ônus relativos à
reexecução dos mesmos.
Após a montagem ter sido realizada e em data previamente aprovada, o Construtor
deverá realizar os “testes de campo”, que poderão ser efetuados quando os
equipamentos montados estiverem interligados ao sistema.
a) Inspeção, Pré-peração e Testes de Aceitação
A inspeção visual dos equipamentos deve ser feita com referência às dimensões,
pinturas, soldas, ruídos, folgas de eixo e mancais, falhas de fundação, tolerâncias e
quaisquer outros ítens que possam afetar o desempenho dos mesmos.
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A inspeção e aprovação da montagem pela Fiscalização não tornará o Construtor isento
de sua responsabilidade pelo perfeito funcionamento dos equipamentos e sistemas.
Depois de terminada a montagem e lubrificação, o Construtor deverá testar devidamente
cada equipamento, de acordo com a programação de testes e conforme orientação da
Fiscalização. Qualquer parcela do serviço contratado que apresentar falhas ou qualquer
defeito verificado durante os testes, deverá ser reparado pelo Construtor por sua conta e
o serviço será vistoriado novamente.
Será da responsabilidade do Construtor fornecer o equipamento e pessoal necessário
para realizar todos os ensaios requisitados, alguns dos quais serão realizados no início
de operação das instalações.
O Construtor deverá apresentar à Fiscalização um sumário dos recursos necessários à
realização dos ensaios programados, para aprovação, antes de iniciar qualquer teste. O
Construtor deverá seguir, rigorosamente, os métodos de ensaios recomendados pelos
Fabricantes dos equipamentos e aprovados pela Fiscalização. O Construtor fará o
relatório de todos os ensaios realizados, que serão submetidos à Fiscalização para
aprovação.
Após os testes individuais dos equipamentos, será iniciada a fase de pré-operação das
unidades e comissionamento do sistema como um todo, que deverá demandar o tempo
necessário, até que seja alcançada a performance e confiabilidade requeridas às
diversas unidades operacionais, de acordo com as especificações técnicas dos
equipamentos e com os requisitos de uma boa montagem. Esta fase deverá ser
totalmente acompanhada por pessoal do Construtor, no sentido de corrigir qualquer
imperfeição decorrente dos serviços de montagem.
Caberá ao Construtor fornecer os serviços de pré-operação e testes de aceitação.
A fase de Pré-operação inicia-se somente após a conclusão de todos os trabalhos de
construção e montagem, inclusive pintura e compreenderá as operações de limpeza,
testes preliminares dos equipamentos, ajustes e verificação dos sistemas de proteção,
calibração das seguranças e ajustes dos controles. Ela destina-se essencialmente à
verificação e correção de montagens dos equipamentos e ao preparo destes para os
testes de aceitação. A condição final desta fase será a unidade completamente acabada
e em perfeitas condições para submeter-se aos testes de aceitação. Nesta fase os
operadores da CODEVASF apenas acompanharão os trabalhos que serão
desenvolvidos pelo Construtor e que deverão ser conduzidos por técnicos dos
Fabricantes de equipamentos.
Os Testes de Aceitação serão realizados com a finalidade de verificar o funcionamento
dos vários elementos do sistema, bem como as suas capacidades. Durante os testes
será feita inspeção visual com o objetivo de observar o comportamento operacional dos
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vários equipamentos e instrumentos. Os instrumentos necessários à execução dos
testes serão de responsabilidade do Construtor sem ônus para a Contratante.
ESPECIFICAÇÕES PARA MONTAGENS E INSTALAÇÕES DOS MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS ELETRO-MECÂNICOS EM GERAL
A seguir são especificadas as montagens e instalações dos materiais e equipamentos
eletro-mecânicos em geral. Além destas especificações, o Construtor deverá atender às
Normas Técnica pertinentes, no que couber, as recomendações do Fabricante e às
especificações do Projeto. As dúvidas serão dirimidas pela Fiscalização.
A execução dos serviços de montagem e instalação deverá ser esmerada, de bom
acabamento, e de acordo com as normas pertinentes, além de obedecer às
recomendações e prescrições das firmas fornecedoras dos materiais e equipamentos
especializados.
a) Conjuntos Moto-ombas
a.1) Bombas de Eixo Horizontal
O conjunto moto-bomba será fornecido montado numa estrutura de aço rígida, a qual
será fixada a uma base de concreto através de chumbadores com porcas e arruelas. A
base deverá oferecer apoio rígido e permanente de modo a absorver vibrações de
intensidade normal, que se manifestam durante a operação da bomba.
Para a execução da base de concreto deverão ser observados, pelo Construtor, sua
localização, dimensões e posicionamento indicados no projeto, além do plano de
fundação fornecido pelo fabricante do equipamento.
O concreto da base deverá atender à resistência especificada em projeto e a sua
execução deverá estar em concordância com esta especificação.
Os chumbadores, a serem embutidos na base, deverão ser de dimensões e formas de
acordo com as indicações dadas pelo fabricante do conjunto e em conformidade com o
projeto.
A locação dos chumbadores deverá ser feita de acordo com os furos da base metálica,
fornecido pelo fabricante, através do plano de fundação ou do desenho de dimensões.
Os chumbadores deverão ser cuidadosamente posicionados e para isso deverá ser
usada uma armação de madeira (gabarito) a qual garantirá uma perfeita locação.
Cuidados deverão ser tomados para que os chumbadores não saiam da posição durante
a concretagem.
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Em casos especiais em que a base deva ser concretada sem os chumbadores deverão
ser deixadas cavidades na base de concreto, de dimensões tais, que permitam a
posterior colocação e concretagem secundária destes.
Para o transporte e levantamento do equipamento, deverão ser usados os olhais ou as
orelhas de suspensão de carcaça da bomba, não sendo permitido que os cabos de
sustentação sejam atrelados à base ou em volta dos pedestais dos mancais.
Em outras circunstâncias, deverão ser seguidas as indicações que acompanham o
equipamento.
Ao colocar o conjunto sobre a base de concreto, o acoplamento bomba/acionador
deverá ser desconectado.
Deverá ser deixado um espaço mínimo de 3/4” e máximo de 1.1/2” entre o lado inferior
da base metálica e o topo da base de concreto para a colocação de argamassa de
grauteamento.
Antes da execução do grauteamento a base metálica deverá ser nivelada, garantindo-se
os perfeitos alinhamentos entre o eixo da bomba e o acionador, e dos flanges de sucção
e descarga.
Após o grauteamento deverá ser feita uma limpeza completa do eixo da bomba, motor e
acoplamento além de todos os procedimentos determinados pela fabricante, para o
alinhamento final do conjunto e lubrificação das partes girantes.
Deve-se certificar de que as tubulações estejam completamente limpas e executar a
conexão da bomba às tubulações de sucção e recalque sem que qualquer esforço seja
transmitido à bomba.
Deve-se efetuar todas as ligações da escorva ou selo hidráulico e de drenagem de água
dos mancais, se for o caso, conforme instruções do fabricante, além da instalação dos
instrumentos de controle previstos no projeto.
O eixo do motor deverá ser girado manualmente, de modo a assegurar a rotação livre.
Após a execução das instalações elétricas, ligar a parte elétrica do acionamento,
verificando o sentido de rotação do motor.
A liberação da Fiscalização para a execução dos testes e da pré-operação, não isentará
o Construtor da responsabilidade do perfeito funcionamento do equipamento.
a.2) Bombas Verticais de Eixo Curto
Considera-se nesta especificação, bombas verticais de eixo curto, aquelas que são
fornecidas completamente montadas para instalação em locais onde poderão ser
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manuseadas com segurança pelos equipamentos de levantamento e transporte
disponíveis.
Além das recomendações das considerações gerais o Construtor deverá obedecer ao
projeto de fundação e dimensões para a execução da base de concreto.
Considerando que sobre a base de concreto haverá uma base metálica onde se apoiará
todo conjunto, os procedimentos para a colocação dos chumbadores, concretagem e
grauteamento, serão os mesmos para as bases metálicas das bombas de eixo
horizontal.
Sobre a base metálica deverá ser montado o conjunto formado pelo cabeçote de
descarga, tubo de topo, eixo propulsor e bomba. Este conjunto deverá estar
rigorosamente perpendicular à base metálica.
Colocar o motor sobre o cabeçote ou complementação, nivelar, alinhar os eixos bombamotor e efetuar o acompanhamento.
Efetuar a instalação dos instrumentos de controle e dispositivos de proteção do motor;
instalar os sistemas de lubrificação; instalar drenagens, se necessário; efetuar a ligação
do motor certificando-se do sentido de rotação.
Acoplar a descarga à tubulação de recalque de forma a não transmitir tensões não
previstas ao conjunto moto-bomba.
Os testes do conjunto em carga deverão ser executados com a orientação do fabricante
e na presença da Fiscalização.
a.3) Bombas Verticais de Eixo Prolongado
Considera-se nesta especificação as bombas verticais de eixo prolongado aquelas que
são fornecidas desmontadas, no que se refere a tubos de topo e eixos propulsores,
devido a seu tamanho ou falta de condições de manuseio no local da instalação.
Para a instalação da base metálica com os chumbadores na base de concreto, utilizar o
mesmo procedimento para as bases metálicas das bombas de eixo horizontal.
A montagem da bomba, tubos da coluna com luvas de acoplamento, tubos protetores,
eixo com luvas de acoplamento, mancais intermediários, cabeçote e motor deverá ser
executada por pessoas especializadas em montagem e ajustes, devidamente
supervisionadas pelo fabricante do equipamento.
A montagem deverá obedecer rigorosamente aos desenhos e instruções de montagem
do fabricante quanto às tolerâncias de ajustes, apertos de parafusos, acoplamento por
luvas e colocação dos mancais intermediários.
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Deverão ser obedecidas ainda as recomendações do fabricante quanto à limpeza,
lubrificações, tipo de vedadores de rodea, utilização de braçadeiras para a montagem da
coluna e ferramentas próprias para cada tipo de serviço.
Durante toda a montagem, a Fiscalização deverá ter acesso, a qualquer instante, às
informações que julgar necessárias.
Após a montagem final do motor, caberá ao Construtor a instalação dos instrumentos de
controle, dispositivos de proteção, sistema de lubrificação, ligação do motor, bem como
a verificação do sentido de rotação do conjunto.
A descarga da bomba deverá ser acoplada à tubulação de recalque de forma a não
transmitir tensões não previstas ao conjunto moto-bomba.
Os testes do conjunto em carga deverão ser executados com a orientação do fabricante
e na presença da Fiscalização.
a.4) Bombas Submersíveis
Para a montagem das bombas submersíveis com pedestal e tubo guia, o Construtor
deverá verificar, inicialmente, as condições em que serão fixados o suporte superior do
tubo guia, o suporte dos cabos e o pedestal ou conexão de descarga.
A altura da base de concreto e o grauteamento onde será fixado o pedestal ou conexão
de descarga deverá garantir a altura mínima, recomendada pelo fabricante, entre o piso
e a bomba a ser acoplada.
O suporte superior do tubo guia deverá estar alinhado com o seu respectivo encaixe no
pedestal.
Posicionando o pedestal e o suporte através de alinhamento e nivelamento, colocar o
tubo guia, o qual deverá ficar num plano vertical paralelo ao plano do flange de conexão
da bomba.
Executar o grauteamento e, após a obtenção da resistência especificada, apertar as
porcas dos chumbadores do suporte e pedestal.
Executar a tubulação de recalque, fixar o suporte dos cabos, instalar os instrumentos de
controle, fixar a corrente de içamento, baixar a bomba e testar seu encaixe no pedestal.
Verificar nível de óleo, sentido de rotação, condições de isolação do motor e cabos, além
do sistema de aterramento.
Os testes em carga serão executados de acordo com as orientações do fabricante e na
presença da Fiscalização.
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a.5) Bombas Parafuso
As bombas parafuso são adequadas para bombear líquidos com elevados teores de
sólidos em suspensão, grandes variações de fluxo, grandes vazões e pequenas alturas
de bombeamento. Trata-se de um equipamento que é normalmente submetido a
condições pesadas de operação.
A montagem do conjunto, constituído basicamente do rotor, defletor, mancais, motor
elétrico e redutor de velocidade, deverá ser executada por pessoas especializadas,
devidamente supervisionadas pelo fabricante do equipamento.
A montagem, limpeza e lubrificação do equipamento deverão obedecer rigorosamente
aos desenhos e instruções do fabricante. Pelas características que estes equipamentos
apresentam, de porte e de importância no processo, muitos cuidados e particularidades
deverão ser observados.
O grauteamento dos mancais inferiores e superiores obedecerão a uma sistemática e
rigor de ajustagem muito precisos. Deverão ser ajustados com a hélice no lugar,
devidamente apoiada e antes de ser executada a concretagem do maciço semi-circular,
tangente à geratriz externa da hélice. Esta concretagem, considerada também como
grauteamento, se dará após confirmação de que os mancais foram bem alinhados,
nivelados, e devidamente grauteados.
No grauteamento do maciço, a própria hélice deverá ser utilizada como gabarito,
executando-se manualmente sua rotação, após lançamento da argamassa de 2a
concretagem. Todas as operações de grauteamento deverão ser realizadas na sombra e
com todos os cuidados necessários, de modo a evitar os indesejáveis efeitos da
dilatação diferencial.
A montagem do conjunto moto-redutor, alinhamento, nivelamento e grauteamento
somente poderão ser iniciados após à fixação definitiva dos mancais da hélice. Por
ocasião do alinhamento do acoplamento redutor/hélice, deverão ser tomados todos os
cuidados necessários para evitar sobrecargas nos mancais do redutor.
A proteção das partes metálicas do equipamento em contato com o líquido a ser
bombeado, será feita com aplicação de epóxi betuminoso sobre a superfície
previamente jateada com areia. Outros revestimentos especiais deverão ser
especificados no projeto.
A bomba será instalada sobre calha de concreto armado, com ângulo de inclinação
definido em projeto.
O concreto utilizado na execução da calha deverá atender aos critérios desta
especificação e sua espessura e dimensões definidas em projeto.
a.6) Serviços Pré-operacionais, Testes e Ensaios
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Os serviços pré-operacionais, os testes e ensaios a serem executados serão de
responsabilidade do Construtor e deverão ser realizados na presença da Fiscalização,
de acordo com as orientações do fabricante, e dessa especificações e nas Normas
Técnicas pertinentes.
Após a montagem da moto-bomba, o Construtor deverá fazer a assistência mecânica,
que deverá consistir de lubrificação, ajuste e limpeza completos da unidade. O
Construtor deverá verificar o funcionamento correto do sistema de lubrificação e
proceder à lubrificação da moto-bomba. O Construtor deverá fornecer óleo e graxa de
lubrificação adicionais, de acordo com as recomendações do Fornecedor.
O Construtor deverá drenar, varrer e lavar toda a área do poço de sucção dos conjuntos
moto-bombas verticais, antes de dar a partida inicial da unidade, a fim de assegurar a
remoção de qualquer detrito ou refugo acumulado da obra.
O Construtor deverá corrigir, às próprias custas, qualquer dano ocasionado aos
comjuntos moto-bombas, durante o início das operações.
