Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão Rede

Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão Rede
ND-5.3
Companhia Energética de Minas Gerais
Norma de Distribuição
Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão
Rede de Distribuição Aérea ou Subterrânea
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
ND-5.3
Companhia Energética de Minas Gerais
Diretoria de Distribuição e Comercialização
Norma de Distribuição
Fornecimento de Energia Elétrica em Média - Rede de
Distribuição Aérea ou Subterrânea
PREPARADO
RECOMENDADO
APROVADO
ND-5.3
Reinaldo/Washington/Roberto
Pedra
TD/AT
Márcio Baumgratz Delgado
TD
Ricardo José Charbel
DDC
NOVEMBRO/2013
Classificação:Público
1-1
ND - 5.3
ÍNDICE
CAPÍTULO
1.
TÍTULO
GERAL
1 - Introdução
2 - Campo de Aplicação
3 - Definições
2.
2-1
2-1
2-2
2-2
2-3
2-4
2-9
2-9
2 - 11
2 - 12
2 - 15
2 - 15
2 - 16
2 - 16
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE
DA CEMIG
1 - Ramal de ligação
2 - Medição
3 – Recebimento da subestação de entrada de energia elétrica
4.
1-3
1-3
1-3
CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO
1 - Aspectos gerais
2 - Ponto de entrega
3 - Tensões de fornecimento
4 – Critérios de atendimento às edificações
5 – Consulta prévia
6 – Pedido de ligação e projeto elétrico
7 – Aumento e redução de demanda
8 – Geração própria
9 – Proteção na derivação da rede da Cemig
10 – Critérios complementares de atendimento às edificações
11 - Sistemas de prevenção e combate a incêndio
12 – Condições não permitidas
13 - suspensão do fornecimento de energia elétrica
14 - Mudança de local da subestação de entrada de energia
elétrica
3.
PÁGINA
3-1
3-3
3-5
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO
CONSUMIDOR
1 - Aspectos gerais
2 - Ramal de entrada
3 - Transformador
4 – Equipamentos de proteção
5 - Caixas para medição e proteção
6 - Caixas de inspeção
7 - Aterramento
8 – Tipos de subestações
9 – Barramentos de média tensão
10 – Barramentos de baixa tensão
11 – Proteção e partida de motores
12 – Notas complementares
4-1
4-2
4-5
4-6
4-8
4-9
4-9
4 - 10
4 - 13
4 - 13
4 - 14
4 - 14
Classificação:Público
1-2
ND - 5.3
5.
TABELAS
5-1
6.
DESENHOS DOS TIPOS DE SUBESTAÇÕES DE
ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
6-1
7.
DESENHOS COMPLEMENTARES
7-1
8.
DESENHOS DOS MATERIAIS PADRONIZADOS
8-1
ANEXOS
A – Metodologia para ajuste de proteção secundária
B – Atendimento híbrido
C – Folha de selo para projeto elétrico
D - Referências bibliográficas
E – Controle de revisão
ND - 5.3
1.
Classificação:Público
1-3
INTRODUÇÃO
Esta Norma tem por objetivo estabelecer as diretrizes técnicas para o fornecimento trifásico de energia elétrica
em média tensão a edificações individuais ou compartilhadas, urbanas ou rurais, residenciais, comerciais ou
industriais, com carga instalada individual superior a 75 kW, a partir de redes de distribuição aéreas ou
subterrâneas com tensões nominais de 13,8kV, 22kV e 34,5kV, bem como fixar os requisitos mínimos para as
entradas de serviço destas instalações.
Esta norma está estruturada em função dos seguintes tópicos:
a) critérios de dimensionamento dos componentes das entradas de serviço;
b) instalações básicas referentes à cada tipo de padrão de entrada;
c) materiais padronizados e aprovados para utilização nos padrões de entrada.
Esta norma está em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR
5410 e 5419) , com as Resoluções Nº 395/2009, 414/2010 e 479/2012 da ANEEL e com as últimas resoluções
e Atos do CREA-MG. As especificações técnicas dos materiais e equipamentos utilizados pela Cemig na
ligação das unidades consumidoras estão contidas na ND-2.6.
Esta edição corresponde à revisão da ND-5.3/Dezembro 2009 e a cancela e substitui.
Esta norma pode em qualquer tempo e sem prévio aviso, sofrer alterações, no todo ou em parte, motivo pelo
qual os interessados devem, periodicamente, consultar a Cemig quanto à sua aplicabilidade atual. Esta norma,
bem como as alterações, podem ser acessadas através do endereço eletrônico www.cemig.com.br (dentro da
página acesse Atendimento depois Normas Técnicas depois ND-5.3 ) para consultar/baixar o arquivo da ND5.3 atualizado.
2.
CAMPO DE APLICAÇÃO
2.1
Esta Norma aplica-se ao fornecimento trifásico de energia elétrica em média tensão (instalações novas
ou reformas e ampliações das instalações já existentes) , com tensões nominais de 13,8kV, 22kV e 34,5kV,
para unidades consumidoras com carga instalada superior a 75 kW, através de subestações individuais ou
compartilhadas.
2.2
Esta norma não se aplica às unidades consumidoras:
a) Pertencentes a agrupamento com ou sem proteção geral, a edificação de uso coletivo ou unidade
consumidora individual a ser atendida na baixa tensão por opção do consumidor.
b) Geradoras que injetarão potência no sistema da Cemig. Neste caso essas unidades geradores devem
seguir os critérios da norma Cemig ND-5.31: Requisitos para a conexão de Acessantes - Produtores de
Energia Elétrica ao Sistema de Distribuição Cemig – Conexão em Média Tensão.
3.
DEFINIÇÕES
Os termos técnicos utilizados nesta norma estão definidos nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT e são complementados pelos seguintes:
3.1
Cabos Isolados, Multiplexados e Auto-sustentados para Média Tensão
São cabos em Alumínio, de seção circular, recobertos por camada isolante EPR ou XLPE com dupla camada
de blindagem, sendo uma semicondutora, aplicada sobre o condutor, e outra sobre a isolação do condutor,
sendo esta metálica.
ND - 5.3
Classificação:Público
1-4
Os condutores fase, em número de três, devem ser torcidos helicoidalmente ao redor do mensageiro (condutor
de sustentação e neutro), que deve permanecer sempre em posição axial em relação aos demais.
3.2
Caixa de Inspeção/Passagem
É o compartimento enterrado, com dimensões insuficientes para pessoas trabalharem em seu interior,
intercalado em uma ou mais linhas de dutos convergentes, destinado a facilitar a passagem dos condutores e
execução de emendas.
3.3
Caixas de Medição e Proteção
3.3.1
Caixa para medição indireta
É a caixa destinada à instalação do medidor de energia, do disjuntor e dos transformadores de corrente (TC)
(CM-3 e CM-3LVP).
3.3.2
Caixa para medição CM-4
Caixa para dois medidores polifásicos e chave de aferição.
3.3.3
Caixa para proteção CM-9
Caixa modular para disjuntor e/ou transformadores de corrente.
3.3.4
Caixa para proteção CM-18
Caixa modular para disjuntor e/ou transformadores de corrente.
3.4
Carga Especial
Equipamento que, pelas suas características de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do
fornecimento a outros consumidores.
3.5
Carga Instalada
Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de
entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).
3.6
Chave de Aferição
É um dispositivo que possibilita a retirada do medidor do circuito, abrindo o seu circuito de potencial, sem
interromper o fornecimento, ao mesmo tempo em que coloca em curto circuito o secundário dos
transformadores de corrente.
3.7
Condutor de proteção
É o condutor que desviará a corrente de fuga para a terra que surge quando acontece falhas de funcionamento
nos equipamentos elétricos energizando a carcaça metálica desses equipamentos, evitando acidentes.
ND - 5.3
3.8
Classificação:Público
1-5
Consumidor
É a pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito legalmente representada, que solicitar à Cemig
o fornecimento de energia elétrica e assumir expressamente a responsabilidade pelo pagamento das contas e
pelas demais obrigações regulamentares e contratuais.
3.9
Demanda
Média das potências ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em
operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo específico, expressa em kVA.
3.10
Demanda contratada
É a demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no ponto
de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento, e que deve ser
integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
3.11
Demanda Máxima
Máxima potência elétrica, expressa em kVA, solicitada por uma unidade consumidora durante um período de
tempo especificado.
3.12
Demanda medida
É a maior demanda de potência ativa verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos
durante o período de faturamento, expressa em quilowatts(kW).
3.13
Disjuntor Termomagnético
Dispositivo de manobra e proteção, capaz de conduzir correntes em condições normais e interrompê-las
automaticamente em condições anormais.
3.14
Distribuidora
Agente titular de concessão ou permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia
elétrica.
3.15
Edificação Individual
É toda e qualquer construção, reconhecida pelos poderes públicos, contendo uma única unidade consumidora.
3.16
Entrada de Serviço
É o conjunto constituído pelos condutores, equipamentos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da
rede da Cemig e a medição, inclusive.
A entrada de serviço abrange, portanto, do ramal de ligação até a conexão com o ramal interno.
ND - 5.3
3.17
Classificação:Público
1-6
Faixas de Servidão
As faixas de servidão, também chamadas de faixas de segurança, são áreas do terreno com restrição imposta à
faculdade de uso e gozo do proprietário, cujo domínio e uso é atribuído a Cemig, para permitir a implantação,
operação e manutenção do seu sistema elétrico.
3.17.1 A largura da faixa de segurança para redes de distribuição rurais até 22kV é 15 metros, distribuídos em
7,5 metros de cada lado em relação ao eixo da rede.
3.17.2 A largura da faixa de segurança para redes de distribuição rurais de 34,5kV é 20 metros, distribuídos
em 10 metros de cada lado em relação ao eixo da rede.
3.17.3 A largura da faixa de segurança de uma linha de transmissão de energia elétrica (tensão igual ou
superior a 69kV) deve ser determinada levando-se em conta o balanço dos cabos devidos à ação do vento,
efeitos elétricos e posicionamento das fundações de suportes e estais. Neste caso procurar a Cemig antes da
construção do padrão de entrada para a definição da largura da faixa de segurança pois esta definição será
pontual e dependerá do tipo da linha de transmissão.
3.18
Fornecimento Provisório
Atendimento em caráter provisório a eventos temporários que cessa com o encerramento da atividade.
3.19
Interligação ou Ligação Clandestina
É a extensão das instalações elétricas de uma unidade consumidora a outra ou da rede, à revelia da Cemig.
3.20
Limite de Propriedade
São as demarcações ou delimitações evidentes que separam a propriedade do consumidor da via pública e dos
terrenos adjacentes de propriedade de terceiros, no alinhamento designado pelos poderes públicos. Porta ou
portão entre unidades consumidoras, ou seja, que não dá acesso ao passeio público, não é considerado
demarcação ou delimitação evidente de separação física entre propriedades.
3.21
Medição Direta
É a medição de energia efetuada através de medidores conectados diretamente aos condutores do ramal de
entrada.
3.22
Medição Indireta
É a medição de energia efetuada com auxílio de transformadores de corrente.
3.23
Medidor Eletrônico
Medidor estático no qual a corrente e tensão agem sobre elementos de estado sólido (componente eletrônico),
para produzir uma informação de saída proporcional à quantidade de energia elétrica medida (transdutor),
indicando-a em um mostrador. Pode possuir saídas que permitam a cessão de informações aos consumidores.
3.24
Pontalete
Suporte instalado na edificação do consumidor com a finalidade de fixar e elevar a altura de fixação do ramal
de ligação.
ND - 5.3
3.25
Classificação:Público
1-7
Ponto de Entrega
É o ponto até o qual a Cemig se obriga a fornecer energia elétrica, com participação nos investimentos
necessários, bem como, responsabilizando-se pela execução dos serviços de operação e de manutenção do
sistema, não sendo necessariamente o ponto de medição. Portanto é o ponto de conexão do sistema elétrico da
Cemig (ramal de ligação) com as instalações elétricas da unidade consumidora (ramal de entrada).
O Ponto de Entrega é definido conforme o tipo de subestação e está relacionado no item 2, página 2-1.
3.26
Ponto de Medição
Local de instalação do(s) equipamento(s) de medição de energia elétrica da Cemig.
3.27
Poste Particular
Poste situado na propriedade do consumidor, com a finalidade de fixar, elevar e/ou desviar o ramal de ligação.
3.28
Ramal de Entrada
É o conjunto de condutores e acessórios instalados pelos consumidores entre o Ponto de Entrega e a medição
ou a proteção geral da subestação.
3.29
Ramal de Entrada Embutido
É o ramal de entrada instalado dentro de eletroduto que não passa pelo piso e é para atendimento à demanda
até 95kVA.
3.30
Ramal de Entrada Subterrâneo
É o ramal de entrada instalado dentro de eletroduto que passa pelo piso.
3.31
Ramal de Ligação
É o conjunto de condutores e acessórios instalados pela Cemig entre o ponto de derivação da sua rede e o
ponto de entrega.
3.32
Ramal Interno da Unidade Consumidora
É o conjunto de condutores e acessórios instalados internamente nas unidades consumidoras, a partir de suas
medições individualizadas.
3.33
RDA
Rede de Distribuição Aérea. É a rede da Cemig onde os equipamentos e condutores são instalados de forma
aérea a partir das subestações. Como particularidade, essa rede pode ter vãos de condutores que são instalados
de forma subterrânea.
3.34
RDR
Rede de Distribuição Rural. É a rede da Cemig instalada em área rural dentro da propriedade particular do
consumidor.
ND - 5.3
3.35
Classificação:Público
1-8
RDS
Rede de Distribuição Subterrânea. É a rede da Cemig onde os equipamentos e condutores são instalados de
forma subterrânea a partir das subestações.
3.36
RDU
Rede de Distribuição Urbana. É a rede da Cemig instalada em vias públicas.
3.37
Relé com as funções 50 e 51 fase e neutro
É o relé secundário microprocessado, de proteção de sobrecorrente, utilizado para desligar o disjuntor da
proteção geral.
3.38
Relé com a função 32
É o relé secundário microprocessado de proteção direcional de potência utilizado para desligar o disjuntor da
proteção geral da subestação, exceto a subestação nº 3, quando da utilização de geração própria.
3.39
Subestação de Entrada de Energia Elétrica
É a estação com uma ou mais das funções de gerar, medir, controlar a energia elétrica ou transformar suas
características, quando fazendo parte das instalações de utilização (instalações de propriedade do consumidor).
Detalhadamente, é a instalação compreendendo o ramal de entrada, poste ou pontalete particular, caixas,
dispositivo de proteção, aterramento e ferragens, de responsabilidade do consumidor, preparada de forma a
permitir a ligação da unidade consumidora à rede da Cemig.
3.40
Unidade consumidora
São as instalações de um único consumidor, caracterizadas pela entrega de energia elétrica em um só ponto de
entrega, com um só nível de tensão e com medição individualizada.
3.41
Via Pública
Toda área de terreno destinada ao trânsito público e assim reconhecida pelos poderes competentes.
Classificação:Público
2-1
ND - 5.3
CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO
1.
ASPECTOS GERAIS
1.1
As unidades consumidoras, sejam residenciais, comerciais ou industriais, devem ser atendidas através
de uma única entrada de serviço, com apenas uma única medição de energia. No caso de subestação
compartilhada cada unidade consumidora terá a sua medição e proteção separadamente.
1.2
As unidades consumidoras somente serão ligadas após vistoria e aprovação do padrão de entrada pela
Cemig, de acordo com as condições estabelecidas nesta norma.
1.3
O atendimento ao pedido de ligação não transfere a responsabilidade técnica à Cemig, quanto a
segurança e integridade das instalações elétricas internas da unidade consumidora.
1.4
O atendimento deve ser híbrido, onde aplicável, conforme o Anexo B.
1.5
Será necessário a apresentação de autorização do órgão ambiental competente e gestor da unidade de
atendimento para a(s) ligação(ões) da(s) unidade(s) consumidora(s) e/ou subestação (ões) de entrada de energia
elétrica situada(s) em Área(s) de Preservação Permanente – APP.
1.2
As edificações constituídas predominantemente por estabelecimentos comerciais somente podem ser
consideradas uma única unidade consumidora, caso atendam ao disposto no artigo 18 da Resolução 414/2010,
da ANEEL, ou outra resolução em vigor. Caso isto ocorra, o atendimento deve ser como previsto nesta Norma.
Caso contrário, o atendimento deve ser como previsto na ND-5.2 (área de atendimento por RDA - Rede de
Distribuição Aérea) ou ND-5.5 (área de atendimento por RDS - Rede de Distribuição Subterrânea - ou com
previsão de vir a sê-lo).
1.3
O padrão de entrada das unidades consumidoras já ligadas que estiverem em desacordo com as
exigências desta Norma, e que ofereçam riscos à segurança, devem ser reformados ou substituídos dentro do
prazo estabelecido pela Cemig, sob pena de suspensão do fornecimento de energia, conforme previsto na
Resolução 414/2010, da ANEEL , ou outra resolução em vigor.
1.5
O dimensionamento, a especificação e construção do padrão de entrada e das instalações internas da
unidade consumidora devem atender às prescrições da NBR-14039 e da NBR-5410, em sua última
revisão/edição.
2.
PONTO DE ENTREGA
O ponto de entrega, que corresponde à conexão do ramal de entrada do consumidor ao sistema elétrico da
Cemig, é identificado de acordo com as seguintes situações:
2.1 RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO
Para atendimento em local atendido por rede aérea , o ramal de ligação deve ser aéreo. Neste caso o ponto de
entrega está situado conforme a seguir:
a) Nas buchas primárias do transformador do cliente para atendimento através da Subestação nº 1
b) Nos TC e TP de medição da Cemig nos atendimentos através das Subestações nº 2 a 5
c) Na conexão do ramal de entrada com a rede de distribuição de energia elétrica da Cemig para
atendimento através da Subestação nº 6 (Subestação Móvel).
Classificação:Público
2-2
ND - 5.3
2.2 RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO
Para atendimento em local atendido por rede subterrânea, o ramal de ligação deve ser subterrâneo. Neste caso
o ponto de entrega está situado na caixa de inspeção instalada pelo consumidor no passeio público, junto à
divisa da propriedade e é representado pela conexão entre os condutores dos ramais de entrada e de ligação
subterrâneos.
3.
TENSÕES DE FORNECIMENTO
3.1
Esta Norma, em princípio, aplica-se ao fornecimento de energia elétrica em média tensão até o limite
de 2500 kW de demanda contratada conforme Artigo 12, Inciso III da Resolução 414/2010 da ANEEL com os
seguintes parâmetros:
a) tensão fase-fase 13,8 kV, sistema trifásico, em delta, freqüência 60 Hz;
b) tensão fase-fase 22 kV, sistema trifásico, em delta, freqüência 60 Hz;
c) tensão fase-fase 34,5 kV, sistema trifásico, em delta (ou estrela), freqüência 60 Hz;
3.2
Quando as condições técnico-econômicas do sistema permitirem, podem ser atendidas instalações
consumidoras com demandas superiores ao limite estabelecido no item anterior.
3.3
O neutro do sistema secundário (sistema multiaterrado) é acessível e deve ser diretamente interligado à
malha de aterramento da unidade consumidora e ao neutro do(s) transformador(es).
4.
CRITÉRIOS DE ATENDIMENTO ÀS EDIFICAÇÕES
Os critérios de atendimento às unidades consumidoras são definidos em função da demanda máxima prevista
no projeto em kVA, ou seja, a demanda calculada, e que deve fundamentar o dimensionamento de todos os
componentes da entrada de serviço. Se houver previsão para o aumento do fator de carga ou para a instalação
de carga futura, os dimensionamentos devem ser negociados com a distribuidora antes da apresentação do
projeto elétrico.
4.1
CLASSIFICAÇÃO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS
4.1.1 UNIDADES CONSUMIDORAS COM DEMANDA DE ATÉ 300KW , COM
TRANSFORMADOR INSTALADO NO POSTE E TENSÃO SECUNDÁRIA ATÉ 440/254V
UM
Essas unidades terão a medição a três elementos e a proteção instaladas na baixa tensão. Opcionalmente, estas
unidades consumidoras podem ter a medição a três elementos e a proteção instaladas na média tensão,
respeitando as características das subestações nº 2, 4 ou 5 previstas no item 8 (Tipos de Subestações), página 410.
4.1.2 UNIDADES CONSUMIDORAS
SECUNDÁRIA SUPERIOR A 440/254V
COM
DEMANDA
DE
ATÉ
300KW
E
TENSÃO
Estas unidades terão a medição a três elementos e a proteção por disjuntor instalados na média tensão,
qualquer que seja o tipo de subestação escolhida pelo consumidor. Somente no caso da Subestação nº 3 a
proteção será na média tensão através de chave fusível.
4.1.3
UNIDADES CONSUMIDORAS COM DEMANDA ACIMA DE 300KW
Estas unidades terão a medição a três elementos e a proteção por disjuntor instalados na média tensão,
qualquer que seja o tipo de subestação escolhida pelo consumidor. Somente no caso da Subestação nº 3 a
proteção será na média tensão através de chave fusível.
Classificação:Público
2-3
ND - 5.3
4.2
DIMENSIONAMENTO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS
4.2.1 A proteção (exceto para a Subestação nº 1), a seção dos condutores e barramentos devem ser
dimensionadas em função da potência do(s) transformador(es), definido(s) com base na demanda provável, de
acordo com as tabelas do Capítulo 5, exceto a medição que deve ser dimensionada a critério da Cemig.
4.2.2 O disjuntor da Subestação nº 1 deve ser especificado conforme a Tabela 1, página 5-2.
Excepcionalmente, o disjuntor pode ser especificado conforme a fórmula do item 8.1.5, página 4-10.
4.2.3 Para todos os cálculos deve ser considerada como corrente nominal aquela relativa à demanda
provável (em kW, ou em kVA, considerando fator de potência 0,92) acrescida de 5%.
4.2.4 A demanda mínima e máxima a ser contratada quando da utilização da Subestação nº 1 deve ser
conforme a tabela abaixo:
Transformador (kVA)
75
112,5
150
225
300
5.
Demanda mínima a ser contratada (kW)
30
56
75
112
150
Demanda máxima a ser contratada (kW)
75
112
150
225
300
CONSULTA PRÉVIA
5.1
Antes de construir ou mesmo adquirir os materiais para a execução da entrada de serviço e da
subestação, os projetistas devem procurar uma Agência de Atendimento da Cemig, visando obter, inicialmente,
informações orientativas a respeito das condições de fornecimento de energia à edificação em sua fase
definitiva e na etapa de ligação de obra.
5.2
As informações orientativas estão contidas em publicações especiais da Cemig (distribuição gratuita)
denominadas "Manual do Consumidor", que apresentam as primeiras providências a serem tomadas pelos
projetistas relativas a:
5.2.1
Verificação da posição e do tipo de rede de distribuição existente no local próximo à edificação.
5.2.2
Definição do tipo de atendimento e assinatura de contrato.
5.2.3 Apresentação de projeto elétrico, necessário a todos os tipos de fornecimento incluídos nessa Norma,
com assinatura do Responsável Técnico ( RT ) pelo projeto e do proprietário.
5.2.4
Verificação da posição da rede de média tensão em relação ao imóvel.
5.2.5
Carga instalada a ser ligada.
5.2.6
Localização e escolha do tipo de subestação.
5.2.7
Verificação do desnível da edificação em relação à posteação da rede.
5.2.8 Identificação clara da numeração da edificação; a numeração predial deve ser legível, indelével e
sequencial.
5.2.9 Perfeita demarcação da propriedade, tanto de unidades consumidoras localizadas em áreas urbanas
quanto de unidades consumidoras localizadas em áreas rurais.
ND - 5.3
Classificação:Público
2-4
5.3
A Cemig se reserva no direito de não efetuar a ligação caso a carga declarada não estiver compatível
com a carga instalada no local.
5.4
Em alguns casos, após a definição do tipo de atendimento, deve ser gerado um pedido de estudo de
rede. O consumidor deve aguardar os resultados, para somente após solicitar a vistoria do padrão e a ligação da
unidade consumidora.
6.
6.1
PEDIDO DE LIGAÇÃO E PROJETO ELÉTRICO
REQUISITOS GERAIS
6.1.1 Após realizados os esclarecimentos preliminares aos consumidores sobre as condições gerais do
fornecimento de energia, a Cemig deve solicitar-lhes a formalização do pedido de ligação.
6.1.2 Para as solicitações de ligações novas ou aumento de carga, o consumidor deve apresentar à Cemig o
projeto elétrico juntamente com uma cópia da ART de projeto. O projeto elétrico será analisado pela Cemig
somente mediante a apresentação da ART de projeto.
6.1.3 A Cemig somente efetuará a ligação de obras, definitiva ou provisória, após a análise de conformidade
do projeto elétrico com as normas Cemig e ABNT, vistoria e aprovação dos respectivos padrões de entrada,
que devem atender às prescrições técnicas contidas nesta norma e no projeto elétrico. Adicionalmente, a Cemig
somente efetuará a ligação de obras, definitiva ou provisória se a carga declarada no projeto elétrico estiver
disponível para conferência no ato da ligação.
6.1.4 As instalações elétricas internas de baixa tensão da unidade consumidora devem ser especificadas,
projetadas e construídas de acordo com as prescrições das NBR-5410 e 5419, quanto aos seus aspectos
técnicos e de segurança, e aquelas em média tensão de acordo com as prescrições da NBR-14039, quanto aos
seus aspectos técnicos e de segurança. Os detalhes destas instalações internas não devem constar no projeto
apresentado à Cemig.
6.1.5 A Cemig se reserva no direito de vistoriar as instalações elétricas internas da unidade consumidora e
não efetuar a ligação caso as prescrições das NBR 5410 e 5419 não tenham sido seguidas em seus aspectos
técnicos e de segurança.
6.1.6 O consumidor deve, ainda, obedecer às legislações específicas aplicáveis, relativas ao tipo de atividade
a que se destina a unidade consumidora.
6.1.7 No caso de clínicas e hospitais, deve ser observado o cumprimento da Resolução RDC-50, de 21-022002 (ou sua versão mais atual) do Ministério da Saúde.
6.2
LIGAÇÃO PROVISÓRIA
6.2.1 Caracterizam-se por serem efetuadas com ou sem medição, por um prazo máximo de 3 (três) meses e
através de somente um padrão de entrada para cada unidade consumidora.
6.2.2 As ligações provisórias destinam-se à ligação de parques de diversões, circos, feiras e exposições
agropecuárias, comerciais ou industriais, solenidades festivas, shows e obras públicas, com demanda superior a
75kVA e igual ou inferior a 300kVA.
6.2.3 No caso de atendimento na média tensão com medição deve ser construída uma subestação conforme
as exigências da ND-5.3. Caso contrário, o consumidor deve providenciar a instalação de uma estrutura na
divisa da propriedade particular com o passeio ou via pública. Esta estrutura será o ponto de entrega. A partir
deste ponto de entrega o consumidor instalará equipamentos e rede de sua propriedade.
ND - 5.3
Classificação:Público
2-5
6.2.4 O atendimento na média tensão com ou sem medição fica condicionado à apresentação de projeto
elétrico conforme os critérios estabelecidos no item 6.5, página 2-6.
6.2.7 Excepcionalmente no caso de parque de exposições agropecuárias, comerciais ou industriais, o
atendimento pode ser feito através de uma entrada de energia elétrica em baixa tensão para a ligação do padrão
definitivo de uso individual ou de uso coletivo e de outra entrada de energia elétrica em baixa ou média tensão
para a ligação provisória.
