Manual do Motor LEO

Manual do Motor LEO
MANUAL
A
DE
INSTRUÇÕES
DO
MOTOR LEO 28 EP
O LEO 28 EP
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS E INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO
O Leo 28 EP é um
motor glow a dois tempos
tecnologicamente avançado
cujas características se
combinam e adaptam ao
modelo Super Stearman.
O Leo 28 EP é um motor do
tipo ABC (Alumínio, Bronze,
Crómio). Esta iniciais indicam
que o pistão é feito de alumínio
e a camisa de bronze e têm
ambos um fino revestimento
de crómio. Neste tipo
de construção o pistão e a
camisa ficam muito justos
e têm uma forma cónica que
permite obter uma elevada
taxa de compressão e,
consequentemente, uma maior
potência. Por tudo isto, é muito
importante fazer uma rodagem
correcta do motor porque
o pistão e a camisa têm que
acamar para proporcionarem
o máximo rendimento.
A cambota, apoiada em
rolamentos, favorece as
performances do motor.
O Leo 28 EP também vem
equipado com um extensor
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Cilindrada
Diâmetro
do cilindro
Curso do pistão
Potência
Número mín. e
máx. de rotações
Peso
do silencioso de escape
para que a sua saída
se adapte à parte
inferior do Super
Stearman.
CONSELHOS
DE UTILIZAÇÃO
Antes de o pôr a
trabalhar é muito importante
que o motor esteja montado
e bem fixado à sua bancada
e que esta, por sua vez,
esteja devidamente
fixada à fuselagem
do Super Stearman.
Se tal for possível,
aconselha-se que
realize a rodagem
do motor numa
bancada própria para
o efeito. Todos os
elementos periféricos
devem estar ligados, como
o tubo de escape, o tubo
do combustível, os braços
do comando do servo, etc.
É igualmente importante
verificar se o hélice está
convenientemente fixado
na extremidade da cambota
com a porca e a anilha.
Para pôr o motor a trabalhar
é indispensável um clip de
vela (ou cachimbo de vela) que
se pode adquirir em qualquer
loja de modelismo dinâmico.
Para parar o motor também
é de grande utilidade, mas não
DIMENSÕES DO LEO 28 EP
4,57 cc
18,5 mm
17 mm
0,83 CV às
18 000 rpm
de 2500
a 18 000 rpm
215 g
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MANUAL
DE
INSTRUÇÕES
indispensável, um cone
de paragem do motor.
ATENÇÃO
O motor pode ser arrancado
manualmente, mas para quem
não tiver prática, e para evitar
ferimentos graves nos dedos
ou nas mãos, recomenda-se
vivamente a utilização de
um arrancador ou starter,
que também se encontra
facilmente à venda em
qualquer loja especializada
em aeromodelismo.
D ESCRIÇÃO DO
CARBURADOR
AGULHA DE BAIXAS ( MÍNIMO )
Permite afinar o motor de
maneira a que este acelere
correctamente. A subida
do regime de rotação do
motor desde o ralentí até
à rotação máxima regula-se
com a agulha de baixas
(ralentí), situada ao lado
da entrada do ar. Aparafusando
a agulha de baixas empobrece-se a mistura, desaparafusando
enriquece-se. Diz-se que a
mistura é pobre quando há
uma quantidade exagerada
de ar em relação ao
combustível injectado
Agulha de baixas
DO
MOTOR LEO 28 EP
e vice-versa quando
a mistura é rica.
AGULHA DE ALTAS ( MÁXIMO )
Permite afinar o número de
rotações máximas do motor.
Para levar a cabo a
rodagem do motor é muito
importante que este trabalhe
com uma mistura «rica» de
maneira a que saia bastante
fumo e até óleo pelo tubo
de escape. Depois de rodado
o motor, afina-se a agulha
de altas (ou máximas):
aparafusa-se para empobrecer,
desaparafusa-se para
enriquecer. É aconselhável
que a mistura seja sempre
um pouco «rica» pois desta
maneira o motor fica mais bem
lubrificado e, além disso, um
pouco de combustível a mais
ajuda a «refrigerar» a parte alta
do motor, impedindo que a
cabeça aqueça excessivamente.
