Manual de Transformadores Secos (v.09.10)

Manual de Transformadores Secos (v.09.10)
MANUAL
TRANSFORMADORES SECO
ÍNDICE
1.
INTRODUÇÃO .........................................................................................................3
2.
INSTRUÇÕES BÁSICAS .........................................................................................4
2.1.
Instruções Gerais ......................................................................................................4
2.2.
Fornecimento.............................................................................................................4
2.2.1.
2.2.2.
2.2.3.
2.3.
3.
4.
Armazenagem ................................ ................................ ................................ ............6
INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADORES A SECO ..............................................7
3.1.
Considerações Gerais................................................................ ...............................7
3.2.
Condições Especiais.................................................................................................9
3.3.
Requisitos Básicos para Instalação .........................................................................9
3.4.
Altitudes de Opera ção ................................ ............................................................13
3.5.
Distâncias Necessárias para Operação ................................ ................................ .13
3.6.
Ligações................................ ................................ ................................ ...................14
3.7.
Proteção e Equipamento de Manobra ...................................................................16
3.8.
Monitor de Temperatura .........................................................................................16
ENERGIZAÇÃO .....................................................................................................17
4.1.
5.
Local de recebimento ................................ ................................ ................................ .....5
Descarregamento e manuseio ................................ ................................ ........................ 5
Inspeção de recebimento ................................ ................................ ................................ 6
Energização de T ransformador para Retificador após Falha do Sistema ..........18
MANUTENÇÃO......................................................................................................19
5.1.
Inspeções Periódicas.............................................................................................. 19
5.1.1.
5.1.2.
5.1.3.
Registros operacionais................................ ................................ ................................ ..19
Inspeção termográfica ................................ ................................ ................................ ..20
Inspeções visuais ................................ ................................ ................................ .........20
ANEXO A – RELE CONTROLADOR TEMPERATURA PCPT 3..................................23
ANEXO B – RELE CONTROLADOR TEMPERATURA PCPT 4..................................24
ANEXO C – RELÉ CONTROLADOR TEMPERATURA PCPU 8 .................................25
WEG Equipamentos Elétricos S/A – Transmissão e Distribuição
Manual 10000647758
Rev. 03– 09/2010
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1.
INTRODUÇÃO
Este manual visa dar informações necessárias ao transporte, armazenagem,
instalação e manutenção de transformadores a seco WEG. O atendimento a estas
instruções proporcionará um melhor desempenho do transformador, além de prolongar
a sua vida útil.
Os transformadores WEG são projetados e construídos rigorosamente segundo
normas ABNT em suas últimas edições, estando, por isso, os dados deste manual
sujeitos a modificações sem prévio aviso.
Recomendamos àqueles que desejarem aprofundar-se no assunto, a leitura das
seguintes normas:
•
NBR 10295: Transformadores de Potência Secos.
•
NBR 5416: Aplicação de Cargas em Transformadores de Potência.
•
NBR 13297: Recebimento, instalação e manutenção de transformadores de
potência secos
É muito importante ainda ter em mãos as publicações sobre instalação de
transformadores emitidas pelas concessionárias de energia da região, visto que muitas
delas têm caráter normativo. Para maiores esclarecimentos, consulte nosso
Departamento de Assistência Técnica.
Figura 1
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2.
INSTRUÇÕES BÁSICAS
2.1.
Instruções Gerais
Todos que trabalham em instalações elétricas, seja na montagem, operação ou
manutenção, deverão ser permanentemente informados e atualizados sobre as normas
e prescrições de segurança que regem o serviço, e aconselhados a segui-las. Cabe ao
responsável certificar-se, antes do início do trabalho, de que tudo foi devidamente
observado e alertar seu pessoal para os perigos inerentes à tarefa proposta.
Recomenda-se que estes serviços sejam efetuados por pessoal qualificado.