Os ensaios e as verificações necessários deverão ser coordenados com o Fornecedor
dos equipamentos eletro-mecânicos. Antes de ligar os motores das bombas à rede
elétrica, o Construtor deverá testar, com êxito, o controle da estação de bombeamento,
seu monitoramento e os circuitos de proteção. Este procedimento de verificação elétrica
completa deverá obedecer a um plano de testes, detalhado por fase, a ser preparado
pelo Construtor e submetido à aprovação do Contratante, antecipadamente. O
Construtor também deverá verificar o isolamento do motor, de acordo com a norma
MG1-12.02, da NEMA. A voltagem para o teste de alta tensão deverá obedecer à norma
MG1-3.01L, da NEMA. Se o motor falhar no teste, deverá ser corrigido de acordo com as
recomendações do fornecedor e sujeito à aprovação do Contratante.
Após a assistência mecânica, o conjunto moto-bomba deverá ser submetido a um teste
operacional sob carga, durante um período de, pelo menos, oito horas, ou conforme
determinado pela Fiscalização. Os testes deverão ser realizados pelo Construtor sob a
supervisão do técnico de montagem do Fornecedor do conjunto moto-bomba. Durante
os testes, o funcionamento do equipamento deverá ser cuidadosamente observado,
devendo ser registrados dados referentes a ruído, vibração e temperatura dos mancais.
Os níveis de vibração não deverão exceder os limites recomendados pelo "Hydraulic
Institute Teste Code, Centrifugal Pump Section". Sem ônus para a Contratante, o
Construtor deverá efetuar qualquer mudança e corrigir qualquer erro da sua
responsabilidade, conforme determinado pela Fiscalização.
Em seguida, instalar o monta-carga, bem como os equipamentos de tração e
sustentação, seguindo as instruções do fabricante.
Complementando a montagem, serão colocadas as portas pantográficas para acesso ao
monta-carga, em cada pavimento, as botoeiras de comando, limitadores de curso, chave
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corta-corrente, “stop” e molas e amortecedores hidráulicos, no fundo de poço, fazendose também o ajuste e lubrificação do equipamento instalado.
Será de responsabilidade do Construtor, a execução de testes de funcionamento,
verificação, teste de carga, pintura de proteção complementares e acabamento,
regulagem final e colocação de placas de advertência quanto à capacidade do montacarga.
Os testes serão executados na presença da Fiscalização.
1) Monovias
As monovias constituem-se nos elementos estruturais que servem de sustentação e de
rolamento para as talhas. Geralmente são executadas em perfis metálicos “I”.
As dimensões e características das monovias deverão ser especificadas pelo projeto, de
acordo com o equipamento a ser transportado através dela.
A preparação do local e da monovia para sua instalação constitui-se da demarcação e
preparação para chumbamento, execução de proteção anti-corrosiva das partes, cujo
acesso será impossível após sua instalação, verificando-se se a monovia apresenta-se
sem empecilhos e se a aba que servirá de rolamento para a talha está lisa e perfeita.
Por ocasião da concretagem de estruturas em que serão instaladas as monovias,
deverão ser deixados parafusos chumbadores ou resguardada a possibilidade de sua
fixação.
No posicionamento da monovia dever ser observado o seu perfeito alinhamento e ajuste
nos pontos de fixação, através de calços ou acertos na estrutura, para conseguir o
nivelamento desejado.
Após nivelada e ajustada, a monovia deverá ser fixada em definitivo, através do
travamento dos parafusos chumbadores.
Complementando a instalação, deve-se colocar o carro, que sustentará a talha; os
“stop”, nas extremidades da monovia; e pendurar a talha no carro móvel.
Finalmente, deve-se proceder a pintura de proteção e acabamento, lubrificação da talha
e do carro, verificação do funcionamento e prova de carga, com a presença da
Fiscalização, conjuntamente com o teste da respectiva talha.
Talhas
As talhas normalmente são utilizadas com acessórios de monovias e pontes rolantes;
em casos específicos, podem ser aplicadas independentes. Podem ter acionamento
manual ou elétrico e serem equipados com troles manuais ou elétricos, a depender da
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carga a ser manuseada, o que será indicado no projeto ou determinado pela
fiscalização.
Preliminarmente, deve-se verificar se o equipamento está de acordo com o projeto e
especificações do fabricante.
Para seu posicionamento, requer-se que a monovia, geralmente em estrutura metálica,
seja projetada para receber e suportar a talha, o trolle e a respectiva carga.
Normalmente, a talha deverá ser fixada pelo gancho que a compõe em outro gancho ou
olhal que esteja fixado solidamente à estrutura do prédio.
Após instalada, a talha deverá ser lubrificada, verificada quanto ao seu funcionamento e
executada a prova de carga, após a execução das instalações elétricas, no caso de
equipamento acionado eletricamente.
Para o teste de carga, deve-se aplicar à talha a carga prevista, movimentado-a em todos
os sentidos. Os testes serão feitos na presença da Fiscalização.
Pórticos Rolantes
Constituiem-se equipamentos móveis utilizados para manuseio de carga, que não
requerem bases de apoio.
Deverá ser montado e lubrificado, conforme as instruções do fabricante.
Deverá ser testada, pela Contrante, a capacidade de carga, previstas no projeto.
Pontes Rolantes
A ponte rolante poderá ser equipada com talha manual ou elétrica, a depender da carga
a ser manuseada, o que será indicado no projeto ou determinado pela fiscalização.
Preliminarmente, deve-se verificar se o equipamento está de acordo com o projeto e
especificação do fabricante.
A ponte rolante será fixada à estrutura de concreto armado, aplicando-se as medidas de
referência corretas, conforme os projetos.
Por ocasião da concretagem da estrutura do prédio, devem ser consideradas situações
relacionadas à sua instalação, tais como: deixar parafusos chumbadores ou locais
apropriados para sua fixação.
O posicionamento, ajuste e fixação deve ser executado conforme orientação a seguir,
por pessoal especializado, com supervisão da Fiscalização.
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Os serviços de montagem constituem-se basicamente de:
-transporte e manuseio das peças;
-locação dos trilhos nas vigas de rolamento;
-quebra do concreto das vigas para chumbamento dos trilhos;
-verificação antes da fixação dos trilhos, dos alinhamentos longitudinais e da distância
transversal dos trilhos (vão da ponte rolante);
-nivelamento dos trilhos, através de calços, cunhas e parafusos;
-chumbamento dos trilhos;
-acabamento das vigas de rolamento;
-montagem da ponte, verificando-se a pintura e os retoques necessários, tanto de
proteção como de acabamento;
-Flushing dos redutores de querosene ou usando o próprio óleo de lubrificação indicado
pelo fabricante;
-verificação do nível de óleo dos redutores, completando-o se necessário;
-verificação de lubrificação dos cabos de tração, bem como de todos os pontos de
lubrificação a graxa;
-acionamento dos motores e acerto do sentido de rotação do sistema;
-deslocar manualmente a ponte em toda a extensão do trilho para verificar a sua correta
instalação quanto ao alinhamento e nivelamento. A ponte deverá correr livremente e
quando desligada, parar em qualquer ponto sem deslocar;
-teste, em vazio, dos movimentos da ponte e do guincho de elevação, efetuando os
ajustes necessários;
-teste da ponte com a carga nominal, variando a sobrecarga de até 50% e verificando se
as flechas obtidas estão dentro das faixas aceitáveis.
Para os testes pré-operacionais, o Construtor deverá fornecer pesos de prova que,
combinados, prevejam 120% da capacidade nominal do equipamento de manuseio. O
Construtor deverá desligar o dispositivo de limitação de cargas que acompanha as
pontes rolantes elétricas e depois testar o equipamento de manuseio, mediante o
içamento, o abaixamento e o transporte de peso de prova de 120%, em toda a extensão.
O Construtor deverá demostrar que os freios e os interruptores de fim de curso
funcionam adequadamente e estão corretamente ajustados.
Após o teste, o Construtor deverá reativar o dispositivo de limitação de cargas, nos
modelos de ponte rolante que o possuam, e demonstrar que o dispositivo impede o
içamento do peso de prova de 120%, mas permite o manuseio do peso de100%, em
toda a extensão de todos os movimentos do equipamento.
ESPECIFICAÇÕES PARA MONTAGENS E INSTALAÇÕES DOS MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS ELETRO-MECÂNICOS ESPECIAIS
As especificações para montagens e instalações de materiais e equipamentos eletromecânicos especiais serão fornecidos ao Construtor, pela Contratante, conforme as
necessidades de cada Projeto.
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ACEITAÇÃO PROVISÓRIA E FINAL
a) Aceitação Provisória
Ao término da instalação na obra, em presença da Contratante, proceder-se-á à
verificação geral e os ensaios de funcionamento. Uma vez satisfeitas as condições
impostas pelas normas de referência e pelas disposições desta Especificação e após a
entrada em operação do equipamento, o mesmo será dado por entregue e instalado, e a
Contratante emitirá o Certificado de Aceitação Provisória, para o Fornecedor e/ou
Construtor, sem prejuízo das garantias estipuladas no Contrato.
b) Aceitação Final
Findo o período de garantia e não havendo nenhum item contratual pendente, a
Contratante emitirá o Certificado de Aceitação final do fornecimento e montagem dos
equipamentos, para o Fornecedor e/ou Construtor.
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E ESTRUTURA DE PREÇOS
São apresentados em anexo, os Critérios de Medição e a Estrutura de Preços dos
serviços e equipamentos especificados.
SERVIÇOS
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA ATÉ 5 CV
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA MAIOR QUE 5 ATÉ 10 CV
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA MAIOR QUE 10 ATÉ 30 CV
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA MAIOR QUE 30 ATÉ 75 CV
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA MAIOR QUE 75 ATÉ 150 CV
MONTAGEM E INST. DE CONJUNTO MOTO-BOMBA DE EIXO un
HORIZONTAL, POTÊNCIA MAIOR QUE 150 ATÉ 250 CV
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un) de conjunto moto-bomba montado e instalado.
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– escavações, reaterros, bota-foras, serviços e materiais para confecção das bases de
concreto, serão medidos e pagos em separado;
– as instalações elétricas para funcionamento dos motores, incl. quadros de comando,
serão medidas e pagas por itens específicos na planilha de custos da CODEVASF;
– a montagem e instalação de instrumentos de controle no conjunto (automação e
instrumentação), serão pagas em separado.
ESTRUTURA DE PREÇO:
Compreende:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação do conjunto moto-bomba;
–interligações e/ou acoplamentos de equipamentos com cabos elétricos e tubulações de
sucção e recalque;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças e etc);
mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un) de conjunto moto-bomba montado e instalado.
– escavações, reaterros, bota-foras, serviços e materiais para confecção das bases de
concreto, serão medidos e pagos em separado;
– as instalações elétricas para alimentação dos motores, incl. quadros de comando,
serão medidas e pagas por itens específicos na planilha de custos da CODEVASF.;
– a montagem e instalação de instrumentos de controle no conjunto (automação e
instrumentação), serão pagas em separado.
ESTRUTURA DE PREÇO:
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Compreende:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação do conjunto moto-bomba;
–interligações e/ou acoplamentos de equipamentos com cabos elétricos e tubulações de
sucção e recalque;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA ATÉ 5 CV
MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA MAIOR QUE 5 ATÉ 10 CV
MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA MAIOR QUE 10 ATÉ 15 CV
MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA MAIOR QUE 15 ATÉ 20 CV
MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA MAIOR QUE 20 ATÉ 30 CV
305
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MONTAGEM
E
INST.
DE
CONJUNTO
MOTO-BOMBA un
SUBMERSÍVEL (EIXO VERTICAL) EM POÇOS TUBULARES,
POTÊNCIA MAIOR QUE 30CV
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un), de conjunto moto-bomba montado e instalado.
– escavações, reaterros, bota-foras, serviços e materiais para confecção das bases de
concreto, serão medidos e pagos em separado;
– as instalações elétricas para alimentação dos motores, incl. quadros de comando,
serão medidas e pagas por itens específicos na planilha de custos da CODEVASF;
– a montagem e instalação de instrumentos de controle no conjunto (automação e
instrumentação), serão pagas em separado.
ESTRUTURA DE PREÇO:
Compreende:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação do conjunto moto-bomba;
–interligações e/ou acoplamentos de equipam. c/ cabos elétricos e tubulações de sucção
e recalque;
–fornec. de chumb., paraf., porcas, ferram. especiais, arruelas, e demais mat. p/ a instal.,
posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transp., desc., operação, manut., depreciação e conservação dos
equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necess. à perfeita exec. dos serviços objeto desta
Especificação.
SERVIÇOS
MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE MANUAL, un
C/ CAPAC. DE 01 t
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MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE MANUAL, un
C/ CAPAC. DE 02 t
MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE MANUAL, un
C/ CAPAC. DE 03 t
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un), de conjunto talha e trole, instalado.
– o fornecimento e instalação da monovia, serão medidos e pagos por itens específicos
da PLANILHA.
ESTRUTURA DE PREÇOS
Compreende:
– armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
– montagem e instalação da talha, trole e demais acessórios;
– fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
– alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
– retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
– execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
– limpeza das peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros produtos
apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
– testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
– garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
– aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
– aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais
(combustíveis, peças, etc);
– mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços
objeto desta Especificação.
SERVIÇOS
MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE un
ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 01 t
MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE un
ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 02 t
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MONTAGEM E INST. DE TALHA MANUAL C/ TROLE un
ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 03 t
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un) de conjunto talha e trole, instalado.
–as instalações elétricas para alimentação do motor, incl. unidades de comando, serão
medidas e pagas por itens específicos;
–o fornecimento e instalação da monovia, serão medidos e pagos por itens específicos
da planilha.
ESTRUTURA DE PREÇOS
Compreende:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação da talha, trole, motor elétrico e demais acessórios;
–interligações e/ou acoplamentos de equipam. c/ cabos elétricos;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
MONTAGEM E INST. DE TALHA ELÉTRICA C/ TROLE MANUAL un
/ ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 01 t
MONTAGEM E INST. DE TALHA ELÉTRICA C/ TROLE MANUAL un
/ ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 02 t
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Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
MONTAGEM E INST. DE TALHA ELÉTRICA C/ TROLE MANUAL un
/ ELÉTRICO, C/ CAPAC. DE 03 t
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un), de conjunto talha e trole, instalado.
– as instalações elétricas para alimentação do motor, incl. unidades de comando, serão
medidas e pagas por itens específicos;
– o fornecimento e instalação da monovia, serão medidos e pagos por itens específicos
da planilha.
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação da talha, trole, motor elétrico e demais acessórios;
–interligações e/ou acoplamentos de equipam. c/ cabos elétricos;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
MONTAGEM E INST. DE PÓRTICO ROLANTE EM AÇO cj
ESTRUTURAL, CAP=500 kg, C/ VÃO LIVRE DE 2,40 A 3,40 m,
INCL. INST. DE TROLE, TALHA, ELEMENTOS P/ COMANDO E
CABOS DE ALIMENTAÇÃO
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
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Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
será feita por conjunto (cj) de pórtico rolante, trole, talha, elementos p/ comando e cabos
de alimentação, devidamente montados e instalados.
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
–armazenagem, guarda e manuseio do equipamento e acessórios, após recebimento;
–montagem e instalação do pórtico rolante, trole, talha, elementos p/ comando e cabos
de alimentação e demais acessórios;
–fornecimento de parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e demais materiais
para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças,);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
PONTE ROLANTE C/ TALHA MANUAL (MONTAGEM E cj
INST.)
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por conjunto (cj) de ponte rolante e talha e demais acessórios, montados e
instalados.
