Fornecimento de Energia Elétrica em Média

Fornecimento de Energia Elétrica em Média
ND-5.3
Companhia Energética de Minas Gerais
Manual de Distribuição
Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão
Rede de Distribuição Aérea ou Subterrânea
Belo Horizonte - Minas Gerais – Brasil
ND-5.3
Companhia Energética de Minas Gerais
Diretoria de Distribuição
Manual de Distribuição
Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão
Rede de Distribuição Aérea ou Subterrânea
PREPARADO
RECOMENDADO
APROVADO
ND-5.3
Dezembro/2009
ND - 5.3
1-1
ÍNDICE
CAPÍTULO
1.
TÍTULO
GERAL
1 - Introdução
2 - Campo de Aplicação
3 - Definições
2.
5.
6.
2-1
2-1
2-1
2-2
2-3
2-3
2-6
2-7
2-8
2-9
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE
DA CEMIG
1 - Ramal de Ligação
2 - Medição
3 - Aterramento
3 - Recebimento da Subestação
4.
1-3
1-3
1-3
CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO
1 - Aspectos Gerais
2 - Características do Fornecimento
3 - Ponto de Entrega
4 - Critérios de Atendimento das Edificações
5 - Consulta Prévia
6 - Pedido de Ligação e Projeto Elétrico
7 - Aumento de Carga e Redução de Demanda
8 - Geração Própria
9 - Proteção na derivação da Rede da Cemig
10 - Observações
3.
PÁGINA
3-1
3-2
3-3
3-3
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO
CONSUMIDOR
1 - Aspectos Gerais
2 - Ramal de Entrada
3 - Transformador
4 - Equipamentos de Proteção
5 - Caixas para Medição e Proteção
6 - Caixas de Inspeção
7 - Aterramento
8 - Tipos de Subestações
9 - Barramentos de Média Tensão
10 - Barramentos de Baixa Tensão
11 - Notas Diversas
4-1
4-2
4-5
4-6
4-8
4-8
4-8
4-9
4 - 11
4 - 11
4 - 12
TABELAS
5-1
SUBESTAÇÃO No 1 (ENTRADA AÉREA OU
SUBTERRÂNEA COM TRANSFORMADOR ATÉ
300kVA INSTALADO EM POSTE)
1 - Desenhos
2 - Legenda
6-1
6 - 10
ND - 5.3
1-2
2 - Notas
7.
6 - 10
SUBESTAÇÃO No 2 (CONSTRUÇÃO EM
ALVENARIA PARA FORNECIMENTO DE
QUALQUER VALOR DE DEMANDA)
1 - Desenhos
2 - Legenda
2 - Notas
8.
7-1
7-5
7-5
SUBESTAÇÃO No 3 (CUBÍCULO DE MEDIÇÃO A 3
ELEMENTOS)
1 - Desenhos
2 - Legenda
2 - Notas
9.
8-1
8-3
8-3
SUBESTAÇÃO No 4 (CUBÍCULO BLINDADO)
1 - Desenhos
2 - Legenda
2 - Notas
10.
11.
12.
SUBESTAÇÃO
No
5
(CONSTRUÇÃO
ALVENARIA PARA FORNECIMENTO
300kVA)
9-1
9–4
9-4
EM
ATÉ
1 - Desenhos
2 - Legenda
2 - Notas
10 - 1
10 - 3
10 - 3
DESENHOS
11 - 1
1 - Notas
11-11
MATERIAIS APROVADOS E/OU
PADRONIZADOS
1 - Geral
2 - Relação de Documentos
2 - Desenhos
ANEXOS
A - Metodologia para Ajuste de Proteção Secundária
B - Atendimento Híbrido
C - Folha de Rosto (identificação) para Projetos
D - Referências Bibliográficas
12 - 1
12 - 1
12 - 2
ND - 5.3
1-3
GERAL
1.
INTRODUÇÃO
Esta Norma tem por objetivo estabelecer as diretrizes técnicas para o fornecimento trifásico de energia elétrica
em média tensão a edificações individuais ou compartilhadas, urbanas ou rurais, residenciais, comerciais ou
industriais, com carga instalada individual superior a 75 kW, a partir de redes de distribuição aéreas ou
subterrâneas com tensões nominais de 13,8kV, 23,1kV e 34,5kV, bem como fixar os requisitos mínimos para
as entradas de serviço das instalações consumidoras.
A mesma está estruturada em função:
- dos critérios de projeto e dimensionamento dos componentes das entradas de serviço;
- das instalações básicas referentes a cada tipo de padrão de entrada;
- dos materiais padronizados e aprovados para utilização nos padrões de entrada.
Esta Norma está em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, com
as portarias e resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e com os Atos e Resoluções do
CREA-MG.
As especificações técnicas dos materiais, equipamentos e dispositivos utilizados pela CEMIG constam da ND2.6 (Padrões e Especificações de Materiais e Equipamentos) e Manual do Consumidor nº 11.
Esta edição é uma revisão, e cancela e substitui as normas Cemig ND-5.3/Outubro 2005.
Esta Norma poderá, em qualquer tempo e sem prévio aviso, sofrer alterações, no todo ou em parte, motivo pelo
qual os interessados deverão, periodicamente, consultar a Cemig quanto à sua aplicabilidade .
Esta norma, bem como as alterações, poderão ser acessadas através do endereço eletrônico
WWW.CEMIG.COM.BR (dentro da página acesse serviços on line depois informações técnicas depois normas
técnicas depois ND-5.3) para consultar /baixar o arquivo atualizado.
2.
CAMPO DE APLICAÇÃO
Esta Norma aplica-se ao fornecimento trifásico de energia elétrica em média tensão (instalações novas ou
reformas e ampliações das instalações já existentes) , com tensões nominais de 13,8kV, 23,1kV e 34,5kV,
para unidades consumidoras com carga instalada superior a 75 kW, através de subestações individuais ou
compartilhadas, exceto para:
- unidade consumidora pertencente a agrupamento com ou sem proteção geral, a edificação de uso
coletivo ou unidade consumidora individual a ser atendida na baixa tensão por opção do consumidor.
3.
DEFINIÇÕES
Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos nas NBR 5460, 5463 e 5473, e são
complementados pelos seguintes:
3.1
Consumidor
É a pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito legalmente representada, que solicitar à Cemig
o fornecimento de energia elétrica e assumir expressamente a responsabilidade pelo pagamento das contas e
pelas demais obrigações regulamentares e contratuais.
3.2
Unidade consumidora
São as instalações de um único consumidor, caracterizadas pela entrega de energia elétrica em um só ponto,
com medição individualizada.
ND - 5.3
3.3
1-4
Edificação Individual
É toda e qualquer construção, reconhecida pelos poderes públicos, contendo uma única unidade consumidora.
3.4
Limite de propriedade
São as demarcações que separam a propriedade do consumidor da via pública e dos terrenos adjacentes de
propriedade de terceiros, no alinhamento designado pelos poderes públicos.
3.5
Ponto de entrega
É o ponto até o qual a concessionária se obriga a fornecer energia elétrica de acordo com os parâmetros
estabelecidos pela ANEEL, com participação nos investimentos necessários, bem como responsabilizando-se
pela execução dos serviços de operação e de manutenção do sistema, não sendo necessariamente o ponto de
medição.
3.6
Entrada de serviço
É o conjunto constituído pelos condutores, equipamentos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da
rede da Cemig e a medição, inclusive.
A entrada de serviço abrange, portanto, o ramal de ligação e o padrão de entrada das unidades consumidoras.
3.7
Ramal de ligação
É o conjunto de condutores e acessórios instalados pela Cemig entre o ponto de derivação da rede e o ponto de
entrega.
3.8
Ramal de entrada
É o conjunto de condutores e acessórios instalados pelos consumidores entre o ponto de entrega e a proteção
geral de média tensão ou medição de baixa tensão.
3.9
Padrão de entrada
É a instalação compreendendo o ramal de entrada e os diversos tipos de subestações e equipamentos constantes
nesta norma de forma a permitir a ligação das unidades consumidoras à rede da Cemig.
3.10
Subestação
É a estação com uma ou mais das funções de gerar, medir, controlar a energia elétrica ou transformar suas
características, quando fazendo parte das instalações de utilização (instalações de propriedade do consumidor).
3.11
Ramal interno
É o conjunto de condutores e acessórios instalados internamente nas unidades consumidoras, a partir da
medição.
3.12
Medição indireta
É a medição de energia efetuada com transformadores para instrumentos ( TC e/ou TP ).
3.13
Caixa de inspeção ou caixa de passagem
É o compartimento enterrado, intercalado em uma ou mais linhas de dutos convergentes; esse compartimento
deverá ser conforme os desenhos das páginas 12-11, 12-12 e 12-13. Quando instalado no circuito de energia
não medida internamente à unidade consumidora, a tampa deverá ser provida de dispositivo para instalação de
selo Cemig.
ND - 5.3
3.14
1-5
Chave de aferição
É o dispositivo que possibilita a retirada do medidor do circuito, abrindo o seu circuito de potencial, sem
interromper o fornecimento, ao mesmo tempo que coloca em curto circuito o secundário dos transformadores
de corrente.
3.15
Carga instalada
É a somatória das potências nominais dos equipamentos elétricos de uma unidade consumidora que, após a
conclusão dos trabalhos de instalação, estão em condições de entrar em funcionamento.
3.16
Demanda
É a média das potências elétricas instantâneas solicitadas ao sistema elétrico pela carga instalada em operação
na unidade consumidora durante um intervalo de tempo especificado.
3.17
Demanda contratada
É a demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no ponto
de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento, e que deverá ser
integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
3.18
Demanda medida
É a maior demanda de potência ativa verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos
durante o período de faturamento, expressa em quilowatts(kW).
3.19
Cabos Isolados, Multiplexados e Auto-sustentados para Média Tensão
São cabos em Alumínio, de seção circular, recobertos por camada isolante EPR ou XLPE com dupla camada
de blindagem, sendo uma semicondutora, aplicada sobre o condutor, e outra sobre a isolação do condutor,
sendo esta metálica.
Os condutores fase, em número de três, devem ser torcidos helicoidalmente ao redor do mensageiro (condutor
de sustentação e neutro), que deve permanecer sempre em posição axial em relação aos demais.
3.20
Medidor Eletrônico
Medidor estático no qual a corrente e tensão agem sobre elementos de estado sólido (componente eletrônico),
para produzir uma informação de saída proporcional à quantidade de energia elétrica medida (transdutor),
indicando-a em um mostrador. Pode possuir saídas que permitam a cessão de informações aos consumidores.
3.21
Caixa para Medidor Eletrônico (CM-4)
É a caixa destinada à instalação do medidor eletrônico e chave de aferição.
3.22
Caixa CM-9 ou CM-18
É a caixa destinada à instalação do disjuntor de baixa tensão (Subestação nº 1) e transformadores de corrente.
3.23
Relé com as funções 50 e 51 fase e neutro
É o relé secundário microprocessado, de proteção de sobrecorrente, utilizado para desligar o disjuntor da
proteção geral.
Esse relé deverá contemplar, no mínimo, a indicação do evento ocorrido por fase, se sobrecarga ou curtocircuito, com os valores da magnitude da corrente interrompida.
As funções 50 e 51(fase e neutro) devem ser garantidas, na falta de energia, por uma fonte de alimentação
reserva, com autonomia mínima de 2 h, que garanta a sinalização dos eventos ocorridos e o acesso à memória
de registro dos relés.
ND - 5.3
1-6
O relé deve ser provido de meios que impeçam a alteração de sua parametrização, local ou remota, executada
de acordo com o projeto aprovado na concessionária. São exemplos destes meios: o lacre, chave interna ou
senha de bloqueio de alteração remota. Os lacres utilizados pela concessionária não poderão ser rompidos
conforme previsto no artigo 36 da Resolução nº 456/2000 da ANEEL.
Os transformadores de corrente conectados aos relés secundários podem ser instalados, a critério do projetista,
do lado da alimentação da concessionária ou do lado da instalação da unidade consumidora e/ou produtor
independente ou autoprodutor. São exemplos de parâmetros a serem considerados na decisão: o tempo de
operação como consumidor ou autoprodutor/produtor independente e demanda de injeção ou requerida no
sistema da concessionária. Os transformadores de potencial deverão ser instalados do lado da alimentação da
distribuidora, antes do disjuntor de proteção geral e após a chave seccionadora.
Para qualquer tipo de relé, deve ser instalado um dispositivo exclusivo que garanta a energia necessária ao
acionamento da bobina de abertura do disjuntor, que permita teste individual, recomendando-se o uso de fonte
capacitiva, associada a outra fonte de alimentação auxiliar. O relé deve, ainda, ser provido de fonte interna.
A resolução máxima de ajuste da corrente de fase deve ser de 0,1%.
3.24
Relé com a função 32
É o relé secundário microprocessado de proteção direcional de potência utilizado para desligar o disjuntor da
proteção geral da subestação, exceto a subestação nº 3, quando da utilização de geração própria.
ND - 5.3
2-1
CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO
1.
ASPECTOS GERAIS
1.1
As unidades consumidoras, sejam residenciais, comerciais ou industriais, devem ser atendidas através
de uma única entrada de serviço, com apenas uma única medição de energia. No caso de subestação
compartilhada cada unidade consumidora terá a sua medição e proteção separadamente.
1.2
As edificações constituídas predominantemente por estabelecimentos comerciais somente podem ser
consideradas uma única unidade consumidora, caso atendam ao disposto no artigo 14 da Resolução 456/2000,
da ANEEL, ou outra resolução em vigor. Caso isto ocorra, o atendimento deve ser como previsto nesta Norma.
Caso contrário, o atendimento deve ser como previsto na ND-5.2 (área de atendimento por RDA - Rede de
Distribuição Aérea) ou ND-5.5 (área de atendimento por RDS - Rede de Distribuição Subterrânea - ou com
previsão de vir a sê-lo).
1.3
O padrão de entrada das unidades consumidoras já ligadas que estiverem em desacordo com as
exigências desta Norma, e que ofereçam riscos à segurança, devem ser reformados ou substituídos dentro do
prazo estabelecido pela Cemig, sob pena de suspensão do fornecimento de energia, conforme previsto na
Resolução 456/2000, da ANEEL , ou outra resolução em vigor.
1.4
As legislações que regulamentam as condições gerais de fornecimento de energia elétrica estão
contidas na ND-5.11(Condições Gerais de Fornecimento).
1.5
O dimensionamento, a especificação e construção do padrão de entrada e das instalações internas da
unidade consumidora devem atender às prescrições da NBR-14039 e da NBR-5410, em sua última
revisão/edição.
Esta Norma, em princípio, aplica-se ao fornecimento de energia elétrica em média tensão com tensões
nominais de 13,8kV, 23,1kV e 34,5kV , sistema trifásico , até o limite de 2500 kW de demanda contratada
1.6
ou estimada conforme Artigo 6º, parágrafo 2º da Resolução 456/2000 da ANEEL , podendo, entretanto, serem
atendidas instalações consumidoras com demandas superiores a este limite quando as condições técnicoeconômicas do sistema permitirem.
1.7
2.
O atendimento deverá ser híbrido, onde aplicável, conforme o Anexo B.
CARACTERÍSTICAS DO FORNECIMENTO
O fornecimento de energia é efetuado em média tensão com os seguintes parâmetros:
- tensão fase-fase 13,8 kV, sistema trifásico, em delta, freqüência 60 Hz;
- tensão fase-fase 23,1 kV, sistema trifásico, em delta, freqüência 60 Hz;
- tensão fase-fase 34,5 kV, sistema trifásico, em delta (ou estrela), freqüência 60 Hz;
O neutro do sistema secundário (sistema multiaterrado) é acessível e deve ser diretamente interligado à malha
de aterramento da unidade consumidora e ao neutro do(s) transformador(es).
3.
PONTO DE ENTREGA
O ponto de entrega de energia em média tensão será no limite da propriedade do consumidor com a via
pública, e o atendimento da unidade consumidora, sempre que possível, em áreas atendidas por RDA, será
através de ramal de ligação aéreo isolado.
Quando o atendimento não puder ser efetuado através de ramal de ligação aéreo, por solicitação do consumidor
ou por razões a ele imputáveis, o ramal subterrâneo terá os seus ônus creditados ao mesmo. Assim, o ponto de
entrega situar-se-á na derivação da rede da Cemig, e o ramal de entrada se estenderá até este ponto. Portanto,
eventuais manutenções neste ramal serão de responsabilidade total do consumidor.
Caso as circunstâncias pelas quais o ramal de ligação não possa ser aéreo e não sejam imputáveis ao
consumidor, caberá à Cemig executar o ramal de ligação subterrâneo, permanecendo o ponto de entrega no
ND - 5.3
2-2
limite da propriedade do consumidor com a via pública. Em áreas atendidas por RDS o ponto de entrega será
sempre no limite da propriedade do consumidor com a via pública.
4.
CRITÉRIOS DE ATENDIMENTO DAS EDIFICAÇÕES
Os critérios de atendimento às unidades consumidoras são definidos em função da demanda máxima prevista
no projeto em kVA, ou seja, a demanda calculada, e que deve fundamentar o dimensionamento de todos os
componentes da entrada de serviço. Se houver previsão para o aumento do fator de carga ou para a instalação
de carga futura, os dimensionamentos deverão ser negociados com a distribuidora antes da apresentação do
projeto elétrico.
4.1
Classificação das Unidades Consumidoras
4.1.1 Unidades consumidoras com demanda de até 300kW , com um transformador instalado no poste
e tensão secundária até 440/254V.
Essas unidades terão a medição a três elementos e a proteção instaladas na baixa tensão. Opcionalmente, estas
unidades consumidoras poderão ter a medição a três elementos e a proteção instaladas na média tensão,
respeitando as características das subestações nº 2, 4 ou 5 previstas no item 7, página 4-8.
4.1.2
Unidades consumidoras com demanda de até 300kW e tensão secundária superior a 440/254V.
Estas unidades terão a medição a três elementos e a proteção por disjuntor instalados na média tensão,
qualquer que seja o tipo de subestação escolhida pelo consumidor. Somente no caso da Subestação nº 3 a
proteção será na média tensão através de chave fusível.
4.1.3
Unidades consumidoras com demanda acima de 300kW
Estas unidades terão a medição a três elementos e a proteção por disjuntor instalados na média tensão,
qualquer que seja o tipo de subestação escolhida pelo consumidor. Somente no caso da Subestação nº 3 a
proteção será na média tensão através de chave fusível.
4.2
Dimensionamento das Unidades Consumidoras
A proteção (exceto para a Subestação nº 1), a seção dos condutores e barramentos devem ser dimensionadas
em função da potência do(s) transformador(es), definido(s) com base na demanda provável, de acordo com as
tabelas do Capítulo 5, exceto a medição que deverá ser dimensionada a critério da Cemig.
O disjuntor da Subestação nº 1 deverá ser especificado conforme a Tabela 1, página 5-1. Excepcionalmente, o
disjuntor poderá ser especificado conforme a fórmula do item 7.1, página 4-8. O transformador de menor
potência deverá ser o de 75kVA.
Para todos os cálculos deve ser considerada como corrente nominal aquela relativa à demanda provável (em
kW, ou em kVA, considerando fator de potência 0,92) acrescida de 10% (ou de 5% para consumidor livre).
A demanda mínima e máxima a ser contratada quando da utilização da Subestação nº 1 deverá ser conforme a
tabela abaixo:
Transformador (kVA)
75
112,5
150
225
300
Demanda mínima a ser contratada (kW)
30
56
75
112
150
Demanda máxima a ser contratada (kW)
75
112
150
225
300
ND - 5.3
5.
2-3
CONSULTA PRÉVIA
Antes de construir ou mesmo adquirir os materiais para a execução da entrada de serviço e da subestação, os
projetistas devem procurar uma Agência de Atendimento da Cemig, visando obter, inicialmente, informações
orientativas a respeito das condições de fornecimento de energia à edificação em sua fase definitiva e na etapa
de ligação de obra.
Estas orientações abrangem as primeiras providências a serem tomadas pelos projetistas quanto a:
- verificação da posição e do tipo de rede de distribuição existente no local próximo à edificação;
- definição do tipo de atendimento e da necessidade ou não de contrato (de acordo com os critérios constantes
da ND-5.13);
- apresentação de projeto elétrico, necessário a todos os tipos de fornecimento incluídos nessa Norma, com
assinatura do Responsável Técnico ( RT ) pelo projeto, do Responsável Técnico ( RT ) pela execução e do
proprietário.
6.
PEDIDO DE LIGAÇÃO E PROJETO ELÉTRICO
6.1
Requisitos Gerais
As Agências de Atendimento da Cemig devem solicitar aos consumidores a formalização do pedido de
ligação, segundo as orientações da ND-5.18 e da ND-5.13, quando aplicáveis.
A Cemig somente efetuará a ligação de obras, definitiva ou provisória, após a análise de conformidade do
projeto elétrico com as normas Cemig e ABNT, vistoria e aprovação dos respectivos padrões de entrada, que
devem atender às prescrições técnicas contidas nesta norma e no projeto elétrico. Adicionalmente, a Cemig
somente efetuará a ligação de obras, definitiva ou provisória se a carga declarada no projeto elétrico estiver
disponível para conferência no ato da ligação.
As instalações elétricas internas de baixa tensão da unidade consumidora devem ser especificadas, projetadas e
construídas de acordo com as prescrições das NBR-5410 e 5419, quanto aos seus aspectos técnicos e de
segurança, e aquelas em média tensão de acordo com as prescrições da NBR-14039, quanto aos seus aspectos
técnicos e de segurança. Os detalhes destas instalações internas não deverão constar no projeto apresentado à
Cemig.
O consumidor deve, ainda, obedecer às legislações específicas aplicáveis, relativas ao tipo de atividade a que
se destina a unidade consumidora.
No caso de clínicas e hospitais, deve ser observado o cumprimento da Resolução RDC-50, de 21-02-2002 (ou
sua versão mais atual) do Ministério da Saúde.
6.2
Ligação de Obras
Caracteriza-se como ligação de obras, aquela efetuada com ou sem medição, sem prazo definido, para
atendimento das obras de construção ou reforma da edificação.
O consumidor deve apresentar a relação de cargas a serem utilizadas durante a obra, para a definição do tipo de
fornecimento aplicável.
O padrão de entrada pode corresponder a qualquer um dos tipos apresentados pela ND-5.1 para carga instalada
até 75 kW; para carga instalada superior a 75 kW deve ser utilizado um dos tipos de subestações definido nesta
norma.
O atendimento pela Cemig ao pedido de ligação de obras ficará condicionado ainda, à apresentação dos
seguintes dados:
- projeto elétrico e ART(s) de projeto e execução das instalações elétricas, de acordo com as exigências do
item 6.5 deste capítulo;
- esquema vertical indicando distâncias em relação à rede Cemig de baixa e média tensão.
O atendimento a obras em média tensão pode ser executado através de subestação instalada em carreta, sendo
necessário, no local, apenas a instalação do aterramento de acordo com o item 6, página 4-7; poderá ainda ser
executado através de Cubículo de Medição a três elementos de acordo com o item 7.3, página 4-9.
O atendimento fica condicionado à apresentação de projeto elétrico conforme os critérios estabelecidos no item
6.5, página 2-4.
ND - 5.3
6.3
2-4
Ligação Provisória
As ligações provisórias destinam-se à ligação com ou sem medição de parques de diversão, circos, feiras e
exposições agro-pecuárias, comerciais ou industriais, solenidades festivas, shows e obras públicas com
demanda superior a 75 kVA e por um prazo máximo de 3 (três) meses.
Estas cargas, quando apresentarem demanda igual ou inferior a 75 kVA, serão atendidas de acordo com a ND5.1, em tensão secundária de distribuição.
O padrão de entrada para ligação provisória em média tensão pode corresponder a qualquer tipo de subestação
constante desta norma, não havendo a necessidade de medição e equipamentos a ela associados.
Caberá ao consumidor fornecer os cabos necessários para a ligação à rede (ramal de ligação), que lhe serão
devolvidos quando do desligamento.
A Cemig, caso não seja instalada medição, deverá calcular a demanda máxima da instalação e, em função do
tempo total da ligação, cobrar , antecipadamente, o consumo/demanda e as taxas devidas.
A subestação pode ser instalada em carretas ou caminhões, sendo necessário, no local, apenas a instalação do
aterramento, de acordo com o item 6, página 4-7.
Em quaisquer circunstâncias os cabos e eletrodutos para o ramal de ligação deverão ser fornecidos e instalados
pelo consumidor. A Cemig somente conectará o ramal de ligação à rede de derivação.
O atendimento fica condicionado à apresentação de projeto elétrico conforme os critérios estabelecidos no item
6.5, página 2-4.