6.2.8 Caberá ao consumidor fornecer os cabos necessários para a ligação à rede (ramal de ligação), que lhe
serão devolvidos quando do desligamento.
6.2.9 A Cemig, caso não seja instalada medição, deve calcular a demanda máxima da instalação e, em
função do tempo total da ligação, cobrar , antecipadamente, o consumo/demanda e as taxas devidas.
6.2.10 A subestação pode ser instalada em carretas ou caminhões, sendo necessário, no local, apenas a
instalação do aterramento, de acordo com o item 7, página 4-9.
6.2.11 Em quaisquer circunstâncias os cabos e eletrodutos para o ramal de ligação devem ser fornecidos e
instalados pelo consumidor. A Cemig somente conectará o ramal de ligação à rede de derivação.
6.2.12 Opcionalmente, o faturamento e o atendimento pode ser na baixa tensão.
6.3
LIGAÇÃO DE OBRAS
6.3.1 Caracteriza-se como ligação de obras aquela efetuada com medição, sem prazo definido, para o
atendimento das obras de construção ou reforma da edificação.
6.3.2 O consumidor deve apresentar a relação de cargas a serem utilizadas durante a obra para a definição do
tipo de fornecimento aplicável.
6.3.3 O padrão de entrada pode corresponder a qualquer um dos tipos apresentados pela ND-5.1 para carga
instalada até 300 kW e atendimento na baixa tensão; para carga instalada superior a 75 kW o atendimento pode
ser na média tensão e deve ser utilizado um dos tipos de subestações definido nesta norma.
6.3.4 O atendimento pela Cemig ao pedido de ligação de obras ficará condicionado ainda, à apresentação
dos seguintes dados:
a) projeto elétrico e ART de projeto das instalações elétricas, de acordo com as exigências do item 6.5,
página 2-6;
b) esquema vertical indicando distâncias em relação à rede Cemig de baixa e média tensão.
6.3.5 O atendimento a obras em média tensão pode ser executado através de subestação instalada em carreta,
sendo necessário, no local, apenas a instalação do aterramento de acordo com o item 7, página 4-9; pode ainda
ser executado através de Cubículo de Medição a três elementos de acordo com o item 8.3, página 4-11.
6.3.6 O atendimento fica condicionado à apresentação de projeto elétrico conforme os critérios estabelecidos
no item 6.5, página 2-6.
6.4
LIGAÇÃO DEFINITIVA
6.4.1 As ligações definitivas correspondem às ligações das unidades consumidoras com medição e em
caráter definitivo de acordo com um dos padrões indicados nesta norma.
6.4.2 A Cemig efetuará o desligamento da ligação de obras por ocasião da execução da ligação definitiva.
6.4.3 A ligação da unidade consumidora será efetuada pela Cemig somente após o pedido feito pelo seu
proprietário e/ou seu representante legal.
Classificação:Público
2-6
ND - 5.3
6.4.4 Mediante contrato específico firmado entre a Cemig e o consumidor, pode ser acordada a alimentação
em pontos distintos e pré estabelecidos de subestação móvel (instalada em carreta ou caminhão). Nestes casos
o ponto de entrega será a rede da Cemig, e caberá ao consumidor fornecer o ramal de entrada, cabendo à
Cemig efetuar os desligamentos e religações nos pontos acordados. A subestação móvel deve atender ao
disposto no item 8.6, página 4-12.
6.4.5 O atendimento fica condicionado à apresentação de projeto elétrico conforme os critérios estabelecidos
no item 6.5, página 2-6.
6.5
REQUISITOS MÍNIMOS PARA ANÁLISE DO PROJETO ELÉTRICO
Para serem analisados pela Cemig, os projetos elétricos das entradas de serviço das unidades consumidoras
(entregues à Cemig junto com o pedido de ligação de obras) devem ser apresentados em qualquer formato
ABNT conforme a NBR 5984, em três vias (cópias heliográficas, xerox ou emitidas por impressoras), das
quais uma será devolvida, devidamente analisada, ao interessado. Para serem analisados pela Cemig os
projetos elétricos devem ser apresentados juntamente com o recolhimento da(s) Anotação(ções) de
Responsabilidade Técnica (ART) ao CREA-MG , que cubra(m) a Responsabilidade Técnica sobre o projeto.
Os documentos do projeto devem possuir folha de rosto (para formato A4) ou um espaço (para os demais
formatos) de acordo com o ANEXO C, devidamente preenchidos com os dados solicitados. O proprietário ou
seu procurador legalmente constituído através de procuração registrada em cartório e RT(s) devem assinar nas
cópias, não sendo aceitas cópias de originais previamente assinados. O procedimento deve ser o mesmo caso a
parametrização do relé seja feita em folhas separadas do projeto elétrico, ou seja, devem ser numeradas e
assinadas pelos responsáveis técnicos de projeto e execução e pelo proprietário e os mesmos devem vistar
todas as folhas.
Os projetos devem conter, no mínimo, as seguintes informações relativas ao imóvel e às suas instalações
elétricas:
6.5.1
DADOS DO IMÓVEL NO PROJETO ELÉTRICO
6.5.1.1 Nome, telefone e CPF/CNPJ do proprietário ou do seu procurador legalmente constituído através de
procuração registrada em cartório. Neste caso deve ser enviado à Cemig juntamente como o projeto elétrico
uma cópia da citada procuração.
6.5.1.2 Finalidade (residencial, comercial, industrial, agrícola, atividade rural predominante, mineração,
irrigação predominante, atividade econômica predominante, etc.).
6.5.1.3 Localização (endereço, planta de situação da edificação e do lote em relação ao quarteirão e às ruas
adjacentes com distâncias da edificação até a rede de baixa e/ou média tensão da Cemig, em escala ou cotas),
no caso de unidades consumidoras urbanas, ou planta de situação com indicação do local para construção da
subestação, amarrada topograficamente a pontos notáveis como rodovias, ferrovias, edificações, etc., no caso
de unidades consumidoras situadas fora de áreas urbanas. Sempre que a construção for do mesmo lado da rede,
o projeto elétrico deve conter a informação das distâncias entre a rede da Cemig (baixa e média tensão) e a
edificação.
6.5.1.4 Fazer o desenho longitudinal demonstrando marquises, terraços, janelas, avanços da edificação sobre o
passeio público, etc., o que for o caso, com suas respectivas distâncias à rede da Cemig (ou apresentar cópia do
projeto arquitetônico, desde que o mesmo contenha estas informações).
6.5.1.5 Número de unidades consumidoras da edificação (por tipo e total).
6.5.1.6 Área útil dos apartamentos residenciais.
6.5.1.7 Número predial da edificação.
Classificação:Público
2-7
ND - 5.3
6.5.2
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS CONSTANTES DO PROJETO ELÉTRICO
6.5.2.1
Listagem da carga instalada indicando quantidade e potência em kW e kVA, rendimento nos
casos de motores, fator de potência e tensão de operação de cada tipo de carga.
6.5.2.2
Memória de cálculo da demanda provável em kVA e kW (considerando, no mínimo, fator de
potência 0,92); esse cálculo, de responsabilidade exclusiva do engenheiro RT (responsável técnico) pelo
projeto bem como o fator de demanda deve contemplar todas as cargas e seu regime mais severo de
funcionamento contínuo.
6.5.2.3
Lista detalhada dos materiais, equipamentos e dispositivos a serem utilizados na subestação,
contendo, no mínimo, as seguintes informações:
a) tipo;
b) fabricante;
c) principais características elétricas.
6.5.2.4
Desenho completo (planta e cortes necessários) da subestação, com indicação precisa da
instalação dos equipamentos de proteção e transformação e acessórios, cabos, aterramento, ventilação (natural
ou forçada), espaço de manobra, iluminação natural, artificial e iluminação de emergência.
6.5.2.5
Diagrama unifilar completo das instalações da subestação desde o ponto de entrega incluindo,
necessariamente, o ponto de medição.
6.5.2.6
Cronograma de demanda em kVA e kW quando a carga listada de acordo com o item 6.5.2.1,
página 2-7, corresponder a mais de uma etapa de implantação da unidade consumidora. Se for muito grande a
diferença entre as demandas pode ser necessário programar a troca dos TC de medição e/ou de proteção.
Lembramos que pode ser usado TC com relação múltipla.
6.5.2.7
Memória de cálculo do ajuste das proteções (inclusive ajuste de disjuntor de baixa tensão onde
aplicável) utilizadas, com catálogos anexos (ou cópia legível) contendo as características (curvas) de atuação
e coordenograma de atuação da proteção com os ajustes indicados (ver Anexo A); a programação dos relés de
proteção é responsabilidade exclusiva do engenheiro RT (responsável técnico) pela execução do projeto, que
deve estar no local quando a Cemig for receber a subestação; caberá a Cemig acompanhar a parametrização e
selar o dispositivo do relé destinado ao selo da concessionária.
6.5.2.8
Detalhamento das cargas especiais como a partida de motores ( de grande potência - maior
que 50 cv - ou de pequena potência com partidas simultâneas), fornos a arco, etc., com estudo detalhado da
queda de tensão e solicitação ao sistema.
6.5.2.9
Diagrama unifilar detalhado da geração própria e/ou do sistema de emergência e o
detalhamento das suas características de funcionamento, se for o caso.
6.5.2.10
6.5.3
Planta de aterramento com todas as características: caixas, condutor, hastes, etc.
RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
6.5.3.1
Nome, número de registro do CREA-MG ou de outro CREA e assinatura (indelével e de
próprio punho aposta nas cópias do projeto) do(s) responsável(veis) pelo projeto das instalações elétricas.
6.5.3.2
Recolhimento da(s) Anotação(ções) de Responsabilidade Técnica (ART) ao CREA-MG , que
cubra(m) a Responsabilidade Técnica sobre o projeto.
6.5.3.3
A análise do projeto elétrico ficará condicionada à apresentação das ART de projeto.
6.5.3.4
Apresentar juntamente com o projeto correspondência atestando a preservação dos direitos
autorais ou incluir nota no projeto elétrico com os seguintes dizeres: “Eu, responsável técnico por este projeto,
declaro conhecer o disposto na Lei Federal 5194/66 de 24-12-1966, na Lei 9610/98 de 19-02-1998 e nas
Classificação:Público
2-8
ND - 5.3
Resoluções, Instruções Normativas e Atos do CONFEA e do CREA-MG, responsabilizando-me, única e
exclusivamente, administrativa ou judicialmente, em caso de arguição de violação dos direitos autorais”.
6.5.3.5
Se houver geração própria, cabe à Cemig receber, analisar e liberar os documentos e projetos
elétricos que demonstram o funcionamento de grupos geradores apenas no que se refere a sua conexão ao
sistema elétrico.
6.5.3.6
As demais autorizações e documentos para o funcionamento dos referidos grupos geradores
devem ser obtidas junto aos órgãos competentes ( Prefeituras, Corpo de bombeiros, ANEEL, etc.) ficando
dispensado o envio de cópia destas autorizações, documentos e protocolos emitidos por estes órgãos para a
análise da Cemig.
6.5.4
OUTRAS INFORMAÇÕES PARA ANÁLISE DO PROJETO ELÉTRICO
6.5.4.1 Não pode ser apresentado o projeto elétrico de detalhes das instalações internas da unidade
consumidora (a partir da saída do padrão de entrada).
6.5.4.2 O responsável técnico ou cliente receberá da Cemig uma via do projeto elétrico analisado.
6.5.4.3 No caso de não execução do projeto já analisado pela Cemig, no prazo de 12 meses, o cliente deve
revisá-lo conforme a norma Cemig ND-5.3 vigente e deve encaminhá-lo para nova análise da Cemig.
6.5.4.4 No caso de necessidade de alterações do projeto elétrico já analisado pela Cemig é obrigatório
encaminhar o novo projeto para análise pela Cemig.
6.5.4.5 A Cemig terá um prazo de 15 (quinze) dias corridos, a contar da data do protocolo de entrada do
projeto, para análise do mesmo.
6.5.4.6 No projeto elétrico devem constar, no mínimo, as seguintes notas:
a) A Cemig fica autorizada a reproduzir cópias desse projeto para uso interno, se necessário, bem
como fazer arquivamento pelo processo que lhe for conveniente.
b) As informações/detalhes não contidos neste projeto estão de acordo com a norma Cemig ND-5.3.
c) A carga declarada no projeto estará disponível para conferência no ato da ligação.
d) Eu (nome do cliente) declaro que estou ciente das responsabilidades legais inerentes à energização
acidental de circuitos elétricos da concessionária por equipamentos de geração própria existentes na
instalação, ou que vierem a ser instalados dentro de minha propriedade.
6.5.4.7 A Cemig pode exigir que sejam fornecidos para cada motor os seguintes dados: tipo de motor,
potência, tensão, corrente de partida, corrente nominal, relação Ip/In, fator de potência na partida, fator de
potência em regime, tempo de rotor bloqueado, nº de pólos, tipo de carga acionada, tempo de aceleração, nº de
terminais disponíveis na caixa de ligação, número de partidas (por hora, por dia, etc.), ordem de partida dos
motores (em caso de partida seqüencial de dois ou mais motores), simultaneidade de partida (relacionar
motores que partem simultaneamente), potência e impedância percentual do transformador que irá alimentar
esse motor, dispositivo de partida a ser empregado e ajustes do dispositivo de partida, etc. A falta de
fornecimento de algum desses dados pode prejudicar a análise da Cemig. Se necessário, outras informações
sobre os motores podem ser solicitadas.
6.5.4.8 Devem ser relacionadas ainda eventuais cargas sensíveis a flutuações de tensão.
6.5.4.9 No projeto elétrico não deve constar informação sobre o equipamento de proteção que será instalado
pela Cemig na derivação de sua rede tais como elo fusível, religador, chave, etc.
6.5.5
OBSERVAÇÃO
6.5.5.1 O projeto elétrico é apenas uma das etapas necessárias para ligação da unidade consumidora. Após sua
análise, e sendo o mesmo julgado conforme, outras etapas terão que ser implementadas, exigindo novas
interações entre o interessado e a Cemig. Essas etapas são principalmente as relativas a:
ND - 5.3
Classificação:Público
2-9
a) Eventual necessidade de extensão/modificação de rede Cemig, com análise técnica e comercial,
podendo haver custos para o interessado, na forma da legislação (isso inclui apresentação de
orçamento, recebimento, assinatura de carta-acordo, elaboração e execução do projeto de
extensão/modificação).
b) Pedido de vistoria e ligação da unidade consumidora.
6.5.5.2 Todas essas etapas são sucessivas e podem envolver o cumprimento de prazos legais, motivo pelo qual
o interessado deve apresentar o projeto elétrico da unidade consumidora à Cemig com a devida antecedência
em relação ao mês/ano desejado para ligação.
7.
AUMENTO E REDUÇÃO DE DEMANDA
7.1
O aumento de demanda deve ser solicitado à Cemig, para análise das modificações que se fizerem
necessárias na rede e/ou subestação, mediante a apresentação de projeto elétrico de acordo com o item 6.5,
página 2-6.
7.2
No caso de haver previsão futura de aumento de carga, é permitida a instalação de condutores e
barramentos em função da carga futura. Por ocasião do pedido de aumento de carga ou demanda escalonada,
apenas o ajuste da proteção e/ou troca do transformador ( ou acréscimo de transformador ) serão efetivados.
7.3
Unidades consumidoras cuja proteção seja através de relé microprocessado devem apresentar nova
memória de cálculo dos ajustes e coordenograma para todo aumento ou redução da demanda contratada.
7.4
Qualquer aumento de demanda está condicionado à substituição de relé primário (fluido dinâmico) por
relé microprocessado, substituição do ramal de ligação ou de entrada convencional(nu) ou protegido por ramal
de ligação ou de entrada isolados e demais adequações da proteção e subestação, inclusive da proteção da
derivação da rede da Cemig, conforme diretrizes do item 9, página 2-11.
7.5
Para redução de demanda nos atendimentos através da Subestação nº 1, se houver troca de
transformador para atender o item 4.2.4, página 2-3, a subestação deve se adequar a esta norma, inclusive o
ramal de ligação e com apresentação de projeto elétrico. Se não for necessária a substituição do transformador
e se a subestação estiver em bom estado de conservação e não oferecer condição insegura, será necessário
apenas um projeto elétrico para a definição da nova proteção geral.
7.6
Excepcionalmente, não é aplicável o critério constante da tabela do item 4.2.4, página 2-3 (contrato de
demanda de, no mínimo, 50% da potência do transformador) nos casos de solicitação de redução ou aumento
de demanda nos atendimentos através da Subestação nº 1 que esteja ligada a mais de 24 (vinte e quatro) meses.
7.7
8.
Para as demais subestações, as mesmas devem se adequar a esta norma.
GERAÇÃO PRÓPRIA
8.1
A unidade consumidora pode possuir sistema de geração própria, sendo os custos dessa instalação às
expensas do consumidor.
8.2 COM INJEÇÃO DE POTÊNCIA NO SISTEMA DA CEMIG
8.2.1 A construção de um sistema de geração própria, caracterizando um produtor independente,
autoprodutor, PCE (Pequena Central Elétrica), centrais de cogeração ou assemelhado, deve ser objeto de
consulta à Cemig , que fornecerá as informações necessárias , inclusive as informações para o acordo
operacional definido para cada caso da área de operação. Esse acordo operacional, a ser firmado entre o
cliente e a Cemig, é indispensável para que o sistema de geração própria entre em funcionamento.
ND - 5.3
Classificação:Público
2 - 10
8.2.2 Os critérios técnicos para o atendimento ao gerador deve ser conforme a norma Cemig ND-5.31:
Requisitos para a conexão de Acessantes - Produtores de Energia Elétrica ao Sistema de Distribuição Cemig –
Conexão em Média Tensão.
8.3 SEM INJEÇÃO DE POTÊNCIA NO SISTEMA DA CEMIG
8.3.1 O sistema de geração própria , composto de grupo motor-gerador, será utilizado para atendimento às
situações emergenciais ou a critério do consumidor. Este sistema não pode causar qualquer problema técnico
ou de segurança ao sistema da Cemig e /ou outras unidades consumidoras.
8.3.2 Os equipamentos do sistema de geração própria não podem ser instalados dentro da subestação de
entrada geral, exceto o relé de proteção direcional (função 32), os TP e os TC de proteção.
8.3.3 A proteção dos equipamentos e sistema de geração própria da unidade consumidora é de
responsabilidade do consumidor. A Cemig não se responsabilizará por qualquer eventual dano no sistema de
geração própria e nem por eventuais problemas de fator de potência na instalação consumidora detectados pela
medição de faturamento.
8.3.4 O sistema de geração própria pode ser utilizado para alimentar todas as cargas da unidade consumidora
ou para alimentar parte das cargas.
8.3.5 O sistema de geração própria pode operar em regime de paralelismo ou sem regime de paralelismo
com relação ao fornecimento da Cemig.
8.4 OPERAÇÃO EM REGIME DE PARALELISMO
O paralelismo do sistema de geração própria da unidade consumidora com o sistema da Cemig será permitido
conforme as condições abaixo:
8.4.1 A conexão do sistema de geração própria da unidade consumidora ao sistema Cemig será efetuada pelo
disjuntor de interligação, ou seja, esta conexão não pode ser feita através do disjuntor de proteção geral da
subestação de entrada de energia.
8.4.2 A subestação de entrada deve ser provida de relés que desempenhem as seguintes funções de proteção
no disjuntor de proteção geral da subestação de entrada:
a) função de sobrecorrente (50/51, 50/51N), com ajustes conforme os critérios constantes do Anexo A,
que deve atuar quando ocorrerem faltas internas na unidade consumidora;
b) função de potência inversa (32), para atuar nos casos em que ocorrer fluxo reverso para a rede da
Cemig, sendo a instalação do relé conforme a seguir:
b.1 a instalação deve ser nas mesmas condições que o relé de proteção de sobrecorrente (50/51,
50/51N);
b.2 o ajuste máximo deve ser de 5% da potência de geração por até 15 segundos;
b.3 o relé deve ser trifásico, eletrônico e microprocessado;
b.4 o relé deve ser instalado na subestação de entrada;
b.5 devem ser usados 3(três) TP para proteção 13,8/1,73 ou 22/1,73 ou 34,5/1,73 conforme o
sistema de distribuição da Cemig, exceto para atendimento através da Subestação nº 1 e da
Subestação nº 3.
b.6 devem ser usados 3(três) TC para proteção, com dimensionamento a critério do projetista,
levando-se em consideração, entre outros fatores, o nível de curto circuito na derivação da rede
da Cemig para a unidade consumidora.
8.4.3 No disjuntor de proteção geral da subestação de entrada somente podem existir as funções de proteção
de sobrecorrente (50/51, 50/51N) e de potência inversa (32); outras funções de proteção, tais como função de
ND - 5.3
Classificação:Público
2 - 11
check de sincronismo (25) não podem existir no disjuntor de proteção geral da subestação de entrada; Esse
disjuntor não pode ser manobrado como parte do estabelecimento do paralelismo.
8.4.4 Todo o sistema de geração própria, e a operação de geradores, devem ser testados pelo fabricante e/ou
pela empresa responsável pela montagem na presença de inspetores da Cemig.
8.4.5 O consumidor é responsável legalmente sobre os eventuais danos materiais e pessoais decorrentes da
energização dos circuitos da Cemig quando estes estiverem fora de operação.
8.4.6 No projeto elétrico devem constar o diagrama unifilar elétrico funcional do sistema de geração própria,
contendo os detalhes de intertravamento e da proteção, o cálculo de curto-circuito, ajustes e estudo de
coordenação das proteções, e as características do grupo motor-gerador.
8.5 OPERAÇÃO SEM REGIME DE PARALELISMO
8.5.1 Os circuitos de emergência (suprimento de iluminação de balizamento, alimentação de bombas de
sistema anti-incêndio, etc) devem ser instalados independentemente dos demais circuitos, em eletrodutos
exclusivos, passíveis de serem vistoriados pela Cemig; as cargas a serem alimentadas pelo sistema de geração
devem ser informadas no projeto elétrico.
8.5.2 O sistema de geração própria deve ser provido de chave comutadora que impeça a alimentação
simultânea das cargas pelo sistema de fornecimento da Cemig e pelo sistema de geração própria, sendo que o
consumidor somente terá acesso à manopla de operação, devendo o acesso às conexões desta chave estar em
ambiente selado pela Cemig. Opcionalmente em substituição à chave comutadora, o intertravamento elétrico e
mecânico e a transferência entre o sistema da Cemig e o gerador pode ser feito automaticamente através de um
painel de transferência com a utilização de contatores. Neste caso o acesso às conexões dos contatores também
deve estar em ambiente selado pela Cemig.
8.5.3 No projeto elétrico deve constar o diagrama unifilar elétrico e funcional, com detalhes de
intertravamento e da proteção, os desenhos indicando a independência entre o sistema de geração própria e o
sistema da Cemig, a localização e características da chave de comutação ou do painel de transferência, e as
características do grupo motor-gerador.
9.
PROTEÇÃO NA DERIVAÇÃO DA REDE DA CEMIG
A proteção na derivação da rede da Cemig deve ser conforme a seguir:
9.1
Para demanda contratada até 150 kW deve ser utilizado chave fusível com elo dimensionado de acordo
com a Tabela 19, página 5-13.
9.2
Para atendimento a clientes enquadrados nos casos descritos abaixo deve ser prevista, por condição
técnica, a instalação de um religador trifásico microprocessado na derivação da rede de média tensão da Cemig
para a unidade consumidora :
a) Clientes atendidos a partir de derivações da rede de distribuição, cuja proteção da derivação não
permita coordenação através de elo fusível;
b) Nos atendimentos a subestações compartilhadas da média tensão;
c) Nos casos em que a demanda contratada for superior a 150kW e igual ou inferior a 2500 kW, mas
não seja possível coordenação da proteção com elo fusível para o ponto da rede onde há previsão
de atendimento ao cliente.
9.3
Conforme estabelece o artigo 12, inciso IV, da Resolução 414 / 2010 da ANEEL, caso a demanda a ser
contratada seja superior a 2.500 kW, a tensão primária de atendimento ao consumidor deve ser igual ou
superior a 69 kV. No entanto o consumidor pode optar pelo atendimento em tensão diferente, desde que haja
viabilidade técnica do subsistema elétrico, sendo de sua responsabilidade os investimentos adicionais
necessários ao atendimento.
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Neste contexto, o critério mínimo de atendimento aos novos consumidores ou aos consumidores existentes
com solicitação de aumento de demanda, na rede de média tensão (13,8 kV, 22kV ou 34,5 kV), cujo valor de
demanda contratada seja superior a 2.500 kW e inferior a 6.000 kW, se dará da seguinte forma:
a) Dupla alimentação com automatismo via religadores e integração com o Centro de Operação da
Distribuição (COD) da Cemig. Os dois alimentadores podem ser da mesma subestação, desde que as
redes de média tensão envolvidas tenham traçados diferentes.
b) Os alimentadores podem ser compartilhados com outras unidades consumidoras. Contudo, a
alimentação ‘não preferencial’ deve ser capaz de assumir integralmente a carga do cliente de média
tensão, quando dos desligamentos programados e não programados do alimentador preferencial.
c) Em conformidade com esta norma, uma vez que a demanda do consumidor é superior a 2.500 kW,
deve ser instalado, também, um religador na derivação da rede de média tensão da Cemig para o
consumidor.
d) Os três religadores devem estar o mais próximo possível da unidade consumidora , principalmente o
religador de entrada do ramal de ligação.
A figura a seguir ilustra a topologia de atendimento para esta condição:
A
NA
NF
R
R
B
R
Alimentação não preferencial
Alimentação preferencial
9.4
Para consumidores com demanda superior a 6 MW o atendimento deve ser em tensão primária igual
ou superior a 69 kV, conforme solução técnica a ser definida pela Cemig.
10.
CRITÉRIOS COMPLEMENTARES DE ATENDIMENTO ÀS EDIFICAÇÕES
10.1 O projeto, as especificações dos materiais, equipamentos e dispositivos e a execução das instalações
elétricas internas da unidade consumidora devem atender às normas da ABNT, podendo a Cemig vistoriá-las
no intuito de verificar se os requisitos mínimos das mesmas estão atendidos.
10.2 A partir da ligação da unidade consumidora à rede Cemig, os condutores, equipamentos e acessórios
do posto até a medição são de acesso exclusivo da Cemig, sendo vetada qualquer intervenção de pessoas não
credenciadas aos mesmos, assim como aos selos; o consumidor só pode atuar nas alavancas de acionamento
dos dispositivos de proteção e/ou manobra situados na subestação ou após a mesma.
10.3 Não é permitido aos consumidores aumentar a carga instalada ou a demanda (em kW) além do limite
correspondente ao seu tipo de fornecimento . A demanda contratada será a mesma demanda calculada no
projeto; após o período experimental, caso o cliente deseje alterar este valor, deve ser apresentado novo projeto
elétrico para proteção de baixa tensão ou nova metodologia para ajuste de proteção secundária considerando a
nova demanda contratada; assim quando for necessário reajustar a proteção secundária em função de aumento
ou diminuição de carga, será necessário apresentar somente a nova metodologia para ajuste de proteção
secundária, caso esta seja feita em formato separado do projeto elétrico e, após a devida aprovação, a Cemig
irá acompanhar a mudança do ajuste da proteção em “in loco”.