– as instalações elétricas para alimentação do motor e. unidades de comando, serão
medidas e pagas por itens específicos da tabela de custos da CODEVASF.
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
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Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação da ponte rolante, talha, vigas de rolamento, trilhos e demais
acessórios;
–interligações e/ou acoplamentos de equipam. c/ cabos elétricos;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
PONTE ROLANTE C/ TALHA ELÉTRICA cj
(MONTAGEM E INST.)
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por conjunto (cj) de ponte rolante e talha e demais acessórios, montados e
instalados.
–as instalações elétricas para alimentação do motor e. unidades de comando, serão
medidas e pagas por itens específicos da planilha de custo da CODEVASF.
ESTRUTURA DE PREÇOS
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação da ponte rolante, talha, vigas de rolamento, trilhos e demais
acessórios;
–interligações e/ou acoplamentos de equipam. c/ cabos elétricos;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
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–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
BOMBA
INST.)
PARAFUSO
(MONTAGEM
E cj
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por conjunto (cj) de bomba parafuso e
instalados.
demais acessórios, montados e
– os serviços e materiais para confecção das bases, calha de concreto e demais obras
civis, serão medidos e pagos em separado;
– as instalações elétricas para funcionamento dos motores, incl. quadros de comando,
serão medidas e pagas por itens específicos na planilha de custos da CODEVASF;
– a montagem e instalação de instrumentos de controle (automação e instrumentação)
não estão incluídos neste ítem.
ESTRUTURA DE PREÇO
COMPREENDE:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais, equipamentos e acessórios, após
recebimento;
–montagem e instalação da bomba parafuso;
–interligações e/ou acoplamentos de equipamentos com cabos elétricos e tubulações de
recalque;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação de materiais e equipamentos;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos equipamentos, peças e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros
produtos apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
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–testes e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios, pré-operação e
comissionamento;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
SERVIÇOS
FORNEC. E ASSENT. DE
METÁLICO I P/ MONOVIAS
PERFIL kg
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por quilo (kg) de perfil instalado, conf. dimensões de Projeto.
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
–armazenagem, guarda e manuseio dos materiais e acessórios, após recebimento;
–montagem e instalação do perfil metálico e demais acessórios;
–fornecimento de chumbadores, parafusos, porcas, ferramentas especiais, arruelas, e
demais materiais para a instalação, posto obra;
–alinhamento, nivelamento e fixação do perfil;
–retoques de pintura de proteção e acabamento, incl. fornec. de materiais, posto obra;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários, posto obra;
–limpeza dos materiais e acessórios, incl. fornec. de solventes ou outros produtos
apropriados e limpeza do local de instalação, posto obra;
–testes de carga e ensaios de campo, incl. confecção de relatórios;
–garantia dos serviços, conforme contrato, após aceitação final;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação, ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc.);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
EQUIPAMENTOS REGULAMENTADOS
BOMBAS PARAFUSO E ACESSÓRIOS
cj
CONJUNTOS MOTO-BOMBAS
cj
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CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por conjunto (cj) moto-bomba entregue em local previamente determinado pela
CODEVASF, conforme especificações técnicas e quantidades de Projeto.
– os materiais e equipamentos relativos às instalações elétricas dos equipamentos aqui
especificados, serão medidos e pagos em separado.
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
–projeto de equipamentos e desenhos certificados finais;
–embalagem, carga, transporte, descarga no local das obras e seguro dos equipamentos
e/ou materiais incluindo a operação de descarga;
–ensaios na fábrica, conforme especificações de Projeto, incl. confecção de relatórios;
–garantia dos equipamentos e/ou materiais;
–supervisão de montagem, testes de campo e pré-operação;
–fabricação e fornecimento de todos os materiais, equipamentos e acessórios que se
façam necessários para a execução das instalações, conf. Especificações Técnicas
e/ou Projeto, posto obra;
–execução de limpeza, pintura de proteção e acabamento dos equipamentos, peças e
acessórios, incl. fornec. de materiais;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários;
–fornecimento do Manual de Instruções dos equipamentos e treinamento de pessoal;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc.);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
EQUIPAMENTOS REGULAMENTADOS
PONTE ROLANTE MOTORIZADA, INCL. TROLE, TALHA, cj
ELEMENTOS P/ COMANDO, CABO DE ALIMENTAÇÃO
ELÉTRICA E PINT. DE PROTEÇÃO, EXCLUSIVE TRILHOS
DE ROLAMENTO
PÓRTICO ROLANTE
cj
TALHA ELÉTRICA
cj
TROLE MOTORIZADO P/ TALHA MANUAL
cj
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
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será feita por conjunto (cj) de equipamento entregue em local previamente determinado
pela CODEVASF, conforme especificações técnicas e quantidades de Projeto.
ESTRUTURA DE PREÇOS
–projeto de equipamentos e desenhos certificados finais;
–embalagem, carga, transporte, descarga no local das obras e seguro dos equipamentos
e/ou materiais incluindo a operação de descarga;
–ensaios na fábrica, conforme especificações de Projeto, incl. confecção de relatórios;
–garantia dos equipamentos e/ou materiais;
–supervisão de montagem, testes de campo e pré-operação;
–fabricação e fornecimento de todos os materiais, equipamentos e acessórios que se
façam necessários para a execução das instalações, conf. Especificações Técnicas
e/ou Projeto, posto obra;
–execução de limpeza, pintura de proteção e acabamento dos equipamentos, peças e
acessórios, incl. fornec. de materiais;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários;
–fornecimento do Manual de Instruções dos equipamentos e treinamento de pessoal;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc.);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
EQUIPAMENTOS REGULAMENTADOS
TALHA MANUAL
un
TROLE MOTORIZADO P/ TALHA ELÉTRICA
un
TROLE MANUAL
un
CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO
será feita por unidade (un) de equipamento entregue em local previamente determinado
pela CODEVASF, conforme especificações técnicas e quantidades de Projeto.
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os materiais e equipamentos relativos às instalações elétricas dos equipamentos aqui
especificados, serão medidos e pagos em separado
ESTRUTURA DE PREÇOS
COMPREENDE:
–projeto de equipamentos e desenhos certificados finais;
–embalagem, carga, transporte, descarga no local das obras e seguro dos equipamentos
e/ou materiais incluindo a operação de descarga;
–ensaios na fábrica, conforme especificações de Projeto, incl. confecção de relatórios;
–garantia dos equipamentos e/ou materiais;
–supervisão de montagem, testes de campo e pré-operação;
–fabricação e fornecimento de todos os materiais, equipamentos e acessórios que se
façam necessários para a execução das instalações, conf. Especificações Técnicas
e/ou Projeto, posto obra;
–execução de limpeza, pintura de proteção e acabamento dos equipamentos, peças e
acessórios, incl. fornec. de materiais;
–execução de soldas, incl. materiais e equipamentos necessários;
–fornecimento do Manual de Instruções dos equipamentos e treinamento de pessoal;
–aquisição, carga, transporte, descarga, operação, manutenção, depreciação e
conservação dos equipamentos e ferramentas utilizados;
–aquisição, carga, transp., descarga, aplicação ou utilização de materiais (combustíveis,
peças, etc);
–mão-de-obra e demais incidências necessárias à perfeita execução dos serviços objeto
desta Especificação.
51 – EQUIPAMENTOS E MONTAGEM ELÉTRICA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
1.1OBJETIVO E DEFINIÇÕES
a) Objetivo: estabelecer os procedimentos a serem adotados nos processos de
fornecimento, transporte, manuseio, montagem e instalações dos materiais e
equipamentos elétricos utilizados nos sistemas elétricos da CODEVASF.
b) Definições: definem-se a seguir os sistemas elétricos usualmente utilizados nos
sistemas da CODEVASF, relacionando-se os principais materiais e equipamentos que
os compõem.
 Sistemas Elétricos: para efeito destas especificações, consistem nas instalações
elétricas de força (AC e DC), iluminação, proteção contra descargas atmosféricas e
aterramentos.
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 Linha de Transmissão / Distribuição: constitui-se no conjunto de condutores e
acessórios com a finalidade de transportar a energia elétrica em tensões superiores à
6kV.
São compostos por: cabos nus de alumínio ou cobre, postes de concreto, cruzetas,
isoladores, chaves fusíveis, cintas para postes, parafusos, porcas e arruelas, cabos de
aço, âncora para estai, mão francesa, acessórios preformados (helicoidais) para fixação
dos cabos, conectores de força e aterramento, manilhas e pára-raios.
 Entrada de Energia em Baixa Tensão: corresponde à interligação elétrica com a
concessionária, em sistema trifásico mais neutro, nas tensões 380/220Vca ou
220/127Vca, limitado a uma potência instalada de 75kVA, contemplando os materiais do
ponto de entrega, incluindo os alimentadores do painel de distribuição geral, até e
inclusive a caixa de medição e proteção.
Os principais materiais que compõem estas instalações são: cabos de energia isolados,
conectores de força e aterramento, cabos de cobre nú, armações secundárias,
isoladores de baixa tensão, eletrodutos, caixa para medidores de energia, haste de
aterramento, disjuntores, postes, caixa para TC’s, caixa para disjuntor, caixas de
passagem em concreto e seus acessórios.
 Subestação Abrigada: consiste no conjunto de equipamentos elétricos, cuja
finalidade é o rebaixamento das tensões de transmissão/distribuição para as tensões de
utilização, incluindo todos os materiais e equipamentos, desde o ponto de entrega da
concessionária, incluindo o ramal de entrada, que é definido como o conjunto de
condutores e acessórios que interligam o ponto de entrega ao ponto de proteção,
medição ou transformação, incluindo os cabos de energia até o painel geral de baixa
tensão.
Estas subestações são compostas por: cabos nus de alumínio ou cobre, poste de
concreto, cruzetas, isoladores, chaves fusíveis, cintas para postes, parafusos, porcas e
arruelas, cabos de aço, mão francesa, acessórios preformados (helicoidais) para fixação
de cabos, conectores de força e aterramento, manilhas, pára-raios, transformadores, fios
e cabos de energia isolados, eletrodutos, caixa para medidores de energia, caixa para
TC’s, caixa para disjuntor, caixas de passagem de concreto, envelopes de cabos, haste
de terra, disjuntor de média tensão, chave seccionadora de média tensão, muflas
terminais para cabos de média tensão, barramentos de cobre, suportes para fixação de
isoladores, pára-raios, muflas, TC’s e TP’s de medição, luminárias, extintor de incêndio,
painel de proteção e medição, bases de concreto para transformadores, punhos de
manobra para chaves seccionadoras e demais acessórios.
 Subestação Aérea Tipo Monoposte ou Banco: consiste no conjunto de equipamentos
elétricos, cuja finalidade é o rebaixamento das tensões de transmissão/distribuição, no
ponto de entrega da concessionária, para as tensões de utilização, limitadas até a
potência de 225kVA.
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São compostas por: cabos nus de alumínio ou cobre, poste de concreto, cruzetas,
isoladores, chaves fusíveis, cintas para postes, parafusos, porcas e arruelas, cabos de
aço, mão francesa, acessórios preformados (helicoidais) para fixação de cabos,
conectores de força e aterramento, manilhas, pára-raios, transformadores, fios e cabos
de energia isolados, eletrodutos, vigas “U” de aço, caixa para medidores de energia,
caixa para TC’s, caixa para disjuntor, caixas de passagem de concreto, envelopes de
cabos, hastes de terra e demais acessórios.
 Sistema de Distribuição de Força Para Estação Elevatória de Água ou Esgoto em
Poço Seco: compreende todas as instalações elétricas a partir do painel de baixa tensão
para suprimento de energia às cargas da estação, incluindo os centros de controle de
motores, painéis gerais de baixa tensão, as chaves de partida, eletrodutos, cabos de
energia e controle, conectores de força e aterramento, caixas de passagem, envelopes e
canaletas, bandejamento, aterramento, e todos os respectivos acessórios, bem como
todos os demais elementos constantes e especificados no Projeto.
 Sistema de Distribuição de Força para Estação Elevatória de Esgoto em Poço
Úmido, Com Bomba Submersível: estas estações são compostas de uma entrada de
energia em baixa tensão, cujos materiais já se encontram listados no item pertinente,
acrescidos dos seguintes materiais: chaves de partida, cabos de energia e controle,
caixas de passagem de alvenaria ou concreto, bandejamentos, centro de controle de
motores, e todos os respectivos acessórios.
 Sistemas de Iluminação: corresponde aos sistemas elétricos destinados a prover
iluminação artificial às áreas internas e externas das unidades.
Seus principais materiais são: luminárias, lâmpadas, projetores, reatores, ignitores,
capacitores, fios e cabos de cobre isolado, conectores de força e aterramento,
interruptores, eletrodutos, caixas de passagem metálicas, caixas de passagem de
alumínio, caixas de passagem de alvenaria ou concreto, fotocélulas, painéis de
iluminação, transformadores de iluminação, etc.

Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA): são sistemas cuja
finalidade é proteger uma dada estrutura ou área específica, contra a incidência de
descargas atmosféricas (raios), possibilitando a descarga para a terra sem que haja
danos pessoais ou materiais.
Qualquer que seja o método de proteção escolhido, um sistema de proteção será
composto por: captores, cabos nú de cobre ou alumínio, cabos de aço, hastes de terra,
isoladores, conectores de aterramento, eletrodutos, abraçadeiras, bases de ferro fundido
para mastros, barras condutoras de alumínio ou cobre, cantoneiras, caixas de
equalização, mastros simples ou telescópicos, suportes guias, terminais aéreos, páraraios tipo Franklin, caixas de inspeção, chumbadores, apoio para mastros, sinalizadores
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de topo, esticadores, grampos de fixação para cabos, torres, e demais acessórios e
componentes definidos em projeto.
 Sistemas de Energia de Emergência: estes sistemas têm por função a alimentação
do sistema elétrico das estações em caso de falta de energia da concessionária.
São compostos por: grupo gerador, quadro de partida do gerador (manual ou
automática) quadro de transferências de alimentação (manual ou automática) cabos de
interligação, eletrodutos, caixas de passagem, envelopes e canaletas e todos os
respectivos acessórios.
IDIOMAS E UNIDADES DE MEDIDAS
Manuais de instruções, legendas, folhetos, relatórios de ensaios, etc, emitidos pela
Contratada, deverão ser redigidos em português, salvo indicação em contrário da
Contratante.
Salvo quando solicitado ou indicado de outra forma nesta documentação, deverão ser
utilizadas as unidades do Sistema Internacional de Unidades (Sistema Métrico Decimal)
nos documentos apresentados pela Contratada, durante a execução do Contrato.
NORMAS, MANUAIS E PADRÕES APLICÁVEIS
Para fins de projeto, matéria prima, fabricação e ensaios, encontram-se relacionados na
respectiva especificação, as normas, manuais e padrões que regulamentam a fabricação
e instalação dos equipamentos e materiais elétricos. Fica estabelecido que essas
normas serão válidas sempre em últimas edições aprovadas. Qualquer dúvida entre as
normas técnicas pertinentes, esta Especificação Técnica e o Projeto, serão dirimidas
pela Fiscalização.
a) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT
Serão aplicáveis todas as Normas Técnicas brasileiras, pertinentes.
b) Normas e manuais técnicos para fornecimento em Baixa e Alta Tensão da CEMIG.
c) NORMAS INTERNACIONAIS
Para os itens não abrangidos pelas normas acima citadas, a Contratada deve adotar as
normas aplicáveis das entidades normalizadoras abaixo, ou outras que sejam
reconhecidas e pertinentes, devendo indicar explicitamente para a Fiscalização, as que
forem utilizadas:
- NEMA - National Eletrical Manafactures Association;
- ANSI - American National Standard Institute;
- ASTM - American Society for Testing and Materials;
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- IEEE - Institute of Electrical e Eletronics Engeneers;
-IEC - International Eletrotechnical Comission.