O local de trabalho deve contar com equipamento para combate a incêndios e
avisos sobre primeiros socorros, em lugares bem visíveis e acessíveis.
2.2.
Fornecimento
Os transformadores depois de testados e liberados, são embalados na fábrica
de forma adequada ao seu transporte, garantindo assim o seu perfeito funcionamento.
Além disso, devem estar protegidos durante o transporte evitando sua exposição a
intempéries. Sua amarração e fixação para o transporte são de responsabilidade do
transportador. No recebimento, recomendamos cuidadosa inspeção, verificando se o
transformador está devidamente protegido e também a existência de eventuais danos
provocados pelo transporte. Caso eles tenham ocorrido, notificar imediatamente o
representante WEG mais próximo e a empresa transportadora para que não haja
problemas com a empresa seguradora.
Atenção!
Indispensável a observação da NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E
SERVIÇOS EM ELETRICIDADE.
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2.2.1. Local de recebimento
Sempre que possível, o transformador deve ser descarregado diretamente sobre
sua base definitiva, quando for necessário o descarregamento em local provisório,
deve ser verificado se o terreno oferece plenas condições de segurança e distribuição
de esforço, bem como se o local é o mais nivelado e limpo possível. É conveniente não
retirar a proteção de plástico até que o transformador esteja em seu lugar definitivo,
bem como armazená-lo em local abrigado.
2.2.2. Descarregamento e manuseio
Todos os serviços de descarregamento e locomoção do transformador devem
ser executados e supervisionados por pessoal especializado e atendendo os cuidados
que uma carga de peso significativo requer, obedecendo-se as normas de segurança e
utilizando-se os pontos de apoio apropriados.
O levantamento ou tração deve ser feito pelos pontos indicados nos desenhos,
não devendo utilizar-se outros pontos que, se usados, podem acarretar graves danos
ao transformador. Em caso de deslocamento por arraste, o mesmo deverá ser feito
sobre as rodas, fornecidas com o transformador, ou base de arraste. A movimentação
do transformador com empilhadeira não é recomendada, caso necessário deverá ser
feito com os devidos cuidados com relação ao seu posicionamento.
Para direcionar o transformador, fazer esforços somente sobre as vigas de
prensagem do núcleo ou da base.
Importante: Transformadores providos de cubículos (caixas de proteção)
não devem ser suspensos por eventuais olhais neles existentes. Remover a
tampa do cubículo e içar o transformador sempre pelos olhais das vigas
superiores do transformador (internamente ao cubículo).
Todos os cuidados devem ser tomados para que não existam esforços em locais
inadequados, como nos barramentos e nas bobinas, o que pode causar dano
irreversível e comprometer o funcionamento do transformador.
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Cuidado!
Nunca exercer esforços sobre as bobinas ou calços das mesmas, qualquer
deslocamento pode afetar as características elétricas do equipamento ou
causar danos no momento da energização.
2.2.3. Inspeção de recebimento
Antes do descarregamento deve ser feita uma inspeção preliminar no
transformador por pessoal especializado, verificando as suas condições externas,
acessórios e componentes quanto às deformações e estado da pintura. A lista de
materiais expedida deve ser conferida. Caso sejam evidentes quaisquer danos, falta
de acessórios e componentes ou indicações de tratamento inadequado durante o
transporte, o fabricante e o transportador devem ser comunicados.
2.3.
Armazenagem
Os transformadores, quando não instalados imediatamente, devem ser
armazenados, preferencialmente com sua embalagem original de fábrica, em lugar
abrigado, seco, isento de poeiras e gases corrosivos, colocando-os sempre em
posição normal e afastados de área com muito movimento ou sujeito a colisão.
Recomenda-se a utilização de uma proteção de plástico para evitar deposição de
sujeira e, no caso de transformadores com cubículo de proteção, utilização de sílica
gel no interior do cubículo para absorção da umidade, assim o mesmo poderá ser
armazenado por um longo tempo sem sofrer alteração de suas características de
isolação.