6.4
Ligação Definitiva
As ligações definitivas correspondem às ligações das unidades consumidoras, com medição e em caráter
definitivo, de acordo com um dos padrões indicados nesta norma.
Por ocasião da ligação definitiva, a Cemig efetuará o desligamento da ligação de obras.
A ligação da unidade consumidora será efetuada pela Cemig somente após o pedido feito pelo seu proprietário
e/ou seu representante legal.
Mediante contrato específico firmado entre a Cemig e o consumidor, poderá ser acordada a alimentação em
pontos distintos e pré estabelecidos de subestação móvel (instalada em carreta ou caminhão). Nestes casos o
ponto de entrega será a rede da Cemig, e caberá ao consumidor fornecer o ramal de entrada, cabendo à Cemig
efetuar os desligamentos e religações nos pontos acordados. A subestação móvel deve atender ao disposto no
item 7.6, página 4-10.
O atendimento fica condicionado à apresentação de projeto elétrico conforme os critérios estabelecidos no item
6.5, página 2-4.
6.5
Requisitos Mínimos para Análise do Projeto Elétrico
Para serem analisados pela Cemig, os projetos elétricos das entradas de serviço das unidades consumidoras
(entregues à Cemig, junto com o pedido de ligação de obras) devem ser apresentados em qualquer formato
ABNT ( NBR 5984 ), em três vias (cópias heliográficas ou xerox), das quais uma será devolvida, devidamente
analisada, ao interessado. Para serem analisados pela Cemig os projetos elétricos deverão ser apresentados
juntamente com o recolhimento da(s) Anotação(ções) de Responsabilidade Técnica (ART) ao CREA-MG , que
cubra(m) a Responsabilidade Técnica sobre o projeto e a execução das instalações elétricas de acordo com o
Ato no 04/85 do CREA-MG.
Os documentos do projeto deverão possuir folha de rosto (para formato A4) ou um espaço (para os demais
formatos) de acordo com o ANEXO B, devidamente preenchidos com os dados solicitados. O proprietário ou
seu procurador legalmente constituído através de procuração registrada em cartório e RT(s) devem assinar nas
cópias, não sendo aceitas cópias de originais previamente assinados. O procedimento deverá ser o mesmo caso
a parametrização do relé seja feita em folhas separadas do projeto elétrico, ou seja, deverão ser numeradas e
assinadas pelos responsáveis técnicos de projeto e execução e pelo proprietário e os mesmos deverão vistar
todas as folhas.
Os projetos deverão conter, no mínimo, as seguintes informações relativas ao imóvel e às suas instalações
elétricas:
ND - 5.3
6.5.1
2-5
Dados do Imóvel no Projeto Elétrico
a) Nome, telefone e CPF/CNPJ do proprietário ou do seu procurador legalmente constituído através de
procuração registrada em cartório. Neste caso deverá ser enviado à Cemig juntamente como o projeto
elétrico uma cópia da citada procuração.
b) Finalidade (residencial, comercial, industrial, agrícola, atividade rural predominante, mineração, irrigação
predominante, atividade econômica predominante, etc.).
c) Localização (endereço, planta de situação da edificação e do lote em relação ao quarteirão e às ruas
adjacentes) e endereço do vizinho mais próximo, no caso de unidades consumidoras urbanas, ou planta de
situação com indicação da subestação, amarrada topograficamente a pontos notáveis como rodovias,
ferrovias, etc., no caso de unidades consumidoras situadas fora de áreas urbanas.
6.5.2
Características Técnicas Constantes do Projeto Elétrico
a) Listagem da carga instalada indicando quantidade e potência em kW e kVA, rendimento nos casos de
motores, fator de potência e tensão de operação de cada tipo de carga.
b) Memória de cálculo da demanda provável em kVA e kW (considerando, no mínimo, fator de potência 0,92);
esse cálculo, de responsabilidade exclusiva do engenheiro RT (responsável técnico) pelo projeto bem como
o fator de demanda deve contemplar todas as cargas e seu regime mais severo de funcionamento contínuo.
c) Lista detalhada dos materiais, equipamentos e dispositivos a serem utilizados na subestação, contendo, no
mínimo, as seguintes informações:
- tipo;
- fabricante;
- principais características elétricas;
d) Desenho completo (planta e cortes necessários) da subestação, com indicação precisa da instalação dos
equipamentos de proteção e transformação e acessórios, cabos, aterramento, ventilação (natural ou forçada),
espaço de manobra, iluminação natural, artificial e iluminação de emergência.
e) Diagrama unifilar completo das instalações da subestação desde o ponto de entrega incluindo,
necessariamente, o ponto de medição.
f) Cronograma de demanda em kVA e kW quando a carga listada de acordo com o item 6.5.2.a, página 2-5
corresponder a mais de uma etapa de implantação da unidade consumidora. Se for muito grande a
diferença entre as demandas poderá ser necessário programar a troca dos TC’s de medição e/ou de
proteção. Lembramos que poderá ser usado TC com relação múltipla.
g) Memória de cálculo do ajuste das proteções (inclusive ajuste de disjuntor de baixa tensão onde aplicável)
utilizadas, com catálogos anexos (ou cópia legível) contendo as características (curvas) de atuação e
coordenograma de atuação da proteção com os ajustes indicados (ver Anexo A); a programação dos relés de
proteção é responsabilidade exclusiva do engenheiro RT (responsável técnico) pela execução do projeto,
que deverá estar no local quando a Cemig for receber a subestação; caberá a Cemig acompanhar a
parametrização e selar o dispositivo do relé destinado ao selo da concessionária.
h) Detalhamento das cargas especiais como a partida de motores ( de grande potência - maior que 50 cv ou de pequena potência com partidas simultâneas), fornos a arco, etc., com estudo detalhado da queda de
tensão e solicitação ao sistema.
i) Diagrama unifilar detalhado da geração própria e/ou do sistema de emergência e o detalhamento das suas
características de funcionamento, se for o caso.
j) Planta de aterramento com todas as características: caixas, condutor, hastes, etc.
6.5.3
Responsabilidade Técnica do Projeto e Execução das Instalações
a) Nome, número de registro do CREA-MG (ou de outro CREA com visto no CREA-MG, em sua carteira
profissional, para o Responsável Técnico pela execução conforme Decisão Normalizadora 64/1999 do
CONFEA) e assinatura (indelével e de próprio punho aposta nas cópias do projeto) do(s) engenheiro(s)
responsável(veis) pelo projeto e execução das instalações elétricas.
b) Recolhimento da(s) Anotação(ções) de Responsabilidade Técnica (ART) ao CREA-MG , que cubra(m) a
Responsabilidade Técnica sobre o projeto e a execução das instalações elétricas de acordo com o Ato n o
04/85 do CREA-MG.
ND - 5.3
2-6
c) A análise do projeto elétrico ficará condicionada à apresentação das ART’s de projeto e de execução; se
houver geração própria, a análise do projeto elétrico ficará condicionada também à apresentação do registro
ou autorização conforme o disposto na Resolução 112/1999, da ANEEL.
d) Em casos especiais, quando a aprovação do projeto elétrico é condição necessária para licitação da
execução da obra, e mediante apresentação de correspondência registrada em cartório ou de edital de
licitação atestando essa condição, a Cemig pode analisar o projeto elétrico acompanhado apenas da ART
relativa a projeto; neste caso, deverá ser colocada nota no projeto estabelecendo que a ligação de obra ou
definitiva e a vistoria ficam condicionados à apresentação da ART de execução das instalações elétricas no
pedido de vistoria;
e) Apresentar juntamente com o projeto correspondência atestando a preservação dos direitos autorais ou
incluir nota no projeto elétrico com os seguintes dizeres: “Eu, responsável técnico por este projeto, declaro
conhecer o disposto na Lei Federal 5194/66 de 24-12-1966, na Lei 9610/98 de 19-02-1998 e nas
Resoluções, Instruções Normativas e Atos do CONFEA e do CREA-MG, responsabilizando-me, única e
exclusivamente, administrativa ou judicialmente, em caso de arguição de violação dos direitos autorais”.
6.5.4
Outras Informações para análise do Projeto Elétrico
a) Distância da subestação em relação à parte civil e divisas; as distâncias esquina-edificação, esquina-caixa de
passagem e esquina-subestação devem ser informadas por escrito, além de estarem em escala.
b) Não poderá ser apresentado o projeto elétrico de detalhes das instalações internas das unidades
consumidoras (a partir da saída da subestação de entrada geral).
c) O responsável técnico ou cliente receberá da Cemig uma via do projeto elétrico analisado.
d) No caso de não execução do projeto já analisado pela Cemig, no prazo de 12 meses, o cliente deverá revisálo conforme a norma Cemig ND-5.3 vigente e deverá encaminhá-lo para nova apreciação da Cemig.
e) No caso de necessidade de alterações do projeto elétrico já analisado pela Cemig é obrigatório encaminhar
o novo projeto para análise pela Cemig.
f) A Cemig terá um prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data do protocolo de entrada do projeto, para análise
do mesmo.
g) No projeto elétrico deverão constar, no mínimo, as seguintes notas:
1 - a Cemig fica autorizada a reproduzir cópias desse projeto para uso interno, se necessário, bem como
fazer arquivamento pelo processo que lhe for conveniente;
2 - as informações/detalhes não contidos neste projeto estão de acordo com a norma Cemig ND-5.3;
3 - a carga declarada no projeto estará disponível para conferência no ato da ligação.
h) A subestação compartilhada deverá constar de apenas um projeto elétrico e ter somente um responsável
técnico pelo projeto e pela sua execução.
i) A Cemig poderá exigir que sejam fornecidos para cada motor os seguintes dados: tipo de motor, potência,
tensão, corrente de partida, corrente nominal, relação Ip/In, fator de potência na partida, fator de potência
em regime, tempo de rotor bloqueado, nº de pólos, tipo de carga acionada, tempo de aceleração, nº de
terminais disponíveis na caixa de ligação, número de partidas (por hora, por dia, etc.), ordem de partida
dos motores (em caso de partida seqüencial de dois ou mais motores), simultaneidade de partida
(relacionar motores que partem simultaneamente), potência e impedância percentual do transformador que
irá alimentar esse motor, dispositivo de partida a ser empregado e ajustes do dispositivo de partida, etc.
A falta de fornecimento de algum desses dados poderá prejudicar a análise da Cemig. Se necessário, outras
informações sobre os motores poderão ser solicitadas.
Deverão ser relacionadas ainda eventuais cargas sensíveis a flutuações de tensão.
7.
AUMENTO E REDUÇÃO DE DEMANDA
a) O aumento de demanda deve ser solicitado à Cemig, para análise das modificações que se fizerem
necessárias na rede e/ou subestação, mediante a apresentação de projeto elétrico de acordo com o item 6.5
deste Capítulo.
b) No caso de haver previsão futura de aumento de carga, é permitida a instalação de condutores e
barramentos em função da carga futura. Por ocasião do pedido de aumento de carga ou demanda
escalonada, apenas o ajuste da proteção e/ou troca do transformador ( ou acréscimo de transformador )
serão efetivados.
ND - 5.3
2-7
c) Unidades consumidoras cuja proteção seja através de relé microprocessado deverão apresentar nova
memória de cálculo dos ajustes e coordenograma para todo aumento ou redução da demanda contratada.
d) Qualquer aumento de demanda está condicionado à substituição de relé primário (fluido dinâmico) por relé
microprocessado, substituição do ramal de ligação ou de entrada convencional(nu) ou protegido por ramal
de ligação ou de entrada isolados e demais adequações da proteção e subestação.
e) Para redução de demanda nos atendimentos através da Subestação nº 1, se houver troca de transformador
para atender o item 18 da página 6-9, a subestação deverá se adequar a esta norma, inclusive o ramal de
ligação e com apresentação de projeto elétrico. Se não for necessária a substituição do transformador e se a
subestação estiver em bom estado de conservação e não oferecer condição insegura, será necessário apenas
um projeto elétrico para a definição da nova proteção geral.
f) Para as demais subestações, as mesmas deverão se adequar a esta norma.
8.
GERAÇÃO PRÓPRIA
A unidade consumidora poderá possuir sistema de geração própria, sendo os custos dessa instalação às
expensas do consumidor.
8.1 Com injeção de potência no sistema da Cemig
A construção de um sistema de geração própria, caracterizando um produtor independente, autoprodutor, PCE
(Pequena Central Elétrica), centrais de cogeração ou assemelhado, deverá ser objeto de consulta à Cemig , que
fornecerá as informações necessárias , inclusive as informações para o acordo operacional definido para cada
caso da área de operação. Esse acordo operacional, a ser firmado entre o cliente e a Cemig, é indispensável
para que o sistema de geração própria entre em funcionamento.
8.2 Sem injeção de potência no sistema da Cemig
O sistema de geração própria , composto de grupo motor-gerador, será utilizado para atendimento às situações
emergenciais ou a critério do consumidor. Este sistema não poderá causar qualquer problema técnico ou de
segurança ao sistema da Cemig e /ou outras unidades consumidoras.
Os equipamentos do sistema de geração própria não poderão ser instalados dentro da subestação de entrada
geral, exceto o relé de proteção direcional (função 32), os TP’s e os TC’s de proteção.
A proteção dos equipamentos e sistema de geração própria da unidade consumidora é de responsabilidade do
consumidor. A Cemig não se responsabilizará por qualquer eventual dano no sistema de geração própria e nem
por eventuais problemas de fator de potência na instalação consumidora detectados pela medição de
faturamento.
O sistema de geração própria poderá ser utilizado para alimentar todas as cargas da unidade consumidora ou
para alimentar parte das cargas.
O sistema de geração própria poderá operar em regime de paralelismo ou sem regime de paralelismo com
relação ao fornecimento da Cemig.
8.2.1 Operação em regime de paralelismo
O paralelismo do sistema de geração própria da unidade consumidora com o sistema da Cemig será permitido
conforme as condições abaixo:
a) A conexão do sistema de geração própria da unidade consumidora ao sistema Cemig será efetuada pelo
disjuntor de interligação, ou seja, esta conexão não poderá ser feita através do disjuntor de proteção geral
da subestação de entrada de energia.
b) A subestação de entrada deverá ser provida de relés que desempenhem as seguintes funções de proteção no
disjuntor de proteção geral da subestação de entrada:
função de sobrecorrente (50/51, 50/51N), com ajustes conforme os critérios constantes do Anexo A,
que deverá atuar quando ocorrerem faltas internas na unidade consumidora;
função de potência inversa (32), para atuar nos casos em que ocorrer fluxo reverso para a rede da
Cemig, sendo a instalação do relé conforme a seguir:
ND - 5.3
2-8
- a instalação deverá ser nas mesmas condições que o relé de de proteção de sobrecorrente (50/51,
50/51N);
- o ajuste máximo deverá ser de 5% da potência de geração por até 1 segundo;
- o relé deverá ser trifásico, eletrônico e microprocessado;
- o relé deverá ser instalado na subestação de entrada;
- deverão ser usados 3(três) TPs para proteção 13,8/1,73 ou 23,1/1,73 ou 34,5/1,73 conforme o sistema
de distribuição da Cemig;
c) No disjuntor de proteção geral da subestação de entrada somente poderão existir as funções de proteção de
sobrecorrente (50/51, 50/51N) e de potência inversa (32); outras funções de proteção, tais como função de
check de sincronismo (25) não poderão existir no disjuntor de proteção geral da subestação de entrada;
Esse disjuntor não pode ser manobrado como parte do estabelecimento do paralelismo.
d) Todo o sistema de geração própria, e a operação de geradores, deverão ser testados pelo fabricante e/ou
pela empresa responsável pela montagem na presença de inspetores da Cemig.
e) O consumidor é responsável legalmente sobre os eventuais danos materiais e pessoais decorrentes da
energização dos circuitos da Cemig quando estes estiverem fora de operação.
f) No projeto elétrico deverão constar o diagrama unifilar elétrico funcional do sistema de geração própria,
contendo os detalhes de intertravamento e da proteção, o cálculo de curto-circuito, ajustes e estudo de
coordenação das proteções, e as características do grupo motor-gerador.
8.2.2 Operação sem regime de paralelismo
a) Os circuitos de emergência (suprimento de iluminação de balizamento, alimentação de bombas de sistema
anti-incêndio, etc) devem ser instalados independentemente dos demais circuitos, em eletrodutos
exclusivos, passíveis de serem vistoriados pela Cemig; as cargas a serem alimentadas pelo sistema de
geração deverão ser informadas no projeto elétrico.
b) O sistema de geração própria deverá ser provido de chave comutadora que impeça a alimentação
simultânea das cargas pelo sistema de fornecimento da Cemig e pelo sistema de geração própria, sendo
que o consumidor somente terá acesso à manopla de operação, devendo o acesso às conexões desta chave
estar em ambiente selado pela Cemig. Opcionalmente em substituição à chave comutadora, o
intertravamento elétrico e mecânico e a transferência entre o sistema da Cemig e o gerador poderá ser feito
automaticamente através de um painel de transferência com a utilização de contatores. Neste caso o acesso
às conexões dos contatores também deve estar em ambiente selado pela Cemig.
c) No projeto elétrico deverão constar o diagrama unifilar elétrico e funcional, com detalhes de
intertravamento e da proteção, os desenhos indicando a independência entre o sistema de geração própria e
o sistema da Cemig, a localização e características da chave de comutação ou do painel de transferência, e
as características do grupo motor-gerador.
9.
PROTEÇÃO NA DERIVAÇÃO DA REDE DA CEMIG
A proteção na derivação da rede da Cemig deverá ser conforme a seguir:
a) Para demanda acima de 300 kW a área de análise de projeto elétrico deverá consultar a área
responsável pela definição da curva de proteção a ser utilizada.
b) Para atendimento a clientes enquadrados nos casos descritos abaixo deverá ser prevista, por condição
técnica, a instalação de religador trifásico microprocessado :
b.1) Clientes com demanda contratada acima de 2500 kW;
b.2) Clientes atendidos a partir de derivações da rede de distribuição, cuja proteção da derivação não
permita coordenação através de elo fusível;
b.3) Nos atendimentos a subestações compartilhadas da média tensão;
b.4) Nos casos em que a demanda contratada seja inferior a 2500 kW, mas não seja possível
coordenação da proteção com elo fusível, para o ponto da rede onde há previsão de atendimento
ao cliente.
ND - 5.3
2-9
c) Para demanda até 300 kW, excetuando os casos previstos no item 9.b.4, a derivação da rede deve,
necessariamente, ser executada através de chave utilizando os elos fusíveis previstos na Tabela 18,
página 5-11.
10.
a)
b)
c)
d)
e)
OBSERVAÇÕES
O projeto, as especificações dos materiais, equipamentos e dispositivos e a execução das instalações
elétricas internas da unidade consumidora deverão atender às normas da ABNT, podendo a Cemig
vistoriá-las no intuito de verificar se os requisitos mínimos das mesmas estão atendidos.
A partir da ligação da unidade consumidora à rede Cemig, os condutores, equipamentos e acessórios do
posto até a medição são de acesso exclusivo da Cemig, sendo vetada qualquer intervenção de pessoas não
credenciadas aos mesmos, assim como aos selos; o consumidor só poderá atuar nas alavancas de
acionamento dos dispositivos de proteção e/ou manobra situados na subestação ou após a mesma.
Não é permitido aos consumidores aumentar a carga instalada ou a demanda (em kW) além do limite
correspondente ao seu tipo de fornecimento . A demanda contratada será a mesma demanda calculada no
projeto; após o período experimental, caso o cliente deseje alterar este valor, deverá ser apresentado novo
projeto elétrico para proteção de baixa tensão ou nova metodologia para ajuste de proteção secundária
considerando a nova demanda contratada; assim quando for necessário reajustar a proteção secundária em
função de aumento ou diminuição de carga, será necessário apresentar somente a nova metodologia para
ajuste de proteção secundária, caso esta seja feita em formato separado do projeto elétrico e, após a devida
aprovação, a Cemig irá acompanhar a mudança do ajuste da proteção em “in loco”.
É vetado aos consumidores a extensão de suas instalações elétricas além dos limites de sua propriedade ou
a sua interligação com outras unidades consumidoras para fornecimento de energia elétrica, mesmo que
gratuitamente.
O fornecimento a qualquer unidade consumidora, provisório, de obra ou definitivo, será através de um só
ponto de entrega, com medição também única, exceto para os casos onde se aplicam as tarifas relativas às
energias especiais.
f)
Caberá ao consumidor construir a subestação e as demais instalações necessárias, cabendo à
Cemig a instalação do ramal de ligação, a conexão da unidade consumidora à rede e a instalação
dos equipamentos de medição (TP, TC, chave de aferição, medidores de energia e registradores
eletrônicos ou medidores eletrônicos para Tarifação Horo-sazonal).
g)
No ponto de derivação da rede da Cemig a cruzeta, a chave fusível, pára-raios, condutores do ramal de
ligação e demais acessórios serão fornecidos pela Cemig.
De acordo com o item 3, página 2-1, quando o ponto de entrega se situar na rede da Cemig os condutores,
muflas e demais acessórios serão fornecidos pelo consumidor; as obras civis necessárias para a montagem
do ramal de entrada subterrâneo deverão ser realizadas pelo consumidor de acordo com o
h)
estabelecido no item 2.3, página 4-3 e Capítulo 10.
i)
O consumidor será, para todos os fins, responsável pelos equipamentos de medição da Cemig instalados
na unidade consumidora e responderá pelos eventuais danos a ele causados, por sua ação ou omissão.
j)
As redes aéreas e subterrâneas em média tensão ou secundária de distribuição, antes ou após a
medição, construídas pelo consumidor, na sua propriedade, deverão atender às Normas da ABNT
e da Cemig aplicáveis.
k)
Motores trifásicos com potência até 50 cv e monofásicos com potência até 10 cv podem ter partida
direta, resguardada a situação de partidas simultâneas, que demandará na apresentação de um estudo
das quedas de tensão, respeitando os limites de elevação de corrente de acordo com os ajustes da proteção
digital microprocessada para esta situação, de acordo com o item 6.5.2, página 2-5; para as demais
potências, consultar a Tabela 12 do ED-1.3, Capítulo 5.
l) A ligação de unidade consumidora urbana será efetuada após a perfeita demarcação da propriedade,
apresentação da licença devida ao desenvolvimento das atividades a que se destina e da numeração ;
quando em área rural deve ser apresentada a devida licença.
m) Condutores conduzindo energia já medida não poderão passar dentro de eletrodutos ou caixas contendo
condutores conduzindo energia não medida.
n) A ligação da unidade consumidora à rede da Cemig não significa qualquer pronunciamento da mesma
quanto as condições técnicas das instalações internas do consumidor após a medição e/ou proteção de
baixa e média tensão.
ND - 5.3
o)
p)
q)
r)
2 - 10
Ocorrendo a ligação de cargas que não constam do projeto analisado pela Cemig, ou com regime de
partida e/ou funcionamento diferente daquele apresentado no projeto e que venham a introduzir
perturbações indesejáveis na rede, tais como flutuações de tensão, rádio-interferência, harmônicos, etc., a
Cemig notificará o consumidor para que providencie a necessária regularização; caso seja necessária a
adequação da rede, as alterações devidas serão efetuadas às expensas do consumidor.
Para todos os fornecimentos previstos nessa Norma aplicam-se os critérios constantes da Resolução 456
de 29/11/2000 da ANEEL quanto ao fator de potência de referência (0,92) e quanto à tarifação da energia
reativa excedente em relação ao limite estabelecido pelo fator de potência de referência; para maiores
esclarecimentos quanto à aplicação desses critérios pela Cemig o consumidor deve solicitar informações
nas Agências de Atendimento da Cemig.
Os eletrodutos com energia medida ou não medida não poderão conter outros condutores como, por
exemplo, cabos telefônicos ou de TV a cabo.
Quando uma unidade consumidora for desligada por qualquer motivo ou consumo final e a religação for
efetivada em até 6 (seis) meses, não é necessária a adequação da subestação a esta norma, desde que não
haja nenhuma alteração da subestação ou dos dados cadastrais do consumidor. Se a unidade consumidora
ficar desligada por um período superior a 6 (seis) meses, ou se os dados cadastrais do consumidor forem
alterados, independentemente do tempo de desligamento da unidade consumidora, a subestação deverá se
adequar a esta norma, inclusive com a instalação do relé secundário conforme previsto no Anexo A.
s) Os critérios a serem adotados quando da ligação de APART HOTEL são:
1 – Regra geral
Como regra geral o APART HOTEL deverá ser atendido em conformidade com a ND-5.2 (baixa tensão), por
ser uma unidade consumidora de uso coletivo formada por várias unidades individuais que poderão ser
vendidas
ou serem usadas como moradia pelo seu proprietário. Assim sendo, cada unidade autônoma terá a sua medição
em baixa tensão conforme a ND-5.2.