INFORMAÇÕES CONFLITANTES
Quaisquer dúvidas que possam surgir durante a execução de qualquer fase do processo
de aquisição e/ou fabricação, devido a enganos ou divergências entre os documentos
técnicos pertinentes, deverão ser obrigatoriamente levadas ao conhecimento da
Contratante, por escrito.
O Construtor deverá, nestes casos, adotar a solução indicada, por escrito, pela
Contratante.
PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Quando os documentos do projeto executivo forem de responsabilidade da Contratada,
esta deverá seguir as diretrizes estabelecidas pelo departamento de projeto da
CODEVASF. À CODEVASF se reserva o direito de comentá-los e solicitar modificações
sempre que estes não estejam atendendo às normas, especificações técnicas ou
demais diretrizes do Contrato.
A Contratada será responsável pela análise da consistência do projeto básico,
solicitando à CODEVASF toda e qualquer informação que julgue necessária ao perfeito
desenvolvimento do projeto executivo.
Por ocasião das obras, a Contratada submeterá o projeto às entidades locais com
jurisdição sobre o assunto e ajustará quaisquer exigências ou alterações impostas pelas
autoridades.
FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS
São apresentadas a seguir as condições técnicas gerais que regulamentarão o
fornecimento dos materiais e equipamentos elétricos destinados aos sistemas da
CODEVASF.
Define-se como Fornecedor, a entidade que fornecerá à CODEVASF os equipamentos e
materiais pertinentes ao Contrato; no caso do referido fornecimento ser feito pelo
Construtor, entende-se Fornecedor como sendo o mesmo que Construtor.
EXTENSÃO DO FORNECIMENTO
Salvo, especificado em contrário no Contrato pertinente, a extensão do fornecimento de
cada pacote inclui os seguintes itens:
-projeto do equipamento (desenhos de fabricação e montagem, dados dos catálogos,
memórias de cálculo, etc) e seu envio para aprovação e desenhos certificados finais
aprovados pela Contratante;
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-fornecimento do Manual de Instruções para montagem, operação e manutenção dos
equipamentos e/ou materiais;
-fabricação e fornecimento dos equipamentos e materiais, de acordo com a respectiva
Especificação Técnica e com as especificações do Projeto das instalações;
-ensaios dos equipamentos e/ou materiais na fábrica, conforme indicado nesta
Especificação Técnica, e/ou no Projeto das instalações;
-embalagem, carga, transporte, descarga e seguro dos equipamentos, da fábrica até o
local da obra;
-supervisão da montagem, instalação, testes de campo e pré-operação dos
equipamentos e/ou materiais, sempre que solicitada pela Contratante;
-treinamento de pessoal;
-garantia dos equipamentos e/ou materiais.
Se especificado nos documentos de licitação, poderão ser objeto de fornecimento:
-ferramentas especiais necessárias à montagem, operação e manutenção dos
equipamentos;
-peças sobressalentes, correspondentes a cada equipamento.
O número de vias dos documentos a serem fornecidos será estipulado no edital
pertinente.
INSPEÇÕES E ENSAIOS NA FÁBRICA
As inspeções a serem executadas pela Contratante na fábrica em nenhuma hipótese
eximem o Fornecedor de qualquer de suas obrigações e responsabilidades contratuais.
A Contratante reserva-se- ao direito de inspecionar qualquer etapa durante o processo
de fabricação.
O Fornecedor deverá se comunicar com a Contratante a fim de elaborar, de comum
acordo, um Roteiro Básico de Inspeção de cada fornecimento, conforme os prazos
estipulados. Este roteiro também deverá abranger os ensaios e as inspeções a serem
realizados na obra, conforme indicação desta Especificação Técnica e/ou do Projeto.
O Fornecedor deverá anexar ao roteiro a identificação de cada item, o local de sua
fabricação e o prazo previsto para a inspeção.
A Contratante iniciará suas inspeções na fábrica somente após ter recebido e aprovado
os desenhos, a Lista de Materiais e os Memoriais de Cálculo relativos ao equipamento
ou à parte a ser inspecionada.
Os ensaios de fábrica à serem realizados serão especificados pelo Projeto das
instalações, não se limitando, entretanto, a eles, conforme critério da Contratante.
321
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O Fornecedor deverá realizar, internamente, os ensaios definitivos constantes do Roteiro
Básico de Inspeção, antes das datas dos ensaios e inspeções pela Contratante.
Como resultado desses ensaios, o Fornecedor deverá fazer o seu Relatório Interno, que
deverá ser apresentado ao Inspetor da Contratante, no dia em que forem iniciados os
ensaios com a presença da mesma, conforme previsto no Roteiro Básico de Inspeção.
Ao Inspetor da Contratante cabe o direito de solicitar a repetição parcial ou total de cada
um dos ensaios contidos no Relatório Interno do Fornecedor.
Outras verificações poderão ser definidas durante o detalhamento do projeto, sendo as
mesmas objeto de acordo prévio entre a Contratante e o Fornecedor.
O Fornecedor deverá enviar à Contratante os documentos relacionados a seguir:




cópias dos pedidos de compra e especificações da matéria-prima e componentes;
certificados e relatórios de ensaios de materiais;
certificados de ensaios de componentes mecânicos e elétricos;
relatórios de ensaios na fábrica.
REJEIÇÃO DO EQUIPAMENTO NA FÁBRICA
O equipamento será rejeitado se, no decorrer da inspeção ou na conclusão da mesma,
forem constatadas falhas ou discordâncias do equipamento em relação às
Especificações da Contratante, ao Projeto e/ou aos desenhos aprovados.
A rejeição do equipamento não eximirá o Fornecedor de suas responsabilidades
relativas à entrega do equipamento na data prevista.
Se, na opinião da Contratante, ficar caracterizado que o Fornecedor será incapaz de
satisfazer aos requisitos exigidos, ou se a rejeição tornar impraticável a entrega do
equipamento na data prevista, a Contratante reserva-se ao direito de rescindir todas as
suas obrigações e adquirir o equipamento em outra fonte, sendo o Fornecedor
considerado inadimplente e sujeito às penalidades aplicáveis ao caso.
ACEITAÇÃO DO EQUIPAMENTO NA FÁBRICA
O equipamento será considerado aceito quando os resultados dos ensaios finais de
aceitação atenderem às exigências especificadas. Nesta hipótese, a Fiscalização fixará,
junto à placa de identificação, um selo de “inspecionado” e, após aprovada a
embalagem, a Fiscalização emitirá o Certificado de Liberação do Material.
A aceitação do equipamento na fábrica pela Fiscalização não prejudica o estabelecido
no item (Aceitação Provisória e Final), e não eximirá, de forma alguma, o Fornecedor de
sua responsabilidade em fornecer o equipamento de acordo com o Contrato/Ordem de
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F:\ESPECIFICAÇÕES_TÉCNICAS_MG.doc
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Compra, nem invalidará ou comprometerá qualquer reclamação futura que o Contratante
venha a fazer com base na existência de equipamento inadequado, defeituoso ou em
desacordo com a Especificação.
LIMPEZA, PINTURA E PROTEÇÃO DAS SUPERFÍCIES
a) Considerações Gerais
As normas e recomendações técnicas para a execução de limpeza, pintura e proteção
de qualquer parte do equipamento deverão ser aquelas citadas no Manual de Pintura de
Estruturas Metálicas, elaborado pelo "Steel Structures Painting Council" (SSPC).
A espessura da película seca, por demão, e os métodos e cuidados na aplicação
deverão estar rigorosamente de acordo com as recomendações do fabricante das tintas.
A pintura anti-corrosiva das partes dos equipamentos que ficarão submersas deverá ser
efetuada, na obra, pelo Construtor; essas partes deverão ser entregues, pelo
Fornecedor, sem pintura.
As partes completamente embutidas no concreto também deverão ser entregues sem
pintura. A porção embutida das partes parcialmente embutidas deverá ser pintada numa
extensão de 150 mm a partir da superfície do concreto.
A pintura de qualquer parte do equipamento só poderá ser aplicada após a emissão de
comprovantes escritos da Fiscalização, no qual se atesta que o referido equipamento, ou
parte dele, foi inspecionado sem a respectiva pintura.
b) Cores
A Contratante fornecerá, a pedido do Fornecedor, em tempo hábil, um padrão com a
especificação de todas as cores a serem utilizadas nas diversas partes do equipamento
que tenham sido especificadas “com pintura de acabamento sob a responsabilidade do
Fornecedor”.
c) Preparação das Superfícies
Todas as superfícies a serem pintadas deverão ser limpas e isentas de corpos estranhos
como crostas de laminação, sujeiras, ferrugem, graxa e outras substâncias, a fim de se
obter uma superfície limpa e seca.
As superfícies de aço deverão ser jateadas com areia ou metal quase branco (Sa 2 1/2).
A limpeza com jato de areia deverá ser igual ou superior às requeridas pela "The Steel
Structural Painting Council Surface Preparation Specification SSPC-SP 10-68T nº 10
Near White Blast Cleaning".
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A aplicação das tintas de primer e de acabamento deverá seguir a recomendação da
especificação do equipamento ou material a ser fornecido.
d) Aplicação da Pintura
As superfícies não deverão apresentar falhas, poros, escorrimentos, pingos,
rugosidades, ondulações, trincas, marcas de limpeza, bolhas, bem como variações de
cor, textura e brilho. A película de tinta deverá ser lisa e de espessura uniforme.
Arestas, cantos, pequenos orifícios (trincas), emendas, juntas, soldas, rebites e outras
irregularidades das superfícies deverão receber tratamento especial, de modo a garantir
que a pintura fique com uma espessura adequada.
A pintura deverá ser feita em superfícies preparadas e secas.
A menos que seja especificado em contrário, a temperatura das superfícies a serem
pintadas e do ar em contato com as mesmas não deverá ser inferior a 7°C durante a
aplicação da tinta, e a tinta não deverá ser aplicada enquanto a demão anterior não
houver secado, o que poderá ser checado por toque.
A pintura não deverá ser aplicada em superfícies aquecidas por exposição ao sol ou a
outra fonte de calor.
Não deverá ser aplicada pintura em ambientes nos quais a umidade relativa do ar seja
superior a 85%. Se houver necessidade de pintura nos referidos ambientes, a umidade
relativa deverá ser reduzida por meio de abrigos e/ou aquecimento durante os trabalhos,
até que a película de tinta tenha secado.
As superfícies usinadas deverão ser protegidas, para o transporte, com uma camada de
verniz de fácil remoção por meio de solventes adequados. No caso de peças que venha
a sofrer transporte marítimo, tais superfícies deverão ser protegidas com verniz
apropriado a esta finalidade.
As especificações de pintura a serem executadas pelo Fornecedor, não previstas nesta
Especificação ou discordantes desta, deverão ser submetidas por este à aprovação do
Contratante, em tempo hábil.
e) Rendimento
A área efetiva de superfície coberta por um litro de determinada tinta não deverá
exceder aquela definida pelo rendimento prescrito pelo fabricante da referida tinta.
A espessura mínima da película de tinta seca, por demão, deverá ser aquela
especificada pelo fabricante da tinta.
f) Cuidados com as Superfícies Pintadas
Peças que tenha sido pintadas não deverão ser manuseadas ou trabalhadas antes que
a película de tinta esteja totalmente seca e dura.
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Até a montagem final, todas as peças pintadas deverão ser armazenadas fora do
contato direto com o solo, em ambiente arejado e livre a formação de águas estagnadas.
A tinta das partes em que a pintura tenha sido eventualmente danificada deverá ser
removida; deverá ser feito uma nova pintura ou retoque nestas partes, com a tinta
especificada.
g) Superfícies de Contato
Sempre que uma diferença de potenciais possa se estabelecer entre superfícies
metálicas de composição química diferente, por contato de rebites ou parafusos, cada
uma das superfícies em contato deverá ser limpa e pré-tratada, e deverá receber uma
demão de base, tudo conforme especificado para o caso particular dos metais
envolvidos.
Se, por outro lado, o contato for entre superfícies ferrosas e entre outras partes de
composição química similar, essas superfícies deverão ser protegidas, porém não
obrigatoriamente por meio de pintura.
Superfícies em contato metálico, estabelecido por parafusos de alta resistência, em
conexões do tipo de fricção, não devendo ser pintadas, mas receber proteção de graxa
ou verniz até a ocasião de montagem, quando deverão ser removidos. No caso de uma
superfície não metálica em contato com uma superfície metálica por meio de rebites ou
parafusos, a superfície de contato do metal deverá ser limpa e receber três demãos do
primer especificado.
h) Outros Processos de Proteção
Dependendo da peça, poderão ser aplicados outros processos de proteção, como
metalização, zincagem a quente, cromação, cadmiagem, etc. Cada um destes
processos deverá ser detalhado pelo Fornecedor e aprovado pela Contratante.
Salvo especificação em contrário, os parafusos, as porcas e as arruelas planas e de
pressão, previstos para os equipamentos sujeitos à ação das intempéries, deverão ser
zincados a quente, de acordo com a norma ASTM A153, Classe C, ou galvanizado.
EMBALAGEM, TRANSPORTE E MANUSEIO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Os materiais e equipamentos deverão ser adequadamente embalados de forma a
ficarem protegidos de danos durante o transporte e a armazenagem, em condições que
envolvam múltiplos manuseios, transbordo, trânsito por estradas não pavimentadas,
armazenamento prolongado, exposição à umidade e à maresia e possibilidade de roubo.
Sem limitar as responsabilidades do Fornecedor, relacionam-se a seguir algumas
condições que deverão ser observadas:
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-as caixas, engradados e estrados deverão ser construídos de modo adequado às
necessidades de cada embarque e cintados com aço. A madeira deverá ser seca;
-as cintas metálicas deverão ser de aço não cozido, aplicadas com ferramentas
esticadoras e presas com elos de aço prensado;
-no caso de equipamentos suscetíveis a danos causados pela umidade, deverão ser
usados revestimentos impermeáveis em forma de sacos ou invólucros selados com
adesivo impermeável. Deverá ser colocada uma proteção para absorver a umidade,
como sílica-gel;
-superfícies usinadas, que poderão sofrer oxidação durante o transporte ou instalação,
deverão ser transportadas cobertas de graxa ou outra substância facilmente removível;
-os itens a serem embarcados em fardos deverão ser separados e atados, segundo
dimensões e pesos compatíveis com o manuseio na obra.
As embalagens estarão sujeitas à inspeção e aprovação da Fiscalização. Se as caixas
chegarem avariadas ao seu destino ou em condições inadequadas, o equipamento
deverá ser inspecionado, e qualquer equipamento danificado ou impróprio para o uso
será devolvido e substituído às custas do Fornecedor.
Cada volume remetido deverá conter de forma legível, as seguintes informações:
nome da Contratante;
nome da obra;
nome do Fornecedor;
número do Contrato/Ordem de Compra;
número do embarque;
número de peças contidas no volume;
local de destino;
pesos bruto e líquido.
Também deverá ser fornecida uma lista de materiais, acessórios e/ou peças contidas em
cada volume, de modo a facilitar a conferência.