Os componentes e acessórios, quando retirados do transformador para
transporte ou para armazenamento, devem ser armazenados em locais adequados,
seguindo o mesmo procedimento dos transformadores.
Após o período de armazenagem, o transformador a seco poderá ser
energizado seguindo as respectivas instruções, não é necessária uma secagem prévia
dos enrolamentos, visto que os mesmos não absorvem umidade.
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3.
INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADORES A SECO
3.1.
Considerações Gerais
Os transformadores a seco WEG são projetados de forma a operarem a
temperatura ambiente máxima de 40°C e altitude máxima de 1000m.s.n.m, exceto
quando diferentemente solicitado. O ambiente de instalação deve ser em um local
abrigado com ventilação necessária para a sua correta refrigeração. Embora
resistentes, transformadores secos não podem ser diretamente expostos a intempéries
(exceto quando há aplicações especiais como por exemplo com caixa IP54).
Antes de qualquer providência para montagem do transformador, deve ser
verificada a disponibilidade de pessoal qualificado, assim como de equipamentos e
ferramentas adequadas. A montagem deve ser executada em conformidade com as
normas técnicas específicas para transformadores a seco. Antes da montagem do
transformador, deve ser feita uma verificação constando de:
•
Inspeção visual quanto ao correto nivelamento da base e a fim de certificar
que não ocorreram danos durante o manuseio;
•
Fixação correta do transformador à base definitiva;
•
Confirmação de que os dados de placa estão compatíveis com a
especificação técnica do equipamento;
•
Avaliação das conexões de aterramento do transformador.
Atenção!
Para o reaperto das conexões elétricas e mecânicas, seguir os passos
descritos abaixo. Desta forma, estará garantida a prensagem do núcleo de
ferro magnético e o contato das conexões elétricas.
•
Reaperto de todas as conexões (ver figura 2):
1. Afrouxar as porcas internas dos tirantes horizontais superiores;
2. Reapertar as porcas dos tirantes verticais na armadura superior;
3. Reapertar as porcas externas e internas dos tirantes horizontais
superiores;
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4. Afrouxar as porcas internas dos tirantes horizontais inferiores;
5. Reapertar as porcas externas e internas dos tirantes horizontais
inferiores;
6. Reapertar
as
demais
conexões
mecânicas
(cubículo,
rodas,
aterramento, etc.);
7. Reapertar todas as conexões elétricas.
Figura 2
Tabela 1 – Torque em parafusos de barramentos para conexão
Barramentos de baixa tensão
BITOLA
Classe 5.6
Inox
M8
24.0
12
M10
48.0
25
M12
84.0
42
M16
200.0
102
M20
390.0
200
Barramentos de alta tensão
Latão
10
18
40
80
Tabela 2 – Torque em parafusos da estrutura do transformador
BITOLA
M8
M10
M12
M16
M20
Demais parafusos (fixação da parte -ativa)
Classe 5.6
Classe 8.8
8
15
16
30
30
60
70
140
140
275
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Inox
12
25
42
102
200
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Cuidado!
Nunca energizar o transformador sem conferir o aperto das conexões
elétricas e mecânicas.
3.2.
Condições Especiais
Constituem condições especiais de: funcionamento, transporte ou instalação, as
que podem exigir construção especial, revisão de valores nominais, cuidados
especiais no transporte, instalação ou funcionamento do transformador.
Exemplos destas condições especiais são:
•
Instalação em altitudes superiores a 1000m.s.n.m e temperaturas superiores
a 40°C;
•
Exposição à umidade excessiva, atmosfera salina, gases ou fumaça
prejudiciais ao equipamento;
•
Exposição a pó prejudicial como o pó de minério de ferro, enxofre, etc.;
•
Exposição a materiais explosivos na forma de gases ou pó;
•
Exigência de isolamento diferente do especificado para o equi pamento;
•
Limitação do espaço de instalação;
•
Transporte, instalação e armazenagem em condições precárias;
•
Risco de vibrações anormais, abalos sísmicos e choques ocasionais.