2 – Caso especial
Se o APART HOTEL for do tipo no qual os condôminos concordam expressamente que o EDIFÍCIO é
destinado específica e exclusivamente para o desenvolvimento da atividade HOTEL, implicando em necessária
vinculação de sua unidade autônoma a uma SOCIEDADE para que a explore durante “xx” anos, concordando
expressamente que, durante os xx anos não terão o direito de gerenciamento do uso das unidades autônomas de
que forem proprietários, o atendimento poderá ser através da ND-5.1 (baixa tensão, para carga instalada até
75kW) ou em conformidade com a ND-5.3 (média tensão, para carga instalada acima de 75kW) desde que
sejam atendidas simultaneamente as seguintes condições:
deverá ser apresentado à Cemig o alvará da prefeitura municipal autorizando o funcionamento como
unidade hoteleira única;
no projeto elétrico deverá constar nota na qual o empreendedor assuma todo o ônus para a
reversibilidade da unidade consumidora, ou seja, transformá-la de unidade consumidora individual
(ND-5.1 ou ND-5.3) em unidade consumidora de uso coletivo (ND-5.2);
deverão ser previstos eletrodutos e instalação ou espaço para instalação de agrupamentos de caixas de
medição conforme a ND-5.2;
tanto na convenção do condomínio quanto no contrato de fornecimento de energia elétrica deverá
constar uma cláusula na qual a empresa exploradora da atividade HOTEL e os condôminos assumam
todo o ônus para a reversibilidade da unidade consumidora, ou seja, transformá-la de unidade
consumidora individual (ND-5.1 ou ND-5.3) em unidade consumidora de uso coletivo (ND-5.2) após
os xx anos, ou a qualquer momento desde que essa convenção decida pelo término da atividade
HOTEL;
não poderá existir nenhuma unidade que não seja administrada e explorada pela empresa responsável
pela atividade HOTEL, ou seja, nenhuma unidade poderá ser terceirizada por esta empresa.
ND - 5.3
2 - 11
t)
Quando a subestação possuir transformador reserva e esse ficar desligado por um período superior a 6
meses, quando da ligação/religação do mesmo deverá ser apresentado laudo técnico de ensaio.
u) O projeto elétrico é apenas uma das etapas necessárias para ligação da unidade consumidora. Após sua
análise, e sendo o mesmo julgado conforme, outras etapas terão que ser implementadas, exigindo novas
interações entre o interessado e a Cemig, através de seus Agentes.
Essas etapas têm uma seqüência sucessiva à análise do projeto elétrico e são, principalmente, as relativas
a:
1ª - eventual necessidade de extensão/modificação de rede (com análise de viabilidade técnica e comercial,
podendo haver custos ao interessado);
2ª - pedido de vistoria e ligação da unidade consumidora.
Todas estas etapas são sucessivas e têm prazos legais para serem cumpridos, motivo pelo qual o interessado
deve apresentar o projeto elétrico da unidade consumidora à Cemig com a devida antecedência em relação ao
mês/ano desejado para ligação.
ND - 5.3
3-1
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DA CEMIG
1.
RAMAL DE LIGAÇÃO
1.1
Geral
A instalação do ramal de ligação é feita exclusivamente pela Cemig, a partir do ponto da rede por ela
determinado e atendendo às seguintes prescrições:
a) a sua entrada na propriedade do consumidor deve ser, preferencialmente, pela parte frontal da edificação;
quando esta se situar em esquina, a entrada pode ser por quaisquer dos lados, desde que seja possível a
instalação do ramal;
b) não é permitido que os condutores do ramal:
- sejam enterrados diretamente no solo;
- passem sobre ou sob terreno de terceiros;
- apresentem emendas dentro de dutos e caixas intermediárias de inspeção ou de passagem;
c) o comprimento máximo é 30 metros, medidos a partir da base do poste ou ponto de derivação da RDS da
Cemig até o ponto de entrega;
d) o condutor neutro deve ser interligado com o condutor neutro da rede da Cemig e com a malha de
aterramento da subestação;
e) toda edificação ou unidade consumidora deverá ser atendida através de um único ramal de ligação, de
acordo com os critérios definidos no Capítulo 2, item 4, página 2-2, e ter apenas um ponto de medição,
exceto para os casos onde se aplicam as tarifas relativas às energias especiais;
f) observar eventuais condições específicas existentes nos casos de travessia de rodovias, ferrovias e vias
públicas em geral;
g) em áreas rurais deve-se adotar o critério de expansão da rede da Cemig até junto às instalações
consumidoras;
h) as cercas e telas que dividem as propriedades entre si ou com a via pública, bem como aquelas internas,
devem ser seccionadas e aterradas, conforme critério previsto na ND-2.2, quando o ramal de ligação ou
interno (aéreo) passar sobre as mesmas; este seccionamento deve ser de 7,50 m para cada lado a partir do
eixo do ramal.
1.2
Ramal de Ligação Aéreo
Na instalação do ramal de ligação aéreo, além das prescrições gerais, devem ser observadas as seguintes
condições:
a) altura mínima, medida entre o ponto de maior flecha dos condutores de fase do ramal e o solo;
- passagem sobre ferrovias eletrificadas ou eletrificáveis: 12 m
- passagem sobre ferrovias não eletrificadas: 9,00 m
- local com trânsito de veículos: 7,00 m
- áreas rurais: 6,00 m
- local com trânsito exclusivo de pedestres: 5,50 m
b) antes da ligação a estabilidade mecânica do poste da rede (escolhido para instalação do ramal de ligação) e
a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto (principalmente motores com potência
superior a 50 c.v. ou motores com partidas simultâneas) devem ser verificadas junto ao setor competente;
c) para a instalação do ramal deverão ser utilizados cabos de Alumínio isolados, multiplexados e autosustentados, com isolamento EPR ou XLPE. Esse ramal deverá ser aterrado nas duas extremidades.
Alternativamente, para a Subestação nº1 em áreas rurais, o ramal de ligação poderá ter a mesma forma
construtiva da rede da qual é derivado; os cabos a serem utilizados para cada tipo de ramal constam das
Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8;
ND - 5.3
3-2
d) na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas das ND 2.1, 2.2, 2.4, 2.5, 2.7, 2.9,
2.10, 3.1 e 3.2, relatórios complementares ou outra norma editada;
e) na estrutura escolhida para derivação não deve ser instalado transformador ou banco de capacitores;
1.3
Ramal de Ligação Subterrâneo
Em locais atendidos por RDA, caso seja contra-indicada a instalação do ramal de ligação aéreo por razões não
imputáveis ao consumidor, ou em locais atendidos por RDS, a Cemig efetuará a ligação da unidade
consumidora através de ramal de ligação subterrâneo observando, além dos requisitos gerais, as seguintes
condições:
a) os condutores fases devem ser cabos unipolares de Alumínio , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC de
8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 23,1kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com
capa externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8).
A blindagem metálica dos condutores deve ser conectada ao neutro em apenas um ponto;
b) o condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à malha
de aterramento da subestação;
c) nas extremidades desses condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para
conexão à rede e ao ramal de entrada;
d) respeitar as posturas municipais, especialmente nas travessias de vias públicas;
e) seguir as orientações do Desenho , página 11-10 e Desenho 2, página 10-2;
f) Os condutores do ramal de ligação subterrâneo deverão ser fisicamente protegidos desde a derivação da
rede da Cemig até a medição da Cemig por eletrodutos de aço por imersão a quente popularmente
conhecido como “eletroduto pesado” e de diâmetro nominal de 100mm conforme as características
constantes da NBR 5598 e da página 12-10. Opcionalmente, entre as caixas de passagem localizadas no
passeio público e a medição da Cemig poderá ser utilizado eletroduto de PVC rígido conforme as
características constantes da página 12-9 ou espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade
conforme a NBR 13898 (somente poderão ser utilizados os dutos aprovados pela área de rede de
distribuição elétrica). A tabela da página 12-9 poderá ser utilizada como referência para os diâmetros do
eletroduto espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade. O(s) eletroduto(s) de aço
instalado(s) na descida junto ao poste da Cemig deverá(ão) ser identificado(s) com o(s) número(s) da(s)
respectiva(s) edificação(ões).
Na identificação do(s) eletroduto(s) de descida, o(s) mesmo(s) deve(m) ser pintado(s) de forma legível e
indelével com o(s) número(s) da(s) respectiva(s) edificação(ões).
Dentro de cada eletroduto ou duto flexível deve passar um circuito completo ( 3 fases e neutro ). A
instalação dos eletrodutos ou dutos flexíveis deverá ser conforme o Desenho 10, página 11-10;
g) antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente;
h) na divisa da propriedade com a via pública deve, necessariamente, ser instalada pelo consumidor uma
caixa do tipo "ZD" (conforme a página 12-15) para conexão do ramal de ligação ao ramal de entrada;
i) na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3 aplicáveis;
2.
a)
b)
c)
MEDIÇÃO
Os equipamentos de medição tais como medidores de energia, transformadores de corrente e potencial,
registradores eletrônicos e chaves de aferição da Cemig somente serão instalados e ligados após a vistoria
e aprovação das instalações da subestação.
Na Tabela 1, página 5-1 e nas Tabelas 5 a 10, páginas 5-3 a 5-5 são apresentadas, para cada faixa de
fornecimento, as relações de "corrente nominal/corrente máxima" relativas aos TC e as relações "Média
Tensão/tensão secundária" relativas aos TP a serem utilizados.
Os critérios de aplicação e de ligação dos equipamentos de medição devem seguir as orientações das ND5.6 e ND-5.26; para as medições especiais (ETST, EST ou EGTD, por exemplo), a Cemig deverá ser
consultada.
ND - 5.3
3-3
d) A caixa para instalação de equipamentos de medição (CM-4) deve atender as prescrições do Capítulo 12 e
deve constar do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de
Entrada).
e) Para os fornecimentos de demanda de até 300 kW através da subestação n o 1, a medição será na baixa
tensão; para os fornecimentos através dos demais tipos de subestações, a medição situar-se-á na média
tensão. A medição será sempre a três elementos.
f) Independentemente da demanda, para todos os fornecimentos em média tensão, a medição constituir-se-á,
no mínimo, de medidores de energia ativa (com indicação de demanda caso não seja THS ) e energia
reativa, podendo ser utilizado, a critério da Cemig, medidor eletrônico; para os casos de THS a medição
será efetuada por medidor eletrônico.
g) A medição deve ser instalada conforme os desenhos dos Capítulos 6 a 10 em locais não sujeitos a
trepidações e temperaturas elevadas (acima de 55º C); nas Subestações 1 e 3 a mureta contendo a caixa de
medição deverá ser construída com cobertura (telhado) conforme o detalhe 1, página 6-4, para que o
medidor eletrônico não fique exposto à temperatura elevada (acima de 55º C).
h) Ocorrendo modificações nas instalações, que tornem o local de medição incompatível com os requisitos já
mencionados, o consumidor deve preparar novo local para a instalação dos equipamentos de medição,
sujeito a aprovação da Cemig.
i) Para as unidades consumidoras com demanda igual ou superior a 300kW a medição para tarifação horosazonal (THS) é compulsória, podendo o consumidor optar pela tarifa azul ou verde; caberá à Cemig
orientar o consumidor sobre as características específicas de cada modalidade para fundamentar a sua
escolha.
j) Para as unidades consumidoras com demanda inferior a 300kW a medição poderá ser a convencional
(kW-kWh e kvarh) ou THS, modalidade azul ou verde; caberá à Cemig orientar o consumidor sobre as
características específicas de cada tipo de medição para fundamentar a sua escolha.
k) Para os fornecimentos a consumidores irrigantes deverão ser seguidas as instruções da ND-5.27
(Fornecimentos Especiais – Comercialização de THS, EST, ETST e Tarifa Noturna).Na Subestação nº1 a
amostra de tensão para a medição deverá ser através dos bornes superiores do disjuntor geral de baixa
tensão, conforme mostrado no Desenho 5, página 6-5, visando a manutenção da memória de massa do
medidor eletrônico.
l) Para todos os fornecimentos sujeitos a contrato deverão ser utilizadas as prescrições da ND-5.13.
m) A distância máxima entre a caixa de medição e os transformadores de instrumentos ( TP e TC ) é 12,5m.
n) Os eletrodutos contendo a fiação secundária dos TC e TP até a caixa de medição deverão ser instalados
externamente nas paredes da subestação, não sendo admitida instalação embutida, e deverão ser de aço
com diâmetro mínimo de 32mm ( 11/4”). Não é permitida a utilização de caixas de passagem ou
conduletes no circuito de medição e/ou proteção localizado no corredor da subestação. Somente é
permitido a utilização de eletrodutos rosqueáveis e curvas de 90º para efetuar mudança de direção na
instalação dos eletrodutos.
3.
ATERRAMENTO
Caberá à Cemig a verificação, durante a vistoria para aceitação da subestação e/ou durante o andamento da
obra, do valor da resistência de aterramento apresentada pela malha de terra, que não deve ultrapassar 10 (dez)
ohms (medida em qualquer época do ano).
Os requisitos mínimos exigidos para construção de malha de terra constam do item 6, página 4-7.
4.
RECEBIMENTO DA SUBESTAÇÃO
A Cemig deverá fazer os testes aplicáveis para verificar a atuação da proteção geral conforme o projeto
aprovado. Nestes testes deve ser verificado se:
o relé de sobrecorrente e/ou de proteção direcional está parametrizado conforme os requisitos desta norma e
o projeto elétrico da instalação consumidora analisado pela Cemig e julgado estar em conformidade com as
normas da Cemig e ABNT;
a saída serial (para programação à distância) está ativa, não podendo existir fios conectados aos bornes
correspondentes;
ND - 5.3
3-4
não existem fios conectados aos bornes referentes ao bloqueio das funções 50/51 fase e 50/51 neutro;
o disjuntor desliga ao se fechar circuito através de jumper entre os bornes de comando de abertura da
bobina de trip;
o no-break mantém a capacidade de alimentar o relé e a bobina de trip do disjuntor na ausência de
alimentação auxiliar, de forma a verificar a capacidade de operação do relé durante a ocorrência de um
curto-circuito no circuito de força, com conseqüente afundamento de tensão;
a carga declarada no projeto elétrico está disponível no local para conferência.
ND - 5.3
4-1
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO CONSUMIDOR
1.
ASPECTOS GERAIS
1.1
Aquisição de Materiais e Equipamentos
a)
Os materiais e equipamentos constituintes da subestação (condutores, transformador de potência,
eletrodutos, caixas, disjuntores, relé de proteção de sobrecorrente e de proteção direcional, chaves,
ferragens, etc. ) serão adquiridos pelo consumidor. Eventuais danos causados à unidade consumidora por
falha destes materiais e equipamentos serão da exclusiva responsabilidade do consumidor; eventuais
ultrapassagens da demanda contratada em função de falha do relé de sobrecorrente e/ou seus associados,
serão de exclusiva responsabilidade do consumidor.
b) Os equipamentos de medição tais como transformadores de corrente e potencial, medidores de energia,
chaves de aferição e registradores eletrônicos são de fornecimento exclusivo da Cemig e serão por ela
instalados, sendo vetado ao consumidor o acesso a quaisquer um deles.
c) Na aquisição de caixas para medição, proteção e derivação, de disjuntores termomagnéticos de baixa
tensão, hastes de aterramento e pára-raios, somente serão aceitos os modelos aprovados pela Cemig e
constantes do Manual do Consumidor no 11 ("Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de
Entrada" ), com atualização e edição periódica, disponíveis nas Agências de Atendimento da Cemig e no
endereço eletrônico WWW.CEMIG.COM.BR (dentro da página acesse agência virtual depois outros
serviços depois informações técnicas e normas técnicas depois PEC 11), sendo ainda passíveis de inspeção
e recusa caso não tenham mantido as características do protótipo aprovado pela Cemig.
d)
Os demais materiais, apesar de não serem previamente aprovados, devem atender às especificações
mínimas indicadas no Capítulo 11, sendo passíveis de inspeção e recusa pela Cemig.
e) É recomendável que a aquisição dos materiais e equipamentos e a construção da subestação somente sejam
iniciadas após a análise do projeto elétrico pela Cemig (ver item 6.5, página 2-4). Caso a aquisição de
materiais e equipamentos e a construção da subestação se antecipem à aprovação do projeto elétrico, serão
de inteira responsabilidade do interessado os problemas decorrentes de eventual necessidade de
modificações na obra ou substituição de materiais e equipamentos.
1.2
a)
b)
c)
d)
e)
1.3
a)
Construção do Padrão de Entrada
A instalação dos materiais e equipamentos que compõem o padrão de entrada, bem como as obras civis
necessárias à sua construção, devem ser executadas pelos consumidores de acordo com os requisitos
estabelecidos neste Capítulo e constantes do projeto aprovado pela Cemig.
A localização da subestação de entrada deve considerar os critérios constantes do item 1, página 3-1. Essa
subestação deverá ser construída dentro da propriedade particular a, no máximo, 5 (cinco) metros da divisa
com a via pública, não sendo permitido a sua instalação em área de recuo que representa uma extensão do
passeio público, exceto se a prefeitura local permitir que o padrão de entrada seja construído nesta área, ou
em pavimento superior ao nível da rua.
Todas as subestações (exceto Subestações nº 1 e 3 ) devem ser providas de iluminação de segurança, com
autonomia mínima de 2 horas.
Não poderão passar pela subestação tubulações de água, esgoto, gás, vapor, etc.
As instalações do padrão de entrada de energia elétrica não devem ser acessíveis por janelas, sacadas,
telhados, escadas, lajes, áreas adjacentes ou outros locais de possível acesso de pessoas, devendo a
distância mínima dos condutores a qualquer desses pontos ser de 1,70 m (um metro e setenta centímetros) ,
na horizontal, e de 2,80 m (dois metros e cinqüenta centímetros) na vertical.
Esse afastamento também deve ser observado em relação a divisas e terrenos de terceiros.
Conservação do Padrão de Entrada
Os consumidores ficam obrigados a manter em bom estado de conservação os componentes de seu padrão
de entrada.
Caso contrário, a Cemig pode vir a exigir os reparos necessários ou até mesmo a substituição dos
materiais inadequados ou danificados.
ND - 5.3
b)
c)
1.4
4-2
Os consumidores são responsáveis pelos equipamentos de medição da Cemig instalados no padrão de
entrada da edificação e responderão pelos eventuais danos a eles causados por sua ação ou omissão.
O local do padrão de entrada, bem como o acesso ao mesmo, devem ser mantidos limpos e desimpedidos
pelos consumidores, de modo a agilizar as leituras dos medidores e inspeção das instalações pela Cemig.
Acesso ao Padrão de Entrada
a)
os consumidores devem permitir, a qualquer tempo, o livre e imediato acesso dos funcionários da Cemig,
devidamente identificados e credenciados, ao padrão de entrada e fornecer-lhes os dados e informações
pertinentes ao funcionamento dos equipamentos e aparelhos;
b) aos consumidores somente é permitido o acesso à alavanca de acionamento dos disjuntores e chaves para
seu religamento em caso de desarme ou de interrupção programada pelo próprio consumidor;
c) a critério da Cemig, poderá ser exigida a cessão da(s) chave(s) de acesso à subestação, que poderá ficar sob
a guarda da Cemig, ou em local de fácil e exclusivo acesso da Cemig na propriedade do consumidor.
2.
RAMAL DE ENTRADA
2.1
Requisitos Gerais
A instalação do ramal de entrada é feita exclusivamente pelo consumidor, porém a ligação do mesmo no ponto
de entrega será feita pela Cemig e deve atender as seguintes prescrições:
a)
b)
c)
2.2
os condutores devem ser contínuos, isentos de emendas. No condutor neutro é vetado o uso de qualquer
dispositivo de interrupção; dependendo do comprimento do ramal de entrada podem ser necessárias
características especiais visando sua integridade mecânica e a manutenção do nível adequado de tensão;
o condutor neutro deve ser interligado com o condutor neutro da rede ou do ramal de ligação e com a
malha de aterramento da subestação;
no caso do ponto de entrega se situar na rede, a entrada na propriedade do consumidor deve ser,
preferencialmente, pela parte frontal da edificação; quando esta se situar em esquina, a entrada pode ser
por quaisquer dos lados desde que seja possível a instalação do ramal. Devem ser observadas eventuais
condições específicas nos casos de travessia de rodovias, ferrovias e vias públicas em geral. Deve ser
observada, ainda, a distância máxima de 30 m do ponto de entrega ( na rede ) ao limite da propriedade
com a via pública;
Ramal de Entrada Aéreo
Na instalação do ramal de entrada aéreo devem ser observadas as seguintes condições:
a)
altura mínima, medida entre o ponto de maior flecha dos condutores fase do ramal e o solo:
- passagem sobre ferrovias eletrificadas ou eletrificáveis : 12,00 m
- passagem sobre ferrovias não eletrificadas ou não eletrificáveis : 9,00 m
- local com trânsito de veículos: 7,00 m
- áreas rurais:
6,00 m
- local com trânsito exclusivo de pedestres: 5,50 m
b)
c)
os condutores do ramal de entrada aéreo devem apresentar as mesmas características elétricas dos
condutores do ramal de ligação aéreo conforme o item 1.2.c, página 3-1. Esse ramal deverá ser aterrado nas
duas extremidades. Os cabos a serem utilizados para cada tipo de ramal constam das Tabelas 11, 12 e 13,
páginas 5-6 a 5-8;
opcionalmente, os condutores fases e neutro podem ser cabos unipolares de cobre , isolados com XLPE90oC ou EPR-90oC de 8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de
distribuição de 23,1kV e de 20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens
semicondutora e metálica e com capa externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 58).Esse ramal deverá ser aterrado nas duas extremidades. Alternativamente para a Subestação nº1 em áreas
ND - 5.3
d)
e)
2.3
4-3
rurais o ramal de entrada poderá ter a mesma forma construtiva da rede da qual é derivado. Os cabos a
serem utilizados para cada tipo de ramal constam das Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8;
na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas das ND-2.1, 2.2, 2.4, 2.5, 3.1 e 3.2 e
relatórios complementares;
nas extremidades dos condutores devem ser utilizados terminações e acessórios adequados para conexão ao
ramal de ligação e à estrutura de ancoragem da subestação.
Ramal de Entrada Subterrâneo
Na instalação do ramal de entrada subterrâneo devem ser observadas as seguintes condições:
2.3.1 quando o ponto de entrega situar-se na rede devem ser seguidas as prescrições:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
os condutores fases devem ser cabos unipolares de cobre , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC de
8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 23,1kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com
capa externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8).
Esse ramal deverá ser aterrado nas duas extremidades.
o condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à malha
de aterramento da subestação;
respeitar as posturas municipais, especialmente nas travessias de vias públicas;
seguir as orientações do desenho do Desenho 10, página 11-10 e Desenho 2, página 10-2;
Os condutores do ramal de entrada subterrâneo deverão ser fisicamente protegidos desde a derivação da
rede da Cemig até a medição da Cemig por eletrodutos de aço por imersão a quente popularmente
conhecido como “eletroduto pesado” e de diâmetro nominal de 100mm conforme as características
constantes da NBR 5598 e da página 12-10. Opcionalmente, entre as caixas de passagem localizadas no
passeio público e a medição da Cemig poderá ser utilizado eletroduto de PVC rígido conforme as
características constantes da página 12-9 ou espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade
conforme a NBR 13898 (somente poderão ser utilizados os dutos aprovados pela área de rede de
distribuição elétrica). A tabela da página 12-9 poderá ser utilizada como referência para os diâmetros do
eletroduto espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade. O(s) eletroduto(s) de aço
instalado(s) na descida junto ao poste da Cemig deverá(ão) ser identificado(s) com o(s) número(s) da(s)
respectiva(s) edificação(ões).
Na identificação do(s) eletroduto(s) de descida, o(s) mesmo(s) deve(m) ser pintado(s) de forma legível e
indelével com o(s) número(s) da(s) respectiva(s) edificação(ões).
Dentro de cada eletroduto ou duto flexível deve passar um circuito completo ( 3 fases e neutro ). A
instalação dos eletrodutos ou dutos flexíveis deverá ser conforme o Desenho 10, página 11-10;
antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente;
quando a rede da Cemig for rede de distribuição subterrânea, na divisa da propriedade com a via pública
deve, necessariamente, ser instalada uma caixa do tipo "ZD” (ver Capítulo 11); para os demais tipos de
rede deverá ser instalada uma caixa tipo “ZC”;
na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3 aplicáveis;
nas extremidades dos condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para conexão à
rede e à subestação.