As operações de carga, transporte e descarga dos materiais e equipamentos, além do
seguro dos mesmos, da fábrica até o local de entrega a ser indicado pela Contratante,
será de responsabilidade do Fornecedor.
A armazenagem e a guarda dos equipamentos e materiais, desde a chegada dos
mesmos nos almoxarifados das obras de destino até a data da sua efetiva instalação,
serão feitas, de acordo com as instruções do Fornecedor, porém não farão parte do
escopo do Fornecimento.
As peças sobressalentes, quando for o caso, serão obrigatoriamente embaladas em
separado das demais, e seus volumes marcados com as palavras "Peças
Sobressalentes" em destaque, para evitar-se usá-las indevidamente.
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RECEBIMENTO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Por ocasião do recebimento, todos os equipamentos serão submetidos a controles
visual, dimensional e de qualidade de seus componentes, com a presença da
Fiscalização.
A Fiscalização deverá exigir do Fornecedor a apresentação de toda a documentação
técnica dos equipamentos, a ser fornecida pelo Fornecedor, compreendendo entre
outros: desenhos de fabricação com indicação das peças componentes, certificados de
materiais, certificados de testes, manuais de instrução para instalação, operação e
manutenção. Junto com a documentação do embarque, deverão ser remetidas pelo
Fornecedor as instruções relativas aos cuidados que devem ser tomados na
armazenagem dos equipamentos.
Serão rejeitados aqueles que apresentem defeitos de fabricação ou que tenham sofrido
avarias no transporte, bem como os que contrariem frontalmente as especificações de
fabricação e de projeto.
IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO
Cada equipamento deverá possuir uma placa de identificação. As placas serão de aço
inoxidável com, pelo menos, 1 mm de espessura. Todas as informações nas placas
serão feitas em Português e obedecerão ao sistema métrico.
A placa será colocada de modo a ficar visível na frente do aparelho, quando este estiver
colocado em posição de funcionamento.
A placa de identificação terá, no mínimo, as seguintes informações aplicáveis:
nome do equipamento;
nome do Fabricante, local e data de fabricação;
número de série de fabricação e modelo;
características operacionais;
dimensões dos componentes desmontáveis e dimensões globais;
peso dos componentes desmontáveis e peso total;
normas de fabricação utilizadas.
GARANTIA
Todos os materiais e equipamentos a serem utilizados deverão ser acompanhados de
um certificado de garantia do Fornecedor de que foram fabricados dentro das normas
pertinentes e especificações do projeto.
A Fiscalização poderá recusar os equipamentos e materiais que, a seu critério, não se
enquadrem nas garantias de qualidade exigidas.
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Os termos de garantia serão objeto do Contrato pertinente.
CRONOGRAMA DE FABRICAÇÃO E FORNECIMENTO
O Fornecedor deverá apresentar um cronograma detalhado do fornecimento, o qual
deverá conter, no mínimo, os seguintes eventos:
 elaboração dos desenhos certificados e envio para aprovação;
 aprovação dos desenhos certificados pelo Contratante;
 elaboração dos manuais de instruções;
 fabricação;
 inspeção e ensaios na fábrica;
 transporte e entrega na obra.

DESENHOS CERTIFICADOS DO FORNECEDOR
a) Desenhos de Referência
Os documentos de Projeto das instalações deverão servir de orientação geral na
elaboração das propostas e de indicação das características e dimensões do
equipamento. O projeto e a elaboração de desenhos detalhados de fabricação fazem
parte do fornecimento e são responsabilidade do Fornecedor, que examinará e atenderá
as dimensões e características apresentadas nos referidos documentos.
Qualquer erro nos desenhos de referência, ou nas especificações (inclusive folha de
dados), seja de omissão, seja de acréscimo, seja de uso indevido de palavras ou
símbolos, não justificará o não atendimento às exigências constantes dos desenhos e
das especificações. No caso de divergência entre os desenhos e as especificações, o
Fornecedor deverá levar ao conhecimento da Contratante a fim de obter os
esclarecimentos necessários.
b) Desenhos Certificados Para Aprovação
Independentemente de qualquer documento fornecido por ocasião da licitação, o
Construtor ou Fornecedor deverá submeter à análise e aprovação pelo Contratante,
após a assinatura do Contrato e antes de iniciar a fabricação, os documentos que
constituem o projeto de equipamento e/ou as fichas técnicas dos catálogos, em cinco
vias; os desenhos deverão ser apresentados em cópias heliográficas. Deverão ser
apresentados, no mínimo, os desenhos e o memorial de cálculo relacionados na
respectiva Especificação.
Os desenhos certificados deverão ser apresentados com os elementos necessários ao
perfeito entendimento das dimensões, concepção e funcionalidade do equipamento e
deverão conter, onde aplicáveis, desenhos de planta, vistas, cortes, detalhes com todas
as cotas, diagramas elétricos, listas de materiais e memoriais de cálculo. Os desenhos
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deverão ser elaborados de acordo com as normas da ABNT, e, em especial, a NBR5984.
Quando forem necessários dados acerca de produtos ou equipamentos comerciais, o
Fornecedor deverá submeter cinco conjuntos completos em que constem o nome do
Fabricante, o tipo, o modelo, o tamanho do equipamento e suas características. Quando
forem submetidas folhas do catálogo, o item proposto deverá estar sublinhado ou
marcado. Os dados deverão ser abrangentes e demonstrar claramente que o
equipamento a ser fornecido atende aos requisitos destas Especificações Técnicas e do
Projeto.
Todos os desenhos certificados, dados e memoriais de cálculo deverão ser carimbados
com nome da Contratante, número do Contrato, nome da obra, número de referência do
Fornecedor e número e data da revisão.
Todos os desenhos certificados e demais documentos técnicos fornecidos serão e
permanecerão como propriedade exclusiva da Contratante, que deles poderá fazer o
uso que lhe aprouver.
c) Critérios Para Aprovação de Desenhos
A Contratante manifestar-se-á a respeito dos desenhos recebidos no prazo máximo de
30 dias a partir do recebimento. No entanto, fica assegurado ao Fornecedor o direito de
estender o prazo previsto para a entrega do equipamento por um período de tempo igual
ao atraso provocado pela Contratante na análise dos documentos. Este direito não é
aplicável aos desenhos remetidos para complementação e/ou correção dos inicialmente
apresentados.
Após a análise, a Contratante devolverá ao Fornecedor uma cópia de cada desenho
e/ou Folha de Dados Técnicos, carimbada com uma das seguintes indicações.
. "APROVADO";
. "APROVADO COM RESTRIÇÕES";
. "NÃO APROVADO".
Os documentos carimbados "APROVADO" autorizam o Fornecedor a continuar o
detalhamento do Projeto e a iniciar a fabricação do equipamento objeto do desenho.
Os documentos carimbados "APROVADOS COM RESTRIÇÕES" autorizam o
Fornecedor a continuar o detalhamento do projeto e a iniciar a fabricação do
equipamento, desde que neste sejam incluídas as alterações solicitadas. Entretanto,
será necessária a reapresentação dos desenhos para nova verificação.
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Os documentos carimbados "NÃO APROVADOS" deverão ser apresentados para
aprovação, após terem sido corrigidos ou alterados. As alterações assim efetuadas não
conferirão ao Fornecedor o direito de extensão dos prazos de entrega do equipamento.
Imediatamente após a conclusão do processo de aprovação, o Fornecedor deverá
remeter à Contratante uma cópia reproduzível dos originais de cada desenho, em
poliéster, acompanhada de uma cópia heliográfica. O poliéster deverá ter espessura de
0,3 mm.
Sempre que for necessário introduzir modificações no Projeto ou na fabricação do
equipamento, o Fornecedor deverá avisar à Contratante e, caso as modificações afetem
o desenho, apresentar três novas cópias para análise, repetindo-se o procedimento
anteriormente estabelecido.
A aprovação dos desenhos e cálculos pela Contratante não representará qualquer
diminuição da responsabilidade do Fornecedor quanto a projeto, matéria-prima,
fabricação e características garantidas do equipamento. O fato da Contratante chamar a
atenção do Fornecedor, para certos erros ou omissões não o tornará responsável por
outros não mencionados ou não detectados durante o processo de análise e aprovação
dos desenhos. O Fornecedor responsabilizar-se-á por qualquer fabricação, compra ou
remessa anterior à aprovação dos desenhos e dados.
d) Prazos Para Apresentação
Exceto quando mencionado em contrário nos documentos do Contrato ou no
Cronograma de Fabricação e Fornecimento, o prazo mínimo para apresentação dos
desenhos certificados e das informações, para aprovação, é de 30(trinta) dias a contar
da data de assinatura do Contrato ou recebimento do Pedido de Compra.
Todos os desenhos de todos os itens do contrato deverão ser submetidos à aprovação
pela Contratante, dentro do prazo mínimo previsto acima.
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O Fornecedor deverá encaminhar à Contratante, até 30 dias antes da data prevista para
a entrega do equipamento, o Manual de Instruções do mesmo.
O Manual de Instruções constitui-se basicamente dos procedimentos de instalação,
operação e manutenção do equipamento e deve conter, no mínimo, as seguintes
informações:
 especificações técnicas para o equipamento, bem como para todos os componentes e
acessórios solicitados, em conformidade com todos os requisitos da proposta original
aprovados, bem como as revisões que tenham sido feitas na mesma, por ocasião de
esclarecimentos técnicos;
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 procedimentos para armazenagem de qualquer elemento sobressalente;
 procedimentos para a instalação;
 procedimentos para a operação;
 procedimentos para manutenção preventiva e corretiva do equipamento, bem como,
para todos os acessórios solicitados;
 catálogos técnicos com todos os dados característicos dos acessórios solicitados;
 resultados de todos os testes e ensaios aos quais o equipamento foi submetido após
a fabricação;
 procedimentos para transporte, manuseios, preservação e armazenagem do
equipamento.
O Manual de Instruções será obrigatoriamente redigido no idioma português e será
entregue encadernado. Os desenhos incluídos nos manuais deverão ser numerados,
dobrados corretamente e fixados ao volume de forma análoga à das páginas do texto.
SUPERVISÃO DE MONTAGEM.
O Fornecedor deverá efetuar supervisão de montagem dos equipamentos do escopo de
fornecimento, sempre que solicitado pela Contratante, sem ônus para a mesma.
O Fornecedor providenciará supervisores competentes para acompanhar a montagem
dos equipamentos, os testes de funcionamento e o “start up”, os quais agirão, como
Consultores, à Contratante, em questões de métodos práticos e precauções necessárias
para o efetivo funcionamento do equipamento.
TREINAMENTO DE PESSOAL
O Fornecedor deverá prover, por sua conta, treinamento aos técnicos indicados pela
Contratante, transmitindo-lhes instruções e informações e habilitando-os à perfeita
operação e manutenção do sistema e dos equipamentos, objeto deste documento. O
treinamento deverá terminar 30 dias antes do início da operação normal ou dos ensaios
de aceitação do sistema e/ou equipamento e obedecer às disposições contidas nos
parágrafos a seguir.
O treinamento deverá ter duração adequada à perfeita preparação dos encarregados da
operação e manutenção do sistema e/ou equipamento e utilizar como recursos
instrucionais os equipamentos já instalados ou similares, com a definição e implantação
de programas de manutenção preventiva e corretiva.
Esse treinamento compreenderá estudo da teoria de funcionamento dos equipamentos,
com análise dos diagramas esquemáticos; determinação dos instrumentos e dispositivos
necessários aos trabalhos de manutenção; exercícios práticos de manutenção
preventiva e corretiva; e, ainda, uma compreensão global da instalação e operação do
sistema.
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O Fornecedor deverá apresentar, um plano geral de treinamento com todas as
especificações referentes aos treinamentos oferecidos, incluindo programas, material
instrucional, currículo dos instrutores, local dos treinamentos e demais informações.
O Fornecedor fornecerá todo o material necessário ao desenvolvimento do treinamento.
Caberá à Contratante responsabilizar-se pelas despesas de viagem e pela estada dos
participantes e instrutores, além de todas as obrigações legais delas decorrentes.
Os critérios de avaliação, bem como a relação dos participantes e as qualificações
mínimas necessárias aos indicados, serão estabelecidas de comum acordo entre as
partes, com a devida antecedências, de maneira a ficar assegurado o término dos
treinamentos em tempo hábil e antes da operação normal do sistema.
ESPECIFICAÇÕES PARA FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Na presente Especificação Técnica são colocadas as normas gerais para fornecimento
de materiais e equipamentos, a serem seguidas pelo Fornecedor.
As características técnicas específicas de cada material e equipamento em particular,
serão definidas pelo Projeto das instalações, conforme as suas necessidades, e deverão
ser seguidas rigorosamente pelo Fornecedor, salvo indicação contrária da Fiscalização,
por escrito, caso contrário, a Contratante poderá solicitar a substituição
imediata dos materiais e equipamentos que não se enquadrem nessas especificações,
sem ônus para a mesma.
No Projeto serão especificados para os materiais e equipamentos, no mínimo:
características técnicas de operação;
características do local de instalação;
escopo do fornecimento;
características construtivas dos equipamentos, contendo:
-características técnicas das partes componentes do equipamento;
-materiais de fabricação das partes componentes do equipamento;
-pintura e tratamento necessários.
testes de performance e ensaios a serem executados na fábrica;
conteúdo das placas de identificação dos equipamentos;
quadro de cargas;
diagramas unifilares.
MONTAGENS E INSTALAÇÕES DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS
GENERALIDADES
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Esta especificação fixa e estabelece as condições e requisitos técnicos que deverão ser
cumpridos pelo Construtor no tocante a:
-execução de serviços por seus próprios meios;
-execução de trabalhos especializados por terceiros, mediante prévia aprovação da
Fiscalização, sob a supervisão e responsabilidade direta do Construtor.
As considerações gerais, aqui descritas, regem os serviços de montagem de todos os
equipamentos aqui especificados ou não.
A montagem dos equipamentos deverá se guiar pelas recomendações do Fabricante,
Normas Técnicas pertinentes, esta Especificação, ou por instruções fornecidas pela
Fiscalização. Qualquer dúvida será dirimida pela Fiscalização.
O Construtor deverá estudar, antes do início dos serviços, o cronograma do
empreendimento, os documentos do projeto e as recomendações dos Fabricantes documentos emitidos pelos Fabricantes dos equipamentos em conformidade com os
documentos de projeto. Feito isto, deverá apresentar as melhores soluções técnicas de
montagem e instalação, no sentido de minimizar as interfaces e contribuir com a equipe
de Gerenciamento no Planejamento da Obra.
O Construtor deverá elaborar o Manual de Procedimentos, relacionando todos os
procedimentos a serem seguidos na execução dos serviços propostos (montagem,
testes, pré-operação e comissionamento), discriminando todas as etapas, os formulários
e registros de acompanhamento, o planejamento dos serviços relativos ao cronograma
geral do empreendimento, o programa de segurança, os critérios de qualidade, etc.
A execução das montagens só poderá ser feita por profissionais devidamente
habilitados, o que não eximirá o Construtor da responsabilidade pelo perfeito
funcionamento das instalações.
As instalações deverão ser entregues à Contratante em perfeitas condições de
funcionamento, devendo ser considerado todas as particularidades de cada
equipamento e os seguintes aspectos:
a)Posicionamento Correto
Consistem nos seguintes serviços: verificação adequada da verticalidade, nivelamento,
alinhamento, controles de planos, eliminação de empenamentos e tomadas precisas.
