BETTA HIDROTURBINAS IND. LTDA.
RUA ALFREDO TOSI, 1600 - CAIXA POSTAL 278
CEP 14.400-970 - FRANCA - SP FONE/FAX: (16) 2104-5522 e-mail: [email protected]
www.bettahidroturbinas.com.br
1 - Caro cliente..................................................................................................................................... 02
2 - Condições para utilização do sistema........................................................................................... 03
2.1- Desnível de acionamento........................................................................................................... 03
2.2- Vazão de acionamento............................................................................................................... 04
2.3- Comprimento do tubo de acionamento..................................................................................... 04
2.4- Desnível de bombeamento........................................................................................................ 04
2.5- Comprimento da Tubulação de recalque.................................................................................. 04
2.6- Diâmetro da tubulação............................................................................................................. 04
3 - Instalação........................................................................................................................................ 06
3.1- Captação de água e adução da Turbina................................................................................... 06
3.2- Fixação do conjunto Turbo Bomba........................................................................................... 06
3.3- Esquema básico de instalação.................................................................................................. 07
3.4- Instalação dos tambores de decantação................................................................................... 09
3.5- Erros mais graves de instalação e suas consequências............................................................ 09
3.6- Peças de conexão para entrada e saída da bomba................................................................... 10
3.7- Instalação da tubulação de recalque da bomba....................................................................... 11
4 - Características do equipamento Turbo Bomba Betta ................................................................ 12
5 - Procedimentos preliminares.......................................................................................................... 13
5.1- Alinhamento das polias e esticamento das correias................................................................. 13
5.2- Partida da Turbo Bomba.......................................................................................................... 14
5.3- Parada da Turbo Bomba.......................................................................................................... 16
6 - Manutenção preventiva................................................................................................................. 17
6.1- Manutenção preventiva da Turbina.......................................................................................... 17
6.2- Manutenção preventiva da bomba............................................................................................ 18
6.3- Tabela preventiva...................................................................................................................... 19
6.3.1- Lubrificantes para a bomba............................................................................................ 19
6.3.2- Lubrificantes para a Turbina.......................................................................................... 19
6.4- Manutenção preventiva da instalação...................................................................................... 19
6.4.1- Limpeza da represa......................................................................................................... 20
6.4.2- Limpeza das caixas de captação..................................................................................... 20
7 - Manutenção corretiva.................................................................................................................... 21
7.1- Manutenção corretiva na Turbina............................................................................................. 21
7.1.1- Troca dos retentores......................................................................................................... 21
7.1.2- Montagem dos rolamentos nos mancais.......................................................................... 23
7.2- Manutenção corretiva na bomba............................................................................................... 24
7.2.1- Troca do reparo de vedação............................................................................................ 24
7.2.2- Limpeza e troca de molas das válvulas........................................................................... 28
7.2.3- Desmontagem da válvula................................................................................................ 29
7.2.4- Montagem da válvula...................................................................................................... 30
7.2.5- Troca das bronzinas e inspeção no virabrequim e rolamentos....................................... 31
7.2.6- Desmontagem da biela e pistão...................................................................................... 32
7.2.7- Tabela retentores, rolamentos e bronzinas...................................................................... 33
7.3- Anormalidades......................................................................................................................... 34
8 - Índice de peças................................................................................................................................ 35
1
Parabéns, você acaba de adquirir uma TURBO BOMBA Betta!
Este equipamento representa uma verdadeira revolução dos conceitos de bombeamento de água sem consumo de energia elétrica ou qualquer outro combustível.
Essa nova tecnologia é o feliz resultado da combinação de turbina hidráulica com bomba de recalque. O ponto alto desta tecnologia é associar equipamentos conhecidos e aprovados a décadas, reprojetados pela Betta, para trabalhar em regime contínuo (vinte e quatro horas por dia) sob as severas condições encontradas no campo.
A Betta oferece uma variada gama de modelos de Turbo Bomba, que permitem aproveitar os inúmeros potenciais hidráulicos disponíveis nas propriedades rurais, bombeando vazões de até 200.000 litros por hora e vencendo desníveis de até 300 metros.
A Turbo Bomba Betta, por sua simplicidade , facilidade de instalação , eficácia e excelente relação custo/benefício, é uma inteligente opção para o bombeamento de
água, permitindo reduzir consideravelmente os custos com transporte de água e irrigação.
2
Bom trabalho!
2. CONDIÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA
Para determinar o aproveitamento hidráulico onde o equipamento será instalado é necessário o conhecimento das variáveis abaixo:
Ÿ
Desnível de acionamento (diferença de nível em metros).
Ÿ
Vazão de acionamento (litros por segundo).
Ÿ
Comprimento do tubo de adução (metros).
Ÿ
Desnível de bombeamento (metros).
Ÿ
Comprimento da tubulação (metros).
Ÿ
Diâmetro da tubulação (se existente).
Ÿ
Consumo diário (litros/dia).
Ÿ
Pressão de serviço para irrigação (m.c.a.).
Assim, com os dados acima disponíveis será possível identificar a vazão bombeada do equipamento conforme a tabela técnica.
A seguir, veja como obter os dados acima: mencionados.
2.1. DESNÍVEL DE ACIONAMENTO
-Método da mangueira de nível
OBS: Por utilizar o princípio de turbina hidráulica, a Turbo Bomba possui eficiência proporcional ao desnível de acionamento, ou seja, quanto maior a queda para acionar a roda, maior será sua potência e consequentemente a vazão bombeada.
2.2. VAZÃO DE ACIONAMENTO
-Método do tambor
Este método é utilizado para pequenas vazões (menores que 20 litros/seg.).
Fig. 01
1° passo:
Amarrar uma das pontas de uma mangueira de plástico translucida cheia de água
em uma vara, ficando a outra extremidade livre. (Fig. 01) .
2° passo:
Segurar a extremidade livre da mangueira no ponto superior do terreno (rente ao
chão) com a extremidade levantada o suficiente para não verter a água. .
3° passo:
Descer para o ponto inferior do terreno, suspendendo a vara para que a água não
entorne. .
4° passo:
Quando os níveis da água se equilibrarem dentro da mangueira, proceder à medida
de altura desde o nível de água na extremidade da mangueira presa na vara até o .
chão, conforme mostrado no desenho. (Fig. 01) .
5° passo:
Repetir a operação até atingir o ponto mais baixo do terreno onde se instalará o
equipamento. Efetuar a soma das alturas anotadas para obter enfim o desnível de
acionamento. .
