Sumário 1. Objetivo ........................................................

Sumário 1. Objetivo ........................................................
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Sumário
1. Objetivo ...................................................................................................................................... 6
2. Aplicação .................................................................................................................................... 6
3. Documentos de referência ......................................................................................................... 6
4. Obtenção de dados preliminares ............................................................................................... 6
4.1. Características do projeto ....................................................................................................... 6
4.1.1. Localização .......................................................................................................................... 6
4.1.2. Tensão de operação ............................................................................................................ 6
4.1.3. Finalidade ............................................................................................................................. 7
4.1.4. Tipo de rede ......................................................................................................................... 7
4.2 Levantamento de carga ............................................................................................................ 8
4.3. Planos e projetos existentes ................................................................................................... 8
4.4. Anteprojeto .............................................................................................................................. 8
4.5. Mapas, plantas e croquis ........................................................................................................ 9
5. Levantamento de carga ............................................................................................................10
5.1. Consumidores urbanos ligados em tensão primária .............................................................10
5.2. Consumidores urbanos ligados em tensão secundária ........................................................10
5.2.1. Consumidores existentes ...................................................................................................10
5.2.2. Consumidores novos..........................................................................................................10
5.2.2.1. Edificação de uso coletivo ...............................................................................................10
5.2.2.1.1. Residencial ...................................................................................................................10
5.2.2.1.2. Comercial .....................................................................................................................11
5.2.2.1.3. Misto .............................................................................................................................11
5.2.2.2. Edificação de uso individual ............................................................................................11
5.2.2.2.1. Residencial ...................................................................................................................11
5.2.2.2.2. Não residencial .............................................................................................................11
5.3. Consumidor rural ...................................................................................................................11
5.4. Consumidores com cargas especiais ...................................................................................12
5.5. Iluminação pública .................................................................................................................12
6. Cálculo de demanda ................................................................................................................12
6.1. Rede urbana ..........................................................................................................................12
6.1.1. Consumidor existente.........................................................................................................12
6.1.2. Consumidor novo ...............................................................................................................12
6.1.2.1. Consumidor residencial ...................................................................................................12
6.1.2.1.1. Loteamento ..................................................................................................................12
6.1.2.1.2. Reforma e extensão de rede ........................................................................................13
6.1.2.2. Consumidor não residencial ............................................................................................13
6.2. Rede rural ..............................................................................................................................13
6.2.1. Consumidor existente.........................................................................................................13
6.2.2. Consumidor novo ...............................................................................................................13
6.2.2.1 Demanda dos consumidores A, B e C .............................................................................14
6.2.2.2. Demandas dos consumidores D .....................................................................................14
6.2.3. Cálculo da potência dos transformadores..........................................................................15
7. Configuração e traçado ............................................................................................................16
7.1 Rede urbana ...........................................................................................................................16
7.1.1. Rede primária .....................................................................................................................16
7.1.1.1. Alimentador troncal .........................................................................................................16
7.1.1.2. Ramal de alimentador .....................................................................................................17
7.1.2. Rede secundária ................................................................................................................17
7.1.2.1. Configuração básica e traçado .......................................................................................17
7.2. Rede rural ..............................................................................................................................17
7.2.1.Alimentador troncal .............................................................................................................17
Sumário
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7.2.2. Ramal rural .........................................................................................................................18
8. Locação de rede .......................................................................................................................18
8.1. Afastamentos mínimos ..........................................................................................................18
8.1.1. Afastamentos mínimos – condutores ao solo ....................................................................18
8.1.2. Afastamento mínimo entre condutores de circuitos diferentes ..........................................20
8.1.3. Afastamentos mínimos – condutores a edificações ...........................................................24
8.1.4. Afastamentos mínimos – estrutura ....................................................................................27
8.1.5. Afastamentos entre condutores e vegetação.....................................................................29
8.2. Cruzamentos .........................................................................................................................29
8.3. Vãos ......................................................................................................................................32
8.3.1. Rede com condutores nus .................................................................................................32
8.3.2. Rede com cabos cobertos..................................................................................................33
8.4. Posteação..............................................................................................................................34
8.5. Medição de deflexão horizontal ............................................................................................36
9. Transformador ..........................................................................................................................37
9.1. Potência nominal ...................................................................................................................37
9.1.1. Rede urbana .......................................................................................................................37
9.1.2. Rede rural ...........................................................................................................................37
9.2. Dimensionamento .................................................................................................................37
9.2.1. Rede urbana .......................................................................................................................37
9.2.1.1. Projeto de rede nova .......................................................................................................37
9.2.1.2. Projeto de reforma ou extensão de rede.........................................................................37
9.2.2. Rede rural ...........................................................................................................................38
9.3. Locação .................................................................................................................................38
9.4. Instalação ..............................................................................................................................38
10. Condutor .................................................................................................................................38
10.1. Rede urbana ........................................................................................................................38
10.1.1. Rede Primária ..................................................................................................................38
10.1.1.1. Rede convencional ........................................................................................................38
10.1.1.2. Rede compacta .............................................................................................................39
10.1.2. Rede secundária ..............................................................................................................39
10.1.2.1 Rede convencional .........................................................................................................39
10.1.2.2. Rede multiplexada.........................................................................................................40
10.2. Rede rural ............................................................................................................................40
10.2.1. Rede primária ...................................................................................................................40
10.2.2. Rede secundária ..............................................................................................................40
10.3. Ramal de ligação \ rede secundária ....................................................................................40
10.4. Condutor de ligação transformador \ rede secundária ........................................................41
11. Cálculo elétrico .......................................................................................................................41
11.1. Critérios do dimensionamento.............................................................................................41
11.1.1. Rede urbana .....................................................................................................................41
11.1.1.1. Rede primária ................................................................................................................41
11.1.1.2. Rede secundária ...........................................................................................................42
11.1.1.3. Cargas ...........................................................................................................................44
11.1.2. Rede rural .........................................................................................................................44
11.1.2.1 Rede primária .................................................................................................................44
11.1.2.2 Rede secundária ............................................................................................................44
11.2 Cálculo de queda de tensão.................................................................................................45
12. Poste ......................................................................................................................................45
12.1. Tipo de poste .......................................................................................................................45
12.1.1. Rede urbana .....................................................................................................................45
12.1.2. Rede rural .........................................................................................................................45
12.2. Comprimento do poste ........................................................................................................46
12.3. Carga nominal do poste ......................................................................................................46
13. Cruzeta ...................................................................................................................................47
14. Cálculo mecânico ...................................................................................................................47
14.1. Tração de projeto ................................................................................................................47
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14.1.1. Condutor de alumínio – CA ..............................................................................................47
14.1.2. Condutor de alumínio coberto – Rede compacta ............................................................48
14.1.3. Condutor de alumínio multiplexado – Rede isolada ........................................................48
14.1.4. Condutor de alumínio com alma de aço – CAA ...............................................................49
14.1.5. Outros ocupantes .............................................................................................................49
14.2. Flecha máxima ....................................................................................................................49
14.2.1. Condutor de alumínio – CA ..............................................................................................49
14.2.2. Condutor de alumínio com alma de aço – CAA ...............................................................50
14.2.3. Outros ocupantes .............................................................................................................50
14.3. Tração admissível ...............................................................................................................50
14.3.1. Engastamento ..................................................................................................................50
14.3.1.1. Engastamento simples ..................................................................................................50
14.3.1.2. Engastamento profundo ................................................................................................51
14.3.1.3. Escora de subsolo .........................................................................................................51
14.3.1.4. Concretagem da base do poste ....................................................................................53
14.3.2. Estaiamento .....................................................................................................................54
14.3.2.1. Estai de âncora .............................................................................................................54
14.3.2.2. Estai de cruzeta a poste ................................................................................................54
14.3.2.3. Estai de poste a poste ...................................................................................................55
14.4. Flexão de postes em função da carga aplicada..................................................................55
14.5. Tração mecânica reduzida ..................................................................................................55
14.6. Planilha de cálculo mecânico ..............................................................................................55
15. Estruturas ...............................................................................................................................56
15.1. Rede primária ......................................................................................................................56
15.1.1 Rede urbana ......................................................................................................................56
15.1.1.1. Rede convencional ........................................................................................................56
15.1.1.1.1.Tipo de estrutura .........................................................................................................56
15.1.1.1.2. Escolha da estrutura ..................................................................................................57
15.1.1.1.2.1. Afastamento de edificações ....................................................................................57
15.1.1.1.2.2. Deflexão horizontal..................................................................................................57
15.1.1.1.2.3. Fim de rede .............................................................................................................57
15.1.1.1.2.4. Seccionamento........................................................................................................57
15.1.1.1.2.5. Reforma de rede .....................................................................................................57
15.1.1.2. Rede compacta .............................................................................................................58
15.1.1.2.1. Requisitos gerais ........................................................................................................58
15.1.1.2.2. Sequência de fases ....................................................................................................59
15.1.1.2.1. Tipo de estrutura ........................................................................................................59
15.1.2. Rede rural .........................................................................................................................60
15.1.2.1 Tipo de estrutura ............................................................................................................60
15.1.2.2. Escolha da estrutura .....................................................................................................61
15.1.2.3. Seccionamento de rede ................................................................................................62
15.2. Rede secundária .................................................................................................................62
15.2.1. Rede convencional ...........................................................................................................62
15.2.1.1. Estruturas de alinhamento ............................................................................................62
15.2.1.2. Estruturas de derivação ................................................................................................62
15.2.1.3. Estruturas em afastador ................................................................................................62
15.2.1.4. Estribos .........................................................................................................................63
15.2.2 Rede isolada .....................................................................................................................63
16. Aterramento ............................................................................................................................63
16.1. Aterramento da rede ...........................................................................................................63
16.1.1. Rede secundária urbana ..................................................................................................63
16.1.2. Rede secundária rural ......................................................................................................63
16.2. Aterramento de transformador ............................................................................................64
16.2.1. Sistema trifásico ou bifásico .............................................................................................64
16.2.2. Sistema MRT - Monofilar com retorno por terra ..............................................................64
16.3. Aterramento de cerca ..........................................................................................................64
16.4. Aterramento de parreirais....................................................................................................65
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16.5. Aterramento de para-raios de linha de distribuição ............................................................65
16.6. Aterramentos redes compactas ..........................................................................................65
16.6.1. Aterramento Definitivo: .....................................................................................................65
16.6.2. Aterramento temporário ...................................................................................................65
17. Proteção e seccionamento .....................................................................................................66
17.1. Proteção contra sobrecorrente ............................................................................................66
17.1.1. Critérios gerais de instalação ...........................................................................................66
17.1.2. Locação ............................................................................................................................66
17.1.2.1. Ramais ..........................................................................................................................66
17.1.2.1.1. Ramal de rede urbana ...............................................................................................66
17.1.2.1.2. Ramal de rede rural....................................................................................................66
17.1.2.1.3. Ramal particular atendido em MT ..............................................................................67
17.1.2.2. Transformador ...............................................................................................................67
17.1.2.2.1. Transformador na rede urbana ..................................................................................67
17.1.2.2.2. Transformador na rede rural ......................................................................................67
17.2. Proteção contra sobretensão ..............................................................................................67
17.3. Equipamento de manobra ...................................................................................................67
18. Conexões - rede primária e secundária .................................................................................68
19. Amarrações ............................................................................................................................68
19.1. Rede primária ......................................................................................................................68
19.2. Rede secundária .................................................................................................................68
20. Materiais .................................................................................................................................68
21. Ocupação de faixa de domínio...............................................................................................68
22. Apresentação do projeto ........................................................................................................68
22.1. Planta ..................................................................................................................................68
22.1.1. Formato ............................................................................................................................68
22.1.2. Selo padrão ......................................................................................................................69
22.1.3. Simbologia ........................................................................................................................69
22.2. Elementos do Projeto ..........................................................................................................69
22.2.1. Memorial Técnico Descritivo ............................................................................................69
22.2.2. Planta urbanística e iluminação pública ...........................................................................70
22.2.3. Planta chave .....................................................................................................................70
22.2.4. Planta construtiva .............................................................................................................71
22.2.5. Planilha de cálculo elétrico ...............................................................................................72
22.2.6. Planilha de cálculo mecânico ...........................................................................................72
22.2.7. Planilha de levantamento e cálculo de demanda rural não residencial ...........................72
22.2.8. Termo de autorização de passagem ................................................................................72
22.2.9. Autorização de poda ou abate de árvores .......................................................................72
22.2.10. Detalhe de ocupação e travessia de faixa de domínio ..................................................72
22.2.11. Relação de materiais......................................................................................................72
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1. Objetivo
Estabelecer, para a área de atuação das Cooperativas filiadas a Fecoergs, os critérios
mínimos exigíveis para a elaboração e apresentação de projetos de redes aéreas de
distribuição de energia elétrica rurais e urbanas com as seguintes características:
a) redes com condutores nus de sistemas monofásicos, bifásicos e trifásicos de baixa
e média tensão até 36,2kV (redes convencionais);
b) redes com cabos cobertos fixados em espaçadores de sistemas trifásicos de média
tensão até 36,2kV (redes compactas);
c) redes com cabos isolados de sistemas de baixa tensão (redes isoladas).
2. Aplicação
Em projetos de extensão para atendimento de novos consumidores, reforma e
melhorias bem como expansão de redes.
3. Documentos de referência
ABNT NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão
ABNT NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV
ABNT NBR 15688 Redes de distribuição aérea de energia elétricas com condutores
nus
ABNT NBR 15992 Redes de distribuição aérea de energia elétrica com cabos cobertos
fixados em espaçadores para tensões até 36,2 kV
NR10 – Norma regulamentadora nº10: Segurança em instalações e serviços em
eletricidade
Padrão de projetos – Manual 12440 (RGE)
NTD-00.001 Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição urbanas (CEEE)
NTD-00.002 Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição rurais (CEEE)
PTD 035.01.02 Padrão de estruturas (Fecoergs)
4. Obtenção de dados preliminares
4.1. Características do projeto
4.1.1. Localização
Rede de distribuição aérea urbana: Rede elétrica destinada ao fornecimento de
energia elétrica em tensão de distribuição primária e secundária, cujo traçado se desenvolve
dentro de perímetro urbano (cidades, vilas e áreas urbanizadas ou que serão loteadas).
Rede de distribuição aérea rural: Rede elétrica destinada ao fornecimento de energia
elétrica em tensão de distribuição primária e secundária, cujo o traçado se desenvolve fora do
perímetro urbano de cidades, vilas e povoados.
4.1.2. Tensão de operação
Rede primária: Parte de uma rede de distribuição que alimenta transformadores de
distribuição e/ou pontos de entrega sobre a mesma tensão primária nominal de 13,8 kV ou 23,1
kV.
Rede secundária: Parte de uma rede de distribuição alimentada pelo secundário dos
transformadores trifásicos nas tensões de 380/220 volts ou bifásicos e monofásicos nas
tensões de 440/220 volts.
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4.1.3. Finalidade
Expansão das redes elétricas
Obras para atender o crescimento de mercado devido à incorporação de novos
consumidores e ao aumento de carga dos consumidores existentes.
EX: Aumento de carga, ligação de novos consumidores, recondutoramento, novos
alimentadores.
Renovação dos ativos de distribuição
Obras referentes à renovação dos ativos de distribuição que chegaram ao final de sua
vida útil.
EX: Substituição de religador queimado, troca de capacitor queimado, substituição de
poste danificado.
Melhoria da qualidade do sistema
Obras relacionadas com aumento da qualidade e confiabilidade do sistema.
EX: Correção dos níveis de tensão, complemento de fases, instalação de banco
regulador de tensão.
Obras do programa luz para todos (LPT)
Obras destinadas ao atendimento a universalização cujo perfil atende as regras
definidas pelo Manual de Operacionalização do Programa Luz para Todos.
EX: Extensões de novas redes para atendimento de novos consumidores do LPT.
Obras com participação financeira de terceiros
Obras para o atendimento às solicitações de aumento de carga ou conexão de unidade
consumidora que não se enquadrem nas situações previstas nos artigos 40, 41 e 44 da
resolução normativa nº 414 – ANEEL.