ND - 5.3
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10.4 É vetado aos consumidores a extensão de suas instalações elétricas além dos limites de sua propriedade
ou a sua interligação com outras unidades consumidoras para fornecimento de energia elétrica, mesmo que
gratuitamente.
10.5 O fornecimento a qualquer unidade consumidora, provisório, de obra ou definitivo, será através de um
só ponto de entrega, com medição também única, exceto para os casos onde se aplicam as tarifas relativas às
energias especiais.
10.6 Caberá ao consumidor construir a subestação e as demais instalações necessárias, cabendo à Cemig a
instalação do ramal de ligação, a conexão da unidade consumidora à rede e a instalação dos equipamentos de
medição (TP, TC, chave de aferição, medidores de energia e registradores eletrônicos ou medidores eletrônicos
para Tarifação Horo-sazonal).
10.7 No ponto de derivação da rede da Cemig a cruzeta, a chave fusível, para-raios, condutores do ramal de
ligação e demais acessórios serão fornecidos pela Cemig.
10.8 O consumidor será, para todos os fins, responsável pelos equipamentos de medição da Cemig
instalados na unidade consumidora e responderá pelos eventuais danos a ele causados, por sua ação ou
omissão.
10.9 As redes aéreas e subterrâneas em média tensão ou secundária de distribuição, antes ou após a
medição, construídas pelo consumidor, na sua propriedade, devem atender às Normas da ABNT e da Cemig
aplicáveis.
10.10 Motores trifásicos com potência até 50 cv e monofásicos com potência até 10 cv podem ter partida
direta, resguardada a situação de partidas simultâneas, que demandará na apresentação de um estudo das
quedas de tensão, respeitando os limites de elevação de corrente de acordo com os ajustes da proteção digital
microprocessada para esta situação, de acordo com o item 6.5.2.7, página 2-7; para as demais potências,
consultar a Tabela 12 do ED-1.3, Capítulo 5.
10.11 A ligação de unidade consumidora urbana será efetuada após a perfeita
demarcação
da
propriedade, apresentação da licença devida ao desenvolvimento das atividades a que se destina e da
numeração ; quando em área rural deve ser apresentada a devida licença.
10.12 Condutores conduzindo energia já medida não podem passar dentro de eletrodutos ou caixas contendo
condutores conduzindo energia não medida.
10.13 A ligação da unidade consumidora à rede da Cemig não significa qualquer pronunciamento da mesma
quanto as condições técnicas das instalações internas do consumidor após a medição e/ou proteção de baixa e
média tensão.
10.14 Ocorrendo a ligação de cargas que não constam do projeto analisado pela Cemig, ou com regime de
partida e/ou funcionamento diferente daquele apresentado no projeto e que venham a introduzir perturbações
indesejáveis na rede, tais como flutuações de tensão, rádio-interferência, harmônicos, etc., a Cemig notificará
o consumidor para que providencie a necessária regularização; caso seja necessária a adequação da rede, as
alterações devidas serão efetuadas às expensas do consumidor.
10.15 Para todos os fornecimentos previstos nessa Norma aplicam-se os critérios constantes da Resolução
414 de 09/09/2010 da ANEEL quanto ao fator de potência de referência (0,92) e quanto à tarifação da energia
reativa excedente em relação ao limite estabelecido pelo fator de potência de referência; para maiores
esclarecimentos quanto à aplicação desses critérios pela Cemig o consumidor deve solicitar informações nas
Agências de Atendimento da Cemig.
10.16 Os eletrodutos com energia medida ou não medida não podem conter outros condutores como, por
exemplo, cabos telefônicos ou de TV a cabo.
10.17 Quando uma unidade consumidora for desligada por qualquer motivo ou consumo final e a religação
for efetivada em até 6 (seis) meses, não é necessária a adequação da subestação a esta norma, desde que não
haja nenhuma alteração da subestação ou dos dados cadastrais do consumidor. Se a unidade consumidora ficar
desligada por um período superior a 6 (seis) meses, ou se os dados cadastrais do consumidor forem alterados,
Classificação:Público
2 - 14
ND - 5.3
independentemente do tempo de desligamento da unidade consumidora, a subestação deve se adequar a esta
norma, inclusive com a instalação do relé secundário conforme previsto no Anexo A.
10.18 Os critérios a serem adotados quando da ligação de APART HOTEL são:
10.18.1
Regra geral
Como regra geral o APART HOTEL deve ser atendido em conformidade com a ND-5.2 (baixa tensão), por ser
uma unidade consumidora de uso coletivo formada por várias unidades individuais que podem ser vendidas
ou serem usadas como moradia pelo seu proprietário. Assim sendo, cada unidade autônoma terá a sua medição
em baixa tensão conforme a ND-5.2.
10.18.2
Caso especial
Se o APART HOTEL for do tipo no qual os condôminos concordam expressamente que o EDIFÍCIO é
destinado específica e exclusivamente para o desenvolvimento da atividade HOTEL, implicando em necessária
vinculação de sua unidade autônoma a uma SOCIEDADE para que a explore durante um tempo determinado,
concordando expressamente que, durante o tempo determinado não terão o direito de gerenciamento do uso
das unidades autônomas de que forem proprietários, o atendimento pode ser através da ND-5.1 (baixa tensão,
para carga instalada até 75kW) ou em conformidade com a ND-5.3 (média tensão, para carga instalada acima
de 75kW) desde que sejam atendidas simultaneamente as seguintes condições:
a) deve ser apresentado à Cemig o alvará da prefeitura municipal autorizando o funcionamento como
unidade hoteleira única;
b) no projeto elétrico deve constar nota na qual o empreendedor assuma todo o ônus para a
reversibilidade da unidade consumidora, ou seja, transformá-la de unidade consumidora individual
(ND-5.1 ou ND-5.3) em unidade consumidora de uso coletivo (ND-5.2);
c) devem ser previstos eletrodutos e instalação ou espaço para instalação de agrupamentos de caixas
de medição conforme a ND-5.2;
d) tanto na convenção do condomínio quanto no contrato de fornecimento de energia elétrica deve
constar uma cláusula na qual a empresa exploradora da atividade HOTEL e os condôminos
assumam todo o ônus para a reversibilidade da unidade consumidora, ou seja, transformá-la de
unidade consumidora individual (ND-5.1 ou ND-5.3) em unidade consumidora de uso coletivo
(ND-5.2) após o tempo determinado , ou a qualquer momento, desde que essa convenção decida
pelo término da atividade HOTEL;
e) não pode existir nenhuma unidade que não seja administrada e explorada pela empresa
responsável pela atividade HOTEL, ou seja, nenhuma unidade pode ser terceirizada por esta
empresa.
10.19 Quando a subestação possuir transformador reserva e esse ficar desligado por um período superior a 6
meses, quando da ligação/religação do mesmo deve ser apresentado laudo técnico de ensaio.
10.20 O projeto elétrico é apenas uma das etapas necessárias para ligação da unidade consumidora. Após sua
análise, e sendo o mesmo julgado conforme, outras etapas terão que ser implementadas, exigindo novas
interações entre o interessado e a Cemig, através de seus Agentes.
Essas etapas têm uma seqüência sucessiva à análise do projeto elétrico e são, principalmente, as relativas a:
a) eventual necessidade de extensão/modificação de rede (com análise de viabilidade técnica e comercial,
podendo haver custos ao interessado);
b) pedido de vistoria e ligação da unidade consumidora.
10.21 Todas estas etapas são sucessivas e têm prazos legais para serem cumpridos, motivo pelo qual o
interessado deve apresentar o projeto elétrico da unidade consumidora à Cemig com a devida antecedência em
relação ao mês/ano desejado para ligação.
ND - 5.3
11.
Classificação:Público
2 - 15
SISTEMA DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO
11.1 Nas instalações de prevenção e combate a incêndios, os conjuntos motobombas de recalque devem ser
alimentados por circuitos elétricos independentes, de forma a permitir o desligamento de todas as instalações
elétricas, sem prejuízo do funcionamento dos conjuntos de motobombas.
11.2 A Cemig estabelece as seguintes prescrições para a ligação das cargas que contenham sistema
hidráulico de combate a incêndio (sprinklers e hidrantes internos dotados de mangueira e esguicho):
a) A derivação para os circuitos dos conjuntos de motobombas deve ser feita após a medição da Cemig
conforme o Desenho 5, página 7-6.
b) Junto à proteção do sistema de prevenção e combate a incêndio deve ser colocada plaqueta indicativa
com instruções para desligamento da devida proteção, em caso de emergência/incêndio.
11.3 A Cemig pode exigir que o cliente ou responsável técnico apresente declaração do Corpo de
Bombeiros informando que, para aquele edifício, o sistema de prevenção e combate a incêndio é obrigatório
pela postura municipal.
12.
CONDIÇÕES NÃO PERMITIDAS
As seguintes situações não são permitidas, sob pena de suspensão do fornecimento de energia elétrica:
12.1 interligação entre instalações elétricas de unidades consumidoras, mesmo que o fornecimento seja
gratuito.
12.2 interferência de pessoas não credenciadas pela Cemig aos seus equipamentos de medição, inclusive
violação de lacres.
12.3 instalação de condutores conduzindo energia não medida na mesma tubulação contendo condutores
conduzindo energia já medida.
12.4 medição única a mais de uma unidade consumidora ou mais de uma medição em uma única unidade
consumidora.
12.5 ligação de cargas com potência nominal acima dos limites estabelecidos para o tipo de fornecimento
existente na unidade consumidora.
12.6 ligação de cargas que não constem da relação apresentada e que venha a introduzir perturbações
indesejáveis na rede da Cemig, tais como flutuações de tensão, rádio interferência (aparelhos de raios-X,
equipamentos de eletrogalvanização, etc) e harmônicos. Neste caso a Cemig notificará o consumidor que as
alterações necessárias em seu sistema elétrico para o atendimento de tais cargas, serão executadas às expensas
do consumidor.
12.7
unidade consumidora com dois níveis de tensões.
12.8 deficiência técnica e/ou de segurança das instalações da unidade consumidora que ofereça risco
iminente de danos a pessoas ou bens, inclusive ao funcionamento do sistema elétrico da concessionária.
12.9 não pode ter condutor sobrando (desenergizado) dentro do eletroduto utilizado para ramal de entrada
(energia não medida) e de saída (energia medida).
12.10 disjuntor incompatível com o tipo de fornecimento.
ND - 5.3
13
Classificação:Público
2 - 16
SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
13.1 A Cemig pode suspender o fornecimento de energia elétrica de imediato quando verificar a ocorrência
das seguintes situações:
a) ocorrência de qualquer procedimento cuja responsabilidade não lhe seja atribuída e que tenha
provocado faturamento inferior ao correto, ou no caso de não haver faturamento;
b) revenda ou fornecimento de energia elétrica a terceiros sem a devida autorização federal;
c) ligação clandestina, religação à revelia, e deficiência técnica e/ou de segurança das instalações da
unidade consumidora, que ofereça risco iminente de danos a pessoas ou bens, inclusive ao
funcionamento do sistema elétrico da Cemig; ou
d) em eventual emergência que surgir em seu sistema.
13.2 A Cemig também deve suspender o fornecimento de energia elétrica após prévia comunicação formal
ao consumidor, nas seguintes situações:
a) Por atraso do consumidor no pagamento da fatura relativa à prestação de serviço público de energia
elétrica;
b) Por atraso do consumidor no pagamento de despesas provenientes de serviços prestados pela Cemig;
c) Por existência de equipamento que ocasione perturbações ao sistema elétrico de distribuição;
d) Por aumento de carga não autorizado pela Cemig;
e) Por deficiência técnica e/ou de segurança das instalações elétricas da unidade consumidora;
f) Quando encerrado o prazo acordado com o consumidor para o fornecimento provisório, e o mesmo
não tiver atendido às exigências para a ligação definitiva;
g) Por travessia do ramal de ligação sobre terrenos de terceiros;
h) Por dano ocasional em equipamento de medição pertencente à Cemig;
i) Por qualquer modificação no dimensionamento geral da proteção, sem autorização da Cemig;
j) Se for vedada a fiscalização da medição; ou
k) Quando existir algum empecilho tais como veículos, material de construção, móveis, etc, que dificulte
ou impeça o acesso às medições.
14.
MUDANÇA DE LOCAL DA SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
14.1 No caso de mudança de local da subestação de entrada de energia elétrica, é necessária a apresentação
do projeto elétrico conforme o item 6.5, página 2-6.
Classificação:Público
3-1
ND - 5.3
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DA CEMIG
1.
RAMAL DE LIGAÇÃO
1.1
GERAL
1.1.1 A instalação dos ramais de ligação é feita exclusivamente pela Cemig, a partir da estrutura da rede por
ela designada, de acordo com as prescrições estabelecidas para cada tipo de ramal.
1.1.2 O condutor neutro deve ser interligado com o condutor neutro da rede da Cemig e com a malha de
aterramento da subestação.
1.1.3 Toda edificação ou unidade consumidora deve ser atendida através de um único ramal de ligação, de
acordo com os critérios definidos no Capítulo 2, item 4, página 2-2, e ter apenas um ponto de medição, exceto
para os casos onde se aplicam as tarifas relativas às energias especiais.
1.1.4 Observar eventuais condições específicas existentes nos casos de travessia de rodovias, ferrovias e
vias públicas em geral.
1.1.5 As cercas e telas que dividem as propriedades entre si ou com a via pública, bem como aquelas
internas, devem ser seccionadas e aterradas, conforme critério previsto na ND-2.2, quando o ramal de ligação
ou interno (aéreo) passar sobre as mesmas; este seccionamento deve ser de 7,50 m para cada lado a partir do
eixo do ramal.
1.1.6 O comprimento máximo do ramal de ligação é 30 metros, medidos a partir da base do poste ou ponto
de derivação da RDS da Cemig até o ponto de entrega.
1.1.7
Não é permitido que os condutores do ramal sejam enterrados diretamente no solo.
1.1.8
Não é permitido emendas dentro de dutos e caixas intermediárias de inspeção ou de passagem.
1.1.9
A blindagem metálica dos condutores deve ser aterrada nas duas extremidades.
1.1.10 Na instalação do ramal é exigido que seus condutores:
a) não cortem terrenos de terceiros;
b) não passem sobre áreas construídas;
c) devem ficar fora do alcance de janelas, sacadas, telhados, terraços, muros, escadas, saídas de
incêndio ou locais análogos;
1.1.11 A carcaça das muflas, a blindagem do cabo e o para-raios devem ser interligados ao neutro e aterrados.
1.2
RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO
A Cemig efetuará a ligação da unidade consumidora através de ramal de ligação aéreo em locais atendidos por
Rede de Distribuição Aérea.
Na instalação do ramal de ligação aéreo, além das prescrições gerais, devem ser observadas as seguintes
condições:
1.2.1
REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO
1.2.1.1 O ramal de ligação pode entrar por qualquer lado da edificação desde que não corte terreno de terceiros
e que seja de fácil acesso para as equipes de construção, manutenção e operação da Cemig.
ND - 5.3
Classificação:Público
3-2
1.2.1.2 Os condutores do ramal de ligação aéreo devem ser instalados de forma a se obter as seguintes
distâncias mínimas, medidas na vertical entre o ponto de maior flecha e o solo:
a) em áreas urbanas
- ruas, avenidas .................................................................................................................. 6,00 metros
- vias públicas exclusivas de pedestres ............................................................................... 5,50 metros
- entradas de prédios e demais locais de uso restrito a veículos ......................................... 6,00 metros
b) em áreas rurais
- vias exclusivas de pedestre (Nota c) ................................................................................ 5,50 metros
- Estradas rurais e áreas de plantio com tráfego de máquinas agrícolas ............................. 6,00 metros
c) em rodovias federais ......................................................................................................... 7,00 metros
d) em ferrovias não eletrificadas e não eletrificáveis ............................................................. 9,00 metros
OBSERVAÇÕES:
a) Em ferrovias eletrificadas ou eletrificáveis, a distância mínima do condutor ao boleto dos trilhos é de
12 metros para tensões até 36,2kV;
b) Em rodovias estaduais, a distância mínima do condutor ao solo deve obedecer à legislação específica
do órgão estadual. Na falta de regulamentação estadual, obedecer aos valores citados acima.
c) Esta distância é definida no item 3, página 3-1 da ND-2.2 (Instalações Básicas de Redes de
Distribuição Aéreas Rurais), versão setembro/2012. As demais distâncias são definidas pela NBR
15688/2012.
1.2.1.3 Antes da ligação a estabilidade mecânica do poste da rede (escolhido para instalação do ramal de
ligação) e a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto (principalmente motores com
potência superior a 50 c.v. ou motores com partidas simultâneas) devem ser verificadas junto ao setor
competente.
1.2.1.4 Na instalação do ramal devem ser observadas as prescrições técnicas das ND 2.1, 2.2, 2.4, 2.5, 2.7, 2.9,
2.10, 3.1 e 3.2, relatórios complementares ou outra norma editada.
1.2.1.5 Na estrutura escolhida para derivação não deve ser instalado transformador ou banco de capacitores.
1.2.2
CONDUTORES E ACESSÓRIOS
1.2.2.1 Para a instalação do ramal devem ser utilizados cabos de Alumínio isolados, multiplexados e autosustentados, com isolamento EPR ou XLPE.
1.2.2.2 Alternativamente, para a Subestação nº1 em áreas rurais, o ramal de ligação pode ter a mesma forma
construtiva da rede da qual é derivado; os cabos a serem utilizados para cada tipo de ramal constam das
Tabelas 12, 13 e 14, páginas 5-8 a 5-10.
ND - 5.3
1.3
Classificação:Público
3-3
RAMAL DE LIGAÇÃO SUBTERRÂNEO
A Cemig efetuará a ligação da unidade consumidora através de ramal de ligação subterrâneo em locais
atendidos por Rede de Distribuição Subterrânea.
Na instalação do ramal de ligação subterrâneo, além das prescrições gerais, devem ser observadas as seguintes
condições:
1.3.1
REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO
1.3.1.1 O ramal de ligação subterrâneo deve entrar preferencialmente pela frente da edificação, respeitando-se
as posturas municipais quando cruzar vias públicas com trânsito de veículos.
No caso de edificações situadas em esquina, é permitida a ligação por qualquer um dos lados da propriedade.
1.3.1.2 Os condutores do ramal de ligação subterrâneo devem ser fisicamente protegidos desde a derivação da
rede da Cemig até a caixa de inspeção localizada no passeio público e na divisa da propriedade do consumidor
(Ponto de Entrega) por eletrodutos de diâmetro nominal de 100mm de aço por imersão a quente popularmente
conhecido como “eletroduto pesado” conforme as características constantes do Desenho 7, página 8-8, ou
espiralado corrugado flexível em polietileno de alta densidade (somente podem ser utilizados os dutos
aprovados pela área de rede de distribuição elétrica) conforme as características constantes do Desenho 6,
página 8-7 ou de PVC rígido conforme as características constantes do Desenho 5, página 8-6.
1.3.1.3 Antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente.
1.3.1.4 Na instalação do ramal de ligação subterrâneo devem ser observadas as prescrições técnicas da ND-2.3
aplicáveis.
1.3.2
CONDUTORES E ACESSÓRIOS
1.3.2.1 Os condutores fase devem ser cabos unipolares de Alumínio , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC
de 8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 22kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com capa
externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 12, 13 e 14, páginas 5-8 a 5-10).
1.3.2.2 O condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à
malha de aterramento da subestação.
1.3.2.3 Nas extremidades dos condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para
conexão à rede e ao ramal de entrada.
2.
MEDIÇÃO
2.1
ASPECTOS GERAIS
2.1.1 Os equipamentos de medição tais como medidores de energia, transformadores de corrente e potencial,
registradores eletrônicos e chaves de aferição da Cemig somente serão instalados e ligados após a vistoria e
aprovação das instalações da subestação.
ND - 5.3
Classificação:Público
3-4
2.1.2 Na Tabela 1, página 5-2 e nas Tabelas 6 a 11, páginas 5-5 a 5-7 são apresentadas, para cada faixa de
fornecimento, as relações de "corrente nominal/corrente máxima" relativas aos TC e as relações "Média
Tensão/tensão secundária" relativas aos TP a serem utilizados.
2.1.3 Os critérios de aplicação e de ligação dos equipamentos de medição devem seguir as orientações das
ND-5.6 e ND-5.26.
2.1.4 A caixa para instalação de equipamentos de medição (CM-4) deve atender as prescrições do Capítulo
12 e deve constar do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de
Entrada).
2.1.5 Para os fornecimentos de demanda de até 300 kW através da subestação no 1, a medição será na baixa
tensão; para os fornecimentos através dos demais tipos de subestações, a medição situar-se-á na média tensão.
A medição será sempre a três elementos.
2.1.6 Independentemente da demanda, para todos os fornecimentos em média tensão, a medição constituirse-á, de medidor eletrônico.
2.1.7 A medição deve ser instalada conforme os desenhos do Capítulo 6 em locais não sujeitos a trepidações
e temperaturas elevadas (acima de 55º C); nas Subestações 1 e 3 a mureta contendo a caixa de medição deve
ser construída com cobertura (telhado) conforme o Desenho 4, Detalhe 1, página 6-5, para que o medidor
eletrônico não fique exposto à temperatura elevada (acima de 55º C).
2.1.8 Ocorrendo modificações nas instalações, que tornem o local de medição incompatível com os
requisitos já mencionados, o consumidor deve preparar novo local para a instalação dos equipamentos de
medição, sujeito a aprovação da Cemig.
2.1.9 Para as unidades consumidoras com demanda igual ou superior a 300kW a medição para tarifação
horo-sazonal (THS) é compulsória, podendo o consumidor optar pela tarifa azul ou verde; caberá à Cemig
orientar o consumidor sobre as características específicas de cada modalidade para fundamentar a sua escolha.
2.1.10 Para as unidades consumidoras com demanda inferior a 300kW a medição pode ser a convencional
(kW-kWh e kVArh) ou THS, modalidade azul ou verde; caberá à Cemig orientar o consumidor sobre as
características específicas de cada tipo de medição para fundamentar a sua escolha.
2.1.11 A distância máxima entre a caixa de medição e os transformadores de instrumentos ( TP e TC ) é
12,5m.
2.1.12 Os eletrodutos contendo a fiação secundária dos TC e TP até a caixa de medição devem ser instalados
externamente nas paredes da subestação, não sendo admitida instalação embutida, e devem ser de aço com
diâmetro mínimo de 40mm ( 1 1/2”). Não é permitida a utilização de caixas de passagem ou conduletes no
circuito de medição e/ou proteção localizado no corredor da subestação. Somente é permitido a utilização de
eletrodutos rosqueáveis e curvas de 90º para efetuar mudança de direção na instalação dos eletrodutos.
2.2
LOCALIZAÇÃO
2.2.1
GERAL
2.2.1.1 A medição deve ser instalada na subestação nos locais indicados nos desenhos do Capítulo 6.
2.2.1.2 Não é permitida a instalação da medição em locais sem iluminação, sem condições de segurança e de
difícil acesso.
ND - 5.3
3.
Classificação:Público
3-5
RECEBIMENTO DA SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
3.1
A Cemig deve fazer os testes aplicáveis para verificar a atuação da proteção geral conforme o projeto
aprovado. Nestes testes deve ser verificado se:
a) O relé de sobrecorrente e/ou de proteção direcional está parametrizado conforme os requisitos desta
norma e o projeto elétrico da instalação consumidora analisado pela Cemig e julgado estar em
conformidade com as normas da Cemig e ABNT.
b) A saída serial (para programação à distância) está ativa, não podendo existir fios conectados aos bornes
correspondentes.
c) Não existem fios conectados aos bornes referentes ao bloqueio das funções 50/51 fase e 50/51 neutro.
d) O disjuntor desliga ao se fechar circuito através de jumper entre os bornes de comando de abertura da
bobina de trip.
e) O no-break mantém a capacidade de alimentar o relé e a bobina de trip do disjuntor na ausência de
alimentação auxiliar, de forma a verificar a capacidade de operação do relé durante a ocorrência de um
curto-circuito no circuito de força, com conseqüente afundamento de tensão.
f) A carga declarada no projeto elétrico está disponível no local para conferência.
g) O sistema de proteção (relé de sobrecorrente e/ou de proteção direcional e disjuntor) está atuando
conforme sua função operativa.
3.2
Cabe à Cemig a verificação, durante a vistoria para aceitação da subestação e/ou durante o andamento
da obra, do valor da resistência de aterramento apresentada pela malha de terra, que não deve ultrapassar 10
(dez) ohms (medida em qualquer época do ano). Os requisitos mínimos exigidos para construção de malha de
terra constam do item 7, página 4-9.
Classificação:Público
4-1
ND - 5.3
INSTALAÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO CONSUMIDOR
1.
ASPECTOS GERAIS
1.1
AQUISIÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
1.1.1 Os materiais e equipamentos constituintes da subestação (condutores, transformador de potência,
eletrodutos, caixas, disjuntores, relé de proteção de sobrecorrente e de proteção direcional, chaves, ferragens,
etc. ) serão adquiridos pelo consumidor. Eventuais danos causados à unidade consumidora por falha destes
materiais e equipamentos serão da exclusiva responsabilidade do consumidor; eventuais ultrapassagens da
demanda contratada em função de falha do relé de sobrecorrente e/ou seus associados, serão de exclusiva
responsabilidade do consumidor.
1.1.2 Os equipamentos de medição tais como transformadores de corrente e potencial, medidores de energia,
chaves de aferição e registradores eletrônicos são de fornecimento exclusivo da Cemig e serão por ela
instalados, sendo vetado ao consumidor o acesso a quaisquer um deles.
1.1.3 Na aquisição de caixas para medição, proteção e derivação, de disjuntores termomagnéticos de baixa
tensão, hastes de aterramento e para-raios, somente serão aceitos os modelos aprovados pela Cemig e
constantes do Manual do Consumidor no 11 ("Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada"
), com atualização e edição periódica, disponíveis nas Agências de Atendimento da Cemig e no endereço
eletrônico www.cemig.com.br (dentro da página acesse Atendimento depois Normas Técnicas depois PEC11), sendo ainda passíveis de inspeção e recusa caso não tenham mantido as características do protótipo
aprovado pela Cemig.
1.1.4 Os demais materiais, apesar de não serem previamente aprovados, devem atender às especificações
mínimas indicadas no Capítulo 8, sendo passíveis de inspeção e recusa pela Cemig.
1.1.5 É recomendável que a aquisição dos materiais e equipamentos e a construção da subestação somente
sejam iniciadas após a análise do projeto elétrico pela Cemig (ver item 6.5, página 2-6). Caso a aquisição de
materiais e equipamentos e a construção da subestação se antecipem à aprovação do projeto elétrico, serão de
inteira responsabilidade do interessado os problemas decorrentes de eventual necessidade de modificações na
obra ou substituição de materiais e equipamentos.
1.2
CONSTRUÇÃO DA SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
1.2.1 A instalação dos materiais e equipamentos que compõem a subestação de entrada de energia elétrica,
bem como as obras civis necessárias à sua construção, devem ser executadas pelos consumidores de acordo
com os requisitos estabelecidos neste Capítulo e constantes do projeto aprovado pela Cemig.
1.2.2 A instalação da subestação de entrada de energia elétrica deve considerar os critérios constantes do
item 1, página 3-1. Essa subestação deve ser construída dentro da propriedade particular a, no máximo, 5
(cinco) metros da divisa com a via pública, não sendo permitido a sua instalação em área de recuo que
representa uma extensão do passeio público, exceto se a prefeitura local permitir que o padrão de entrada seja
construído nesta área, ou em pavimento superior ao nível da rua.