2.3.2 quando o ponto de entrega se situar no limite da propriedade com a via pública devem ser seguidas
as seguintes prescrições:
2.3.2.1 Onde o ramal de ligação for subterrâneo
a)
b)
os condutores fases devem ser cabos unipolares de cobre , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC de
8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 23,1kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com
capa externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8). Esse ramal deverá ser aterrado
nas duas extremidades.
o condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à malha
de aterramento da subestação;
ND - 5.3
4-4
c) seguir as orientações do desenho do Capítulo 10;
d)
antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente;
e)
na divisa da propriedade com a via pública deve, necessariamente, ser instalada uma caixa do tipo "ZC"
(conforme páginas 12-13 e 12-15) para conexão do ramal de ligação ao ramal de entrada;
f) na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3 aplicáveis;
g) os condutores do ramal de entrada e de ligação subterrâneos deverão ser fisicamente protegidos desde a
derivação da rede da Cemig até a medição da Cemig por eletrodutos de aço por imersão a quente
popularmente conhecido como “eletroduto pesado” e de diâmetro nominal de 100mm conforme as
características constantes da NBR 5598 e da página 12-10. Opcionalmente, entre as caixas de passagem
localizadas no passeio público e a medição da Cemig poderá ser utilizado eletroduto de PVC rígido
conforme as características constantes da página 12-9 ou espiralado corrugado flexível em polietileno de
alta densidade conforme a NBR 13898 (somente poderão ser utilizados os dutos aprovados pela área de
rede de distribuição elétrica). A tabela da página 12-9 poderá ser utilizada como referência para os
diâmetros do eletroduto espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade. O(s) eletroduto(s)
de aço instalado(s) na descida junto ao poste da Cemig deverá(ão) ser identificado(s) com o(s) número(s)
da(s) respectiva(s) edificação(ões) e ser instalado(s) conforme indicado na página 11-2 e especificado
conforme a página 12-10.
Na identificação do(s) eletroduto(s) de descida, o(s) mesmo(s) deve(m) ser pintado(s) de forma legível e
indelével com o(s) número(s) da(s) respectiva(s) edificação(ões).
Dentro de cada eletroduto ou duto flexível deve passar um circuito completo ( 3 fases e neutro ). A
instalação dos eletrodutos ou dutos flexíveis deverá ser conforme o Desenho 10, página 11-15;
h) na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3 aplicáveis;
i) nas extremidades dos condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para conexão à
rede e à subestação.
2.3.2.2 Onde o ramal de ligação for aéreo
os condutores fase devem ser cabos unipolares de cobre , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC de
8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 23,1kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com
capa externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 11, 12 e 13, páginas 5-6 a 5-8).
A blindagem metálica dos condutores deve ser conectada ao neutro em apenas um ponto;
b) o condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à malha
de aterramento da subestação;
c) seguir as orientações do Desenho 10, página 11-10 e Desenho 2, página 10-2;
d) o eletroduto de descida até a caixa de passagem ( tipo ZC ) junto à estrutura constante da letra “i”
(afastamento de 400 a 700mm) deverá ser de aço zincado por imersão a quente popularmente conhecido
como “eletroduto pesado” e de diâmetro nominal de 100mm conforme as características constantes da NBR
5598 e da página 12-10. Opcionalmente, entre a citada caixa de passagem e a medição da Cemig poderá ser
utilizado eletroduto de PVC rígido conforme as características constantes da página 12-9 ou espiralado
corrugado flexível em polietileno de alta densidade conforme a NBR 13898 (somente poderão ser
utilizados os dutos aprovados pela área de rede de distribuição elétrica). A tabela da página 12-9 poderá ser
utilizada como referência para os diâmetros do eletroduto espiralado corrugado flexível em polietileno de
alta densidade.
a)
Dentro de cada eletroduto ou duto flexível deve passar um circuito completo ( 3 fases e neutro ). A
instalação dos eletrodutos ou dutos flexíveis deverá ser conforme o Desenho 10, página 11-10.
e)
f)
antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente;
na instalação do ramal deverão ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3 aplicáveis;
g) deverá ser efetuado, na presença dos técnicos da Cemig, teste de isolamento nos cabos e terminações;
h) nas extremidades dos condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para conexão ao
ramal de ligação e a subestação;
ND - 5.3
i)
2.4
4-5
na divisa da propriedade com a via pública deve, necessariamente, ser instalada uma estrutura para
ancoragem dos condutores do ramal de ligação. A instalação desta estrutura é de responsabilidade do
consumidor. Neste caso o ponto de entrega situar-se-á nesta estrutura localizada na divisa da propriedade
com a via pública.
Ramal de Entrada Embutido – Subestação nº 1
Na instalação do ramal de entrada embutido utilizado na Subestação nº 1 entre o transformador e a caixa CM-9
ou CM-18 e dentro dessas caixas devem ser observadas as seguintes condições:
os condutores (fases e neutro) devem ser unipolares, de cobre, isolados com PVC – 70ºC (tipo BWF) para
tensões de 450/750V e atender as demais exigências da NBRNM 247-3;
b) as seções mínimas, recomendadas para cada faixa de fornecimento, estão indicadas na Tabela 1, página 5-1;
c) os condutores devem ser contínuos, isentos de emendas. No condutor neutro é vetado o uso de qualquer
dispositivo de interrupção;
d) Opcionalmente os condutores (fases e neutro) poderão ser flexíveis classe 5 ou 6 de acordo com a NBRNM
280. Nas extremidades dos condutores flexíveis devem ser utilizados terminais de encapsulamento ou
terminais de compressão maciço de cobre conforme a página 12-4 visando proporcionar melhor conexão,
não sendo aceito o estanhamento dos condutores flexíveis.
a)
3.
TRANSFORMADOR
a)
Os transformadores devem possuir primário em “delta” e secundário em “estrela” devendo ser Dyn1; para
conexão de geração em redes de média tensão (Acessantes ao Sistema Elétrico de Distribuição), o
transformador de acoplamento do sistema gerador ao sistema de distribuição deverá ter uma conexão cujo
enrolamento de alta (do lado da Cemig) esteja conectado em estrela aterrada.
b) Os transformadores deverão ser ensaiados e deverá ser entregue à Cemig, quando do pedido de ligação,
uma via do laudo dos ensaios; esse requisito aplica-se também aos transformadores do sistema de geração
própria.
c) Os laudos de que trata o item acima devem seguir as prescrições abaixo relacionadas:
- os laudos a serem apresentados à Cemig serão fornecidos pelos laboratórios onde os ensaios foram
realizados; caberá ao inspetor credenciado concluir pela aprovação ou reprovação, assinar e apor
carimbo que o identifique, bem como a empresa a que pertence;
- as ESCOLAS DE ENGENHARIA ELÉTRICA reconhecidas por Decreto Federal, bem como os
Laboratórios Oficiais ou reconhecidos pelo Governo poderão realizar os ensaios, fornecer os laudos e
assiná-los;
- os fabricantes cadastrados como fornecedores da Cemig poderão realizar os ensaios, fornecer os laudos
e assiná-los, desde que o transformador em questão não seja reformado e possua garantia de 12 meses;
- para maiores informações sobre as firmas/inspetores credenciados para inspeção de transformadores e
sobre fabricantes cadastrados como fornecedores da Cemig, consultar as Agências de Atendimento da
Cemig;
- todos os laudos deverão ser conclusivos, ou seja, deverão afirmar de forma clara se o transformador
atende ou não aos ensaios/Normas ABNT a seguir relacionados e deverão conter, no mínimo, as
seguintes informações:
. valores de perdas em vazio e corrente de excitação;
. valores de perdas em carga e tensão de curto-circuito a 75 C;
. tensão suportável nominal à freqüência industrial;
. rigidez dielétrica do líquido isolante (valor mínimo de 35 kV/2,54 mm);
. dados de placa: nome do fabricante, número de série, potência nominal, tensão nominal primária e
secundária e data de fabricação.
- Normas aplicáveis:
. transformadores a óleo de potência até 300 kVA: NBR 5440;
ND - 5.3
4-6
. transformadores a óleo de potência superior a 300 kVA e até 2000kVA: NBR 5356 e capítulo 4
da NBR 9369;
. transformadores a óleo de potência superior a 2000kVA : NBR 5356;
. transformadores com encapsulamento em epóxi: NBR 10295 e NBR 5356;
- os laudos possuem prazo de validade de 12 meses;
d)
e)
f)
g)
h)
i)
4.
a)
A relação de empresas credenciadas para inspeção de transformadores particulares consta do Manual do
Consumidor no11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrão de Entrada).
A relação de carga deverá ser apresentada por transformador. Assim o dimensionamento do(s)
transformador(es) deverá ser tal que a demanda não seja superior à potência nominal de transformação
demandada de cada um. Caso tenha transformador a vazio, deverá ser justificado no projeto elétrico sua
instalação, exceto no caso de atendimento através da Subestação nº 1, que deverá atender a nota 18 da
página 6-9.
Se a subestação fizer parte integrante da edificação residencial e/ou comercial e/ou industrial, somente será
permitido o emprego de transformadores com isolamento e encapsulamento em epóxi, mesmo que hajam
paredes de alvenaria e portas corta-fogo; nestes casos o fabricante deverá apresentar certificado de ensaios
de tipo (protótipo) realizados em Laboratório Oficial (para fabricantes não cadastrados como fornecedores
da Cemig) ou laboratório do fabricante (para fabricantes cadastrados como fornecedores da Cemig); os
ensaios de tipo deverão ser, no mínimo, os seguintes ensaios previstos na NBR 10295: fator de potência do
isolamento, elevação de temperatura, tensão suportável nominal de impulso atmosférico, nível de ruído e
nível de tensão de radiointerferência; os ensaios de recebimento destes transformadores devem atender ao
disposto no item 3.c, página 4-5, exceto com relação ao ensaio de rigidez dielétrica do óleo, que deverá ser
substituído pelo ensaio de descargas parciais. Considera-se como parte integrante da edificação a
subestação cuja porta de acesso é pela parte interna da edificação.
Deverá ser utilizada ventilação forçada para a subestação construída em locais com atmosfera poluída ou se
dentro da subestação de entrada geral existir transformador. Neste caso deverá ter uma vazão mínima de
2.500 m3/h para cada 500 kVA de potência instalada; nos demais casos poderá ter ventilação através de
janelas com, no mínimo, 1,0 m2 para cada 300 kVA de potência instalada.
Os transformadores deverão ser instalados em locais que permitam a sua ventilação, operação, manutenção
e remoção.
Somente poderá ser utilizado transformador com potência mínima de 75kVA.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
Os disjuntores de média tensão devem ser do tipo de acionamento automático na abertura. Para o
desligamento automático do disjuntor é exigida, no mínimo, a proteção de sobrecorrente, cujo ajuste será
função da demanda solicitada pelo consumidor no projeto (que deve ser a mesma constante do contrato).
Exceto para a Subestação no 1, cuja proteção é no lado de baixa tensão e constituída por disjuntor
termomagnético em caixa moldada, e para as Subestações nº 3 e 5, cuja proteção será através de chave
fusível instalada na média tensão, as demais subestações terão sua proteção geral constituída por disjuntor
instalado no lado de média tensão.
Se a subestação fizer parte integrante da edificação residencial e/ou comercial e/ou industrial somente será
permitido o emprego de disjuntores a vácuo, SF6 ou com líquidos isolantes não inflamáveis com volume de
líquido por pólo igual ou inferior a 1(um) litro mesmo que hajam paredes de alvenaria e portas corta-fogo.
Considera-se como parte integrante da edificação a subestação cuja porta de acesso é pela parte interna da
edificação.
Os disjuntores de média tensão deverão ter as seguintes características elétricas:
Características elétricas
Uso
Tensão nominal (kV)
Freqüência nominal(Hz)
Corrente nominal mínima (A)
Capacidade de interrupção simétrica mínima (kA)
13,8kV
interno
15
60
350
10
23,1kV
interno
25
60
350
10
34,5kV
interno
35
60
600
8,37
ND - 5.3
b)
c)
4-7
A proteção de baixa tensão utilizada na Subestação no 1 será feita exclusivamente por disjuntor em caixa
moldada, com capacidade de interrupção simétrica mínima de 30 kA em 240 VCA, podendo ser exigido
pela Cemig valores maiores dependendo da localização da unidade consumidora. O disjuntor deve ser de
um modelo aprovado que conste no Manual do Consumidor no 11.
A proteção contra descargas atmosféricas será efetuada por pára-raios com as características constantes da
tabela abaixo, a serem instalados conforme os desenhos dos Capítulos 6 a 11, e deverão ser de um dos
modelos/fabricantes aprovados para uso nas redes da Cemig.
Características dos pára-raios
Tensão nominal (kV)
Corrente nominal ( kA)
Tensão residual máxima para corrente íngrime
(10kA - 1 s de frente) - kV
Tensão residual máxima para corrente de descarga
Nominal (10kA – 8/20) - kV
13,8kV
12
10
23,1kV
21
10
34,5kV
30
10
48
84
120
43
76
108
Os pára-raios constantes da tabela anterior deverão ter, ainda, as seguintes características:
d)
e)
f)
g)
h)
i)
-
invólucro polimérico
blocos resistores de ZnO – sem centelhadores
-
equipado com desligador automático
Quando a subestação 3, página 8-1 ou o cubículo de medição em epóxi, página 11-1, possuir saída aérea
interna de média tensão ( ou seja, há utilização e/ou distribuição interna em média tensão) é obrigatória a
utilização de pára-raios nesta saída. A conexão desses dispositivos à malha de terra da subestação deve ser
idêntica à dos pára-raios da rede. Esses pára-raios serão instalados e ligados pelo consumidor e deverão ser
de sua propriedade. O condutor de ligação dos pára-raios para a terra deverá ser conectado às
demais ligações de aterramento e deverá ser de cobre nu, seção mínima 50 mm², com jumper individual
para cada pára-raios.
Não será permitida a instalação de bobina de mínima tensão com operação instantânea atuando no disjuntor
geral da instalação. Caso o projetista indique o uso de bobina de mínima tensão, essa deverá possuir
operação temporizada e coordenada com o equipamento de proteção instalado na rede no ponto de
derivação do ramal de ligação.
A Cemig, entretanto, sugere que tal dispositivo seja instalado junto às cargas.
Em hipótese alguma será admitido o uso de dispositivo de mínima tensão que permita religamento.
A critério do projetista, poderão ser previstas outras proteções atuando no disjuntor ou mesmo
intertravamentos ligados à operação da unidade consumidora. Nesses casos, no entanto, o projeto a ser
apresentado à Cemig deverá conter todas as informações relacionadas a essas atuações, que serão sujeitas a
aprovação da Cemig.
Quando houver mais de um transformador instalado na subestação, cada transformador deverá possuir
proteção primária individual e uma chave fusível de abertura tripolar sob carga conforme as Tabelas 15, 16
e 17, páginas 5-9 e 5-10; para transformadores de potência até 300 KVA pode ser instalada proteção geral
de baixa tensão por um único disjuntor em caixa moldada, sendo instalada na média tensão apenas a chave
de abertura tripolar sob carga. Caso a transformação esteja após a subestação de entrada geral,
recomendamos que as proteções dos transformadores sejam conforme os requisitos da NBR 14039. Estas
proteções devem estar plotadas no coordenograma que compõe o projeto (ver item 8, Anexo A-5).
Caberá ao engenheiro RT pela execução das instalações da subestação a responsabilidade pelo ajuste do
relé que atua na proteção geral. A Cemig fará apenas o acompanhamento desse ajuste e, caso julgue
necessário, poderá exigir a verificação do ajuste em campo através de fonte de corrente provida de contator
de tempo.
Em todos os tipos de subestações (exceto para a Subestações n o 1, 3 e 5) o disjuntor deverá ser desligado
por bobina de abertura acionada por relé secundário microprocessado (ver item 6.5.2.g, página 2-5 e Anexo
A).
Os eletrodutos contendo a fiação para a proteção secundária deverão ser instalados externamente nas
paredes e teto da subestação, não sendo admitida instalação embutida, e deverão ser de aço com diâmetro
mínimo de 50mm (2”).
ND - 5.3
5.
a)
b)
c)
6.
4-8
CAIXAS PARA MEDIÇÃO E PROTEÇÃO
As caixas para instalação de equipamentos de proteção de baixa tensão situados antes da medição devem
constar do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada).
A caixa para instalação da medição (medidor eletrônico) e chave de aferição é a CM-4 (ver capítulo 12) e
deve constar do Manual do Consumidor No 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrão de
Entrada); dentro dessa caixa CM-4 deverá ser instalada uma tomada de 3(três) pinos para uso da Cemig;
Imediatamente abaixo da caixa de medição deve ser instalada uma plataforma basculante confeccionada
em madeira ou metal, de 500x500 mm, para suportar os equipamentos de leitura (peso máximo de 20 daN)
utilizados pela Cemig.
CAIXAS DE INSPEÇÃO
a) As caixas de inspeção devem ser construídas somente no passeio público, em locais sem trânsito de
veículos (exceto garagem), de acordo com as características técnicas indicadas no Capítulo 12 e no
Desenho 10, página 11-10.
b) Em terrenos inclinados, a caixa deve ser instalada de forma que sua tampa fique alinhada com o nível do
passeio.
c) Devem ser previstas caixas de inspeção, nos seguintes pontos conforme indicado na página 11-10:
- no passeio público, junto à divisa da edificação;
- no passeio público, junto ao poste de derivação, quando houver travessia de via pública ou quando a
distância entre o poste e a caixa instalada junto à divisa for superior a 20m;
- em alternativa a curva de 90º (situação nº 2), desde que a distância entre a caixa junto ao poste e o local da
curva de 90º seja superior a 15m.
d) As caixas de inspeção devem ser destinadas exclusivamente para a passagem dos condutores do ramal de
ligação ou de entrada, sendo vetada sua utilização para passagem de cabos telefônicos e de sinalização.
e) No caso de ramal de ligação subterrâneo, a construção e a manutenção da caixa de inspeção no passeio
público junto à divisa da propriedade particular é responsabilidade do consumidor. No caso de ramal de
entrada subterrâneo, a construção e manutenção de todas as caixas de inspeção é responsabilidade do
consumidor.
7.
ATERRAMENTO
A malha de aterramento da subestação deve ser executada pelo consumidor considerando os critérios seguintes:
a) número mínimo de eletrodos (hastes de aterramento);
- capacidade de transformação da subestação menor ou igual a 150 kVA
4 (quatro) eletrodos
- capacidade de transformação da subestação maior que 150 kVA e menor que 500 kVA
8 (oito) eletrodos
- capacidade de transformação da subestação maior ou igual a 500 kVA
12 (doze) eletrodos
b)
c)
d)
a distância entre quaisquer eletrodos deve ser, no mínimo, igual ao comprimento dos eletrodos utilizados
(2400 mm para as hastes cantoneiras constantes do Manual do Consumidor no 11);
os eletrodos devem ser interligados por condutor de cobre nu, seção mínima de 50 mm²; a conexão desse
condutor às hastes pode ser feita através dos conectores existentes no corpo das hastes ou, alternativamente,
por solda exotérmica.
as partes metálicas da subestação, tais como carcaças de transformadores, pára-raios, equipamentos, portas,
janelas, painel de tela zincado e suportes metálicos, deverão ser ligados diretamente à malha de aterramento
através de condutores de cobre nu com bitola mínima de 25 mm²;
ND - 5.3
e)
f)
g)
h)
i)
j)
8.
4-9
os eletrodos de aterramento devem ser cravados no solo com sua extremidade superior (incluindo conector
ou ponto de solda) acessível para inspeção pela Cemig dentro de uma cava, com o topo de cada haste
situada abaixo da linha de acabamento do piso. Cada cava deve ser revestida por argamassa ou tubo de
PVC e protegida por tampa de concreto ou ferro fundido, que deve ficar no mesmo nível do acabamento do
piso, conforme desenho da página 12-10;
além dos pontos de acesso à malha nos locais onde estão cravados os eletrodos, devem ser previstos
"rabichos" de 500 mm em vários pontos para prover o aterramento de carcaças de equipamentos, ferragens,
telas e como reserva para eventual necessidade de novos pontos de aterramento;
além do aterramento de todas as partes metálicas, devem ser conectados à malha de aterramento o condutor
neutro proveniente da rede da Cemig, o neutro do(s) transformador(es) e o condutor neutro que será levado
à instalação consumidora;
a Cemig fará a verificação do valor da resistência de aterramento resultante durante a obra ou durante a
vistoria para aceitação da subestação, sendo que o seu valor não deve ultrapassar 10 (dez) ohms (medida
em qualquer época do ano); Caso o valor encontrado seja superior a 10 ohms, o consumidor deverá ampliar
a malha de forma a se obter o valor especificado; caso necessário, em situações especiais, a Gerência de
Medição e Proteção de Receitas deve ser consultada;
a ferragem da parte civil da subestação deve ser interligada à malha de aterramento;
os eletrodos de aterramento (hastes de aterramento) a serem usados devem ser um dos tipos constantes do
Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada), edição
anual e atualizada, disponível no comércio e nas Agências de Atendimento da Cemig.
TIPOS DE SUBESTAÇÕES
8.1 – Subestação no 1 - Transformador instalado em poste de seção circular 10 x 600 ou 11 x 600
Para fornecimento de demanda de até 300 kW, com um único transformador, e cuja tensão secundária do
transformador seja 440/254V ou inferior, de acordo com os desenhos do Capítulo 6.
Nesse tipo de subestação a medição a três elementos será na baixa tensão, e a proteção (exclusiva na baixa
tensão) será através de 1 (um) disjuntor em caixa moldada, dimensionados de acordo com a Tabela 1, página 51.
Excepcionalmente, a critério do responsável técnico pelo projeto elétrico, para os atendimentos nos quais o
disjuntor indicado na Tabela 1, página 5-1, esteje subdimensionado em relação à demanda contratada, o
disjuntor da subestação poderá ser dimensionado conforme a seguir:
I máximo = Demanda Contratada (kW) x 1,1
0,92 x 1,73 x kV
O disjuntor a ser utilizado deverá ser o de corrente nominal padronizada imediatamente superior à corrente
calculada. A seguir está a relação da corrente nominal dos disjuntores padronizados:
100 – 120 – 150 – 175 – 200 – 225 – 250 – 275 – 300 – 350 – 400 – 450 – 500 – 600 – 800 – 1000
Alternativamente, poderá ser utilizado disjuntor com térmico e magnético ajustável cujo ajuste mínimo
permitido seja superior a 400A.
Esta subestação deverá estar localizada numa área reservada exclusivamente para a sua construção conforme as
distâncias de segurança citadas no item 1.2.e, página 4-1.
8.2 – Subestação no 2 - Medição e proteção com ou sem transformação
Construção em alvenaria para fornecimento de qualquer valor de demanda, com proteção e medição a 3
elementos na média tensão, com ou sem transformador instalado na subestação, de acordo com os desenhos do
Capítulo 7.
ND - 5.3
4 - 10
8.3 – Subestação no 3 - Cubículo de medição a 3 elementos
O fornecimento através de cubículo de medição a 3 elementos é restrito a:
a - ligação de obras;
b - fornecimento a empresas concessionárias de energia elétrica;
desde que atendidas simultaneamente as seguintes condições:
1 - as cargas da unidade consumidora sejam espalhadas por diversos pontos da propriedade, de
forma que é imperativo a instalação de transformadores próximos as mesmas;
2 - deve ser instalada proteção individual para cada transformador;
3 – não pode ter sistema de geração própria;
4 - autorização prévia da Cemig.
A utilização do Cubículo de Medição deve ser conforme os desenhos do Capítulo 8.
8.4 – Subestação no 4 - Cubículo Blindado
Cubículo metálico, compartimentado, com dispositivos de alívio de pressão e ventilação natural ou forçada, para
instalação abrigada ou ao tempo, com proteção na média tensão, podendo a medição ser:
. a 3 (três) elementos na baixa tensão, caso a tensão secundária do único transformador instalado no cubículo
seja 460/265V ou inferior ( ver item 2, página 3-2), e a demanda máxima da instalação seja 300 kW;
. a 3 (três) elementos na média tensão para os demais casos.
O compartimento destinado à instalação da medição (TC, TP, Medidores, Chaves de Aferição), bem como
aqueles que possuem cabos, equipamentos ou barramentos com energia não medida, devem possuir dispositivos
para colocação de lacre da Cemig; portanto, o eventual acesso aos mesmos deverá ser acompanhado por
funcionário da Cemig.
Essa subestação, quando abrigada, deve ser conforme desenhos das páginas 9-1 a 9-3.