3
Fig. 02
Fazer toda a água cair dentro de um tambor de volume conhecido. Medir o tempo gasto para enchê-lo
(em segundos). Dividir o volume (em litros) do tambor pelo tempo . Teremos assim a vazão em litros por segundo, conforme exemplificado na figura acima. (Fig. 02)
-Método do flutuador
1° passo:
Encontrar no curso d’água um trecho o mais reto possível, sem corredeiras e com um comprimento de 10 metros. .
2° passo:
Retirar galhos e entulhos desse trecho de modo a permitir que o flutuador transite livremente. .
3° passo:
Medir dentro do trecho de 10 metros, 10 profundidades em pontos diferentes.
Somar as profundidades medidas, todas em metros e dividir por 10, encontrando assim, a profundidade média em metros. .
4° passo:
Utilizando um flutuador que poderá ser uma garrafa com água pela metade ou uma laranja e medir o tempo (em segundos) gastos para percorrer a distância entre as duas linhas esticadas (10 metros). Repetir 5 vezes a tomada de tempo. Somar os tempos medidos
(em segundos) e dividir por cinco, encontrando assim o tempo médio em segundos.
Obs: Para utilizar esse método é necessário uma lâmina d’água de no mínimo 15cm)
4
Larguras
Fig. 03
Profundidades
Vazão Calculada = 10 x Lm x Pm x 700 = litros / segundo
Tm
Lm = Largura média (metros)
Pm = Profundidade média (metros)
Tm = Tempo médio (segundos)
2.3. COMPRIMENTO DO TUBO DE ACIONAMENTO
O comprimento do tubo de acionamento da turbina, será aproximadamente o mesmo que a distância percorrida do reservatório até o local de instalação do produto.
2.4. DESNÍVEL DE BOMBEAMENTO
O desnível de bombeamento é a diferença de níveis (altura de bombeamento) do local onde a água será bombeada e o local onde a Turbo Bomba será instalada.
2.5. COMPRIMENTO DA TUBULAÇÃO DE RECALQUE
O comprimento da tubulação de recalque é a distância percorrida da Turbo Bomba até o destino final da água bombeada.
2.6. DIÂMETRO DA TUBULAÇÃO
Caso já exista uma tubulação de recalque lançada, este diâmetro deverá ser informado para obtenção da pressão de trabalho da bomba.
O uso do equipamento é possível, inclusive quando a água de acionamento da roda for poluída, a
água a ser bombeada neste caso é tomada de uma fonte próxima
5
Uma das vantagens da Turbo Bomba é a sua facilidade de instalação, pois necessita de obra civil de fácil execução onde você mesmo instala!
3.1. CAPTAÇÃO DE ÁGUA E ADUÇÃO DA TURBINA
Primeiramente, deve-se lançar o tubo de adução da turbina conforme esquema de instalação (fig. 6).
Nos casos onde o tubo de adução da turbina tem diâmetro até 250mm, atente-se para a instalação da tela de proteção, fornecida com o conjunto, pois esta peça minimiza a entrada de detritos que podem prejudicar o rendimento do equipamento.
Nos casos onde o tubo de adução da turbina tem diâmetro superior acima de 250mm, é necessário construir uma caixa de captação. As dimensões para a sua construção se alteram de acordo com o diâmetro do tubo de adução. O desenho com as medidas acompanham o equipamento.
A tubulação de adução é encaixado na cartola (peça que conecta o cano com o equipamento), conforme exemplificado na figura 8.
Captação de água para tubos de adução de até Ø250mm
TELA PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA
Tubo de adução turbina
PVC branco leve
Captação de água para tubos de adução acima de Ø250mm
CAIXA DE CAPTAÇÃO DE
ÁGUA PARA A TURBINA
Tubo de adução turbina
PVC branco leve
Fig. 04
3.2. FIXAÇÃO DO CONJUNTO TURBO BOMBA
A fixação do conjunto TURBO BOMBA é feita sobre uma base em concreto, conforme mostrado no esquema de instalação.(fig.8)
Para a fixação do equipamento no concreto, o chassi da Turbo Bomba possui 4 furos distanciados conforme figura 7. É necessário 4 chumbadores fornecidos pela Betta, utilizando barras roscadas de ½” e cantoneiras conforme especificação abaixo (fig.5).
Chumbador
Arruela lisa de ½”
Porca ½”
Item fornecido pela Betta
6
Barra roscada ½” x 100mm
Cantoneira 1 ½” x 1/4” x 40mm
Fig. 05
no t e e am b om oB d ura Alt
Afogamento mínimo 10 cm
Al ur a d a que da
7
Fig. 06
D
E G
Fig. 07
É importante destacar que os recipientes devem estar acima do nível da bomba, para possibilitar a entrada de água por gravidade, otimizando assim o funcionamento do equipamento.
Cartola
Fig. 08
Modelo
1010
1510
1515
2020
2030
2040
A
50
50
50
50
50
50
Medidas em centímetros
B
35
44
44
47
62
62
21
21
33
33
Distância
C D E
21
21
70
70
71
80
70
70
70
70
80
86
78
78
F
21
23
28
34
43
53
G
50
50
50
50
50
50
Entrada da
Turbina
Ø 100 mm
Ø 150mm
Ø 150mm
Ø 250mm
Ø 300mm
Ø 400mm
Tab. 01
8
IMPORTANTE!
Jamais utilize reduções excêntricas na entrada da turbina. Utilize apenas reduções concêntricas para um
CERTO
x
ERRADO
3.4. INSTALAÇÃO DOS TAMBORES DE DECANTAÇÃO
A instalação dos tambores de decantação é imprescindível para o bom funcionamento do pleno rendimento do equipamento.
equipamento, para evitar a entrada de impurezas na bomba. O sistema é composto por 3 recipientes interligados (tambores ou caixas de alvenaria) utilizados para a decantação da água que abastecerá a bomba. Para controlar o nível da água dos recipientes, é necessário a instalação de um registro, conforme figuras 7 e 8.
IMPORTANTE:
Caso o recalque da bomba seja direcionado para o lado contrário do apresentado na figura 7, é possível girar o cabeçote 180°. Adequando o equipamento à situação encontrada no campo, evitando curvas na saída da bomba.
3.5. ERROS MAIS GRAVES DE INSTALAÇÃO E
SUAS CONSEQUÊNCIAS
PROBLEMAS RESULTANTES CONSEQUÊNCIA ERRO
Canal de descarga da turbina com profundidade menor que a do projeto
Curvas com raios curtos no tubo de adução da turbina.