Um posicionamento irregular terá como conseqüências o aparecimento de solicitações,
movimentos e esforços prejudiciais à vida útil e ao funcionamento do equipamento,
dificuldades de operação, etc.
O Construtor deverá alinhar, nivelar e aprumar cada peça móvel, seus acionadores, e
qualquer acoplamento ou conexões intermediárias dentro de uma folga máxima de 0,002
de polegada ou conforme determinação do Fabricante. No caso do equipamento ser
entregue montado pelo Fornecedor, será efetuado uma vistoria e o alinhamento dos
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seus componentes. Além disso, o Construtor deverá cavilhar o equipamento e
acionadores onde necessário, ou de acordo com as indicações dos desenhos. Na
montagem e acoplamento de equipamento apoiado por mancais de fricção, serão
tomados cuidados especiais a fim de assegurar que a folga do eixo permaneça dentro
dos limites especificados pelo Fabricante.
b)Fixação do Equipamento
Os equipamentos que tiverem funcionamento dinâmico devem apresentar, através de
sua fixação, estabilidade, apoio, ausência de vibrações prejudiciais e posicionamento
estável. Os de funcionamento estático deverão receber na sua fixação, apoio,
posicionamento estável, rigidez e solidariedade com a estrutura.
O Construtor verificará todos os parafusos de ancoragem e quando necessário
desbastará o concreto para a cota determinada, antes de iniciar a colocação da
maquinaria. O deslocamento dos parafusos com a finalidade de ajustar os furos das
placas de apoio com os mesmos não será permitido. Todos os casos de desalinhamento
deverão ser notificados à Fiscalização e qualquer medida corretiva deverá ficar sujeita à
sua aprovação. O Construtor deverá aparelhar os parafusos de ancoragem de modo que
a saliência acima da porca de fixação não seja maior que a metade do diâmetro do
parafuso. Os parafusos serão desbastados de modo a não deixar a rosca exposta a
danos.
O método para instalação de equipamento e maquinaria estará sujeito à aprovação por
parte da Fiscalização.
O equipamento será devidamente nivelado, alinhado, assentado sobre calços e apertado
nos parafusos de ancoragem. Os "macacos" e cunhas deverão ser removidos antes da
colocação da argamassa de enchimento. A Fiscalização aprovará a instalação antes do
arremate final.
c)Acoplamento
O acoplamento poderá ser entre equipamentos ou entre equipamentos e outro
componentes da instalação. Deve-se observar a concentricidade das partes, paralelismo
das faces, espaçamento e alinhamento adequados e correção dos sistemas de
acoplamento. Quando for utilizado parafusos, deverão ser apertados o necessário para a
função que se propõem.
d)Encaixes
Os encaixes devem ser executados de forma a proporcionar a fixação do grau de
liberdade necessário.
e)Soldas
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As exigências relativas às soldas são as seguintes:
e.1)Terminologia
A terminologia nesta Especificação está de acordo com a Norma ABNT-NBR-5874.
e.2)Qualificação dos Soldadores
O Construtor será responsável pela qualidade das soldas. Os soldadores selecionados
deverão ser profissionais qualificados de acordo com a Norma ABNT-MB-262,
"Qualificação dos Processos de Soldagem, de Soldadores e de Operadores" e/ou com a
seção IX da Norma ASME, ou com normas de entidades semelhantes.
Se o trabalho de um soldador for rejeitado, o profissional deverá ser submetido a novo
teste de qualificação, a fim de provar sua habilidade na execução de trabalhos de solda.
As despesas relativas aos testes de qualificação para soldadores correrão por conta do
Construtor, incluindo-se o fornecimento de peças para os testes e os eletrodos
necessários.
e.3)Controle da Soldagem
Exceto quando autorizado ou especificado de outro modo, as soldas deverão ser
executadas pelo método de arco elétrico.
O processo e a sequência das soldas no campo deverão ser submetidos à aprovação do
Construtor.
As superfícies a serem soldadas deverão estar isentas de oxidação, graxa, tinta ou de
qualquer outra matéria estranha.
As soldas deverão estar de acordo com as exigências pertinentes do "Structural Welding
Code for Steel - AWS D1.1" ou equivalente, ou outras normas aprovadas pela
Contratante.
Os eletrodos deverão ser aprovados pela Contratante e serão selecionados de acordo
com sua corrente, materiais e características de soldagem. Após retirados das
embalagens, os eletrodos deverão ser armazenados em estufas, conforme as
recomendações do Fabricante, para evitar danos ou deterioração.
Em soldas bimetálicas, os eletrodos deverão ser selecionados mediante testes
executados em peças dos mesmos materiais a serem soldados.
As soldas não deverão ser executadas em superfícies úmidas ou durante períodos de
ventos fortes, exceto quando o soldador e as peças a serem soldadas estiverem
adequadamente protegidos.
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Após a soldagem, a escória e os respingos deverão ser retirados, deixando as
superfícies com penetração completa, uniformes, lisas e isentas de qualquer porosidade
ou matéria estranha. Se a soldagem for executada em fases sucessivas, cada fase, com
exceção da última, deverá ser ligeiramente martelada antes de se aplicar o próximo
passo.
As partes soldadas deverão estar isentas de defeitos, como inclusões, ranhuras, dobras,
etc, e deverão ter espessura uniforme, sem rebaixamentos, escória, porosidade, falhas
na raiz, defeitos de liga e rachaduras.
As soldas defeituosas deverão ser reparadas mediante a remoção das mesmas por
retificação ou goivadura em arco, até o metal são, seguida de nova soldagem, conforme
especificado originalmente.
f)Ajustes e Alinhamento
Os ajustes deverão se enquadrar nos limites aceitos e toleráveis normalmente indicados
nos manuais.
O Construtor verificará, após o assentamento, se o equipamento está girando
adequadamente, se o equipamento está livre de interferências, tensões excessivas,
materiais estranhos e se está terminado e pronto para funcionamento.
As obrigações do Construtor incluirão qualquer alinhamento necessário em motores
elétricos, ou quando os motores estão fisicamente desligados dos equipamentos para a
realização de testes de rotação direcional.
Correias acionadoras tipo V deverão receber especial atenção de modo a assegurar que
os conjuntos de correias calibradas estão instalados, devidamente alinhados e na
medida desejada, Todas as correias em "V" serão providas de protetores de segurança.
Nos equipamentos de rotação, o funcionamento dos acionadores deverá ser verificado
antes de proceder-se o acoplamento ou instalação de correias.
g)Lubrificação
A lubrificação de todas as peças móveis será efetuada pelo Construtor com lubrificantes
recomendados pelos Fabricantes dos equipamentos e aprovados pela Fiscalização.
Para tanto, todos os lubrificantes necessários para início de funcionamento deverão
ser fornecidos pela Construtor, incluindo o óleo de limpeza.
Os equipamentos de rotação que tenham sido fornecidos desmontados para montagem
no local, ou que não tenham sido fornecidos com lubrificantes, deverão ter os mancais
limpos e lubrificados quando a montagem estiver terminada.
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Todas as tubulações de suprimento e retorno para óleo lubrificante deverão ser
perfeitamente limpas antes de sua conexão com o equipamento.
Graxa ou outros revestimentos protetores para a proteção do equipamento durante o
transporte e armazenamento deverão ser removidos pelo Construtor, usando solvente
ou produtos apropriados que não causem dano ao acabamento do equipamento.
h)Acabamento
O Construtor fornecerá toda a mão-de-obra e os materiais necessários para o
acabamento das montagens, incluindo bases de apoio e retoques da pintura de
acabamento e proteção.
i)Medidas Complementares
Deverão ser verificados vedação, refrigeração, drenagem, realimentação, regulagem,
isolamento e instalação de força, executadas obrigatoriamente dentro das normas
pertinentes e conforme as recomendações do Fabricante e do projeto.
GARANTIA DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS
O Construtor dará garantia total aos serviços aqui especificados, apresentando à
Contratante um termo de garantia dos serviços ofertados.
Essa garantia deverá abranger todo e qualquer defeito de montagem dos sistemas a
serem executados; o período de cobertura da garantia e seus detalhes serão objeto do
Contrato pertinente.
TRANSPORTE, GUARDA E MANUSEIO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
O transporte e o manuseio dos materiais e equipamentos deverão ser feitos com
cuidado para que não sofram danos físicos. De forma geral, porém, é necessário
observar os pontos mais sensíveis, tais como peças móveis, superfícies usinadas e
volantes, evitando-se manuseá-los nestas partes.
O Construtor deverá observar todas as normas de segurança do trabalho, regulamentos
em vigor e indicações dos Fabricantes, quanto ao transporte dos materiais.
Sempre que possível, os materiais e equipamentos deverão ser transportados em sua
embalagem original.
Na colocação do equipamento na sua base (ou lugar de destino) deverão ser seguidas
as recomendações do Fabricante, específicas para o tipo de equipamento instalado. De
modo geral, observar os itens abaixo:
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-atentar para a instalação de equipamentos que devem ser descarregados, diretamente
sobre trilhos já instalados, para depois serem deslocados para suas bases, a exemplo
de transformadores;
-ao levantar um equipamento, os cabos de sustentação não deverão ser atrelados em
volta de componentes que possam danificar-se devido ao esforço;
-deverão ser sempre evitadas possibilidades de flexão ou torção que possam causar
tensões excessivas;
-em qualquer circunstância, deverão ser seguidas sempre as recomendações que
acompanham o equipamento.
Deve-se evitar o contato direto de cabos de aço, cordas, garras ou correntes com o
equipamento a ser manuseado e sempre utilizar manilhas, pinos, flanges falsos e faixas
flexíveis.
Para a montagem dos equipamentos e sistemas previstos no Escopo dos Serviços, o
Construtor deverá considerar a utilização de recursos próprios. O Construtor não será
obrigada a dispor os equipamentos de içamento de carga instalados, tais como, pontes
rolantes, talhas, etc., para tal fim.
O Construtor não poderá modificar qualquer elemento do equipamento com o intuito de
facilitar a sua instalação, sem o consentimento da Fiscalização. Fica expressamente
proibida a desmontagem de acessórios do equipamento sem autorização por escrito da
Fiscalização.
O equipamento ou qualquer peça danificada pelo Construtor durante o manuseio ou
instalação será de sua inteira responsabilidade, porém, nenhum reparo ou substituição
será providenciado sem a prévia aprovação por escrito da Fiscalização.
A armazenagem dos materiais e equipamentos são de responsabilidade do Construtor e
deverá ser condizente com as características específicas de cada equipamento. O local
e os métodos de estocagem deverão ser previamente aprovados pela Fiscalização.
De forma geral, os equipamentos e dispositivos especiais devem ser armazenados
sempre de maneira que a superfície de apoio seja a maior possível e coincidente à parte
da maior resistência mecânica às deformações.
As partes não-revestidas dos equipamentos não deverão entrar em contato com o solo,
recomendando-se a construção de berços e outros dispositivos apropriados. Cuidados
especiais deverão ser tomados para manter a integridade dos revestimentos, pinturas e
elementos não-metálicos das peças, sempre em consonância com as recomendações
do Fabricante.
Os equipamentos necessários para a execução das montagens, pertencentes ao
Construtor, deverão ser do tipo e capacidade adequados, que satisfaçam às exigências
da Fiscalização. O Construtor deverá empregar os equipamentos necessários para a
conclusão dos serviços dentro dos prazos estabelecidos pelo cronograma de execução.
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Estas especificações complementam os métodos preconizados pelo Fabricante do
equipamento ou pelas normas pertinentes. As dúvidas serão dirimidas pela Fiscalização.
PROTEÇÃO PARA EQUIPAMENTOS
Durante o período de inatividade, os equipamentos deverão ficar protegidos
internamente contra corrosão e todas as aberturas deverão ser fechadas por meio de
flanges ou tampões de madeira (plug) etc, que só poderão ser retirados no
momento de execução das respectivas ligações.
Todos os acessórios e materiais passíveis de quebra deverão ser guardados,
devidamente identificados e somente reinstalados na fase de preparação para préoperação.
Havendo qualquer falta nestes cuidados e a critério da Fiscalização, o equipamento
deverá ser aberto para inspeção interna, sendo debitados ao Construtor os devidos
reparos ou substituições do equipamento.
LIMPEZA, PINTURA E PROTEÇÃO DAS SUPERFÍCIES
Constituem-se em serviços complementares de limpeza, pintura e proteção das
superfícies, a serem feitas na obra, quando necessário, a critério da Fiscalização , ou
tratamento geral em partes dos equipamentos ou materiais que serão instalados
submersos ou parcialmente embutidos no concreto, e, portanto, serão fornecidos sem
pintura.
Os procedimentos a serem seguidos encontram-se no subítem 2.5 desta Especificação.
MATERIAIS E FERRAMENTAS PARA MONTAGEM E INSTALACÃO
O Construtor instalará, onde requerido, todos os parafusos, porcas, arruelas, gaxetas e
outros materiais indicados nos desenhos dos equipamentos, ainda que não sejam
fornecidos com estes.
O Construtor fornecerá todos os calços, cunhas, placas, etc., necessárias ao
alinhamento e nivelamento dos equipamentos.
O Construtor fornecerá ainda, todo o equipamento de corte, aquecimento, solda,
equipamento para alívio de tensões e outros necessários à montagem das tubulações.
Fornecerá também toda a estrutura temporária necessária para a execução do serviço.
O Construtor fabricará e instalará, se necessário, proteções de acoplamentos e outros
dispositivos de segurança, quando solicitado pela Fiscalização.
CONTROLE, TESTES DE CAMPO, INSPEÇÃO E PRE-OPERAÇÃO
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A Fiscalização obrigará que o Construtor execute a montagem dentro da melhor técnica,
a fim de assegurar fácil operação e manutenção, bem como aparência satisfatória. A
Fiscalização interpretará o significado dos documentos de contrato e terá poderes para
rejeitar qualquer material ou serviço que, em seu julgamento, não satisfaça às
exigências do Contrato.
A Fiscalização obrigará que o Construtor instale no canteiro de obras, um local
apropriado para execução dos serviços de montagem o mais rápido possível e de
acordo com os cronogramas de construção, e mantenha na obra um engenheiro chefe
com experiência comprovada no ramo.
Antes do Construtor modificar qualquer trabalho definido nas especificações, deverá
obter aprovação por escrito da Fiscalização e antes de iniciar qualquer trabalho deverá
examinar cuidadosamente as relações que porventura existam com outros trabalhos
desta seção, para sua perfeita execução e levar ao conhecimento da Fiscalização
qualquer condição que impeça a execução das atividades ou de algum modo prejudique
a sua qualidade. Nenhuma justificativa será aceita sem que esta comunicação seja feita
por escrito.
O Construtor deverá tomar conhecimento dos procedimentos da Fiscalização, para
liberação de início de etapas importantes dos trabalhos e submeter-se a esses
procedimentos. As liberações dadas pela Fiscalização não isentarão o Construtor de
responsabilidade sobre a qualidade prevista no projeto e especificação. Erros ou
omissões em qualquer dos detalhes da construção, não deverão servir também ao
Construtor como justificativa para atrasos ou reivindicações quaisquer.
A Fiscalização obrigará que o Construtor garanta a execução apropriada dos serviços
de aplicação das pinturas protetoras anti-corrosivas que forem aplicadas após o
fornecimento do equipamento ou material, exatamente de acordo com as especificações
e/ou com as prescrições do Fabricante das tintas, de acordo com padronização de
cores definida pela CODEVASF.