O cubículo blindado do tipo "Metal Clad" ou "Metal Enclosed" em instalação abrigada ou ao tempo está
desobrigado de atender às características do Capítulo 9, devendo, entretanto:
- ser apresentado projeto completo do cubículo e ensaios de tipo de Laboratório Oficial. Os ensaios de tipo
são os constantes da NBR 62271-200;
- serem apresentadas as ART referentes a projeto e montagem elétrica da subestação;
- ser provido de dispositivo para selo nos compartimentos com energia não medida e no compartimento de
medição, em pelo menos 2 (dois) pontos cada;
- não poderão ser instalados nos cubículos equipamentos que não sejam para a medição da Cemig e proteção
geral como, por exemplo, pára-raios.
8.5 – Subestação no 5 – Medição, proteção e transformação
Construção em alvenaria para fornecimento através de um transformador com potência mínima de 75kVA e
potência máxima de 300kVA, com proteção através de chave fusível e medição a 3 elementos na média tensão
e com proteção geral na baixa tensão através de disjuntor, com transformador instalado na subestação, de
acordo com os desenhos do Capítulo 10.
8.6 – Subestação no 6 - Cubículo Blindado instalado em carreta (Subestação Móvel)
Subestação constituída por cubículo blindado, de acordo com o item 7.4, página 4-9, porém com o(s)
transformador (es) incorporado (s) no(s) compartimento(s) do cubículo, para demandas de até 500 kVA, e cuja
utilização deve ser de acordo com contrato específico a ser firmado entre o consumidor e a Cemig.
No local onde a carreta estiver estacionada para fornecimento de energia elétrica deverá ser construído um
sistema de aterramento conforme descrito no item 6 da página 4-7.
Na utilização dessa subestação para ligações provisórias o compartimento para instalação de medição não será
utilizado.
ND - 5.3
4 - 11
8.7 – Subestação nº 1 e nº 2 compartilhada
Em relação às subestações individuais nº 1 e nº 2, opcionalmente poderá ser construída a subestação
compartilhada conforme os desenhos constantes das páginas 6-7 e 7-4, respectivamente.
Para a construção da subestação compartilhada, as seguintes condições deverão ser atendidas:
a) todas as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento deverão ter carga instalada acima de
75kW;
b) as unidades consumidoras deverão ter CNPJ e processos produtivos independentes;
c) a subestação deverá ser construída num local de comum acesso e esse local não poderá ser interno à
nenhuma das edificações envolvidas no compartilhamento. Não poderá ter nenhuma separação física
entre as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento e o local da subestação;
d) quando as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento se localizarem na mesma
edificação, deverá ter uma separação física entre essas unidades.
9.
BARRAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO
a)
Nas subestações em que se usar barramentos, esses devem ser de cobre nu, de seção transversal de qualquer
formato, porém de seção mínima condutora de acordo com a Tabela 4, página 5-3.
b) A Tabela 3, página 5-2, mostra os afastamentos mínimo e recomendado para os barramentos de média
tensão.
c) Nas emendas e derivações dos barramentos devem ser usados conectores apropriados ou solda tipo
exotérmica, não sendo admitido o uso de outro tipo de solda.
d) os barramentos em média tensão deverão ser pintados nas seguintes cores:
- FASE A
- FASE B
- FASE C
- NEUTRO
10.
:
:
:
:
Vermelha
Branca
Marrom
Azul
BARRAMENTOS DE BAIXA TENSÃO
a)
Na subestação nº 1 os barramentos devem ser de cobre nu, de seção transversal de qualquer formato, porém
de seção mínima condutora de acordo com a Tabela 2, página 5-2.
b) Os barramentos deverão ser isolados (isolamento termocontrátil) preferencialmente nas cores padronizadas
conforme abaixo ou todas as fases em preto com fitas coloridas identificando as respectivas fases.
- FASE A
- FASE B
- FASE C
- NEUTRO
c)
:
:
:
:
Vermelha
Branca
Marrom
Azul
Nas emendas e derivações dos barramentos devem ser usados conectores apropriados ou solda tipo
exotérmica, não sendo admitido o uso de outro tipo de solda.
d) Os barramentos devem ser dimensionados de modo a suportar uma elevação máxima de 40º em relação à
temperatura ambiente.
e) Os barramentos deverão ser instalados com um afastamento mínimo de 70mm, entre si e com relação a
outras partes metálicas (exceto nos pontos de fixação por isoladores).
f) Todos os pontos de contato dos barramentos deverão ser “prateados” para garantir uma melhor conexão.
ND - 5.3
11.
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
l)
4 - 12
NOTAS DIVERSAS
Todos os tipos de subestações (exceto Subestações nº 1 e 3 ) devem possuir iluminação; para suprir a
energia necessária para iluminação e tomadas, deverá ser instalado um transformador auxiliar (monofásico
ou não) caso a subestação da instalação consumidora seja apenas de medição e proteção e o(s)
transformador(es) esteja(m) situado(s) distante(s) da mesma, ou um transformador de potencial após a
medição da Cemig para suprir a energia necessária para iluminação e tomadas.
As subestações devem ser providas de iluminação de segurança, com autonomia mínima de 2(duas) horas
(exceto Subestações nº 1 e 3 ).
Caberá ao consumidor manter a subestação com disponibilidade para inspeção da Cemig sempre que
solicitado.
Recomenda-se ao consumidor programar a manutenção dos equipamentos de proteção e transformação de
sua propriedade de acordo com as orientações dos fabricantes desses equipamentos. Quando da execução
dos serviços de limpeza ou manutenção na subestação ou nos equipamentos, o cliente deverá comunicar,
por escrito, à Cemig.
O consumidor deve possuir funcionários capacitados para os trabalhos que se fizerem necessários na
subestação ou nos equipamentos elétricos em geral, bem como possuir normas de segurança que
prescrevam que os locais dos mesmos apresentam risco de morte, a metodologia a ser adotada como
"controle de risco" e os EPI e EPC mínimos a serem utilizados; caso se mostre mais viável, o consumidor
pode contratar o serviço de terceiros, através de empresas especializadas, para os serviços de manutenção
necessários.
O consumidor deve, ao solicitar a ligação de obra (quando então é apresentado o projeto e ART de Projeto e
Execução), obter esclarecimentos na Agência de Atendimento da Cemig sobre necessidade de contrato e
tipo de tarifa e medições especiais aplicáveis ao fornecimento de energia às suas instalações, considerando
o regime de operação de suas cargas, bem como solicitar também a diretriz para o atendimento definitivo.
Caso seja do interesse do consumidor, nos casos onde se aplica a tarifação horo-sazonal, pode ser fornecida
pela Cemig a saída de pulsos para controle de demanda ou para outras funções. A Agências de
Atendimento da Cemig, com base nas informações contidas na ND-5.26 e relatórios complementares, estão
aptas a prestar as informações necessárias.
Ainda exclusivamente para as instalações consumidoras cuja medição utiliza REP ou Medidor eletrônico
com memória de massa, o consumidor pode solicitar à Cemig, através das Agências de Atendimento, o
fornecimento de relatório contendo os dados relativos a sua curva de carga, sendo o custo deste cobrado do
consumidor.
Em qualquer tipo de subestação é vetada a instalação de dispositivos ou equipamentos que não sejam
destinados ou relacionados à proteção geral de média tensão ou baixa tensão , medição da Cemig e
transformação, tais como banco de capacitores, quadro de baixa tensão, controladores de demanda,
etc.Excepcionalmente para a Subestação nº 1 os disjuntores das cargas de emergência e das demais cargas
poderão ser instalados numa caixa CM-9 localizada na mesma mureta onde estarão as caixas CM-4
(medição Cemig) e CM-9 (proteção geral).
É responsabilidade do consumidor manter a iluminação, pára-raios, aterramento, dispositivos de proteção e
demais materiais, dispositivos e equipamentos da subestação em condições de plena operação.
Na porta de acesso às subestações nº 2, 3, 4 e 5 deve ser fixada placa com os dizeres " PERIGO DE
MORTE – MÉDIA TENSÃO "; Para as subestações nº 2, 4 e 5 essa porta deve ser metálica, com
dimensões mínimas de 1,20m x 2,10m e deve abrir para fora. No entanto, se a subestação fizer parte
integrante da edificação, a porta de acesso às subestações nº 2, 4 e 5 deve ser porta corta fogo de classe P90 (resistente ao fogo por 90 minutos) e ser de abertura para a parte externa da subestação. A porta corta
fogo deve receber uma identificação indelével e permanente, por gravação ou por plaqueta metálica, com
as seguintes informações conforme a NBR 11742: identificação do fabricante, classificação conforme
resistência ao fogo, porta corta fogo conforme NBR 11742, número de ordem de fabricação e mês e ano de
fabricação. Nesse tipo de porta também deve ser fixada placa com os dizeres " PERIGO DE MORTE –
MÉDIA TENSÃO ".
Considera-se como parte integrante da edificação a subestação cuja porta de acesso é pela parte interna da
edificação.
Em todas as subestações, exceto Subestações nº 1 e 3 , devem ser instalados extintores do tipo pó ABC com
capacidade mínima de 6kg, próximo à porta da subestação do lado de fora da mesma; esse extintor deverá
ser protegido contra os intempéries da natureza.
O condutor neutro no circuito de baixa tensão deverá ser identificado através da cor azul do seu isolamento.
ND - 5.3
4 - 13
m) Opcionalmente os condutores (fases e neutro) poderão ser flexíveis classe 5 ou 6 de acordo com a NBRNM
280. Nas extremidades dos condutores flexíveis devem ser utilizados terminais de encapsulamento ou
terminais de compressão maciço de cobre conforme a página 12-4 visando proporcionar melhor conexão,
não sendo aceito o estanhamento dos condutores flexíveis.
n) Os no-break para instalação em caixa modular com relé deverão possuir potência mínima de 1000VA.
o) Se dentro das Subestações nº 2, 4 ou 5 conter líquido isolante , deverá ser previsto tanque de contenção
desse líquido; opcionalmente poderá ser construído piso impermeável como depósito do líquido isolante
em substituição ao tanque de contenção se dentro dessas subestações não tiver mais do que 3(três)
transformadores e esses transformadores ou outros equipamentos conterem , cada um deles, menos de
100(cem) litros de líquido isolante.
p) Qualquer transformador de força para potência até 300kVA a ser instalado após a subestação de entrada
geral de energia elétrica deverá ser instalado em poste ou no piso ( incluindo o sistema pad mounted)
conforme a norma brasileira pertinente. Para potência acima de 300kVA o transformador deverá ser
instalado no piso ( incluindo o sistema pad mounted) conforme a norma brasileira pertinente.
q) É responsabilidade do cliente e/ou de seu responsável técnico pelo projeto o dimensionamento do disjuntor
conforme a fórmula do item 7.1, página 4-8, ou seja, dimensionamento não constante da Tabela 1, página
5-1. O responsável técnico deverá dimensionar os eletrodutos e os condutores conforme a proteção
definida.
ND - 5.3
5-1
Tabela 1
DIMENSIONAMENTO DA SUBESTAÇÃO Nº 1 (MEDIÇÃO E PROTEÇÃO NO LADO DE BAIXA TENSÃO)
TRANSFORMADOR
POTÊNCIA
NOMINAL
(kVA)
75
112,5
150
225
300
TENSÃO
SECUNDÁRIA
(V)
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
MEDIDOR
ELETRÔNICO
(3 ELEMENTOS)
CORRENTE
NOMINAL/
CORRENTE
MÁXIMA
(A)
2,5 / 10
OU
2,5 / 20
TRANSFORMADORES
DE
CORRENTE
F.T. = 2
RELAÇÃO
DISJUNTOR
CORRENTE
NOMINAL
(A)
(Capacidade
Mínima de
interrupção
de cc
de 30 kA)
200-5
200-5
200-5
200-5
200-5
200-5
400-5
200-5
200-5
400-5
200-5
200-5
600-5
400-5
400-5
200
120
100
300
175
150
400
250
200
600
350
300
800
500
400
RAMAL DE ENTRADA
ATERRAMENTO
EMBUTIDO
CONDUTOR
POR FASE
E NEUTRO
Cu/PVC
SEÇÃO
(mm²)
120
50
35
240
95
70
2 x 120
185
120
2 x 240
2 x 120
240
3 x 240
2 x 240
2 x 120
ELETRODUTO
DIÂMETRO NOMINAL
(mm)
CONDUTORES
DE Cu - ATERRAMENTO E
DE INTERLIGAÇÃO DAS
HASTES - SEÇÃO
PVC
60
50
50
110
75
60
2 x 85
100
75
2 x 110
2 x 75
110
3 x 110
2 x 110
2 x 75
AÇO
50
40
40
100
65
50
2 x 80
110
65
2 x 100
2 x 65
100
3 x 100
2 x 100
2 x 65
No MÍNIMO
DE HASTES
(UN)
MAIOR VALOR
ADMISSÍVEL
PARA RESISTÊNCIA DE
ATERRAMENTO
(mm²)
(
4
50
10
8
)
ND - 5.3
5-2
Tabela 2
DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTO DE BAIXA TENSÃO
CORRENTE
I (A)
ATÉ
DE 301
DE 401
DE 451
DE 501
DE 601
DE 676
DE 751
DE 901
DE 1201
DE 1501
DE 1801
Acima
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
de
SEÇÃO MÍNIMA DAS BARRAS DE COBRE
S (mm²)
300
400
450
500
600
675
750
900
1200
1500
1800
2100
2100
181
211
241
272
302
332
403
483
665
907
1109
1210
S (NOTA 1)
NOTA:
1 - S deve ser tal que I
S
2
Tabela 3
AFASTAMENTO DOS BARRAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO
ÁREA
TENSÃO
NOMINAL
(kV)
13,8
23,1
34,5
ABRIGADA
AO TEMPO
FASE – FASE
FASE – NEUTRO
FASE – FASE
FASE – NEUTRO
(mm)
(mm)
(mm)
(mm)
MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMENDADO
DADO
DADO
DADO
150
270
390
200
350
500
115
190
265
150
250
350
170
380
590
NOTA:
1 - Para cubículos blindados podem ser adotados outros valores.
300
500
700
130
260
390
200
350
500
ND - 5.3
5-3
Tabela 4
DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTO DE MÉDIA TENSÃO
CORRENTE
I (A)
SEÇÃO MÍNIMA - COBRE NU
S (mm²)
ATÉ 21
DE 21 A 100
ACIMA DE 100
20
50
S (NOTA 1)
NOTA:
1 - S deve ser tal que I
S
2.
Tabela 5
DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 13,8kV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
DEMANDA
kVA
FT = 1
5-5
10-5
15-5
20-5
25-5
30-5
40-5
50-5
75-5
100-5
150-5
200-5
300-5
400-5
ATÉ
DE 100
DE 150
DE 200
DE 250
DE 300
DE 400
DE 500
DE 750
DE 1000
DE 1500
DE 2000
DE 3000
DE 4000
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
FT = 1,5
100
200
300
400
500
600
800
1000
1500
2000
3000
4000
6000
8000
ATÉ
DE 100
DE 150
DE 200
DE 250
DE 300
DE 400
DE 500
DE 750
DE 1000
DE 1500
DE 2000
DE 3000
DE 4000
100
A 300
A 400
A 600
A 750
A 900
A 1200
A 1500
A 2250
A 3000
A 4500
A 6000
A 9000
A 12000
ND - 5.3
5-4
Tabela 6
DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 13,8kV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
70 : 1
A TRÊS ELEMENTOS
Tabela 7
DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 23,1kV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
5-5
10-5
15-5
20-5
25-5
30-5
40-5
50-5
75-5
100-5
150-5
200-5
300-5
400-5
DEMANDA
kVA
FT = 1
ATÉ
170
DE 170 A 340
DE 255 A 510
DE 340 A 680
DE 425 A 850
DE 510 A 1020
DE 680 A 1360
DE 850 A 1700
DE 1275 A 2550
DE 1700 A 3400
DE 2550 A 5100
DE 3400 A 6800
DE 5100 A 10200
DE 6800 A 13600
FT = 1,5
ATÉ
DE 170 A
DE 255 A
DE 340 A
DE 425 A
DE 510 A
DE 680 A
DE 850 A
DE 1275 A
DE 1700 A
DE 2550 A
DE 3400 A
DE 5100 A
DE 6800 A
170
510
765
1020
1275
1530
2040
2550
3825
5100
7650
10200
15300
20400
ND - 5.3
5-5
Tabela 8
DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 23,1kV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
120 : 1
A TRÊS ELEMENTOS
Tabela 9
DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 34,5kV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
DEMANDA
kVA
FT = 1,5
ATÉ
DE 275 A
DE 650 A
DE 1340 A
DE 2680 A
DE 5350 A
DE 10740 A
5–5
10-5
25-5
50-5
100-5
200-5
400-5
275
820
1950
4000
8060
16000
32200
Tabela 10
DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 34,5kV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
175:1
A TRÊS ELEMENTOS
ND - 5.3
5-6
Tabela 11
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA – 13,8kV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-8,7/15kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 50 + 3/8P
4.200
3 x 1 x 120 + 3/8P
7.000
3 x 1 x 185 + 3/8P
9.200
NOTAS:
1 - S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30 C
CABOS 8,7/15kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
25
3.100
35
3.700
50
4.300
70
5.400
95
6.500
120
7.300
150
8.300
240
10.800
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL
2
3.600
1/0
4.800
4/0
7.500
336,4
10.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 8,7/15kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
4972
150
9919
NOTAS:
1 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2 - Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente poderão, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
ND - 5.3
5-7
Tabela 12
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA – 23,1kV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-15/25kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 50 + 3/8P
10.082
3 x 1 x 120 + 3/8P
17.524
NOTAS:
1 - S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30 C
CABOS 15/25kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
50
3.300
70
4.100
95
4.900
120
5.600
150
6.300
185
7.100
240
8.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL
2
3.600
1/0
4.800
4/0
7.500
336,4
10.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 15/25kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
8242
150
16404
NOTAS:
1 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2 - Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente poderão, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
ND - 5.3
5-8
Tabela 13
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA – 34,5kV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-20/35kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 70 + 3/8P
18.703
NOTAS:
1 - S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30 C
CABOS 20/35kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90 C
50
6000
70
7600
95
9100
120
10300
150
11700
185
13100
240
15300
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CAA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL (30 elevação)
2
9023
1/0
12130
4/0
19002
336,4
25814
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 20/35kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
70
14580
150
23603
NOTAS:
1 - Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2 - Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente poderão, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
ND - 5.3
5-9
Tabela 14
MUFLAS TERMINAIS – 15, 25 ou 35 kV
Para instalação de cabos isolados de média tensão ( EPR / XLPE ) devem ser utilizados terminais
unipolares de média tensão conforme a tabela abaixo :
TERMINAIS UNIPOLARES DE MÉDIA TENSÃO 15, 25 ou 35 kV
INSTALAÇÃO EXTERNA
INSTALAÇÃO INTERNA
TERMOCONTRÁTEIS (c/saia)
DE PORCELANA
MODULARES (c/saia)
CONTRÁTEIS A FRIO (c/saia)
---TERMINAL DESCONECTÁVEL RETO (TDR)
TERMOCONTRÁTEIS
DE PORCELANA
MODULARES
CONTRÁTEIS A FRIO
ENFAIXADOS
-----
Tabela 15
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA
(15 kV)
(ver item 4.f, página 4-7)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
6
8
10
16
25
40
63
80
ND - 5.3
5 - 10
Tabela 16
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA
(25 kV)
(ver item 4.f, página 4-7)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
4
6
8
10
16
25
32
50
Tabela 17
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA
(35 kV)
(ver item 4.f, página 4-7)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
4
4
6
8
10
16
25
32
ND - 5.3
5 - 11
Tabela 18
DIMENSIONAMENTO DOS ELOS FUSÍVEIS PRIMÁRIOS (CHAVE DE DERIVAÇÃO)
ELO FUSÍVEL
DEMANDA (kVA)
13,8 kV
23,1 kV
34,5 kV
Até 75
5H
3H
2H
Até 112,5
6K
5H
3H
Até 150
8K
5H
5H
Até 225
12 K
8K
6K
Até 300
15 K
10 K
8K
ND - 5.3
5 - 12
Tabela 19
LIMITES MÁXIMOS DE POTÊNCIA DE MOTORES
TIPO
DO
MOTOR
TENSÃO
NOMINAL
DO
CIRCUITO
TIPO
DE
LIGAÇÃO
PARTIDA
DIRETA
CHAVE
SÉRIE
PARALELO
ROTOR EM GAIOLA - DISPOSITIVOS AUXILIARES DE PARTIDA
CHAVE
RESISTÊNCIA OU
ESTRELA
COMPENSADOR DE PARTIDA
REATÂNCIA
PRIMÁRIA
TRIÂNGULO
.
MOTOR
MONOFÁSICO
MOTOR
TRIFÁSICO
13,8 / 3 ou
23,1 / 3 ou
34,5 / 3
kV
13,8 ou
23,1 ou
34,5kV
50 %
65 %
80 %
70 %
85 %
15 CV
15 CV
12,5 CV
15 CV
12,5 CV
125 CV
75 CV
60 CV
75 CV
60 CV
ROTOR
BOBINADO
FASE-NEUTRO
(1)
10 CV
15 CV
TRIFÁSICA
(1)
50 CV
125 CV
100 CV
NOTAS
1 - Atendimento através de transformador exclusivo.
2 - Para motores com potência acima das especificadas nesta tabela deverá ser utilizado chave soft-starter ou inversor de freqüência.
60 CV
6-1
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO Nº 1)
RAMAL DE LIGAÇÃO CONVENCIONAL E SAÍDA AÉREOS PARA ATENDIMENTO RURAL –
RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
6-2
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 2)
RAMAIS DE LIGAÇÃO OU DE ENTRADA E SAÍDA SUBTERRÂNEA – RAMAL DE ENTRADA
EMBUTIDO
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
6-3
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 3)
RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO COM CABO ISOLADO, RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO E
RAMAL DE SAÍDA SUBTERRÂNEO
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
6-4
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 4)
NOTAS:
1 - A posição da mureta deve seguir o disposto no item 2.g, página 3-3.
2 - Dimensões em milímetros.
6-5
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 5)
DETALHE 3 – MONTAGEM DA CAIXA CM-9 OU CM-18
(DISJUNTOR ATÉ 1000A E TC ATÉ 1000/5A)
NOTAS:
1 - Medidores eletrônicos utilizados em unidades consumidoras irrigantes devem ter sua alimentação derivada
antes da proteção geral da instalação.
2 - Ponto para amostragem de tensão para a medição das demais unidades consumidoras (parafuso de máquina
com uma arruela comum e uma de pressão).
3 - Caixa de passagem ( ver Nota 19, página 6-11).
4 - Para disjuntores entre 800A e 1000A (inclusive), utilizar caixa CM-18.
6-6
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 6)
DETALHE 4 – SUPORTE PARA ELETRODUTOS
NOTA:
1 - Toda ferragem deve ser zincada por imersão a quente.
6-7
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 7)
SUBESTAÇÃO COMPARTILHADA
(SAÍDA SUBTERRÂNEA)
NOTAS:
1 - A posição da mureta deve seguir o disposto no item 2.g, página 3-3.
2 - Alternativamente, a subestação nº 1 compartilhada poderá ser construída conforme a Nota 23, página 6-11.