Redução excentrica na entrada da turbina.
Caixa de captação construida diferente do projeto.
Tubo de adução captando
água diretamente da represa.
Captação da bomba direta, sem caixa de decantação.
Afogamento da turbina
Perda de potência da turbina.
Acentuada perda de potência.
Diminuição da vazão da turbina.
Formação de vórtices “redemoinhos” permitindo a entrada de ar no tubo de adução
Presença de areia em suspenção na água bombeada.
Diminuição da vazão bombeada
Polias desalinhadas ou correias
“frouxas”
Atrito exagerado na transmissão
Funcionamento da bomba sem a tubulação de recalque
Disparo da bomba
Desgaste prematuro do sistema de vedação
Desgaste precoce das correias e perda de potência do conjunto
Desgaste prematuro do sistema de vedação.
Travamento da bomba
Utilização de tubulação com resistência abaixo da especificada
Ruptura do tubo de recalque
Utilização de tubulação com diâmetro abaixo do especificado.
Aumento da pressão na saída da bomba.
Ruptura da tubulação.
Curvas acentuadas na tubulação de recalque
Aumento da pressão na saída da bomba.
Desgaste prematuro do sistema de vedação.
Travamento da bomba.
Diminuição da água bombeada.
Redução da vazão bombeada
Tab. 02
9
3.6. PEÇAS DE CONEXÃO PARA ENTRADA E SAÍDA DA BOMBA
As conexões e demais peças necessárias para instalação da bomba de pistão seguem a figura e tabela abaixo.
A presença de mangueira de pressão na entrada e na saída é imprescindível, pois as mesmas amortecem a linha e permitem maior facilidade de manutenção.
6 5
5
9
9
8
4
3
2
11
11
4
8
4
10
9
5
8
10
7
9 8
1
6
5
4
3
2
1
7
7
8
9
10
11
QUANTIDADE
30cm
1
1
2
1
2
2
2
2
30cm
-----
Mangueira flexível Ø2”
Abraçadeira mangueira 39 x 47
Espigão de ferro fundido Ø2”
Luva - Ø2”
Ampliação - Ø1 ½” Ø2”
Niple - Ø1 ½”
Luva 1 ½”
Espigão de ferro fundido Ø1 ½”
Abraçadeira mangueira 48 x 56
Mangueira flexível Ø1 ½”
Tubo de recalque Ø2”
10
COD. BETTA
MAN0203
ABR0221
ESP1154
LUV1162
AMP0170
NIP0211
LUV1161
ESP1153
ABR0222
MAN0202
Fig. 09
ITENS INCLUSOS
Tab. 03
3.7. INSTALAÇÃO DA TUBULAÇÃO
DE RECALQUE DA BOMBA
Caso, na tubulação de recalque exista trechos conforme figura 10, é importante a instalação de ventosas para impedir a formação de bolhas de vapor de água, responsáveis pela redução da vazão bombeada e até a parada do conjunto TURBO BOMBA.
RESERVATÓRIO
CORRETO
VENTOSA
CORRETO
ERRADO
VAPOR D’ÁGUA
VENTOSA
ERRADO
VAPOR D’ÁGUA
RESERVATÓRIO
CORRETO
ERRADO
VENTOSA
VAPOR D’ÁGUA
CORRETO
VENTOSA
TRECHO HORIZONTAL OU EM DECLIVE SUAVE
ERRADO
VAPOR D’ÁGUA
TRECHO HORIZONTAL OU EM DECLIVE SUAVE
Fig. 10
IMPORTANTE!
Sempre operar o conjunto Turbo Bomba com a bomba PRESURIZADA
NUNCA OPERAR o equipamento sem que a tubulação de recalque esteja conectada à saída da bomba, evitando operar a bomba em baixa pressão o que certamente causará danos ao conjunto devido o excesso de rotação.
O conjunto Turbo Bomba é formado por uma família de turbinas hidráulicas que aproveitam quedas desde 1,5 a 150 metros e vazões até 200.000 litros/hora, acionando com polias e correias , bombas de deslocamento positivo de 3 pistões, ou bombas tipo centrífuga.
.
A instalação da Turbo Bomba necessita de obras civis de simples concepção, fácil construção e pequeno porte, que somado ao custo “zero” do combustível utilizado (água), permite rapidamente amortizar o investimento inicial.
No quesito meio ambiente, o emprego da Turbo Bomba Betta é muito interessante, pois trata-se de uma fonte de energia renovável que não causa qualquer dano à flora e fauna no local de implantação e a água utilizada como combustível é restituída ao manancial de origem oxigenada.
Uma importante particularidade desse equipamento é a possibilidade de movimentar a turbina com água ou barrenta e alimentar a bomba com água limpa de uma mina. .
11 12
1
2
3
5. PROCEDIMENTOS PRELIMINARES
Após colocar a correia é necessário esticá-la, para isso o equipamento possui dois esticadores logo atrás da bomba. Estes esticadores servem tanto para esticar como para alinhar as polias. O procedimento de esticamento da correia e alinhamento das polias segue abaixo. Os dois procedimentos são imprescindíveis para durabilidade da correia e o bom desempenho do equipamento.
5.1. ALINHAMENTO DAS POLIAS E ESTICAMENTO DAS CORREIAS
Sequência para esticar as correias:
a) -
Retire o protetor de polias (Pos. 1)
b) -
Soltar os parafusos de fixa ção da bomba no chassi (Pos. 2)
c) -
Solte os esticadores (Pos. 3)
d) -
Apertar as porcas dos esticadores (Pos. 3), até que as correias se mostrem conforme figura 14 pos. B, verificando constantemente o alinhamento das polias (Figs. 12 e 13)
e) -
O alinhamento das polias é obtido apertando e soltando cada esticador, possibilitando assim girar a bomba.
Fig. 11
Fig. 12
CERTO ERRADO
Fig. 13
5.2. PARTIDA DA TURBO BOMBA
Antes de colocar o conjunto Turbo Bomba em funcionamento, é importante atender os itens abaixo: a) Limpar a caixa de captação, retirando sobras de materiais de construção, etc.
b) Liberar a entrada de água na caixa, aproveitando para, antes de conectar a tubulação de acionamento
à turbina, fazer com que a água flua por ela livrando-a de sujeiras que poderiam chocar -se contra o rotor da turbina. .
c) Observadas as precauções anteriores, conectar a tubulação de adução à turbina.
d) Conferir o aperto dos parafusos de fixação do conjunto ao seu(s) suporte(s), e desses a base de concreto.
e) Observar o nível do óleo da bomba. .
f) Girar manualmente o rotor da turbina, através da polia, observando se está girando livre e sem ruído.
g) Certificar-se de que o registro da bomba esteja totalmente aberto; e o perfil regulador de vazão esteja fechado.
