TESTE
Midas Venice F32
Console de mixagem analógico
com interface Firewire
Será que a Midas, lenda do som ao vivo, usou
o seu toque de ouro para criar o console
híbrido analógico de gravação/ao vivo?
PAUL WHITE
A
Midas é um nome conhecido por
todo engenheiro de som ao vivo,
já que todos os seus consoles
analógicos carros-chefes têm sido esteios
do cenário de turnês musicais highend há muitos anos. As mesas
analógicas da Midas não
são apenas confiáveis
e ergonomicamente
amigáveis, como
também têm
uma reputação por
equalizadores e préamplificadores com ótimo som.
Quando a Midas resolveu projetar um
mixer analógico compacto e mais barato,
o Venice, eles usaram o circuito dos
seus modelos existentes como ponto
de partida. O modelo Venice original
rapidamente ganhou vários fãs, mas,
nesta nova versão, que tem recursos
de áudio Firewire abrangentes para
gravação multitrack e gravação ao vivo, os
engenheiros na Midas também resolveram
fazer atualizações significativas ao
modelo original. O resultado é o console
de mixagem Midas Venice F, disponível
em tamanhos de 16, 24 e 32 entradas.
Avaliamos o modelo de 32 entradas.
Visão geral
O formato do Venice F o torna adequado
para aplicações de som ao vivo onde é
necessária uma gravação simultânea e
para o estúdio de gravação baseado em
computadores, seja para gravação ou
mixagem. O layout geral do console de 32
canais compreende 24 canais de entrada
mono de linha/microfone, cada um com
uma saída direta e um ponto de insert,
além de uma fase de equalizador de quatro
bandas com duas intermediárias totalmente
paramétricas com filtros high e low de
frequências variáveis. As entradas restantes
são compostas por quatro canais estéreo
50
surpreendentemente
versáteis, cada um com
uma seção de equalização
fixa de quatro bandas, e de novo
com a opção de entradas de linha
ou microfone. De maneira incomum, as
entradas de linha e microfone podem ser
usadas ao mesmo tempo caso necessário,
graças a algumas alterações estilosas.
Existem quatro buses de direcionamento
principais, além do bus de mixagem estéreo
principal, seis mandadas auxiliares (duas
atribuídas como mandadas de monitor) que
podem ser alteradas individualmente pré
ou pós-fader, dois retornos estéreo e dois
canais de matriz mono. Tais canais de matriz
são um recurso comum em mesas de som
ao vivo, e neste caso eles podem ser usados
para configurar uma mixagem de monitor
passada por uma mixagem dos quatro
buses de grupo e o bus estéreo principal.
Também existe a opção de dividir o feed
do bus principal estéreo para que apenas
o canal esquerdo contribua com o da
matriz um e o canal direito com o da matriz
dois. Este é um recurso em que muitos
Maio 2011 / w w w . s o u n d o n s o u n d . c o m . b r
engenheiros
de som ao vivo
confiam, mas ele
também seria útil no estúdio
para criar mixagens de monitor
adicionais.
Então, no total, o Venice F permite
que o usuário direcione as entradas para
qualquer um dos 13 buses principais
possíveis: os seis auxiliares, os quatro
grupos, os buses estéreo esquerdo e direito
e um bus de mixagem mono. Além disso,
existem as duas saídas de matriz, além
de buses AFL (after-fader listen) e PFL
(pre-fader listen). Como o esperado de
um console profissional, todas as entradas
e saídas de energia são completamente
balanceadas e apresentadas em P10s TRS