O período de garantia da pintura será de um (1) ano a partir da aplicação da última
demão sobre o respectivo objeto.
A Fiscalização examinará cuidadosamente o espaço requerido pelas peças e
equipamentos e para instalações provisórias, movimentação etc, para assegurar-se que
o material poderá ser instalado no espaço a ele destinado.
Caberá à Fiscalização estabelecer permanente contato entre as diversas unidades
responsáveis pela construção, instalação e montagem a fim de detectar e coordenar as
diversas referências entre elas com a antecedência necessária.
Durante o progresso dos trabalhos, será feita cuidadosa atualização de desenhos,
fazendo constar toda e qualquer divergência proventura existente entre os desenhos de
Projeto e o executado.
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Serão feitos durante as montagens e instalações testes de controle de qualidade, de
defeitos e simulações segundo especificações e normas aplicáveis.
Se alguma falha aparecer, será convenientemente reparada antes ou
prosseguimento dos trabalhos sem que isto, afete o andamento normal da obra.
no
Todo material, instrumentos e equipamentos, bem como a mão-de-obra especializada
necessária à execução dos testes, inspeções e ensaios serão de responsabilidade do
Construtor. Também são de sua responsabilidade a execução de reparos e substituição
de peças defeituosas detectadas durante as inspeções e ensaios.
A montagem dos equipamentos especificados deverá ser baseada nos desenhos do
Projeto e do Fabricante.
Qualquer erro nos desenhos de referência, ou nas Especificações, seja de omissão, seja
de acréscimo, seja de uso indevido de palavras ou símbolos, não justificará o não
atendimento às exigências constantes dos desenhos ou das Especificações. No caso de
divergência entre os desenhos e as configurações dos equipamentos fornecidos e/ou as
características existentes na obra, prevalecendo as configurações dos equipamentos e
as características existentes na obra. O Construtor deverá levar ao conhecimento da
Fiscalização qualquer erro nas Especificações ou nos desenhos de referência.
O Construtor deverá seguir integralmente os manuais ou catálogos de montagens
fornecidos e recomendados pelo Fabricante do equipamento a fim de evitar a quebra
das garantias.
O Construtor, em todas as montagens, utilizará somente instrumentos de medição com
precisão tais como: calibres de altura, escalas em mm, paquímetros, níveis, 'prumos,
sutas, transferidores, etc.
O Construtor deverá usar aparelho ótico para alinhamento, toda vez que o equipamento
assim o exigir.
O Construtor, nas montagens, deverá empregar sempre o ferramental, aparelhos ou
dispositivos adequados a fim de evitar o risco de vida aos funcionários.
O Construtor deverá montar somente os equipamentos que tenham os certificados de
performance e de controle de qualidade, cujos testes foram realizados perante
elementos designados da Fiscalização.
O Construtor deverá considerar que a montagem final compreende todos os sistemas,
equipamentos, instrumentos, suportes, estruturas, etc., devidamente retocados quanto à
sua pintura, de acordo com as especificações básicas do fornecimento. Se, em função
de má conservação/armazenamento, as superfícies apresentarem corrosão
generalizada, ou mesmo, em estágio inicial de corrosão, tais superfícies deverão ter seu
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procedimento de pintura totalmente refeito, às custas do Construtor. De acordo com a
situação e a critério da Fiscalização, deverá ser feito novo jateamento das peças ou,
simplesmente, uma limpeza mecânica, que precederá a aplicação do primer e da tinta
de acabamento. Por equipamento ou material sob responsabilidade do Construtor,
entende-se aqueles entregues para a sua guarda nos locais das obras. No ato do
recebimento, o Construtor deverá conferir as listas de equipamentos e materiais
entregues e poderá, a seu critério, registrar qualquer imperfeição constatada nos
mesmos.
Quaisquer serviços iniciados sem a observação destas exigências serão sumariamente
recusados pela Fiscalização, correndo por conta do Construtor todos os ônus relativos à
reexecução dos mesmos.
Após a montagem ter sido realizada e em data previamente aprovada, o Construtor
deverá realizar os “testes de campo”, que poderão ser efetuados quando os
equipamentos montados estiverem interligados ao sistema.
a) Testes para Instalações
a.1)Luz
Deverão ser feitos alguns testes, antes da instalação ser entregue à operação normal,
verificando-se:
se as ligações, nas caixas de derivação e nos pontos de luz, foram executadas de
acordo com as normas;
se há continuidade nos circuitos;
- isolamento da instalação por meio de um “Megger”;
a existência de eventuais pontos quentes nas caixas de conexões (derivação), quando
a instalação entrar em serviço.
a.2) Força
O objetivo destes testes é verificar a integridade física dos cabos e a correta execução
dos terminais.
Os testes serão feitos sobre cabos já instalados na obra e com terminais instalados e
dispostos para o serviço.
Os cabos deverão ser desligados dos equipamentos correspondentes e seus terminais,
isolados da terra.
Para os cabos enterrados, os testes serão feitos uma vez instalados e antes de reaterrálos.
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O tipo de teste a ser executado dependerá da situação da instalação e da obra em geral,
podendo-se escolher um dos três procedimentos a seguir:
a.2.1) Verificação da Resistência de Isolamento
 as medidas de resistência de isolamento deverão ser tomadas entre fases e entre
fase contra “terra” (incluindo eletrodutos e carcaças metálicas) e se destinam a verificar,
além da resistência de isolamento, a eventual presença de pontos a terra ou em curtocircuito;
 para cabos de tensões iguais ou menores que 600V, o valor mínimo permissível de
resistência de isolamento será de 1 Megohm a ser verificada com megômetro de 500V;
 para cabos de tensões maiores que 600V, o valor mínimo permissível de resistência
de isolamento será de 1000 ohm por volt, a ser verificada com megômetro de 5000V.
a.2.2) Teste de Tensão Contínua:
 a tensão de teste será de três a cinco vezes a tensão nominal de isolamento entre um
condutor isolado qualquer e a terra, em kV eficazes e frequência industrial;
 a tensão se aplicará para cabos com condutores individualmente blindados, entre os
três condutores em paralelo e as blindagens à terra; e para cabos com blindagem
comum, entre cada condutor contra os outros dois à terra junto à blindagem;
 antes de se aplicar tensão, o cabo deverá ser testado por meio de um megômetro;
 se possível, será preferível conectar o pólo positivo do aparelho de teste à terra, e o
negativo ao condutor ou condutores em teste. A durabilidade do teste será de quinze
minutos;
 será indispensável, após o teste, descarregar o condutor através de um seccionador
para aterrar, eventualmente ligado no aparelho de teste.
a.2.3) Teste de Tensão Alternada:
 a tensão de teste será duas vezes a tensão nominal;
 a tensão será aplicada para cabos condutores individualmente blindados, entre cada
condutor e a respectiva blindagem à terra; e para cabos com blindagem comum, entre
condutor e os outros dois à terra junto à blindagem;
 para este teste será indispensável contar com aparelhos de teste com suficiente
potência; a durabilidade do teste será de cinco minutos.
Os testes, e particularmente os itens “a .2.2” e “a .2.3”, deverão ser feitos com prévia
comunicação por escrito à Fiscalização da obra, com as preocupações de segurança do
caso (aviso ao pessoal, cercado das áreas de teste, colocação de letreiros de perigo,
afastamento do pessoal alheio aos testes).
Todas os teste feitos serão anotadas nos protocolos de teste.
b) Inspeção, Pré-Operação e Testes de Aceitação
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A inspeção visual dos equipamentos deve ser feita com referência às dimensões,
pinturas, soldas, ruídos, folgas de eixo e mancais, falhas de fundação, tolerâncias e
quaisquer outros ítens que possam afetar o desempenho dos mesmos.
A inspeção e aprovação da montagem pela Fiscalização não tornará o Construtor isento
de sua responsabilidade pelo perfeito funcionamento dos equipamentos e sistemas.
Depois de terminada a montagem e lubrificação, o Construtor deverá testar devidamente
cada equipamento, de acordo com a programação de testes e conforme orientação da
Fiscalização. Qualquer parcela do serviço contratado que apresentar falhas ou qualquer
defeito verificado durante os testes, deverá ser reparado pelo Construtor por sua conta e
o serviço será vistoriado novamente.
Será da responsabilidade do Construtor fornecer o equipamento e pessoal necessário
para realizar todos os ensaios requisitados, alguns dos quais serão realizados no início
de operação das instalações.
O Construtor deverá apresentar à Fiscalização um sumário dos recursos necessários à
realização dos ensaios programados, para aprovação, antes de iniciar qualquer teste. O
Construtor deverá seguir, rigorosamente, os métodos de ensaios recomendados pelos
Fabricantes dos equipamentos e aprovados pela Fiscalização. O Construtor fará o
relatório de todos os ensaios realizados, que serão submetidos à Fiscalização para
aprovação.
Após os testes individuais dos equipamentos, será iniciada a fase de pré-operação das
unidades e comissionamento do sistema como um todo, que deverá demandar o tempo
necessário, até que seja alcançada a performance e confiabilidade requeridas às
diversas unidades operacionais, de acordo com as especificações técnicas dos
equipamentos e com os requisitos de uma boa montagem. Esta fase deverá ser
totalmente acompanhada por pessoal do Construtor, no sentido de corrigir qualquer
imperfeição decorrente dos serviços de montagem.
Caberá ao Construtor fornecer os serviços de pré-operação e testes de aceitação.
A fase de Pré-Operação inicia-se somente após a conclusão de todos os trabalhos de
construção e montagem, inclusive pintura e compreenderá as operações de limpeza,
testes preliminares dos equipamentos, ajustes e verificação dos sistemas de proteção,
calibração das seguranças e ajustes dos controles. Ela destina-se essencialmente à
verificação e correção de montagens dos equipamentos e ao preparo destes para os
testes de aceitação. A condição final desta fase será a unidade completamente acabada
e em perfeitas condições para submeter-se aos testes de aceitação. Nesta fase os
operadores da CODEVASF apenas acompanharão os trabalhos que serão
desenvolvidos pelo Construtor e que deverão ser conduzidos por técnicos dos
Fabricantes de equipamentos.
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Os Testes de Aceitação serão realizados com a finalidade de verificar o funcionamento
dos vários elementos do sistema, bem como as suas capacidades. Durante os testes
será feita inspeção visual com o objetivo de observar o comportamento operacional dos
vários equipamentos e instrumentos. Os instrumentos necessários à execução dos
testes serão de responsabilidade do Construtor, sem ônus para a Contratante.
Os procedimentos de pré-operação e testes serão os especificados a seguir, salvo
indicação contrária da Contratante.
b.1) Motores
Todos os motores terão verificados seus sentidos de rotação e medidas as suas
correntes, garantindo-se que as correntes nominais não sejam ultrapassadas e que as
fases sejam equilibradas. Deverão ser medidos os isolamentos de todos os motores,
sendo submetidos à secagem os que acusarem baixo isolamento.
b.2) Circuitos de Controle e Comando
Serão feitas as seguintes verificações:
 da correta continuidade dos circuitos de baixa tensão de controle e de comando;
 nas conexões em blocos terminais, fusíveis, botões liga-desliga (locais e no campo),
chave de comando, lâmpadas de sinalização, pressostatos, termostatos, etc.;
 comprovação da correta operação dos intertravamentos existentes entre os diversos
equipamentos;
 da correta identificação das chaves de alimentação dos equipamentos.
b.3) Cabos de Força e Controle
 medição de isolamento de todos os cabos de força e de controle;
 verificação dos terminais e conexões;
 identificação de fases nos terminais dos cabos de força em acordo com as fases do
sistema principal de alimentação.
b.4) Transformadores de Corrente e Potencial
 testes de relação;
 teste de polaridade.
b.5) Disjuntores
 aberturas e fechamento em posição de operação e de teste;
 inspeção dos contatos principais quanto à pressão, superfície de contato elétrico,
isolamento elétrico entre pólos de uma mesma fase e entre fases;
 inspeção da câmara de extinção;
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 medição de resistência dos contatos;
 lubrificação de todas as partes móveis;
 alinhamento entre contatos;
 determinação da tensão mínima ou pressão mínima de fechamento e abertura do
disjuntor;
 inspeção dos dispositivos principais de fechamento e abertura do disjuntor;
 encaixe dos contatos do disjuntor nos terminais de saída e de entrada; para
disjuntores removíveis, verificação do correto funcionamento do carro e perfeito encaixe
dos contatos móveis;
 inspeção dos contatos auxiliares quanto a pressão, bom estado de conservação e boa
conexão dos terminais;
 para disjuntores com relés primários, testes dos relés verificando o ponto correto de
operação;
 continuidade de todos os circuitos de ligamento e desligamento do disjuntor;
 outros testes e verificações recomendados pelo Fabricante de acordo com o manual
de instrução.
b.6) Contatores de Baixa Tensão
 abertura e fechamento em posição de operação e de testes;
 inspeção das câmaras de extinção;
 inspeção dos contatos principais, quanto à boa superfície de contato, pressão e
conservação e isolamento elétrico entre contatos e terra;
 verificação dos encaixes primários e secundários; se removíveis verificar o bom
encaixe dos terminais primários e secundários e boa movimentação dos carros;
 exame da capacidade dos relés térmicos, fusíveis ou disjuntores quanto aos
equipamentos protegidos;
 determinação da tensão ou pressão mínima de fechamento e abertura dos contatores;
 outros testes e verificações recomendados pelo Fabricante em acordo com o manual
de instrução;
 lubrificação de todas as partes móveis.
b.7) Barramento de Baixa Tensão
 inspeção das conexões e estado de isoladores, conexões entre barras na baixa
tensão;
 medição de isolamento entre fases e fase à terra;
 identificação das fases das conexões entre barras.
b.8) Relés
 isolamento entre contatos;
 isolamento entre bobinas e terra;
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 inspeção dos elementos internos, inspeção das conexões quanto a bom contato e
correção, boa movimentação dos discos, com estado das molas de amortecimento, boa
fixação dos núcleos magnéticos;
 teste de operação dos relés nos pontos indicados pelo Fabricante;
 teste de correta operação dos relés nos pontos de calibração indicados pela
Contratante;
 teste dos “circuitos indicadores de operação” dos relés;
 verificação do estado de conservação dos contatos;
 teste de todos os relés térmicos de proteção dos motores de alta e baixa tensão, no
ponto de operação indicado pela Contratante;
 verificação da correta conexão dos relés quanto a polaridade dos TC’s de
alimentação;
 teste de continuidade nos circuitos de desligamento;
 limpeza e condições das gaxetas de vedação das tampas;
 teste do ajuste zero;
 identificação dos relés quanto às fases que protegem;
 outros testes e verificação recomendados pelo Fabricante em acordo com o manual
de instrução.
b.9) Circuitos e Instrumentos de Medição
 aferição dos amperímetros e voltímetros;
 verificação das escalas em acordo com os TC’s e TP’s de alimentação;
 verificação da correta conexão dos voltímetros, medidores de kW, fasímetros, em
acordo com a polaridade dos TC’s e TP’s de alimentação;
 verificação da correta conexão das chaves de transferência de amperímetro e
voltímetro quanto a circuitos abertos, bom contato, correta identificação da fase do
sistema com a fase indicada na chave;
 outros testes ou verificações recomendados pelo Fabricante em acordo com o manual
de instrução.
b.10) Sistema de Alarme
 inspeção e verificação do correto funcionamento de todo o circuito de alarme da
subestação, com teste individual de cada ponto;
 inspeção no painel geral de alarme quanto à limpeza dos equipamentos ali contidos,
conexões, etc.;
 verificação da inscrição dos alarmes e identificação dos pontos de origem.
b.11) Transformadores de Força e Luz:
 inspeção das conexões do primário e secundário;
 verificação dos taps de comutação quanto a ausência de atrito, boa superfície de
contato, boas condições de manobra;
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 verificação da conexão de terra;
 outros testes e verificações recomendados pelo Fabricante em acordo com o manual
de instrução.
b.12) Malha de Terra da Subestação:
 medição da resistência de terra;
 inspeção das conexões de terra em todos os painéis, carcaça de equipamentos,
terminais de cabos e demais elementos metálicos.
b.13) Circuitos de Iluminação e Instrumentação:
 medição de isolamento dos cabos principais;
 identificação clara dos circuitos de iluminação em acordo com os desenhos Teste;
 identificação clara dos circuitos de alimentação dos instrumentos;
 inspeção nos quadros de alimentação de luz e de instrumentos quanto à correta
conexão e ao bom contato;
 inspeção dos transformadores de luz e de instrumentos, identificação das fases
primárias;
 verificação da boa distribuição de cargas entre as fases e entre transformadores.