A FINAÇÕES DO
CARBURADOR
Regra geral, o carburador vem
afinado de fábrica e por isso
não deve haver qualquer
problema para pôr o motor
a trabalhar da primeira vez.
Mesmo assim, é conveniente
conhecer as suas afinações
Agulha de baixas
Parafuso
do ralentí
Entrada do
combustível
Agulha
de altas
Figura 1
B
Agulha de altas
Fechar
Figura 2
Abrir
pois, em função de muitos
parâmetros – como, por
exemplo, temperatura
exterior, humidade,
combustível, altitude do local
de voo, etc. –, será necessário
proceder a uma regulação
conveniente. Para se fazer a
rodagem do motor fecha-se
a agulha de alta, que controla
a passagem do combustível,
rodando-a no sentido dos
ponteiros do relógio. Depois
de totalmente fechada, abre-se
a agulha rodando-a duas voltas
e meia no sentido contrário
ao dos ponteiros do relógio.
Ver Figura 2.
Seguidamente, afina-se a
passagem do carburador de
maneira a que o tambor fique
um pouco aberto e deixe uma
abertura de cerca de 2 mm
(parafuso do ralentí). Para se
conseguir esta afinação actua-se
no stick do acelerador do
emissor de RC. É sempre
conveniente ligar o emissor
em vez de mover manualmente
o braço de comando do servo
porque isso força esta peça e
pode mesmo danificá-la.
Ver Figura 1.
As afinações devem-se fazer
sempre de forma muito
cuidadosa, rodando as agulhas
ponto a ponto de cada vez,
o que serve de referência para
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MANUAL
C
DE
INSTRUÇÕES
Posição do tambor do carburador
com o motor à máxima rotação
Figura 3
Abertura do tambor durante a rodagem
se saber até onde foram
rodadas. É preciso ter em
atenção que as afinações não
têm efeito imediato. É preciso
esperar alguns segundos para se
ver como é que o motor reage.
Como regra geral, se o motor
estiver a trabalhar bem a
cabeça não atinge uma
temperatura exagerada e,
sempre que se acelera, sai
algum fumo pelo tubo de
escape, ou seja, a carburação
está boa.
A RRANQUE DO MOTOR
Antes de mais, é preciso ver se
a vela e o cachimbo estão em
perfeitas condições. Para isso,
desenrosca-se a vela da cabeça
do motor e introduz-se no
cachimbo: o filamento deve
ficar ao rubo no espaço de
breves segundos. Se isso não
acontecer, ou a vela está
estragada ou a pilha do
cachimbo da vela tem
que ser recarregada.
Depois de se ter a certeza
de que estes dois elementos
estão em perfeitas condições,
enrosca-se novamente a vela
na cabeça do motor. Para que
o motor comece a trabalhar
é preciso que o combustível
chegue através do respectivo
tubo até à câmara de
combustão. Assim, enche-se
o depósito de combustível
e roda-se o hélice no sentido
contrário ao dos ponteiros
do relógio, ao mesmo tempo
que, com um dedo, se tapa
a entrada (tubo Venturi) do
carburador. Em princípio,
bastam duas voltas completas
do hélice para ferrar
o carburador. Depois disso,
introduz-se o cachimbo de
vela na vela e põe-se o motor a
trabalhar com um arrancador.
Os iniciados NUNCA devem
accionar o hélice
manualmente.
Assim que o motor começar
a trabalhar, mantém-se o
cachimbo da vela durante
alguns segundos e depois
retira-se. Há diferentes
maneiras de rodar motores, no
entanto uma das mais seguras
é a que propõe que um motor
DO
MOTOR LEO 28 EP
deste tipo trabalhe a cerca de
4500 rpm (para controlar o
regime é necessário adquirir
um conta-rotações) durante
cerca de 1 minuto, ao fim do
qual se força o motor a parar.
Deixa-se arrefecer e volta-se
a arrancá-lo. Repete-se esta
operação as vezes que se
julgarem convenientes pois
ela varia de motor para motor.
Depois disso, passa-se à
rodagem por depósitos, ou
seja, arranca-se o motor com
o depósito cheio e deixa-se
trabalhar a baixo/médio
regime até consumir todo o
combustível. Um motor bem
rodado deve trabalhar o tempo
necessário até que aceite bem
a aceleração e desaceleração
sem parar. Lembre-se que um
motor bem rodado dura mais
e dá mais garantias em voo.