EX: Aumento de carga superior a 50kW, ligação adicional.
Obras de responsabilidade do interessado:
Obras para o atendimento às solicitações que se enquadrarem nas situações previstas
no artigo 44 resolução normativa nº 414 – ANEEL.
EX: Deslocamento de rede, loteamentos particulares.
4.1.4. Tipo de rede
Rede convencional: Rede de distribuição com condutores nus, suportados através de
isoladores e, instalada em postes.
Rede compacta: Rede de distribuição com condutores cobertos, suportados em
espaçadores sustentados em cabo mensageiro e instalada em postes.
Rede isolada:
multiplexados.
Rede
de
distribuição
secundária,
com
condutores
isolados
Nota:
1- O padrão de rede primária urbana para novos loteamentos é a rede primária
compacta, com condutores de alumínio CA protegidos com cobertura em XLPE, instalados em
espaçadores. Para a rede secundária urbana para novos loteamentos o padrão é a rede
secundária isolada, com cabos multiplexados. Dessa forma todos os projetos de rede urbana
para atendimento de novos loteamentos devem ser projetados com rede compacta e rede
isolada.
2- A rede compacta deve ser tratada como rede primária nua para todos os aspectos
de segurança que envolvam a construção, operação e manutenção. Portanto, seus condutores
e acessórios não podem ser tocados enquanto a rede não estiver desligada e devidamente
aterrada, exceto nas atividades das equipes de rede aérea energizada (linha viva), sob pena de
colocar em risco a segurança dos envolvidos na tarefa e terceiros.
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4.2 Levantamento de carga
Na solicitação de fornecimento de energia, o interessado deve informar, no mínimo:
Nome completo ou Razão social da empresa;
CPF ou CNPJ;
Localidade;
Município;
Área construída (m²)
Referência (vizinho, associado mais próximo);
Descrição: Atividade econômica, previsão de carga, pretensão de ligação
(monofásica, bifásica ou trifásica);
Preenchimento do Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga instalada e
cálculo do tipo de fornecimento.
4.3. Planos e projetos existentes
Verificar a existência de planejamento e projetos anteriores elaborados e ainda não
executados, abrangidos pela área de estudo, que possam servir de subsídios ao projeto atual.
Levar em consideração os planos de outras áreas e/ou órgãos governamentais para o
local, tais como: plano diretor, loteamentos planejados, abertura de novas vias públicas,
construção de pontes, viadutos, etc.
A validade do projeto, após a aprovação técnica, é de um ano, porém a liberação de
carga fica submetida à reavaliação a cada 6 meses.
4.4. Anteprojeto
Na elaboração do anteprojeto deve ser feita uma análise das condições locais,
levantamento de dados característicos do sistema elétrico disponíveis e obtenção de
elementos básicos, tais como:
-
Planta de Situação;
Levantamento de Carga;
Previsão de Demanda;
Exploração do Traçado;
Doação de Ramais e Redes Rurais e possibilidades de interligação do sistema.
a) Planta de Situação
Devem ser utilizadas
georeferenciado.
como
básicas,
as
plantas
cadastradas
no
sistema
b) Levantamento de Carga
Consiste no levantamento físico e identificação das características das cargas dos
consumidores, conforme cadastro no sistema, tendo em vista a determinação da demanda.
c) Previsão de Demanda
A demanda será calculada ou estimada em função do tipo de projeto e da característica
da área.
d) Exploração do Traçado
É a fase na qual todas as condições existentes do projeto e do terreno devem ser
avaliadas, inclusive as possíveis condições futuras.
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A exploração do traçado é o produto da análise preliminar, no qual o projetista alia a
sua criatividade à experiência para definir os possíveis traçados no campo para escolha da
melhor solução técnica e econômica.
e) Doação de Ramais Rurais Particulares
Este aspecto deve ser considerado, quando necessário, uma vez que os ramais rurais
particulares existentes podem ser integrados ao projeto com vantagem para a Cooperativa e
para o proprietário.
4.5. Mapas, plantas e croquis
Através de levantamento de campo, obter as plantas atualizadas da área em estudo
com os seguintes dados:
• Conferência do levantamento cadastral e do levantamento de carga com
assinatura do solicitante;
• Logradouros: ruas, avenidas, becos, travessas, praças, parques, etc;
• Estradas de rodagem federais, estaduais ou municipais e ferrovias;
• Túneis, pontes, viadutos e passarela de pedestres;
• Aeroportos;
• Divisas entre Municípios e Estados;
• Acidentes topográficos e obstáculos mais destacados que influenciam na
escolha do menor traçado da rede;
• Situação física da rua como definição do meio-fio e localização da rede de água,
esgoto e outras benfeitorias;
• Classe de isolação da rede de distribuição;
• Tipo, altura, condição e resistência dos postes;
• Estruturas de sustentação da rede (média tensão e baixa tensão, condição das
já existentes e das projetadas);
• Tipo, bitola ou seção e número de fases dos condutores das redes primária e
secundária;
• Comprimento dos vãos (identificação nas redes existentes e projetadas);
• Luz mínima;
• Ângulos de deflexão;
• Tipo, bitola ou seção e número de fases dos condutores do ramal de ligação;
• Número de fases, potência e número de controle (cadastro) dos
transformadores;
• Citar quando a instalação transformadora não está de acordo com o padrão;
• Equipamentos de proteção e manobra;
• Linhas de transmissão com as respectivas tensões nominais;
• Ramais particulares em tensão primária (aéreos e subterrâneos);
• Redes telefônicas, de TV a cabo e outros;
• Poste ao qual o consumidor está ligado;
• Fase na qual o consumidor está ligado;
• Localização e identificação das cargas especiais;
• Localização e identificação do tipo de utilização;
• Lotes e terrenos não edificados com metragem da testada;
• Identificação dos trechos de limpeza de faixa (roçada, desmatamento, abate e
poda de árvores isoladas);
• Árvores individuais devem ser identificadas (tipo de vegetação) para fins de
licenciamento ambiental, abate ou poda com autorização por escrito do
proprietário (anexo 20);
• No caso de vegetação exótica (eucalipto, acácia, etc), deve ter autorização de
abate ou poda de árvores e autorização por escrito do proprietário (anexo 20);
• Indicação de cerca e divisas de propriedades rurais;
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•
•
•
•
•
•
•
Mapas precisos, convenientemente amarrados entre si, e com arruamento
existente no caso de novas áreas (loteamentos, ruas novas, etc...), bem como a
liberação do loteamento pela Prefeitura Municipal;
Classificar o tipo de solo para fins de aterramento e abertura de cavas; (A –
Argiloso, B- Arenoso e cascalho, C-Rocha e laje)
Norte geográfico;
Coordenadas obtidas com GPS a fim de identificar a localização geográfica da
posteação existente e da projetada e o futuro ponto de entrega, respeitando as
poligonais acordadas entre os agentes.
Outros dados que o projetista julgar convenientes;
Travessias com outras concessionárias (energia e telefone), devendo constar no
croqui, pontos de referência inclusive da concessionária;
Autorização de passagem de propriedade conforme Anexo 20 – Termo de
autorização de passagem.
5. Levantamento de carga
5.1. Consumidores urbanos ligados em tensão primária
dados:
Os consumidores devem ser localizados e anotados em plantas com os seguintes
•
•
•
•
o tipo de utilização da energia elétrica (residencial, comercial e ou industrial), tais
como residências, edifícios, indústrias, hospitais, comércio e afins;
horário de funcionamento com indicação do período de carga máxima e
sazonalidade;
carga total ligada ou demanda medida e capacidade instalada;
possibilidades da instalação de novas cargas com fornecimento em tensão
primária ou acréscimo daquelas já instaladas;
5.2. Consumidores urbanos ligados em tensão secundária
5.2.1. Consumidores existentes
Os consumidores devem ser localizados através da conferência com a listagem do
cadastro da leitura de consumo e anotados em planta com os seguintes dados:
•
•
•
•
conferência da existência do consumidor;
conferência dos dados da ligação;
classificação do consumidor (residencial, comercial, industrial e outros);
identificação e levantamento das cargas especiais.
5.2.2. Consumidores novos
5.2.2.1. Edificação de uso coletivo
Para ligações de edificações de uso coletivo é necessária a apresentação de projeto
elétrico de acordo com o RIC de BT ou o RIC de MT.
5.2.2.1.1. Residencial
Os consumidores devem ser identificados através dos seguintes dados:
•
•
•
•
poste ao qual o edifício será ligado;
número de apartamentos;
área individual dos apartamentos;
área e carga instalada de serviço.
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5.2.2.1.2. Comercial
Os consumidores em edifício de uso coletivo comercial devem ser identificados em
planta através dos seguintes dados:
•
•
•
•
•
•
poste ao qual o consumidor será ligado;
número de salas e lojas;
área individual das salas e lojas;
carga instalada de cada sala ou loja;
número e potência individual dos aparelhos de ar condicionado central, tipo
janela ou tipo Split instalados no edifício;
área e carga instalada de serviço.
5.2.2.1.3. Misto
dados:
Os consumidores de uso coletivo misto devem ser identificados através dos seguintes
•
•
•
•
•
•
poste ao qual o consumidor será ligado;
número de unidade e área individual dos apartamentos;
número de unidades, área e carga ligada de cada sala ou loja;
número total e potência individual dos aparelhos de ar condicionado tipo janela
ou tipo Split instalados nos apartamento;
número total e potência individual dos aparelhos de ar condicionado tipo janela,
tipo Split ou central instalados nas salas e lojas;
área e carga instalada de serviço.
5.2.2.2. Edificação de uso individual
5.2.2.2.1. Residencial
Devem ser identificados os seguinte dados:
•
•
•
poste ao qual o consumidor será ligado;
identificação da carga instalada (número, potência e regime de funcionamento
dos aparelhos e equipamentos);
área construída;
5.2.2.2.2. Não residencial
Devem ser identificados os seguintes dados:
•
•
poste ao qual o consumidor será ligado;
identificação da carga instalada (número, potência e regime de funcionamento
dos aparelhos e equipamentos);
5.3. Consumidor rural
Levantar a carga dos consumidores rurais através do preenchimento do Anexo 1 –
Planilha para levantamento de carga instalada e cálculo do tipo de fornecimento.
Identificar os consumidores quanto à carga instalada (residencial ou não residencial) e
o tipo de atividade.
Para o preenchimento da Planilha devem ser adotados os seguintes critérios:
a) Carga residencial:
Consumidores com carga variável de iluminação, tomadas, chuveiro elétrico e um
motor de até 3/4 cv;
b) Carga não residencial:
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Consumidores com carga (variável ou permanente) superior aos limites estabelecidos
para consumidor residencial;
- Carga Variável:
Cargas intermitentes sem período definitivo de funcionamento;
- Carga permanente:
Cargas não intermitentes que funcionam em períodos definidos, mínimos de 4
horas diárias.
5.4. Consumidores com cargas especiais
São considerados como cargas especiais os aparelhos que provocam flutuação de
tensão na rede secundária tais como: aparelhos de Raios-X, aparelhos de solda, aparelhos de
galvanização, fornos de indução, etc.
Nos consumidores, cujas cargas necessitam de análise específica para o
dimensionamento elétrico, deve-se efetuar o levantamento de dados através do preenchimento
do formulário Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga instalada e cálculo do tipo de
fornecimento.
5.5. Iluminação pública
Identificar o tipo e a potência de lâmpadas e reatores, bem como o tipo e localização do
comando adotado (fotocélula, faseamento, etc).
6. Cálculo de demanda
6.1. Rede urbana
6.1.1. Consumidor existente
A demanda dos consumidores existentes é determinada através dos valores de
consumo mensal.
O valor adotado é aquele correspondente ao maior consumo mensal dos últimos 12
meses.
As demandas devem ser calculadas através da fórmula:
kVAs = kWh
0,7428
x 0,0606
Em poços artesianos comunitários a função acima não deve ser utilizada, e sim a
potência nominal da moto-bomba em CV.
6.1.2. Consumidor novo
6.1.2.1. Consumidor residencial
6.1.2.1.1. Loteamento
a) Loteamento Não Edificado
Em projetos de loteamento não edificados, adotar os seguintes valores de demanda,
conforme a tabela abaixo.
Tabela 1A – Valores de demanda diversificada
Área do Lote
Demanda – kVA
1,00
≤100 m2
2
2
>100 m e <400 m
1,50
4,50
≥400 m2
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Valores superiores podem ser adotados, desde que tecnicamente justificados e aprovados pela
Cooperativa.
b) Loteamento Edificado
Em projetos de loteamentos já edificados, adotar os seguintes valores de demanda,
conforme a tabela abaixo.
Tabela 1B – Valores de demanda diversificada
Área Construída
Demanda – kVA
1,00
≤100 m2
2
2
>100 m e <400 m
1,50
4,50
≥400 m2
c) Extensões de rede
Em projetos de extensões de rede, calcular a demanda pelo consumo médio mensal
conforme citado no item 6.1.1.
Nota:
Para loteamentos cujas edificações sejam de múltiplas unidades consumidoras deve
ser apresentado cálculo de demanda específico conforme o REGD 035.01.06 Regulamento de
instalações consumidoras – Fornecimento em tensão secundária (RIC-BT).
6.1.2.1.2. Reforma e extensão de rede
Nas reformas de rede existente, a demanda deve ser obtida a partir do levantamento
de carga instalada ou através do consumo (kWh) obtido dos dados de faturamento. Esta
demanda estimada deve ser comparada, sempre que possível, com a demanda obtida através
de medições de corrente e tensão junto ao transformador e aos principais consumidores do
circuito.
Para fins de cálculo da demanda individual em kVA dos consumidores residenciais
existentes, deverá ser utilizada a fórmula conforme o item 6.1.1..
No caso de extensões de rede, para atendimento de consumidores residenciais, a
demanda deve ser estimada por semelhança com a dos consumidores existentes ou conforme
Tabela 1. Entretanto, no caso da carga a instalar ser superior a 10kW, ou não residencial,
devem ser aplicados os procedimentos do Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga
instalada e cálculo do tipo de fornecimento.
6.1.2.2. Consumidor não residencial
Em projetos de rede urbana originados por pedido de ligação de unidade consumidora
trifásica, a demanda é calculada pela carga instalada descrito conforme item 5, enquadrados
nos critérios do RIC BT/MT.
Loteamentos industriais devem ser adotados valores mínimos de 10 kVA por lote.
6.2. Rede rural
6.2.1. Consumidor existente
Para consumidores existentes, adotar o valor calculado através da fórmula do kVAs,
citado no item 6.1.1.
Valores superiores podem ser adotados, desde que tecnicamente justificados e
aprovados pela Cooperativa.
6.2.2. Consumidor novo
Os projetos de rede rural originados por pedido de ligação de unidade consumidora,
devem obedecer aos critérios abaixo:
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A demanda por consumidor é definida conforme a classe do mesmo e é utilizada para
cálculo de potência de transformadores e queda de tensão secundária.
a) consumidores com carga exclusivamente residencial serão classificados em classe A, B ou
C, sendo:
1) Consumidor classe A:
aquele que possui previsão para instalação de iluminação e diversos
eletrodomésticos, inclusive chuveiro elétrico, bomba d'água até 3/4 CV,
denotando, pelo porte e aparência de sua residência, um alto potencial de
utilização futura da energia elétrica;
2) Consumidor classe B:
aquele que possui previsão para instalação de alguns eletrodomésticos,
inclusive chuveiro elétrico e/ou bomba d'água de 3/4 CV, denotando, pelo porte
e aparência de sua residência, um potencial médio de utilização futura da
energia elétrica;
3) Consumidor classe C:
aquele que possui previsão para instalação apenas de iluminação e tomadas,
podendo-se prever uma baixa utilização futura da energia elétrica devido ao
baixo poder aquisitivo;
b) consumidores com carga não residencial serão classificados em classe:
1) Consumidor classe D:
aquele que possui previsão para instalação de carga declarada superior a
classe A, B ou C .