Caso a subestação nº 2, 4 e 5 seja construída na divisa com a via pública (passeio), não é permitida a instalação
de portas e janelas do lado do passeio. Se a subestação for construída na divisa com o vizinho, não pode ser
utilizada a parede de divisa (deve ser construída uma nova parede) por questões de segurança.
1.2.3 Todas as subestações (exceto Subestações nº 1 e 3 ) devem ser providas de iluminação de segurança,
com autonomia mínima de 2 horas.
1.2.4
Não podem passar pela subestação tubulações de água, esgoto, gás, vapor, etc.
1.2.5 As instalações da subestação de entrada de energia elétrica não devem ser acessíveis por janelas,
sacadas, telhados, escadas, lajes, áreas adjacentes ou outros locais de possível acesso de pessoas, devendo a
ND - 5.3
Classificação:Público
4-2
distância mínima dos condutores a qualquer desses pontos ser de 1,70 m (um metro e setenta centímetros) , na
horizontal, e de 3,20 m (três metros e vinte centímetros) na vertical. Esse afastamento também deve ser
observado em relação a divisas com terrenos de terceiros.
1.2.6 Na divisa da propriedade com a via pública deve, se for preciso, ser instalado um poste com as mesmas
características e critérios de montagem para o poste da Subestação nº 1 para ancoragem dos condutores do
ramal de ligação aéreo para atender a distância condutores solo conforme o item 1.2.1.2, página 3-2. A
instalação deste poste é de responsabilidade do consumidor.
1.2.7 Fica a critério do consumidor a instalação ou não do cabo e muflas reservas ou de outro eletroduto com
um circuito reserva.
1.2.8
As ferragens devem ser zincadas por imersão a quente.
1.2.9
O espaçamento na subestação entre o condutor neutro e os condutores fase deve ser de 300mm.
1.2.10 Utilizar massa de vedação (3M ou similar) na extremidade superior do eletroduto.
1.3
CONSERVAÇÃO DA SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
1.3.1 O consumidor fica obrigado a manter em bom estado de conservação, os componentes de sua
subestação de entrada de energia elétrica. Caso contrário, a Cemig pode vir a exigir do consumidor os reparos
necessários ou até mesmo a substituição dos materiais danificados.
1.3.2 O consumidor é responsável pelos equipamentos de medição da Cemig instalados em sua subestação
de entrada de energia elétrica, e responderá pelos eventuais danos causados aos mesmos.
1.3.3 O local da subestação de entrada de energia elétrica, bem como o acesso a mesma, deve ser mantido
limpo e desimpedido pelo consumidor, de modo a agilizar as leituras dos medidores e inspeção das instalações
pela Cemig.
1.3.4 Os selos da Cemig não devem ser retirados por pessoas não autorizadas sob pena do consumidor ser
penalizado.
1.4
ACESSO À SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
1.4.1 O consumidor deve permitir, em qualquer tempo, o livre acesso dos funcionários da Cemig e de seus
prestadores de serviços devidamente identificados e credenciados a sua subestação de entrada de energia
elétrica e fornecer-lhes os dados e informações pertinentes ao funcionamento dos equipamentos e aparelhos.
1.4.2 Todos os consumidores devem ter acesso físico e direto a sua subestação de entrada de energia elétrica,
limitando-se aos dispositivos de proteção. Somente as equipes da Cemig podem ter acesso aos equipamentos
de medição.
1.4.3 A critério da Cemig, pode ser exigida a cessão da(s) chave(s) de acesso à subestação, que pode ficar
sob a guarda da Cemig, ou em local de fácil e exclusivo acesso da Cemig na propriedade do consumidor.
2
2.1
RAMAL DE ENTRADA
REQUISITOS GERAIS
2.1.1 A instalação do ramal de entrada é feita exclusivamente pelo consumidor, porém a ligação do mesmo
no ponto de entrega será feita pela Cemig e deve atender as seguintes prescrições:
ND - 5.3
Classificação:Público
4-3
2.1.2 Nos ramais de entrada embutidos e subterrâneos, a instalação dos condutores fase e neutro deve ser
executada de modo a se constituir sempre um circuito trifásico completo no mesmo eletroduto.
2.1.3 Os comprimentos dos condutores de uma mesma fase, bem como suas conexões, devem ser idênticos,
visando obter uma perfeita distribuição de corrente. Dependendo do comprimento do ramal de entrada podem
ser necessárias características especiais visando sua integridade mecânica e a manutenção do nível adequado
de tensão;
2.1.4 O condutor neutro deve ser interligado com o condutor neutro da rede ou do ramal de ligação e com a
malha de aterramento da subestação;
2.1.5 Os condutores devem ser contínuos, isentos de emendas. No condutor neutro é vetado o uso de
qualquer dispositivo de interrupção.
2.1.6 As seções mínimas de condutores e diâmetros dos eletrodutos recomendadas para cada faixa de
fornecimento para os atendimentos através da Subestação nº 1, estão indicadas na Tabela 1, página 5-2.
2.1.7 Seções superiores às do ramal de entrada podem ser requeridas para o ramal interno da unidade
consumidora visando atender aos limites de queda de tensão.
2.1.8 Nas extremidades dos condutores flexíveis devem ser utilizados terminais tubulares ou terminais de
encapsulamento ou terminais de compressão maciço de cobre conforme especificado nos Desenhos 13 e 14,
páginas 8-14 e 8-15 visando proporcionar melhor conexão.
2.1.9 A entrada na propriedade do consumidor deve ser, preferencialmente, pela parte frontal da edificação.
Quando esta se situar em esquina, a entrada pode ser por quaisquer dos lados desde que seja possível a
instalação do ramal.
2.1.10 Devem ser observadas eventuais condições específicas nos casos de travessia de rodovias, ferrovias e
vias públicas em geral.
2.1.11 Na instalação do ramal de entrada subterrâneo é exigido que seus condutores:
a) não cortem terrenos de terceiros;
b) não sejam enterrados diretamente no solo;
c) não apresentem emendas dentro de dutos.
2.2
RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO
A instalação do ramal de entrada embutido deve ser efetuada nos atendimentos através de rede de distribuição
aérea e através da subestação de entrada de energia elétrica nº 1.
2.2.1
REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO
2.2.1.1 Os serviços de instalação do ramal de entrada embutido devem ser executados pelo consumidor.
2.2.1.2 O consumidor deve informar-se previamente na Cemig, antes da execução do ramal, se há previsão de
modificações na rede no local da ligação.
2.2.2
REQUISITOS PARA OS CONDUTORES
2.2.2.1 Os condutores (Fase-Neutro) devem ser unipolares, de cobre, isolados com PVC - 70°C (tipo BWF)
para tensões de 450/750V, e atender as demais exigências da NBRNM 247-3 quando o atendimento for através
da Subestação de Entrada de Energia Elétrica nº 1.
ND - 5.3
Classificação:Público
4-4
2.2.2.2 Opcionalmente os condutores (fases e neutro) podem ser flexíveis classe 5 ou 6 de acordo com a
NBRNM 280. Nas extremidades dos condutores flexíveis devem ser utilizados terminais tubulares ou
terminais de encapsulamento ou terminais de compressão maciço de cobre conforme especificado nos
Desenhos 13 e 14, páginas 8-14 e 8-15 visando proporcionar melhor conexão, não sendo aceito o
estanhamento dos condutores flexíveis.
2.2.2.3 As seções mínimas, recomendadas para cada faixa de fornecimento através da Subestação nº 1, estão
indicadas na Tabela 1, páginas 5-2.
2.2.2.4 Os condutores devem ser contínuos, isentos de emendas. No condutor neutro é vetado o uso de
qualquer dispositivo de interrupção.
2.2.2.5 O condutor neutro deve ser perfeitamente identificado, através da cor azul (de fábrica) de sua isolação.
2.2.2.6 O condutor fase deve ser perfeitamente identificado, através de qualquer cor (de fábrica) de sua
isolação, exceto as cores azul e verde ou verde/amarelo.
2.2.3
REQUISITOS PARA OS ELETRODUTOS
2.2.3.1 Os eletrodutos do ramal de entrada embutido devem ser de PVC rígido conforme as características
técnicas indicadas no Desenho 5, página 8-6.
2.2.3.2 Os diâmetros nominais recomendados para cada faixa de fornecimento através da Subestação nº
1,estão indicadas na Tabela 1, páginas 5-2.
2.2.3.3 Os eletrodutos devem ser fixados ao poste da Subestação de Entrada de Energia Elétrica nº 1 através
do suporte do Desenho 6, página 6-7.
2.2.3.4 Nas junções entre eletrodutos utilizar luvas e aplicar fita veda rosca ou bolsas ( alargamento e encaixe
de uma ponta do tubo de PVC por dentro da parte superior).
2.2.3.5 Os eletrodutos devem ser firmemente fixados à caixa de medição e proteção através de bucha, porcaarruela e fitas veda-rosca.
2.3
RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO
A instalação do ramal de entrada subterrâneo deve ser efetuada somente nos atendimentos através de Rede de
Distribuição Subterrânea (RDS).
2.3.1
REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO
2.3.1.1 Os serviços de instalação do ramal de entrada subterrâneo devem ser executados pelo consumidor,
respeitando as legislações municipais e assumindo toda a responsabilidade pelos serviços executados no
passeio público.
2.3.1.2 O consumidor deve informar-se previamente na Cemig, antes da execução do ramal, se há previsão de
modificações na rede no local da ligação.
2.3.1.3 Antes da ligação, a capacidade da rede de alimentar as cargas apresentadas no projeto ( principalmente
motores com potência superior a 50 cv ou motores com partidas simultâneas ) deve ser verificada junto ao
setor competente.
ND - 5.3
2.3.2
Classificação:Público
4-5
REQUISITOS PARA OS CONDUTORES
2.3.2.1 Os condutores fases devem ser cabos unipolares de cobre , isolados com XLPE-90oC ou EPR-90oC de
8,7/15kV para sistema de distribuição de 15kV, de 15/25 kV para sistema de distribuição de 22kV e de
20/35kV para sistema de distribuição de 34,5kV , dotados de blindagens semicondutora e metálica e com capa
externa de PVC ou Polietileno (Tabelas 12, 13 e 14, páginas 5-8 a 5-10).
2.3.2.2 A blindagem metálica dos condutores deve ser aterrada nas duas extremidades.
2.3.2.3 O condutor neutro deve ser de cobre nu, seção 70mm², e deve interligar o neutro da rede da Cemig à
malha de aterramento da subestação.
2.3.2.4 Nas extremidades dos condutores devem ser utilizadas terminações e acessórios adequados para
conexão à rede e à subestação.
2.3.3
REQUISITOS PARA OS ELETRODUTOS
2.3.3.1 Para os atendimentos através de Rede de Distribuição Subterrânea (RDS), os condutores do ramal de
entrada subterrâneo devem ser fisicamente protegidos desde o Ponto de Entrega até a medição da Cemig por
eletroduto de PVC rígido conforme as características constantes do Desenho 5, página 8-6 ou de aço conforme
as características constantes do Desenho 7, página 8-8.
2.3.3.1 Para os atendimentos através de Rede de Distribuição Aérea (RDA), os condutores do ramal de entrada
subterrâneo devem ser fisicamente protegidos desde o Ponto de Entrega, que está localizado na derivação da
rede da Cemig, até a medição da Cemig por eletroduto conforme a seguir:
a) Junto do poste da rede da Cemig, entre a derivação da rede até a caixa de passagem localizada junto do
poste dessa rede ou até a caixa de passagem localizada no passeio público na divisa da propriedade do
consumidor deve ser utilizado eletroduto de aço conforme as características constantes do Desenho 7,
página 8-8.
b) Entre a caixa de passagem localizada junto do poste da rede da Cemig ou entre a caixa de passagem
localizada no passeio público na divisa da propriedade do consumidor e a medição da Cemig deve ser
utilizado eletroduto de PVC rígido conforme as características constantes do Desenho 5, página 8-6 ou
de aço conforme as características constantes do Desenho 7, página 8-8.
2.3.3.2
3.
O diâmetro nominal do eletroduto deve ser de 100mm.
TRANSFORMADOR
3.1
Os transformadores devem possuir primário em “delta” e secundário em “estrela” devendo ser Dyn1;
para conexão de geração em redes de média tensão (Acessantes ao Sistema Elétrico de Distribuição), o
transformador de acoplamento do sistema gerador ao sistema de distribuição deve ter uma conexão cujo
enrolamento de alta (do lado da Cemig) esteja conectado em estrela aterrada.
3.2
O transformador da Subestação nº 1 deve ser ensaiado e deve ser entregue à Cemig, quando da
apresentação do projeto elétrico ou do pedido de ligação, uma via do laudo dos ensaios.
3.3
O laudo de que trata o item 3.2, página 4-5 deve seguir as prescrições abaixo relacionadas:
3.3.1 O laudo a ser apresentado à Cemig será fornecido pelos laboratórios onde os ensaios foram realizados;
caberá ao inspetor credenciado concluir pela aprovação ou reprovação, assinar e apor carimbo que o
identifique, bem como a empresa a que pertence.
Classificação:Público
4-6
ND - 5.3
3.3.2 As ESCOLAS DE ENGENHARIA ELÉTRICA reconhecidas por Decreto Federal, bem como os
Laboratórios Oficiais ou reconhecidos pelo Governo podem realizar os ensaios, fornecer o laudo e assiná-los.
3.3.3 Os fabricantes cadastrados como fornecedores da Cemig podem realizar os ensaios, fornecer o laudo e
assiná-lo, desde que o transformador em questão não seja reformado e possua garantia de 12 meses.
Para maiores informações sobre as firmas/inspetores credenciados para inspeção de transformadores e sobre
fabricantes cadastrados como fornecedores da Cemig, consultar o portal da Cemig.
3.3.4 O laudo deve ser conclusivo, ou seja, deve afirmar de forma clara se o transformador atende ou não
aos ensaios/Normas ABNT a seguir relacionados e deve conter, no mínimo, as seguintes informações:
a)
b)
c)
d)
e)
3.3.5
valores de perdas em vazio e corrente de excitação;
valores de perdas em carga e tensão de curto-circuito a 75° C;
tensão suportável nominal à freqüência industrial;
rigidez dielétrica do líquido isolante (valor mínimo de 35 kV/2,54 mm);
dados de placa: nome do fabricante, número de série, potência nominal, tensão nominal primária e secundária e data de fabricação.
As normas aplicáveis são as seguintes:
a) transformadores a óleo de potência até 300 kVA: NBR 5440;
b) transformadores a óleo de potência superior a 300 kVA e até 2000kVA: NBR 5356 e
capítulo 4 da NBR 9369;
c) transformadores a óleo de potência superior a 2000kVA : NBR 5356;
d) transformadores com encapsulamento em epóxi: NBR 10295 e NBR 5356;
3.3.6
O laudo possui prazo de validade de 12 meses.
3.3.7 A relação de empresas credenciadas para inspeção de transformadores particulares consta do Manual
do Consumidor no11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrão de Entrada).
3.3.8 Se a subestação fizer parte integrante da edificação residencial e/ou comercial e/ou industrial, somente
será permitido o emprego de transformadores com isolamento e encapsulamento em epóxi, mesmo que hajam
paredes de alvenaria e portas corta-fogo.
3.3.9 Considera-se como parte integrante da edificação a subestação cuja porta de acesso é pela parte interna
da edificação.
3.3.10 Deve ser utilizada ventilação forçada para a subestação construída em locais com atmosfera poluída ou
se dentro da subestação de entrada geral existir transformador. Neste caso deve ter uma vazão mínima de 2.500
m3/h para cada 500 kVA de potência instalada; nos demais casos pode ter ventilação através de janelas com,
no mínimo, 1,0 m2 para cada 300 kVA de potência instalada.
3.3.11 Os transformadores devem ser instalados em locais que permitam a sua ventilação, operação,
manutenção e remoção.
3.3.12 Somente pode ser utilizado transformador com potência mínima de 75kVA.
4.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
4.1
Os disjuntores de média tensão devem ser do tipo de acionamento automático na abertura. Para o
desligamento automático do disjuntor é exigida, no mínimo, a proteção de sobrecorrente, cujo ajuste será
função da demanda solicitada pelo consumidor no projeto (que deve ser a mesma constante do contrato).
Classificação:Público
4-7
ND - 5.3
4.2
Exceto para a Subestação no 1, cuja proteção é no lado de baixa tensão e constituída por disjuntor
termomagnético em caixa moldada, e para as Subestações nº 3 e 5, cuja proteção será através de chave fusível
instalada na média tensão, as demais subestações terão sua proteção geral constituída por disjuntor instalado no
lado de média tensão.
4.3
Se a subestação fizer parte integrante da edificação residencial e/ou comercial e/ou industrial somente
será permitido o emprego de disjuntores a vácuo, SF6 ou com líquidos isolantes não inflamáveis com volume
de líquido por pólo igual ou inferior a 1(um) litro mesmo que hajam paredes de alvenaria e portas corta-fogo.
Considera-se como parte integrante da edificação a subestação cuja porta de acesso é pela parte interna da
edificação.
4.4
Os disjuntores de média tensão devem ter as seguintes características elétricas:
Características elétricas
Uso
Tensão nominal (kV)
Freqüência nominal(Hz)
Corrente nominal mínima (A)
Capacidade de interrupção simétrica mínima (kA)
13,8kV
interno
15
60
350
10
22kV
interno
25
60
350
10
34,5kV
interno
35
60
600
8,37
4.5
A proteção de baixa tensão utilizada na Subestação no 1 será feita exclusivamente por disjuntor em
caixa moldada, com capacidade de interrupção simétrica mínima de 30 kA em 240 VCA, podendo ser exigido
pela Cemig valores maiores dependendo da localização da unidade consumidora. O disjuntor deve ser de um
modelo aprovado que conste no Manual do Consumidor no 11.
4.6
A proteção contra descargas atmosféricas será efetuada por para-raios com as características constantes
da tabela abaixo, a serem instalados conforme os desenhos do Capítulo 6, e devem ser de um dos
modelos/fabricantes aprovados para uso nas redes da Cemig.
Características dos para-raios
Tensão nominal (kV)
Corrente nominal ( kA)
Tensão residual máxima para corrente íngrime
(10kA - 1µs de frente) - kV
Tensão residual máxima para corrente de descarga
Nominal (10kA – 8/20) - kV
4.7
13,8kV
12
10
22kV
21
10
34,5kV
30
10
48
84
120
43
76
108
Os para-raios constantes da tabela anterior devem ter, ainda, as seguintes características:
a) invólucro polimérico
b) blocos resistores de ZnO – sem centelhadores
c) equipado com desligador automático
4.8
Quando a subestação 3 do Desenho 14, página 6-19 ou o cubículo de medição em epóxi do Desenho 1,
página 7-2, possuir saída aérea interna de média tensão ( ou seja, há utilização e/ou distribuição interna em
média tensão) é obrigatória a utilização de para-raios nesta saída. A conexão desses dispositivos à malha de
terra da subestação deve ser idêntica à dos para-raios da rede. Esses para-raios serão instalados e ligados pelo
consumidor e devem ser de sua propriedade. O condutor de ligação dos para-raios para a terra deve ser
conectado às demais ligações de aterramento e deve ser de cobre nu, seção mínima 50 mm², com jumper
individual para cada para-raios.
4.9
Não será permitida a instalação de bobina de mínima tensão com operação instantânea atuando no
disjuntor geral da instalação. Caso o projetista indique o uso de bobina de mínima tensão, essa deve possuir
ND - 5.3
Classificação:Público
4-8
operação temporizada e coordenada com o equipamento de proteção instalado na rede no ponto de derivação
do ramal de ligação. A Cemig, entretanto, sugere que tal dispositivo seja instalado junto às cargas.
4.10
Em hipótese alguma será admitido o uso de dispositivo de mínima tensão que permita religamento.
4.11 A critério do projetista, podem ser previstas outras proteções atuando no disjuntor ou mesmo
intertravamentos ligados à operação da unidade consumidora. Nesses casos, no entanto, o projeto a ser
apresentado à Cemig deve conter todas as informações relacionadas a essas atuações, que serão sujeitas a
aprovação da Cemig.
4.12 Quando houver mais de um transformador instalado na subestação, cada transformador deve possuir
proteção primária individual e uma chave fusível de abertura tripolar sob carga conforme as Tabelas 16, 17 e
18, páginas 5-11 e 5-12; para transformadores de potência até 300 KVA pode ser instalada proteção geral de
baixa tensão por um único disjuntor em caixa moldada, sendo instalada na média tensão apenas a chave de
abertura tripolar sob carga. Caso a transformação esteja após a subestação de entrada geral, recomendamos que
as proteções dos transformadores sejam conforme os requisitos da NBR 14039. Estas proteções devem estar
plotadas no coordenograma que compõe o projeto conforme o Anexo A.
4.13 Caberá ao engenheiro RT pela execução das instalações da subestação a responsabilidade pelo ajuste
do relé que atua na proteção geral. A Cemig fará apenas o acompanhamento desse ajuste e, caso julgue
necessário, pode exigir a verificação do ajuste em campo através de fonte de corrente provida de contator de
tempo.
4.14 Em todos os tipos de subestações (exceto para a Subestações no 1, 3 e 5) o disjuntor deve ser desligado
por bobina de abertura acionada por relé secundário microprocessado (ver Anexo A).
4.15 Os eletrodutos contendo a fiação para a proteção secundária devem ser instalados externamente nas
paredes e teto da subestação, não sendo admitida instalação embutida, e devem ser de aço com diâmetro
mínimo de 50mm (2”).
5.
CAIXAS PARA MEDIÇÃO E PROTEÇÃO
5.1
As caixas para instalação de equipamentos de proteção de baixa tensão situados antes da medição
devem constar do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de
Entrada).
5.2
A caixa para instalação da medição (medidor eletrônico) e chave de aferição é a CM-4 (ver capítulo
12) e deve constar do Manual do Consumidor No 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrão de
Entrada); dentro dessa caixa CM-4 deve ser instalada uma tomada de 3(três) pinos para uso da Cemig.
5.3
Imediatamente abaixo da caixa de medição deve ser instalada uma plataforma basculante
confeccionada em madeira ou metal, de 500x500 mm, para suportar os equipamentos de leitura (peso máximo
de 20 daN) utilizados pela Cemig.
5.4
As caixas instaladas em local sujeito à umidade devem ter os seus furos providos de massa de
calafetar.
5.5
Os furos não utilizados da caixa para instalação de eletrodutos devem ser mantidos fechados.
É obrigatório o uso de buchas e arruelas de PVC ou de alumínio conforme o Desenho 12, página 8-13 para
conexão do eletroduto às caixas de medição e/ou proteção. É vetado o uso de dispositivos tipo “arruela” e/ou
redução de PVC para rede hidráulica.
5.6
Não é permitido o alargamento dos orifícios existentes para instalação de eletroduto nem o uso de
ferramentas que danificam a proteção existente na caixa CM-4 para medição. E se no momento da inspeção for
detectado o alargamento dos furos, a caixa deve ser trocada.
Quanto às caixas CM-9 e CM-18 ver notas do Desenho 3, página 8-4.
5.7
As caixas de medições e proteção devem ser lacradas pela Cemig.
Classificação:Público
4-9
ND - 5.3
6.
CAIXAS DE INSPEÇÃO
6.1
As caixas de inspeção devem ser construídas somente no passeio público, em locais sem trânsito de
veículos (exceto garagem), de acordo com as características técnicas indicadas no Desenho 10, página 7-11.
6.2
Em terrenos inclinados, a caixa deve ser instalada de forma que sua tampa fique alinhada com o nível
do passeio.
6.3
Deve ser prevista caixa de inspeção tipo ZD no seguinte ponto conforme o Desenho 10, página 7-11
para conexão do ramal de ligação ao ramal de entrada em local de rede subterrânea:
a) No passeio público, a 20 (vinte) centímetros da divisa da edificação com esse passeio.
6.4
As caixas de inspeção devem ser destinadas exclusivamente para a passagem dos condutores do ramal
de ligação ou de entrada, sendo vetada sua utilização para passagem de cabos telefônicos e de sinalização.
6.5
No caso de ramal de ligação subterrâneo, a construção e a manutenção da caixa de inspeção no passeio
público junto à divisa da propriedade particular (Ponto de Entrega) é responsabilidade do consumidor.
6.6
No caso de ramal de entrada subterrâneo, a construção e manutenção de todas as caixas de inspeção é
responsabilidade do consumidor.
7.
ATERRAMENTO
7.1
A malha de aterramento da subestação deve ser executada pelo consumidor considerando os critérios
seguintes:
7.2
O número mínimo de eletrodos (hastes de aterramento) deve ser conforme a seguir:
7.2.1
Capacidade de transformação da subestação menor ou igual a 150 kVA
a) 4 (quatro) eletrodos
7.2.2
Capacidade de transformação da subestação maior que 150 kVA e menor que 500 kVA
a) 9 (nove) eletrodos
7.2.3
Capacidade de transformação da subestação maior ou igual a 500 kVA
a) 12 (doze) eletrodos
7.3
A distância entre quaisquer eletrodos deve ser, no mínimo, igual ao comprimento dos eletrodos
utilizados (2400 mm para as hastes cantoneiras constantes do Manual do Consumidor no 11).
7.4
Os eletrodos devem ser interligados por condutor de cobre nu, rígido, seção mínima de 50 mm²; a
conexão desse condutor às hastes pode ser feita através dos conectores existentes no corpo das hastes ou,
alternativamente, por solda exotérmica.
7.5
As partes metálicas da subestação, tais como carcaças de transformadores, para-raios, equipamentos,
portas, janelas, painel de tela zincado e suportes metálicos, devem ser ligados diretamente à malha de
aterramento através de condutores de cobre nu, rígido, com bitola mínima de 25 mm².
7.6
Os eletrodos de aterramento devem ser cravados no solo com sua extremidade superior (incluindo
conector ou ponto de solda) acessível para inspeção pela Cemig dentro de uma cava, com o topo de cada haste
ND - 5.3
Classificação:Público
4 - 10
situada abaixo da linha de acabamento do piso. Cada cava deve ser revestida por argamassa ou tubo de PVC e
protegida por tampa de concreto ou ferro fundido, que deve ficar no mesmo nível do acabamento do piso,
conforme Desenho 2, página 7-3.
7.7
Além dos pontos de acesso à malha nos locais onde estão cravados os eletrodos, devem ser previstos
"rabichos" de 500 mm em vários pontos para prover o aterramento de carcaças de equipamentos, ferragens,
telas e como reserva para eventual necessidade de novos pontos de aterramento.
7.8
Além do aterramento de todas as partes metálicas, devem ser conectados à malha de aterramento o
condutor neutro proveniente da rede da Cemig, o neutro do(s) transformador (es) e o condutor neutro que será
levado à instalação consumidora.
7.9
A Cemig fará a verificação do valor da resistência de aterramento resultante durante a obra ou durante
a vistoria para aceitação da subestação, sendo que o seu valor não deve ultrapassar 10 (dez) ohms (medida em
qualquer época do ano); Caso o valor encontrado seja superior a 10 ohms, o consumidor deve ampliar a malha
de forma a se obter o valor especificado.
7.10
A ferragem da parte civil da subestação deve ser interligada à malha de aterramento.
7.11 Os eletrodos de aterramento (hastes de aterramento) a serem usados devem ser um dos tipos constantes
do Manual do Consumidor no 11 (Materiais e Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada), edição anual
e atualizada, disponível no comércio e nas Agências de Atendimento da Cemig.