Estes fatores devem sempre ser verificados a fim de obtermos um melhor
funcionamento do mesmo e como fator de prevenção para acidentes ou danos ao
equipamento. A eventual exposição a estes fatores causará perda de rendimento do
transformador, como classe de temperatura do material, rigidez dielétrica dos
isolantes, entre outras.
3.3.
Requisitos Básicos para Instalação
Os
transformadores
a
seco
deverão
ser
instalados
adequadamente nivelada e resistente para suportar
sobre
superfície
seu peso. Quando os
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transformadores forem dotados de rodas, confirmar que o equipamento esteja apoiado
por igual nos pontos de base, a fim de garantir sua estabilidade e evitar deformações.
Nas instalações dos transformadores, devem ser considerados cuidadosamente
os seguintes fatores:
•
Deve haver um espaçamento mínimo de 0,5m entre transformadores e
entre estes e paredes ou muros, proporcionando facilidade de acesso
para inspeção e ventilação, dependendo, entretanto, das dimensões de
projeto e das tensões do transformador;
•
O local onde será colocado o transformador deve ser bem ventilado, de
maneira a ser assegurada uma ventilação natural apropriada, visto que
este é um parâmetro fundamental ao correto funcionamento do
transformador a seco. Neste sentido, é importante que as entradas de
ar estejam localizadas na parte inferior e as saídas na parede oposta na
parte
superior
com
aberturas
suficientes
para
circulação
de
aproximadamente 2,5m³ de ar por minuto/kW de perda (ver cálculo
exemplificado a seguir).
A ventilação adequada na sala do transformador confere ao equipamento
vida útil e estabilidade esperadas. Em regime contínuo ou em eventuais
sobrecargas momentâneas.
Figura 3
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Como geralmente a ventilação natural não é suficiente, podem-se instalar
ventiladores a fim de aumentar o fluxo de ar na sala conforme Figura 4, ou
preferencialmente, adotar a climatização da sala onde irá operar o transformador.
Cuidado!
Caso seja adotada a climatização da sala elétrica onde se encontra o
transformador, não direcionar o equipamento utilizado para climatização
diretamente sobre o transformador, evitando desta forma a condensação de
água sobre o mesmo. Este contato com a água pode causar a queima do
transformador.
Figura 4
Para um cálculo aproximado do tamanho das aberturas ou o fluxo de ar
necessário na sala podem-se utilizar as expressões abaixo, tomando como diferença
de 15oC de temperatura entre o ar que entra e o ar que sai:
S = 0,3 ×
Pt
H
S ' = 1,1× S
V = 5 × Pt
onde:
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Pt = perdas totais do transformador dissipadas a 115 oC [kW]
2
S = superfície da abertura inferior [m ]
2
S’ = superfície da abertura superior [m ]
H = distância medida entre a metade da altura do transformador e a metade da
saída de ar superior [m] (vide figura 3)
3
V = volume do ar de refrigeração [m /min]
Exemplo: Instalação de 2 transformadores de 2.000kVA
Perda total Pt típica para transformador seco de 2MVA a 115 ºC = 27kW
Distancia H entre a metade da altura do transformador e a metade da saída
de ar superior: 1,5m
S = 0,3 ×
27 × 2
1,5
= 13,2m 2
S ' = 1,1× 13,2 = 14,5m 2
Pela área encontrada, sabemos que será necessária a instalação de ventilação
forçada na sala. A vazão mínima dos motoventiladores será:
V = 5 × 27 × 2 = 270m 3 / min
Este exemplo desconsidera a existência de cubículo de proteção, o que seria
questionável no caso de uma sala própria para instalação do transformador.
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Cuidado!