Obs: Não funcionar o equipamento sem instalar a tubulação de bombeamento para que não haja disparo da bomba e danos ao sistema de vedação. .
Por suas características construtivas, o perfil regulador de vazão destina-se ao controle da vazão destina-se ao controle da vazão na turbina e não ao fechamento total da água. Mesmo estando o perfil totalmente fechado, sempre haverá um pequeno vazamento de água, o que é perfeitamente normal.
Tentar fechá-lo por completo poderá quebrar o braço de acionamento do perfil regulador de vazão ou o próprio perfil.
Esse sistema foi desenvolvido para evitar disparo da bomba caso ocorra ruptura do cano de recalque ou falta de água na sucção da bomba. Trata-se de um pistão hidráulico conectado com a saída da bomba que mantém o perfil regulador de vazão da turbina aberto enquanto a linha de recalque se mantém pressurizada. .
Qualquer redução na pressão de recalque, faz com que o contra-peso instalado no braço de acionamento do perfil vença a força exercida pelo pistão, fechando a água na turbina e paralisando o funcionamento do conjunto.
Muito frouxa
(A)
Bom funcionamento
(B)
Muito esticada
(C)
Fig. 14
Por fim é indispensável a presença da proteção de correia, não só pela segurança, mas para evitar que a correia molhe, diminuindo sua vida útil e evitando que a mesma patine sobre a polia.
Ainda antes de dar a partida na máquina é indispensável verificar as condições das válvulas da rede de recalque, ou seja, deve analisar se não existe nenhum registro fechado e/ou se as válvulas de retenção não estão travadas, isto evitar acidentes tais como: danos na tubulação, camisas, cabeçotes etc.
13 14
Sistema regulador de vazão
5.3. PARADA DA TURBO BOMBA
Procedimentos: a) Posicionar o contrapeso na extremidade do braço de acionamento e travá-lo com o parafuso.
b) Levantar e sustentar a haste do perfil regulador de vazão durante o tempo necessário para a pressurização da tubulação de recalque. O registro de esfera da base do pistão de segurança deverá, obrigatoriamete, estar fechado. .
Com a tubulação de recalque pressurizada o pistão terá força suficiente para manter a turbina hidráulica aberta e, consequentemente, a bomba operando. .
Caso o perfil feche após a pressurização da tubulação de recalque, deslocar o contrapeso no sentido do pistão o suficiente para a turbina se manter operando. .
c) Controle da vazão bombeada: .
A parada do conjunto deverá ser feita abrindo-se um registro de esfera situado na base do pistão de segurança. .
A parada do conjunto Turbo Bomba deverá ser realizada 1 vez a cada 15 dias para manter o sistema destravado.
A regulagem da vazão bombeada é feita através de um parafuso localizado na parte inferior do pistão de segurança (fig. 18). O equipamento já sai de fábrica com a regulagem máxima de abertura.
Caso seja necessário diminuir a vazão bombeada, deve-se parar o conjunto, girar o parafuzo meia volta no sentido horário e dar novamente a partida na Turbo Bomba. Caso a vazão ainda esteja acima
.
da desejada esse procedimento deverá ser repetido até que se obtenha a vazão bombeada desejada.
Note que quanto mais fechado o parafuso de regulagem menor é a rotação da bomba e assim a vazão bombeada. .
Nunca realizar a regulagem do pistão de segurança com o conjunto turbobomba em funcionamento, pois isso poderá danificar o sistema de regulagem, comprometendo o bom funcionamento do conjunto. O que acarretará a perda da garantia do equipamento.
Fig. 19
Registro fechado
(conjunto em funcionamento)
Registro aberto
(parada do conjunto)
Fig. 20
Fig. 15 Fig. 16
Fig. 18
Fig. 17
15
16
6. MANUTENÇÂO PREVENTIVA
6.1. MANUTENÇÃO PREVENTIVA DA TURBINA
A manutenção preventiva da turbina se resume em: . a) Engraxar os pontos onde existe engraxadeiras (fig. 21), com a periodicidade indicada na tabela 4
Pagina 19. .
b) Verificar a cada 30 dias a graxa dos mancais de rolamento, removendo as tampas laterais e constatando se existe presença de água na graxa, ou seja, manchas brancas. Caso existir, será necessária a troca dos retentores e da graxa. Para isso os mancais e os rolamentos deverão ser retirados, lavados com querosene, e os retentores substituídos. .
c) A cada 60 dias os rolamentos deverão ser engraxados. Para isso a graxa velha acumulada nas laterais dos mancais deverá ser removida e a graxa nova aplicada lateralmente nos rolamentos com uma espátula, girando o eixo para melhor distribuição da graxa. .
d) A cada seis meses a graxa dos rolamentos deverá ser totalmente substituída por graxa nova.
Os rolamentos e os mancais serão lavados com querosene ou óleo diesel, sugerimos utilizar uma bisnaga para pulverizar o líquido lateralmente. Girar o eixo para promover a limpeza total dos rolamentos. A graxa velha misturada com o querosene ou óleo diesel depositada na parte inferior dos mancais deve ser removida com um pano.
Fig. 21
Obs: Utilizar graxa azul para os rolamentos
O excesso de graxa provoca o aquecimento dos rolamentos reduzindo sua vida útil!
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6.2. MANUTENÇÃO PREVENTIVA DA BOMBA
Troca de óleo
O óleo da bomba deverá ser trocado a cada dois meses ( veja tabela na pág. 19 ), ou quando for constatada a presença de água no óleo ( manchas brancas ou vazamento de óleo pelo pistão).
Caso a bomba permaneça parada por tempo superior a 30 dias, antes de colocá-la para operar, trocar o
óleo.
O descumprimento deste procedimento acarretará desgastes dos casquilhos, bielas, pistões, pinos, rolamentos e no virabrequim.
A seguir veja como se procede a troca de óleo da bomba:
1
2
3
Fig. 22 Fig. 23
1 - Pare a Turbo Bomba.
2 - Coloque sob a tampa do cárter um recipiente (3) para a coleta do óleo usado.