8.
TIPOS DE SUBESTAÇÕES
8.1 – Subestação no 1 - Transformador instalado em poste de seção circular 10 x 600 ou 11 x 600
8.1.1 Para fornecimento de demanda de até 300 kW, com um único transformador, e cuja tensão secundária
do transformador seja 440/254V ou inferior, de acordo com os desenhos do Capítulo 6.
8.1.2 Nesse tipo de subestação a medição a três elementos será na baixa tensão, e a proteção (exclusiva na
baixa tensão) será através de 1 (um) disjuntor em caixa moldada, dimensionados de acordo com a Tabela 1,
página 5-2.
8.1.3 Alternativamente, pode ser utilizado disjuntor com térmico e magnético ajustável cujo ajuste mínimo
permitido seja superior a 400A.
8.1.4 Esta subestação deve estar localizada numa área reservada exclusivamente para a sua construção
conforme as distâncias de segurança citadas no item 1.2.5, página 4-1.
8.1.5 Excepcionalmente, a critério do responsável técnico pelo projeto elétrico, para os atendimentos nos
quais o disjuntor indicado na Tabela 1, página 5-2, esteje subdimensionado em relação à demanda contratada,
o disjuntor da subestação pode ser dimensionado conforme a seguir:
I máximo = Demanda Contratada (kW) x 1,1
0,92 x 1,73 x kV (*)
(*) Tensão fase-fase referente à baixa tensão do transformador da SE nº 1
O disjuntor a ser utilizado deve ser o de corrente nominal padronizada imediatamente superior à corrente
calculada e deve ser de um dos fabricantes relacionados no Manual do Consumidor nº 11. A seguir está a
relação da corrente nominal dos disjuntores padronizados:
100 – 120 – 150 – 175 – 200 – 225 – 250 – 275 – 300 – 350 – 400 – 450 – 500 – 600 – 800 – 1000
Classificação:Público
4 - 11
ND - 5.3
É responsabilidade do responsável técnico pelo projeto o dimensionamento do disjuntor conforme esse item
bem como dos eletrodutos e condutores conforme a proteção definida.
8.2 – Subestação no 2 - Medição e proteção com ou sem transformação
8.2.1 Construção em alvenaria para fornecimento de qualquer valor de demanda, com proteção e medição a
3 elementos na média tensão, com ou sem transformador instalado na subestação, de acordo com os desenhos
do Capítulo 6.
8.3 – Subestação no 3 - Cubículo de medição a 3 elementos
8.3.1 O fornecimento através de cubículo de medição a 3 elementos é restrito às seguintes unidades
consumidoras:
a) Ligação de obras.
b) Fornecimento a empresas concessionárias de energia elétrica.
8.3.2 A Subestação nº 3 pode ser utilizada desde que sejam atendidas simultaneamente as seguintes
condições:
a) As cargas da unidade consumidora sejam espalhadas por diversos pontos da propriedade, de
forma que é imperativo a instalação de transformadores próximos as mesmas.
b) Deve ser instalada proteção individual para cada transformador.
c) Não pode ter sistema de geração própria.
d) Autorização prévia da Cemig.
8.3.3
A utilização do Cubículo de Medição deve ser conforme os desenhos do Capítulo 6.
8.4 – Subestação no 4 – Subestação Blindada
8.4.1 Cubículo metálico, compartimentado, com dispositivos de alívio de pressão e ventilação natural ou
forçada, para instalação abrigada ou ao tempo, com proteção na média tensão.
8.4.2
A medição da Cemig deve ser a 3 (três) elementos na média tensão.
8.4.3 O compartimento destinado à instalação dos TC e TP de medição da Cemig, bem como aqueles que
possuem cabos, equipamentos ou barramentos com energia não medida, devem possuir dispositivos para
colocação de lacre da Cemig.
8.4.4 A caixa para a instalação do medidor e da chave de aferição deve ser conforme uma das opções
abaixo:
a) Compartimento na subestação blindada com dimensional e mesmas características da caixa CM-4.
b) Caixa CM-4 instalada a, no máximo, 2 (dois) metros da baia contendo os TC e TP de medição da
Cemig. Neste caso o eletroduto entre a baia contendo os TC e TP de medição e a caixa CM-4 deve ser
conforme o item 2.1.12, página 3-4.
8.4.5 O compartimento destinado à instalação dos equipamentos de proteção (disjuntor, TC e TP de
proteção) deve possuir dispositivos para colocação de lacre da Cemig.
8.4.6 O eventual acesso aos compartimentos para instalação da medição da Cemig e para instalação dos
equipamentos de proteção (disjuntor, TC e TP de proteção) deve ser acompanhado por funcionário da Cemig.
ND - 5.3
8.4.7
Classificação:Público
4 - 12
Essa subestação, quando abrigada, deve ser conforme Desenhos 16 a 18, páginas 6-22 a 6-24.
8.4.8 Para a Subestação nº 4 do tipo "Metal Clad" ou "Metal Enclosed" em instalação abrigada ou ao tempo
deve, ainda, atender as seguintes características:
a) ser apresentado projeto completo do cubículo e ensaios de tipo de Laboratório Oficial. Os ensaios de
tipo são os constantes da NBR 62271-200;
b) serem apresentadas as ART referentes a projeto e montagem elétrica da subestação;
c) ser provido de dispositivo para selo nos compartimentos com energia não medida e no compartimento
de medição, em pelo menos 2 (dois) pontos cada;
d) não podem ser instalados nos cubículos equipamentos que não sejam para a medição da Cemig e
proteção geral como, por exemplo, para-raios.
8.5 – Subestação no 5 – Medição, proteção e transformação
8.5.1 Construção em alvenaria para fornecimento através de um transformador com potência mínima de
75kVA e potência máxima de 300kVA.
8.5.2
A proteção na média tensão deve ser através de chave fusível.
8.5.3
A medição da Cemig deve ser a 3 elementos na média tensão.
8.5.4 Deve ter proteção geral na baixa tensão através de disjuntor, que deve ser instalado dentro da
subestação de entrada de energia elétrica quando o cliente optar por ter geração própria.
8.5.5 O transformador deve ser instalado dentro da subestação, de acordo com os Desenhos 19 e 20, páginas
6-26 e 6-27.
8.6 – Subestação no 6 – Subestação blindada instalada em carreta (Subestação Móvel)
8.6.1 Subestação constituída por cubículo blindado, de acordo com o item 8.4, página 4-11, porém com o(s)
transformador (es) incorporado (s) no(s) compartimento(s) do cubículo, para demandas de até 500 kVA, e cuja
utilização deve ser de acordo com contrato específico a ser firmado entre o consumidor e a Cemig.
8.6.2 No local onde a carreta estiver estacionada para fornecimento de energia elétrica deve ser construído
um sistema de aterramento conforme descrito no item 7 da página 4-9.
8.6.3 Na utilização dessa subestação para ligações provisórias o compartimento para instalação de medição
não será utilizado.
8.6.4 Na carreta deve ser prevista a instalação de estrutura/poste para a ancoragem do ramal de entrada em
média tensão para atender as distâncias dos condutores ao solo conforme o item 1.2.1.2, página 3-2, para
atendimento através de rede aérea.
8.6.5 Na carreta deve ser prevista a instalação de estrutura que permita ligar o ramal de entrada à rede da
Cemig com segurança. Esse ramal deve ser protegido por eletroduto de PVC conforme o Desenho 5, página 86.
8.8.6 Neste tipo de subestação o Ponto de Entrega situa-se na conexão do ramal de entrada com a rede de
distribuição de energia elétrica da Cemig.
8.8.7 Neste tipo de subestação não tem ramal de ligação e tem somente ramal de entrada. Os condutores do
ramal de entrada devem ter as mesmas características do ramal de ligação conforme o item 1.2.2.1, página 3-2
para atendimento através de rede aérea ou conforme o item 1.3.2, página 3-3 para atendimento através de rede
subterrânea. Além disso, os condutores do ramal de entrada devem ter comprimento suficiente para a ligação à
rede da Cemig.
Classificação:Público
4 - 13
ND - 5.3
8.7 – Subestação nº 1 e nº 2 compartilhada
8.7.1 Em relação às subestações individuais nº 1 e nº 2, opcionalmente pode ser construída a subestação
compartilhada conforme o Desenho 13, página 6-17.
8.7.2
Para a construção da subestação compartilhada, as seguintes condições devem ser atendidas:
a) Todas as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento devem ter carga instalada acima de
75kW.
b) As unidades consumidoras devem ter CNPJ e processos produtivos independentes.
c) A subestação deve ser construída num local de comum acesso e esse local não pode ser interno à
nenhuma das edificações envolvidas no compartilhamento. Não pode ter nenhuma separação física
entre as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento e o local da subestação.
d) Quando as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento se localizarem na mesma
edificação, deve ter uma separação física entre essas unidades.
9.
BARRAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO
9.1
Nas subestações em que se usar barramentos, esses devem ser de cobre nu, de seção transversal de
qualquer formato, porém de seção mínima condutora de acordo com a Tabela 5, página 5-5.
9.2
A Tabela 4, página 5-4, mostra os afastamentos mínimo e recomendado para os barramentos de média
tensão.
9.3
Nas emendas e derivações dos barramentos devem ser usados conectores apropriados ou solda tipo
exotérmica, não sendo admitido o uso de outro tipo de solda.
9.4
Os barramentos em média tensão devem ser pintados nas seguintes cores:
a)
b)
c)
d)
10.
FASE A
FASE B
FASE C
NEUTRO
:
:
:
:
Vermelha
Branca
Marrom
Azul
BARRAMENTOS DE BAIXA TENSÃO
10.1 Na subestação nº 1 os barramentos devem ser de cobre nu, de seção transversal de qualquer formato,
porém de seção mínima condutora de acordo com a Tabela 3, página 5-4.
10.2 Os barramentos devem ser isolados (isolamento termocontrátil) preferencialmente nas cores
padronizadas conforme abaixo ou todas as fases em preto com fitas coloridas identificando as respectivas
fases.
a)
b)
c)
d)
FASE A
FASE B
FASE C
NEUTRO
:
:
:
:
Vermelha
Branca
Marrom
Azul
10.3 Nas emendas e derivações dos barramentos devem ser usados conectores apropriados ou solda tipo
exotérmica, não sendo admitido o uso de outro tipo de solda.
10.4 Os barramentos devem ser dimensionados de modo a suportar uma elevação máxima de 40º em
relação à temperatura ambiente.
10.5 Os barramentos devem ser instalados com um afastamento mínimo de 30mm, entre si e com relação a
outras partes metálicas (exceto nos pontos de fixação por isoladores).
ND - 5.3
10.6
11
Classificação:Público
4 - 14
Todos os pontos de contato dos barramentos devem ser “prateados” para garantir uma melhor conexão.
PROTEÇÃO E PARTIDA DE MOTORES
11.1 Os dispositivos de partida, apresentados pela Tabela 2, página 5-3, devem ser escolhidos pelos
próprios consumidores, em função das características dos conjugados de partida solicitados pelas cargas (que
devem ser sempre inferiores aos proporcionados pela utilização dos dispositivos).
11.2 Os dispositivos de partida devem ser dotados de sensores que os desliguem na eventual falta de tensão,
em pelo menos uma fase.
11.3 Independentemente do tipo de partida, é recomendável que os consumidores instalem dispositivos de
proteção contra falta de fase na ligação de seus motores. A Cemig, portanto, não se responsabilizará pelos
danos causados pela falta de fase(s).
12.
NOTAS COMPLEMENTARES
12.1 Todos os tipos de subestações (exceto Subestações nº 1 e 3 ) devem possuir iluminação; para suprir a
energia necessária para iluminação e tomadas, deve ser instalado um transformador auxiliar (monofásico ou
não) caso a subestação da instalação consumidora seja apenas de medição e proteção e o(s) transformador(es)
esteja(m) situado(s) distante(s) da mesma, ou um transformador de potencial após a medição da Cemig para
suprir a energia necessária para iluminação e tomadas.
12.2 As subestações devem ser providas de iluminação de segurança, com autonomia mínima de 2(duas)
horas (exceto Subestações nº 1 e 3 ).
12.3 Caberá ao consumidor manter a subestação com disponibilidade para inspeção da Cemig sempre que
solicitado.
12.4 Recomenda-se ao consumidor programar a manutenção dos equipamentos de proteção e transformação
de sua propriedade de acordo com as orientações dos fabricantes desses equipamentos. Quando da execução
dos serviços de limpeza ou manutenção na subestação ou nos equipamentos, o cliente deve comunicar, por
escrito, à Cemig.
12.5 O consumidor deve possuir funcionários capacitados para os trabalhos que se fizerem necessários na
subestação ou nos equipamentos elétricos em geral, bem como possuir normas de segurança que prescrevam
que os locais dos mesmos apresentam risco de morte, a metodologia a ser adotada como "controle de risco" e
os EPI e EPC mínimos a serem utilizados; caso se mostre mais viável, o consumidor pode contratar o serviço
de terceiros, através de empresas especializadas, para os serviços de manutenção necessários.
12.6 O consumidor deve, ao solicitar a ligação de obra (quando então é apresentado o projeto e ART de
projeto ), obter esclarecimentos na Agência de Atendimento da Cemig sobre necessidade de contrato e tipo de
tarifa e medições especiais aplicáveis ao fornecimento de energia às suas instalações, considerando o regime
de operação de suas cargas, bem como solicitar também a diretriz para o atendimento definitivo.
12.7 Caso seja do interesse do consumidor, nos casos onde se aplica a tarifação horo-sazonal, pode ser
fornecida pela Cemig a saída de pulsos para controle de demanda ou para outras funções. As Agências de
Atendimento da Cemig, com base nas informações contidas na ND-5.26 e relatórios complementares, estão
aptas a prestar as informações necessárias.
12.8 Ainda exclusivamente para as instalações consumidoras cuja medição é com medidor eletrônico com
memória de massa, o consumidor pode solicitar à Cemig, através das Agências de Atendimento, o
fornecimento de relatório contendo os dados relativos a sua curva de carga, sendo o custo deste cobrado do
consumidor.
ND - 5.3
Classificação:Público
4 - 15
12.9 Em qualquer tipo de subestação é vetada a instalação de dispositivos ou equipamentos que não sejam
destinados ou relacionados à proteção geral de média tensão , medição da Cemig e transformação, tais como
banco de capacitores, quadro de baixa tensão, controladores de demanda, etc. Excepcionalmente para a
Subestação nº 1 os disjuntores das cargas de emergência e das demais cargas podem ser instalados numa caixa
CM-9 localizada na mesma mureta onde estarão as caixas CM-4 (medição Cemig) e CM-9 (proteção geral).
12.10 É responsabilidade do consumidor manter a iluminação, para-raios, aterramento, dispositivos de
proteção e demais materiais, dispositivos e equipamentos da subestação em condições de plena operação.
12.11 Na porta de acesso às subestações nº 2, 3, 4 e 5 deve ser fixada placa com os dizeres " PERIGO DE
MORTE – MÉDIA TENSÃO "; Para as subestações nº 2, 4 e 5 essa porta deve ser metálica, com vão luz de
dimensões mínimas de 1,20m x 2,10m e deve abrir para fora. No entanto, se a subestação fizer parte
integrante da edificação, a porta de acesso às subestações nº 2, 4 e 5 deve ser porta corta fogo de classe P-90
(resistente ao fogo por 90 minutos) e ser de abertura para a parte externa da subestação. A porta corta fogo
deve ter duas folhas, uma fixa e outra móvel e a móvel com tamanho mínimo de 0,80m, receber uma
identificação indelével e permanente, por gravação ou por plaqueta metálica, com as seguintes informações
conforme a NBR 11742: identificação do fabricante, classificação conforme resistência ao fogo, porta corta
fogo conforme NBR 11742, número de ordem de fabricação e mês e ano de fabricação. Nesse tipo de porta
também deve ser fixada placa com os dizeres " PERIGO DE MORTE – MÉDIA TENSÃO " .
12.12 Considera-se como parte integrante da edificação a subestação cuja porta de acesso é pela parte interna
da edificação.
12.13 Em todas as subestações, exceto Subestações nº 1 e 3 , devem ser instalados extintores do tipo pó ABC
com capacidade mínima de 6kg, próximo à porta da subestação do lado de fora da mesma; esse extintor deve
ser protegido contra os intempéries da natureza.
12.14 O condutor neutro no circuito de baixa tensão deve ser identificado através da cor azul do seu
isolamento.
12.15 Opcionalmente os condutores (fases e neutro) podem ser flexíveis classe 5 ou 6 de acordo com a
NBRNM 280. Nas extremidades dos condutores flexíveis devem ser utilizados terminais de encapsulamento
ou terminais de compressão maciço de cobre ou terminais de compressão vazado tipo pino conforme os
Desenhos 13 e 14, páginas 8-14 e 8-15 visando proporcionar melhor conexão, não sendo aceito o
estanhamento dos condutores flexíveis.
12.16 Os no-break para instalação em caixa modular com relé devem possuir potência mínima de 1000VA.
12.17 Se dentro das Subestações nº 2, 4 ou 5 conter líquido isolante , deve ser previsto tanque de contenção
desse líquido; opcionalmente pode ser construído piso impermeável como depósito do líquido isolante em
substituição ao tanque de contenção se dentro dessas subestações não tiver mais do que 3(três) transformadores
e esses transformadores ou outros equipamentos conterem , cada um deles, menos de 100(cem) litros de
líquido isolante.
12.18 Qualquer transformador de força para potência até 300kVA a ser instalado após a subestação de
entrada geral de energia elétrica deve ser instalado em poste ou no piso ( incluindo o sistema pad mounted)
conforme a norma brasileira pertinente. Para potência acima de 300kVA o transformador deve ser instalado no
piso ( incluindo o sistema pad mounted) conforme a norma brasileira pertinente.
Classificação:Público
5-1
ND - 5.3
TABELAS PARA DIMENSIONAMENTO DA SUBESTAÇÃO DE ENTRADA DE ENERGIA
ELÉTRICA
UTILIZAÇÃO
Dimensionamento da Subestação nº 1 (medição e proteção no lado de
baixa tensão)
Limites máximos de potência de motores
Dimensionamento de barramento de baixa tensão
Afastamento dos barramentos de média tensão
Dimensionamento de barramento de média tensão
Dimensionamento do TC de medição em 13,8kV
Dimensionamento do TP de medição em 13,8kV
Dimensionamento do TC de medição em 22kV
Dimensionamento do TP de medição em 22kV
Dimensionamento do TC de medição em 34,5kV
Dimensionamento do TP de medição em 34,5kV
Dimensionamento de condutores - ramal de ligação/entrada – 13,8kV
Dimensionamento de condutores - ramal de ligação/entrada – 22kV
Dimensionamento de condutores - ramal de ligação/entrada – 34,5kV
Muflas terminais – 15, 25 ou 35 kV
Dimensionamento dos fusíveis para chave de proteção de média tensão com
abertura sob carga – 15kV
Dimensionamento dos fusíveis para chave de proteção de média tensão com
abertura sob carga – 25kV
Dimensionamento dos fusíveis para chave de proteção de média tensão com
abertura sob carga – 35kV
TABELA
PÁGINA
1
5-2
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
5-3
5-4
5-4
5-5
5-5
5-6
5-6
5-7
5-7
5-7
5-8
5-9
5-10
5-11
16
5-11
17
5-12
18
5-12
Classificação:Público
ND - 5.3
5-2
TABELA 1 - DIMENSIONAMENTO DA SUBESTAÇÃO Nº 1 (MEDIÇÃO E PROTEÇÃO NO LADO DE BAIXA TENSÃO)
TRANSFORMADOR
POTÊNCIA
NOMINAL
(kVA)
75
112,5
150
225
300
TENSÃO
SECUNDÁRIA
(V)
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
220/127
380/220
440/254
MEDIDOR
ELETRÔNICO
(3 ELEMENTOS)
CORRENTE
NOMINAL/
CORRENTE
MÁXIMA
(A)
2,5 / 10
OU
2,5 / 20
TRANSFORMADORES
DE
CORRENTE
F.T. = 2
RELAÇÃO
DISJUNTOR
CORRENTE
NOMINAL
(A)
(Capacidade
Mínima de
interrupção
de cc
de 30 kA)
200-5
200-5
200-5
200-5
200-5
200-5
400-5
200-5
200-5
400-5
200-5
200-5
600-5
400-5
400-5
200
120
100
300
175
150
400
250
200
600
350
300
800
500
400
RAMAL DE ENTRADA
ATERRAMENTO
EMBUTIDO
CONDUTOR
POR FASE
E NEUTRO
Cu/PVC
SEÇÃO
(mm²)
120
50
35
240
95
70
2 x 120
150
120
2 x 240
2 x 120
240
3 x 240
2 x 240
2 x 120
ELETRODUTO
DIÂMETRO NOMINAL
(mm)
CONDUTORES
DE Cu - ATERRAMENTO E
DE INTERLIGAÇÃO DAS
HASTES - SEÇÃO
PVC
75
50
50
110
75
60
2 x 75
100
75
2 x 110
2 x 75
110
3 x 110
2 x 110
2 x 75
AÇO
65
40
40
100
65
50
2 x 65
110
65
2 x 100
2 x 65
100
3 x 100
2 x 100
2 x 65
No MÍNIMO
DE HASTES
(UN)
MAIOR VALOR
ADMISSÍVEL
PARA RESISTÊNCIA DE
ATERRAMENTO
(mm²)
( Ω)
4
50
10
9
Classificação:Público
ND - 5.3
5-3
TABELA 2 - LIMITES MÁXIMOS DE POTÊNCIA DE MOTORES
TIPO
DO
MOTOR
TENSÃO
NOMINAL
DO
CIRCUITO
TIPO
DE
LIGAÇÃO
PARTIDA
DIRETA
CHAVE
SÉRIE
PARALELO
ROTOR EM GAIOLA - DISPOSITIVOS AUXILIARES DE PARTIDA
CHAVE
RESISTÊNCIA OU
ESTRELA
COMPENSADOR DE PARTIDA
REATÂNCIA PRIMÁRIA
TRIÂNGULO
.
MOTOR
MONOFÁSICO
MOTOR
TRIFÁSICO
13,8 / 3 ou
22 / 3 ou
34,5 / 3
kV
13,8 ou
22 ou
34,5kV
50 %
65 %
80 %
70 %
85 %
15 CV
15 CV
12,5 CV
15 CV
12,5 CV
125 CV
75 CV
60 CV
75 CV
60 CV
ROTOR
BOBINADO
FASE-NEUTRO
(1)
10 CV
15 CV
TRIFÁSICA
(1)
50 CV
125 CV
100 CV
NOTAS
1. Atendimento através de transformador exclusivo.
2. Para motores com potência acima das especificadas nesta tabela deve ser utilizado chave soft-starter ou inversor de freqüência.
60 CV
Classificação:Público
5-4
ND - 5.3
TABELA 3 - DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTO DE BAIXA TENSÃO
CORRENTE
I (A)
ATÉ
DE 301
DE 401
DE 451
DE 501
DE 601
DE 676
DE 751
DE 901
DE 1201
DE 1501
DE 1801
Acima
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
de
SEÇÃO MÍNIMA DAS BARRAS DE COBRE
S (mm²)
300
400
450
500
600
675
750
900
1200
1500
1800
2100
2100
181
211
241
272
302
332
403
483
665
907
1109
1210
S (NOTA 1)
NOTA:
1. S deve ser tal que I
S
≤
2
TABELA 4 - AFASTAMENTO DOS BARRAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO
ÁREA
TENSÃO
NOMINAL
(kV)
13,8
22
34,5
ABRIGADA
AO TEMPO
FASE – FASE
FASE – NEUTRO
FASE – FASE
FASE – NEUTRO
(mm)
(mm)
(mm)
(mm)
MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMEN- MÍNIMO RECOMENDADO
DADO
DADO
DADO
150
270
390
200
350
500
115
190
265
150
250
350
NOTA:
1. Para cubículos blindados podem ser adotados outros valores.
170
380
590
300
500
700
130
260
390
200
350
500
Classificação:Público
5-5
ND - 5.3
TABELA 5 - DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTO DE MÉDIA TENSÃO
DIÂMETRO MÍNIMO –
SEÇÃO MÍNIMA - COBRE NU
BARRAMENTO EM FORMA
DE VERGALHÃO - COBRE
S (mm²)
NU
Polegada
20
1/4
50
3/8
S (NOTA 1)
CORRENTE
I (A)
ATÉ 21
DE 21 A 100
ACIMA DE 100
NOTA:
1. S deve ser tal que I
S
≤
2.
TABELA 6 - DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 13,8KV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
DEMANDA
kVA
FT = 1
5-5
10-5
15-5
20-5
25-5
30-5
40-5
50-5
75-5
100-5
150-5
200-5
300-5
400-5
ATÉ
DE 100
DE 150
DE 200
DE 250
DE 300
DE 400
DE 500
DE 750
DE 1000
DE 1500
DE 2000
DE 3000
DE 4000
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
FT = 1,5
100
200
300
400
500
600
800
1000
1500
2000
3000
4000
6000
8000
ATÉ
DE 100
DE 150
DE 200
DE 250
DE 300
DE 400
DE 500
DE 750
DE 1000
DE 1500
DE 2000
DE 3000
DE 4000
100
A 300
A 400
A 600
A 750
A 900
A 1200
A 1500
A 2250
A 3000
A 4500
A 6000
A 9000
A 12000
Classificação:Público
5-6
ND - 5.3
TABELA 7 - DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 13,8KV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
70 : 1
A TRÊS ELEMENTOS
TABELA 8 - DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 22KV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
DEMANDA
kVA
FT = 1
5-5
10-5
15-5
20-5
25-5
30-5
40-5
50-5
75-5
100-5
150-5
200-5
300-5
400-5
ATÉ
170
DE 170 A 340
DE 255 A 510
DE 340 A 680
DE 425 A 850
DE 510 A 1020
DE 680 A 1360
DE 850 A 1700
DE 1275 A 2550
DE 1700 A 3400
DE 2550 A 5100
DE 3400 A 6800
DE 5100 A 10200
DE 6800 A 13600
FT = 1,5
ATÉ
DE 170
DE 255
DE 340
DE 425
DE 510
DE 680
DE 850
DE 1275
DE 1700
DE 2550
DE 3400
DE 5100
DE 6800
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
170
510
765
1020
1275
1530
2040
2550
3825
5100
7650
10200
15300
20400
Classificação:Público
5-7
ND - 5.3
TABELA 9 - DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 22KV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
120 : 1
A TRÊS ELEMENTOS
TABELA 10 - DIMENSIONAMENTO DO TC DE MEDIÇÃO EM 34,5KV
TRANSFORMADOR DE
CORRENTE
RELAÇÃO A A
DEMANDA
kVA
FT = 1,5
5–5
10-5
25-5
50-5
100-5
200-5
400-5
ATÉ
DE 275
DE 650
DE 1340
DE 2680
DE 5350
DE 10740
A
A
A
A
A
A
275
820
1950
4000
8060
16000
32200
TABELA 11 - DIMENSIONAMENTO DO TP DE MEDIÇÃO EM 34,5KV
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
MEDIÇÃO
175:1
A TRÊS ELEMENTOS
ND - 5.3
Classificação:Público
5-8
TABELA 12 - DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES - RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA –
13,8KV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-8,7/15kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 50 + 3/8P
4.200
3 x 1 x 120 + 3/8P
7.000
3 x 1 x 185 + 3/8P
9.200
NOTAS:
1. S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C
CABOS 8,7/15kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
25
3.100
35
3.700
50
4.300
70
5.400
95
6.500
120
7.300
150
8.300
240
10.800
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL
2
3.600
1/0
4.800
4/0
7.500
336,4
10.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 8,7/15kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
4972
150
9919
NOTAS:
1. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2. Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente podem, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
ND - 5.3
Classificação:Público
5-9
TABELA 13 - DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES - RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA –
22KV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-15/25kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 50 + 3/8P
10.082
3 x 1 x 120 + 3/8P
17.524
NOTAS:
1. S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C
CABOS 15/25kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
3.300
70
4.100
95
4.900
120
5.600
150
6.300
185
7.100
240
8.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL
2
3.600
1/0
4.800
4/0
7.500
336,4
10.200
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 15/25kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
8242
150
16404
NOTAS:
1. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2. Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente podem, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
ND - 5.3
Classificação:Público
5 - 10
TABELA 14 - DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES - RAMAL DE LIGAÇÃO/ENTRADA –
34,5KV
CONDUTOR DE ALUMÍNIO ISOLADO EPR/XLPE-20/35kV
CABO MULTIPLEXADO
FORMAÇÃO
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
( 3x1xS + S1)
3 x 1 x 70 + 3/8P
18.703
NOTAS:
1. S = seção dos condutores fase
S1 = seção do condutor mensageiro
2. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C
CABOS 20/35kV CONDUTOR DE COBRE ISOLADO EPR/XLPE
SEÇÃO NOMINAL (mm²)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
50
6000
70
7600
95
9100
120
10300
150
11700
185
13100
240
15300
CONDUTOR DE ALUMÍNIO NU (CAA) (Nota 2)
BITOLA (AWG)
kVA MÁXIMO ADMISSÍVEL (30° elevação)
2
9023
1/0
12130
4/0
19002
336,4
25814
CONDUTOR DE ALUMÍNIO PROTEGIDO (SPACER) – 20/35kV (Nota 2)
SEÇÃO (mm²)
KVA MÁXIMO ADMISSÍVEL A 90° C
70
14580
150
23603
NOTAS:
1. Valores de corrente referidos à temperatura ambiente de 30° C;
2. Os condutores de alumínio nu (CA) e de alumínio protegido (SPACER) somente podem, opcionalmente,
serem utilizados como ramal de ligação e ramal de entrada na Subestação nº 1 localizada em área rural e
cuja rede Cemig seja construída com esses condutores.