Caso o transformador possua cubículo de proteção, não substituir esta caixa
por outra, a ventilação pode não ser suficiente para o funcionamento
adequado do equipamento.
3.4.
Altitudes de Operação
Os transformadores são projetados e construídos conforme as normas
aplicáveis, para instalações até 1.000m.s.n.m acima do nível do mar. Em altitudes
superiores a 1.000m.s.n.m, o transformador terá sua capacidade reduzida ou
necessitará de um sistema de refrigeração mais eficaz. Assim teremos um fator de
correção, tendo em vista a redução da rigidez dielétrica do ar com a altitude, conforme
tabela a seguir:
Tabela 3 – Correções de rigidez dielétrica do ar para altitudes de 1000m.s.n.m.
Altitude (m)
Fator de Correção
1000
1,00
1200
0,98
1500
0,95
1800
0,92
2100
0,89
2400
0,86
2700
0,83
3000
0,80
3600
0,75
4200
0,70
4500
0,67
Fonte: NBR - Tabela 5
3.5.
Distâncias Necessárias para Operação
Os transformadores devem ser instalados e seus cabos
conectados,
observando-se as distâncias dielétricas necessárias previstas por norma para cada
classe de tensão. Devem estar afastados de paredes, grades, eletrodutos, cabos e
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outros dispositivos conforme os valores especificados na tabela a seguir. Estas
distâncias também são importantes a fim de obtermos a ventilação adequada:
Tabela 4 – Espaçamentos externos mínimos para transformadores a seco
Classe d e Tensão do
Tensão de Impulso
Espaçamento Mínimo
Espaçamento Mínimo
Equipamento
Atmosférico
FASE-TERRA
FASE-FASE
[kV](eficaz)
[kV]
[mm]
[mm]
0,6
----
25
25
1,2
----
25
25
40
45
60
60
65
90
95
130
160
110
150
200
125
170
220
150
200
280
150
200
280
170
240
320
200
300
380
7,2
15
24,2
36,2
3.6.
Ligações
As ligações do transformador devem ser realizadas de acordo com o diagrama
de ligações de sua placa de identificação. É importante que se verifique se os
dados da placa de identificação estão coerentes com o sistema ao qual o
transformador será instalado.
As terminações devem ser suficientemente flexíveis a fim de evitar esforços
mecânicos causados pela expansão e contração que poderão quebrar os isoladores,
quando existentes. Estas terminações admitem consideráveis pesos de condutores,
mas devem ser evitadas longas distâncias sem suportes. Os cabos ou barras devem
estar corretamente dimensionados e as conexões devidamente apertadas a fim de
evitar sobreaquecimento. Transformadores a seco WEG possuem marcação dos
terminais conforme normas aplicáveis.
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O circuito de proteção térmica, quando existente, deve ser conectado conforme
manual de ligação do mesmo.
A malha de terra deverá ser ligada aos terminais próprios por meio de cabo de
cobre com seção adequada.
Os terminais de alta tensão do transformador a seco WEG são em cobre
estanhado.
Os terminais de baixa tensão são em alumínio de liga especial e garantem as
qualidades eletromecânicas desejadas para uma boa conexão (excepcionalmente
esses terminais são de cobre).
A conexão de alumínio requer alguns cuidados, como segue:
•
Preparação da Superfície: Antes de realizar qualquer ligação ou conexão,
as superfícies de alumínio devem ser limpas, a fim de retirar a fina camada
de óxido que se cria espontaneamente ao contato com o ar, e que é péssima
condutora. A remoção desta camada de óxido pode ser feita com escova de
aço, lixa fina, raspagem, etc. É importante que esta operação seja feita com
rapidez, e imediatamente após a remoção, deverá ser untada com inibidor
adequado.
•
Conexão Alumínio-Alumínio:
Os terminais do transformador
e os
barramentos a serem conectados a eles devem ser tratados de modo
idêntico, recebendo uma preparação de superfície confo rme citado acima.
Atenção!