6-8
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 8)
SUBESTAÇÃO PARA ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA
(SAÍDA SUBTERRÂNEA)
6-9
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº1
(DESENHO 9)
SUBESTAÇÃO PARA ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA
DETALHE DE MONTAGEM DAS CAIXAS
6 - 10
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 1 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
poste de concreto 600 daN (mínimo) (Notas 13, 14 e 15) - seção circular
cruzeta de madeira de 2,40 m seção transversal 90 x 115 mm
isolador de pino polimérico para 15 ou 25 ou 35 kV
pára-raios para sistema aterrado 15 ou 25 ou 35 kV - neutro aterrado
condutor de cobre isolamento PVC, 750 V (Conforme Tabela 1, página 5-1)
cabo de cobre nu 50 mm² p/aterramento
cabo isolado conforme as Tabelas 12, 13 e 14, páginas 5-6 a 5-9
Suporte para eletroduto ( ver página 6-6 e Nota 2)
Haste de aço zincada tipo cantoneira de 2400-25x25x5mm(Conforme Tabela 1, página 5-1)
transformador trifásico, primário em Delta – secundário Estrela
eletroduto de aço ou PVC (conforme Tabela 1)
caixa para medidor polifásico sem disjuntor (CM-4)
caixa para disjuntor, transformadores de corrente e barramentos (CM-9); obrigatoriamente quando
a montagem utilizar condutor de 240mm², ou por opção do cliente, utilizar a caixa CM-18
armação secundária de 1 estribo com roldana
eletroduto de PVC ou de aço ou niple com diâmetro de 32mm
disjuntor termomagnético tripolar (Conforme Tabela 1, página 5-1)
barramento de cobre, isolado, de baixa tensão (seção em mm²) (Conforme Tabela 2, página 5-2);
todos os barramentos deverão ser isolados;
plataforma basculante 500x500mm
cabeçote para eletroduto conforme Tabela 1
conector térmico CA/CAA – 2AWG-CA – 50mm²
Terminal Desconectável Reto (TDR) para 15 ou 25 ou 35 kV
conector para interligar o condutor de proteção de 10mm² (cor verde ou verde/amarelo de seu
isolamento de fábrica) entre a caixa CM-9 ou CM-18 e a caixa CM-4
conector para ser utilizado no condutor de aterramento
barramento de cobre, nu, de baixa tensão, fixado na estrutura da caixa CM-9 e instalado no mesmo
sentido de montagem da caixa CM-4
fio de cobre nu, 2,5mm² , para aterramento do ramal de ligação ou do ramal de entrada
caixa CM-10 com barramentos isolados por material termocontrátil e conexões prateadas
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 1 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA )
1 - Para os fornecimentos com transformador de 75kVA e com transformador de 112,5kVA com as tensões
secundárias de 380/220V e 440/254V deverá ser utilizado cabeçote de alumínio ou de PVC para evitar a
entrada de água dentro da caixa de proteção geral. Para os demais fornecimentos poderá, opcionalmente,
ser utilizada massa de calafetar.
2 - Para topo tipo de subestação 1 deverá ser usado o suporte mostrado no detalhe 4, página 6-6.
Devem ser previstos, no mínimo, 3 (três) suportes.
3 - Para a montagem da caixa CM-9 ou CM-18 ( ver detalhe 3, página 6-5 ), a Cemig deverá disponibilizar
antecipadamente os TCs que serão utilizados para que a montagem dos barramentos possa ser executada
com as medidas corretas.
ND - 5.3
6 - 11
4 - A instalação dos TCs ( na caixa CM-9 ou CM-18 ) será executada pela Cemig na presença do responsável
pela montagem, sempre que o instalador não fizer a instalação antecipada desses componentes. Dessa
forma, eventuais alterações que se façam necessárias sejam analisadas e comunicadas no local.
5 - Nas emendas de barramentos os pontos de contatos devem ser "prateados" para assegurar uma boa
conexão.
6 - Em algumas montagens será necessário o uso de bornes superiores especiais no disjuntor para a conexão
dos cabos indicados na Tabela 1, página 5-1; em hipótese alguma será permitida a conexão de mais de um
condutor em cada orifício do borne do disjuntor.
7 - Os bornes inferiores do disjuntor devem ser adequados para conexão a barramento.
8 - Caso seja utilizado disjuntor com regulagem de atuação térmica e/ou magnética o acesso a esses ajustes não
é permitido após a selagem do espelho da caixa.
9 - Para a montagem mostrada no detalhe 2, página 6-4, a saída é subterrânea após a medição.
10 - O detalhe 3, página 6-5, está em escala de 1 : 10 e considera disjuntor de 1000 A e TC 1000 : 5 A; serão
admitidas alterações desde que não alterem a funcionalidade da montagem proposta.
11 - Os eletrodutos de entrada ( quando não for usado cabeçote ) bem como a região onde os mesmos entram
na parte superior da mureta devem ser vedados com massa para calafetar (fabricação 3M ou similar ).
12 - 0 poste deverá ser de concreto,seção circular, com resistência mecânica de, no mínimo, 600daN.
13 - Para locais com trânsito exclusivo de pedestre o poste pode ser de 10 m (mínimo) e a distância dos
condutores de baixa tensão ao solo deve ser 3,50 m.
14 - Para locais com trânsito de veículos o poste deverá ser de 11 m (mínimo) e a distância dos condutores de
baixa tensão ao solo deve ser 5,00.
15 - Essa subestação considera transformadores com peso máximo de 150 daN ou 1500 kgf.
16 - Aterramento deverá ser conforme item 6, página 4-7.
17 - O vão entre a última estrutura da rede e a subestação deverá ter comprimento máximo de 30(trinta) metros
correspondente ao ramal de ligação.
18 - A potência do transformador deverá ser, no máximo, duas vezes o valor da demanda contratada e o
transformador de menor potência deverá ser o de 75kVA.
19 - Essa caixa de passagem deverá ser provida de tampa e deverá ter as mesmas dimensões da caixa CM-9 ou
CM-18, exceto em relação à altura; a altura e a forma construtiva dessa caixa ficam a critério do
consumidor.
20 - Nos casos que o cabo definido na Tabela 1, página 5-1 ou ainda algum cabo de bitola superior definido
pelo projetista, não sejam compatíveis com o borne do disjuntor especificado, deverá ser utilizado o
terminal de redução para adequação de bitola, sendo proibido o corte total ou parcial de quaisquer coroas
do cabo para ligação ao borne.
21 - O barramento de neutro deverá ser instalado na lateral interna da caixa CM-9 ou CM-18 que receber o
acoplamento da CM-4, ou seja, no mesmo lado da CM-4.
22 – O transformador a ser utilizado na subestação compartilhada deverá ter potência mínima de 150kVA.
23 – A Subestação nº1 compartilhada poderá, ainda, ser construída da seguinte forma em alternativa à
montagem da página 6-7:
a - sem a caixa CM-10; neste caso fica limitada em 3 (três) a quantidade de eletroduto a ser utilizada para
a descida dos condutores entre o transformador e as caixas CM-9 ou CM-18 conforme os eletrodutos
especificados na Tabela 1, página 5-1.
6 - 12
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 1 – ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA)
1
2
3
4
5
6
caixa para relé de proteção direcional (função 32)
caixa para disjuntor, transformadores de corrente e barramentos (CM-9); quando a montagem for
com condutor de 240mm², utilizar a caixa CM-18
caixa para medidor polifásico sem disjuntor (CM-4)
caixa de passagem provida de tampa e dispositivo para selo Cemig. Deverá ter as mesmas
dimensões da caixa CM-9 ou CM-18, exceto em relação à altura. A altura e a forma construtiva
dessa caixa ficam a critério do consumidor
caixa de passagem provida de tampa e com as mesmas dimensões da caixa CM-9 ou CM-18,
exceto em relação à altura. A altura e a forma construtiva dessa caixa devem ser a mesma da caixa
de passagem do item 4 dessa legenda
plataforma basculante 500x500mm
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 1 – ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA)
1 - Os barramentos da caixa de passagem do item 5 constante da legenda (energia medida) poderão ter
comprimento diferente em função da instalação dos eletrodutos de saída para a unidade consumidora.
2 - Entre as caixas de passagem dos itens 4 e 5 constantes da legenda deverá ser instalada placa de
baquelite com espessura mínima de 10mm.
3 - Para a montagem da caixa CM-9 ou CM-18 ( ver detalhe da página 6-9 ) a Cemig deverá permitir o acesso
aos TC que serão utilizados para que a montagem dos barramentos possa ser executada com as medidas
corretas.
7-1
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 2
(DESENHO 1)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
7-2
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 2
(DESENHO 2)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
7-3
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 2
(DESENHO 3)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
7-4
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 2 COMPARTILHADA – LAY OUT BÁSICO
(DESENHO 4)
COMPARTILHAMENTO DO ESPAÇO FÍSICO
7-5
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 2 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
Chave faca,com abertura tripolar, 15 ou 25 ou 35 kV, 200A
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para proteção (ver Nota 3)
Disjuntor
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
Caixa CM-4
Transformador
Grade de proteção (ver Desenho 6 da página 11-6)
TP de 15, 25 ou 35 kV para proteção
Plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
Olhal de 13mm para ancoragem do ramal de ligação com cabo isolado fixado na laje da subestação
com parafuso de máquina de 16x250mm
Caixa para relé de sobrecorrente e/ou relé de proteção direcional
Chave fusível de abertura tripolar sob carga, 15 ou 25 ou 35 kV. (ver Tabelas 15, 16 e 17)
eletroduto de aço, diâmetro mínimo de 50mm( 2”)
Eletroduto de PVC rígido, antichama, Ø 75mm
TP para iluminação e tomadas da subestação
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 2 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA )
1 - Deverá ser instalada uma estrutura com chave seccionadora a 5(cinco) metros da saída da subestação e
entre essa estrutura e a saída da subestação deverão ser instalados condutores isolados em média tensão
(para saída em média tensão) ou isolados em baixa tensão (para saída em baixa tensão) conforme os
desenhos das páginas 7-1 e 7-2. A altura mínima entre essa estrutura e a saída da subestação, medida entre o
ponto de maior flecha dos condutores de saída e o solo, deverá ser de 5,50 metros. Após essa estrutura
recomendamos, opcionalmente, que os condutores continuem sendo isolados em média ou baixa tensão,
conforme for o caso, ou que os condutores sejam protegidos conforme padrão Cemig.
2 - Deverá ser instalada uma segunda caixa CM-4 para unidades consumidoras instaladas com demanda maior
ou igual a 3.000 kW. Esta segunda caixa será utilizada para a instalação de equipamentos que visam a
automação da medição e deverá ser interligada à caixa utilizada para instalação do medidor quando, numa
eventual mudança, o consumidor tornar-se consumidor livre.
3 - Os TC de proteção deverão ter relação definida no projeto em função da demanda contratada e nível de
curto circuito local. Deverá ser informada a classe de exatidão desses TC’s.
4 - Os detalhes de saída subterrânea, disjuntor com buchas em posição frontal e de ferragens para fixação da
medição constam do Capítulo 11.
5 - O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
6 - A janela deve possuir aberturas para ventilação e deve ser provida de tela metálica externa com malha
mínima de 5mm e máxima de 13mm.
ND - 5.3
8-1
SUBESTAÇÃO Nº 3
(DESENHO 1)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
8-2
SUBESTAÇÃO Nº 3
(DESENHO 2)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
8-3
LEGENDA
SUBESTAÇÃO nº 3
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
poste de 10 m, 300 daN mínimo (C, DT ou RT)
pára-raios para sistema aterrado - neutro aterrado
condutor de cobre com isolamento para 600V - 2,5mm2 (7 condutores)
caixa CM-4
cubículo para medição a três elementos - isolamento 15 ou 25 ou 35 kV - conforme 02.118CEMIG-0103 – com bucha primária em epóxi.
eletroduto de aço zincado DN = 32mm
cabo de cobre isolado para 15 ou 25 ou 35kV
eletroduto aço zincado DN = 100mm conforme a página 12-10
porta de tela zincada 2000x1500mm com malha de 3x3cm (Ver Nota 7)
painel de tela zincada com malha de 3x3cm
arame de aço galvanizado n° 14 ou fita de aço galvanizada
plataforma basculante 500x500mm
NOTA:
1 - C, DT e RT se referem a postes de concreto circular , duplo T e seção retangular, respectivamente.
NOTAS
SUBESTAÇÃO nº 3
1 - O barramento interno do cubículo deverá ser de cobre nu (ver Tabelas 3 e 4, páginas 5-2 e 5-3).
2 - Se a estrutura for instalada em ângulo de linha deverá ser estudada a necessidade de redimensionar os
postes e/ou instalação de estais.
3 - A aplicação de cubículo de medição é definida no item 7.3, página 4-9.
4 - O aterramento deverá ser conforme item 6, página 4-7.
5 - Na primeira estrutura após o cubículo deverão ser instaladas chaves fusíveis ou seccionadoras a fim de
facilitar trabalhos a serem efetuados na rede particular. Essas chaves deverão ser operadas por pessoas com
o devido treinamento e EPI/EPC sendo a responsabilidade das operações por conta do consumidor.
6 - Esta porta deverá ter dispositivo para cadeado conforme Detalhe 4, página 8-2.
ND - 5.3
9-1
SUBESTAÇÃO Nº 4
(DESENHO 1)
NOTAS:
1 - Os cubículos de entrada, de medição Cemig e de proteção e saída deverão ser providos de, no mínimo, dois
dispositivos para lacre Cemig em cada cubículo.
2 - Esse cubículo deverá ter os ensaios de tipo e ser construído conforme a NBR 62271-200.
ND - 5.3
9-2
SUBESTAÇÃO Nº 4
(DESENHO 2)
NOTAS:
1 - Os cubículos de entrada e medição Cemig, de proteção e de saída e proteção e de saída deverão ser
providos de, no mínimo, dois dispositivos para lacre Cemig em cada cubículo.
2 - Esse cubículo deverá ter os ensaios de tipo e ser construído conforme a NBR NBR 62271-200.
ND - 5.3
9-3
SUBESTAÇÃO Nº 4
(DESENHO 3)
PLANTA DE LOCALIZAÇÃO
NOTAS:
1 - A distância entre a parte posterior da subestação blindada e a parede poderá ser diferente do especificado
(1.000mm), desde que a nova distância seja especificada pelo fabricante e inserida no projeto elétrico da
subestação de entrada de energia elétrica da unidade consumidora.
2 - Deverá ser prevista a construção de uma canaleta no piso entre a parede e a subestação blindada com tampa
com dispositivos para a instalação de selo da Cemig ou a instalação do eletroduto até a subestação blindada
para a montagem do ramal de entrada ou de ligação subterrâneo.
3 - As dimensões do cômodo da subestação são mínimas.
4 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
9-4
LEGENDA
SUBESTAÇÃO nº 4
01
02
03
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade Cemig)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade Cemig)
Caixa de passagem conforme os desenhos das páginas 12-13 e 12-15
NOTAS
SUBESTAÇÃO nº 4
1 - O cubículo blindado deverá situar-se dentro de cômodo apropriado, com as dimensões mínimas de acordo
com o desenho 3, página 9-3.
2 - Todos os compartimentos com energia não medida e o compartimento de medição deverão ser providos de,
pelo menos, 2 (dois) pontos para instalação de selo Cemig.
3 - Todas as partes metálicas do posto deverão ser solidamente conectadas a malha de aterramento.
4 - A malha de aterramento do posto deve ser conforme item 6, página 4-7.
5 - Os pára-raios serão necessários sempre que houver rede aérea (ou ramal de ligação aéreo) antes ou após o
posto.
6 - O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
7- Os projetos elétricos devem ser apresentados com as ART (Anotação de Responsabilidade
Técnica) de projeto e de execução. Nos projetos devem constar as plantas e cortes do cubículo
elaborados pelo responsável técnico, não sendo permitida a apresentação dos desenhos, memória
de cálculo do ajuste do relé microprocessado, diagrama unfilar geral e de ligação do relé
microprocessado elaborados pelos fabricantes. O projeto elétrico deverá ser elaborado conforme o
item 6.5, página 2-4.
8 - A distância entre a parte posterior da subestação blindada e a parede poderá ser diferente do
especificado no Desenho 3, página 9-3, desde que a nova distância seja especificada pelo
fabricante e inserida no projeto elétrico da subestação de entrada de energia elétrica da unidade
consumidora.
10 - 1
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 5
ENTRADA AÉREA
(DESENHO 1)
10 - 2
ND - 5.3
SUBESTAÇÃO Nº 5
ENTRADA SUBTERRÂNEA
(DESENHO 2)
10 - 3
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 5 )
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Chave fusível de abertura tripolar sob carga, 15 ou 25 ou 35 kV (ver Tabelas 19,20 e 21)
Transformador
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
Eletroduto de PVC rígido, antichama, Ø 75mm
Caixa CM-4
Grade de proteção (ver Desenho 6 da página 11-6)
Olhal de 13mm para ancoragem do ramal de ligação com cabo isolado fixado na parede da
subestação com parafuso de máquina de 16x250mm
eletroduto de aço, diâmetro mínimo de 50mm( 2”)
Plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 5 )
1 - Os detalhes de saída subterrânea, disjuntor com buchas em posição frontal e de ferragens para fixação da
medição constam do Capítulo 11.
2 - O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
3 - A janela deve possuir aberturas para ventilação e deve ser provida de tela metálica externa com malha
mínima de 5mm e máxima de 13mm.
4 - Somente poderá ser instalado um transformador com potência mínima de 75kVA e potência máxima de
300kVA. Esse transformador deverá ser instalado dentro da subestação.
5 - Não poderá ter saída de energia em média tensão de dentro da subestação.
6 - Deverá ter proteção geral na baixa tensão através de disjuntor.
7 - A potência do transformador deverá ser, no máximo, duas vezes o valor da demanda contratada.
ND - 5.3
11 - 1
CUBÍCULO DE MEDIÇÃO EM EPÓXI (3 TC’S – 3 TP’S)
(DESENHO 1)
NOTAS:
1 - A utilização desse cubículo de medição fica condicionada à aprovação da Cemig e é uma alterativa à
instalação da Subestação nº 3.
2 - A montagem dessa página refere-se à medição de alimentador.
3 - Para cada aplicação existe um tipo de cubículo de medição.
4 - A montagem desse cubículo deverá ser conforme o manual de instalação a ser fornecido pelo fabricante;
5 - Cabo de cobre nu 50 mm² para aterramento.
6 - Haste de aço zincada tipo cantoneira de 2400-25x25x5mm (Conforme Tabela 1, página 5-1).
ND - 5.3
11 - 2
RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA PRIMÁRIO SUBTERRÂNEO
(DESENHO 2)
NOTAS:
1 - Ver notas 1, 2 e 3 da página 11-10.
2 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
11 - 3
LIGAÇÕES DAS BUCHAS DO DISJUNTOR E SAÍDA/ENTRADA SUBTERRÂNEAS
(DESENHO 3)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
11 - 4
ATERRAMENTO
(DESENHO 4)
NOTAS:
1 - Ver Nota 4, página 11-11.
2 - Dimensões em milímetros.
3 - A forma de distribuição e interligação da malha de aterramento pode ser alterada, desde que se mantenha o
número de hastes e o mesmo cabo dimensionado e espaçamento para interligação entre elas.
ND - 5.3
11 - 5
OPÇÕES PARA SISTEMAS DE EMERGÊNCIA
(DESENHO 5)
1 - Torre com caixa d’água (utilização de água por gravidade – sem uso da energia elétrica)
2 - Subestação nº 1
3 - Demais subestações
NOTA:
1 - Ver Capítulo 2, item 6.5.2.i, página 2-5.
ND - 5.3
11 - 6
GRADE DE PROTEÇÃO
(DESENHO 6)
CUBÍCULOS
Medição
Proteção
Transformação
ALTURA
(mm)
6000
6000
6000
LARGURA
“A” (mm)
1500
1400
1600
NOTAS:
1 - Armação de cantoneira de ferro galvanizado conforme detalhe A.
2 - Painel de tela de arama zincado nº 12 BWG, com malha de 30x30mm.
3 - Os painéis de tela dos cubículos de medição e proteção deverão ter dispositivo para lacre e abertura para a
área de circulação da subestação.
4 - Em todos os cubículos deverão ser previstos limitadores de curso (batente) para os quadros de tela, através
de perfil “L”, de 38,1x38,1x4,76x50mm.
5 - No painel de tela do cubículo de medição deverá ser prevista uma porta de acesso, com dimensões
600x2000mm, com dispositivo para lacre.
6 - No painel de tela do cubículo de proteção deverá ser prevista uma porta de acesso com dimensões de
1400x2000mm com dispositivo para lacre.
7 - As dobradiças das portas dos painéis de tela deverão ser do tipo que não permite a abertura das portas sem
romper o lacre da Cemig.
8 - A grade de proteção deverá ter pintura de acabamento, preferencialmente tipo eletrostática.
ND - 5.3
11 - 7
MONTAGEM ELETROMECÂNICA
CAIXA TIPO ZD
EMENDA COM DERIVAÇÃO DE MÉDIA TENSÃO
(DESENHO 7)
Item
Descrição
1 Barramento isolado triple – BTX
2 Bucha ficher M8S10
LISTA DE MATERIAL
Un. Quant. Item
Descrição
pç
3
6 Dispositivo aterramento p/ CB MT
pç
12
7 Fio cobre de 1,5mm²
3
Cabo cobre nu, flexível 16mm²
kg
1
8
4
5
Conector paraf. Fendido p/ cabo 16mm²
Conector paraf. Fendido p/ cabo 35mm²
pç
pç
3
3
9
Parafuso aço zinc. cabeça
sextavada 9,5x32mm
Terminal tipo cotovelo
Un. Quant.
pç
9
kg
0,2
pç
12
pç
9
NOTAS:
1 - Para instalação da emenda de média tensão, do BTX, esta caixa não deverá conter circuitos de média
tensão.
2 - A capacidade máxima de emendas de MT desta caixa é um circuito de cabos até 120mm² com uma
derivação até 120mm²,em 15/25kV.
3 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
11 - 8
JUNÇÃO DE CAIXAS
(DESENHO 8)
Item
1
2
3
LISTA DE MATERIAL
Descrição
Item
Eletroduto de aço ou PVC
4
Niple
Porca arruela
Bucha
Descrição
ND - 5.3
11 - 9
SUPORTE PARA TP’s E TC’s DE MEDIÇÃO
(DESENHO 9)
NOTAS:
1 - Todos os ferros em “L” deverão ser de 38x38x4,8 (11/2”x11/2”x3/16”) soldados entre si.
2 - Todas as travessas deverão ser de chapa de ferro 38x4,8 (11/2” x 3/16”).
3 - Todos os furos oblongos deverão ser de 11(7/16”).
4 - Os parafusos para fixação das travessas deverão ser de cabeça sextavada de 9,5x25 (3/8”x1”).
5 - Este eletroduto deverá ser instalado de forma aparente acima do piso e externamente nas paredes da
subestação até a caixa de medição (CM-4).
6 - O suporte deverá ser devidamente aterrado utilizando-se parafuso de cabeça sextavada de 9,5x25(3/8”x1”)
e respectiva porca.
7 - O conjunto de eletrodutos e caixas de passagem deverá ficar sempre do lado oposto da fonte de energia.
8 - As tolerâncias das cotas deverão ser de 5%.
9 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
11 - 10
INSTALAÇÃO DO RAMAL DE LIGAÇÃO OU DE ENTRADA SUBTERRÂNEO
(DESENHO 10)
NOTAS:
1 - Especificações da “faixa de advertência”: Material: PVC; Largura: 150mm; Os dizeres “CUIDADO - CABO
ELÉTRICO”, no centro da fita, em vermelho; Cor da fita: amarelo. Ver página 12-15.
2 - Utilizar fck=76kgf/cm² para envelope de concreto.
3 - Demais exigências para instalação, ver Capítulo 3, item 1.3, página 3-2 e Capítulo 4, item 2.3, página 4-3 e 6, página
4-7.
4 - O eletroduto de aço instalado junto ao poste da Cemig deverá ter as características constantes da página 12-9.
5 - Quando o ramal for de ligação subterrâneo, o ponto de entrega será na caixa de inspeção localizada junto à divisa da
propriedade do consumidor (Ver Capítulo 3, item 1.3, página 3-2).
6 - Quando o ramal for de entrada subterrâneo, o ponto de entrega será no ponto de conexão com a rede da Cemig.
LISTA DE MATERIAL
Item
1
2
3
4
DESCRIÇÃO
Caixa de inspeção ZA, ZB ou ZC
Cond. de cobre ou alum isol. MT e BT (Tab. 1 a 8)
Curva 90º - raio longo
Eletroduto aço (Tabelas 1 a 8 e página 1210)
Item
5
6
7
8
DESCRIÇÃO
Eletroduto PVC rígido ou espiralado corrugado flexível
(Tab. 1 a 8 e página 12-9)
Arame de aço galvanizado nº 14 BWG
Cinta ou fita de aço galvanizado
Massa de calafetar ou cabeçote
ND - 5.3
11 - 11
NOTAS DO CAPÍTULO 11
1 - A carcaça das muflas, a blindagem do cabo e o pára-raios deverão ser interligados ao neutro e aterrados.
2 - Fica a critério do consumidor a instalação ou não do cabo e muflas reservas ou de outro eletroduto com um
circuito reserva.
3 - Para instalação de muflas o comprimento mínimo do poste deverá ser 11m.
4 - Caso seja necessário ampliar a malha de aterramento as novas hastes deverão ser instaladas de forma
análoga conforme o Desenho 4, página 11-4.
5 - As ferragens deverão ser zincadas por imersão a quente.
6 - O poste de derivação deverá conter chave fusível, resultando em estrutura padronizada de rede protegida ou
convencional ou isolada.
7 - A capa externa do condutor da região das conexões deve ser reconstituída com fita auto-fusão.
8 - O espaçamento no posto entre o cabo neutro e o condutor fase deve ser de 300mm.
9 - Utilizar massa de vedação (3M ou similar) na extremidade superior do eletroduto.