3 - Retire o tampão de abastecimento do óleo (1) e o tampão de drenagem(2) localizado na parte inferior do cárter da bomba. Dentro do recipiente utilizado para a coleta, verifique se não ha indícios de presença de água no óleo.
4 - Verificar se existe no interior do carter alguma peça danificada.
5 - Após o esgotamento total do óleo usado e constada a ausência de água, recolocar o tampão de drenagem (2).
6 - Reabasteça o Carter com o óleo conforme indicado na tabela da página 19.
7 - Verificar se não existe vazamento de óleo pelo tampão de drenagem.
8 - Recolocar o conjunto em funcionamento
IMPORTANTE
s
O nível do óleo deverá, obrigatoriamente, ser verificado a cada 15 dias.
s
O nível do óleo deve estar na altura do tampão; caso não esteja deverá ser completado. Estando com o nível alto ou vazando pelo guia dos pistões, provavelmente há presença de água no óleo (óleo com aspecto esbranquiçado), trocar imediatamente o óleo da bomba e verificar o motivo da entrada de água no óleo.
s
Uma vez ao ano, retirar a tampa do carter para a limpeza completa, utilizando como solvente querosene ou óleo diesel. Após a limpeza, esgotar o querosene ou diesel, trocar a junta de vedação e recolocar a tampa do carter.
Não jogue o óleo usado no solo e muito menos nos cursos de água. Proteja a natureza!
18
DIARIAMENTE
VERIFICAR
FUNCIONAMENTO
TROCAR ÓLEO
TROCAR REPAROS/
PISTÕES
REVISAR
ROLAMENTOS
ENGRAXAR
MANCAIS
ENGRAXAR PERFIL
REGULADOR DE VAZÃO
LIMPESA E TROCA DE
GAXETAS DOS MANCAIS
6.3. TABELA PREVENTIVA
2 MESES
12 MESES OU
QND. NECESSÁRIO
6 MESES
Tab. 04
6.4.1. Limpeza da represa
A represa é um ponto de acúmulo de detritos, pensando nisto a Betta fornece junto com o equipamento uma tela de retenção para ser encaixada na boca do tubo conforme figura 24.
Recomendamos a limpeza da tela com a periodicidade exigida para o local. Alertamos que o entupimento desta tela com detritos provoca a redução da vazão bombeada ou a parada do equipamento.
Represa com acumulo de sujeira Represa após limpeza
Caixa de captação com acumulo de sujeira Caixa de captação após limpesa
Obs: proceder a primeira troca de óleo do carter da bomba após o 1° mês de funcionamento.
Em seguida, trocar regularmente a cada dois meses independente se a bomba trabalha ou não 24 horas.
6.3.1. Lubrificante para a bomba
LUBRIFICANTE TIPO QTD.
6.4.2. Limpeza das caixas de decantação
BOMBA 20/40/60
ÓLEO ISSO - VG 68
1,5 litros
OHL2654
Fig. 24
Como o próprio nome já diz, a caixa de decantação decanta a impureza da água para que somente
água limpa entre na bomba, assim é fato que constantemente ocorra um acúmulo de areia, folhas, etc. no
MARCAS
SUGERIDAS
*LUBRAX INDUSTRIAL
HR-68-EP
*ESSO
NUTO-H-68
6.3.2. Lubrificante para a turbina
*SHELL
TELLUS 68
*TEXACO-RANDO
HD 68
*IPIRANGA-IPITUR
AW 68
Tab. 05 fundo dos recipientes, fazendo com que este acúmulo de sujeira suba gradativamente conforme a qualidade da água. Para que estes entulhos não dificultem a passagem de água de um recipiente para o outro é necessário realizar a limpeza dos recipientes sempre que o nível de impurezas estiver alto. Para limpar os recipientes é aconselhável que em sua parte inferior tenha um registro ou um tampão esgotar a
água impura. 25
LUBRIFICANTE TIPO
MANCAL DO ROTOR
GRAXA BASILIT AZUL
P/ ROLAMENTO
Recipientes com acumulo de residuos
Recipientes após limpeza
MANCAL DO PERFIL
REGULADOR DE VAZÃO
GRAXA BASILIT AZUL
P/ ROLAMENTO
Tab. 06
6.4. MANUTENÇÃO PREVENTIVA DA INSTALAÇÃO
A manutenção preventiva da instalação é um dos pontos mais importantes para o bom funcionamento do equipamento e por mais limpa que seja a água, sempre ocorrerá acúmulos de sujeira tanto na adução da turbina quanto nas caixas de decantação da bomba.
Registro ou tampão
Fig. 25
NUNCA realizar o esgotamento de água dos tambores sem que o equipamento esteja parado, pois se faltar água na bomba em funcionamento certamente danificará os reparos.
19 20
7. MANUTENÇÂO CORRETIVA
7.1. MANUTENÇÃO CORRETIVA NA TURBINA
A principal manutenção corretiva que ocorre com a turbina, é a troca de rolamentos e retentores.
Peças que são simples de serem trocadas e encontradas no mercado. Para retirar estas peças, primeiramente deve desmontar as duas tampas dos mancais. Após, com uma barra de bronze deve-se dar pequenas batida no rolamento usado para que este saia do mancal e possibilite a troca do retentor e fixação de um novo rolamento (atentar para o lado que o retentor deve ser montado). 31
4) Retirar as tampas dos mancais;
5) Soltar os parafusos que prendem o mancal à caixa da turbina;
6) Introduzir dois dos quatro parafusos retirados nos dois furos roscados para destacar o mancal do conjunto;
7) Retirar o rotor da turbina para limpeza e inspeção.
Fig. 28
7.1.1. Troca dos retentores / Rolamentos
1) Parar o conjunto Turbo Bomba;
2) Fechar o registro da bomba e retirar as correias das polias;
3) Soltar o parafuso de trava da polia e retirá-la;
Fig. 26
Fig. 27
21
Fig. 29
9) Retirar os rolamentos;
10) Retirar os retentores;
11) Lavar os rolamentos e os mancais com querosene, secá-los com ar comprimido ou pano limpo;
12) Montar os novos retentores com a “mola” voltada para o rolamento;
13) Montar o rotor na caixa da turbina;
14) Fixar os mancais com os parafusos apertando-os gradativamente e na sequencia diametralmente oposta;
15) Preencher o alojamento dos rolamentos até a metade com graxa nova;
16) Montar os rolamentos nos mancais.
POSIÇÃO CORRETA DO RETENTOR EM
RELAÇÃO AO ROLAMENTO
(mola voltada para o rolamento)
Fig. 30
22
Fig. 31
7.1.2. Montagem dos rolamentos nos mancais
1- Limpar a bucha e o rolamento com solvente comum.