Verificar sempre a existências de conexões entre cobre e alumínio. Estas
conexões requerem cuidados especiais.
•
Conexão Alumínio-Cobre:
o
Superfície do condutor de alumínio nú: limpar;
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o Superfície do condutor de cobre:
§
Cobre nu: limpar,
§
Cobre com recobrimento de prata, estanho ou níquel: limpar ou
limpar e colocar placa de cobre nu ou Cupal. Após limpeza,
untar com inibidor.
•
Material empregado para a conexão: Todas as peças, porcas, parafusos e
arruelas lisas devem ser protegidos contra corrosão.
•
Pressão de contato: Os parafusos devem de preferência, ser apertados
com uma chave com um dinamômetro ou chave limitadora de torque, para se
obter uma distribuição uniforme de pressão contato. É recomendado realizar
um reaperto dos parafusos após algumas semanas de uso, a fim de
equalizar eventuais acomodações (ver Tabela 1 deste manual).
3.7.
Proteção e Equipamento de Manobra
Os transformadores devem ser protegidos contra sobrecargas, curto-circuito e
surtos de tensão através de chaves fusíveis, disjuntores, seccionadores, pára-raios,
etc., que deverão ser adequadamente dimensionados para serem coordenados com o
transformador e testados antes de fazer as conexões.
3.8.
Monitor de Temperatura
Caso a alimentação do monitor de temperatura seja feita com uma das próprias
fases do transformador, deve-se utilizar a fase adjacente ao monitor, ou seja, se o
monitor está instalado ao lado da fase 1, a alimentação deverá ser com a fase 1 do
transformador. Caso contrário, ocorrerá a queima do monitor de temperatura.
O sistema de proteção térmica protegerá o transformador quando este estiver
por qualquer razão superaquecendo. Verifique a alimentação e o
funcionamento antes da energização.
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4.
ENERGIZAÇÃO
A energização do transformador deverá ser feita após a verificação dos itens
relacionados a seguir:
• Verificar se as tensões informadas na placa de identificação estão de
acordo com as previstas para o local;
• Para a operação de transformadores em paralelo, verificar se a ligação está
com a polaridade correta;
• Verificar se as conexões dos cabos ou barras estão corretamente ligadas e
posicionadas de forma adequada;
• Verificar as ligações no painel de mudança de derivações. Devem estar
firmes e na mesma posição nas três fases;
• Se o aterramento está corretamente conectado ao parafuso previsto para
esta finalidade, além de verificar se o aterramento foi executado em local
previsto no projeto e mostrado no desenho;
• Para transformadores com dispositivo de proteção térmica, conferir a
ligação do circuito, notando se a tensão está de acordo e se os contatos de
alarme e desligamento estão ligados aos respectivos circuitos;
• Verificar se não existe materiais, equipamentos ou outras impurezas sobre o
transformador, entre as bobinas ou impedindo a ventilação nos canais de
resfriamento. A limpeza deverá ser feita conforme item 5.2 deste manual;
• Sempre é recomendável fazer uma verificação da resistência do isolamento,
fazendo medições entre os enrolamentos de alta e baixa tensão e dos
enrolamentos contra a terra.
Feitas estas verificações, o transformador deve ser conectado ao sistema. A
tensão deverá ser aplicada com o transformador à vazio e medida no secundário para
checar a correspondente saída.
Operações em tensões acima da nominal podem causar a saturação e aumento
significativo das perdas. Podendo resultar em superaquecimento e níveis de ruído
acima do normalizado.
A carga deve ser aplicada progressivamente até a potência nominal.
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Atenção!
Se o transformador estiver na derivação (tap) incorreta, podem ser gerados
níveis de ruído acima do normalizado.
4.1.