Classificação:Público
5 - 11
ND - 5.3
TABELA 15 - MUFLAS TERMINAIS – 15, 25 OU 35 KV
Para instalação de cabos isolados de média tensão ( EPR / XLPE ) devem ser utilizados terminais
unipolares de média tensão conforme a tabela abaixo :
TERMINAIS UNIPOLARES DE MÉDIA TENSÃO 15, 25 ou 35 kV
INSTALAÇÃO EXTERNA
INSTALAÇÃO INTERNA
TERMOCONTRÁTEIS (c/saia)
DE PORCELANA
MODULARES (c/saia)
CONTRÁTEIS A FRIO (c/saia)
---TERMINAL DESCONECTÁVEL RETO (TDR)
TERMOCONTRÁTEIS
DE PORCELANA
MODULARES
CONTRÁTEIS A FRIO
ENFAIXADOS
-----
TABELA 16 - DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA – 15kV
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA TENSÃO COM
ABERTURA SOB CARGA
(15 kV)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
6
8
10
16
25
40
63
80
Classificação:Público
5 - 12
ND - 5.3
TABELA 17 - DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA – 25kV
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA
(25 kV)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
4
6
8
10
16
25
32
50
TABELA 18 - DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA – 35kV
DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA CHAVE DE PROTEÇÃO DE MÉDIA
TENSÃO COM ABERTURA SOB CARGA
(35 kV)
POTÊNCIA NOMINAL (kVA)
FUSÍVEL MT - CORRENTE NOMINAL IN (A)
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
4
4
6
8
10
16
25
32
Classificação:Público
5 - 13
ND - 5.3
TABELA 19 – DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS PARA A CHAVE DA DERIVAÇÃO DA
REDE DA CEMIG
ELO FUSÍVEL
DEMANDA (kVA)
Até 75
Até 112,5
Até 150
13,8 kV
22 kV
34,5 kV
5H
6K
8K
3H
5H
5H
2H
3H
5H
Classificação:Público
6-1
ND - 5.3
TIPOS DE SUBESTAÇÕES DE ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA
UTILIZAÇÃO
DESENHO
PÁGINA
Subestação nº 1 - Ramal de ligação convencional e saída aéreos para atendimento
rural – ramal de entrada embutido
1
6-2
2
6-3
3
6-4
4
6-5
5
6-6
6
7
6-7
6-8
8
6-11
9
10
6-12
6-14
11
6-15
12
13
14
15
16
17
18
19
20
6-16
6-17
6-19
6-20
6-22
6-23
6-24
6-26
6-27
Subestação nº1 - ramais de ligação ou de entrada e saída subterrânea –
ramal de entrada embutido
Subestação nº1 - ramal de ligação aéreo com cabo isolado, ramal de entrada
embutido e ramal de saída subterrâneo
Subestação nº1 – Detalhes 1 e 2
Subestação nº1 - Detalhe 3 – montagem da caixa CM-9 ou CM-18 disjuntor até 1000A e TC até 1000/5A
Subestação nº1 - Detalhe 4 – suporte para eletrodutos
Subestação nº1 compartilhada - saída subterrânea
Subestação nº1 - subestação para atendimento com geração própria - saída
subterrânea
Subestação nº1 com geração própria - detalhe de montagem das caixas
Subestação nº 2 – medição e proteção – ramal de ligação aéreo
Subestação nº 2 – medição, proteção e transformação – ramal de ligação
aéreo
Subestação nº 2 – ramal de entrada subterrâneo
Subestação nº 2 compartilhada – lay out básico
Subestação nº 3 – cubículo de medição
Subestação nº 3 – detalhes da mureta para instalação da medição
Subestação nº 4 – subestação blindada – alternativa nº 1
Subestação nº 4 – subestação blindada – alternativa nº 2
Subestação nº 4 - planta de localização
Subestação nº 5 - entrada aérea
Subestação nº 5 - entrada subterrânea
6-2
ND - 5.3
DESENHO 1 - SUBESTAÇÃO Nº1
RAMAL DE LIGAÇÃO CONVENCIONAL E SAÍDA AÉREOS PARA ATENDIMENTO RURAL –
RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO
NOTA:
1. Dimensões em milímetros.
6-3
ND - 5.3
DESENHO 2 - SUBESTAÇÃO Nº1
RAMAIS DE LIGAÇÃO OU DE ENTRADA E SAÍDA SUBTERRÂNEA – RAMAL DE ENTRADA
EMBUTIDO
NOTA:
1.
Dimensões em milímetros.
6-4
ND - 5.3
DESENHO 3 - SUBESTAÇÃO Nº1
RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO COM CABO ISOLADO, RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO E
RAMAL DE SAÍDA SUBTERRÂNEO
NOTA:
1.
Dimensões em milímetros.
6-5
ND - 5.3
DESENHO 4 - SUBESTAÇÃO Nº1 – DETALHES 1 E 2
NOTAS:
1. A posição da mureta deve seguir o disposto no item 2.1.7, página 3-4.
2. Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
6-6
DESENHO 5 - SUBESTAÇÃO Nº1 - DETALHE 3 – MONTAGEM DA CAIXA CM-9 OU CM-18 DISJUNTOR ATÉ 1000A E TC ATÉ 1000/5A
NOTAS:
1. Medidores eletrônicos utilizados em unidades consumidoras irrigantes devem ter sua alimentação
derivada antes da proteção geral da instalação.
2. Ponto para amostragem de tensão para a medição das demais unidades consumidoras (parafuso de
máquina com uma arruela comum e uma de pressão).
3. Caixa de passagem provida de tampa e deve ter as mesmas dimensões da caixa CM-9 ou CM-18, exceto
em relação à altura. A altura e a forma construtiva dessa caixa ficam a critério do consumidor.
4. Para disjuntores entre 800A e 1000A (inclusive), utilizar caixa CM-18.
ND - 5.3
6-7
DESENHO 6 - SUBESTAÇÃO Nº1 - DETALHE 4 – SUPORTE PARA ELETRODUTOS
NOTA:
1. Toda ferragem deve ser zincada por imersão a quente.
ND - 5.3
6-8
DESENHO 7 - SUBESTAÇÃO Nº1 COMPARTILHADA - SAÍDA SUBTERRÂNEA
NOTAS:
1. A posição da mureta deve seguir o disposto no item 2.1.7, página 3-4.
2. Alternativamente, a subestação nº 1 compartilhada pode ser construída conforme a seguir:
a) Sem a caixa CM-10. Neste caso fica limitada em 3 (três) a quantidade de eletroduto a ser utilizada para
a descida dos condutores entre o transformador e as caixas CM-9 ou CM-18 conforme os eletrodutos
especificados na Tabela 1, página 5-2.
6-9
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 1 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
poste de concreto 600 daN (mínimo) (Notas 13, 14 e 15) - seção circular
cruzeta de madeira de 2,40 m seção transversal 90 x 115 mm
isolador de pino polimérico para 15 ou 25 ou 35 kV
para-raios para sistema aterrado 15 ou 25 ou 35 kV - neutro aterrado
condutor de cobre isolamento PVC, 750 V (Conforme Tabela 1, página 5-2)
cabo de cobre nu 50 mm² p/aterramento
cabo isolado conforme as Tabelas 12, 13 e 14, páginas 5-8 a 5-10
Suporte para eletroduto ( ver Desenho 6, página 6-7 e Nota 2)
Haste de aço zincada tipo cantoneira de 2400-25x25x5mm (Conforme Tabela 1, página 5-2)
transformador trifásico, primário em Delta – secundário Estrela
eletroduto de aço ou PVC (conforme Tabela 1, página 5-2)
caixa para medidor polifásico sem disjuntor (CM-4)
caixa para disjuntor, transformadores de corrente e barramentos (CM-9); obrigatoriamente quando
a montagem utilizar condutor de 240mm², ou por opção do cliente, utilizar a caixa CM-18
armação secundária de 1 estribo com roldana
eletroduto de PVC ou de aço ou niple com diâmetro de 32mm
disjuntor termomagnético tripolar (Conforme Tabela 1, página 5-2)
barramento de cobre, isolado, de baixa tensão (seção em mm²) (Conforme Tabela 3, página 5-4);
todos os barramentos devem ser isolados;
plataforma basculante 500x500mm
cabeçote para eletroduto conforme Tabela 1, página 5-2
conector térmico CA/CAA – 2AWG-CA – 50mm²
Terminal Desconectável Reto (TDR) para 15 ou 25 ou 35 kV
conector para interligar o condutor de proteção de 10mm² (cor verde ou verde/amarelo de seu
isolamento de fábrica) entre a caixa CM-9 ou CM-18 e a caixa CM-4
conector para ser utilizado no condutor de aterramento
barramento de cobre, nu, de baixa tensão, fixado na estrutura da caixa CM-9 e instalado no mesmo
sentido de montagem da caixa CM-4
fio de cobre nu, 2,5mm² , para aterramento do ramal de ligação ou do ramal de entrada
caixa CM-10 com barramentos isolados por material termocontrátil e conexões prateadas
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 1 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA )
1. Para todos os atendimento deve ser utilizado o cabeçote de alumínio para evitar a entrada de água na
caixa de proteção geral.
2. Para todo tipo de subestação 1 deve ser usado o suporte mostrado no Desenho 6, página 6-7. Devem ser
previstos, no mínimo, 3 (três) suportes.
3. Para a montagem da caixa CM-9 ou CM-18, ver Desenho 5, página 6-6. A Cemig deve disponibilizar
antecipadamente os TC que serão utilizados para que a montagem dos barramentos possa ser executada
com as medidas corretas.
4. A instalação dos TC ( na caixa CM-9 ou CM-18 ) será executada pela Cemig na presença do responsável
pela montagem, sempre que o instalador não fizer a instalação antecipada desses componentes. Dessa
forma, eventuais alterações que se façam necessárias sejam analisadas e comunicadas no local.
5. Nas emendas de barramentos os pontos de contatos devem ser "prateados" para assegurar uma boa
conexão.
ND - 5.3
6 - 10
6. Em algumas montagens será necessário o uso de bornes superiores especiais no disjuntor para a conexão
dos cabos indicados na Tabela 1, página 5-2; em hipótese alguma será permitida a conexão de mais de um
condutor em cada orifício do borne do disjuntor.
7. Os bornes inferiores do disjuntor devem ser adequados para conexão a barramento.
8. Caso seja utilizado disjuntor com regulagem de atuação térmica e/ou magnética o acesso a esses ajustes
não é permitido após a selagem do espelho da caixa.
9. Para a montagem mostrada no Desenho 4, detalhe 2, página 6-5, a saída é subterrânea após a medição.
10. O Desenho 5, página 6-6, está em escala de 1 : 10 e considera disjuntor de 1000 A e TC 1000 : 5 A;
serão admitidas alterações desde que não alterem a funcionalidade da montagem proposta.
11. 0 poste deve ser de concreto, seção circular, com resistência mecânica de, no mínimo, 600daN.
12. Para locais com trânsito exclusivo de pedestre o poste pode ser de 10 m (mínimo) e a distância dos
condutores de baixa tensão ao solo deve ser 3,50 m.
13. Para locais com trânsito de veículos o poste deve ser de 11 m (mínimo) e a distância dos condutores de
baixa tensão ao solo deve ser 5,00.
14. Essa subestação considera transformadores com peso máximo de 150 daN ou 1500 kgf.
15. Aterramento deve ser conforme item 7, página 4-9.
16. O vão entre a última estrutura da rede e a subestação deve ter comprimento máximo de 30(trinta) metros
correspondente ao ramal de ligação.
17. A potência do transformador deve ser, no máximo, duas vezes o valor da demanda contratada e o
transformador de menor potência deve ser o de 75kVA.
18. Essa caixa de passagem deve ser provida de tampa e deve ter as mesmas dimensões da caixa CM-9 ou
CM-18, exceto em relação à altura; a altura e a forma construtiva dessa caixa ficam a critério do
consumidor.
19. Nos casos que o cabo definido na Tabela 1, página 5-2 ou ainda algum cabo de bitola superior definido
pelo projetista, não sejam compatíveis com o borne do disjuntor especificado, deve ser utilizado o
terminal de redução para adequação de bitola, sendo proibido o corte total ou parcial de quaisquer coroas
do cabo para ligação ao borne.
20. O barramento de neutro deve ser instalado na lateral interna da caixa CM-9 ou CM-18 que receber o
acoplamento da CM-4, ou seja, no mesmo lado da CM-4.
21. O transformador a ser utilizado na subestação compartilhada deve ter potência mínima de 150kVA.
22. A Subestação nº1 compartilhada pode, ainda, ser construída da seguinte forma em alternativa à montagem
do Desenho 7, página 6-8:
a) sem a caixa CM-10; neste caso fica limitada em 3 (três) a quantidade de eletroduto a ser utilizada para
a descida dos condutores entre o transformador e as caixas CM-9 ou CM-18 conforme os eletrodutos
especificados na Tabela 1, página 5-2.
23. O transformador da Subestação nº 1 deve ser instalado conforme os Desenhos 2 e 3, páginas 6-3 e 6-4,
não devendo ser instalado acima da mureta onde está a medição da Cemig.
ND - 5.3
6 - 11
DESENHO 8 - SUBESTAÇÃO Nº1 - SUBESTAÇÃO PARA ATENDIMENTO COM GERAÇÃO
PRÓPRIA - SAÍDA SUBTERRÂNEA
ND - 5.3
6 - 12
DESENHO 9 - SUBESTAÇÃO Nº1 COM GERAÇÃO PRÓPRIA - DETALHE DE MONTAGEM DAS
CAIXAS
NOTA:
1) devem ser usados 3(três) TC para proteção conforme o item 8.3.3.2, página 2-10, com dimensionamento a
critério do projetista, levando-se em consideração, entre outros fatores, o nível de curto circuito na
derivação da rede da Cemig para a unidade consumidora.
2) O disjuntor de baixa tensão deve ser com bobina de trip interna e ser de um dos fabricantes relacionados
no Manual do Consumidor nº 11.
6 - 13
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 1 – ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA)
1
2
3
4
5
6
caixa para relé de proteção direcional (função 32)
caixa para disjuntor, transformadores de corrente e barramentos (CM-9); quando a montagem for
com condutor de 240mm², utilizar a caixa CM-18
caixa para medidor polifásico sem disjuntor (CM-4)
caixa de passagem provida de tampa e dispositivo para selo Cemig. Deve ter as mesmas dimensões
da caixa CM-9 ou CM-18, exceto em relação à altura. A altura e a forma construtiva dessa caixa
ficam a critério do consumidor
caixa de passagem provida de tampa e com as mesmas dimensões da caixa CM-9 ou CM-18,
exceto em relação à altura. A altura e a forma construtiva dessa caixa devem ser a mesma da caixa
de passagem do item 4 dessa legenda
plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 1 – ATENDIMENTO COM GERAÇÃO PRÓPRIA)
1. Os barramentos da caixa de passagem do item 5 constante da legenda (energia medida) podem ter
comprimento diferente em função da instalação dos eletrodutos de saída para a unidade consumidora.
2. Entre as caixas de passagem dos itens 4 e 5 constantes da legenda deve ser instalada placa de
baquelite com espessura mínima de 10mm.
3. Para a montagem da caixa CM-9 ou CM-18, ver Desenho 5, página 6-6. A Cemig deve permitir o acesso
aos TC que serão utilizados para que a montagem dos barramentos possa ser executada com as medidas
corretas.
ND - 5.3
6 - 14
DESENHO 10 - SUBESTAÇÃO Nº 2 – MEDIÇÃO E PROTEÇÃO – RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO
NOTAS:
1. Dimensões em milímetros.
2. Ver Notas e Legenda da página 6-18.
ND - 5.3
6 - 15
DESENHO 11 - SUBESTAÇÃO Nº 2 – MEDIÇÃO, PROTEÇÃO E TRANSFORMAÇÃO – RAMAL
DE LIGAÇÃO AÉREO
NOTAS:
1. Dimensões em milímetros.
2. Ver Notas e Legenda da página 6-18.
ND - 5.3
6 - 16
DESENHO 12 - SUBESTAÇÃO Nº 2 – RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO
NOTAS:
1. Dimensões em milímetros.
2. Para a tensão de 34,5 kV os afastamentos dos barramentos entre fase-neutro devem estar conforme a
Tabela 4, página 5-4 desta norma.
3. Opcionalmente, o projetista pode optar pela montagem da saída (chave e condutores) na mesma baia onde
está instalado o transformador.
4. Ver Notas e Legenda da página 6-18.
ND - 5.3
6 - 17
DESENHO 13 - SUBESTAÇÃO Nº 2 COMPARTILHADA – LAY OUT BÁSICO
NOTAS:
1. Procurar a Cemig na fase de projeto para a definição da individualização do fornecimento de energia
elétrica para as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento e prevê a baia indicada no
Desenho 13, página 6-17.
2. Ver Notas e Legenda da página 6-18.
6 - 18
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 2 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
Chave faca,com abertura tripolar sob carga, sem fusível,15 ou 25 ou 35 kV, 200A
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para proteção (ver Nota 3)
Disjuntor
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
Caixa CM-4
Transformador
Grade de proteção (ver Desenho 6 da página 7-7)
TP de 15, 25 ou 35 kV para proteção
Plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
Olhal de φ13mm para ancoragem do ramal de ligação com cabo isolado fixado na laje da subestação
com parafuso de máquina de φ 16x250mm
Caixa para relé de sobrecorrente e/ou relé de proteção direcional
Chave fusível de abertura tripolar sob carga, 15 ou 25 ou 35 kV (ver Tabelas 16, 17 e 18).
eletroduto de aço, diâmetro mínimo de 50mm( 2”)
Eletroduto de PVC rígido, antichama, Ø 75mm
TP para iluminação e tomadas da subestação
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 2 – INDIVIDUAL OU COMPARTILHADA )
1. A saída deve ser com condutores isolados em média tensão conforme o item 1.2.2.1, página 3-2.
2. Deve ser instalada uma segunda caixa CM-4 para unidades consumidoras instaladas com demanda maior
ou igual a 3.000 kW. Esta segunda caixa será utilizada para a instalação de equipamentos que visam a
automação da medição e deve ser interligada à caixa utilizada para instalação do medidor quando, numa
eventual mudança, o consumidor tornar-se consumidor livre.
3. Os TC de proteção devem ter relação definida no projeto em função da demanda contratada e nível de
curto circuito local. Deve ser informada a classe de exatidão desses TC.
4. Os detalhes de saída subterrânea, disjuntor com buchas em posição frontal e de ferragens para fixação da
medição constam do Desenho 3, página 7-4.
5. O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
6. A janela deve possuir aberturas para ventilação e deve ser provida de tela metálica externa com malha
mínima de 5mm e máxima de 13mm.
7. Se houver a necessidade da instalação de mais de uma chave na saída para a unidade consumidora (após a
baia de proteção ou de transformação), cada chave deve ser instalada em baia separada.
8. Quando a SE for compartilhada, procurar a Cemig na fase de projeto para a definição da individualização
do fornecimento de energia elétrica para as unidades consumidoras envolvidas no compartilhamento e
prevê a baia indicada no Desenho 13, página 6-17.
6 - 19
ND - 5.3
DESENHO 14 - SUBESTAÇÃO Nº 3 – CUBÍCULO DE MEDIÇÃO
NOTA:
1.
Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
6 - 20
DESENHO 15 - SUBESTAÇÃO Nº 3 – DETALHES DA MURETA PARA INSTALAÇÃO DA
MEDIÇÃO
NOTA:
1. Dimensões em milímetros.
6 - 21
ND - 5.3
LEGENDA
SUBESTAÇÃO nº 3
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
poste de 10 m, 300 daN mínimo (C, DT ou RT)
para-raios para sistema aterrado - neutro aterrado
condutor de cobre com isolamento para 600V - ∅ 2,5mm2 (7 condutores)
caixa CM-4
cubículo para medição a três elementos - isolamento 15 ou 25 ou 35 kV - conforme 02.118CEMIG-0103 – com bucha primária em epóxi.
eletroduto de aço zincado DN = 32mm
cabo de cobre isolado para 15 ou 25 ou 35kV
eletroduto aço zincado DN = 100mm conforme o Desenho 7, página 8-8
porta de tela zincada 2000x1500mm com malha de 3x3cm (Ver Nota 6)
painel de tela zincada com malha de 3x3cm
arame de aço galvanizado n° 14 ou fita de aço galvanizada
plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
NOTA:
1. C, DT e RT se referem a postes de concreto circular , duplo T e seção retangular, respectivamente.
NOTAS
SUBESTAÇÃO nº 3
1. O barramento interno do cubículo deve ser de cobre nu (ver Tabelas 3 e 4, página 5-4).
2. Se a estrutura for instalada em ângulo de linha deve ser estudada a necessidade de redimensionar os postes
e/ou instalação de estais.
3. A aplicação de cubículo de medição é definida no item 8.3, página 4-11.
4. O aterramento deve ser conforme item 7, página 4-9.
5. Na primeira estrutura após o cubículo devem ser instaladas chaves fusíveis ou seccionadoras a fim de
facilitar trabalhos a serem efetuados na rede particular. Essas chaves devem ser operadas por pessoas com
o devido treinamento e EPI/EPC sendo a responsabilidade das operações por conta do consumidor.
6. Esta porta deve ter dispositivo para cadeado conforme o Desenho 15, página 6-20, Detalhe 4.
ND - 5.3
6 - 22
DESENHO 16 - SUBESTAÇÃO Nº 4 – SUBESTAÇÃO BLINDADA – ALTERNATIVA Nº 1
NOTAS:
1. Os cubículos de entrada, de medição Cemig e de proteção e saída devem ser providos de, no mínimo, dois
dispositivos para lacre Cemig em cada cubículo.
2. Esse cubículo deve ter os ensaios de tipo e ser construído conforme a NBR 62271-200.
ND - 5.3
6 - 23
DESENHO 17 - SUBESTAÇÃO Nº 4 – SUBESTAÇÃO BLINDADA – ALTERNATIVA Nº 2
NOTAS:
1. Os cubículos de entrada e medição Cemig, de proteção e de saída e proteção e de saída devem ser
providos de, no mínimo, dois dispositivos para lacre Cemig em cada cubículo.
2. Esse cubículo deve ter os ensaios de tipo e ser construído conforme a NBR NBR 62271-200.
6 - 24
ND - 5.3
DESENHO 18 - SUBESTAÇÃO Nº 4 - PLANTA DE LOCALIZAÇÃO
NOTAS:
1. A distância entre a parte posterior da subestação blindada e a parede pode ser diferente do especificado
(1.000mm), desde que a nova distância seja especificada pelo fabricante e inserida no projeto elétrico da
subestação de entrada de energia elétrica da unidade consumidora.
2. Deve ser prevista a construção de uma canaleta no piso entre a parede e a subestação blindada com tampa
com dispositivos para a instalação de selo da Cemig ou a instalação do eletroduto até a subestação
blindada para a montagem do ramal de entrada ou de ligação subterrâneo.
3. As dimensões do cômodo da subestação são mínimas.
4. Dimensões em milímetros.
6 - 25
ND - 5.3
LEGENDA
SUBESTAÇÃO nº 4
01
02
03
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade Cemig)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade Cemig)
Caixa de passagem conforme o Desenho 10, página 7-11 e Desenho 9, página 8-10
NOTAS
SUBESTAÇÃO nº 4
1. O cubículo blindado deve situar-se dentro de cômodo apropriado, com as dimensões mínimas de acordo
com o Desenho 18, página 6-24.
2. Todos os compartimentos com energia não medida e o compartimento de medição devem ser providos de,
pelo menos, 2 (dois) pontos para instalação de selo Cemig.
3. Todas as partes metálicas do posto devem ser solidamente conectadas a malha de aterramento.
4. A malha de aterramento do posto deve ser conforme item 7, página 4-9.
5. Os para-raios serão necessários sempre que houver rede aérea (ou ramal de ligação aéreo) antes ou após o
posto.
6. O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
7. Os projetos elétricos devem ser apresentados com as ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de
projeto . Nos projetos devem constar as plantas e cortes do cubículo elaborados pelo responsável técnico,
não sendo permitida a apresentação dos desenhos, memória de cálculo do ajuste do relé microprocessado,
diagrama unfilar geral e de ligação do relé microprocessado elaborados pelos fabricantes. O projeto
elétrico deve ser elaborado conforme o item 6.5, página 2-6.
8. A distância entre a parte posterior da subestação blindada e a parede pode ser diferente do especificado no
Desenho 18, página 6-24, desde que a nova distância seja especificada pelo fabricante e inserida no
projeto elétrico da subestação de entrada de energia elétrica da unidade consumidora.