6.2.2.1 Demanda dos consumidores A, B e C
Para determinação das demandas diversificadas individuais dos consumidores classes
A, B e C, deverão ser adotados os valores indicados na Tabela 2 abaixo:
Tabela 2 – Demanda de consumidores A, B e C
Demanda máxima diversificada individual (kVA)
N.º de consumidores de cada
classe no circuito (*)
Classe A
Classe B
Classe C
1
2
3e4
5e6
7 ou mais
3,1
2,5
2,0
1,7
1,5
2,3
1,5
1,1
0,9
0,8
0,6
0,5
0,4
0,4
0,4
(*) para cálculo elétrico da rede secundária, considerar cada lado do transformador
separadamente e, para determinação da potência do transformador, considerar o número total
de consumidores do circuito secundário.
6.2.2.2. Demandas dos consumidores D
Para determinação das demandas individuais dos consumidores classe D, deverão ser
adotados os valores do cálculo de demanda, conforme o Anexo 1 – Planilha para levantamento
de carga instalada e cálculo do tipo de fornecimento.
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6.2.3. Cálculo da potência dos transformadores
A potência e o número de fases de cada transformador serão determinados pelo
preenchimento da Planilha para Cálculo da Potência dos Transformadores, conforme modelo
do Anexo 14 – Planilha para cálculo da potência de transformadores.
Para o preenchimento da referida planilha deverá, primeiro, ser feita a respectiva
identificação através da indicação do número de ordem da folha (número de ordem/número
total de folhas) e dos nomes do município e da obra em questão, no topo da mesma. Os
campos pertencentes às colunas "a" a "x" deverão ser preenchidas como segue:
Coluna “a”
Número de ordem do transformador, conforme identificação na planta.
Coluna “b”
Número de consumidores classe A alimentados pelo transformador.
Coluna “c”
Demanda individual dos consumidores classe A, obtida da Tabela 2 do item 6.2.2.2
Coluna “d”
Demanda total dos consumidores classe A obtida pela multiplicação dos valores das
duas colunas anteriores.
Colunas “e”, “f” ,”g”, ”h”, “i“ e “j“
Procedimento idêntico à colunas b, c, d para os consumidores classes B e C.
Coluna “l“
Demanda total noturna dos consumidores A, B e C, obtida somando-se os dados das
colunas d, g e j.
Coluna “m“
Número de consumidores da classe D alimentados pelo transformador.
Coluna “n“
Coeficiente de diversidade obtido em função do número de consumidores (coluna m),
através da tabela abaixo.
Tabela 3 – Coeficientes de diversidade (Consumidores D)
Número de consumidores
1
2
3
4
5
Coeficiente de diversidade
1,0
0,8
0,7
0,6
0,5
Colunas “o“ e “p“
Somatório das demandas individuais diurnas e noturnas dos consumidores, obtidas dos
Formulários para Levantamento de Carga – Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga
instalada e cálculo do tipo de fornecimento.
Colunas “q“ e “r“
Demandas totais, diurna e noturna, obtidas pela multiplicação do coeficiente de
diversidade (coluna n) e pelos dados das colunas o e p.
Coluna “s“
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Somatório das demandas das cargas P dos consumidores alimentados pelo
transformador, obtidas dos Formulários para Levantamento de Carga - Anexo 1 – Planilha
para levantamento de carga instalada e cálculo do tipo de fornecimento.
Coluna “t“
Demanda máxima diurna prevista para o transformador, escolhida como o maior entre
o dado da coluna s e o cálculo por:
2
2
0,36 ⋅ q + (0,8 ⋅ q + 0,2 ⋅ l )
Onde q e l são os dados das colunas designadas por essas letras.
Coluna “u“
Demanda máxima noturna prevista para o transformador, escolhida como o maior valor
entre o dado da coluna s e o calculado por:
2
2
0,36 ⋅ r + (0,8 ⋅ r + l )
Onde r e o são os dados das colunas designadas por essas letras.
Coluna “v“
Potência nominal escolhida para o transformador, adotando-se o valor padronizado
igual ou imediatamente superior ao maior valor entre os dados das colunas t e u.
Coluna “x“
Número de fases do transformador determinado pelo número de fases das cargas a ele
ligadas, pela potência do transformador ou pelo número de fases determinado pelo calculo
elétrico da rede secundária.
7. Configuração e traçado
7.1 Rede urbana
Projetar a posteação, sempre que possível, do lado oeste da rua cujo eixo esteja na
direção aproximada Norte-Sul, afim de que as futuras árvores de médio porte possam ser
plantadas do lado Leste. Para as ruas cujo eixo está na direção Leste-Oeste, o lado da
posteação deve ser do lado Norte, para que as árvores de porte médio sejam plantadas no
lado Sul.
7.1.1. Rede primária
7.1.1.1. Alimentador troncal
O traçado deve atender os seguintes critérios:
• Sempre utilizar arruamentos já definidos, se possível com guias colocadas,
evitando ângulos e curvas desnecessárias;
•
acompanhar a distribuição das cargas e suas previsões;
•
em condições técnicas semelhantes dar preferência a rua de menor tráfego;
•
na medida do possível evitar trechos paralelos na mesma rua e circuitos duplos;
•
prever a interligação com outros alimentadores para manobra de emergência
através de chaves faca;
•
manter a seqüência de fases desde a subestação.
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7.1.1.2. Ramal de alimentador
Em ramais de alimentador devem ser adotados os seguintes critérios:
•
dirigir os ramais em sentido paralelo uns aos outros e orientá-los de maneira a
favorecer a expansão prevista para a zona por eles servida;
•
considerar a posição do Alimentador Troncal evitando voltas desnecessárias;
•
conservar a sequencia de fases do Alimentador Troncal.
7.1.2. Rede secundária
7.1.2.1. Configuração básica e traçado
Adotar as configurações básicas de circuitos secundários, pois estas configurações
permitem o atendimento em 380/220V de toda gama de densidade de carga característica de
rede de distribuição aérea.
No traçado da rede secundária, adotar os seguintes critérios:
•
Os circuitos secundários devem ser do tipo radial;
•
Em seccionamento de BT, interligar todos os circuitos secundários adjacentes
através do condutor neutro, com aterramento.
•
Projetar de forma a permitir futuras interligações, sem a necessidade de
complemento de fases ou de trechos evitando a existência de vão vazio entre
dois circuitos adjacentes.
7.2. Rede rural
7.2.1.Alimentador troncal
No traçado do alimentador observar os seguintes critérios:
•
acompanhar o traçado das vias de uso público (estradas, caminhos, corredores,
etc.), evitando a faixa de domínio em rodovias estaduais e federais.
•
desviar do traçado das vias de uso público nos casos de:
- faixa de domínio já ocupada;
- obstáculos naturais;
- áreas alagadiças ou com problemas de erosão;
- reservas florestais;
- interligação com rede já existente;
- afastamento de linhas de transmissão;
- desvio da zona de proteção de aeródromos;
- evitar deflexões em excesso em trechos muito sinuosos;
- não cruzar sobre parreirais, ou outras culturas que se faça com malha ou
suporte de sustentação metálico.
•
justificar tecnicamente e solicitar a aprovação da Engenharia para os desvios do
traçado de vias públicas com o afastamento superior a 50 metros;
•
Acompanhar o traçado de vias públicas e caminhos particulares de acesso à
sede de propriedades em ramais rurais;
•
ocupar propriedades particulares, com a devida autorização do proprietário para
atender um ou mais consumidores;
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•
ser de fácil acesso quando não acompanhar vias públicas e caminhos
particulares da propriedade;
•
não passar sobre edificações;
7.2.2. Ramal rural
O traçado do ramal rural deve obedecer aos seguintes critérios:
• acompanhar o traçado de vias públicas e caminhos particulares de acesso a
sede da propriedade;
• ocupar propriedades particulares (com a devida autorização) para atender um ou
mais consumidores;
• ser de fácil acesso quando não acompanhar vias públicas e caminhos
particulares da propriedade;
• não passar sobre edificações;
• atender o consumidor em outro local, que não a sede da propriedade.
8. Locação de rede
8.1. Afastamentos mínimos
Os cabos cobertos devem ser considerados condutores nus no que se refere a todos
os afastamentos mínimos já padronizados para redes primárias com condutores nus, a fim
garantir a segurança de pessoas, conforme Figuras 1, 3, 5 e 7.
Os afastamentos mínimos que constam nas Tabelas 4 e 6 e nas Figuras 1, 3, 5 e 7 são
sempre relativos às partes energizadas e não ao ponto de fixação.
Não são permitidas construções civis sob as redes de distribuição.
Os afastamentos entre condutores do mesmo circuito ou de circuitos diferentes,
inclusive condutores aterrados, devem respeitar os afastamentos mínimos estabelecidos na
Tabela 5 e Tabela 6, Figura 2 e Figura 3.
8.1.1. Afastamentos mínimos – condutores ao solo
Os afastamentos mínimos indicados na tabela a seguir podem ser aumentados
convenientemente, dependendo das condições de operação e manutenção da rede.
Tabela 4 – Afastamentos mínimos entre os condutores e o solo (cabos cobertos e
condutores nus)
Afastamento mínimo
mm
Tensão U
kV
Natureza do logradouro
Comunicação e
cabos aterrados
U≤1
1 <U ≤ 36,2
Vias exclusivas de pedestre em
áreas rurais
3 000
4 500
5 500
Vias exclusivas de pedestre em
áreas urbanas
3 000
3 500
5 500
Locais acessíveis ao trânsito de
veículos em áreas rurais
4 500
4 500
6 000
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Afastamento mínimo
mm
Tensão U
kV
Natureza do logradouro
Comunicação e
cabos aterrados
U≤1
1 <U ≤ 36,2
Locais acessíveis ao trânsito de
máquinas e equipamentos
agrícolas em áreas rurais
6 000
6 000
6 000
Ruas e avenidas
5 000
5 500
6 000
Entradas de prédios e demais
locais de uso restrito a veículos
4 500
4 500
6 000
Rodovias federais
7 000
7 000
7 000
Ferrovias não eletrificadas e não
eletrificáveis
6 000
6 000
9 000
Nota:
1- Em ferrovias eletrificadas ou eletrificáveis, a distância mínima do condutor ao boleto
dos trilhos é de 12 m para tensões até 36,2 kV, conforme ABNT NBR 14165;
2- Para tensões superiores a 36,2 kV, consultar a ABNT NBR 5422;
3 - Em rodovias estaduais, recomenda-se que a distância mínima do condutor ao solo
atenda à legislação específica do órgão estadual. Na falta de regulamentação estadual,
obedecer aos valores da Tabela 4.
36,2 kV
15 kV
1 kV
Vias exclusivas
de pedestre em
áreas rurais
Vias exclusivas
de pedestre em
áreas urbanas
Locais acessíveis
ao trânsito de
veículos em áreas
rurais
Locais acessíveis ao
trânsito de máquinas
e equipamentos
agrícolas em áreas
rurais
Ruas e
avenidas
Entrada de
prédios e demais
locais de uso
restrito a veículos
6 000
6 000
9 000
9 000
7 000
7 000
7 000
7 000
4 500
4 500
6 000
6 000
5 000
5 500
6 000
6 000
6 000
6 000
6 000
6 000
4 500
4 500
6 000
6 000
3 000
3 500
5 500
5 500
3 000
4 500
5 500
5 500
Comunicação e
cabos aterrados
Rodovias
federais
Ferrovias não
eletrificadas ou
não eletrificáveis
Figura 1 - Afastamentos mínimos entre os condutores e o solo (cabos cobertos e condutores
nus)
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8.1.2. Afastamento mínimo entre condutores de circuitos diferentes
Os afastamentos mínimos e entre condutores de circuitos diferentes estão indicados
nas tabelas e desenhos abaixo. A linha de maior tensão deve sempre passar por cima da de
menor tensão.
Tabela 5 – Afastamentos mínimos entre os condutores de circuitos diferentes
(condutores nus)
Afastamentos mínimos
mm
Tensão U
kV
(circuito superior)
U≤1
1 <U ≤ 15
Tensão U
kV
(circuito inferior)
15 <U ≤ 36,2
Comunicação
600
1 500
1 800
U≤1
600
800
1 000
1 <U ≤ 15
-
800
900
15 <U ≤ 36,2
-
-
900
36,2 kV
15 kV
800
900
900
1 kV
1 800
600
1 500
15 kV
600
800
1 000
36,2 kV
1 kV
Comunicação
Figura 2 – Afastamentos mínimos entre condutores de circuitos diferentes (condutores nus)
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Tabela 6 – Afastamentos mínimos entre os condutores de circuitos diferentes (cabos
cobertos)
Afastamentos mínimos
mm
Tensão U
kV
(circuito superior)
U≤1
1 <U ≤ 15
Tensão U
kV
(circuito inferior)
15 <U ≤ 36,2
Comunicação
600
1 500
1 800
U≤1
600
800
1 000
1 <U ≤ 15
-
410 (Nota 2)
540 (Nota 2)
15 <U ≤ 36,2
-
-
690 (Nota 2)
Nota:
1- As distâncias apresentadas para circuitos com tensão inferior a 1kV referem-se a
redes com condutores nus;
2- Para redes com cabos cobertos deve-se utilizar os afastamentos mínimos indicados
na Figura 3a;
3- Para afastamentos entre redes com condutores cobertos e redes com condutores
nus, deve-se utilizar os afastamentos mínimos indicados nas Figuras 3b e 3c.
Primário até 36,2 kV
410
540
Primário até 15 kV
690
Circuito superior
Mensageiro
Primário até 36,2 kV
Primário até 15 kV
Figura 3 a – Rede compacta x rede compacta
Figura 3 – Afastamentos mínimos entre condutores de circuitos diferentes (cabos cobertos)
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
Circuito superior
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Mensageiro
Primário até 36,2 kV
800
900
900
Primário até 15 kV
Primário até 36,2 kV
Primário até 15 kV
Figura 3 b – Rede compacta x rede com condutores nus
Figura 3 (continuação)
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
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Primário até 36,2 kV
Primário até 15 kV
800
900
900
Circuito superior
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Primário até 36,2 kV
Primário até 15 kV
Figura 3 c – Rede com condutores nus x rede compacta
Figura 3 (continuação)
Nota:
1- Os valores das cotas indicadas são para a situação mais desfavorável de flecha;
2- Convém que circuitos diferentes no mesmo poste sejam do mesmo padrão de rede;
3- Quando instaladas na mesma estrutura, do mesmo lado do poste, é recomendado
que a rede compacta seja instalada acima da rede com condutores nus.
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
8.1.3. Afastamentos mínimos – condutores a edificações
Os afastamentos mínimos entre condutores e outros elementos deve ser conforme
Figuras 4 e 5.
4a
Afastamentos horizontal e vertical entre os
condutores e o muro
4d
Afastamento horizontal entre os condutores
e o piso da sacada, terraço e janela das
edificações
4b
4c
Afastamento vertical entre os condutores e o piso da sacada,
terraço ou janela das edificações
4e
Afastamento horizontal entre os condutores
e a parede de edificações
4f
Afastamentos horizontal entre os
condutores e a cimallha e o telhado de
edificações
4g
Afastamentos horizontal entre os
condutores e as placas de publicidade
Figura 4 – Afastamentos mínimos entre condutores e edificações (condutores nus)
Sumário
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Tabela 7 – Afastamentos mínimos entre condutores e edificações (condutores nus)
Figura
A
1 000
1 500
1 000
1 000
1 500
4a
4b
4c
4d
4e
4f
4g
Afastamentos mínimos
mm
Primário
15 kV
36,2 kV
C
A
C
3 000
1 200
3 200
1 000
1 200
3 000
3 200
1 700
1 200
1 200
1 700
-
Secundário
B
500
1 200
1 000
1 000
1 200
D
2 500
500
2 500
-
Nota:
C
1- Se os afastamentos verticais das Figuras “4b” e “4c” não puderem ser mantidos,
exigem-se os afastamentos horizontais da Figura “4d”;
2- Se o afastamento vertical entre os condutores e as sacadas, terraços ou janelas for
igual ou maior do que as dimensões das Figuras “4b” e “4c”, não se exige o afastamento
horizontal da borda da sacada, terraço ou janela da Figura “4d”, porém o afastamento da
Figura “4e” deve ser mantido.