Energização de Transformador para Retificador após Falha do Sistema
Quando houver uma parada do sistema em função da ocorrência de um
problema (ou seja, quando a parada não tiver sido gerada por um desligamento
voluntário dos operadores), o transformador somente poderá ser energizado
novamente após a execução dos seguintes procedimentos:
1. Desconexão dos cabos de alimentação do transformador e da carga;
2. Execução do ensaio de resistência ôhmica em todos os enrolamentos (BT e
AT), entre fases e entre fase-neutro (este último quando aplicável);
3. Execução do ensaio de relação de transformação em todos os taps;
4. Execução do ensaio de resistência do isolamento de todos os enrolamentos
entre si e contra a terra;
5. Se todos os ensaios anteriores apresentarem resultados satisfatórios
comparativamente aos relatórios de fábrica, fazer a desmagnetização do núcleo
conforme segue:
• Com uma fonte de tensão variável adequada, apl icar uma rampa de
tensão do remanente da fonte até a tensão nominal do transformador
pelo lado da BT com a alta tensão em aberto e no maior tap. Manter esta
tensão por 2 minutos.
Após estes procedimentos com resultados satisfatórios o transformador poderá
ser reenergizado. Estas operações devem estar documentadas.
Seguindo o procedimento de reenergização após falha do sistema, fica
garantido que o transformador não sofreu danos devido a curtos-circuitos
externos.
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5.
MANUTENÇÃO
Sendo uma das grandes vantagens deste tipo de transformador, os
transformadores a seco WEG necessitam de pouca manutenção. Contudo, é
necessário fazer um acompanhamento constante a fim de se evitar problemas como
acúmulo de poeira e outras impurezas, (o que pode causar perda na capacidade de
refrigeração e consequente perda de potência), deformações de sua estrutura e
condições das conexões elétricas, entre outras.
Itens de manutenção recomendados pela WEG:
1. Inspeção visual do local;
2. Limpeza conforme especificado a seguir no item 5.2, verificação de entradas
e saídas de ar;
3. Verificar se não houve sobreaquecimento nos terminais de ligação;
4. Verificar o funcionamento do conjunto de proteção térmica;
5. Verificação da pressão nos contatos dos terminais e painel de comutação;
6. Verificar se o aterramento está corretamente conectado aos terminais
previstos.
A limpeza do transformador e do ambiente onde este se encontra são
indispensáveis para o correto funcionamento do mesmo, devendo fazer parte
dos itens de verificação durante a manutenção periódica.
5.1.
Inspeções Periódicas
5.1.1. Registros operacionais
Os registros operacionais devem ser obtidos através das leituras dos
instrumentos indicadores, das ocorrências extraordinári as relacionadas com o
transformador, bem como todo evento relacionado, ou não, com a operação do sistema
elétrico que possa afetar o desempenho e/ou características intrínsecas do
transformador. É recomendável a leitura diária dos indicadores de temperatura (anotar
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temperatura ambiente), carga e tensão do transformador a seco enquanto este estiver
energizado.
5.1.2. Inspeção termográfica
Estas inspeções devem ser realizadas periodicamente nas instalações,
objetivando, principalmente, detectar aquecimento anormal nos conectores.
5.1.3. Inspeções visuais
Devem ser feitas inspeções visuais periódicas, seguindo-se um roteiro
previamente estabelecido, que deve abranger todos os pontos a serem observados.
Alguns defeitos normalmente ocorridos podem ser relacionados com sua
sugerida solução.
Tabela 5 – Causas de defeitos e correções
ITEM
ANORMALIDADES
CAUSA PROVÁVE L
CORREÇÃO
Sobreaquecimento nos
1
terminais AT, BT e
Mau contato.
pontos de conexão e
Limpeza de áreas de contatos.
Reapertar porcas e parafusos.
painel de comutação.
Sobrecarga acima do previsto.
Diminuir carga.
Aumentar a refrigeração.
Limpar canais de ar de refrigeração do
2
Sobreaquecimento do
transformador
Circulação de ar de refrigeração
insuficiente.
transformador.