ND - 5.3
Classificação:Público
6 - 26
DESENHO 19 - SUBESTAÇÃO Nº 5 - ENTRADA AÉREA
ND - 5.3
Classificação:Público
6 - 27
DESENHO 20 - SUBESTAÇÃO Nº 5 - ENTRADA SUBTERRÂNEA
Classificação:Público
6 - 28
ND - 5.3
LEGENDA
(SUBESTAÇÃO nº 5 )
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Chave fusível de abertura tripolar sob carga, 15 ou 25 ou 35 kV (ver Tabelas 16,17 e 18)
Transformador
TC de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
TP de 15 ou 25 ou 35 kV para medição (propriedade CEMIG)
Eletroduto de PVC rígido, antichama, Ø 75mm
Caixa CM-4
Grade de proteção (ver Desenho 6 da página 7-7)
Olhal de φ13mm para ancoragem do ramal de ligação com cabo isolado fixado na parede da
subestação com parafuso de máquina de φ 16x250mm
eletroduto de aço, diâmetro mínimo de 50mm( 2”)
Plataforma basculante de madeira ou metal, de 500x500mm para suportar peso até 20daN
NOTAS
( SUBESTAÇÃO nº 5 )
1. Os detalhes de saída subterrânea, disjuntor com buchas em posição frontal e de ferragens para fixação da
medição constam do Desenho 3, página 7-4.
2. O pé direito mínimo é 3m; nos locais com passagens de viga será admitido um mínimo de 2,50m na face
inferior da mesma.
3. A janela deve possuir aberturas para ventilação e deve ser provida de tela metálica externa com malha
mínima de 5mm e máxima de 13mm.
4. Somente pode ser instalado um transformador com potência mínima de 75kVA e potência máxima de
300kVA. Esse transformador deve ser instalado dentro da subestação.
5. Não pode ter saída de energia em média tensão de dentro da subestação.
6. Deve ter proteção geral na baixa tensão através de disjuntor.
7. A potência do transformador deve ser, no máximo, duas vezes o valor da demanda contratada.
8. Deve ser instalada uma segunda caixa CM-4 para o consumidor que tornar-se livre. Esta segunda caixa
será utilizada para a instalação de equipamentos que visam a automação da medição.
9. Deve ter proteção geral na baixa tensão através de disjuntor, que deve ser instalado dentro da subestação
de entrada de energia elétrica quando o cliente optar por ter geração própria.
Classificação:Público
7-1
ND - 5.3
DESENHOS COMPLEMENTARES
UTILIZAÇÃO
Cubículo de medição em epóxi (3 TC – 3 TP)
Sistema de aterramento
Ligações das buchas do disjuntor e saída/entrada subterrâneas
Topologia do aterramento
Opções para sistemas de emergência
Grade de proteção
Montagem eletromecânica - caixa tipo ZD - emenda com derivação de média
tensão
Junção de caixas
Suporte para TP e TC de medição
Construção civil - caixas de inspeção - tipos e dimensões
DESENHO
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ND - 5.3
Classificação:Público
7-2
DESENHO 1 - CUBÍCULO DE MEDIÇÃO EM EPÓXI (3 TC – 3 TP)
NOTAS:
1. A utilização desse cubículo de medição fica condicionada à aprovação da Cemig e é uma alterativa à
instalação da Subestação nº 3.
2. A montagem dessa página refere-se à medição de alimentador.
3. Para cada aplicação existe um tipo de cubículo de medição.
4. A montagem desse cubículo deve ser conforme o manual de instalação a ser fornecido pelo fabricante;
5. Cabo de cobre nu 50 mm² para aterramento.
6. Haste de aço zincada tipo cantoneira de 2400-25x25x5mm conforme Tabela 1, página 5-2.
ND - 5.3
Classificação:Público
7-3
DESENHO 2 - SISTEMA DE ATERRAMENTO
NOTAS:
1. Demais características técnicas do sistema de aterramento, ver Capítulo 4, item 7, página 4-9.
2. Dimensões mínimas, em milímetros.
3. Somente serão aceitas as hastes de aterramento constantes do Manual do Consumidor nº11 (Materiais e
Equipamentos Aprovados para Padrões de Entrada).
4. Opcionalmente a cava de aterramento pode ser substituída por eletroduto de PVC rígido com diâmetro de
300mm ou por caixa circular de PVC rígido com diâmetro de 300mm. No entanto, a tampa deve ser de
concreto ou ferro fundido.
ND - 5.3
Classificação:Público
7-4
DESENHO 3 - LIGAÇÕES DAS BUCHAS DO DISJUNTOR E SAÍDA/ENTRADA SUBTERRÂNEAS
NOTA:
1. Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
Classificação:Público
7-5
DESENHO 4 – TOPOLOGIA DO ATERRAMENTO
NOTAS:
1. Ver Nota 4, página 7-3.
2. Dimensões em milímetros.
3. A forma de distribuição e interligação da malha de aterramento pode ser alterada, desde que se mantenha
o número de hastes e o mesmo cabo dimensionado e espaçamento para interligação entre elas.
4. Caso seja necessário ampliar a malha de aterramento as novas hastes devem ser instaladas de forma
análoga conforme o Desenho 4, página 7-5.
Classificação:Público
7-6
ND - 5.3
DESENHO 5 - OPÇÕES PARA SISTEMAS DE EMERGÊNCIA
1. Torre com caixa d’água (utilização de água por gravidade – sem uso da energia elétrica)
2. Subestação nº 1
3. Demais subestações
NOTAS:
1. Ver Capítulo 2, item 6.5.2.9, página 2-7.
2. Para a Subestação nº 1, recomendamos que os disjuntores d1(demais cargas) e d2 (cargas de emergência)
sejam instalados numa caixa CM-9 localizada na mesma mureta onde estarão as caixas CM-4 (medição
Cemig) e CM-9 (proteção geral).
3. Para as demais subestações, recomendamos que as chaves 1, 2 e 3 e os disjuntores d1 e d2 sejam
instalados no mesmo local.
4. O disjuntor ou a chave das cargas de emergência deve ser provido de placa com os dizeres: “Essa proteção
deve ser operada em caso de emergência”.
Classificação:Público
7-7
ND - 5.3
DESENHO 6 - GRADE DE PROTEÇÃO
CUBÍCULOS
Medição
Proteção
Transformação
ALTURA
(mm)
6000
6000
6000
LARGURA
“A” (mm)
1500
1400
1600
NOTAS:
1. Armação de cantoneira de ferro galvanizado conforme detalhe A.
2. Painel de tela de arame zincado nº 12 BWG, com malha de 30x30mm.
3. Os painéis de tela dos cubículos de medição e proteção devem ter dispositivo para lacre e abertura para a
área de circulação da subestação.
4. Em todos os cubículos devem ser previstos limitadores de curso (batente) para os quadros de tela, através
de perfil “L”, de 38,1x38,1x4,76x50mm.
5. No painel de tela do cubículo de medição deve ser prevista uma porta de acesso, com dimensões
600x2000mm, com dispositivo para lacre.
6. No painel de tela do cubículo de proteção deve ser prevista uma porta de acesso com dimensões de
1400x2000mm com dispositivo para lacre.
7. As dobradiças das portas dos painéis de tela devem ser do tipo que não permite a abertura das portas sem
romper o lacre da Cemig.
8. A grade de proteção deve ter pintura de acabamento, preferencialmente tipo eletrostática.
Classificação:Público
7-8
ND - 5.3
DESENHO 7
MONTAGEM ELETROMECÂNICA
CAIXA TIPO ZD
EMENDA COM DERIVAÇÃO DE MÉDIA TENSÃO
Item
Descrição
Barramento
isolado
triple – BTX
1
2 Bucha ficher M8S10
LISTA DE MATERIAL
Un. Quant. Item
Descrição
Dispositivo
aterramento
p/ CB MT
pç
3
6
pç
12
7 Fio cobre de 1,5mm²
3
Cabo cobre nu, flexível 16mm²
kg
1
8
4
5
Conector paraf. Fendido p/ cabo 16mm²
Conector paraf. Fendido p/ cabo 35mm²
pç
pç
3
3
9
Parafuso aço zinc. cabeça
sextavada ∅9,5x32mm
Terminal tipo cotovelo
Un. Quant.
pç
9
kg
0,2
pç
12
pç
9
NOTAS:
1. Para instalação da emenda de média tensão, do BTX, esta caixa não deve conter circuitos de média tensão.
2. A capacidade máxima de emendas de MT desta caixa é um circuito de cabos até 120mm² com uma
derivação até 120mm²,em 15/25kV.
3. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
7-9
ND - 5.3
DESENHO 8 - JUNÇÃO DE CAIXAS
Item
1
2
3
LISTA DE MATERIAL
Descrição
Item
Eletroduto de aço ou PVC
4
Niple
Porca arruela
Bucha
Descrição
ND - 5.3
Classificação:Público
7 - 10
DESENHO 9 - SUPORTE PARA TP E TC DE MEDIÇÃO
NOTAS:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Todos os ferros em “L” devem ser de 38x38x4,8 (11/2”x11/2”x3/16”) soldados entre si.
Todas as travessas devem ser de chapa de ferro 38x4,8 (11/2” x 3/16”).
Todos os furos oblongos devem ser de φ11(7/16”).
Os parafusos para fixação das travessas devem ser de cabeça sextavada de φ 9,5x25 (3/8”x1”).
Este eletroduto deve ser instalado de forma aparente acima do piso e externamente nas paredes da
subestação até a caixa de medição (CM-4).
O suporte deve ser devidamente aterrado utilizando-se parafuso de cabeça sextavada de 9,5x25(3/8”x1”) e
respectiva porca.
O conjunto de eletrodutos e caixas de passagem deve ficar sempre do lado oposto da fonte de energia.
As tolerâncias das cotas devem ser de ± 5%.
Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
7 - 11
ND - 5.3
DESENHO 10 - CONSTRUÇÃO CIVIL - CAIXAS DE INSPEÇÃO - TIPOS E DIMENSÕES
TIPOS
ZC
ZD
“X”
770
1000
DIMENSÕES INTERNAS (mm)
“Y”
670
750
“Z”
900
1200
DENOMINAÇÃO
ANTERIOR
CP-03(U)
CP-01(D)
NOTAS:
1. A profundidade das caixas será determinada em função da profundidade do banco de dutos, condições
locais e/ou necessidade específica.
2. As caixas podem ser construídas com anéis premoldados, alvenaria ou concreto moldado no local; as
caixas em alvenaria só devem ser construídas em locais não sujeitos à trânsito de veículos.
3. Quando instalada no circuito de energia não medida internamente nas instalações consumidoras, a tampa
da caixa deve ter dispositivo para instalação de selo Cemig.
Classificação:Público
8-1
ND - 5.3
DESENHOS DOS MATERIAIS PADRONIZADOS
UTILIZAÇÃO
Ferragens para ramal aéreo
Cintas
Caixa modular com disjuntor geral, TC e barramentos
Caixa para medição polifásica (medidores kW/kWh e kVArh) – medição indireta
(CM-4)
Eletroduto de PVC rígido
Eletroduto corrugado de polietileno
Eletroduto de aço
Cabeçote para eletroduto
Tampas com aro para caixas de inspeção
Tampa e aro para caixa ZD (ver et 02.118 – Cemig – 0430 – ND-2.6)
Faixa plástica de sinalização
Arruela, bucha e isolador roldana
Terminal maciço de compressão tipo pino e de encapsulamento
Terminal de compressão vazado tipo pino
Conectores e terminal para aterramento
DESENHO
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8-14
8-15
8-16
Classificação:Público
8-2
ND - 5.3
DESENHO 1 - FERRAGENS PARA RAMAL AÉREO
NOTAS:
1. Todo material deve ser em aço carbono, zincado por imersão a quente.
2. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8-3
ND - 5.3
DESENHO 2 - CINTAS
NOTAS:
1. Cintas, parafusos e porcas : aço carbono, zincado por imersão a quente.
2. Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
Classificação:Público
8-4
DESENHO 3 - CAIXA MODULAR COM DISJUNTOR GERAL, TC E BARRAMENTOS
MOD.
CM-9
CM-10
CM-11
CM-18
DIMENSÕES
UTILIZAÇÃO
A
B
C
600
400
1000 Como quadro de distribuição geral (com disjuntor e/ou TC)
Como quadro de distribuição geral (com disjuntores e
600
400
1000
barramentos)
600
400
1000 Como derivação de circuitos (com barramentos apenas)
600
400
1200 Como quadro de distribuição geral (com disjuntor e/ou TC)
NOTAS:
1. Nas caixas modelo CM-9, CM-10 e CM-18 o espelho interno deve ser cortado de forma que fiquem
acessíveis apenas as alavancas dos disjuntores. No modelo CM-11, o espelho não deve ser cortado.
2. Especificações técnicas das caixas e quadro: ver ND-2.6 (ET 02.118-CM/MD-001).
3. Nas caixas CM-9, CM-10, CM-11 e CM-18 os furos necessários para cada tipo de montagem devem ser
feitas na obra e devem ser executados com serra copo e ser providos de proteção contra corrosão na chapa
para evitar danos ao isolamento dos cabos.
4. Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
Classificação:Público
8-5
DESENHO 4 – CAIXA PARA MEDIÇÃO POLIFÁSICA (MEDIDORES kW/kWh E kVArh) –
MEDIÇÃO INDIRETA (CM-4)
NOTAS:
1. Especificação técnica das caixas: ver ND-2.6 (ET 02.118-CM/MD-001).
2. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8-6
ND - 5.3
DESENHO 5 - ELETRODUTO DE PVC RÍGIDO
DIÂMETRO
I
T
E
M
NOMINAL - DN
mm
25
32
40
50
60
75
85
110
1
2
3
4
5
6
7
8
POL
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
EXTERNO - DE
mm
ESPESSURA NOMINAL
DA PAREDE - e
mm
25,9
33,0
42,0
47,4
59,0
74,7
87,6
113,1
2,3
2,7
2,9
3,0
3,1
3,8
4,0
5,0
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
1.
2.
3.
4.
Material: PVC rígido
Tipo: rosqueável, classe B, conforme NBR 15465
Acabamento: superfícies internas e externas do eletroduto e luva isenta de rebarbas e quinas vivas
Identificação: marcação no eletroduto de forma legível e indelével contendo:
a)
b)
c)
d)
e)
Nome ou marca de identificação do fabricante
Diâmetro nominal
O termo “eletroduto”
O termo “NBR 15465”
O termo “Eletroduto PVC rígido”
5. Partes componentes: fornecer eletroduto com uma luva
Classificação:Público
8-7
ND - 5.3
DESENHO 6 – ELETRODUTO CORRUGADO DE POLIETILENO
DIÂMETRO EXTERNO
NOMINAL (DE)
DIÂMETRO EXTERNO
MÉDIO(dem)
DIÂMETRO INTERNO
MÉDIO(dim) MÍNIMO
50
55
63
75
90
100
110
50,0 ± 1,5
55,0 ± 1,5
63,0 ± 2,0
75,0 ± 2,0
90,0 ± 2,5
100,0 ± 2,5
110,0 ± 2,5
37,0
40,0
49,0
56,0
72,0
83,0
93,0
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
1. Material: Polietileno
2. Tipo: conforme NBR 15715.
3. Acabamento: superfícies internas e externas do eletroduto isenta de bolhas, trincas, fraturas do fundido
ou outros defeitos visuais.
4. Identificação: marcação no eletroduto de forma legível e indelével contendo:
a) Nome ou marca de identificação do fabricante
b) Diâmetro externo nominal (DE)
c) O termo “PE”
d) O termo “NBR 15715”
e) O termo “ENERGIA”
f) O termo ‘NÃO PROPAGANTE DE CHAMA”
g) Código que permita a rastreabilidade à sua produção, tal que contemple um indicador relativo ao
mês e ano de fabricação.
5. Partes componentes: fornecer eletroduto com luva fabricada em polietileno ou polipropileno ou PVC.
6. Os dutos corrugados devem ser fornecidos em barras com comprimento múltiplos de 6 metros ou em
rolos com comprimentos múltiplos de 25 metros.
Classificação:Público
8-8
ND - 5.3
DESENHO 7 - ELETRODUTO DE AÇO
I
T
E
M
1
2
3
4
5
6
7
8
DIÂMETRO
NOMINAL - DN
mm
20
25
32
40
50
65
80
100
POL
¾
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
EXTERNO - DE
mm
26,9
33,7
42,4
48,3
60,3
76,1
88,9
114,3
ESPESSURA NOMINAL
DA PAREDE - e
mm
2,25
2,65
2,65
3,00
3,00
3,35
3,35
3,75
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
1.
2.
3.
4.
5.
Material: aço carbono
Tipo: eletroduto rígido conforme NBR 5598
Acabamento: superfícies internas e externas do eletroduto e luva isenta de rebarbas e quinas vivas
Tratamento: zincagem por imersão a quente
Identificação: marcação no eletroduto em sua superfície externa, de forma legível e indelével, as
seguintes informações:
a)
b)
c)
d)
Nome ou símbolo do fabricante
Nome do produto (eletroduto)
Diâmetro nominal
NBR 5598
6. Partes componentes: fornecer eletroduto com uma luva
Classificação:Público
8-9
ND - 5.3
DESENHO 8 - CABEÇOTE PARA ELETRODUTO
I
T
E
M
1
2
3
4
5
6
7
A
UTILIZAÇÃO
ELETRODUTO
DN (POL.)
¾
1
1 1/2
2
2 1/2
3
4
PARAF.
∅B
∅C
min.
20
50
55
R
∅E
X
31 ± 2
38 ± 2
54 ± 3
66 ± 3
81 ± 3
97 ± 4
125 ± 6
25 ± 2
31 ± 2
44 ± 3
55 ± 3
67 ± 4
62 ± 4
107 ± 6
min.
M5 x 30
5,5 + 0,5
55
M8 x 30
8,5 + 0,5
85
M10 x 30
10,5 + 0,5
125
150
PESO
APROX
.
kg
0,20
0,30
0,50
0,70
1,20
1,70
2,20
Espessura min “e”
PEÇAS - AL
PEÇAS PVC
5
7
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
1. Material: Peças 1 e 2: Alumínio, liga de alumínio ou PVC
Parafusos, porca e arruela: Alumínio duro anodizado ou aço zincado
2. Acabamento: Superfícies lisas, isentas de rebarbas
3. Cor: (Material de PVC) : preto
4. Identificação: Marcação legível e indelével contendo:
a) Nome ou marca do fabricante
b) Dimensões ∅ B
c) Partes componentes: Fornecer completo, com todos os parafusos indicados no desenho
ND - 5.3
Classificação:Público
8 - 10
DESENHO 9 - TAMPAS COM ARO PARA CAIXAS DE INSPEÇÃO
NOTAS:
1. O sistema de articulação da tampa (dobradiça da caixa ZC) deve ser do tipo anti-roubo, não permitindo
que a tampa seja separada do aro após a fabricação.
2. O encaixe da tampa no aro deve ser estável, seja de fabricação ou por usinagem.
3. A tampa deve apresentar em sua superfície interna, a marca do fabricante.
4. Características construtivas da tampa e aro, ver desenhos 02.118-CEMIG-0205 (tipo ZC – passeio) e
02.118-CEMIG-0206 (tipo ZC – garagem).
5. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8 - 11
ND - 5.3
DESENHO 10 - TAMPA E ARO PARA CAIXA ZD
(VER ET 02.118 – CEMIG – 0430 – ND-2.6)
NOTA:
1.
Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8 - 12
ND - 5.3
DESENHO 11 - FAIXA PLÁSTICA DE SINALIZAÇÃO
NOTAS:
1. Material: PVC
2. Cores
a) fita amarela
b) “CEMIG” em preto
c) alerta em vermelho
Classificação:Público
8 - 13
ND - 5.3
DESENHO 12 – ARRUELA, BUCHA E ISOLADOR ROLDANA
NOTA:
1. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8 - 14
ND - 5.3
DESENHO 13 – TERMINAL MACIÇO DE COMPRESSÃO TIPO PINO E DE ENCAPSULAMENTO
TERMINAL MACIÇO DE COMPRESSÃO TIPO PINO
TERMINAL DE ENCAPSULAMENTO
NOTAS:
1. Refere-se ao diâmetro do condutor sem isolação e esta nota é aplicável também ao terminal de
encapsulamento.
2. Pode ser utilizado terminal de compressão maciço sem a conecidade indicada no desenho.
3. As dimensões variáveis indicadas nos desenhos acima referem-se aos condutores com seção de 6 a
35mm², que são os condutores utilizados em medição direta (sem TC) na área de concessão da Cemig.
4. Para a ligação do condutor flexível de 50mm² diretamente no borne do medidor de energia elétrica deve
ser utilizado o terminal de compressão maciço (Desenho 13, página 8-14) ou o terminal de compressão
vazado (Desenho 44, página 8-15). Para os demais condutores, além desses terminais de compressão,
pode ser utilizado o terminal de encapsulamento (Desenho 13, página 8-14). Esses terminais devem ser de
cobre.
5. Os terminais acima devem ser utilizados na ponta dos condutores flexíveis que serão ligados aos bornes
do disjuntor e do medidor de energia elétrica e devem ser de cobre.
6. A área de compressão do terminal maciço de compressão tipo pino deve ser revestida com isolação
termocontrátil após a compressão sobre a ponta do condutor.
7. O terminal de encapsulamento pode ser do tipo tubular que tem as duas extremidades abertas.
8. Para condutores com seção superior a 50mm² deve ser utilizado terminal de compressão maciço ou
terminal de encapsulamento, que pode ter comprimento de 23mm, conforme especificado pelo
responsável técnico pela montagem.
9. Dimensões em milímetros.
Classificação:Público
8 - 15
ND - 5.3
DESENHO 14 - TERMINAL DE COMPRESSÃO VAZADO TIPO PINO
SEÇÃO
(mm²)
10
16
25
35
50
A
63,3
65,0
65,0
65,0
67,0
B
30,0
30,0
30,0
30,0
30,0
DIMENSÃO mm
C
ØD
29,0
3,9
29,0
4,9
29,0
6,0
29,0
7,0
29,0
8,0
ØE
6,0
7,9
9,0
10,3
12,3
ØI
4,4
5,9
6,8
7,9
9,7
NOTAS:
1. Para a ligação do condutor flexível de 50mm² diretamente no borne do medidor de energia elétrica deve
ser utilizado o terminal de compressão maciço (Desenho 13, página 8-14) ou o terminal de compressão
vazado (Desenho 14, página 8-15). Para os demais condutores, além desses terminais de compressão,
pode ser utilizado o terminal de encapsulamento (Desenho 13, página 8-14). Esses terminais devem ser de
cobre.
2. Os terminais acima devem ser utilizados na ponta dos condutores flexíveis que serão ligados aos bornes
do disjuntor e do medidor de energia elétrica e devem ser de cobre.
3. O terminal tubular de compressão deve ser revestido com isolação termocontrátil após a compressão sobre
a ponta do condutor.
4. O terminal de encapsulamento pode ser do tipo tubular que tem as duas extremidades abertas.
5. Para condutores com seção superior a 50mm² deve ser utilizado terminal de compressão maciço ou
terminal de encapsulamento, que pode ter comprimento de 23mm, conforme especificado pelo
responsável técnico pela montagem.
6. Dimensões em milímetros.
ND - 5.3
Classificação:Público
8 - 16
DESENHO 15 – CONECTORES E TERMINAL PARA ATERRAMENTO
Classificação:Público
ANEXO A - 1
ND - 5.3
ANEXO A
METODOLOGIA PARA AJUSTE DE PROTEÇÃO SECUNDÁRIA
1.
CÁLCULO DAS CORRENTES NOMINAL E DE PARTIDA DO RELÉ
1.1
A corrente nominal (In) deve ser calculada a partir da demanda máxima (que será a demanda
contratada) de acordo com o projeto considerando-se, no mínimo, o fator de potência de referência 0,92.
1.2
Assim, In= W / 1,73 x V x 0,92 , onde:
W é a demanda máxima em kW
V é a tensão nominal entre fases em kV
1.3
A corrente de partida do relé (Ip) deve ser 1,05 x In , considerando que pode haver ultrapassagem de
5% da demanda contratada. Deve ser calculada também a corrente de partida para neutro considerando , no
máximo, 1/3 da de fase.
2.
CÁLCULO DA CORRENTE DE MAGNETIZAÇÃO DO(S) TRANSFORMADOR(ES)
2.1
A corrente de magnetização (Irush) - Im - para transformadores à óleo e para transformadores com
isolamento e encapsulamento em epóxi de até 2000 kVA pode ser considerada igual a 8 x In com tempo de
duração da ordem de 0,1s. Para transformadores de potência superior a 2000 kVA o valor de Im e o tempo de
duração devem ser informados pelo fabricante do transformador.
2.2
Opcionalmente, para os transformadores com isolamento e encapsulamento em epóxi a corrente de
magnetização e o tempo de duração dessa corrente podem ser aqueles informados pelo fabricante do
transformador.
2.3
Este valor é muito importante pois a proteção não deve atuar na energização da subestação.
Caso haja mais de um transformador, deve ser considerada a corrente de magnetização do maior transformador
acrescida das correntes nominais dos demais.
3.
CÁLCULO DO PONTO ANSI DOS TRANSFORMADORES
3.1
O ponto ANSI é o máximo valor de corrente que um transformador pode suportar durante um período
definido de tempo sem se danificar. No caso de falta fase-terra este valor, para transformador triângulo-estrela
com neutro solidamente aterrado (válido para os transformadores de unidades consumidoras da Cemig), é 0,58
vezes o ponto ANSI.
3.2
Assim, os valores de corrente serão:
Iansi = (100 / Z% ) x In
Inansi = 0,58 x (100 / Z% ) x In , onde Z% é a impedância percentual de cada transformador
3.3
Sempre que possível a curva de atuação do relé deve ficar “abaixo” do ponto ANSI do transformador
de menor potência, tanto para a função de proteção de fase como a de neutro (ou terra).
3.4
De maneira geral e objetivando lançar estes pontos no diagrama de coordenação/seletividade, pode ser
utilizada a seguinte tabela:
Z%
(Ohms)
Até 4
Até 5
Até 6
Até 7
PONTO ANSI
(A)
25 x In
20 x In
16,6 x In
14,3 x In
TEMPO MÁX. DE DURAÇÃO
(s)
2
3
4
5
Classificação:Público
ANEXO A - 2
ND - 5.3
4.
CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO NO PONTO DE DERIVAÇÃO DO RAMAL DE
LIGAÇÃO
4.1
A Cemig deve informar ao engenheiro projetista os valores de curto-circuito para que possam ser
dimensionados os TC e TP (se necessário) de proteção. De forma geral, recomenda-se que os TC de proteção
tenham uma corrente primária tal que o maior valor de CC não a exceda em 50 vezes.
4.2
Deve ser considerado também a corrente de partida para cálculo dos TC de proteção. A corrente de
partida deve ser superior a 10% da corrente primária dos TC de proteção para assegurar uma melhor exatidão.
5.
RELÉ DE PROTEÇÃO
5.1
Os relés devem ter as características constantes dos itens 3.38 e 3.39, página 1-8 e ter, no mínimo, as
seguintes funções :
a) função 50: proteção de sobrecorrente instantânea;
b) função 51: proteção de sobrecorrente temporizada;
c) tanto a função 50 como a 51 devem estar disponíveis para fase e neutro (terra); assim, é
exigido pela Cemig, que o relé execute as funções 50/51 e 50N/51N;
d) função 32: proteção direcional de potência quando da utilização de gerador.
5.2
Se a função de proteção 32 estiver disponível em relé separado do relé de proteção com as funções
50/51 e 50N/51N, a instalação do relé de proteção com a função 32 deve ser nas mesmas condições que o relé
de proteção de sobrecorrente (50/51, 50/51N).
5.3
O relé deve ser trifásico, eletrônico e microprocessado.
5.4
O(s) relé(s) deve(m) ser instalado(s) dentro da subestação de entrada de energia elétrica.