D
D
C
C
D
A
B
Figura
5a 7 a
Afastamentos horizontal e vertical entre os
condutores e o muro
Figura
Figura
5b 7 b
5c 7 c
Afastamento vertical entre os condutores e o piso da sacada e
Terraço.
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
A
B
Figura
5d 7 d
Afastamento horizontal entre os condutores
e a borda da sacada, terraço e janela das
edificações
A
A
B
B
Figura
5e 7 e
Afastamento horizontal entre os condutores
e a parede de edificações
B
A
Figura
5f 7 f
Afastamentos horizontal entre os
condutores e a cimallha e o telhado de
edificações
Placa
ou
anúncio
Figura
5g 7 g
Afastamentos horizontal entre os
condutores e as placas de publicidade
Figura 5 – Afastamentos mínimos entre condutores e edificações (cabos cobertos)
Tabela 8 – Afastamentos mínimos entre condutores e edificações (cabos cobertos)
Figura
5a
5b
5c
5d
5e
5f
5g
A
1 000
1 500
1 000
1 000
1 500
Afastamentos mínimos
mm
Primário
15 kV
36,2 kV
C
A
C
3 000
1 200
3 200
1 000
1 200
3 000
3 200
1 700
1 200
1 200
1 700
-
Secundário
B
500
1 200
1 000
1 000
1 200
D
2 500
500
2 500
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Nota:
1- Se os afastamentos verticais das Figuras “5b” e “5c” não puderem ser mantidos,
exigem-se os afastamentos horizontais da Figura “5d”;
2- Se o afastamento vertical entre os condutores e as sacadas, terraços ou janelas for
igual ou maior do que as dimensões das Figuras “5b” e “5c”, não se exige o afastamento
horizontal da borda da sacada, terraço ou janela da Figura “5d”, porém o afastamento da
Figura “5e” deve ser mantido.
1 400 mín.
600
100 mín.
Comunicação
h
500 máx.
faixa de
ocupação
f
d
k
Figura 6 – Afastamentos mínimos - estrutura (condutores nus)
Sumário
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g e a (espaçamento sem cruzeta de ramal)
e
Neutro
Fase A
Fase B
Fase C
faixa de
fixação
RSI
e
g
b
c
a
b
8.1.4. Afastamentos mínimos – estrutura
Os afastamentos verticais mínimos entre condutores e outros elementos do poste,
numa mesma estrutura, devem ser conforme o Figuras 6 e 7.
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Tabela 9 – Afastamentos mínimos – estrutura (condutores nus)
Tensão
kV
a
b
c
15
800
500
800
36,2
900
700
900
350
150
k > 2.500
d
f
500
200
e
g
800
800
1.000
1.000
1- A altura mínima h correspondente a à flecha máxima é indicada Tabela 4 e Figura 1.
100 mín.
Nota:
Afastamentos mínimos
mm
k ≤ 2.500
d
f
e
Ver
nota 4
Neutro
Fase B
Fase C
Comunicação
h
500 máx.
Faixa de
ocupação
100 máx.
Fase A
600
Faixa de fixação
RSI
h
b
f
Calçada
Rua
k
d
Figura 7 – Afastamentos mínimos - estrutura (cabos cobertos)
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Tabela 10 – Afastamentos mínimos – estrutura (cabos cobertos)
Afastamentos mínimos
mm
b
kV
Tensão
kV
c
kV
15
36,2
15
36,2
15
300
430
410
540
36,2
-
580
-
690
k≤ 2 500
k> 2 500
d
f
d
f
350
150
500
200
e
800
1 000
Nota:
1- No caso de cotas mínimas entre diferentes níveis, convém que os valores sejam
mantidos também entre partes energizadas, independentemente do tipo de estrutura, conforme
Tabela 6;
2- A altura mínima h correspondente à flecha máxima é indicada na Tabela 4 e Figura
1;
3- Os valores de b e c referem-se aos afastamentos mínimos, horizontal e vertical entre
circuitos diferentes, independentemente do arranjo de montagem.
4- O valor de e refere-se ao afastamento mínimo entre a rede secundária ou ramal de
ligação secundário para a rede primária.
8.1.5. Afastamentos entre condutores e vegetação
A largura da faixa de segurança para redes de distribuição rurais é no mínimo 15 m,
distribuídos em 7,5 m de cada lado em relação ao eixo da rede, permitindo-se apenas o plantio
de culturas rasteiras e vedando-se a construção de edificações e assemelhados na referida
faixa.
8.2. Cruzamentos
Em cruzamentos devem ser seguidos os critérios abaixo:
•
Em cruzamento com redes de tensões diferentes, a rede de maior tensão fica no
nível superior.
•
Em cruzamentos de condutores do mesmo tipo com conexão elétrica, os
condutores de maior seção passam sobre os de menor.
•
Em cruzamentos com conexão elétrica no meio do vão, obedecer ao indicado
nas orientações técnicas: OTD 035.02.07 Rede convencional – amarrações,
aterramento, conexões e cruzamentos e OTD 035.03.07 Rede compacta –
cruzamentos, conexões e emendas.
•
No cruzamento aéreo que interliga rede compacta com rede primária nua, a rede
compacta deve ser posicionada em nível superior, efetuando-se as ligações com
cabo coberto e observando-se a distância mínima definida na Figura 9.
•
Nos cruzamentos aéreos entre redes compactas onde houver a continuação da
rede de média tensão, isto é, onde as estruturas forem de sustentação e não de
ancoragem deverá ser projetado estruturas com braço antibalanço (CE1A).
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
x'
y'
A
B
y
A
B
C
C
x
Figura 8a – Cruzamento rede primária
y
x
Figura 8b – Cruzamento rede secundária
Figura 8 – Cruzamento aéreo – Rede convencional (condutores nus) x rede convencional (com
condutores nus)
Nota:
1- Sempre que aprovado pela Cooperativa, as distâncias x e y devem ser iguais e
nunca superiores a 15m.
2- Em redes rurais a soma das dimensões y e y’ não pode ser superior a 80m.
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
C
B
M
A C
B
A
Ver detalhe
M
A
C
B
C
B
A
Mensageiro
400 mín
400 mín
Rede compacta
C
B
Rede convencional
A
500 mín - 15 kV
700 mín - 36,2 kV
B
Cabo coberto
C
A
Conector cunha c/ cobertura de conexão
Detalhe
Figura 9 – Cruzamento aéreo – Rede compacta x rede convencional (com condutores nus)
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
M
M
C
1 50
0
A
C
A
0
1 50
B
B
M
A
C
B
M
A
C
B
Ver detalhe
M
M
A
C
A
B
B
x
C
y
M
M
A
A
C
C
B
B
Detalhe
Figura 10 – Cruzamento aéreo – Rede compacta x rede compacta
Nota:
Recomenda-se que as distâncias x e y sejam de no máximo 15 m.
8.3. Vãos
8.3.1. Rede com condutores nus
Para determinar os vãos da rede, deverão ser atendidos os seguintes critérios:
•
Em rede urbana, projetar os vãos com comprimento máximo de 40 m;
•
Em vãos adjacentes, a diferença no comprimento não pode ser superior a um
terço do comprimento do vão adjacente maior;
•
Os vãos da rede secundária devem ser escolhidos de modo que o ramal de
ligação não seja maior do que 30 m e que o número máximo de derivações de
ramais de ligação permitido por poste seja de 4 ligações para cada lado da rua.
•
Nas redes rurais mistas e secundárias que utilizarem cabos nus, adotar vão
máximo de 80 metros e em redes multiplexadas adotar 60 metros.
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
•
Nas redes rurais primárias, adotar os vãos máximos permitidos pelo terreno,
levando em consideração as alturas dos postes, as flechas dos condutores e as
distâncias mínimas admissíveis entre o condutor mais baixo e o solo, limitandoos a:
Tabela 11 – Vãos máximos
Condutor CAA – AWG
4
2
1/0
2/0
3/0
4/0
336 MCM
Vão Máximo – m
120
120
100
100
100
80
80
Excepcionalmente, podem ser projetados vãos maiores que os limites acima, desde
que tecnicamente justificados quanto aos esforços longitudinais e transversais na estrutura de
sustentação e desde que aprovado pela Engenharia da Cooperativa.
Nota:
Para estruturas tipo TE são admitidos vãos 30% superiores aos estabelecidos na
Tabela 11.
8.3.2. Rede com cabos cobertos
O afastamento entre o primeiro espaçador e a estrutura deve obedecer à Tabela 12.
Em rede urbana, projetar os vãos com comprimento máximo de 40 m
Tabela 12 – Afastamento do primeiro espaçador
Estrutura
Afastamento
mm
CE1 (tangente\)
1.000
CE1A (com braço antibalanço)
7.000 a 10.000
Demais estruturas
12.0000
O afastamento entre os espaçadores ao longo do vão pode variar de 7.000 mm a
10.000 mm conforme a Figura 11. A Tabela 13 apresenta a quantidade de espaçadores
considerando o afastamento máximo de 10.000 mm entre espaçadores.
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
12 000
7 000 a 10 000 7 000 a 10 000
1 000 (mín.)
1 000 (mín.)
Figura 11 – Espaçadores
Tabela 13 – Quantidade espaçador
Espaçadores
Vão
m
Espaçadores
Vão
m
Entre CE1 e CE1
Entre CE1A e
qualquer outra
estrutura
Até 22
3
1
Até 21
2
23 a 32
4
2
22 a 31
3
33 a 42
5
3
32 a 41
4
Espaçadores
Vão
m
Entre CE1 e qualquer outra estrutura
(CE2, CE3, CE4, equipamentos etc.)
Entre CE1A e CE1A
Espaçadores
Vão
m
Entre duas estruturas
quaisquer (CE2/CE2,
CE3/CE3 etc.)
Até 23
2
Até 24
1
24 a 33
3
25 a 34
2
34 a 43
4
35 a 44
3
Nota:
Para vãos superiores aos indicados, recomenda-se que a quantidade de espaçadores
seja calculada utilizando-se a regra definida na Tabela 12.
Em saídas de subestações com elevados níveis de curto-circuito, recomenda-se que
sejam utilizadas amarrações entre o cabo e o espaçador que tenha desempenho mecânico
adequado para suportar os esforços eletrodinâmicos ou que sejam instalados espaçadores em
intervalos menores que o estabelecido na Tabela 12 e Figura 11.
8.4. Posteação
Na locação dos postes, observar os seguintes critérios:
•
em rua sem arborização, implantar as redes nas faces Norte e Oeste ou
escolher o lado que tenha maior número de edificações;
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•
localizar a posteação no mesmo lado das diversas ruas em alinhamento com
redes elétricas existentes;
•
em condições técnicas semelhantes dar preferência ao lado da rua com menos
arborização;
•
em vias públicas com largura igual ou superior a 25 metros, projetar rede
secundária em ambos os lados;
•
quando necessário, em vias públicas com largura inferior a 25 m, pode ser
projetada posteação em ambos os lados da rua, desde que tecnicamente
justificado;
•
locar os postes nas divisas dos terrenos, quando isso não for possível, locar no
centro das testadas;
Figura 12 – Localização da testada do terreno
•
não locar postes em frente de entradas de residências,
estacionamentos, lojas e guias rebaixadas em postos de gasolina;
•
evitar a locação de postes em frente à anúncios luminosos, marquises e
sacadas;
•
locar postes no centro de vias públicas somente quando houver canteiro central,
cujas dimensões permitam inscrever um círculo com um diâmetro de 1 metro
com centro no eixo do poste e cuja altura dos meios- fios sejam no mínimo de 15
centímetros;
•
evitar a locação de postes em centro de cruzamentos de ruas e avenidas, mas,
quando necessário, devem existir canteiros cujas dimensões permitam inscrever
um círculo com 2 metros de diâmetro, com centro no eixo do poste e com
proteção de aço;
•
evitar interferência como alinhamento das galerias pluviais e esgotos;
•
Nas estruturas de MT em derivação com ângulos diferentes de 90 graus, podem
ser usados:
o
o
o
o
garagens,
Postes (duplo T) com esforço mecânico compatível;
Postes de seção circular;
Estruturas em tração mecânica reduzida (TMR);
Cruzamento aéreo.
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
•
nas esquinas, os postes não podem estar a menos de 1 metro do alinhamento
dos terrenos com o passeio ;
Figura 13 – Afastamento mínimo dos postes em relação a esquina
•
nas derivações de rede secundária, a rede pode derivar num lado da esquina,
observando-se que os condutores não podem cruzar sobre terrenos de terceiros.
8.5. Medição de deflexão horizontal
Os ângulos de deflexão horizontal da rede são medidos através de trena, utilizando-se
a tabela:
Tabela 14 – Medida do o ângulo de deflexão horizontal
d
0,18
0,35
0,52
0,70
0,74
1,05
1,22
1,40
1,57
1,74
1,92
2,09
2,26
2,44
2,61
ângulo
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
d
2,78
2,96
3,13
3,30
3,47
3,56
3,82
3,99
4,16
4,33
4,50
4,67
4,84
5,01
5,18
ângulo
16º
17°
18°
19°
20°
21º
22º
23º
24º
25º
26º
27º
28º
29º
30º
d
5,35
5,51
5,68
5,85
6,01
6,18
6,35
6,51
6,68
6,84
7,00
7,17
7,33
7,49
7,65
ângulo
31º
32º
33º
34º
35º
36º
37º
38º
39º
40º
41º
42º
43º
44º
45º
d
7,85
7,98
8,14
8,29
8,45
8,61
8,77
8,92
9,08
9,24
9,39
9,54
9,70
9,85
10
ângulo
46º
47º
48º
49º
50º
51º
52º
53º
54º
55º
56º
57º
58º
59º
60º
d
10,15
10,30
10,45
10,60
10,75
10,89
11,04
11,18
11,33
11,47
11,61
11,76
11,90
12,04
12,18
ângulo
61º
62º
63º
64º
65º
66º
67º
68º
69º
70º
71º
72º
73º
74º
75º
d
12,31
12,45
12,59
12,72
12,86
12,99
13,12
13,25
13,38
13,51
13,64
13,77
13,89
14,02
14,14
ângulo
76º
77º
78º
79º
80º
81º
82º
83º
84º
85º
86º
87º
88º
89º
90º
d – distância, em metros, entre balizas colocadas a 10 metros do poste, no alinhamento da rede e a deflexão no
sentido da fonte para carga.
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9. Transformador
9.1. Potência nominal
9.1.1. Rede urbana
Todos os transformadores projetados em redes urbanas devem ser preferencialmente
trifásicos e com potência nominal de acordo com a tabela:
Tabela 15 – Transformadores trifásicos em rede urbana
Potência Nominal – kVA
30
45
75
112,5
9.1.2. Rede rural
Os transformadores projetados podem ser trifásicos ou monofásicos, de acordo com o
tipo de carga e com a potência nominal, conforme a tabela:
Tabela 16 – Rede rural
Potência Nominal – kVA
Trifásico
Monofásico
Fase-Fase
MRT
-
10
10
-
15
15
30
25
25
45
-
-
75
-
-
Outras potências poderão ser utilizadas, embora não sejam tecnicamente
recomendadas.
Recomenda-se a utilização da tensão secundária de 440/220V a partir da potência de
10kVA.
9.2. Dimensionamento
9.2.1. Rede urbana
9.2.1.1. Projeto de rede nova
Todos os transformadores projetados devem ser novos e a maior potência nominal
recomendada é de 112,5 kVA.
O carregamento inicial máximo (em kVA) deve ser igual ao valor da sua potência
nominal.
9.2.1.2. Projeto de reforma ou extensão de rede
Todos os transformadores projetados devem ser trifásicos e a maior potência nominal
recomendada de 75 kVA.