10 - Deverá ser instalada uma segunda caixa CM-4 para o consumidor que tornar-se livre. Esta segunda caixa
será utilizada para a instalação de equipamentos que visam a automação da medição.
11 - Imediatamente abaixo da caixa de medição deve ser instalada uma plataforma basculante de madeira ou
metal, de 500x500mm para suportar os equipamentos de leitura (peso máximo de 20daN).
12 - Para a Subestação nº 1, recomendamos que os disjuntores d1(demais cargas) e d2 (cargas de emergência)
sejam instalados numa caixa CM-9 localizada na mesma mureta onde estarão as caixas CM-4 (medição
Cemig) e CM-9 (proteção geral).
Para as demais subestações, recomendamos que as chaves 1, 2 e 3 e os disjuntores d1 e d2 sejam
instalados no mesmo local.
O disjuntor ou a chave das cargas de emergência deverá ser provido de placa com os dizeres: “Essa
proteção deverá ser operada em caso de emergência”.
ND - 5.3
12 - 1
MATERIAIS DO PADRÃO DE ENTRADA
1.
GERAL
Os materiais utilizados nos padrões de entrada correspondem a um dos seguintes grupos de materiais:
a) Materiais Aprovados
Incluem as caixas para medição, derivação e proteção, disjuntores termomagnéticos e hastes de aterramento
(ver item 1.1, página 4-1).
Estes materiais são aqueles constantes do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos
Aprovados para Padrão de Entrada) e são passíveis de aprovação pela Cemig.
b) Materiais Padronizados
Correspondem aos materiais cujas especificações e características dimensionais mínimas estão relacionadas
nos desenhos deste Capítulo. Sua inclusão no Capítulo 12 visa facilitar consultas na fase de inspeção pela
Cemig (as suas especificações completas se encontram na ND-2.6) como também na fase de aquisição
(tanto para os consumidores como para o comércio em geral).
2.
RELAÇÃO DE DOCUMENTOS
Os materiais aprovados devem atender às exigências técnicas contidas nos seguintes documentos Cemig:
- 02.118 - CM/MD-001:
- 02.118 - CEMIG-0268:
- 02.118 - CEMIG-0177:
- 02.118 - CEMIG-0194:
- 02.118 - CEMIG-0431:
- 02.118 - CEMIG-0429:
- 02.118 - CEMIG-0199:
- 02.118 - CEMIG-0205:
- 02.118 - CEMIG-0459:
- 02.118 - CEMIG-0206:
- 02.118 - CEMIG-0430:
3.
DESENHOS
Caixas para Medição, Derivação e Proteção (Especificação)
Disjuntores Termomagnéticos de Baixa Tensão em Caixa Moldada
(Especificação);
Anel de Concreto para Caixa ZA;
Anel de Concreto para Caixa ZB;
Anel de Concreto para Caixa ZC;
Tampa e Aro Articulados para Caixa ZA;
Tampa e Aro Articulados para Caixa ZB (uso no passeio);
Tampa e Aro Articulados para Caixa ZC (uso no passeio);
Tampa e Aro Articulados para Caixa ZB (uso em pista de rolamento);
Tampa e Aro Articulados para Caixa ZC (uso em pista de rolamento);
Tampa e Aro para Caixa ZD (rede de distribuição subterrânea).
ND - 5.3
12 - 2
MATERIAIS PADRONIZADOS
ACESSÓRIOS DIVERSOS
NOTAS:
1 - Dimensões em milímetros.
2 - Aplicável nas conexões dos condutores a barramentos, disjuntores e ao parafuso de aterramento das caixas
(seções dos condutores superiores a 10mm², inclusive).
ND - 5.3
12 - 3
MATERIAIS PADRONIZADOS
ACESSÓRIOS DIVERSOS
CONECTOR DE PERFURAÇÃO
CONECTOR FORMATO H
CONECTOR CUNHA
NOTA:
1 – Os conectores acima são alternativas em relação ao conector tipo parafuso fendido da página 12-2.
ND - 5.3
12 - 4
MATERIAIS
PADRONIZADOS
ACESSÓRIOS - DIVERSOS
TERMINAL DE COMPRESSÃO MACIÇO
TERMINAL DE ENCAPSULAMENTO
NOTAS:
1 - Refere-se ao diâmetro do condutor sem isolação e esta nota é aplicável também ao terminal de
encapsulamento.
2 - Poderá ser utilizado terminal de compressão maciço sem a conecidade indicada no desenho.
3 - Essa dimensão poderá ser diferente em função da profundidade do borne do disjuntor.
4 - As dimensões variáveis indicadas nos desenhos acima referem-se aos condutores com seção de 35 a
240mm².
5 - Os terminais acima deverão ser utilizados na ponta dos condutores flexíveis que serão ligados aos bornes
do disjuntor e deverão ser de cobre.
6 - O terminal de compressão maciço deverá ser revestido com isolação termocontrátil após a compressão
sobre a ponta do condutor, não podendo ficar nenhuma parte condutora exposta. Esse critério é aplicável
também para o terminal de encapsulamento.
7 - O terminal de encapsulamento poderá ser do tipo tubular que tem as duas extremidades abertas e poderão
ter comprimento de 23mm.
8 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 5
MATERIAIS PADRONIZADOS
FERRAGENS PARA RAMAL AÉREO
NOTAS:
1 - Todo material deve ser em aço carbono, zincado por imersão a quente.
2 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 6
MATERIAIS PADRONIZADOS
FERRAGENS - DIVERSOS
NOTAS:
1 - Cintas, parafusos e porcas : aço carbono, zincado por imersão a quente.
2 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 7
MATERIAIS
PADRONIZADOS
CAIXAS
CAIXA MODULAR COM DISJUNTOR GERAL, TC E BARRAMENTOS
MOD.
CM-9
CM-10
CM-11
CM-18
A
600
600
600
600
DIMENSÕES
B
C
400
400
400
400
1000
1000
1000
1200
UTILIZAÇÃO
Como quadro de distribuição geral (com disjuntor e/ou tc)
Como quadro de distribuição geral (com disjuntores e barramentos)
Como derivação de circuitos (com barramentos apenas)
Como quadro de distribuição geral (com disjuntor e/ou tc)
NOTAS:
1 - Nas caixas modelo CM-9, CM-10 e CM-18 o espelho interno deve ser cortado de forma que fiquem
acessíveis apenas as alavancas dos disjuntores. No modelo CM-11, o espelho não deve ser cortado.
2 - Especificações técnicas das caixas e quadro: ver ND-2.6 (ET 02.118-CM/MD-001).
3 - Nas caixas CM-9, CM-10, CM-11 e CM-18 os furos necessários para cada tipo de montagem deverão ser
feitas na obra e deverão ser executados com serra copo e ser providos de proteção contra corrosão na chapa
para evitar danos ao isolamento dos cabos.
4 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 8
MATERIAIS
PADRONIZADOS
CAIXAS
CAIXA PARA MEDIÇÃO POLIFÁSICA (MEDIDORES kW/kWh E kVArh) – MEDIÇÃO
INDIRETA (CM-4)
NOTAS:
1 - Especificação técnica das caixas: ver ND-2.6 (ET 02.118-CM/MD-001).
2 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 9
MATERIAIS PADRONIZADOS
ELETRODUTO DE PVC RÍGIDO
I
T
E
M
1
2
3
4
5
6
7
8
DIÂMETRO
NOMINAL DN
mm
25
32
40
50
60
75
85
110
POL
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
ESPESSURA NOMINAL
DA PAREDE - e
EXTERNO - DE
mm
25,9
33,0
42,0
47,4
59,0
74,7
87,6
113,1
mm
2,3
2,7
2,9
3,0
3,1
3,8
4,0
5,0
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
1 - Material: PVC rígido
2 - Tipo: rosqueável, classe B, conforme NBR 15465
3 - Acabamento: superfícies internas e externas do eletroduto e luva isenta de rebarbas e quinas vivas
4 - Identificação: marcação no eletroduto de forma legível e indelével contendo:
- Nome ou marca de identificação do fabricante
- Diâmetro nominal
- O termo “eletroduto”
- O termo “NBR 15465”
- O termo “Eletroduto PVC rígido”
5 - Partes componentes: fornecer eletroduto com uma luva
ND - 5.3
12 - 10
MATERIAIS
PADRONIZADOS
ELETRODUTO DE AÇO
I
T
E
M
1
2
3
4
5
6
7
8
DIÂMETRO
NOMINAL DN
mm
POL
20
¾
25
1
32
1 1/4
40
1 1/2
50
2
65
2 1/2
80
3
100
4
ESPESSURA NOMINAL
DA PAREDE - e
EXTERNO - DE
mm
26,9
33,7
42,4
48,3
60,3
76,1
88,9
114,3
mm
2,25
2,65
2,65
3,00
3,00
3,35
3,35
3,75
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
1 - Material: aço carbono
2 - Tipo: eletroduto rígido conforme NBR 5598
3 - Acabamento: superfícies internas e externas do eletroduto e luva isenta de rebarbas e quinas vivas
4 - Tratamento: zincagem por imersão a quente
5 - Identificação: marcação no eletroduto em sua superfície externa, de forma legível e indelével, as seguintes
informações:
- Nome ou símbolo do fabricante
- Nome do produto (eletroduto)
- Diâmetro nominal
- NBR 5598
6 - Partes componentes: fornecer eletroduto com uma luva
ND - 5.3
12 - 11
MATERIAIS PADRONIZADOS
CABEÇOTE PARA ELETRODUTO
Utilização
Item
1
2
3
4
5
6
7
A
Eletroduto min.
DN(pol)
3/4
1
11/2
20
2
21/2
3
4
50
55
B
C
31 2
25 2
38 2
54 3
31 2
44 3
66
81
97
125
3
3
4
6
56
67
62
107
3
4
4
6
Paraf.
X
E
+
0,5
M6x30 5,5 - 0
+
0,5
M8x30 8,5 - 0
+
0,5
M10x30
10,5 - 0
R
min.
Peso
Aprox.
kg
Espessura mín.
“e”
Peças
Peças
Al
PVC
0,20
55
0,30
0,50
5
85
125
150
0,70
1,20
1,70
2,20
Características técnicas:
1 - Material: Peças 1 e 2: alumínio, liga de alumínio ou PVC.
Parafusos, porca e arruela: alumínio duro anodizado ou aço zincado.
2 - Acabamento: superfícies lisas, isentas de rebarbas.
3 - Identificação: marcação legível e indelével contendo:
- nome ou marca do fabricante
- dimensões B
4 - Partes componentes: fornecer completo, com todos os parafusos indicados no desenho.
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros, exceto onde indicado.
7
ND - 5.3
12 - 12
MATERIAIS PADRONIZADOS
SISTEMA DE ATERRAMENTO
NOTAS:
1 - Demais características técnicas do sistema de aterramento, ver Capítulo 4, item 6, página 4-7.
2 - Dimensões mínimas, em milímetros.
3 - Somente serão aceitas as hastes de aterramento constantes do Manual do Consumidor nº11 (Materiais e
Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada).
4 - Opcionalmente a cava de aterramento poderá ser substituída por eletroduto de PVC rígido com diâmetro de
300mm ou por caixa circular de PVC rígido com diâmetro de 300mm. No entanto, a tampa deverá ser de
concreto ou ferro fundido.
ND - 5.3
12 - 13
MATERIAIS PADRONIZADOS
TAMPAS COM ARO PARA CAIXAS DE INSPEÇÃO
NOTAS:
1 - O sistema de articulação da tampa (dobradiça da caixa ZB) deve ser do tipo anti-roubo, não permitindo
que a tampa seja separada do aro após a fabricação.
2 - O encaixe da tampa no aro deve ser estável, seja de fabricação ou por usinagem.
3 - A tampa deve apresentar em sua superfície interna, a marca do fabricante.
4 - Características construtivas da tampa e aro, ver desenhos 02.118-CEMIG-0205 (tipo ZC – passeio) e
02.118-CEMIG-0206 (tipo ZC – garagem).
5 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 14
TAMPA E ARO PARA CAIXA ZD
(VER ET 02.118 – CEMIG – 0430 – ND-2.6)
NOTA:
1 - Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
12 - 15
CONSTRUÇÃO CIVIL
CAIXAS DE INSPEÇÃO
TIPOS E DIMENSÕES
TIPOS
ZA
ZB
ZC
ZD
“X”
280
520
770
1000
DIMENSÕES INTERNAS (mm)
“Y”
280
440
670
750
“Z”
400
700
900
1200
DENOMINAÇÃO
ANTERIOR
CP-02(R)
CP-01(P)
CP-03(U)
CP-01(D)
NOTAS:
1 - A profundidade das caixas será determinada em função da profundidade do banco de dutos, condições
locais e/ou necessidade específica.
2 - As caixas poderão ser construídas com anéis premoldados, alvenaria ou concreto moldado no local;as
caixas em alvenaria só devem ser construídas em locais não sujeitos à trânsito de veículos.
3 - quando instalada no circuito de energia não medida internamente nas instalações consumidoras, a tampa da
caixa deverá ter dispositivo para instalação de selo Cemig.
ND - 5.3
12 - 16
MATERIAIS PADRONIZADOS
FAIXA PLÁSTICA DE SINALIZAÇÃO
(DESENHO 1)
NOTAS:
1 - Material: PVC
2 - Cores
- fita amarela
- “CEMIG” em preto
- alerta em vermelho
ND - 5.3
ANEXO A - 1
ANEXO A
METODOLOGIA PARA AJUSTE DE PROTEÇÃO SECUNDÁRIA
1 - CÁLCULO DAS CORRENTES NOMINAL E DE PARTIDA DO RELÉ
A corrente nominal (In) deve ser calculada a partir da demanda máxima (que será a demanda contratada) de
acordo com o projeto considerando-se, no mínimo, o fator de potência de referência 0,92.
Assim, In= W / 1,73 x V x 0,92 , onde:
W é a demanda máxima em kW
V é a tensão nominal entre fases em kV.
A corrente de partida do relé (Ip) será 1,1 x In (ou 1,05xIn para consumidor livre) , considerando que pode
haver ultrapassagem de 10% da demanda contratada. Deverá ser calculada também a corrente de partida para
neutro considerando , no máximo, 1/3 da de fase.
2 - CÁLCULO DA CORRENTE DE MAGNETIZAÇÃO DO(S) TRANSFORMADOR(ES)
A corrente de magnetização (Irush) - Im - para transformadores à óleo de até 2000 kVA pode ser considerada
igual a 8 x In com tempo de duração da ordem de 0,1s e para transformadores com isolamento e
encapsulamento em epóxi igual a 16 x In com tempo de duração da ordem de 3s. Para transformadores de
potência superior a 2000 kVA o valor de Im e o tempo de duração deverão ser informados pelo fabricante do
transformador.
Este valor é importante pois a proteção não deve atuar na energização da subestação.
Caso haja mais de um transformador, deverá ser considerada a corrente de magnetização do maior
transformador acrescida das correntes nominais dos demais.
3 - CÁLCULO DO PONTO ANSI DOS TRANSFORMADORES
O ponto ANSI é o máximo valor de corrente que um transformador pode suportar durante um período definido
de tempo sem se danificar. No caso de falta fase-terra este valor, para transformador triângulo-estrela com
neutro solidamente aterrado (válido para os transformadores de unidades consumidoras da Cemig), é 0,58
vezes o ponto ANSI.
Assim, os valores de corrente serão:
Iansi = (100 / Z% ) x In
Inansi = 0,58 x (100 / Z% ) x In , onde Z% é a impedância percentual de cada transformador.
Sempre que possível a curva de atuação do relé deverá ficar “abaixo” do ponto ANSI do transformador de
menor potência, tanto para a função de proteção de fase como a de neutro (ou terra).
De maneira geral e objetivando lançar estes pontos no diagrama de coordenação/seletividade, pode ser
utilizada a seguinte tabela:
Z%
(Ohms)
Até 4
Até 5
Até 6
Até 7
PONTO ANSI
(A)
25 x In
20 x In
16,6 x In
14,3 x In
TEMPO MÁX. DE DURAÇÃO
(s)
2
3
4
5
4 - CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO NO PONTO DE DERIVAÇÃO DO RAMAL DE LIGAÇÃO
A Cemig deverá informar ao engenheiro projetista os valores de curto-circuito para que possam ser
dimensionados os TC e TP (se necessário) de proteção. De forma geral, recomenda-se que os TC tenham uma
corrente primária tal que o maior valor de CC não a exceda em 50 vezes.
Deverá ser considerado também a corrente de partida para cálculo dos TC’s. A corrente de partida deverá ser
superior a 10% da corrente primária dos TC’s para assegurar uma melhor exatidão.
ND - 5.3
ANEXO A - 2
5 - RELÉ DE PROTEÇÃO
5.1 Os relés deverão ter as características constantes do item 3.23, página 1-5 e ter, no mínimo, as
seguintes funções :
função 50: proteção de sobrecorrente instantânea;
função 51: proteção de sobrecorrente temporizada;
tanto a função 50 como a 51 estão disponíveis para fase e neutro (terra); assim, é exigido pela Cemig, que
o relé execute as funções 50/51 e 50N/51N;
função 32: proteção direcional de potência quando da utilização de gerador.
5.2 Informações sobre o ajuste da função 51 da proteção de sobrecorrente
a - As condições operacionais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora devem ser do
conhecimento do projetista, principalmente aquelas relacionadas ao regime de funcionamento das cargas
declaradas pelo consumidor, de forma que as solicitações de partidas de motores, simultâneas ou não,
como de outras cargas acima de 25kW, possam ser controladas e plotadas no coordenograma da proteção
geral.
b - O regime de funcionamento das cargas da unidade consumidora deve ser racionalizado e otimizado para a
melhor performance da respectiva instalação.
c - Os ajustes disponíveis no relé de sobrecorrente utilizado devem ser previstos de forma a atender a todas as
solicitações transitórias e permanentes necessárias à operação da unidade consumidora, sendo que as
premissas utilizadas para a parametrização desejada devem ser claramente justificadas, identificando
cargas e sua solicitação (tempo x corrente).
d - Os ajustes de dial de tempo e de corrente de partida do relé devem ser os mínimos possíveis, de forma a
atender adequadamente às necessidades da instalação consumidora e, ao mesmo tempo, prover uma
proteção eficaz e eficiente quando da ocorrência de distúrbios de correntes de curto circuito e sobrecarga.
e - Em hipótese alguma a proteção geral de sobrecorrente deverá ter seus ajustes aumentados para atender à
coordenação e/ou seletividade com as proteções internas da unidade consumidora.
f - Os ajustes solicitados para os relés devem ser justificados no coordenograma da proteção identificando as
cargas e situações operacionais previstas que os requerem.
g - Identificados os pontos (binômio tempo x corrente) que demandem ajustes além do mínimo disponível no
relé de proteção utilizado, poderá ser adotado, excepcionalmente e com aprovação da Cemig, automatismo
que anule temporariamente a função 51, desde que devidamente justificado. Ainda, como alternativa,
poderá ser adotado um valor de corrente de partida superior àquele calculado a partir da demanda
contratada, desde que devidamente justificado.
h - A Cemig fornecerá, após formalização de pedido de atendimento pelo cliente ou seu preposto, os valores
dos níveis de curto circuito e as características técnicas e operacionais do dispositivo de proteção a ser
instalado no ramal de derivação para a alimentação da unidade consumidora quando prevalecerá a seguinte
consideração:
h.1 - O ajuste da função temporizada do relé de sobrecorrente deverá preservar a coordenação e/ou
seletividade com o dispositivo de proteção instalado no ramal de derivação para a alimentação
consumidora;
i - Após o período experimental, conforme o artigo 55 da Resolução ANEEL nº 456/2000, caso ocorram
atuações não previstas e indesejáveis da proteção e afastada a hipótese de defeito de equipamentos, o
projetista poderá solicitar, mediante correspondência a Cemig, um ajuste mais elástico da proteção durante
um período de 90 (noventa) dias para estudo mais detalhado das instalações internas da unidade
consumidora. Neste período o faturamento da demanda será normal e não mais se regerá conforme o artigo
55 acima citado. Após este período, caso necessário, deverão ser apresentadas a revisão do coordenograma
e tabela de ajustes da proteção de sobrecorrente para a nova situação proposta.
j - Caberá a Cemig verificar as condições da rede para o fornecimento solicitado.
ND - 5.3
ANEXO A - 3
5.3 Outras informações sobre o relé de proteção e seu ajuste
a - Ajuste da função temporizada (51) quanto ao tipo de curva: deverá ser escolhida a curva IEC extremamente
inversa.
b - Ajuste da função temporizada (51) quanto à partida (pick-up): este valor deverá ser aquele definido no item
1 deste anexo como Ip (ou 1,1 x In); isto significa que o relé somente começará a se sensibilizar para
valores de corrente superiores a Ip (referido ao primário ou Ip/RTC, referido ao secundário; RTC é a
relação de transformação dos TC de proteção). Caso o valor de corrente ultrapasse Ip, o relé inicia a
contagem de tempo de acordo com a sua curva característica e atuará se o tempo for superior ao desta curva
no ponto de operação.
c - Ajuste da função instantânea de fase (50) quanto ao valor de atuação : deverá ser escolhido o menor valor
possível que não provoque a atuação indevida do relé na energização do(s) transformador(es); assim, este
ajuste deverá ser superior a , no máximo, 5% do valor de Im (definido no item 2 deste anexo). No diagrama
de coordenação e seletividade deve ser verificado que o ajuste instantâneo não seja superior ao menor valor
de curto-circuito e ao ponto ANSI do menor transformador.
d - Os mesmos procedimentos acima descritos deverão ser efetuados para as funções 50N e 51N,
considerando, entretanto, os valores relativos à proteção de neutro (terra).
e - fonte de alimentação auxiliar: é necessária a utilização de fonte auxiliar para alimentação do relé pois
durante a ocorrência de CC o nível de tensão tende a zero; assim, deve haver um sistema que, alimentado à
partir do TP mantenha a alimentação no relé pelo tempo mínimo necessário à abertura do disjuntor. Este
dispositivo deve ser um sistema “no-break” com potência mínima de 1000VA de forma que não haja
interrupção na alimentação do relé. Opcionalmente poderá ser instalado conjunto de baterias, para suprir
uma eventual ausência do “no-break”. Adicionalmente, deverá ser previsto o trip capacitivo.
f - Se o relé não tiver uma fonte interna, além do trip capativo deverá ser prevista uma fonte capacitiva para o
relé.
g - ligação ao secundário dos TC de proteção: no mínimo deverão ser conectadas as 3 fases e o neutro, sendo
recomendável especial atenção à polaridade dos TC para que a proteção possa atuar da forma correta.
Cada modelo de relé possui uma forma específica para ser parametrizado (inserção dos ajustes) e esta
informação pode ser obtida no catálogo ou manual e, de forma geral, os ajustes feitos não são apagados na
eventual falta de alimentação. Assim, é possível adquirir um relé já ajustado de acordo com os dados do
projeto, desde que o fornecedor ofereça esta facilidade.
Ficará a cargo da Cemig exigir ou não uma cópia completa do catálogo do relé a ser utilizado para acionar o
disjuntor geral da subestação. Deverá ser informado no memorial para ajuste do relé todos os parâmetros
programáveis do relé com seus respectivos valores para serem programados.
Não é obrigatório utilizar as funções Idef (corrente definida) e Tdef (tempo definido), ficando a critério do
projetista a utilização ou não destes parâmetros. No entanto, caso estes parâmetros sejam utilizados, o
projetista deverá justificar, por escrito, na memória de cálculo para ajuste de proteção secundária, os motivos
da utilização destes parâmetros.
No coordenograma/projeto deverá ser apresentado o diagrama unifilar completo de ligação do relé para
análise. Tal diagrama se encontra no manual do mesmo.
6 - BOBINA DE ABERTURA DO DISJUNTOR (BOBINA DE TRIP)
Ao detectar um valor de corrente irregular o relé “fecha um contato” que vai energizar a bobina de trip; assim,
é necessário prover alimentação adequada para permitir a operação da bobina. Esta alimentação pode ser
obtida do mesmo dispositivo de alimentação auxiliar do relé.
Em qualquer caso deve existir um contato auxiliar do disjuntor, do tipo NA (normalmente aberto, ou seja,
aberto com disjuntor aberto e fechado com disjuntor fechado) que será ligado em série com a bobina de trip
para impedir o que se chama “bombeamento”, que é a manutenção de tensão na bobina mesmo após a abertura
do disjuntor.
Nos disjuntores mais antigos serão necessárias adaptações para permitir a correta operação da bobina de trip e
do contato auxiliar NA do disjuntor. No caso de disjuntor com grande volume de óleo, este deverá ser
substituído pois a adaptação não permite a correta operação da bobina de trip e do contato auxiliar NA do
disjuntor. Nos disjuntores de concepção mais moderna estes dois dispositivos já estão instalados nos mesmos.