2- Passar uma fina camada de óleo sobre as superfícies interna e externa da bucha.
Lubrificar com graxa a rosca e a face chanfrada da porca, que terá contato com o rolamento.
Obs.:rolamentos novos não precisam ser lavados e devem ser retirados de sua embalagem somente na montagem para evitar contaminação.
3- Enroscar a porca na bucha (sem arruela de trava), até que o rolamento esteja bem assentado.
4- Com a chave de gancho apropriada (nunca com martelo e talhadeira) dar o aperto seguindo o ângulo indicado na figura abaixo.
5- Reposicionar a chave a 180º e apertar poucos graus a mais, batendo com um martelo no cabo da chave.
6- Desenroscar a porca, colocar a arruela de trava, apertando novamente a porca até a posição anterior. Com ajuda de um punção, travar uma das lingüetas da arruela no rasgo da porca.
7- Finalmente, certifique-se de que o rolamento pode ser girado facilmente com a mão, apresentando certa resistência quando desalinhado.
7.2. MANUTENÇÃO CORRETIVA NA BOMBA
7.2.1. Troca do reparo de vedação
A troca de reparo é um procedimento simples e necessário para a manutenção da bomba. Esta troca deverá ser feita sempre que ocorrer vazamento de água (mesmo que seja apenas merejamento de água).
A seguir será descrito passo a passo o procedimento de troca de reparo.
1 -
Parar o conjunto Turbo Bomba.
2 - Soltar os 4 parafusos de fixação dos cabeçotes laterais, horizontais (fig. 32) , que fixam o cabeçote central aos cabeçotes de sucção e de recalque.
3 - A ç á (Fig. 33)
Fig. 32
Fig. 33
4 - Soltar o parafusos que prendem o cabeçote central ao corpo da bomba. (Fig. 34)
5 -
Suspender o cabeçote central, tomando o cuidado com as camisas de cerâmica, elas normalmente ficam aderidas ao cabeçote central e estas camisas são extremamente frágeis com relação a impacto.
(Fig 35)
12
0°
90°
70°
Ø do
20 fu ro
50 a m m de
Ø do
55 de fu ro a
70 m m
Ø fur o do a 1
75
10 de mm
Fig. 35
Fig. 31
Fig. 34
6 - Retirar as camisas de cerâmica. (Fig. 36)
Observar que existem juntas para vedação nas duas faces das camisas de cerâmica.
Normalmente elas ficam aderidas ao cabeçote central e ao corpo da bomba. Sempre que ocorrer a troca de reparos elas devem ser substituídas e SEMPRE retirar as juntas antigas para colocar as novas.
7 -
Retirar a porca e a arruela que prendem o reparo. (Fig. 37)
- Montagem dos reparos de vedação
1 -
Montar as juntas no carter da bomba. (Fig. 39)
2 -
Montar as camisas de cerâmica. (Fig. 40)
Fig. 36 Fig. 37
8 -
Retirar os reparos. (Fig.38)
IMPORTANTE: sempre que realizar o processo de troca dos reparos, efetuar também a limpeza da
Parte interna das camisas de cerâmica com um pano úmido e trocar as juntas.
Fig. 39
3 - Montar os reparos com as camisas de cerâmica já colocadas na bomba. (Fig. 41)
Posição correta de montagem do reparo
(o rebaixo deve ficar voltado para cima)
Fig. 40
4 -
Fixar o reparo com a arruela e a porca de inox. (Fig. 42)
a)
Apertar a porca de inox até a arruela de inox encostar no reparo
b)
Girar mais ½ volta para a fixação final
25
Fig. 38
Fig. 41
26
Fig. 42
5 -
Já com as válvulas revisadas e montadas, o cabeçote central recebe as novas juntas. Antes de montar as novas juntas, verificar se existem pedaços das juntas velhas aderidas ao corpo do cabeçote. Caso haja, utilizar uma espátula ou chave de fenda para removê-las. (Fig. 43)
6 -
Montar o cabeçote central sobre as camisas de cerâmica. Atenção para que as camisas se encaixem perfeitamente nos rebaixos existentes no bloco do carter e no cabeçote central. Se isso não ocorrer, provavelmente as camisas de cerâmica irão quebrar durante o aperto. O aperto dos parafusos deve ser efetuado igualmente para que não haja folga entre a camisa e o cabeçote.
(Fig. 44)
7.2.2. Limpeza e troca de molas das válvulas
O principal sintoma de problemas com as válvulas é a vibração do cano de sucção e/ou, cano de recalque da bomba. Isso ocorre quando as válvulas estão impedidas de se movimentarem devido a sujeira ou a molas quebradas.
O mau funcionamento das válvulas reflete também na vazão bombeada, reduzindo-a substancialmente.
A limpeza ou a desmontagem das válvulas será feita sempre que:
a)
A vazão bombeada diminuir sem motivo aparente.
b)
A bomba apresentar ruído anormal ou vibração intensa nas tubulações de sucção e recalque.
1
3
2
Fig. 43 Fig. 44 o de sucção. A folga entre o cabeçote central e o cabeçote de sucção, permite a entrada de ar na tubulação, reduzindo consideravelmente a vazão bombeada. Lembrando que existe a presença de uma guarnição de borracha que trava as válvulas. Essas devem ser trocadas toda vez que ocorrer a retirada das válvulas dos cabeçotes. (Fig. 45)
27
Fig. 45
Fig. 46
Para dar manutenção nas válvulas é necessário seguir a sequência:
1- Parar a bomba.
2-
Caso n ão se tenha válvula de reten ção instalada próxima a saída da bomba, f echar o registro instalado na saída da bomba para que não haja retorno de água da rede.
3-
o arafusos sucção (1) e de recalque (2).
ç
4- A fastar os respectivos cabeçotes de forma a permitir a retiradas das válvulas.
5- Para a retirada das vál
a)
V
álvulas de recalque (1) são montadas com os corpos para fora do cabeçote central.
Sua retirada é conseguida prendo-a com o polegar e o indicador e com movimentos para cima e para baixo deslocando-a do cabeçote.
(Fig.48)
b)
Vá
lvulas de admissão (2) são montadas com os corpos para dentro do cabeçote central.