O carregamento inicial máximo (em kVA) dos transformadores novos projetados deve
ser igual ao valor da sua potência nominal.
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9.2.2. Rede rural
O carregamento inicial máximo (em kVA) dos transformadores projetados deve ser
igual ao valor da sua potência nominal.
Recomenda-se utilização de transformadores bifásicos ou trifásicos em redes primárias
trifásicas.
9.3. Locação
A locação de transformadores na rede de distribuição deve atender os seguintes
requisitos básicos:
•
locar no centro de carga ou próximo às cargas concentradas, principalmente as
que ocasionam flutuação de tensão;
•
locar para atender diretamente do transformador, o consumidor nas seguintes
situações de carga:
- motor de indução trifásico com rotor em curto-circuito e potência igual ou
superior a 30cv;
- máquina de solda tipo motor gerador com potência igual ou superior a 30cv;
- máquina de solda a transformador, trifásica com ligação invertida, com potência
igual ou superior a 15kVA;
- máquina de solda a transformador, trifásica com retificação em ponte trifásica,
com potência igual ou superior a 30kVA;
- moto-bombas para atendimento de poços artesianos com potência superior a
3CV;
•
nas esquinas, não locar a menos de 10 metros do alinhamento da testada dos
terrenos,
•
não locar em deflexões da rede superiores a 5 graus;
•
nos transformadores existentes em deflexões superiores a 5 graus, deverão ser
readequados na realização de reformas;
•
evitar locar em estruturas de ancoragem do tipo N4, B4,U4, UP4;
•
não locar no ponto de derivações de ramais primários;
•
nas redes rurais, recomenda-se que o transformador seja instalado em distância
igual ou superior a 30 metros das edificações.
9.4. Instalação
A instalação do transformador deve ser de acordo com a OTD 035.02.04 Padrão de
Estruturas – Rede convencional – Transformador e a OTD 035.03.04 Padrão de Estruturas –
Rede compacta – Transformador.
10. Condutor
10.1. Rede urbana
10.1.1. Rede Primária
10.1.1.1. Rede convencional
Em redes de distribuição primária, devem ser utilizados Cabos de Alumínio com Alma
de Aço CAA.
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Tabela 17 – Bitola de cabos CAA para rede primária convencional
4 AWG
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
3/0 AWG
4/0 AWG
336,4 MCM
Fica a critério da Engenharia a utilização de Cabo de Alumínio (CA) em regiões
urbanas e ou urbanizadas.
10.1.1.2. Rede compacta
Em redes compactas, deve ser utilizado o condutor de alumínio coberto com cobertura
em XLPE nas seguintes seções:
Tabela 18 – Seção de condutores de alumínio coberto
35 mm
2
50 mm
2
70 mm²
95 mm
2
120 mm²
150 mm²
185 mm
2
10.1.2. Rede secundária
10.1.2.1 Rede convencional
Em redes de distribuição secundária, devem ser utilizados os Cabos de Alumínio com
Alma de AÇO – CAA, nas bitolas e combinações abaixo.
Tabela 19 – Bitola de cabos CAA secundária convencional
Fase
Neutro
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
Em extensões de rede, os condutores em alinhamento devem ter, no mínimo, a mesma
bitola da rede existente.
Em circuitos secundários, cujos condutores estiverem no mesmo alinhamento, deve ser
empregada a maior bitola obtida, seja pelo cálculo elétrico dos circuitos adjacentes, seja pela
bitola do circuito adjacente já existente.
Em caso de circuito adjacente que não seja objeto de modificação no projeto, os
condutores permanecem, independentemente de sua bitola.
Ficará a critério da Engenharia a utilização de Cabo de Alumínio (CA) em regiões
urbanas e ou urbanizadas.
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10.1.2.2. Rede multiplexada
Nas redes isoladas, deve ser utilizado cabo multiplexado com condutores de alumínio e
neutro nu.
As seções nominais dos condutores devem ser:
Tabela 20 – Seções de condutores para rede isolada
2
35 mm
2
50 mm
2
70 mm
2
120 mm
10.2. Rede rural
10.2.1. Rede primária
Em rede primária de distribuição rural, devem ser utilizados os Cabos de Alumínio com
Alma de Aço – CAA nas bitolas abaixo:
Tabela 21 – Bitola de cabos CAA para rede primária rural
4 AWG
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
4/0 AWG
336, 4 MCM
10.2.2. Rede secundária
Em rede de distribuição secundária, devem ser utilizados os Cabos de Alumínio com
Alma de Aço – CAA nas bitolas abaixo:
Tabela 22 – Bitola de cabos CAA secundária rural
Fase
Monofásico
Trifásico
Neutro
2 AWG
2 AWG
1/0 AWG
1/0 AWG
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
2 AWG
1/0 AWG
2/0 AWG
O emprego de Condutores de Alumínio – CA fica limitado às redes secundárias com
vãos de até 40 metros, situadas em aglomerados populacionais, a critério da Cooperativa.
Em situações especiais poderão ser utilizados cabos multiplexados, conforme item
10.1.2.2..
10.3. Ramal de ligação \ rede secundária
Os ramais de ligação devem ser do tipo multiplexado com Condutor de Alumínio – CA
conforme tabela:
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Tabela 23 – Ramal de ligação multiplexado
Seção – mm
Cabo
Duplex
Triplex
Quadriplex
2
Fase
Neutro
1 x 10
10
1 x 16
16
2 x 10
10
2 x 16
16
3 x 10
10
3 x 16
16
3 x 25
25
3 x 35
35
NOTA: Nos casos em que a rede de distribuição situa-se no lado oposto da via pública,
os critérios para atendimento de unidades consumidoras para fornecimentos do tipo C7, C8,
C9, C10, C11, C12, C19 e C20, deve ser previsto extensão da rede de distribuição aérea.
Na bitola de 35mm2 e superiores deve ser utilizada entrada subterrânea, conforme o
RIC de Baixa Tensão. A utilização do ramal multiplex aéreo 35mm2 deve ter aprovação previa
da Cooperativa.
10.4. Condutor de ligação transformador \ rede secundária
O condutor de ligação do transformador com a rede secundária deve ser de cobre com
isolação XLPE para 0,6 / 1,0 kV, dimensionado conforme a Tabela 24.
Tabela 24 – Seção de cabos isolados para a ligação de transformadores
Transformador
Cabo
< 75 kVA
35 mm .
112,5 kVA
2 x 35 mm .
2
2
11. Cálculo elétrico
11.1. Critérios do dimensionamento
11.1.1. Rede urbana
11.1.1.1. Rede primária
Em cálculo de rede primária, o carregamento do condutor não pode ser superior a 70 %
do limite térmico a 40°C.
Tabela 25 — Corrente admissível – CAA
Condutor Nu
Bitola – AWG
Imáx – A
4
125
2
160
1/0
220
2/0
250
3/0
290
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Bitola – AWG
Imáx – A
4/0
330
336,4 MCM (linnet)
426
Tabela 26 — Corrente admissível – CA
Condutor Nu
Bitola – AWG
Imáx – A
2
152
1/0
203
2/0
235
3/0
271
4,0
314
336,4 MCM (tulip)
419
Condutor Coberto
Classe de Tensão – 15kV
Secção Nominal (mm²)
Imáx – A
35
187
50
225
70
282
95
345
120
401
150
456
185
525
Classe de Tensão – 25kV
35
186
50
224
70
280
95
342
120
397
150
450
185
519
A queda de tensão máxima da rede primária não pode ser superior a 7%, entendendose como tal, a queda compreendida entre o barramento da subestação e/ou o ponto de
conexão com a distribuidora e o ponto mais desfavorável, onde se situa o último transformador
de distribuição ou o último consumidor primário.
11.1.1.2. Rede secundária
0
O limite térmico dos condutores a 50 C não deve ultrapassar 70% de sua capacidade
nominal.
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Tabela 27 — Corrente admissível – (CA / CAL)
Secção Nominal (mm²)
Imáx – A
Duplex
10
65
16
86
Condutores Multiplexados
Triplex
10
55
16
73
25
97
35
119
Quadruplex
10
44
16
59
25
80
35
100
50
122
70
157
120(70)
229
O cálculo elétrico da rede secundária deve ser executado separadamente para as
demandas diurna e noturna, prevalecendo aquela que determinar a maior queda de tensão.
Recomenda-se limitar as extensões de baixa tensão em (300) metros a partir da
unidade transformadora.
A queda de tensão máxima não pode ultrapassar os valores:
Tabela 28 – Percentuais máximos de queda de tensão
Característica do
∆V %
Projeto
Rede Nova
3,1
Reforma de Rede
4,3
Extensão de Rede
4,3
Nos projetos utilizar o fator de potência:
Tabela 29 – Fator de potência para projetos
Característica do
f. p.
Projeto
Rede Nova
1,0
Reforma e Extensão
de Rede
0,8
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11.1.1.3. Cargas
Para o cálculo de queda de tensão percentual de flutuação admissível na rede
secundária, quando ligada uma carga especial, utilizar a fórmula:
૚૞
ࢂ% =
૚
(૜ + ࢌ૛ )
onde:
V% = flutuação máxima admissível ( ≤ 3,0 %)
f = número de oscilações causadas pela carga num intervalo de 1 minuto, igual ao
número de soldas/minuto para máquinas de solda ou pulsações/minuto para aparelhos de
Raios-X.
O cálculo elétrico deve ser efetuado separadamente do cálculo de queda de tensão de
operação de rede, considerando apenas as cargas especiais ligadas no circuito secundário em
estudo.
Os limites de queda de tensão da rede secundária, estabelecidos no item anterior,
devem ser respeitados quando da ligação de cargas especiais.
11.1.2. Rede rural
11.1.2.1 Rede primária
O fator de potência adotado deve ser 0,8 no cálculo da rede primária.
A queda de tensão máxima dos pontos da rede primária não deve ultrapassar 7%,
incluída, neste valor, a queda de tensão existente no ponto de alimentação.
No caso de haver previsão de ampliação da rede projetada, a carga prevista deve ser
incluída no cálculo elétrico.
O cálculo elétrico da rede primária deve ser feito a partir das demandas máximas
calculadas para os transformadores, aplicando-se o fator de diversidade conforme a tabela a
seguir, não podendo a soma total das cargas assim demandadas ser inferior ao somatório das
demandas das cargas permanentes instaladas na rede:
Tabela 30 – Rede rural – Coeficiente de diversidade para transformadores
Nº de
Transformadores
Fator de Diversidade
Nº de
Transformadores
Fator de Diversidade
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
1,00
1,08
1,14
1,19
1,25
1,30
1,33
1,37
1,40
1,45
1,47
1,52
1,54
1,56
15
16 a 19
20 a 24
25 a 29
30 a 34
35 a 39
40 a 44
45 a 49
50 a 54
55 a 74
75 a 99
100 a 149
150 a 199
mais de 200
1,61
1,67
1,69
1,75
1,82
1,85
1,89
1,92
1,96
2,00
2,08
2,13
2,17
2,22
11.1.2.2 Rede secundária
O cálculo elétrico da rede secundária deve ser feito para o período diurno e noturno,
prevalecendo aquele que apontar maior queda de tensão percentual.
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Para o cálculo elétrico da rede secundária, deve ser adotado como fator de potência o
valor de 0,8 para as situações em que houver consumidor não residencial no circuito, e o valor
1 para as situações em que houver apenas consumidores residenciais no circuito.
A queda de tensão máxima percentual em qualquer ponto da rede secundária não deve
ultrapassar 4,3%.
Recomenda-se limitar as extensões de baixa tensão em (300) metros a partir da
unidade transformadora.
A demanda dos consumidores deve ser obtida conforme item 6.
11.2 Cálculo de queda de tensão
Em todos os circuitos deverá ser executado o cálculo elétrico de queda de tensão
secundária e primária com o preenchimento da planilha, conforme o Anexo 2 – Planilha de
cálculo de queda de tensão MT e BT, e tomando por base o diagrama unifilar. No diagrama
unifilar, desenhado na planilha de cálculo de queda de tensão, devem ser identificadas as
demandas dos consumidores, bem como, comprimentos e designação de trechos de rede; os
valores de demanda diurna dos consumidores classe D deverão ser distinguidos pela
colocação da letra D à esquerda dos mesmos.
Os coeficientes de queda de tensão constam no Anexo 2 – Planilha de cálculo de
queda de tensão MT e BT.
12. Poste
12.1. Tipo de poste
12.1.1. Rede urbana
Em redes de distribuição urbana, devem ser utilizados postes de concreto armado de
seção circular ou Duplo T tipo B.
Em estruturas com transformadores trifásicos, devem ser utilizados postes de concreto
armado com carga nominal mínima 400 daN.
O dimensionamento mínimo de postes para rede compacta deve ser de 300 daN para
circuito simples e de 400 daN para mais de um circuito.
Em casos especiais, podem ser utilizados postes com novas tecnologias de fabricação
e com cargas nominais diferentes das acima especificadas desde que tecnicamente aprovadas
e justificadas.
12.1.2. Rede rural
Em estruturas com transformador deve ser utilizado poste de concreto de acordo com a
Tabela 31.
Tabela 31 – Carga nominal mínima para postes com transformador (rede rural)
Transformador
Monofásico
Trifásico
Carga nominal mínima
Poste de seção
Poste de secção
duplo T
circular
300 daN
200 daN
400 daN
400 daN
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12.2. Comprimento do poste
A escolha do comprimento mínimo dos poste, em metros, deve obedecer aos critérios:
Tabela 32 – Comprimento do poste de acordo com o tipo de rede e de estrutura
Comprimento
(m)
9
Rede Urbana
Rede Rural
Estrutura instalada
Secundário
11
secundário + primário
12
secundária + Primário + equipamento ou derivação
9
Secundário
11
12
Sistema trifásico: secundário + primário
Sistema MRT: secundário + primário + equipamento ou derivação
Secundário + primário + equipamento ou derivação
Em casos especiais de cruzamentos ou travessias, para assegurar o afastamento
mínimo ou ainda para evitar deflexões verticais, podem ser projetados postes com
comprimentos superiores aos estabelecidos.
Em redes secundárias, quando houver previsão de futura instalação de rede primária,
projetar postes com comprimento mínimo de 11 metros.
Deverá ser prevista a instalação de uso mútuo de postes, na utilização em conjunto de
telefone, TV a cabo, fibra óptica e cabo de iluminação pública.
Em cruzamentos de redes compactas utilizar postes da mesma altura, conforme as
Figuras 9 e 10.
12.3. Carga nominal do poste
A tabela apresenta a tração admissível a 0,10 m do topo do poste (resistência nominal)
calculada para um engastamento perfeito.
Tabela 33 – Carga nominal do poste
Carga Nominal daN
Concreto
Comprimento – m
Seção circular
150
9
10
Seção duplo T
Face A
Face B
(Côncava)
(Lisa)
-
Madeira
-
200
-
-
-
-
-
-
295
300
150
300
-
400
200
400
-
600
300
600
-
-
500
1000
-
150
-
-
-
300
150
300
-
-
-
-
255
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Carga Nominal daN
Concreto
Comprimento – m
Seção circular
600
11
12
13
Seção duplo T
Face A
Face B
(Côncava)
(Lisa)
300
600
Madeira
-
1000
500
1000
-
200
-
-
-
300
150
300
300
400
200
400
-
600
300
600
-
1000
500
1000
-
1500
-
-
-
-
-
-
265
300
150
300
-
400
200
400
-
600
300
600
-
1000
500
1000
-
2000
1000
2000
-
3000
1500
3000
-
-
-
-
230
300
150
300
-
600
300
600
-
1000
-
-
-
2000
-
-
-
13. Cruzeta
As cruzetas projetadas devem ser de concreto, madeira, metálica e/ou polimérica com
comprimento de 2,00m, 2,10m e 2,40m sendo facultado outros comprimentos desde que as
condições da rede assim o exijam.