ESPECIFICAÇÕES PARA MONTAGENS E INSTALAÇÕES DOS MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS, EM GERAL
A seguir são especificadas as montagens e instalações dos materiais e equipamentos
elétricos, em geral. Além destas especificações, o Construtor deverá atender às Normas
Técnica pertinentes, no que couber, as recomendações do Fabricante e às
especificações do Projeto. As dúvidas serão dirimidas pela Fiscalização.
A execução dos serviços de montagem e instalação deverá ser esmerada, de bom
acabamento, e de acordo com as normas da Companhia Concessionária local, além de
obedecer às recomendações e prescrições das firmas fornecedoras dos materiais e
equipamentos especializados.
Todos os condutores, eletrodutos e equipamentos serão cuidadosamente instalados e
firmemente ligados à estrutura de suporte e aos respectivos pertences, formando um
conjunto mecânico e eletricamente satisfatório, e de boa aparência, além do que todo
equipamento deverá ser fixado firmemente ao local em que deve ser instalado,
prevendo-se meios de fixação ou suspensão condizentes com a natureza do suporte e
com o peso e as dimensões do equipamento considerado.
A entrada, quando em baixa tensão, será normalmente aérea.
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A medição será feita de acordo com as normas da Concessionária local, à prova de
tempo, com espaço para abrigar o medidor, com visor e dispositivo para lacre, e também
espaço para o disjuntor geral.
Na distribuição de energia, será adotado o seguinte critério:
-distribuição monofásica em 127V com neutro, para os circuitos de tomadas e de
lâmpadas incandescentes, em sistemas 220/127V;
-distribuição bifásica em 220V sem neutro, para os circuitos de lâmpadas fluorescentes e
iluminação em vapor de mercúrio, em sistemas 220/127V;
-distribuição monofásica em 220V com neutro, para os circuitos de tomadas e lâmpadas,
em sistemas 380/220V.
Os eletrodutos deverão ser aparentes ou embutidos em lajes e alvenaria, conforme
indicação do Projeto das Instalações.
As chaves de proteção dos circuitos serão do tipo QUICK-LAG unipolares para os
circuitos em 127V e bipolares para os circuitos de 220V (sistemas 220/127V) e
monopolares em 220V (sistema 380/220V).
Os eletrodutos rígidos de envelopes deverão ser inclinados na direção da drenagem,
com declividade mínima de 25cm em 10m.
Durante a montagem, todas as extremidades de eletrodutos deverão estar obturadas.
Após a instalação, os eletrodutos serão limpos ou desobstruídos. Completados os
cursos de eletrodutos, suas extremidades serão fechadas com tampões ou plugues que
só serão retirados para inspeção, ou testes, antes da instalação dos condutores.
Serão rejeitados todos os eletrodutos que se apresentem fendilhados ou com redução
de seção.
As ligações dos eletrodutos metálicos a caixas ou quadros serão executadas por meio
de buchas ou arruelas, de modo a estabelecer continuidade do sistema elétrico.
Todas as deflexões dos eletrodutos serão executadas com conduletes, ou caixas
apropriadas, e as extremidades dos eletrodutos, quando não rosqueadas diretamente
em caixas ou conexões, deverão ser providas de buchas rosqueadas.
Caixas e conduletes deverão ser montados de acordo com as normas, obedecendo-se
ainda às instruções dos Fabricantes.
Qualquer furo no concreto, necessário para passagem da tubulação, só poderá ser
executado após autorização da Fiscalização.
Os eletrodutos embutidos a serem empregados serão de PVC pretos rígidos do tipo
pesado. Quando embutidos em concreto, deverão ser colocadas sobre a ferragem
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positiva e bem amarradas, de modo a evitar seu deslocamento e deformação na
concretagem, devendo, ainda, ser fechadas as caixas e bocas dos eletrodutos, com
peças apropriadas para impedir a entrada de argamassa ou natas de cimento durante a
concretagem.
A colocação de eletrodutos embutidos, em peças estruturais de concreto, deverá ser
feita de modo que não fiquem sujeitos a esforços. Nas juntas de dilatação, o eletroduto
deverá ser seccionado, garantindo-se sua continuidade elétrica e estanqueidade.
Estão referidos como caixas, para fins desta especificação, os botões, interruptores,
caixas de passagem, caixas de junção, caixas de tomada, painéis de distribuição,
painéis de iluminação e outros invólucros completos ou parciais, não mencionados
nominalmente de outro modo nestas especificações. Quando se tornar necessário
remover o conteúdo das caixas, para sua instalação apropriada, ou quando elas forem
separadas de seus respectivos conteúdos, estes serão recolocados e instalados em
seus invólucros, antes que a instalação seja considerada completa.
As caixas embutidas no concreto deverão ser fixadas firmemente às formas e ancoradas
no concreto. Deverão ser firmemente compostas, antes da concretagem. Deverão ser
removidas e reajustadas todas as caixas não apropriadamente instaladas ou sempre
que exigido pela Fiscalização.
As caixas deverão ser localizadas de modo que a tampa e as aberturas sejam facilmente
acessíveis.
Deverão ser instalados, ligados e testados, todos os fios e cabos isolados, necessários
para os sistemas de energia, controle e iluminação, incluindo a instalação de conectores,
juntas e materiais para emendas, garras e calços, etiquetas de identificação e outros
materiais necessários para se efetuar uma instalação completa, pronta para operação.
Toda e qualquer enfiação só será executada depois de concluídos todos os serviços de
acabamento e impermeabilização.
O isolamento dos condutores deverá trazer a marca do Fabricante, e cada condutor terá
isolamento colorido, como segue:
FASE A: Preto ou cinza;
FASE B: Vermelho;
FASE C: Branco;
NEUTRO: Azul claro;
TERRA: Verde ou verde/amarelo.
a) Eletrodutos
a.1) Eletrodutos Rígidos
Os eletrodutos deverão ter a superfície interna completamente lisa, sem rebarba e livre
de substâncias abrasivas. No caso de PVC, deverão ainda ser inalteráveis, não sofrendo
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deformações no decorrer do tempo, sob a ação do calor ou da umidade, suportando as
temperaturas máximas previstas para os cabos em serviços.
As conexões entre eletrodutos deverão ser feitas com luvas rosqueadas, sendo no
entanto admitido o uso de conexões parafusáveis do tipo sem rosca, da DAISA ou
equivalente. A conexão de eletrodutos nas caixas não-rosqueáveis deverá ser por meio
de buchas e arruelas apropriadas. Não será permitido o uso de solda no caso de
metálicos e de cola no caso de PVC. As extremidades livres, não-rosqueadas
diretamente em caixas ou conexões, deverão ser providas de buchas.
Os eletrodutos de aço de diâmetro inferior a 1” poderão ser curvados usando-se
métodos manuais adequados. No caso de diâmetros superiores somente por máquinas
especiais para dobragem de eletrodutos, devendo o curvamento obedecer aos raios
mínimos da tabela a seguir:
DIÂMETRO NOMINAL DO
ELETRODUTO
(POLEGADAS)
¾
1
1¼
1½
2
2½
3½
4
RAIOS DE CURVATURA MÍNIMOS
POLEGADAS
MILÍMETROS
5
6
8
10
12
15
21
24
127
152
203
254
305
381
533
610
Não será permitido aquecer os eletrodutos para facilitar seu curvamento, sendo que este
deverá ser executado, ainda, sem enrugamento, amassaduras ou avarias no
revestimento. Grupos paralelos deverão ser curvados de modo a formarem arcos de
círculo concêntricos, mesmo que sejam de diâmetros diferentes, a menos que
expressamente indicado de outra forma no projeto. Nos demais casos, deverão ser
obrigatoriamente usadas curvas pré-fabricadas em todas as mudanças de direção. Não
deverão ser empregados curvas com deflexão maior que 90°.
No caso de conexões por luvas rosqueáveis, os eletrodutos poderão ser cortados por
meio de corta-tubos ou a serra, sendo as roscas feitas com uso de cossinete e com
ajustes progressivos. As roscas que contiverem uma volta completa ou nas de fios
cortados, deverão ser rejeitadas mesmo que a falha não fique na faixa de aperto. Após a
execução das roscas, as extremidades deverão ser escariadas para a eliminação de
rebarbas.
Com a finalidade de obter melhor estanqueidade e prevenir corrosão quando do
rosqueamento, deverá ser aplicada sobre as roscas tinta metálica especial; não sendo
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permitido o uso de material fibroso (canhamo, juta, estopa, etc.). O rosqueamento
deverá pegar obrigatoriamente, no mínimo cinco fios completos de rosca.
Os eletrodutos deverão ser instalados de modo a não formar cotovelos ou depressões
onde possa acumular água, devendo apresentar uma ligeira e contínua declividade (no
mínimo de 0,25%) em direção às caixas nos trechos horizontais.
O número máximo de curvas entre duas caixas deverá obedecer à NBR 5410 da ABNT.
Os eletrodutos embutidos, ao sobressaírem dos pisos e paredes, não deverão ser
rosqueados a menos de 0,15m da superfície, de modo a permitirem um eventual futuro
corte e rosqueamento.
Os eletrodutos aparentes deverão ser convenientemente suportados com fixação
espaçada de no máximo 0,80m para eletrodutos de 3/4”e de 1,50m para bitolas
superiores. Deverão correr paralelamente ou formando ângulo reto com vigas, pilares e
paredes, bem como manter afastamento adequado das mesmas. deverão ser
conectados por meio de conduletes nas mudanças de direção.
Após a instalação dos eletrodutos, inclusive aqueles de reserva, deverão ser colocados
um arame galvanizado nº 12, a não ser que a Fiscalização aprove outro processo que
permita a enfiação dos mesmos.
Durante e após a montagem, antes da concretagem e durante a construção, deverão ser
vedados os extremos dos eletrodutos por meios adequados a fim de prevenir a entrada
de corpos estranhos. água ou umidade.
a.2) Eletrodutos Flexíveis
Nas extremidades dos eletrodutos flexíveis serão fixadas peças que impeçam a
danificação dos condutores pelas arestas, dispondo de roscas para a instalação de
adendos utilizados nas redes de eletrodutos rígidos.
Constituirão trechos contínuos de caixa a caixa, não devendo ser emendados.
As curvas serão feitas de modo a não se reduzir sua seção interna e não produzir
aberturas entre suas espirais. O raio de curvatura será no mínimo doze vezes o diâmetro
externo do eletroduto. As curvas serão presas firmemente às superfícies de apoio para
que não se deformem durante a enfiação dos conduletes.
A fixação às superfícies de apoio será feita por meio de braçadeiras espaçadas em, no
mínimo, 0,80m.
Os eletrodutos flexíveis, quando do tipo “Sealtight” (impermeável), deverão possuir
internamente um fio de cobre ligado aos conectores das extremidades, de maneira a
assegurar a continuidade metálica da instalação possibilitando, assim, seu aterramento.
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Os eletrodutos flexíveis não deverão ficar expostos a danos físicos
a.3) Rede de Eletrodutos Subterrâneos (Envelopes)
a.3.1) Escavação das Valas
A marcação e a abertura das valas deverão ser feitas de acordo com o projeto, seguindo
o alinhamento e nivelamento entre as caixas de passagem. As valas só deverão ser
abertas após a verificação da existência de todas as tubulações interferentes, quando
indicadas no projeto.
Nas interferências não-previstas deverão ser evitadas as curvas de raio pequeno e
variação do nível a fim de não formar pontos baixos de acumulação de água.
Se possível todo o trecho entre caixas de passagem deverá ser escavado de uma só
vez antes da preparação da base.
O material escavado, que se utilizará no reaterro, poderá ser depositado ao longo da
escavação a uma distância que não perturbe a execução dos serviços.
As valas deverão manter-se limpas de terra, desmoronamento, entulhos e sobras
durante a execução dos serviços.
a.3.2) Preparação da Base
A base deverá ficar uniformemente distribuída e o material convenientemente
compactado. Quando não indicado em projeto, a declividade da vala, entre duas caixas
de passagem, deverá ser, no mínimo, de 0,25% a fim de proporcionar o escoamento de
água nos eletrodutos. Não deverá haver, entre duas caixas de passagem, pontos baixos
que provoquem a acumulação de água nos eletrodutos. No caso de solo de baixa
resistência deverão ser utilizadas fundações definidas em projeto ou conforme
orientação da fiscalização.
a.3.3) Colocação dos Eletrodutos
Os eletrodutos, ao serem colocados na vala, deverão ser alinhados e arrumados com
espaçadores de plástico ou outro material especificado em projeto e deverão ser
colocados em cada 1,3m.
O topo da rede de eletrodutos deverá ficar na profundidade indicada no projeto e,
quando não houver indicação, a profundidade mínima deverá ser de 0,30m da
superfície.
O posicionamento de eletrodutos em uma rede de dutos deverá ser o mesmo no trajeto
de duas caixas de passagem consecutivas. Quando porventura houver obstáculos nãoprevistos em projetos, entre duas caixas de passagem consecutivas, poder-se-á adaptar
o feixe de eletrodutos de forma a vencê-los, tendo-se o cuidado em manter as mesmas
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posições relativas dos dutos, tantos verticais como horizontais, conservando-se assim a
mesma formação anteriormente prevista.
Na rede subterrânea não será permitida a redução de diâmetros de eletrodutos.
O raio de curvatura mínimo para a rede de dutos deverá ser aquele raio mínimo
permitido para o cabo de maior bitola que será instalado na rede, devendo ainda ser
observado o raio mínimo de curvatura para eletrodutos, conforme tabela indicada nesta
especificação.
Quando indicado no projeto, os eletrodutos deverão ser identificados nas entradas e
saídas das caixas.
Os eletrodutos de reserva deverão, após a limpeza, ser vedados em ambas as
extremidades com tampões adequados.
a.3.4) Concretagem de Envelopes
Antes da concretagem do envelope, deverá ser feita uma rigorosa inspeção nos
eletrodutos, pela Fiscalização.
O concreto para execução dos envelopes deverá ter as características descritas para as
obras civis.
Os eletrodutos deverão sobressair de, no mínimo, 0,50m do envelope e as extremidades
dos dutos deverão ser tampadas por meio adeq