á á (Fig.48)
28
Fig. 47
7.2.3. Desmontagem da válvula
Fig. 49
1 - ANEL DE VEDAÇÃO
2 - ASSENTO DA VÁLVULA
3 - VÁLVULA
4 - MOLA
5 GAIOLA DA VÁLVULA
1
2
29
3
2
4
1
5
Fig. 51
Fig. 48
A desmontagem da válvula utiliza como ferramenta uma pequena chave de fenda, e adota a sequência inversa da página 30.
Fig. 50
7.2.4. Montagem da válvula
1 -
Encaixe a mola (Fig. 51 tem 4) dentro da válvula ( Fig. 51 item 3).
2 - Introduza o conjunto válvula/ mola dentro da
“gaiola” (Fig. 51 tem 5)
Observar se a mola está bem posicionada no corpo da válvula e encaixada no fundo da
“gaiola”.
Observar se o guia traseiro da válvula está encaixado dentro do furo de traz da gaiola.
3 -
Colocar o assento da válvula (Fig. 51 item 2) sobre a parte da frente da gaiola . ( Fig. 52 )
O chanfro de 45 no assento da válvula deve ser posicionado voltado para a válvula.
4 - Acoplar o anel de vedação ( Fig. 51 item 1)
“fechando”o conjunto.
(Fig. 53)
Esse anel possui furos com diâmetros diferentes nas suas faces. O lado com furo de diâmetro maior deve ser voltado para a gaiola .
A montagem do anel de vedação (guarnição) sobre o conjunto, lembra a operação para montar um pneu no aro da roda. Introduzir uma pequena chave de fenda, entre o anel de vedação e o assento da válvula. Com movimento circular em torno do assento da válvula, encaixar o anel de vedação sobre o conjunto.
(Fig.54)
5 -
Com o conjunto montado, com o auxilio do abertura e o fechamento da válvula se faz suavemente, sem pontos de travamento ou dificuldade de movimento.
Fig. 52
Fig. 53
Fig. 54
Obs.
Ao encaixar novamente as válvulas nos cabeçotes, atentar-se ao sentido e forma de colocar as mesmas, seguindo orientação da página 29.
30
7.2.5. Troca das bronzinas e inspeção no virabrequim e rolamentos
1- Parar a bomba.
3- Esgotar o óleo do Carter .
4- Retirar a bomba do chassi.
5-
Retirar a tampa do Carter, tomando o cuidado de não danificar a junta de vedação. (Fig. 55)
6-
Soltar os parafusos de fixação da parte inferior da biela e destacá-la do virabrequim. (Fig. 56)
9- Retirar o virabrequim. Verificar o estado dos rolamentos e no virabrequim os apoios das bielas, caso danificados, trocar os rolamentos e retificar o virabrequim. (Fig. 59)
Obs.: A retifica de virabrequim é aconselhável até 0,75mm
Fig. 55
7-
Retirar a parte superior e inferior da bronzina (Fig. 57)
8-
Retirar o mancal aberto do carter (Fig. 58)
Fig. 57
Obs.
A capa do rolamento (2) e o retentor (3) saem juntamente com o mancal. Verificar as condições da junta (1) e analisar a quantidade de juntas em cada mancal, trocá-la mesmo se estiver com pequena avaria. Sempre que o mancal for retirado é aconselhado a troca do retentor e das juntas de vedação.
31
Fig. 58
1
2
3
Fig. 56
7.2.6. Desmontagem da biela e do pistão
1-
Retirar o conjunto biela/ pistão do carter da bomba. (Fig. 60)
2 Retirar o parafuso de aperto na extremidade do pistão. (Fig. 61)
3-
Desmontar o pino de articulação Biela / Pistão.(Fig. 61)
Fig. 59
Fig. 60
32
Fig. 61
1
2
3
Fig. 62
4-
Verificar o desgaste no pistão (1), pino de articulação (2) e bucha da biela (3)
Qualquer indício de desgaste, substituir a peça.
5-
A montagem do conjunto obedecerá a sequência inversa da desmontagem.
O óleo e o volume a ser utilizado para preencher o carter da bomba é indicado na tabela da
página 19 deste manual.
7.2.7. Tabela retentores, rolamentos e bronzinas
Tipo da Bomba - 3Pistões
Modelo - Betta _20-40 -60
MODELO ROLAMENTO RETENTOR VIREBREQUIM
DIÂMETRO (mm)
20-40-60
30206
NSK, TIMKEM
01695BR
SABÓ
Ø30,04-----►
Ø29,79-----►
Ø29,54-----►
Ø29,29-----►
BRONZINAS
BB202-J
COMPRESSORES VARGAS
EL-1300 / EL-1600 / EL-1030
STD
0,25
0,50
0,75
Tab. 07
33
7.3. ANORMALIDADES
Tab. 08
ANORMALIDADE CAUSA SOLUÇÃO
*Escorvar a bomba, enchendo com água a
*Presença de ar no cabeçote tubulação de sucção, por meio de um furo localizado no cabeçote de entrada.
*Entrada de ar no tubo de sucção da
*Verificar se existe trincas no tubo, conexões e cotovelos e se as conexões estão bem bomba.
coladas (vedadas).
1 - Apesar de o conjunto
estar movimentando:
*Válvula de pé da tubulação de sucção
*Limpar completamente a válvula da tubulação de sucção e verificar seu funcionamento. Se necessário, protegê-la com uma malha flexível tipo mosqueteira
a) A bomba não
obstruída ou com deficiência de fechamento.
bombeia b) A vazão bombeada
é reduzida
*Válvulas de entrada da bomba travadas por sujeiras ou problemas mecânicos.
*Desmontar a parte superior da bomba e retirar as válvulas para limpeza completa.
Verificar se há molas quebradas ou travados.
(Veja páginas de 28 a 30)
*Válvulas com molas quebradas provocam intensa vibração na tubulação de bombeamento e sucção.
c) O bombeamento é por “golfadas”
*Vazamento de óleo nos pistões.
*Trocar os reparos dos pistões e o óleo.
(Veja páginas de 24 a 27)
*Ar na tubulação de recalque da bomba
(se houver na rede pontos de depressão).
*Instalar válvulas do tipo “ventosa” para retirar o ar retido na tubulação.
(Veja página 11)
2 - O conjunto turbina/ bomba gira lentamente ou não gira.
3 - Vazamento de óleo pelos pistões
4 - Desgaste de correia.
*Inversão das câmaras na montagem do cabeçote.
*Soltar os quatro parafusos superiores que fixam o cabeçote ao cárter, e girá-lo 180º.
*Registro de saída da bomba fechado.