14. Cálculo mecânico
14.1. Tração de projeto
14.1.1. Condutor de alumínio – CA
Tabela 34 – Tração de projeto – CA
Condutor – AWG/MCM
2
1/0
2/0
Tração – daN
(Vão regulador: 40m)
178
266
340
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Condutor – AWG/MCM
4/0
336,4
Nota:
Tração – daN
(Vão regulador: 40m)
512
802
Para a Tabela 34 foram considerados vão médios de 40m.
14.1.2. Condutor de alumínio coberto – Rede compacta
Tabela 35 – Tração de projeto – Condutor coberto
Tração – daN
Vão regulador
Condutor
35m
50m
3#50mm² (9,53) 15kV
285
287
285
300
3#95mm² (9,53) 15kV
329
329
3#120mm² (9,53) 15kV
353
352
3#150mm² (9,53) 15kV
381
379
3#185mm² (9,53) 15kV
414
412
3#35mm² (9,53) 25kV
284
283
3#50mm² (9,53) 25kV
299
300
3#95mm² (9,53) 25kV
329
329
3#120mm² (9,53) 25kV
353
361
3#150mm² (9,53) 25kV
379
379
3#185mm² (9,53) 25kV
414
412
3#35mm² (9,53) 15kV
Cabo Mensageiro: 9,5mm²
14.1.3. Condutor de alumínio multiplexado – Rede isolada
Tabela 36 – Tração de projeto – Condutor multiplexado
Condutor
1#35(35CAL)CA-XLPE
1#50(50CAL)CA-XLPE
2#35(35CAL)CA-XLPE
2#50(50CAL)CA-XLPE
3#35(35CAL)CA-XLPE
3#50(50CAL)CA-XLPE
3#70(70CAL)CA-XLPE
3#95(70CAL)CA-XLPE
3#120(70CAL)CA-XLPE
35m
117
159
131
179
154
211
315
307
294
Tração – daN
Vão regulador
40m
50m
101
142
137
192
145
175
198
238
166
171
226
232
333
301
294
280
285
275
60m
151
204
180
244
162
219
287
274
270
Sumário
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
14.1.4. Condutor de alumínio com alma de aço – CAA
Tabela 37 – Tração de projeto – CAA
Tração – daN
Vão regulador
60m
80m
100m
207
209
312
317
316
315
488
484
479
588
580
575
933
918
902
1552
1530
1504
1029
995
960
1824
1942
1784
Condutor
4 CAA
2 CAA
1/0 CAA
2/0 CAA
4/0 CAA
336,4 CAA (LINNET)
336,4 CAA (MERLIN)
336,4 CAA (ORIOLE)
onde:
40m
207
317
492
588
945
1570
1058
1838
120m
330
470
474
569
885
1477
927
1761
Utilizar o vão regulador do cantão imediatamente superior, calculado pela fórmula:
Vr =
(∑ a ∑ a )
3
Vr= Vão regulador do cantão
∑a3= Somatório do comprimento dos vãos do cantão elevados ao cubo
∑a= Somatório do comprimento dos vãos do cantão
14.1.5. Outros ocupantes
Tabela 38 – Trações de projeto – Cabos de telefonia
N° Pares
Tração – daN
10
20
30
50
75
100
150
200
300
400
600
385
385
385
379
379
397
397
417
460
482
546
A tração de projeto de outros ocupantes (TV a cabo, outras empresas de
comunicação, cabos de controle, etc.) deve ser adotada de acordo com a(s) tabela(s) de
montagem do respectivo ocupante.
14.2. Flecha máxima
14.2.1. Condutor de alumínio – CA
As flechas e trações de montagem são apresentadas no Anexo 3 – Trações e flechas
de montagem CA.
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
14.2.2. Condutor de alumínio com alma de aço – CAA
As flechas e trações de montagem são apresentadas no Anexo 4 – Tabelas de Flecha
de Montagem CAA.
14.2.3. Outros ocupantes
Tabela 39 – Flecha máxima – Cabos de telefonia
N° Pares
Tração – daN
10
20
30
50
75
100
150
200
300
400
600
0,20
0,20
0,20
0,30
0,30
0,35
0,35
0,40
0,50
0,55
0,70
A flecha máxima de outros ocupantes (TV a cabo, outras empresas de comunicação,
etc.) deve ser adotada de acordo com a(s) tabela(s) de montagem do respectivo Ocupante.
Nota:
Cooperativa.
Não será permitida a utilização de cabos de controle em postes da
14.3. Tração admissível
14.3.1. Engastamento
14.3.1.1. Engastamento simples
O engastamento simples do poste no terreno deve ser conforme o Padrão de
Estruturas – Engastamento.
Para qualquer tipo de poste a profundidade do engastamento deve ser:
e = (L/10) + 0,60 m
onde:
e = engastamento mínimo (> 1,5 m)
L = comprimento do poste
O valor da tração admissível no topo do poste é função das características do poste e
do solo. A Tabela 40 apresenta a tração admissível no topo do poste para engastamento
simples de acordo com as seguintes considerações:
• aplicação da força a 0,20 m do topo do poste
• valor médio de todos os postes utilizados pelas Cooperativas
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Tabela 40 – Engaste simples
Comprimento – m
9
10
11
12
13
Tração Admissível daN
Carga
Nominal
Seção Circular
Duplo T
200
300
400
600
300
400
600
200
300
400
600
300
400
600
300
400
600
200
220
220
235
250
250
260
260
280
280
300
320
320
340
370
370
390
180
180
180
200
200
200
150
240
240
240
280
280
280
320
320
320
Madeira
175
190
220
235
270
14.3.1.2. Engastamento profundo
O engastamento profundo pode ser utilizado como reforço no engastamento do poste
de concreto de seção circular e Duplo T, substituído por outro de comprimento imediatamente
superior.
As tabelas apresentam a tração admissível no topo do poste para engaste profundo de
acordo com as seguintes considerações:
• aplicação da força a 0,10 m do topo do poste
• valor médio de todos os postes utilizados pelas Cooperativas
Tabela 41 – Engaste profundo
Comprimento – m
10
11
12
Engastamento – metros
Carga
Tração
Admissível
Nominal
Seção Circular
daN
400
520
1,92
Duplo T
2,05
600
780
2,18
2,37
1.000
1300
2,53
2,76
400
520
1,95
2,06
600
780
2,21
2,39
1000
1300
2,56
2,78
400
520
1,97
2,08
600
780
2,23
2,40
1.000
1300
2,59
2,80
Sumário
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Comprimento – m
Engastamento – metros
Carga
Tração
Admissível
Nominal
Seção Circular
daN
400
520
1,98
13
Duplo T
2,09
600
780
2,25
2,41
1000
1300
2,62
-
14.3.1.3. Escora de subsolo
A escora de subsolo é utilizada como reforço no engastamento do poste, aumentando
a resistência deste engastamento no terreno, conforme Figura 5 da OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas.
Nos cálculos para determinação da tração admissível considerou-se a escora com as
dimensões de 0,10 x 0,20 x 1,00 m.
Tabela 42A – Escora de subsolo simples
Comprimento – m
9
10
11
12
13
Tração Admissível
Carga
Nominal
Seção Circular
Duplo T
200
300
400
600
300
400
600
200
300
400
600
300
400
600
300
400
600
280
295
295
305
310
310
325
325
345
345
360
380
380
400
425
425
440
210
260
260
260
280
280
280
230
310
310
380
340
340
340
380
380
380
Madeira
280
290
315
330
360
Tabela 42B – Escora de subsolo dupla
Tração Admissível
Comprimento – m
Carga
Nominal
Seção Circular
Duplo T
Madeira
9
200
300
400
600
300
315
315
325
235
285
285
285
300
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Comprimento – m
10
11
12
13
Tração Admissível
Carga
Nominal
Seção Circular
Duplo T
300
400
600
200
300
400
600
300
400
600
300
400
600
330
330
340
345
360
360
375
400
400
410
440
440
450
300
300
300
255
325
325
325
360
360
360
400
400
400
Madeira
310
330
350
320
A placa de concreto deverá ser bem ajustada ao poste, pois, ao contrário, ficará
completamente sem efeito.
Para outros valores de comprimento de poste ou outras dimensões do elemento da
escora de subsolo, o cálculo pode ser executado com a utilização do Anexo 9 – Planilha de
cálculo mecânico, conforme o item 14.6.
14.3.1.4. Concretagem da base do poste
O engastamento do poste de concreto tipo duplo T e tronco cônico podem ser
reforçados com a concretagem da sua base, considerando o traço do concreto 1:4:3 (cimento +
areia + brita) conforme o item 7 da OTD 035.02.01 Rede convencional - estruturas básicas.
A Tabela 43 apresenta os postes cujas bases podem ser concretadas para uma tração
admissível igual a sua carga nominal.
Tabela 43 – Base concretada
Poste
(carga nominal – daN)
400
600
1.000
1.500
Tração Admissível – daN
400
600
1.000
1.500
Quando da utilização de base concretada revestir a parte do poste a ser engastada
com lona plástica.
Ao utilizar estrutura com esforço mecânico igual ou superior a 1500 daN recomenda-se
que o engastamento seja do tipo F1 conforme o padrão de estruturas.
Para postes com outras características, ou ainda para outras dimensões de
concretagem da base, o cálculo pode ser feito através do Anexo 9 – Planilha de cálculo
mecânico, conforme o item 14.6.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Figura 14 – Engaste de Poste
14.3.2. Estaiamento
14.3.2.1. Estai de âncora
O estai de âncora deve ser montado conforme o item 9.1. da OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas.
Para estais montados conforme padrão, a tabela apresenta os valores da tração
máxima no topo do poste:
Tabela 44 – Estai de âncora
Tipo
ea1
ea2
ea3
ea2+ea2
ea3+ea3
Cordoalha mm
6,35
7,94
9,53
7,94
9,53
Tração – daN
1015
1710
2310
2900
3940
Outros ângulos de montagem podem ser admitidos e calculados conforme item 14.6.
As deflexões de redes rurais, para valores de resultante dos esforços no topo do poste
superiores a 2.310 daN, devem ser projetadas com 2 (dois) estais independentes, colocados
na direção do alinhamento respectivo.
A combinação de estais “ea 3 + ea 3” deve ser utilizada no contra-poste de ancoragem
de fim de rede com condutores de bitola 4/0 AWG ou superior, com dois estais de âncora
instalados a 15o (quinze graus), respectivamente, na direção da rede.
Em estruturas sujeitas aos esforços de arranchamento ou enforcamento, devem ser
utilizados dois estais colocados em ambos os lados do poste e perpendiculares ao eixo dos
condutores, no caso de estrutura tangente, e colocados no alinhamento dos condutores em
estruturas de deflexão.
14.3.2.2. Estai de cruzeta a poste
O estai de cruzeta absorve todos os esforços dos condutores sobre o poste,
transferindo-os para outro poste, conforme os itens 9.2. e 9.3. da OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas.
O estai de cruzeta a poste é utilizado nas seguintes situações:
• nas estruturas de fim de rede M2, B2, M3 e B3 para qualquer tipo e bitola de
condutor;
• na estrutura N3 com Condutor de Alumínio – CA ou Condutor de Alumínio com
Alma de Aço – CAA.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Em estruturas de fim de rede MT com passagem da rede secundária, a tração
resultante pode ser transferida para o poste seguinte através do estai de cruzeta a poste.
Quando houver seguimento da rede de baixa tensão, utilizar afastador de BT no poste do estai.
Tabela 45 – Estai de cruzeta a poste
Tipo
Ecpy1
Ecpy2
Ecpy3
Ecpv1
Ecpv2
Ecpv3
Cordoalha
6,35
7,94
9,53
6,35
7,94
9,53
Tração – daN
1412
2377
3217
2860
4820
6320
14.3.2.3. Estai de poste a poste
Na impossibilidade de instalar estai no poste onde os esforços estão aplicados, a
tração resultante pode ser transferida de um poste para outro através do estai de poste a
poste.
Tabela 46 – Estai poste a poste
Tipo
epp1
epp2
epp3
Cordoalha – mm
6,35
7,94
9,53
Tração – daN
1412
2377
3217
14.4. Flexão de postes em função da carga aplicada
Na utilização de poste sem estaiamento, deve-se levar em consideração a flexão
resultante desejada a partir do percentual da tração aplicada em relação a nominal,
considerando a distribuição dos esforços de forma concentrada ou distribuída.
14.5. Tração mecânica reduzida
O valor da tração mecânica reduzida é calculado pela fórmula:
Tmr = (fm/fr) . Tb
onde:
Tmr = tração mecânica reduzida
Tb = tração de projeto tabelada
fm = flecha de montagem tabelada
fr = flecha de redução a ser montada.
No cálculo da nova fecha de montagem, devem ser respeitados os limites conforme o
item 8.1..
No poste a partir do qual é montada a tração mecânica reduzida, a fixação dos
condutores deve ser de ancoragem, tanto para a rede primária como secundária.
14.6. Planilha de cálculo mecânico
Os cálculos mecânicos devem ser executados através do Anexo 9 – Planilha de cálculo
mecânico.
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
15. Estruturas
15.1. Rede primária
15.1.1 Rede urbana
15.1.1.1. Rede convencional
15.1.1.1.1.Tipo de estrutura
Estruturas de Alinhamento
Tangente e deflexão
Deflexão e fim de rede
Fim de rede
Deflexão e seccionamento
Mudança de condutor
Meio – Beco
M1
M2
M3
M4
Beco
B1
B2
B3
B4
Normal
N1
N2
N3
N4
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
As estruturas de alinhamento utilizadas na rede de distribuição primária são
apresentadas na OTD 035.02.01 Rede convencional - estruturas básicas.
Estruturas de Derivação
Tangente e deflexão
Deflexão e fim de rede
Fim de rede
Deflexão e seccionamento
Mudança de condutor no alinhamento
Meio – Beco
M1 – N3
M2 – N3
M3 – N3
M4 – N3
Beco
B1 – N3
B2 – N3
B3 – N3
B4 – N3
Normal
N3 – N3
N4 – N3
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura .
As estruturas utilizadas para a derivação de rede primária são apresentadas na OTD
035.02.01 Rede convencional - estruturas básicas.
Estruturas de Proteção e Manobra
Chave fusível
Seccionador Unipolar
Meio – Beco
M4
M4
Beco
B4
B4
Normal
N4
N4
As estruturas de proteção e manobra (com chave fusível ou seccionador unipolar) são
aquelas apresentadas na OTD 035.02.02 Rede convencional – chave fusível e na OTD
035.02.03 Rede convencional – seccionador unipolar.
Estruturas de Transformador
Tangente
Fim de rede
Meio – Beco
M1
M2
M3
Beco
B1
B2
B3
Normal
N1
N2
N3
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
As estruturas utilizadas para a instalação do transformador são apresentadas na OTD
035.02.04 Rede convencional – transformadores e na OTD 035.03.04 Rede compacta –
transformador.
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
A escolha de outro tipo de estrutura fica condicionada à prévia aprovação da
Cooperativa.
15.1.1.1.2. Escolha da estrutura
15.1.1.1.2.1. Afastamento de edificações
A escolha do tipo básico de estrutura da rede primária em função da largura do passeio
público (calçada) e do afastamento dos condutores em relação às edificações deve ser
conforme as Figuras 4 e 5.
15.1.1.1.2.2. Deflexão horizontal
A escolha do tipo de estrutura em função do comprimento do vão e do ângulo de
deflexão da rede deve ser de acordo com o Anexo 10 – Escolha de estrutura primária
convencional – Urbana 13,8 kV ou Anexo 11 – Escolha de estrutura primária convencional –
Urbana 23,1 kV.