Verifi car dutos e aberturas para
circulação de ar de refrigeração quanto
ao dimensionamento e às obstruções.
3
Temperatura do ar de
Diminuir carga.
refrigeração acima da
Aumentar a circ ulação de ar da
temperatura prevista.
refrigeração.
Atuação do relé de
Sobreaquecimento do
Conforme item 2.
proteção (alarme e/ou
Transformador.
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Falta de tensão de alimentação
do relé.
Verifi car tensão de alimentação no relé.
Verificar funcion amento correto do relé e
fiação.
Descarga entre terminais Redução da resistividade
Limpeza geral, com remoção dos corpos
AT
estranhos depositados na sup erfície.
superficial do material isolante
por existência de corpos
Descarga entre AT e
4
estranhos.
massa
Descarga entre AT/BT
Destruição do material isolante
Substituição ou reparo da peça
devido à sobretensões,
danificada.
Descarga entre
sobreaquecimento ou esforços
BT/massa
mecânicos acima do previsto.
Tensão mais elevada que a
Verificar a tensão correta e ajustar ao
prevista.
tap mais adequado.
Verificar a exi stência de superfícies
5
Ruído excessivo
Assentamento não uniforme da
metáli cas (painéis, armários, dutos,
base do transformador.
portas, etc.) soltas com possibilidade de
Ressonância com superfícies ao
vibrações.
redor do equipamento.
Ressonâncias transmitidas pelas
ligações.
5.2.
Instalação de elementos flexíveis entre
os terminais do transformador e os
condutores da instalaçã o.
Limpeza
Um importante fator para um melhor funcionamento deste tipo de transformador
é a constante e eficiente limpeza do mesmo para que não ocorra prejuízo de
importantes
características
do
transformador.
Por
esse
motivo,
indicaremos
procedimentos de limpeza para os tipos de impurezas relacionadas a seguir:
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Tabela 6 – Procedimentos de limpeza para transformadores secos
Tipo de sujeira encontrada
Procedimento utilizado
Pó seco em geral
1e4
Pó úmido
3e4
Maresia (salinidade)
1e4
Pó metálico (pó industrial)
1e4
Óleos em geral
2, 3 e 4
Grafite ou similares
1e4
1. Com auxílio de um aspirador de pó ou um espanador e pano seco, remover
a poeira depositada no transformador. Em seguida, use ar comprimido para
remover os resíduos de poeira e fazer a limpeza dos canais de ventilação
das bobinas e entre a bobina e o núcleo. A injeção do ar nos canais de
ventilação deve ser feita de baixo para cima. A pressão do ar deve estar
limitada a aproximadamente 5atm. Para finalizar, use um pano seco e limpo
para remover resíduos que ainda permanecem nas bobinas, principalmente
em volta dos terminais e nos isoladores.
2. Com auxílio de um pano umedecido com benzina, remova as impurezas do
núcleo, ferragens e bobinas. Repita com um pano seco e limpo. Observe se
os canais foram obstruídos. Se as impurezas nos canais estiverem secas,
adote o procedimento (1) nesta limpeza. Caso contrário, identifique a sujeira
existente e faça contato com a fábrica para verificar o melhor procedimento.
A utilização de benzina ou outro produto requer cuidados especiais em seu
manuseio.
3. Com o auxílio de um pano umedecido em água, com pequena concentração
de amoníaco ou álcool, remova impurezas do transformador. A limpeza
pode ser complementada utilizando um dos procedimentos anteriores
dependendo do tipo de sujeira a ser removida.
4. A finalização deverá sempre ser feita com um pano limpo e seco, devendose limpar toda a superfície, principalmente na região dos terminais de
ligação.
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ANEXO A – RELE CONTROLADOR TEMPERATURA PCPT 3
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ANEXO B – RELE CONTROLADOR TEMPERATURA PCPT 4
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ANEXO C – RELÉ CONTROLADOR TEMPERATURA PCPU 8
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