*Erro nos dados informados:
-Queda de acionamento da turbina
-Vazão de acionamento da turbina
-Desnível do bombeamento
-Comprimento da tubulação de recalque
-Comprimento da tubulação de adução
*Abrir totalmente o registro da tubulação de bombeamento.
*Verificar os dadosconfrontando-os com aqueles indicados na hora da venda e sob os quais o equipamento foi produzido.
*Entrar em contato com o representante ou com o departamento de assistência técnica da Betta.
*Presença de sujeira na tubulação de adução.
*Obstrução da caixa de captação ou captação direta
*Realizar a limpeza da adução da roda
*Realizar a limpeza da tela protetora da captação de água
*Turbina travada / Bloqueio do rotor
*Com o equipamento parado, soltar as correias de transmissão e girar manualmente a polia da turbina. Se estiver travada verificar os procedimentos indicados nas pág. 21 a 23 .
*Verificar também se a polia da bomba gira livremente, não se esquecendo antes, de despressurizar a rede, abrindo o registro
(cano de recalque vazio). Se a bomba estiver travada,verificar os procedimentos das pag. 21 a 23.
*Entrada de água pelo guia de pistão devido à desgaste do reparo.
*Seguir procedimento de troca de óleo e troca de reparo das páginas 18 e 24 a 27 .
*Esticamento excessivo ou desalinhamento de polias.
*Correia patinando e/ou molhada.
*Equipamento utilizado em aproveitamentos com potenciais hidráulico maior do que o padrão.
*Seguir procedimento de Esticamento e alinhamento de correias da página 13 .
*Secar as correias com o equipamento parado e não deixar de usar a proteção de correias.
*Adquirir duas novas polias (mesmo número das polias que estão sendo utilizadas) e acoplar em conjunto com as que já existem, transformando o número de canais de 1B para 2B.
34
5
0
8
7
6
18
1 7
22
21
2 4
47
25
2 6
28
2 9
30
31
32
33
2
BOMBAS MOD. 20 / 40 / 60
1
5
1
2
3
4
14
1
5
16
19
20
14
23
2 7
38
3
9
5
13
49
1 2
11
10
9
48
34
3
5
36
37
2 6
2
5
42
43
4 1
4
0
24
44
45
46
Fig. 63
35
6
4
2
8
1
1
1
1
3
3
3
1
3
3
6
6
6
6
1
6
6
8
3
1
1
3
6
3
3
1
3
3
6
1
6
1
1
Qtd
4
1
4
1
2
1
1
1
1
3
1
1
1
1
Item
1
2
3
24
25
26
27
28
21
22
23
29
30
31
17
18
19
20
13
14
15
16
8
9
10
11
12
32
33
34
35
36
37
38
42
43
44
45
46
47
39
40
41
6
7
4
5
48
49
50
51
Descrição
Parafuso sext. zinc. M10x120
Plug de óleo 1/4” NPT
Parafuso sext. Zinc. M12x60
Cabeçote de saída 2-4-6
Plug 1/8” NPT
Cabeçote central 2-4-6
Válvula montada 2-4-6
Tampão ½” FoFo NPT
Gaiola 2-4-6
Mola de inox 2-4-6
Válvula branca 2-4-6
Assento da válvula 2-4-6
Guarnição 2-4-6
Junta da camisa 2-4-6
Porca M12 inox
Arruela lisa de inox de ½”
Reparo lonado 2-4-6
Cabeçote de entrada 2-4-6
Camisa de cerâmica 2-4-6
Suporte do reparo 20 / 40 / 60
Guia dos pistões 2-4-6
Mancal fechado 2-4-6
Plug ½” latão com anel oring
Parafuso sext. polido M8x20
Junta do mancal 2-4-6
Rolamento 30206
Parafuso sext. polido M10x15
Carter 2-4-6
Pistão 20 / 40 / 60
Parafuso Allen c/ cabeça 3/16”x5/8”
Junta do carter 2-4-6
Base do carter 2-4-6
Parafuso sext. polido M8x15
Biela 2-4-6
Bucha da biela 2-4-6
Pino do pistão 2-4-6
Chaveta 5/16” x 35mm
Jogo de bronzinas BB202J-STD
Capa da biela 2-4-6
Parafuso Allen c/cabeça 1/4”x1½”
Virabrequim 20 / 40 / 60
Mancal aberto 2-4-6
Retentor 01695 BR
Polias intercâbiaveis
Arruela de fixação
Parafuso sext. zinc. 3/8”x1”
Adesivo de lubrificação
Placa de identificação da bomba
Cordão O’ring 3x80mm
Adesivo de entrada
Adesivo de saída
PAC0072
F044 / F045 / F046
F043
RET0017
M166
PSZ0014
ADE1024
PID0011
COR0100
ADE1020
ADE1022
Tab. 09
Cod. Betta
PSZ0001
PLU0055
PSZ0002
F053
PLU0054
F051
CJ76
PLU0051
GAI0061
MOL0022
M048
M050
GUA1151
A004
POR0010
ALI0001
REP0246
F052
CAM0106
CJ72
F072
F042
M168
PSP0032
A007
ROL0040
PSP0029
F041
F048 / F049 / F050
PAC0069
A004
A011
PSP0031
F047
BAB0150
M039
BQD0011
BRO0056
36
TURBINA
4
5
3
2
1
1- Cartola
2- Transição
3- Perfil regulador de vazão
4- Caixa da turbina
5- Rotor
6- Mancal
7- Retentor
8- Rolamento
9- Tampa do mancal
10- Polia
11- Parafuso com arruela da polia
6
7
8
9
1 0
11
ATENÇÃO
Não utilize esse equipamento fora das especificações do projeto!
Ele perderá rendimento ou simplesmente não funcionará!
Ao instalar o conjunto confira os dados abaixo, os quais devem estar exatamente iguais aos especificados nas condições de venda assinada pelo comprador ou representante.
- Desnível de acionamento
- Vazão de acionamento
- Diâmetro e comprimento da tubulação de adução
- Diâmetro e comprimento da tubulação de recalque
- Desnível geométrico
Mesmo que a instalação esteja em andamento, se forem detectados erros de medidas é fundamental interromper as obras e solucionar o problema nessa fase.
Deficiências ou danos ao equipamento causados por erros na coleta de dados ou na instalação serão de responsabilidade do comprador o qual arcará com os custos relativos à substituições, alterações, fretes, etc.
A BETTA RESERVA-SE O DIREITO DE ALTERAR, SEM AVISO PRÉVIO,
AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESSE MANUAL
37