5.5
Nas unidades consumidoras com geração própria devem ser usados 3(três) TP para proteção 13,8/1,73
ou 22/1,73 ou 34,5/1,73 conforme o sistema de distribuição da Cemig. Se não tiver geração própria pode ser
usado apenas um TP para o sistema de proteção.
5.6
É necessária a utilização de fonte auxiliar para alimentação do relé, pois durante a ocorrência de CC o
nível de tensão tende a zero; assim, deve haver um sistema que, alimentado à partir do TP mantenha a
alimentação no relé pelo tempo mínimo necessário à abertura do disjuntor. Este dispositivo deve ser um
sistema “no-break” com potência mínima de 1000VA de forma que não haja interrupção na alimentação do
relé.
5.7
Opcionalmente pode ser instalado conjunto de baterias, para suprir uma eventual ausência do “nobreak”. Adicionalmente, deve ser previsto o trip capacitivo.
5.8
O relé deve, ainda, ser provido de fonte interna. Se o relé não tiver uma fonte interna, além do trip
capacitivo deve ser prevista uma fonte capacitiva para o relé.
5.9
Ligação ao secundário dos TC de proteção: no mínimo devem ser conectadas as 3 fases e o neutro,
sendo recomendável especial atenção à polaridade dos TC para que a proteção possa atuar da forma correta.
5.10 Esse relé deve contemplar, no mínimo, a indicação do evento ocorrido por fase, se sobrecarga , com os
valores da magnitude da corrente interrompida.
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO A - 3
5.11 As funções 50 e 51(fase e neutro) devem ser garantidas, na falta de energia, por uma fonte de
alimentação reserva, com autonomia mínima de 2 h, que garanta a sinalização dos eventos ocorridos e o acesso
à memória de registro dos relés.
5.12 O relé deve ser provido de meios que impeçam a alteração de sua parametrização, local ou remota,
executada de acordo com o projeto aprovado na concessionária. São exemplos destes meios: o lacre, chave
interna ou senha de bloqueio de alteração remota.
5.13 Os lacres instalados nos medidores e demais equipamentos de medição, caixas e cubículos de
proteção somente podem ser rompidos por representante credenciado da Cemig conforme previsto no
Artigo 75 da Resolução 414/2010 da ANEEL.
5.14 Os transformadores de corrente conectados aos relés secundários podem ser instalados, a critério do
projetista, do lado da alimentação da concessionária ou do lado da instalação da unidade consumidora e/ou
produtor independente ou autoprodutor.
5.15 São exemplos de parâmetros a serem considerados na decisão: o tempo de operação como consumidor
ou autoprodutor/produtor independente e demanda de injeção ou requerida no sistema da concessionária. Os
transformadores de potencial devem ser instalados do lado da alimentação da distribuidora, antes do disjuntor
de proteção geral e após a chave seccionadora.
5.16 Para qualquer tipo de relé, deve ser instalado um dispositivo exclusivo que garanta a energia necessária
ao acionamento da bobina de abertura do disjuntor, que permita teste individual, recomendando-se o uso de
fonte capacitiva, associada a outra fonte de alimentação auxiliar.
5.17
A resolução máxima de ajuste da corrente de fase deve ser de 0,05%.
6.
AJUSTES DO RELÉ DE PROTEÇÃO
6.1
Os ajustes disponíveis no relé de sobrecorrente utilizado devem ser previstos de forma a atender a
todas as solicitações transitórias e permanentes necessárias à operação da unidade consumidora, sendo que as
premissas utilizadas para a parametrização desejada devem ser claramente justificadas, identificando cargas e
sua solicitação (tempo x corrente).
6.2
Identificados os pontos (binômio tempo x corrente) que demandem ajustes além do mínimo disponível
no relé de proteção utilizado, pode ser adotado, excepcionalmente e com aprovação da Cemig, automatismo
que anule temporariamente a função 51, desde que devidamente justificado. Ainda, como alternativa, pode ser
adotado um valor de corrente de partida superior àquele calculado a partir da demanda contratada, desde que
devidamente justificado.
6.3
Os ajustes de dial de tempo e de corrente de partida do relé devem ser os mínimos possíveis, de forma
a atender adequadamente às necessidades da instalação consumidora e, ao mesmo tempo, prover uma proteção
eficaz e eficiente quando da ocorrência de distúrbios de correntes de curto circuito e sobrecarga.
6.4
Em hipótese alguma a proteção geral de sobrecorrente deve ter seus ajustes aumentados para atender à
coordenação e/ou seletividade com as proteções internas da unidade consumidora.
6.5
Os ajustes solicitados para os relés devem ser justificados no coordenograma da proteção identificando
as cargas e situações operacionais previstas que os requerem.
6.6
A Cemig fornecerá, após formalização de pedido de atendimento pelo cliente ou seu preposto, os
valores dos níveis de curto circuito e as características técnicas e operacionais do dispositivo de proteção a ser
instalado no ramal de derivação para a alimentação da unidade consumidora.
6.7
O ajuste da função temporizada do relé de sobrecorrente deve preservar a coordenação e/ou
seletividade com o dispositivo de proteção instalado no ramal de derivação para a alimentação consumidora.
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO A - 4
6.8
O regime de funcionamento das cargas da unidade consumidora deve ser racionalizado e otimizado
para a melhor performance da respectiva instalação. Esse regime deve ser considerado nos ajustes do relé de
proteção.
6.9
Ajuste da função temporizada (51) quanto ao tipo de curva: deve ser escolhida a curva IEC
extremamente inversa.
6.10 Ajuste da função temporizada (51) quanto à partida (pick-up): este valor deve ser aquele definido no
item 1 deste anexo como Ip (ou 1,05 x In); isto significa que o relé somente começará a se sensibilizar para
valores de corrente superiores a Ip (referido ao primário ou Ip/RTC, referido ao secundário; RTC é a
relação de transformação dos TC de proteção). Caso o valor de corrente ultrapasse Ip, o relé inicia a contagem
de tempo de acordo com a sua curva característica e atuará se o tempo for superior ao desta curva no ponto de
operação.
6.11 Ajuste da função instantânea de fase (50) quanto ao valor de atuação : deve ser escolhido o menor
valor possível que não provoque a atuação indevida do relé na energização do(s) transformador(es); assim, este
ajuste deve ser superior a , no máximo, 5% do valor de Im (definido no item 2 deste anexo). No diagrama de
coordenação e seletividade deve ser verificado que o ajuste instantâneo não seja superior ao menor valor de
curto-circuito e ao ponto ANSI do menor transformador.
6.12 Os mesmos procedimentos descritos para o ajuste da função 50 e 51 fase devem ser efetuados para as
funções 50N e 51N, considerando, entretanto, os valores relativos à proteção de neutro (terra).
6.13 Ajuste da função de potência inversa (32), para atuar nos casos em que a unidade consumidora tiver
geração própria: o ajuste máximo deve ser de 5% da potência de geração por até 15 segundos.
6.14 Cada modelo de relé possui uma forma específica para ser parametrizado (inserção dos ajustes) e esta
informação pode ser obtida no catálogo ou manual e, de forma geral, os ajustes feitos não são apagados na
eventual falta de alimentação. Assim, é possível adquirir um relé já ajustado de acordo com os dados do
projeto, desde que o fornecedor ofereça esta facilidade.
6.15 Ficará a cargo da Cemig exigir ou não uma cópia completa do catálogo do relé a ser utilizado para
acionar o disjuntor geral da subestação. Deve ser informado no memorial para ajuste do relé todos os
parâmetros programáveis do relé com seus respectivos valores para serem programados.
6.16 Não é obrigatório utilizar as funções Idef (corrente definida) e Tdef (tempo definido), ficando a critério
do projetista a utilização ou não destes parâmetros. No entanto, caso estes parâmetros sejam utilizados, o
projetista deve justificar, por escrito, na memória de cálculo para ajuste de proteção secundária, os motivos da
utilização destes parâmetros.
6.17 No coordenograma/projeto deve ser apresentado o diagrama unifilar completo de ligação do relé para
análise. Tal diagrama se encontra no manual do mesmo.
6.18 As condições operacionais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora devem ser
do conhecimento do projetista, principalmente aquelas relacionadas ao regime de funcionamento das cargas
declaradas pelo consumidor, de forma que as solicitações de partidas de motores, simultâneas ou não, como de
outras cargas acima de 25kW, possam ser controladas e plotadas no coordenograma da proteção geral.
6.19 Após o período experimental, conforme o artigo 134 da Resolução ANEEL nº 414/2010, caso ocorram
atuações não previstas e indesejáveis da proteção e afastada a hipótese de defeito de equipamentos, o projetista
pode solicitar, mediante correspondência a Cemig, um ajuste mais elástico da proteção durante um período de
90 (noventa) dias para estudo mais detalhado das instalações internas da unidade consumidora. Neste período o
faturamento da demanda será normal e não mais se regerá conforme o artigo 134 acima citado. Após este
período, caso necessário, devem ser apresentadas a revisão do coordenograma e tabela de ajustes da proteção
de sobrecorrente para a nova situação proposta.
Classificação:Público
ANEXO A - 5
ND - 5.3
7.
BOBINA DE ABERTURA DO DISJUNTOR (BOBINA DE TRIP)
7.1
Ao detectar um valor de corrente irregular o relé “fecha um contato” que vai energizar a bobina de trip;
assim, é necessário prover alimentação adequada para permitir a operação da bobina. Esta alimentação pode
ser obtida do mesmo dispositivo de alimentação auxiliar do relé.
7.2
Em qualquer caso deve existir um contato auxiliar do disjuntor, do tipo NA (normalmente aberto, ou
seja, aberto com disjuntor aberto e fechado com disjuntor fechado) que será ligado em série com a bobina de
trip para impedir o que se chama “bombeamento”, que é a manutenção de tensão na bobina mesmo após a
abertura do disjuntor.
7.3
Nos disjuntores mais antigos serão necessárias adaptações para permitir a correta operação da bobina
de trip e do contato auxiliar NA do disjuntor. No caso de disjuntor com grande volume de óleo, este deve ser
substituído pois a adaptação não permite a correta operação da bobina de trip e do contato auxiliar NA do
disjuntor. Nos disjuntores de concepção mais moderna estes dois dispositivos já estão instalados nos mesmos.
8.
CIRCUITO TÍPICO DE ABERTURA DE DISJUNTOR
O
circuito
abaixo
partir de relé secundário.
9.
exemplifica
um
circuito
típico
de
abertura
de
Disjuntor
a
INSTALAÇÃO FÍSICA DO RELÉ
9.1
O relé de proteção secundária deve ser instalado na tampa basculante de uma caixa metálica localizada
na parede oposta a célula do disjuntor principal. Esta caixa deve possuir dispositivo para instalação de selo
Cemig. Assim, tanto a caixa como a parte frontal do relé (por onde é feita a parametrização do mesmo) serão
seladas e o Consumidor terá acesso apenas ao botão de rearme (“reset”) do relé.
9.2
A fiação da célula do disjuntor (onde também estão instalados os TC/TP da proteção) até a caixa deve
ser instalada em eletroduto de aço, aparente, com diâmetro nominal mínimo de 40mm (equivalente a 1 1/2
polegadas).
9.3
O encaminhamento ideal para este eletroduto é através da parede da célula do disjuntor, teto da
subestação e parede onde está instalada a caixa com o relé. A caixa deve ter dois furos de 2”, um com uma
tampa fixa, incolor, para visualizar o led de ligado do “no break” e um outro com tela soldada na caixa para
ventilação.
9.4
Nesta caixa deve ser instalado também o sistema “no-break” para alimentação do relé e do sistema de
trip (bobina de abertura do disjuntor).
ND - 5.3
9.5
Segue abaixo desenho orientativo para instalação do relé:
10.
COORDENOGRAMA
Classificação:Público
ANEXO A - 6
10.1 Para permitir a perfeita visualização da atuação da proteção é necessário que se faça, em papel
formatado bi-log ou em excell, um gráfico Tempo x Corrente, onde se pode verificar a coordenação e
seletividade para qualquer valor de corrente. Neste gráfico devem ser plotados os seguintes pontos e curvas:
a)
b)
c)
d)
valores de curto-circuito no ponto de derivação (fornecidos pela Cemig);
corrente nominal (In);
corrente de partida do relé (Ip) de fase e neutro;
curva IEC extremamente inversa do relé com os ajustes definidos no projeto (catálogo ou manual
do relé) para fase e terra;
e) ajuste de atuação instantânea para fase e terra (reta perpendicular ao eixo das correntes);
f) ponto ANSI do(s) transformador(es) de fase e neutro;
g) Im do(s) transformador(es).
10.2 O projetista pode usar o gráfico para estudar condições de partida de motores e outras cargas. Desta
análise pode resultar a melhor seqüência para energização das cargas da unidade consumidora.
10.3 Quando da elaboração do projeto, o projetista pode analisar o gráfico para verificar os ajustes
previstos. Esta análise pode evidenciar que um ou outro parâmetro deva ser alterado. Ou seja, durante a fase de
elaboração do projeto, é provável que os ajustes e o próprio gráfico sejam refeitos para otimização da atuação
dos vários níveis de proteção.
10.4 Na elaboração do coordenograma, todos os pontos e curvas devem ser identificados claramente através
de legenda.
10.5
As correntes, preferencialmente, devem ser referidas à tensão primária.
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO A - 7
9 – EXEMPLO DE AJUSTE DO RELÉ DE PROTEÇÃO
Seja uma instalação atendida em 13,8kV para a qual é estimada uma demanda de 1200 kW e que possui
transformadores a óleo, sendo um transformador de 750 kVA e dois de 500 kVA.
Assim, teremos:
In = 1200/ 1,73 x 13,8 x 0,92 , considerado o fator de potência de referência (valor mínimo a ser considerado).
In = 54,64 A
Então Ip de fase = 1,05 x In = 57,37 A
Ip de neutro = 33% do Ip fase = 18,93A
Considerando que o nível máximo de curto-circuito no local é 2000 A e a corrente de partida é 60,10A,
trabalharemos com TC de proteção de relação 100/5 A.
Cálculo da corrente de magnetização:
Correntes nominais dos transformadores:
•
•
750 kVA - In= 750/ 1,73 x 13,8 = 31,42 A⇒Im= 251,36 A por 0,1s
500 kVA - In= 500/ 1,73 x 13,8 = 20,94 A⇒Im= 167,52 A por 0,1s
Assim, para toda a instalação, teremos:
Im= 20,94 + 20,94 + 251,36 = 293,24 A por 0,1s (este ponto deve estar abaixo da curva de atuação do relé)
I instantâneo de fase = 1,01 x Imag = 296,17A
I instantâneo de neutro = 33% (no máximo) I instantâneo de fase = 97,74A
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO A - 8
Cálculo do ponto ANSI do transformadores:
•
•
•
•
500 kVA - Iansi= 20 x In = 20 x 20,94 = 418,8 A por 3s
750 kVA - Iansi= 20 x In = 20 x 31,42 = 628,4 A por 3s
500 kVA – Inansi = 0,58 x 418,8 A = 242,90 A por 3s
750 kVA – Inansi = 0,58 x 628,4 A = 364,47 A por 3s
Estes pontos devem estar acima da curva de atuação do relé; assim, o ponto ANSI do menor transformador vai
atuar como limite máximo para atuação do relé. Caso a instalação possua um transformador de potência muito
baixa deve ser considerado que o relé não pode protegê-lo. Desta forma deve ser projetada uma proteção
específica para este transformador.
O ajuste da função instantânea (tanto para a função 50 de fase como para a de neutro) deve ser abaixo do valor
de curto-circuito no local e do valor de proteção requerido pelo menor transformador (ponto ANSI).
Classificação:Público
ANEXO A - 9
ND - 5.3
COORDENOGRAMA
Classificação:Público
ANEXO B - 1
ND - 5.3
ATENDIMENTO HÍBRIDO
Considerando que há determinados tipos de edificações onde o atendimento às unidades consumidoras é
híbrido ( ou seja, parte pela ND-5.1 e parte pela ND-5.2, parte pela ND-5.1 e parte pela ND-5.3, parte pela
ND-5.2 e parte pela ND-5.3 ) citamos abaixo alguns exemplos de atendimento híbrido:
1.
Situação A
NOTAS:
1. Os apartamentos 01 e 02 devem ser atendidos pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a
caixa de medição e de proteção deve ser instalada no local de acesso exclusivo a estes apartamentos e na
divisa da propriedade com o passeio público e com a leitura voltada para o passeio público. Os ramais de
ligação devem ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
2. As lojas 01 e 02 devem ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a caixa de
medição e de proteção deve ser instalada na parede da loja localizada na divisa com o passeio público ou
dentro da loja em local de livre acesso.
3. Os ramais de ligação devem ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes das lojas 01 e 02. Caso
estas lojas não tenham um pé direito mínimo de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da
edificação) ou de 6,0 metros (para rede Cemig do lado contrário à edificação), os ramais de ligação podem
ser ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
4. As lojas 01 e/ou 02 podem ser atendidas na média tensão se atenderem os critérios constantes da ND-5.3.
5. No projeto elétrico de média tensão deve constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas de
energia elétrica. O cliente deve apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por escrito,
registrada em cartório que não haverá interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer esta
interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por eventuais sinistros sob pena de ter a
suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada à
apresentação desta declaração.
6. As lojas e os apartamentos devem ter numeração predial distinta. Esta numeração deve ser legível,
indelével e seqüencial.
7. Se houver recuo da edificação em relação ao passeio público ou qualquer ligação interna entre as
unidades, descaracteriza-se atendimento híbrido, e neste caso, todas as unidades devem ser atendidas pela
ND-5.2.
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO B - 2
2. Situação B
NOTAS:
1. Os apartamentos 01 e 02 devem ser atendidos pela ND-5.2 e as caixas de medição e de proteção devem ser
instaladas no local de acesso exclusivo a estes apartamentos e na divisa da propriedade com o passeio
público e com a leitura voltada para o passeio público. O ramal de ligação deve ser ancorado na parede de
um dos apartamentos que fica paralela ao passeio público.
2. As lojas 01 e 02 devem ser atendidas pela ND-5.1 (ramais de ligação e de entrada individuais) e a caixa de
medição e de proteção deve ser instalada na parede da loja localizada na divisa com o passeio público ou
dentro da loja em local de livre acesso.
3. Os ramais de ligação devem ser aéreos e ancorados, respectivamente, nas paredes das lojas 01 e 02. Caso
estas lojas não tenham um pé direito mínimo de 3,60 metros (para rede Cemig do mesmo lado da
edificação) ou de 6,00 metros (para rede Cemig do lado contrário à edificação), os ramais de ligação podem
ser ancorados, respectivamente, nas paredes dos apartamentos 01 e 02.
4. As lojas 01 e/ou 02 podem ser atendidas na média tensão se atenderem os critérios constantes da ND-5.3.
5. No projeto elétrico de média tensão deve constar a fachada da edificação mostrando as demais entradas de
energia elétrica. O cliente deve apresentar juntamente com o projeto elétrico uma declaração, por escrito,
registrada em cartório que não haverá interligação entre as unidades consumidoras e, se ocorrer esta
interligação, ele assumirá toda e qualquer responsabilidade por eventuais sinistros sob pena de ter a
suspensão do fornecimento de energia elétrica. A análise do projeto elétrico fica condicionada à
apresentação desta declaração.
6. Cada loja deve ter a sua numeração predial distinta e deve ter uma numeração predial para os apartamentos.
Esta numeração deve ser legível, indelével e seqüencial. As caixas de medição dos apartamentos devem ser
marcadas de modo a identificá-las com as respectivas unidades consumidoras.
7. Se houver recuo da edificação em relação ao passeio público ou qualquer ligação interna entre as unidades,
descaracteriza-se atendimento híbrido, e neste caso, todas as unidades devem ser atendidas pela ND-5.2.
Classificação:Público
ANEXO C
ND - 5.3
ANEXO C
Informações complementares:
Coordenadas, Transformador,
No de Orçamento, Etc.
p
a
r
a
u
s
o
(Local para selo de análise de conformidade com as normas
CEMIG e ABNT)
Carga Instalada (kW)
d
a
Demanda da instalação (kVA)
Demanda de contrato (kW)
Dados e Logotipo do Projetista (opcional)
Formato do projeto
Título/Conteúdo
Nome do Empreendimento
CPF/CNPJ
Finalidade
Endereço
Bairro
Cidade
Número e data da ART de projeto
Proprietário
CNPJ/CPF/Identidade
Telefone
CNPJ/CPF/Identidade
Telefone
Nome
Contratante (se existir, além do proprietário)
Nome
Endereço completo para correspondência do PROPRIETÁRIO
Endereço completo para correspondência do PROJETISTA
RT (Engo
Nome
Telefone
)
CREA / Estado
Folha
Data
C
E
M
I
G
Classificação:Público
ANEXO D- 1
ND - 5.3
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.1 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas
urbanas (versão de março de 2002)
2. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.13 - Instalações Básicas de Redes de Distribuição Aéreas
Urbanas – 34,5kV (versão de dezembro de 2004)
3. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.2 – Instalações básicas de redes de distribuição aéreas rurais
(versão de outubro de 1997)
4. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.3 - Instalações básicas de redes de distribuição subterrânea
5. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.6 - Padrões e especificações de materiais e equipamentos
(versão de setembro de 1991)
6. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.7 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas
isoladas (versão de dezembro de 2000)
7. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-2.9 - Instalações básicas de redes de distribuição aéreas
protegidas (versão de agosto de 2006)
8. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-3.1 - Projetos de redes de distribuição aéreas urbanas
(versão de setembro de 2005)
9. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-3.2 - Projetos de redes de distribuição aéreas rurais
(versão de outubro de 1985)
10. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-4.51 - Sinalização de segurança para serviços de distribuição
(versão de janeiro de 1986)
11. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.6 - Medição de Energia - Rede de Distribuição Aérea
(versão de dezembro de 2002)
12. CEMIG - Manual de Distribuição - ND-5.26 - Fornecimento especiais - Instalação e Medição
13. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-1.3 - Partida de motores e sua influência nas redes de
distribuição
(versão de janeiro de 1992)
14. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-3.14 - Critérios para Aterramento de Redes de Distribuição
Aéreas
(versão de setembro de 1992)
15. CEMIG - Estudo de Distribuição - ED-3.3 – Proteção contra sobrecorrentes em redes de distribuição
aéreas - (versão de novembro de 1994)
16. CEMIG - Manual do Consumidor no 11 - Materiais e equipamentos aprovados para padrões de
entrada (distribuição gratuita - edição anual)
17. CEMIG - 02.118 - CM/MD-001: Caixas para Medição, Derivação e Proteção (Especificação)
18. CEMIG - 02.118 - CEMIG-0268: Disjuntores Termomagnéticos de Baixa Tensão em Caixa Moldada
(Especificação)
19. CEMIG - 02.118 - CEMIG-0431: Anel de Concreto para Caixa ZC
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO D- 2
20. CEMIG - 02.118 - CEMIG-0205: Tampa e Aro Articulados para Caixa ZC (uso no passeio)
21. CEMIG - 02.118 - CEMIG-0206: Tampa e Aro Articulados para Caixa ZC (uso em pista de
rolamento)
22. CEMIG - 02.118 - CEMIG-0430: Tampa e Aro para Caixa ZD (rede de distribuição subterrânea)
23. ABNT – NBRIEC 60050(826)- Instalação elétrica predial (versão de novembro de 1987)
24. ABNT – NBRNM 247-3- Condutores isolados com isolação extrudada de cloreto de de polivinila
(PVC) para tensões até 750V, sem cobertura – Especificação (versão de fevereiro de 2002)
25. ABNT – NBRNM 280 - Condutores de Cobre Mole Para Fios e Cabos Isolados – Características
(versão de abril de 2002)
26. ABNT-NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão (versão de setembro de 2004)
27. ABNT - NBR 5419 – Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas
(versão de julho de 2005)
28. ABNT-NBR 5460 - Sistemas elétricos de potência (versão de abril de 1992)
29. ABNT - NBR 5422 – Projeto de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica (versão de março de
1985)
30. ABNT - NBR 5598 - Eletroduto de Aço-Carbono e Acessórios, com Revestimento Protetor e Rosca
BSP – Requisitos (versão de janeiro de 2009)
31. ABNT-NBR 5624 - Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, com revestimento protetor e rosca
NBR 8133 (versão de dezembro de 1993)
32. ABNT - NBR 6323 – galvanização de produtos de aço ou ferro fundido – Especificação
(versão de novembro de 2007)
33. ABNT - NBR 6591 - Tubos de aço-carbono com solda longitudinal, de seção circular, quadrada,
retangular e especial para fins industriais (versão de julho de 2008)
34. ABNT-NBR 7288 - Cabos de potência com isolação sólida e extrudada de cloreto de polivinila (PVC)
ou polietileno (PE) para tensões de l kV a 6 kV (versão de novembro de 1994)
35. ABNT-NBR 8451 - Postes de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica (versão de
fevereiro de 1998)
36. ABNT-NBR 9369 - Transformadores subterrâneos - Características elétricas e mecânicas –
Padronização (versão de 1986)
37. ABNT-NBR 10295 – Transformadores de potência secos (versão 1998)
38. ABNT-NBR 11742 – Porta corta fogo para saída de emergência (versão 2003)
39. ABNT-NBR 14039 - Instalações elétricas de média tensão (de 1,0 a 36,2 kV) (versão de 2005)
40. ABNT - NBR 15465 – Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão –
Requisitos de desempenho (versão de agosto de 2008)
41. ABNT - NBR 15688 - Redes de Distribuição Aérea de Energia Elétrica com Condutores Nus
(versão de maio de 2012)
ND - 5.3
Classificação:Público
ANEXO D- 3
42. ABNT-NBR 62271-200 – Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões acima
de 1kV até 36,2kV - Especificação
43. ANEEL- Resolução 414 de 09-09-2010 - Resolução que dispõe sobre as condições gerais de
fornecimento a serem observadas na prestação e utilização do serviço de energia elétrica
44. ANEEL- Resolução 479 de 03-04-2012 - Altera alguns artigos da Resolução Normativa nº 414, de 9
de setembro de 2010, que estabelece as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica
45. ANEEL 281 de 01/10/1999 – Resolução que estabelece as condições gerais de contratação do acesso,
compreendendo o uso e a conexão, aos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica
Classificação:Público
ANEXO E- 1
ND - 5.3
CONTROLE DE REVISÃO
CONTROLE DE REVISÃO
VERSÃO
a
DATA
30/11/2013
ITEM/PÁGINA
DESCRIÇÃO DAS ALTERAÇÕES
-
Reformulação geral. Cancela e substitui a ND-5.3 de
Dezembro/2009
Principais alterações:
1. Inclusão do critério de dupla alimentação para atendimento à
demanda superior a 2.500kW e inferior a 6.000kW.
2. Acréscimo de uma baia na subestação compartilhada em
alvenaria para individualização do fornecimento de energia
elétrica para as unidades envolvidas no compartilhamento.
3. A não exigência da ART (Anotação de Responsabilidade
Técnica) de execução da construção da subestação do
consumidor
4. Retirado o ramal de entrada subterrâneo em local atendido
por rede aérea da Cemig quando da travessia de via pública
(ruas e avenidas) para adequação à Resolução 414/2010 da
Aneel.
5. Retirado o ramal de entrada subterrâneo em local atendido
por rede aérea da Cemig para as unidades consumidoras
localizadas do mesmo lado da rede para adequação às ND5.1 e 5.2.
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