15.1.1.1.2.3. Fim de rede
A escolha da estrutura de fim de rede deve ser de acordo com a tabela:
Tabela 47 - Estrutura primária - Fim de rede
N3
M3
B3
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura
15.1.1.1.2.4. Seccionamento
Deve ser utilizada a estrutura M4, B4 ou N4, nas seguintes situações:
• a cada 0,4 km, facilitando a montagem dos condutores e garantindo a
estabilidade da rede;
•
entre vãos adjacentes quando a diferença entre os comprimentos for superior a
1/3 do maior vão;
•
em deflexão vertical ascendente quando ultrapassado o limite dos ângulos:
Tipo
Amarrações simples (N1)
Amarração dupla (N2)
•
em deflexão vertical descendente quando ultrapassado o limite dos ângulos:
Tensão
13,8 KV
23,1 KV
•
Deflexão
o
15
o
5
Deflexão
40o
o
20
em travessias de obstáculos que demandem medidas especiais de segurança,
deve ser utilizada a estrutura N4.
15.1.1.1.2.5. Reforma de rede
Em projetos de Reforma de Rede, as estruturas existentes podem ser reaproveitadas.
As novas estruturas devem ser projetadas conforme acima estabelecido.
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
15.1.1.2. Rede compacta
A representação da nomenclatura das estruturas básicas para redes compactas deve
indicar a sigla CE (compacta em espaçadores) seguida do:
número 1, quando a estrutura for composta por braço tipo L;
número 2, quando a estrutura for composta por braço tipo C ou suporte vertical
e isoladores poliméricos tipo pino;
número 3, quando a estrutura for composta por uma ancoragem (fim de rede);
número 4, quando a estrutura for composta por ancoragem dupla (deflexões e
mudança de bitola de condutores).
Figura 48 – Estruturas para redes compactas
Tipo de
estrutura
Características da estrutura
CE1
Composta por braço tipo L
CE2
Composta por braço tipo C ou suporte
vertical e isoladores poliméricos tipo
pino
CE3
Composta por uma ancoragem
CE4
Composta por ancoragem dupla
15.1.1.2.1. Requisitos gerais
As redes compactas não podem ser utilizadas em regiões com níveis de poluição
pesado ou muito pesado, definidos na ABNT IEC/TR 60815.
As cruzetas utilizadas devem ser aquelas especificadas nas ABNT NBR 8453, ABNT
NBR 8454, ABNT NBR 8458 e ABNT NBR 8459.
A rede secundária deve ser projetada utilizando-se condutores multiplexados.
Em redes compactas deverá ser utilizado o isolador composto tipo bastão e isolador
polimérico tipo pino.
As distâncias dos condutores ao solo referem-se às alturas mínimas nas condições de
flecha máxima, conforme Figura 1.
O cabo mensageiro deve ser aterrado nas estruturas de final de rede, ao longo da rede
a cada 300 m no máximo e em estruturas com equipamentos. Em áreas rurais, o aterramento
do cabo mensageiro e o aterramento de neutro devem ser independentes, conforme indicado
na ABNT NBR 15688.
Não utilizar estais de âncora em redes urbanas.
Os circuitos múltiplos podem ser instalados em níveis ou em ambos os lados do poste,
obedecendo-se aos afastamentos mínimos previstos na Figura 7.
A estrutura CE1A pode ser utilizada alternadamente, em tangente, com estruturas CE1.
É recomendável utilizá-la no máximo a cada 200 m de rede, aproximadamente, com vãos em
tangência, de modo a evitar que vibrações dos condutores venham a contribuir para a fadiga
dos pontos de conexão.
Utilizar estruturas CE1A em cruzamentos aéreos.
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Os pára-raios devem ser instalados em todas as estruturas de transformadores,
entradas primárias, finais de linha e de transição, ou ainda a cada 500m se não houver
nenhuma das estruturas citadas.
Projetar estrutura CE4 a cada 500 m de rede, no máximo, visando assegurar maior
confiabilidade ao projeto mecânico da rede, além de facilitar a construção e eventual
substituição de condutores.
A estrutura CE1A pode ser montada com ângulos até 15º, desde que seja utilizada na
montagem a cordoalha auxiliar conforme Figura 15.
Conector tipo cunha
Mensageiro
Cordoalha auxiliar
Figura 15 – Montagem com cordoalha auxiliar
15.1.1.2.2. Sequência de fases
Considerando-se a sequencia de fases ABC, a fase B deve ser instalada
obrigatoriamente no berço inferior do espaçador losangular ou do espaçador vertical trifásico,
de acordo com a Figura 16.
Cabo mensageiro
Cabo mensageiro
Fase A ou C
Fase A ou C
Fase C ou A
Fase C ou A
Lado do
poste
Fase B
Fase B
Espaçador losangular
Espaçador vertical
Figura 16 – Sequência de fases em espaçadores.
15.1.1.2.1. Tipo de estrutura
As estruturas de alinhamento são apresentadas na OTD 035.03.01 Rede compacta –
estruturas básicas.
Estrutura de Alinhamento
Tangente
CE1 ou CE1A ou CE2 ou CE2H
Deflexão: até 6º
CE1A ou CE2 ou CE2H
até 60º
CE2 ou CE2H ou CE4 ou CE4U
até 90º
CE3–CE3 ou CE3U–CE3U ou CE4 ou CE4U
Sumário
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Fim de rede
CE3 ou CE3U
Mudança de condutor
CE4 ou CE4U ou CE3-N3
Nota:
Em estruturas para transformador, deve-se utilizar a estrutura CE2H para a condição
tangente e a estrutura CE3U para a condição final de rede.
As estruturas de derivação são apresentadas na OTD 035.03.01 Rede compacta –
estruturas básicas.
Estrutura de Derivação
CE2-CE3 ou CE2-CE3U
Tangente
CE2H-CE3 ou CE2H-CE3U
CE4-CE3 ou CE4-CE3U
Deflexão
Entrada do cliente
CE4U-CE3 ou CE4U-CE3U
CE2H ES ou CE3U ES ou CE3U-N3 RA
Fim de rede
CE3-CE3 OU CE3-N3
15.1.2. Rede rural
15.1.2.1 Tipo de estrutura
As estruturas de alinhamento de rede rural são apresentadas na OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas.
Estruturas de Alinhamento
Tangente e deflexão
Deflexão.
Fim de Rede
Deflexão, Seccionamento e Mudança de Condutor.
Triangular
T1
T2
Normal
N1
N2
N3
N4
Única
U1
U2
U3
U4
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
As estruturas de alinhamento indicadas, na tabela abaixo, são consideradas
montagens sem a utilização de cruzetas.
Estruturas de Alinhamento com Isolador Pilar
Tangente e deflexão
Deflexão
Fim de Rede
Deflexão, Seccionamento e Mudança de Condutor
Pilar
P1 / TP1
P2 / TP2 / P3A
P3
P3 - P4
Única
UP1 / UP1T
UP2
UP3
UP4
As estruturas de derivação de rede rural são apresentadas na OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Estruturas de Derivação
Tangente e deflexão
Deflexão
Fim de Rede
Deflexão, Seccionamento e Mudança de Condutor
Triangular
T1 – N3
T2 – N3
Normal
Única
U1 – U3
U2 – U3
U3
U4 – U3
N3
N4 – N3
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
As estruturas de derivação indicadas na tabela abaixo, são consideradas montagens
sem a utilização de cruzetas.
Estruturas de Derivação com Isolador Pilar
Tangente e deflexão
Fim de Rede
Deflexão, Seccionamento e Mudança de Condutor
Pilar
P2 – P3
P3 – P3
P4 – P3
Única
UP2-UP3
UP3-UP3
UP4-UP3
As estruturas utilizadas na instalação do transformador em rede rural são apresentadas
na OTD 035.02.04 Rede convencional – transformadores e na OTD 035.03.04 Rede compacta
– transformador.
Estruturas de Transformador
Tangente
Fim de Rede
Triangular
T1
Normal
N1
N3
Única
U1
U3
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
A estrutura utilizada para proteção e manobra em rede no sistema trifásico de
distribuição é a estrutura N4 apresentada na OTD 035.02.02 Rede convencional – chave
fusível e na OTD 035.02.03 Rede convencional – seccionador unipolar.
Estruturas de Proteção e manobra
Chave Fusível
Seccionador Unipolar
Meio – Beco
M4
M4
Normal
N4
N4
Única
U4
U4
Quando utilizado o isolador tipo pilar, nas estruturas acima, a letra P será acrescida à
nomenclatura.
As estruturas especiais para seccionamento e mudança de condutor são apresentadas
no Padrão de Estruturas.
Estruturas Especiais
Triangular
Tipo H
TE
HT / HTE
Seccionamento e Mudança de Condutor.
A escolha de outro tipo de estrutura fica condicionada a prévia aprovação pela área de
engenharia, desde que tecnicamente justificado.
15.1.2.2. Escolha da estrutura
A escolha da estrutura da rede primária é em função do comprimento do vão e do
ângulo de deflexão, conforme Anexo 12 – Escolha de estrutura primária convencional – com
isolador pilar – Rural ou Anexo 13 – Escolha de estrutura primária convencional – Rural.
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
15.1.2.3. Seccionamento de rede
Deve ser utilizada a estrutura de seccionamento nas seguintes situações:
•
recomenda-se que o trecho de rede sem estruturas de ancoragem seja no
máximo 2500 metros.
•
entre vãos adjacentes quando a diferença entre os comprimentos for superior a
1/3 do maior vão;
•
em deflexão vertical ascendente quando ultrapassado o limite dos ângulos:
Tipo
Amarração simples (N1)
Amarração dupla (N2)
•
em deflexão vertical descendente, quando ultrapassado o limite dos ângulos:
Tensão
13,8KV
23,1KV
•
Deflexão
15º
5º
Deflexão
40º
20º
em travessias de obstáculos que demandem medidas especiais de segurança.
15.2. Rede secundária
15.2.1. Rede convencional
15.2.1.1. Estruturas de alinhamento
As estruturas de alinhamento são aquelas apresentadas na OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas.
As estruturas de alinhamento devem ser escolhidas em função do condutor e do ângulo
de deflexão da rede:
Condutor
Tangente
Fim de Rede
Frontal
Deflexão
CA
α < 25O
25o ≤ α ≤ 45o α
CAA
α < 15O
15o ≤ α ≤ 45o α
α – ângulo de deflexão da rede
>2AWG
>2AWG
Nos projetos de extensão de rede, a interligação com o circuito existente deve ser feita
através de estrutura secundária de seccionamento, sempre que a extensão de duas
ancoragens for maior que 150 metros.
15.2.1.2. Estruturas de derivação
As estruturas de derivação são aquelas apresentadas no OTD 035.02.01 Rede
convencional - estruturas básicas e na OTD 035.04.01 Rede multiplexada BT – estruturas
básicas.
15.2.1.3. Estruturas em afastador
Quando for necessária a utilização de afastador, as estruturas devem respeitar os
afastamentos mínimos conforme Figuras 4, 5, 6 e 7.
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
15.2.1.4. Estribos
Em todos os postes projetados devem ser previstos estribos para o ramal de ligação,
nas quantidades necessárias para a ligação dos consumidores (existentes ou previstos e no
máximo 4 ligações por estribo), ou no mínimo:
1 (um)
2 (dois)
1 (um)
em cada condutor fase projetado.
no condutor neutro em poste de passagem.
no condutor neutro em poste de fim de rede.
15.2.2 Rede isolada
As estruturas da Rede Isolada de Baixa Tensão estão apresentadas na OTD 035.04.01
Rede multiplexada BT – estruturas básicas.
Estruturas de Alinhamento
Tangente
Deflexão
Fim de Rede
Seccionamento
Estruturas de Derivação
Tangente
Oposta
Transição (nua p/ isolada)
SI-1 ou IT
SI-2 ou IA
SI-3 ou IF
SI-4 ou IS
ID
IDO
ITR
16. Aterramento
16.1. Aterramento da rede
16.1.1. Rede secundária urbana
O aterramento da rede secundária deve ser conforme a OTD 035.02.07 Rede
convencional – amarrações, aterramento, conexões e cruzamentos, observando o seguinte:
•
O condutor neutro de todos os circuitos secundários deve ser interligado e
aterrado no ponto de interligamento com os circuitos adjacentes, através de um
eletrodo de aterramento;
•
Todo o fim de rede secundária deve ser aterrado através de uma haste de
aterramento;
•
Não deve haver ponto de circuito secundário afastado mais de 100 metros de
um aterramento.
16.1.2. Rede secundária rural
O aterramento das redes de distribuição deve ser conforme o OTD 035.02.07 Rede
convencional – amarrações, aterramento, conexões e cruzamentos, observando o seguinte:
•
Todo o fim de rede deve ser aterrado através de uma haste de aterramento;
•
Não deve haver ponto de circuito secundário afastado mais de 250 (duzentos e
cinqüenta) metros de um aterramento.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
16.2. Aterramento de transformador
16.2.1. Sistema trifásico ou bifásico
O aterramento do transformador instalado em rede de distribuição no sistema trifásico
(3 ou 2 condutores) deve ser de acordo com a OTD 035.02.04 Rede convencional –
transformadores.
O aterramento do transformador deve ser conforme abaixo:
•
Constituído de, no mínimo 5 hastes de aço cobreado interligadas;
Outra configuração de aterramento pode ser projetada, desde que tecnicamente
justificada e aprovada pela área de engenharia da Cooperativa. Os critérios a serem seguidos
devem atender a OTD 021-01-01 - Aterramento em Redes de Distribuição.
•
O valor de 10 ohms (área urbana) e 20 ohms (área rural) para a resistência do
aterramento é considerado referência, independente do número de hastes;
•
O número máximo de hastes interligadas é igual a 12, independente do valor da
resistência do aterramento;
•
As ligações do terminal do neutro, o dispositivo de aterramento da carcaça do
transformador e os terminais de terra dos pára-raios devem ser conectados no
mesmo condutor de aterramento;
16.2.2. Sistema MRT - Monofilar com retorno por terra
O aterramento do transformador monofásico instalado no sistema de distribuição MRT Monofilar com Retorno por Terra - deve ser de acordo com a OTD 035.02.04 Rede
convencional – transformadores.
O aterramento do transformador deve ser conforme abaixo:
•
Constituído de, no mínimo, 5 hastes de aterramento de aço cobreado;
•
O número máximo de hastes interligadas é igual a 12, independente do valor da
resistência do aterramento;
•
O valor da resistência de aterramento recomendado não deve ser superior a 20
ohms (área rural);
Outra configuração de aterramento pode ser projetada desde que tecnicamente
justificada e aprovada pela área de engenharia da Cooperativa. Os critérios a serem seguidos
devem atender a OTD 021-01-01 - Aterramento em Redes de Distribuição.
16.3. Aterramento de cerca
O aterramento de cercas deve ser executado conforme os desenhos da OTD 035.02.07
Rede convencional – amarrações, aterramento, conexões e cruzamentos.
As condições para o aterramento de cerca são as seguintes:
•
Os aterramentos e seccionamentos devem ser feitos a cada 250 m ao longo de
todo o trecho, enquanto houver paralelismo situado até 30 m do eixo da rede de
distribuição;
•
no meio de cada trecho seccionado deve ser procedido o aterramento de todos
os arames com a utilização de uma haste de aterramento;
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OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
•
os portões, porteiras, cancelas e mata-burros podem ser considerados como
meio de isolamento entre trechos, desde que haja uma perfeita interrupção dos
arames da cerca;
•
nos cruzamentos de rede com cerca, esta deve ser seccionada, antes e após o
cruzamento, a uma distância igual a 50 m do eixo da rede e aterrados todos os
arames, nas duas extremidades isoladas, através de uma haste de aterramento;
16.4. Aterramento de parreirais
Sempre que o lado do parreiral ou outra cultura vegetal que utilize estrutura de
sustentação metálica for paralelo ou se situar a uma distância igual ou inferior a 30 metros do
eixo da rede, o arame deve ser aterrado através de uma haste de aterramento, conforme os
desenhos da OTD 035.02.07 Rede convencional – amarrações, aterramento, conexões e
cruzamentos.
16.5. Aterramento de para-raios de linha de distribuição
Na instalação de para-raios instalados apenas para proteção da linha de distribuição,
cuja finalidade não é a de proteção de equipamentos, podem ser utilizadas apenas três hastes
em seu aterramento, conforme a OTD 021-01-01 - Aterramento em Redes de Distribuição.