ND - 5.3
O
circuito
abaixo
partir de relé secundário.
ANEXO A - 4
exemplifica
um
circuito
típico
de
abertura
de
Disjuntor
a
7 - INSTALAÇÃO FÍSICA DO RELÉ
O relé de proteção secundária deverá ser instalado na tampa basculante de uma caixa metálica localizada na
parede oposta a célula do disjuntor principal;esta caixa deverá possuir dispositivo para instalação de selo
CEMIG. Assim, tanto a caixa como a parte frontal do relé (por onde é feita a parametrização do mesmo) serão
seladas e o Consumidor terá acesso apenas ao botão de rearme (“reset”) do relé.
A fiação da célula do disjuntor (onde também estão instalados os TC/TP da proteção) até a caixa deverá ser
instalada em eletroduto de aço, aparente, com diâmetro nominal de 50mm (equivalente a 2 polegadas).
O encaminhamento ideal para este eletroduto é através da parede da célula do disjuntor, teto da subestação e
parede onde está instalada a caixa com o relé. A caixa deverá ter dois furos de 2”, um com uma tampa fixa,
incolor, para visualizar o led de ligado do “no break” e um outro com tela soldada na caixa para ventilação.
Nesta caixa deverá ser instalado também o sistema “no-break” para alimentação do relé e do sistema de trip
(bobina de abertura do disjuntor).
Desenho orientativo para instalação do relé
ND - 5.3
ANEXO A - 5
8 - COORDENOGRAMA
Para permitir a perfeita visualização da atuação da proteção é necessário que se faça, em papel formatado Bilog, um gráfico Tempo x Corrente, onde se pode verificar a coordenação e seletividade para qualquer valor de
corrente. Neste gráfico serão plotados os seguintes pontos e curvas:
valores de curto-circuito no ponto de derivação (fornecidos pela Cemig);
curva (mínimo e máximo) de atuação dos fusíveis de proteção do Ramal de Ligação (fornecida pela
Cemig);
corrente nominal (In);
corrente de partida do relé (Ip) de fase e neutro;
curva IEC extremamente inversa do relé com os ajustes definidos no projeto (catálogo ou manual do relé)
para fase e terra;
ajuste de atuação instantânea para fase e terra (reta perpendicular ao eixo das correntes);
curva(s) de atuação da proteção individual de cada transformador;
ponto ANSI do(s) transformador(es) de fase e neutro;
Im do(s) transformador(es);
Deve ser considerado que:
o projetista pode usar este diagrama para estudar condições de partida de motores e outras cargas; desta
análise pode resultar a melhor seqüência para energização das cargas da unidade consumidora.
quando da elaboração do projeto, o projetista pode analisar este diagrama para verificar os ajustes
previstos; esta análise pode evidenciar que um ou outro parâmetro deve ser alterado. Ou seja, durante a
fase de elaboração do projeto, é provável que os ajustes e o próprio diagrama sejam refeitos para
otimização da atuação dos vários níveis de proteção.
Deve ser observado na elaboração do coordenograma:
todos os pontos e curvas devem ser identificados claramente através de legenda;
as correntes, preferencialmente, devem ser referidas à tensão primária.
9 - EXEMPLO
Seja uma instalação atendida em 13,8kV para a qual é estimada uma demanda de 1200 kW e que possui
transformadores a óleo, sendo um transformador de 750 kVA e dois de 500 kVA.
ND - 5.3
ANEXO A - 6
Assim, teremos:
In = 1200/ 1,73 x 13,8 x 0,92 , considerado o fator de potência de referência (valor mínimo a ser considerado).
In = 54,64 A
então Ip de fase = 1,1 x In = 60,10 A
Ip de neutro = 33% do Ip fase = 19,80A
Considerando que o nível máximo de curto-circuito no local é 2000 A e a corrente de partida é 60,10A,
trabalharemos com TC de proteção de relação 100/5 A.
Cálculo da corrente de magnetização:
Correntes nominais dos transformadores:
750 kVA - In= 750/ 1,73 x 13,8 = 31,42 A Im= 251,36 A por 0,1s
500 kVA - In= 500/ 1,73 x 13,8 = 20,94 A Im= 167,52 A por 0,1s
Assim, para toda a instalação, teremos:
Im= 20,94 + 20,94 + 251,36 = 293,24 A por 0,1s (este ponto deverá estar abaixo da curva de atuação do relé)
I instantâneo de fase = 1,01 x Imag = 296,17A
I instantâneo de neutro = 33% (no máximo) I instantâneo de fase = 97,74A
Cálculo do ponto ANSI do transformadores:
500 kVA - Iansi= 20 x In = 20 x 20,94 = 418,8 A por 3s
750 kVA - Iansi= 20 x In = 20 x 31,42 = 628,4 A por 3s
500 kVA – Inansi = 0,58 x 418,8 A = 242,90 A por 3s
750 kVA – Inansi = 0,58 x 628,4 A = 364,47 A por 3s
Estes pontos deverão estar acima da curva de atuação do relé; assim, o ponto ANSI do menor transformador
vai atuar como limite máximo para atuação do relé. Caso a instalação possua um transformador de potência
muito baixa deverá ser considerado que o relé não poderá protegê-lo; desta forma deverá ser projetada uma
proteção específica para este transformador.
O ajuste da função instantânea (tanto para a função 50 de fase como para a de neutro) deverá ser abaixo do
valor de curto-circuito no local e do valor de proteção requerido pelo menor transformador (ponto ANSI).
ND - 5.3
ANEXO A - 7
COORDENOGRAMA
ND - 5.3
ANEXO B - 1
ATENDIMENTO HÍBRIDO
Considerando que há determinados tipos de edificações onde o atendimento às unidades consumidoras é
híbrido ( ou seja, parte pela ND-5.1 e parte pela ND-5.2, parte pela ND-5.1 e parte pela ND-5.3, parte pela
ND-5.2 e parte pela ND-5.3 ) citamos abaixo alguns exemplos de atendimento híbrido:
1.
Situação A
NOTAS:
1 - Os apartamentos 01 e 02 deverão ser atendidos pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a
caixa de medição e de proteção deverá ser instalada no local de acesso exclusivo a estes apartamentos e na
divisa da propriedade com o passeio público e com a leitura voltada para o passeio público. Os ramais de
ligação deverão ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
2 - As lojas 01 e 02 deverão ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a caixa de
medição e de proteção deverá ser instalada na parede da loja localizada na divisa com o passeio público ou
dentro da loja em local de livre acesso.
Os ramais de ligação deverão ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes das lojas 01 e 02. Caso
estas lojas não tenham um pé direito mínimo de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da
edificação) ou de 6,0 metros (para rede Cemig do lado contrário à edificação), os ramais de ligação
poderão ser ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
3 - Opcionalmente, os apartamentos e as lojas poderão ser atendidos com ramal de entrada subterrâneo
individual e o ponto de entrega será na derivação da rede Cemig.
4 - As lojas 01 e/ou 02 poderão ser atendidas na média tensão através da ND-5.3. Neste caso cada loja deverá
ser atendida através de ramal de entrada subterrâneo individual e o ponto de entrega será na derivação da
rede Cemig.
No projeto elétrico de média tensão deverá constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas
de energia elétrica.
O cliente deverá apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por escrito, registrada em
cartório que não haverá interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer esta interligação, ele
assumirá toda e qualquer responsabilidade por eventuais sinistros sob pena de ter a suspensão do
fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada à apresentação desta
declaração.
5 - As lojas e os apartamentos deverão ter numeração predial distinta. Esta numeração deverá ser legível,
indelével e seqüencial.
ND - 5.3
ANEXO B - 2
2. Situação B
NOTAS:
1 - Os apartamentos 01 e 02 deverão ser atendidos pela ND-5.2 e as caixas de medição e de proteção deverão
ser instaladas no local de acesso exclusivo a estes apartamentos e na divisa da propriedade com o passeio
público e com a leitura voltada para o passeio público. O ramal de ligação deverá ser ancorado na parede de
um dos apartamentos que fica paralela ao passeio público.
2 - As lojas 01 e 02 deverão ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a
caixa de medição e de proteção deverá ser instalada na parede da loja localizada na divisa com o passeio
público ou dentro da loja em local de livre acesso.
Os ramais de ligação deverão ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes das lojas 01 e 02. Caso
estas lojas não tenham um pé direito mínimo de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da
edificação) ou de 6,00 metros ((para rede Cemig do lado contrário à edificação), os ramais de ligação
poderão ser ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
3 - Opcionalmente, as lojas poderão ser atendidos com ramal de entrada subterrâneo individual e os
apartamentos com ramal de entrada subterrâneo coletivo. Nestes dois casos o ponto de entrega será na
derivação da rede Cemig.
4 - As lojas 01 e/ou 02 poderão ser atendidas na média tensão através da ND-5.3. Neste caso cada loja deverá
ser atendida através de ramal de entrada subterrâneo individual e o ponto de entrega será na derivação da
rede Cemig.
No projeto elétrico de média tensão deverá constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas
de energia elétrica. O cliente deverá apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por
escrito, registrada em cartório que não haverá interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer
esta interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por eventuais sinistros sob pena de ter a
suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada à
apresentação desta declaração.
5 - Cada loja deverá ter a sua numeração predial distinta e deverá ter uma numeração predial para os
apartamentos. Esta numeração deverá ser legível, indelével e seqüencial. As caixas de medição dos
apartamentos devem ser marcadas de modo a identificá-las com as respectivas unidades consumidoras.
ND - 5.3
ANEXO B - 3
3. Situação C
NOTAS:
1 - As lojas deverão ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de entrada individuais) e a caixa de medição e de proteção deverá ser instalada
na parede da loja localizada na divisa com o passeio público ou dentro da loja em local de livre acesso.
O atendimento poderá ser através de apenas um ramal de ligação aéreo ancorado no pontalete conforme mostrado na figura acima
para o fornecimento de energia elétrica para as lojas 1, 2 e 3 ou 3, 4 e 5. Este pontalete poderá ser instalado em qualquer uma das
três lojas. Alternativamente à instalação deste pontalete, o ramal de ligação poderá ser ancorado na parede de uma das lojas desde
que a loja tenha um pé direito de, no mínimo, de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da edificação) ou de 6,00 metros
(para rede Cemig do lado contrário à edificação).
2 - O teto da edificação poderá ser com laje ou com telhado ou com laje e telhado.
3 - Eletroduto dimensionado conforme as Tabelas 2 ou 8 da ND-5.2/2009. Este eletroduto segue para o pontalete.
4 - Os condutores do ramal de entrada deverão ser cabos unipolares de cobre, isolados com PVC-70ºC para 0,6/1kV, dotados de
cobertura externa de PVC ou Neoprene (condutores isolados com camada dupla) dimensionados conforme as Tabelas 2 ou 8 da
ND-5.2/2009. O condutor neutro deverá ir até a última medição sem seccionamento. Quando houver o compartilhamento de fases,
as conexões deverão ser feitas dentro das caixas de inspeção assim como as conexões para derivação do neutro até à medição.
5 - Cada loja poderá ser atendida na baixa tensão através de um ramal de ligação aéreo ancorado num pontalete instalado em cima de
cada loja ou na parede da própria loja desde que tenha um pé direito de, no mínimo, de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo
lado da edificação) ou de 6,00 metros (para rede Cemig do lado contrário à edificação).
6 - Quando tiver mais do que 3 (três) lojas, o atendimento para todas as lojas poderá ser através de apenas um ramal de ligação aéreo
ancorado no pontalete conforme mostrado na figura acima. Neste caso deverá ser apresentado à Cemig projeto elétrico mesmo não
tendo proteção geral e área de comum circulação.
7 - Cada loja deverá ter a sua numeração predial distinta. Esta numeração deverá ser legível, indelével e seqüencial.
8 - Caso possua garagem de acesso e uso comum a todas as unidades consumidoras , o atendimento será exclusivamente pela ND-5.2
devendo as medições ficarem na garagem.
9 - Opcionalmente, as lojas poderão ser atendidas na média tensão através da ND-5.3. Neste caso a loja a ser atendida na média tensão
deverá ter ramal de entrada subterrâneo individual e o ponto de entrega será na derivação da rede Cemig.
No projeto elétrico de média tensão deverá constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas de energia elétrica. O
cliente deverá apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por escrito, registrada em cartório que não haverá
interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer esta interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por
eventuais sinistros sob pena de ter a suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada
à apresentação desta declaração.
10 - Opcionalmente, o atendimento às lojas poderá ser feito através de ramal de entrada subterrâneo. Neste caso o comprimento
máximo admitido é de 30m, medido a partir da base do poste de derivação, até a primeira caixa de inspeção e de 15m entre a
primeira e a última caixa de inspeção instalada no passeio junto à divisa da propriedade do consumidor independentemente da
unidade consumidora estar localizada do mesmo lado ou lado contrário da rede da Cemig. Para este atendimento o ponto de
entrega será na derivação da rede da Cemig.
ND - 5.3
4.
ANEXO B - 4
Situação D
NOTAS:
1 - Se a área particular for uma extensão do passeio público, ou seja, se não houver nenhuma divisória física
entre esta área e o passeio público e se nesta área existir muro ou mureta, este poderá abrigar o conjunto de
medições das lojas e o atendimento será através da ND-5.2.
2 - Se na área particular de extensão do passeio público não tiver um muro ou mureta, deverão ser utilizados os
critérios definidos na Situação C. Cada loja deverá ter a sua numeração predial distinta. Esta numeração
deverá ser legível, indelével e seqüencial.
ND - 5.3
ANEXO B - 5
5. Situação E
NOTAS:
1 - As lojas do térreo são unidades consumidoras individuais desvinculadas do 1° e 2° pavimentos do prédio e estes constituem uma
edificação de uso coletivo. Assim as lojas deverão ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de entrada individuais) e a caixa de medição e
de proteção deverá ser instalada na parede da loja localizada na divisa com o passeio público ou dentro da loja em local de livre
acesso.
O atendimento poderá ser através de ramal de ligação aéreo ancorado na parede de uma das lojas desde que a loja tenha um pé
direito de, no mínimo, de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da edificação) ou de 6,00 metros (para rede Cemig do
lado contrário à edificação). Neste caso deverá ter um ramal de ligação aéreo para atender as lojas 1, 2 e 3, outro para as lojas 4, 5
e 6 e outro para as lojas 7 e 8. Neste atendimento os condutores do ramal de entrada deverão ser cabos unipolares de cobre,
isolados com PVC-70ºC para 0,6/1kV, dotados de cobertura externa de PVC ou Neoprene (condutores isolados com camada
dupla) dimensionados conforme as Tabelas 2 ou 8 da ND-5.2/2009. O condutor neutro deverá ir até a última medição sem
seccionamento. Quando houver o compartilhamento de fases, as conexões deverão ser feitas dentro das caixas de inspeção assim
como as conexões para derivação do neutro até à medição.
2 - Após análise da Cemig, cada loja poderá ser atendida na baixa tensão através de um ramal de ligação aéreo ancorado na parede da
própria loja desde que tenha um pé direito de, no mínimo, de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da edificação) ou de
6,00 metros (para rede Cemig do lado contrário à edificação).
3 - Quando tiver mais do que 3 (três) lojas ou que não se enquadram nas Tabelas 2 ou 8 da ND-5.2/2009 , o atendimento para todas as
lojas poderá ser através de ramal de entrada subterrâneo a partir da derivação da rede da Cemig, onde será o ponto de entrega ou
através da ancoragem de um ramal de ligação aéreo na parede de uma das lojas desde que a loja tenha um pé direito de, no
mínimo, de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da edificação) ou de 6,00 metros (para rede Cemig do lado contrário à
edificação). Nestes casos deverá ser apresentado à Cemig projeto elétrico mesmo não tendo proteção geral e área de comum
circulação. No projeto elétrico deverá constar a entrada de energia para as salas e/ou apartamentos.
4 - As unidades consumidoras do 1° e 2° pavimentos deverão ser atendidas através da ND-5.2.
5 - Caso a edificação deste exemplo possua garagem no sub-solo e esta seja de acesso e uso comum a todas as unidades consumidoras
(lojas e salas/apartamentos), o atendimento será exclusivamente pela ND-5.2 devendo as medições ficarem na garagem.
6 - Cada loja deverá ter a sua numeração predial distinta e deverá ter uma numeração predial para as salas e/ou apartamentos. Esta
numeração deverá ser legível, indelével e seqüencial. As caixas de medição das salas e/ou apartamentos devem ser marcadas de
modo a identificá-las com as respectivas unidades consumidoras.
7 - Opcionalmente, as lojas poderão ser atendidas na média tensão através da ND-5.3. Neste caso a loja a ser atendida na média tensão
deverá ter ramal de entrada subterrâneo individual e o ponto de entrega será na derivação da rede Cemig.
No projeto elétrico de média tensão deverá constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas de energia elétrica. O
cliente deverá apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por escrito, registrada em cartório que não haverá
interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer esta interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por
eventuais sinistros sob pena de ter a suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada
à apresentação desta declaração.
8 - Opcionalmente, o atendimento às lojas poderá ser feito através de ramal de entrada subterrâneo. Neste caso o comprimento
máximo admitido é de 30m, medido a partir da base do poste de derivação, até a primeira caixa de inspeção e de 15m entre a
primeira e a última caixa de inspeção instalada no passeio junto à divisa da propriedade do consumidor independentemente da
unidade consumidora estar localizada do mesmo lado ou lado contrário da rede da Cemig. Para este atendimento o ponto de
entrega será na derivação da rede da Cemig.
9 - Opcionalmente, o atendimento às unidades consumidoras do 1° e 2° pavimentos poderá ser feito através de ramal de entrada
subterrâneo e o ponto de entrega será na derivação da rede Cemig.
ND - 5.3
ANEXO B - 6
6. Situação F
NOTAS:
1 - Se a área particular for uma extensão do passeio público, ou seja, se não houver nenhuma
divisória física entre esta área e o passeio público e se nesta área existir muro ou mureta lateral,
este poderá abrigar o conjunto de medições das lojas e/ou das salas e apartamentos e o
atendimento deverá ser através da ND-5.2.
2 - As lojas do térreo são unidades consumidoras individuais desvinculadas do 1° e 2° pavimentos do prédio e
estes constituem uma edificação de uso coletivo. Assim, as salas e/ou apartamentos deverão ser
atendidas através da ND-5.2, sendo a entrada de energia distinta das entradas de energia para as lojas.
3 - Caso a edificação deste exemplo possua garagem no sub-solo e esta seja de acesso e uso comum a todas as
unidades consumidoras (lojas e salas/apartamentos), o atendimento será exclusivamente pela ND-5.2
devendo as medições ficarem na garagem.
4 - Deverá ser apresentado à Cemig projeto elétrico contemplando todas as entradas de energia para o
atendimento à edificação mostrada acima.
5 - Opcionalmente, as lojas poderão ser atendidas na média tensão através da ND-5.3. Neste caso a loja a ser
atendida na média tensão deverá ter ramal de entrada subterrâneo individual e o ponto de entrega será na
derivação da rede Cemig.
No projeto elétrico de média tensão deverá constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas
de energia elétrica. O cliente deverá apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por
escrito, registrada em cartório que não haverá interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer
esta interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por eventuais sinistros sob pena de ter a
suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada à
apresentação desta declaração.
ND - 5.3
ANEXO C
ANEXO C
Informações complementares:
Coordenadas, Transformador,
No de Orçamento, Etc.
p
a
r
a
u
s
o
(Local para selo de análise de conformidade com as normas
CEMIG e ABNT)
Carga Instalada
d
a
Demanda
C
E
M
I
G
Dados e Logotipo do Projetista (opcional)
Título/Conteúdo
Nome do Empreendimento
CPF/CNPJ
Finalidade
Endereço
Bairro
Cidade
Número e data da ART de projeto
Número e data da ART de execução
Proprietário
CNPJ/CPF/Identidade
Telefone
CNPJ/CPF/Identidade
Telefone
Nome
Contratante (se existir, além do proprietário)
Nome
Endereço completo para correspondência do PROJETISTA e endereço completo para
correspondência do PROPRIETÁRIO
RT (Engo
Nome
Telefone
)
CREA / Estado
Folha
Data
ND - 5.3
ANEXO D - 1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.1 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas urbanas
(versão de março de 2002)
2. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.2 – Instalações básicas de redes de distribuição aéreas rurais
(versão de outubro de 1997)
3. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.3 - Instalações básicas de redes de distribuição subterrânea
4. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.6 - Padrões e especificações de materiais e equipamentos
(versão de setembro de 1991)
5. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.7 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas isoladas
(versão de dezembro de 2000)
6. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.9 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas protegidas
(versão de agosto de 2006)
7. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-3.1 - Projetos de redes de distribuição aéreas urbanas
(versão de setembro de 2005)
8. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-3.2 - Projetos de redes de distribuição aéreas rurais
(versão de outubro de 1985)
9. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-4.51 - Sinalização de segurança para serviços de distribuição
(versão de janeiro de 1986)
10. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.1 - Fornecimento de energia elétrica em tensão secundária Rede de Distribuição Aérea - Edificações Individuais
11. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.5 - Fornecimento de energia elétrica em tensão secundária Rede de Distribuição Subterrânea (versão de abril de 1993)
12. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.6 - Medição de Energia - Rede de Distribuição Aérea
(versão de dezembro de 2002)
13. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.11 - Condições gerais de gornecimento
14. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.13 - Fornecimentos de energia elétrica sujeitos a contrato
15. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.18 - Atendimento a consumidores - Ligação, desligação e
religação
16. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.26 - Fornecimento especiais - Instalação e Medição
17. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-1.3 - Partida de motores e sua influência nas redes de distribuição
(versão de janeiro de 1992)
18. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-3.3 – Proteção contra sobrecorrentes em redes de distribuição aéreas
- (versão de novembro de 1994)
19. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-5.13 - Cabos multiplexados para ramal de ligação
(versão de dezembro de 1986)
20. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.26 - Fornecimento especiais - Instalação e Medição
ND - 5.3
ANEXO D - 2
21. CEMIG - Manual do Consumidor no 11 - Materiais e equipamentos aprovados para padrões de entrada
(distribuição gratuita - edição anual)
22. ABNT – NBRIEC 60050(826)- Instalação elétrica predial (versão de novembro de 1987)
23. ABNT – NBRNM 247-3- Condutores isolados com isolação extrudada de cloreto de de polivinila (PVC)
para tensões até 750V, sem cobertura – Especificação (versão de fevereiro de 2002)
24. ABNT-NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão (versão de setembro de 2004)
25. ABNT-NBR 5460 - Sistemas elétricos de potência (versão de abril de 1992)
26. ABNT-NBR 5624 - Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, com revestimento protetor e rosca
NBR 8133 (versão de dezembro de 1993)
27. ABNT - NBR 6323 – galvanização de produtos de aço ou ferro fundido – Especificação
(versão de novembro de 2007)
28. ABNT - NBR 6591 - Tubos de aço-carbono com solda longitudinal, de seção circular, quadrada, retangular
e especial para fins industriais (versão de julho de 2008)
29. ABNT-NBR 7288 - Cabos de potência com isolação sólida e extrudada de cloreto de polivinila (PVC) ou
polietileno (PE) para tensões de l kV a 6 kV (versão de novembro de 1994)
30. ABNT-NBR 8451 - Postes de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica (versão de
fevereiro de 1998)
31. ABNT-NBR 9369 - Transformadores subterrâneos - Características elétricas e mecânicas – Padronização
(versão de 1986)
32. ABNT-NBR 10295 – Transformadores de potência secos (versão 1998)
33. ABNT-NBR 11742 – Porta corta fogo para saída de emergência (versão 2003)
34. ABNT-NBR 14039 - Instalações elétricas de média tensão (de 1,0 a 36,2 kV) (versão de 2005)
35. ABNT - NBR 15465 – Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão –
Requisitos de desempenho (versão de agosto de 2008)
36. ABNT-NBR 62271-200 – Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões acima de
1kV até 36,2kV - Especificação
37. ANEEL- Resolução 456 de 29-11-2000 - Resolução que dispõe sobre as condições gerais de fornecimento
a serem observadas na prestação e utilização do serviço de energia elétrica
38. ANEEL 112 de 18/05/1999 – Resolução que estabelece os requisitos necessários à obtenção de registro ou
autorização para a implantação, ampliação ou repotenciação de centrais geradoras termelétricas, eólicas e
de outras fontes alternativas de energia
39. ANEEL 281 de 01/10/1999 – Resolução que estabelece as condições gerais de contratação do acesso,
compreendendo o uso e a conexão, aos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica
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