Para que o motor «acame»
bem durante a rodagem é
fundamental que não aqueça
demasiado, pois a camisa e o
pistão dilatariam de maneiras
diferentes e provocariam
um mau funcionamento e
logicamente uma má rodagem.
Cachimbo de vela com
o filamento da vela ao rubro
P ROBLEMAS E SOLUÇÕES
• A vela não fica ao rubro?
Verificar se a pilha do
cachimbo de vela está
carregado e se o filamento
da vela está bom.
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MANUAL
DE
INSTRUÇÕES
• O combustível não chega
ao carburador?
Confirmar se o tubo de
pressurização do depósito
está correctamente ligado
e que tanto este como o do
combustível não têm qualquer
corte. Se se observarem
manchas no interior do tubo
do combustível, desliga-se
e sopra-se para eliminar o
excesso de óleo acumulado.
Também se limpa o filtro do
combustível intercalado no
tubo de alimentação entre o
depósito e o carburador. Este
filtro encontra-se facilmente
à venda nas lojas de
aeromodelismo.
• O motor não arranca?
Verificar se a vela fica ao
rubro com o cachimbo de vela
previamente carregado. Para
isso é preciso tirar a vela da
cabeça do motor e encaixá-la
na extremidade do cachimbo
de vela. O filamento tem que
ficar cor-de-laranja em breves
segundos. Se isso não acontecer,
experimenta-se com outra vela.
Se o problema persistir, é quase
certo que a pilha do cachimbo
de vela está descarregada.
Um método simples de
comprovação é usar uma
pilha vulgar de 1,5 volts
AA, ligar-lhe dois fios de
cobre aos pólos negativo
e positivo e à massa e ao
positivo da vela. A pilha
recarregável do cachimbo
de vela perde rapidamente
a carga durante as primeiras
utilizações, mas também
pode acontecer que um
novato «afogue» o motor
e provoque o isolamento
da vela, situação que se
resolve rapidamente com
um isqueiro para aquecer
e limpar o filamento, mas
DO
MOTOR LEO 28 EP
D
sempre afastado do combustível.
Também é frequente que, na
fase de rodagem, os motores se
vão abaixo assim que se retira
o cachimbo da vela. Se isso
acontecer, põe-se o motor
a trabalhar e deixa-se ficar
o cachimbo da vela cerca
de 15 segundos.
• O motor arranca mas pára
logo de seguida?
Abre-se ligeiramente a agulha
de altas e vê-se se o tubo do
combustível está obstruído.
Também poderá ser necessário
verificar se o grau térmico da
vela é o mais indicado.
• O motor acelera mal?
Fecha-se ligeiramente a agulha
de baixas para se obter uma
aceleração limpa, sem quebras.
• O motor vai abaixo/pára
quando se acelera?
Abre-se ligeiramente a agulha
de baixas.
• O motor vai abaixo em plena
aceleração?
A agulha de altas está
muito fechada. Abre-se
para enriquecer a mistura.
• O motor não responde bem
a subidas de regime, engasga
e pára?
A mistura está exageradamente
«rica». Fecha-se a agulha de
altas para a empobrecer.
• Como parar o motor?
Há várias maneiras de parar
o motor, sendo a mais simples
esperar que este consuma o
combustível todo. Também se
pode atirar um trapo contra o
hélice, mas é um método que
não se recomenda. Assim, as
duas maneiras mais seguras
são: a utilização do cone
de paragem do motor ou,
simplesmente, estrangular
com os dedos o tubo do
combustível que vai do
depósito ao carburador.
• Como evitar estes problemas
e conseguir ajuda?
Antes de mais, se é a primeira
vez que entra em contacto com
o mundo do aeromodelismo,
EVITE rodar o motor sem o
aconselhamento de alguém que
já possua alguma experiência e,
MUITO MENOS, tente pôr o
seu Super Stearman a voar sem
a vigilância de um instrutor.
Lembre-se que um modelo
de aeromodelismo não é um
brinquedo e que se pode tornar
extremamente perigoso se não
Silencioso com saída do tubo
de escape orientável
Extensor da saída do escape
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MANUAL
E
for devidamente controlado.