16.6. Aterramentos redes compactas
16.6.1. Aterramento Definitivo:
O mensageiro deve ser aterrado nas seguintes condições.
a) na malha de terra dos equipamentos ao longo da rede;
b) em intervalos máximos de 300 m de outro aterramento ao longo da rede. Em
locais onde o neutro da rede de baixa tensão for aterrada, o mensageiro
também deverá ser aterrado.
c) em finais de rede.
Nota:
Em regiões de elevado nível ceráunico onde a rede está sujeita a descargas diretas ou
tensões induzidas, é recomendável o aterramento do mensageiro em intervalos menores.
Demais critérios para aterramento devem obedecer aos requisitos exigidos nas Normas
Brasileiras aplicáveis.
16.6.2. Aterramento temporário
O aterramento temporário deve ser instalado, preferencialmente, nas partes expostas
das redes (terminais de equipamentos, conector derivação de linha viva, e outros) de tal forma
que o local de trabalho esteja confinado entre dois pontos aterrados.
Nos trechos onde não houver partes expostas, devem ser previstos estribos de espera
para os teste de ausência de tensão e instalação do conjunto de aterramento temporário.
m.
Devem ser previstos pontos de aterramento temporário em intervalos máximos de 300
Nos pontos de conexão de novos loteamentos projetar estribos para a conexão de
aterramento temporário.
O afastamento mínimo entre estribos consta na Figura 17.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
1 000
400 (mín.)
Figura 17 - Afastamentos mínimos entre estribos
17. Proteção e seccionamento
17.1. Proteção contra sobrecorrente
17.1.1. Critérios gerais de instalação
A utilização do equipamento de proteção contra sobrecorrentes (chave fusível) está
condicionada a uma análise técnica e econômica de alternativas dos esquemas de proteção,
fornecida pela Cooperativa, sempre que necessário.
Não devem ser instaladas mais de 3 chaves fusíveis com elo em série no mesmo
alimentador.
17.1.2. Locação
17.1.2.1. Ramais
17.1.2.1.1. Ramal de rede urbana
No ponto de derivação de ramais de alimentador, projetar chaves fusíveis com
capacidade de interrupção assimétrica, superior à máxima corrente de curto-circuito
assimétrica no ponto de instalação, valores que são fornecidos pela Cooperativa.
17.1.2.1.2. Ramal de rede rural
Em ramais de rede no sistema trifásico projetar chave fusível tipo C de 300A, 10kA.
A especificação dos elos fusíveis projetados é dimensionada pela Cooperativa.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
17.1.2.1.3. Ramal particular atendido em MT
A entrada de ramais particulares deve ser protegida através de chaves fusíveis desde
que a potência dos transformadores seja inferior a 300kVA, com capacidade adequada
fornecida pela Cooperativa, de acordo com o RIC de Média Tensão.
17.1.2.2. Transformador
17.1.2.2.1. Transformador na rede urbana
Todos os transformadores devem ser protegidos através de chaves fusíveis adequadas
ao nível de curto-circuito local, fornecido pela Cooperativa.
Os elos fusíveis devem ser escolhidos conforme a potência e tipo do transformador,
conforme Anexo 21 – Tabela para escolha de elo fusível e tap de transformador.
17.1.2.2.2. Transformador na rede rural
Os transformadores devem ser protegidos através de chaves fusíveis tipo C - 300 A.
Estas não necessariamente ficarão no mesmo poste do transformador, desde que, tenha-se
condições de acesso e visibilidade, com distância não superior a 100 metros.
Os elos fusíveis devem ser escolhidos conforme a potência e tipo do transformador,
conforme Anexo 21 – Tabela para escolha de elo fusível e tap de transformador.
Os transformadores podem ter proteção no lado da baixa tensão por Corta-Circuito
Fusível Secundário, instalado conforme a OTD 035.02.04 Rede convencional –
transformadores.
17.2. Proteção contra sobretensão
Devem ser projetados pára-raios nos seguintes pontos:
•
Em transformadores de distribuição;
•
Em equipamentos (banco de capacitores, reguladores de tensão, religadores e
seccionalisadores automáticos).
•
Em redes troncais deverão ser instalados no mínimo a cada 4 km em trechos
onde não estejam situados equipamentos que exigem a instalação do mesmo.
•
Em estruturas de entrada de consumidores com cabos isolados;
•
Na transição da rede nua para a rede compacta (ponto de conexão).
17.3. Equipamento de manobra
O projeto de equipamento de manobra (chave faca unipolar com dispositivo para
abertura com carga) deve obedecer aos critérios fornecidos pela Cooperativa, para cada
projeto individualmente, quanto ao local ou conveniência de sua instalação.
Os equipamentos projetados devem atender às seguintes condições de funcionamento
no seu ponto de instalação:
• A tensão nominal da chave faca deve ser adequada à classe de tensão do
sistema de distribuição;
•
A corrente nominal deve ser igual ou maior que a máxima corrente de carga
fornecida pela Cooperativa.
•
A capacidade de ruptura, fornecida pela Cooperativa, deve ser compatível com a
corrente de curto-circuito.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
18. Conexões - rede primária e secundária
A escolha e a execução das conexões da rede primária e secundária devem ser de
acordo com a OTD 035.02.07 Rede convencional – amarrações, aterramento, conexões e
cruzamentos e a OTD 035.03.07 Rede compacta – cruzamentos, conexões e emendas.
19. Amarrações
19.1. Rede primária
A amarração dos condutores de alumínio deve ser executada através de elementos
pré-formados (laço e alça).
A escolha e a execução da amarração devem ser de acordo com a OTD 035.02.07
Rede convencional – amarrações, aterramento, conexões e cruzamentos e a OTD 035.03.08
Rede compacta – amarrações, derivações e aterramento.
19.2. Rede secundária
Nas redes convencionais e isoladas, a amarração dos condutores deve ser com laço
pré-formado.
Em estruturas de fim de rede e seccionamento, as amarrações devem ser com alça
pré-formada. Nas redes isoladas com neutro isolado, com grampo de ancoragem.
A escolha e execução da amarração deve ser de acordo com a OTD 035.02.07 Rede
convencional – amarrações, aterramento, conexões e cruzamento.
20. Materiais
Todos os materiais projetados deverão atender as Especificações Técnicas da
Cooperativa.
21. Ocupação de faixa de domínio
A travessia e ocupação de faixa de domínio de rodovias federais e estaduais, ferrovias,
rios e águas navegáveis e linhas de transmissão, devem ser executadas de acordo com o
Anexo 15 – Travessia e ocupação da faixa de domínio.
22. Apresentação do projeto
Os documentos requeridos para a apresentação de projetos, constam no Anexo 16 –
Documentos necessários para a apresentação de projetos.
22.1. Planta
22.1.1. Formato
As plantas devem ter os tamanhos especificados na NBR/ABNT – 10068, em
disposição horizontal, conforme a tabela:
Tabela 48 – Formato e dimensões das plantas
Formato
A1
A2
A3
A4
Dimensões mm
594 X 841
420 X 594
297 X 420
210 X 297
Os desenhos devem ter suas partes componentes dispostas em zonas, conforme o
indicado no Anexo 17 – Distribuição das partes componentes do desenho.
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
22.1.2. Selo padrão
Os desenhos devem receber um selo conforme o Anexo 18 – Selo padrão.
A titulação do selo padrão é composta de 3 grupos principais, diferenciados entre si
pelo tamanho das letras.
Sempre que um conjunto de desenhos se referir a um mesmo assunto, a titulação deve
ser mantida inalterada em tudo o que for comum ao mesmo (termos, ordem das palavras,
símbolos, siglas, etc.), mudando apenas o que distingue um desenho do outro.
A titulação dos grupos deve ser conforme a seguir:
1º. Grupo – nome que identifique claramente o todo do projeto executado;
2º. Grupo – designação de parte do todo que constitui o 1° Grupo a qual o
desenho se refere;
3º. Grupo – designação de parte do todo que constitui o 1° Grupo a qual o
desenho se refere, ou pelo tipo de desenho ou por outras informações necessárias
à sua perfeita identificação.
22.1.3. Simbologia
Os símbolos e convenções utilizados devem ser aqueles do Anexo 16 – Simbologia e
Nomenclatura.
Outros símbolos e convenções podem ser utilizados desde que indicados nas
respectivas plantas.
22.2. Elementos do Projeto
22.2.1. Memorial Técnico Descritivo
O memorial técnico descritivo deve conter as informações técnicas sobre o projeto
descrevendo os seguintes tópicos:
a) Objetivo da obra
Descrição da finalidade da obra, razões da sua execução, características dos
consumidores, economia básica da região ou zona atendida pelo projeto, etc;
b) Localização
Descrição da localização geográfica da rede, citando municípios e distritos atingidos
por ela;
c) Normas e regulamentos
Normas e regulamentos utilizados para a elaboração do projeto.
d) Tomada de energia
Descrição da localização geográfica da tomada de energia, da tensão nominal de
operação, classe de isolação, número de fases, seção e tipo de condutores do alimentador
existente;
e) Número de consumidores
Número de consumidores previstos e prováveis;
f) Características da rede
Especificação da classe de isolação, tensão de operação, bitola/seção e tipo de
condutor, número de fases, estruturas predominantes, altura dos postes e vão médio da rede;
g) Ramal de Ligação
Descrição dos ramais de ligação a serem utilizados;
h) Transformador
Descrição das características técnicas: potência e número de fases;
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
i) Proteção e Manobra
Localização e descrição dos critérios de proteção adotados com a especificação
técnica (classe de tensão, tensão e corrente nominal dos elementos projetados: chave faca,
chave fusível, pára-raios, etc.);
j) Aterramento
Descrição dos aterramentos a serem executados nos equipamentos e na rede de
distribuição com a descrição do tipo de material utilizado;
k) Iluminação Pública
Informação sobre a carga prevista para a iluminação pública com informação sobre a
potência e tipo de cada luminária e do tipo de comando adotado;
l) Uso Mútuo de Postes
Indicação do número e discriminação da utilização de uso mútuo de postes;
m) Roçada, Desmatamento, Abate e Poda de Árvores - Justificativa Técnica
Justificativa(s) técnica(s) para o uso de critérios diferenciados daqueles previstos nesse
Documento;
n) Considerações gerais
Outras informações de interesse para a perfeita compreensão do projeto e que não se
enquadrem nos itens anteriores;
o) Itens de segurança
Descrição dos itens de segurança exigidos no item 10.3.9. da Norma Regulamentadora
Nº 10 do Ministério do Trabalho e Emprego;
p) Custo Total
Custo total do projeto discriminado em mão-de-obra e materiais.
22.2.2. Planta urbanística e iluminação pública
Em projetos de loteamentos, deve ser apresentada a planta urbanística constando:
• lotes;
• quadra;
• ruas, avenidas e praças;
• pontes, viadutos e túneis;
• rodovias, ferrovias e rios;
• prédios;
• marcos quilométricos e geodésicos com suas coordenadas (se existirem);
• árvores de grande porte;
• dados relativos à iluminação pública (número, potência e tipo de lâmpada e de
luminária).
22.2.3. Planta chave
A planta chave deve ser apresentada sempre que houver mais de duas folhas de
planta construtiva desenhada nas escalas:
Rede de Distribuição Urbana
Rede de Distribuição Rural
1 : 5.000
1 : 25.000
A planta chave deve conter os seguintes elementos:
• situação da rede primária existente com localização do ponto de alimentação
através de identificação pelo nome da rua, número do prédio mais próximo e
identificação do equipamento mais próximo e do seu número de cadastro;
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ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO
OTD 035.01.01
CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
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traçado da rede primária;
número de fases, bitola e tipo dos condutores da rede primária projetada;
transformadores identificados pelo número de cadastro;
chaves identificadas pelo número de cadastro;
acidentes naturais ou artificiais do terreno;
outras redes primárias as existentes;
linhas de transmissão;
indicação dos limites de municípios;
indicação do norte geográfico;
indicação da parte abrangida por cada folha da planta construtiva.
22.2.4. Planta construtiva
A planta construtiva deve ser desenhada nas escalas:
Rede de Distribuição Urbana
Rede de Distribuição Rural
1 : 1.000
1 : 5.000
A planta construtiva deve conter os seguintes elementos:
• na inexistência de planta chave: localização do ponto de alimentação através da
identificação pelo nome da rua, número do prédio mais próximo e identificação
do equipamento mais próximo e do seu número de cadastro;
• indicação, no ponto de alimentação, de pelo menos dois vãos da rede existente,
para cada lado da derivação com características dos postes, estruturas, número
de fases, bitola/seção e tipo dos condutores, tensão nominal de operação,
classe de isolação e ângulo de derivação;
• comprimento dos vãos;
• ângulos de deflexão nas redes rurais;
• número de fases, bitola e tipo dos condutores;
• postes;
• estruturas;
• tipo de estruturas de reforço mecânico projetado: estai, escora ou base
concretada;
• indicação do ângulo de montagem dos estais quando não forem na bissetriz do
ângulo de deflexão;
• indicação do cantão ou vão a ser montado com tração mecânica reduzida;
• ramais de ligação com indicação da ligação ao poste;
• transformadores;
• chaves;
• pára-raios;
• aterramentos;
• localização dos consumidores novos não residenciais com as respectivas cargas
em kVA;
• localização dos edifícios de uso coletivo novos com as respectivas cargas em
kVA;
• localização dos consumidores com cargas especiais em kVA;
• identificação pelo nome e atividade dos consumidores rurais;
• ruas e número dos prédios existentes;
• marcação dos terrenos e lotes vazios;
• indicação de divisas de propriedades rurais;
• linhas de transmissão identificadas pela tensão de operação e nome do
proprietário;
• rede de telecomunicação existente ou projetada;
• outras ocupações dos postes existentes ou projetadas; rodovias federais,
estaduais e municipais e caminhos particulares;
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CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
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ferrovias;
aeródromos;
outras redes existentes;
rios, arroios, lagos, peraus e barrancos;
matos e pântanos;
parreirais e outras culturas que utilizem estruturas metálicas de sustentação,
paralelas ou sob a rede;
cercas e outros obstáculos ao alcance da rede;
indicação dos trechos de roçada;
indicação do trecho de arborização a ser desmatado;
indicação do trecho ou das árvores a serem podadas;
indicação das árvores a serem abatidas;
detalhes de estruturas não previstas nas padronizações;
detalhe de elementos quando a escala utilizada dificultar a sua compreensão;
indicação do norte geográfico;
diagrama unifilar com as respectivas chaves a serem manobradas quando de
sua execução, após a aprovação do projeto;
numerar os postes existentes e a instalar.
22.2.5. Planilha de cálculo elétrico
Planilha(s) do cálculo elétrico, conforme Anexo 2 - Planilha de Cálculo de Queda de
Tensão MT-BT.
22.2.6. Planilha de cálculo mecânico
Planilha(s) de cálculo mecânico para estruturas diferentes dos padrões conforme
Anexo 9 – Planilha de cálculo mecânico.
22.2.7. Planilha de levantamento e cálculo de demanda rural não residencial
Planilha(s) do Anexo 1 – Planilha para levantamento de carga instalada e cálculo do
tipo de fornecimento.
22.2.8. Termo de autorização de passagem
Termo(s) de Autorização de Passagem por propriedades particulares conforme Anexo
20 – Termo de autorização de passagem.
22.2.9. Autorização de poda ou abate de árvores
Autorização dos Órgãos Públicos competentes para o desmatamento, poda ou abate
de árvores conforme OTD 001-01-09 Limpeza de Faixa.
22.2.10. Detalhe de ocupação e travessia de faixa de domínio
Quando houver ocupação ou travessia de faixa de domínio de rodovias federais ou
estaduais, ferrovias, vias navegáveis ou linhas de transmissão de energia elétrica, devem ser
apresentados projetos em separado, conforme o Anexo 15 – Travessia e ocupação da faixa de
domínio.
22.2.11. Relação de materiais
Deve ser apresentada a relação dos materiais a serem instalados e dos materiais
retirados da rede de distribuição.
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