Ao longo desta colecção foram
fornecidas muitas explicações
teóricas, mas a prática só pode
ser obtida junto de alguém que
já sabe sabe «voar».
De norte a sul de Portugal
existem dezenas de clubes e
associações, cujos contactos
podem ser encontrados no
fascículo n.º 49 desta colecção.
No entanto, basta uma consulta
ao site da Federação Portuguesa
de Aeromodelismo:
http://www.fpam.pt/ e, por
certo, irá encontrar apoio perto
da sua área de residência.
R EGRAS DE SEGURANÇA
Este motor não é um brinquedo
e consegue debitar uma potência
considerável, capaz de causar
danos em pessoas e bens se não
se prestar a máxima atenção
durante todas as operações.
Crianças com menos de 14 anos
só deverão utilizar o Leo 28 EP
com toda a segurança na
presença de um adulto. Devem
ser escrupulosamente respeitadas
as recomendações que a seguir
se apresentam.
R ECOMENDAÇÕES
• Nunca tocar no motor
enquanto este estiver a trabalhar
ou logo a seguir a parar, pois
estará muito quente e poderá
provocar queimaduras.
• Nunca pôr o motor a trabalhar
em locais fechados, pois os gases
libertados contêm substâncias
altamente tóxicas como o
monóxido de carbono (CO).
• Prestar sempre muita atenção
ao hélice quando o motor
estiver a trabalhar, pois pode
causar graves lesões nas mãos
ou noutras partes do corpo.
• Manter sempre o combustível
longe do alcance das crianças e
DE
INSTRUÇÕES
de fontes de calor. Guardar
o combustível no recipiente
original e bem fechado.
• Ponha o motor a trabalhar
sempre de frente para o mesmo,
pois, no caso de se partirem, as
pás do hélice são projectadas
lateralmente.
• Enquanto o motor estiver
a trabalhar, tenha sempre o
cuidado de não se aproximar
do hélice e de usar uma luva
protectora.
• Dirija-se imediatamente a
um hospital no caso de ingestão
acidental de combustível.
O álcool metílico (vulgarmente
conhecido por metanol)
é altamente tóxico.
• Verifique se não está alguém
por perto quando proceder ao
arranque do motor.
• Utilize de preferência um
sistema eléctrico para arrancar
o motor. Em alternativa, com
o dedo indicador ou, melhor
ainda, com um cilindro de
madeira com cerca de 15 cm
e protegido com uma capa de
borracha, accione o hélice
no sentido contrário ao
dos ponteiros do relógio.
• Tenha sempre muito cuidado
com eventuais retornos do hélice
(«coices») na fase de arranque
do motor.
• Verifique sempre se o hélice
está em perfeitas condições,
se não tem falhas ou fissuras.
Nunca utilize hélices de metal,
que aliás são proibidos pela FAI
(Federação Aeronáutica
DO
MOTOR LEO 28 EP
Internacional). Além disso,
controle frequentemente o
equilíbrio dos hélices com
os instrumentos próprios
para o efeito.
• Evite usar pulseiras ou roupa
com mangas largas sempre que
trabalhar com motores de
aeromodelismo, especialmente
se forem térmicos.
• Mantenha o pano com que
limpa as mãos e o modelo
afastado do hélice quando este
está a girar pois pode aspirá-lo.
• Coloque a bateria de 2 volts
e proceda às ligações sempre
de trás para a frente em relação
ao motor.
• Nunca ponha um motor a
trabalhar sozinho, pois pode
ocorrer qualquer acidente e,
assim, terá sempre alguém
para o ajudar. Esta
recomendação também
é válida para o caso do voo,
pois convém que alguém
agarre o modelo pela fuselagem
antes de se proceder à manobra
de descolagem.
• Não utilize o motor nem o
modelo em terrenos poeirentos
porque o hélice provoca
aspirações de poeiras e estas
acabam por ir parar dentro
do motor, causando-lhe danos
irreversíveis.
• Depois de terminar o voo,
retire a vela e deite no motor
alguns pingos de óleo de
protecção. Guarde sempre o
motor em locais protegidos
da humidade e do pó Pdf downloaded from http://www.thepdfportal.net/b7b47a56-79ff-4335-b7b4-813012943f1a_324941.pdf
ESQUEMA DOS COMPONENTES DO MOTOR
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